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Julio Rezende - juliorezende@ucl.br

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Ventilação Natural

Ventilação Natural Julio Rezende - juliorezende@ucl.br

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Ventilação Natural

Composição do ar

A composição aproximada do ar, sob três diferentes condições, é dada na Tabela

abaixo, considerando-se ar limpo e isento de poluentes em geral.

Componente

Ar externo

Ar interno

Ar expirado

(seco)

(21° C, U.R. 50%)

(36° C, U.R. 100%)

Gás inertes

79,00

78,00

75,00

Oxigênio

20,97

20,69

16,00

Vapor d'água

0,00

1,25

5,00

Dióxido de carbono

0,03

0,06

4,00

Para o ar seco a massa molecular aparente é: Mol ar= 29,966. A constante para a equação dos gases é: R = 29,27 kgm/kgf.

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Ventilação Natural

Definição:

É o deslocamento de ar através de uma construção, por suas aberturas, umas funcionando como entrada e outras como saída.

Função:

Renovação do ar ambiente

Ventilação Natural Definição: É o deslocamento de ar através de uma construção, por suas aberturas, umas

Higiene

Ventilação Natural Definição: É o deslocamento de ar através de uma construção, por suas aberturas, umas

Conforto térmico

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Ventilação Natural

A

ventilação

natural

é

o

provocado

pelos

agentes

movimento

de

ar

físicos

pressão

num

ambiente

dinâmica

e/ou

temperatura, podendo ser controlado por meio de aberturas no teto, nas laterais e no piso.

Ventilação Natural A ventilação natural é o provocado pelos agentes movimento de ar físicos pressão num

Ti -Temperatura interna

Te -Temperatura externa

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Ventilação Natural

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Ventilação Natural

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Ventilação Natural

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Ventilação Natural - Lanternins

Os Lanternins são aberturas, dispostas na cobertura de edificações, para propiciar ventilação e iluminação naturais dos ambientes. O funcionamento dos lanternins é devido à diferença de densidade do ar ambiental ao ser aquecido. O ar ,ao ser aquecido, fica menos denso e ascende para a cobertura. Quanto maior a altura da cobertura, mais significativa será a ascensão do ar. Do ponto de vista da ventilação natural, os lanternins apresentam ótimo desempenho quando aplicados em galpões altos onde o processo industrial desprende muito calor e, eventualmente, poluição.

O uso de lanternins para ventilação natural deve levar em consideração os seguintes fatores:

-Os dimensionamentos das áreas de lanternins devem ser adequados e compatíveis com as aberturas, para ingresso de ar,no nível inferior da edificação; -Os ambientes ventilados por lanternins ficam com pressão negativa em relação ao

ambiente externo. Este fato faz com que uma eventual poluição nas proximidades do

prédio migre para o interior do mesmo; -Em locais com inverno rigoroso, devem ser tomadas providências de fechamento parcial das aberturas para melhorar as condições de conforto ambiental nos dias de muito frio.

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Ventilação Natural - Lanternins

Atualmente, a indústria disponibiliza uma série de lanternins padronizados que asseguram a passagem do ar sem criar problemas de infiltrações de água. Os lanternins, quando aplicados de maneira adequada e quando bem dimensionados, passam a integrar uma boa

opção para ventilação de ambientes, sem consumir energia.

Ventilação Natural - Lanternins Atualmente, a indústria disponibiliza uma série de lanternins padronizados que asseguram a

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Ventilação Natural

Aberturas laterais e Lanternins

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Ventilação Natural

Ventilação Natural Aberturas laterais e Lanternins Julio Rezende - juliorezende@ucl.br

Aberturas laterais e Lanternins

Ventilação Natural Aberturas laterais e Lanternins Julio Rezende - juliorezende@ucl.br
Ventilação Natural Aberturas laterais e Lanternins Julio Rezende - juliorezende@ucl.br

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Ventilação Natural

Aberturas laterais e Lanternins

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Ventilação Natural

Critérios de ventilação:

a) Requisitos básicos ao ser vivo

Ventilação Natural Critérios de ventilação: a) Requisitos básicos ao ser vivo Suprimento de O Desconcentração de

Suprimento de O 2

Desconcentração de CO 2

b) Desconcentração de outros gases

c) Remoção do excesso de calor dos ambientes

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Ventilação Natural

Fatores que afetam a ventilação natural:

As diferenças de pressão exercidas pelo ar, sobre uma construção, podem ser causadas por:

- Ação dos Ventos;

- Diferença de densidade do ar interno e externo (efeito chaminé);

- As duas simultaneamente;

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Ventilação Natural

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Ventilação Natural

Pela ação dos ventos:

- Zonas expostas à sobre-pressão e zonas expostas à sub-pressão ;

- Entradas (aberturas) nas zonas de sobre-pressão e saídas

(aberturas) nas paredes sujeitas a sub-pressão;

- Distribuição das pressões depende da direção e velocidade dos

ventos e da arquitetura da construção.

