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--== Como Começar em Silk ==--

Obviamente deve-se iniciar com algo simples de apenas uma cor para ir pegando experiência aos
poucos.

Na serigrafia, assim como na maioria dos trabalhos, quanto mais é realizado o trabalho, mais
perfeição, por isso, é possível que nos primeiros trabalhos realizados possam existir pequenas
dificuldades que serão superadas, e sem prejuízos, pois a serigrafia tem uma série de vantagens em
relação aos demais processos de estamparia, a serigrafia é o único processo que possibilita a
repetição, pois as matrizes podem ser guardadas e reutilizadas por várias vezes.

E a aplicação final permite que concorra com gráficos de fábricas sem adquirir nenhuma máquina
cara e perigosa.

E também possibilita imprimir sobre objetos de qualquer tamanho ou formato e também sobre
qualquer tipo de superfície ou material.

Para começar seu negócio de em estampas, ou hobby, somente uma pequena área de sua casa e
equipamentos de pequeno custo, qualquer pessoa, pode imprimir camisetas, decalques, cartazes,
cartões de festas, fronhas, calendários, etc.

Lâmpadas da Mesa

A fonte de luz deve ser rica em raios ultravioletas que proporcionarão uma reação de
endurecimento da emulsão em maiores níveis.

As lâmpadas mais empregadas em serigrafia são foto flood e Fluorescentes, mas não são as que
apresentam melhores resultados.

As lâmpadas Foto Flood são do tipo comum e as incandescentes possuem pouca, ou quase nenhuma
radiação ultravioleta.

A busca de melhor qualidade na gravação, nesse caso, não será alcançada, mesmo que se use uma
emulsão de melhor performance do tipo Fotopolímeras ou Diazo-fotopolímeras.

As lâmpadas fluorescentes não tem uma incidência total de raios ultravioleta, mas tem uma
radiação que pode gravar telas de uma forma geral.
As lâmpadas citadas abaixo são de modo geral, as de melhor qualidade.

As fluorescentes de Luz Negra possuem uma boa radiação de ultra violeta, que possibilita a
gravação de uma tela com muita qualidade.

A lâmpada de Vapor de Mercúrio tem uma posição espectral definida nas radiações ultravioleta,
com este tipo de iluminação, torna-se possível obter bons resultados.

As lâmpadas de Hologênio Metálico são consideradas uma ótima opção por terem uma boa posição
espectral.

Existem alguns problemas que são comuns, a falta de nitidez, a redução da vida útil da matriz e
revelação difícil, e que só acontecem quando as lâmpadas não possuem uma boa radiação
ultravioleta.

O Fotolito

Com diapositivo fotomecânico o diapositivo é obtido através de um processo conhecido como


fotomecânico que embora tenha características semelhantes ao processo comum de fotografia,
guarda aspectos específicos para a aplicação em artes gráficas.

O fotolito é um diapositivo fotomecânico, e independentemente do tipo, tamanho ounúmero de


cores, os fotolitos são de uma qualidade muita boa para a gravação de uma matriz devido à sua
estabilidade dimensional, transparência na base e enegrecimento nas áreas do motivo a ser
impresso.

De um modo geral, fotolitos fotomecânico são de custo alto para muitos tipos de trabalhos, veja
abaixo um exemplo de copiadora para fotolitos fotomecânicos.

No fotolito fotomecânico, o princípio de transferir a imagem de um original para um filme gráfico.

Durante o processo, a luz atua quimicamente sobre o filme virgem, e após a revelação, o desenho
fica gravado no filme.
E no final do processo, a gravação apresenta enegrecimento nas áreas que compõem o desenho e
transparências nas áreas que não o compõem.

O enegrecimento do filme acontece devido à existência de partículas do brometo de prata, que são
sensíveis à luz que após a revelação, deixam uma camada de prata metálica nas áreas expostas.

As máquinas de fotolito consistem em uma porta original, ajusta-se a ampliação e o foco, o filme
virgem é colocado no porta-filme e efetua-se a exposição. As áreas brancas originais serão
refletidas para dentro da máquina, atingindo o filme virgem que ficará preto nessas áreas depois da
revelação e as áreas pretas não refletidas ficarão transparentes depois da fixação.

Após a revelação, percebemos que o filme está com o motivo (desenho) gravado no tamanho
desejado, que poderá ser reduzido ou ampliado, mas com a imagem em negativo.

À esquerda acima, exemplo de fotolito positivo, e à direita, exemplo de fotolito negativo.

Para inverter a imagem e obter o diapositivo em positivo, é necessário tirar um contato (cópia)
desse negativo para outro filme virgem, obtendo assim a imagem da forma desejada.

A Arte Final

Para que a técnica serigráfica esteja entre as mais prefeitas em fidelidade ao original, muitos
cuidados devem ser levados em conta na impressão.

Mas antes, entenda como diapositivo, o que em outras áreas é chamado de arte final em preto e
branco, na serigrafia é mais ou menos a mesma coisa com outro nome, mesmo porque, impressão
tem que ser 100% opaca com papel impresso transparente, você já viu uma impressão em
transparência para retroprojetor, é exatamente isto.

As características que devem ser avaliadas são:

A espessura da base do material determina a estabilidade dimensional do diapositivo, pequenas ou


grandes variações podem ocorrer dependendo de influências externas, como as mudanças de
temperatura, mudanças na umidade relativa e no processo de estocagem dos filmes.

Os filmes são considerados termicamente estáveis quando têm uma variação de dimensão de cerca
de 0,020% entre o tempo que forem expostos à luz e o seu uso.

A definição dos contornos da imagem está diretamente relacionado com a reprodução do original,
que deve estar em perfeitas condições.

Quando o diapositivo for manual, os contornos da imagem podem ser prejudicados pela variação
que a tinta pode causar no papel e outros materiais, como encolhimento ou enrugamento.

Os Bloqueios da luz entre os papéis usados para a confecção dos diapositivos, o nível de capacidade
deve ser considerado.

No caso de fotolitos, o enegrecimento da camada fotossensível deve ser de 100%.

A posição do diapositivo em relação à camada de emulsão no caso específico da serigrafia, o


diapositivo deve ser posicionada de modo perfeito na tela já emulsionada, para que não exista
nenhum espaço entre a camada do diapositivo e a camada de emulsão.

Havendo um espaço, a luz pode não fazer a gravação com uma definição perfeita, já que qualquer
espaço aberto vai permitir a passagem da luz, direcionando-a a outro local que não seja o protegido
pela camada de imagem do filme.

O diapositivo pode ser feito manualmente e também por processo fotomecânico (parecido com um
processo fotográfico).

Atualmente outros processos se uniram aos dois mais conhecidos, tornando a confecção de
diapositivos muito simplificada, a impressão digital a laser, o recorte do filme em plotters são
exemplos disso.

A Gravação da Matriz

Após ter desengraxado e aplicada a emulsão na tela, vamos à gravação propriamente dita.

Todo esse processo é feito dentro da uma sala escura, desde a mistura da emulsão com o
sensibilizante, até a revelação.

A iluminação dentro desta sala deve ser de luz amarela ou vermelha, pois este tipo de luz não afeta
a emulsão, possibilitando a sua visão durante o processo, e permitindo a locomoção do serígrafo
dentro da sala de gravação.

Bem, vamos começar a gravação, siga os passos seguintes:

1 - Limpe bem o vidro da mesa.

2 - Coloque o diapositivo sobre o vidro da mesa.

3 - Sobre o diapositivo, coloque o quadro da tela, de forma que o nylon emulsionado fique em
contato direto com o diapositivo.

4 - Coloque sobre o quadro da tela uma cartolina preta ou pano preto.

5 - Sobre a cartolina ou pano, coloca-se uma placa de vidro, ou na falta, um pedaço de madeira
bem lisa e aplainada, não use nada metálico para esta função.

