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A mobilidade das pessoas uma realidade, mas diversas so as razes que levam os seres humanos a se mobilizarem, a viajarem.

. Conforme Romano, as viagens realizadas da

Antiguidade at o sculo XIX eram orientadas por razes prticas como, por exemplo, razes de Estado (misses diplomticas), religiosas, comerciais e, em menor escala, as realizadas por andarilhos, escritores e estudiosos. Essa finalidade, vinculada a mais das vezes a grandes empreendimentos coletivos, comea a mudar com o auge do capitalismo mercantil, passando a ter um carter mais pessoal (econmico ou intelectual). No final do sculo XVII, viagens como as dos aristocratas britnicos ao continente europeu, o que ficou conhecido como The Grand tour, passam a ter, tambm, um carter educativo, espcie de acabamento da educao. Essas andanas, conforme Paulo de Assumpo, acabam dando um impulso literatura de viagens, sendo esta constituda por guias e relatos da realidade local observada. Esses relatos de viagens acabam se tornando largamente procurados e consumidos como referncia a locais a serem visitados e tambm como fonte de conhecimento e acesso a informaes vrias. Conforme Assuno, no sculo XIX h uma grande movimentao de gentes entre os continentes; saindo do Velho Mundo, essas pessoas vinham para a Amrica por diversos motivos e objetivos: comerciais, de pesquisa, como acompanhantes, em busca de aventuras, riquezas, etc. Como tudo era novo e a literatura de viagem estava em voga, esses imigrantes de tudo faziam registro, realizando uma espcie de pesquisa de campo. Esses registros, baseados na sua vivncia e impresso, so memrias e, como tais, so atravessados por um duplo tempo: o da vivncia e a do resgate.