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Universidade Estadual Vale do Acara UVA Curso: Especializao em Ensino de Histria do Cear Disciplina: Histria Poltica do Cear Prof.

. Ms.: Igor Alves Aluno: Francisco Balduino

Anlise de Filme Lua Cambar

Sobral - 2012

Observando a representao cinematogrfica do mito sertanejo de Lua Cambar percebemos o uso ldico de vrias aluses simblicas na de elementos da fauna, flora e religiosidade nordestina na representao do poder, vivncias e contextos msticos do interior do Cear. As prticas do cotidiano apresentadas na obra remonta a um Cear escravista que segui um contexto macro onde os cativos sendo vistos como propriedade de seus senhores estavam submetidos as anseios dos donos inclusive para os desejos sexuais e neste ato nasce Lua Cambar em um nordeste patriarcal e agrrio. As disputas por terras entre os coronis passam a compor o pano de fundo no surgimento do mito de Lua a mulata valente que desponta entre os homens como lder violenta movida por dio e amor. Vemos um quadro de nordeste representado a partir da biografia de um ser dissidentes da submisso feminina perante o patriarcalismo nordestino, porm as aes empreendidas por Lua no caracterizam uma novidade no plano poltico do serto brasileiro. O filme se perde porem dentro de uma trama mal armada de cortes reducionistas de carter cronolgico e uso exacerbado de linguagem simblica de difcil acesso ao grande pblico o que impossibilita a mensagem da obra atender ao entendimento da obra. O jogo de imagens apesar de constantes nos apresentam um nordeste marcado pela religiosidade popular onde o jogo pelo destino e a alma dos seres se desenrola entre o rezar do tero e a crena no sobrenatural convivendo com o mundo material