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12-08

Dimensionamento de Perfis
Formados a Frio conforme
NBR 14762 e NBR 6355
DIMENSIONAMENTO DE PERFIS 
FORMADOS A FRIO CONFORME 
NBR 14762 e NBR 6355
Série  “ Manual  de  Construção  em  Aço”

· Galpões para Usos Gerais
· Ligações em Estruturas Metálicas
· Edifícios de Pequeno Porte Estruturados em Aço
· Alvenarias
· Painéis de Vedação
· Resistência ao Fogo das Estruturas de Aço
· Tratamento de Superfície e Pintura
· Transporte e Montagem
· Steel Framing: Arquitetura
· Interfaces Aço­Concreto
· Steel Framing: Engenharia
· Pontes
· Steel Joist
· Viabilidade Econômica
· Dimensionamento de Perfis formados a Frio conforme NBR 14762 e NBR 6355
EDSON LUBAS SILVA 
VALDIR PIGNATTA E SILVA 

DIMENSIONAMENTO DE PERFIS 
FORMADOS A FRIO CONFORME 
NBR 14762 e NBR 6355 

INSTITUTO BRASILEIRO DE SIDERURGIA 
CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO EM AÇO 

RIO DE JANEIRO 
2008
ã 2008  INSTITUTO BRASILEIRO DE SIDERURGIA/CENTRO BRASILEIRO  DA 
CONSTRUÇÃO EM AÇO 

Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por quaisquer meio, sem a prévia autorização 
desta Entidade. 

Ficha catalográfica preparada pelo Centro de Informações do IBS/CBCA 

S586d  Silva, Edson Lubas 
Dimensionamento de perfis formados a frio conforme NBR 14762 e NBR 6355 / 
Edson Lubas Silva, Valdir Pignatta e Silva.­ Dados eletrônico. ­ Rio de Janeiro: IBS/ 
CBCA, 2008. 
119p. – ( Série Manual de Construção em Aço) 

Sistema Requerido: Adobe Acrobat Reader 
Modo de acesso: World Wide Web: <HTTP://www.cbca ­ ibs.org.br/nsite/site/ 
acervo_item_lista_manuais_construcao.asp> 
Bibliografia 
ISBN  978­85­89819­16­9 

1. Perfis formados a frio  2. Dimensionamento de perfis I. Títulos (série)  II. Silva, 
Valdir Pignatta e. 
CDU 624.014.2 (035)

Instituto Brasileiro de Siderurgia / Centro Brasileiro da Construção em Aço 
Av. Rio Branco, 181 / 28 o  Andar 
20040­007 ­ Rio de Janeiro ­ RJ 
e­mail: cbca@ibs.org.br 
site: www.cbca­ibs.org.br
 

Valdir Pignatta e Silva


Professor Doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

Edson Lubas Silva


Mestre em Eng. de Estrut. pela Escola Politécnica da Univers. de SP
SUMÁRIO 

Capítulo 1 
Introdução  09 

Capítulo 2 
Fabricação e padronização de perfis formados a frio  13 
2.1  Processo de fabricação  14 
2.2  Tipos de aços  14 
2.3  Efeito do dobramento na resistência do perfil  14 
2.4  Padronização dos perfis formados a frio (NBR 6355:2003)  15 

Capítulo 3 
Comportamento estrutural de perfis de seção aberta  19 

Capítulo 4 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  23 
4.1  Fatores que influenciam no cálculo da largura efetiva  25 
4.1.1 Condição de contorno  25 
4.1.2 Distribuição de tensões  26 
4.2  Cálculo das larguras efetivas  27 
4.3  Elementos comprimidos com enrijecedor de borda  32 

Capítulo 5 
Flambagem por distorção da seção transversal  45 
5.1  Seção do tipo U enrijecido submetida à compressão uniforme  47 
5.2  Seções do tipo U enrijecido e Z enrijecido submetido à flexão em ao 
eixo perpendicular à alma  49 

Capítulo 6 
Dimensionamento à tração  55 

Capítulo 7 
Dimensionamento à compressão  61 
7.1  Força normal resistente de cálculo pela flambagem da barra por 
flexão, por torção ou por flexo­torção  63 
7.1.1 Cálculo de NE em perfis com dupla simetria ou simétricos em 
relação a um ponto  64 
7.1.2 Cálculo de NE em perfis monossimétricos  64 
7.1.3 Cálculo de NE em perfis assimétricos  64 
7.2  Força normal resistente de cálculo pela flambagem por distorção 
da seção Transversal  71
Capítulo 8 
Dimensionamento à flexão  75 
8.1  Início de escoamento da seção efetiva  76 
8.2  Flambagem lateral com torção  76 
8.3  Flambagem por distorção da seção transversal  77 
8.4  Força cortante  83 
8.5  Momento fletor e força cortante combinados  83 

Capítulo 9 
Dimensionamento à flexão composta  87 
9.1  Flexo­compressão  88 
9.2  Flexo­tração  89 
9.3  Fluxogramas  94 

Referências Bibliográficas  103 

Anexo 
Anexo A  ­Torção em perfis de seção aberta  107 
Anexo B – Forças transversais não paralelas a um dos eixos principais  117
Apresentação  

O CBCA – Centro Brasileiro da Construção em Aço tem a satisfação de oferecer aos profis­ 
sionais envolvidos com o emprego do aço na construção civil o décimo quinto manual de uma série 
cujo objetivo é a disseminação de informações técnicas e melhores práticas. 

Neste manual apresenta­se de forma didática os fundamentos teóricos e explicações práticas 
para a utilização da norma brasileira ABNT NBR 14762 ­ Dimensionamento de estruturas de aço 
constituídas por perfis formados a frio, juntamente com a norma ABNT NBR 6355 – Perfis estruturais 
de aço formados a frio – Padronização. 

O manual inclui o programa Dimperfil concebido com foco nas normas NBR 14762 e 6355 que 


calcula os esforços resistentes em barras isoladas, bem como as propriedades geométricas da se­ 
ção bruta e efetiva que serão usadas no cálculo de deslocamentos. 

Os perfis de aço formados a frio podem ser projetados para cada aplicação específica, com 
dimensões adequadas às necessidades de projeto de elementos estruturais leves, tais como terças, 
montantes, diagonais de treliças, travamentos, etc. 

São eficientemente utilizados em galpões de pequeno e médio porte, coberturas, mezaninos, 
engradamentos metálicos, moradias de interesse social, edifícios de pequeno e médio porte, entre 
outras aplicações. 

Centro dinâmico de serviços, capacitado para conduzir e fomentar uma política de promoção 
do uso do aço na construção com foco exclusivamente técnico, o CBCA está seguro de que este 
manual enquadra­se no objetivo de contribuir para a difusão de competência técnica e empresarial 
no País.
Capítulo 1 
Introdução


Introdução  

Este manual trata do dimensionamento de  Entretanto,  para  o  correto  dimensio­ 


perfis estruturais de aço fabricados a partir do  namento desse elemento, é necessário conhe­ 
dobramento de chapas com espessura máxima  cer com detalhes o seu comportamento estrutu­ 
igual a 8 mm, denominados perfis formados a  ral, pois possui  algumas particularidades em 
frio. Tem por base as normas brasileiras ABNT  relação às demais estruturas, tais como as de 
NBR 14762:2001 ­ “Dimensionamento de es­  concreto  ou  mesmo  as  compostas  por  perfis 
truturas de aço constituídas por perfis formados  soldados ou laminados de aço. Por serem cons­ 
a frio” e ABNT NBR 6355:2003 ­ “Perfis estrutu­  tituídas de perfis com seções abertas e de pe­ 
rais de aço formados a frio – Padronização”.  quena espessura, as barras, que possuem bai­ 
xa rigidez à torção, podem ter problemas de ins­ 
Os perfis de aço formados a frio são cada  tabilidade, deformações excessivas ou atingir 
vez mais viáveis para uso na construção civil,  os limites da resistência do aço devido a esfor­ 
em vista da rapidez e economia exigidas pelo  ços de torção. Essa susceptibilidade à torção 
mercado. Esse elemento estrutural pode ser efi­  ocorre até mesmo em carregamentos aplicados 
cientemente utilizado em galpões de pequeno  no centro geométrico da seção transversal de 
e médio porte, coberturas, mezaninos, em ca­  vigas  e  de  pilares,  podendo  tornar­se  crítico 
sas  populares  e  edifícios  de  pequeno  porte.  caso a estrutura não seja projetada com peque­ 
Podem ser projetados para cada aplicação es­  nas soluções técnicas que minimizam este efei­ 
pecífica, com dimensões adequadas às neces­  to.  Os conhecimentos dos esforços internos 
sidades do projeto de elementos estruturais le­  clássicos, ensinados nos cursos de resistência 
ves, pouco solicitados, tais como terças, mon­  de materiais, momento fletores em torno dos 
tantes e diagonais de treliças, travamentos, etc.  eixos x e y, momento de torção e esforços cor­ 
A maleabilidade das chapas finas de aço per­  tantes paralelos aos eixos x e y, não são sufici­ 
mite a fabricação de grande variedade de se­  entes para compreender o comportamento das 
ções  transversais,  desde  a  mais  simples  estruturas de seção aberta formadas por cha­ 
cantoneira (seção em forma de L), eficiente para  pas finas. É necessário entender também um 
trabalhar à tração, até os perfis formados a frio  outro tipo de fenômeno que ocorre nessas es­ 
duplos, em seção unicelular, também conheci­  truturas:  o  empenamento.  A  restrição  ao 
dos como seção­caixão, que devido à boa rigi­  empenamento causa esforços internos e o en­ 
dez à torção (eliminando travamentos), menor  tendimento desses esforços é muito importante 
área exposta, (reduzindo a área de pintura) e  e nem sempre é trivial. Para uma simples ilus­ 
menor área de estagnação de líquidos ou detri­  tração podemos citar o caso de um possível ti­ 
tos (reduzindo a probabilidade de corrosão) ofe­  rante constituído de um perfil Z, com o carrega­ 
recem soluções econômicas.  mento (força de tração) aplicado no centro geo­ 
métrico da seção transversal que produz ten­ 
Como toda estrutura feita de aço, a cons­  sões de compressão nas mesas desse perfil. 
trução pré­fabricada com perfis formados a frio  Outro  fenômeno comum  nos  perfis de  seção 
possui um tempo reduzido de execução. Sendo  aberta é a distorção da seção transversal, que 
compostos por chapas finas, possui leveza, fa­  consiste num modo de instabilidade estrutural 
cilidade de fabricação, de manuseio e de trans­  onde a seção transversal perde sua forma inici­ 
porte, facilitando e diminuindo o custo de sua  al quando submetida a tensões de compressão, 
montagem – menor gasto com transporte, além  causando perda significante na sua capacida­ 
de não necessitar maquinários pesados para  de de resistir esforços. 
içamento. 
Neste manual, procura­se apresentar de 
forma didática e prática os fundamentos teóri­

10 
cos e explicar a utilização prática da norma bra­ 
sileira para o dimensionamento de perfis de aço 
formados a frio: NBR 14762:2001. O objetivo é 
que este texto seja utilizado juntamente com a 
norma de perfis formados a frio, pois ele não 
abrange  todos  os  aspectos  de  dimensio­ 
namentos descritos na norma, mas ajuda no en­ 
tendimento das questões conceituais mais im­ 
portantes. 
Certamente esse conhecimento proporci­ 
onará aos engenheiros melhor avaliar a viabili­ 
dade econômica de uma edificação incluindo 
uma opção a mais a ser considerada na con­ 
cepção estrutural do projeto: o emprego de per­ 
fis formado a frio de aço.

11 
Capítulo 2 
Fabricação e padronização 
de perfis formados a frio

13 
Fabricação e padronização de perfis formados a frio  

2.1 – Processo de Fabricação  300MPa para a resistência ao escoamento f y e 
a resistência à ruptura f u , respectivamente. 
Dois são os processos de fabricação dos 
perfis formados a frio: contínuo e descontínuo.  2.3 ­ Efeito do dobramento na 
O processo contínuo, adequado à fabrica­  resistência do perfil 
ção em série, é realizado a partir do desloca­ 
mento longitudinal de uma chapa de aço, sobre  O  dobramento  de  uma  chapa,  seja  por 
os roletes de uma linha de perfilação. Os roletes  perfilação ou utilizando­se dobradeira, provoca, 
vão conferindo gradativamente à chapa, a for­  devido ao fenômeno conhecido como envelhe­ 
ma definitiva do perfil. Quando o perfil deixa a  cimento (carregamento até a zona plástica, des­ 
linha de perfilação, ele é cortado no comprimento  carregamento, e posterior, porém não­ imedia­ 
indicado no projeto.  to, carregamento), um aumento da resistência 
O processo descontínuo, adequado a pe­  ao escoamento (f y ) e da resistência à ruptura 
quenas quantidades de perfis, é realizado me­  (f u ), conforme demonstram os gráficos apresen­ 
diante o emprego de uma prensa dobradeira. A  tados na figuras 2.1 e2.2, com conseqüente re­ 
matriz da dobradeira é prensada contra a cha­  dução de ductilidade, isto é, o diagrama tensão­ 
pa de  aço, obrigando­a a formar  uma dobra.  deformação sofre uma elevação na direção das 
Várias  operações  similares  a  essa,  sobre  a  resistências limites, mas acompanhado de um 
mesma  chapa,  fornecem  à  seção  do  perfil  a  estreitamento no patamar de escoamento. A re­ 
geometria exigida no projeto. O comprimento do  dução de ductilidade significa uma menor ca­ 
perfil está limitado à largura da prensa.  pacidade de o material se deformar; por essa 
O processo contínuo é utilizado por fabri­  razão, a chapa deve ser conformada com raio 
cantes especializados em perfis formados a frio  de dobramento adequado ao material e a sua 
e o processo descontínuo é geralmente utiliza­  espessura, a fim de se evitar o aparecimento 
do pelos fabricantes de estruturas metálicas.  de fissuras. 

2.2 – Tipos de aços 

A  NBR  14762:2001  “Dimensiona­ 


mento de estruturas de aço constituídas por per­ 
fis formados a frio – Procedimento” recomenda 
o uso de aços com qualificação estrutural e que 
possuam propriedades mecânicas adequadas 
para receber o trabalho a frio. Devem apresen­ 
Figura  2.1  ­ Aumento  da  resistência  ao  escoamento  e  da 
tar a relação entre a resistência à ruptura e a  resistência  à  ruptura,  num  perfil  formado  a  frio  por 
resistência ao escoamento  f u /f y  maior ou igual  perfiladeira  (fonte:  Revista  Portuguesa  de  Estruturas) 
a 1,08, e o alongamento após ruptura não deve 
ser menor que 10% para base de medida igual 
a 50mm ou 7% para base de medida igual a 
200mm, tomando­se como referência os ensai­ 
os de tração conforme ASTM A370. 
A utilização de aços sem qualificação es­ 
trutural para perfis é tolerada se o aço possuir 
propriedades mecânicas adequadas para rece­ 
ber o trabalho a frio. Não devem ser adotados 
no  projeto  valores  superiores  a  180MPa  e  Figura  2.2  ­ Aumento  da  resistência  ao  escoamento  e  da 
resistência  à  ruptura,  num  perfil  formado  a  frio  por  prensa 
dobradeira.  (fonte:  Revista  Portuguesa  de  Estruturas)
14 
O aumento das resistências ao escoamen­  Tabela 2.1 ­ Valores de Df y 
to e à ruptura se concentra na região das curvas 
Df y  (1) Df y  (2) Df y  (3) 
quando o processo é descontínuo, pois apenas  C 
MPa  MPa  MPa 
a região da curva está sob carregamento. No 
processo contínuo esse acréscimo atinge outras  0,01  2  2  2 
regiões do perfil, pois na linha de perfilação toda  0,02  4  4  5 
a parte do perfil entre roletes está sob tensão. 
O aumento da resistência ao escoamento  0,05  10  10  12 
pode ser utilizado no dimensionamento de bar­  0,10  21  20  24 
ras submetidas à compressão ou à flexão, que 
0,15  31  30  37
não estejam sujeitas à redução de capacidade 
devido à flambagem local, conforme a equação  (1)  f y = 250 MPa, f u = 360 MPa, r = t 
2.1.  (2)  f y = 300 MPa, f u = 400 MPa, r = t 
(3)  f y = 355 MPa, f u  = 490 MPa, r = 1,5 t 

(2.1)  Atenção especial deve ser dada ao cálcu­ 
lo das  características geométricas  dos perfis 
formados a frio. A existência da curva, no lugar 
sendo: do “ângulo reto”, faz com que os valores das 
características geométricas (área, momento de 
inércia,  módulo  resistente,  etc.)  possam  ser, 
dependendo das dimensões da seção, sensi­ 
velmente reduzidos. 
A variação nas dimensões da seção devi­ 
da à estricção ocorrida na chapa quando do­ 
brada, pode, por outro lado, ser desconsiderada 
para efeito de dimensionamento. 
Df y  ­ acréscimo permitido à f y 
f y ­ resistência ao escoamento do aço virgem  2.4 – Padronização dos Perfis 
f yc  ­  resistência  ao  escoamento  na  região  da  Formados a Frio (NBR 6355:2003) 
curva 
f u  ­ resistência à ruptura do aço virgem  A Norma NBR 6355:2003 – “Perfis Estru­ 
r ­ raio interno de dobramento;  turais de Aço Formados a Frio”, padroniza uma 
t ­ espessura.  série de perfis formados com chapas de espes­ 
C ­ relação entre a área total das dobras e a  suras entre 1,50 mm a 4,75 mm, indicando suas 
área total da seção para barras submetidas à  características geométricas, pesos e tolerânci­ 
compressão; ou a relação entre a área das do­  as de fabricação. 
bras  da  mesa  comprimida  e  a  área  total  da  A nomenclatura dos perfis também foi pa­ 
mesa  comprimida  para  barras  submetidas  à  dronizada. A designação dos nomes é feita da 
flexão  seguinte forma: tipo do perfil x dimensões dos 
lados  x  espessura,  todas  as  dimensões  são 
Apresentam­se na tabela 2.1 alguns valo­  dadas em mm. A tabela 2.2 mostra os tipos de 
res de Dfy , em função de C, para aço com f y  =  perfis padronizados e forma de nomenclatura 
250MPa (f u  = 360 MPa), f y  = 300 MPa (f u  = 400  dos elementos. 
MPa ) e f y  = 355 MPa (f u  = 490 MPa ).  No  anexo  A  da  NBR  6355:2003 
apresentam­se  as  seções  transversais  dos 
perfis formados a frio.
15 
Fabricação e padronização de perfis formados a frio  

2.2

16 
17
Capítulo 3 
Comportamento estrutural 
de perfis de seção aberta

19 
Comportamento estrutural de perfis de seção aberta 

Os estados limites últimos das barras de  flambagem. 
seção transversal aberta, formadas por chapas  Neste manual, à semelhança da norma bra­ 
finas  de  aço,  a  serem  considerados  no  sileira NBR 14762:2001, por simplicidade, os 
dimensionamento, freqüentemente estão asso­  modos reais de deformação que podem levar à 
ciados à instabilidade local, distorcional ou glo­  instabilidade são associados aos modos teóri­ 
bal.  cos de flambagem e o termo “flambagem” é usa­ 
Cabe aqui uma  consideração sobre no­  do indistintamente para estruturas teóricas ou 
menclatura que, por vezes, afeta o entendimen­  reais. 
to conceitual do fenômeno da flambagem. Tome­  No capítulo 4, discorre­se de forma deta­ 
se um pilar ideal, absolutamente reto, sem im­  lhada, sobre o fenômeno da instabilidade local 
perfeições de fabricação e submetido a um car­  e sobre o método das larguras efetivas, proce­ 
regamento perfeitamente centrado. Incremente­  dimento simplificado para considerar­se a ins­ 
se esse carregamento gradativamente até atin­  tabilidade  no  dimensionamento  do  perfil.  No 
gir  a  chamada  carga  crítica,  o  pilar  pode  se  capítulo 5, apresentam­se considerações sobre 
manter na posição reta indeformada, de equilí­  a instabilidade distorcional. No capítulo 7, dis­ 
brio instável, ou, se houver uma perturbação, por  corre­se sobre os fenômenos de instabilidade 
menor que seja, procurar uma posição deforma­  global, quais sejam a instabilidade lateral com 
da estável. Há, portanto duas soluções teóricas  torção das vigas e a instabilidade por flexão, 
de equilíbrio.  torção ou flexo­torção de pilares. 
Tome­se, agora, um pilar real, com imper­  A capacidade resistente das barras con­ 
feições geométricas. Novamente, aplica­se uma  siderando as instabilidades globais relaciona­ 
força perfeitamente axial. Ao se incrementar o  das com a torção está diretamente associada à 
carregamento, a presença de imperfeições cau­  rigidez à flexão EI y, e à rigidez à torção da se­ 
 
sará flexão. Assim, desde o início, o pilar real  ção. A parcela da torção, em especial, depende 
estará submetido à flexão­composta e o estado  não apenas do termo correspondente à chama­ 
limite último poderá ser alcançado para valores  da torção de Saint Venant, GI t, mas igualmente 
 
inferiores ao da força normal crítica.  da  rigidez  ao  empenamento  da  seção,  EC w . 
Em termos mais simples, há uma diferen­  Quanto mais finas as paredes da seção do per­ 
ça conceitual entre a resposta estrutural de um  fil, menores os valores das propriedades I t  e 
pilar ideal e a de um pilar real, imperfeito, mes­  C w . Essas parcelas são proporcionais ao cubo 
mo que ambos estejam sujeitos apenas à força  da espessura t das paredes, sofrendo grandes 
axial.  variações para pequenas alterações no valor da 
Para que não haja conflito entre o entendi­  espessura. 
mento dos dois comportamentos distintos, as  Além dos fenômenos de instabilidade, a 
principais  escolas  brasileiras  definem  barra pode estar sujeita à torção. 
flambagem como a ocorrência de um ponto de  Nas vigas em que os carregamentos não 
bifurcação no diagrama força x deslocamento  são aplicados no centro de torção da seção, 
de um ponto de uma barra ou chapa comprimi­  ocorre torção. As teorias de barras de Euler e 
da. Em elementos estruturais reais, na presen­  de Timoshenko, comumente ensinadas nos cur­ 
ça de imperfeições, não ocorre ponto de bifur­  sos de Resistência dos Materiais, não abran­ 
cação e, portanto, segundo a definição não ocor­  gem esse comportamento das barras com se­ 
re flambagem.  Em outras palavras distingue­se  ção aberta. 
a flambagem da flexão composta. Como, geral­  Para um entendimento geral do compor­ 
mente, as imperfeições das estruturas de aço  tamento de um perfil de seção aberta, mostram­ 
são de pequeno valor, os modos de deforma­  se no Anexo A de forma simples e intuitiva, as­
ção das barras de aço lembram os modos de 

20 
pectos relacionados à torção e no Anexo B o 
efeito de forças aplicadas em direções não­pa­ 
ralelas aos eixos principais da seção transver­ 
sal.

21 
Capítulo 4 
Flambagem local e o 
método das larguras efetivas

23 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

No dimensionamento de perfis de chapa  Para exemplificar o comportamento após 
dobrada, cuja seção transversal é constituída por  a ocorrência da flambagem local de uma cha­ 
elementos de chapas finas com elevada rela­  pa, considere uma placa quadrada simplesmen­ 
ção largura/espessura, é necessário verificar os  te apoiada nas quatro bordas, sujeito a um es­ 
elementos quanto à flambagem local. No cálcu­  forço  de  compressão  normal  em  dois  lados 
lo convencional de estruturas de aço compos­  opostos, como mostrado na figura 4.2. 
tas  de  perfis  laminados  ou  soldados  a 
flambagem local pode ser evitada pelo uso de 
uma classe desses perfis, que tem uma relação 
largura/espessura reduzida. 
Os  elementos  planos  que  constituem  a 
seção do perfil nas estruturas de chapa dobra­ 
das podem deformar­se (flambar) localmente 
quando solicitados à compressão axial, à com­ 
pressão com flexão, ao cisalhamento, etc (figu­ 
ra 4.1). Diferentemente da flambagem de barra, 
a flambagem local não implica necessariamen­ 
te no fim da capacidade portante do perfil, mas, 
apenas uma redução de sua rigidez global à 
deformação. 