6 - Por fim, coloque alguns pesos que servem para garantir um completo contato entre o diapositivo
e o nylon emulsionado.
7 - Depois dos passos descritos, é só fazer a exposição, ligando a fonte de luz da mesa.

Coloque o diapositivo pela parte de trás da tela.

Fixe o diapositivo com fita adesiva transparente, como exemplo, fita durex.

Verifique se o diapositivo este bem firme, ele não deve sair do lugar ao qual foi fixado.

Limpe bem o vidro da mesa de luz, neste caso pode ser usado álcool.
Coloque a tela em cima da mesa de luz.

Coloque sobre o quadro um pedaço de cartolina duplex ou pano bem escuro, de preferência, de cor
preta.

Depois coloque um pedaço de material liso, pode ser um pedaço de madeira bem lisa ou um pedaço
de vidro.
Coloque pesos em cima do vidro por dentro do quadro, o peso vai garantir o perfeito contato com o
nylon emulsionado.

Ligue a mesa de luz, se dando o início à exposição da luz para obter a gravação da referida tela, aí
teremos a dita matriz.

Após o tempo de exposição, retire o quadro da mesa e passe para a revelação.

Lembra do tempo?
Fez seus próprios testes?

Não sabe? Então tente 3 minutos.

Para revelar a matriz, molhe os dois lados da tela, sem fazer pressão, depois aplique jatos finos de
maneira que os mínimos detalhes do desenho fiquem transparentes na tela.

Tipos de Emulsões

As emulsões podem ser sensibilizadas com bicromatos ou diazo.

Os bicromatos podem ser sódio, potássio e amônia, destes, o mais usado é o de sódio.

O diazo possui excelente resistência ao tempo e pode ser armazenado por períodos mais longos que
os bicromatos e também apresenta alto grau de definição de traços finos.

Em contra partida o diazo necessita de mais tempo de exposição e sua gravação é feita com
radiações luminosas ricas em raios ultravioletas, o diazo é o tipo de emulsão mais popular pelo
custo e pela facilidade de manuseio.

Existem outros tipos de emulsões, como a emulsão fotopolímera, que é fabricada com resinas que
já são, por si só, sensíveis à luz, por isto não precisam ser sensibilizadas, elas já vêm prontas para o
uso e proporcionam excelente fidelidade de cópia, obviamente, devem permanecer estocadas em
ambiente seco, fresco e meio escuro, o inconveniente é que tem pouco tempo de armazenagem.

Também existem as emulsões diazo-fotopolímeras, que são emulsões fotopolímeras que levam uma
pequena dose de diazo em sua composição.

São também chamadas de emulsões de dupla-cura, por terem um duplo sistema de sensibilização.

Estas emulsões reúnem as melhores qualidades dos sistemas diazo e fotopolímero e são as mais
resistentes, porém, são muito mais caras.

Muitas delas são universais, o que significa que resistem a todo tipo de tinta utilizada na impressão
de serigrafia.

As emulsões emulsões fotopolímeras e as emulsões diazo-fotopolímeras são menos utilizadas pelo


seu alto custo, e somente em grandes estamparias podem ser encontradas.

OBS.: A proporção da mistura do foto sensibilizante na emulsão é indicada para ser em 9 partes de
emulsão para 1 parte de sensibilizante, isto é seguido pelos serígrafos, mas é sempre
recomendável ler as instruções do fabricante, tanto da emulsão fotográfica quanto do foto
sensibilizante, pois podem existir variações, neste caso, devem ser seguidas as instruções de acordo
com as indicações do fabricante.
Adesivos e Arte Final

Adesivos são colocados em cima das mais diversas superfícies como armários, embalagens, etc.

As matrizes para adesivos devem ser gravadas normalmente, ou seja, o diapositivo (a arte final)
deve ser colocado em cima da mesa de gravação com a parte escrita ou desenhada voltada para a
tela.

Adesivos para vidro que serão colocados por dentro dos carros ou nas vitrines de lojas.

Para adesivos para vidros, a gravação é feita de modo invertido, ou seja, a parte escrita ou
desenhada do diapositivo deve ser colocada virada para baixo, isto é, virada para o vidro da mesa
de gravação.

Quem olha de fora para dentro, vê a imagem de forma correta, e de dentro para fora, a imagem
será vista ao contrário, lembre-se sempre disso ao colocar o diapositivo na tela.

Imagem normal para camiseta ou qualquer superfície.

Imagem invertida para vidros para ser aplicada na parte interna.


Como Fazer o Puxador

Os puxadores são encontrados já prontos para a venda, mas isto não impede que você possa fazer o
seu próprio puxador, existem puxadores com diversos tamanhos, e o tamanho depende da
aplicação, podendo ser de 5 cm a um metro ou maior, mas é bom saber como é feito, pois podem
existir situações em que você mesmo deva fazer seu puxador, se não precisar, a finalidade passa a
ser didática.

É muito simples fazer um puxador e não requer ferramentas sofisticadas, basta um serrote,
martelo, pregos, madeira e a borracha que deve ser comprada em casas especializadas de materiais
para serigrafia.

Precisamos de um pedaço de madeira, de preferência bem seca, com 2 cm de largura por 8 cm de


altura.

Com a lixa, aredonde a parte superior para facilitar o manuseio, esta parte é chamada de
empunhadura.

A seguir devemos providenciar dois sarrafos para serem pregados e colocados na madeira.
O sarrafo deve ser pregado e colado, deixando o espaço adequado para ser colocada a borracha.

A borracha deve ser do tamanho e da largura do espaço entre os sarrafinhoss.

Para fixar a borracha, coloque-a no espaço livre entre os sarrafinhos e pregue-a neles.

Como dá para perceber, o puxador é bem simples, mas é fundamental para uma boa impressão.

Chegou o momento de usar as ferramentas, inicialmente, um serrote e um formão.

A empunhadura do puxador poderá ser reta, ou anatômica, que é a melhor opção.

O vinco deve ser feito com o uso de um serrote ou de um formão, e é preciso de muita paciência
para fazer o vinco.

Para colocar a borracha deve ser usado cola e depois pregar a borracha enquanto a cola estiver
úmida, os pregos, além da cola têm a finalidade de fixar a borracha.

A Afiação do Rodo

Seja qual for o tipo de impressão serigráfica, o rodo exige constante acerto de fio, pois é através
dele que é feito o controle da definição e da quantidade do depósito de tinta.

Como existem diversos tipos de fio, também existem equipamentos especiais com a finalidade de
afiar os rodos, são os chamados afiadores.

Essas ferramentas de afiação também são produzidas no Brasil, e com uma qualidade muito boa,
embora os fabricantes internacionais ainda tenham um destaque maior, pelo maior grau de
eficiência de seus produtos.

Arte Final no PC

Nos dias atuais, os vários tipos de fotolitos são obtidos através de computadores e equipamentos
denominados imagesetters, em um processo totalmente digital, mas as características dos filmes
continuam sendo as mesmas: são filmes compostos por uma camada de poliéster revestida de
película fotográfica preta.

Imagesetters são equipamentos muito sofisticados, que permitem realizar gravação do filme
fotográfico diretamente do arquivo feito em computador, armazenado em disquete.

Desta forma, você grava sua imagem num disquete e envia para uma empresa que possua um
imagesetter.

Através da linguagem PostScript, o imagesetter gravará, ponto por ponto, a imagem no filme
virgem que, após revelado em uma processadora especial, apresentará uma alta definição.

As empresas que fazem esta operação, sendo especializadas na utilização de imagesetters, são
chamados birôs, que somente prestam serviços de saída.

Você envia seu disquete com as imagens e a empresa lhe devolve um fotolito digitalizado.

Já ficou comprovado que o computador reduz custos em relação ao processo foto-mecânico, e que
traz uma grande agilidade aos trabalhos.

Com o lançamento de softwares gráficos como o corel draw, ficou muito mais fácil criar o desenho
que você deseja sem os obstáculos e imperfeições que fazem parte do processo manual de
obtenção de um diapositivo.

