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ENFERMAGEM EM BIOSSEGURANÇA

BIOSSEGURANÇA :

1-CONCEITO:

É a ciência que estuda o manuseio de substâncias biológicas avaliando todas as condições


que serão necessárias para a atividade de enfermagem.

1.2 – Considerações gerais :

Em 1996, foi publicado um manual sobre a orientação que devemos ter ao manusear sangue,
líquidos e fluidos corporais, o sistema abordou as seguintes questões:

• Precauções padrões ou universais;


• Precauções baseadas na rota de transmissão;
• Precauções Empíricas;

As precauções universais são medidas adotadas pelos profissionais da saúde envolvidos na


assistência aos pacientes independente da doença diagnosticada.
O profissional de saúde deve ter uma postura consciente da utilização destas precauções como
forma de não se infectar ou servir de fonte de contaminação. A adoção destas medidas é importante
para não adquirir doenças tais como a Hepatite B e C, AIDS, sífilis doença de Chagas , influenza ,
além de tuberculose e outras patologias respiratórias.

1.3- Saúde Ocupacional e medidas de segurança:


A segurança do trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas adotadas visando
minimizar os acidentes de trabalho.

1.4- Doença Ocupacionais : São disfunções orgânicas provindas do trabalho temos determinadas
patologias que são características, tais como :
• Lombalgia ;
• Acidentes com materiais perfuro-cortantes;
• Contato com secreção e eliminação;
• Contato com produtos químicos;
• estresse irritação cansaço desânimo;

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2-TIPOS DE PROTEÇÃO UNIVERSAL:

2.1-Lavagem das mãos : A lavagem das mãos é de extrema importância para a segurança do
paciente e do próprio profissional, haja vista que, no hospital, a disseminação de microrganismos
ocorre principalmente de pessoa para pessoa, através das mãos.

2.2- Uso de luvas esterilizadas e de procedimento: O uso de luvas deve ser quando o profissional
for realizar:
• manipulação de sangue e outros líquidos corporais ;
• manipulação de membranas e mucosas ;
• manipulação de sangue e outros fluídos corporais;
• manipulação de membrana , mucosa e pele não íntegra;
• procedimentos em equipamentos ou superfícies contaminadas com sangue e fluídos
corporais;
• procedimentos de acessos vasculares.

2.3- Uso de avental : quando em contato direto com sangue e outros fluidos corporais.

2.4-Uso de máscaras, gorros , óculos : para proteção contra sangue e fluidos corporais.
Usar quando houver risco de contaminação de mucosas face, olhos , boca, nariz por
respingar sangue e fluidos corporais, principalmente em punções liquóricas e arteriais , suturas e
cirurgias.

3- MEDIDAS DE PRECAUÇÃO UNIVERSAL-PROTOCOLO

3.1- Manuseio de material perfuro cortante : o profissional não deve reencapar, nem entortar e
quebrar agulhas escalpes e lâminas contaminadas, isto é, exposta a sangue e fluídos corporais.

3.2- Precauções como rota de transmissão :


➢ Precauções de contato :
Contato com um ou mais tipos de matéria orgânica. Em pacientes com suspeita ou
identificados com as seguintes patologias: infecção ou colonização por agentes multirresistentes,
herpes, furunculose , piodermites, pediculose, escabiose, conjuntivite, contato entérico com paciente
com diarréias infecciosas.

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➢ Precauções em transmissão de vias áreas :


São aquelas transmitidas pelo ar sob forma de partículas de pequeno tamanho ( menor que 5
micra). -Indicação : paciente com suspeita ou diagnosticadas por patologias respiratórias tais
como : Tb,sarampo, varicela-partículas menores que 5 micras.

➢ -Precauções com gotículas ( partículas):São aquelas transmitidas pelo ar porém alcançam


curtas distâncias ( partículas ou gotículas maiores de 5 micra). Pacientes com meningite,
Pneumonia (por streptococcus pneumoniae) , rubéola, caxumba, coqueluche, pois nestas
patologias a transmissão por via área é mais curta.

4-IMUNODEPRIMIDOS -CUIDADOS ESPECIAIS:

4.1-imunodeprimidos: São pacientes que estão com depressão do sistema de defesa orgânica ,
dentre estes temos :
➔ Pacientes portadores do vírus H.I.V e Aidético;
➔ Paciente com Imunodeficiência Genética;
➔ Pacientes em uso de altas doses de corticóides;
➔ Pacientes fazendo tratamento quimioterápico e radioterápicos;
➔ Pacientes com leucopenia ( leucócitos abaixo de 1000/ml); e neutropenia (abaixo de
500/ml);
➔ Pacientes transplantados.

4.2- Protocolo de manejo destes pacientes:


➔ Separação destes pacientes que se inadvertidamente estiverem com pacientes com patologia
infecciosa;
➔ Os pacientes em tratamento oncológico não ficaram misturados com pacientes de patologias
infecciosa, ficarão em quarto individual ou com outra pessoa com o mesmo tratamento;
➔ Em transplantes a equipe de saúde deve entrar em consenso de utilizar quarto individual
para estes pacientes, e as medidas de precaução devem ser obedecidas seguidas á risca;
➔ Pessoas com infecção não devem jamais cuidar destes pacientes, e nem entrarem no quarto
destes;
➔ A limpeza do quarto deve ser feita todos os dias em todas as superfícies e aparelhos, deve
ficar no quarto somente o necessário para não acumularem poeira e outros agentes
infectantes;
➔ Obedecer a lavagem das mãos á risca , antes e depois de cada procedimento;
➔ A paramentação dos profissionais de saúde deve ser obedecida com máscaras , luvas e gorro
além de outras precauções que se fizerem necessárias;

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➔ Cuidados relacionados a equipe de saúde :fazer uso de todas as precauções possíveis de


acordo com o procedimento;
➔ Fornecer toda a alimentação em embalagem descartáveis;
➔ descontaminar superfícies com hipoclorito a 2%, quando contaminadas;
➔ Trocar a roupa de cama todos os dias;
➔ Manter a porta do recinto fechada;
➔ Utilizar substância anti-séptica na lavagem das mãos, na ausência de pia proceder a limpeza
das mãos co álcool gel ou álcool a 70%, e tão logo que possível proceder a lavagem ads
mãos.