Figura  4.2  ­  Comportamento  pós­flambagem 

Admitindo­se faixas como um sistema de 
grelha, nota­se que, as faixas horizontais contri­ 
buem para aumentar a rigidez à deformação das 
barras verticais comprimidas. Nesse modelo, as 
Flexão  Compressão faixas horizontais se comportam como se fos­ 
Figura  4.1  ­  Flambagem  local  sem apoios elásticos distribuídos ao longo do 
comprimento das barras comprimidas. Quanto 
As chapas de aço ainda possuem consi­  maior for a amplitude da deformação da barra 
derável capacidade resistente após a ocorrên­  comprimida, maior será contribuição das “mo­ 
cia da flambagem local. Sua capacidade resis­  las” para trazê­la à posição vertical novamente. 
tente chegará ao limite somente quando as fi­  Essa condição estável após a deformação per­ 
bras mais comprimidas atingirem a resistência  pendicular  ao  seu  plano  é  considerada  no 
ao escoamento do aço. Isso significa que o cor­  dimensionamento dos perfis formados a frio. 
reto dimensionamento desses elementos de­ 
pende de uma análise não­linear. Costuma­se 
substituí­la por expressões diretas, deduzidas a 
partir  de  teorias  simplificadas  e  calibradas 
empiricamente. Atualmente, na norma brasilei­ 
ra para o dimensionamento de perfis formados 
a frio, NBR 14762:2001, é recomendado o mé­ 
todo das larguras efetivas. 
Figura  4.3  ­  Comportamento  associado  a  grelha 
24 
Esse  conceito  de  grelha  pode  ser 
extrapolado para uma chapa retangular com a  (eq. 4.1) 

dimensão  longitudinal  muito  maior  do  que  a 


transversal, figura 4.3, e esse é o caso dos per­  4.1 ­ Fatores que influenciam no 
fis formados a frio. Nesse caso, a chapa apre­  cálculo da largura efetiva 
sentará comportamento equivalente a uma su­ 
cessão de chapas aproximadamente quadra­  4.1.1 ­ Condição de contorno 
das, sendo válido estender a conclusão sobre o 
comportamento das chapas quadradas às cha­  A condição de contorno dos elemen­ 
pas longas.  tos de chapa, tal qual nas barras, influi na capa­ 
A rigidez à deformação da chapa é maior  cidade resistente. 
junto aos apoios “atraindo” maiores tensões atu­  A NBR 14762 designa dois tipos de 
antes. O máximo esforço suportado pela chapa  condição de contorno para os elementos de cha­ 
ocorre quando a tensão junto ao apoio atinge a  pa, AA e AL, conforme exemplificado na figura 
resistência ao escoamento, f y .  4.5. 
A figura 4.4 mostra a distribuição das ten­ 
sões na chapa com o aumento gradual do car­ 
regamento aplicado.  De início,  a distribuição 
das tensões é uniforme com valor inferior ao da 
tensão crítica de flambagem, figura 4.4a. Aumen­ 
tando o carregamento a chapa se deforma e há 
uma redistribuição das tensões internas (figura 
4.4b) até atingir a resistência ao escoamento,  Figura  4.5  ­  Condições  de  contorno  (extraída  da 
f y,  figura 4.4c.  NBR14762:2001) 

O conceito de larguras efetivas consiste  Os  enrijecedores  e  as  mesas  não­ 


em  substituir  o  diagrama  da  distribuição  das  enrijecidas dos perfis de aço, figura 4.6, são ele­ 
tensões, que não é uniforme, por um diagrama  mentos com um dos lados constituídos de bor­ 
uniforme de tensões. Assume­se que a distri­  da livre, AL indicados da figura 4.5. Essa condi­ 
buição de tensões seja uniforme ao longo da  ção reduz significativamente a capacidade re­ 
largura efetiva “b ef ” fictícia com valor igual às ten­  sistente, pois, não ocorrem na configuração de­ 
sões das bordas, figura 4.4d. A largura “b ef ” é  formada (figura 4.6), as diversas semi­ondas que 
obtida de modo que a área sob a curva da dis­  aproximam seu comportamento ao de uma cha­ 
tribuição não­uniforme de tensões seja igual à  pa quadrada e nem há colaboração de “barras 
soma de duas partes da área retangular equi­  horizontais” como um modelo de grelha. Em ele­ 
valente de largura total “b ef ” e com intensidade  mentos muito esbeltos, ou seja, com altos valo­ 
“f máx ”, conforme a equação 4.1.  res da relação largura/espessura, a largura efe­ 
tiva calculada é muito pequena. 
O coeficiente de flambagem, k, é o fator 
inserido nas expressões para o cálculo das lar­ 
guras efetivas que quantifica as diversas condi­ 
ções de contorno e de carregamento das cha­ 
pas, sendo obtido por meio da Teoria da Esta­ 
bilidade Elástica. A tabela 4.1 mostra alguns va­ 
lores clássicos para o coeficiente k. 

Figura  4.4  ­  Distribuição  de  tensões


25 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

Os elementos com enrijecedores de bor­ 
da não podem ser incondicionalmente conside­ 
rados como biapoiados. Como se pode notar 
no  modelo  adotado  para  representar  o 
enrijecedor  de  borda  na  figura  4.7,  um 
enrijecedor pode não ser suficientemente rígido 
para se comportar como um apoio adequado e 
Figura  4.6  ­  Elementos  com  bordas  livres  assim,  comprometer  a  estabilidade  da  mesa 
enrijecida.  A  capacidade  adequada  de  um 
enrijecedor  depende  essencialmente  do  seu 
momento de inércia, I x , portanto, os valores da 
largura efetiva das mesas enrijecidas dos per­ 
fis dependem da dimensão D do enrijecedor. 
Por outro lado, o enrijecedor não deve ser muito 
esbelto, ou seja, ter a dimensão D elevada, por­ 
que ele próprio pode se instabilizar. O valor mais 
Figura  4.7  ­  Enrijecedor  de  borda  adequado para a largura do enrijecedor está 
entre  12%  a  40%  da  mesa  do  perfil  a  ser 
Tabela 4.1 – Valores de k para algumas condi­  enrijecida, conforme mostra a figura 4.8, que foi 
ções de contorno e carregamento  construída por meio de uma análise paramétrica 
a  partir  das  expressões  da  norma  brasileira, 
para alguns casos de perfis tipo Ue. 

(fig.  4.9a) 
4.1.2 – Distribuição de tensões 

A forma da distribuição de tensões aplica­ 
(fig.  4.6) 
da (figura 4.9) no elemento de chapa também 
influência o cálculo da largura efetiva. 

(fig.  4.9e) 

(por  ex.  mesas  de 


perfis Ue ­  Fig. 4.7)

Figura  4.9  ­  Distribuição  de  tensões 

Figura 4.8  ­ Largura efetiva  em função  de D/b f 

26 
Quando o carregamento na chapa não é  Nos casos onde há tensões de tração e 
uniforme, há  uma diminuição dos esforços de  compressão no elemento, somente para ele­ 
compressão  ao  longo  da  borda  carregada,  mentos com borda livre, calcula­se as largu­ 
consequentemente  aumentando a largura efeti­  ras efetivas, substituindo na equação, a largura 
va calculada.  total do elemento pela largura comprimida, b c , 
conforme a eq. 4.4 e figura 4.10. 
O valor da tensão, obviamente, é funda­ 
mental na determinação da largura efetiva. Al­ 
tos valores de tensões atuantes conduzem a 
menores larguras efetivas. 

4.2 Cálculo das larguras efetivas 

Calcula­se a largura efetiva de uma chapa 
comprimida (NBR 14762 item 7.2) por meio da 
eq. 4.2. 

Figura  4.10  –  largura  efetiva  para  elementos  sob  compres­ 


æ 0, 22 ö são  e  tração 
b ç 1 - ÷
ç l p  ÷ø
è (eq. 4.2)  æ
bef  = £ b 0, 22 ö
l p  b c  ç1 - ÷
ç l p  ÷ø (eq.4.4) 
bef  = è £b
b  l p 
l p  =  t 
kE (eq. 4.3)  onde b c  é o comprimento da parte compri­ 
0, 95  mida do elemento AL. 
s

Sendo  As tabelas 4.2 e 4.3 mostram as equações 
b – largura do elemento  para o cálculo do coeficiente de flambagem k. 
λp ­ índice de esbeltez reduzido do elemento  Como era de ser esperar o coeficiente k depen­ 
t – espessura do elemento  de das condições de contorno e carregamen­ 
E – módulo de elasticidade do aço = 20 500 kN/  tos dos elementos. A condição de carregamen­ 
cm 2 to é avaliada em função da relação entre a má­ 
xima e mínima tensão atuante no elemento ψ. 
s ­ tensão normal de compressão definida por: Para o cálculo dos deslocamentos, deve­ 
s = ρ.f y ,  sendo ρ o fator de redução associado  se considerar também, a redução de rigidez à 
à compressão centrada e s = ρ FLT  .f , sendo ρ FLT 
T  y  flexão da seção devido à flambagem local. Para 
o fator de redução associado à flexão simples.  isso, utilizam­se as mesmas expressões do cál­ 
k – coeficiente de flambagem local  culo das larguras efetivas (equações 4.2 e 4.3) 
substituindo­se a máxima tensão permitida no 
Os valores do coeficiente de flambagem  elemento, s , pela tensão de utilização,  s n . 
k, para elementos classificados como AA e AL 
(figura 4.5) são dados nas tabelas 4 e 5.  s n ­  é a máxima tensão de compressão 
calculada para seção efetiva (portanto é neces­ 
Nota­se que para valores de b ef  < 0,673 a  sário fazer interação), na qual se consideram as 
equação 4.2 resulta em b ef  = b  combinações de ações para os estados limites 
de serviço. 

27 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  
4.2 

< 0

Tabela 4.3 

28 
Exemplos de cálculos de larguras efetivas  máxima no perfil: 
em elementos comprimidos AL:  σ 1 = 21,32 kN/cm2 
σ 2 = 21,32 kN/cm2 
Exemplo 01 ­ Cálculo da largura efetiva  Somente tração no elemento! 
da  al ma  e  m es as  do  perfil  padronizado 
U250x100x2,65 mm submetido ao esforço de  1.2 ­ Largura efetiva elemento[3] 
momento fletor em relação ao eixo x, sob uma  Elemento AL 
tensão de 21,32 kN/cm 2 :  b= 9,47 cm 
σ 1 = ­21,32 kN/cm2 
Perfil U: b w = 25 cm  b f = 10 cm t= 0,265 cm  σ 2 = ­21,32 kN/cm2 
aço: f y = 25 kN/cm 2  E= 20500 kN/cm 2  ψ = 1 

1.2.1 ­ NBR14762 ­ Tab05.caso a (Tabela 4.3) 
k= 0,43 
b  9, 47 
t  0,335 
l p  = = 
kE 0, 43.20500 
0,95 0,95 
s 21,32 

λ p =1,85    [λ p  > 0,673] 

æ 0, 22 ö 0, 22 ö
b ç 1 -
ç ÷÷ 9, 47 æç 1 - ÷
l p  ø è 1,85  ø £ b
bef  = è =
l p  1,85 
1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas 
σ = 21,32 kN/cm2  b ef = 4,51 cm 
b ef,1 = 4,51 cm 
admitindo distribuição linear de tensões, 
com o valor  máximo na fibra mais distante do  1.3 ­ Largura efetiva do elemento [2] 
centro geométrico  igual a σ = 21,32 kN/cm2 e  Elemento AA 
zero no centro  geométrico  pode­se calcular as  σ 1 = ­20,64 kN/cm 2 
tensões em qualquer coordenada  y da seção.  σ 2 = 20,64 kN/cm 2 
ψ = ­1 
1.1 ­ Largura efetiva do elemento [1] 
Elemento AL  1.3.1 ­ NBR14762 ­ Tab04.caso d (Tabela 4.2) 
b= 25 – 4.t = 25 – 4 . 0,265 
A largura, b, é o comprimento da parte reta do  b= 23,94 cm 
elemento, descontados os trechos curvos:  k= 24 
b= 10,0 – 2.t = 10,0 – 2 . 0,265  b= 23,94 cm 
b= 9,47 cm  b c = 11,97 cm 
b t = 11,97 cm 
­ pode­se tomar, neste caso, a tensão na fibra 
média da mesa. Nos exemplos deste manual, 
por simplificação e a favor da segurança, admi­ 
te­se que a tensão na fibra média é a tensão 

29 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

inércia, y, para uma resistência ao escoamento 
da fibra mais solicitada igual a 25,0 kN/cm 2 : 

Perfil U: b w = 25 cm  b f = 10 cm t= 0,265 cm 
Aço: f y = 25 kN/cm2  E= 20500 kN/cm 2 

Seção submetida a esforço de momento fletor 
em relação ao eixo Y 

1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas 
σ = 25 kN/cm2 

Admite­se variação linear de tensões, sendo o 
valor máximo igual a 25 kN/cm 2 

1.1 ­ Largura efetiva do elemento [1] = elemento 
[3]
b  23, 94 
t  0, 265 
l p  = = Elemento AL 
kE 24.20500 
A largura, b, é o comprimento da parte reta do 
0,95 0, 95 
s 20, 64  elemento, descontados os trechos curvos: 
b= 9,47 cm 
λ p =0,616  [λ p  < 0,673]  tensão na extremidade livre da mesa: 
b ef  = b 
posição da fibra em relação ao CG.: 
Propriedades geométricas:  x 1  = 7,66 cm 
I x da seção bruta=  1120,17cm 4  σ 1 = ­25 kN/cm2 
I x da seção efetiva=  893,70cm 4  tensão na extremidade conectada à alma: 
posição do CG: 
Para se calcular o momento de inércia da  xg = 2,34 cm 
seção efetiva é necessário calcular o novo cen­  posição da fibra: 
tro geométrico (CG) da seção transversal, des­ 
contando a parte “não­efetiva” dos elementos  x = 2,34 – 2*t = 1,812 cm 
com larguras efetivas reduzidas. Calcula­se en­  25 
tão, o momento de inércia em relação aos no­  σ 2 =  ´ 1, 81 = 
vos eixos de referência. Pode­se utilizar proces­  7, 66 
sos automatizados para calcular essas proprie­  σ 2 = 5,905 kN/cm 2 
dades geométricas como, por exemplo, o Excel 
ou um programa específico para esse fim. O 
Programa  DimPerfil  realiza  esses  cálculos  e 
exibe os resultados. 
(Tração) 

Exemplo 02 ­ Cálculo da largura efetiva 
da  al ma  e  m es as  do  perfil  padronizado  (Compressão)

U250x100x2.65 mm submetida ao esforço de 
momento fletor em relação ao eixo de menor 

30 
ψ = 5,905 / (­25,0) 
ψ = ­0,236 

1.1.1 ­ NBR14762 ­ Tab.05 caso d 
k= 0,624   (Tabela 4.3)

λp=1,66 [λp > 0,673] 


æ
0, 22 ö
b çç1 - ÷÷ 9, 47 æç 1 - 0, 22 ÷ö
l p  ø è 1, 66 ø £ b
bef  = è =
l p  1, 66 

bef= 4,94 cm à bef,1= 4,94 cm 

1.2 ­ Largura efetiva do elemento [2] 
Exemplo 03 ­ Cálculo da largura efetiva das 
Elemento AA 
abas do perfil padronizado L80x80x3.35 mm 
xg = 2,34 cm 
submetida ao esforço de compressão, sob uma 
tensão de 8,6 kN/cm 2 : 
σ = σ = 25 ´ 
1 2
( 2, 34 - 0, 265  ) 

7 , 66  Perfil L: 
b= 8,0 cm  t= 0,335 cm 
σ 1 = σ 2 = 7,20 kN/cm2  (tensão na fibra média da 
fy= 25 kN/cm 2  E= 20500 kN/cm 2 
alma) 
Somente tração no elemento! 
1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas 
b ef  = b = 23,94 cm 
σ = 8,6 kN/cm2 

1.1­ Largura efetiva do elemento [1] = elemento 
[2]
Elemento AL 
b= 8,0 – 2.t = 8,0 – 2 . 0,335 
b= 7,33 cm 
σ 1 = ­8,6 kN/cm2 
σ 2 = ­8,6 kN/cm2 
ψ = 1 

1.1.1 ­ NBR14762 ­ Tab.05 caso a (Tabela 4.3) 
k= 0,43 

b  7,33 
t  0,335 
l p  = =
Propriedades geométricas:  kE 0, 43.20500 
0,95 0,95 
I y  da seção bruta=  112,82 cm 4  s 8, 6 
I y  da seção efetiva=  20,76 cm 4 
λp=0,72 [λp > 0,673] 

31 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

æ 0, 22 ö de de enrijecedor para aumentar sua capacida­ 
0, 22 ö
b ç 1 -
ç ÷÷ 7,33 æç 1 - de resistente de compressão e sua largura efe­ 
è l p  ø è 0, 72 ÷ø tiva será igual à largura bruta. Para elementos 
bef  = = £b
l p  0, 72  esbeltos o enrijecedor de borda deverá servir 
como um apoio “fixo” na extremidade do elemen­ 
b ef = 7,07 cm  to. Nesse caso a largura efetiva calculada de­ 
b ef,1 = 7,07 cm  penderá da esbeltez do elemento (b/t), da es­ 
beltez do enrijecedor de borda (D/t) e da inércia 
do enrijecedor de borda (I s  ­ momento de inér­ 
cia  do  enrijecedor  em  relação  ao  seu  centro 
geométrico, figura 4.11). 

Além de servir como apoio, o enrijecedor, 
também,  se comporta  como  um elemento  de 
borda livre (AL) sujeito à flambagem local. A ocor­ 
rência da flambagem local do enrijecedor indu­ 
zirá a flambagem local na mesa enrijecida. Um 
enrijecedor de borda adequado é aquele que 
tem condições de se comportar como um apoio 
à mesa. Para isso, ele precisa ter uma rigidez 
mínima, ou seja, um momento de inércia míni­ 
mo, denominada de I a . Se o enrijecedor for ina­ 
dequado, ou seja I s <I a , o comportamento da cha­ 
pa da mesa, será mais próximo a uma chapa 
Propriedades geométricas:  com borda livre, portanto o valor do coeficiente 
A da seção bruta=  5,18 cm 2  de flambem local para mesa, k, será pequeno 
A da seção efetiva=  5,00 cm 2  aproximando­se ao da chapa livre. Quando as 
dimensões do enrijecedor não respeitam os li­ 
4.3 ­ Elementos comprimidos com  mites de adequação, será necessário, também, 
enrijecedor de borda  reduzir a largura efetiva do enrijecedor de bor­ 
da, d s  da figura 4.12, a fim de se reduzir as ten­ 
sões nele aplicadas. 

O procedimento para o cálculo das largu­ 
ras efetivas para elementos com enrijecedores 
de borda, na norma brasileira é feito da seguin­ 
te forma: 
Figura  4.11  ­  elemento  enrijecido 

Para calcular a largura efetiva de um ele­ 
mento com enrijecedor de borda é necessário 
considerar as dimensões do elemento (b) e as 
do enrijecedor de borda (D) (figura 4.11). Se o 
elemento b for pouco esbelto (valor de b/t pe­ 
queno ­ até cerca de 12) não haverá necessida­ 

32 
Caso  I –  l p 0  < 0,673  ­  Elemento  pouco 
esbelto. Mesmo que a mesa fosse de borda livre 
(AL) sua largura efetiva seria igual a largura bru­ 
ta. Nesse caso então, não seria necessária a 
ajuda do enrijecedor de borda. 
b ef  = b à para a mesa comprimida 

Caso II – 0,673 <  l p 0  < 2,03 – Elemento 


medianamente  esbelto,  precisa  ser  apoiado 
pelo enrijecedor para aumentar sua capacida­ 
de resistente. 
O cálculo da largura efetiva é feito por meio 
da  equação  4.2,  onde  o  coeficiente  de 
flambagem k, é calculado conforme a equação 
(a)  4.6. 

I s  (eq. 4.6) 
k= ( ka - 0, 43) +, 043 £ k a 
I a 

O momento de inércia de referência (ade­ 
quado) para o enrijecedor é determinado con­ 
forme a equação 4.7. 


I a = 400t 4  ( 0, 49l p 0  - 0, 33 )  (eq. 4.7) 

O momento de inércia da seção bruta do 
enrijecedor em relação ao seu centro geométri­ 
co  em  torno  do  eixo  paralelo  ao  elemento 
enrijecido é determinado conforme a equação 
(b) 4.8. 

d 3t. sen 2 q (eq. 4.8) 
I s  = 
12 
Figura  4.12  ­  Enrijecedor  de  borda 
O valor de k a  é calculado pela equação 4.9 
Primeiramente se calcula  l p 0  , que é o va­  ou 4.10, conforme o caso. 
lor da esbeltez reduzida da mesa como se ela  1 ­ para enrijecedor de borda simples com 
fosse um elemento de borda livre (AL): 

40o £ q £ 140 o e  b £ 0,8 , onde q é mostrado na 
b b 
t t  figura 3.9a: 
l p 0  = = (eq. 4.5) 
0, 43 E E 
0,95 0, 623 
s f y  æ D ö (eq. 4.9) 
k a  = 5, 25 - 5 ç ÷ £ 4, 0 
èbø

33 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

tálico, A ef , I xef , I yef  são calculadas considerando 
2 ­ para outros tipos de enrijecedor: 
a largura d s  do enrijecedor de borda. 
k a  = 4,0  (eq. 4.10) 

Com o valor de k obtido da equação 4.6  ­ Para demais enrijecedores de borda (figura 
obtém­se a largura efetiva por meio da equa­  4.12b): 
ção 4.2 já apresentada, que aqui se repete. 
I s 
As = A £ Aef - ( Aef  - área efetiva do enrijecedor ) 
æ 0, 22 ö I a  ef
b ç1 - ÷
ç l p  ÷ø (equação 4.2)  (eq. 4.14) 
bef  =  è
l p 
Sendo  Caso III – l p 0  > 2,03 – Elemento muito esbelto. 
b  O enrijecedor precisa ter alta rigidez para apoi­ 
l p  =  t 
(equação 4.3)  ar a mesa adequadamente. 
kE O cálculo da largura efetiva é feito por meio da 
0,95 
s equação 4.2, onde o coeficiente de flambagem 
k, é calculado conforme a equação 4.15. 
A largura efetiva do elemento é divido em 
dois trechos próximos às extremidades do ele­ 
mento, o primeiro trecho de comprimento b ef,1  I s  (eq. 4.15) 
k= 3  ( ka - 0, 43) + 0, 43 £ k a 
no lado da alma do perfil e o segundo trecho  I a 
b ef,2  no lado do enrijecedor de borda, esses va­ 
Sendo 
lores são obtidos por meio das equações 4.11 
e 4.12. 
I a = ( 56l p 0  + 5 ) t 4  (eq. 4.16) 
I s  æ bef ö b ef 
(eq. 4.11) 
b ef ,2  = ç ÷£ b ef , b ef,1 , b ef,2 , d s , k a  e A s  são calculados da mes­ 
I a  è 2 ø  2  
ma forma que no caso II. 
b ef,1  = b ef  – b ef,2  (eq. 4.12) 
Exemplos de cálculos de larguras efetivas em 
perfis com mesas enrijecidas: 
Caso a inércia (I s ) do enrijecedor de bor­ 
da  não  seja  adequada  para  servir  como  um 
Exemplo 04  –  Cálculo  da  largura  efetiva  da 
apoio para a mesa enrijecida, este deve ter sua 
alm a  e  mesas  do  perfil  padronizado  Ue 
área efetiva reduzida, afim de que se diminuam 
250x100x2,65 mm submetido ao esforço nor­ 
as tensões nele atuantes, conforme equações 
mal de compressão, sob uma tensão de 25,00 
4.13 e 4.14. 
kN/cm 2 : 
­ Para enrijecedor de borda simples (figu­ 
ra 4.12a): 
Aço: f y = 25 kN/cm 2  E= 20500 kN/cm 2 
I s  G= 7884,615 kN/cm 2 
ds = d £ d ef  (eq. 4.13)  Seção submetida a esforço normal 
I a  ef
1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas 
A largura efetiva do enrijecedor de borda 
σ = 25 kN/cm 2 
deve ser previamente calculada tratando­o como 
um elemento de borda livre, AL e as proprieda­ 
des geométricas da seção efetiva do perfil me­ 

