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ARTIGO

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Metodologias utilizadas pelos professores de educação fisica escolar


para inclusão de crianças com necessidades especiais.

Tatiane Silva
Discente do Instituto Adventista de São Paulo – IASP - Hortolândia
Rita de Fátima da Silva
Professora do Instituto Adventista São Paulo; Mestre em Atividade Física, Adaptação e Saúde;
Doutoranda FEF/UNICAMP

Resumo
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a inclusão de crianças
com necessidades especiais nas aulas de educação física. Sabemos que há
várias maneiras de fazer inclusão destas crianças de forma que elas
participem das aulas. Analisamos as intervenções metodológicas utilizadas
pelos professores de educação física para que haja uma inclusão das crianças
com necessidades especiais. Várias situações levam os professores a pensar
que não têm como inserir estas crianças. Desta forma observamos as
questões que envolvem a exclusão na escola e identificamos as intervenções
metodológicas utilizadas pelos professores. Realizamos uma pesquisa de
cunho qualitativo onde utilizamos questionário com perguntas abertas e
fechadas para os diretores e professores.

Palavras chaves : Educação Física; Inclusão ; Pessoas com necessidades


especiais ; Intervenção metodológica.

Abstract
This paper aims to reflect on the inclusion of children with special needs in
physical education classes. We know there are several ways to make inclusion
of these children so that they involved classes. I reviewed the speeches
methodology used by teachers of physical education to have an inclusion of
children with special needs. Several situations lead teachers who do not have
to think how to insert these children. Thus observe the issues involving the
exclusion in school and identify the methodological interventions used by
teachers. We conducted a search of quality seal used a questionnaire with
questions open and closed for principals and teachers.

Keywords: Fitness School; Inclusion; People with Special Needs; Intervention


Methodology

Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, SP, v. 10, n. 14, Jan./jun. 2009– ISSN 1679-8678
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Introdução

Em muitos aspectos, a problemática da deficiência reflete a maturidade humana


e cultural de uma comunidade. Há implicitamente umas relatividades culturais, que
estão na base do julgamento que distingue entre “deficiente” e “não-deficiente”.
“Essa relatividade obscura, tênue, sutil e confusa, procura de alguma forma
“afastar” ou “excluir” os “indesejáveis”, cuja presença “ofende” “perturba” e “ameaça”
a ordem social “(FONSECA, 1997, p. 15).
Através deste estudo, estivemos abordando questões que nos levaram a
afirmar que quando o professor é capacitado e/ou tem boa vontade para trabalhar
com estas crianças não existe exclusão tanto em escolas municipais, estaduais como
em escolas particulares, sendo que a metodologia dos professores de educação física
é muito importante para a não exclusão das crianças com necessidades especiais nas
escolas.
Para tanto tivemos como objetivo geral identificar as metodologias utilizadas
pelos professores para inclusão de crianças com Necessidades Especiais na Educação
Física e especificamente analisar as questões que envolvem a exclusão na escola.
Todos possuímos limites e características diferentes, temos que respeitar cada
ser humano do jeito que ele é e esta questão se torna muito mais significante na
nossa vida quando aprendida na infância.

Inclusão Educacional

Inclusão é o termo que se encontrou para definir uma sociedade que


considera todos os seus membros como cidadões legítimos. (MANTOAN,
1997; p. 47).

A Inclusão Escolar depende antes de tudo de um reconhecimento humilde por


parte da Família, Escola e Sociedade a uma necessidade de se educar a si mesmo,
antes de criar técnicas, estratégias ou métodos.

Para que haja inclusão é necessário modificar o entendimento que as pessoas


têm sobre o assunto. Esta tem como princípios:

¾ Aceitação das diferenças individuais;


¾ Valorização de cada pessoa;
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¾ Convivência dentro da diversidade humana, a aprendizagem da cooperação;


O movimento da inclusão social começou incipientemente na segunda
metade dos anos 80 nos países mais desenvolvidos tomou impulso na
década de 90 também em países em desenvolvimento e vai se
desenvolver fortemente nos primeiros 10 anos do século 21 envolvendo
todos os países. (SASSAZI, 1997; p.17).

