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Capítulo I
Introd. RF

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Algumas Publicações Tecnociência


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Capacitação Tecnológica

Uma publicação seqüencial abordando treinamento técnico nas áreas de


eletrônica, informática e gestão.

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Uma série que trata de diversas montagens e configurações


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Eletrônica Básica

Uma série de treinamentos independentes, abordando diversas manutenções,


para o aperfeiçoamento profissional do técnico de manutenção.
02 Apresentação
Os equipamentos wireless trouxeram mobilidade, conforto e praticidade, transformando nossas
vidas. Os equipamentos estão cada vez mais acessíveis, montar uma rede doméstica é
relativamente barato e sem muitas complicações.

O mercado wireless está em crescimento acelerado e consiste em ótima oportunidade


mercadológica. Projetar e instalar redes wireless em condomínios, sítios e empresas pode ser
uma maneira lucrativa de trabalho.

Ao trabalhar com sistemas wireless é importante que o profissional conheça profundamente as


fragilidades que envolvem esta tecnologia. O comportamento da rádio freqüência e o
funcionamento dos diversos modelos de antenas determinam a diferença entre uma transmissão
de sucesso e uma rede problemática.

Nas próximas linhas iremos abordar os fundamentos da rádio freqüência, além dos modelos e
dicas para montar sua primeira antena wireless, permitindo ao leitor conhecer melhor as
fragilidades e características tecnológicas deste sistema.

Este e-book é ideal para leitores que buscam o primeiro contato no entendimento dos princípios
da rádio freqüência e do universo wireless.

Funcionamento deste treinamento.


Os treinamentos elaborados pela Tecnociência são modulares. Isso significa que o leitor adquire
individualmente o conteúdo em PDF conforme vai avançando nos estudos.

Cada módulo é independente e pode ser adquirido pelo leitor através da área de treinamentos
dentro da Comunidade Tecnociência em:

http://tecnociencia.inf.br/treinamento/course/view.php?id=2

Elemento
Irradiante
2,4 Ghz
03 Rádio Frequencia

Foi em 1887 que as ondas eletromagnéticas foram geradas artificialmente em laboratório por
Heinrich Hertz e posteriormente por outros pesquisadores como Marconi, Popov e no Brasil pelo
Landel de Moura.
As ondas eletromagnéticas também podem ser chamadas de ondas hertzianas em homenagem ao
pesquisador Heinrich Hertz ou simplesmente ondas de rádio.
Uma contribuição muito importante na ciência dos transmissores veio dos grupos de radio
amadores, amantes da matéria participaram ativamente nos estudos dos transmissores.
No Brasil os radioamadores podem ser encontrados através da LABRE, Liga brasileira de Radio
Emissão. http://www.labre.org

Conceito de Onda

Chamamos de onda todo o evento com variação periódica de um estado físico que se propaga na
meteria ou espaço.
Para entender melhor vamos citar um exemplo muito praticado em livros e escolas, pegue uma bacia
e acrescente água. Deixa cair no centro da bacia um grão de feijão ou milho.
Observe que do estado físico inicial de descanso a água ira se mover em
ondas circulares que iniciam no local onde o objeto caiu até a borda da bacia.
Estes movimentos circulares são denominados de ondas porque ocorreram
em uma seqüência em um determinado tempo (por um período de tempo) e se
propagaram do ponto de impacto até as bordas da bacia através de um meio
físico que é a água.

Em uma onda nós temos o meio físico, água, ar, espaço, etc. Uma variação de estado em um
determinado período que se propaga no meio físico.
O vibrador do celular ou a campainha, quando acionados geram uma onda.
O importante em qualquer tipo de onda é a sua propriedade de transportar energia.
Toda onda possui três grandezas, amplitude, freqüência e velocidade de propagação.

A onda eletromagnética pode ser representada pelo desenho de onda senoidal abaixo:
04 Se uma corda for balançada para cima e para baixo repetidamente teremos a formação das ondas.

Para entender os elementos de uma onda, vamos desenhar um gráfico X e Y e aplicar uma onda
senoidal.

Elongação:
É chamado de elongação à distância de um ponto qualquer da curva até o eixo X.

Amplitude:
A amplitude é a elongação máxima de uma onda. Observe o numero 2 na figura acima.

Fase:
Os Pontos que possuem mesma elongação e mesmo sentido nas curvas são chamados de fase. Os
pontos A e C estão em fase já que ambos estão no mesmo ponto onde a onda esta subindo.

Já o ponto B só esta em fase com outros ciclos se observarmos o mesmo ponto (elongação) na
decida.

Comprimento de onda:
O comprimento de onda pode ser encontrado verificando a distancia entre dois pontos em fase.
Veja numero 1 da figura.

