Anda di halaman 1dari 3

TRIBUNAL

I
~

DE CONTAS DO ESTADO

I PROCESSO TC 02130107

Administração direta municipal. PRESTAÇÃO DE


CONTAS ANUAIS do EXERCíCIO de 2006, da MESA DA CÃMARA
MUNICIPAL DE JACARAÚ de responsabilidade do Senhor EMíLIO
JÚNIOR DA MOTTA PESSOA REGULARIDADE
Recomendações.
Atendimento integral às exigências da Lei de
Responsabilidade Fiscal.

ACÓRDÃO APL TC Y_A---,-CJ_/2_o0_0_8 _


Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSO TC - 02130/07 e,

CONSIDERANDO os fatos narrados no Relatório;

CONSIDERANDO o mais que dos autos consta;

ACORDAM os Membros do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAíBA


(TCE-Pb), à unanimidade de votos, na Sessão realizada nesta data, de acordo com a
Proposta de Decisão do Auditor Relator, em:

1. JULGAR REGULARES as contas da Mesa da Câmara de Vereadores de


JA CARA Ú, relativas ao exercicio de 2006, de responsabilidade do Senhor
Emílio Júnior da Motta Pessoa, neste considerado o cumprimento integral
das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal;
2. RECOMENDAR à Câmara Municipal de Jacaraú, no sentido de evitar toda e
qualquer ação administrativa que, em similitude com aquelas ora debatidas,
venham macular as contas do Poder Legislativo Municipal, especialmente no
que diz respeito ao pagamento do adicional de férias dos seus servidores,
quando estas ocorrerem.
Publique-s . time-se, registre-se e cumpra-se.
Sala das Sessõe do E-Pb lenário Ministro João Agripino
Jo Pe oa,1; junho de 2.008.

rkro
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

I PROCESSO TC 02130/07 ~I
Administração direta municipal. PRESTAÇÃO DE
CONTAS ANUAIS do EXERCíCIO de 2006, da MESA DA CÃMARA
MUNICIPAL DE JACARAÚ de responsabilidade do Senhor EMíLIO
JÚNIOR DA MOTTA PESSOA REGULARIDADE
Recomendações.
Atendimento integral às exigências da Lei de
Responsabilidade Fiscal.

ACÓRDÃO APL TC q At\


j
12.008
RELATÓRIO
o Senhor EMíLIO JÚNIOR DA MOTTA PESSOA apresentou, dentro do prazo
legalmente estabelecido, a Prestação de Contas Anual da Mesa da Câmara Municipal de
JACARAÚ, relativa ao exercício de 2006, sob sua responsabilidade, cuja documentação foi
encaminhada e analisada pela DIAFI/DIAGM 11, que emitiu Relatório às fls. 104/110, com as
seguintes observações, a seguir sumariadas:
1. No orçamento estimou-se a receita e previu-se a despesa em igual valor de
R$ 500,000,00, sendo efetivamente transferidos 86,60% da receita prevista e
idêntico percentual quanto à despesa realizada em relação à fixada;
2. A remuneração de cada Vereador durante o exercício foi de R$ 16.800,00 e a do
Presidente da Câmara importou em R$ 33.600,00, estando dentro dos limites
estabelecidos na legislação local específica;
3. A despesa com pessoal correspondeu a 3,18% da Receita Corrente Líquida do
exercício de 2005, cumprindo o art. 20 da LRF;
4. A folha de pagamento do Legislativo atingiu 64,80% das transferências recebidas,
cumprindo o artigo 29-A, parágrafo primeiro da Constituição Federal;
5. A despesa total do Poder Legislativo Municipal foi de 7,92% da receita tributária e
transferências realizadas no exercício anterior, cumprindo o art. 29-A da
Constituição Federal;
6. Quanto à gestão fiscal, consignou-se o ATENDIMENTO PARCIAL às disposições
da LRF, no tocante a:
6.1. Não comprovação da publicação dos RGF;
6.2. Insuficiência financeira para saldar os compromissos de curto prazo no valor de
R$ 32.731,83.
7. Quanto às disposições constitucionais e legais e demais aspectos examinados,
inclusive os itens do Parecer PN TC 52/04, constatou-se:
7.1 Realização de despesas não licitadas contrariando o art. 24, inciso 11, da Lei
n° 8.666/93;
7.2 Não empenhamento nem pagamento do adicional de férias, contrariando o
art. 7°, item XVII, da Constituição Federal.
Regularmente intimado, o Chefe do Poder Legislativo apresentou a defesa de fls.
113/125, que a Auditoria examinou e concluiu em sanar a irregularidade referente às
despesas não licitadas, mantendo as demais.
Instado a se pronunciar, o Parquet, através da Ilustre Procuradora Sheyla Barreto
Braga de Queiroz, teceu comentários e opinou pela:
a) IRREGULARIDADE das contas do Presidente da Câmara Municipal de Jac raú,
Sr. Emílio !únior da Motta Pessoal, relativa ao exercício de 2006; /
b) A~L1CAÇAO. ~E MULTA PE.SSOAL a.o Sr. Emílio Júnior Motta Pes;iÓ.9t.Edil da
Camara MUnicipal de Jacarau, com arrimo no art. 56, 11e 111, a Lar :B;
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

PROCESSO TC 02130/07 ~I
c) REMESSA DE CÓPIA dos presentes ao Ministério Público Comum para a tomada
de providências de sua alçada, sobretudo no atinente à apuração dos indícios de
cometimento de crime licitatório e atos de improbidade administrativa previstos na
Lei 8.429/92;
d) REMESSA DE CÓPIA dos presentes ao Ministério Público do Trabalho em virtude
de não ter cumprido o disposto no art. 7° da Constituição Federal;
e) RECOMENDAÇÃO ao atual Presidente da Câmara Municipal de Jacaraú para
proceder à condução de sua gestão com estrita observância aos princípios
norteadores da Administração Pública, evitando incorrer nas falhas e
irregularidades aqui descritas.
Foram feitas as comunicações de praxe.
É o Relatório.

PROPOSTA DE DECISÃO

o Relator ousa divergir, data vênia, da Unidade Técnica de Instrução e do Parquet,


porquanto:
1. A publicação dos RGF está suficientemente comprovada através dos documentos
às fls. 61/62 e 75/79.
2. Trata-se de matéria administrativa da Câmara Municipal a decisão do período em
que os funcionários poderão usufruir o direito de férias, não se revestindo de
irregularidade a ausência de empenhamento de tal despesa, bem como não há o
que se falar em insuficiência financeira, cujo valor de R$ 32.731,83, advém de
estimativa, realizada pela Auditoria, atinente ao valor do adicional
supramencionado.
Ex posiiis, propõe o Relator aos integrantes deste Egrégio Tribunal Pleno no sentido
de que:
1. JULGUEM REGULARES as contas da Mesa da Câmara de Vereadores de
JACARAÚ, relativas ao exercício de 2006, de responsabilidade do Senhor Emílio
Júnior da Motta Pessoa, neste considerado o cumprimento integral das
exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal;
2. RECOMENDEM à Câmara Municipal de Jacaraú, no sentido de evitar toda e
qualquer ação administrativa que, em similitude com aquelas ora debatidas,
venham macular as contas do Poder Legislativo Municipal, especialmente no que
diz respeito ao pagamento do adicional de férias dos seus servidores, quando estas
ocorrerem.

É a Proposta.