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I

Está a ser negociada entre vários Estados uma convenção para controlar a
criação e comercialização de cães de raças perigosas. Vai decorrer a reunião
final. O Estado A faz-se representar pelo seu Director-Geral da Veterinária,
que se esqueceu, daquela vez, de levar a carta de plenos poderes. Pode
assinar o texto da convenção? E que valor terá essa assinatura?

Resolução:

Na Convenção em análise pretendia-se negociar a respeito do controlo da criação e comercialização de


cães de raças perigosas. Sendo o estado A representado pel seu Director Geral de veterinária, que se
teria esquecido de levar a carta de plenos poderes .

Comecemos por analisar as questões juridicamente relevantes.

Convenção é outra forma de designar um tratado. Tratado é de acordo com o disposto no artigo 1º
alínea a) da CVDT um acordo internacional concluido por escrito entre Estados e regido pelo DIP, quer
seja consignado num instrumento unico, quer em dois ou mais instrumentos conexos, e qualquer que
seja a sua denominação particular.

Estamos portanto um acordo internacional escrito entre Estados que se rege pelo DIP.

Para o efeito da reunião de conclusão do Tratado o Estado A fazia reresentar-se pelo seu DGV, orgão a
quem não se reconhecem plenos poderes originários (apenas reconhecidos aos chefes de Estado, chefes
dos governos e ministros dos negócios estrangeiros, chefes de missão diplomática, de acordo com o
disposto no artigo 7, nº 2 alíneas a e b), motivo pelo qual teria de ser acreditado através de um
documento emanado pela autoridade competente do Estado em questão oara poder representar o
Estado na negociação, documento esse designado de plenos poderes. Aconteceu que o agente em
questão não tinha em sua posse o referido documento, por se ter esquecido de o levar

Podemos levantar aqui duas questões:

- Se resultasse da prática dos Estados interessados, ou de outras circunstâncias, considerar o


representante em questão, como decorre da alínea b) do artigo 7º nº 1 da CVDT, poder-se-ia prescindir
da declaração dos plenos poderes, ficando no entanto a validade do acto de assinatura sujeita a
confirmação posterior (nos termos do artigo 8º da CVDT), sob pena de não se produzirem os efeitos
jurídicos do Tratado.

Já em questão ao valor da assinatura. À partida, não estamos, porque não é dito que assim seja,
perante um acordo sob forma simplificada, que por caracteristicas intrínsecas implica que a vinculação
é feita apenas por meio da simples assinatura. Logo a assinatura, sendo ad referendum, teria os normais
efeitos, abrindo a possibilidade de vinculação ao tratado, autenticando e datando o documento. Ficando
os efeitos de viculação remetidos para momento posterior após a aprovação, aceitação ou ratificação do
Tratado.

II
Em 29.11.2009 tem lugar em Dakar uma reunião dos Ministros dos Negócios
Estrangeiros de um conjunto de países africanos com vista à negociação de um
tratado sobre cooperação policial na área da luta contra o terrorismo
internacional. O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola teve de se
ausentar no decurso das negociações, ficando este país representado pelo
Vice-Ministro da mesma pasta.

Resolução:

O Tratado em questão tem como objectivo a negociação d eum tratado sobre cooperação policial na
área da luta contra o terrorismo Internacional. São partes no Tratado um conjunto de países africanos,
de que faz parte nomeadamente Angola.

O MNE teve de se ausentar no decurso das negociações, ficando representado pelo Vice-Ministro dos NE.

Alisemos as questões de relevo.:

Tratado - De acordo com o disposto no artigo 1º alínea a) da CVDT um acordo internacional concluido
por escrito entre Estados e regido pelo DIP, quer seja consignado num instrumento unico, quer em dois
ou mais instrumentos conexos, e qualquer que seja a sua denominação particular.

Estamos portanto um acordo internacional escrito entre Estados que se rege pelo DIP.

Angola faz-se representar pelo seu MNE e Vice – Ministro NE.

De acordo com o artigo 7º nº 2 alínea a) da CVDT o MNE é considerado representante do Estado por
inerência das suas funções e está dispensado da apresentação da declaração de plenos poderes. Já o
Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola, apesar de em termos de Direito Interno dos Estados
se assumir como reconhecido substituto do MNE, em termos de Direito Internacional assim não é
reconhecido, pelo que teria de ser acreditado (através de nota diplomática ou similar) como
representante do estado de Angola nas negociações. Sabemos no entanto (porque nos é dito), que
estava MNE e VMNE presentes na reunião o que nos leva a subsumir que seria reconhecido como
representante acreditao do Estado de Angola prescindindo da carta de plenos poderes.
III

Em Outubro de 2006 decorre em Brasília uma conferência internacional com


vista à criação de uma organização internacional de cooperação em matéria
de conservação do património cultural, na qual participam 36 países, entre os
quais Portugal, que se fez representar pelo seu embaixador no Brasil. O texto
final da convenção que institui a organização internacional em causa é
aprovado com 22 votos a favor e 14 votos contra, e é assinado pelos
representantes de 22 dos Estados presentes, entre os quais se contou o
representante de Portugal.
Resolução:

Na Conferência Internacional em questão pretendia-se criar uma Organização Internacional de


cooperação em matéria de conservação do património cultural.