Acreditamos que quanto mais sistemas comuns da sociedade adotarem a


inclusão, mais cedo se completará a construção de uma verdadeira sociedade para
todos – a sociedade inclusiva, pois o problema não está na deficiência e sim na
desvantagem social que estas crianças sofrem por serem rotuladas, como se não
tivessem capacidade de levar a vida como as outras. Entendemos que a falta de
informação e capacitação sistematizadas sobre essa questão dificulta a superação dos
inúmeros problemas enfrentados por essas pessoas.
Em junho de 1994, a Unesco realizou em Salamanca, Espanha um
grande congresso sobre “Educação para Todos”, a que compareceram
autoridades e professores de muitos países. Ficou decidido, na ocasião,
a inclusão de crianças com necessidade especial em escolas comuns,
sendo essa uma obrigação de todos os Governos, incluindo o do Brasil.
(MANTOAN, 1997; p.92).

“Educação inclusiva é uma atitude de aceitação das diferenças não uma simples
colocação em sala de aula” (SASSAKI, 1997; p.122).
Nos dias atuais acontecem com muita freqüência situações do tipo: crianças
com alguma necessidade especial é inserida em salas de aula onde são
acompanhadas por uma professora ou ajudante que fica o tempo todo ao seu lado
realizando tarefas diferentes das que são passadas para o restante da sala, estas
crianças ficam totalmente isoladas uma vez que a metodologia utilizada é de
exclusão.
Mantoan (1997; p.123) ressalta;
A formação de professores para a inclusão escolar de deficientes não
pode restringir a fazê-los conscientes das potencialidades dos alunos,
mas também de suas próprias condições para desenvolver o processo de
ensino inclusivo. Estas condições dizem respeito aos conhecimentos
pedagógicos e aos domínios da metacognição, pois implicam no
desenvolvimento da capacidade de auto regular e de tomar consciência
da atividade de ensinar, tais como planejar as aulas ministrá-las e
avaliar seus efeitos nos alunos.

Sabemos que, de maneira geral, alguns professores são bastante resistentes às


inovações educacionais, ainda mais quando os mesmos não têm conhecimento no
assunto, a tendência é se refugiarem no impossível, considerando a proposta válida,
porém utópica.

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Algumas restrições são formadas por situações que levam o professor a


desacreditar que possa haver inclusão das crianças com necessidades especiais,
principalmente na educação física, onde as crianças correm, pulam e saltam, e
geralmente acontece uma integração maior dos alunos.
As atividades positivas de uma convivência mais humana se refletem no
comportamento das crianças especiais e na socialização com as outras crianças. Elas
têm oportunidades de adquirir habilidades acadêmicas, habilidades da vida diária
através da sua inclusão no âmbito escolar.
Todas as crianças ganham, pois aprendem umas com as outras e desde
pequenas já agregam valores necessários para sua vida em sociedade.
Integração e Inclusão, enquanto processos sociais são importantes, mas têm
significados diferentes. Há casos em que crianças com necessidades especiais podem
estar integradas na aula de educação física, mas isso não significa que elas estão
sendo incluídas, pois para que isto ocorra, por exemplo, em uma brincadeira esta,
talvez necessite de alguma modificação.
Temos que dar mais ênfase às experiências positivas que aparecem e deixar de
lado o pensamento negativo de que não será possível fazer a inclusão destas crianças.
Pois se pensarmos desta maneira, com certeza não teremos como incluí-las.
Stainback e Stainback (1999; p.21), ressaltam;
Educando todos os alunos juntos, as pessoas com deficiência têm
oportunidade de preparar-se para a vida na comunidade, os professores
melhoram suas habilidades profissionais e a sociedade toma a decisão
consciente de funcionar de acordo com o valor social da igualdade para
todas as pessoas.