Crista e vale:
Crista é o topo da onda (amplitude positiva) maior ponto acima da linha X e vale é o maior ponto
inferior abaixo da linha X (amplitude negativa). Veja números 3 para pico e 4 para o vale na
figura.
05 Ondas eletromagnéticas
Sempre que uma corrente elétrica percorre um condutor ocorre por conseqüência do movimento
da corrente elétrica a formação de um campo magnético.
O campo eletromagnético viaja no espaço em uma velocidade de 300.000 km por segundo, esta é a
mesma velocidade da luz.
Para que o aluno tenha uma idéia da velocidade, uma onda de rádio pode dar sete voltas ao redor da
terra em apenas um segundo.

É importante não esquecer esta informação:


A velocidade das ondas de rádio é sempre constante, 300.000 Km/s.

Formação da onda
A formação da onda eletromagnética e sua propagação são um fenômeno bastante complexo, mas
vamos comentar de uma maneira mais direcionada ao nosso objetivo.
Sempre que criamos um campo elétrico ocorre a formação de um campo magnético que ira gerar um
capo elétrico que ira gerar um campo magnético e assim por diante.
É esta criação sucessiva de campos elétricos e magnéticos que formam a onda eletromagnética.
Existem duas classificações para as ondas de rádio conforme a forma como elas se propagam. As
ondas terrestres e as ondas celestes.
Conforme a freqüência da onda ela é mais indicada para transmissões terrestres por se propagar
melhor em nossa atmosfera ou pode ser indicada para transmissões espaciais por possuírem melhor
desempenho no espaço.

Intensidade de campo
Na medida que as ondas de rádio vão se afastando do ponto de origem (transmissor), vai
perdendo sua intensidade em virtude das perdas sofridas devido à densidade do meio de
propagação.
Não devemos confundir perda de intensidade com perda de velocidade, mesmo que um sinal de
rádio cheque fraco ao receptor ele ainda esta viajando na velocidade da luz.
Normalmente, os materiais bons condutores de eletricidade refletem as ondas de rádio e os maus
condutores absorvem e enfraquecem as ondas eletromagnéticas.
A intensidade do campo eletromagnético em um determinado ponto no espaço é medida em Volts
por metro de altura.
Esta é uma medição feita em laboratório, para isso é erguida uma placa de metal a um metro do solo e
verifica-se a voltagem entre a placa de metal e o solo. Funciona como se o solo fosse o negativo da
pilha e a placa o pólo positivo, o resultado ocorre em microvolts.

Para lembrar:
A intensidade do campo eletromagnético, também chamada de amplitude é medida em Volts por
metro de altura. E a intensidade do sinal de rádio diminui conforme a onda eletromagnética vai
se distanciando do transmissor.
06 Ondas de rádio

As ondas de rádio possuem duas importantes características, a freqüência e o comprimento elétrico


de onda.
É muito comum entre usuários leigos confundir entre comprimento de onda e distancia de
transmissão, quando falamos que uma onda possui 60 metros, estamos nos referindo a distancia que
a onda percorre em um ciclo. Um comprimento de onda de 60 metros equivale a um ciclo de onda a
cada 60 metros.
Pode parecer um pouco difícil de entender, mas na verdade é bem simples. Para facilitar o
entendimento vamos observar como funciona uma onda de rádio.

Freqüência:
Sabemos que a freqüência é o numero de ciclos (picos e vales) que a onda completa em um
segundo, a freqüência é medida em ciclos por segundo ou Hertz.

Comprimento de Onda:
O comprimento de onda é a distancia que a onda percorre em um ciclo, e medimos em metros
comparando fases.

Período:
O período é o tempo que a onda gasta para completar um ciclo (um pico e um vale), é medida
em segundos, numero 3 e 4 da figura.

Velocidade de propagação:
Sabemos que é constante, sempre ocorre em aproximadamente 300.000 Kilômetros por segundo.
(velocidade da luz no vácuo).

Amplitude:
A amplitude é medida em volts ou watts, representa altura da onda, numero 2 na figura.
Tente visualizar as características citadas acima dentro do desenho abaixo:
07 Calculo da Onda

Vamos observar nesta aula como podemos calcular algumas características das ondas
eletromagnéticas.

Considerações:
Sempre que vamos calcular devemos trabalhar com Hz, metros e assim por diante. Então não
esqueça de converter as unidades de medidas caso elas estejam em representações maiores ou
menores.

1khz = 1.000 Hz e assim por diante.

[1] - Velocidade = comprimento de onda X freqüência.

Exemplo:
A freqüência de 12 MHz (converter para 12.000.000 Hz) possui seu comprimento de onda de 25
metros. Qual sua velocidade?

