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OSTEOMIELITE

HEMATOGÊNICA

C.A.R.O

02/10/09
Definição
 Infecção óssea envolvendo canal medular,
osso esponjoso e cortical.

 Propagação rápida, com extensa destruição óssea


e tendência à cronificação.

 De fácil diagnóstico e potencialmente curável na


fase inicial.
Epidemiologia
 Pico de ocorrência até os 2 anos e outro
ao redor dos 7 a 9 anos;

 Sexo masculino mais acometido ( 3 : 1 );

 Trauma local aumenta as chances de


infecções ósseas;
Localização
 Metáfises distais do fêmur e proximal da tíbia.

 72% das osteomielites ocorrem nos membros


inferiores e 8% nos membros superiores .

 Presença de focos múltiplos em recém-nascidos;

Ortopedia e Traumatologia: Princípios


e Práticas
Etiologia
 Staphylococcus aureus (60%)

 Streptococcus do grupo B

 Streptococcus pneumoniae

 Salmonella sp (Anemia falciforme)

 Haemophilus influenzae (neonatos)


Focos infecciosos iniciais
 Infecções de pele

 Amigdalites

 Abscessos dentários

 Onfalite

 Otite média http://www.sorocaba.pucsp.br/atn/apostilas/otorr


ino/apost_otite_media_aguda.htm

 Metade das infecções ósseas não se identifica


a porta de entrada * S. aureus
Fisiopatologia
Aumento da pressão
 Bactérias circulantes intra-óssea
 Região metafisária
 Êmbolos bacterianos
Isquemia
 Reação inflamatória local

Necrose óssea

Abscesso
ósseo
 Infiltração do pus
 Descolamento do periósteo
 Seqüestro ósseo
 Neoformação óssea periostal

Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Práticas


Quadro Clínico
 Dor aguda ( primeira queixa)
 Edema
 Eritema local
 Febre (39 ºC)
 Perda da função do membro
 Prostração
 Anorexia
ATENÇÃ
O!
 Na suspeita clínica de osteomielite o paciente
deve ser hospitalizado de urgência para realizar
exames complementares e antibioticoterapia do
modo mais eficiente.

 NÃO DEVEMOS PERMITIR que a osteomielite


hematogênica evolua para a fase de cronificação
(iatrogênica crônica)!
Exames
Complementares
Diagnóstico Laboratorial
Hemograma:
Leucocitose , mas na fase inicial pode ser normal.
Desvio à esquerda apenas após a primeira semana.

VHS:
Não é específico de infecção óssea.
Pode ser normal na FI.

PCR:
Maior importância no diagnóstico.
Eleva-se entre 6 a 8 horas de lesão tissular.

Hemocultura:
Colhida antes do início da antibioticoterapia empírica.
É positiva em 30% a 50% dos casos.
 Cultura e antibiograma:

Aspiração do local suspeito é crítica na


identificação da bactéria.
A cultura é positiva em 50% a 80% dos casos.
Diagnóstico por imagem
 Radiologia:
Na fase inicial, não mostra alterações, apenas
edema de partes moles. (10 a 21 dias)

 Cintilografia (tecnécio 99):


Nos casos positivos haverá aumento na captação.
Pode não ser muito acurado em casos com menos
de 24 horas de evolução.
 TC :
A tomografia demonstra abscesso subperiostial

 Utra-Sonografia:

Aumento de partes moles


Detecta elevação e espaçamento do periósteo.
Utilizada como guia antes da punção.
Qual o conduta inicial?
 O uso de antibioticoterapia endovenosa deve
iniciar-se imediatamente após a coleta de
material para cultura.

 O antibiótico a ser utilizado irá variar de


acordo com o possível agente etiológico.
Suspeita de Staphylococcus aureus:

Oxacilina na dose de 150 mg/kg de peso


dividida em quatro a seis doses diárias por
via endovenosa é a primeira escolha.
Para os pacientes com história de sensibilidade
à penicilina, uma opção é a cefazolina na
dose de 100 mg/kg/dia, endovenosa, dividida
em três doses.
Suspeita de Salmonella sp:

Podemos optar entre a oxacilina e ampicilina ou


cloranfenicol na dose de 100 a 120 mg/kg/dia
Tempo de
 antibioticoterapia?
Existe um protocolo de curto prazo, com quatro dias
de antibioticoterapia parenteral seguida de um
período por via oral até completar um total de 23
dias.

 Esse estudo mostrou cura da infecção em todos os


pacientes tratados com seguimento de um ano.

Peltola H, Unkila-Kallio L, Kallio MJ. Simplified treatment of acute staphylococcal osteomyelitis of childhood. The Finnish
Study Group. Pediatrics 1997;99:846-50.
Quais casos devem ser

operados?
A drenagem cirúrgica está indicada sempre que
houver a suspeita de abscesso subperiostal.

 Em revisão de casos, a drenagem cirúrgica foi


indicada em 22% dos pacientes.

Blyth MJ, Kincaid R, Craigen MA, Bennet GC. The changing epidemiology of acute and subacute haematogenous
osteomyelitis in children. J Bone Joint Surg Br 2001;83:99-102.
Bibliografia
 Cunha LAM, Oliveira Filho OBA, Ohara G, Skaf AY.
Projeto diretrizes, Conselho Federal de Medicina.
Out/2007.

 LIMA, Ana Lúcia L. Munhoz. Prática hospitar. Ano


IX. N° 52. Jul-Ago/2007. P: 11-16.

 HEBERT Sizinio, XAVIER Renato et al. Ortopedia e


Traumatologia: Princípios e Práticas. 3ºed.Editora
Artmed.paginas:822-830.