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Arquimandrita Nikolaos Moreira

Lições Bíblicas
da Escola Dominical - Grupo Ortodoxo Familiar

HOJE A SALVAÇÃO ENTROU NESTA CASA

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Grupo Ortodoxo Familiar – Lições Bíblicas da Escola Dominical

Lições Bíblicas da Escola Dominical


Grupo Ortodoxo Familiar
© Arquimandrita Nikolaos Moreira
Piracicaba – SP – Brasil, 2013.

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Lições Bíblicas
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Conteúdo

3º Encontro – Hoje a Salvação entrou nesta casa.

JESUS CRISTO É DEUS? .................................................................. 9

I – O DEUS VIVO E SALVADOR DE TODOS. .................................... 9

1 – Jesus o Salvador de todos. ............................................................................ 9


2 – A aplicação no serviço e na obra de Jesus.................................................. 10
II – PREPARANDO A NOSSA CASA PARA O SENHOR. ................... 11

1 – A salvação chegou à nossa casa. .................................................................. 11


2 – A nossa responsabilidade para com a salvação. ......................................... 11
CONCLUSÃO .................................................................................. 12

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3º Encontro 17 de fevereiro de 2013.


Hoje a salvação entrou nesta casa
04/02 37º Domingo depois de Pentecostes. 20º de Lucas - 4º Tom.

S. Isidoro de Pelúsio, mon. († c. 449).


Typika e bem-aventuranças. Isodikon do domingo. Tropários da Ressurreição, do Santo ou
Santos do período (se não há nenhum, não há necessidade de encontrar um substituto para
eles). Tropário do Padroeiro da Igreja. Kinonikon do período. Epístola e Evangelho do domin-
go. Hirmos comuns, Kinonikon do domingo.
I - ORAÇÕES INICIAIS

1. Oração Inicial – Triságio.

2. Hinos e Tropários.

Ver o Folheto Dominical ou o folheto do encontro de oração familiar.


3. Salmodia – Typica e Bem-aventuranças.

Ver os Salmos na Tabela do Kathisma do Tom correspondente.


4. Epístola e Evangelho:

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA


17 Fev. DOMINGO 1ªTim. 4:9-15; Lucas 19:1-10. Fidelidade e zelo no ministério.
18 Fev. SEGUNDA 1ª Pd. 2:21–3:1-9; Mc. 12:13-17. Os deveres dos servos de Deus.
19 Fev. TERÇA 1ªPedro 3:10-22; Mc. 12:18-27. Paciência nas dificuldades.
20 Fev. QUARTA 1ªPedro 4:1-11; Mc. 12:28-37. Renuncia ao pecado.
21 Fev. QUINTA 1ªPedro 4:12–5:1-5; Mc. 12:38-44. Não temer as provações.
22 Fev. SEXTA 2ªPedro 1:1-10; Mc. 13:1-8. Perseverança na vocação cristã.
23 Fev. SÁBADO 2ªTim. 2:11-19; Lc. 18:2-8. A sã doutrina e a perfeição de vida.

TESTEMUNHO E EXEMPLO DE VIDA

Santo Isidoro nasceu em Alexandria, no Egito, em meados do século IV. Ele foi educa-
do na Sagrada Escritura, assim como na literatura secular; abandonou sua fortuna
inteira e todos os prazeres do mundo, para abraçar a vida monástica. Ele foi para o
Monte Pelusium, onde se tornou hegúmeno do seu mosteiro, e foi ordenado sacerdote.
Era ardente defensor de São João Crisóstomo contra Teófilo de Alexandria, e foi
conselheiro de São Cirilo, o Grande, contra o herege Nestório. Graças à sua vida
de oração, ele instruiu e iluminou o mundo inteiro por suas numerosas cartas, conver-
tendo pecadores, apoiado apenas na Sagrada Escritura, explicando-a para aqueles que
lhe perguntava. Ele provavelmente morreu em 449 em idade avançada depois de uma
vida santa e agradável a Deus.
ATITUDE DE VIDA

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O cristão deve viver a sua vida buscando a glória de Deus e o seu poder. A fama, gló-
rias e honras são conseqüências da intimidade com o Senhor. Viver uma vida santa e
agradável a Deus deve ser o objetivo do homem em sua existência. Tudo o mais lhe
será dado em acréscimo segundo o seu merecimento (Cf. Mt. 6:33; Rom. 2:6; Tt. 1:16).

CONTEÚDO TEOLÓGICO

JESUS CRISTO É DEUS?