V = 25mx12. 000.000hz

V= 300.000.000m/s

[2] – Comprimento de X onda = velocidade/freqüência.

Exemplo:
A freqüência de 12 MHz (converter para 12.000.000 Hz) possui sua velocidade de 300.000.000
m/s. Qual seu comprimento de onda?

Comprimento de X onda= 300.000.000ms/12.000.000hz

Comprimento de X onda= 25 metros

[3] – Freqüência = velocidade/comprimento de onda

Exemplo:
O comprimento de onda de 25 metros pertence a qual freqüência?

Sabemos que a velocidade é constante.

Freqüência = 300.000.000/25

Freqüência= 12.000.000 hz ou 12 MHz


08 Propagação

Entendemos por propagação a maneira como as ondas de rádio viajam em um determinado espaço,
por isso, para entender a propagação devemos revisar como funciona a nossa atmosfera.
O nosso ar atmosférico é composto em sua maior parte por hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e uma
pequena quantidade de gases nobres como o argônio, xenônio entre outros.
Conforme altitude o ar vai ficando mais rarefeito e menos denso, gerando uma série de camadas
distintas de ar subdividindo nossa atmosfera.
Cada camada de ar interage de forma diferente com as ondas de rádio gerando características
distintas entre freqüência e propagação.
Nossa atmosfera possui uma altura de aproximadamente 1.000 km, após esta distancia não existe
mais ar.

Lembre-se:
Existe uma relação entre a freqüência e as camadas de ar da atmosfera, desta interação surge os
efeitos da propagação. Quanto mais longa a onda, maior facilidade para contornar objetos.

Perda de energia das ondas

Quando uma transmissão de rádio ocorre e a onda sai da antena, ela é lançada em sua máxima
potencia. Mas na medida em que vai se afastando da antena ocorre a perda de potencia por vários
motivos entre eles podemos citar os diferentes obstáculos que a onda se choca, prédios, morros,
estática do ar e assim por diante.
É importante lembrar que o próprio ar atua como veiculo condutor de energia e assim sendo ele por si
só auxilia na diminuição da potencia das ondas de rádio.

Reflexão
Em alguns corpos a onda eletromagnética sofre um fenômeno de reflexão, isso significa que ela
reflete-se no objeto, algo semelhante ao fenômeno do espelho.

Em superfícies regulares como mares, lagos e terrenos


sem relevos, o sinal refletido pode atrapalhar a
transmissão ou até mesmo anular o sinal de rádio.
Observe que qualquer obstáculo maior que o
comprimento da onda pode produzir o fenômeno da
reflexão.

Outro fenômeno que também pode ocorrer


com a reflexão é a zona de silencio ou zona
neutra, isso ocorre nas proximidades em
ângulo com o ponto de reflexão onde o sinal foi
desviado. Na zona de silencio não existe o sinal
de rádio.
09 Dispersão:
Outra forma de reflexão pode ocorrer quando a onda encontra obstáculos com dimensões
menores que o comprimento de onda, mas o número destes obstáculos é grande. Na dispersão
como o sinal reflete em vários pontos ele acaba sendo refletido em diversas direções.
A chuva, por exemplo, pode gerar este tipo de problema ao molhar o solo ou gerar bacias de água
onde as ondas possam ser refletidas.

Existem casos de chuva intensa onde


o link se perde porque a grande
quantidade de pontos refletindo
acaba anulando a onda.
O solo molhado entre outros
obstáculos pode gerar o efeito da
imagem ao lado:

Refração
A refração ocorre quando uma determinada onda de rádio atravessa um corpo distorcendo-se.
Para entender melhor coloque algum objeto dentro de um
copo com água, onde uma parte fique para fora do copo.
Podemos usar uma colher, é possível notar que a colher
parece estar inclinada, seu ângulo fica distorcido. Isto é a
refração.
Na imagem ao lado podemos observar o caso da antena a
direita que esta tendo o seu sinal passando pelo morro mas
sendo enviado para o céu.

Difração
A difração ocorre quando a onda eletromagnética contorna o objeto, fazendo um encurvamento.
Em freqüências com grande comprimento de onda é possível observar o efeito da zona de
silencio ou zona neutra, neste fenômeno uma área em ângulo com a reflexão não recebe o sinal.

Na imagem ao lado, a casa que esta a direita não


recebe o sinal de rádio porque a onda sofreu difração
e ao contornar o objeto gerou um espaço neutro. Em
nosso exemplo acima, uma casa vizinha a 50 ou 100
metros recebe normalmente o sinal.

Absorção
Em alguns casos ocorre a absorção total da onda, esta simplesmente não passa e nem reflete, é
consumida pelo obstáculo. Em outros a absorção é parcial em uma maior ou menor grau
dependendo do objeto.

