Anda di halaman 1dari 298

CURSO DE MERGULHO

AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –
SUMÁRIO
CONTEÚDO DO MANUAL .......................................................................................... 4
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 5
FINALIDADE ............................................................................................................... 7
OBJETIVOS DE DESEMPENHO ................................................................................ 7
OBJETIVOS DE CAPACITAÇÃO ................................................................................ 8
MÉTODO..................................................................................................................... 9
DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS ............................................... 9
MATERIAIS DIDÁTICOS........................................................................................... 10
AVALIAÇÃO DO PROCESSO EDUCACIONAL ........................................................ 14
DESLIGAMENTO: ..................................................................................................... 19
ASPECTOS LEGAIS E REGULAMENTARES .......................................................... 20
ASPECTOS GERAIS: ............................................................................................... 23
BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................... 25
ML – PA 01 ............................................................................................................. 28
ML – PA 02 ............................................................................................................. 36
ML – PA 03 ............................................................................................................. 44
ML – PA 04 ............................................................................................................. 52
VC - Verificação Corrente.......................................................................................... 52
ML – PA 05 ............................................................................................................. 59
ML – PA 06 ............................................................................................................. 67
ML – PA 07 ............................................................................................................. 74
MA – PA 1 ............................................................................................................... 79
MA – PA 2 ............................................................................................................... 88
MA – PA 3 ............................................................................................................... 97
MA – PA 4 ............................................................................................................. 106
MA – PA 5 ............................................................................................................. 116
MA – PA 6 ............................................................................................................. 127
MA – PA 7 ............................................................................................................. 137
(PDRA – Teste de Tanque) ..................................................................................... 145
MA – PA 8 ............................................................................................................. 146
MA – PA 9 ............................................................................................................. 155
MA – PA 10........................................................................................................... 164
MA – PA 11........................................................................................................... 174
VC - Pista com obstáculos submersos .................................................................... 174
MA – PA 12........................................................................................................... 182
MA – PA 13........................................................................................................... 193
VC - Pista com obstáculos submersos .................................................................... 193
MA – PA 14........................................................................................................... 201
Atividade externa - Rio ............................................................................................ 201
Curso de Mergulho Autônomo

MA – PA 15........................................................................................................... 211
Avaliação - Teste de Tanque................................................................................... 211
MA – PA 16........................................................................................................... 220
MA – PA 17........................................................................................................... 230
MA – PA 18........................................................................................................... 239
MA – PA 19........................................................................................................... 248
MA – PA 20........................................................................................................... 258
MA – PA 21........................................................................................................... 269
MA – PA 22........................................................................................................... 278
MA – PA 23........................................................................................................... 283
Mar - Qualificação a 30 m ....................................................................................... 283
MA – PA 24........................................................................................................... 292
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS...............................................297
C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

CONTEÚDO DO MANUAL

Introdução ao Manual 08
ML – PA 01 - Adaptação ao material básico 28
C ML – PA 02 - Exercícios de apnéia 36
U ML – PA 03 - Trabalhos submersos 44
R ML – PA 04 - VC - Verificação Corrente 52
S M ML – PA 05 - Exercícios em ambiente aberto 59
O A ML – PA 06 - Mar - Qualificação do Merg. Livre 67
N ML – PA 07 - Mar – Operações com bote inflável 74
D U MA – PA 1 - Adaptação em piscina e tanque 79
E A MA – PA 2 - Exercícios com subida livre 88
L MA – PA 3 - Trabalhos submersos 97
M MA – PA 4 - Exercícios de procura de objetos 106
E D MA – PA 5 - Trabalhos submersos e flutuação 116
R O
MA – PA 6 - Montagens de operações de resgate 127
G
MA – PA 7 - Avaliação - Teste de Tanque 137
U
MA – PA 8 - Exercícios em represa 146
L I
MA – PA 9 - Pista com obstáculos submersos 155
H N
MA – PA 10 - Exercícios em represa 164
O S
MA – PA 11 - VC - Pista com obstáculos 174
T
MA – PA 12 - Exercícios em represa 182
A R
MA – PA 13 - VC - Pista com obstáculos 193
U U
MA - PA 14 - Exercícios em ambiente aberto - rio 201
T T
MA – PA 15 - Avaliação - Teste de Tanque 211
Ô O
N R MA – PA 16 - Mar - Trabalho submerso 220
O MA – PA 17 - Mar - Trabalho submerso noturno 230
M MA – PA 18 - Mar - Mergulho em costeira 239
O MA – PA 19 - Mar - Trabalho com Narguilê 248
MA – PA 20 - Mar - Operações de resgate 258
MA – PA 21 - Mar - Trabalho com Narguilê 269
MA – PA 22 - Mar - Rotinas de manutenção 278
MA – PA 23 - Mar - Qualificação a 30 m 283
MA – PA 24 - Mar - Rotinas de manutenção 292

Gerson Cosme de Souza Conteúdo 4


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

INTRODUÇÃO

Este Manual é destinado aos instrutores e monitores de mergulho. Foi


planejado para servir como um instrumento flexível, porém padronizador das
atividades práticas de mergulhos livre e autônomo, que deverão ser
ensinadas nos Cursos ou Estágios de Mergulho (CMAut ou EMA) do Corpo
de Bombeiros do Estado de São Paulo. Apresenta instruções a serem
desenvolvidas em ambientes controlados, como piscinas e tanques de
treinamento; e em ambientes externos, como lagoas, represas, rios, praias;
e mar. Padroniza assuntos, métodos de ensino, e formas de avaliações, mas
permite aos instrutores estruturarem seus cursos de acordo com as
necessidades e circunstâncias de suas respectivas áreas geográficas. Para
as atividades em ambiente controlado, teve como parâmetro de local de
instrução, uma piscina padrão, denominada de agora em diante por “Tanque
de mergulho”. O referido Tanque possui como dimensões as profundidades
de 1,5m 3,0m e 6,0m, e os comprimentos de 3,0m 11,0m e 3,0m, respectivos
a cada profundidade. Tais especificações são apresentadas na Monografia
do Cap PM.ZAMPIERI em monografia do CAO – 2005.

Para atividades em mar, os planos de aula desenvolvidos tiveram por


parâmetro a execução de exercícios nas praias e costeiras da Ilha Anchieta,
levando-se em consideração a infra-estrutura lá existente.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 5


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

OBJETIVOS

Este Manual tem por objetivo apresentar aos instrutores informações que
proporcionem facilidades em relação a:

1. Analisar os Planos de Unidades Didáticas (PUD) determinados pelo Centro de


Ensino e Instrução do Bombeiro (CEIB), normas e diretrizes em vigor,
estabelecer planejamento e execução adequados, e dar devida estrutura a um
Curso de Mergulho Autônomo (CMAut) ou Estágio de Mergulho Autônomo
(EMA) em sua área, quanto aos aspectos de:
a) Finalidade, métodos a serem adotados e objetivos de desempenho;
b) Materiais que serão utilizados no curso, detalhes logísticos e de agenda;
c) Locais e tipos de instrução, com respectivos planos de segurança.
d) Formas de seleção dos candidatos e de avaliação dos alunos;
2. Elaborar planejamento de cursos e estágios, determinando:
a. Calendários de aulas;
b. Material didático, meios e equipamentos necessários;
3. Coordenar cursos, controlando:
a. Registros diários de aula;
b. Quadro de Trabalho semanal;
c. Documentos administrativos;
4. Ministrar aulas, executando planos de aulas e planos de segurança.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 6


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

FINALIDADE
A finalidade do presente Manual é proporcionar ao instrutor a possibilidade de
atuar como um agente facilitador do ensino de mergulho, oferecendo aos
participantes, conhecimentos e habilidades necessárias para o planejamento,
preparação e execução de trabalhos submersos, atuando no atendimento de
ocorrências de mergulho, de forma segura e dentro dos padrões de eficiência e
perfeição que a tarefa exige.

OBJETIVOS DE DESEMPENHO
Ao final do curso, os participantes deverão estar aptos a desenvolver atividades
de mergulho profissional, executando trabalhos em ambientes sob pressões
hiperbáricas, tanto em águas límpidas como em águas escuras, com
equipamentos autônomos de circuito aberto, e com equipamento de mergulho
dependente leve, obedecendo aos limites de segurança que os equipamentos
permitem. Os alunos de mergulho do CB devem desenvolver habilidades como:
1) Saber manusear ferramentas e chaves diversas, como ferramentas de corte,
de impacto, de medição, de apertar parafusos;
2) Saber manusear equipamentos como aparelhos de salvatagem e resgate,
equipamentos de mergulho autônomo e dependente, consoles com
manômetros, bússolas, para orientação sub aquática, entre outros;
3) Saber manusear cabos diversos, de nylon, de aço, lingas metálicas,
efetuando trabalhos de amarração, tração, etc.
4) Saber manusear, movimentar e transportar objetos, componentes diversos,
corpos de cadáveres, do fundo para local seguro na superfície da água;
Ao finalizar o curso, o mergulhador formado deve ser capaz de:
1) Preparar todos os equipamentos e materiais utilizados por uma equipe para
cumprir uma missão de mergulho;
2) Descrever a forma de receber e registrar uma solicitação de auxílio,
informar os dados da situação e avaliar a necessidade de auxílio adicional;

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 7


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

3) Avaliar os locais de ocorrência e determinar os procedimentos


correspondentes a cada caso, utilizando-se de materiais e equipamentos
adequados;
4) Listar as ações para cuidar da segurança no local da emergência e montar
um Plano de segurança, levando-se em conta a profundidade do mergulho e
as condições de risco;
5) Elaborar relatório e demais registros relativos ao atendimento de trabalhos
submersos utilizando-se de termos técnicos apropriados.

OBJETIVOS DE CAPACITAÇÃO

Ao finalizar o curso, o participante será capaz de:


1) Planejar operações de mergulho e devidos planos de segurança;
2) Preparar todos os equipamentos e materiais necessários a serem utilizados
por uma equipe para cumprir uma missão de mergulho;
3) Receber e registrar uma solicitação de ocorrência para atividade de
mergulho, informar os dados da situação e avaliar a necessidade de auxílio
adicional;
4) Avaliar os locais de ocorrência e determinar os procedimentos
correspondentes a cada caso, utilizando-se de materiais e equipamentos
adequados;
5) Listar as ações para cuidar da segurança no local da emergência e montar
um Plano de Segurança, levando-se em conta a profundidade do mergulho
e as condições de risco;
6) Executar operações de resgate e salvatagem em ambientes submersos;
7) Utilizar de forma adequada os equipamentos de mergulho e demais
equipamentos de resgate e salvatagem;
8) Elaborar relatório e demais registros relativos ao atendimento de mergulho.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 8


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

MÉTODO

O método de ensino será o de capacitação para adultos, de acordo com a


metodologia implantada através do Curso de Capacitação para Instrutores (CPI)
do convênio estabelecido entre as agências internacionais OFDA/USAID e o
Corpo de Bombeiros de MIAMI – EUA, representada no Brasil pela Universidade
de Santa Catarina (UDESC) em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde de
São Paulo (SMS-SP) e Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do estado de São
Paulo (CB-PMESP). Os instrutores são formados em Curso de |Mergulho
autônomo, homologado pela Delegacia de Portos e Costas (DPC) da Marinha do
Brasil.
DESENVOLVIMENTO DO CURSO

QUADRO DA SEMANA LETIVA GERAL DO CURSO:

Dia da Semana Horas / Aula


2ª feira 08
3ª feira 08
4ª feira 08
5ª feira 08
6ª feira 05
TOTAL 37

O meio período de aula de 6ª feira poderá ser deslocado para outro dia da
semana, conforme necessidade.

DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS

1) Os planos de aula foram desenvolvidos contendo graus crescentes de


dificuldade, sendo aconselhável que sejam seguidos em sua numeração
seqüencial;
2) Foram planejadas 4 h/a de aulas práticas por dia, a serem desenvolvidas
tanto para as aulas de mergulho livre, como de mergulho autônomo, exceto
para as atividades em ambiente externo e para as atividades de VC.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 9


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

3) Será necessário que a coordenação do curso, ao planejar o calendário de


aulas faça previsão de tempos livres, para que o aluno fique à disposição da
Divisão de Ensino (DE) para a aula inaugural, antes das VC práticas e antes
dos exercícios das atividades externas;
4) A carga horária diária proposta leva em conta as necessidades de
atendimento ao período do curso, de 6 semanas, sendo que a prática de
mergulho possui uma carga horária de 116 horas, sendo 20 h/a de prática de
mergulho livre e 96 h/a de prática de mergulho autônomo;
5) A atividade de mergulho livre necessitará de 1 h/a antecedendo a VC prática,
visando preparar materiais p/ avaliação, a atividade de mergulho autônomo
necessitará de tempos livres antecedendo as atividades de testes de Tanque e
antecedendo deslocamentos para atividades externas em rio, represa e mar.

MATERIAIS DIDÁTICOS

Para fins de referência, para os materiais didáticos serão adotadas as seguintes


siglas e abreviaturas:
MP = Manual do Participante: contem as lições correspondentes ao Curso de
Mergulho autônomo dos alunos;

MD = Material de Distribuição: utilizados durante a instrução para exercícios,


apontamentos;

MR = Material de Referência: POP, Manual de Mergulho, livros, recomendados


pelo instrutor como complemento ao aprendizado.

LRM = Livro Registro de Mergulho: caderneta de mergulho do aluno onde se


registram os mergulhos executados;

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 10


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

FRM = Folha Registro de mergulho: Folha de anotações, onde se registram os


mergulhos dos alunos para posterior registro no LRM individual de cada
participante;

PDRA = Planilha Diagnóstico de Rendimento de Aluno: Planilha de anotações


onde se registram os exercícios e atividades submersas executadas pelos alunos,
para fins de análise, avaliação e arquivo, para fins de futuras consultas;

Outras referências: TR = Transparências; PG = Papelógrafo (Flip Sharp)

Os principais materiais didáticos se compõem de equipamentos de mergulho,


apontamentos de documentação, equipamentos de carregamento de cilindros,
meios de transporte, embarcações e materiais de salvatagem, utilizados em
ocorrências de bombeiro, em atividades de mergulho.
A NOTA DE INSTRUÇÃO Nº CEIB-001/62/00, estabeleceu em um de seus 15
anexos, os requisitos básicos para realização de Cursos ou Estágios de mergulho
no CB:
REQUISITOS MÍNIMOS PARA REALIZAÇÃO DE INSTRUÇÃO
...
Requisitos Básicos
Número máximo de alunos por turma: 16 (dezesseis) alunos

Material necessário por aluno: Máscara autônoma, snorkel, nadadeira, cinto lastro
com doz Kg, faca de mergulho, roupa de neopreme (se possível duas peças) 5mm,
capuz de neopreme, luva de couro (vaqueta), 2 (dois) cilindros de 12 (doze) litros com
registro sem reserva “K”, Regulador contendo: válvula reguladora de 1º estágio,
regular de 2º estágio principal, regulador de 2º estágio reserva (octopus), console com
manômetro com manômetro e profundímetro (deve possuir termômetro), Regulador
blindado e úmido, colete equilibrador, bússola de pulso, lanterna de mergulho de pilha
ou recarregável, uma principal e uma secundária, cabo da vida, corda 10 metros com
06 mm de espessura (linha de vida).

Material necessário para o desenvolvimento da instrução: Roupa seca, back-pack com


tirantes, cilindros de ar reserva para cada aluno e instrutor, manômetro de superfície,
cronômetro, 06 bombonas de LGE ou semelhante, cordas de nylon de diferentes
bitolas e comprimentos, LPS (02 tambores, 02 câmeras de ar, 02 bombonas de LGE,
manilhas, poitas 10 de 5 Kg, compressor de ar, piper (canos), flanges, quebra,
encaixa pinos, parafusos com porcas).
Kit de Primeiros Socorros: (equipamento portátil de oxigênio com máscara e cateter
cilindro reserva, cânulas de quedel de tamanhos diferentes, ambu adulto e infantil
prancha longo com tirantes colares cervicais (P, M, G) luvas cirúrgicas, 01 (um) Ked,
01 (um) sked, 01 (um) estetoscópio, 01 (um) esfigmomanômetro, termômetro, talas

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 11


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

moldáveis, talas rígidas, talas infláveis, 08 (oito) plástico eviscerado e queimadura, 02


(dois) esparadrapo, 04 quatro bandagens triangulares, 01 (um) pacote de atadura de
crepe, 04 (quatro)fitas crepe, 01 (um) pacote de gaze, 02 (duas) tesouras sem pontas,
02 (duas) pinças com trava, 06 (seis) bisturis esterilizamos, 01 (um) estilete, 10 (dez)
agulhas esterilizadas, 01 (uma) lanterna de pupila, 04 (quatro) frascos de soro
fisiológicos, 01 (um) sabão neutro e escova, 01 (um) frasco de povidone,04 (quatro )
cobertores aluminizados, 01 (uma) bolsa de água quente, 01 (um) frasco de vinagre.
Embarcação: 04 botes infláveis, 04 motores de popa de 25 HP (mínio), 04 tanques de
combustível, 05 mangueiras com pera, gasolina e óleo 2T, 8 pares de remo, 04 foles
com mangueira, 04 carretas, ferramentas para motor, cordas para poita (mastro com
bandeira)

Meios audiovisuais necessários: Quadro branco e caneta, TV, Vídeo, projetor de


slides retroprojetor, datashow, filmes slide, papelógrafo, apostilas, livros didáticos,
xerox de textos e tabelas, manequim do corpo humano (ossos, órgãos, sistema
respiratório, sistema circulatório, sistema auditivo), prancheta subaquática.

Local para desenvolvimento da instrução: Quartel do CB com piscina, alojamento,


vestiário e refeitório; Sala de aula; Sala com compressor de ar para recarga de
cilindros; Tanque de mergulho com mínimo 06 metros de profundidade podendo ser
incorporado à piscina; e Sala de equipamentos e oficina.

Requisitos para o instrutor:


a) Possuir curso de Mergulho autônomo realizado no CB ou Marinha do Brasil;
b) Ter participado de pelo menos 04 (quatro) curso como monitor;
c) Estar com exame médico em dia;
d) Ter sido aprovado em exame de homologação junto;
e) Ter CPI (Curso de Capacitação de Instrutor preferencialmente) e;
f) Ter o curso de Instrutor de Mergulho (preferencialmente).

Podem ser utilizados como “Meios Auxiliares de instrução” (MAI) os


materiais e equipamentos didáticos de fácil aquisição, de baixo custo, robustos em
resistência e que sejam de fácil reposição. Bóias de sinalização podem ser
substituídas por bombonas plásticas cheias de ar e hermeticamente fechadas;
como suporte, pode-se costurar mangueiras velhas de combate a incêndio.

Podem ser feitas poitas aproveitando-se bombonas plásticas velhas,


cheias de concreto e para as alças podem-se utilizar vergalhões de ferro; pipers
podem ser elaborados com canos galvanizados com diâmetro de uma polegada,
ou similares, com roscas e junções (luvas, uniões em “t”, niples, cotovelos, etc)
adquiridos no comércio local; Flanges podem ser adquiridos em algum ferro-velho,
ou por meio de doações de empresas que possuam sucatas - resultantes de
reposição por manutenção de tubulações industriais; e os materiais e
equipamentos de salvatagem podem ser separados entre os que se utiliza no dia

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 12


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

a dia pelas guarnições de Bombeiros, em atendimento ocorrências de mergulho:


lingas de aço, manilhas, roldanas e moitões, etc.

Em relação ao material necessário por aluno, a N I determina:


Material necessário por aluno:

Máscara autônoma, snorkel, nadadeira, cinto lastro com doz Kg, faca de mergulho,
roupa de neopreme (se possível duas peças) 5mm, capuz de neopreme, luva de
couro (vaqueta), 2 (dois) cilindros de 12 (doze) litros com registro sem reserva “K”,
Regulador contendo: válvula reguladora de 1º estágio, regular de 2º estágio
principal, regulador de 2º estágio reserva (octopus), console com manômetro com
manômetro e profundímetro (deve possuir termômetro), Regulador blindado e
úmido, colete equilibrador, bússola de pulso, lanterna de mergulho de pilha ou
recarregável, uma principal e uma secundária, cabo da vida, corda 10 metros com
06 mm de espessura (linha de vida).

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 13


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

AVALIAÇÃO DO PROCESSO EDUCACIONAL

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM:

Para os cursos de mergulho, o aluno será capacitado e avaliado com


fundamentação legal baseada na NORMAN 15, aprovada e atualizada pela
PORTARIA Nº 113/DPC (Diretoria de Portos e Costas, da Marinha do Brasil), de
16 de dezembro de 2003, que determina as “Normas da Autoridade Marítima para
as Atividades Subaquáticas”; especificamente no capítulo 4, que aborda assunto
sobre Habilitação de mergulhadores, e no anexo 3B da referida Norman, que trata
sobre Curso básico de mergulho raso profissional; e a Norma Reguladora NR15,
do Ministério do Trabalho, que trata das “Atividades e Operações Insalubres”, no
anexo 06, que regulamenta os “TRABALHOS SOB CONDIÇÕES
HIPERBÁRICAS”, mais especificamente o item 2, que trata dos “TRABALHOS
SUBMERSOS” .

Os casos de desligamento ocorrerão conforme dispõe o Decreto nº


52.585, de 28 de dezembro de 1970.

AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO DO ENSINO:

Durante o curso, os participantes serão testados e avaliados através de


simulações tanto em ambiente controlado previamente preparado, como em
ambientes externos, em situações semelhantes à realidade que irão encontrar nas
ocorrências de mergulho, em locais de águas abrigadas e em águas abertas.

As avaliações serão divididas em dois tipos: a avaliação de exercícios


classificatórios sem cunho eliminatório e a avaliação com exercícios padrão
eliminatórios.

Para as avaliações com cunho eliminatório, seus desempenhos serão


medidos através de Verificação Corrente prática (VC - prática), em ambiente
controlado, onde passarão por pistas de circuitos submersos com obstáculos e
dificuldades determinadas, com mensuração objetiva em relação aos Itens: tempo,
segurança e grau de perfeição na execução de tarefas sendo, as avaliações
registradas em “Planilha de Diagnóstico de Rendimento de Aluno (DRA)”.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 14


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

Além das atividades mencionadas, os participantes serão avaliados em


ambiente controlado, em duas situações de emergência simulada (denominadas
“Teste de Tanque”), com caráter eliminatório, realizado por período de tempo pré-
determinado. Nesses dois Testes, com graus crescentes de dificuldades, o
participante contará com uma equipe de segurança que acompanhará e fiscalizará
a aplicação do Teste pelos monitores. Será solicitado a sanar situações de pane
em equipamento, passará por vedação visual, para simular água escura, e
passará por situações emergenciais de Stress que possivelmente possam ocorrer
num local de ocorrência, como respirar de cabeça para baixo, simulação de
correnteza de água, enrosco, vazamentos em equipamento de ar, etc. Deverá
cumprir a missão de permanecer no local submerso, com a tolerância de subir em
emergência, no máximo duas vezes durante o teste, e não permanecer mais que 2
minutos, caso venha a subir à superfície da água. Deverá demonstrar ter
habilidade e equilíbrio psicológico suficiente para agir com desenvoltura caso seja
envolvido em emergências subaquáticas, desses tipos.
O primeiro teste deve ser aplicado antes de o aluno sair para a primeira
atividade externa, deve apresentar graus de dificuldades em relação à visibilidade,
enrosco, falta, dificuldade ou insuficiência de ar. Deve ser iniciado com descida do
aluno sem máscara e no fundo do tanque ser solicitado a executar atividades de:
repartir o ar da válvula com o avaliador, simulando situação de perigo; manter
comunicação subaquática com os avaliadores por sinais de mímica; desacoplar e
acoplar o yoque do primeiro estágio em apnéia e sem máscara simulando
vazamentos; respirar sem máscara pelo registro do cilindro; respirar sem máscara
pelo registro do cilindro se ficar na posição de cabeça para baixo. Em seguida,
devem ser desenvolvidas atividades de avaliação do aluno em simulações de

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 15


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

emergências de pane em equipamento e situações de visibilidade nula em água.


O aluno deve permanecer com máscara vendada e demonstrar competência para
entrar em ambiente escuro, sem visibilidade. Para isso deve passar por situações
que possibilitem mensurar sua capacidade de: saber se comunicar por sinais;
recuperar a válvula reguladora que lhe é retirada como se fosse perdida
acidentalmente... ”; sanar pequenas panes no equipamento; Respirar pela válvula
e ficar na posição de cabeça para baixo;

No segundo Teste de Tanque, à semelhança do anterior, devem ser


desenvolvidas atividades de simulações de emergências de pane em equipamento
Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 16
C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

em duas etapas, invertendo-se a situação de entrada na água, ou seja, que se


inicie o teste com o aluno vendado e sem máscara, simulando situação de
visibilidade nula em água, acrescidos de simulação de emergência com corredeira
de água gerando mudança de posição do mergulhador, em situação que simule
ser girado ficando alternadamente entre as posições vertical, lateral e de cabeça
para baixo, além da simulação da presença de grandes vazamentos do
equipamento no ambiente aquático. O aluno deve entrar em ambiente escuro, sem
visibilidade e demonstrar habilidades para: respirar pelo registro do cilindro, e
envolvido em situações que o levem a ser girado alternadamente entre as
posições de pé e de cabeça para baixo; manter a calma quando envolvido em
simulação de enrosco e pane do equipamento. Em seguida deve ser removida a
venda e o aluno envolvido em emergências subaquáticas sem máscara, sendo
solicitado a: repartir o ar com um avaliador simulando ser seu companheiro em
situação de emergência, e ser girado alternadamente entre as posições de pé e de
cabeça para baixo; também em situação de pane do equipamento, com
vazamentos de ar.
Os resultados devem ser registrados em uma Planilha de Diagnóstico de
Rendimento de Aluno específica para Teste de Tanque (PDRA - Teste de Tanque
1 e PDRA - Teste de Tanque 2), conforme modelo que se apresenta a seguir, e a
somatória das pontuações do aluno para cada teste deverá ser de no mínimo 80
pontos.
Se o aluno, durante algum teste, subir mais de duas vezes em
emergência, permanecer mais de dois minutos fora da água, em casos de
subidas, ou perder mais de 20 pontos, deverá ser considerado inapto para dar
continuidade ao curso.
O aluno reprovado, se desejar, poderá ainda ser submetido a um exame
em segunda época, desde que seja aplicado no prazo máximo de 2 dias, a contar
da data da respectiva reprovação no teste.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 17


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 18


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

Os itens dos parâmetros das Verificações Correntes práticas (VC –


práticas) serão mensurados através de planilha em forma de tabela, contendo
pontuação preestabelecida sob os aspectos quantitativos e qualitativos expressos
em graus que variarão de 0,0 (zero) a 10,0 (dez) inteiros, aproximados a décimos
e conceitos, conforme correlação estabelecida na tabela abaixo:

NOTA CONCEITO
0,0 a 4,9 Insuficiente
5,0 a 6,9 Regular
7,0 a 8,4 Bom
8,5 a 9,5 Muito Bom
9,6 a 10,00 Excepcional

Para casos de falha na execução de alguma avaliação de percurso


submerso em pista com obstáculos poderá haver avaliação em 2ª época na data
seguinte à avaliação, conforme critério previamente estipulado.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO:

a) após 06 (seis) meses de formado, o discente será avaliado pelo chefe


imediato, iguais e subordinados.