Através de todos estes argumentos, concluímos que a questão da inclusão diz respeito
a toda sociedade e não só a um número restrito de pessoas. Por conta destes fatores
acreditamos que temos que inserir esta realidade na vida de nossas crianças.
Nos dias atuais escutamos nas rádios e televisões as pessoas falarem da desigualdade
social e que o Governo tem que dar mais educação para nossas crianças para que um dia se
possa viver num mundo melhor. Portanto, a inclusão de crianças com necessidades especiais
em escolas regulares é o primeiro passo para começarmos a mudar esta realidade.
Os professores e pais têm que prestar atenção nos casos de “bulling”, pois estas
situações deixam as crianças constrangidas e isso pode levar as mesmas a perder o interesse
de freqüentar a escola.
Acreditamos que nestes casos os pais têm que explicar para seus filhos as diferenças de
cada pessoa e o professor pode abordar este assunto na sua aula como conteúdo para um
melhor entendimento dos alunos.

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Entre as várias necessidades especiais temos as provocadas por deficiências ou


comportamentos diferenciados;
¾ Crianças superdotadas e talentosas;
¾ Deficientes mentais;
¾ Deficientes visuais;
¾ Deficientes auditivas;
¾ Distúrbios de comunicação;
¾ Problemas de comportamento;
¾ Distúrbios de aprendizagem;
¾ Deficiências múltiplas, severas e físicas;
¾ Deficiência física;
Há tipos de necessidades especiais que são diagnosticadas por médicos por se tratarem
de patologias específicas, e também aquelas que conforme citado acima o professor observa
ao ministrar suas aulas, pois estas têm mais espaço de manifestação nas aulas de educação
física, onde as crianças têm atividades fora da sala de aula e trabalham em grupos, com maior
interação.

Deficiência: Conceito e Classificação


A definição para pessoas com necessidade especial são manifestações
de comportamento típicas de portadores de síndromes e quadros
psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no
desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que
requeira atendimento educacional especializado. (MEC, 1994; p.13).

Freud explicou, podemos ter crianças deficientes perfeitamente


adaptadas. A criança deficiente envolve um aspecto biomédico. A
criança inadaptada reflete um aspecto social. Uma criança deficiente
visual não é igual em termos de adaptação à outra criança deficiente
visual; uma deficiência pode ser congênita, outra adquirida. Daí a
necessidade de não confundir criança inadaptada com criança deficiente,
pois podem dar-se todas as combinações possíveis, que não permitem a
compreensão da deficiência nem a urgente precisão terminológica, visto
dependerem de muitas situações sub-culturais. (FONSECA 1995; p.14).

Por existirem diversos tipos de deficiências e nenhuma ser igual à outra, nem todas as
crianças aprendem e se desenvolvem no mesmo ritmo e reagem emocionalmente do mesmo
modo e vêem e ouvem igualmente bem. Existe a deficiência congênita que é aquela que a
pessoa nasce com ela, e a adquirida que por conta de alguma patologia ou acidente, adquire.
Abaixo seguem algumas classificações de patologias que podem ser adquiridas quando
a criança nasce ou através de algum tipo de acidente;
¾ Paralisia ou Paraplegia: perda total do movimento.
¾ Monoplegia: perda do movimento de um membro.
¾ Diplegia: perda de movimento de dois membros superiores.
¾ Paraplegia: perda de movimento de dois membros inferiores.

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¾ Triplegia: perda de movimento de três membros.


¾ Tetraplegia: perda de movimento de quatro membros.
¾ Hemiplegia: perda de movimento da metade do corpo direita ou esquerda.
Seguindo a linha de raciocínio de autor Fonseca (1995; p.19);

É nos primeiros anos que a mielinização se opera, as redes neuronais


crescem e se estruturam, os processos de informação visual, auditivo e
tátil-quinestésica se organizam por níveis de atenção, seleção,
discriminação, identificação, sequencialização e retenção e os processos
de comunicação verbal se produzem através de funções de formulação,
planificação e controle de condutas psicomotoras e psicolingüísticas.