Fading ou desvanecimento de onda


Quando escutamos rádios em AM ou ondas curtas principalmente de estações distantes, é
possível em alguns casos observar que a transmissão sofre instabilidades onde o sinal hora fica
mais forte e hora parece enfraquecer e até mesmo sumir para depois reaparecer.
Esta instabilidade ocorre porque chegam ao mesmo tempo varias ondas da mesma transmissão
que percorreram caminhos diferentes sofrendo refrações, deflexões e difrações.
10 Faixas de ondas

1] - Ondas muito longas


As ondas muito longas possuem seu comprimento de onda entre 10 a 100 Km. Vão da freqüência
de 3 a 30 Khz.

2] - Ondas longas
As ondas longas possuem seu comprimento de onda entre 1 a 10 Km. Vão da freqüência de 30 a
300 Khz.

3] – Ondas curtas ou intermediarias


Possuem seu comprimento de onda entre 10 a 100 metros. Vão da freqüência de 3 a 30 MHz.

4] – Ondas Métricas, dessimétrica e centimétricas.


Possuem seu comprimento de onda entre 10 metros a 1centimetro. Vão da freqüência de 30 MHz
a 30 Ghz.

Classificação das freqüências.

Acima de 300 Ghz são usadas em pesquisas espaciais.

De 30 Ghz a 300 Ghz, (EHF), milimétricas, usadas em radio astronomia.

De 3 Ghz a 30 Ghz, (SHF), centimétricas, usadas na transmissão de imagens (TV) via satélite,
transmissão de dados via rádio (Internet), forno micro ondas etc...

De 300 Mhz a 3 GHZ, (UHF), dessimétricas, usadas na transmissão de imagens (TV), dados via
rádio (Internet), telefonia móvel (celulares) etc...

De 30 MHz a 300 MHz, (VHF), métricas, usadas na transmissão de imagens (TV), canais de 2 a
13, radiofonia comercial, amadora, privada, publica etc.

De 3 MHz a 30 MHz, (HF), dessimétricas, também conhecidas como ondas curtas, usadas em
radiofonia comercial, amadora, publica e privada, etc...

De 300 Khz a 3 Mhz, (MF),hectométricas, conhecidas como ondas médias, usadas na radiofonia
principalmente comercial.

De 30 Khz a 300 Khz,(LF), quilométricas, usadas em rádios faróis, para orientação de


embarcações.

De 3 kHz a 30 kHz, (VLF), miriamétricas, usadas por submarinos, em radares etc..

Para lembrar:
É muito importante observar que embora tenhamos usado imagens de objetos grandes como
morros e casas, os fenômenos citados ocorrem em diversos ambientes e ou objetos. Mesmo
dentro de casa as ondas sofrem estes fenômenos chocando-se com os obstáculos domésticos
como cadeiras aparelhos etc.
Uma antena interna para transmissão de wireless, celular ou até mesmo um pequeno transmissor
de FM, passa pelos mesmos efeitos.
Por isso é possível instalar uma rede wireless dentro de casa ou escritório e mesmo assim em
alguns locais não ser possível captar o sinal do rádio.
11 Transmissão de rádio

Toda forma de comunicação é composta de três eventos, informação, meio e portadora.


A informação pode ser digital ou analógica enquanto o meio pode ser a água, ar, fios, tubulação e
assim por diante. Já a portadora pode ser a luz, sinal elétrico, sinal magnético, etc.
Em uma rede óptica podemos afirmar que uma certa informação digital passa através de um cabo de
fibras tendo como portadora a luz.

Podemos chamar de transmissor o dispositivo que produz e irradia ondas eletromagnéticas. Já o


receptor de rádio é o equipamento que interpreta as ondas de rádio.

Uma emissora de AM ou FM apenas transmite o sinal de rádio que será captado pelos rádios dos
ouvintes enquanto que um telefone celular ou radio wireless transmite e recebe ao mesmo tempo.
Para nosso estudo vamos dividir o assunto em duas etapas, os transmissores e os receptores de rádio
freqüência.

O transmissor funciona basicamente através de seis etapas interligadas, são elas:

1- oscilador;
2- amplificador/separador;
3- amplificador de potencia;
4- Amplificador de áudio;
5- modulador;
6- fonte de alimentação.
12 Componentes do transmissor

Oscilador:
É no oscilador que as ondas eletromagnéticas são geradas, a principal característica do oscilador
é manter a estabilidade da freqüência.
Os osciladores mais estáveis produzidos atualmente são baseados em cristais. A estabilidade de um
oscilador pode ser afetada pela temperatura ambiente, variação da corrente e assim por diante.
Osciladores avançados podem ser instalados em câmaras com controle de temperatura ambiente e
estabilizadores de tensão precisos.
Os cristais usados no oscilador são de quartzo e conforme o tamanho, forma e a maneira como é
cortado gera-se o sinal de freqüência, com precisão tal que a variação não ocorre em taxas maiores
que algumas partes por milhão. O cristal é muito preciso.
O sinal gerado no oscilador é muito fraco para ir direto à antena, por isso ele inicia no oscilador e vai
passando por etapas de amplificação.