Adaptado por Arquimandrita Nikolaos Moreira

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que
todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16).
INTRODUÇÃO
O Filho Unigênito e Encarnado de Deus, o Senhor Jesus Cristo, é o Salvador da
humanidade. Pela vontade de Deus Pai e por piedade a nós, pecadores, Ele veio ao
mundo tornando-se humano. Pela Sua palavra e pelo Seu exemplo passou a ensinar
como era necessário crer e viver para tornar-se justo e digno do cognome de Filho de
Deus, e fazer parte da Sua vida eterna, repleta de graças. Para nos purificar dos peca-
dos e vencer a morte, Ele morreu na cruz e ressuscitou no terceiro dia. Agora, como
Deus-homem, encontra-se nos céus, ao lado do Pai. Jesus Cristo é o chefe do Reino de
Deus, por Ele criado, que é a Igreja, na qual se salvam os que crêem, guiados e fortale-
cidos pelo Espírito Santo. Antes do final do mundo, Jesus Cristo retornara à terra, para
julgar os vivos e os mortos. Então virá o Seu Reinado de Glória, o paraíso, onde os
redimidos alegrar-se-ão eternamente. Assim foi vaticinado e nós acreditamos que assim
será.
“Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação. Pois para isto é que trabalhamos e lu-
tamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos
os homens, especialmente dos que crêem.” (1Tim. 4:9-10).
I – O DEUS VIVO E SALVADOR DE TODOS.
1 – Jesus o Salvador de todos.
Inegavelmente, Nosso Senhor Jesus Cristo não é um arquiteto, não é o Arcanjo
Miguel, não é um mártir, nem um profeta e revolucionário, não é o mestre de obras de
Deus, não é um guia ou guru. Ele é Deus Todo-Poderoso, o Salvador e o Redentor de
todos, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz
(Cf. Isaías 9:6). Ele é Nosso Senhor e Nosso Deus (Cf. Jo. 1:1-3; 20:28). É o Chefe Su-
premo da Igreja que Ele adquiriu com o seu precioso sangue (Cf. At. 20:28). Quem
comprou a Igreja com o seu próprio sangue? Se a Igreja de Deus é de Cristo e Ele é o
Seu Supremo Chefe, logo, Jesus Cristo é Deus.
Todos os atributos divinos aplicados a Deus o Pai está também aplicado a Jesus
Cristo indicando que Ele é Deus. Vejamos: 1) Jesus Cristo é Deus e, por isso, é o Cri-
ador e sustentador de todas as coisas: Col. 1:16 -17. 2) Jesus é o Deus bendito para
todo o Sempre: Rom. 9:5.3) Jesus é Deus e tem em si a glória divina: Jo. 17:5.
3) Jesus é o grande Deus e Salvador: Tito 2:13.4) Jesus é o verdadeiro Deus e a vida
eterna: 1 João 5:20.5) Jesus Cristo é Deus, por isso, tem autoridade para perdoar