5- ACIDENTES CO MATERIAL PERFURO-CORTANTE-PROTOCOLO:

✔ Lavar abundantemente o local com água corrente e anti-séptico que pode ser o PVPI e
outros de rotina do hospital;
✔ Encaminhar-se ao setor da CCIH- comissão de controle da infecção hospitalar para ser o
acidente registrado;
✔ Fazer os exames necessários de acordo com a patologia;
✔ Caso de contaminação por H.I.V, o uso de drogas retrovirais deve ser encaminhada para a
avaliação médica , devido a possibilidade de orientação do médico quanto a esse
procedimento;

5.1-Medidas de biossegurança :acidentes com :


 hepatite B:
Recomenda-se que todo profissional de saúde seja vacinado com a Hepatite B , para evitar
estes tipos de situações; caso o profissional seja vacinado deverá ser feito a sorologia, após a
vacinação ( de um a seis meses da última dose ) para a confirmação de anticorpos protetores;

 HIV :
devem fazer testes para detectação do vírus ;
o médico avaliará a situação de fazer ou não drogas retrovirais ;( drogas que evitam a propagação
da patologia temos: (AZT®, Retrovir® ), didanosina (ddl, Videx®), zalcitabina (ddC,
Hivid®),lamivudina (3TC, Epivir®), saquinavir (Invirase®), ritonavir (Norvir®),
delavirdina (Rescriptor®), e outras.

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 Hepatite C:
O risco de ter essa patologia está associada a infecções percutânea ou mucosa e sangue
contaminada;
o acidente deve ser avisado a CCIH; não existe nem uma medida eficaz contra o vírus;
o profissional deve proceder a sorologia.

 Diarréias Infecciosas :
Observar a sintomatologia na pessoa possivelmente contaminada;
Colher a coprocultura de todos os funcionários envolvidos no caso quando for a salmonella
typi,Shigella, etc. Caso seja positivo, o funcionário deve ser afastado por dois meses , realizar
tratamento até a alta, num total de 03 coproculturas negativas , para voltar a suas atividades;

6-PREVENÇÃO DA INFECÇÃO CIRÚRGICA :

6.1- Considerações :

No hospital concentram-se os hospedeiros mais susceptíveis – os doentes - e os microrganismos


mais resistentes. O volume e a diversidade de antibióticos utilizados provocam alterações
importantes nos microrganismos, dando origem a cepas multirresistentes, normalmente inexistentes
na comunidade. A contaminação de pacientes durante a realização de um procedimento ou por
intermédio de artigos hospitalares pode provocar infecções graves e de difícil tratamento.
Procedimentos diagnósticos e terapêuticos invasivos - como diálise peritonial, hemodiálise, inserção
de cateteres e drenos, uso de drogas imunossupressoras, são fatores que contribuem para a
ocorrência de infecção. Ao dar entrada no hospital, o paciente já pode estar com uma infecção, ou
pode vir a adquiri-la durante seu período de internação.
Seguindo-se a classificação descrita na Portaria no 2.616/98:

✔ Infecção Comunitária :
É aquela em que o paciente apresenta quando na admissão hospitalar ou desenvolve durante
a internação quando não ligada a procedimentos hospitalares.

✔ Infecção Hospitalar : é aquela que o paciente desenvolve durante a realização de um


procedimento ou por intermédio de artigos hospitalares pode provocar infecções graves e de
difícil tratamento. Procedimentos diagnósticos e terapêuticos invasivos - como diálise
peritonial, hemodiálise, inserção de cateteres e drenos, uso de drogas imunossupressoras -
são fatores que contribuem para a ocorrência de infecção,mesmo que o paciente tenha recebido alta
se estiver associada é caracterizada como infecção hospitalar.

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✔ 6.2- Prevenção da Infecção Cirúrgica :

➔ Toda infecção deve ser tratada antes da cirurgia;


➔ toda pessoa que entrar na S.O – Sala operatória , deve estar com sua paramentação;
➔ Toda pessoa que entrar na sala deve ter feito a lavagem das mãos ;
➔ Cultivar qualquer secreção ada F.O-ferida operatória suspeita;
➔ Tocar a ferida somente com luva;
➔ Antiobioticoprofilaxia deve ser realizada em todos os pacientes operados;
➔ A equipe de cirurgia deve lavar as mãos até a altura dos cotovelos;
➔ Antes e depois do curativo deve ser lavadas as mãos;
➔ A estadia hospitalar em cirurgias eletivas deve ser curta;
➔ Uso de EPIs deve ser obedecido;(equipamentos de proteção individual)
➔ Pacientes desnutridos antes da cirurgia devem receber alimentação enteral ou parenteral;
➔ Tricotomia apenas no local cirúrgico, ou apenas se o o pelo estiver atrapalhando o local a ser
operado;
➔ O paciente deve estar com roupas esterelizadas do centro cirúrgico para pacientes;
➔ Reduzir o n° de pessoas em S.O;
➔ Para cirurgias ortopédicas utilizar duas luvas cirurgicas.

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