Analizemos passo a passo todas as questões relevantes para o Direito Internacional.

Uma organização Internacional é nos termos do artigo 2º nº 1, alínea i) da CVDT uma organização
intergovernamental, ou seja uma organização composta por dois ou mais governos com vista a um
determinado fim. Neste caso sabemos estarem representados 36 governos, pelo que podemos assumir à
partida que o objecto desta conferência internacional seria criar uma organização internaional
composta por representantes dos 36 governos,ou pelo menos pelos 36 reconhecida. Mas veremos adiante
se isso se verifica.

Portugal faz-se representar pelo seu embaixador no Brasil.


Para averiguar da legitimidade do Mebaixador do Brasil enquanto representante do Estado português
temos de analizar as várias possibilidades de representação, tendo em conta que não é mencionado no
enunciado (e por isso se presume que não exista) declaração de plenos poderes, atendendo igualmente
à especificidade da convenção.

Sabemos que o Chefe de Estado, Chefe de Governo e MNE dispõem de plenos poderes para a realização
de quaisquer actos no âmbito de tratado (artigo 7º, nº 2 alínea a) da CVDT), mas assim não é em termos
do âmbito de Conferência Internacional atendendo precisamente à sua especificidade. Temos então de
considerar a hipótese de se enquadrar nas situações em que chefes de missão diplomática podem
representar os Estados prescindindo da apresentação dos plenos poderes se esta for uma situação de
adopção do texto de um tratado entre o Estado acreditante e o Estado receptor, como deriva do artigo
7º nº 2 alínea b) da CVDT, e que não se verifica no caso em análise.

Falta-nos portanto analizar a questão à luz da alínea c) do nº 2 do mesmo artigo, que nos diz que podem
prescindir da declaração de plenos poderes os representantes acreditados dos Estados numa conferência
internacional ou junto de uma organização internacional ou de um dos seus órgãos, para a adopção do
texto de um tratado nessa conferência, organização ou órgão.

É este o artigo a aplicar. Temos então de abrir aqui duas possibilidades.

Ou o Embaixador tinha sido antecipadamente acreditado através de nota diplomática ou documento


semelhante e podemos aplicar o artigo 7, nº 2 alínea c) da CVDT, ou temos de solucionar a questão com
base na conjugação do artigo 7 nº 1 alínea b) com o artigo 8º da CVDT, ficando pois a concretização dos
efeitos juridicos da assinatura dependente do reconhecimento posterior da mesma pelo Estado
Português.
No que toca ao conteudo do tratado celebrado na convenção Internacional com vista à criação da OI:

A CVDT diz-nos no seu artigo 5 que se aplica a qualquer tratado que seja acto constitutivo de uma
Organização Internacional e a qualquer tratado adoptado no âmbito de uma organização internacional,
sem prejuizo das normas aplicáveis da organização.

Daqui retiramos duas concretizações:

- Por interpretação, concluimos que é possivel através de um tratado criar uma organização
internacional (qualquer tratado que seja acto constitutivo de uma Organização Internacional)

- Que à organização criada através da convenção em questão se aplicariam as disposições da CVDT para
além dos seus próprios estatutos.

Analisando agora a questão da votação: fala-se no texto que o documento final da convenção que
instituia a organização internacional teria sido aprovado com 22 votos a favor e 14 votos contra tendo
sido assinados pelos representantes dos 22 estados presentes, entre os quais o representante de
Portugal.

Verificamos a existência de maioria absoluta (61,1%) a favor da criação da OI., sendo que de acordo
com a CVDT a adopção do texto do Tratado se efecutaria (artigo 9º nº 2) por maioria de dois terços dos
participantes na sua elaboração, a não ser que se decidisse por igual maioria aplicar uma regra
diferente. Ora nada tendo sido dito no texto a esse respeito, temos que considerar que a assinatura do
Tratado por 22 dos Estados presentes (não sabemos se são, mas presumimos que sejam os que votaram a
favor do texto) foi feita não respeitando a regra da maioria.

Assim sendo, dever-se-ia realizar nova votação até que se obtivesse um resultado conforme à regra.

Mas isto não invalidaria uma tentativa por parte dos 22 estados a favor de reunir novamente no sentido
de aprovar a criação da OI sem intervenção dos 14 estados contra, o que seguramente resultaria em
unanimidade da votação.

Não podemos exactamente falar em erro, nem em fraude, podemos falar apenas num incidente que
originaria inevitavelmente um afastamento dos Estads contrários à criação da OI, dado que estas não
podem ser criadas sob reservas e sem respeito à maioria.

Ora o que aqui sucede não é exactamente assim. Na própria conferência de adopção da OI, se verifica a
assinatura do Tratado de criação pelos 22 Estados a favor, sem qualquer manifetsação posterior (que
também não teria de existir) dos 14 Estados contra.

Será defensável dizer que assim tenha sido por uma questão de economia de esforços, já que
inevitavelmente havendo uma maioria, e sendo possivel reunir posteriormente e instituir a OI, não seria
necessário protelar esse fenómeno no tempo.