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pecados e fazer milagres: Mt. 9:6.6) Jesus é igual a Deus: Jo. 14:1.7) Jesus é ado-
rado como Deus: Filipenses 2:9 -11.8) Jesus Cristo é Deus, por isso, é o Todo-
Poderoso: Ap. 1:8.
Sobre seus ensinamentos, Jesus Cristo diz: "Para isto eu nasci e vim ao mundo,
para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha
voz" (João 18:37). Por isso nós devemos considerar cada palavra de Jesus como Verda-
de e baseado nesta verdade orientar a nossa conduta. Jesus Cristo ensinou que Ele é o
Salvador do gênero humano (Cf. Mateus 18:11; 20:28); Ele assumiu a missão de salvar
os Homens, obedecendo a vontade de Seu Pai, o qual amou tanto o mundo que lhe deu
Seu Filho Unigênito para salvar todos os que nele crêem (Cf. João 3:16). Jesus Cristo
ensinou que Ele possui uma única natureza com Deus Pai1, que Ele "desceu dos céus" e
"está nos Céus" ao mesmo tempo, isto é, Ele coexiste na terra como homem e no céu
como Filho de Deus, sendo Deus-Homem2. Por isto, todos devem honrar o Filho, do
mesmo modo que honram ao Pai. Quem não honra ao Filho, não honra ao Pai que O
enviou3. A verdadeira natureza divina foi professada por Jesus Cristo antes de Seu mar-
tírio na cruz, perante o Sinédrio, dando causa à sua condenação. Os membros do conse-
lho assim comunicaram a Pilatos sua decisão: "Nós temos uma lei e, segundo a nossa
lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus" (João 19:7).
2 – A aplicação no serviço e na obra de Jesus.
O cristão deve se empenhar durante toda a sua vida no conhecimento da Santa
Palavra de Deus para ter discernimento das prioridades da vida cristã, pois, a vontade de
Deus é que todos o conheçam e se aplicam no serviço de Sua Glória (Cf. Ef. 4:13).
As prioridades da vida cristã: 1) Ser forte interiormente. Isto significa que temos
que nos equipar com o poder de Deus e não com as nossas habilidades pessoais4;
2) Estar firmemente fundamentado em Cristo. Isto significa que o fundamento não são
as nossas convicções, nossas opiniões, nossos estudos, mas, sim ter sua vida focada na
pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo5. Nossa esperança é Cristo. Nossa força é Cristo;
3) Amar como Cristo amou é o maior desafio para o cristão; 4) Não tomar parte das
obras infrutíferas das trevas compactuando com a imoralidade, a injustiça, a corrupção,
enfim, assumindo o que o mundo nos apresenta como valores e, que nós sabemos per-
feitamente que esses valores são inversos e se opõem diametralmente ao evangelho;
5) Viver os verdadeiros valores apontados pelo evangelho de nossa Salvação. Isto signi-
fica necessariamente: a) a busca do conhecimento de Cristo6; b) despojar-se de tudo
aquilo que nos separa de Cristo para alcançar a riqueza do céu7; c) procurar o caminho
certo e não se deixar levar ao sabor das “ondas”, sem ideais, sem objetivos definidos.
Para vencer é preciso observar as regras impostas8.
O amor dura para sempre. Devemos buscar o amor de Deus e exercitá-lo em
nossas vidas para que as nossas práticas tenham verdadeiro sentido. Tudo que fizermos
sem amor, será deixado no esquecimento, mesmo que tenha dado meu corpo para ser
queimado, simplesmente daí não tirarei nenhum proveito. Cristo ensinava que não de-
vemos nos afeiçoar aos bens terrenos, pois "de que vale ao homem conquistar todos os
tesouros da terra e perder sua alma" (Marcos 8:36-37); pois a pessoa que se dedica ao

1
Jo. 10:30.
2
João 3:13; João 10:30.
3
João 5:23, por isso, Nosso Senhor Jesus Cristo recebe a mesma adoração com o Pai e o Espírito Santo.
4
!Cor. 16:13; Ef. 3:14-21.
5
Salmo 1:3; Col. 2:7.
6
Col. 2:3.
7
Fp. 3:7.
8
Ef. 4:14; 1Cor. 9:24-27.

