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AS TRILHAS INTERPRETATIVAS E SEU PAPEL NO PROCESSO DE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO


BRIGADEIRO-MG

Paula Martins de Castro


Felipe Favaro Ribeiro

Universidade Federal de Lavras - MG


paulacol99@yahoo.com.br / (32) 3554-1190
fileturufjf@yahoo.com.br / (35) 9823-1919

Eixo Temático: O Homem

UFLA
2006
1. Introdução:

O presente trabalho propõe desenvolver um estudo referente a importância das


trilhas interpretativas no processo de educação ambiental do Parque Estadual da
Serra do Brigadeiro (a partir de agora PESB). Contudo, não pretendemos aqui esgotar
as questões levantadas, mas apenas contribuir para a discussão acadêmica acerca do
assunto, já que notamos que este é um tema ainda pouco recorrido nas discussões
sobre turismo em Unidades de Conservação (a partir de agora UC’s).
Segundo VASCONCELOS (2003), as trilhas interpretativas constituem-se num
dos instrumentos educativos mais facilmente utilizados em programas de ecoturismo.
O autor segue explicando que uma trilha interpretativa é um meio e não um fim. Deve
ser planejada de acordo com os objetivos do programa interpretativo e as
características e valores intrínsecos que o local oferece.
Para ANDRADE (2003), as trilhas oferecem aos visitantes a oportunidade de
desfrutar de uma área de maneira tranqüila e alcançar maior familiaridade com o meio
natural. Trilhas bem construídas e devidamente mantidas protegem o ambiente do
impacto do uso, e ainda asseguram aos visitantes maior conforto, segurança e
satisfação. As trilhas terão papel significativo na impressão que o visitante levará
sobre a área e a instituição que a gerencia.
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O principal objetivo das trilhas interpretativas é auxiliar no processo de


educação ambiental da UC. Educação Ambiental, conforme definição da UNESCO
(1987), é:

um processo permanente no qual os indivíduos e a


comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e
adquirem conhecimentos, habilidades, experiências, valores e
a determinação que os tornam capazes de agir, individual ou
coletivamente, na busca de soluções para os problemas
ambientais, presentes e futuros.

Segundo SILVA (1996), a educação ambiental envolve desde a cooperação de


escolas, universidades, até outras organizações para promover a conscientização
sobre o meio ambiente dentro e fora dos parques e reservas. A administração das
UC’s exerce papel fundamental neste processo.
Atividades de educação ambiental, como parte dos programas de ecoturismo,
devem levar os visitantes a uma compreensão e apreciação mais profunda dos
recursos naturais e culturais das áreas visitadas, possibilitando um comportamento
mais consciente.
Porém, em geral, os ecoturistas buscam recreação saudável, relaxamento, e
não leitura e ensinamentos. Para conciliar a recreação e a educação, vem sendo
desenvolvida desde o final do século passado a arte e a técnica da interpretação
ambiental.
Segundo VASCONCELOS (2003), a Interpretação Ambiental ou da natureza é
uma forma estimulante de fazer com que as pessoas entendam o seu entorno
ecológico. É bastante antiga e está intimamente ligada à história dos Parques
Nacionais norte-americanos.
O mesmo autor explica ainda, que as bases e a filosofia da interpretação só
foram estabelecidas em 1957 por um dramaturgo e filósofo norte-americano, Freeman
Tilden (Ibid.).
Segundo SILVA (1996), Tilden enumera os seis princípios básicos da
interpretação, com a finalidade de auxiliar a cada um para o estabelecimento de idéias
próprias, a respeito do assunto. Resumidamente são:

- Qualquer interpretação que não se relacione com a


personalidade ou a experiência do visitante será totalmente
inútil;
- A interpretação não é simplesmente informação, ela é uma
revelação baseada em informação, mas ambas são coisas
totalmente diferentes. Contudo, toda interpretação inclui
informação;
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- A interpretação é uma arte que combina outras artes, sejam


cientificas, históricas ou arquitetônicas;
- O objetivo fundamental da interpretação não é apenas
ensinar, mas sim provocar, motivar, despertar a curiosidade
dos visitantes a respeito de aspectos aparentemente
insignificantes;
- A interpretação deve tratar de apresentar todo um conjunto e
não uma das partes. Os temas devem estar inter-relacionados;
- Ela deve ser dirigida a audiências específicas. Idealmente
deveria existir um programa diferente para cada tipo de
audiência.