APURAÇÃO DE ASSIDUIDADE:

1) Conforme dispõe o Decreto nº 52.585, de 28 de dezembro de 1970, mediante


controle de Pontos Perdidos, segundo os critérios previstos no Artigo 59 do
RIEFA, acrescendo em seu Parágrafo Único os itens: Licença Paternidade e
Licença Maternidade.

DESLIGAMENTO:

1) O aluno será desligado do Curso quando:


a) Conforme incisos I, II, III, IV e VI do Art.37 do REFA;
b) Ultrapassar o limite de 10 (dez) pontos perdidos durante o período do curso;
c) A critério do Coordenador do Curso, mediante aprovação do ato pelo Cmt da
Unidade;
d) Ao ser submetido à VC, previamente determinada, não obtiver, no mínimo,
conceito BOM;
e) Deixar de cumprir 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária prevista
por matéria.

2) Em função dos consideráveis riscos que as atividades subaquáticas envolvem,


os instrutores deverão propor o desligamento do aluno que, frente às
situações reais e simuladas a que for exposto, demonstrar ser potencialmente
Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 19
C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

perigoso, por falta de discernimento, comportamento insuficiente, de desafio


às regras de segurança, ou que demonstrar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação.

ASPECTOS LEGAIS E REGULAMENTARES


FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

1) Decreto Lei nº 160, de 28 de outubro de 1969,


2) Decreto nº 52.585, de 28 de dezembro de 1970.
3) NORMAM-15/DPC IG/RA/20/I Diretoria de Portos e Costas, aprovada pela
Portaria nº 113/dpc, de 16 de dezembro de 2003
4) Normas para o Planejamento e Conduta do Ensino (NPCE); e
5) Sistema Integrado de Instrução (I-22-PM)

ASPECTOS LEGAIS

A atividade de ensino se encontra fundamentada em Leis, Decretos,


Regulamentos, Diretrizes e Normas. Entre as principais leis, normas e
regulamentos, podemos citar:
- Lei Federal n. 9394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece diretrizes
e bases da educação nacional;
- Decreto Lei estadual n. 160, de 28 de outubro de 1969;
- Decreto Estadual n. 52575, de 11 de dezembro de 1970, que estabelece o
Regulamento da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (RAPMBB);
- Decreto Estadual n. 52585, de 28 de dezembro de 1970, que estabelece o
Regulamento da Escola de Formação e aperfeiçoamento (REFA);
- Decreto Estadual n. 7.290, de 15 de dezembro de 1975, que estabelece o
Regulamento Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo;
- Regimentos internos da APMBB, da EFA, e da Escola de Educação Física;
- Normas para o Planejamento e Conduta do Ensino (NPCE); e
- Sistema Integrado de Instrução (I-22-PM)

Especificamente para formação profissional de mergulhadores, encontra-se a


fundamentação legal nas especificações da NORMAN 15, e em seus anexos.

A NORMAN 15, em seu capítulo 3 trata de assunto sobre habilitação de escolas


de mergulho junto à Diretoria de Portos e Costas da Marinha. Em seu item 0301,
na letra “a”, a NORMAN 15 trata do “CADASTRAMENTO DE ENTIDADES PARA
MINISTRAR CURSOS DE MERGULHO” e determina:
0301 - HABILITAÇÃO AO CREDENCIAMENTO
a) Para credenciar-se para ministrar cursos de mergulho, os estabelecimentos de
ensino, associações de classes ou outras entidades deverão apresentar
requerimento diretamente à Diretoria de Portos e Costas (DPC), acompanhado de:
1) contrato social da pessoa jurídica, em cujo objeto deverá haver menção às
atividades subaquáticas;

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 20


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

2) alvará de localização;
3) N° de inscrição no CGC/CNPJ do Ministério da Fazenda;
4) lista dos equipamentos de mergulho e cópias dos Certificados de Segurança de
Sistema de Mergulho, onde conste a profundidade máxima de operação. É
obrigatória a existência de câmara hiperbárica com dedicação exclusiva para os
cursos;
5) cópia(s) do currículo(s) do(s) curso(s) que atenda(m) ao previsto no Anexo 3-B;
6) cópia (s) do (s) documento (s) de habilitação do instrutor responsável e dos
instrutores titulares e auxiliares, responsáveis pelas aulas e atividades práticas de
mergulho (para o instrutor titular será necessária, no mínimo, a mesma qualificação
do instrutor responsável pelo curso e, para o instrutor auxiliar, a mesma
qualificação pretendida pelo aluno);
7) comprovação de que o instrutor responsável pelo curso e pela avaliação final do
aluno possui a seguinte experiência:
...
8) descrição dos recursos disponíveis e procedimentos estabelecidos para o
atendimento de emergências que requeiram tratamento hiperbárico;
9) planta baixa apresentando os detalhes da localização dos equipamentos, salas
de aula e demais detalhes pertinentes à instalação; e
10) declaração de que tem conhecimento e está em conformidade com toda a
legislação pertinente.

O CEIB se encontra credenciado junto à Capitania de Portos e Costas, da Marinha


do Brasil, em conformidade com as exigências constantes no capítulo 3 da
NORMAN 15. Seu Certificado de Segurança de Sistemas de Mergulho, emitido no
Rio de Janeiro em 12 de novembro de 2002, possui validade até 12 de novembro
de 2007, e credencia o referido órgão de ensino a formar mergulhadores
profissionais para trabalhos submersos até a profundidade de 50 metros.

O capítulo 4 da referida Norman trata de assunto sobre Habilitação de


mergulhadores, e, seu anexo 3B, trata de especificações e diretrizes para o
Mergulho Raso Profissional. O anexo 3-B , quando trata de diretrizes, na letra c)
do item 2, determina:
ANEXO 3-B :

CURSO BÁSICO DE MERGULHO RASO PROFISSIONAL

SINOPSE GERAL
...
2- DIRETRIZES
...
c) como a atividade de mergulho envolve riscos consideráveis, as escolas podem
se reservar ao direito de eliminar do curso os alunos julgados potencialmente
perigosos para a condução das atividades, devendo estabelecer as regras para
aplicação dessa diretriz por ocasião da matrícula de cada candidato;

Quando o anexo trata da disciplina II (Equipamentos Autônomos de Circuito


Aberto e seu emprego), prevê em seu item 3.15 teste prático de verificação das
atividades práticas. Em suas diretrizes específicas, quando aborda exercício de
subida livre, reforça o item “2”, sobre atividades de adaptação ao ar comprimido:
DISCIPLINA II - EQUIPAMENTOS AUTÔNOMOS DE CIRCUITO ABERTO E SEU
EMPREGO

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 21


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

2.0 - ADAPTAÇÃO AO AR COMPRIMIDO


...
2.6 - Executar subida livre após respirar ar comprimido em profundidade de 3 a 4
metros e exalar no fundo, sob supervisão.
...
3.0 - EQUIPAMENTO AUTÔNOMO DE CIRCUITO ABERTO – ADAPTAÇÃO EM
AMBIENTE CONTROLADO
...
3.15 - Teste prático de verificação da U.E. 3.0.
...
II) DIRETRIZES ESPECÍFICAS
...
d) o exercício de subida livre (2.6) tem por propósito criar no aluno o reflexo
condicionado de liberar o ar na subida. Para isso, deve ser cercado de cuidados
especiais e exaltada a importância dos procedimentos corretos.
...
Os alunos que demonstrarem comportamento perigoso devem ser eliminados do
curso;

Nota-se, portanto, nos itens da NORMAN 15, acima descritos, a principal


fundamentação legal para o desligamento de alunos, quando não adaptados
perfeitamente, às atividades práticas de Mergulho.

ASPECTOS REGULAMENTARES

O CEIB, através da NOTA DE INSTRUÇÃO Nº CEIB-001 /62/ 00, estabeleceu, em


maio de 2000, Critérios e Requisitos Básicos para realização de Cursos e Estágios
no CB. O objetivo da Norma foi regular o desenvolvimento das atividades de
ensino e instrução, na Escola de Bombeiros e nas Unidades Operacionais com a
supervisão da Escola, mantendo uma doutrina e padronização na metodologia e
na didática de ensinos.
Na letra “a.” do item 4 da NI está especificado:
4. MISSÃO
a. Caberá ao CEIB - Cel Paulo Marques, através da Seção de Planejamento e
Seção de Especialização de Bombeiros, respectivamente, planejar e fiscalizar a
execução das atividades de ensino e instrução, a fim de que as atividades
executadas pelas UOp/CB sejam realizadas atendendo a um padrão mínimo
necessário, garantindo assim uma unidade de doutrina em todo o Corpo de
Bombeiros;

Na letra “d.” do item 5 da NI, os números 5, e 7 determinam:


5. EXECUÇÃO
...
d. prescrições diversas:
...
5) para cada curso ou estágio oficializado pelo CEIB, previsto nas NPCE ou no
Anuário de Cursos e Estágios do CB, haverá pré-requisitos e condições mínimas
exigíveis da Unidade, visando a uniformidade e padronização, os quais constam
nos anexos desta NI;
...
Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 22
C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

7) durante o desenvolvimento dos cursos todos os contatos e documentos deverão


ser efetuados e tramitados através do CEIB - Cel Paulo Marques.

Para se desenvolver cursos ou estágios de mergulho autônomo de circuito aberto,


deve-se atender ao PUD do CEIB, atualizado geralmente para cada período de
dois anos.

ASPECTOS GERAIS:

A certificação dos participantes implica na garantia que todos os objetivos do


curso foram alcançados, de acordo com a as avaliações teóricas e práticas.
Não será permitido o uso de telefones celulares, pager ou aparelhos eletrônicos
pelo participante durante as aulas.
Evitar-se-á interrupções desnecessárias durante as aulas, exceto em casos de
emergência. Em caso de necessidade, a coordenação do curso se encarregará
de anotar eventuais recados telefônicos ou adotará providências possíveis para
sanar as dificuldades do participante.
A coordenação do curso efetuará avaliações junto aos participantes na qual serão
anotados os pontos positivos e os pontos a melhorar, visando à melhoria da
instrução.
Os mergulhos mais importantes das aulas em ambientes controlados deverão ser
anotados em Folha Registro de Mergulho (FRM), e lançadas em Livro Registro de
Mergulho (LRM), individual de cada aluno, com respectivo detalhamento da
atividade efetuada, para fins de controle profissional das atividades práticas
desenvolvidas pelo aluno durante o curso.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 23


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

ASPECTOS DE ORDEM PRÁTICA

1. Recepção aos participantes: parabenizar os participantes que passaram nos


exames de seleção; são privilegiados em relação aos demais pela capacidade
e força de vontade; freqüentarão um curso sério, com normas rígidas de
segurança por envolver risco de vida; curso necessita uso correto de técnicas e
equipamentos específicos.
2. Aula inaugural - orientações: no início do curso, durante aula inaugural,
orientar os participantes sobre a coordenação do curso, canal hierárquico de
documentações; comentar sobre a diretriz que tratar do assunto e demais
procedimentos como :
a) Vínculo administrativo: ( item ________ atividades de instrução são
consideradas para todos os efeitos como serviço.)
1) Duração e atividades do curso: ___ semanas, ___ horas / aulas intervalos
de ___ minutos a cada ___ aulas
2) Início em ______________
3) Formatura _____________
4) Regime escolar ________
5) Uniforme: ________
6) Rol matérias _____________
7) Instrutores: _____________ , _____________ , ______________ ...
8) Avaliação aprendizagem ___________________

b) Relacionamento com prontidão e administração: orientar os participantes


que:
1) Não deverão ser emprestados equipamentos de uso para atendimento de
ocorrências, pertencentes às prontidões para utilização por alunos em aulas, em
prejuízo ao atendimento operacional.
2) A rotina e a estrutura da administração e atendimento ao público do PB deverá
ser respeitada pelos alunos devendo-se evitar sobrecarregá-la com atividades e
solicitações pessoais referentes ao curso, para não ter prejuízo em suas atividades
normais.
c) Refeitório: Determinar horário das refeições conforme disponibilidade,
sendo que as rotinas das prontidões têm prioridade, face às necessidades
do atendimento operacional; orientar sobre sistema utilizado para servir,
etc.;
d) Alojamento: Orientar os participantes sobre as regras de utilização, uso de
telefones públicos ou do quartel em casos de emergência, lavanderia,
cantina, etc.;
e) Fumar: proibido no ambiente de sala de aula, alojamentos; observar
“fumódromo”;
f) Quadras poliesportivas, campo de futebol: observar critérios e restrições de
uso;
g) Cassinos: somente para associados;
h) Atendimento médico: na respectiva UIS pertencente a OPM do curso;
observar critérios para atendimento.

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 24


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

i) Comentar deveres alunos com seus respectivos equipamentos individuais e


coletivos, e demais deveres de aluno, entre eles:
1) O trabalho deve ser desenvolvido sempre em grupo e as necessidades
coletivas têm prioridade sobre os interesses individuais ( ex: preparação
de materiais necessários e montagens de infra-estruturas das atividades
em ambientes externos)
2) Transitar com calção de banho nas dependências do quartel: orientar os
participantes que a circulação de alunos em trajes de banho é permitida
só para locais específicos, ficando restrita a circulação em locais de
presença de público externo e de funcionários civis.
3) Equipamento individual - Roupa, nadadeira, cinto lastreado, SK, Cilindro...
Devem ser guardados em local apropriado, evitando-se guardar em
armário junto com demais pertences individuais;
4) Cada dupla deverá providenciar 2 m de cabo solteiro para trabalhos da
equipe
5) Deverá ser providenciada uma escala de serviço para carregamento dos
cilindros de Mergulho (compressor / cascata); deverá ficar 1 via em poder
chefe de turma e outra deverá ser fixada em local de fácil acesso
(celotex);
6) Final curso: churrasco – a critério dos alunos;
7) Brevê de mergulho: os alunos deverão providenciar brevê de mergulho,
para ser entregue pelas madrinhas na solenidade de formatura do curso;

3. Providências: o coordenador deverá efetuar o controle administrativo do curso


e, entre as providências iniciais deverá:
a) Conferir se administração do curso efetuou recolhimento de atas médicas;
b) Providenciar preenchimento do formulário de identificação de cada aluno;
c) Conferir se ocorreu distribuição do material didático dos participantes
d) Controlar encaminhamento de todos os documentos ao B-3 da UOp que
mantém o curso;
e) Providenciar relação de alunos e grupos ( cangas )
f) Providenciar impressos necessários ao curso (LRM; FRM; PDRA...)

BIBLIOGRAFIA

1. Bibliografia, fontes de consulta:

- CAMARGO, Kerlis Ribeiro de - Elevação do padrão de segurança na atividade


de mergulho no Corpo de Bombeiros, monografia – CAO - I/2003.

- NOB – Normas Operacionais de Bombeiros – CB - SP

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 25


C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

- NOSSA, Daniel Onias - Manual de mergulho do Corpo de Bombeiros -


Padronização visando uma doutrina única, monografia - CAO-I/98.

- OKUMA, Kiyoshi - Nova estratégia no emprego operacional da atividade de


mergulho do Corpo de Bombeiros da PMESP na região metropolitana, monografia
– CSP - I/2002.

- POP Mergulho Autônomo do CB e respectivos cadernos de treinamento;

- SILVA, Antonio Marcos da – A padronização dos cursos de especialização


destinados aos profissionais do Corpo de Bombeiros com a utilização da
metodologia de capacitação de adultos, monografia - CAO - I/99.

- SOARES, Luiz Antonio - Atividades de mergulho - Proposta de um sistema de


controle, registro, publicação e atualização do livro registro de mergulho,
monografia - CAO-I/2002.

- SOUZA, Gerson Cosme de - Reciclagem de mergulhadores - Manual do instrutor


- apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de instrutor de Mergulho - período
1990 - 2004
- DPC – Diretoria de Portos e Costas Marinha do Brasil.
http://www.dpc.mar.mil.br/portarias . 30Mar2005.
- MT, Ministério do Trabalho - Normas.
http://www.mte.gov.br/empregador/segsau/legislacao/normas . 30Mar2005.

- Policía Militar do Estado de São Paulo – intranet PM e intranet CB.


http://www.polmil.sp.gov.br

2. Anotações importantes:
____________________________________________________________
Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 26
C
Cuurrssoo ddee M
Meerrgguullhhoo A
Auuttôônnoom
moo

____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________

Gerson Cosme de Souza MI – Introdução 27


Curso de Mergulho Autônomo

CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANO DE AULA –

ML – PA 01

Adaptação ao material básico


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

Aulas 1 a 4: ML - UD-01 - ADAPTAÇÃO AO MATERIAL BÁSICO DE


MERGULHO (1/2 e 2/2):
Mensuração do lastreamento; adaptação ao uso da
máscara; exercícios de compensação (1/1); e
Exercícios de apnéia estática (1/1)
UD-02 – NATAÇÃO EQUIPADA C/ EQUIPAMENTO BÁSICO
(1/4 e 2/4):
Deslocamentos horizontais à superfície d‟água, com
alagamento e desalagamento da máscara e do Snorkel
(1/1);
Deslocamentos horizontais à superfície d‟água respirando
progressivamente de 02 a 03 alunos em um Snorkel (1/1);

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5 m e de 3,0 m

Tempo Sugerido: 01: 40 horas (obs: hora/aula = 50 minutos)

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de diagnóstico de


rendimento de aluno (PDRA); cronômetro; equipamentos
básicos individuais de mergulho livre dos alunos: nadadeira,
cinto lastreado, máscara, snorkel.

Gerson Cosme de Souza PA 1 29


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Ao término da instrução, os participantes deverão possuir conhecimentos e


habilidades que os capacitem a:
1. Identificar os equipamentos básicos de Mergulho livre e saber efetuar
escolha, manuseio e utilização convenientemente;
2. Adaptar-se ao material básico de mergulho
3. Demonstrar corretamente os procedimentos para:
a) Esgotar a água do Snorkel, quando alagado
b) Compensar e desalagar a máscara
c) Efetuar mensuração adequada de lastros conforme sua
característica física individual
d) Efetuar manobra de compensação das vias aéreas
4. Compreender os fundamentos da respiração e desenvolver a sua apnéia
inicial

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Garantir a eficiência do aprendizado, preparando os alunos para
utilização dos equipamentos.
2. Correlacionar os passos da aula com as instruções teóricas recebidas
anteriormente pelos alunos.

Gerson Cosme de Souza PA 1 30


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Na primeira aula devem ser apresentados, os instrutores e


monitores, verificados os equipamentos básicos de mergulho livre
dos alunos e testados seus funcionamentos.

Na segunda aula devem ser desenvolvidas atividades envolvendo


apnéia estática, com exercícios de respiração bucal; trabalho do
diafragma; respiração conjunta com outros alunos em um único
snorkel (cachimbo).

O instrutor deve estar consciente de que os alunos precisam


desenvolver capacidade pulmonar e aumentar tempo de apnéia,
adquirindo habilidades para atuar de forma eficiente e com
desenvoltura em pequenos trabalhos de mergulho livre. Os alunos
deverão adquirir conhecimentos, para desenvolver atitudes e
habilidades que possibilitem utilizá-los de forma eficiente, e ter
experiências para atuar em ambientes abertos ou confinados, agindo
com desenvoltura em atividades subaquáticas.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se aos equipamentos básicos e adaptar-se no


meio líquido com uso dos equipamentos de mergulho livre.
2. Equalizar o peso do volume do corpo imerso na água
3. Compensar a pressão nos ouvidos, nas trompas auditivas e
demais cavidades aéreas da face.
4. Compreender os fundamentos da respiração e desenvolver a
sua apnéia inicial

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Providenciar os materiais e equipamentos necessários à


LEITURA instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.
MP 2-1

Gerson Cosme de Souza PA 1 31


Curso de Mergulho Autônomo

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Apresentação individual do instrutor e dos monitores


2. Orientações iniciais sobre atitudes no ambiente de instrução e no
recinto do Quartel: o instrutor / monitor deverá comentar (indicar
onde se encontra abordado o assunto, no MP):
2.1 Relacionamento dos alunos do curso com prontidão e
administração.
2.1.1 Não deverão ser emprestados equipamentos de uso
para atendimento de ocorrências, pertencentes às prontidões
para utilização por alunos em aulas, em prejuízo ao
atendimento operacional.
2.1.2 A rotina e a estrutura da administração e atendimento
ao público do PB deverá ser respeitada pelos alunos
devendo-se evitar sobrecarregá-la com atividades e
solicitações pessoais referentes ao curso, para não ter
prejuízo em suas atividades normais.
2.2 Calção de banho nas dependências do quartel:
2.2.1 A circulação de alunos em trajes de banho é permitida
só para locais específicos, ficando restrita a circulação em
locais de presença de público externo e de funcionários civis.
3. Elaborar relação dos alunos que possuem Curso de Resgate;
que Possuem Sv Aquático; Mot. Habilitados com SAT (VTR),
para condução de Vtr leves e Pesadas, os quais participarão de
atividades necessárias ao curso.
4. Apresentação do equipamento básico de mergulho livre:
4.1 Explicação e demonstração de funcionamento de cada
Leitura equipamento básico, assessorado por um monitor, que vai se
MP 2-2 equipando à medida que as explicações vão sendo
apresentadas.
5. Verificação dos equipamentos individuais dos alunos:
5.1 Verificar condições de cada equipamento para uso durante o
curso, anotando irregularidades e tomando providências
necessárias para garantir desenvolvimento adequado das
atividades.
6. Determinar para as duplas providenciarem 2 m de cabo solteiro
por equipe:
6.1 O objetivo será a utilização entre as cangas, para segurança
pessoal, para serviços de amarração durante o curso e para
treinamento de nós;
7. Formação das equipes de Mergulho (cangas):
7.1 Sortear as duplas que irão atuar na primeira fase de aulas
MP 2-2 práticas.
Gerson Cosme de Souza PA 1 32
Curso de Mergulho Autônomo

7.2 Pode ser feita escolha por antiguidade ou por sorteio.


MR 2-1 8. Efetuar medida de pulsação cardíaca dos alunos em repouso:
8.1 Antes de iniciar as atividades, efetuar coleta de dados de
alunos, sobre idade, PA, Freqüência cardíaca em repouso e
efetuar registro em folha diária de atividades - Planilha
Diagnóstico de Rendimento do Aluno (PDRA);

2ª Aula:

9. Mensuração do lastreamento; adaptação ao uso da máscara;


exercícios de compensação, sendo:
9.1 Exercício 1: cada aluno deverá verificar o estado de
conservação de seu equipamento, adentrar na água,
equipando-se em pé à prof de 1,5m, e transmitir novidades
aos monitores presentes.
9.2 Exercício 2: Adaptação ao equipamento onde os alunos,
mediante ordem, iniciarão teste à vontade em seus
equipamentos, verificando o funcionamento, adaptando-se
livremente ao meio líquido, submergindo no local em que se
encontram, na profundidade de 1,5 m, e executando atividades
de esgotar snorkel; desalagar e compensar a máscara,
fiscalizados por monitores, que anotarão novidades e
dificuldades.
9.3 Exercício 3: equipagem submerso em apnéia, onde os alunos
em grupos, na profundidade de 1,5 metros e, mediante ordem,
MP 2-9 deverão submergir e, em apnéia, se equipar com o
equipamento básico, desalagando a máscara e esgotando SK;
9.4 Exercício 4: Mediante ordem, cada dupla de alunos deverá
efetuar, na profundidade de 3,0 m mensuração de Lastros -
cada aluno devidamente acompanhado por seu canga, deverá
testar seu lastramento individual na água e descer ao fundo,
efetuando manobras de compensação das vias aéreas.
9.5 Exercício 5: Exercício de flutuação, onde os alunos deverão
permanecer, por tempo de 10 minutos, efetuando trabalho de
flutuação vertical (em pé) com equipamento básico de
mergulho livre, na profundidade de 3,0 metros.
Periodicamente, mediante ordem deverão efetuar apnéia e
afundar verticalmente, na água, submergindo o máximo que
puderem tampando o nariz e efetuando manobras de
compensação das vias aéreas.

3ª Aula:

10. Exercícios de apnéia estática: mediante ordem os alunos


deverão efetuar exercícios de apnéias estáticas cronometradas,
sendo o tempo de cada aluno anotado em folha diária de
Gerson Cosme de Souza PA 1 33
Curso de Mergulho Autônomo

atividades denominada Planilha de Diagnóstico de Rendimento


de aluno (PDRA), sendo:
10.1 Exercício 1: os alunos distribuídos na borda do Tanque de
mergulho, na profundidade de 1,5 m, mediante ordem e
sinalização sonora, os mesmos iniciarão apnéia estática,
submergindo no local em que se encontram, sendo
cronometrado o tempo máximo de apnéia de cada aluno;
10.2 Exercício 2: na mesma posição e mediante ordem, os
mesmos iniciarão uma série de apnéias estáticas, realizando
uma média de pelo menos 5 trabalhos intervalados, com
tempos progressivos crescentes de 30 segundos a 2 minutos
de ap-néia, por 2 minutos de descanso entre cada intervalo; ao
término da série de apnéias, registrar em PDRA a respectiva
pulsação cardíaca de cada aluno.
10.3 Exercício 3: na profundidade de 1,5 m, e mediante ordem,
os alunos deverão se organizar em grupos e iniciar trabalho
submerso de respiração conjunta de forma progressiva, de 02
a 05 alunos efetuando cachimbo em um único snorkel;

4ª Aula:

11. Deslocamentos horizontais à superfície d‟água, com alagamento


e desalagamento da máscara e do Snorkel: os alunos deverão
executar exercícios aquáticos de pequenos deslocamentos,
sendo:
11.1 Exercício 1: Deslocamentos horizontais à superfície d‟água,
com alagamento e desalagamento da máscara e do Snorkel:
mediante ordem, iniciar em dupla, percurso de superfície, por
período de 10 min, respirando pelo Snorkel, efetuando pequenos
percursos submersos, com atividades de alagar e desalagar
máscara e snorkel, fiscalizados pelos monitores;
11.2 Exercício 2: Deslocamentos horizontais à superfície d‟água
repartindo o ar com o companheiro em um Snorkel: mediante
ordem, efetuar, em dupla, deslocamentos horizontais à superfície
d‟água, por período de 10 min efetuando cachimbo com o
companheiro;
11.3 Exercício 3: Deslocamentos horizontais à superfície d‟água
respirando progressivamente de 02 a 03 alunos em um Snorkel:
mediante ordem, alterar de dois para três o número de alunos
repartindo o ar em deslocamento, por período de 10 min;
12. Equipagem com equipamento básico de mergulho:
12.1 Para liberação, os alunos deverão se equipar em apnéia, na
profundidade de 1,5 metros, com equipamento básico de
mergulho e desalagar máscara e snorkel, antes de sair da
água.