Neste tópico estaremos fornecendo informações sobre quais as categorias, as


classificações e o que é deficiência.
Segundo Fonseca (1995; p.16-17) no campo médico, a deficiência pode ser
causada por vários fatores.
¾ Nos fatores pré-natais, temos alterações cromossômicas, autossômicas,
genossômicas que alteram informações genéticas.
¾ Os fatores pré-natais são mais relacionados com as condições da deficiência do
trabalho de parto e de proteção fetal, que decorrem num período de grande
vulnerabilidade.
¾ Outros fatores têm a ver com os níveis de adaptação à vida extra-uterina,
podendo ser observados clinicamente pala cor da pele, freqüência cardíaca,
reflexos, tônus muscular e respiração aos 60 segundos e aos 5 minutos após o
nascimento.
¾ Os fatores neonatais, mais significativos que podem ocorrer depois do nascimento
causando eventuais alterações no neonato são; idade do feto, tamanho do feto,
efeitos de doenças maternas, anoxia, doença da membrana hialina,
incompatibilidade Rh, infecções, doenças metabólicas, hemorragias, convulsões,
etc.
Todos estes fatores de risco pré-natais e neonatais podem causar desde lesão
mínima de cérebro ou disfunção mínima do cérebro até a paralisia cerebral.
Segundo o I Congresso Mundial (Stirling, 1978; apud Fonseca 1995; p.25) que
tratava do futuro da Educação Especial:
A criança deficiente é a criança que se desvia da média ou da criança
normal em: 1) características mentais; 2) aptidões sensoriais; 3)
características neuromusculares e corporais; 4) comportamento
emocional; 5) aptidões de comunicação; 6) múltiplas deficiências, a
ponto de justificar e requerer a modificação das práticas educacionais ou
a criação de serviços de educação especial no sentido de desenvolver ao
máximo as suas capacidades. I Congresso Mundial sobre o Futuro da
Educação Especial (1978) apud Fonseca (1995; p.25).
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Segundo Kirk e Gallagher, (2002; p.366), estas são as categorias relacionadas


à deficiência de comportamentos diferenciados.

a) Crianças Superdotadas e Talentosas:


Podemos falar que cada cultura define a criança talentosa de acordo com sua
própria imagem e ajusta a natureza da pessoa superdotada àquela cultura. Partindo
deste pensamento aprendemos a respeitar e valorizar a cultura e o estilo de vida de
cada ser humano. Uma pessoa chamada de superdotada numa sociedade primitiva
pode ser diferente de uma pessoa que reside em uma cidade tecnológica.
Uma das definições foi proposta pelo antigo diretor do Departamento de
Educação dos Estados Unidos, Sidney Marland (1972) apud Fonseca (1995; p.26).
Crianças superdotadas e talentosas são aquelas identificadas por
pessoal profissionalmente qualificado como as que, em virtude de suas
capacidades notáveis, conseguem em desempenho elevado. São
crianças que exigem programas educacionais diferenciados e serviços
além dos normalmente oferecidos pelo programa regular para contribuir
para si mesmas e para a sociedade.

b) Crianças Deficientes Mentais:


Associação Americana de Deficiência Mental e o Comitê Presidencial da
Deficiência Mental classificaram em três termos a deficiência mental:
Deficiência Mental Educável
Deficiência Mental Treinável necessita
Deficiência Mental Grave/Profunda.

c) Crianças com Deficiências Visuais:


A definição de deficiência visual é mais complicada do que o leigo pode supor,
as crianças com deficiências visuais são classificadas em dois grupos:
Cegueira;

Visão Reduzida

d) Crianças com Deficiência Auditiva:


É a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de
compreender a fala através do ouvido é classificada e cinco níveis:
Leve;
Moderada;
Moderadamente Grave;
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Grave;

Profunda;

e) Crianças com Distúrbios de Comunicação:


Apresentam problema na voz, na fala ou na linguagem e é classificada como
um distúrbio de comunicação quando impede o desenvolvimento dos mesmos.
Articulação, as crianças substituem um fonema (som da fala) por outro, o
omitem ou o distorcem.
Voz pode variar quando a intensidade, altura e qualidade podem ser muito
fracas ou muito fortes o problema pode variar desde ronquidão até a nasalidade.
Fluência, (gagueira) ocorre quando o fluxo da fala é interrompido de modo
anormal por repetições ou prolongamentos de um som ou sílaba e é marcado por
comportamento de evasão.

f) Crianças com Problemas de Comportamento:


Utilizando-se de listas de verificação, escalas de classificação e recursos
semelhantes de medida para avaliar grande número de crianças, é possível selecionar
conjuntos de respostas que separam um grupo de crianças do outro, esta abordagem
resultou em quatro padrões de comportamento “problemáticos” em crianças:
distúrbios de conduta, retraimento por ansiedade, imaturidade e agressão socializada.
(Quay,1979).

g) Crianças com Distúrbios de Aprendizagem:


Os tipos de distúrbios de aprendizagem são tão variados que é difícil classificá­
los ou mesmo fazer uma lista específica de todos eles.
A Secretaria da Educação para o Excepcional, do Departamento de Educação
dos Estados Unidos, formulou alguns esquemas para identificação de distúrbios de
aprendizagem nas seguintes áreas;
Expressão Oral, Compreensão Oral, Expressão Escrita, habilidades Básicas da
Leitura, Cálculos Matemáticos, Raciocínio matemático.
Os distúrbios de aprendizagem são classificados em duas categorias; Distúrbios
de aprendizagem relativos ao desenvolvimento; Distúrbios de aprendizagem
acadêmica.
Distúrbios de aprendizagem é um termo genérico referente a um grupo
heterogêneo de distúrbios que se manifestam por dificuldades
significativas na aquisição e no emprego das capacidades para ouvir,
falar, ler, escrever, raciocinar ou computar. Esses distúrbios são

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intrínsecos ao individuo e presumivelmente se devem à disfunção do


sistema nervoso central. Embora um distúrbio de aprendizagem possa
ocorrer concomitantemente com outras condições deficientes (por
exemplo, deficiência sensorial, deficiência mental, distúrbio social e
emocional) ou insuficiente/ inadequada, (fatores psicogenéticos), não
resulta diretamente dessas condições ou influencias. KIRK; GALLAGHER
2002; p.367.

h) Crianças com Deficiências Múltiplas, Severa e Física:


Crianças que apresentam mais de uma deficiência, Snell (1978) defini como
crianças com deficiências múltiplas do seguinte modo: os indivíduos que tenham
deficiências mentais moderada, graves e profundas; todos que tenham um distúrbio
emocional grave e profundo e todos com deficiência mental moderada e profunda que
têm pelo menos mais uma deficiência (isto é, deficiência auditiva, visual, paralisia
etc.). E, ainda, os Deficientes Físicos, que possuem comprometimento ortopédico e
neurológico.
Hobbs apud Fonseca (1995, p. 26) conduziu um estudo em que participam
associações científicas de grande prestígio e investigadores renomados, chegando às
seguintes conclusões acerca da classificação em educação especial, A classificação de
crianças deficientes é essencial para garantir serviços, para planificar e organizar
programas de intervenção e para determinar os efeitos dos mesmos;
¾ A política pública e privada deve respeitar a individualidade da
criança deficiente e a peculiaridade dos seus talentos – os processos
nunca deverão violar este valor social fundamental;
¾ Cresce a preocupação sobre os usos e abusos de categorias e rótulos
atribuídos a crianças deficientes e uma maior insatisfação pela
inadequada e descoordenada articulação dos serviços.
¾ Programas pedagógicos especiais devem decorrer dos critérios de
classificação para encorajar a máxima participação possível das
crianças deficientes em escolas normais e em programas
recreacionais da comunidade. O encaminhamento ou orientação
pedagógica deve ter em consideração o menor afastamento possível
da família;
¾ As categorias são instrumentos necessários para a criação de
legislação e para uma racional estrutura administrativa da
responsabilidade governamental;

Metodologia de Ensino

A descoberta e sistematização das diversas formas, o porquê e como a


Educação Física caracteriza as suas práticas pedagógicas é importante e chamamos de
metodologia, como ensinar (como criar ambientes de aprendizagem); como organizar
a aula em partes (seqüências), respeitando o planejamento; como intervir por meio
de ações pedagógicas de forma a atingir os objetivos da aula (tema da aula

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conteúdo); manter coerência com a linha teórica escolhida (relacionado ao projeto


político pedagógico), e respeitando as fases do desenvolvimento (a faixa etária).
Para Mosston e Ashworth apud Tibeau (2002, 23).