34 
1.1 ­ Largura efetiva dos enrijecedores de bor­  3 
I a = 400t 4  ( 0, 49l p 0  - 0,33 ) 
da 
Elemento AL  3 
b= 1,97 cm  Ia = 400 ´ 0, 2654  ( 0, 49 ´1,891 - 0,33) 
σ 1 = ­25 kN/cm 2  σ 2 = ­25 kN/cm 2  Ia=0,419 cm 4
ψ = σ 1 /σ 2 = 1,0 
I s 
1.1.1 ­ NBR14762 ­ Tab.05 caso a (tabela 4.3) 
k= ( ka - 0, 43) +, 043 £ k a 
I a 
k= 0,43 
Is/Ia=0,403
b  1.97 
t  0, 265  k = 0, 403 ( 3,85 - 0, 43) + 0, 43 
l p  = = =  0,417 
k.E 0, 43.20500 
0,95 0,95  k=2,602 
f y  25 
b  8,94 
t  0, 265 
como λ p  < 0,673, então:  l p  = = (eq. 4.3) 
b ef  = b  kE 2, 62.20500 
0,95 0,95 
b ef = 1,97 cm  s 25 

1.2 ­ Largura efetiva das mesas enrijecidas  Como  0.673 < λ p0  < 2,03, então: 


1.2.1  ­  NBR14762.  7.2.2.2  ­  Elemento  com 
enrijecedor de borda:  Caso II: 

σ 1 = ­25 kN/cm2 
σ 2 = ­25 kN/cm2 
b=8,94 cm 
D=2,5 cm  t= 0,265 cm  d ef =1,97 cm 
d=1,97 cm  σ=25 kN/cm 2 
θ=90 º 

b  8,94 
t  0, 265 
l p 0  = = = 1,891 
E  20500 
0, 623 0, 623 
f y  25 

d 3t.sen2q 1, 973.0, 265.sen 2 (90)  λ p =0,769


I s  = =
12 12 
como λ p  > 0,673 – então:
Is= 0,1689 cm4 
æ 0, 22 ö 0, 22  ö
æ D ö æ 2,5  ö
k a  = 5, 25 - 5 ç ÷ = 5, 25 - 5 ç
b ç 1 -
ç ÷÷ 8,94 çæ 1 - ÷
÷ £ 4, 0  l p  ø è 0, 769 ø (eq. 4.2) 
èbø è 8,94 ø bef  = è =
l p  0, 769 
ka= 3,85 < 4,0  bef=8,301 cm 

35 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

I s  æ bef ö b ef 


b ef ,2  = ç ÷£
I a  è 2 ø  2 

æ 8,301 ö
bef ,2  = 0, 403 ç ÷
è 2   ø 

b ef,2 = 1,672 cm 
b ef,1 = b ef  – b ef,2 = 8,301 – 1,672 
b ef,1 = 6,629 cm 

como I s < I a , então: 
I s 
ds = d ef £ d ef 
I a 

d s = 1,97 . 0,43= 0,794 cm 
Exemplo 05 ­ Cálculo da largura efetiva da alma 
1.3 ­ Largura efetiva da alma  e  m es as  do  perfil  padronizado  Z 45 
Elemento AA  100x50x17x1,2 mm submetido ao esforço nor­ 
b= 23,94 cm  mal de compressão, sob uma tensão de 25,00 
σ 1 = ­25 kN/cm 2  kN/cm 2 : 
σ 2 = ­25 kN/cm 2 
ψ = 1  Aço: fy= 25 kN/cm2  E= 20500 kN/cm2 
G= 7884,615 kN/cm2 
1.3.1 ­ NBR14762 ­ Tab.04 caso a (tabela 4.2) 
k= 4  Seção submetida a esforço normal 
23,94 
0, 265  1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas 
lp = σ = 25 kN/cm 2 
4.20500 
0,95 
25 
1.1 ­ Largura efetiva dos enrijecedores 
λp=1,66 [λp > 0,673]  Elemento AL 
b= 1,565 cm 
æ 0, 22 ö σ 1 = ­25 kN/cm 2 
23,94 ç 1 -
è 1, 66  ÷ø σ 2 = ­25 kN/cm 2 
bef  = (eq.(eq. 4.2)
3.2)  ψ = 1 
1, 66 

b ef = 12,508 cm  1.1.1 ­ NBR14762 ­ Tab.05 caso a (tabela 4.3) 
b ef,1 =  b ef,2 = b ef /2  k= 0,43 
b ef,1 = 6,254 cm  1,565 
b ef,2 = 6,254 cm  0,12 
lp = = 0,731
0, 43.20500 
Propriedades geométricas:  0,95 
25 
A da seção bruta=  12,79 cm 2 
A da seção efetiva=  8,80 cm 2  [λp > 0,673] 

36 
æ 0, 22  ö
1,565 ç 1 - ÷
bef  = è 0, 731 ø = 1,497 cm 
0, 731 
b ef,1 = 1,497 cm 

1.2 ­ Largura efetiva das mesas 
1.2.1  ­  NBR14762.  7.2.2.2  ­  Elemento  com 
enrijecedor de borda (com inclinação de 45º): 
σ 1 = ­25 kN/cm 2 
σ 2 = ­25 kN/cm 2 
b=4,625 cm  D=1,70 cm 
t=0,12 cm d ef =1,497 cm 
d=1,565 cm  σ=25 kN/cm 2  λp=0,805 [λp > 0,673] 
θ=45 º 
æ 0, 22  ö
4, 625 ç1 - ÷
b  4, 625  è 0,805 ø
t  0,12  bef  =
l p 0  = = = 2,161 0,805 
E  20500 
0, 623 0, 623  bef=4,175 cm 
f y  25 
I s  æ bef ö b ef  æ 4.175 ö
b ef ,2  = ç ÷£ bef ,2  = 0, 734 ç ÷
Como  λ p0 =2,161 > 2,03, então:  I a  è 2 ø  2  è 2  ø

d 3t.sen 2q 1, 5653.0,12.sen 2 (45)  bef,2= 1,532 cm


I s  = =
12 12  bef,1 = bef – bef,2= 4,175 – 1,532
Is= 0,0192 cm 4  bef,1= 2,642 cm
æ D ö æ 1, 7  ö como Is < Ia, então: 
k a  = 5, 25 - 5 ç ÷ = 5, 25 - 5 ç ÷ £ 4,0 
èbø è 4,625 ø
I s 
ds = d ef £ d ef 
ka= 3,40 I a 
I a = ( 56l p 0  + 5 ) t 4  = ( 56 ´ 2,161 + 5) 0,124  ds= 0,734 . 1,497 = 1,099 cm
Ia= 0,026 cm 4
1.3 ­ Largura efetiva da alma 
I  Elemento AA 
k = 3  s  ( ka - 0, 43) + 0, 43 £ k a 
I a  b= 9,52 cm 
σ 1 = ­25 kN/cm 2 
Is/Ia= 0,734 σ 2 = ­25 kN/cm 2 
k = 3  0, 734 ( 3, 41 - 0, 43) + 0, 43  ψ = 1 

k=3,10  1.3.1 – Tabela 4.2 – caso a (NBR14762 ­ Tab04) 
4, 625  k= 4 
0,12 
lp =
3,10.20500 
0,95 
25 

37 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

9, 52  Seção submetida a esforço de momento fletor 
0,12  em relação ao eixo X 
lp =
4.20500 
0,95 
25  1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas 
σ máx = 25 kN/cm 2 
λp=1,458 [λp > 0,673] 
æ 0, 22  ö O cálculo das tensões nas extremidades de cada 
9,52 ç 1 - ÷ elemento é feito considerando diagrama linear 
bef  = è 1, 458 ø de tensões ao longo da altura do elemento com 
1, 458  a linha neutra passando pelo centro geométrico 
bef= 5,544 cm e perpendicular ao plano de aplicação do mo­ 
mento e o máximo valor de tensão igual a 25 
bef,1= 2,772 cm kN/cm 2  (tração ou compressão) na fibra mais 
bef,2= 2,772 cm  distante da linha neutra: 

Propriedades geométricas: 
A da seção bruta=  2,8 cm 2 
A da seção efetiva=  2,10 cm 2 

1.1  – Largura efetiva do enrijecedor de borda 
e do enrijecedor de borda adicional: 

O valor de b/t máximo em elementos com borda 
livre (AL) submetidos a uma tensão de 25 kN/ 
cm 2 para ter a largura efetiva igual a largura bru­ 
ta (b ef  = b) é dado pela equação 4.3 ao igualar­ 
Exemplo 06 ­ Cálculo da largura efetiva da alma 
e mesas do perfil Ue com enrijecedor de borda  se a esbelteza reduzida, λ p , a 0,673: 
adicional, Uee 200x100x25x10x2,65 mm sub­  b 
metido a momento fletor em relação ao eixo de  l p  = t  = 0, 673  è 
maior inércia, X, sob uma tensão máxima de  k.20500 
0,95 
25,00 kN/cm 2 :  s

Aço: f y = 25 kN/cm2  E= 20500 kN/cm 2 
b  = 0,95 0, 43.20500 0, 673 
G= 7884,615 kN/cm 2  t 25 
Uee: b w = 20,0  b f = 10,0  D= 2,5  D e = 1,0 
t= 0,265  α=0  β=90  θ=90 
38 
b/t max = 12 – (máximo valor de b/t no qual não  Como   0,673 < λ p  < 2,03 – então: 
será necessário reduzir a largura do elemento 
de borda livre, para uma tensão de 25kN/cm 2 ) 
Caso II 

Como neste exemplo as relações largura/espes­  I a = 400t 4  ( 0, 49l p 0  - 0,33 )  =
sura dos enrijecedores de borda e enrijecedores  3 
adicionais do perfil são bem pequenas, respec­  400 ´ 0, 2654  ( 0, 49 ´ 1,891 - 0,33) 
tivamente 5,4 e 1,8, então as larguras efetivas 
Ia=0,419 cm 4 
desses elementos são iguais suas larguras bru­ 
tas.  I s 
b/t = 1,44 / 0,265= 5,4 – enrijecedor de borda  k= ( ka - 0, 43) +, 043 £ k a 
I a 
b/t = 0,47 / 0,265= 1,8 – enrijecedor adicional 
I s /I a =0,591 
1.2 ­ Largura efetiva da mesa enrijecida 
­ NBR14762. 7.2.2.2 ­ Elemento com enrijecedor 
k a  = 4,0 – para enrijecedores de borda que não 
de borda e enrijecedor de borda adicional: 
sejam os simples 
­ Por simplificação e a favor da segurança, será 
admitido que a máxima tensão dada ocorre na  k = 0, 591 ( 4 - 0, 43) + 0, 43 
fibra média do elemento : 
k=3,175 
σ 1 = ­25 kN/cm2 
σ 2 = ­25 kN/cm2  8, 94 
b=8,94 cmt=0,265 cm  0, 265 
l p = 
I s = 0,247 cm4  3,175.20500 
σ=25 kN/cm2  0,95 
25 

λ p =0,696 
como λ p  > 0,673 – então: 

æ 0, 22 ö 0, 22  ö
ç
b ç 1 - ÷ 8,94 çæ 1 -
l p  ÷ø è 0, 696 ø
÷
bef  = è = 
l p  0, 696 
b ef = 8,785 cm 

I s  æ bef ö b ef 


b ef ,2  = ç ÷£
I a  è 2 ø  2 
8,94 
0, 265  æ 8, 785 ö
l p 0  = = 1,891 bef ,2  = 0,591 ç ÷
20500  è 2  ø
0, 623 
25  b ef,2 = 2,596 cm 

39 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

b ef,1 = b ef  – b ef,2 = 8,785 – 2,596 
b ef,1 = 6,188 cm 

como I s  < I a , então a área efetiva do enrijecedor 
de borda a ser considerada nas propriedades 
geométricas de deve ser reduzida na propor­ 
ção I s /I a 

I s 
As =  A ef 
I a 
Isso pode ser obtido diminuindo a 
espessura efetiva do enrijecedor de borda: 

I s 
= 0, 591
I a 

t ef  = 59.1% . 0,265 = 0,157 cm  Exemplo 07 ­ Cálculo da largura efetiva da alma 


e  m es as  do  perfil  padronizado  Cr 
1.3 ­ Largura efetiva da Alma:    Elemento AA  100x50x20x2,0 mm submetido a momento fletor 
b= 18,94 cm  em relação ao eixo X, sob uma tensão máxima 
σ 1 = ­23,993 kN/cm2  de 25,00 kN/cm 2 com os enrijecedores voltados 
σ 2 = 23,993 kN/cm2  para o lado das tensões de compressão : 
ψ = ­1  Aço: f y = 25 kN/cm2  E= 20500 kN/cm 2 
G= 7884,615 kN/cm 2 
1.3.1 ­ NBR14762 ­ Tab04.caso d (tabela 4.2)  Perfil:  Cr:  bw=10    bf=5    D=2    t=0,2 
k= 24 
b= 18,94 cm 
b c = 9,47 cm 
b t = 9,47 cm 
b  18,94 
t  0, 265 
l p  = = = 0,525
kE 24.20500 
0,95 0, 95 
s 25 

como λ p =0,525  < 0,673 então, 


b ef = 18,94 cm 
bef = b  Nota: Mesas enrijecidas sob tensões de 
compressão não uniformes, como é o caso des­ 
Propriedades geométricas:  te  exemplo  (momento fletor  aplicado  no  eixo 
I x da seção bruta=  767,09 cm 4  perpendicular às mesas), não possuem nas nor­ 
I x da seção efetiva=  743,88 cm 4  mas em vigor um procedimento de cálculo es­ 
pecífico. É necessário, portanto, a favor da se­ 
gurança, considerar que estes elementos estão 
uniformemente comprimidos. 

40 
Seção submetida a esforço de momento fletor  b  9, 2 
em relação ao eixo X  t  0, 2 
l p 0  = =
1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas  E  20500 
σ máx = 25 kN/cm2  0, 623 0, 623 
f y  25 

1.1 ­ Largura efetiva dos enrijecedores  λp0=2,50
Elemento AL 
Como λp0 > 2,03, então: 
b= 1,6 cm 
σ 1 = ­25 kN/cm 2 
σ 2 = ­25 kN/cm 2 
Caso III:
ψ = σ 1/  σ 2 = 1,0 
d 3t.sen 2q 1, 63.0, 2.sen 2 (90) 
1.1.1 ­ NBR14762 ­ Tab05.caso a (tabela 4.3) 
I s  = =
12 12 
k= 0,43 
Is= 0,068 cm4 
1.6 
0, 2  æ D ö æ 2  ö
lp = = k a  = 5, 25 - 5 ç
0, 43.20500  ÷ = 5, 25 - 5 ç ÷ £ 4, 0 
0,95  èbø è 9, 2 ø
25 
ka=4
λ p =0,448462 
I a = ( 56l p 0  + 5 ) t 4 = ( 56 ´ 2,50 + 5 ) 0, 24 
como λ p  < 0,673, então 
b ef = 1,6 cm  Ia=0,232 cm4
b ef  = b  I s 
k = 3  ( k - 0, 43) + 0, 43 £ k a 
I a  a
1.2 ­ Largura efetiva das mesas enrijecidas 
­ NBR14762. 7.2.2.2 ­ Elemento com enrijecedor  Is/Ia=0,294
de borda: 
y 1  =  4,78  (posição  da  extremidade  junto  ao  k = 3  0, 294 ( 4 - 0, 43) + 0, 43 
enrijecedor) 
y 2  = ­4,42 (posição da extremidade junto a alma  k=2,80 
do perfil)  9, 2 
0, 2 
y máx = 5,08  y mín =  ­4,72  lp =
2.8.20500 
0,95 
4, 78  25 
σ1=  ´ -25 = ­23,523 kN/cm2
5, 08  λp= 0,98 [λp > 0,673] 
4, 42  æ 0, 22 ö
σ2=  ´ 25 = 21,78 kN/cm2  9, 2 ç1 - ÷
5, 08  è 0,98 ø
bef  =
0,98 
(obs. para o divisor dessa equação use sempre 
a coordenada mais distante do CG do perfil, em  bef= 7,283 cm
módulo). 
b=9,2 cm  D=2 cm  b ef = 7,283 cm 
t=0,2 cm  d ef =1,6 cm 
d=1,6 cm  σ=23,52 kN/cm 2 
θ=90 º 
41 
Flambagem local e o método das larguras efetivas  

I s  æ bef ö b ef 


b ef ,2  = ç ÷£
I a  è 2 ø  2 

æ 7, 283 ö
bef ,2  = 0, 294 ç ÷
è 2   ø 

b ef,2 =1,071cm 
b ef,1 = b ef  – b ef,2 = 9,2 – 1,071 
b ef,1 = 6,212 cm 

como I s < I a , então: 

I s 
ds = d £ d ef 
I a  ef

d s = 1,6 . 0,294= 0,471 cm 
d s = 0,471 cm 

1.3 ­ Largura efetiva da mesa 
Elemento AA 
b= 4,2 cm 
σ 1 = 23,257 kN/cm 2 
σ 2 = 23,257 kN/cm 2 
Elemento somente sob tensões de tração! 

Propriedades geométricas: 
I x da seção bruta=  69,98 cm 4 
I x da seção efetiva=  47,78 cm 4 

42 
43
Capítulo 5 
Flambagem por distorção da 
seção transversal

45 
Flambagem por distorção da seção transversal  

A flambagem por distorção é caracteriza­ 
da  pela  alteração  da  forma  inicial  da  seção 
transversal ocorrendo uma rotação dos elemen­ 
tos submetidos à compressão. 

Esse fenômeno torna­se mais evidente em: 
­ aços de alta resistência 
­ em elementos com maior 
largura da mesa 
relação  , 
largura da alma 

­  elementos  com  menor  largura  do 


enrijecedor de borda, 
­ seção cujos elementos são poucos es­ 
beltos (menor b/t). Nesse caso, a carga crítica 
Figura  5.3  ­  Modelo  simplificado  proposto  por  Hancock  & 
de flambagem distorcional pode ser menor do  Lau 
que a da flambagem local. 
A NBR 14762:2001 utiliza o método sim­ 
plificado proposto por Hancock, para calcular a 
força crítica de flambagem por distorção dos 
perfis formados a frio. Esse modelo simplifica­ 
do dispensa a solução numérica que demanda­ 
ria programas de computador. 
Hancock  idealizou  um  modelo  de  viga 
composto apenas pela mesa do perfil e do seu 
enrijecedor, submetido à compressão. A ligação 
da mesa com a alma é representada por dois 
Figura  5.1  ­  Flambagem  local  e  distorcional  apoios de molas, um para restringir à rotação e 
outro para restringir o deslocamento horizontal, 
Uma  característica  que  diferencia  a  conforme esquematizado na figura 5.3. Esse 
flambagem local da distorcional é a deformada  modelo procura considerar, de forma aproxima­ 
pós­crítica.  Na flambagem por distorção a se­  da, a influência da alma sobre a mesa compri­ 
ção perde sua forma inicial (figuras 5.1 e 5.2), o 
que não ocorre na flambagem local.  mida, por meio de coeficientes de mola  kf e  k x , 
respectivamente, à rotação e translação. É fácil 
notar que quanto mais esbelta for a alma (maior 
b w /t), menor  serão os valores de  e  kf e  k x  . 
A partir desse modelo matemático, com 
algumas simplificações, é possível determinar­ 
se a tensão crítica de distorção do perfil e, con­ 
seqüentemente, a força normal e o momento 
fletor críticos. Esses esforços podem ser deter­ 
a) compressão  centrada            b) momento fletor  minados conforme os itens 7.7.3 e 7.8.1.3 da 
NBR 14762.
Figura  5.2  –  Distorção  da  seção  transversal 

46 
As expressões para o cálculo da tensão  a1 = (h/b1)(b 2 + 0,039It L d2)  (eq. 5.5) 
crítica de distorção,σ dist , encontram­se no anexo 
D da NBR 14762 e são apresentada a seguir.  O coeficiente de mola à rotação (equação 
5.4) depende do valor da tensão no qual a alma 
5.1 Seção do tipo U enrijecido  está solicitada. Quanto maior for essa tensão, 
submetida à compressão uniforme  menor será a restrição que ela poderá oferecer 
para a mesa. No caso da compressão uniforme 
Para as seções transversais com relação  admite­se que o perfil está sob tensão unifor­ 
b f / b w  compreendida entre 0,4 e 2,0 a tensão  me, o que significa que a alma estará solicitada 
crítica  à  distorção  pode  se  determinada  por  a,  no máximo,  à tensão  σ dist .  Sendo assim,  é 
meio da equação 5.1. necessário fazer uma iteração para a obtenção 
da tensão crítica da flambagem por distorção. 
sdist = (0,5E/A d){a1 + a2 – [(a1 + a2)2 ­ 4 3]0,5} Admite­se, inicialmente, que  k f = 0 ao substituir 
(eq. 5.1)  a equação 5.2 pela equação 5.5 para a obten­ 
ção do primeiro valor de σ dist  da iteração . A se­ 
Onde: guir, com o valor da primeira tensão crítica en­ 
contrada calcula­se o  (equação 5.4) e, em fim, 
a1 = (h/b1)(b2 + 0,039It Ld 2) + kf /(b1hE) calcula­se σ dist . 
(eq. 5.2) Sendo assim, é necessário fazer esta pe­ 
quena interação na obtenção da tensão crítica 
a2 = h(Iy ­ 2 yob3/b1) da flambagem por distorção. Admiti­se inicial­ 
a3 = h(a1Iy ­ hb32/b1) mente  que  a  rigidez  k f =  0  ao  substituir  a 
b1 = hx2 + (Ix + Iy)/Ad equação 5.2 pela equação 5.5 na obtenção do 
primeiro  σ dist .  Depois  com  a  primeira  tensão 
b2 = Ixbf2
crítica encontrada calcula­se o  k f (equação 5.4) 
b3 = Ixybf
e, em fim, calcula­se σ dist  definitivo admitindo, 
b4 = b2 = Ixbf2 desta vez, a contribuição da rigidez a rotação 
que a alma exerce sobre a mesa. 
h = (p/Ld)2
As propriedades geométricas do modelo 
Ld = 4,8(b4 bw /t3)0,25 (eq.5.3)  estudado, A d ; I x ; I y ; I xy ; I t ; h x e h y devem ser calcu­ 
ladas para a seção transversal constituída ape­ 
Sendo L d  o comprimento teórico da semi­  nas pela mesa e do enrijecedor de borda (figu­ 
onda na configuração deformada.  ra 5.4), cujas expressões são apresentadas a 
seguir: 
Et 3  é 1 , 11 s æ b  2 L  ö 2 ù
dist  ç w  d  ÷
k f  = ê1 - ú
5 , 46 ( b w  + 0 , 06 L d ) ê Et 2  çè b w 2  + L d 2  ÷ø ú
ë û
(eq. 5.4) 

σ dist  pode ser calculada, em primeira apro­ 
ximação, pela equação 5.1 com a1 conforme in­ 
dicado na equação 5.5. 
Figura  5.4  –  Propriedades  geométrica  da  mesa  e  o 
enrijecedor  de  borda

47 
Flambagem por distorção da seção transversal 

Ad = (bf + D)t Tabela 5.1 – Valores mínimos da relação D/b w 


de  seções  do  tipo  U  enrijecido  submetida  à 
Ix = bf t3/12 + tD3/12 + bf t hy2 + Dt(0,5D + compressão centrada para dispensar a verifi­ 
hy)2 cação da flambagem por distorção.