Gerson Cosme de Souza PA 1 34


Curso de Mergulho Autônomo

AVALIAÇÃO

1. Verificação da pulsação cardíaca, em repouso, de cada aluno,


com anotação em folha registro de atividades (Planilha de
Diagnóstico de Rendimento do Aluno)
2. No exercício de flutuação, determinar aos monitores que anotem
as dificuldades individuais de cada participante na Planilha de
Diagnóstico de Rendimento de Aluno (PDRA);

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes para a parte do tanque com 3,0 metros


de profundidade: câimbras, ou afogamento.
2. Medidas preventivas:
a. Para o exercício de mensuração de lastros na parte do
tanque com 3,0 metros de profundidade, o
companheiro deverá estar atento ao seu canga;
b. Para o exercício de flutuação por tempo de 10 minutos
na parte do tanque com 3,0 metros de profundidade,
além dos alunos estarem atentos uns aos outros,
permanecerá um monitor na beirada do tanque, na
função de guarda vidas;

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobe as atividades desenvolvidas;


2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
3. Agradecer a participação de todos e anunciar as próximas
aulas EXERCÍCIOS DE APNÉIA ESTÁTICA E DINÂMICA; e
EQUIPAGEM A 3 M DE PROF.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA 1 35


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANO DE AULA –

ML – PA 02

Exercícios de apnéia
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

Aulas 5 a 8: UD-02 – NATAÇÃO EQUIPADA COM EQUIPAMENTO


BÁSICO (3/4):
Deslocamentos horizontais à superfície d‟água, efetuando
imersão em três tempos. (1/2);
UD-03 – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE CONTROLADO (1/6;
2/6 e 3/6):
Exercícios de apnéia estática, com respiração bucal e
trabalho do diafragma (1/1);
Deslocamentos submersos em apnéia, com, e sem
equipamento básico (1/1);
Trabalhos submersos em apnéia, com, e sem
equipamento básico; Montagens de pinos e elaboração de nós
(1/2)

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5 m e de 3m

Tempo Sugerido: 02: 30 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de diagnóstico de


rendimento de aluno (PDRA); cronômetro; gongo metálico ou
dispositivo similar que possibilite sinal sonoro para alunos
submersos; 04 poitas plásticas, 01 bóia de sinalização; cabo
de pelo menos 30 metros; equipamentos básicos individuais
de mergulho livre dos alunos; nadadeira; cinto lastreado;
máscara, snorkel, 03 cabos solteiros, com comprimento de 2
metros, e tabuleiro de pinos, máscara vendada para percurso
submerso.

Gerson Cosme de Souza PA - 2 37


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

OBJETIVOS:
Ao final da aula, os participantes deverão desenvolver capacidades de:
a) Executar exercícios de apnéia visando desenvolver capacidade
pulmonar e aumentar tempo de apnéia
b) Executar deslocamentos à superfície da água;
c) Compreender a necessidade do uso correto do cinto lastreado;
d) Desalagar e compensar máscara;
e) Efetuar deslocamentos submersos combinados com trabalhos em
apnéia

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


14. Preparar os alunos para atuar em atividades envolvendo trabalhos
submersos com apnéias estáticas e dinâmicas.
15. Desenvolver nos alunos resistência física para deslocamentos na
superfície da água com equipamento básico de mergulho
16. Desenvolver nos alunos habilidades motoras para trabalhos
submersos.

Gerson Cosme de Souza PA - 2 38


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula devem ser desenvolvidas atividades de apnéias estáticas


e dinâmicas, exercícios de deslocamento de superfície; cachimbo
com outros alunos em um único snorkel e exercícios de apnéia
dinâmica, mesclados com trabalhos submersos.

O instrutor deve estar consciente de que os alunos precisam


desenvolver capacidade pulmonar e aumentar tempo de apnéia,
adquirindo habilidades para atuar de forma eficiente e com
desenvoltura em pequenos deslocamentos, seguidos de trabalhos
de mergulho livre, em ambientes abertos ou confinados.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:


1. Executar exercícios de apnéia visando desenvolver
capacidade pulmonar e aumentar tempo de apnéia
2. Executar deslocamentos à superfície da água;
3. Entender a necessidade do uso correto do cinto lastreado;
4. Desalagar e compensar máscara;
5. Efetuar deslocamentos submersos combinados com trabalhos
em apnéia;
6. Compreender a importância da necessidade de efetuar
manobras de compensação das cavidades aéreas;

PREPARAÇÃO DA AULA:

Providenciar os materiais e equipamentos necessários à


instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Efetuar medida de pulsação cardíaca dos alunos em repouso,


LEITURA antes de iniciar as atividades e registro em folha diária de
MP 2-1 atividades (Planilha Diagnóstico de Rendimento do Aluno -
PDRA);

Gerson Cosme de Souza PA - 2 39


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
2. Exercício de elaboração de nós, onde os alunos, fora da água
deverão ser ensinados sobre elaboração de nós de correr, direito
alceado e de fácil soltura;

3. Exercícios de apnéia estática, com respiração bucal e trabalho do


diafragma:
3.1 Exercício 1: reunir os alunos em grupos na profundidade de
1,5 metros e, mediante ordem, os mesmos deverão submergir e
se equipar com o equipamento básico, em apnéia;
3.2 Exercício 2: distribuir os alunos na borda do Tanque de
mergulho, na profundidade de 1,5 m, e efetuar uma série de 5
trabalhos de apnéias estáticas, com tempos progressivos
crescentes de 1 a 3 minutos, intervalados por 3 minutos de
descanso. Cada exercício deverá ser precedido de respiração
bucal e trabalho do diafragma, mediante ordem, por tempo de
1 minuto. Os alunos deverão atuar de forma consciente, e sem
excesso de hiperventilação. Ao iniciarem apnéia devem
aguardar sinalização sonora para retornar à superfície.
3.3 Exercício 3: elaboração de nós em apnéia: os mesmos
deverão efetuar uma série de três (3) trabalhos de apnéias
estáticas, submergindo mediante ordem, e elaborando em
apnéia cada nó que for determinado, entre cada um dos nós
aprendidos no início da aula;

2ª Aula:
Leitura
MP 2-2 4. Deslocamentos horizontais à superfície d‟água, efetuando
imersão em três tempos:
4.1 Exercício 1: alunos deverão ser ensinados sobre a técnica de
efetuar manobra de imersão em três tempos; em seguida,
mediante ordem, efetuar, em dupla, deslocamentos horizontais à
superfície d‟água, por período de 20 min, efetuando imersão em
três tempos e efetuando exercícios de esgotamento do SK;
4.2 Exercício 2: mediante ordem, iniciar em dupla, percurso de
superfície, por período de 20 min, respirando em dupla em um
único Snorkel, com atividades de alagar e desalagar máscara e
snorkel;
3ª Aula:

5. Deslocamentos submersos em apnéia, com, e sem equipamento


MP 2-2 básico: Dividir os alunos em duas colunas e efetuar séries de

Gerson Cosme de Souza PA - 2 40


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
deslocamentos em apnéia no comprimento do tanque, em duas
MR 2-1 etapas sendo:
5.1 Exercício 1: série de 5 deslocamentos em apnéia de um lado
ao outro, do comprimento do tanque sem equipamento;
5.2 Exercício 2: série de 5 deslocamentos de ida e volta no
comprimento do tanque em percurso submerso de apnéia, com
equipamento básico de mergulho livre;
5.3 Exercício 3: montagem de cabo submerso (poitas montadas
com nó em alça boca de lobo); e efetuar nós em apnéias
dinâmicas pelo cabo, sendo: poita 1 = nó de correr; poita 2 = nó
direito alceado 3 = nó de fácil soltura;

4ª Aula:

6. Trabalhos submersos em apnéia, com, e sem equipamento


básico – Montagens de pinos e elaboração de nós: efetuar
MP 2-9 divisão de cangas efetuando exercícios por bases, sendo:
6.1 Base 1: alunos fora da água deverão executar elaboração de
nós volta do fiel, escota alceado e lais de guia;
6.2 Base 2: subdividida em bases com poitas submersas, na
água, a 1,5 metros de profundidade (bases 2a, 2b e 2c) onde,
para cada poita os alunos deverão efetuar apnéia e executar
a elaboração de um nó, sendo respectivamente, volta do fiel,
escota alceado e lais de guia;

6.3 Base 3: alunos deverão efetuar montagem de Tabuleiro de


pinos (50 pinos), em apnéia, na água a 1,5 metros de
profundidade ;
6.4 Base 4: alunos deverão descer a 3,0 metros de profundidade
e, em apnéia, deverão executar elaboração de nós direito
alceado; nó de correr e nó de fácil soltura;

Gerson Cosme de Souza PA - 2 41


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
6.5 Base 5: montagem de cabo submerso por 2 duplas de
alunos; em seguida todos deverão efetuar apnéias dinâmicas
pelo cabo, com máscara vendada nos deslocamentos
submersos; incluir no percurso, uma descida aos 3,0 m de
prof e terminar com subida à superfície da água; verificar e
registrar pulsação final do aluno após exercício.

7. Equipagem com equipamento básico de mergulho:


7.1 Para liberação, os alunos deverão efetuar imersão em três
tempos e se equipar em apnéia, na profundidade de 3,0
metros, com equipamento básico de mergulho e desalagar
máscara e snorkel, antes de sair da água.

AVALIAÇÃO

1. Montagem do cabo submerso com poitas e bóia de


sinalização, pelos próprios alunos, sendo escolhidas as 2
primeiras cangas para o feito, que serão orientadas por um
instrutor ou monitor, sobre forma de montagem e avaliadas
quanto à eficácia e eficiência da execução realizada.
2. Deverão ser verificadas as características psicofísicas dos
alunos, e sua capacidade de recuperação cárdio-respiratória,
após esforço físico dos trabalhos de apnéia, efetuando
registro na Planilha de Diagnóstico de Rendimento de Aluno
(PDRA);
3. Determinar aos monitores que também anotem as
Gerson Cosme de Souza PA - 2 42
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
dificuldades individuais de cada participante.

PLANO DE SEGURANÇA

3. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento.
4. Medidas preventivas:
a. Os instrutores e monitores devem permanecer atentos
para intervir em possíveis casos de apagamento de
aluno durante os exercícios de apnéia;
b. Para o exercício de percurso por cabo submerso, com
descida aos 3,0 m de prof deverá haver um monitor na
borda do tanque atento à execução do exercício pelos
alunos, ou se julgar necessário poderá permanecer no
fundo, equipado com equipamento de mergulho
autônomo;

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
3. Agradecer a participação de todos e anunciar as próximas
aula: DESLOCAMENTOS HORIZONTAIS À SUPERFÍCIE
D‟ÁGUA RESPIRANDO PROGRESSIVAMENTE DE 02 A 03
ALUNOS EM UM SNORKEL; ELABORAÇÃO DE NÓS A 3,0
METROS DE PROFUNDIDADE, e EQUIPAGEM A 6 M DE
PROF.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA - 2 43


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANO DE AULA –

ML – PA 03

Trabalhos submersos
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

Aulas 9 a 12: UD-02 – NATAÇÃO EQUIPADA C/ EQUIPAMENTO BÁSICO


(4/4): Deslocamentos horizontais à superfície d‟água,
efetuando imersão em três tempos (2/2) e
UD-03 – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE CONTROLADO (4/6,
5/6 e 6/6)
Entradas na água, em pé, por saltos e sentado, cuidados
com a máscara e o snorkel (1/1); e
Trabalhos submersos em apnéia, com, e sem
equipamento básico; elaboração de nós, montagens de pinos
piper e flange (2/2);
Equipagem a 06 metros de profundidade (1/1)

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5 m, de 3m e 6,0 m

Tempo Sugerido: 02: 30 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de diagnóstico de


rendimento de aluno (PDRA); cronômetro; gongo metálico ou
dispositivo similar que possibilite sinal sonoro para alunos
submersos; 04 poitas plásticas, cabo de pelo menos 25
metros, equipamentos básicos individuais de mergulho livre
dos alunos: nadadeira, cinto lastreado, máscara, snorkel,
cabo solteiro com comprimento de 2 metros, tabuleiro de
pinos, piper e flange.

Gerson Cosme de Souza PA - 3 45


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

OBJETIVOS:
Ao final da aula, os participantes deverão estar habilitados a:
13. Efetuar entrada na água sentado, de embarcações ou locais com pouca
altura; ou em pé e até por saltos, a partir de embarcações ou de locais
relativamente altos em relação ao nível da água;
14. Compreender a importância de se escolher o estilo correto de entrada na
água;
15. Efetuar deslocamentos à superfície da água e submersos, combinados
com apnéias;
16. Efetuar mergulho utilizando a técnica de imersão em três tempos;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


11. Preparar os alunos para atuar em atividades envolvendo trabalhos
submersos com apnéias estáticas e dinâmicas em ambiente externo.
12. Preparar os alunos para efetuar mergulhos utilizando a técnica de
imersão em três tempos.
13. Preparar alunos para VC e exercício em ambiente externo em águas
abrigadas – represa.

Gerson Cosme de Souza PA - 3 46


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula devem ser desenvolvidos exercícios de deslocamento de


superfície; mergulhos com a técnica de imersão em três tempos e
exercícios de apnéia dinâmica, mesclados com trabalhos
submersos.
O instrutor deve estar consciente de que os alunos precisam
desenvolver capacidade pulmonar e aumentar tempo de apnéia,
adquirindo habilidades para atuar de forma eficiente e com
desenvoltura em pequenos deslocamentos, seguidos de trabalhos
de mergulho livre, em ambientes abertos ou confinados.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Efetuar entrada na água, de embarcações ou locais de


diferentes alturas;
2. Compreender a importância de se escolher o estilo correto de
entrada na água;
3. Efetuar deslocamentos à superfície da água e submersos,
combinados com apnéias;
4. Efetuar mergulho utilizando a técnica de imersão em três
tempos;
5. Efetuar deslocamentos à superfície da água e submersos,
combinados com apnéias;
6. Efetuar mergulhos utilizando a técnica de imersão em três
tempos;

PREPARAÇÃO DA AULA:

2. Providenciar os materiais e equipamentos necessários à


instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

LEITURA
MP 2-1

Gerson Cosme de Souza PA - 3 47


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Deslocamentos horizontais à superfície d‟água, efetuando


imersão em três tempos – os alunos deverão efetuar treinamento
de submersão utilizando a técnica de três tempos através dos
seguintes exercícios:
1.1 Exercício 1: reunir os alunos em grupos na profundidade de
1,5 metros e, mediante ordem, os mesmos deverão mergulhar e,
efetuando a técnica de imersão em três tempos, submergir aos
3,0 metros e se equipar com o equipamento básico e retornar à
superfície, esgotando máscara e SK;
1.2 Exercício 2: mediante ordem, iniciar em dupla, percurso de
superfície, por período de 20 min, e efetuar imersão em três
tempos com manobras de compensação;
2. Entradas na água, em pé, por saltos e sentado, cuidados com a
máscara e o snorkel – exercícios de entrada na água, em etapas
sendo:
2.1 Exercício 1: os alunos deverão ser ensinados sobre a técnica
de entrada na água de costas a partir da posição de
mergulhador sentado e, após aprender, deverão mediante
ordem, efetuar uma série de 5 entradas na água;
2.2 Exercício 2: os alunos deverão ser orientados sobre a
técnica de entrada na água a partir da posição de
mergulhador em pé e em seguida, mediante ordem, deverão
efetuar uma série de 5 entradas na água;

Leitura
MP 2-2

2.3 Exercício 3: os alunos deverão ser orientados sobre a técnica


de entrada na água por salto (passo de gigante), a partir da
posição de mergulhador em pé a partir de embarcações ou
de locais relativamente altos em relação ao nível da água;
após ensinados, deverão um a um, subir em plataforma e,
MP 2-2 mediante ordem, efetuar uma série de 5 saltos cada aluno;
Gerson Cosme de Souza PA - 3 48
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

MR 2-1 2ª Aula:

3. Equipagem a 06 metros de profundidade:


3.1 Exercício 1: dividir os alunos em duas colunas, os quais,
mediante ordem deverão efetuar uma série de 5 equipagens.
Os alunos deverão efetuar imersão em três tempos, descer à
profundidade de 6,0 metros, pesquisar equipamento básico
de mergulho espalhado no fundo do Tanque, efetuar
equipagem e efetuar subida livre, desalagando a máscara,
esgotando o SK e gritando o nome de guerra ao chegar à
superfície da água.

3ª Aula:

4. Montagem de PIPER e FLANGE e TABULEIRO DE PINOS:


4.1 Exercício 1: alunos deverão executar exercício subdividido
em 3 bases com poitas, na água, a 1,5 metros de
profundidade sendo:
4.1.1 Base 1:efetuar montagem de PIPER, em apnéia, na
água a 1,5metros de profundidade; desmontar e
seguir para base 2
4.1.2 Base 2: efetuar nova apnéia e efetuar montagem de
FLANGE, nas mesmas condições; desmontar e
MP 2-9 seguir para base 3
4.1.3 Base 3: montagem de TABULEIRO DE PINOS,
desmontar e retornar à superfície, gritando o nome
de guerra;

4ª Aula:

5. Treinamento de elaboração de nós:


5.1 Exercício de elaboração de nós, onde os alunos, fora da
água deverão executar elaboração de nós catau, enfardador
e safa-cabo;

6. Divisão de cangas para efetuar trabalhos submersos em apnéia


através de exercícios por bases:
6.1 Exercício onde os alunos, para cada poita (base), deverão
efetuar técnica de imersão em três tempos, descer efetuando

Gerson Cosme de Souza PA - 3 49


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
compensação das vias aéreas e, em apnéia, SEM
MÁSCARA elaborar um nó a 3 metros de profundidade,
retornando em seguida à superfície, sendo:
6.1.1 Base 1: elaboração de nó catau;
6.1.2 Base 2: elaboração de nó de salteador;
6.1.3 Base 3: elaboração de nó enfardador (tração) utilizando-
se 2 pontos fixos do tanque, equipado normalmente.

7. Para liberação, os alunos deverão efetuar apnéia dinâmica ao


longo do tanque, buscando as peças de seu equipamento básico,
equipando-se. Serão liberados somente os alunos que forme
conseguindo efetuar equipagem e se apresentarem sem
alterações, com a máscara desalagada e o SK esgotado.

AVALIAÇÃO

1. Avaliação do tempo e perfeição na elaboração de nós na


profundidade de 3,0 metros efetuando registro na Planilha de
Diagnóstico de Rendimento de Aluno (PDRA);
2. Avaliação das características psicofísicas dos alunos na
realização do circuito de base 3, do exercício 2 (salto de
plataforma elevada) sua capacidade de recuperação
psicológica, após situação gerada de Stress, sendo efetuado
registro na Planilha de Diagnóstico de Rendimento de Aluno
(PDRA);

Gerson Cosme de Souza PA - 3 50


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento.
2. Medidas preventivas:
a. Para os exercícios aos 3,0 m e 6,0 m de prof deverá
haver um monitor na profundidade, atento à execução
do exercício pelos alunos, equipado com equipamento
de mergulho autônomo.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
3. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
DESLOCAMENTOS HORIZONTAIS À SUPERFÍCIE
D‟ÁGUA, EFETUANDO IMERSÃO EM TRÊS TEMPOS e
AVALIAÇÃO PRÁTICA (VC prática)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA - 3 51


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANO DE AULA –

ML – PA 04

VC - Verificação Corrente
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

Aula VC: VC – VERIFICAÇÃO CORRENTE - Avaliação prática; e 01


aula de DE

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5 m, de 3m e 6,0 m

Tempo Sugerido: 01: 40 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de diagnóstico de


rendimento de aluno (PDRA); cronômetro; gongo metálico ou
dispositivo similar que possibilite sinal sonoro para alunos
submersos; 04 poitas plásticas, 01 Bóia, cabo de pelo menos
5 metros, equipamentos básicos individuais de mergulho livre
dos alunos: nadadeira, cinto lastreado, máscara, snorkel;
Narguilê ou equipamento autônomo para instrutor de
segurança; cabo solteiro com comprimento de 2 metros;
piper, tabuleiro de pinos, e flange.

OBJETIVOS:
Ao final da aula, os participantes deverão:
10. Demonstrar habilidade em efetuar mergulho utilizando a técnica de
imersão em três tempos;
11. Demonstrar habilidade em se equipar com equipamento básico de
mergulho livre a 6,0 metros de profundidade;
12. Demonstrar habilidade na elaboração de nós e na montagem de
sistemas e equipamentos diversos em apnéia;

Gerson Cosme de Souza PA - 4 53


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

OBJETIVOS:
O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:
9. Verificar preparação dos alunos em relação às atividades envolvendo
trabalhos submersos com apnéias estáticas e dinâmicas que lhes
foram ensinadas.
10. Mensurar grau de perfeição no desenvolvimento das atividades
citadas.

Gerson Cosme de Souza PA - 4 54


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nessa aula de avaliação, devem ser mensurados a capacidade e o


grau de perfeição de cada aluno referente às atividades que lhe
foram anteriormente ensinadas.

O instrutor deve estar consciente de que os alunos precisam estar


capacitados nessa fase do curso, e mensurar se adquiriram
habilidades para atuar de forma eficiente e com desenvoltura nas
próximas atividades externas de mergulho livre, em ambientes
externos, em lagos, represas, rio e mar.

OBJETIVOS:

Ao final das avaliações, os participantes deverão demonstrar ter


adquirido habilidades que os capacitem a:

1.Efetuar mergulho utilizando a técnica de imersão em três


tempos;
2.Se equipar com equipamento básico de mergulho livre a 6,0
metros de profundidade;
3.Elaborar nós e montar sistemas e equipamentos diversos em
apnéia;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Providenciar os materiais e equipamentos necessários à


instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.
2. Para preparação da aula pelos alunos, utilizar uma das aulas
de DE;

DESENVOLVIMENTO:

LEITURA 1. Exercício de aquecimento, com percurso de superfície e


MP 2-1 submersão utilizando a técnica de três tempos:
1.1 Exercício: mediante ordem, iniciar em dupla, percurso de

Gerson Cosme de Souza PA - 4 55


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
superfície, por período de 10 min, na faixa do tanque com
profundidade de 1,5m, e efetuar imersão em três tempos com
manobras de compensação, na faixa de profundidade de 3,0
metros;

AVALIAÇÃO

1. Avaliação obrigatória e de cunho eliminatório, de exercícios de


mergulho livre, onde média final deverá ser no mínimo setenta
(70), para prosseguir freqüentando o curso, e a nota mínima em
cada avaliação, deverá ser de 50 pontos:
2. Avaliação 1: A primeira avaliação mediante ordem, o aluno
deverá submergir aos 6,0 metros, utilizando-se da técnica de
imersão em três tempos, se equipar com o equipamento básico e
retornar à superfície, efetuando trabalho de desalagar a máscara
e o snorkel, antes de sair da água.
2.1.1 Deverão ser descontados 15 pontos para cada falha /
desistência em concluir o exercício, e 5 pontos para cada
erro cometido;
2.1.2 Deverão ser levados em consideração, para efeito de
perda de pontos, os seguintes itens:
2.1.2.1 Perfeita execução da técnica de imersão em três
tempos (posição vertical, proporcionando mínima reação
de empuxo da água);
2.1.2.2 Perfeito fechamento da fivela do cinto lastreado;
2.1.2.3 Perfeita colocação das nadadeiras;
2.1.2.4 Subida com uma das mãos levantadas, em posição
de defesa contra choque na cabeça;
2.1.2.5 Perfeito desalagamento da máscara;
2.1.2.6 Perfeito desalagamento do snorkel, sem espirrar
Leitura água nos presentes na borda do tanque;
MP 2-2 2.1.2.7 Pronunciamento de forma audível e compreensível,
do nome de guerra;
3. Avaliação 2: Mediante ordem submergir, utilizando-se da técnica
de imersão em três tempos, e efetuar entre dois pontos
determinados nos 3,0 metros e 6,0 metros de profundidade (pode
ser em poitas), elaboração do nó enfardador.
3.1.1 Valor do exercício da base 2: deverão ser descontados 10
pontos para cada falha / desistência em concluir o
exercício, e 5 pontos para cada erro cometido;
3.1.2 Deverão ser levados em consideração para efeito de
perda de pontos, os seguintes itens:
3.1.2.1 Perfeita execução da técnica de imersão em três
tempos (posicionamento vertical proporcionando mínima
reação de empuxo da água);
MP 2-2 3.1.2.2 Perfeita elaboração do nó

Gerson Cosme de Souza PA - 4 56


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
3.1.2.3 Subida com uma das mãos levantadas, em posição
MR 2-1 de defesa contra choque na cabeça;

4. Avaliação 3: percurso de superfície, executando bases em


apnéia (ficar no inicio do exercício equipado apenas com
máscara e snorquel):
4.1 base 1 = montar flange em apnéia, em profundidade de 1,5
MP 2-9 metros; respirar, desmontar novamente e seguir em percurso
de superfície para 2; no percurso entre base 1 e 2 = equipar-
se com nadadeiras e cinto lastreado;
4.2 base 2 = montar piper em apnéia, em profundidade de 1,5
metros; respirar, desmontar e efetuando imersão em 3
tempos, seguir para a base 3;
4.3 base 3 = montagem de pinos em tabuleiro, à profundidade de
6,0 metros; desmontar tabuleiro e regressar à superfície;
4.4 Deverão ser descontados 10 pontos para cada falha /
desistência em concluir uma base, e 5 pontos para cada erro
cometido ou ação incompleta;
4.5 Deverão ser levados em consideração, para efeito de perda
de pontos, os seguintes itens:
4.5.1.1 Perfeita execução da técnica de imersão em três
tempos para a descida aos 6,0 metros de profundidade;
4.5.1.2 Deixar de montar algum parafuso do flange;
4.5.1.3 Montagem de piper de forma errada;
4.5.1.4 Perfeição na elaboração de nós
4.5.1.5 Deixar de colocar algum pino no tabuleiro.

Gerson Cosme de Souza PA - 4 57


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento.
2. Medidas preventivas:
3. Para os exercícios aos 3,0 m e 6,0 m de prof deverá haver um
monitor na profundidade, atento à execução do exercício
pelos alunos, equipado com equipamento de mergulho
autônomo.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobe as atividades desenvolvidas;


2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
3. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
ATIVIDADE EXTERNA DE MERGULHO LIVRE -
EXERCÍCIOS EM AMBIENTE ABERTO - REPRESA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA - 4 58


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANO DE AULA –

ML – PA 05

Exercícios em ambiente aberto


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

Aulas 13 a 15: UD 4. EXERCÍCIOS EM AMBIENTE ABERTO (1, 2 e 3/3) -


Imersão em 3 tempos com descida a 10 metros de
profundidade (1/1); subida em barco e efetuar quedas n‟água
(1/1); deslocamento horizontal à superfície d‟água (1/1).

Local: Represa – profundidades de 5,0 m, 10 m e outras.