Vários são os métodos e técnicas de interpretação, mas SILVA (1996) enumera


os doze principais, que são: interpretação ambulante; trilhas; palestras; centro para
visitantes; mirantes; interpretação para crianças; para inválidos; programas especiais;
programas fora do parque; exibições especiais; publicações; e interpretação viva da
história.
Neste sentido, notamos que o visitante, quando bem informado, passa a ser
um grande aliado dos gestores das áreas naturais protegidas, auxiliando na
conservação do meio ambiente visitado.
2. Objetivos:

2.1. Objetivo geral:


O objetivo deste trabalho é avaliar a importância das trilhas interpretativas no
processo de educação ambiental nos Parques, através do estudo de caso do Parque
Estadual da Serra do Brigadeiro-MG.

2.1. Objetivos específicos:


Identificar as ações desenvolvidas no PESB no que se refere a inserção de
trilhas interpretativas no Parque;
Avaliar as condições de uso das áreas destinadas à visitação pública no local,
em especial da única trilha considerada interpretativa – a Trilha do Encontro.

3. Materiais e Métodos:

3.1. Materiais:

Definidos pelo Decreto nº 21.724, de 23 de novembro de 1981 (Regulamento


dos Parques Estaduais) como unidades que fazem uso indireto dos recursos naturais,
os parques estaduais são criados para a proteção e preservação permanente de
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regiões dotadas de excepcionais atributos da natureza, ou de valor científico ou


histórico, postos à disposição do povo.

O crescimento do número de visitantes nas UC’s do Brasil e do mundo, tem


acarretado um aumento da pressão sobre os recursos utilizados, demandando assim,
pesquisas dirigidas sobre o fenômeno turístico e suas conseqüentes ações de manejo.
O PESB foi escolhido para este estudo por apresentar uma carência muito
grande em relação a estudos voltados para área turística, já que esta está se tornando
uma importante atividade na região.
Segundo VITARELLI (2005) PESB foi criado em 27 de setembro de 1996 pelo
Decreto nº 38.319. É uma UC administrada pelo IEF do Estado de Minas Gerais e por
ter sido criada recentemente, ainda não possui um plano de manejo.

Encontra-se entre os picos rochosos de um dos


prolongamentos das Serras da Mantiqueira e Caparaó
possuindo cotas aritméticas consideráveis, como a do Pico do
Soares, Pico do Boné e Pedra do Pato, com altitudes que
chegam a 1.980m (Ibid.).

O PESB, situado na Zona da Mata de Minas Gerais, é um Parque de criação


recente, com uma área aproximada de 13.210 hectares, que oferece inúmeras opções
de lazer, recreação, educação ambiental e pesquisa. Ele abrange os municípios de
Araponga, Fervedouro, Miradouro, Ervália, Sericita, Muriaé, Pedra Bonita e Divino.
O Parque possui um importante valor ambiental, já que é composto por
remanescentes de Mata Atlântica, principal formação vegetal da área, e começa a ser
estudado por pesquisadores de diversas áreas, inclusive por profissionais de turismo.
Pode ser considerado um Parque relativamente pouco explorado, frágil e com pouca
infra-estrutura turística, o que faz com que a prática do turismo ainda seja bem
limitada.
A presença de uma fauna e flora ricas em biodiversidade, de uma topografia
ímpar, de uma paisagem privilegiada, pode propiciar um novo filão econômico para as
já deprimidas áreas socioeconômicas da região, podendo resultar em sérios impactos
ambientais se não for bem planejado.