Iy = tbf 3/12 + Dt3/12 + Dt(bf + hx)2 + bft(hx


+ 0,5bf)2
Ixy = bf t hy(0,5bf + hx) + Dt(0,5D + hy)(bf +
h)
It = t3(bf + D)/3
hx = ­ 0,5(bf 2 + 2bfD)/(bf + D)
hy = ­ 0,5D2/(bf + D)

bf ; bw ; D ; t são indicados na figura 5.2. 


A tabela 5.1 é válida para barras em que 
Outro fator que deve ser observado na aná­  L x , L y e L t  são iguais. As barras em que os com­ 
lise da flambagem por distorção é o limite de  primentos de flambagem mencionados são di­ 
validade das expressões normatizadas, ou seja,  ferentes, por exemplo, barras com travamentos 
0,4  < b f  / b w  < 2,0.  Essa  limitação  se  deve  à  intermediários,  devem  ser  verificados  à 
calibaração da equação 5.4 para o cálculo de  distorção pela equação 5.1 

k f . Para perfis fora dessa faixa é necessário  Exemplo 08: (exemplo de utilização da tabela 


empregar métodos mais precisos.  5.1) 
Qual  deve  ser  o  comprimento  mínimo  do 
A tabela 5.1 indica as dimensões mínimas  enrijecedor do perfil Ue 200x100xDx3 mm de 
que deve ter o enrijecedor de borda (em rela­  uma barra submetida à compressão centrada 
ção a dimensão da  alma, D/b w ) de perfis Ue de  para  não  ser  necessário  a  verificação  da 
forma  a  dispensar  maiores  verificações    à  flambagem por distorção? 
flambagem por distorção. Essa tabela, retirada 
do anexo D da NBR 14762, foi construída com  b f  100  b w  200 
base nas tensões críticas de flambagem, em  b w  = 200  = 0, 5  t  = 3  = 67 
regime elástico, pelo método das faixas finitas. 
Para cada modo de flambagem, global, local ou  Da tabela 5.1, por interpolação linear, tem­se: 
distorcional, há uma tensão crítica diferente (veja 
a figura 7.2).  b w  / t 

As  dimensões  recomendadas  pelas  b f  / b w  100  67  50 


tabela 5.1 garantem que o modo distorcional não 
0,4  0,04  0,0664  0,08 
será o modo crítico de flambagem . 
0,5  0,0929 

0,6  0,06  0,1194  0,15 

D  = 0, 0929  è D= 0,0929 . 200= 18,58 m m 


b w 
48 
Para uma barra onde os comprimentos de  Tabela 5.2 – Valores mínimos da relação 
flambagem são iguais, L x =L y =L t , o menor valor  D/b w  de  seções  do  tipo  U  enrijecido  e  Z 
de enrijecedor de borda para dispensar a verifi­  enrijecidos submetida à flexão para dispensar 
cação da flambagem por distorção é D= 19mm.  a verificação da flambagem por distorção. 

5.2 Seções do tipo U enrijecido e Z 
enrijecido submetidas à flexão em 
relação ao eixo perpendicular à alma 

A tensão crítica de flambagem elástica por 
distorção σ dist  para seções do tipo U enrijecido 
e do tipo Z enrijecido submetidas à flexão em 
relação ao eixo perpendicular à alma pode ser 
determinada conforme a equação 5.1 substitu­ 
indo­se apenas as equações de L d  (eq. 5.3) e 
kf (eq.  5.4)  pelas  equações  5.6  e  5.7 
Exemplos  para  o  cálculo  da  tensão  de 
respectivamente. 
distorção no perfil: 
L d  = 4,8(0,5I x  b f  2 b w  /t 3 ) 0,25  (eq. 5.6) 
Exemplo  09  ­    Cálculo  da  tensão  crítica  de 
flambagem elástica à distorção do perfil padro­ 
4  2 
Et 3  é 1 , 11 s dist  æ b w  L d  öù
k f  = ê1 - ç ÷ú nizado Ue 250x100x25x2.65 mm submetido ao 
2 , 73 ( b w  + 0 , 06 L d ) ëê Et  çè 12 , 56 L d  + 2 , 192 b w  + 13 , 39 L d 2 b w 2  ÷ø ûú
2  4  4 
esforço normal de compressão: 
(eq. 5.7) 
1 ­ Cálculo de σ dist  [NBR 14762­Anexo D] 
NBR 14762 ­ Anexo D3: Seções Ue submeti­ 
De mesma forma que no caso da compres­ 
dos a compressão uniforme 
são uniforme, σ dist  deve ser calculada, em pri­ 
t=0,265 cm  b w =25 cm  b f =10 cm 
meira aproximação utilizando­se a equação 5.1, 
D=2,5 cm  E=20500 kN/cm 2 
mas substituindo a equação de 5.2 pela equa­ 
ção 5.5. 
Propriedades  geométricas  da  mesa  e 
Se o valor de  k f .  resultar negativo,  k f .  enrijecedor (ver item 5.1 e figura 5.4): 
deve ser novamente calculado com  σ dist =0.  A d = 3,05661 cm 2  I x = 1,00392 cm 4 

Se o comprimento livre à flambagem por  I y = 28,20113 cm 
distorção (L dist ­ distância entre seções com res­  I xy = 2,83349 cm 4  I t = 0,07145 cm 4 

trição total à distorção da mesa comprimida) for  C w = 0,00079 cm 
inferior a L d  teórico, calculado conforme equa­  h x = ­5,556 cm  h y = ­0,2454 cm 
ção 5.6, então L d  pode ser substituído pelo com­  x 0 = 3,73896 cm  y 0 =­0,24098 cm 
primento livre à flambagem por distorção. 
A tabela 5.2 indica as dimensões mínimas  Equação da tensão crítica de flambagem 
que deve ter o enrijecedor de borda (em rela­  elástica por distorção é dada por (eq. 5.1):
ção a dimensão da  alma, D/b w ) de perfis Ue e 
Ze de forma a dispensar maiores verificações  sdist = (0,5E/A d){a1 + a2 – [(a1 + a2 )2 ­ 4a3]0,5 }
à flambagem por distorção . Essa tabela foi re­ 
tirada do anexo D da NBR 14762. 

49 
Flambagem por distorção da seção transversal

b4 = b2 = Ixbf2 = 1,004 . 102 a2=0,033289


b4=100,392 a 3 = h(a 1 I y ­ hb 3 2 /b 1 ) = 0,001166
b2=100,392  (0,0035776 . 28,20113 ­ 0,001166
(28,3349)2/ (40,4193))
a3=0,00009066
Para o primeiro cálculo de s di st
(considerando kf = 0 ):
sdist = (0,5 . 20500 / 3,0566).{0,00358+
0,03329– [(0,00358+0,03329) 2 – 4,0 .
0,0000907]0,5}
sdist,1ªaprox=17,70 kN/cm2 
comprimento teórico da semi­onda na configu­  então o coeficiente à rotação da mola para a 
ração deformada:  tensão calculada será: 

3 0,25 Et 3  é 1 , 11 s æ b  2 L  ö 2 ù


Ld = 4,8(b4 bw /t ) k f  = ê1 - dist  ç w  d  ÷
ú
5 , 46 ( b w  + 0 , 06 L d ) ê Et  è b w  + L d 2  ÷ø ú
2  ç 2 

Ld = 4,8(100,392 . 25 /0,2653)0,25 ë û
Ld=91,985 cm 20500. ( 0, 265 )

é 2 
1,11´17, 70 æ 252  ´ 91, 985  ö ù
kf = ê1­  ç ÷ ú
h = (p/Ld)2= (p/91,985)2 5, 46 ( 25 + 0, 06. ( 91,985 ) ) ê 20500 ´ 0, 2652 è 252 + 91,985 2  ø ú
ë û

h=0,0011664511
kf =1,0336
2
b1 = h + (Ix + Iy)/Ad
x a1 = (h/b1)(b2 + 0,039It Ld 2) + kf /(b1hE)
b1 = (­5,556)2 + (1,004 + 28,201)/3,057
a1 = 0,0035776 + 1,0336 / (40,419 .
b1=40,4193
0,001167 . 20500 )
b3 = Ixybf = 2,83349 . 10
a1=0,0046470723
b3= 28,3349
a3 = h(a1Iy ­ hb32/b1) = 0,00117 (0,004647
sdist deve ser calculada em primeira
. 28,201 ­ 0,00117 (28,335)2/ (40,419))
aproximação com,
a3=0,0001258402 
a1 = (h/b1)(b2 + 0,039It Ld2)
a1 = (0,001166 / 40,419)(100,392 + 0,039 finalmente o valor da tensão crítica, σ dist :
. 0,07145.(91,985)2
sdist = (0,5E/Ad){a1 + a2 – [(a1 + a2)2 ­ 4a3]0,5}
a1,1ªaprox= 0,0035776
æ 0,5 ´ 20500 ö
{ } 
0,5 

é ù
a2 = h(Iy ­ 2 yob3/b1) = 0,001166 (28,201 – s dist  = ç ÷ ´ 0,00465+ 0,03329­  ë( 0,00465 + 0,03329 ) ­ 4 ´ 0,0001258 û
è 3,057 ø

2(­0,24098).28,33349 / 40,4193)

50 
σ dist= 24,63 kN/cm2  b1=15,22775
b3 = Ixybf = 0,757 . 6
Exemplo 10 ­ Cálculo da tensão crítica de  b3= 4,54386 
flambagem  elástica  à  distorção  do  perfil  Ue 
150x60x20x2  mm  submetido  ao  esforço  de 
momento fletor no plano perpendicular a alma:  σ dist  deve ser calculada em primeira aproxima­ 
Ue: b w =15 cm  b f =6 cm  D=2 cm  t=0,2 cm  ção com, 
E= 20500 kN/cm2 
σ 1  = (h/b 1 )(b 2  + 0,039I t  L d 2 )
1 ­ Cálculo de σ dist  [NBR 14762­Anexo D] 
NBR 14762 ­ Anexo D4: Seções Ue e Ze sub­  a 1  = (0,0038324789/15,22775)( 13,32612+ 0,039 . 
metidos a flexão em relação ao eixo perpendi­  0,01936.( 50,7469) 2
cular à alma 
a1,1ªaprox = 0,0038432481
Propriedades  geométricas  da  mesa  e  enri­ 
jecedor: 
A d = 1,454 cm 2  I x = 0,370 cm 4  I y = 4,7879 cm 4  a2  = h(I y  ­ 2 y o b 3 /b 1 ) = 0,0038324789 (4,7879 – 
I xy = 0,757 cm 4  I t = 0,01936 cm 4  C w =  0,00014  2(­0,24568). 4,54386  / 15,227749)
cm 6 
h x = =­3,4177 cm  h y = ­0,2504 cm  x 0 = 2,05286 
a2 = 0,018911515
cm 
y 0 = ­0,24568 cm 
a 3  =  h(a 1 I y  ­  hb 3 2 /b 1 )  =  0,003832479 
Equação da tensão crítica de flambagem  (0,003843248 . 4,7879 ­ 0,0038325 (4,5439) 2 / 
elástica por distorção é dada por (eq. 5.1): (15,228))
sdist = (0,5E/A d ){a1 + a2 – [(a1 + a2 )2 ­ 4a3]0,5 }
a3 = 0,0000506074 
b4 = b2 = Ixbf2 = 0,370 . 62
b4=13,32612 Para o primeiro cálculo de σ dist  (considerando 
kf = 0 ): 
b2=13,32612
comprimento teórico da semi­onda σ dist  =  (0,5  .  20500/  1,454).{  0,003843+0,01891– 
[(0,003843+0,01891) 2 –4,0 . 0,00005061 ] 0,5 }
na configuração deformada:
Ld = 4,8(0,5Ix bf 2 bw /t3)0,25 a dist,1ªaprox = 35,22  kN/cm 2 
Ld = 4,8(0,5 . 0,370 . 6 2 15 / 0,23)0,25 coeficiente de mola à rotação: 
Et 3  é 1 , 11 s æ b  2 L  ö 2 ù
Ld=50,7469 cm k f  = ê1 - dist  ç w  d  ÷
ú
5 , 46 ( b w  + 0 , 06 L d ) ê Et 2  çè b w 2  + L d 2  ÷ø ú
h = (p/Ld)2= (p/50,7469)2 ë û
h= 0,0038324789 3 
20500. ( 0, 2 ) é 1,11´ 35, 218 æ 152  ´ 50, 749  ö 2 ù
kf = ê1­  ç ÷ ú
b1 = hx2 + (Ix + Iy)/Ad 5, 46 (15 + 0, 06. ( 50, 749 ) ) ê 20500 ´ 0, 22 è 152 + 50, 749 2  ø ú
ë û
b1 = (­3,4177)2 + (0,370 + 4,7879) / 1,454
k φ =3,10215 > 0 (ok!) 

51 
Flambagem por distorção da seção transversal

a1 = (h/b1)(b2 + 0,039It Ld 2) + kf /(b1hE)


a1 = 0,0038432481+ 3,10215 /
(15,2277496434. 0,0038324789.20500)
a1= 0,0064361959
a3 = h(a1Iy ­ hb32/b1) = 0,0038432
(0,00384325 . 4,7879 ­ 0,003843
(4,54386)2/ (15,22775))
a3= 0,0000981869 

sdist = (0,5E/Ad){a1 + a2 – [(a1 + a2)2 ­ 4a3]0,5}

æ 0,5 ´ 20500 ö
s dist  = ç
è 1,454 ø
÷ {
´ 0,006436+ 0,01891­  é( 0,006436+ 0,01891) 2  ­ 4 ´ 0,000098187 ù
ë û } 
0,5 

σ dist = 67,27 kN/cm 2

52 
53
Capítulo 6 
Dimensionamento à tração

55 
Dimensionamento à tração  

Antes de adotar os valores das dimensões  to do aço. A segunda verificação, denominada 
dos perfis a serem utilizadas no projeto é ne­  de verificação da capacidade última da seção 
cessário estar atento aos limites geométricos  efetiva, é feita na região das ligações, onde exis­ 
imposto pela norma em especial as relações  te a interferência dos furos para passagem dos 
largura/espessuras máximas que consta no item  parafusos, que reduzem a área tracionada em 
7.1 da NBR 14762:2001.  determinadas seções. A excentricidade da en­ 
É apresentada na tabela 6.1 alguns dos  trada  de carga  de  tração  no perfil  também  é 
limites impostos pela norma quanto aos valores  considerada no dimensionamento. Na região da 
máximos da relação largura­espessura:  ligação, onde o esforço normal é transmitido de 
um elemento para outro, as tensões não são, no 
Tabela 6.1 ­ Valores máximos da relação  caso geral, uniformes na seção. Sendo neces­ 
largura­espessura para elementos comprimidos  sário introduzir um coeficiente na expressão do 
esforço resistente que represente este efeito, C t . 
O valor do coeficiente C t é obtido empiricamente 
e a NBR 14762:2001 apresenta tabelas para 
sua obtenção. A verificação da capacidade últi­ 
ma da seção efetiva é feita com a tensão última 
de ruptura a tração do aço, f u , pois permite­se 
plastificação na seção para a distribuição das 
tensões. 
As peças tracionadas não devem ter 
índice de esbeltez superior a 300: 

kL 
l= £ 300 
r
r – raio de giração 
L – comprimento da barra 
k – coeficiente para comprimento de flambagem 

A força normal de tração resistente de cál­ 
culo N t,Rd  deve ser tomada como o menor valor 
entre as equações 6.1 e 6.2: 

N t,Rd  = Af y  / g com g = 1,1  (eq. 6.1) 

N t,Rd  = C t A n f u / g com g = 1,35      (eq. 6.2) 

A ­ área bruta da seção transversal da barra; 
A n  ­ área líquida da seção transversal da barra. 
No dimensionamento a tração dos perfis 
An = 0,9 ( A- n f d f t + Sts 2  / 4 g )  (eq. 6.3)
metálicos são necessários fazer dois tipos de 
verificações: a primeira, denominada verifica­ 
Para ligações soldadas, considerar An = 
ção  ao  escoamento  da  seção  bruta , 
A.  Nos  casos  em que  houver  apenas  soldas 
corresponde verificar se, ao longo da barra, as 
transversais (soldas de topo), A n  deve ser con­ 
tensões são menores que o limite de escoamen­ 

56 
siderada  igual  à  área  bruta  da(s)  parte(s)  d ­ diâmetro nominal do parafuso; 
conectada(s) apenas. 
Em  casos  de  espaçamentos  diferentes, 
d f  ­ dimensão do furo,  tomar sempre o maior valor de g  para cálculo de 
n f ­ quantidade de furos contidos na linha de rup­  C t ; 
tura analisada, figura 6.1;  Nos casos em que o espaçamento entre 
s ­ é o espaçamento dos furos na direção da  furos g for inferior à soma das distâncias entre 
solicitação, figura 6.1;  os centros dos furos de extremidade às respec­ 
g ­ espaçamento dos furos na direção perpen­  tivas bordas, na direção perpendicular à solici­ 
dicular à solicitação, figura 6.1;  tação (e 1  + e 2 ), C t  deve ser calculado substituin­ 
t ­ espessura da parte conectada analisada  do g por  e 1  + e 2. 
 
C t  ­ coeficiente de redução de área líquida con­ 
forme item 7.6.1 da NBR 14762:2001 mostra­  Havendo um único parafuso na seção ana­ 
dos nas tabelas 6.2 a 6.4.  lisada, C t deve ser calculado tomando­se g como 
a própria largura bruta da chapa. 
Nos casos de furos com disposição em zig­ 
zag, com g inferior a 3d,  C t  deve ser calculado 
tomando­se g  igual ao maior valor entre 3d e a 
soma  e 1  + e 2. 
 

Tabela 6.3 ­ Chapas com ligações soldadas 

Figura  6.1  – Linha  de  ruptura 

Tabela 6.2 ­ Chapas com ligações parafusadas 

Figura  6.2  –  Ligações  parafusadas 

Figura  6.3  –  Ligações  soldadas

57 
Dimensionamento à tração  

Tabela 6.5 – Perfis com ligações parafusadas  Nt,Rd = Afy / g


A= 3,468 cm2
fy = 25,0 kN/cm2
dois ou mais  g = 1,1
parafusos  Nt,Rd = 3,468 . 25,0 / 1,1 = 78,83 kN 

dois ou mais 
parafusos 2) Verificação da ruptura da seção efetiva: 
2  Nt,Rd = CtAnfu / g

b ­ largura da chapa;  g = 1,35
L ­ comprimento da ligação parafusada (figura 
6.2) ou o comprimento da solda (figura 6.3);  An = 0,9 ( A - n f d f t + Sts 2  / 4 g ) 
x ­ excentricidade da ligação, tomada como a  nf = 2
distância entre o plano da ligação e o centróide  df = 1,25+0,15 cm
da seção transversal do perfil (figuras 6.2 e 6.3).  s = 3 cm
g = 4 cm 

Exemplos de tirantes:  æ 0, 2.3 2  ö
A n  = 0,9 ç 3, 468 - 2.(1, 25 + 0,15).0, 2 + ÷ =2,72 cm2 
è 4.4 ø 
Exemplo 11 ­ Cálculo da capacidade resisten­  C t  – tabela 6.2 – perfis com ligações parafusa­ 
te à tração de um tirante de 3,5 m de compri­  das: 
mento em perfil padronizado L 100x40x2 mm, 
com a ligação feita por meio de 4 parafusos com  Perfis U com dois ou mais parafusos na dire­ 
diâmetro de 12,5 mm na alma conforme dispos­  ção da solicitação 
tos na figura abaixo: Adotar aço f y = 25 kN/cm 2 e  C t  = 1 – 0,36(x/L) < 0,9  (porém, não inferior a 
f u = 40 kN/cm 2  0,5) 
L = 3+3+3 = 9 cm  x = 0,98 cm (coordenada 
1) Verificação ao escoamento da seção bruta:  do centro geométrico) 
Ct = 1 – 0,36 (0,98 / 9) = 0,96 

N t,Rd  = 0,96 . 2,72 . 40 / 1,35 = 77,36 kN 

N t,Rd  é o menor valor calculado: 
N t,Rd  = 77,36 kN 

Verificação da esbeltez da barra: 
r min  = r y  = 1,23 

kL  1 × 350 
l= £ 300  à  l = £ 300  à  l = 285 £ 300 ­ ok! 
r 1, 23

58 
Exemplo 12 ­ Cálculo da capacidade resisten­  C t = 1 – 1,2(x/L) < 0,9  (porém, não inferior a 0,4) 
te à tração de um tirante de 5,0 m de compri­ 
mento em perfil padronizado L 100x4,75 mm,  L = 4 cm  x = 2,48 cm (coordenada do centro 
com a ligação feita com 2 parafusos com diâ­  geométrico) 
metro de 16 mm conforme dispostos na figura 
abaixo: Adotar aço f y = 25 kN/cm 2  e f u = 40 kN/  C t  = 1 – 1,2 (2,48 / 4) = 0,25 à C t  = 0,4 
cm 2 
(r min  = 1,95 cm)  N t,Rd  = 0,4 . 7,47 . 40 / 1,35 = 88,53 kN 

1) Verificação ao escoamento da seção bruta:  N t,Rd  é o menor valor calculado: 


N t,Rd  = 88,53 kN 

Verificação da esbeltez da barra: 
r min  = 1,95 

kL  1 × 500 
l= £ 300  à  l = £ 300  à  l = 256 £ 300 ­ ok!
r 1,95

N t,Rd  = Af y  / g
A= 9,129cm 2 
f y  = 25,0 kN/cm 2
g = 1,1 

N t,Rd  = 9,129 .  25,0 / 1,1 


N t,Rd  = 207,47 kN 

2) Verificação da ruptura da seção efetiva: 
N t,Rd  = C t A n f u / g
g = 1,35
An = 0,9 ( A - n f d f t + Sts 2  / 4 g ) 
n f  = 1 
d f  = 1,6+0,15 cm 
s = 0;  neste caso a linha de ruptura abrange 
apenas um furo (figura 6.1 linha de ruptura 2)
A n  = 0,9 ( 9,129 - 1.(1, 6 + 0,15).0, 475 + 0 ) =  7,47 
cm 2 

C t  – tabela 6.2 – perfis com ligações parafusa­ 
das: 

Perfis L com dois ou mais parafusos na direção 
da solicitação 

59 
Capítulo 7 
Dimensionamento à 
compressão

61 
Dimensionamento à compressão  

Barras  comprimidas  estão  sujeitas  à 


flambagem por flexão (ou flambagem de Euler), 
à flambagem por torção ou à flambagem por 
flexo­torção. Essas denominações devem­se às 
formas da deformação pós­critíca, como se pode 
ver na figura 7.1 

Figura  7.2­  Perfil  que  ocorre  a  flambagem  distorcional 

Figura  7.3­  Perfil  que  não  ocorre  a  flambagem  distorcional 

Para uma faixa de esbeltez intermediária 
a) flambagem por torção             b) flambagem por flexo­torção 
Figura  7.1  da barra, não excessivamente esbelta ou curta, 
pode ocorrer um fenômeno que é desacoplado 
da flambagem local e global: a flambagem por 
O aumento da esbeltez da barra diminui  distorção. A ocorrência desse fenômeno depen­ 
sua  capacidade  para  resistir  aos  esforços  de da geometria da seção transversal e do com­ 
solicitantes. Isso significa que a máxima tensão  primento longitudinal da barra comprimida ou 
que poderá atuar num elemento de chapa será  fletida  (L x ,  L y  e  L t ).  Existem  perfis  em  que  a 
a tensão crítica de flambagem global e não mais  flambagem por distorção não ocorre. Isso acon­ 
a tensão de escoamento do aço,  s máx =  s crít . As 
As  tece  quando  o  comprimento  crítico  para  a 
flambagem distorcional (L dist crítico) é elevado o 
larguras efetivas dos elementos da seção são, 
suficiente para ocasionar flambagem global an­ 
portanto, calculadas para esse valor de tensão. 
tes de atingir esse comprimento, (figura 7.3). 
Em peças excessivamente esbeltas a ten­ 
As figuras 7.2 e 7.3 mostram exem­ 
são crítica de flambagem global é muito peque­ 
plos de curvas da capacidade resistente e com­ 
na, menor que da flambagem local (figura 7.1a), 
primento de barras submetidas à compressão 
não havendo redução das larguras efetivas, a 
centrada. Os modos de flambagens que ocor­ 
seção efetiva é a própria seção bruta. Nesses 
rem para cada comprimento da barra são iden­ 
casos é a flambagem global que determina a 
tificados. O perfil representado na figura 7.2 terá 
capacidade resistente do perfil. 
ocorrência de flambagem por distorção quando 
Em  peças  curtas  as  cargas  críticas  da 
seu comprimento estiver dentro de uma peque­ 
flambagem global são altíssimas e a capacida­ 
na faixa próximo ao comprimento de distorção 
de resistente do perfil é determinada pela resis­ 
crítico, L d . Os valores apresentados nas tabelas 
tência do material (o aço) somado aos efeitos 
das relações mínimas b w /D para se dispensar a 
da flambagem local. 
verificação da flambagem por distorção, foram 
extraídas de análises desse tipo, utilizando um

62 
programa  de  faixas  finitas  para  encontrar  os 
esforços críticos e identificar os casos onde N dist 
< N 0 , conforme a figura 7.3.  A ef  f y 
6­ Cálculo de λ 0  =  (2º cálculo de λ 0). 
Cálculo da capacidade resistente de bar­  N e   

ras submetidas à compressão centrada confor­ 
me a norma brasileira NBR 14762:2001:  7­ Cálculo de ρ usando o segundo valor de λ 0 (2º 
A força normal de compressão resistente  cálculo de ρ). 
de cálculo N c,Rd  deve ser tomada como o menor 
valor calculado entre:  r f y A ef 
8­Cálculo da força resistente  Nc , Rd  = (eq. 
1 – Força normal resistente de cálculo pela  g
flambagem da barra por flexão, por torção ou  7.3) 
por flexo­torção. 
2 ­ Força normal resistente de cálculo pela  A força normal de compressão resistente 
flambagem por distorção da seção transversal.  de cálculo N c,Rd  deve ser calculada por: 
A primeira verificação engloba a interação 
dos modos de flambagem global e local do per­  N c,Rd  = r A ef  f y  / g ,com g = 1,1  (eq. 7.1) 
fil. A flambagem por distorção ocorre de modo 
independente das demais e de forma súbita,  ρ ­  fator de redução associado  à flambagem 
sendo sua verificação realizada em separado  calculado pela equação 7.2 ou por meio das tabelas 
na segunda verificação.  7.2 a 7.4. 