Tempo Sugerido: 02: 30 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de Diagnóstico de


Rendimento de Aluno (PDRA); folhas registro de mergulho;
04 Bóias; 05 poitas pesadas, 01 Bote inflável e 01 Barco de
alumínio, com respectivos pares de remos e motores de
popa; 02 flutuadores de segurança para uso nos barcos; 04
autônomos completos para monitores e instrutores de
segurança; cabos de fundo (01 cabo de pelo menos 7
metros, 01 cabo de pelo menos 12 metros; 02 cabos de 6,0
metros e 01 cabo de 50 metros); equipamentos básicos
individuais de mergulho livre dos alunos (nadadeira, cinto
lastreado, máscara, snorkel); cabo solteiro com comprimento
de 2 metros (cangas p/ alunos); bolsa de 1º socorros; caixa
ferramentas; HT, e rádios das Vtr, p/ contato c/ estação fixa
dos PB e COBOM; ração fria (2 lanches por pessoa); copos
plásticos; água potável; lona para acondicionamento de
materiais.

Gerson Cosme de Souza PA - 5 60


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

OBJETIVOS:
Ao final da aula, os participantes deverão:
6. Demonstrar habilidade em planejar o exercício no qual deverão executar;
7. Demonstrar habilidade em efetuar mergulho utilizando a técnica de
imersão em três tempos chegando a profundidades de no mínimo 10
metros;
8. Demonstrar habilidade em embarcar e desembarcar de botes;
9. Demonstrar habilidade no manuseio de remo e de motor de popa;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


7. Orientar e verificar preparação dos alunos em relação às atividades
envolvendo trabalhos submersos de mergulho livre.
8. Desenvolver nos alunos resistência física para deslocamentos na
superfície da água com equipamento básico de mergulho.

Gerson Cosme de Souza PA 5 - 61


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula devem ser desenvolvidos exercícios de mergulhos com a


técnica de imersão em três tempos, com descidas a profundidades
de até 10 metros; deslocamento em apnéia em cabo submerso com
percurso de 30 metros; deslocamentos de superfície; e exercícios de
subida e queda de barco.

O instrutor deve estar consciente de que os alunos deverão


participar tanto do planejamento como da montagem e execução dos
exercícios, pois precisam desenvolver capacidade de planejamento,
e adquirir habilidades para atuar de forma eficiente e com
desenvoltura em pequenos deslocamentos, seguidos de trabalhos
de mergulho livre, em ambientes abertos ou confinados.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Planejar esquemas e determinar infra-estrutura para


sistemas de trabalho no qual deverão atuar;
2. Efetuar mergulho utilizando a técnica de imersão em três
tempos chegando a profundidades de no mínimo 10 metros;
3. Embarcar e desembarcar de botes de borracha e barcos de
alumínio, a partir da água;
4. Manejar barco por remo e operar motor de popa;

PREPARAÇÃO DA AULA:

Providenciar os materiais e equipamentos necessários à


instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

LEITURA
MP 2-1

Gerson Cosme de Souza PA 5 - 62


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

DESENVOLVIMENTO:

1. Qualificação do Mergulho Livre em represa a 10 metros de


profundidade.
1.1 Exercício de submersão utilizando a técnica de três tempos e
descida a 10 metros de profundidade, conforme croquis abaixo,
sendo:

1.2 base 1= Descidas em apnéia a 05 metros de profundidade,


para fins de treinamento: os alunos, sob supervisão de um
monitor, em um bote de segurança, poderão efetuar, à vontade,
treinamento da técnica de imersão em três tempos, e descidas à
profundidade de 5 metros;
1.3 base 2 = Avaliação de descida em apnéia a 10 metros de
profundidade, para fins de qualificação: mediante ordem cada
aluno deverá efetuar imersão utilizando a técnica de três tempos
e descer a 10 m, comunicando-se com o monitor em função de
segurança no fundo, antes de subir de retorno à superfície;
Leitura 2. Exercícios de subida em barco e quedas n' água de costas;
MP 2-2 efetuar prática de remo, e manuseio de motor de popa, sendo:
2.1 Exercício 1: Exercício de remo em barco de alumínio com
subidas no barco e quedas na água: os alunos deverão se
deslocar em percurso de superfície até o bote, localizado
próximo da área de execução dos exercícios de mergulho, e
efetuar treinamentos de subida e queda do barco, e exercício
de navegação a remo - prática de remo; ao termino efetuar
queda n' água de costas e partir para a base do exercício 2;
2.2 Exercício 2: Exercício de motor de popa em bote de
borracha, com subidas no barco e quedas na água: os alunos
deverão se deslocar em percurso de superfície até o bote,
localizado fora da área de execução dos exercícios de
mergulho, e efetuar treinamentos de subida e queda do bote,
e exercício de navegação operando motor de popa - prática
MP 2-2 de motor de popa; ao término efetuar queda n' água de
costas, retornando para a margem da represa, para
MR 2-1 execução do próximo exercício;
Gerson Cosme de Souza PA 5 - 63
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

3. Percurso em apnéia, guiado por cabo submerso:


3.1 Exercício: planejamento, montagem e execução, pelos alunos,
de percurso em apnéia, guiado por cabo submerso, com
equipamento básico, conforme esquema abaixo:

MP 2-9

4. Exercício geral de percurso de superfície:


4.1 Exercício: Terminadas as bases anteriores, os alunos
deverão ser reunidos e, mediante ordem, executar, sob
comando e fiscalização, percurso de natação equipada, por
período de 20 minutos de ida, com 10 minutos de descanso,
por 20 minutos de regresso.

AVALIAÇÃO

1. A avaliação ocorrerá de forma eliminatória, através da


qualificação do mergulho livre, a 10 metros de profundidade,
efetuando registro em Planilha de Diagnóstico de Rendimento
de Aluno (PDRA);

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Vtr TP ou UT, CA para


deslocamentos e barcos de alumínio e inflável, no local, em
Gerson Cosme de Souza PA 5 - 64
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

água;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: acidentes de trânsito
durante o percurso; barotraumas, panes em equipamento
(equipe de segurança), afogamentos, apagamento, cãibras,
cortes, enrosco, ferimentos com material.
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de
mergulho, Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. cada aluno que efetuar descida em apnéia, nas bases
1 e 2, será acompanhado por um instrutor ou monitor
que permanecerá no meio do percurso e fiscalizará
visualmente a atividade executada efetuando a
segurança do aluno em exercício;
b. Entre as 2 bases, deverá ficar pelo menos um barco de
alumínio ou bote inflável, com motor de popa
desligado, movimentado por remo, com um homem
carta registrando os mergulhos efetuados pelos
instrutores / monitores, acumulando função de
segurança, fiscalizando possíveis subidas de
emergência;
c. Os instrutores e monitores, na segurança dos alunos
em atividades subaquáticas, trabalharão com
equipamento de mergulho autônomo munido de 02
(duas) válvulas reguladoras de demanda de ar,
acopladas ao cavalete do registro do cilindro (octópus),
para uso em caso de emergência;
d. Não deverá ocorrer o compartilhamento de ar com
aluno em situação normal, em razão de ainda não
estar adaptado à atividade de mergulho autônomo;
e. O exercício de prática de motor de popa deverá ser
efetuado fora da área dos exercícios de mergulhadores
submersos, e as subidas em bote e quedas n‟ água
deverão ser efetuadas em barco com motor de popa
desligado e levantado;
f. O exercício de percurso de superfície será geral, com
todos os alunos agrupados em duplas encangadas, em
coluna de 2, acompanhados de perto por equipe de
segurança, composta por instrutores e monitores, que
se revezarão, ficando parte em barco e parte
acompanhando por água;
Gerson Cosme de Souza PA 5 - 65
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

g. Deverão ser utilizados pelo menos 02 Barcos (um no


começo do grupo e um de “Serra Fila”), com seus
componentes vestidos com roupa de neoprene e sub-
lastreados, visto tratar-se de percurso em local com
profundidade superior a 02 m;
h. Primeiros socorros devem ser efetuados no local, pelos
encarregados da segurança, que devem ser habilitados
como MERGULHADORES e Técnicos em
Emergências Médicas (T.E.M.).

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Retorno ao quartel;
3. Limpeza e acondicionamento dos materiais coletivos e
individuais;
4. Agradecer a participação de todos e anunciar as próximas
atividades de Mergulho Livre: UD 5. SAÍDAS PARA O MAR

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA 5 - 66


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANO DE AULA –

ML – PA 06

Exercícios em ambiente aberto


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

Aulas 16 a 18: UD 5. SAÍDAS PARA O MAR (1/5 a 3/5) - Deslocamento


horizontal à superfície d‟água (1/2 e 2/2); Imersão em 3
tempos e descida a 12 metros de profundidade, com
equipamento básico (1/1).

Local: Mar –Ilha Anchieta, profundidades diversas.

Tempo Sugerido: 02: 30 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de diagnóstico de


rendimento de aluno (PDRA); folhas registro de mergulho; 01
Bóia de sinalização; 01 poita pesada, 01 Bote inflável ou
Barco de alumínio para cada grupo de 5 alunos, com
respectivos pares de remos (motor de popa desligado nos
locais de exercício com mergulhadores na água); 01
flutuador de segurança para uso em cada barco; 04
autônomos completos para monitores e instrutores de
segurança; cabos de fundo (01 cabo de pelo menos 7
metros, 01 cabo de pelo menos 12 metros; 02 cabos de 6,0
metros e 01 cabo de pelo menos 50 metros); caixa de
ferramentas, folhas registros de mergulho; equipamentos
básicos individuais de mergulho livre dos alunos (nadadeira,
cinto lastreado, máscara, snorke)l; cabo solteiro com
comprimento de 2 metros; bolsa de 1º socorros, HT, cangas
p/ alunos; copos plásticos; água potável; lona para
acondicionamento de materiais.

Gerson Cosme de Souza PA – 6 68


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

OBJETIVOS:
Ao final da aula, os participantes deverão:
4. Demonstrar habilidade em efetuar mergulho livre em mar, utilizando a
técnica de imersão em três tempos chegando à profundidade de 12 metros;
5. Demonstrar resistência física, para execução natação equipada, em
percurso de superfície, em mar, com efeitos de marolas;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


5. Verificar a preparação dos alunos em mar, em relação às atividades
de trabalhos submersos de mergulho livre.
6. Verificar a resistência física dos alunos para deslocamentos na
superfície da água, com equipamento básico de mergulho.

Gerson Cosme de Souza PA – 6 69


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula devem ser desenvolvidos exercícios de natação


equipada e de mergulhos em mar, com a técnica de imersão em três
tempos, com descidas a profundidades de até 12 metros;

O instrutor deve estar consciente de que os alunos deverão


demonstrar que se encontram habilitados para atuar de forma
eficiente e com desenvoltura em pequenos deslocamentos, seguidos
de trabalhos de mergulho livre, em ambientes abertos.

OBJETIVOS:

Nessa fase de avaliação de mergulho livre em ambiente externo,


deve-se verificar:

1. A preparação dos alunos em mar, em relação às atividades


de apnéia em mergulho livre.
2. A resistência física dos alunos para deslocamentos na
superfície da água, com equipamento básico de mergulho.

PREPARAÇÃO DA AULA:

Providenciar os materiais e equipamentos necessários à


instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

DESENVOLVIMENTO:

1. Percurso de superfície, com equipamento básico:


1.1 Exercício: Todos os alunos, sob comando e fiscalização,
deverão efetuar, percurso de superfície, com equipamento
LEITURA básico, em águas abrigadas do mar, por período de pelo
MP 2-1 menos 30 minutos até chegar em base de avaliação para
qualificação de mergulho livre. Sugestão: Percurso de

Gerson Cosme de Souza PA – 6 70


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
superfície até o local do Monumento a Jacques Custeau -
Praia Leste;

2. Percurso de superfície, de retorno com equipamento básico:


2.1 Exercício: Todos os alunos, depois de executadas as bases da
qualificação de mergulho livre, deverão ser reunidos e efetuar,
sob comando e fiscalização, percurso de superfície, com
equipamento básico, de retorno para o ponto de partida.

AVALIAÇÃO

1. A avaliação ocorrerá de forma eliminatória, através da


qualificação do mergulho livre, em águas abrigadas no mar, a 12
metros de profundidade, efetuando registro em Planilha de
Diagnóstico de Rendimento de Aluno (PDRA), sendo:
1.1 base 1 = Avaliação de descida em apnéia a 12 metros de
profundidade, para fins de qualificação: mediante ordem cada
aluno deverá efetuar imersão utilizando a técnica de três
tempos, descer a 12 m, comunicando-se com o monitor em
função de segurança no fundo, e subir de retorno à superfície,
conforme croquis abaixo:

Leitura
MP 2-2

1.2 base 2 = alunos que já passaram pela avaliação, poderão


efetuar mergulho livre de exploração na costa do continente,
devidamente fiscalizados, na proporção de 1 monitor para cada
grupo de

PLANO DE SEGURANÇA

7. Meios de transporte: barcos de alumínio e bote inflável


efetuando segurança dos alunos;
8. Possíveis riscos e acidentes: hipotermia; barotraumas, panes
em equipamento (equipe de segurança), afogamentos,
MP 2-2 apagamento, cãibras, cortes, enrosco, ferimentos com
Gerson Cosme de Souza PA – 6 71
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
material.
MR 2-1 9. Encarregados da segurança: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
10. Locais de socorro para acidentados: para casos urgentes PS /
Hospitais ou Santa Casa do município mais próximo; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI e, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
11. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
12. Medidas preventivas:
a. O exercício de percurso de superfície será geral, com
todos os alunos agrupados em duplas encangadas, em
coluna de 2, acompanhados de perto por equipe de
segurança, composta por instrutores e monitores, que
se revezarão, ficando parte em barco e parte
acompanhando por água;
b. Deverão ser utilizados pelo menos 02 Barcos (um no
começo do grupo e um de “Serra Fila”), com seus
componentes vestidos com roupa de neoprene e sub-
lastreados, visto tratar-se de percurso em local com
profundidade superior a 02 m;
c. A avaliação do mergulho livre a doze metros de
profundidade deve ser realizada em local de águas
abrigadas, que não apresente condições adversas para
MP 2-9 os avaliados.
d. No local deverá haver uma bóia de sinalização na
superfície da água, com um cabo de ligação entre a
bóia e um ponto de referência no fundo, que poderá
ser uma poita;
e. É recomendável que o aluno avaliado faça uso do cabo
de fundo como referência, para sua segurança, em seu
itinerário de descida e subida.
f. Cada aluno que efetuar descida em apnéia, deve ser
fiscalizado por um instrutor ou monitor, que acumulará
a função de segurança do mesmo;
g. O instrutor ou monitor na segurança do aluno deverá
trabalhar com equipamento de mergulho autônomo
munido de 02 (duas) válvulas reguladoras de demanda
de ar, acopladas ao cavalete do registro do cilindro
(octópus), para uso em caso de emergência;
h. Na superfície da água, deverá ficar mergulhador de
segurança, em barco de alumínio ou bote inflável,
fiscalizando possíveis subidas de emergência;
i. Para a atividade de mergulho livre na costa do
continente deverá ser observada a relação de um

Gerson Cosme de Souza PA – 6 72


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
instrutor, para cada grupo de cinco alunos e deverá
haver um bote de apoio.
j. Primeiros socorros devem ser efetuados no local, pelos
encarregados da segurança, que devem ser habilitados
como MERGULHADORES e Técnicos em
Emergências Médicas (T.E.M.).

ENCERRAMENTO

4. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


5. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
6. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
DESVIRAR BARCO; EFETUAR QUEDAS N‟ÁGUA, OPERAR
BOTE INFLÁVEL E BARCO DE ALUMÍNIO; PRÁTICA DE
REMO E DE MOTOR DE POPA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA – 6 73


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANO DE AULA –

ML – PA 07

Exercícios em ambiente aberto


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

Aulas 19 e 20: UD 5. SAÍDAS PARA O MAR (4/5 e 5/5) - Desvirar barco;


efetuar quedas n‟água, operar bote inflável e barco de
alumínio; prática de remo e de motor de popa (1/2 e 2/2).

Local: Mar – Ilha Anchieta - praia com profundidade máxima de 3


metros.

Tempo Sugerido: 01: 40 horas

Materiais: Planilha de diagnóstico de rendimento de aluno (PDRA); 01


Bote inflável com par de remos; 01 bote inflável equipado
para efetuar segurança (par de remos, motor de popa,
flutuador e cabo solteiro); 01 Barco de alumínio, com
respectivo par de remos e motor de popa; 01 flutuador de
segurança para uso em cada barco; 01 cabo de pelo menos
3,0 metros; equipamentos básicos individuais de mergulho
livre dos alunos (nadadeira, cinto lastreado, máscara,
snorkel); bolsa de 1º socorros, HT, caixa de ferramentas.

OBJETIVOS:
Ao final da aula, os participantes deverão:
1. Demonstrar habilidade manejar barco por remo e operar motor de popa;
2. Demonstrar habilidade em desvirar bote inflável;
3. Demonstrar habilidade em embarcar e desembarcar de botes de borracha
e barcos de alumínio, a partir da água;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


3. Verificar a preparação dos alunos em mar, envolvendo emergências
com um bote inflável virado.
4. Verificar a habilidade dos alunos no manejo de barco por remo e por
manuseio de motor de popa.

Gerson Cosme de Souza PA - 7 75


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula devem ser avaliados exercícios de natação equipada em


mar, com a técnica de subida e descida de barco, operação de
motor de popa e destombamento de bote inflável;

O instrutor deve estar consciente de que os alunos deverão


demonstrar que se encontram habilitados para atuar de forma
eficiente e com desenvoltura na operação de motor de popa e saber
sanar pequenas emergências com bote inflável.

OBJETIVOS:

Nessa fase de avaliação de mergulho livre em ambiente externo,


deve-se verificar:

1. A preparação dos alunos em mar, em relação às


atividades de apnéia em mergulho livre.
2. A resistência física dos alunos para deslocamentos na
superfície da água, com equipamento básico de
mergulho.

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Providenciar os materiais e equipamentos necessários à


instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

DESENVOLVIMENTO:

1. Percurso de superfície, com equipamento básico e


destombamento de bote inflável:
1.1 Exercício: Cada aluno, sob comando e fiscalização, deverá
LEITURA efetuar, individualmente percurso de superfície, com
MP 2-1 equipamento básico, em águas abrigadas do mar - praia, por
distância aproximada de 50 metros; efetuar subida em bote
inflável ancorado; provocar tombamento do mesmo;
Gerson Cosme de Souza PA - 7 76
Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
providenciar destombamento, com recolhimento dos
materiais espalhados (flutuador e remos); e em seguida
retornar para a praia.

AVALIAÇÃO

1. Avaliação de exercícios de subida em barco e quedas n' água de


costas; efetuar prática de remo, e manuseio de motor de popa,
em mar, sendo:
1.1 Base 1: avaliação de prática de subida em bote inflável;
prática de remo, e queda n' água de costas;
1.2 Base 2: avaliação de prática de subida em barco de alumínio;
efetuar prática de motor de popa e efetuar queda n' água de
costas efetuando natação equipada para retorno à praia;

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis riscos e acidentes: afogamentos, cãibras, cortes,


enrosco, ferimentos com material.
2. Encarregados da segurança: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
3. Locais de socorro para acidentados: para casos urgentes PS /
Hospitais ou Santa Casa do município mais próximo; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, e, para casos
graves, mas não urgentes HPM;
4. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
Leitura água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
MP 2-2 gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
5. Medidas preventivas:
a. O exercício de percurso de superfície com subida em
bote inflável, seguido de tombamento e
destombamento será acompanhado de perto por
monitor em função de avaliador e segurança em
barco, preparado para possível emergência;
b. O exercício de subida em bote inflável com manuseio
de remo deverá ter um monitor no interior do bote,
fiscalizando a atividade;
c. A avaliação de prática de subida em barco de
alumíniocom operação de motor de popa deve ser
realizada com um monitor ou instrutor no interior do
barco, fiscalizando a atividade;
MP 2-2 d. Todos os barcos deverão estar equipados com
respectivos pares de remo e de flutuadores de

Gerson Cosme de Souza PA - 7 77


Curso de Mergulho Autônomo - PRÁTICA DE MERGULHO LIVRE
MR 2-1 segurança;
e. Primeiros socorros devem ser efetuados no local, pelos
encarregados da segurança, que devem ser habilitados
como MERGULHADORES e Técnicos em
Emergências Médicas (T.E.M.).

ENCERRAMENTO

4. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


5. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
6. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
ATIVIDADES DE MERGULHO AUTÔNOMO.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
MP 2-9 do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA - 7 78


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 1

Adaptação em piscina e tanque


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 1 a 3: UD-05 (01/05 a 03/05) – USO DE EQUIPAMENTO DE


MERGULHO AUTÔNOMO EM AMBIENTE CONTROLADO:
Adaptação em piscina e tanque (1/3 e 2/3); e Pequenos
deslocamentos (1/2)

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5 m e de 3m

Tempo Sugerido: 1: 40 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de Diagnóstico de


Rendimento de Aluno (PDRA); Folha Registro de Mergulho
(FRM); cronômetro; compressor para carregamento de
cilindro; equipamento de mergulho dependente leve –
Narguilê; equipamento de mergulho autônomo, dos alunos;
gongo ou sinalizador sonoro subaquático; caixa de
ferramentas; cabos solteiros (cangas).

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 80


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Ao término da instrução, os participantes deverão possuir conhecimentos e


habilidades que os capacitem a:

1. Identificar os instrutores, os monitores e o pessoal de apoio;


2. Familiarizar-se com os equipamentos de mergulho autônomo e seus
acessórios;
3. Adaptar-se no meio líquido com uso desses equipamentos.
4. Adaptar-se ao uso de ar comprimido respirável;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Garantir a eficiência do aprendizado, preparando os alunos para
utilização dos equipamentos.
2. Correlacionar os passos da aula com as instruções teóricas recebidas
anteriormente pelos alunos.

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 81


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão apresentados, os equipamentos e acessórios


de mergulho autônomo dos alunos e testados seus funcionamentos.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão passar
por experiências que possibilitem adquirir conhecimentos, para
utilizar, de forma eficiente, o equipamento de mergulho.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se aos equipamentos e adaptar-se no meio


líquido com uso dos equipamentos de mergulho autônomo e
seus acessórios.
2. Adaptar-se ao uso de ar comprimido respirável

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
utilização durante o curso.
2. Verificar o funcionamento do Narguilê, e posicioná-lo próximo
à borda do Tanque, para uso em instrução;
3. Providenciar os materiais e equipamentos necessários à
instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: acidentes pessoais, barotraumas,


apagamentos, câimbras, ou afogamento.
2. Medidas preventivas:
LEITURA a. Deverá ser conferida a manutenção de primeiro escalão e
MP 2-1 a validade dos filtros de ar dos compressores de
Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 82
Curso de Mergulho Autônomo
carregamento de cilindros e dos Equipamentos de
mergulho dependente leve (Narguilê); os alunos deverão
ser orientados a executar esse procedimento
periodicamente durante todo o curso, alertando monitores
ou instrutores, em caso de vencimento da validade do
filtro, ou necessidade de manutenção nos equipamentos;
b. A partir desta aula, deverá haver pelo menos um instrutor
ou monitor na borda do Tanque, para cada grupo de 10
alunos, além da presença do supervisor de mergulho;
c. Orientar alunos que os exercícios devem ser executados
mediante ordem, e os alunos deverão desenvolver o
costume de prestar atenção e servir de segurança ao
companheiro, auxiliando-se os componentes das cangas
uns aos outros, no que for necessário.
d. Orientar alunos sobre importância e necessidade de se ter
ciência prévia e obedecer às determinações dos planos de
segurança existentes, que foram elaborados para todas as
aulas e atividades desenvolvidas de mergulho no curso;
e. Cientificar alunos que qualquer quebra de norma de
segurança poderá acarretar penalidade ao(s) aluno(s)
infrator(es), de acordo com o nível de gravidade da ação
ou omissão, e das conseqüências geradas.

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Apresentação individual do instrutor e dos monitores;


2. Orientações iniciais sobre atitudes no ambiente de instrução e no
recinto do Quartel: além das orientações iniciais apresentadas na
Leitura primeira aula, deverão ser acrescentadas as orientações
MP 2-2 complementares abaixo (indicar onde se encontra abordado o
assunto, no MP):
2.1 Constante trabalho em equipe durante o curso, com
participação coletiva, desde a preparação de materiais e
equipamentos, até montagem dos circuitos e sistemas de
segurança necessários às atividades individuais de execução
de exercícios.
2.2 Deveres dos alunos com equipamentos individuais e coletivos:
2.2.1 Necessidades coletivas e atividades em equipe têm
prioridade sobre atividades individuais: nas atividades diárias
de instrução deve-se dar prioridade aos equipamentos
coletivos e materiais didáticos, para posteriormente se cuidar
dos materiais individuais;
Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 83
Curso de Mergulho Autônomo
2.2.2 Todos os materiais e equipamentos devem ser bem
MP 2-2 cuidados, para ser garantida a conservação dos mesmos;
evitar sol, produtos químicos, impactos, etc. sob risco de
MR 1-5 penalização ou de responsabilização do aluno.
2.2.3 Os alunos devem procurar ter ciência prévia e
obedecer às determinações dos planos de segurança
existentes, que foram elaborados para todas as aulas e
atividades desenvolvidas de mergulho no curso;
3. Formação das equipes de Mergulho (cangas):
3.1 Sortear as duplas que irão atuar em parceria na primeira fase
de aulas práticas de mergulho autônomo.
3.2 Pode ser feita escolha por antiguidade ou por sorteio, e, para
fins didáticos, as cangas devem ser alteradas durante o
transcorrer do curso.
4. Verificação dos equipamentos individuais dos alunos:
4.1 Verificar condições de cada equipamento para uso durante o
curso, anotando irregularidades e tomando providências
necessárias para garantir desenvolvimento adequado das
atividades.
5. Apresentação dos equipamentos de mergulho a serem utilizados:
5.1 Explicação e demonstração de funcionamento do equipamento
e acessórios; um monitor vai se equipando à medida que as
explicações vão sendo apresentadas.
5.2 Explicação e demonstração sobre o funcionamento do
compressor para carregamento de cilindros e do equipamento
de mergulho dependente leve – Narguilê;
6. Determinar elaboração de escala das cangas para operação do
MP 2-9 Compressor durante o curso, para carregamento dos cilindros
utilizados em aula:
6.1 A escala de serviço (por data e grupos) ficará em poder do
chefe de turma, permanecendo uma cópia em local de fácil
acesso (celotex), para consulta.
6.2 Se necessário, sortear grupos para escala; para o 1° dia a
escala de operação do compressor pode ser determinada, por
exemplo, pelas duplas D2 e D7);

2ª Aula:

7. Adaptação em piscina e tanque, e trabalhos de adaptação ao


equipamento, mediante ordem, sendo:
7.1 Cada aluno deverá verificar o estado de conservação de seu
equipamento, adentrar na água, equipando-se em pé à prof de
Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 84
Curso de Mergulho Autônomo
1,5m, e respirar em válvula reguladora de pressão do segundo
estágio, mantendo-se em posição que possa tomar pé, e
executar manobras de alagar e desalagar máscara e válvula.
7.2 Mediante ordem, os alunos iniciarão teste à vontade em seus
equipamentos, verificando o funcionamento, adaptando-se
livremente ao meio líquido, submergindo no local em que se
encontram, na profundidade de 1,5 m, respirar pela válvula
reguladora, e regressar à superfície, após exalar o ar,
fiscalizados por monitores, que anotarão novidades e
dificuldades.
7.3 Cada aluno devidamente acompanhado por seu respectivo
companheiro (canga), deverá efetuar mensuração de Lastros
testando seu lastramento individual com mergulho
equipamento de mergulho autônomo na água, em
profundidade de 3,0 metros.
7.4 Alunos deverão treinar manobras de compensação das vias
aéreas, efetuarem alagamento e desalagamento de máscara e
em seguida retirarem e colocarem máscara, respirando pela
válvula reguladora a 1,5 metros de profundidade, e retornar à
superfície exalando ar, em simulação de técnica denominada
de “subida livre”, ou “subida balão”.