Ventilação Natural Pela ação dos ventos: - Zonas expostas à sobre-pressão e zonas expostas à sub-pressão
Ventilação Natural Pela ação dos ventos: - Zonas expostas à sobre-pressão e zonas expostas à sub-pressão

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Ventos

Os ventos são gerados pelo aquecimento não uniforme da superfície

terrestre. Essa não uniformidade no aquecimento da atmosfera deve

ser creditada, entre outros fatores, à orientação dos raios solares e aos movimentos da Terra.

As regiões tropicais, que recebem os raios solares quase que

perpendicularmente, são mais aquecidas do que as regiões polares. Conseqüentemente, o ar quente que se encontra nas baixas altitudes das regiões tropicais tende a subir, sendo substituído por

uma massa de ar mais frio que se desloca das regiões polares. O

deslocamento de massas de ar determina a formação dos ventos.

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Formação dos ventos devido ao deslocamento das massas de ar. (Fonte: CEPEL, 2001) Julio Rezende -
Formação dos ventos devido ao deslocamento das massas de ar. (Fonte: CEPEL, 2001) Julio Rezende -

Formação dos ventos devido ao deslocamento das massas de ar. (Fonte: CEPEL, 2001)

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Ventos

Existem locais no globo terrestre nos quais os ventos jamais cessam de

“soprar”, pois os mecanismos que os produzem (aquecimento no

equador e resfriamento nos pólos) estão sempre presentes na natureza. São chamados de ventos planetários ou constantes, e podem ser classificados em:

• Alísios: ventos que sopram dos trópicos para o Equador, em baixas

altitudes. • Contra-Alísios: ventos que sopram do Equador para os pólos, em altas altitudes.

• Ventos do Oeste: ventos que sopram dos trópicos para os pólos.

• Polares: ventos frios que sopram dos pólos para as zonas temperadas.

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Ventos

Em função das diferentes capacidades de refletir, absorver e emitir o calor recebido do Sol, inerentes à cada tipo de superfície (tais como mares e continentes), surgem as brisas que caracterizam-se por serem

ventos periódicos que sopram do mar para o continente e vice-versa. No período diurno, devido à maior capacidade da terra de refletir os raios solares, a temperatura do ar aumenta e, como conseqüência, forma-se uma corrente de ar que sopra do mar para a terra (brisa marítima). À

noite, a temperatura da terra cai mais rapidamente do que a

temperatura da água e, assim, ocorre a brisa terrestre que sopra da terra para o mar. Normalmente, a intensidade da brisa terrestre é

menor do que a da brisa marítima devido à menor diferença de

temperatura que ocorre no período noturno.

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Ventos

Entre os principais fatores de

influência no regime dos ventos destacam-se:

• A variação da velocidade com a

altura;

• A rugosidade do terreno, que é

caracterizada pela vegetação, utilização da terra e construções;

• Presença de obstáculos nas

redondezas;

• Relevo que pode causar efeito

de aceleração ou desaceleração no escoamento do ar.

Ventos Entre os principais fatores de influência no regime dos ventos destacam-se: • A variação da

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A velocidade do vento pode ser classificada por uma escala

chamada “Beaufort” , desenvolvida

em 1806 por Sir Francis Beaufort. É

uma escala fenomenológica de 0 a 12 conforme observações feitas de

efeitos visuais de fenômenos

naturais sobre a paisagem. Na prática, a escala Beaufort refere-se ao valor da velocidade do vento em um período de 10 minutos a uma altura de 10 metros.

Em 1835, a escala Beaufort foi

declarada universalmente aplicável pela Primeira Conferência Meteorológica Internacional.

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Ventilação Natural

Efeito Chaminé:

  • - Elevação da temperatura do ar interior Menor densidade - Ascensão;

  • - O ar externo entra pelas aberturas mais baixas e o ar interno sai pelas aberturas mais altas;

  • - O fluxo será mais intenso, quanto mais altas forem as aberturas

de saída e mais baixas forem as aberturas de entrada.

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Ventilação Natural

Correção da velocidade de vento local:

v

H

v

10

.K.H

A

(m/s)

v H = Velocidade do vento na altura da abertura (m/s) v 10 = Velocidade do vento a 10 m de altura (m/s) H = Altura da abertura de entrada de ar da construção (m) K e A = Coeficientes que dependem da localização da construção

Ventilação Natural Correção da velocidade de vento local: v H  v 10 .K.H A (m/s)

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Ventilação Natural

Vazão de ar necessária para a remoção do calor ambiente:

Q

C

r

C

P

.