Amplificador/separador:
É o amplificador/separador que aumenta o sinal gerado no oscilador e isola este do amplificador
de potencia para melhorar a estabilidade.
Basicamente retira-se uma pequena parte do sinal gerado no oscilador e passa para o
amplificador/separador que envia para o amplificador de potencia.

Amplificador de potencia:
É o amplificador de potencia que leva para antena uma onda eletromagnética de intensidade
adequada, é no amplificador de potencia que se regula o sinal enviado para antena.

Amplificador de áudio:
Recebe o sinal do microfone amplifica e envia ao modulador.

Modulador:
O modulador é o responsável por unir a informação que se deseja transmitir ao sinal de rádio.
Em um transmissor encontramos de um lado o oscilador gerando a freqüência portadora e do
outro o amplificador de áudio captando a informação (som) através de um sensor como o
microfone, por exemplo.
Ambos os sinais são enviados ao amplificador de potencia onde passam para antena, quando o
sinal chega no radio receptor a onda portadora é eliminada e a onda de sinal ou moduladora
chega aos nossos ouvidos.

Lembre-se:
Em um transmissor possuímos a onda portadora que é a freqüência e a onda de sinal que é a
moduladora, onde a informação existe.
Fonte de alimentação:
Fornece energia a todo o circuito do transmissor.
13 Modulação e seus tipos

Já estudamos que uma onda de rádio pura gera uma portadora vazia, sem informação de áudio.
Podemos concluir que a onda de rádio não é capaz de transmitir informação de áudio sem o uso de
um modulador. Aprendemos também que a freqüência é a portadora de um sinal modulado e neste
sinal é que ocorre a informação carregada pela freqüência.
Em nossas aulas usaremos um transmissor de áudio como exemplo e sendo áudio chamamos de
“sinal de áudio freqüência” a onda de áudio e de “rádio freqüência” a onda portadora.
Em uma onda de rádio existem apenas três características que podem ser modificadas, fase,
amplitude e freqüência.
O tipo de modulação é reconhecido conforme a característica modificada para modulação. Quando
escutamos uma rádio em FM cujo significado da sigla é Freqüência modulada, significa que a
modulação ocorre na freqüência. Já uma rádio AM que significa amplitude modulada quer dizer que
a modulação ocorre na amplitude.
É possível que o aluno já tenha observado em alguns casos onde a televisão passa uma programação
em que a imagem chega primeiro que o som ou vice-versa. Isso pode ocorrer devido ao fato da
televisão transportar a imagem modulada na amplitude enquanto que o som é transportado
modulando a freqüência.
Embora ambos os sinais são transportados pela mesma freqüência portadora, eles ocorrem em
modulação distinta.

Modulação de amplitude

O aluno deve lembrar que na


“introdução à rádio freqüência
I” estudamos a freqüência e
suas características, entre elas a
amplitude que nada mais é do
que a máxima elongação.
Modulação em amplitude é a
técnica de modificar a
amplitude da onda portadora,
vamos observar uma onda
portadora com uma amplitude constante produzida pelo oscilador do rádio conforme imagem
acima.

Vamos imaginar um amplificador de áudio que gera uma onda retangular como a observada na
figura abaixo:
14 No modulador a onda portadora irá receber a onda de áudio e a amplitude da portadora será
modificada ficando como a imagem abaixo:

Observe que a amplitude que no oscilador era constante agora esta modificada conforme a onda
de áudio. Este é o resultado da amplitude modulada, outro exemplo seguindo um amplificador de
áudio com onda senoidal seria:

No caso do exemplo acima a onda de áudio que sai do amplificador e chega no modulador é
semelhante à imagem abaixo, onde novamente a amplitude que no oscilador era constante agora
está de acordo com a onda de áudio.
15 Cada faixa de freqüência possui suas particularidades e no caso da faixa de freqüência em ondas
médias as emissoras comerciais operam entre 535 até 1.605 kHz com um espaço de 20 kHz entre as
estações permitindo um número máximo de 53 emissoras.

Este espaço é estratégico porque uma das particularidades desta faixa de freqüência é que ao
modular dois kHz de áudio em uma freqüência portadora de 1.000 kHz terá por efeito o
aparecimento de duas novas freqüências que correspondem à soma da portadora com o áudio e a
diferença entre elas.