3ª Aula:

8. Exercícios aquáticos - pequenos deslocamentos:


8.1 Exercício 1: Mediante ordem, iniciar em dupla, percurso de
superfície, por período de 10 min, respirando pelo Snorkel, e
efetuar manobras de alagamento e esgotamento do snorkel
(SK), fiscalizados pelos monitores;
8.2 Exercício 2: Mediante ordem iniciar em dupla, percurso
submerso, por período de 10 min, respirando pela válvula do
primeiro estágio, e efetuar trabalhos de desalagamento da
máscara, fiscalizados pelos monitores.
8.2.1 O percurso submerso dos alunos deverá ser registrado
em Folha Registro de Mergulho (FRM), para posterior
abertura de Livro Registro de Mergulho (LRM), individual de
cada aluno, com respectivo lançamento da atividade
efetuada.
9. Adaptação em piscina e Tanque e trabalhos de adaptação ao
equipamento: Montagem de quatro (4) bases de exercícios e
execução pelos alunos, alternando-se seqüencialmente pelas
bases montadas, sendo:
9.1.1 Base 1 – equipagem com autônomo: cada aluno
Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 85
Curso de Mergulho Autônomo
deverá se equipar e desequipar com o seu equipamento
autônomo, submerso a 1,5 metro e profundidade e subir à
superfície, soltando o ar dos pulmões.
9.1.2 Base 2 – Simulação de pane: cada aluno,
individualmente deverá respirar pela mangueira de seu
cilindro sem a válvula reguladora de pressão do segundo
estágio, que deverá ser retirada por instrutor ou monitor,
utilizando ferramenta apropriada;
9.1.3 Base 3 – Simulação de pane: cada aluno
individualmente deverá respirar pelo registro de um cilindro
(chupeta);
9.1.4 Base 4 – Adaptação ao Narguilê: alunos divididos em
dois grupos, na profundidade de 1,5 metros, deverão respirar
pela válvula reguladora do Narguilê, e, enquanto monitores
remontam suas válvulas, repartir o ar entre si respirando em
uma única válvula, em grupo aumentando gradativamente de
dois a quatro alunos;
10. Para concluir as atividades do dia, cada aluno deverá se equipar
com o seu equipamento autônomo, submerso a 3,0 metros de
profundidade, retornar à superfície, e efetuar saída da água,
equipado, pela borda do tanque; mediante impulso com pernas e
braços, apoiar-se na borda do tanque, sentar-se, retirando as
nadadeiras e entrar em forma, para fiscalização e liberação.

AVALIAÇÃO

1. Determinar aos monitores que nos deslocamento de


superfície, e nos percursos submersos, verifiquem a
deficiência dos equipamentos, sanando irregularidades e
acompanhem as dificuldades individuais dos alunos corrigindo
falhas.
2. Determinar aos monitores que anotem as dificuldades
individuais de cada participante na Planilha de diagnóstico de
rendimento de aluno (PDRA);

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
3. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 86
Curso de Mergulho Autônomo
dos cilindros utilizados em aula;
4. Agradecer a participação de todos e anunciar próxima aula
PEQUENOS DESLOCAMENTOS; SUBIDA LIVRE E
UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTO DEPENDENTE LEVE DE
MERGULHO - NARGUILÊ.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 1 87


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 2
Exercícios com subida livre
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 4 a 7: UD-05 (04 e 05/05) – EQUIPAMENTO DE MERGULHO


AUTÔNOMO EM AMBIENTE CONTROLADO; Adaptação em
piscina e tanque (3/3); Pequenos deslocamentos (2/2) UD-06
(01/24 e 2/4) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE CONTROLADO;
Subida livre (1/4 e 2/4)

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0m

Tempo Sugerido: 2: 30 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; Planilha de Diagnóstico de


rendimento de aluno (PDRA); Folha Registro de Mergulho
(FRM); gongo metálico, ou sinalizador sonoro, para
comunicação com alunos submersos; equipamento
dependente leve de mergulho – Narguilê; compressor para
carregamento de cilindros; caixa de ferramentas;
equipamentos de mergulho autônomo dos alunos; cabo
solteiro (canga).

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se aos equipamentos de mergulho autônomo e seus


acessórios;
2. Adaptar-se no meio líquido com uso dos equipamentos de mergulho.
3. Adaptar-se a mudanças de pressão com uso de ar comprimido;
4. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos;
5. Manter-se o equilíbrio psicológico em situações de pane em equipamento
quando submerso;

Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 89


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Desenvolver nos alunos, através de treinamento de simulação de pane,
em local controlado, habilidades que lhes possibilitem atuar com equilíbrio
e manter a calma em situações de pane de equipamento, quando
submerso.
2. Desenvolver o aprendizado tão seguro quanto possível, mantendo
condições de controle, dos alunos nas atividades com seus
equipamentos.
3. Garantir a eficiência do aprendizado, através da aplicação da metodologia
de treinamento adequado, e fiscalização da utilização adequada dos
equipamentos individuais pelos alunos.
4. Correlacionar os passos da aula com as instruções teóricas recebidas
anteriormente pelos alunos.

Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 90


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nessas aulas deverão ser utilizados os equipamentos e acessórios


de mergulho autônomo, testados seu funcionamento e eficiência e
os alunos deverão passar por experiências que permitam
desenvolver capacidade de se adaptar ao meio aquático, com
variações de pressão hiperbárica. Deverão ser simuladas situações
de variação de pressão hiperbárica e simulações de pequenas
falhas e panes em equipamentos.
LEITURA Os alunos deverão passar por experiências que possibilitem
MP 2-1 desenvolver atitudes e habilidades para atuar de forma eficiente, em
ambientes abertos ou confinados, agindo com desenvoltura em
emergências subaquáticas, sabendo sanar panes.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se aos equipamentos; e


2. Adaptar-se ao meio líquido com uso dos equipamentos de
mergulho autônomo e respectivos acessórios.
3. Adaptar-se a mudanças de pressão com uso de ar
comprimido;
4. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Os alunos deverão levar seus materiais e equipamentos ao


local de instrução e entrar em forma;
2. Os monitores deverão efetuar a conferência de materiais,
verificando e sanando novidades;
3. Deverão ser conferidos os funcionamentos do compressor de
carregamento de cilindros e do Narguilê, para uso em aula.

Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 91


Curso de Mergulho Autônomo
DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Equipamento de mergulho autônomo em ambiente controlado:


1.1 Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos
deverão se apresentar com seus equipamentos em
condições de uso, na beirada do Tanque de Mergulho e
aguardar determinações.
2. Execução de exercícios de adaptação ao equipamento, sendo:
2.1 Exercício 1 – Equipagem e desequipagem na água, em pé,
em profundidade de 1,5 m: mediante ordem, os alunos
deverão adentrar na água em duplas, para se equipar e
desequipar em pé, na borda do Tanque auxiliando-se os
cangas uns aos outros.
2.2 Exercício 2 – Simulação de pane: na profundidade de 1,5
metro, os alunos deverão repartir o ar (cachimbo) com o
companheiro da dupla (canga), por tempo de 10 minutos;
2.3 Exercício 3 – Simulação de pane: na profundidade de 1,5
metro, os alunos deverão respirar pela mangueira do 2º
estágio, por tempo de 10 minutos;
2.4 Exercício 4 – Simulação de pane: na profundidade de 1,5
metro, os alunos deverão respirar pela saída de ar do registro
do cilindro (chupeta) por tempo de 5 minutos;

2ª Aula:

3. Adaptação em piscina e tanque e subida balão: Montagem de


quatro (4) bases de exercícios com participação dos alunos, e
Leitura execução pelos mesmos, alternando-se seqüencialmente pelas
MP 2-2 bases montadas, com tempo de permanência e 10 minutos em
cada base, sendo:
3.1 Base 1 – Adaptação: alunos deverão treinar manobras de
compensação das vias aéreas, efetuar alagamento e
desalagamento de máscara e em seguida retirar e colocar
máscara, respirando pela válvula reguladora à 1,5 metros de
profundidade, e retornar à superfície exalando ar, em
simulação de técnica denominada de “subida livre”, ou
“subida balão”.
3.2 Base 2 – Simulação de pane: profundidade de 1,5 metro, os
alunos deverão repartir o ar (cachimbo) com o companheiro
da dupla (canga), SEM MÁSCARA;
3.3 Base 3 – Simulação de pane: cada aluno, individualmente
deverá respirar pelo registro de seu cilindro (chupeta);
3.4 Base 4 – Subida Livre: mediante ordem, cada aluno deverá
Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 92
Curso de Mergulho Autônomo
efetuar manobra de imersão em três tempos, descer em
apnéia, efetuando manobra de compensação, à profundidade
de 3,0 metros, compartilhar o ar com um instrutor ou monitor
que estará controlando a situação na profundidade e em
seguida retornar à superfície, efetuando “subida livre”.

3ª Aula:

4. Pequenos deslocamentos:
4.1 Exercício 1: Mediante ordem, as duplas deverão efetuar
percurso de superfície, por período de 10 min, respirando
pelo Snorkel, com mergulho em três tempos, ao passar pela
região do tanque com profundidade de três metros, e
manobras de esgotamento do SK;
4.2 Exercício 2: percurso submerso, por período de 10 min, à
profundidade de 1,5 m, com descidas aos 3,0 m de
profundidade, treinando compensação das vias aéreas e
subida balão.
4.3 Exercício 3 – pista de percurso submerso: os alunos deverão
passar por pequena pista de percurso submerso, com 4
bases, com cilindros de mergulho, na parte do tanque com
profundidade de 1,5 metros;

4.3.1 Em cada base deverão abrir o registro do cilindro,


respirar pela válvula reguladora de demanda de ar (2º
estágio), fechar novamente o registro e seguir para a
próxima base; ao término deverão sair da água e gritar
o seu respectivo nome de guerra,
4.4 O percurso submerso do exercício 2, deverá ser registrado
em Folha Registro de Mergulho (FRM), para posterior
Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 93
Curso de Mergulho Autônomo
lançamento em Livro Registro de Mergulho (LRM), individual
de cada aluno.

4ª Aula:

5. Exercícios de adaptação ao equipamento, autônomo e


dependente leve de mergulho, e exercícios de Subida livre,
sendo:
5.1 Exercício 1 – Exercício de adaptação de subida balão:
mediante ordem, cada aluno deverá descer em apnéia à
profundidade de 6,0 metros e compartilhar o ar com um
instrutor ou monitor que estará controlando a situação; em
seguida deverá subir soltando o ar, em técnica denominada
de “subida balão”.
5.2 Exercício 2 – Cachimbo com uso de Narguilê: na
profundidade de 1,5 metro, as duplas deverão se adaptar ao
uso de Narguilê, respirando pela válvula reguladora de
pressão (segundo estágio do umbilical do Narguilê),
repartindo o ar, SEM MÁSCARA, por período de 20 min, em
grupos, evoluindo de 2 a 5 alunos, podendo-se chegar até o
limite máximo de 8 alunos, para fins de avaliação, do
comportamento psicofísico do aluno em situação se stress.
5.2.1 Deverão permanecer na superfície um auxiliar
monitorando o funcionamento do Narguilê e outro
efetuando carregamento de cilindros;
5.2.2 Registrar o mergulho do exercício 2 em FRM, para
posterior lançamento no LRM de cada aluno, com fins
de informações didáticas sobre o aluno;
5.3 Exercício 3 – Simulação de pane em equipamento autônomo:
na profundidade de 1,5 metro, cada aluno deverá respirar
SEM MÁSCARA, pelo registro do seu respectivo cilindro, por
período de 10 minutos;

6. Para liberação, os equipamentos de mergulho autônomo dos


alunos deverão ser deixados no fundo do tanque, na
profundidade de 3,0 metros:
6.1 Exercício de liberação: cada aluno deverá mergulhar com
equipamento básico de mergulho livre, efetuando manobra
de mergulho em três tempos; submergir à 3,0 de
profundidade metros; se equipar com o seu equipamento
autônomo; retornar à superfície, efetuando subida balão;
efetuar saída da água, equipado, pela borda do tanque –
mediante impulso com pernas e braços, apoiar-se na borda
do tanque, e sentar-se, retirando as nadadeiras; e entrar em
Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 94
Curso de Mergulho Autônomo
forma, para fiscalização e liberação..

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento, e acidentes pessoais ou com materiais e
equipamentos.
2. Medidas preventivas:
a. Nessa fase inicial do curso, qualquer exercício na
profundidade de 6,0 metros deverá ser desenvolvido
na presença de instrutor ou monitor, no fundo do
tanque.

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada capacidade de cada aluno em equalizar a


pressão em relação às vias aéreas e a iniciativa de cada um
em relação aos cuidados na subida livre;
2. Deverá ser avaliada a perfeição na técnica de imersão em
três tempos e na equipagem a 3,0 metros de profundidade;
3. Determinar aos monitores que anotem as dificuldades
individuais de cada participante na Planilha de diagnóstico de
rendimento de aluno (PDRA), na subida livre e na base de
cachimbo entre cangas;
4. Verificar eficiência de cada aluno em se locomover em
percurso submerso, bem como dificuldade em equalizar
pressões das vias aéreas; e
5. Verificar o alcance dos objetivos das aulas, ouvindo as
respostas, e anotando o que for interessante.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais;
3. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula;
4. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS DE ENTRADA NA ÁGUA; PEQUENOS
Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 95
Curso de Mergulho Autônomo
DESLOCAMENTOS; EXERCÍCIOS DE PROCURA e
EXERCÍCIOS COM ATIVIDADES DE SALVATAGEM.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza MA – PA - 2 96


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 3

Trabalhos submersos
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 8 a 11: UD-06 (03/24 a 05/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: 8 e 10 Natação com equipamento autônomo
(1/04 e 2/4); Subida livre - tanque de mergulho (3/4); e UD-08
– EXERCÍCIOS DE PROCURA E ATIVIDADES DE
SALVATAGEM: Procura de objetos c/ cabo submerso (1/10)

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0 m

Tempo Sugerido: 2: 30 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA; compressor para


carregamento de cilindros; narguilê; máscaras vendadas (ou
plástico preto e fita crepe para vendar máscaras); objetos
variados, para exercícios de procura; equipamento individual
de mergulho autônomo; gongo ou sinalizador sonoro
subaquático; caixa de ferramentas; cabo solteiro (canga).

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes conhecimentos que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho;


2. Efetuar entradas na água de diversas formas, conforme situação.
3. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 98


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma em situações de stress, quando submerso.
2. Desenvolver no aluno capacidade de manusear ferramentas e executar
trabalhos submersos
3. Desenvolver criatividade do aluno para solucionar dificuldades em
trabalhos submersos.
4. Garantir a eficiência do aprendizado, através da aplicação da metodologia
de treinamento adequado, e fiscalização da utilização adequada dos
equipamentos individuais pelos alunos.

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 99


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios envolvendo simulação de


perda de máscara, percurso submerso com simulação de água sem
visibilidade e exercícios de entradas na água.
O instrutor deve estar consciente de que os alunos precisam
desenvolver atitudes e habilidades para atuar em ambientes abertos
ou confinados utilizando os equipamentos de forma correta, e agir
com desenvoltura em emergências subaquáticas.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Atuar com calma e se preservar, em caso de perda de


máscara ou defeito em equipamento quando submerso;
2. Adaptar-se ao meio líquido com pouca ou nenhuma
visibilidade.
3. Manusear ferramentas e sanar pequenas panes em
equipamento quando submerso;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
utilização durante a aula.
2. Verificar funcionamento do narguilê, e posicioná-lo de forma a
poder ser utilizado no tanque de mergulho na profundidade de
3,0 metros.
3. Providenciar materiais e equipamentos necessários à
instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

LEITURA
MP 2-1
Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 100
Curso de Mergulho Autônomo

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Entrada em forma e exercício de aquecimento: mediante ordem,


os alunos deverão adentrar à água e em duplas, submergir
efetuando compensação, aos 3,0 metros de profundidade;
equipar-se, auxiliando-se os cangas uns aos outros, e retornar
em seguida, equipados, para a borda do Tanque, na
profundidade de 1,5 m, aguardando, dentro da água, novas
determinações.
2. Natação com equipamento autônomo, com imersão em três
tempos e exercício de Subida Livre (balão):
2.1 Exercício: mediante ordem, as duplas deverão efetuar
percurso de superfície, respirando pelo Snorkel, por período
de 20 min, executando a técnica de imersão em três tempos,
ao passar pela região do tanque com profundidade de 6,0 m;
2.1.1 Cada dupla (canga) ao aproximar-se da profundidade
de 6 metros, deverá, munir-se da válvula, respirar,
executar a técnica de imersão em três tempos, descer
à profundidade de 6m, efetuando compensação das
vias aéreas.
2.1.2 No fundo do tanque, o aluno deve substituir a válvula
por SK, e efetuar subida livre, retirando a válvula
reguladora da boca, segurando-a com a mão direita
próxima à cintura, soltando o ar dos pulmões;
2.1.3 Deverá também ser treinando o condicionamento de
subir com a mão esquerda para cima, protegendo a
cabeça contra possíveis choques com objetos
Leitura flutuantes.
MP 2-2 2.1.4 Terminada a subida balão, efetuar manobra de
esgotamento do snorkel e dar continuidade ao
percurso de superfície.
2.1.5 No fundo do tanque, aos 6,0 m de profundidade,
deverá permanecer um instrutor ou monitor,
fiscalizando a subida balão, efetuando a segurança
dos alunos e pinçando duplas para, durante um
percurso de volta, avaliar a capacidade dos mesmos
em repartir o ar (cachimbo) em equipamento
dependente leve (narguilê), devolvendo-os em seguida
ao grupo, para darem continuidade ao percurso;

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 101


Curso de Mergulho Autônomo

MP 2-2
2ª Aula:
MR 2-1

3. Natação com equipamento autônomo - exercícios de entrada na


água, sendo:
3.1 Exercício 1 – Entrada na água de costas: partindo da posição
sentado, na borda do Tanque, os alunos deverão efetuar uma
série de exercícios de entrada na água, de costas, tomando
devidos cuidados para não perder válvula ou máscara,
quando da entrada na água;
3.2 Exercício 2 – Entrada na água, em pé, partindo da posição
sentado, na borda do Tanque, os alunos deverão efetuar
série de exercícios de entrada na água, em pé, com a técnica
de passo de gigante, tomando devidos cuidados para não
perder válvula ou máscara, quando da entrada na água;
3.3 Exercício 3 – Entrada na água, em pé por salto, com a técnica
de passo de gigante, a partir de uma plataforma elevada;

3ª Aula:

4. Exercícios percurso submerso, com simulação de perda de


máscara e subidas livres:
4.1 Exercício: mediante ordem, as duplas deverão efetuar
MP 2-9 percurso submerso, respirando pela válvula reguladora de
pressão, SEM MÁSCARA, descendo durante o percurso, à
profundidade de 6,0 m, efetuando compensação das vias
aéreas, e em seguida efetuar subida balão, segurando a
válvula reguladora com a mão direita próxima à cintura,
soltando o ar dos pulmões e treinando o condicionamento de
subir com a mão esquerda para cima, protegendo da cabeça
contra possíveis choques com objetos flutuantes.
4.2 No fundo do tanque, aos 6,0 m de profundidade, deverá
permanecer um instrutor ou monitor, fiscalizando a subida
balão, efetuando a segurança dos alunos e pinçando duplas
para, durante um percurso de volta, avaliar a capacidade dos
mesmos em repartir o ar (cachimbo) em equipamento
dependente leve (narguilê), SEM MÁSCARA, devolvendo-os
em seguida ao grupo, para darem continuidade ao percurso;
4.2.1 Registrar o mergulho em FRM, para posterior
lançamento no LRM de cada aluno;

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 102


Curso de Mergulho Autônomo

4ª Aula:

5. Exercícios de procura e atividades de salvatagem – execução de


percurso submerso com equipamento autônomo simulando
situação de emergência e pane em equipamento:
5.1 Exercício 1: mediante ordem, as duplas deverão efetuar
percurso submerso, repartindo o ar, respirando pela válvula
reguladora de pressão, de apenas um equipamento, SEM
MÁSCARA, por período de 20 min, descendo durante o
percurso, à profundidade de 3,0 m, efetuando compensação
das vias aéreas, e em seguida efetuar subida balão,
treinando o condicionamento de segurar a válvula reguladora
com a mão direita próxima à cintura, e subir com a mão
esquerda para cima, protegendo da cabeça.
5.2 Exercício 2: os alunos deverão ser divididos em 02 grupos e
efetuar 2 bases de pesquisa de algum objeto, com máscara
vendada, sendo uma base na profundidade de 1,5 m e a
segunda base, na profundidade de 3,0 m
5.3 Exercício 3 – Montagem de equipamento a 6,0 metros de
profundidade: Mediante ordem os alunos, divididos em 2
colunas, deverão descer com seu equipamento autônomo,
SEM MÁSCARA (máscara no pescoço), na profundidade de
6,0 metros, fechar o registro do cilindro, esgotar válvula;
retirar o Yoke do cavalete, deixar todo o seu equipamento
básico e retornar à superfície d‟água em subida balão (subida
livre); em seguida, novamente mediante ordem as colunas
deverão descer à profundidade, acoplar yoke, abrir registro;
se SEM MÁSCARA equipar com a nadadeira respirando pela
válvula reguladora de pressão, colocar novamente a máscara
no pescoço e retornar à superfície.
5.4 Registrar o mergulho do exercício 1 em FRM, para posterior
lançamento no LRM de cada aluno;

6. Para liberação os alunos deverão concluir, com sucesso,


pequeno circuito submerso a 1,5 metros de profundidade,
composto por 04 bases com yoke desacoplado: o aluno,
equipado com básico, deverá, em cada base, acoplar yoke, abrir
registro, respirar pela válvula, fechar registro, despressurizar
válvula; desacoplar yoke e seguir para a próxima base.
6.1 Cada aluno que concluir pode cuidar de seu equipamento e
ser liberado;
6.2 Alunos que não conseguirem aguardam os demais passarem
Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 103
Curso de Mergulho Autônomo

pelo exercício, para darem continuidade às suas demais


tentativas.
6.3 Para agilizar o sistema podem ser montados dois ou mais
circuitos. Os circuitos podem ser posicionados de forma que
não se confundam os cilindros e se utilizar sentidos de giro
diferente entre eles (horário e anti-horário)
6.4 No circuito, pode-se liberar um próximo aluno quando o que
estiver executando o exercício estiver na penúltima base.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento, e acidente com materiais e equipamentos.
2. Medidas preventivas:
a. Atentar para o item 2.2
b. No exercício constante do item 4.1.3, o aluno deve
subir na plataforma acompanhado de seu parceiro
como segurança, cuidando para que não perca o
equilíbrio ao ficar na borda da plataforma, no momento
do salto.

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 104


Curso de Mergulho Autônomo

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada capacidade de cada aluno em equalizar a


pressão em relação às vias aéreas e a iniciativa de cada um
em relação aos cuidados na subida livre;
2. Deverá ser avaliada a perfeição na técnica de imersão em
três tempos e na equipagem a 6,0 metros de profundidade;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões;
2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais.
3. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula
– EXERCÍCIOS DE PROCURA e ADAPTAÇÃO AO SINO DE
MERGULHO.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual do
instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de instrutor de
Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza MA - PA – 3 105


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 4

Exercícios de procura de objetos


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 12 a 15: UD-06 (06/24 e 07/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: Natação com equipamento autônomo (3/4);
Subida livre - tanque de mergulho (4/4); UD-08 –
EXERCÍCIOS DE PROCURA E ATIVIDADES DE
SALVATAGEM (2/20 e 3/20): Procura de objetos com cabo
submerso (2/10 e 3/10);

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0 m

Tempo Sugerido: 3: 20 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA; FRM; compressor


para carregamento de cilindros; equipamento dependente
leve - Narguilê; sino de mergulho; máscaras vendadas;
equipamento individual de mergulho autônomo; gongo ou
sinalizador sonoro subaquático; caixa de ferramentas; cabos
de nylon (02 de 5 metros e 02 de 10 metros); 01 poita
pesada; bóia de sinalização; cabo solteiro (canga).

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes conhecimentos que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho;


2. Efetuar entradas na água de diversas formas, conforme situação.
3. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos

Gerson Cosme de Souza PA – 4 107


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma em situações de stress, quando submerso.
2. Desenvolver no aluno capacidade de manusear ferramentas e executar
trabalhos submersos
3. Desenvolver criatividade do aluno para solucionar dificuldades em
trabalhos submersos.
4. Garantir a eficiência do aprendizado, através da aplicação da metodologia
de treinamento adequado, e fiscalização da utilização adequada dos
equipamentos individuais pelos alunos.

Gerson Cosme de Souza PA – 4 108


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula da mesma forma que a aula anterior, serão


desenvolvidos exercícios envolvendo simulação de perda de
máscara, percurso submerso com simulação de água sem
visibilidade e entradas na água acrescidos de adaptação a novo
sistema de equipamento: sino de mergulho.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão adquirir
resistência física para executar percursos de superfície, equipados
com equipamento autônomo, e passar por experiências que
possibilitem desenvolver atitudes e habilidades para atuar em
trabalhos subaquáticos, com utilização de ferramentas.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Atuar com calma e se preservar, em caso de perda de


máscara ou defeito em equipamento quando submerso;
2. Adaptar-se ao meio líquido com pouca ou nenhuma
visibilidade.
1. Manusear ferramentas e sanar pequenas panes em
equipamento quando submerso;
2. Adaptar-se ao sino de mergulho;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


cilindros e do Narguilê, e colocá-los à disposição para
funcionamento e utilização durante a aula.
2. Providenciar materiais e equipamentos necessários à
instrução, para o local onde será desenvolvida a aula.