3.2. Métodos:
O presente trabalho foi desenvolvido a partir de diferentes recursos
metodológicos, visando maior objetividade e credibilidade quanto ao estudo proposto.
Foi utilizado como método básico para este trabalho um estudo de caso, que
se refere ao papel das trilhas interpretativas no processo de educação ambiental
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desenvolvido nos limites do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, nos meses de


janeiro e fevereiro de 2006, totalizando três visitas à sua sede, nas quais foram
entrevistados dois funcionários, gerente e pessoas envolvidas com a gestão do uso
público no Parque.
Utilizamos a técnica da pesquisa qualitativa com a realização de entrevistas
semi-estruturadas, com roteiros definidos, gravadas e transcritas. Isso inclui também a
conversação com indivíduos relacionados ao Parque e apreensão de suas idéias e
opiniões.
A pesquisa qualitativa, ao contrário da quantitativa, busca sua fundamentação
não nos aspectos numéricos, mas nos qualitativos, isto é, busca investigar em
profundidade determinadas dimensões do fazer social em detrimento da quantidade.
Para a realização do trabalho de campo, foi feita, primeiramente, uma visita à
cidade de Araponga, pois, conforme verificado em estudos prévios sobre o parque,
esta era a cidade que possuía a maior área do PESB, 41,04% (ASSIS, 2003 apud
TIRADENTES, 2004).
Esta visita foi feita no dia 25 de Janeiro de 2006, no Centro de Informações
Ambientais, local onde também funcionava o escritório do IEF e da EMATER. Neste
local, foi entrevistado o funcionário da Prefeitura de Araponga, João Derley Macedo,
que trabalhava na área de Serviço de Agricultura Ambiental, e se prontificou a ajudar
no que fosse preciso, pois, segundo ele, entendia bem de assuntos relacionados ao
Parque.
Sendo assim, foi feita uma entrevista com João Derley, toda gravada em um
gravador portátil. Ele respondeu todas as perguntas pré-selecionadas, mostrando
dúvida quanto a resposta de apenas uma, a qual se tratava da existência ou não de
um programa de interpretação ambiental no PESB.
No dia 01 de Fevereiro, na sede do PESB, distante aproximadamente 12 km da
Prefeitura de Araponga, entrevistamos o guarda-parque Francisco José de Oliveira
Ramos, que seria o responsável pela apresentação de toda a infra-estrutura da sede,
além de realizar uma trilha, considerada a única trilha interpretativa que o parque já
possuía – a Trilha do Encontro.
Em seguida, entrevistamos o atual gerente do PESB, José Roberto Mendes de
Oliveira, que respondeu com precisão todas as perguntas que lhe foram feitas,
perguntas estas que tratavam basicamente da infra-estrutura do Parque, do uso
público atual no mesmo e do plano de manejo e do PUP que ainda não foi
confeccionado.
As fotografias foram todas feitas no dia 22 de fevereiro de 2006, data em que
entrevistamos mais um guarda-parque que trabalhava na sede a mais de um ano,
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Anderson Luiz Filó, como forma de obter mais informações para a confecção do
próximo capítulo, que representa o estudo de caso em questão.
Consideramos importante lembrar que a literatura sobre o PESB é muito
insipiente e, portanto, as publicações disponibilizadas na Biblioteca Central da UFV e
na internet auxiliaram bastante na caracterização física e sócio-cultural da área de
estudo.

4. Resultados/Discussão:

Neste capítulo é feito o estudo de caso em si, apresentando os pontos mais


significativos obtidos na pesquisa qualitativa realizada, relacionando-os com o tema
proposto.
Vale ressaltar que este é um trabalho que representa apenas uma parte de um
extenso Trabalho de Conclusão do Curso de Turismo da Universidade Federal de Juiz
de Fora-MG, que diz respeito à importância do Programa de Uso Público e dos seus
Sub-Programas na gestão do turismo em Unidades de Conservação. São ao todo
quatro Sub-Programas estudados, entre eles o Sub-Programa de Educação Ambiental
e o Sub-Programa de Interpretação Ambiental, os quais dão base para a confecção do
presente estudo.
Questionamos aos quatro entrevistados, se há ou não algum programa de
interpretação ambiental sendo desenvolvido, e o único que apresentou dúvidas na sua
resposta foi João Derley, que afirmou não ter muito conhecimento sobre este assunto.
Já Francisco e José Roberto citaram a Trilha do Encontro como sendo a única trilha
interpretativa do Parque. José Roberto cita ainda o mural que está em construção em
frente a sede, e as placas interpretativas, que, conforme verificamos, são placas que
indicam apenas o nome do local.
Segundo Francisco:
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“Existe a Trilha do Encontro, que é a única trilha interpretativa


que já está dentro do plano de manejo que está sendo
confeccionado, que leva mais ou menos 20 minutos de
caminhada, onde eu mostro as espécies de plantas, falo dos
animais que vivem ali e da importância de se preservar a
natureza, principalmente para as crianças. Acredito que seja
um trabalho importante, pois tratamos da questão da
educação ambiental.”