Os windows vieram a facilitar ainda mais a operação com softwares de desenho e tratamento de
imagens com uma série de recursos que aprimoram o desempenho desses programas. À primeira
vista, operar um software pode parecer difícil e exigir muitos conhecimentos, mas muitos deles já
vêm em português e o sistema windows facilita muito.

Geralmente, as ferramentas do software se auto-explicam por serem identificados por ícones.

Assim, programas de computação gráfica há muito tempo deixaram de ser bicho-de-sete-cabeças, e


o uso crescente dos softwares mostra como a serigrafia têm evoluído quanto ao processo de
impressão.
Ela é uma técnica que se moderniza a cada dia, gerando produções em qualquer escala e com
qualidade quase incomparável.

Revelação da Tela

Terminada a exposição á luz, é preciso revelar a tela propriamente dito.

Para isso deve-se ter preparado e pronto para ser utilizado um pedaço de mangueira com
aproximadamente 2 metros de comprimento, que ficará com uma de suas pontas presa em uma
torneira, e na outra, deveremos colocar um bico especial tipo jardineiro, que nos permitirá
controlar o jato de água.

Depois de tirar a matriz recém colocada à exposição da luz, é preciso revelar a tela, comece
molhando bem os dois lados da tela (sem pressão).

Depois dos dois lados da tela molhados, com jatos finos faça o jateamento de água fria sobre o
desenho que foi gravado, até que todas as letras, traços, pontos, enfim, tudo que havia na arte
final, que fique transparente na tela, sem emulsão.

Para conferir se a tela está bem revelada, coloque-a contra uma luz de maneira que possa ser
verificado se em todos os traços revelados, passa claridade.

Se algum traço ainda estiver obstruído por emulsão você deverá insistir, jogando mais água até que
tudo esteja revelado.

Caso contrário, onde ainda existir a emulsão, não passará tinta no momento de impressão.

Após a revelação a tela vai estar toda molhada, para eliminar a água, coloque alguns pedaços de
papel de jornal em cima de uma mesa e coloque a tela em cima do jornal.

Pegue mais algumas folhas e coloque por dentro da tela, e use quantas folhas forem necessárias
para absorver a água.

Para finalizar a secagem, use ventilador ou secador de cabelos ou deixe secar no sol.

Cuidados na Gravação

Conforme já citado, determine o tempo de exposição para o total endurecimento da emulsão, caso
sinta necessidade, faça testes preliminares.

Sempre posicione o diapositivo com a face fosca da camada do filme em contato com a camada de
emulsão.

Tanto o diapositivo quanto a emulsão devem estar em contato direto com o vidro da mesa de
exposição à luz.

O vidro da mesa e o diapositivo devem estar sempre muitos limpos.


Malhas coloridas, como o amarelo, laranja ou vermelho são as que conseguem melhores resultados
técnicos, porém necessitam de um tempo de exposição à luz maior.

Se o problema for a emulsão que adere o diapositivo e ao vidro da prensa de contato, deixe a
emulsão secar completamente.

Não tenha pressa em secar a emulsão, pois também nesse caso, apressa será sua inimiga.

Se a emulsão apresentar furos e se soltar durante a revelação, pode ser por três motivos:

a) Por desengraxamento incorreto, nesse caso, ficou gordura na malha.

b) Ou por tempo de secagem insuficiente.

c) A emulsão do tipo diazo foi usada e guardada por um tempo longo ou foi submetida a
temperaturas elevadas no lugar em que foi guardada.

Como Fazer a Arte Final

Embora este tipo de processo atualmente é pouco utilizado, é possível que alguém ache que é
inútil, na realidade, a descrição dos passos seguintes na confecção do diapositivo manual, ou seja
da arte final manual, mas serve exatamente para ver o quanto evoluiu em poucos anos o processo
da serigrafia num todo, é claro que você vai fazer sua arte no computador ou tirar cópias de
alguma coisa, mas saber como era feito e que ainda pode ser feito da mesma forma pode ser
interessante em muitos aspectos.

Caso ache que não lhe interessa, pule esta parte, mas permita-me matar um pouco da minha
saudade desses tempos, e descrever para quem possa estar interessado.

Lembrando que os materiais citados nesta seção só serão necessários se for tomado ao pé da letra,
isto é, fazer manualmente sua arte final.

Para começar, uma boa mesa de desenho, que é composta de um tampo, que pode ser fixo ou
regulável na altura, e de uma estrutura denominada cavalete.

A mesa pode ser toda em madeira ou ter o cavalete em metal.

Com a mesa podemos fazer nosso diapositivo de duas maneiras diferentes:

Tiramos uma cópia ampliada ou reduzida do desenho ou logotipo que queremos gravar, colocamos
um pedaço de vegetal ou poliéster em cima desta cópia fixa com o auxílio de fita durex outro tipo
de fita, de preferência, fita transparente.
Depois basta ligar a luz da mesa de desenho para que você enxergue bem a cópia e com o auxílio de
uma caneta nanquim, poderá copiá-la, obtendo a sua arte final através de outro desenho.

Existe outra maneira de obter o diapositivo, basta fazer uma cópia (em xerox) de boa qualidade,
bem preta e sem serrilhas, e passar vaselina ou óleo mineral no lado de trás da folha, isso fará com
que a cópia fique transparente permitindo que a luz ultrapasse no momento da gravação.

O fato de sugerir que seja passado o produto no lado de trás da cópia serve para evitar que
passando na frente, o produto venha a borrar a tinta usada pela copiadora, uma grande vantagem
nesse processo é a rapidez na confecção da arte-final, só que para fazer dessa maneira, é preciso
que tenhamos um bom original para assim conseguirmos uma boa cópia.

Uma desvantagem, é que provavelmente, poderemos utilizar essa arte apenas uma vez, pois sendo
de papel, ela se retorcerá toda hora na gravação devido ao calor das lâmpadas.

Um detalhe importante é que ao passar o óleo ou vaselina, deve-se colocar a folha no meio de
algum jornal para retirar o excesso, apertando o jornal suavemente.

É bom ter em mãos alguns materiais a fim de obter um bom desenho, o qual poderá ser usado num
diapositivo na gravação da tela, entre eles o transferidor, a seguir, mais alguns que poderão ser
necessários, caso resolva fazer os desenhos para arte final manualmente.

A caneta nanquim é composta basicamente de três partes: pena, reservatório de tinta e corpo.
À parte que chamamos na realidade tem a pena propriamente dita (que é um filete metálico por
onde a tinta escorre e marca o papel) dentro dela o que aparece por fora é um invólucro de
plástico.
Entre a pena e o reservatório de tinta existe uma peça de união, o corpo da caneta é também um
invólucro, e a tampa que protege a ponta da caneta.

Tinta preta bastante líquida, empregada em toda linha de desenhos: publicidade, arquitetura e
ilustrações o traço.

O nanquim é uma única tinta que abastece as canetas de desenho, podendo ser usado para pintura
com pincel ou para ilustrar com penas especiais.

Pergunte a alguém com mais de 50 anos como é uma caneta tinteiro, a caneta nanquin é a mesma
coisa, ss canetas nanquins possuem um reservatório para a tinta.
Quando usarmos uma caneta nanquim, devemos sacudi-la um pouco, para que a tinta desça, dando
continuidade ao traço. A caneta deve ser usada na posição vertical, jamais use a caneta na posição
horizontal, observe a figura abaixo.

As canetas nanquins podem ser encontradas numa numeração de 0,1mm a 2,0mm, e conforme o seu
número, produz um determinado tamanho de traço.

Para limparmos a caneta devemos desmonta-la, lavar as peças, enxuga-las e montar novamente.

Todas as canetas nanquins têm o mesmo sistema, por isso, sabendo como desmontar uma, não
haverá problemas para desmontar outras do mesmo tipo.