Neste caso teremos portadora de 1.000 kHz mais áudio de dois kHz surgirá à freqüência de 1.002
kHz e também a freqüência de 1000 kHz menos o áudio de dois kHz gerando a freqüência de 998
Khz.

Ao transmitir na freqüência de 1000 kHz o áudio de dois kHz teremos a mesma transmissão na
freqüência 998, 1000, 1002 Khz.

A freqüência de 998 é chamada de banda lateral inferior, a freqüência de 1000 é a portadora e a


freqüência de 1002 é a banda lateral superior.

O Maximo de áudio transmitido é de cinco kHz, então uma transmissão na portadora de 1.000 kHz
gera a banda lateral inferior em 995 kHz e a banda lateral superior em 1.005 Khz.

Como os sons audíveis chegam a 20 kHz e nas transmissões de ondas curtas é usado no máximo
cinco kHz, a transmissão dos rádios em AM perde qualidade já que parte dos sons agudos e médios
não estão presentes. Já na transmissão em FM a faixa máxima de áudio é de 15 kHz gerando um som
de melhor qualidade. Observaremos na modulação em freqüência as particularidades das
transmissões em FM.

Se uma emissora transmitisse em uma portadora de 1.000 kHz com um áudio de cinco kHz e outra
emissora próxima transmitisse em uma portadora de 1.005 kHz com o áudio de cinco kHz teríamos
uma grande interferência entre as emissoras já que as bandas laterais geradas iriam ocupar as
mesmas faixas de ambas as ondas portadoras.

Modulação de freqüência

Na modulação em freqüência não modificamos amplitude, mas sim a freqüência da onda portadora.
Para entender melhor vamos observar a imagem.
Se olharmos atentamente a imagem ao lado,
perceberemos que a onda portadora está em
preto na parte superior e a onda de áudio é
cinza na parte inferior, sempre que a onda de
áudio aumenta sua amplitude a freqüência
portadora também aumenta seus ciclos. Então
obteremos maior quantidade de ciclos nos
picos da onda de áudio e menor quantidade de
ciclos nos vales.
Neste caso a freqüência é modificada
conforme a onda de áudio, sendo maior
freqüência para os picos e menor freqüência
para os vales. É a modulação por freqüência
onde o áudio determina a variação da
freqüência portadora.
16 Na modulação por freqüência a amplitude da onda portadora é sempre constante, modificando-se
apenas a variação da freqüência.
Na aula sobre modulação em amplitude estudamos que ocorre a formação de duas bandas laterais
nas ondas em AM. Na faixa de FM também ocorrem bandas laterais inferiores e superiores, mas em
números variáveis conforme a amplitude do sinal de áudio.
Em FM existe um numero muito grande de bandas laterais, mas são 14 bandas que realmente
provocam interferências, sete superiores e sete inferiores. As demais bandas não chegam a ser
significativas em termos de interferência.
Como o numero de bandas laterais chega a 14, a distancia da faixa de freqüência entre as estações
precisa ser maior, na ordem dos 200 Khz. Dez vezes maior que na transmissão em AM.
Como a faixa de freqüência de operação das estações de FM ficam entre 88 e 108 MHz e o espaço é
de 200 kHz, cabem na faixa o numero Maximo de 100 estações de rádio.
Na transmissão em FM ganhamos quando comparado com AM, uma qualidade muito melhor de
áudio, mas perdemos em distancia de transmissão. Já que na faixa de VHF inicia a transmissão por
linha de visão. Diferente das transmissões em AM que atingem maiores distancias devido à
facilidade da onda em se propagar.

Lembre-se:
Quanto menor a onda maior a qualidade do sinal e menor o alcance da transmissão.

Modulação de fase
A modulação de fase ocorre da mesma forma que a modulação de freqüência, a diferença entre
modulação de fase e freqüência esta na definição apenas.

Modulação digital

Sabemos que podemos modular um determinado sinal de três maneiras, freqüência, amplitude e
fase, conforme a técnica empregada nas modulações digitais iremos obter a velocidade de
transmissão dos dados.
A diferença da modulação digital para analógica está no tipo de informação que estaremos
modulando. Na modulação analógica usamos a representação através da onda senoidal enquanto
que na informação digital usamos a onda retangular para representar a freqüência.
Na informação digital existem apenas dois estados. Alto e baixo, aberto e fechado, maior e
menor, zero e um, ponto e traço. Na representação digital sempre são usados dois extremos como
referencia.