LEITURA
MP 2-1
Gerson Cosme de Souza PA – 4 109
Curso de Mergulho Autônomo

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos deverão


adentrar da água, na borda do tanque com profundidade de 1,5
metros, munidos de seus equipamentos de mergulho autônomo e
aguardar determinações dentro da água.
2. Exercício de equipagem na profundidade de 6,0 metros, com
subida livre:
2.1 Exercício 1 – equipagem na profundidade de 6,0 metros:
mediante ordem, os alunos, formados em duas colunas
deverão descer dois a dois, com seus equipamentos de
mergulho autônomo deixando-os na profundidade de 6,0
metros, e retornar à superfície, efetuando subida livre; em
seguida, novamente mediante ordem as colunas deverão
efetuar imersão em três tempos, descer à profundidade se
equipar, e voltar à superfície respirando normalmente pela
válvula reguladora de pressão;
2.2 Exercício 2 – Montagem de equipamento a 6,0 metros de
profundidade: Mediante ordem os alunos, divididos em 4
colunas, deverão descer com seu equipamento autônomo,
SEM MÁSCARA (máscara no pescoço), na profundidade de
6,0 metros, fechar o registro do cilindro, esgotar válvula;
retirar o Yoke do cavalete, deixar todo o seu equipamento
básico e retornar à superfície d‟água em subida balão (subida
livre); em seguida, novamente mediante ordem as colunas
deverão descer à profundidade, acoplar yoke, abrir registro;
Leitura se SEM MÁSCARA equipar com a nadadeira respirando pela
MP 2-2 válvula reguladora de pressão, colocar novamente a máscara
no pescoço e retornar à superfície, permanecendo na borda
do tanque, fora da água, para novas determinações.
3. Natação com equipamento autônomo iniciando exercício com
entrada na água, sendo:
3.1 Exercício 1 – Entrada na água de costas: partindo da posição
sentado, na borda do Tanque: os alunos deverão efetuar
entrada na água, de costas, tomando devidos cuidados para
não perder válvula ou máscara, quando da entrada na água,
e se posicionar de pé na borda do tanque, a 1,50 metro de
profundidade, para o próximo exercício;
3.2 Exercício 2 - Natação com equipamento autônomo: mediante
ordem, as duplas deverão efetuar percurso de superfície,
Gerson Cosme de Souza PA – 4 110
Curso de Mergulho Autônomo
respirando pelo Snorkel, por período de 20 min, executando a
MP 2-2 técnica de imersão em três tempos;

MR 2-1
2ª Aula:

4. Exercício de procura e atividades de salvatagem – percurso


submerso, com simulação de perda de máscara e pane em
equipamento:
4.1 Exercício1 – percurso submerso e adaptação em sino de
mergulho: mediante ordem, as duplas deverão efetuar
percurso submerso, SEM MÁSCARA, respirando por apenas
uma válvula reguladora de pressão por dupla, repartindo o ar
com o companheiro, por período de 20 min, descendo
durante o percurso, à profundidade de 6,0 m, efetuando
compensação das vias aéreas, e em seguida efetuar subida
livre, segurando a válvula reguladora com a mão direita
próxima à cintura, soltando o ar dos pulmões e treinando o
condicionamento de subir com a mão esquerda para cima,
protegendo da cabeça contra possíveis choques com objetos
flutuantes.
4.2 No fundo do tanque, aos 6,0 m de profundidade, deverá
permanecer um instrutor ou monitor, pinçando duplas para,
durante um percurso de volta, avaliar a capacidade dos
mesmos em respirar em sino de mergulho, alimentados por
umbilical de Narguilê para renovação periódica do ar;
MP 2-9 devolvendo-os em seguida ao grupo, para darem
continuidade ao percurso;

4.3 Registrar o mergulho em FRM, para posterior lançamento no


LRM de cada aluno;
4.4 Exercício 2 – exercício com utilização de sino:
Gerson Cosme de Souza PA – 4 111
Curso de Mergulho Autônomo

3ª e 4ª Aulas:

5. Exercícios de procura e atividades de salvatagem em bases


sendo:

5.1 Base 1: efetuar pesquisa de algum objeto, com máscara


vendada, na profundidade de 1,5 m com utilização da técnica
de pesquisa semi circular;
5.2 Base 2: efetuar pesquisa de algum objeto, com máscara
vendada, na profundidade de 3,0 metros, com utilização da
técnica de pesquisa de varredura em linha reta;
5.3 Base 3: Montar estrutura da base e efetuar pesquisa de algum
objeto, com máscara vendada, na profundidade de 6,0
metros, com utilização da técnica de pesquisa de varredura
circular;
5.4 Base 4 – Exercícios em sino, com montagem piper e de
tabuleiro de pinos: Na base do sino de mergulho os alunos
deverão efetuar montagem e desmontagem de tabuleiro de
pinos e montagem e desmontagem de piper;
5.5 Base 5 – Apoio de superfície – compressor de o
carregamento de cilindros: duplas que concluírem todos os
exercícios se deslocam para a base 5, recolhendo cilindros
Gerson Cosme de Souza PA – 4 112
Curso de Mergulho Autônomo
de mergulho vazios, e providenciando carregamento dos
mesmos;
5.6 Base 6 - Apoio de superfície – registros de mergulhos: os
alunos que forem sendo substituídos na base deverão ser
distribuídos pelas demais bases; em cada base deverá ficar
um aluno efetuando registro em FRM dos tempos de
mergulho dos alunos que executam a respectiva base;
5.6.1 Na base 4 deverá haver um aluno acumulando as
funções de carta e de operador de narguilê; após cada
passagem de aluno pelo sino, o ar deverá ser renovado,
abrindo-se o registro do narguilê por tempo aproximado
de uns 5 minutos;
5.6.1.1 A renovação de ar também pode ser efetuada
com a abertura de registro de um cilindro,
provocando grande vazamento de ar dento do
sino; a abertura brusca do ar do registro do
cilindro provocará uma renovação do ar
viciado do sino.
5.6.2 Os registros efetuados em FRM, sobre os exercícios do
dia, deverão ser posteriormente lançados no LRM de
cada aluno, para fins de futuras consultas profissionais;

6. Para liberação os alunos deverão concluir, com sucesso,


pequeno circuito submerso a 1,5 metros de profundidade,
composto por 04 bases com cilindros sem válvulas: o aluno,
equipado com básico, deverá, em cada base, abrir registro,
respirar pela saída de ar (chupeta), fechar registro, e seguir para
a próxima base.

6.1 Com exceção dos 10 últimos alunos, cada aluno que concluir
Gerson Cosme de Souza PA – 4 113
Curso de Mergulho Autônomo
o exercício poderá cuidar de seu equipamento e ser liberado;
6.1.1 Os últimos 10 alunos deverão permanecer até o final,
para efetuar desmontagem do sistema e
acondicionamento de materiais;
6.2 Alunos que não conseguirem executar com sucesso todas as
bases na primeira tentativa deverão aguardar os demais
passarem pelo exercício, para então darem continuidade às
suas demais tentativas.
6.3 Para agilizar o sistema, podem ser montados dois ou mais
circuitos, posicionados de forma que não se confundam os
cilindros, e se utilizar sentidos de giro diferente entre eles
(horário e anti-horário)
6.4 No circuito, pode-se liberar um próximo aluno quando aquele
que estiver executando o exercício estiver na penúltima base.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento, e acidente com materiais e equipamentos.
2. Medidas preventivas:
a. Atentar para o número de instrutores presentes para
cada grupo de 10 alunos
b. Corrigir exercícios e comentar sobre possíveis falhas,
preparando alunos para as atividades vindouras em
ambiente externo.
c. Durante o desenvolvimento dos exercícios na
profundidade de 6,0 metros, deverá haver um monitor
na água fiscalizando o aluno e efetuando a segurança
do mesmo.

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
2. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de pesquisa subaquática;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na adaptação
ao sino e na realização dos exercícios.

Gerson Cosme de Souza PA – 4 114


Curso de Mergulho Autônomo

ENCERRAMENTO

4. Comentários e sugestões;
1. Desmontagem de sistemas pelos alunos, limpeza e
acondicionamento dos materiais coletivos e individuais.
2. Determinar às duplas escolhidas, a continuidade de
carregamento dos cilindros utilizados em aula.
3. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
MONTAGENS DE OPERAÇÕES DE RESGATE COM
MANUSEIO DE FERRAMENTAS, TRABALHOS
SUBMERSOS E FLUTUAÇÃO DE OBJETOS.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 4 115


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 5

Trabalhos submersos e flutuação


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 16 a 19: UD-06 (08/24 a 11/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: Natação com equipamento autônomo (4/4);
Montagem de pinos, trabalho de flutuação de objetos (1/4); e
Pista com obstáculos submersos (1/8 e 2/8);

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0 m

Tempo Sugerido: 3: 20 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA; FRM; compressor


para carregamento de cilindros; equipamento dependente
leve de mergulho – Narguilê; sino de mergulho máscaras
vendadas; equipamento individual de mergulho autônomo;
gongo ou sinalizador sonoro subaquático; caixa de
ferramentas; cabos de nylon; poitas pesadas; bóia de
sinalização; cabo solteiro (canga); plástico preto, e fita crepe,
para vedação de todas as máscaras dos alunos; e
equipamentos de mergulho com simulações de pane (válvula
sem diafragma; cilindro sem oring, e válvula desregulada –
pesada).

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes conhecimentos que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho;


2. Atuar em ambientes diversificados, com pouca ou nenhuma visibilidade;
3. Efetuar trabalhos de flutuação de objetos;
4. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos;

Gerson Cosme de Souza PA – 5 117


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Preparar alunos para o teste de Tanque e para as instruções em
ambiente externo que se encontram próximas a ocorrer;
2. Capacitar o aluno para atuar de forma segura em trabalhos submersos no
ambiente externo;
3. Desenvolver no aluno capacidade de manusear ferramentas e executar
trabalhos submersos diversificados;
4. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma se for envolvido em situações de stress,
quando submerso.
5. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo
ao planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA – 5 118


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios envolvendo uso de


ferramentas; operações de flutuação de objetos e simulações em
equipamentos.
Nessa aula os alunos deverão passar por exercícios com objetivo de
testar seu equilíbrio psicofísico para executar, trabalhos submersos
em ambientes com pouca ou nenhuma visibilidade, e passar por
experiências que possibilitem desenvolver atitudes e habilidades
para atuar com equilíbrio nas avaliações que irão se iniciar, para o
teste de Tanque, e para as próximas instruções, em trabalhos
subaquáticos em ambiente externo – represa, com utilização de
ferramentas.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho, e


atuar de forma segura nos próximos trabalhos submersos
em ambiente externo;
2. Efetuar trabalhos de flutuação de objetos.
3. Sanar pequenas panes em equipamento quando
submersos;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
utilização durante a aula.
2. Verificar funcionamento do narguilê, e posicioná-lo de forma a
poder ser utilizado no tanque de mergulho nas profundidades
de 3,0 e de 6,0 metros.
3. Providenciar plástico preto, e fita crepe, para vedação de
todas as máscaras dos alunos;
LEITURA 4. Providenciar materiais e equipamentos necessários à
MP 2-1 instrução, conforme relação de materiais existente.
Gerson Cosme de Souza PA – 5 119
Curso de Mergulho Autônomo
5. Colocar previamente todos os equipamentos dos alunos no
fundo do Tanque, desmontados, na profundidade de 6,0
metros, para o primeiro exercício do começo das aulas.

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos deverão


entrar em forma, na borda do tanque, sem os seus equipamentos
de mergulho autônomo que deverão estar desmontados no fundo
do tanque, e aguardar determinações.
2. Exercício de equipagem na profundidade de 6,0 metros:
mediante ordem, os alunos SEM EQUIPAMENTO, deverão
descer em apnéia à profundidade de 6,0 metros, procurar seus
respectivos equipamentos de mergulho autônomo entre os
diversos equipamentos que lá estiverem, providenciar montagem;
se equipar na profundidade, e voltar à superfície, esgotando
máscara e SK, e efetuando subida livre.
3. Exercício de entrada na água, e natação com equipamento
autônomo:
3.1 Exercício 1 – Entrada na água em pé: partindo da posição em
pé, na borda do Tanque, os alunos deverão efetuar entrada
na água, em pé, pelo método do “passo de gigante”, tomando
devidos cuidados para não perder válvula ou máscara,
quando da entrada na água, e se posicionar de pé na borda
do tanque, com 1,50 metro de profundidade;
3.2 Exercício 2 - competição entre colunas de percurso submerso
sem máscara: as duplas deverão ser divididas em 2 colunas
e mediante sinal, iniciar competição de percurso submerso
Leitura sem máscara – ida e volta no Tanque, passando pelas
MP 2-2 profundidades de 6,0 metros e 3,0 metros, devendo levar e
trazer um determinado objeto, fornecido pelo instrutor ou
monitor; a coluna vencedora estará liberada do exercício 3, e
receberá como missão, a montagem valendo conceito para
nota, do sistema do exercício seguinte, da “Pista com
obstáculos submersos”;
3.3 Exercício 3 - Natação com equipamento autônomo: mediante
ordem, as duplas perdedoras da competição do exercício
anterior, deverão efetuar percurso de superfície, respirando
pelo Snorkel, por período de 10 min, executando a técnica de
imersão em três tempos, enquanto a equipe vencedora
monta sistema de percurso submerso, do próximo exercício;

Gerson Cosme de Souza PA – 5 120


Curso de Mergulho Autônomo

MP 2-2
2ª Aula:
MR 2-1

4. Pista com obstáculos submersos e exercícios em bases, sendo:


4.1 Exercício 1: Montagem e execução de sistema para percurso
submerso:
4.1.1 Os alunos vencedores da competição entre colunas de
percurso submerso sem máscara deverão montar um
sistema de cabos submersos, contando até três pontos
de conceitos, para nota da primeira ou da segunda VC
(nota máxima da VC = 100 pontos), devendo ser
considerados como parâmetros a perfeição da montagem
quanto à firmeza dos cabos (1 ponto) e o acerto na
elaboração de nós de amarração ( até 2 pontos),
conforme esquema abaixo:

MP 2-9

4.1.2 Percurso submerso sem máscara: após montado o


sistema, todos os alunos deverão efetuar deslocamento
de mergulho, em fileira de duas colunas, SEM
MÁSCARA, EFETUANDO CACHIMBO com o

Gerson Cosme de Souza PA – 5 121


Curso de Mergulho Autônomo
companheiro, por tempo de 10 minutos. Deverão, iniciar
o percurso pela borda de 1,5 metros, alcançar o sistema
de cabos submersos; mantendo o cabo como guia,
sempre à sua direita; a dupla deverá passar pela borda
de 3,0 metros, descendo pelo cabo submerso até a
profundidade de 6,0 metros, e ascender à superfície,
efetuando subida balão, quando chegar na segunda
poita; a partir daí, deverão seguir mergulhando pelas
bordas do tanque, até chegar no ponto de origem;
4.2 Exercício 2: Percurso submerso COM MÁSCARA VEDADA:
os alunos deverão ter suas máscaras vendadas com plástico
preto e fita crepe, e efetuar, cachimbando com o canga, em
fileira de duas colunas, o mesmo percurso submerso que foi
efetuado anteriormente, por tempo de 10 minutos;
4.3 Exercício 3: Exercício de comunicação por toques no cabo:
os alunos deverão ser distribuídos por duplas (cangas) ao
longo das bordas do Tanque, sendo que um deles deverá
permanecer na borda, e o outro deverá descer ao fundo do
tanque, com máscara vendada com plástico preto e fita
crepe. O aluno na borda do tanque desempenhará papel de
guia, e se comunicará por toque no cabo com o mergulhador
na profundidade, onde o mesmo deverá ser guiado por sinais
até algum objeto que um monitor ou instrutor posicionar no
fundo do Tanque. Ao término, trocam-se as funções.
4.4 Registrar os mergulhos em FRM, para posterior lançamento
no LRM de cada aluno;

3ª e 4ª Aulas:

5. Trabalhos diversos em bases sendo:


5.1 Base 1 – Elaboração de nó, efetuando cachimbo em
Narguilê, com máscara vendada: Alunos COM MÁSCARA
VENDADA, na profundidade de 3,0 metros deverão efetuar
em duplas, cachimbo, respirando pela válvula do narguilê e
elaborar nó de fácil soltura e nó lais de guia (bases 1a e 1b),
em algum ponto fixo (pode ser em alça de poita);
5.2 Base 2: Situações de dificuldade e simulações de pane em
equipamento: Na profundidade de 1,5 metros, os alunos
deverão passar por situações de panes em equipamentos,
SEM MÁSCARA, sendo: base 2a = válvula sem diafragma;
base 2b = cilindro sem oring; base 2c = válvula desregulada –
pesada; e base 2d = válvula reguladora vazando ar pela
mangueira - cortada.
Gerson Cosme de Souza PA – 5 122
Curso de Mergulho Autônomo
5.3 Base 3 – Flutuação de objeto: Na profundidade de 6,0
metros, respirando pela válvula reguladora de ar, repartindo o
ar, SEM MÁSCARA, cada dupla deverá amarrar bombona
em objeto (pode ser poita pesada) com nó de fácil soltura;
encher a bombona de ar, provocando a flutuação do objeto e
transportar o sistema até a borda do tanque;
5.4 Base 4 – Apoio de superfície – operação de Narguilê e
registro de mergulho: canga que terminar a base 3, assume
controle e operação de Narguilê, até receber determinação
para ser substituída;
5.5 Base 5 – Apoio de superfície – carregamento de cilindros:
demais equipes sem função deverão ser encarregadas de
desmontar o sistema montado para o percurso submerso,
recolher e efetuar carregamento dos cilindros esvaziados
durante a aula.

6. Os registros dos mergulhos do exercício de flutuação, anotados


pelos alunos em FRM, deverão ser lançados posteriormente no
LRM de cada aluno, para futuras consultas, com fins
profissionais;

Gerson Cosme de Souza PA – 5 123


Curso de Mergulho Autônomo

7. Para liberação os alunos deverão concluir, com sucesso,


pequeno circuito submerso nas profundidades de 1,5 e 6,0
metros, composto por 05 bases com yoke desacoplado;
7.1 O aluno, deverá equipar-se com uma peça do equipamento
básico, em cada base; deverá acoplar yoke, abrir registro,
respirar pela válvula, se equipar com a peça que estiver na
base, fechar registro, despressurizar válvula; desacoplar yoke
e seguir para a próxima base.
7.2 As bases serão respectivamente: base1 = colocar cinto; base
2 = colocar a primeira nadadeira; base 3 = segunda
nadadeira, base 4 = máscara facial; 5 = apenas acoplar e
desacoplar yoke, e subida balão.

7.3 Para agilizar o sistema podem ser montados dois ou mais


circuitos. Os circuitos podem ser posicionados de forma que
não se confundam os cilindros e se utilizar sentidos de giro
diferente entre eles (horário e anti-horário)
7.4 No circuito, pode-se liberar um próximo aluno quando o que
estiver executando o exercício estiver na penúltima base.
7.5 Cada aluno que concluir pode cuidar de seu equipamento e
ser liberado;
7.6 Alunos que não conseguirem, aguardam os demais
passarem pelo exercício, para darem continuidade às suas
demais tentativas.
7.7 Os últimos 10 alunos deverão permanecer até o final, para
efetuar desmontagem do sistema e acondicionamento de
Gerson Cosme de Souza PA – 5 124
Curso de Mergulho Autônomo
materiais.

8. A canga que constar em escala deverá, após os exercícios, se


responsabilizar pela agilização do carregamento de cilindros que
foram utilizados em aula.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento, e acidente com materiais e equipamentos.
2. Medidas preventivas:
a. Atentar para o número de instrutores presentes para
cada grupo de 10 alunos
b. Corrigir exercícios e comentar sobre possíveis falhas,
preparando alunos para as atividades vindouras em
ambiente externo.

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
2. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de pesquisa subaquática;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.
4. Exercícios desenvolvidos por alunos na profundidade de 6,0
metros, deverão ser acompanhados por monitor na água
fiscalizando e efetuando a segurança.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões;
2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais.
3. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula.
4. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
AULAS DE PISTA COM OBSTÁCULOS e MONTAGENS DE
OPERAÇÕES DE RESGATE.
Gerson Cosme de Souza PA – 5 125
Curso de Mergulho Autônomo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 5 126


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 6

Montagens de operações de resgate


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 20 a 23: UD-06 (12/24 e 13/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: Pista com obstáculos submersos (3/8 e 4/8);
e UD-08 (04/20 e 05/20) EXERCÍCIOS DE PROCURA E
ATIVIDADES DE SALVATAGEM: Montagens de operações de
resgate com manuseio de ferramentas (1/10 e 2/10)

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0 m

Tempo Sugerido: 3: 20 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA; FRM; compressor


para carregamento de cilindros; equipamento dependente
leve de mergulho – Narguilê; sino de mergulho; equipamento
individual de mergulho autônomo; gongo ou sinalizador
sonoro subaquático; caixa de ferramentas; cabos de nylon;
poitas pesadas; cabo solteiro (canga); e equipamentos de
mergulho com simulações de pane (válvula sem diafragma;
cilindro sem oring, válvula desregulada – pesada, mangueira
sem a válvula reguladora de pressão do segundo estágio ).

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes conhecimentos que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho;


2. Atuar em ambientes diversificados, com pouca ou nenhuma visibilidade;
3. Efetuar trabalhos de flutuação de objetos;
4. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos;

Gerson Cosme de Souza PA – 6 128


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

1. O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


2. Preparar alunos para as próximas instruções em ambiente extrerno e para
o teste de Tanque da aula seguinte;
3. Capacitar o aluno para atuar de forma segura em trabalhos submersos no
ambiente externo;
4. Desenvolver no aluno capacidade de manusear ferramentas e executar
trabalhos submersos diversificados;
5. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma se for envolvido em situações de stress,
quando submerso.
6. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo
ao planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA – 6 129


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios de pistas com obstáculos


e exercícios envolvendo uso de ferramentas; operações de flutuação
de objetos e simulações em equipamentos.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão desenvolver
equilíbrio psicofísico para executar, trabalhos submersos em
ambientes com pouca ou nenhuma visibilidade, e passar por
experiências que possibilitem desenvolver atitudes e habilidades
para atuar com equilíbrio na avaliação de teste de Tanque, na aula
seguinte, e nas próximas instruções, em trabalhos subaquáticos em
ambiente externo – represa, com utilização de ferramentas.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho, e


atuar de forma segura nos próximos trabalhos submersos
em ambiente externo;
2. Efetuar trabalhos de flutuação de objetos.
3. Sanar pequenas panes em equipamento quando
submersos;
4. Estar devidamente preparado para a avaliação de teste de
Tanque.

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento


de cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
utilização durante a aula.
2. Verificar funcionamento do equipamento dependente leve
de mergulho – Narguilê, e do sino de mergulho; posicioná-
los de forma a poderem ser utilizados no tanque de
LEITURA mergulho nas profundidades de 3,0 e 6,0 metros.
MP 2-1 3. Providenciar plástico preto, e fita crepe, para vedação de
Gerson Cosme de Souza PA – 6 130
Curso de Mergulho Autônomo
todas as máscaras dos alunos;
4. Providenciar materiais e equipamentos necessários à
instrução, conforme relação de materiais existente.
5. Colocar previamente todos os equipamentos dos alunos no
fundo do Tanque, desmontados, na profundidade de 6,0
metros, para o primeiro exercício do começo das aulas.

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos deverão


entrar em forma, na borda do tanque, sem os seus equipamentos
de mergulho autônomo que deverão estar desmontados no fundo
do tanque, e aguardar determinações.
2. Exercício de equipagem na profundidade de 6,0 metros:
mediante ordem, os alunos SEM EQUIPAMENTO, deverão
descer em apnéia à profundidade de 6,0 metros, procurar seus
respectivos equipamentos de mergulho autônomo entre os
diversos equipamentos que lá estiverem, providenciar montagem;
se equipar na profundidade, e voltar à superfície, esgotando
máscara e SK, e efetuando subida livre.
3. Pista com obstáculos submersos e exercícios em bases, e
montagens de operações de resgate com manuseio de
ferramentas, sendo:
3.1 Exercício 1 – Circuito com obstáculos na profundidade de 1,5
metros: partindo da posição em pé, fora da água, na borda do
Tanque, sem equipamento de mergulho livre (que deverá estar
espalhado entre as bases); os alunos deverão efetuar entrada
na água, em pé, pelo método do “passo de gigante”, na área do
Leitura tanque com profundidade mínima de 3,0 metros, e efetuar
MP 2-2 deslocamento até a base 1, para iniciar circuito de equipagem; o
aluno deverá respirar em todas as bases pelo registro do
cilindro (chupeta em torneira), e executar tarefas simples,
sendo:
3.1.1 Base 1 = colocar cinto lastreado, com respirações no
registro do cilindro, e seguir para base 2;
3.1.2 Base 2 = Colocar uma das nadadeiras com opção de
respirar pelo registro do cilindro, e seguir para 3;
3.1.3 Base 3 = Colocar a segunda nadadeira, respirar pelo
registro do cilindro, e seguir para 4;
3.1.4 Base 4 = Colocar máscara, com opção de respirar pelo
registro do cilindro, esgotar máscara e SK e subir à superficie,
gritando o número de sua canga
Gerson Cosme de Souza PA – 6 131
Curso de Mergulho Autônomo
3.1.4.1 Obs1: deixar na base 4 um cilindro sem oring e
MP 2-2 uma válvula normal, sem diafragma, para testar a
iniciativa e a decisão de aluno, visto que a orientação
MR 2-1 é dada para efetuar todas as bases efetuando
chupeta – respirar pelo registro

MP 2-9
3.1.4.2 Obs 2: para se agilizar o tempo da aula, toda vez
que um aluno passar pela base 3, deverá ser liberado
mais um aluno para iniciar circuito;

2ª Aula:

3.2 Exercício 2 - Circuito com obstáculos nas profundidades de


3,0 e 6,0 metros SEM MÁSCARA: mediante ordem efetuar
mergulho em três tempos descendo à profundidade de três
metros, e equipado com material de mergulho livre, SEM
MÁSCARA, efetuar circuito com obstáculos, em quatro bases,
sendo:
3.2.1 Base 1 = respirar em válvula normal de narguilê,
elaborar nó volta do fiel, desfazer o nó, e seguir à base 2;
3.2.2 Base 2 = Colocar máscara, abrir registro, respirar em
Gerson Cosme de Souza PA – 6 132
Curso de Mergulho Autônomo
válvula desregulada – pesada; elaborar nó volta lais de guia,
desfazer o nó, fechar novamente o cilindro, e seguir para
base 3;
3.2.3 Base 3 = Colocar yoke no cavalete do cilindro, abrir
registro, respirar por mangueira sem a válvula reguladora de
pressão do segundo estágio, elaborar nó de fácil soltura,
desfazer o nó, fechar novamente o cilindro, retirar yoke e
seguir para base 4;
3.2.4 Base 4 = Respirar por válvula sem diafragma, consertar
válvula, recolocando o diafragma, respirar para testar válvula,
desmotá-la novamente e seguir para a base 5, efetuando
descida aos 6,0 metros de profundidade
3.2.5 Base 5 – Flange com idas ao sino: o aluno deverá
efetuar montagem e desmontagem de parafusos de flange
com as mãos (sem necessidade de uso de ferramentas), na
altura da cabeça ( flange amarrado ao sino), com idas ao sino
para respirar, conforme achar necessidade; ao término deverá
efetuar subida balão, gritando o número de sua canga ao
chegar à superfície.

3.2.6 O exercício de montagem de flange com utilização de


sini de mergulho deverá ser registrado em FRM com posterior
Gerson Cosme de Souza PA – 6 133
Curso de Mergulho Autônomo
lançamento em LRM de cada aluno; deverá ser computado
como tempo de mergulho o período de tempo total de
execução de todas as bases do exercício.