.(T

I

T )

E

3

(m /s)

C r = Quantidade de calor a ser removida (J/s) C P = Calor específico do ar à pressão constante = 1,0048 kJ/kg.°C = densidade do ar ao nível do mar = 1,201 kg/m 3 TI = temperatura do ambiente interno (°C) TE = temperatura do ambiente externo (°C)

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Ventilação Natural

Fluxo de ar por ação do vento - Ventilação Cruzada:

.

ΔC P
ΔC
P

3

(m /s)

Ventilação Natural Fluxo de ar por ação do vento - Ventilação Cruzada: . ΔC P 3

Q

0,6.A .v

E

v

H

AE = área equivalente de aberturas de

entrada e saída do ar (m²)

C P = 0,55 considerando ventos perpendiculares à fachada. CP = 0,30 considerando ventos em ângulo com a fachada.

Quando as áreas de entrada e saída do ar são diferentes, determinar A de acordo com o gráfico (usar a área de menor abertura mais o

incremento, conforme o gráfico ao lado)

Fonte: Jorgensen, R Fan Engineering.

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Ventilação Natural

Fluxo de ar por efeito chaminé:

Q

C

D

.A .

E

Ventilação Natural Fluxo de ar por efeito chaminé: Q  C D .A . E h.(T

h.(T

I

T )

E

  • C 4,18

3

(m /s)

AE = área equivalente de aberturas de entrada e saída do ar (m²) h = altura entre as aberturas de entrada e saída do ar, medida a partir do ponto médio de cada abertura (m) T I = temperatura do ambiente interno (°C) T E = temperatura do ambiente externo (°C) (0,24) = fator de conversão de unidades. C D = coeficiente de descarga - representa a resistência ao escoamento do fluxo de ar (perdas de carga devido ao atrito)

Ventilação Natural Fluxo de ar por efeito chaminé: Q  C D .A . E h.(T

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Ventilação Natural

Efeito combinado da ação dos ventos e do efeito chaminé:

1) Determina-se a vazão de ar devido à ação dos ventos (Q V ) e devido ao efeito chaminé (Q C ) separadamente.

Ventilação Natural Efeito combinado da ação dos ventos e do efeito chaminé: 1) Determina-se a vazão

Fonte: Jorgensen, R Fan Engineering.

2) Soma-se os dois resultados (Q T ) e calcula- se a porcentagem do efeito chaminé em relação a esse total.

3) A partir do gráfico, encontra-se o fator de multiplicação sobre a vazão devido ao efeito chaminé, para que se obtenha a vazão total real (Q T ).

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Ventilação Natural

Exercício:

Em uma pequena fábrica medindo 30 m x 10 m x 5 m existem equipamentos dissipando

uma quantidade de calor igual a 52,7 kW, em uma operação industrial. A temperatura

exterior é de 26,7 °C e a temperatura interior deve ser mantida igual a 32,8 °C. A área das aberturas de entrada é de 7 m 2 e a das aberturas de saída é de 12 m 2 . As aberturas possuem venezianas com 50% de passagem. O vento sopra perpendicularmente à fachada com velocidade de 60 m/min (3,6 km/h). Determinar:

  • a) Vazão necessária para a remoção do calor gerado no ambiente;

  • b) Vazão de ar correspondente à ação do vento;

  • c) Vazão do ar correspondente à diferença de temperatura;

  • d) Vazão correspondente à ação simultânea do vento e da diferença de temperatura;

  • e) Vazão total real;

  • f) Verificar se a ação combinada do vento com a variação de temperatura será suficiente

para remover a quantidade de calor produzida.

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Ventilação Natural

Ventilação Natural Exercício: Julio Rezende - juliorezende@ucl.br

Exercício:

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Ventilação Natural

  • a) Q

  • b) Q

v

C 52,7 r  C .  .(T  T ) (1,0048).(1,201).(32,8  26,7) P I
C
52,7
r
C
.
.(T
T )
(1,0048).(1,201).(32,8
26,7)
P
I
E
0,6.A .v
.
ΔC
E
H
P
3
3

7,16 m /s

12

  • 7 1,714

Acréscimo de 20%, conforme gráfico

A

E

(7).(1,2)8,4 m

2

v

H

60 m/min

1 m/s

7 m < 10 m sem correção na velocidade

ΔC 0,55

P

Vento sopra perpendicularmente à fachada

Q

  • v (0,6).(8,4).(1).

0,55
0,55
3
3

3,74 m /s

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Ventilação Natural

E

.
.

h.(T

I

T )

E

Ventilação Natural E . h.(T I  T ) E (1).(32,8- 26,7) C D .A (0,4).(8,4).

(1).(32,8- 26,7)

C

D

.A

(0,4).(8,4).

  • c)

Q

  • C 4,18

Ventilação Natural E . h.(T I  T ) E (1).(32,8- 26,7) C D .A (0,4).(8,4).