Ao limpar a caneta primeiro separamos todas as suas partes, tiramos o excesso de tinta e lavamos
as peças, enxugamos e tornamos a montar a caneta.
Às vezes, quando a tinta fica muito tempo parada dentro da caneta, mesmo lavando ela continua
entupida.

As penas muito finas devem ser deixadas de molho num pote com água, depois de algumas horas,
ou mesmo de um dia para outro, a tinta deve ter desgrudado e, então, lavamos e guardamos
normalmente.

Quando a pena é mais grossa, podemos saltá-la do invólucro de plástico e retira-la para lavagem,
tendo o cuidado de na reposição, encher o invólucro de água e largar a pena dentro, ela se
acomoda sozinha.

Mas isso não é aconselhável fazer muitas vezes, pois sempre existe o risco de encontrar ou quebrar
a pena, estragando a caneta.

Outra opção é o uso de um líquido especial para limpeza de canetas nanquim, que é comercializado
em lojas especializadas.

As canetas nanquins têm espessuras diferentes, como as lapiseiras, sendo caracterizada cada
espessura por uma determinada cor, que varia de fabricante para fabricante.

Em média, as canetas variam sua espessura de 0,1mm até 2,0mm, sendo encontradas facilmente no
mercado especializado.

Os esquadros têm uma forma triangular, (errado o nome, deveria ser triângulo, não?) são feitos em
plásticos ou acrílicos transparentes, para permitir a visualização do desenho durante a execução.

É bom ter além do esquadro, duas réguas acrílicas de boa qualidade, estas réguas devem ser uma
de 30cm e a outra de 50cm ou 60cm.

Como o próprio nome diz, o adaptador é adaptado ao compasso para o uso da pena da caneta
nanquim. Se usado desta forma, para fazer círculos ou riscos curvados utilizando a caneta nanquim.

As Letras Transferíveis eram muito usadas na confecção do diapositivo, quando este requeria algum
tipo de palavra ou número.

A marca mais conhecida é a Letraset, ainda pode ser encontrada nas casas especializadas em
material desenho.

A aplicação das letras transferíveis, é simples, é só alinhar a letra desejada e com uma caneta
comum, ou seja, esferográfica, friccionar levemente sobre a letra, que a letra irá se transferir
automaticamente da cartela para o papel.

O Estilete é formado de uma lâmina embutida num cabo e fracionada de espaço, permitindo com
isso, que seja quebrada a fração já gasta, é utilizado para cortar papel ou para apontar lápis,
enfim, cortar qualquer coisa.

A curva francesa é feita de plástico transparente com formas e curvas variadas, tanto em suas
bordas como no seu interior, apresentando moldes vazados.

Este material é muito útil para finalizar desenhos gráficos, possibilitando qualquer tipo de curva,
seja ela aberta ou fechada.
O compasso é um instrumento de duas pontas, e que serve para traçar círculos em vários tipos e
tamanhos.

Existem compassos de diversos tamanhos e modelos, apresentando os mais variados acessórios.

Os acessórios mais importantes para nós são a barra alongadora (para aumentar o raio do compasso)
e os adaptadores para caneta nanquim.

Gabaritos em Acrílico são modelos vazados de círculos, quadrados, figuras, etc.

A utilização de gabaritos facilita o desenho, pois basta termos o gabarito certo que, em poucos
minutos, teremos o desenho original pronto.

Para traçar dentro do gabarito, devemos conduzir o traço ao longo dos contornos do gabarito uma
só vez.

Os gabaritos, em geral, apresentam chanfras em seus contornos ou pontos em elevação, não


permitindo assim o contato direto do gabarito com o papel, evitando que borre.

As Tintas Tipo Epóxi

As tintas do tipo epóxi são indicadas para a impressão serigráfica sobre metais, vidros, fórmicas,
fenolite, fibras de poliéster, placa de circuito impresso poliestireno e polipropileno tratado.

As tintas do tipo epóxi são tintas de acabamento brilhante, ótima cobertura, média flexibilidade,
longa durabilidade ao exterior e resistentes à luz.

É uma tinta com ótima resistência aos solventes, álcool, óleos, ácidos e ao calor.
Tintas do tipo epóxi devem ser preparadas, devem ser misturadas com catalisador no dia do uso.

A preparação da tinta deve ser de 80% de tinta e 20% de catalisador, e preparada somente a
quantidade que vai ter o uso imediato, pois a vida útil da mistura é de 5 a 6 horas, se existir
necessidade de diluição, utilize solvente epóxi ou retardador epóxi.

Todas as cores podem ser misturadas entre si.

Tintas do tipo epóxi devem ser secas ao ar livre, sem toques de 15 a 30 minutos, manuseio em 24
horas e a secagem total em 120 horas.

Para secar em estufas os substratos metálicos, vidros ou outros materiais de resistentes ao calor,
utilizar 5 a 10 minutos de 120 a 140 graus.

Para polietileno ou polipropileno pode ser somente acelerado na estufa de 3 a 5 minutos em 80 a 90


graus para secagem de manuseio, após prosseguir a secagem em temperatura ambiente.

Tinta Vinílica Fosca

As tintas do tipo vinílica fosca são indicadas para a impressão sobre Vinil-PVC, poliestireno, acrílico,
policarbonato e outros plásticos derivados de PVC.

As tintas do tipo vinílica são tintas para acabamento fosco, tem ótima cobertura e flexibilidade,
longa durabilidade ao exterior e são resistentes à luz.

A preparação da tinta do tipo vinílica fosca, é uma etapa importante do processo, a tinta deve ser
agitada antes do uso e diluída de acordo com a necessidade, e utilizando solvente vinílico ou
retardador vinílico em clima quente e seco.

Como característica importante, todas as cores podem ser misturadas entre si, com isso pode ser
obtida qualquer cor.

A tinta do tipo vinílica fosca deve secar ao ar ambiente, livre de toque em 5 minutos, manuseio em
uma hora e secagem total em 18 horas, pode acelerada a secagem com calor de uma estufa ou ar
quente, não ultrapassando 80 graus.

Para evitar a blocagem (quando uma cola na outra) no empilhamento, deve-se aguardar secagem
total da tinta para completa evaporação dos solventes.

Classificar as Malhas

As malhas são classificadas quanto à linearidade, quanto ao tipo de fio e quanto ao material usado
na fabricação do fio.

A malha é um dos importantes fatores que determina a descarga de tinta que será feita sobre o o
material que vai receber a aplicação serigráfica, além de reter a emulsão que delineará a(s)
figura(s) ou a(s) letra(s) a ser(em) impressa(s).

A lineatura da malha é indicada por um número, que significa quantos fios a malha possui por
centímetro quadrado.

Isto quer dizer que podemos encontrar malhas de 20, 30, 44, 90, 120, e outras quantidades de fios
por centímetro quadrado.

Observe as figuras abaixo:


Vista geral da malha

Maior depósito de tinta

Menor depósito de tinta

Quanto menor for numeração da malha, menor será a quantidades de fios por centímetro quadrado
e maior a descarga de tinta na impressão.

Quanto maior for a numeração, maior será o número de fios por centímetro quadrado e menor será
a descarga de tinta.

A Tensão da Malha

Os quadros com telas mal esticadas ou frouxas provocam borrões da tinta na imagem impressa.

Isso ocorre devido ao movimento horizontal da malha provocada pela força do rodo.

O tensionamento, ou seja, a pressão do tecido interfere tanto no sentido horizontal quanto no


sentido vertical da matriz, afetando diretamente o fora de contato, isto é, a distância entre a tela
e o substrato.

É claro que além desse fator existem muitos outros que interferem na definição da imagem
depositada pela tinta serigráfica.
Mas o fator que mais influencia nos problemas de má definição de uma impressão é o fora de
contato.

Muitos impressores sabem ou já ouviram falar que as impressões feitas em máquinas cilíndricas
ficam mais nítidas.

Esta qualidade não se produz somente pelo fato que o fora de contato seja menor, mas também
porque a tela se separa da tinta impressa muito rapidamente logo após a passagem do rodo.

