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Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu na cidade de Ponta Delgada na ilha

de São Miguel, nos Açores. Filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga


(engenheiro militar e oficial do exército miguelista e posteriormente
professor de Matemática e Filosofia no Liceu de Ponta Delgada) e de Maria
José da Câmara Albuquerque, natural da ilha de Santa Maria. Os pais estavam
ligados a famílias da aristocracia.

Foi o último dos sete filhos do primeiro casamento de seu pai, dos quais
cinco faleceram na infância. A mãe também faleceu precocemente a 17 de
Novembro de 1846, quando Teófilo tinha apenas 3 anos de idade. A sua
morte e a má relação que tinha com a madrasta, com quem o seu pai casou
dois anos depois, marcaram decisivamente o seu temperamento fechado e
agreste.

Iniciou muito cedo a actividade profissional, empregando-se na tipografia do


jornal A ilha, de Ponta Delgada, no qual também colaborou como redactor.
Nesse período colaborou com outros periódicos da ilha de São Miguel, entre
os quais os jornais O Meteoro e O Santelmo.

Frequentou o Liceu de Ponta Delgada e em 1861 partiu para Coimbra, onde


concluiu o ensino secundário e mais tarde matriculou-se no curso de Direito
da Universidade de Coimbra.
Enquanto estudante em Coimbra, trabalhou como tradutor e recorreu a
explicações e à publicação de artigos e poemas para financiar os seus estudos.

Era um aluno brilhante pelo que, quando em 1867 terminou o curso, foi
convidado pela Faculdade de Direito a doutorar-se.

Os seus ideais republicanos impediram-no de ser escolhido quando, em 1868,


concorreu para professor na Academia Politécnica do Porto e mais tarde à
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Fixou-se, então, em Lisboa, iniciando a sua actividade


como advogado e nesse mesmo ano de 1868, casou
com Maria do Carmo Xavier, irmã de Júlio de Matos,
de quem teve três filhos. Tanto a esposa como os filhos
faleceram muito jovens.

Em 1872, concorreu e ficou colocado no lugar de lente do Curso Superior de


Letras onde se dedicou ao estudo da literatura europeia, especialmente dos
autores franceses. Iniciou uma carreira académica que o levou a publicar uma
extensa obra filosófica fortemente influenciada pelo positivismo de Auguste
Comte.

Essa influência positivista foi decisiva no seu pensamento, na sua obra literária e
na sua atitude política, fazendo dele um dos mais destacados membros da
geração doutrinária do republicanismo português.
Em 1878 fundou e dirigiu com Júlio de Matos a revista O Positivismo. Nesse
mesmo ano iniciou a sua carreira política concorrendo a deputado às Cortes
da Monarquia Constitucional Portuguesa integrado nas listas dos
republicanos federalistas.

Em 1880 passou a colaborar com a revista A Era Nova.

Em 1884 passa a dirigir a Revista de Estudos Livres, em parceria com


Teixeira Bastos, seu antigo aluno no Curso Superior de Letras que veio a ser
um dos principais divulgadores do positivismo em Portugal.

Em 1891, como membro do directório


do Partido Republicano Português (PRP),
colabora na elaboração do Manifesto
e Programa do PRP. Este manifesto e
a sua apresentação pública precederam
em 3 semanas a Revolta de 31 de Janeiro
de 1891, no Porto, à qual Teófilo Braga se opôs.

A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado republicano por Lisboa às Cortes


Monárquicas, não chegando contudo a tomar posse por entretanto ocorrer a
Implementação da República Portuguesa.
A 6 de Outubro do mesmo ano é nomeado
Presidente do Governo Provisório da República
Portuguesa saído da Revolução de 5 de Outubro
de 1910. Naquelas funções foi, de facto, chefe
de Estado, já que o 1º Presidente da República
Portuguesa, Manuel de Arriaga, apenas foi eleito
a 24 de Agosto de 1911. Foi o seu governo que
adoptou a Bandeira Nacional (29 de Novembro de 1910)
e “A Portuguesa” como hino nacional.

Quando Manuel de Arriaga foi obrigado a resignar do cargo de Presidente da


República, na sequência da Revolta de 14 de Maio de 1915, Teófilo Braga foi
eleito para o substituir tendo cumprido o mandato até ao dia 5 de Outubro do
mesmo ano, sendo então substituído por Bernardino Machado. Foi a sua última
participação na vida política activa.

Já viúvo aquando da sua eleição, após o mandato, Teófilo Braga, que desde que
enviuvara, passava o tempo enfiado na sua biblioteca, isolou-se, dedicando-se
quase em exclusivo à escrita. Faleceu só, no seu gabinete de trabalho, a 28 de
Janeiro de 1924.
A obra de Teófilo Braga cobre várias áreas, da poesia e da ficção à filosofia,
à história da cultura e excede os 360 títulos, não contando com os artigos
dispersos pela imprensa da época.

Abrange temas tão diversos como o da História Universal, História do Direito


da Universidade de Coimbra, do teatro português (sob a influência de Gil
Vicente), da Literatura Portuguesa, das novelas portuguesas de cavalaria e do
romantismo e das ideias republicanas em Portugal.

Diversas vezes foi considerado um plagiador. É certo que Teófilo lia muito e
era pouco cuidadoso nos textos que escrevia, sendo vulgar omitir as
citações, a apontar ideias e teorias de outros.

Poesia
• Visão dos Tempos (1864)
• Tempestades Sonoras (1864)
• Torrentes (1869)
• Miragens Seculares (1884)
Ficção
• Contos Fantásticos (1865)
• Viriato (1904)
Ensaio
• As Teocracias Literárias - Relance sobre o Estado Actual da
Literatura Portuguesa (1865)
• História da Poesia Moderna em Portugal (1869)
• História da Literatura Portuguesa [Introdução] (1870)
• História do Teatro Português (1870-1871) - em 4 volumes
• Teoria da História da Literatura Portuguesa (1872)
• Manual da História da Literatura Portuguesa (1875)
• Bocage, sua Vida e Época (1877)
• Parnaso Português Moderno (1877)
• Traços gerais da Filosofia Positiva (1877)
• História do Romantismo em Portugal (1880)
• Sistema de Sociologia (1884)
• Camões e o Sentimento Nacional (1891)
• História da Universidade de Coimbra (1891-1902) - em 4 volumes
• História da Literatura Portuguesa (1909-1918) - em 4 volumes
Antologias e recolhas
• Antologias: Cancioneiro Popular (1867)
• Contos Tradicionais do Povo Português (1883)
• O cancioneiro portuguez da Vaticana
Ele também escreveu histórias para crianças:

 O sal e a água;

 O sargento que foi ao inferno;

 Sempre não;

 Os dez anõezinhos da tia verde-água;

 O aprendiz de mago;

 O boi cardil;

 O caldo de pedra;

 As três cidras do amor.


Trabalho realizado por:

Raquel Copeto nº25, 6ºC

2009/2010