3

  • C 2,0 m /s

Q

v

Q

C

4,18

Ventilação Natural E . h.(T I  T ) E (1).(32,8- 26,7) C D .A (0,4).(8,4).

Q

3
3

5,74 m /s

  • d)

Q

T

3,74

2,0

  • e) 2,0

C

.100

Q

T

5,74

Q

T(real)

Q

C

.(

)

 

Q

.100

34,84 %

3

4,2 m /s

(2,0).(2,1)

  • f) A ação do vento e o efeito chaminé, têm condições de remover somente 5,74 m 3 /s, mas a vazão necessária para remover o calor gerado é de 7,16 m 3 /s. Será necessário ventilação forçada para suprir a vazão restante: 7,16 - 5,74 = 1,42 m 3 /s.

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Ventilação Natural

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Ventilação Natural
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Ventilação Natural

Vazão de ar:

Q

v.A

3

(m /s)

v = velocidade do ar (m/s) A = área de abertura de entrada ou saída do ar (m²)

Número de renovações de ar por unidade de tempo:

N r

 

Q

 

V

Q = Vazão do ar (m 3 /s) (m 3 /h) Volume de ar que penetra no ambiente por unidade de tempo. V = Volume do ambiente (m 3 )

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Ventilação Natural

TABELA - Critérios para projetos gerais de ventilação de ambientes (ASHRAE American Society of Heating and Air Condictioning Engineering, Guide and Data Book

Ventilação Natural TABELA - Critérios para projetos gerais de ventilação de ambientes (ASHRAE – American Society

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Ventilação Natural

OBSERVAÇÕES

  • a) Nesta tabela foi prevista a remoção de

odores corporais, nível de atividade do

indivíduo e remoção de calor.

b) As trocas até oito vezes por hora são

suficientes para remover contaminantes emitidos por ocupantes. c) O limite superior da faixa é recomendado para remover calor e

vapor em zonas tropicais.

d) Em climas quentes (equatoriais)

sugere-se o dobro dos valores da tabela.

  • e) Se ocorrer a presença de fumantes

também deve ser o dobro dos valores da tabela. f) Não se prevê uso de equipamentos de

limpeza de ar.

  • g) O espaço não deve ser inferior a 150

ft3 / pessoa (4,248 m3 / pessoa) ou 15

ft2 / pessoa (1,394 m2 / pessoa).

Ventilação Natural OBSERVAÇÕES a) Nesta tabela foi prevista a remoção de odores corporais, nível de atividade

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Ventilação Natural

Exaustor Eólico

É um tipo de exaustor impulsionado pela força do vento e pela diferença de temperatura, entre o interior e o exterior de um prédio (convecção térmica). Dispensa o uso de motor elétrico. É, portanto, econômico, seguro e silencioso. O Exaustor Eólico renova a massa de ar quente contida no ambiente, aproximando

a temperatura interna da externa, na sombra. Ao renovar a massa de ar, reduz

também a umidade interna, que, na maioria das vezes, é responsável pela sensação de abafamento nos ambientes.

Ventilação Natural Exaustor Eólico É um tipo de exaustor impulsionado pela força do vento e pela

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Ventilação Natural

Exaustor Eólico

Exaustores eólicos, trabalham a partir de correntes de ar, que incidem sobre o globo, fazendo com que ele se movimente. Mesmo na ausência de ventos, as massas de ar quente internas tendem a subir, provocando uma pressão no interior do globo, fazendo com que o exaustor gire. Em seu interior ocorrerá uma ligeira queda de pressão, ajudando a aspirar a massa de ar quente, gases tóxicos, fumaças e partículas em suspensão no ambiente em sua direção. Além de baixar a

temperatura, melhora a qualidade do ar. Na ausência de vento o equipamento funciona apenas pelo

diferencial térmico entre as temperaturas interna e externa: (convecção térmica). A massa de ar quente, por ser mais leve, desloca-se na direção do exaustor, exercendo pressão no rotor, capaz de movimentá-lo.

Ventilação Natural Exaustor Eólico Exaustores eólicos, trabalham a partir de correntes de ar, que incidem sobre
Ventilação Natural Exaustor Eólico Exaustores eólicos, trabalham a partir de correntes de ar, que incidem sobre

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação Geral Diluidora Julio Rezende - juliorezende@ucl.br

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Ventilação Geral Diluidora

A Ventilação Geral Diluidora é um método de insuflar ar em um ambiente ocupacional, de exaurir ar desse ambiente, ou ambos, a fim de promover uma redução na concentração de poluentes

nocivos.

Essa redução ocorre pelo fato de que, ao introduzirmos ar limpo ou não poluído em um ambiente contendo certa massa de determinado poluente, faremos com que essa massa seja dispersa ou diluída em um volume maior de ar, reduzindo, portanto, a concentração desses poluentes. Uma observação a ser feita é a de que esse método de ventilação não impede a emissão dos poluentes.