No entanto, Anderson discorda um pouco de Francisco e José Roberto, quando


responde:

“Interpretação mesmo não, porque mesmo a Trilha do


Encontro, que é considerada aqui como interpretativa, não
oferece nada além do passeio e do nosso acompanhamento,
fazendo algumas brincadeiras e jogos quando se trata de um
grupo de crianças.” (Anderson Luiz Filó)

Já sobre a existência ou não de atividades recreativas no PESB, observamos


que João Derley Macedo também apresenta um certo desconhecimento a esse
respeito, pois afirma:

“Só cachoeiras e trilhas, que não podem ser visitadas sem que
antes a pessoa ligue para a central do Parque, agende com o
gerente, e no momento do passeio há um guarda-parque para
acompanhá-la.”(João Derley Macedo)

No entanto, Francisco e José Roberto, apontam a Ana, esposa de João


Roberto e pedagoga, como a principal responsável por estas atividades, já que,
quando há um grupo de crianças, ela acompanha o grupo, em geral na Trilha do
Encontro, realizando jogos e brincadeiras no decorrer da trilha.
Anderson concorda, explicando como são feitas estas atividades:

“Geralmente quando vem um grupo de 30 crianças, a gente


separa em dois de 15, e o Zé Roberto entra com a metade de
um lado da trilha e a Ana, com a outra metade pelo outro lado
da trilha, até os dois grupos se encontrarem.” (Anderson Luiz
Filó)

Em relação a quantidade de estudantes que visitam o Parque Anderson afirma


que são muitos, dando com exemplo o ano de 2005, que recebeu mais de 800
estudantes, principalmente vindos de escolas da região.
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Verificamos, com a pesquisa, que não existem guias ou condutores


especializados para realizarem as visitas com os turistas. O acompanhamento é feito
pelos guardas-parques, e até por outros funcionários do Parque, como é o caso do
gerente José Roberto e de sua esposa Ana. A respeito das atividades desenvolvidas
pelos guardas-parques, Francisco explica:

“Assim que o visitante ou o grupo de visitantes chega no


parque, eu apresento as instalações, falo um pouco da forma
como foi criado o parque, mostro a nossa maquete com os
limites do parque, os municípios que o compõem, e depois
mostro os atrativos turísticos mais importantes que ficam
próximos à sede, como por exemplo o Trilha do Encontro – que
é a única trilha interpretativa do parque – e a Ermida, que é
uma capela aonde vão os romeiros em dias santos.” (Francisco
José de Oliveira Ramos)

Foi observado nas entrevistas, que a inserção de mais trilhas interpretativas é


um dos objetivos do Parque, já que, para a sua gestão atual, elas aparecem como um
item fundamental para o processo de educação ambiental, tanto para os visitantes
como para a própria população local, que faz uso destas trilhas constantemente.
A gestão atual do Parque reconhece que o processo de educação ambiental é
fundamental para a preservação dos seus recursos naturais, conscientização da
população local e desenvolvimento da região, portanto, o Parque já possui um plano
de Educação Ambiental com as escolas da região, levando os alunos, de diversas
idades, para conhecerem a sede do Parque, bem como os picos, o mirante e as trilhas
mais próximas. A principal atração entre estas últimas é a Trilha do Encontro,
classificada pelos funcionários como uma trilha interpretativa guiada.
Segundo VASCONCELOS (2003), as trilhas guiadas são trilhas interpretativas
que requerem a presença de um intérprete treinado, que acompanha os visitantes na
caminhada, levando-os a observar, sentir, experimentar, questionar e descobrir os
fatos relacionados ao tema estabelecido. A sua eficiência é influenciada pela
capacidade do guia. Os temas podem variar conforme interesses e objetivos diversos.
Notamos, com isso, que os entrevistados concordam com a premissa de que
as trilhas interpretativas aparecem como uma ferramenta fundamental para o processo
de Educação Ambiental, mas reconhecem que há uma carência neste sentido, e uma
real necessidade da incorporação de mais trilhas interpretativas aos atrativos do
Parque.
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5. Conclusão:

Sabemos que conciliar os objetivos da conservação e uso público em UC’s de


uso indireto, mais especificadamente os Parques Nacionais ou Estaduais, tem se
mostrado como um enorme desafio para os gestores dessas áreas. Essa situação se
agrava ainda mais, visto que a maioria desses parques possui uma precária infra-
estrutura de atendimento ao visitante e uma escassez de recursos governamentais.
Como foi verificado, o Plano de Manejo do Parque já está sendo elaborado.
Isso trás uma expectativa muito boa para todos os envolvidos com a gestão do PESB
e para a comunidade local, pois definirá o que pode ou não ser feito dentro dos seus
limites, além de gerar um aumento na visitação, o que acarretará em um conseqüente
desenvolvimento local, gerando benefícios sociais e econômicos para a comunidade
do entorno.
Porém, propomos que, com a elaboração do plano de manejo, e sua efetiva
implantação, sejam promovidos cursos de capacitação e treinamento para os gestores
e funcionários do Parque sobre cada um de seus programas de manejo, seus
subprogramas e suas funções.
Sugerimos também, que sejam melhor divididas as funções dos funcionários do
PESB, contratando condutores ou guias treinados e capacitados para conduzir os
visitantes, e não os guardas-parques, pois estes têm funções específicas, de
segurança, e não de guia.
Verificamos um certo esforço por parte da gestão do Parque em desenvolver
atividades de educação ambiental com escolas do entorno. No entanto, consideramos
pertinente que este trabalho seja estendido a toda região, incluindo pequenos
produtores, famílias carentes, entidades municipais, e não só a alunos de escolas.
Apesar da presença, no Centro de Visitantes da sede, de diversos mapas do
Parque, duas maquetes, fotos e murais, como métodos de interpretação ambiental,
notamos uma grande necessidade de outros métodos eficazes, como placas auto-
explicativas nos atrativos, folders e demais informações essenciais aos visitantes.
A única trilha considerada interpretativa – a Trilha do Encontro – sequer possui
uma placa indicativa, porém, os funcionários do Parque conduzem os visitantes com
bastante eficiência e precisão, mostrando as diferentes partes do ecossistema,
incorporando princípios de educação ambiental e consciência ecológica.

Observamos, através dessa pesquisa de campo, uma real necessidade da


inserção de mais trilhas interpretativas no PESB, que auxiliem no processo de
Educação Ambiental já existente no Parque. Vale lembrar que todo processo de
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educação ambiental requer bastante empenho e incentivo por parte do Estado e da


iniciativa privada, além da cooperação da comunidade do entorno e daqueles que
visitam o Parque.

6. Bibliografia:

ANDRADE, Waldir Joel de. Implantação e manejo de trilhas. In: Manual de


Ecoturismo de base comunitária: Ferramentas para um planejamento responsável.
Brasília: WWF – Brasil, 2003.

BRASIL. Decreto nº 38319, de 27 de setembro de 1996. Criação do Parque Estadual


da Serra do Brigadeiro, situado na Zona da Mata.

SILVA, Lauro Leal da. Ecologia: Manejo de Áreas Silvestres. Santa Maria: MMA,
FNMA, FATEC, 1996.

TIRADENTES, Leomar. O canto da Araponga: Possibilidade de um turismo no


espaço rural da Microrregião de Viçosa-MG. 2004. Dissertação (mestrado) –
Universidade Estadual Paulista, Rio Claro (SP), 2004.

VITARELLI, Camila Costa. A concepção de desenvolvimento sustentável na


atuação de Ong’s no entorno do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, MG.
2005. 108 páginas. Tese (Doutorado em Extensão Rural) – Universidade Federal de
Viçosa, Viçosa, 2005.

VASCONCELOS, Jane Maria de Oliveira. Interpretação Ambiental. In: Manual de


Ecoturismo de base comunitária: Ferramentas para um planejamento responsável.
Brasília: WWF – Brasil, 2003.
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8. Anexos:
8.1. Fotos:

Fotos 1 e 2: Placas Educativas no PESB


Fonte: Paula Martins de Castro – Fevereiro de 2006

Foto 3: Início de uma trilha no PESB


Fonte: Paula Martins de Castro – Fevereiro de 2006
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8.2. Mapa do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro: