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(Ivy Gomide )
Participa (Claudio Cavalcanti )

ntes: (Antônio Celso Mendes )

(Rafaela Malon )
(René Ociné ) (Wilson R )
(Álex Marcondes )
(Flávio Mello ) (Giselle Sato )
Diego Balin (Me Morte )
(Fillipe Jardim )
(Valéria Brasil Callegari ) (Adroaldo Bauer ) Denise Severgnini

(Flá Perez ) (Caio Tadeu de Moraes )

Rommel Werneck ) (Paulinho Dhi Andrade )

Gaivota ) (Mariana Lopes )

Emerson Sarmento ) (Fabrizio Sampaio da Silva )

Thiers ) (Ruy Villani )


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Créditos:
Imagem da capa:

http://umanoiteassombrosa.files.wordpress.com/2009/02/gk4_neuschwanstein_1280x10241.jpg

Música de fundo::

Grupo ERA _ Ameno.


http://www.youtube.com/watch?v=MQyEyxBut4w

Compilação dos poemas::

Me Morte
http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=32883

Formatação do e- book::

http://www.denisesevergnini.recantodasletras.com.br
Marrom Outono

discórdia se oferece
ciúme tomado cerne
na cor legada do outono,
que dela se apodera demônio aflorado em si
e abate seu pleno vigor destra marca no esquerdo
o olhar que só via vida
abdica do brilho sonho
botão por desabrochar caçado por lágrima e dor
rosa por todas as pétalas
em cumprir no seu natural
o eternizar da beleza principia o cair do anjo
no próspero de seu amor no ciclo verme do vício
o futuro é seu precipício
nada é pior agonia
inverso no irracional do que ter a própria mão
ousado que se ignora plantado o impossível no amor
no rosto deixa a tristeza
carinho é metamorfose (René Ociné )
retalhos do que sonhou
Voltar
CONSTRIÇÃO
ou Medusa narcísea

Como se fosse sugada, sentiu os músculos do animal que,


vagarosamente, centímetro por centímetro a devorava.
Nesse momento, o reflexo no lago lhe desvendou a Medusa, a dor
dos ossos das pernas e do quadril esmigalhados não mais lhe
incomodava... apenas, a formosura de se ver semi-engolida por
besta excomungada de tempos bíblicos lhe ameigava.
Penteava os cabelos, pois lhe faltavam serpentes.

(Flávio Mello )
Voltar
Purificar-se em carne

Esqueça, um pouco tudo que te circunda,


Essa mágoa, essa dor, essa angustia.
Não demonstre a raiva isso te afunda
Aja com cautela e afie a faca na fagulha

Deixe que os outros também esqueçam


O quanto te feriram e se engrandeça
Nessa vingança fria, cruel e espessa
Que te contamina.

Deixe-os dormir e acabe com toda a amarguidão


Dilacerando parte por parte de suas peles Voltar
Ouvindo cada ganido de dor, de frustração.
Você se purifica manchando-lhes de sangue as vestes. .(Diego Balin )
Prece

Apartai de mim todos os excessos!


Dos bêbados e os avessos,
de sentimentos,
poesia e
mansidão.
Mas particularmente dos bêbados
Senhor!
Tende compaixão.

Apartai de mim os prazeres da gula, Livrai-me também Senhor dos istas,


meu corpo pede trégua dos ismos e principalmente
de descanso e compostura de todos os indecisos!
Quer viver a totalidade do ser,
Sentir dor! Mas muito mais prazer, Por fim Senhor,
sem os limites de uma vida imposta. Livrai-me dos decadentes,
Dos imorais e inconseqüentes,
Apartai de mim as mesmices e chatices Isentos de amor e ávidos de desejos.
tolices e idiotices
Do medo que aqui me prostra Amém.

Voltar
(Valéria Brasil Callegari )
"Capangas

Na transparência
é que se vê os defeitos

- e quem se esconde
pode mostrar - se perfeito -

Então Ele pede aos demônios:


"Cacem os anjos coxos,
matem os desordeiros
que vingam e vagam translúcidos,
cacem - os feito sabujos!

Destruam os lobos,
não os cordeiros,
façam meu serviço sujo!". (Flá Perez ) Voltar
PROFECIA
.

Um dia, tu estarás em pleno choro


Sangrando em negras lágrimas a terra
As almas do passado em grave coro
Declararão a ti a mais suprema guerra

O castelo dourado e azul morreu


E a vida continua em triste pranto
Eis aquilo que nunca se esqueceu
E que conduz o azedo e amargo canto

Um dia, tu estarás em forte grito


Que tingirá de luto o sonho pulcro
E assim se cumprirá a tal profecia

O futuro será pra sempre aflito Voltar


Nós que estamos em lúgubre agonia
Seremos então um único sepulcro.
. (2° lugar Concurso do Vale
- Rommel Werneck ) -
ABISMO E LAR

riscam fagulhas
abismo e lar
mergulho
pássaro
abro-me
palavra, fogo e luz
sedimento de sonho
preso em linhas
perco-me com passo inerte
onde moram as dores
onde sucumbem desejos
n'aurora do portão rangendo, estavas
quebrando ossos
esfacelando a alma (2° lugar Concurso do Vale
te vi em lágrima absoluta - Gaivota )
escorrendo co ‘ a flor
vestida de vermelho
a sentar pétalas
nu braço du ar
a bailarina morta estica dedos
na palma pede: Voltar
'..embrulha-me num poema..'?
Âmago Analítico
.
.Ainda que eu
Não tivesse o dom de amar
ainda que no necrotério de mim mesmo
meu sentimento vivo
porém inútil
não teria tamanha ignorância
de não te amar.

Seria Egoísta dizer


que o futuro
não chegaria sem você.
E no presente
Quando nossas entranhas
decidem se encontrar...
Eu, analista cego do nosso amor,
encontro um sereno jeito de revelar:
.
- Eu te amo!
Voltar (1° lugar Concurso do Vale –
Emerson Sarmento )
I‘ LÓGICO FIM

No braço do asfalto
procuro razões
úmido calor
devora-me
atrás dos olhos
dentro das curvas
debaixo das pedras
sou desejo
piso sombras
absorto caminho nos braços
na língua do absurdo do corpo fictício da tua face
corrompo olhares n'outra face
cruel assassino perdi meus beijos
desejo retalhado vivi meus sons
mordem-se as bocas dor rotulante
lambem-se os sangues destila
eu e minha lógica êxtases Voltar
tão inútil extraídos
quanto o pássaro preto de algum poema
dormindo u 'negro fio
perdido na noite (3° lugar Concurso do Vale - Thiers )
sorrateira esperança borbulha
DELÍRIO DOMINICAL

perdido, vivo inconsciente


um demente num sonho desperto

a vida é uma constante síncope


com ímpetos de lucidez fria
vivo
todavia, mijo minhas tristezas
e erro ansioso em direção à morte
em terezas, marlenes e marias
envolto em fumaça de cigarros baratos
alimentando-me do próprio sangue
homúnculo de alma grande
infestado de fantasmas passados
gigante de espírito pivete
vaginas pulsantes
e vinhos espumantes
envolto em névoas, me agasalho
com um retalho de realidade
- maldade que faço com gosto
de alma ausente
posto que a mim mesmo
escorro pelos dias feito pus e bile
apenas uma besta, entre tantas,
errado e errante
beijando os pés sujos das prostitutas
vomito meus olhos ao redor
e comendo o cu das mulheres santas.
e admiro como é grande a latrina
e como não estou sozinho
em minha sagrada função
de ser merda Voltar
(Wilson R )
Fome e vícios No espelho partido que reflete nossas almas
A eternidade não é mais que um instante
Tenho fome
da tua carne... Te adoro em silencio
Tenho sede Submissa, dócil
do teu gozo Indecente delírio
Escrava mulher
Só você me sacia plenamente
Em todos os sentidos e formas E que me importa os conceitos se nosso
leito
Tenho medo desconhece pudores e limites!
Dos teus vícios
Tenho ganas Meu dono e senhor...
De te devorar Somos pecado e gula
Doce e amargo
Atiça meus instintos profanos Fio cortante e aconchego.
Em incontáveis ciclos ...
Toma minha alma de um só gole... Brinca
Enfeitiça ! com a agonia
Domina ! A língua chicote fustigando o cio em
Voltar gozos ... Perdição.
Impõe! (Giselle Sato )
Redenção!
A saga de Ed Gein

Da brutalidade, o trauma trouxe a sanha,


do baphomet cruel, a triste artimanha
de tirar dos corpos recém enterrados
as peles, ossos, o sangue, ao passo
do que lhe vinha à mente bizarra e insana
a voz de sua mãe, que por sangue clama.

Era moça, de himeneu intacto,


pensava Ed, da loucura achava o fato;
porém perdeu-se em descontar tal ira
nos semelhantes, numa macabra lira.

Cabeças na porta eram enfeite


e uma coluna, abajur, pro seu deleite,
guardou nove vulvas numa caixa de sapato
e uma máscara fez com a pele de um enterrado.

CONTINUA...
Violou túmulos, procurando milagres,
só achou tristezas junto aos cadáveres,
pensou então, já mais do que aflito,
realizar seu intento com alguém vivo.

Primeiro a garçonete, com tiro alvejada


pra garagem, sangrando, ela foi levada.
Ed, tamanha a raiva, torturou e matou,
aproveitou o cadáver e sua pele arrancou.
Fez uma máscara com o rosto da morta
e tentou ressuscitá-la na infeliz hora torta.
Guardou seus restos, depois da decepção:
era só mais um defunto em sua coleção.

Outros pecadores, como dizia sua mãe Augusta,


estavam à solta, por isso seu frenesi de busca.
Pensou em receber melhor o divino erário
e pegou de novo sua espingarda no armário.
Foi de caminhonete, com sua arma em punho,
procurar nova vítima para o demoníaco conluio.
Foi direto até a venda da moça Bernice
e de um tiro a matou nesta maluquice.

CONTINUA...
O corpo dela foi, sem dúvida, o mais chocante;
as autoridades se espantaram como nunca antes.
Foi encontrada dependurada, como um porco morto,
decapitada e dissecada, obra de um anjo louco.
Em um gancho ela fedia em plena garagem.
Não houve defesa, da piedade nem margem.

A polícia desconfiou de dois sumiços assim


e, surpresos, chegaram ao pacato Ed Gein.
Acharam os mortos e seu circo de horrores,
revoltados, impuseram a ele seus pendores.
O puseram então preso, mas num manicômio.
Dos crimes foi inocentado, era louco o demônio.

(Fillipe Jardim )

Voltar
"E mais não se diga...“

E mais não se diga porque a musa canta


encantada estamos todas as pessoas que
a ouvimos e vemos que inflama mentes,
corações apaixonados e descrentes.
Ai!
É que vai se fechando o dia, mais um dia.
Ai! Ai!
É que a vida não espera o ônibus,
nem vem o trem e já se vão nos desvãos
desvairados diários doídos lidos
a contra fluxo, na morte adivinhada do feio,
será o renascer do belo.
E, por fim:
Ai!
A vida se esvai,
embora se vá com ela em fila.

Voltar (Adroaldo Bauer )


Derradeiro Colapso Civilizatório

Saio à luz da rua e recordo o quanto o céu é azul


Lembro de como o Sol é brilhante e caloroso,
Tal fosse o abraço de uma bela garota
Observo crianças brincando nos quintais da rua
E os jardins que florescem nesses quintais
Lembro como é bom o meu estilo de vida
Nuvem à raia do horizonte indica tempestade
Igual a um cataclismo marchante
Contra a comunitária boa vontade
O horror que quebra ações, uma por uma
O noticiário grita, entusiasmado:
“Bem - vindo ao Colapso!”

Na terra da heresia delirante, o casulo chocou!


A mariposa da escassez, meus irmãos, ressuscitou!
Sobrevoa os campos da subsistência
Impregna o pólen da concessão mortal
Distribui infertilidade e abstinência
Crash! A esperança, na fragilidade do vidro,
Se parte em estilhaço fúnebre e seco
CONTINUA....
A última grande multinacional acesa
Acaba de jogar-se pelo parapeito
Dependentes carnais do relógio do declínio
A vulnerabilidade sul-americana
Finanças do auto-flagelo, de onde se fecha o elo

O choque gera um expansivo buraco negro


Suga o terceiro plano no mesmo triste fim
Do desenvolvimento
Uma rede globalizada de ovelhas
Esquema pronto para o ciclo viral propagar
Produção anestesiada, ninguém quer a demanda

Ninguém pode arcar com o produto!


O mercado da cúpula está atraindo o Mal
Nós, pobres coitados, também vamos
Compartilhar o baixo-astral
Contrair a guilhotina sanguinolenta
Que executa sem escrúpulos a renda per capita

Crash! Crash! Crash!

CONTINUA...
O pão de cada dia inflacionou!
FMI não está mais ao dispor!
O sonho do consumismo se concretizou!

Vogai por vos, bancos da lepra estadunidense


Pressão que esmaga os ossos do IDH e do patrimônio
Blasfêmia! Consumo predatório dos recursos naturais
Superabundância infinita não existe mais
Estimado barril de líquido tétrico
No final das contas, o petróleo era fonte esgotável
O capitalismo experimenta as chamas do Inferno
Pena que fomos costurados aos indigestos
Líderes em missão diplomática
Discutindo o absurdo do mundo
Os passos da humanidade em trabalho porco
Declara-se da sede outra vã G8

Crash! Crash! Crash!

O pão de cada dia inflacionou!


FMI não está mais ao dispor!
O sonho do consumismo se concretizou!

CONTINUA...
Crise econômica internacional, perdoai os nossos pecados
Astronautas no espaço, tocando Deus, re-erguendo a torre
Acelerador de partículas para a curiosidade mimar
E onde estão as sobras para matarmos a miséria e a fome?

Crise econômica internacional, perdoai os nossos pecados


Sem emprego ou esperança para seguir em frente
Ex-cidadãos vestidos de melancolia e trapos
Vamos vender a alma ao Diabo!

Crise econômica internacional, perdoai os nossos pecados


Ao exemplo do Iraque (esgotado), declarar guerra ao Vaticano
E solucionar o problema usando do sagrado tesouro

Crise econômica internacional, perdoai os nossos pecados


Vamos vender todos os nossos móveis, todos os nossos bens
Todos os nossos órgãos, toda a nossa carne
Todos os nossos santos, todas as nossas emoções
Para sanar o débito do Juízo Final

CONTINUA...
Crise econômica internacional, perdoai os nossos pecados
Dinossauros, vocês falharam conosco

Crise econômica internacional, perdoai os nossos pecados


Amaldiçoada seja a mariposa!

Crise econômica internacional, perdoai os nossos pecados


Graças aos céus, ainda nos resta o mercado bélico
Amém!

Crash! Crash! Crash!

O pão de cada dia inflacionou!


FMI não está mais ao dispor!
O sonho do consumismo se concretizou!
Oh, oh, oh Yeah!
Voltar
Agora tenho certeza, irmãos e irmãs, estamos no século XXI

(Caio Tadeu de Moraes )


Minha morte

Cava-me a alma retirando-a de meu peito.


Beija meus lábios gelados amansando-me ao leito.

Chegaste pura e simples há tanto esperada.


Meu medo a ti não resiste vem, adormeça minh ’ alma.

Por não me negar teus sonhos, gritei mil dores emprestadas.


Agora sem dor alguma me entrego de boca calada.

Ao fechar-me a luz dos olhos


Darei início à minha jornada.

(Paulinho Dhi Andrade )

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Anjos

O silêncio de cada canto


Suaviza toda uma eternidade.
Os códigos ainda não foram decifrados
E a vida continua a mesma.

Nossos olhos são unicamente coloridos

Pela vida pós morte que temos.


Nossas amas são feridas anti-voo
Geneticamente alteradas ao vento.

Somos soldados de um poder imenso

Modestamente modificado aos poucos


Os atos são planos não-bonitos
E queremos fugir, FUGIR.

CONTINUA...
A vontade é controlada pelo impulso de sermos servos
Temos vontade imprópria de sermos cegos
Sabemos controlar qualquer vidinha fútil
Mas consciente somos do que fazemos.

Não recebemos asas


Somos manipulados e sujos
Não cremos em deus algum
E ainda somos anjos.

(Mariana Lopes )

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Meninos e Meninas

Os teus motes já não são tão criativos


Teus motivos se perderam com o vulgo
E teu jugo, por mais que te pese em vivo
É inativo, é só temporal, passável
Fugidio como seriam as serestas
Onde te prestas p ‘ ruma arte primitiva.
Não serei eu a ficar sob tua janela
E sob ela a recitar mesmices

Ofereço, escondido e sem crendices


Sem remessas ao jogo da sedução
Um carinho do qual sei... agora não
Mas um dia, se acaso refletires
Sob a íris de um olhar mais detalhado
Vais deixar o que era torpe para o lado

CONTINUA...
E investir na omoplata que te aguarda
E te guarda nos momentos sem libido

Estes sim, que nos relembram tempo ido


E as músicas que nos embalaram tanto.
Foi-se o tempo, vai-se a hora, mas o encanto
Dessas singelezas pobres, pequeninas
Nos remetem aos meninos e meninas
Que já fomos, inda seremos se quisermos.

(Ruy Villani )
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LEVANTE DA LETRA...

Corrói a fuligem
n’alma aberta
destampa sentidos
esboça sorriso
fecha-se a porta
um livro de cores
página sedenta
rascunho híbrido
já não se suporta
voz de seu próprio desejo
toca em arpejo
aban do no
abandonos
caí a letra descoberta
em si, por si
cria coragem
(Ivy Gomide )
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A verdade oculta

É difícil tentar não desistir quando se tem tudo a perder


Quanto mais se é otimista mais coisas ruins parecem acontecer
Quando se deixa o ódio lhe controlar a luz parece me libertar
Como se os dois travassem uma luta para ver quem consegue me consumir.

As pessoas são estranhas, correndo atrás de coisas que não conseguem,


esquecendo o que elas já conquistaram
Se iludem dizendo que a esperança é a ultima que morre, sem saber que as vezes
ela chega a falecer.

Elas enchem sua cabeça de mentiras porque não se conformam com a verdade,
não querem reconhecer seu fim, medo de voltar a se deprimir
Portanto tente sair do seu próprio “inferno” e procure seu lugar no
“Paraíso”, a vida para alguns é dolorosa e é preciso se acostumar com a dor, ou
então, encha sua cabeça de mentiras.

(Claudio Cavalcanti )
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Me Permitindo

Quando embolsei tuas flores,


Mesmo mergulhada na escuridão,
Vi um deslize em meus braços,
Abrindo-se para a multidão.

Por muito tempo, penetrei lacuna adentro,


Permitindo apenas o alento,
Onde mais ninguém pudesse passar,
Agora quebrado por seu sentimento.

Estou me permitindo neste momento,


Permitindo que entre o alimento,
Da alma que pousava em retiro,
Da vida que por breve tinha sumido.
sumido

Rafaela Malon
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Lápide do cemitério evangélico de Lomba Grande _ Marcelo Pacheco


Meu Breu

Meu quarto escuro adentrou a noite


Lacrando a vida

Apenas breu
Apenas eu

O olhar negado pela obscuridade


Me interrompe

A imóvel espera
Do ressuscitar
É a esperança-luz-porvir
Numa fresta de janela
Que não sei se há

Atento
Aguardo
Me guardo

Talvez prossiga (Antônio Celso Mendes )


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Vampira

O vento soprante esfriava a noite


o horizonte seduzia olhares mortos
era anil e claro o manto estelar
não sei se poderia ser melhor...

A lua gigante e majestosa surgia


aquele clarão nos capturava obscuramente
o que na escuridão eu não via
avistava sob o esplendor da pérola celeste...

...Seu rosto, o ápice de meus desejos


o primeiro suspiro de meu amanhecer noturno
o brilho lunar descobria aquelas trevas de ti
e meu transe volúpia foi por completo
sob teu manto eu me guardo
mas em teu leito eu vivo
em teu beijo eu me entrego...
...em teu colo eu amo

Vampira ! Sois as colunas do meu castelo!


o vigor de minha pós-morte...
...rende-se agora a tua sorte
amansa-me com tuas mãos de anjo...

longe de mim tudo que seja distante de ti!


longe de mim tua ausência e tua inexistência
se não estiverdes eu me sumirei
se não exististes, serias minha loucura para todo sempre

Voltar (Fabrizio Sampaio da Silva )


Meus Olhos Tristes

Ultimamente, tenho reparado nos detalhes do meu rosto


Cada aspecto, cada linha, cada pedaço
E percebo que odeio meu olhar indisposto
Aonde enxerga-se apenas todo esse imenso cansaço

O que me deixa ainda mais curioso


É não saber por que essas incrédulas janelas são assim
Meu rosto poderia ser doce, vivo e amoroso
Mas sou obrigado a contentar-me com o nada, enfim

Quando olho no espelho


Sinto os palpitares de tristeza a doer
“Feche os olhos” seria um bom conselho
“Não esqueça de abri-los” para lembrar-se de continuar a viver

Ah!,meus olhos tristes


Que beleza, que tristeza possui teu olhar
Meus lindos olhos tristes
Em nenhum outro lugar você os irá encontrar.
Voltar
(Álex Marcondes )
Dai-nos

A noite corria pela janela


E os anos pelos meus dedos.
Enquanto milhares
Oravam a Ave Maria,
Eu me prostituía,
Com a cara e coragem...
E amontoava o pão de cada dia.
Profana sacanagem.
Que bobagem! (Me Morte )
Voltar
Poema intrometido
Romanesco

Oh!Amada dos brunos espectros!


Solfejo-me em teus sons obsoletos
Nada oblatas a mim. Teus estros
Obliteram meus escritos completos

Idolatro-te na pulcra paisagem


Negas-me teu ósculo pervertido
Espero-te dama de cortês linhagem
Não chegas... Sal do meu olhar vertido

Sou uma sombra sem lucidez


Romântico em minhas quimeras
Bordo constelações em tua tez
Utopias de arcaicas primaveras

Divina dama de funéreas vestiduras


Alça voejo de teu torreão aprumado
Digna-te a oferendas de tuas ternuras
Sou um reles cavalheiro apaixonado!

Denise Severgnini
Voltar
Denise Severgnini

Minat Terkait