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enriquecimento material acaba afastando-se de Deus, pois "onde estão teus tesouros, lá
está teu coração"(Lucas 12:34). Estar em comunhão espiritual com Deus: esta é a maior
graça que podemos ter. Por isto Cristo diz: "Buscai primeiro o reino dos céus e a sua
justiça e todas estas coisas serão acrescidas." Falando sobre o valor espiritual do reino
de Deus, Jesus Cristo, em uma de suas parábolas, comparou-o à uma pérola, pela qual
um esperto mercador vendeu todos os seus bens para poder adquiri-la (Mt. 13:45-46).
A salvação da alma deve ser a principal preocupação do homem. O caminho da
purificação espiritual costuma ser árduo. Por isso, "Entrai pela porta estreita, porque
larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e muitos são os que en-
tram por ela" (Mateus 7:13-14). As provações terrenas devem ser aceitas com resigna-
ção pelo homem como sua cruz: "Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mes-
mo, tome sobre si a sua cruz e siga-me" (Mateus 16:24), em realidade, "o reino dos
Céus adquire-se à força e os que se esforçam apoderam-se Dele (Mateus, 11:12). É de
fundamental importância invocar a ajuda de Deus para que nos auxilie e nos ilumine
nesta jornada: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade,
está pronto, mas a carne é fraca... na vossa paciência salvai vossas almas" (Mc. 14:38;
Lucas 21:19).
“Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce de-
pressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa.” (Lc. 19:5).
II – PREPARANDO A NOSSA CASA PARA O SENHOR.
1 – A salvação chegou à nossa casa.
Quando a salvação entra em nossa casa, enchemo-nos de alegria e logo tratamos
de ser bons anfitriões como ordena a etiqueta. E logo iremos descobrir o influxo da Di-
vina Graça, que nos levará ao ardente desejo da salvação buscando a santidade de vida.
Não há meio termo: “Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei
da minha boca.” (Ap. 3:16).
Sabendo que Jesus virá à nossa casa, temos que lançar mãos à obra e providenci-
ar o melhor acolhimento possível, para que, na Presença do Senhor, não nos ocupemos
com outras tarefas a não permanecer com o Senhor (Cf. Lc. 10:40-41). É nossa respon-
sabilidade preparar a nossa casa para receber o Senhor, Deus e Salvador, o Autor e Con-
sumador de nossa fé, afinal, nossa casa se torna, pela presença do Evangelho de Cristo e
seus ministros sagrados, o templo da glória de Deus e da manifestação de Seu Poder. É
Deus Conosco, Emanuel! Que Ele encontre sempre um lugar em nossa casa, em nossa
vida, uma habitação digna, de modo que possamos expressar com toda a força de nossa
alma e de nosso Espírito: “Deus está entre nós”.
Devemos, a exemplo de Zaqueu, descer depressa do nosso orgulho, deixar os
nossos afazeres, sentarmos ao redor do Cristo Vivo presente no Evangelho, e deixar-nos
instruir por Sua Divina Sabedoria, deixar-nos conduzir pela autoridade de seu ensina-
mento e, sobretudo, reconhecer nossas fragilidades e nossos pecados e repará-los atra-
vés do exemplo de uma vida nova na graça.
2 – A nossa responsabilidade para com a salvação.
A nossa responsabilidade para com a nossa salvação começa com o zelo pelas
coisas celestiais, pela busca do conhecimento de Cristo através de Sua Palavra e dos
ensinamentos da Igreja. Deste modo, devemos aprender a ter uma vida íntima com Deus
através da vida de oração, de estudo, e de testemunho e exemplo de vida, remédios efi-
cazes contra o tédio, a ansiedade, a insegurança, porque Cristo é o nosso Salvador, o
Deus vivo e nos envia o Seu Espírito Santo como nosso advogado para nos ajudar a

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entrar na intimidade com o Senhor9. De nada valerá a intimidade com o Senhor se não
colocarmos em prática o que Ele nos ensina a respeito das boas obras que devemos pra-
ticar10.
As nossas fragilidades humanas não servem de justificativa para não cumprir-
mos a vontade de Deus, visto que, Deus enviou o Seu Único e Amado Filho para buscar
e salvar aqueles que se perderam no caminho seduzido pelos desejos e paixões deste
mundo. Depor todo o mundanismo é condição essencial para que a Salvação aconteça
na vida do cristão11 e seja liberto e salvo através da prática da santidade de vida perante
o Senhor é fundamental para o nosso crescimento espiritual12 que somente será contínuo
se fundamentado numa vida de obediência à Palavra, e santidade13. Devemos ser mais
santos hoje do que fomos ontem, nos livrando dos grandes e pequenos embaraços que
nos impedem de crescer, lembrando sempre do que o Senhor nos exige: "Sede santos,
porque eu sou santo" (1ª Pd. 1:16).
“Tendo vindo ao mundo em função de Seu infinito amor por nós, o Filho de
Deus ensinava seus seguidores a colocar o amor como fundamento de sua vida, dizen-
do:"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o
teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento; e o segundo, semelhante a
este é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a
lei e os profetas" (Mateus 22:37-39). O Meu mandamento é este: "Que vos ameis uns
aos outros, assim como Eu vos amei" (João 15:12).
O amor ao próximo deve ser externado pela caridade: "Quero misericórdia e não
sacrifícios." Falando sobre a cruz, o sofrimento e o caminho estreito, Cristo nos fortale-
ce com sua promessa: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu
vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde
de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave
e o Meu fardo é leve" (Mateus 11:28-30). Tanto as bem-aventuranças quanto todos os
ensinamentos do Salvador são cheios de fé na vitória do bem sobre o mal e na alegria do
reino de Deus. "Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos
céus" (Mateus 5:12). "Eu estarei com vocês até o fim dos tempos" (Mateus 28:20), e
promete que todo aquele que crê Nele não perecerá, mas receberá a vida eterna
(Jo. 3:15).14”
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc. 19:10).
CONCLUSÃO
O Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido. O que isto signi-
fica na prática? Significa que o Senhor toma o mais poderoso dos vasos do diabo e des-
trói suas ciladas e seus enganos. Veja como não só faz os publicanos seus discípulos,
mas, ainda os liberta do cativeiro e os salva, como fez com Zaqueu. No contexto do
evangelho, ninguém dúvida que um publicano era uma abominação, quanto mais o seu
chefe, dono de uma incrível maldade. Sua fonte de lucro e maldades deriva das lágri-
mas e sofrimento dos pobres. Mas, mesmo este chefe dos publicanos não foi ignorado e
nem desprezado pelo Senhor, pois, mostrando sua vontade de ver Jesus e receber a sal-
vação, desejando ardentemente ver Jesus, subiu no sicômoro e, antes mesmo de ver