7.1 – Força normal resistente de  1 
r= 0 , 5 
£ 1, 0  (eq. 7.2)
(eq. 7.4)
cálculo pela flambagem da barra por  b + (b - l2 2 
0  ) 
flexão, por torção ou por flexo­torção. 
b = 0, 5 éë1 + a ( l0 - 0, 2 ) + l0 2 ùû 

Processo de cálculo ­ NBR 14762:2001: 
a é o fator de imperfeição inicial. Nos ca­ 
1­  Cálculo  das  propriedades  geométricas  da  sos de flambagem por flexão, os valores de a
seção bruta (A, I x , I y , C w , r x , r y )  variam de acordo com o tipo de seção e o eixo 
da seção em torno do qual a barra sofrerá flexão 
2­ Cálculo da força normal de compressão elás­  na ocorrência da flambagem global. Os valores 
tica, N e  (sempre considerando a seção bruta) 
de a são obtidos, conforme tabela 7.1 (Tabela 7 
A bruta  f y  da NBR 14762), sendo: 
3­Cálculo de λ 0 =  aproximado – (equa­  curva a:a = 0,21 
N e 
ção 7.3)  curva b:a = 0,34 
curva c: a = 0,49 
4­ Cálculo de ρ usando λ 0  aproximado – (equa­ 
ção 7.2)  ­ Nos casos de flambagem por torção ou 
por flexo­torção, deve­se tomar a curva b. 
5­ Cálculo de A ef  com σ = ρ*f y ­ l0  é o índice de esbeltez reduzido para 
barras comprimidas, dado por: 
Aef f y 
l0  = (eq. 7.3)
(eq. 7.5) 
N e 
63 
Dimensionamento à compressão 

A ef  é a área efetiva da seção transversal  r x ; r y ­ raios de giração da seção bruta em 


da barra, calculada com base nas larguras efe­  relação aos eixos principais de inércia x e y, 
tivas dos elementos, adotando s = rf y. Para o 
 
respectivamente; 
primeiro cálculo de r pode ser adotado de for­  x 0  ; y 0  ­ coordenadas do centro de torção 
ma aproximada, A ef = A para o cálculo de l0.    na direção dos eixos principais x e y, respecti­ 
vamente, em relação ao centróide da seção. 
N e  é a força normal de flambagem elásti­ 
ca da barra, calculado conforme item 7.7.2 da  7.1.2  ­  Cálculo  de  Ne  em  perfis 
NBR 14762, conforme mostra­se a seguir:  monossimétricos 

7.1.1 ­ Cálculo de Ne em perfis com dupla  A força normal de flambagem elástica N e 
simetria ou simétricos em relação a um ponto  de um perfil com seção monossimétrica, cujo 
eixo x é o eixo de simetria, é o menor valor en­ 
A força normal de flambagem elástica  N e  tre: 
é o menor valor entre: 
p 2 EI y 
Ney  = (eq. 7.10)
(eq. 7.8) 
p 2 EI x  ( K y L y ) 2 
Nex  = (eq. 7.4) 
(eq. 7.6) 
( K x L x ) 2  é
N ex  + N et  4 N ex N et [ 1 - ( x 0  / r 0 ) 2 ] ù
2  N ext  =  ê1 - 1 - ú (eq. 7.11)
p EI y   1 - ( x 0  / r 0 ) 2 ] êë
2[  ( N ex  + N et ) 2  ú
Ney  = (eq.(eq. 7.5) 
7.7) û
( K y L y ) 2  (eq. 7.9)

1 é p 2 EC w  ù
Caso o eixo y seja o eixo de simetria, bas­ 
N et  =  ê + GI t ú (eq. 7.6) 
(eq. 7.8) 
r 0 2 ëê ( K t L t ) 2  ûú ta substituir  y por x  e  x 0  por y 0 

C w  ­ constante de empenamento da seção;  7.1.3  ­  Cálculo  de  Ne  em  perfis 


E ­ módulo de elasticidade;  assimétricos 
G ­ módulo de elasticidade transversal; 
I t  ­ momento de inércia à torção uniforme;  A força normal de flambagem elástica  N e 
K x L x  ­ comprimento efetivo de flambagem por  de um perfil com seção assimétrica é dada pela 
flexão em relação ao eixo x;  menor das raízes da seguinte equação cúbica: 
K y L y  ­ comprimento efetivo de flambagem por 
flexão em relação ao eixo y;  r 0 2 (N e  ­ N ex )(N e  ­ N ey )(N e  ­ N et ) ­ N e 2 (N e  ­ N ey )x 0 2  ­ 
K t L t  ­  comprimento efetivo de  flambagem por  N e 2 (N e  ­ N ex )y 0 2  = 0 
torção. Quando não houver garantia de impedi­  (eq.7.10) 
mento ao empenamento, deve­se tomar K t  igual 
a 1,0.  N ex ; N ey ; N et ; x 0 ; y 0 ; r 0  conforme definidos pelas 
r 0  é o raio de giração polar da seção bruta em  equações 7.4 a 7.6. 
relação ao centro de torção, dado por: 

r 0  = [r x 2  + r y 2  + x 0 2 + y 0 2 ] 0,5  (eq. 7.7) 

64 
.11)

65 
Dimensionamento à compressão

66 
Exemplos de cálculo de pilares submeti­  p 2 EI x  p 2 20500 × 61, 491 
do à compressão:  N ex  = = 
( K x L x ) 2  (150 ) 2 

Exemplo 13 ­ Cálculo da capacidade resisten­ 
N ex = 552,95 kN 
te a esforços de compressão do montante de 
uma treliça de seção do tipo U 100x50x2,0 mm 
p 2 EI y  p 2 20500 × 9, 726 
e comprimento de 1,5m. Sem travamentos in­  N ey  = = 
termediários, apenas as ligações nas extremi­  ( K y L y ) 2  (150 ) 2 
dades (k x =k y =k t =1,0): 
N ey = 87,46 kN 
f y = 25 kN/cm 2  E= 20500 kN/cm 2 
G= 7884,615 kN/cm 2  2 
1 é p EC w  ù 1 é p 2 20500 ×159, 068  ù
N et  =  ê + GI t ú =  2 ê
+ 7884, 61× 0, 052 ú
2  2  (150 )2 
r 0  êë ( K t L t )  úû 5, 298 ë û
Barras  submetidas  à  compressão  centrada 
[NBR 14762­7.7] 
N et = 65,43 kN 
1 ­ Flambagem da barra por flexão, por torção 
ou por flexo­torção [NBR 14762­7.7.2] 
Perfil  monosimétrico:  em  relação  ao  eixo  X 
[NBR14762 ­ 7.7.2.2] 
1.1 ­ Cálculo Ne 
L x = 150 cm  L y = 150 cm  L t = 150 cm  é 2  ù
N ex  + N et  ê1 - 1 - 4 N ex N et [ 1 - ( x 0  / r 0 )  ] ú
r 0 = 5,298 cm  x 0 = ­3,108 cm  N ext  = 
I x =61,491 cm 4  I y =9,726 cm 4  I t =0,052 cm 4   1 - ( x 0  / r 0 ) 2 ] êë
2[  ( N ex  + N et ) 2  ú
û
C w =159,068 cm 6  A=3,87cm 2 

67 
Dimensionamento à compressão  

é
­ Tabela 4.3 caso a: k= 0,43  (NBR14762 ­ Tab05) 
552 , 95 + 65, 43 4 × 552 , 95 × 65, 43[1 - ( -3, 108 / 5, 298 ) 2 ] ù
N ext  = ê1 - 1 - ú
2
2[1 - ( -3,108 / 5, 298) ] ê
ë
(552, 95 + 65, 43 ) 2  úû λ p (b=4,6 t=0,2 k=0,43 =11,39 ): 

N ext = 62,67 kN  λ p =0,870  [λ p  > 0,673] 


N e  é o menor valor entre N ey e N ext :  b ef = 3,949 cm 
N e = 62,67 kN 
modo de flambagem global: flexo­torção  Largura efetiva da alma 
Elemento AA 
­ Nos casos de flambagem por torção ou por  b= 9,2 cm 
flexo­torção, deve­se tomar a curva b – a = 0, 34 .  σ 1 = ­11,39 kN/cm2 
σ 2 = ­11,39 kN/cm2 
ψ = 1 
Cálculo do λ 0 aproximado (calculado com a área 
efetiva igual a área da seção bruta): 
­ Tabela 4.2 caso a:   k= 4   (NBR14762 ­ Tab04) 
A ef = A b  = 3,87cm 2 
λ p (b=9,2 t=0,2 k=4 σ=11,39 ): 
Aef f y  3, 87 × 25  λ p =0,571  [λ p  < 0,673] 
l0  = = 
N e  62, 67  b ef = 9,2 cm 
b ef  = b 
λ0= 1,242
b = 0, 5 éë1 + 0, 34 (1, 242 - 0, 2 ) + 1, 242 2 ùû Portanto, 
A ef = 3,61 cm 2 
β = 1,448  Cálculo de λ 0  final 

r= 0 , 5 
£ 1, 0  Aef f y  3, 61 × 25 
b + ( b 2 - l0 2  )  l0  = = 
N e  62, 67 

1  λ0= 1,20
r= 0 , 5 
£ 1, 0 
(
1, 448 + 1, 448 2 - 1, 242 2  )  b = 0, 5 éë1 + 0, 34 (1, 2 - 0, 2 ) + 1, 2 2 ùû

β = 1,39
ρ = 0,456 (aproximado, calculado com A ef = A)  1 
r= 0 , 5 
£ 1, 0 
b + ( b 2 - l0 2  ) 
σ = ρ .f y = 11,39 kN/cm 2  (com ρ aproximado)  1 
r= 0 , 5 
£ 1, 0 
Cálculo da área efetiva com a tensão = 11,39  (
1, 39 + 1, 39 2 - 1, 2 2  ) 
kN/cm 2 :  ρ = 0,478

Largura efetiva das mesas  γ = 1,1 
Elemento AL  r f y A ef 
b= 4,4 cm  Nc, Rd  = 
σ 1 = ­11,39 kN/cm2  g
σ 2 = ­11,39 kN/cm2  0, 478 × 25 × 3, 61 
ψ = 1  N c , Rd  = 
1,1
Nc,rd= 39,22 kN
68 
Exemplo14 ­ Cálculo da capacidade resisten­ 
1684, 94 + 841, 83 é 4 ×1684, 94 × 841, 83[1 - ( -7, 85 / 11, 86 ) 2 ] ù
te  de flambagem  por flexão  de  um pilar  com  N ext  = 2
ê1 - 1 -
2[1 - ( -7, 85 / 11, 86) ] êë (1684, 94 + 841, 83 ) 2 
ú
úû 
seção do tipo Ue 200x100x25x2,65 mm e com­ 
primento de 3,0m com um travamento no meio  N ext = 657,444 kN 
do vão na direção de menor inércia (k x = 1,0 k y = 
k t =0,5):  Para perfis monossimétricos N e  é o menor valor 
entre N ey  e N ext : 
f y = 25 kN/cm 2  E= 20500 kN/cm 2  N e = 657,44 kN 
G= 7884,615 kN/cm 2  modo de flambagem global: flexo­torção 

1 ­ Flambagem da barra por flexão, por torção  ­ Nos casos de flambagem por torção ou por 
ou por flexo­torção [NBR 14762­7.7.2]  flexo­torção, deve­se tomar a curva b à a = 0, 34 . 
1.1 ­ Cálculo N e 
L x = 300 cm  L y = 150 cm  Cálculo do λ 0 aproximado (calculado com a área 
L t = 150 cm  efetiva igual a área da seção bruta): 
r 0 = 11,868 cm  x c = ­7,858 cm  A ef = A b  = 11,463 cm 2 
y c = 0 cm 
I x =749,504 cm 4  I y =157,365 cm 4  Aef f y  11, 46 × 25 
l0  = = 
I t =0,268 cm 4  N e  657, 44 
C w =12951,323 cm 6  A=11,463 cm 2 
λ0= 0,66
p 2 EI x  p 2 20500 × 749, 50 
N ex  = =  b = 0, 5 éë1 + 0, 34 ( 0, 66 - 0, 2 ) + 0, 66 2 ùû
( K x L x )  2  ( 300 )2 
β = 0,796
N ex = 1684,942 kN 

r= 0 , 5 
£ 1, 0 
p 2 EI y  2 
p 20500 ×157, 36  b + ( b 2 - l0 2  ) 
N ey  = = 
( K y L y )  2  (150 )2 

r= 0 , 5 
£ 1, 0 
N ey = 1415,074 kN  (
0, 796 + 0, 796 2 - 0, 66 2  ) 

1 é p EC w  ù 1 é p 2 20500 ×12951, 32  ù ρ = 0,806 (aproximado, calculado com A ef = A) 
N et  =  ê + GI t ú =  2 ê
+ 7884 , 61 × 0, 268 ú
2 2  (150 )2 
r 0  êë ( K t L t )  úû 11, 868 ë û
σ= ρ.f y = 20,14 kN/cm 2  (com  ρ aproximado) 
N et = 841,839 kN 
Cálculo da área efetiva com a tensão ó= 20,14 
Perfil  monosimétrico:  em  relação  ao  eixo  X  kN/cm 2 : 
[NBR14762 ­ 7.7.2.2]  ­ Largura efetiva dos enrijecedores de borda: 
Elemento AL 
N ex  + N et  é 4 N ex N et [ 1 - ( x 0  / r 0 ) 2 ] ù b= 1,97 cm 
N ext  =  ê1 
- 1 
- ú
2 [ 1 - ( x 0  / r 0 ) 2 ] ëê ( N ex  + N et ) 2  ûú σ 1= ­20,14 kN/cm2 
σ 2= ­20,14 kN/cm2 

69
Dimensionamento à compressão  

ψ  = 1  à Tabela 4.3 caso a (NBR14762 ­ Tabela05)  k=3,24 


k= 0,43  λ p (b=8,94 t=0,265 k=3,24 σ=20,14 ): 
b  1,97  λ p =0,617    [λ p  < 0,673] 
t  0, 265 
l p  = = b ef =8,94 cm 
kE  0, 43 × 20500 
0,95 0, 95  b ef  = b 
f y  20,14
como I s < I a , então: 
λ p = 0,37   [λ p  >  0,673]  I s 
b ef = 1,97 cm  ds = d £ d ef 
I a  ef
b ef  = b 
d s = 0,677 . 1,97 = 1,33 cm 
­ Largura efetiva das mesas 
d s =1,33 cm 
­ NBR14762. 7.2.2.2 ­ Elemento com enrijecedor 
­ Largura efetiva elemento da alma 
de borda: 
Elemento AA 
σ 1 = ­20,14 kN/cm2 
b= 18,94 cm 
σ 2 = ­20,14 kN/cm2 
σ 1 = ­20,14 kN/cm2 
b=8,94 cmD=2,5 cm  t=0,265 cm 
σ 2 = ­20,14 kN/cm2 
d ef =1,97 cm   d=1,97 cm  σ=20,14 kN/cm 2 
ψ = 1 
I s = 0,1688 cm4 
– Tabela 4.2 – caso a à  k= 4 
b  8,94 
t  0, 265  λ p (b=18,94 t=0,265 k=4 σ=20,14 ): 
l p 0  = = 
E  20500 
0, 623 0, 623 
f y  25 18,94 
0, 265 
l p  =  =1,179 [λp > 0,673] 
λ p0 =1,69  4.20500 
0,95 
25
Como 0,673 < λ p0  < 2,03, então: 
Caso II:
æ 0, 22  ö
3  18,94 ç1 -
I a = 400t 4  ( 0, 49l p 0  - 0,33 )  = ÷
è 1,179 ø = 13,06 cm 
b ef  = 
3  1,179
400 ´ 0, 2654  ( 0, 49 ´1, 69 - 0,33 ) 
I a =0,2492 cm 4 
b ef,1 = 6,53 cm 
æ D ö æ 2,8  ö b ef,2 = 6,53 cm 
k a  = 5, 25 - 5 ç ÷ = 5, 25 - 5 ç ÷ £ 4, 0 
è b  ø è 8,94 ø 
Área da seção efetiva:   A ef = 9,57 cm 2 

Cálculo de λ 0 final 

Aef f y  9, 57 × 25 


l0  = = 
N e  657 , 44 

70 
λ0= 0,603 ldist = (fy/sdist)0,5
b = 0, 5 éë1 + 0, 34 ( 0, 603 - 0, 2 ) + 0, 603 2 ùû
σ dist é a tensão convencional de flambagem 
β = 0,75  elástica por distorção, calculada pela teoria da 
estabilidade elástica ou conforme anexo D da 
1  NBR 14762. 
r= 0 , 5 
£ 1, 0 
b + ( b 2 - l0 2  ) 
Exemplo15 ­ Cálculo da capacidade re­ 
1  sistente de flambagem por distorção de um pi­ 
r= 0 , 5 
£ 1, 0  lar com seção do tipo Ue 200x100x25x2,65 mm 
(
0, 75 + 0, 75 2 - 0, 603 2  )  e comprimento de 3,0m: 
ρ= 0,835
f y = 25 kN/cm 2  E= 20500 kN/cm 2 
γ = 1,1  G= 7884,615 kN/cm 2 
r f y A ef 
Nc, Rd  =  Flambagem por distorção da seção transversal 
g [NBR 14762­7.7.3]: 
0,835 × 25 × 9, 57 
N c , Rd  =  1.1­ Cálculo da tensão crítica de flambagem por 
1,1
distorção, σ dist  (Capítulo 4.2) 
Nc,rd= 181,70 kN
­ NBR 14762 ­ Anexo D3: Seções Ue submeti­ 
dos a compressão uniforme 
7.2 – Força normal resistente de 
t=0,265 cm  b w =20 cm  b f =10 cm  D=2,5 cm 
cálculo pela flambagem por distorção  2 
E=20500 kN/cm 
da seção transversal 
Propriedades  geométricas  da  mesa  e 
Para  as  barras  com  seção  transversal 
enrijecedor: 
aberta sujeitas à flambagem  por distorção, a 
A d =3,05 cm 2  I x =1,003 cm 4  I y =28,201 cm 4 
força normal de compressão resistente de cál­ 
I xy =2,833 cm 4 
culo N c,Rd  deve ser calculada pelas expressões 
I t =0,0714 cm 4  C w =0,000 cm 6  h x =­5,555 cm 
seguintes: 
h y =­0,245 cm  x 0 =3,74 cm  y 0 =­0,2409 cm
Nc,Rd = Afy (1 – 0,25ldist2) / g
para ldist < 1,414

Nc,Rd = Afy {0,055[ldist – 3,6]2 + 0,237}/ g 

para 1,414 £ ldist £ 3,6

onde, g =1,1

A é  área bruta da seção  transversal da 


barra; 
l dist é o índice de esbeltez reduzido referen­ 
te à flambagem por distorção, dado por: 

71 
Dimensionamento à compressão  

Equação da tensão crítica de flambagem  Para o primeiro cálculo de sdist


elástica por distorção é dada por (eq. 4.1): 
(considerando kf = 0 ):
sdist = (0,5E/A d ){a1 + a2 – [(a1 + a2 )2 ­ 4a3 ]0,5 }
sdist = (0,5 . 20500 / 3,0566).{0,003919+
b4 = b2 = Ixbf2 = 1,004 . 102
0,037218– [(0,003919+0,037218)2 –
β4=100,392 β2= β4= 100,392
4,0 . 0,0001103 ]0,5}
comprimento teórico da semi­onda na con­ 
σdist,1ªaprox=19,35 kN/cm 2
figuração deformada: 
Ld = 4,8(b4 bw /t3)0,25 então o coeficiente à rotação da mola para a 
tensão calculada será: 
Ld = 4,8(100,392 . 20 /0,2653)0,25
é 2 ù
Ld=86,99 cm Et 3  ê 1 , 11 s dist  æç b w 2 L d  ö÷ ú
kf = 1 -
5 , 46 ( b w  + 0 , 06 L d ) ê Et 2  çè b w 2  + L d 2  ÷ø úú
h = (p/Ld)2= (p/86,99)2 ëê û
η=0,001304 3  2 
20500. ( 0,265 ) é 1,11´19,35 æ 20 2  ´ 86,99  ö ù
k f = ê1­  ç ÷ ú
b1 = hx2 + (Ix + Iy)/Ad 5, 46 ( 20 + 0, 06.( 86,99 ) ) ê 20500 ´ 0, 2652 è 202 + 86,99 2  ø ú
ë û 
b1 = (­5,556)2 + (1,004 + 28,201)/3,057
kφ =1,98
β1=40,4193
a1 = (h/b1)(b 2 + 0,039It Ld 2) + kf /(b1hE)
b3 = Ixybf = 2,83349 . 10
a1 = 0,001304 / 40,419)(100,392 +
β3= 28,3349
0,039 . 0,07145.(86,99)2+1,98/
λ dist  deve ser calculada em primeira aproximação  (40,4193 . 0,001304 . 20500) = 0,005753
com,  a3 = h(a1Iy ­ hb32/b 1) = 0,001304 (0,005753 .
a1 = (h/b1)(b 2 + 0,039It Ld2) 28,201 ­ 0, 001304 (28,335)2/
a1 = (0,001304 / 40,419)(100,392 + (40,419)) = 0,0001778
0,039 . 0,07145.(86,99)2
finalmente o valor da tensão crítica, σdist:
α1,1ªaprox= 0,003919
sdist = (0,5E/Ad){a1 + a2 – [(a1 + a2)2 ­ 4a3]0,5}
a2 = h(Iy ­ 2 yob3/b1) = 0,001304 (28,201 –
2(­0,2409).28,33349 / 40,4193) æ 0,5 ´ 20500 ö
s dist  = ç
è 3,057 ø
{ é 2 
ù
÷ ´ 0,005753+ 0,03721­  ë( 0,005753 + 0,03721) ­ 4 ´ 0,0001778 û } 
0,5 

α2=0,037218
a3 = h(a1Iy ­ hb32/b 1) = 1.2  – Cálculo da força resistente:

0,001304 (0,003919 . 28,3349 – γ= 1,1

0,001304 (28,3349)2/ (40,4193)) ldist = (fy/sdist)0,5= (25/31,11)0,5


λdist= 0,896
α3=0,0001103

72 
Como λdist < 1.414, então,
Nc,Rd = Afy (1 – 0,25ldist2) / g
A= 11,463 cm2
fy= 25 kN/cm2
Nc,Rd = 11,463 . 25 (1 – 0,25 . 0,8962) / 1,1
Nc,Rd = 208,194 kN

73 
Capítulo 8 
Dimensionamento à 
flexão

75 
Dimensionamento à flexão  

O momento fletor resistente de cálculo  M Rd  sa  forma a  rigidez envolvida  nesse modo  de 


deve ser tomado como o menor valor calculado  flambagem é a rigidez a flexão em torno do eixo 
entre:  y e também a rigidez a torção. 
1 – Momento de cálculo que causa escoamento 
na seção na fibra mais solicitada. 
2 – Momento de cálculo referente à flambagem 
lateral com torção. 
3 – Momento de cálculo referente à flambagem 
por distorção da seção transversal. 