Em um dos mais importantes trabalhos sobre metodologias de ensino


em Educação Física, descrevem formas de trabalho ou estilos de ensino
nas quais o aluno é protagonista do processo e a principal meta é sua
autonomia. Afirmam que as áreas de Educação Física, Esportes e Dança
oferece grandes oportunidades para desenvolver a capacidade humana
de diversidade, descobrimento, invenção e de ir mais além do
conhecimento do aluno. Isso exige que o professor esteja preparado
para proporcionar aos alunos problemas e situações relevantes, aceitar
e valorizar as idéias e as soluções encontradas pelos alunos.

Constatamos a importância do professor de Educação Física e da sua


metodologia de ensino, o papel de orientar, estimular, relacionar, mais que informar.
Mas, todavia só orienta aquele que conhece, que tem uma boa base teórica e que
sabe comunicar-se com seus alunos, isto é uma característica fundamental para um
professor trabalhar com crianças que tenham algum tipo de necessidade especial.
Para que haja uma integração de todas as crianças o professor tem que ser atualizado
e criativo para poder estar adaptando brincadeiras e com isto propiciar um ambiente
agradável e educativo para todas as crianças.
Os professores ao longo de suas carreiras, criaram e se apropriaram de
diferentes esquemas, tanto teóricos, quanto práticos. Fazemos as
seguintes perguntas: como esses decentes estão compreendendo e
constituindo a relação entre, pensamento e ação? Como estão acorrendo
as ações metodológicas, principalmente quando enfocamos as pessoas
com necessidades especiais? Que recursos metodológicos, os educandos
de hoje, futuramente professores, irão adquirir para trabalhar com as
diferenças (Lima; Duarte; Silva (2004; p.1).

Nos dias atuais temos diversos tipos de metodologias de ensino, por este
motivo cada professor trabalha com uma de sua preferência seguindo o que é
solicitado na proposta pedagógica da sua escola.
Estaremos apresentando abaixo algumas abordagens metodológicas;

a) Segundo Darido
Abordagem Desenvolvimentista
Objetivo: Oferecer ao aluno condições de desenvolver seu comportamento
motor através da diversidade e complexidade de movimentos.

Abordagem Construtivista- Interacionista

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Objetivo: O aluno constrói seu conhecimento a partir da interação com o meio,


resolvendo problemas. Construção do conhecimento a partir da interação do sujeito
com o mundo. Opõe-se ao mecanicismo.

Abordagem Crítico-Superadora
Objetivo: Baseado na justiça social. Valoriza a questão da contextualização dos
fatos e do resgate histórico.

Abordagem Sistêmica
Objetivo: “Introduzir o aluno no mundo da cultura física, formando o aluno que
vai usufruir partilhar produzir, reproduzir e transformar as formas culturais da
atividade física (o jogo, o esporte, a dança, a ginástica)”.

b) Segundo Abib
Educação Física Plural
Objetivo: Interpretar o ser humano através da diversidade e pluralidade
presentes na cultura do corpo, sua cultura, seu mundo.

c) Segundo Currículos Básicos das Escolas Públicas


PERCEPTIVO
MOTORA PSICOMOTORA SOCIOMOTORA

Movimento como meio Movimento com meio


Movimento como fim Visa o Visa o desenvolvimento
OBJETIVO Visa a melhoria da desenvolvimento dos aspectos sócio-
performance integral através da culturais. Consciência
consciência corporal crítica

d) Segundo Mônica Krausz

Abordagem Multi, Inter e Trans-disciplinar


Muito falado, mas pouco executado, o método de ensino interdisciplinar ainda
luta para romper a barreira dos preceitos educacionais positivistas; experiências mais
radicais estão presentes em algumas escolas Brasileiras.
Segundo Krausz (2008; p.25);