Na impressão plana é possível se obter um efeito parecido através da utilização de tecidos como o
poliester PET 1000, onde a forte tensão do poliéster provoca um deslocamento vertical instantâneo,
onde logo após a passagem do rodo, a tela volta para a altura normal.

Aplicações Práticas

Em termos de aplicações básicas, podemos dividir a serigrafia em dois segmentos:

A Serigrafia Plana:
Considerada como plana a serigrafia que imprime sobre uma superfície plana, independente do tipo
de substrato e suas características.

A Serigrafia Cilíndrica:
É considerada como serigrafia cilíndrica, o processo serigráfico que imprime sobre uma superfície
cônica ou cilíndrica.

Tipos de Telas

Nos desenhos sem nitidez de linhas, podem ser utilizadas telas de 25 a 43 fios por centímetro, esta
é uma sugestão para imprimir chapados.
Em trabalhos com nitidez média, devem ser usadas telas de 60 a 81 fios por centímetro.

Em trabalhos com alguma precisão de detalhes, devem ser usadas telas de 90 a 120 fios por
centímetro.

Em trabalhos de impressão com traços finíssimos ou reticulados, usa-se telas de 130 a 200 fios por
centímetro.

Aplicação de Emulsão

A aplicação da emulsão na tela é o processo pelo qual construímos a camada de emulsão, que
resulta no estêncil da matiz serigráfica.

Por isso, esta etapa é muito importante, pois a camada aí construída é a definitiva, ela é que vai
determinar a qualidade final da impressão.

Para passar a emulsão, coloca-se a tela em posição vertical e aplica-se uma camada de emulsão de
maneira uniforme em toda a extensão da tela.

Se a camada não for uniforme, ficarão espessuras diferentes e causarão diferenças no depósito e na
cobertura de tinta.
E no momento de exposição à luz, se houverem diferenças de espessura na camada de emulsão, a
área com maior quantidade de emulsão precisará de mais tempo de exposição, e a área com menor
espessura ficará tempo demasiado em exposição, isso vai dificultar a revelação da tela.

Nos dois lados da tela devem ser passadas camadas uniformes, com cuidado muito especial no lado
da tela que entrará em contato com o substrato, a emulsão deverá ser uma camada bem lisa, pois
qualquer qualquer saliência, por menor que seja, prejudicará a definição da imagem.

A Exposição à Luz

A fonte de luz deverá ser rica em raios ultra violeta para que seja possível obter a adequada
sensibilização por parte da emulsão.

Enfim, a exposição à luz é uma das etapas mais importantes na confecção de uma matriz, por isso é
requer cuidados e atenção redobrados.

Basicamente, a luz ultra violeta é usada para endurecer as áreas do estêncil que não correspondem
à imagem.

Para isso, deve-se usar a quantidade correta de luz, evitando os com isso os problemas de má
reprodução da imagem ou de má resistência por falta de endurecimento correto da emulsão.

Para evitar problemas na revelação e na resistência, determine antes o tempo de exposição ideal
para suas necessidades, use um guia, anote seus testes de exposição.

Opte sempre pelo tempo mais longo possível, porém sem que haja perda de definição.

Para sabermos o tempo necessário para a gravação de uma tela, são necessários vários testes e
provas.

O tempo de exposição ideal permite a revelação de todos os elementos com relativa facilidade e ao
mesmo tempo apresenta um ótimo endurecimento da emulsão sensibilizada, que não se desprende
durante a revelação e mantém a matriz firme.

Você com pouca experiência não vai querer ficar tentando acertar o tempo de exposição, então lhe
informo que eu utilizei sempre 3 minutos exatos de exposição à luz nas minhas matrizes, que são
feitas com nylon de 100 fios, e utilizo em minha mesa de fabricação caseira, uma lâmpada
incandescente comum de 250 watts.

É bom ter em mente alguns pontos fundamentais:

1) O desenho com áreas chapadas pode ter o tempo de exposição ligeiramente maior.

2) Em retículas ou detalhes muito finos, a exposição pode ser ligeiramente menor, para garantir a
definição dos traços.

Podem e devem ser feitos testes para saber o comportamento de cada mesa de gravação.

Na primeira gravação, grave uma tela com 3 minutos de exposição e verifique o resultado.

Depois grave outra com 5 minutos e depois faça outra com 4 minutos.

Analise qual foi a revelação de resultado melhor em termos de facilidade de revelação e resultado
obtido, assim, você saberá qual é o tempo correto de exposição de sua mesa.

A mesma mesa, se colocada em ambientes diferentes pode apresentar resultados diferentes,


mesmo utilizando-se o mesmo tipo de emulsão e o mesmo tempo de exposição.
As condições climáticas e de secagem, assim como de preparação e de camadas de exposição,
alteram bastante o tempo de exposição, daí a necessidade de serem feitos testes.

Recomenda-se manter as mesmas condições, para que o tempo de exposição possa ser constante
em todas as gravações, por isso, um ambiente de sala fecha e meio escura é o ideal.

Camadas mais espessas de emulsão necessitam maior tempo de exposição, da mesma forma,
precisam de um tempo maior de exposição, se a lâmpada estiver meio longe do vidro, e lembre-se
de que o vidro deve ser totalmente transparente.

Dentre as várias etapas que compreendem a gravação de uma matriz, a secagem da emulsão
fotográfica tem um destaque de grande importância.

Depois de aplicarmos a emulsão fotográfica em estado líquido na tela, é requerida uma secagem
adequada para que o processo de exposição seja obtido de forma plena e correta.

Antes da exposição à luz, a emulsão deve estar completamente seca na tela, seca e não dura.

Se a camada de emulsão não for uniforme, podemos afirmar que debaixo a película superficial da
emulsão aparentemente seca, podem existir áreas não secas que causarão muitos problemas na
gravação, prejudicando os resultados finais.

O que acontece é que as partes úmidas que possuem sensibilidade reduzida ao endurecimento
através da ação da luz, tornando impossível a secagem perfeita e uniforme.

A primeira regra para a secagem da emulsão é secar naturalmente ou utilizando um secador de


cabelos, mas sempre longe de qualquer fonte de luz rica em raios ultravioletas, conforme já foram
citadas diversas vezes, uma sala meio escura é o ideal.

Só serão obtidos ótimos resultados na secagem da emulsão se ela for aplicada em penumbra.

É óbvio que não dá pra trabalhar no escuro, então absolutamente necessário secar a emulsão em
sala iluminada com lâmpada amarela ou vermelha, dessas de decorações natalinas, ou secar a
emulsão em sala em penumbra sem nenhum tipo de luz.

Confecção de Matrizes

Uma das etapas da confecção de matrizes é a aplicação de uma emulsão fotossensível na tela, esta
etapa é chamada de processo direto.

O princípio básico do processo direto é fundamentado na mistura de sensibilizante na emulsão,


depois da mistura, e emulsão fica sensível a ação da luz, possibilitando a gravação de um
diapositivo*, pois a emulsão fica sensível à ação da luz.

*arte final em preto e branco

O processo é simples, as áreas que são expostas à luz sofrem uma reação química ficando
insolúveis.

Mas as áreas que não sofrem ação da luz, ficam protegidas pelos traços do diapositivo, ficando
solúveis, e são removidas na hora da revelação da tela.
A confecção de matrizes, no decorrer do processo é a etapa de maior importância, pois ela
determinará a qualidade final do trabalho final a ser realizado durante a impressão.

Antes da gravação da matriz e após a mesma estar esticada, convém seguir certas etapas de
preparação.

Certamente você pode estar querendo perguntar qual a razão de se preparar a malha antes de
aplicar a emulsão.

A resposta é simples, as malhas recebem diversos tipos de tratamento químico durante sua
fabricação e podem vir de fábrica impregnadas com algum tipo de produto.

Além disso, durante a estocagem é praticamente impossível evitar a poeira que se acumula entre os
fios.