Na literatura técnica a informação digital é sempre representada pela expressão zero e um, sendo
zero para desligado e um para ligado.
Como existem apenas duas possibilidades, a freqüência digital é sempre representada com uma
linha superior para um e uma linha inferior para zero, veja figura abaixo:

Em nosso primeiro exemplo sobre modulação em


amplitude usamos um sinal de áudio digital.
Como estaremos estudando nas próximas linhas as
portadoras analógicas com informações digitais,
usaremos os dois gráficos. Senoidal para analógico
(portadora) e retangular para digital (informação).
Estudaremos nas próximas linhas as modulações
digitais PSK, ASK, FSK.
17 Modulação ASK

Na modulação ASK (Amplitude Shift Keying) possuímos uma


modulação por amplitude onde no bit 0 mudamos a amplitude da
onda portadora.

Na imagem da direita, vemos a informação digital “010” logo


abaixo a onda portadora e por ultimo a onda modulada, onde o bit
0 modifica a amplitude da onda portadora para zero.

Modulação FSK

Na modulação FSK (Frequency shift keying) obtemos uma modulação de freqüência,


observando a imagem abaixo é possível notar que a freqüência da onda portadora aumenta
quando o bit 1 é inserido e diminui quando chega no bit 0.
18 Modulação PSK

Para entender as modulações em fase, vamos relembrar um pouco a modulação por freqüência, na
modulação por freqüência nós modificamos a freqüência da onda portadora conforme a informação,
na modulação por fase o processo é praticamente o mesmo tendo como diferença à modificação da
fase de uma freqüência de onda portadora.
Para entendermos este funcionamento precisaremos compreender
com clareza o que significa uma fase de freqüência. Chamamos de
fase quando dois pontos com mesma amplitude e sentido estão
presentes em uma freqüência, na imagem ao lado podemos observar
os pontos 3 e 4, 1 e 2, 5 e 6 esta em fase. Pois estão na mesma
amplitude e na mesma direção, assim como o ponto 5 esta subindo a
onda o ponto seis também. Assim como o ponto 3 esta no pico da
onda o 4 também.
Então sempre estão em fase os pontos em uma freqüência que
compartilham o mesmo sentido e amplitude.

Vamos verificar na imagem da esquerda que determinados pontos


em fase foram modificados. Observe que no ponto 3 ocorreu uma
modificação na onda, ela não segue, mas esta com dois picos onde
deveria haver apenas um. Neste caso foi modificada a fase da onda.
O mesmo ocorre com os pontos 1 e 2.

Na modulação PSK é modificada a fase da onda para indicar a


mudança do bit, em nosso exemplo foi usada à modificação na
fase do pico para indicar o inicio do bit 1 e mudamos a fase do
vale para indicar o bit 0. Olhe os pontos tracejados e notará que
eles passam bem no meio da fase que foi modificada. Esta é a
modulação em fase.

A técnica de modulação PSK (modulação em fase) é a mais


eficiente nas transmissões em redes wireless. A sigla PSK
significa Phase Shift Keying.

Lembre-se:
Para identificar o tipo de modulação basta lembrar da
primeira letra de cada padrão.
ASK – Amplitude
FSK – Freqüência
PSK – Phase (em inglês)
19 Princípio de funcionamento da antena

Sabemos que as ondas de radio freqüência são campos magnéticos gerados em determinados
pulsos (freqüência), também já aprendemos que ao movimentar um imã sobre uma bobina
geramos eletricidade, vimos também que ao inserir carga elétrica em uma bobina geramos
campo eletromagnético.
Chamamos linha de força o efeito magnético que se movimenta do pólo sul para o pólo norte do
imã. É nas linhas de força que existe atração magnética.
Agora que lembramos um pouco o funcionamento do campo magnético, vamos dar uma olhada
em uma antena bem simples, conhecida como dipolo de meia onda.

Observe atentamente a imagem abaixo:

Na figura acima podemos observar um oscilador ou gerador de pulso elétrico, duas bobinas
entrelaçadas por um núcleo de ferro e um par de fios ligados na extremidade de uma das bobinas,
em nosso caso na bobina de cima.
Em um primeiro momento o desenho pode parecer confuso, principalmente se o aluno não
estiver familiarizado com desenhos de circuitos eletrônicos.
Mas olhando com um pouco de atenção e paciência será possível compreender a ilustração.

Como funciona:
O oscilador gera um pulso elétrico que é inserido na bobina, esta transforma o fio que sai de suas
pontas em dois pólos, o norte e o sul gerando então o surgimento das linhas de força e
conseqüentemente do campo magnético.
Teremos neste exemplo o pólo sul de um lado do fio e o pólo norte de outro, passando entre eles
as linhas de força, ou campo eletromagnético.
Lá em cima, na ponta dos fios iniciamos o afastamento entre eles. Ficando as pontas em maior
distancia, observe que as linhas de força agora para irem do pólo norte ao pólo sul (entre um fio
e outro) também ficam maiores, não em potencia, mas sim em distancia.
Quando termina a extremidade dos fios o campo magnético é jogado para o ar, surge a onda de
rádio.
20 Antena horizontal

Este tipo de antena consiste em esticar um condutor entre dois apoios.