Os conceitos de multi, inter e trans-desciplinaridade são distintos e, por


vezes, antagônicos em suas propostas e objetivos metodológicos, porem
ainda muito confundido. A multi-disciplinaridade pressupõe que varias
disciplina podem sr reunidas; porem, essa reunião não implica nem que
elas tenham o mesmo objeto de estudo e tampouco que partilhem
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qualquer tipo de relação sobre este objeto. Isto é, na escola os alunos


podem estudar a China em geografia, os esportes olímpicos em
educação física, o comunismo em historia, sem que as disciplinas
tenham um planejamento conjunto ou as abordagens metodológicas
estipulem conexões entre os temas abordados.

Está metodologia é interessante porque podemos trabalhar assuntos iguais em


diferentes matérias. A abordagem pode ter um bom resultado no ensino inclusivo pois
os alunos irão conhecer mais o assunto por diversos ângulos e não somente pelo
ponto de vista do professor de educação física ou de História.

Metodologia

Abordagem da Pesquisa

Primeiramente definimos nossa problemática de pesquisa em torno do tema, As


Metodologias Utilizadas pelos Professores de Educação Física Escolar para Inclusão de
Crianças com Necessidades Especiais. A partir deste momento passamos a uma
pesquisa bibliográfica, com a pretensão de compreender a inclusão educacional,
pessoas com necessidades especiais e deficiência; conceitos e classificações.
Segundo Cervo e Bervian (2003), a pesquisa bibliográfica procura explicar um
problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos, livros ou até
mesmo em sites de confiança.
No segundo momento foi realizada uma pesquisa descritiva, pois tivemos como
objetivo primordial à descrição das características de determinada população ou
fenômeno, no caso professores de educação física e suas metodologias.
As pesquisas descritivas são juntamente com as exploratórias, as que
habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática
(GIL, 2002).

Características do Sujeito e Delimitação

Esta pesquisa foi realizada em três escolas sendo, uma escola particular, uma
estadual e uma municipal, para melhor compararmos as metodologias de inclusão
utilizadas pelos professores de educação.
Participaram desta pesquisa três diretores, seis professores e uma
coordenadora pedagógica das escolas selecionadas da região de Campinas e
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Hortolândia que ministram aula de Educação Física para crianças com algum tipo de
deficiência.

Coleta de Dados e Instrumentos

Aplicamos para os diretores, coordenador e professores um questionário que


possui perguntas fechadas, perguntas com alternativas dicotômicas, perguntas com
respostas múltiplas e perguntas abertas.

Organização e Análise dos Dados

Os dados são aqui apresentados de forma descritiva analítica cujo objetivo é


apontar as respostas dos diretores e professores, para uma melhor comparação e
discussão. Esta apresentação foi organizada no trabalho monográfico através de
planilha por temas, contudo o que apresentamos aqui é o substrato. Os temas são:
¾ Formação do professor e diretor;
¾ Atuação profissional;
¾ Outras experiências profissionais;
¾ Seus pensamentos sobre inclusão;

Apresentação e Discussão dos Dados ( O substrato)

Constatamos que nos dias de hoje é comum ter um aluno com algum tipo de
deficiência, algumas aparentes, outras não.
"Os dados do IBGE (2000) apontam que a população brasileira é constituída de
14,5% de pessoas com deficiência distribuídas em distintas classificações, como por
exemplo, físicas, mentais, sensoriais ou múltiplas. Diante desta significativa parcela
de população, indaga-se: como surgem e como se relacionam Educação Física e
pessoas com deficiência? [....]” (OLIVEIRA, SANTOS, 2000, p.170)
Entrevistamos diretores e professores de educação física. Dos questionários
aplicados para diretores (1) um voltou em branco. Refletimos sobre o porquê deste
fato e cogitamos sobre alguns motivos possíveis: não respondeu porque não teve
tempo; porque não quis; porque não quer se envolver com a questão. De qualquer
forma, não podemos deixar de sentir estranheza com esta atitude e, portanto, fica a
questão: Como este diretor lida com a questão da inclusão na escola que dirige?
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Quando perguntamos quem é a pessoa com necessidade educacional especial,