O manuseio da malha acaba por contaminá-la com a gordura proveniente das mãos dos operadores
e dos esticadores.

A aderência da emulsão na malha é prejudicada pela presença de detritos, por isso é preciso
verificar a malha na qual vai ser aplicada a emulsão.

Comece verificando a presença de poeira e gordura, a gordura e a poeira diminuem o tempo de


vida da matriz.

Os olhos-de-peixe e outras manchas também têm origem no mau desengraxe da tela, também são
problemas.

As partículas da poeira que se soltam na revelação geram furos que precisam ser retocados e as que
não se soltam durante a revelação, podem soltar depois, durante a impressão.

Na limpeza das malhas não devem ser usados álcool ou solventes porque estes produtos não retiram
a poeira, apenas espalham a gordura de um lado para outro, sem remove-la.

Embora os detergentes e os sabões sejam mais eficientes do que o álcool, também não são
indicados, pois deixam a superfície da malha muito alcalina, o que não é nada bom para a
aderência da emulsão, já que a alcalinidade propicia o desagregamento das moléculas.

Quantidade de Camadas

A aplicação da emulsão deve ser feita dos dois lados da tela, sendo duas aplicações na tela por
dentro do quadro ou moldura, ficando em contato com o substrato.
Quando é aumentado o número de camadas de emulsão por dentro, também é aumentada a
resistência da matriz.

No caso de serem aumentadas o número de camadas de emulsão por fora, no caso, na parte que
ficará em contato com o substrato, teremos mais definição da imagem.

Garras de Metal

As garras de metal são em forma de um C, e possuem tem um ou dois parafusos para firmar a
moldura, ou seja, a tela.

Existem garras bem simples, um pouco mais estreitas, contendo apenas um parafuso de aperto.
Também existem garras duplas que são mais compridas e contêm dois parafusos de aperto.

As garras de metal podem ser encontradas em casas especializadas em materiais para serigrafia,
existe também quem mande fazer garras específicas em tornearia.

Quando a garra tiver a sua espessura um pouco grossa, deve-se usar um material adicional para
nivelar um pouco.

O material para nivelar só deve ser usado quando a diferença for muito grande, porque na verdade
a tela não deve ficar completamente encostada na mesa.

Se a tela ficar encostada na mesa, corre-se o risco de borrar o trabalho impresso.

Entre a moldura com a tela e a mesa, deve ter mais ou menos 3 milímetros de espaço.

Portanto, não é correto deixar completamente nivelada a tela com a superfície da mesa, veja na
figura abaixo o erro a que estamos nos referindo:
Ao passar o puxador, a tela deverá ceder e após o puxador ter sido passado, a tela deverá voltar a
posição normal.

A tela deverá ser encaixada dentro da garra e usado o parafuso para apertar, deixando a tela firme.

As garras com dois parafusos de aperto são as mais indicadas, tendo em vista que ela estará firme
em dois pontos, ao invés de apenas um.

Quando existe um só parafuso de aperto, a tela fica sujeita a girar e no caso de encaixe de cores
poderão se desencaixar.

Molduras ou Quadros em Tutoriais de Serigrafia

Os quadros ou molduras podem ser feitos de madeira ou alumínio, a função da moldura é sustentar
e manter esticado o nylon.

Quando são utilizadas molduras de madeira, a fixação da tela pode ser feita preferencialmente com
grampos de estofaria, usando um grampeador para isto, mas na falta dos grampos e grampeador, a
fixação da tela pode ser feita usando tachinhas (percevejos) ou até mesmo usando pregos de
sapateiro ou parecidos.

A madeira utilizada na montagem da moldura deve ser bem seca e um pouco macia, de preferência
de pinho ou cedro, a moldura pode ser feita até com pedaços de sarrafos de 2 x 2 cm, mais adiante
será descrito em detalhes os passos para a confecção do quadro ou moldura.

Caso não saiba como fazer uma moldura por não ter pedaços de madeira, peça a um marceneiro
que faça para você, quando pedir ao marceneiro para fazer a moldura, não esqueça de informar a
ele o tamanho da moldura (quadro) que você deseja, os sarrafos utilizados na montagem da
moldura devem ser de 2 x 2 cm, mas se a moldura for maior do que 50 x 50, os sarrafos podem ser
mais reforçados, aí o marceneiro pode sugerir a partir dos restolhos que ele possuir.

Um marceneiro, irá cobrar em média R$ 1.00 a R$ 2.00 por quadro, dependendo do tamanho, já
que ele vai utilizar restos de madeira para isso, além disso, você poderá fazer uma boa parceria
com ele, estampando algo produzido por ele.

Faça Sua Mesa de Luz

A copiagem de matrizes exige exposição à luz, e que deve observar certos itens, como uma mesa de
luz apropriada, e rica em raios ultravioleta.

Estes raios ultravioleta provocarão a reação de endurecimento da emulsão em bons níveis,


garantindo à matriz uma boa qualidade no trabalho.

É possível adquirir uma mesa de luz para serigrafia pronta, se você procurar nas casas do ramo,
ficará muito surpreso com o valor que é cobrado por uma caixa com uma luz no meio, uma
lâmpada, e às vezes um temporizador para desligar a lâmpada num determinado tempo.

Como nosso objetivo é gastar pouco, optamos por explicar como fazer a mesa, isso será feito mais
adiante, mas antes de começar a construção da mesa, procure e verá que você economizará pelo
menos R$ 4.000,00 só na mesa de luz.

Para fazer uma mesa de luz basta ter madeira, pregos e um pedaço de vidro.
Na cuba será instalada a lâmpada os as lâmpadas, se assim desejar.

Na cuba devem ter furos para permitir a ventilação, e seu interior deve ser branco, para melhor
distribuir e refletir a luz, pode ser obtido ótimo resultado forrando o interior da cuba com papel
laminado.

A lâmpada deverá estar á distância de 50cm do vidro, onde será colocada a tela, pois muito
próximo, provoca o endurecimento da emulsão pelo calor térmico e não pela reação da luz.

Se o vidro ficar muito muito próximo da lâmpada, o calor gerado pela lâmpada provoca o
endurecimento da emulsão pelo calor térmico, e não pela ação dos raios ultravioleta providentes da
luz, como é o esperado.

Na cuba será instalada a lâmpada, conforme já citado, a cuba deve ter furos para a ventilação, e
seu interior deve ser branco ou forrado com papel laminado para melhor distribuir e refletir a luz.
Abaixo uma idéia de como dever ficar a mesa de luz quando estiver pronta.

As cubas podem ser feitas retangulares, quadradas ou cônicas, o formato não importa.
A cuba deve ser elaborada de forma que após a montagem da mesa e a colocação da lâmpada, a
lâmpada deverá estar á uma distância de 50 cm do vidro, onde será colocada a tela.

O pé da mesa é formado por dois pedaços de tábuas.


A Insuficiência de Luz

A insuficiência de luz ultra violeta causa o que se chama de sub-exposição e reduz a durabilidade
do estêncil, além de prejudicar seu corte e definição.

No caso da sub-exposição, os resíduos podem se depositar em áreas de imagem, danificando a


matriz.

Em matrizes com sub-exposição é comum o aparecimento de furinhos e ao contrário do que se


imagina, a sub-exposição sempre acaba dificultando a recuperação da tela, na verdade nunca mais
ficará boa se não for começado desde o primeiro processo que o desengraxar.

Além do mais, a emulsão poderá se soltar por completo na hora da revelação.

É importante saber também que o excesso de luz ultra violeta resulta no endurecimento total da
emulsão.

A luz difusa se espalha por detrás das áreas negras do fotolito, atingindo os limites da imagem, e a
revelação se torna difícil e os detalhes finos desaparecem.
A Mesa de Impressão

Uma boa mesa para aplicação da tinta é um item muito importante para o desenvolvimento de um
bom trabalho de impressão.

Se o local escolhido para o trabalho tiver pouco espaço, pode ser usada apenas uma mesa com
suportes que facilitam a troca de moldura.