Antena de quadro

A antena de quadro é projetada para eliminar o uso de antenas


externas normalmente é embutida nos receptores, sendo muitas
vezes desenhada no próprio circuito impresso.
Alguns sistemas de segurança encontrados nos supermercados
para impedir a saída de Cds, por exemplo, sem o devido
pagamento usam a antena de quadro.
A antena de quadro basicamente é um bobina instalada dentro do
receptor.

Antena vertical

Largamente usada nos receptores, principalmente em automóveis e


celulares. Pode ser encontrada no formato fixo ou telescópico.
21 Antena de Ferrite

Antena muito usada em receptores


transistorizados na faixa de FM e AM de forma
interna.

Classificação das antenas

As antenas podem ser classificadas como direcionais semidirecionais ou Onidirecionais, também


chamadas de omnidirecionais.

Onidirecionais:
Neste módulo comentamos anteriormente sobre a antena dipolo, a onidirecional é uma antena
dipolo. As antenas onidirecionais teoricamente funcionam com irradiação para todas as direções.
Esta é uma afirmação teórica, na verdade não existe antena com irradiação em todas as direções
uniformemente. Vamos abordar esta questão mais adiante.

Semidirecionais:
As antenas semidirecionais são muito usadas para pequenas e médias distancias, elas irradiam
em um determinado angulo.

Direcionais:
As direcionais também conhecidas como parabólicas transmitem o sinal em uma direção bem
definida onde a parábola da antena age como elemento refletor.

Lembre-se:
As antenas podem ser horizontais, verticais, em quadro, externas e internas. São classificadas
quanto a sua irradiação que pode ser direcional, semidirecional ou onidirecional.

Onda estacionaria

Na antena ocorre um fenômeno chamado de onda estacionária ou VSWR (Voltage Standing


Wave Ratio). Na onda estacionária, quando ocorre uma transmissão, parte da energia enviada
para antena retorna diretamente para o rádio. Este fenômeno pode provocar queima do rádio,
diminuição no sinal emitido ou variação na potencia de saída do transmissor.

Existe um equipamento chamado medidor de ROE – (Relação de onda estacionária) usado para
medir e dependendo da freqüência regular a onda estacionaria.

Estudaremos este fenômeno mais detalhadamente na aula sobre antenas.


22 Antena e qualidade

É possível dependendo da freqüência de operação montar antenas de forma caseira, até mesmo
um guarda chuva desmontado pode ser transformado em antena.
A qualidade da antena é exigida em proporção à freqüência usada, quanto mais alta for a
freqüência, mais difícil é a montagem caseira da antena.
Freqüências até a faixa de VHF são possíveis de serem desenvolvidas em casa. Nas freqüências
de microondas a confecção de antenas passa por certo grau de dificuldade já que exige precisão
milimétrica nas peças.
A diferença entre uma antena caseira e uma antena profissional esta na precisão do aferimento e
corte das peças, além da qualidade do material empregado. Isto não significa que uma antena
caseira não possa funcionar satisfatoriamente, mas certamente para uso profissional o adequado
é usar uma antena de boa qualidade e aferimento.
Aferir uma antena consiste em regular e/ou calibrar seu funcionamento através da medição dos
fenômenos existentes nas antenas.

Instalando a antena

Entende-se por instalação correta de uma antena, aquela onde seja possível aproveitar o máximo
do sinal irradiado e da qualidade do produto. A instalação adequada da antena depende de vários
fatores e também possui sua dificuldade conforme o tipo de freqüência.

Um dos fatores determinantes é a escolha correta do local, levando em conta as questões


geográficas, distancia entre os rádios e as características de cada antena e tipo de transmissão.
Antenas externas devem ser protegidas por aterramento adequado além de serem instaladas em
área de cobertura de um para-raio.

Lembre-se:

Linha de transmissão:
É o fio que vai do rádio até a antena.

Linha de força:
É o movimento que gera o campo magnético entre o pólo sul e norte de um imã ou eletroímã.
Observe que a antena é um tipo de eletroímã.

Antena ou elemento irradiante:


Componente ou parte da radio transmissão responsável por lançar no ar e captar ondas
eletromagnéticas.

Sinal de rádio:
Pulso eletromagnético irradiado por uma antena.

Em uma transmissão de rádio frequencia é possivel afirmar que o componente antena é


fundamental para o sucesso da transmissão, mas sua complexidade exige uma aula especial sobre
o tema. Neste primeiro contato demonstramos superficialmente os tipos de antenas existentes.
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