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Ventilação Geral Diluidora

Objetivos

• Proteção da saúde do trabalhador, reduzindo a concentração de

poluentes nocivos abaixo de um certo limite de tolerância.

• Segurança do trabalhador, reduzindo a concentração de

poluentes explosivos ou inflamáveis abaixo dos limites de

explosividade e inflamabilidade.

• Conforto e eficiência do trabalhador, pela manutenção da

temperatura e umidade do ar ambiente.

• Proteção de materiais ou equipamentos, mantendo condições

atmosféricas adequadas.

• Em casos em que não é possível, ou não é viável, a utilização de

ventilação local exaustora, a ventilação geral diluidora pode ser usada.

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Ventilação Geral Diluidora

Se aplica quando:

• O contaminante é produzido em pequenas quantidades. • Existe distância entre o contaminante e o receptor para que haja “tempo” para que a diluição ocorra. • Os contaminantes são de baixa toxidade e sua diluição é possível dentro da legislação pertinente. • O contaminante não reage com o ambiente de trabalho provocando novos problemas (como corrosão, ambiente ácido interno, cheiro etc). • O poluente deve ser gerado em quantidade razoavelmente uniforme. • A toxicidade do poluente deve ser baixa ( LT > 500 ppm ).

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Ventilação Geral Diluidora

Principios básicos:

• Estudar a viabilidade da diluição;

• Aplicar em contaminantes de baixa toxidade, com poucos

particulados e de rápida diluição;

• O fluxo de ar deverá ser das áreas limpas para as áreas

contaminadas, nunca ao contrário;

• Evitar regiões de “fluxo de ar parado” ( bolsões );

• Evitar que pessoas fiquem expostas ao fluxo de ar; • Evitar formação de fluxos de ar com velocidade alta; • Instalar um sistema mecânico para garantir o fluxo da

diluição;

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação Mecânica e Exaustão Natural

Um ou mais ventiladores aspiram o ar exterior para o interior do recinto. Como a pressão no interior do recinto torna-se maior que a pressão externa, o ar insuflado sai pelas aberturas existentes, produzindo os efeitos desejados.

A insuflação mecânica permite um melhor controle da incidência de ar e da pureza do ar

insuflado em relação à ventilação natural, e também, é utilizada quando é necessário impedir que o ar contaminado de um outro ambiente penetre naquele que se pretende ventilar. A admissão de ar é feita a partir de um ventilador instalado em uma abertura, em uma das paredes do próprio recinto, ou , através de uma tomada de ar remota, através de um duto

(plenum). Nas aberturas para a tomada de ar exterior, deve-se prevenir a penetração de corpos estranhos e animais , através de telas, bem com a entrada de água de chuva. Conforme a aplicação, pode-se instalar filtros adequados na tomadas de ar exterior, selecionados em função das condições estabelecidas para o ambiente.

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação Mecânica e Exaustão Natural

Insuflação Mecânica e exaustão natural Fonte: Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação Natural e Exaustão Mecânica

Um ou mais exaustores (ventiladores axiais, por exemplo) removem o ar do recinto para o exterior. A pressão no interior do recinto reduz devido à exaustão e estabelece-se, através das aberturas, um fluxo de ar do exterior para o interior do recinto.

É um sistema de menor custo em relação ao de insuflação mecânica, mas, não permite um

controle adequado da qualidade do ar que penetra no recinto, exceto, com o uso de filtros adequados. É um sistema de ventilação utilizado em instalações sanitárias, cozinhas, ou outros recintos industriais onde não há poluentes em grau de toxidez inaceitável. Uma vez que a pressão interna é menor que a externa, ou dos ambientes adjacentes ,

haverá a tendência do ar externo entrar no recinto pelas portas quando estas forem abertas. No caso da utilização de ventilador exaustor do tipo axial , este deve ser localizado na parede oposta à de admissão de ar em nível mais alto possível em relação ao piso. Quando não for possível utilizar a parede oposta à de admissão do ar, deve-se considerar a

utilização de redes de dutos.

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação Natural e Exaustão Mecânica

Insuflação natural e exaustão Mecânica Fonte: Macintyre, A. Joseph – Ventilação Industrial e controle da Poluição
Insuflação natural e exaustão Mecânica
Fonte: Macintyre, A. Joseph – Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação e Exaustão Mecânicas

Neste caso, há ventiladores que insuflam o ar e ventiladores que removem o ar do recinto, instalados diretamente no recinto ou atuando através de sistemas de dutos. A ventilação é mais controlável tanto em relação à qualidade do ar que entra quanto à distribuição do mesmo no recinto. É um sistema de maior custo que os sistemas anteriores e , portanto deve ser utilizado quando os sistemas anteriores não atenderem satisfatoriamente as exigências de ventilação do recinto. Quando ocorre a passagem direta do ar de uma abertura de admissão para a saída, causando a estagnação do ar em parte do ambiente ventilado, ocorre um curto circuito de ar. O sistema precisa bem projetado para evitar que isso ocorra.