A mesa neste tipo de operação deve ter suas dimensões um pouco maiores em cada lado das
molduras, mais ou menos 30 centímetros.

A altura ideal de uma mesa deve ser de 75 centímetros, e nunca inferior a esta medida.

Uma mesa com 75 centímetros de altura facilita a execução do trabalho dando ao serígrafo uma
posição cômoda.

Pode ser usada para esta finalidade uma mesa fora de uso, e talvez até exista uma disponível na
sua casa, se não tiver, será bem fácil montar uma.

Qualquer mesa que tenha 150 centímetros (1.5 m.) de comprimento, largura de 100 centímetros (1
m.) e espessura de 2 a 3 centímetros e como já citado, altura de 75 a 85 centímetros.

O local adequado para a colocação da mesa deve ser um local que ofereça o máximo de iluminação
e ventilação.

Diapositivo ou Fotolito?

Diapositivo ou fotolito são os nomes genéricos que são dados a uma base transparente, que contém
gravada a imagem a ser impressa, o filme é o material de base transparente.

O diapositivo é um elemento extremamente importante para obter a impressão com muita


qualidade e muita fidelidade em relação ao original.

Assim como qualquer outra etapa de processo serígráfico, a dos dispositivos também sofre uma
evolução constante.

Os métodos de produção dos dispositivos também são beneficiados pela tecnologia, por isso, além
de considerarmos as matrizes, tintas e substratos, também devemos considerar a qualidade dos
diapositivos para a obtenção de um bom resultado.

Atualmente o serígrafo vem priorizando a qualidade independente do tamanho da produção ou


características do trabalho, felizmente, o número de empresários do meio serigráfico que tem essa
mentalidade tem aumentado consideravelmente, portanto, a escolha do método deve se basear
também nesse critério.

As propriedades de um bom diapositivo, é que quando exposto à luz, o diapositivo deverá ter as
partes a serem impressas protegidas da luz, e no caso das impressões coloridas, cada cor deverá ter
seu diapositivo correspondente e nos casos de quadricromia, quatro diapositivos reticulados.

Se você está acompanhando com atenção, deve ter observado, que sempre é citado com muito
ênfase, que para a boa impressão serigráfica, é importante ter uma boa matriz, que é o quadro de
madeira e o nylon bem esticado e firme no quadro, que chamamos de moldura.

Também é importante escolher a tinta correta para o tipo de aplicação específico, e também já
descrevemos os tipos de tinta e quais tipos de substrato devem ser aplicadas.
Também vamos recordar que substrato é qualquer superfície onde é desejada a aplicação da tinta
pelo método serigráfico.

A Estamparia Têxtil

Para saber algumas diferenças entre os métodos dos diferentes aspectos da estamparia têxtil, é
fundamental entender um pouco mais da estamparia têxtil localizada.

Estamparia têxtil localizada é o tipo de estamparia que decora peças de vestuário, tanto abertas
como fechadas.

Este tipo de estamparia é diferente de uma estamparia têxtil corrida, que imprime sobre tecidos
aos metros.

Trata-se de um segmento que conta com grande volume de negócios e que, em 2002, tornou-se um
dos mais cotados no ranking de produção, devido à Copa do Mundo e à eleição.

O segmento da estamparia direcionado exclusivamente às camisetas já conta com um grau de


desenvolvimento próprio muito significante, que só tem a ganhar com as novas tecnologias que vêm
surgindo nos últimos anos.

Por outro lado, para que este crescimento não encontre pela frente os mesmos problemas que
foram observados anos atrás, nós iremos enfocar as diversas etapas que integram os processos
ligados ás estamparias localizadas.

A grande realidade é que somente está apto a competir seriamente no mercado (de qualquer área)
quem buscar técnicas e conhecimentos mais aprofundados, mas não deixando a velha mania do
improviso de lado, pois a improvisação pode ser necessária e econômica em muitos aspectos.

A consciência exata do que deve ser feito, e da forma correta, precisa estar presente em cada
detalhe de um trabalho, desde os diapositivos até a secagem da tinta estampada.

Nesse caso, deve-se descartar as possibilidades de se utilizar diapositivos para desenhos coloridos
em base de papel vegetal, porque não há estabilidade dimensional e, conseqüentemente, não
haverá um encaixe preciso das cores.

Quer abandonar os recursos do improviso? Então não deve esticar a malha na mão, é preciso um
equipamento, no mínimo mecânico, para dar tensão à malha.

Isso significa custos, e entre custo e improviso qual é sua opção?

Enfim, com uma preocupação efetiva com esses e outros itens, podemos garantir que o processo
terá, além de uma qualidade comprovada, uma sensível redução nos custos, pois o desempenho
eficiente do seu trabalho fará com que, provavelmente, o cliente torne a procurá-lo.

Assim como você pode ser um consumidor em potencial de materiais serigráficos, o seu cliente
também tem o potencial para aumentar, significativamente, a demanda de serviços para você.

Basta que seu trabalho esteja sempre sendo feito de acordo com as exigências de qualidade do
mercado e que você procure superar-se neste sentido.

Emulsionar a Tela

Existem várias técnicas para serem preparadas as matrizes.

Mas todas as técnicas partem de um ponto fundamental, este ponto fundamental é a tela esticada e
desengordurada que recebe a aplicação de uma emulsão, e fica dependendo do restante do
processo, que é a gravação futura da matriz.
Somente quando a malha desengraxada estiver bem seca e limpa, estará pronta para receber a
camada de emulsão.

As emulsões na forma líquida são depositadas diretamente sobre a malha utilizando o rodo de
borracha, o mesmo que é utilizado para aplicar a tinta no substrato, ou por meio de uma calha.

A emulsão deve ser bem escolhida, pois normalmente a camada depositada sofre um encolhimento
durante o processo de secagem.

Isso faz com que essa camada tome o termo da malha, que prejudica seriamente a qualidade das
impressões feitas com esta matriz.

Emulsões P/ Serigrafia

Emulsões para serigrafia são uma mistura de resinas em suspensão aquosa, de média para alta
viscosidade, que, quando sensibilizadas, se modificam com a ação da luz.

Normalmente são utilizadas resinas de PVA ou de PVOH, que têm a interessante propriedade de
serem solúveis em água.

Por isso, todas as emulsões, mesmo depois de secas, dissolvem-se com água.

Mas existe uma coisa que as torna insolúveis: é sua exposição à luz, e uma vez sensibilizadas, as
emulsões ficam sujeitas à ação da luz, que modifica a estrutura de suas moléculas, tornando a
camada de emulsão insolúvel em água.

Se pensarmos que podemos expor à ação da luz apenas uma parte da camada de emulsão,
descobrimos que podemos expor à ação da luz apenas uma parte da camada de emulsão,
descobrimos que podemos usá-la para reproduzir imagens.

Assim, com o auxílio de um diapositivo (fotolito ou arte final), podemos gravar na camada de
emulsão áreas solúveis e áreas insolúveis.

As áreas que não forem expostas á luz permanecerão solúveis e serão facilmente removidas com
água e formarão o estêncil, que é a mascara que reproduz a imagem.

Na serigrafia a emulsão funciona como astêncil, isto é, é a emulsão quem define a imagem,
delimitando as áreas por onde deve passar a tinta.

Pode-se dizer que são duas as propriedades exigidas de um material utilizado como estêncil:

1) A fidelidade de cópia, que implica em definição e resolução.

2) A resistência a produtos químicos e ao desgaste físico e também à abrasão.

Uma boa emulsão deve ter fidelidade de cópia e resistência a produtos químicos e ao desgaste
físico e também à abrasão.

As emulsões podem ser encontradas em dois tipos:

1) Própria para impressão com tinta a base de solvente.

2) Especial para impressão com tinta a base de água.

As emulsões não sensibilizadas podem ser armazenadas por um bom tempo, já as sensibilizadas
duram até quatro semanas, quando mantidas em ambiente fresco, ventilado e protegido da luz.