3ª Aula:

3.3 Exercício 3 - Circuito com obstáculos na profundidade de 6,0


metros: mediante ordem efetuar mergulho em três tempos
descendo à profundidade de três metros, e equipado com
material de mergulho livre, SEM MÁSCARA, efetuar circuito
com obstáculos, em duas bases, sendo:
3.3.1 Base 1 = Respirar SEM MÁSCARA, em válvula normal
de narguilê, ( ou opcionalmente montar yoke em cavalete de
cilindro sem oring), desmontar e montar Flange, utilizando
como ferramentas chaves de boca e sacola para colocação
de parafusos e seguir para base 2
3.3.2 Base 2 = Montar yoke no cavalete, abrir registro, colocar
máscara, respirar pela válvula reguladora, desmontar sistema
e retornar à superfície efetuando subida balão;

4ª Aula:

3.4 Exercício 4 - Circuito com obstáculos nas três profundidades:


mediante ordem efetuar mergulho em três tempos descendo à
profundidade de 1,5 metros, efetuando circuito em 4 bases,
sendo:

3.4.1 Base 1 = colocar cinto lastreado, e nadadeiras, com


respirações no registro do cilindro, e seguir para base 2, na
profundidade de 1,5 metros;
3.4.2 Base 2 = Montar yoke no cavalete, abrir registro
respirar, colocar e esgotar máscara, fechar registro,
desmontar yoke, e seguir para base 3; a três metros de
profundidade
3.4.3 Base 3 = Colocar yoke no cavalete do cilindro, abrir
registro, respirar por válvula normal, elaborar nó de fácil
soltura, desfazer o nó, fechar novamente o cilindro, retirar
yoke e seguir para base 4 nos 6,0 metros de profundidade;
3.4.4 Base 4 = Abrir registro do cilindro, respirar pela válvula
reguladora, equipar-se com autônomo, desequipar-se, fechar
novamente o cilindro, e retornar à superfície efetuando subida
Gerson Cosme de Souza PA – 6 134
Curso de Mergulho Autônomo
balão;

4. Para liberação os alunos deverão repartir o ar por 10 minutos,


sem máscara, em grupos de até 9 alunos, com rodízio de 1
válvula de narguilê e 2 cilindros de mergulho em cada roda de
alunos; cada grupo deverá estar repartindo o ar em fontes de
suprimento de ar: 1 válvula do narguilê e dois cilindros sem
válvula reguladora (chupeta), girando em revezamento entre os
alunos;
5. A canga que constar em escala deverá, após os exercícios, se
responsabilizar pela agilização do carregamento de cilindros que
foram utilizados em aula.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento, e acidente com materiais e equipamentos.
2. Medidas preventivas:
Gerson Cosme de Souza PA – 6 135
Curso de Mergulho Autônomo
a. Atentar para o número de instrutores presentes para
cada grupo de 10 alunos
b. Corrigir exercícios e comentar sobre possíveis falhas,
preparando alunos para as atividades vindouras em
ambiente externo.
c. As atividades desenvolvidas pelos instruendos na
profundidade de 6,0 metros, deverão ser
acompanhadas por um monitor na água fiscalizando o
aluno e efetuando a segurança do mesmo.

AVALIAÇÃO

1. Registrar em PDRA os resultados dos exercícios e comentar


sobre possíveis falhas, preparando alunos para as atividades
vindouras em ambiente externo.
2. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos
exercícios;
3. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de exercícios;
4. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.

ENCERRAMENTO

1. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais


coletivos e individuais.
2. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula.
3. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
– TESTE DE TANQUE.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual do
instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de instrutor de
Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 6 136


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 7

Avaliação - Teste de Tanque


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 24 e 25: UD UD-06 (14/24 e 15/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: Teste de tanque (1/4 e 2/4);

Local: Tanque de mergulho – profundidade de 6,0 m

Tempo Sugerido: 1:40 hora

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA, Folha Registro de


Mergulho, relógio, ou cronômetro, equipamentos individuais de
mergulho autônomo, compressor para carregamento de
cilindros, Narguillê, caixa de 1º socorros, caixa ferramentas;
máscaras vendadas; vendas para os olhos, gongo ou
sinalizador sonoro subaquático;

OBJETIVOS:

Os alunos deverão demonstrar em teste de simulação de emergências,


habilidades de:
1. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos;
2. Agir com habilidade e desenvoltura em operações de mergulho nos
trabalhos submersos, tanto em ambientes abertos como em ambientes
confinados;
3. Atuar de forma segura e com equilíbrio psicológico suficiente para se
salvar em situações de emergências subaquáticas;

Gerson Cosme de Souza PA - 7 138


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve avaliar o perfil físico e psicológico dos alunos, através de teste
submerso, de caráter eliminatório, de forma que se possa:

1. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores que possuam


condições psicofísicas para desempenhar suas missões e sobreviverem a
situações emergenciais, de stress e de perigo;
2. Habilitar num só padrão os mergulhadores que irão executar atividades
subaquáticas, dentro dos moldes de segurança que a atividade requer, em
conformidade com as exigências da NORMAN 15, da DIRETORIA DE
PORTOS E COSTAS da Marinha do Brasil, e especificações da NR 15, do
Ministério do Trabalho;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, com simulações de emergências técnicas em equipamento, e
situações embaraçosas ou dificultosas que um mergulhador poderá encontrar
quando no atendimento de ocorrências de trabalhos submersos.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que apresentar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação às situações
simuladas no teste;
4. Garantir a eficiência do aprendizado.

Gerson Cosme de Souza PA - 7 139


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação serão desenvolvidas atividades de simulações de


emergências de pane em equipamento e situações de visibilidade
nula em água.
O teste deverá ser aplicado de forma objetiva e sem conotação de
brincadeira ou trote, para não se fugir à finalidade de sua aplicação,
e para se obter a eficácia necessária na seleção dos alunos.
O instrutor deve ter em mente que os alunos a partir desse teste,
passarão a participar de instruções em ambientes externos, fora do
ambiente controlado, e deverão demonstrar capacidade para
resolver situações de emergências, panes em equipamentos; e
saber se salvar se for envolvido em alguma situação fora de
controle.

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica no


mergulho dos alunos, quando em simulações de emergências
técnicas em equipamento, e situações embaraçosas ou
dificultosas que poderão encontrar, quando no atendimento de
ocorrências de trabalhos submersos.
2. Determinar o grau de adaptabilidade dos avaliados em
simulações de trabalhos submersos sob situações de stress e de
situações dificultosas ou embaraçosas de mergulho:
3. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores
que possuam condições psicofísicas para desempenhar suas
missões e sobreviverem a situações emergenciais, de stress e de
perigo;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e utilização
durante a aula.
2. Verificar funcionamento do equipamento dependente leve de
mergulho – Narguilê, e posicioná-lo de forma a poder ser
utilizado no tanque de mergulho.
3. Providenciar materiais e equipamentos necessários à instrução,
para o local onde será desenvolvida a aula, conforme relação de
LEITURA materiais.
MP 2-1
Gerson Cosme de Souza PA - 7 140
Curso de Mergulho Autônomo
DESENVOLVIMENTO:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos deverão


entrar em forma, na borda do tanque, munidos de seus
equipamentos de mergulho autônomo para conferência e
recebimento de orientações.
2. Orientações aos alunos sobre a forma de avaliação:
a) Os alunos deverão permanecer em local afastado do Tanque
e somente comparecer para o teste mediante ordem;
b) Os alunos que terminarem o teste deverão aguardar em local
específico, sem manter comunicação com os alunos que
ainda não efetuaram o teste.
c) As primeiras cangas avaliadas trabalharão auxiliando nas
providências relativas ao carregamento de cilindros;
3. O teste de tanque terá duração média entre 10 (dez) e 15
(quinze) minutos, conforme cada necessidade ou situação
específica, não devendo ultrapassar a 20 minutos, sendo que,
em caso de dúvidas o aluno avaliado poderá ser requisitado a
descer novamente para novo teste;
4. O teste de tanque será desenvolvido com base nos assuntos
contidos na “Planilha de Diagnóstico de Rendimento de Aluno”
para Teste de Tanque (PDRA - Teste de Tanque), sem
obrigatoriedade de que seja rigorosamente obedecida a
seqüência de assuntos nela contidos;
4.1 Avaliação 1 - máscara vendada: o aluno deverá passar pelas
seguintes atividades com máscara vendada:
a) Descer com máscara vendada ao local de aplicação do
teste e participar de comunicação subaquática por sinais
de mímica: repartir o ar com monitor, respirar pelo registro
do cilindro, trocar de cilindro, etc;
b) Vendado recuperar a válvula reguladora que lhe é retirada
Leitura acidentalmente... ”.
MP 2-2 c) Detectar e sanar pane que lhe for simulada no
equipamento;
d) Respirar pela válvula de segundo estágio vendado de
cabeça para baixo;
e) Repartir o ar da válvula de segundo estágio com o
avaliador, sendo girado alternadamente entre as posições
de pé e de cabeça para baixo;
f) Respirar pelo registro do cilindro, se ficar na posição de
cabeça para baixo;
4.2 Avaliação 2 – atividades subaquáticas sem máscara: o aluno
deverá permanecer sem máscara e passar pelas seguintes
atividades:
a) Repartir o ar da válvula de segundo estágio com um dos
Gerson Cosme de Souza PA - 7 141
Curso de Mergulho Autônomo
avaliadores, que simulará ser seu canga;
MP 2-2 b) Manter comunicação subaquática com os avaliadores por
sinais de mímica, tratando de assuntos relativos a detalhes
MR 2-1 do equipamento: Equipar e desequipar sem máscara;
colocar/retirar/trocar máscara com avaliador, montar e
desmontar equipamento de mergulho, efetuar cachimbo,
etc;
c) Desacoplar e acoplar o yoque do primeiro estágio em
apnéia e sem máscara;
d) Respirar pelo registro do cilindro sem máscara;
e) Respirar sem máscara, se ficar na posição de cabeça para
baixo em situação simulada de pane do equipamento;

AVALIAÇÃO

1. Deverão ser verificadas durante todo o teste as condições de


controle emocional, do avaliado, seu raciocínio, sua
adaptação ao meio e sua resistência psicofísica, frente às
situações simuladas impostas.
2. Também deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em
relação aos exercícios;
3. A calma, o equilíbrio emocional e o padrão de comportamento
do avaliado serão registrados na PDRA - Teste de Tanque,
conforme modelo em anexo;
4. Deverão ser considerados inaptos os alunos que
demonstrarem ser potencialmente perigosos, por falta de
discernimento na execução dos exercícios, que não
MP 2-9 conseguirem desempenhar com desenvoltura as atividades a
que forem concitados a executar; ou que demonstrarem
visivelmente imaturidade, instabilidade emocional, ou falta de
capacidade de adaptação às situações que forem
submetidos;
5. Também deverão ser considerados inaptos os alunos que,
sem motivo justificado, se recusarem a executar os exercícios
previstos na PDRA, ou de qualquer outro que, pelo nível de
instrução já ministrada, seja possível executar; o aluno nessa
situação deverá ser dispensado, e considerado, pela
Comissão de avaliação, como sem “Pendor Específico” para
continuar as atividades do Curso;
6. Ao término da aplicação dos testes, a Comissão de Avaliação
apresentará as PDRA – Teste de Tanque de cada aluno ao
coordenador do Curso ou estágio, com devidos conceitos e
pareceres das equipes, descrevendo se o avaliado encontra
apto ou inapto a continuar as atividades do Curso;

Gerson Cosme de Souza PA - 7 142


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento, panes em equipamento e acidente com
materiais e equipamentos, cortes, enrosco, ferimentos com
material, pânico ou desestabilização psicológica de aluno
2. Medidas preventivas:
a) O teste de tanque será aplicado somente por comissão de
Oficiais e Praças que possuam curso de instrutor ou de
monitor de Mergulho Autônomo, e será específico para cada
aluno;
b) Durante aplicação do teste, deverão estar presentes no
fundo do tanque: 01 (um) mergulhador em função de
segurança, 03 aplicadores de teste prático, sendo que um
deles assume a função de canga do avaliado, quando
necessário, e 03 observadores avaliadores, podendo um
dos avaliadores acumular a função de segurança;
c) Os instrutores e monitores trabalharão c/ equipamento de
Mergulho Autônomo munido de duas (02) válvulas
reguladoras de demanda de ar, acopladas ao cavalete do
registro do cilindro (octópus), para uso em caso de
emergência, na segurança dos alunos nas atividades de
avaliação subaquáticas
d) Na superfície deverá permanecer pelo menos 01 (um)
auxiliar, em funções de apoio, e o instrutor titular de
Mergulho Autônomo, que deverá cronometrar o tempo e
sinalizar o final, de forma sonora, e será o responsável geral
das atividades, exercendo as funções de homem carta e de
Supervisor de Mergulho;
e) Também na superfície permanecerão um mergulhador
operando e fiscalizando o funcionamento do Narguillê e um
operando o compressor de carregamento de cilindros;
f) Deverá haver revezamento das equipes, para cada grupo
de 05 (cinco) alunos avaliados, visando evitar Stress dos
aplicadores de teste e dos avaliadores, sob pena de
diminuição na eficiência e eficácia das avaliações;
g) Deverá ser efetuada a avaliação individual de 01 (um) aluno
de cada vez, não devendo os alunos executar o teste em
duplas (cangas), pois a falha de um poderia prejudicar a
adequada avaliação do outro
h) Os alunos serão submetidos única e exclusivamente a
simulações de perigo aparente e simulações de Stress, não
podendo haver atitudes de desrespeito, trote ou
brincadeiras com os mesmos;
Gerson Cosme de Souza PA - 7 143
Curso de Mergulho Autônomo
i) Os exercícios em que um dos avaliadores desempenhar
função de canga do avaliado, repartindo o ar com o mesmo,
serão desenvolvidos com o monitor equipado normalmente,
com equipamento autônomo com válvula sobressalente
(octopus), observando o comportamento do aluno e pronto
para agir, em caso de emergência;
j) Todos os avaliadores deverão atuar com equipamento
munido de válvula reserva sobressalente (octopus); com
vistas à segurança do aluno avaliado;
k) Primeiros socorros no local pelos encarregados da
segurança (MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte
pelos meios acima previstos.
3. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Santa Casa do município; e UIS CPI-1 ou HPM,
para casos graves mas não urgentes;
4. VEÍCULOS PARA SOCORRO: vtr TP ou UT ou UR, conforme
gravidade ou não do caso.

ENCERRAMENTO

4. Comentários e sugestões;
5. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais.
6. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula.
7. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula
ATIVIDADE EXTERNA - EXERCÍCIOS EM REPRESA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA - 7 144


Curso de Mergulho Autônomo

PLANILHA DIAGNÓSTICO DE RENDIMENTO DE ALUNO


(PDRA – Teste de Tanque)

Local ______________________________________Data_______

Aluno Avaliado: _________________________________________

ITEM AVALIADO S N OBS


Consegue descer c/ máscara vendada ao local de aplicação do teste?
Possui equilíbrio emocional ao início do teste ?
Vendado consegue entender comunicação subaquática por mímica?
Vendado consegue recuperar a válvula reguladora?
Vendado detecta qual é a pane que lhe é simulada no equipamento?
Mantém a calma ao ser colocado para respirar pela válvula de segundo estágio vendado
de cabeça para baixo?
Consegue manter a calma e o equilíbrio emocional, vendado, ao repartir o ar da válvula
de segundo estágio com o avaliador, sendo girado alternadamente entre as posições de
pé e de cabeça para baixo, com vazamentos de ar, em simulação de pane, em
correnteza,?
Mantém a calma ao ser colocado vendado sozinho para respirar pelo registro do cilindro,
sendo girado alternadamente entre as posições de pé e de cabeça para baixo, com
vazamentos de ar do equipamento?
Mantém a calma quando vendado, respirando de cabeça para baixo, ao ser tocado por
cabo, em simulação de enrosco e pane do equipamento?
Mantém a calma ao ser retirada sua máscara?
Consegue sem máscara repartir o ar da válvula de segundo estágio com o avaliador,
simulando ser seu canga?
Consegue manter comunicação subaquática com os avaliadores?
Na comunicação subaquática demonstra raciocínio lógico às solicitações dos
examinadores em relação a detalhes do equipamento?
Consegue se equipar e desequipar sem máscara?
Consegue manter a calma para desacoplar e acoplar o yoque do primeiro estágio em
apnéia e sem máscara?
Consegue respirar pelo registro do cilindro sem máscara?
Mantém a calma ao ser colocado para respirar de cabeça para baixo sem máscara, em
situação simulada de correnteza e pane do equipamento?
Avaliação do ajustamento no plano emocional
O avaliado manteve o equilíbrio emocional durante todo o teste?
Apresentou visivelmente imaturidade, instabilidade emocional, falta ou incapacidade de
adaptação às situações simuladas?
Quantidades de itens considerados de grau insuficiente para o avaliado no presente teste
Características positivas, do avaliado:
Características do avaliado que necessitam aperfeiçoamento:
Parecer final dos avaliadores: ( ) APTO Inapto para o momento ( )
Assinatura do primeiro avaliador: Nome e função:
Assinatura do segundo avaliador: Nome e função:
Assinatura do terceiro avaliador: Nome e função:

Gerson Cosme de Souza PA - 7 145


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 8
Exercícios em represa
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 26 a 33: UD-07 (1/18 a 4/18) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE ABERTO


- REPRESA : Percurso com Subida balão a 5, 10 e 15 metros
(1/1); Exercícios de pesquisa e flutuação de objetos (1/8 e
2/8); Deslocamentos à superfície d‟água equipado com
autônomo (1/3); UD-08 (06/20 a 9/20) - EXERCÍCIOS DE
PROCURA E ATIVIDADES DE SALVATAGEM; Montagens de
operações de resgate com manuseio de ferramentas (3/10);
Procura de objetos com cabos submerso em dupla, varredura
semi – circular (4/10 a 6/10);

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – represa, com


profundidades de 5,0 m a 15 m;

Tempo Sugerido: 6:30 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas e Folhas Registro de Mergulho (FRM);


equipamentos individuais de mergulho autônomo completo;
02 barcos, sendo 1 inflável e 1 de alumínio, com respectivos
equipamentos (motor de popa, tanque com combustível,
flutuador ou bóia de segurança, par de remos poita leve ou
âncora e cabo, para fundear / atracar embarcação); 04 bóias
ou bombonas plásticas preparadas para trabalhos de
flutuação; 05 poitas pesadas; cabos de 5, 10 e 15 m; cabo de
40 m; cangas; caixa de 1º socorros; caixa de ferramentas;
ração fria (2 lanches por pessoa); copos plásticos; água
potável; lona para acondicionamento de materiais.

Gerson Cosme de Souza PA- 08 147


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos, em atividades externas, sob situações reais, deverão demonstrar


habilidades de:
1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho no ambiente
externo, em águas abrigadas – represa;
2. Planejar sistemas para execução de mergulhos;
3. Montar sistemas planejados para trabalhos subaquáticos
4. Efetuar mergulho utilizando sistema planejado e montado;
5. Efetuar percurso pela superfície da água, equipado;
6. Efetuar trabalhos de pesquisa de objetos utilizando técnicas de procura;
7. Efetuar manobras de embarcar e desembarcar de bote, pela água, quando
equipado;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, em situações reais de mergulho em águas com pouca ou nenhuma
visibilidade.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que apresentar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação às situações
reais;
4. Garantir a eficiência do aprendizado.

Gerson Cosme de Souza PA- 08 148


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios de mergulho em represa


com subida livre; operações de flutuação de objetos operação de
barco a remo e com motor de popa e percursos flutuando na
superfície da água, com equipamento de mergulho autônomo.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão desenvolver
capacidade psicofísica para executar, trabalhos submersos em
ambientes com pouca ou nenhuma visibilidade, e passar por
experiências que possibilitem desenvolver atitudes e habilidades
para atuar com equilíbrio em trabalhos subaquáticos em ambiente
externo – represa, com utilização de ferramentas.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho, e


atuar de forma segura nos trabalhos submersos em
ambiente externo;
2. Planejar infra-estrutura para mergulho e montar sistemas
planejados
3. Efetuar trabalhos de flutuação de objetos.
4. Atuar em ambientes diversificados, com pouca ou nenhuma
visibilidade;
5. Navegar com barco a remo e com motor de popa;
6. Executar percursos de superfície, equipados com
autônomo.

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Antes da preparação de materiais e da saída para o local de


exercícios, os alunos deverão ser reunidos em grupos na
sala de aula, para orientações e exercício de planejamento
da missão.
2. Cada grupo deverá apresentar um esquema em forma de
croquis fictício das bases de exercícios em represa, uma
relação de materiais e um plano de segurança.
3. Os esquemas desenvolvidos deverão ser rapidamente
corrigidos e comentados pelo instrutor; e apresentado o
LEITURA esquema oficial do que será realizado, o plano de
MP 2-1 segurança a ser seguido e a relação oficial dos materiais e
Gerson Cosme de Souza PA- 08 149
Curso de Mergulho Autônomo
equipamentos necessários;
4. Os alunos deverão ser orientados sobre prioridade nos
cuidados com equipamentos coletivos e na montagem dos
sistemas, que devem ter preferência sobre equipamentos e
interesses individuais;
5. Em seguida, os alunos deverão providenciar o
carregamento dos veículos de transporte com os materiais e
equipamentos necessários à instrução, conforme relação de
materiais existente, sob supervisão dos instrutores e
monitores.

DESENVOLVIMENTO:

1. Conferência de materiais, montagem da infra-estrutura terrestre e


entrada em forma,: ao chegarem na represa, os alunos deverão,
estender lona para acondicionar materiais e equipamentos,
colocar barcos devidamente equipados na água e entrar em
forma.
2. Montagem da infra-estrutura aquática de mergulho: os alunos
deverão ser divididos em grupos e, mediante supervisão e
ordem, iniciar montagem dos sistemas de mergulho em bases,
necessários à instrução, sendo:

Leitura
MP 2-2
2.1 Exercício 1 - Montar sistema da base 1: sob orientação de
instrutor ou monitor, os alunos deverão montar sistema de
cabos submersos, para percurso submerso com subidas
balão a 5, 10 e 15 m Prof. A base deverá ser montada pelos
alunos, supervisionados pelos instrutores ou monitores.
2.1.1 A base deverá ser montada a partir de um flutuador, ou
bombona; as poitas devem ser fixadas com alça de nó
boca de lobo; durante a execução dos trabalhos deve
haver na base, um bote de segurança, em apoio ao
exercício, devidamente equipado (com par de remos,
flutuador ou bóia de segurança, motor de popa - desligado
e levantado, e tanque com combustível), com um
Gerson Cosme de Souza PA- 08 150
Curso de Mergulho Autônomo
mergulhador acumulando as funções de segurança e de
MP 2-2 homem carta;
2.2 Exercício 2 – Estruturar sistema da base 2 =: Os alunos
MR 2-1 deverão Separação de materiais na beira da represa para
trabalho submerso de pesquisa de objeto – varredura semi
circular
2.3 Exercício 3 – Atividades submersas e de superfície em
represa: os alunos deverão ser divididos em grupo e efetuar
trabalhos diversos em bases, sendo:
2.3.1 base 1 = Na base 1 montada, efetuar percurso
submerso, com subidas balão a 5, 10 e 15 m Prof.
supervisionados pelos instrutores ou monitores.
2.3.2 base 2 = Pesquisa de objeto – varredura semi circular:
Os alunos deverão efetuar busca subaquática de objeto,
adotando a técnica de pesquisa por varredura semi-
circular.
3. Exercícios de executar demais funções de apoio, na superfície:
os alunos nas base que não estiverem executando trabalhos
submersos devem se organizar para efetuar demais operações
de apoio na superfície, sendo:
3.1 Exercício de função de apoio na base 1: durante a execução
dos trabalhos deve haver na base, um bote de segurança,
em apoio ao exercício, devidamente equipado (com par de
remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de popa -
desligado e levantado, e tanque com combustível), com um
aluno devidamente supervisionado, acumulando as funções
de segurança e de homem carta;
MP 2-9 3.2 Exercício de função de apoio na base 2: Na margem, deve
haver um aluno na função de mergulhador reserva, na função
de segurança e um aluno na função de homem carta,
devidamente supervisionados;
4. Exercícios de subida em barco e quedas n' água de costas;
efetuar prática de remo, e manuseio de motor de popa, sendo:
4.1 Exercício 1: Exercício de remo em barco de alumínio com
subidas no barco e quedas na água: os alunos deverão se
deslocar em percurso de superfície até o bote, localizado
próximo da área de execução dos exercícios de mergulho, e
efetuar treinamentos de subida e queda do barco, e exercício
de navegação a remo - prática de remo; ao termino efetuar
queda n' água de costas e partir para a base do exercício 2;
4.2 Exercício 2: Exercício de motor de popa em bote de
borracha, com subidas no barco e quedas na água: os alunos
deverão se deslocar em percurso de superfície até o bote,
localizado fora da área de execução dos exercícios de
mergulho, e efetuar treinamentos de subida e queda do bote,
Gerson Cosme de Souza PA- 08 151
Curso de Mergulho Autônomo
e exercício de navegação operando motor de popa - prática
de motor de popa; ao término efetuar queda n' água de
costas, retornando para a margem da represa, para
execução do próximo exercício;
5. Exercício geral de percurso de superfície:
5.1 Exercício: Terminadas as bases anteriores, os alunos
deverão ser reunidos e, mediante ordem, executar, sob
comando e fiscalização, percurso de natação equipada, por
período de 20 minutos de ida, com 10 minutos de descanso,
por 20 minutos de regresso.