dois (2) sujeitos da nossa pesquisa não responderam e 8 responderam que são
crianças que têm dificuldades de aprendizagem e limitações físicas.
Outro ponto muito interessante do nosso estudo é quando perguntamos se os
sujeitos se achavam capacitados para trabalhar com crianças com necessidades
especiais. As respostas foram variadas, dois (2) professores e um (1) diretor
acreditam não serem capacitados por que não tiveram na faculdade nenhuma
abordagem sobre esta população: um (1) não respondeu e 6 acreditam que estão
preparados pois já fizeram alguma capacitação na área.
Os colaboradores de nossa pesquisa apontam motivos que dificultam o trabalho
deles com crianças com necessidades especiais. O mais citado foi a falta de estrutura
arquitetônica nas escolas, pois muitas se quer são adaptadas, bem como a falta de
capacitação.

Considerações Finais

Através da nossa revisão bibliográfica constatamos que para haver inclusão


primeiramente os professores têm que saber o que é inclusão, pois encontramos
casos em que professores colocam os alunos especiais para marcar jogo e acham que
isso é incluir.
Segundo os autores Sassaki (1997), Mantoan (1997) e Stainback, Stainback
(1999) inclusão é mais, é adaptar brincadeiras para estas crianças brincarem com o
restante dos alunos da sala, é mostrar para os alunos que não é porque o amiguinho
tem alguma deficiência que ele não pode brincar ou desenvolver algumas atividades,
é ensinar para as crianças desde pequenas que não somos todos iguais, mas somos
especiais, cada um da sua maneira com as suas características próprias e com certeza
esta experiência vai significar muito para o futuro destas crianças.
O intuito da nossa pesquisa foi identificar as metodologias que o professor para
incluir crianças com necessidades especiais em suas aulas. Percebemos que os
professores conhecem a maioria das abordagens, contudo tornou-se latente o fato de
que se o professor acreditar em suas próprias competências, ele poderá ensinar muito
mais do que um professor com várias capacitações, o entanto, desprovido de real
interesse para com esta parcela de estudantes de nossas escolas.
Desta forma podemos afirmar que a inclusão escolar necessita de ações
calcadas em recursos econômicos que podem resolver os problemas arquitetônicos e
de materiais, contudo, as atitudes humanas de aceitação ou rejeição são ainda mais
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importantes, porque estas podem deixar do lado de dentro ou do lado de fora de


escolas construídas ou não sobre a observância das exigências da acessibilidade
àquelas pessoas que dela se aproximam.
Com relação às metodologias percebemos que:
a) O método diretivo/comando: é mais adequado àqueles alunos com severas
dificuldades de compreensão como deficientes mentais moderados e severos.
Contudo, é necessário gradativamente possibilitar escolhas dentro de um leque de
possibilidades sugeridas pelo professor.
b) Descoberta dirigida/exploratória: adequada a crianças e adolescentes com
deficiência mental leve a moderada; surdos, cegos e pessoas com dificuldades
motoras, o não significa que somente desta maneira poderão ser trabalhadas. O que
estamos apontando são possibilidades.
c) Atividades livres: após um tempo de trabalho executado pelo professor é
desejável que “todos” os alunos consigam escolher propor e utilizar as atividades
livres.
O que afirmamos a partir destes apontamentos é que as metodologias não
devem representar uma “camisa de força” e que o professor no domínio de cada uma
delas, deve utilizá-lsa com competência, atento a sua clientela e ao que almeja
alcançar.

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Data de recebimento: 24/ 01//09


Data de aceite: 18/03/09

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