Q

ent

Q

saída

Q

ent

Q

saída

Q

ent

Q

saída

P

int

P

ext

P

int

P

ext

P

int

P

ext

Na maior parte dos casos, recomenda-se:

Q

ent

1,15.Q

saída

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação e Exaustão Mecânicas

Ventilação Geral Diluidora Insuflação e Exaustão Mecânicas Insuflação natural e exaustão Mecânica Fonte: Macintyre, A. Joseph

Insuflação natural e exaustão Mecânica Fonte: Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação e Exaustão Mecânicas

Alternativas de insuflação de ar em um recinto.

Insuflação e Exaustão Mecânicas
Insuflação e Exaustão Mecânicas

Fonte: Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Insuflação e Exaustão Mecânicas

Ventilação Geral Diluidora Insuflação e Exaustão Mecânicas Insuflação e exaustão mecânicas – Tomada de ar, filtragem,

Insuflação e exaustão mecânicas Tomada de ar, filtragem, insuflamento por bocas, exaustão Fonte: Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Fonte : ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists)
Fonte : ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists)

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Ventilação Geral Diluidora

Fonte : ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists)
Fonte : ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists)

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental

Existem locais nas indústrias onde não são instalados equipamentos industriais, e portanto, não existem substâncias poluidoras tóxicas, pois são locais que funcionam como escritórios, auditórios, refeitórios, almoxarifados de produtos não contaminantes,

etc. Estes ambientes são chamados “ambientes normais”.

O único agente de contaminação do ar é o próprio homem, e a ventilação é utilizada para

proporcionar as condições favoráveis para o trabalho no local. Nestes locais, o calor sensível irradiado pelo corpo humano, os odores do corpo, o CO 2 exalado pela respiração e a fumaça de cigarros podem estabelecer condições ambientais

de maior desconforto para aqueles que trabalham naqueles ambientes.

Pode-se adotar duas soluções para o estabelecimento das condições adequadas do meio ambiente de trabalho:

  • a) Climatização do ar;

  • b) Ventilação.

Ventilação Geral Diluidora Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental Existem locais nas indústrias onde não

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental

Na ventilação de ambientes normais, ou onde ocorrem a concentração de muitas pessoas

(auditórios, salas de reunião, salas de projeto, etc.) devem-se considerar os contaminantes

produzidos pelo homem e as exigências de conforto impostas pelo mesmo. Os contaminantes

produzidos pelo ser humano se reduzem a:

  • - Odores;

  • - Fumaça de cigarros;

  • - CO 2 exalado dos pulmões através da respiração (cerca de 0,02 m 3 /h por pessoa) .

Para o metabolismo, o ser humano tem necessidade de consumir pela respiração cerca de

0,025 m3 de oxigênio por hora, o qual é fornecido pelo ar que se faz passar pelo recinto. O gráfico mostrado no próximo slide apresenta as demandas de ar de diluição, isto é, o volume do recinto correspondente a cada pessoa (pés 3 /pessoa).

  • - curva A indica o volume de ar que cada pessoa necessita para obter o O 2 indispensável;

  • - A curva B mostra o ar necessário para evitar eu a concentração de CO2 não ultrapasse

0,06%;

  • - A curva C revela o ar necessário para remover os odores do corpo de adultos sedentários;

  • - A curva D representa os mesmos dados da curva C, aumentados em 50% para prever atividade física moderada.

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental

Na ventilação de ambientes normais, ou onde ocorrem a concentração de muitas pessoas

(auditórios, salas de reunião, salas de projeto, etc.) devem-se considerar os contaminantes

produzidos pelo homem e as exigências de conforto impostas pelo mesmo. Os contaminantes

produzidos pelo ser humano se reduzem a:

  • - Odores;

  • - Fumaça de cigarros;

  • - CO 2 exalado dos pulmões através da respiração (cerca de 0,02 m 3 /h por pessoa) .

Para o metabolismo, o ser humano tem necessidade de consumir pela respiração cerca de

0,025 m3 de oxigênio por hora, o qual é fornecido pelo ar que se faz passar pelo recinto. O gráfico mostrado no próximo slide apresenta as demandas de ar de diluição, isto é, o volume do recinto correspondente a cada pessoa (pés 3 /pessoa).