9 Fp. 4:6-13; Rom. 8:26;


10 Jo. 4:36; Gál. 5;22-23.
11 1Pd. 2:1-20.
12 Ef. 4:22-31; 2ªCor. 7:1;
13 Rom. 6:19; 1ªTes. 4:7;
14
MILEANT, Bispo Alexander, O Senhor Jesus Cristo Salvador do mundo. Traduzido por N. Namestni-
kov / Arcipreste George Petrenko, José Arimatéa.

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Jesus, Jesus já o havia visto primeiro. Da mesma forma, Nosso Senhor se antecipa em
relação a nós, vê o âmago da nossa alma, vê se realmente estamos dispostos e ansiosos
para vê-lo, para amá-lo e servi-lo incondicionalmente.
Quando Nosso Senhor vê Zaqueu, o exorta a descer rapidamente, pois, Ele pre-
tende ficar em sua casa. Zaqueu NÃO DEMOROU a OBEDECER aos mandamentos de
Cristo. Isto nos ensina que nós não devemos hesitar em obedecer ao Senhor, em servir
ao Senhor e, a exemplo de Zaqueu, descer rapidamente do nosso comodismo, das nos-
sas idealizações pessoais, dos nossos subterfúgios e receber Jesus alegremente. Entre-
tanto, muitas pessoas nos criticarão, mas, nós não devemos dar-lhes ouvidos, pois, são
a tentação para mover-nos a vontade e o desejo de contemplar o Senhor e herdar Sua
Divina Graça que Ele deseja dar-nos no seu infinito amor.
Como Zaqueu foi beneficiado pela entrada de Cristo em sua casa? Que frutos
ele colheu? Zaqueu converteu-se sinceramente ao Senhor e deu mostra do seu arrepen-
dimento e de sua conversão, não em palavras, mas, em palavras e gestos concretos res-
tituindo os bens que ele adquiriu injustamente e à custa do sofrimento e das lágrimas
dos pobres. Tomou todos os seus bens e distribuiu aos pobres. O que motivou Zaqueu?
O seu fervor. Se considerarmos bem, veremos que nada restava do dinheiro de Za-
queu. Metade deu aos pobres, e do pouco que lhe restava, ele restituiu quatro vezes
mais àqueles a quem ele havia defraudado. Sua vida foi uma vida inteira de fraude e
extorsão, e desde que ele restituiu quatro vezes tudo o que ele tinha tomado injustamen-
te, ele se despojou de tudo que tinha. Daí se vê que seu pensamento vai além da pres-
crição do direito, pois ele havia se tornado um discípulo do Evangelho, e ele amava seu
próximo mais do que a si mesmo. Notemos que ele não deixou para depois, para ama-
nhã e assim por diante, seguiu o conselho de Salomão: “Não digas ao teu próximo:
Vai, e volta amanhã to darei; tendo-o tu contigo.” (Prov. 3:28). Mediante a esta postu-
ra de Zaqueu, o seu fervor e o seu desejo ardente, Cristo proclama-lhe as boas novas
de salvação. Quando Nosso Senhor lhe diz “esta casa”, está referindo diretamente a
Zaqueu, pois, o Senhor não chamaria um edifício sem alma, um filho de Abraão. Za-
queu era como o patriarca em dois aspectos; 1º) porque ele acreditou e foi considerado
justo pela fé, 2º) e, com o dinheiro que ele distribuiu generosamente aos pobres e, o
Senhor vê em sua atitude a semelhança de Abraão. O Senhor não disse que Zaqueu
tinha sido sempre um filho de Abraão, mas que agora ele é um filho de Abraão. Antes,
quando era chefe de publicanos e cobrador de impostos, ele não tinha qualquer seme-
lhança com o homem justo, e não era seu filho. Para silenciar aqueles que se queixa-
vam de que o Senhor hospedar-se na casa de um homem pecador, Ele diz: O Filho do
Homem veio buscar e salvar o que estava perdido. Esta é a explicação das palavras
literais, mas, é fácil de entender essas coisas em outro sentido, bem como, para o bene-
fício moral. Qualquer um que é o principal entre muitos na maldade é pouco na estatu-
ra espiritual, a carne e o espírito são opostos um ao outro, e por isso ele não pode ver
Jesus na multidão. Atormentado por uma multidão de paixões e os assuntos mundanos,
ele não é capaz de ver Jesus agindo, movendo-se e andando. Um homem não pode ser
reconhecido como cristão se não consegue ver o agir e o mover de Cristo. Não é capaz
de perceber ver Jesus nos gestos e atitudes cristãos, ou seja, não é capaz de ver Jesus
na prática das boas obras que os cristãos praticam. Então, ele vai procurar as alturas,
o topo da figueira (sicômoro), passando por todo o prazer e doçura expressa pelos fi-
gos e, contando-os como tolos e mortos, tornando-se maior do que era (Sal. 84:5), ele é
visto por Jesus e pode ver a Jesus, que lhe diz: “Zaqueu, desce depressa; porque impor-
ta que eu fique hoje em tua casa” (Lc. 19:5). Zaqueu rompeu com o orgulho e na hu-
mildade desceu da sua posição superior, caso contrário, cairia.