8.1 Início de escoamento da seção 
efetiva 
Figura  8.1  –  Tensões  em  viga  sob  flexão 

MRd = Wef fy / g (g = 1,1)


O momento fletor resistente de cálculo re­ 
W ef  ­ módulo de resistência elástico da  ferente à flambagem lateral com torção, toman­ 
seção efetiva calculado com base nas larguras  do­se um trecho compreendido entre seções 
efetivas dos elementos, com σ calculada para o  contidas lateralmente, deve ser calculado por: 
estado limite último de escoamento da seção,  MRd = [rFLT Wc,ef fy] / g (g = 1,1)
σ = f y. 
Deve­se observar nessa verificação que  W c,ef  ­ módulo de resistência elástico da 
o centro geométrico da seção efetiva não coin­  seção efetiva em relação à fibra comprimida, 
cide com da seção bruta, essa diferença modi­  calculado com base nas larguras efetivas dos 
fica a coordenada da fibra mais solicitada, para  elementos, adotando  σ = ρ FLT .f y ; 
o cálculo de W ef . 
ρ FLT  ­ fator de redução associado à flambagem 
lateral com torção, calculado por: 
8.2 Flambagem lateral com torção 
­ para λ 0  < 0,6:  ρ FLT  = 1,0 
A flambagem lateral com torção ocorre em 
vigas fletidas. Este modo de flambagem é re­  ­ para 0,6 < λ 0  < 1,336:ρ FLT  = 1,11(1 – 0,278λ 0 2 ) 
sultado da instabilidade longitudinal da viga.  É  ­ para λ 0 ³ 1,336: ρ FLT  = 1/λ 0 2 
possível  entender  a  origem  desse  fenômeno 
observando  uma  viga  fletida  e  isolando  λ 0  = (W c f y /M e ) 0,5 
esquematicamente  a  parte  comprimida  da 
tracionada, figura 8.1. A região comprimida ao  W c  ­ módulo de resistência elástico da seção 
longo do comprimento da barra pode ser anali­  bruta em relação à fibra comprimida; 
sada como um “pilar” submetido a esforços de  M e  ­ momento fletor de flambagem lateral com 
compressão e com apoios elásticos ao longo  torção, em regime elástico. As equações para 
de um de seus lados (que é formado pela re­  o  cálculo  de  M e  para  os  casos  mais  comuns 
gião tracionada). Este pilar também está sujei­  encontram­se  no  item  8.8.1.2  da  norma, 
to flambagem a flexão de Euler, porém sua dire­  conforme a seguir: 
ção de menor inércia, nesse caso é a do eixo y.  As  expressões  apresentadas  para  o 
Como a “barra” comprimida está apoiada num  cálculo  de  M e  foram  deduzidas  para 
de seus lados, quando ocorrer a perda de esta­  carregamento aplicado na posição do centro de 
bilidade à flexão, o perfil tenderá a torcer. Des­  torção. A favor da segurança, também podem 
ser empregadas nos  casos de carregamento 
76 
aplicado em posição estabilizante, isto é, que 
tende a restaurar a posição original da barra  Para  balanços  com  a  extremidade  livre 
(por  exemplo,  carregamento  gravitacional  sem contenção lateral e para barras submeti­ 
aplicado na parte inferior da barra). Em casos  das à flexão composta, C b deve ser tomado igual 
de  carregamento  aplicado  em  posição  a 1,0. 
desestabilizante,  consultar  bibliografia  M max  é o máximo valor do momento fletor 
especializada.  solicitante de cálculo, em módulo, no trecho ana­ 
­ barras com seção duplamente simétrica  lisado; 
ou monossimétrica sujeitas à flexão em torno do  M A  é o valor do momento fletor solicitante 
eixo de simetria (eixo x): de cálculo, em módulo, no 1 o . quarto do trecho 
analisado; 
M e  = C b r 0 (N ey N et ) 0,5  M B  é o valor do momento fletor solicitante 
de cálculo, em módulo, no centro do trecho ana­ 
Em  barras  com  seção  monossimétrica,  lisado; 
sujeitas à flexão em torno do eixo perpendicular  M C  é o valor do momento fletor solicitante 
ao eixo de simetria, consultar bibliografia espe­  de cálculo, em módulo, no 3 o . quarto do trecho 
cializada.  analisado; 
­ barras com seção Z ponto­simétrica (si­ 
8.3 Flambagem por distorção da 
métricas em relação a um ponto), com carrega­ 
seção transversal 
mento no plano da alma: 
M e  = 0,5C b r 0 (N ey N et ) 0,5 
Para  as  barras  com  seção  transversal 
aberta sujeitas à flambagem  por distorção, o 
­ barras com seção fechada (caixão), su­ 
momento fletor resistente de cálculo deve ser 
jeitas à flexão em torno do eixo x: 
calculado pela seguinte expressão: 
M e  = C b (N ey GI t ) 0,5 
N ey ; N et ; r 0  conforme definidos no capítulo 7.  MRd = Mdist / g (g = 1,1)
Onde: 
Os valores de K y L y  e K t L t  podem ser to­ 
M dist  é  o  momento  fletor  de  flambagem  por 
mados com valor inferiores a L y  e L t , respecti­ 
distorção, dado por: 
vamente, desde que justificados com base em 
bibliografia  especializada.  Para  os  balanços  ­ para λ dist  < 1,414: M dist  = W c f y  (1 – 0,25λ dist 2 ) 
com a extremidade livre sem contenção lateral,  ­ para λ dist ³ 1,414: M dist  = W c f y  /λ dist 2 
K y L y  e K t L t  podem resultar maiores que L y  e L t , 
respectivamente, em função das condições de 
W c  ­ módulo de resistência elástico da 
vínculo,  por  exemplo,  em  barras  contínuas 
seção bruta em relacão a fibra comprimida; 
conectadas apenas pela mesa tracionada, por­ 
tanto com deslocamentos laterais, rotação em  λ dist  é o índice de esbeltez reduzido refe­ 
torno do eixo longitudinal e empenamento par­  rente à flambagem por distorção, dado por: 
cialmente  impedidos  no  apoio.  Nesse  caso 
deve­se consultar bibliografia especializada.  ldist = (fy/sdist)0,5 
σ dist é a tensão convencional de flambagem 
C b  é o coeficiente de equivalência de mo­  elástica por distorção, calculada pela teoria da 
mento na flexão, que a favor da segurança pode  estabilidade elástica ou conforme anexo D da 
ser tomado igual a 1,0 ou calculado pela seguinte  norma (capítulo 5 deste manual). 
expressão:  Exemplo para as três verificações ao mo­ 
12 , 5 M max  mento fletor: 
C b  =
2 , 5 M max  + 3 M A  + 4 M B  + 3 M C 
77 
Dimensionamento à flexão 

Exemplo 16 ­ Cálculo do momento fletor  Tabela 4.2 caso d (NBR14762 ­ Tabela04) 


resistente em torno do eixo X do perfil padroni­  b c = 9,47 cm 
zado U250x100x2,65 mm. O comprimento da  b t = 9,47 cm 
viga é de 320 cm, sem travamentos intermediá­  b= 18,94 cm 
rios, submetido a um carregamento distribuído,  k= 24 
tensão de escoamento de 25,0 kN/cm 2 : 
b  18,94 
t  0, 265 
1­ Início de escoamento da seção efe­  l p  = =
tiva [NBR 14762­7.8.1.1]  kE 24 × 20500 
0,95 0,95 
s 23,99
MRd = Wef fy / g (g = 1,1) 
λ p =0,667    [λ p  < 0,673] 
Cálculo da seção efetiva é realizado para uma 
b ef = b 
tensão de σ =25 kN/cm 2 : 
b ef,1 = 5,98 cm 
Seção submetida a esforço de momento fletor 
b ef,2 = 11,97 cm 
em relação ao eixo X 
b ef,1  + b ef,2  > b c 
Cálculo das Larguras Efetivas 
b ef  = b 
­ Largura efetiva da mesa inferior: 
Somente Tração no elemento! 
b ef = b 
­ Largura efetiva da mesa superior: 
Elemento AL 
b= 9,47 cm 
σ 1 = ­25 kN/cm 2 
σ 2 = ­25 kN/cm 2 
ψ = 1 

Tabela  4.3  caso  a  (NBR14762  ­  Tabela05)  ­ 


k= 0,43 
b  9, 47 
t  0, 265 
l p  = = 
kE  0, 43.20500 
0,95 0,95 
s 25
Propriedade geométrica da seção efetiva: 
λ p =2,00  [λ p  > 0,673] 
b ef = 4,208 cm  Para calcular o módulo resistente efetivo 
b ef,1 = 4,208 cm  (W ef ) é necessário encontrar o novo CG da se­ 
ção efetiva e calcular o momento de inércia em 
­ Largura efetiva da alma  relação aos novos eixos de referência. O módulo 
Elemento AA  resistente é definido como sendo o momento 
b= 23,94 cm  de inércia da seção dividido pela distância da 
σ 1 = ­24,19 kN/cm 2  fibra mais distante (y máx ). 
σ 2 = 24,19 kN/cm 2 
ψ= ­1  Pode­se utilizar processos automatizados 
para calcular essas propriedades geométricas 

78 
como, por exemplo, o Excel ou um programa  C b = 1,13  (não depende do valor do carregamento) 
específico para este fim. O Programa DimPerfil 
realiza esses cálculos e exibe os resultados.  Cálculo de M e : 
I x_ef = 878,00 cm 4  Perfil monossimétrico 
W x_ef  = 878,00/14,04 = 64,58 cm 3  L x = 320 cm  L y = 320 cm 

MRd  = W ef  fy  / g L t = 320 cm  r 0 = 11,756 cm 

MRd  = 62,58 . 25 / 1,1  x c = 5,723 cm  y c = 0 cm 


MRd  = 1421,08 kN.cm 
C w = 12013,76 cm2 
2 ­ Flambagem lateral com torção [NBR 
14762­7.8.1.2]  p 2 EI x 
N ex  = = 2213,286 kN 
( K x L x ) 2 
MRd = [rFLT Wc,ef fy] / g 
p 2 EI y 
2.1 ­ Cálculo Me  N ey  = = 222,911 kN
( K y L y ) 2 
Cálculo de C b : 
1 é p 2 EC w  ù
N et  =  ê + GI t ú = 187,375 kN
12 , 5 M max  r 0 2  êë ( K t L t ) 2  úû
C b  = 
2 , 5 M max  + 3 M A  + 4 M B  + 3 M C 
Me= Cbr0(NeyNet)0,5= 2714,847 kN.cm

Para uma viga biapoiada submetida a car­ 
Cálculo de W c – módulo resistente do per­ 
regamento distribuído uniforme: 
fil em relação à fibra comprimida (seção bruta): 
qL q 
M ( x ) = × x - × x 2  máxima coordenada Y= 12,367 cm (fibra com­ 
2 2 
primida) 

I x = 1120,17 cm 4 
W c = 90,574 cm 3 

Cálculo de λ 0 : 
λ 0  = (W c f y /M e ) 0,5 
λ 0 = 0,913 

qL 
momento máximo: M máx  = como 0,6 < λ 0  < 1,336, 


ρ FLT  = 1,11(1 – 0,278λ 0 2 ) 
qL 
momento em B:  M B  = ρ FLT = 0,8526 

3 qL 2 
momento em A e C:  M c = M A  =
32 

79 
Dimensionamento à flexão  

da seção transversal, nesses perfis fenômeno 
da flambagem local (verificado pelo método das 
larguras efetivas) será sempre crítico compara­ 
do com cálculo de distorção da seção pelo mo­ 
delo de Hancok mostrados no capítulo 04. 

O momento resistente do perfil será o me­ 
nor valor calculado em 1 e 2: 

M Rd = 1242,9 kN.cm  

Exemplo 17 ­ Cálculo da capacidade re­ 
sistente ao momento fletor em relação ao eixo 
X de uma viga de 4,0m de comprimento, perfil 
Ue 150x60x20x2, submetida a uma carga con­ 
centrada no meio do vão. Aço f y  = 30 kN/cm 2 ; 
O valor da tensão a ser tomada no cálculo das  E= 20500 kN/cm 2 . 
larguras efetivas é dado por: 
1­ Início de escoamento da seção efe­ 
tiva [NBR 14762­7.8.1.1] 
σ = ρ FLT  f y  = 0,8526 . 25= 21,32 kN/cm 2 
MRd = Wef fy / g (g = 1,1)
O cálculo das larguras efetivas foi realizado no 
exemplo 01.  1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas para se­ 
ção submetida a esforço de momento fletor em 
máxima  coordenada  da  fibra  comprimida  Y=  relação ao eixo X: 
13,933 cm  σ = 30 kN/cm 2 
γ = 1,1 ­ Largura efetiva do enrijecedor de borda inferi­ 
Ixef= 893,693 cm4  or e da mesa inferior do perfil: 
Elementos tracionados! – b ef = b 
893, 693 
W cef=  = 64,14 cm 3 
13, 933  ­ Largura efetiva do enrijecedor de borda supe­ 
rior 
­ módulo resistente em relação as fibras  Elemento AL 
comprimidas da seção efetiva 
b= 1,6 cm
M Rd  = [r FLT  W c,ef  f y ] / g = 0,8526 . 64,14 . 25 / 1,1  σ1= ­28,784 kN/cm 2
M Rd = 1242,9 kN.cm  σ2= ­22,297 kN/cm 2 ψ= 0,775
­ NBR14762 ­ Tab05.caso b (tabela 4.3)
3– Flambagem por distorção da seção 
transversal [NBR 14762­7.8.1.3]  0 £ y = s2 / s1 < 1,0 à
k = 0,578 / (y + 0,34)
Perfis com mesa sem enrijecedor de bor­ 
da não estão sujeitos a flambagem por distorção  k= 0,519 

80 
1, 61  b  5, 2 
0, 2  t  0, 2 
l p  = = 0,438 l p  = = = 0,574
0, 519 × 20500  kE  3,327 × 20500 
0,95  0,95 0, 95 
30 s 30

[λp < 
? 0,673] [λp <? 0,673]

bef= 1,6 cm bef = b  bef=5,2 (bef = b)


como Is/Ia=1,152 > 1,0, então
­ Largura efetiva da mesa superior  ds = def
­ NBR14762. 7.2.2.2 ­ Elemento com enrijecedor 
‐ Largura efetiva da alma:
de borda: 
σ 1 = ­30 kN/cm 2  Elemento AA
σ 2 = ­30 kN/cm 2  b= 14,2 cm
b=5,2 cm  D=2 cm  t=0,2 cm 
d ef =1,6 cm          d=1,6 cm  σ=30 kN/cm 2  σ1= ‐28,78 kN/cm2 σ2= 28,78 kN/cm2 è ψ= ‐1
θ=90 º 
5, 2  ‐ NBR14762 ‐ Tab04.caso d (tabela 4.2) 
0, 2 
l p 0  =  =1,597  bc= 7,1 cm bt= 7,1 cm 
20500 
0, 623 
30 k = 4 + 2(1­y) + 2(1­y) 3  à k= 24 

b  14, 4 
Como  0.673 < λ p0  < 2,03, então:  t  0, 2 
l p  = =  = 0,572 
kE  24.20500 
Caso II:  0,95 0, 95 
s 28, 78
d 3t.sen2q 1,63.0, 2.sen 2 (90) 
I s  = =  = 0,068267 cm4  [λ p  < 0,673] 
12 12
æ D ö æ 2  ö bef= 14,2 cm  (bef  = b) 
k a  = 5, 25 - 5 ç ÷ = 5, 25 - 5 ç ÷ £ 4, 0 
è b  ø è 5, 2 ø 
W x  da  seção efetiva é igual ao W x  da seção 
ka=3,327 bruta! 

I a = 400t 4  ( 0, 49l p 0  - 0,33 )  = W xef  = W x = 28,002 cm 3 

400 ´ 0, 24  ( 0, 49 ´ 1,597 - 0,33)  M Rd  = 28 . 30 / 1,1 
=0,059 cm4
M Rd = 763,6 kN.cm 
Is/Ia=1,152
2  –  Flambagem  lateral  com  torção  [NBR 
I s  14762­7.8.1.2] 
k= ( ka - 0, 43 ) +, 043 £ k a 
I a 
è k=3,327 

81 
Dimensionamento à flexão  

MRd = [rFLT Wc,ef fy] / g  M e = C b r 0 (N ey N et ) 0,5 = 399,27 kN.cm 


máxima coordenada Y= 7,4 cm (fibra comprimi­ 
­ Cálculo M e  da) 
Cálculo de C b :  I x = 207,211 cm 4 
W x = 28,002 cm 3 
12 , 5 M max 
C b  =  λ 0  = (W c f y /M e ) 0,5 = 1,45 
2 , 5 M max  + 3 M A  + 4 M B  + 3 M C 
0,6 < λ 0  < 1,336 
Para uma viga biapoiada submetida  ρ FLT  = 1,11(1 – 0,278λ 0 2 ) 
a uma força concentrada no meio do vão: 
ρ FLT = 0,475 

O valor da tensão a ser tomada no cálculo das 
larguras efetivas é dado por: 
σ = ρ FLT  f y  = 0,475 . 30= 14,25 kN/cm 2 

No item anterior foi calculado as larguras efeti­ 
vas do perfil para uma tensão de 30,0 kN/cm 2 e 
o resultado foi que a seção efetiva é igual a se­ 
PL  ção bruta. Como nesse caso que a tensão é 
momento máximo: M máx  =
4  menor, pode­se concluir a seção efetiva será 
PL  igual a seção bruta,  σ =14,25 kN/cm 2 . 
momento em B:  M B  =

máxima coordenada Y= 7,4 cm (fibra comprimi­ 
PL  da) 
momento em A e C:  M c = M A  =
8  γ = 1,1 
C b  = 1,31  (não depende da carga P)  Ixef= Ix  = 207,211 cm 4 

Perfil monossimétrico  207, 211 
W cef=  =28,002 cm 3 
L x = 400 cm  L y = 400 cm  L t = 400 cm  7, 4 
r 0 = 7,845 cm  x c = 4,645 cm 
C w =1440,47 cm 2  MRd  = [rFLT  W c,ef  fy] / g
I x = 207,21 cm 4  I y = 30,05 cm 4  I t = 0,079 cm 4  MRd= 362,9 kN.cm 
3 – Flambagem por distorção da seção 
p 2 EI x 
N ex  = = 262,028 kN transversal [NBR 14762­7.8.1.3] 
( K x L x ) 2 
MRd = Mdist / g (g = 1,1)
p 2 EI y 
N ey  = = 37,999 kN 
­ O cálculo de σ dist  foi realizado no exemplo 10: 
( K y L y ) 2 
σ dist =67,27 kN/cm 2 
λ dist  = (f y /s dist ) 0,5 = (30/67,27) 0,5 
1 é p 2 EC w  ù
N et  =  ê + GI t ú = 39,726 kN 
r 0 2 ëê ( K t L t ) 2  λ dist  = 0,668 
ûú
­ para λ dist  < 1,414: 

82
M dist  = W c f y  (1 – 0,25λ dist 2 )  k v  ­  coeficiente  de  flambagem  local  por 
cisalhamento, dado por: 
M dist  = 28,002 . 30 . (1 – 0,25 . 0,668 2 ) 
M dist  = 746,34 kN.cm 
­ para alma sem enrijecedores transver­ 
M Rd  = M dist  / g
sais: 
M Rd  = 746,34 / 1,1 
M Rd  = 678,5 kN.cm 
k v  = 5,34 
O momento resistente do perfil é o menor 
­ para alma com enrijecedores transversais 
valor calculado nos itens 1, 2 e 3: 
dimensionado conforme as exigências do item 
M Rd  = 362,9 kN.cm 
7.5 da NBR 14762:2001. 

5 , 34 
8.4 ­ Força cortante  k v  = 4 , 0 + para a/h £ 1,0 
( a / h ) 2
No dimensionamento das peças submeti­ 
das ao esforço cortante, como nas demais es­  4 , 0 
k v = 5 , 34 + para a/h  > 1,0 
truturas de aço, as tensões de cisalhamento na  ( a / h ) 2
alma do perfil devem ser verificadas. Uma cha­ 
pa de aço (alma) sob esforços cisalhantes tam­ 
a  é a distância entre enrijecedores trans­ 
bém está sujeita ao fenômeno da flambagem 
versais de alma. 
local. Sendo necessário, portanto, limitar as ten­ 
sões atuantes quando a chapa for esbelta. A 
Para  seções  com  duas  ou  mais  almas, 
norma  brasileira  apresenta  expressões  para 
cada alma deve ser analisada como um elemen­ 
capacidade resistente ao esforço cortante para 
to separado resistindo à sua parcela de força 
três intervalos de esbelteza da alma (h/t). 
cortante. 
A força cortante resistente de cálculo  V Rd 
deve ser calculada por: 
8.5 Momento fletor e força cortante 
combinados 
­ para  h/t £ 1,08(Ekv/fy) 0,5 
Em peças onde existem esforços de mo­ 
VRd  = 0,6fyht / g (g = 1,1) 
mento fletor  e esforço  cortante (em  todas as 
barras com carregamento transversal aplicado) 
­ para  1,08(Ekv/fy) 0,5  < h/t £ 1,4(Ek v/fy) 0,5 
o efeito associado das tensões normais devido 
ao momento fletor com as tensões cisalhantes 
VRd  = 0,65t 2 (k vfyE) 0,5  / g (g = 1,1) 
deve ser verificado. 
­ para  h/t > 1,4(Ekv/fy) 0,5 
Para barras sem enrijecedores transver­ 
sais de alma, o momento fletor solicitante de 
VRd  = [0,905Ek vt 3 /h] / g (g = 1,1)  cálculo e a força cortante solicitante de cálculo 
na mesma seção, devem satisfazer à seguinte 
expressão de interação: 
t ­ espessura da alma; 
(M Sd  / M 0,Rd ) 2  + (V Sd  / V Rd ) 2  < 1,0 
h ­ largura da alma (altura da parte plana da 
M Sd ­ momento fletor solicitante de cálculo; 
alma); 

83 
Dimensionamento à flexão  

M 0,Rd  ­ momento fletor resistente de cálcu­  ­ Cálculo do esforço cortante resistente: 


lo pelo escoamento da seção efetiva, conforme  h = 14,20 (altura da parte plana da alma) 
o item 8.1;  h= 14,2 cm  kv= 5,34  h/t= 71 
0,5 
1,08(E.k v /f y )  = 65,3 
V Sd  ­ força cortante solicitante de cálculo;  1,4(E.k v /f y ) 0,5 = 84,6 

V Rd  ­ força cortante resistente de cálculo  como, 


conforme o item 8.4.  1,08(E.k v /f y ) 0,5  < h/t <= 1,4.(E.k v /f y ) 0,5  , então, 
V Rd  = 0,65t 2 (k v f y E) 0,5  / g 
Para barras com enrijecedores transver­  V Rd  = 0,65 . 0,2 2 (5,34 . 30 . 20500) 0,5  / 1,1 
sais de alma, além de serem atendidas as exi­  V Rd  = 42,8 kN 
gências do item 8.1 e 8.4 deste manual, quando 
M Sd /M 0,Rd  > 0,5 e V Sd /V Rd  > 0,7 deve ser satisfei­  Verificação do efeito combinado momento fletor 
ta a seguinte expressão de interação:  e esforço cortante: 

0,6(MSd  / M0,Rd) + (VSd  / VRd) £ 1,3 (M Sd  / M 0,Rd ) 2  + (V Sd  / V Rd ) 2  < 1,0 

Exemplo  18  –  Verificação  quanto  ao  (400 / 763,6) 2  + ( 2 / 42,8) 2 


cisalhamento do perfil do exemplo 17 para uma  0,274    +  0,002 = 0,276 < 1,0 – Verificado! 
carga de cálculo concentrada no meio do vão 
da  viga  biapoiada  no  valor  de  4  kN  ( Ue 
150x60x20x2;  L= 400 cm) . 

Solicitações na barra: 
M sd  = P.L/4 = 4 . 400 / 4 = 400 kN.cm 
V sd  = P/2 = 2 kN 
M 0,Rd  = 763,6 kN.cm – Momento resistente 
pelo escoamento das fibras mais solicitadas 
(exemplo 17 item 1). 

84 
85
Capítulo 9 
Dimensionamento à 
flexão composta

87 
Dimensionamento à flexão composta 

A força normal solicitante de cálculo e os  N c,Rd  ­ força normal de compressão resis­ 


momentos fletores solicitantes de cálculo devem  tente de cálculo, conforme os itens 7.1 e 7.2; 
satisfazer as equações de interação apresen­ 
tadas neste capítulo.  N 0,Rd  ­ força normal de compressão resis­ 
tente de cálculo, calculada conforme 7.1, nesse 
9.1 Flexo­compressão  caso tomando­se para o cálculo o valor de ρ = 
1,0 e calcula­se a aréa efetiva do perfil com a 
Em perfis submetidos a flexo­com­ 
tensão σ = f y ; 
pressão é necessário verificar a combinação de 
esforços por meio de duas equações, 9.1 e 9.2. 
M x,Rd  ; M y,Rd  ­ momentos fletores resisten­ 
A equação 9.1 considera  os efeitos de segun­ 
tes de cálculo, em relação aos eixos x e y, res­ 
da ordem na barra, a equação 9.2 apenas quan­ 
pectivamente, calculados conforme 8.1, 8.2 e 8.3 
to a resistência do material. No entanto, quando 
(no  cálculo  do  momento  resistente  pela 
o esforço normal da barra for relativamente pe­ 
flambagem lateral com torção, conforme 8.2 o 
queno, (N c,Sd  < 0,15 . N c,Rd ) pode­se utilizar ape­ 
valor de C b  deve ser igual a 1,0). 
nas a equação 9.3 para a verificação á flexo­ 
compressão. 
N ex  ; N ey  ­ forças normais de flambagem 
N c , Sd C mx M x , Sd  C my M y , Sd  elástica, em relação aos eixos x e y, respectiva­ 
+ + £ 1, 0  mente, calculadas por: 
N c , Rd  æ N c , Sd  ö æ N c , Sd  ö
ç1 - ÷ M  ç 1 - ÷ M  Nex = p2EIx / (KxLx)2 Ney = p2EIy / (KyLy)2
è N ex  ø x , Rd  ç N ey  ÷ y , Rd 
è ø 
(eq. 9.1)  I x ; I y ­ momentos de inércia da seção bruta 
em relação aos eixos x e y, respectivamente; 

(K x L x ) ; (K y L y ) ­ comprimentos efetivos de 
N c , Sd M x , Sd  M y, Sd 
+ + £ 1, 0  flambagem em relação aos eixos x e y, respec­ 
N 0 , Rd M x , Rd M y , Rd  tivamente; 

(eq. 9.2)  C mx  ; C my  ­ coeficientes de equivalência 


de momento na flexão composta, em relação aos 
eixos x e y, respectivamente, determinados con­ 
Quando N c,Sd / N c,Rd  < 0,15  as duas expres­ 
forme a), b) ou c) seguintes: 
sões anteriores podem ser substituídas por: 

N c , Sd M x , Sd  M y , Sd  a) barras de estruturas indeslocáveis, sem 


+ + £ 1, 0  (eq. 9.3)  ações transversais entre as extremidades: 
N c , Rd M x , Rd M y, Rd 
C m  = 0,6 ­ 0,4(M 1 /M 2 ) 
Onde: 
N c,Sd  ­  força  normal  de  compressão 
M 1  é o menor e M 2  o maior dos dois mo­ 
solicitante de cálculo, considerada constante na 
mentos fletores solicitantes de cálculo nas ex­ 
barra; 
tremidades do trecho sem travamento lateral. A 
M x,Sd ; M y,Sd ­ momentos fletores solicitantes 
relação M 1 /M 2  é positiva quando esses momen­ 
de cálculo, na seção considerada, em relação 
tos provocarem curvatura reversa e negativa em 
aos eixos x e y, respectivamente; 
caso de curvatura simples. 

88 
b) barras de estruturas indeslocáveis, su­  M x,Rd  ; M y,Rd  ­ momentos fletores resisten­ 
jeitas à ações transversais entre as extremida­  tes de cálculo, em relação aos eixos x e y, res­ 
des:  pectivamente, conforme 8.1, 8.2 e 8.3. 
Caso não sejam determinados de manei­ 
ra  mais  precisa,  os  seguintes  valores  de  C m  Exemplo 19 – Verificação da viga abaixo 
podem ser adotados:  quanto à flexo­compressão: 
1) para ambas as extremidades da barra 
engastadas: C m  = 0,85 
2) para os demais casos:  C m  = 1,0 

c) barras de estruturas deslocáveis:  C m  =  *os  carregamentos  apresentados  são  valores  de  cálculo, 


já  considerados  os  devidos  coeficientes  de  majoração. 
1,0 
Perfil Ue 150x60x20x2 mm. Aço f y = 30 kN/cm 2 ; 
9.2 ­ Flexo­tração  E= 20500 kN/cm 2 . 
Esforços solicitantes: 
M xSd = 1 .4 2 /8 = 2 kN.m = 200,0 kN.cm 
M x , Sd M y , Sd  N t , Sd 
+ + £ 1, 0  N c,Sd = 5,0 kN 
M xt , Rd M yt , Rd N t , Rd  Esforços resistentes: 
N c,Rd  = 29,09 – cálculo é demonstrado a seguir. 
e  N c,Rd  / N c,Sd  = 5,0/29,09 = 0,17 > 0,15, portanto 
na verificação da combinação dos esforços de­ 
M x , Sd M y, Sd  N t , Sd  vem ser satisfeitas as equações 9.1 e 9.2. 
+ - £ 1, 0 
M x , Rd M y, Rd N t , Rd 
M x,Rd  = 277,08 kN.cm 
N t,Sd  ­ força normal de tração solicitante  N ex  = 262,03 kN 
de cálculo, considerada constante na barra;  N ey  = 38,00 kN 
N 0,Rd  = 130,31 kN 
M x,Sd ; M y,Sd ­ momentos fletores solicitantes 
de cálculo, na seção considerada, em relação  Os cálculos dos esforços acima relaciona­ 
aos eixos x e y, respectivamente;  dos são demonstrados adiante. 

N t,Rd  ­ força normal de tração resistente de  Coeficientes: 


cálculo, conforme o capítulo 7;  C b  = 1,0 – para o cálculo do momento re­ 
sistente pela flambagem lateral com torção para 
M xt,Rd  ; M yt,Rd  ­ momentos fletores resisten­  momentos em torno dos eixos X e Y. 
tes de cálculo, na seção considerada, em rela­  C mx  = 1,0 – critério b) para determinação 
ção aos eixos x e y, respectivamente, calcula­  de C m : estruturas indeslocáveis sujeitas à ações 
dos  com  base  no  escoamento  da  fibra  transversais entre as extremidades 
tracionada da seção bruta, dados por 
M xt,Rd  = W xt f y /g e  1ª verificação: equação 9.1 considerando 
os efeitos de 2ª ordem. 
M yt,Rd  = W yt f y /g com g = 1,1; 
N c , Sd C mx M x , Sd  C my M y, Sd 
+ + £ 1, 0 
W xt  ; W yt  ­ módulos de resistência elásti­  N c , Rd  æ N c , Sd  ö æ N c , Sd  ö
cos da seção bruta em relação aos eixos x e y,  ç1 - ÷ M x , Rd  çç 1 - ÷ M 
è N  ex  ø è N ey  ÷ø y, Rd 
respectivamente, referentes à fibra tracionada; 

89 
Dimensionamento à flexão composta 

5, 0 1, 0 × 200  p 2 EI x 


+ = 0, 908 £ 1, 0  N ex  = = 262,028 kN 
29, 09 æ 5, 0  ö
ç 1 - 262, 03 ÷ 277 , 08  ( K x L x ) 2 
è ø 
p 2 EI y 
2ª verificação: equação 9.2 verificando a  N ey  = = 37,999 kN
resistência do material.  ( K y L y ) 2 
N c , Sd M x , Sd  M y, Sd 
+ + £ 1, 0 
N 0 , Rd M x , Rd M y, Rd  1 é p 2 EC w  ù
N et  =  ê + GI t ú = 39,726 kN
5, 0 200  r 0 2 êë ( K t L t ) 2  úû
+ = 0, 76 £ 1, 0 
130, 31 277, 08 
M e = C b r 0 (N ey N et ) 0,5 = 304,78 kN.cm 
Conclusão: o perfil adotado resiste o car­ 
máxima coordenada Y= 7,4 cm (fibra comprimi­ 
regamento solicitado 
da) 
I x = 207,211 cm 4 
Cálculo dos esforços resistentes no perfil: M x,Rd ; 
W x = 28,002 cm 3 
N ex ; N ey ; N 0,Rd ; N c,RD 
λ 0  = (W c f y /M e ) 0,5  = 1,66 
Cálculo de M xRd  0,6 < λ 0  < 1,336 
Barras  submetidas  à  Flexão  Simples    [NBR 
14762­7.8]  ρ FLT  = 1,11(1 – 0,278λ 0 2 ) 
ρ FLT = 0,363 
1 ­ Início de escoamento da seção efetiva [NBR 
14762­7.8.1] 
O valor da tensão a ser tomada no cálculo das 
­ calculado no exemplo 17 (item 1) 
larguras efetivas é dado por: 
M Rd  = 763,6 kN.cm 

2 ­ Flambagem por distorção da seção trans­  σ = ρ FLT  f y  = 0,363 . 30= 10,89 kN/cm 2 


versal  [NBR 14762­7.8.1.3] 
­ calculado no exemplo 17 (item 3)  No exemplo 17 foi calculado as larguras 
efetivas desse perfil para uma tensão de 30,0 
M Rd = 678,5 kN.cm ( flambagem por distorção)  kN/cm 2  e o resultado foi que a seção efetiva é 
igual a seção bruta. Nesse caso que a tensão é 
3 ­ Flambagem lateral com torção [NBR 14762­  menor pode­se concluir a seção efetiva é igual 
7.8.1.2]  a seção bruta, σ =10,89 kN/cm 2 . 
Cálculo M e  ­ semelhante ao realizado no  máxima coordenada Y= 7,4 cm (fibra comprimi­ 
exemplo 17 (item 2), porém neste caso o valor  da)
de C b  adotado deverá ser igual a 1,0.  g = 1,1 
C b = 1 
I xef = 207,211 cm 4 
Perfil monossimétrico 
W cef = 28,002 cm 3 
L x = 400 cm  L y = 400 cm 
L t = 400 cm  M Rd  = [ρ FLT  W c,ef  f y ] / g
r 0 = 7,845 cm  x c = 4,645 cm  M Rd = 277,08 kN.cm 

C w = 1440,47 cm 
I x = 207,21 cm 4  I y = 30,05 cm 4  O momento fletor resistente de cálculo M Rd 
I t = 0,079 cm 4  deve ser o menor valor calculado: 

90 
M Rd = 763,679 kN.cm (escoamento da seção)  ­Largura efetiva das mesas 
[NBR14762. 7.2.2.2 ­ Elemento com enrijecedor 
M Rd = 277,08 kN.cm (flambagem lateral com tor­  de borda] 
ção)  σ 1 = ­30 kN/cm2 
σ 2 = ­30 kN/cm2 
M Rd = 678,534 kN.cm (distorção da seção trans­  b=5,2 cm  D=2 cm  t=0,2 cm 
versal)  d ef =1,6 cm 
d=1,6 cm  σ=30 kN/cm2  θ=90 º 
M x,Rd = 277,08 kN.cm 
5, 2 
Cálculo de N 0,Rd  0, 2 
l p 0  =  =1,597
Para  calcular  N 0,Rd ,  utiliza­se  mesmo  20500 
0,623 
procedimento do cálculo de N Rd porém e tomado  30
o valor de ρ = 1 (este é o valor máximo de N Rd 
Como 0.673 < λp0 < 2,03, então:
para pilares curtos onde não ocorre flambagem 
global)  Caso II: 

d 3t.sen 2q 3 2 
1, 6 .0, 2.sen  (90) 
1 ­ Cálculo das Larguras Efetivas para seção  I s  = =  = 0,068267 cm 4 
submetida a esforço de compressão centrada:  12 12
σ= 30 kN/cm 2  æ D ö æ 2  ö
k a  = 5, 25 - 5 ç ÷ = 5, 25 - 5 ç ÷ £ 4, 0 
è b  ø è 5, 2 ø 
­ Largura efetiva dos enrijecedores de borda 
Elemento AL  k a=3,327
b= 1,6 cm  3 
σ 1 = ­30 kN/cm2  I a = 400t 4  (0, 49 l p 0  - 0,33 )  =
σ 2 = ­30 kN/cm2 
4  3 
ψ= 1  400 ´ 0,2 (0, 49 ´1, 597 - 0,33 )  =0,059 cm 4

Is/Ia=1,152

I s 
k= ( ka - 0, 43) + , 043 £ k a  è k=3,327 
I a 

b  5, 2 
t  0, 2 
l p  = = = 0,574
kE  3,327 × 20500 
0,95 0,95 
– Tabela 4.3 caso a (NBR14762 ­ Tab05)  s 30
k= 0,43 
[λp = 0,673]
1, 6 
0 , 2  b ef=5,2 (b ef = b)
l p =  = 0,491 [λp = 0,673] 
0 , 43 × 20500  como Is/Ia=1,152 > 1,0, então d s = def 
0 , 95 
30 
­ Largura efetiva da alma 
bef= 1,6 cm 
[NBR14762. 7.2.2.2 ­ Elemento com enrijecedor 
bef = b 
de borda]

91 
Dimensionamento à flexão composta 

σ 1= ­30 kN/cm2 


Cálculo de N c,Rd  ­ Barras submetidas à com­ 
σ 2= ­30 kN/cm2 pressão centrada  [NBR 14762­7.7] 
b= 14,2 cm
1 ­ Flambagem por distorção da seção trans­ 
Tabela 4.2 caso a [NBR14762 ­ Tab04] versal  [NBR 14762­7.7.3] 
k = 4 
b  14, 2  1.1 ­ Cálculo de σ dist  [NBR 14762­Anexo D4] 
t  0,2  NBR 14762 ­ Anexo D3: Seções Ue submeti­ 
l p  = =  = 1,43
kE  4.20500  dos a compressão uniforme 
0,95 0, 95 
s 28,78
Propriedades geométricas da seção composta 
[λp > 0,673]  da mesa e enrijecedor (ver ítem 5.1 e figura 5.4) 
æ 0, 22 ö æ 0, 22 ö
b çç 1 - ÷ 14, 2 ç 1 - t=0,2 cm  b w =15 cm  b f =6 cm 
l p  ÷ø ÷
è 1, 43 ø D=2 cm  A d =1,45425 cm 2 
bef  = è = £ b 
E=20500 kN/cm  2 
l p  1,85
I x =0,37017 cm 4  I y =4,78792 cm 4 
bef = 8,4 cm
I xy =0,75731 cm 4 
bef,1= b ef,2= 4,20 cm  I t =0,01936 cm 4  C w =0,00014 cm 6 
h x =­3,4177 cm 
æ 0, 22 ö æ 0, 22 ö h y =­0,2504 cm  x 0 =2,05286 cm 
b çç1 - ÷ 14, 2 ç 1 -
l p  ÷ø ÷
è 1, 43 ø y 0 =­0,24568 cm 
bef  = è = £ b 
l p  1,85
Cálculo dos coeficientes
bef = 8,4 cm
a 1,1ªaprox =0,0028609
bef,1= b ef,2= 4,20 cm
a2 =0,013372 a3 =0,0000271634 
β 1 =15,227749  β 2 =13,32612 
β 3 =4,54386  β 4 =13,32612 
L d =60,348 cm  σ=0,00270997 
k =0,8941 adist,1ªaprox =26,70 kN/cm 2
a1 =0,0039178194 a3 =0,0000408769 
σ dist  = (0,5E/A d ){a 1  + a 2  – [(a 1  + a 2 ) 2  ­ 4a 3 ] 0,5 } 
σ dist =39,84 kN/cm 2 

Cálculo  da  forma  normal  resistente  devido  a 


distorção da seção transversal 
λ dist  =  (f y /σ dist ) 0,5 
A ef = 4,78 cm2 λ dist  = (30/39,84) 0,5 
N 0Rd = A ef . fy /γ (ρ = 1) λ dist = 0,868 
γ = 1,1
N 0Rd= 130,307 kN
92 
Como,  λ dist  < 1,414 então,  b = 0, 5 éë1 + 0, 34 ( 2,179 - 0, 2 ) + 2,179 2 ùû
N c,Rd  = Af y (1 – 0,25λ dist 2 ) / g β= 3,209
g = 1,1  1 
r= £ 1, 0 
A= 5,937 cm 2  b + (b - l
0 , 5 

f y = 30 kN/cm 2 
2 2 
0  ) 
N dist = 131,435 kN  ρ= 0,18  (aproximado) 

2 ­ Flambagem da barra por flexão, por torção  σ= 5,39 kN/cm 2  (com ρ aproximado)


ou por flexo­torção [NBR 14762­7.7.2] 
Cálculo da área efetiva: 
Resumo do cálculo das larguras efetivas: 
N ex = 262,028 kN   (demonstrado no cálculo de 
M xRd  deste exemplo) 
σ = 5,39 kN/cm 2 
N ey = 37,999 kN     (demonstrado no cálculo de 
M xRd  deste exemplo) 
1 ­ Largura efetiva dos enrijecedores 
N et = 39,726 kN     (demonstrado no cálculo de 
Elemento AL 
M xRd  deste exemplo) 
b= 1,6 cm 
σ 1 = ­5,39 kN/cm 2  σ 2 = ­5,39 kN/cm 2  ψ= 1 
Perfil  monosimétrico:  em  relação  ao  eixo  X 
[NBR14762 ­ 7.7.2.2] 
­ NBR14762 ­ Tab05.caso a  ­   k= 0,43 
N ex  + N et  é 2  ù λ p (b=1,6 t=0,2 k=0,43 σ=5,39 ) à λ p =0,208 
N ext  =  ê1 - 1 - 4 N ex N et [ 1 - ( x 0  / r 0 )  ] ú
 1 - ( x 0  / r 0 ) 2 ] êë
2[  ( N ex  + N et ) 2  ú
û [λ p  < 0,673] 
b ef  = b 
N ex  + N et  é 2  ù
N ext  =  ê1 - 1 - 4 N ex N et [ 1 - ( x 0  / r 0 )  ] ú
 1 - ( x 0  / r 0 ) 2 ] êë
2[  ( N ex  + N et ) 2  ú
û 2 ­ Largura efetiva das mesas enrijecidas 

­ NBR14762. 7.2.2.2 ­ Elemento com enrijecedor 
N ext = 37,527 kN 
de borda: 
N e = 37,527 kN  (menor valor entre N ex , N ey , N et e 
σ 1 = ­5,39 kN/cm 2  σ 2 = ­5,39 kN/cm 2 
N ext ) 
b=5,2 cm  D=2 cm  t=0,2 cm 
d ef =1,6 cm 
modo de flambagem:   flambagem por flexo­tor­ 
d=1,6 cm  σ=5,39 kN/cm 2  θ=90 º 
ção ­ a= 0,34  (curva b) 
(sempre que o modo crítico de flambagem for  λ p0 =0,677 
por flexo­torção toma­se a curva b de resistên­  I s = 0,068267 cm4 
cia)  k a =3,327

Aef f y  5, 937 × 30 


l0  = =  = 2,179
N e  37, 527 

( Aef = A para esse primeiro cálculo de λ 0 ) 

93 
Dimensionamento à flexão composta 

0,673 < λ p0  < 2,03 ­ Caso II  9.3 ­ Fluxogramas 

Ia=0,0001 cm4 k=3,327 A  seguir  apresentam­se  fluxogramas 


Is/Ia= 68267 orientativos para o dimensionamento de perfis 
formados a frio.
λp(b=5,2 t=0,2 k=3,327 σ=5,39 ) à λp=0,243
[λp ? 0,673] à bef = b 

3 ­ Largura efetiva da alma 
Elemento AA 
b= 14,2 cm
σ1= ­5,39 kN/cm 2
σ2= ­5,39 kN/cm 2 à ψ= 1
­ NBR14762 ­ Tab04.caso a à k= 4
λp(b=14,2 t=0,2 k=4 σ=5,39 ) à λp=0,606 
[λ p  < 0,673] 

Conclusão: para essa tensão, a área da seção 
efetiva é igual a da seção bruta. 

A ef = 5,937 cm2 
λ 0 = 2,179  (usando a área efetiva calculada) 
β = 3,209 
ρ = 0,18  (novo valor de  usando λ 0 calculado com 
A ef )
g = 1,1 
N c,Rd = 29,09 kN 

A força normal de compressão de cálculo deve 
ser o menor valor calculado: [NBR 14762­7.7.1] 
N c,Rd  = 29,089 kN (flambagem por flexo­torção) 
N c,Rd  = 131,435 kN (flambagem por distorção) 

N c,Rd  = 29,089 kN 

94 
95
Dimensionamento à flexão composta

96 
97
Dimensionamento à flexão composta

98 
99
Dimensionamento à flexão composta

100 
101
Referências 
Bibliográficas

103 
Referências Bibliográficas  

ASSOCIAÇÃO  BRASILEIRA  DE  NOR­ 


MAS  TÉCNICAS  (2001).  NBR  14762: 
Dimensionamento de estruturas de aço cons­ 
tituídas por perfis formados a frio. Rio de Janei­ 
ro: ABNT 

ASSOCIAÇÃO  BRASILEIRA  DE  NOR­ 


MAS TÉCNICAS (2003). NBR 6355: Perfis es­ 
truturais de aço formados a frio ­ Padronização. 
Rio de Janeiro: ABNT 

BATISTA,  E.  M.;  MALITE,  M.; 


RODRIGUES, F. C. (2001). Perfis formados a 
frio:  Comportamento  e  dimensionamento.  IV 
Seminário Internacional O Uso de Estruturas 
Metálicas na Construção Civil/ I Congresso In­ 
ternacional da Construção Metálica (ICICOM). 

FRUCHTENGARTEN, J..  Notas de aula 
da disciplina PEF 5734­ Estruturas Metálicas 
II, do curso de pós graduação – Escola Politéc­ 
nica da Universidade de São Paulo, São Paulo. 