Onde aplicar Silk

As principais aplicações da serigrafia são em estamparia em tecidos, cartazes para publicidade,


faixas publicitárias, azulejos decorativos, cartões de natal personalizados, posters, convites,
rotular camisetas, flâmulas, chaveiros, etiquetas, panfletos, embalagens para latas, garrafas, etc.,
decalques, brindes, placas sinalizadoras ou publicitárias, cartazes para políticos, placas de circuito
impresso para circuitos eletrônicos, estamparia de CDs personalizados, sacolas plásticas, tapetes,
capas de livros, toalhas de mesa, brinquedos diversos, guardanapos, e tudo aquilo que sua
imaginação possa criar.

Além de ser um hobby, pode ser um bom tipo de negócio por ser altamente lucrativo e que requer
poucos investimentos, e principalmente, porque pode ser iniciado em sua própria casa.

Além de exigir um investimento muito pequeno, não é necessário ser desenhista ou pintor para
fazer estampas, você pode até utilizar os serviços de um desenhista, isto se você não tiver um
computador, e certamente você tem um computador, então com os desenhos não será preciso se
preocupar.

Além disso, você mesmo pode adaptar os vários desenhos existentes em revistas ou na internet, ou
em último caso, criar suas próprias artes para serigrafia.

Se os desenhos, as figuras, as paisagens, as fotografias ou os layout para placas de circuito


impresso, ou o que a sua imaginação pode criar não lhe dá ânimo em relação a serigrafia, pense nos
riscos de bordar, que dão ótimos resultados pois já vem na medida certa para serem copiados, e
que tal uma pequena frase colocada na frente de uma camiseta de malha?

Modelos de Encaixe

Para montar a moldura devemos tomar cuidado para que ela fique firme, e se necessário, usar cola
de madeira, pois é muito importante que a moldura não fique frouxa e nem fique torta, ela deve
ficar plana e firme ao ser colocada em cima de uma mesa.

Para quem trabalha em serigrafia, sabe que é bom ter em mãos vários tamanhos de molduras para
utilizar, conforme o tipo trabalho a fazer, assim será possível utilizar uma moldura de acordo com
as necessidades do trabalho a ser executado.

Nas lojas especializadas são encontradas molduras em vários tamanhos, os tamanhos molduras mais
comuns são:
20 x 25cm
25 x 40cm
20 x 50cm
35 x 60cm
40 x 50cm

Caso não desejar ou não souber como fazer, também existe a possibilidade de comprar molduras
feitas nas lojas especializadas ou pedir para que um marceneiro faça sob encomenda.

Sempre é bom lembrar que um bom trabalho final de impressão depende de uma moldura bem
feita, bem nivelada e bem firme, sem falar que o nylon deve ficar, e estar bem esticado.

Faça Seu Afiador

O afiador mais simples e que você mesmo poderá fazer, é composto de dois pedaços de madeira,
formam um ângulo de noventa graus, aonde é colocada uma lixa em um dos lados.

O afiador deverá estar fixo em uma mesa para um melhor desempenho na afiação da borracha do
puxador.
O serígrafo deverá colocar o puxador deitado de modo que a borracha fique paralela com a lixa.

Feito isto, ele deverá segurar o puxador com as duas mãos firmemente fazendo um movimento de
vai e vem.

A Montagem da Tela

A montagem da tela é uma operação de grande importância, pois uma boa montagem com o nylon
bem esticado e bem plano, são fatores fundamentais na perfeita reprodução.

A montagem manual é a forma mais empregada quando montamos a tela com tecidos como o nylon,
seda ou poliéster em molduras de madeira.

E é no tipo de montagem manual que centralizaremos o nosso estudo, isso porque visamos que
sejam feitas aplicações sem o uso de máquinas, mais adiante citaremos "apetrechos" que poderão
feitos e utilizados na serigrafia, e no momento apropriado será descrita a montagem da tela passo a
passo e com todos os detalhes.

A montagem manual não será possível se forem usados tecidos metálicos, neste caso, devem ser
utilizados aparelhos especiais para esticar e fixar as telas.

Controle na Montagem

Manter um controle de esquadro na confecção de molduras para matrizes serigráficas é uma tarefa
simples, mas de grande importância para os resultados da impressão.
Muitas firmas de grande porte que utilizam a serigrafia em grande quantidade, por isso mesmo é
que confeccionam suas próprias molduras, e que devem ser feitas sob controle preciso de esquadro
e de empenamento.

Estes detalhes interferem muito e diretamente nos resultados finais de depósito de tinta, definição
e registro.

Um dispositivo simples pode ser utilizado para essa montagem, garantindo total precisão.

Consiste de quatro barras reguláveis, com apoio de esquadrejamento.

Suas extremidades ficam presas a um sistema de controle de pressão exercido por parafusos e
borboletas.

Veja os detalhes do dispositivo onde a moldura deve ser colocada, apenas com cola para que
facilite os ajustes de esquadro e do empenhamento para depois ser pregado.

Como Desengraxar

O desengraxe é o processo de preparação da malha serigráfica antes da aplicação da emulsão.

Na realidade, o processo de preparação prévio da malha envolve mais que uma simples remoção da
gordura, mas o desengraxe é muito importante para obter uma boa matriz.

Por isso sempre se recomenda aos serígrafos que usem produtos, específicos para o desengraxe e a
preparação das malhas.

Os seguintes desengraxantes podem ser encontrados em casas especializadas:

Prepamsk é um desengraxante em gel concentrado, para o uso geral.

É muito eficiente, não produz espuma excessiva, não é corrosivo e é biodegradável, como é
ecologicamente correto, pode ser usado sem problemas.

O Seriprep 102 é um desengraxante líquido concentrado, sem silicone ou aditivos concentrados, o


Seriprep 102 elimina qualquer tipo de gordura e resíduos.

Também reduz a carga estática e a aparição de micro-furos nas matrizes ao eliminar as partículas
de óxido.
Funciona como agente de superfície, aumentando substancialmente a fluidez das emulsões sobre a
malha tratada.

O Seriprep 101 é um tipo de desengraxante concentrado em pasta, tem uma fina ação abrasiva que
risca a superfície dos fios.

Este efeito é para facilitar a posterior aderência de emulsões e filmes.

É especialmente indicado no desengraxe de telas novas, e nos casos onde a aderência da emulsão é
mais difícil, como na aderência de filmes capilares sobre malhas de poliéster.

Na realidade, o uso de Seriprep 101 é útil em qualquer situação, pois sua ação abrasiva ajuda na
remoção de resíduos de tinta ou outras impurezas encontradas nas telas recuperadas.

Secagem da Emulsão

Dentre as várias etapas que compreendem a gravação de uma matriz, a secagem da emulsão
fotográfica tem um destaque de grande importância.

Depois de aplicarmos a emulsão fotográfica em estado líquido na tela, se requer uma secagem
adequada para que o processo de exposição seja obtido de forma plena e correta.

Antes da exposição à luz, a emulsão deve estar completamente seca na tela.

Se a camada de emulsão não for uniforme, podemos afirmar que debaixo a película superficial da
emulsão aparentemente seca, podem existir áreas não secas que causarão muitos problemas na
gravação, prejudicando os resultados finais.

Neste caso, o que acontece é que as partes úmidas que possuem sensibilidade reduzida ao
endurecimento através da ação da luz, tornando impossível a secagem perfeita e uniforme.

A primeira regra para a secagem da emulsão é secar naturalmente ou utilizando um secador de


cabelos, mas sempre longe de qualquer fonte de luz rica em raios ultravioletas.
Só são obtidos ótimos resultados na secagem da emulsão se for seca em penumbra durante a
aplicação e a secagem da emulsão.

É óbvio que não dá pra trabalhar no escuro, então é recomendável (e necessário) secar a emulsão
em sala iluminada com lâmpada amarela ou vermelha, dessas de decorações natalinas.