  • - curva A indica o volume de ar que cada pessoa necessita para obter o O 2 indispensável;

  • - A curva B mostra o ar necessário para evitar a concentração de CO2 não ultrapasse 0,06%;

  • - A curva C revela o ar necessário para remover os odores do corpo de adultos sedentários;

  • - A curva D representa os mesmos dados da curva C, aumentados em 50% para prever atividade física moderada.

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental Necessidades humanas de Ventilação

Ventilação Geral Diluidora Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental Necessidades humanas de Ventilação Fonte: Macintyre,

Fonte: Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental

Necessidades de ar externo para a diluição de odores corporais

Volume de espaço

Suprimento de ar exterior

Tipo de ocupante

m

3 /pessoa

m

3 /min/pessoa

 

2,8

 

0,70

Adultos sedentários

 

5,6

 

0,45

Adultos sedentários

 

8,4

 

0,34

Adultos sedentários

 

14,0

 

0,19

Adultos sedentários

Fonte: Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

Exemplo:

Qual deverá ser o suprimento de ar para a diluição de odores corporais em uma sala onde

se encontram 15 pessoas adultas sentadas? A sala mede 5 m x 8,4 m x 3 m. Volume da sala: 5 x 8,4 x 3 = 126 m 3 Taxa de ocupação: 126 15 =8,4 m 3 / pessoa Exigência de suprimento de ar: 0,34m 3 /min/pessoa x 15 = 5,1 m 3 /min

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental

Ventilação de ambientes normais, com poucas pessoas

No caso de ambientes normais, com poucas pessoas no recinto, onde a ventilação visa

apenas o conforto das pessoas, podemos, além do emprego do métodos anteriores,

adotar os seguintes critérios:

- Usar tabelas que indiquem o número de renovações completas de ar do recinto por hora; - Usar uma tabela que forneça o valor de m3/h por pessoa de modo a remover odores e fumaça;

Exemplo:

Uma oficina mede 5 m x 12 m x 3 m onde trabalham, em regime de atividade moderada,

12 pessoas. Calcular o suprimento de ar para remover odores e eventuais fumaças de cigarro. Volume de ar do recinto: 5 x 12 x 3 = 180 m 3 Volume do recinto por pessoa: 180 12 = 15 m 3 Adotaremos 10 renovações de ar por hora, com duração de 6 minutos cada:

180 x 10 = 1800 m 3 /h ou 30 m 3 /min

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Ventilação Geral Diluidora

Renovações de ar recomendadas

Recinto a ser ventilado

Duração em minuto de cada renovação de ar

Renovações de ar por hora

Auditórios

6-3

10-20

Salas de conferência

2,4-1,7

25-35

Restaurantes

10-3

6-20

Escritórios

10-3

6-20

Oficinas

7,5-5

8-12

Cozinhas

3-2

20-30

Fundições

12-3

5-20

Casas de Caldeiras

3-2

20-30

Sanitários

7,5-3

8-20

Garagens

10-3

6-20

Fonte: Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Exercício:

Deseja-se realizar uma instalação de ventilação com exaustão mecânica em

uma sala de uma indústria onde

trabalham 22 funcionários. A sala meda 20 m x 8 m x 3,5 m (pé-direito). A entrada de ar de faz por janelas amplas em uma das extremidades. A remoção do ar se fará com dois

ventiladores axiais na parede oposta.

Determinar a vazão necessária para a

obtenção de um razoável conforto.

Fonte : Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Volume do recinto:

V 20 x 8

x 3,5 560 m

3

Escritórios: 6-20 renovações => 10 Volume de ar necessário por hora:

Q

560 x 10

3

5600 m /h

Seção livre de passagem de ar pelo recinto, descontando as vigas:

S 8 x 3,2 25,6 m

2

Velocidade média aproximada de

escoamento do ar no recinto:

  • V

Q

S

  • 5600 3,64 m/min

25,6 x 60

Fonte : Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Vazão de ar em m 3 /min:

Q

5600

  • 60 93,3 m /min

3

Utilizar dois ventiladores axiais de capacidade 55 m 3 /min.

Fonte : Macintyre, A. Joseph Ventilação Industrial e controle da Poluição

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental

Ventilação de ambientes normais, com elevado número de pessoas

Algumas industrias possuem auditórios, salas de conferências, salas de aulas para os empregados, etc. E,quando, por motivos de ordem econômica, não for viável uma instalação de ar condicionado, deve-se, pelo menos, instalar um sistema de ventilação, afim

de se obter um razoável grau de conforto. Este sistema deverá ser capaz de:

  • a) Eliminar a fumaça de cigarros;

  • b) Eliminar os odores do corpo provenientes do suor, em especial em locais com alta umidade relativa do ar;

  • c) Eliminar o calor sensível liberado pelas pessoas, que leva a temperatura do ar ambiente;

  • d) Amenizar o calor latente liberado pelas pessoas, com a evaporação do suor e que eleva a

umidade relativa do ar ambiente. Deve-se, então, calcular a vazão de ar necessária para manter a elevação da temperatura provocada pelo calor sensível conseqüente do metabolismo do corpo humano, dentro de limites aceitáveis e para atenuar o efeito do calor latente. O metabolismo pode ser caracterizado pela produção de calor pelo corpo. Para que haja equilíbrio térmico, é

necessário que o corpo perca calor à medida com o qual vai produzindo. A quantidade de

calor a extrair do ambiente corresponde a que foi proporcionada pelo calor sensível liberado.