CARVALHO, P. R. at al (2006). Curso bá­ 
sico  de  perfis de  aço formados  a  frio.  2ª  ed. 
Porto Alegre. 

SILVA,  E.  L.  (2006).  Sobre  o 


dimensionamento  de  perfis  formados  a  frio. 
Dissertação de Mestrado – Escola Politécnica 
da Universidade de São Paulo, São Paulo.

104 
105
Anexo A  
Torção em Perfis de Seção Aberta

107 
Anexo A ­ Torção em perfis de seção aberta 

A.1 – Carregamentos transversais  A.1 que, em relação a um ponto arbitrário, o 
fora do centro de torção  momento de  torção resultante  é diferente  de 
zero:  M t  = å F .d  = v 1 .d 1  + ... + v 5 .d 5  + V.d = 0, 
em que “d i ” são as distâncias entre a linha de 
aplicação das cortantes “v i ” e o ponto conside­ 
rado. 
Porém, é intuitivo pensar que existe um 
ponto no plano da seção, em que, se as forças 
transversais externas forem nele aplicadas não 
ocorrerá torção na seção, pois o momento de 
torção resultante das forças de cisalhamento 
(V 1 .d 1 , ...V 5 .d 5 ) será igual em módulo mas com 
sentido contrário ao momento de torção causa­ 
do pelo carregamento externo. Esse ponto exis­ 
te e é definido, na teoria de flexão, como o cen­ 
tro de torção. Isso ocorre quando o carregamento 
Figura A.1 – Seção aberta com força cortante fora do CT  é aplicado numa linha que passa pelo CT da 
seção (distante x c  do centro geométrico), q v da 
A  figura  A.1  mostra  uma  seção  Ue,  figura A.1. 
monossimétrica, submetida a um esforço cor­ 
tante V cuja linha de ação não passa pelo cen­  Se  o  carregamento  aplicado  em  uma 
tro de torção. As forças v 1 , v 2 ,...v 5  representam  viga  não  passar  pelo  centro  de  torção  da 
as resultantes das tensões de cisalhamento atu­  seção transversal, a viga estará submetida 
antes nos elementos de chapa da seção. No­  à torção. 
tam­se pela figura dois pontos importantes: 
Observação: CT, centro de torção, é o cen­ 
1. fazendo o equilíbrio das forças verticais,  tro de rotação da seção quando está submeti­ 
nota­se que o esforço cortante na alma do per­  da somente à torção. Nos perfis de seção aber­ 
fil, (v 3 ), é maior que o  esforço cortante atuante  ta de paredes esbeltas, o centro de torção (CT) 
na seção (V):  coincide com o centro de cisalhamento da se­ 
ção. No caso particular de seção com um eixo 
­ V + v3 – v5 – v 1 = 0 è v 3 = V + v1 + v5 de simetria, o CT encontra­se sobre esse eixo. 
Nas seções duplamente simétricas o centro de 
Como na verificação ao esforço cortante  torção  coincide  com  o  centro  geométrico  da 
nos perfis formados a frio admite­se que todo o  seção, como são os casos dos perfis tipo I si­ 
esforço cortante é absorvido pela alma é impor­  métricos. 
tante notar que esforço a ser resistido pela alma 
deve ser maior que a cortante atuante na se­  A.2 ­ Torção 
ção: V Rd  > v 3 (onde V Rd  é o esforço cortante re­ 
sistente da alma do perfil).  O  empenamento  de  uma  seção 
corresponde a deslocamentos que ocorrem fora 
2. fazendo o equilíbrio do  momento das  do seu plano ao ser submetida à torção (fig. A.4). 
forças no plano da seção, constata­se a exis­  Ocorre apenas torção uniforme, quando não há 
tência de um momento de torção (M t ) agindo na  qualquer restrição ao livre empenamento na di­ 
seção transversal. É possível notar pela figura  reção longitudinal. A torção uniforme é caracte­ 

108 
rizada por causar na seção transversal um esta­  M z 
do de tensões de cisalhamento puro. Quando  t máx = t  (eq. A.2)
I t 
há restrição ao livre empenamento, ocorre a tor­ 
ção não­uniforme. A torção não­uniforme causa  onde, I t   é o momento de inércia à torção 
na seção transversal tensões normais de tração  da seção transversal. Para perfis de seção aber­ 
e  compressão  (que  podem  ser  vistas  como  ta e paredes finas, o momento de inércia à tor­ 
momentos fletores aplicados em determinadas  ção é obtido pela equação A.3. 
regiões da seção) e tensões de cisalhamento. 
b i t 3 
O efeito do momento de torção (M t ) apli­  I t  = å (eq. A.3)

cado numa barra, portanto, deve ser considera­ 
do em duas parcelas: a primeira se refere à tor­  onde, b i   são os comprimentos dos lados 
ção de Saint Venant M z , ou simplesmente tor­  da seção e t é a espessura. 
ção uniforme, e a segunda ao efeito da restri­ 
ção ao empenamento, sendo denominada de  O valor da rigidez a torção é dado por G.I t, 
 
torção com flexão T ù , ou simplesmente torção  onde G é o módulo de elasticidade transversal 
não­uniforme. Assim, temos a equação A.1.  do material que a barra é formada. Para o aço, 
tem­se G = 7.884 kN/cm 2 . 
M t  = M z  + T ω  (A.1) 
A.2.2 Torção não­uniforme 
A.2.1 ­ Torção Uniforme 

Figura A.4  –  Empenamento  na  torção  uniforme 


Figura A.2  –  Tensões  de  cisalhamento  na  torção  uniforme 

O  empenamento  de  uma  seção 


As tensões de cisalhamento de um perfil 
corresponde a deslocamentos que ocorrem fora 
de seção aberta submetido à torção uniforme 
do seu plano. A presença do empenamento em 
(sem restrição ao empenamento) têm distribui­ 
uma barra invalida as simplificações adotadas 
ção linear ao longo da espessura do perfil, como 
na resistência dos materiais, dentre as quais a 
mostra o detalhe da figura A.2. O valor da máxi­ 
hipótese das seções permanecerem planas na 
ma tensão de cisalhamento, t máx , numa seção  configuração deformada da barra. A restrição 
submetida ao esforço de torção uniforme, M z ,  ao empenamento, ou seja, impedir que ocor­ 
pela teoria da torção uniforme (teoria de Saint­  ram deslocamentos fora do plano de uma se­ 
Venant) é dado pela equação A.2.  ção, implica no surgimento de tensões normais 

109 
Anexo A ­ Torção em perfis de seção aberta 

e de cisalhamento na seção transversal. Os efei­  mesas do perfil. Esse par de momentos repro­ 
tos da restrição ao empenamento devem ser  duz a configuração original gerada pelo momen­ 
considerados tanto na análise de tensões quan­  to M t . 
to na avaliação da instabilidade da barra.  As  tensões  normais  e  de  cisalhamento 
existentes na seção transversal, decorrentes da 
A figura A.4 mostra um perfil Ue sob efeito  restrição  ao  empenamento,  são  similares  às 
de  torção  uniforme  (sem  restrição  ao  tensões oriundas do par de momentos fletores 
empenamento) provocada pela aplicação dire­  M, aplicados nos planos das mesas do perfil. 
ta de um momento de torção. Não há restrições  Esse par de momentos fletores multiplicado pela 
a deslocamentos nas extremidades dessa bar­  distância  entre  eles  é  denominado  de 
ra, podendo se deformar livremente. Nesse caso,  bimomento, M ω = M.h. Ao bimomento estão as­ 
percebe­se na configuração deformada da bar­ 
sociadas tensões de cisalhamento agindo nos 
ra, deslocamentos fora do plano das seções, 
elementos de chapa do perfil. A somatória dos 
configurando o empenamento da seção. 
momentos, no plano da seção, devido às resul­ 
Na figura A.5a, no entanto, a barra está  tantes das tensões de cisalhamento, τ 1 , τ 2 , τ 3 ... τ n 
com uma das extremidades engastada. Nesse  (figura A.6) resulta em um momento de torção, 
caso, o impedimento ao empenamento em uma  T ω ,  denominado  de  torção  com  flexão,  que 
extremidade induz à flexão das mesas em seu 
corresponde exatamente à parcela do esforço 
próprio plano, o que conduzirá a tensões nor­ 
de torção aplicado, M t , que é resistido pela res­ 
mais e de cisalhamento nas mesas. Esse tipo 
trição ao empenamento da seção. O esforço de 
de solicitação origina na barra uma configura­ 
torção com flexão ao longo da barra (também 
ção de esforços internos que não podem ser 
representados pelos esforços internos clássicos  chamado de torção não­uniforme), T ω , tem o va­ 
(esforço normal, momento fletor, cortante e tor­  lor da derivada do bimomento ao longo da bar­ 
ção).  ra, M ω , com o sinal oposto, equação A.4. 

Tw  = - M w' (eq. A.4)

(a)  (b) 
Figura A.5  –  Torção  não­uniforme  (a)  e  bimomento  (b) 

A figura A.5b apresenta o mesmo perfil da 
figura A.5a separado em duas partes, substitu­  Figura A.6  –  Tensões  na  torção  não­uniforme 
indo­se a solicitação externa original, M t , por um  A distribuição das tensões normais da se­ 
par de momentos, M, aplicados nos planos das  ção  transversal  devido  à  restrição  ao 
empenamento assemelha­se ao mostrado na 

110 
figura A.6. Nota­se que as tensões de tração e  alma  da  seção,  similares  ao  caso  da  torção 
compressão na seção, realmente comportam­  aplicada ao perfil, configurando o empenamento 
se  como  se  houvesse  momentos  fletores  de  da seção. Note que, algo similar ocorre, com 
sentido opostos agindo nas mesas do perfil e  sinal trocado, quando a força for de compres­ 
as tensões de cisalhamento são corresponden­  são, nesse caso, acoplando­se aos fenômenos 
tes a essas tensões normais. Os deslocamen­  de flambagem. 
tos normais ao plano da seção transversal acom­ 
panham a distribuição de tensões da figura A.6.  O valor do bimomento, (M ω ), causado pela 
A resultante das tensões normais, nesse caso é 
aplicação de uma força na direção longitudinal 
nula, e por isso não acarreta nenhum esforço 
(figura A.7), na seção onde a força é aplicada, é 
normal adicional na seção transversal. A resul­ 
obtido pela  equação A.5. 
tante das tensões de cisalhamento é o momen­ 
to de torção T ω .  Mω= T.  w ( P )  (eq. A.5) 
onde,  w ( P )  é o valor da área setorial da 
seção no ponto de aplicação da força T, figura 
A.7 (nessa ilustração mostra­se uma força de 
tração, mas ocorre o mesmo, com o sinal troca­ 
do, com uma força de compressão). Uma expli­ 
cação geral sobre a área setorial pode ser vista 
no item A.3. 

Também neste caso, de aplicação de for­ 
ça longitudinal excêntrica, há esforços internos 
de torção induzidos pelas tensões cisalhantes 
resultante da restrição ao empenamento (τ 1 , τ 2 , 
τ 3 da figura 2.6). O valor desse momento de tor­ 
ção não­uniforme, T, é determinado pela equa­ 
ção A.4. Em vista de o momento externo ser nulo, 
o momento de torção não­uniforme é equilibra­ 
Figura A.7  –  Empenamento  na  tração 
do por um momento de torção uniforme na se­ 
O empenamento na seção transversal não  ção, M ω , como mostram as equações A.6 e A.7. 
ocorre somente quando submetida a momento 
de torção, mas também, quando a seção é sub­  Mt =  M z  + Tw = 0  (eq. A.6) 
metida a forças fora do seu plano. A figura A.7 
M z  = -Tw (eq. A.7)
procura  mostrar  de  forma  intuitiva  o 
empenamento na seção Ue quando submetida  Para calcular os efeitos do empenamento 
a uma força de tração (T) localizada próximo ao  na seção transversal necessita­se das chama­ 
vértice do perfil.  das propriedades setoriais da seção, ω, S ω  e I ω . 
Parte das tensões provocadas pela força  Uma explanação geral de como obter essas pro­ 
T será distribuída na mesa superior e parte irá  priedades é mostrada no item A.3 . 
para a alma do perfil. As excentricidades da for­  As expressões completas das tensões que 
ça em relação a ambas conduzem à ocorrência  atuam numa seção transversal, levando­se em 
de momentos  fletores nos planos da  mesa e  conta os efeitos do empenamento, são mostra­ 
das nas equações A.8 e A.9. 
111 
Anexo A ­ Torção em perfis de seção aberta 

N  I x M y  - I xy M x  I y M x  - I xy M y  M  é objetivo deste texto detalhar o cálculo das pro­ 


s  = - 2 
x + 2 
y + w w priedades setoriais, mas, para um entendimen­ 
A  I x I y  - I xy  I x I y  - I xy  Iw
to geral, serão apresentadas as equações que 
(eq. A.8)  as definem  e as equações  das propriedades 
setoriais das principais seções transversais. 
1 éV  I  + V  I  V I  + V  I  ù T  s 
t v  = ê y  xy  x 2  x  S y ( s ) - x  xy  y 2  y  S x ( s ) ú + w S w ( s )  w(CT 
s )  =  ò - rn 
 ds  (eq. A.10)
t  ëê I x I y  - I xy  I x I y  - I xy  ûú I w t 0 

(eq. A.9) 
w(CT 
s )  da equação A.10 é chamada de área 
Como pode ser visto na equação A.8, há 
setorial do ponto s em relação ao pólo CT e a 
uma parcela adicional àquelas da teoria da Re­ 
origem O, onde s e r n  são vetores com sentido 
sistência dos Materiais, correspondente ao efei­ 
e direção conforme mostrados na figura A.8. É 
to da restrição ao empenamento. A distribuição 
dessa parcela das tensões normais, na seção  usual representar  w( s )  por um diagrama traçado 
transversal,  portanto,  é  análoga  à  da  área  sobre a linha média da seção transversal, com 
setorial ω(s) (figura A.7).  o valor de ω indicado na direção normal ao con­ 
torno, como mostrado nas figuras A.8 e A.9. 
Da mesma forma, nota­se na equação A.9, 
também, uma parecela adicional, em relação 
aos da teoria da Resistência dos Materiais. A 
distribuição  dessa  parecela  das  tensões  de 
cisalhamento, na seção transversal, é análoga 
à do momento estático setorial,  Sw ( cuja a defi­ 
nição é mostrada mais adiante). As tensões de 
cisalhamento da equação A.9 são constantes 
na espessura do perfil, ou seja, não consta nes­ 
sa equação a parcela de tensões oriundas da 
torção uniforme. A tensão de cisalhamento total 
é determinada adicionando­se o valor obtido da 
equação A.9 , ao da equação A.2. 

A3 ­ Propriedades setoriais 

Para calcular os efeitos do empenamento 
na seção transversal necessita­se das chama­ 
Figura  A.8  –  Propriedades  setoriais 
das propriedades setoriais da seção. São pro­ 
priedades geométricas definidas por Vlasov na  O momento estático setorial no ponto s, 
teoria de torção não­uniforme. Pode ser feita  definido na equação A.12, é a área sob o dia­ 
uma analogia entre as propriedades setoriais  grama da área setorial no intervalo entre o pon­ 
(área setorial, ω, momento estático setorial, S ω  to s e a origem s 0 multiplicada pela espessura t, 
conforme mostra a figura A.8. A origem s 0  deve 
e momento de inércia setorial, T ω ) e as proprie­ 
ser um ponto em que S ù  é igual a zero, pode­se 
dades das figuras planas (área, A, momento es­  tomar as extremidades do perfil onde o momento 
tático, S e momento de inércia à flexão, I). Não  estático setorial é sempre zero. 

112 
O momento de inércia setorial, I ω , é defini­ 
do pela equação A.13 e é também chamado de 
constante de empenamento da seção transver­ 
sal,  C ω .  A  rigidez  da  seção  transversal  ao 
empenamento é definida pelo produto EC w . 

S w (s ) = ò w. tds  (eq. A.12) 
s 0 

A seguir mostram­se os valores da área  Figura A.10 – Área setorial  de seções Z e Z90 


setorial, ω, dos principais perfis formados a frio: 
Seção Z90:
b f t æ b w b f  ö
w 1  =  çç + b w D + D 2  ÷÷
A  è 2  ø
(eq. A.20) 
b f b w 
w2  = w 1  - (eq. A.21) 

w 3  =  w 2  - b f D  (eq. A.22)
Figura A.9 –  Área setorial  de seções  Ue e  U 
Seção L: 
Seção Ue e U:  Nos perfis tipo L não existe empenamento. 
e c b w  Nesse caso há apenas torção uniforme quando 
w1  = (eq. A.14)  submetido a esforços de torção (figura A.11). 

b w b f 
w2  = w 1  - (eq. A.15)

w 3  =  w 2  - (e c + b f  )D  (eq. A.16) 

ec  = x c  - x g  (eq. A.17)


Figura A.11 – Seção L 

Seção Z:  w = 0 (eq. A.23) 



b w b f t 
w 1 = (eq. A.18)  Para os perfis U, Ue, Cr, Z 90  e Z 45 , os valo­ 
2 A 
res de I ω  (ou C ω ) podem ser encontrados nas 
b w b f 
w2  = w 1  - (eq. A.19) tabelas da NBR 6355:2003 para os perfis pa­ 
2  dronizados ou utilizando­se das equações apre­ 
sentadas na mesma norma para os perfis não 
padronizados. 
No  caso  de  perfil  Z  simples  (não 
enrijecido) o valor de I ω  pode ser calculado utili­ 
zando­se as equações A.18 e A.19 introduzin­
113 
Anexo A ­ Torção em perfis de seção aberta 

do­as  na  equação  de  definição, A.13,  como  w1 e w2  são dados nas equações A.18 e 


mostra­se a seguir:  A.19 respectivamente. 
I w =  ò w 2 dA = ò w12 dA + 2 ò w12 dA1 + 2 ò  w2 2 dA2 
A  alma mesa mesa 
Exemplo A.1 ­  Determinar as máximas 
tensões de tração e de compressão, na seção 
onde A 1  representa o trecho positivo e A 2  onde é aplicado a carga, de um tirante constitu­ 
o trecho negativo da área setorial nas mesas,  ído de perfil tipo Z, submetido a uma força con­ 
figura A.12.  centrada de tração, no centro geométrico, no 
valor de 100 kN. 
Perfil Z 200x50x3 

Figura A.12  –  Áreas  setoriais 

2
òalma w 1 dA =w12   bw t
Resolução:

b 1  2  æ w1 ö b 1 3  N  M w
òmesa  w12 dA1 = ò  ( k1 x)  tdx = ç ÷ t  s= + w

è b1  ø 3  A Iw

æ w2 ö b 2 3 
2  Mω= T.  w ( P ) 

òmesa  2 2  çè b2  ÷ø 3  t 
w dA =
bwb 2 f t
w( P )  = (Anexo A­ eq. A.18) 
então,  2 A
2 2  w ( P ) = 8,33
2  æ w ö b3 æ w ö b 3 
Iw = w b t + 2 ç 1 ÷ 1 + 2 ç 2 ÷ 2 
1  w  (eq. A.24)  Mω= 100 × 8,33 = 833 kN.cm2
è b1 ø 3 è b2  ø 3 
Iω= 1875cm6
onde, 
(Anexo A­ eq. A.24) 
w1 
b1  = bf (fig. A.12)  M w 833 
w1 + w2  s w =  w =  w
Iw 1875
w2 
b2  = bf (fig. A.12)  N  100 
w1 + w2  s n  = = = 11,1  kN/cm2
A 9 

114 
Tensão no CG do perfil (máxima tensão de 
tração) 
100 833 
s= + 8, 33 = 11,1+3,7 =
9 1875
+14,8 kN/cm 2 

Tensão na extremidade do perfil (máxima ten­ 
são de compressão) 

100 833 
s= - 41, 66 = 11,1­18,5 =
9 1875
­7,4 kN/cm 2

Pode­se visualizar as distribuições de ten­ 
sões na seção transversal no exemplo acima, 
onde um tirante constituído de perfil tipo Z apre­ 
senta tensões de compressão consideráveis em 
alguns pontos da seção pela figura A.13. Essas 
tensões ocorrem na extremidade das mesas do 
perfil, quando a parcela das tensões de tração, 

, for menor que a parcela das tensões devido 

ao empenamento, que são negativas (ou seja, 
de compressão). 

115 
Anexo B  
Forças transversais não­paralelas a um 
dos eixos principais

117 
Anexo B ­ Forças transversais não­paralelas a um dos 
eixos principais  

Nos casos em que os eixos principais não 
coincidem com as direções das forças aplica­ 
das, a seção transversal do perfil ficará subme­ 
tida a momentos fletores em torno dos dois ei­ 
xos principais e não apenas a momento no pla­ 
no do carregamento. Se o carregamento apli­ 
cado não passar pelo centro de torção (CT) a  (a)
seção estará  sujeita, também, a  esforços de 
torção (vide Anexo A). No caso dos perfis tipo Z 
e Z com enrijecedor de borda, o centro de tor­ 
ção  (CT)  coincide  com  o  centro  geométrico 
(CG), não ocorrendo torção quando submetidos 
a forças que passem pelo CG. 

Uma força transversal vertical aplicada na 
alma do perfil Z, não produzirá esforços de tor­ 
ção,  porém,  as  resultantes  das  tensões  de 
cisalhamento, V 1 e V 3 , nas mesas de um perfil Z 
submetido a uma força transversal vertical apli­ 
cada na sua alma (passando pelo CG), resul­ 
tam em uma força agindo na direção x. Essa 
força provoca um momento fletor em torno do 
eixo y, como é mostrado na figura B.1b. Então,  (b) 
o resultado da força vertical q v , aplicado no CG 
de um perfil Z é, além do momento fletor em tor­ 
no de x, deslocamento horizontal da seção ( Δ x 
na figura B.1c) e momento fletor em torno do 
eixo y, conforme a ilustração da barra deforma­ 
da mostrada na figura B.1.C. 

Os efeitos das tensões de cisalhamento 
horizontais, responsáveis pelo momento fletor 
em torno do  eixo y, podem  ser analisados  e 
quantificados projetando­se a força vertical, q v , 
nas direções principais de inércia do perfil e 
estudando o comportamento do perfil (distribui­ 
ção das tensões na seção e os deslocamentos 
na barra), a partir dos eixos principais de inér­ 
cia da seção (x’ e y’). 
(c) 

Figura  B.1  –  Efeitos  de  forças  transversais  não­paralelas  a 


um  dos  eixos  principais 

118 
Fenômeno análogo ocorre na seção tipo 
cantoneira. No entanto, como o centro de tor­ 
ção não coincide com centro geométrico, um 
carregamento transversal que passe pelo CG 
da cantoneira produzirá, também, esforços de 
torção na seção, por isso, esse perfil não é indi­ 
cado quando há ocorrência de carregamentos 
transversais, apenas para trabalhar à tração ou 
à compressão. 

As tensões e deslocamentos decorrentes 
do momento fletor aplicado no perfil podem ser 
calculados utilizando­se as equações comple­ 
tas da Resistência dos Materiais, válidas para 
eixos de referências diferentes dos eixos prin­ 
cipais de inércia, conforme mostrado nas equa­ 
ções B.1 a B.4. 

I x M y  - I xy M x  I  M  - I  M 


s = - 2 
x + y  x  xy 2  y  y 
I x I y  - I xy  I x I y  - I xy 
(tensões normais)  (eq. B.1) 

V y I xy  + V x I x  V I  + V I 


t .t = 2 
S y  - x  xy  2 y  y  S x 
I x I y  - I xy  I x I y  - I xy 
(tensões de cisalhamento)  (eq. B.2) 

- M x I y  + M y I xy 
Ev" = 
I x I y  - I 2 xy 
(deslocamento na direção y)  (eq. B.3) 

M y I x  - M x I xy 
Eu" =
I x I y  - I 2 xy 
(deslocamento na direção x)  (eq. B.4) 

119 
12-08
Dimensionamento de Perfis
Formados a Frio conforme
NBR 14762 e NBR 6355