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Apressa-te, em se humilhar diante da Onipresença de Cristo. Se você se humilhar, Ele


irá à tua casa e nela habitará15, mas, para que Ele permaneça, é preciso humildade.
Isto não é nada fácil, pois, tal porta, é uma porta estreita que nem todos estão desejosos
de abrir.
O homem justo (carne e espírito, corpo e alma) dá toda a sua carne aos pobres,
na verdade, ou seja, “carne” significa seus bens (matéria), e, nisto, na verdade, não é o
homem que é destituído de seus bens, mas, os demônios são destituídos de seu poder de
domínio. E, não satisfeito, o demônio agora irá atacar o espírito, a alma, por isso, o
Senhor nos ensina que ao demônio não está permitido tocar a nossa alma (Cf. Jó 1:12).
Isto sugere que se um homem se arrepende e segue um caminho oposto ao seu antigo
modo de maldade, ele cura seus antigos pecados através das quatro virtudes (coragem,
prudência, justiça, e autocontrole simbolizado pelo ato de “restituir quatro vezes
mais”), e, portanto, recebe a salvação e é chamado um filho de Abraão. Como Abraão,
ele também sai de sua terra e de seu parentesco com sua maldade e fora da casa de seu
pai (Gn 12:1), ou seja, ele sai de sua antiga vida de engano e pecado rejeitando sua
condição anterior. Ele próprio era da casa de seu pai, o diabo. Portanto, quando ele
saiu de casa de seu pai, isto é, quando ele saiu de si mesmo e mudou, ele encontrou a
salvação, como fez Abraão.

II – ORAÇÕES FINAIS

5. Ação de Graças – Hino de Louvor.

Expresse a Deus a sua gratidão. Pense em pessoas, coisas ou situações pelas quais você
quer agradecer a Ele. Sua família, seu negócio, seu trabalho, sua Igreja, suas responsabili-
dades e até mesmo as dificuldades da vida. Depois que todos fizeram seu agradecimento
cantam a Doxologia. Ver folheto do encontro familiar.
6. Oração de Súplicas e Intercessão.

Expresse a Deus os seus pedidos em voz baixa e com a cabeça inclinada. Inclua em suas ora-
ções pessoas distantes, amigos em viagem, pessoas que ainda não são ortodoxas, pessoas que
não freqüentam a Igreja. Pense em suas dificuldades, suas necessidades, sobretudo, no que
você quer que Nosso Senhor lhe ajude. Pode também pedir uma graça especial.
7. Orações Finais.

BIBLIOGRAFIA:
CONCORDÂNCIA BÍBLICA, Greek Concordance.
ALMEIDA, JOÃO FERREIRA DE, A Bíblia Sagrada, Edição Revisada da Imprensa Bíblica.
MILEANT, Bispo Alexander, O Senhor Jesus Cristo Salvador do mundo. Traduzido por N. Namestnikov / Arcipreste George Petrenko,
José Arimatéa.
SÃO TEOFILACTOS, Bispo, Da Catequese do Evangelho de Mateus.

|CONTEÚDO||CAPA|

15
Jo. 10:9; Lc. 13:24.

14