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental

Ventilação de ambientes normais, com elevado número de pessoas

     

Temperatura de bulbo seco do recinto (°C)

   
         

Taxa

Atividade

Aplicação típica

 

27,7

 

26,7

 

25,5

   

23,9

   

21,1

 

metabólica

C

s

C

C

C

C

C

C

C

C

C

(kcal/h)

(kcal/h)

 

l

 

s

 

l

s

 

l

 

s

 

l

 

s

 

l

Sentado em

Salas de aula e de

                     

repouso

conferencia

  • 44 44

49

  • 39 35

  • 53 20

58

  • 66 23

98

Sentado, trabalho leve

Escolas

  • 46 55

 

49

 
  • 52 47

  • 54 40

66

   
  • 69 31

113

Serviço de

                       

escritórios

Escritórios

  • 45 68

50

  • 63 59

  • 54 52

62

  • 72 42

120

Trabalho leve em

                       

bancada

Fábricas

  • 48 142

55

  • 134 115

  • 62 127

74

  • 92 97

202

Trabalho pesado

Fábricas

  • 68 184

 

50

 
  • 176 156

  • 83 169

96

   
  • 116 136

252

Trabalho muito

pesado

Fábricas

113

252

117

 
  • 248 233

122

243

132

   
  • 152 213

278

C s = Calor sensível (kcal/h) C l = Calor latente (kcal/h)

Fonte : Handbook of air conditioning system design- Carrier

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Ventilação Geral Diluidora

A quantidade de calor a extrair do recinto corresponde àquele que foi proporcionada pelo calor sensível liberado. Se n é o número de pessoas presentes no recinto, a quantidade total de calor sensível a extrair será:

C

st

n C

s

A vazão de ar para remover o calor sensível pode ser calculada por:

Q

cs

  • C st

20,1( t t )

i

e

Q cs = Vazão de ar necessária (m 3 /min); C st = Calor sensível total (kcal/h); t i = temperatura de bulbo seco do ar no interior do recinto; t e = temperatura de bulbo seco do ar exterior ao recinto;

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Ventilação Geral Diluidora

A “Taxa de ventilação” Q (m 3 /min) é a vazão de ar que, pela ventilação geral diluidora, é introduzida ou retirada do ambiente. Quando, em um ambiente ou recinto de volume V (m 3 ), a ventilação geral diluidora introduz em um certo tempo um volume de ar igual ao volume do ambiente, chama-se “troca de ar”. O número de troca de ar por minuto será:

3

Vazão de ventilação (m /min)

3

Volume do recinto (m )

O cálculo da taxa de ventilação requerida para se obter uma concentração desejada de

um determinado

contaminante k d é:

Q G.

6

387.10

P

mol

.k

d

k d

TLV

K

Q = Taxa de ventilação (ft 3 /min);

G = Taxa de geração do contaminante que se quer diluir (lb/min);

387 = Volume de 01 lb de qualquer gás a 70°F a 1 atm (ft 3 /lb); P mol = Peso molecular da substância que se quer diluir (lb); k d = Concentração permitida (que não deve ser ultrapassada) no

ambiente (ppm); K = Fator de segurança TLV =Valor do limiar de tolerância (ppm)

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Ventilação Geral Diluidora

Valores recomendados para o fator de segurança K

Ventilação Geral Diluidora Valores recomendados para o fator de segurança K Fonte : ACGIH (American Conference

Fonte : ACGIH (American Conference of Governmental Industrial Hygienists)

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Ventilação Geral Diluidora

Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental Necessidades humanas de Ventilação

Dados publicados sobre as quantidades de ar, normalmente disponíveis pela ventilação natural ou infiltração, indicam que a sufocação por deficiência de oxigênio ou excesso de gás carbônico, como resultantes da respiração humana, é potencialmente impossível em construções não subterrâneas. O consumo normal de ar para um homem adulto com peso de 68,5 Kg, conforme a atividade exercida é o seguinte:

Ventilação Geral Diluidora Ventilação para o Conforto ou Ventilação Ambiental Necessidades humanas de Ventilação Dados publicados

Para a realização do metabolismo, o homem te necessidade de consumir, pela respiração cerca de 0,025 m3 de oxigênio por hora, o qual é fornecido pelo ar que se faz passar pelo

interior do ambiente.

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