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Vtr TP ou UT, CA para


deslocamentos e barcos de alumínio e inflável, no local, em
água;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: acidentes de trânsito
durante o percurso; barotraumas, panes em equipamento
(equipe de segurança), afogamentos, apagamento, cãibras,
cortes, enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos
prováveis
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de
mergulho, Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Atentar para o número de instrutores presentes para cada
grupo de 10 alunos
b. As bases ou exercícios deverão ser executadas sob
supervisão de um instrutor ou monitor, na função de
supervisor de mergulho o qual fiscalizará e orientará as
atividades de apoio de superfície executadas pelos alunos.
c. Instrutores e monitores em função de segurança
subaquática trabalharão c/ equipamento de Mergulho
Autônomo munido de duas (02) válvulas reguladoras de
demanda de ar, acopladas ao cavalete do registro do
cilindro (octópus), para uso em caso de emergência;
d. Cada grupo de alunos que efetuar percurso submerso na
base 1 será acompanhado por um instrutor ou monitor que
fiscalizará as atividades e efetuará a segurança dos
Gerson Cosme de Souza PA- 08 152
Curso de Mergulho Autônomo
mesmos;
e. Na base 1, em embarcação com motor de popa desligado,
movido por remo, uma dupla de alunos deverá registrar os
mergulhos efetuados e acompanhar as bolhas de ar,
atentando para possíveis solicitações de apoio; enquanto
um aluno exerce as funções de segurança o outro executa
as funções de homem carta; na margem o supervisor de
mergulho deverá supervisionar as atividades.
f. Também na base 1, pela superfície d 'água, uma equipe de
segurança em barco inflável com motor de popa desligado,
movimentado por remo, acompanhará o percurso
submerso (observar bolhas de ar) preparada para
emergência
g. O exercício de motor de popa será efetuado fora da área
dos exercícios com mergulhadores submersos e nas
quedas n‟ água o motor de popa deverá estar desligado e
levantado..
h. O exercício geral de percurso de superfície será efetuado
com todos os alunos agrupados por dupla encangada, em
coluna de 2 e acompanhados de perto por equipe de
segurança composta por instrutores ou monitores que se
revezarão, ficando parte em barcos e parte por água,
sendo utilizados 02 Barcos (um no começo do grupo e um
de “ Serra Fila”)
i. No exercício geral de percurso de superfície os alunos
deverão estar vestidos com roupa de neoprene e sub-
lastreados, como fator de segurança, se o local for de
grande profundidade. Deve-se levar em conta que pode
haver necessidade do barco se deslocar em emergência
para a margem da represa, diminuindo a infra-estrutura de
apoio.
j. Primeiros socorros no local pelos encarregados da segurança
(MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte pelos meios
acima previstos

AVALIAÇÃO

3. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
4. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de atividade subaquática;
5. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.
Gerson Cosme de Souza PA- 08 153
Curso de Mergulho Autônomo

ENCERRAMENTO

5. Comentários e sugestões sobre a atividade em represa;


6. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao Quartel.
7. Limpeza de viaturas e equipamentos;
8. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados.
9. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS EM AMBIENTE CONTROLADO DE PROCURA
E ATIVIDADES DE SALVATAGEM.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA- 08 154


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 9

Pista com obstáculos submersos


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 26 a 29: UD-06 (16/24 e 17/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: Montagem de pinos, trabalho de flutuação de
objetos (2/4); Pista com obstáculos submersos (5/8); e UD-08
(10/20 e 11/20) EXERCÍCIOS DE PROCURA E ATIVIDADES
DE SALVATAGEM: Montagens de operações de resgate com
manuseio de ferramentas (4/10 e 5/10);

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0 m

Tempo Sugerido: 3: 20 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA; FRM; compressor


para carregamento de cilindros; equipamento dependente
leve de mergulho – Narguilê; equipamento individual de
mergulho autônomo; gongo ou sinalizador sonoro
subaquático; caixa de ferramentas; cabos de nylon; e
equipamentos de mergulho com simulações de pane (válvula
sem diafragma; mangueira sem segundo estágio.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes conhecimentos que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho no ambiente


externo, em águas abrigadas – represa;
2. Atuar em ambientes diversificados, com pouca ou nenhuma visibilidade;
3. Efetuar trabalhos de pesquisa de objetos pelo mátodo de varredura semi-
circular;
4. Manusear remo e operar motor de popa;

Gerson Cosme de Souza PA - 9 156


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Capacitar o aluno para atuar de forma segura em trabalhos submersos;
2. Desenvolver no aluno capacidade de manusear ferramentas;
3. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma se for envolvido em situações de stress,
quando submerso.
4. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo
ao planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA - 9 157


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios envolvendo circuitos com


obstáculos e simulações em equipamentos.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão ser
observados com relação capacidade em executar, trabalhos
submersos em ambientes com pouca ou nenhuma visibilidade, e
passar por experiências que possibilitem desenvolver atitudes e
habilidades para atuar com equilíbrio na avaliação de teste de
Tanque, na aula seguinte, e nas próximas instruções, em trabalhos
subaquáticos em ambiente externo – represa, com utilização de
ferramentas.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho, e


atuar de forma segura nos próximos trabalhos submersos
em ambiente externo;
2. Sanar pequenas panes em equipamento quando
submersos;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento


de cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
utilização durante a aula.
2. Verificar funcionamento do equipamento dependente leve
de mergulho – Narguilê, e posicioná-lo de forma a poder ser
utilizado no tanque de mergulho na profundidade de 6,0
metros.
3. Providenciar materiais e equipamentos necessários à
instrução, conforme relação de materiais existente.

LEITURA
MP 2-1
Gerson Cosme de Souza PA - 9 158
Curso de Mergulho Autônomo

DESENVOLVIMENTO:

1ª Aula:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos


deverão entrar em forma, na borda do tanque, munidos de
seus equipamentos de mergulho autônomo e aguardar
determinações.
2. Exercício de competição entre cangas: dividir o grupo em duas
colunas, para competição entre cangas, onde pela lateral do
tanque cada componente da coluna deverá equipar-se no
comprimento da piscina e voltar pelo centro, saindo da água
(1ª coluna = cangas pares e 2ª =cangas ímpares; perdedores,
executam equipados percurso de superfície respirando pelo
SK (10 minutos), enquanto a equipe vencedora se encarrega
de montar os sistemas do próximo exercício;
3. Execução de exercício de circuito submerso com obstáculos,
montado por equipe de alunos; o exercício deve ser iniciado
sem a máscara, que deverá estar na base 3, sendo:

Leitura
MP 2-2

3.1. Base 1 = Respirando pela mangueira do segundo estágio,


montar tabuleiro de pinos de aço, em profundidade de 1,5
Gerson Cosme de Souza PA - 9 159
Curso de Mergulho Autônomo
metros e seguir para base dois:
MP 2-2 3.2. Base 2 = respirando pelo registro do cilindro, elaborar nó
boca de lobo em poita, com alça de cabo, na profundidade
MR 2-1 de 1,5 metros, e seguir para base 3
3.3. Base 3 = colocar máscara, acoplar yoque no registro do
cilindro, abrir registro, respirar, pela válvula reguladora de
demanda de ar ( 2º estágio) e descer para a base 4, na
profundidade de seis metros;
3.4. Base 4 = respirando em válvula normal de equipamento
dependente leve (Narguilê), montar piper, e seguir para
base cinco, efetuando subida livre;
3.5. Base 5 = respirar pelo registro do cilindro, colocar e
desalagar máscara, e retornar à superfície;

2ª Aula:

1. Exercícios na profundidade de 6,0 m, acompanhado de perto


pelos instrutores / monitores, com grau de dificuldade crescente:
1.1. Exercício 1 - cachimbo em 2, 3, 4, ... até 7, com máscara, e
válvula normal
1.2. Exercício 2 - cachimbo em 2, 3e 4, com máscara, pelo
registro do cilindro
1.3. Exercício 3 - cachimbo entre 4 alunos sem máscara, com
válvula normal
1.4. Exercício 4 - cachimbo entre 4 alunos sem máscara, pela
MP 2-9 mangueira do 2° estágio
2. OBS: segurança: monitor com autônomo a 7m prof

AVALIAÇÃO

3ª e 4ª Aulas:

1. Exercícios de Pista com obstáculos submersos (circuito /


carrossel), sem roupa de mergulho: os alunos deverão executar
pista com obstáculos distribuídos nas profundidades de 1,5 e 3,0
metros, executando exercícios, de simulações de panes em
equipamentos com registro de tempo do exercício, para fins de
conceito em nota (Tempo máximo = 12 min); OBS: o aluno
deverá iniciar exercício sem máscara e deixar básico espalhado
nas bases sendo :
1.1. Base 01 - Respirar sem máscara, pela válvula normal (2°
Gerson Cosme de Souza PA - 9 160
Curso de Mergulho Autônomo
estágio), colocar nadadeiras e ir para base 2;
1.2. Base 02 - Colocar Yoke, abrir registro, respirar pela válvula
normal (2° estágio), equipar-se com cinto lastreado; fechar
registro e esgotar ar da válvula; retirar novamente o yoke e ir
para base 3;
1.3. Base 03 - Desinverter válvula, respirar pela válvula normal
(2° estágio) colocar e esgotar máscara, reinverter válvula e ir
para base 4;
1.4. Base 04 – Respirando pela mangueira do cilindro (mangueira
sem a válvula do segundo estágio), elaborar 2 nós: volta do
fiel e lais de guia; desfazer os nós e ir p/ base 5;
1.5. Base 05 – Respirando por válvula sem diafragma, elaborar
nó de fácil soltura, e ir para base 6;
1.6. Base 06 – Respirar pelo registro do cilindro (chupeta) e ir
para base 7.
1.7. Base 07 – Válvula do segundo estágio desmontada na parte
do diafragma: recolocar diafragma, montar a parte do
segundo estágio, respirar, desmontar novamente e subir á
superfície da água, gritando o nome de guerra.

1.7.1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação


aos exercícios;
1.7.2. Deverá ser avaliada a perfeição na execução das
bases de exercício;

Gerson Cosme de Souza PA - 9 161


Curso de Mergulho Autônomo
2. Pontuação para a nota da VC (valendo 100 pontos): com o
presente exercício, os alunos poderão acrescentar em sua nota
da próxima VC, ou acumular pontos para a terceira VC a
pontuação abaixo:
2.1. Pontos a serem alcançados por tempo de exercício:

TEMPO: Primeira tentativa Segunda tentativa terceira


tentativa
de 4 a 5 minutos = 10 9 8
de 5 a 6 minutos = 9 8 7
de 6 a 7 minutos = 8 7 6
de 7 a 8 minutos = 7 6 5
de 8 a 12 minutos = 5 4 3
acima de 12 minutos = 3 2 1

2.1.1. É obrigatória a conclusão do exercício pelo aluno;


2.1.2. Se o aluno não conseguir efetuar o exercício até a
terceira tentativa, deverá efetuar o circuito em segunda
chance no dia seguinte, concorrendo apenas à metade
do valor dos pontos correspondentes à eficiência que
alcançaria se concluísse no primeiro dia;
2.1.3. Se o aluno em segunda época, no dia seguinte não
conseguir concluir o exercício até a terceira tentativa
deverá ser desligado do curso.
2.2. Pontos a serem perdidos por erros nos exercícios: da mesma
forma que o aluno ganha pontos, pode perder 1 ponto para
cada erro que cometer, através dos seguintes parâmetros:
2.2.1. Perda de 1 ponto para cada item que deixar de refazer
da base pela qual passou, quando deveria deixar da
forma que encontrou (não esgotar válvula, não fechar o
registro do cilindro, não retirar o yoke, não inverter
válvula, não desfazer nó elaborado...); e
2.2.2. Perda de 1 ponto para cada nó elaborado errado.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras, ou


afogamento, e acidente com materiais e equipamentos.
2. Medidas preventivas:
2.1. Atentar para o número de instrutores presentes para cada
grupo de 10 alunos
2.2. Corrigir exercícios e comentar sobre possíveis falhas,
preparando alunos para as atividades vindouras em ambiente
externo.

Gerson Cosme de Souza PA - 9 162


Curso de Mergulho Autônomo
2.3. Durante o desenvolvimento dos exercícios na profundidade
de 6,0 metros, deverá haver um monitor na água fiscalizando
o aluno e efetuando a segurança do mesmo.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões;
2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais.
3. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula.
4. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
– PISTA COM OBSTÁCULOS.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA - 9 163


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 10
Exercícios em represa
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 38 a 45: UD-07 (05/18 a 11/18) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


ABERTO – REPRESA: Exercícios de pesquisa e reflutuação
de objetos (03/08 a 08/08); Deslocamentos à superfície d‟água
equipado com autônomo; e UD-08 (12/20) EXERCÍCIOS DE
PROCURA E ATIVIDADES DE SALVATAGEM: Montagens de
operações de resgate com manuseio de ferramentas (6/10)

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – represa, com


profundidades de 5,0 m a 20 m;

Tempo Sugerido: 6:30 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; equipamentos


individuais de mergulho autônomo completo; cilindros extras,
para substituição, em caso de esgotamento de algum
cilindro; 02 barcos, sendo 1 inflável e 1 de alumínio, com
respectivos equipamentos (motor de popa, tanque com
combustível, flutuador ou bóia de segurança, par de remos
poita leve ou âncora e cabo, para fundear / atracar
embarcação); 04 bóias ou bombonas plásticas preparadas
para trabalhos de flutuação; 05 poitas pesadas; cabos de 5,
10 e 15 m; 02 cabos de 100 m; cangas; caixa de 1º socorros;
caixa de ferramentas; ração fria (2 lanches por pessoa);
copos plásticos; água potável; lona para acondicionamento
de materiais.

Gerson Cosme de Souza PA - 10 165


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica dos alunos, em


situações reais de mergulho, semelhante às que deverão trabalhar, em
futuros atendimentos de ocorrências.
2. Verificar o comportamento dos alunos em situações reais, e mensurar suas
capacidades e habilidades de:
a. Planejar sistemas para execução de mergulhos, conforme o exercício no
qual deverão executar;
b. Montar sistemas planejados para trabalhos subaquáticos
c. Efetuar mergulho utilizando sistema de cabos submersos;
d. Efetuar percurso equipado com manobras de embarcar e desembarcar de
bote;
e. Manusear remo e operar motor de popa;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, em situações reais de mergulho em águas com pouca ou nenhuma
visibilidade.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que demonstrar comportamento perigoso, ou
apresentar visivelmente imaturidade, instabilidade emocional, ou falta de
capacidade de adaptação às situações reais;
4. Preparar alunos para avaliações de manobras de barcos por manuseio de
remo e operação de motor de popa, a ser realizada na aula externa seguinte;
5. Garantir a eficiência do aprendizado.

Gerson Cosme de Souza PA - 10 166


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação serão desenvolvidas atividades de mergulho em


águas abrigadas de ambiente externo – represa, com variáveis
ambientais de pressão, temperatura e visibilidade.
Os alunos deverão participar desde o planejamento, à montagem
dos sistemas, e executar mergulhos nos sistemas montados,
devidamente monitorados pelos instrutores e monitores.
O instrutor deve ter em mente que os alunos, deverão passar por
experiências de planejamento, montagem de sistemas, execução,
registro e controle de mergulhos reais no ambiente externo, e
demonstrar capacidade de adaptação a ambientes com pouca
visibilidade e diminuição de temperatura do meio líquido.

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica dos


alunos, em situações reais de mergulho, semelhante às que
deverão trabalhar, em futuros atendimentos de ocorrências.
2. Verificar o comportamento dos alunos em situações reais, e
mensurar suas capacidades e habilidades de:
a. Planejar sistemas para execução de mergulhos, conforme o
exercício no qual deverão executar;
b. Montar sistemas planejados para trabalhos subaquáticos
c. Efetuar mergulho utilizando sistema de cabos submersos;
d. Efetuar percurso equipado com manobras de embarcar e
desembarcar de bote;
e. Manusear remo e operar motor de popa;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Antes da preparação de materiais e da saída para o local de


exercícios, os alunos deverão ser reunidos em grupos na sala de
aula, para avaliação de planejamento e orientações dos
exercícios a serem desenvolvidos.
LEITURA 2. Deverá ser aplicada avaliação sobre planejamento dos exercícios
MP 2-1 das bases 1 e 2 a serem executadas, que , que serão:
Gerson Cosme de Souza PA - 10 167
Curso de Mergulho Autônomo
a) Base 1: Percurso submerso em cabo de fundo, a 20 metros
de profundidade;
b) Base 2: Pesquisa de objetos com utilização da técnica de
varredura semi circular.
c) Deverá ser exposto o que será cada exercício, e a situação
dos exercícios a serem desenvolvidos, com explicações
verbais, sem esquemas ou desenhos. Cada dupla de alunos
deverá apresentar um esquema em forma de croquis fictício
das bases de exercícios que serão executados em represa,
as atividades necessárias para desenvolvimento dos
sistemas de cada base, uma relação de materiais
necessários e um plano de segurança.
3. Os esquemas desenvolvidos deverão ser recolhidos para
posterior correção e apresentado pelo instrutor o esquema oficial
do que será realizado, o plano de segurança a ser seguido e a
relação oficial dos materiais e equipamentos necessários;
4. Em seguida, os alunos deverão providenciar o carregamento dos
veículos de transporte com os materiais e equipamentos
necessários à instrução, conforme relação de materiais existente,
sob supervisão dos instrutores e monitores.

DESENVOLVIMENTO:

1. Conferência de materiais, montagem da infra-estrutura terrestre e


entrada em forma: ao chegarem na represa, os alunos deverão,
montar a infra-estrutura de terra, estendendo lona para
acondicionar materiais e equipamentos, colocar barcos
devidamente equipados na água e entrar em forma.
1.1 As atividades, assim como todas as demais que serão
Leitura executadas, deverão ser supervisionadas, as falhas e erros
MP 2-2 corrigidos naturalmente, sem intenção de gerar clima de
stress, e efetuados registros em PDRA, do que merecer
consideração, para fins de análise;
1.2 Independente da avaliação, todos os exercícios e atividades
de alunos em represa devem ser orientados, e corrigidos, de
forma a atingir os objetivos didáticos, e a execução final
transcorra dentro do maior grau de perfeição possível;
1.3 Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos
exercícios;
1.4 Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de pesquisa subaquática;
1.5 Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.
Gerson Cosme de Souza PA - 10 168
Curso de Mergulho Autônomo
2. Exercícios com embarcação: na medida em que forem
MP 2-2 terminando as avaliações nas bases, os alunos passarão a se
preparar para a avaliação da aula externa seguinte, efetuando
MR 2-1 exercícios de subida em barco prática de remo, e manuseio de
motor de popa, e quedas n' água de costas; sendo:
2.1 Exercício 1: Exercício de remo em barco de alumínio com
subidas no barco e quedas na água: os alunos deverão se
deslocar em percurso de superfície até o bote, localizado
próximo da área de execução dos exercícios de mergulho, e
efetuar treinamentos de subida e queda do barco, e exercício
de navegação a remo - prática de remo; ao termino efetuar
queda n' água de costas e partir para a base do exercício 2;
2.2 Exercício 2: Exercício de motor de popa em bote de
borracha, com subidas no barco e quedas na água: os alunos
deverão se deslocar em percurso de superfície até o bote,
localizado fora da área de execução dos exercícios de
mergulho, e efetuar treinamentos de subida e queda do bote,
e exercício de navegação operando motor de popa - prática
de motor de popa; ao término efetuar queda n' água de
costas, retornando para a margem da represa, para
execução do próximo exercício;
3. Exercício geral de percurso de superfície:
3.1 Exercício: Terminadas todas as atividades das avaliações e
bases, os alunos deverão ser reunidos e, mediante ordem,
executar, sob comando e fiscalização, percurso de natação
equipada, por período de 30 minutos de ida, com 10 minutos
de descanso, por 30 minutos de regresso.
MP 2-9

AVALIAÇÃO

1. Avaliação de montagens de infra-estrutura para atividade


aquática de mergulho: os alunos deverão ser divididos em grupos
e, mediante supervisão, iniciar montagem dos sistemas de
mergulho em bases, necessários à instrução, sendo:
1.1 Avaliação 1 – Montagem de sistema da base 1: sob
supervisão de instrutor ou monitor, os alunos deverão montar
sistema de cabos submersos, para percurso submerso
orientados por cabo de fundo à profundidade de 20 m.
1.1.1 A base deverá ser montada a partir de uma das
margens da represa e as bóias de sinalização
poderão ser substituídas por flutuadores, ou
bombonas; as poitas devem ser fixadas ao cabo de
fundo com alça de nó boca de lobo;
Gerson Cosme de Souza PA - 10 169
Curso de Mergulho Autônomo
na execução da montagem deve haver, um bote,
devidamente equipado (com par de remos, flutuador
ou bóia de segurança, motor de popa - desligado e
levantado, e tanque com combustível), tripulado por
uma dupla de alunos acompanhados de um instrutor
ou monitor prestando orientações; os materiais
deverão estar devidamente acondicionados para evitar
desequilíbrio na embarcação, enrosco ou acidentes no
momento em que forem lançados na àgua;

1.2 Avaliação 2 – Avaliar estruturação de sistema da base 2: Os


alunos deverão separar materiais na beira da represa e
montar sistema para execução de trabalho submerso de
pesquisa de objeto – varredura semi circular;
2. Avaliação de trabalhos submersos e de superfície em represa:
os alunos deverão ser divididos em grupo e efetuar trabalhos
diversos em bases, sendo:
2.1.1 Avaliação 1 – Percurso submerso orientado por cabo
de fundo: Na base 1 cada dupla de alunos deverá
efetuar percurso submerso, à profundidade de 20
metros, seguindo cabo de fundo, acompanhada por
um instrutor ou monitor.
2.1.2 Avaliação 2 –Pesquisa de objeto – varredura semi
circular: Os alunos deverão efetuar na base 2 busca
subaquática de objeto, adotando a técnica de pesquisa
por varredura semi-circular.
3. Avaliação de funções de apoio, na superfície: os alunos nas
bases, que não estiverem executando trabalhos submersos,
devem ser organizados para avaliação de operações de apoio na
superfície, sendo:
3.1.1 Avaliação de função de apoio na base 1: durante a
execução dos trabalhos deve haver na base, um bote
de segurança, em apoio ao exercício, devidamente
equipado (com par de remos, flutuador ou bóia de
segurança, motor de popa - desligado e levantado, e
tanque com combustível), com uma dupla de alunos
Gerson Cosme de Souza PA - 10 170
Curso de Mergulho Autônomo
devidamente supervisionados, executando as funções
de segurança e, na beirada da água uma dupla deve
exercer as funções de homem carta; a próxima dupla
de alunos a executar a base deve permanecer
equipada na água, na função de apoio e segurança
3.1.2 Avaliação de função de apoio na base 2: Na margem,
deve haver uma dupla de alunos na função de homem
carta; uma dupla de mergulhadores reserva, na função
de segurança devidamente supervisionados;
3.2 Em função dos consideráveis riscos que as atividades envolvem,
os instrutores deverão propor reprovação ou desligamento do
aluno que demonstrar ser potencialmente perigoso, por falta de
discernimento ou desafio às regras de segurança, ou que
demonstrar visivelmente imaturidade, instabilidade emocional, ou
falta de capacidade de adaptação às situações reais;

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Vtr TP ou UT, CA para


deslocamentos e barcos de alumínio e inflável, no local, em
água;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: acidentes de trânsito
durante o percurso; barotraumas, panes em equipamento (equipe
de segurança), afogamentos, apagamento, cãibras, cortes,
enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos prováveis
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para casos
não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves, mas não
urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a) As atividades de avaliação pelos instrutores e monitores
deverão ser desenvolvidas naturalmente, sem clima de
tensão, para não gerar expectativa ruim entre os avaliados,
nem proporcionar situações de acidente por stress de algum
aluno.
b) Para as atividades em represa, deverão ser levados cilindros
extras, para substituição, em caso de esgotamento de algum
cilindro durante a execução dos trabalhos;
Gerson Cosme de Souza PA - 10 171
Curso de Mergulho Autônomo
c) As avaliações deverão ser fiscalizadas pelo supervisor de
mergulho.
d) Atentar para que a execução do percurso submerso da
avaliação na base 1 não ocupe tempo submerso prolongado,
para que haja ar suficiente nos cilindros para avaliação do
mergulho de busca de objetos na base 2;
e) Cada dupla de alunos que efetuar percurso submerso na
base 1 deverá estar acompanhada por um instrutor ou
monitor que fiscalizará as atividades e efetuará a segurança
dos mesmos;
f) Instrutores e monitores em função de segurança subaquática
deverão trabalhar com equipamento de Mergulho Autônomo
munido de duas (02) válvulas reguladoras de demanda de ar,
acopladas ao cavalete do registro do cilindro (octópus), para
uso em caso de emergência;
g) A execução de qualquer atividade submersa deverá ser
abortada tão logo algum dos alunos de uma dupla sinta que
seu ar está se esgotando, devendo a dupla retornar à
superfície para substituição de cilindros; a dupla não deverá
repartir o ar para dar continuidade ao trabalho, somente
devendo fazê-lo em caso de necessidade, exclusivamente
para retornar à superfície;
h) Nas montagens de estruturas para os sistemas aquáticos,
devem ser utilizadas embarcações devidamente equipadas
(com par de remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de
popa - desligado e levantado, e tanque com combustível), e
os materiais devem estar devidamente acondicionados para
evitar desequilíbrio por má distribuição, enrosco e acidentes
no momento em que forem lançados na água;
i) Nos trabalhos submersos deverá haver uma embarcação com
motor de popa desligado, movido por remo, manobrado por
uma dupla de alunos acompanhando as bolhas de ar,
atentando para possíveis solicitações de apoio; os alunos
deverão estar fiscalizados por um supervisor;
j) O exercício de motor de popa será efetuado fora da área dos
exercícios com mergulhadores submersos e nas quedas n‟
água o motor de popa deverá estar desligado e levantado.
k) O exercício geral de percurso de superfície será efetuado
com todos os alunos agrupados por dupla encangada, em
coluna de 2 e acompanhados de perto por equipe de
segurança composta por instrutores ou monitores que se
revezarão, ficando parte em barcos e parte por água, sendo
utilizados 02 Barcos (um no começo do grupo e um de “ Serra
Fila”)
l) No exercício geral de percurso de superfície os alunos
Gerson Cosme de Souza PA - 10 172
Curso de Mergulho Autônomo
deverão estar vestidos com roupa de neoprene e sub-
lastreados, como fator de segurança, se o local for de grande
profundidade. Deve-se levar em conta que pode haver
necessidade do barco se deslocar em emergência para a
margem da represa, diminuindo a infra-estrutura de apoio.
m) Primeiros socorros no local pelos encarregados da
segurança (MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte
pelos meios acima previstos

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre a atividade em represa;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao Quartel.
3. Limpeza de viaturas e equipamentos;
4. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS EM AMBIENTE CONTROLADO DE PROCURA
E ATIVIDADES DE SALVATAGEM.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA - 10 173


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 11

VC - Pista com obstáculos submersos


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 46 a 49: UD-06 (18/24 a 21/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: PRIMEIRA VC- Montagem de pinos,
exercícios de procura (3/4) e Pista com obstáculos
submersos (6/8 a 8/8);

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0 m

Tempo Sugerido: 3: 20 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA; FRM; compressor


para carregamento de cilindros; equipamento dependente
leve de mergulho – Narguilê; equipamento individual de
mergulho autônomo; sino de mergulho; gongo ou sinalizador
sonoro subaquático; caixa de ferramentas; cabos de nylon; e
equipamentos de mergulho com simulações de pane (válvula
sem diafragma; mangueira sem segundo estágio).

OBJETIVOS:

Os alunos, em circuitos submersos com simulações de emergências, deverão


demonstrar:
5. Habilidades para sanar pequenas panes em equipamento;
6. Habilidade e desenvoltura para atuar em operações de mergulho nos
trabalhos submersos, tanto em ambientes abertos como em ambientes
confinados;
7. Habilidades para atuar de forma segura e com equilíbrio eocional suficiente
para se salvar em situações de emergências subaquáticas;

Gerson Cosme de Souza PA - 11 175


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve avaliar, com caráter eliminatório, por meio de Verificação


Corrente, o grau de eficiência dos alunos, na resolução de problemas, pela
execução de percurso submerso com dificuldades simuladas, de forma que se
possa:

1. Garantir a seleção e a formação de mergulhadores que possuam condições


adequadas para desempenhar suas missões e sobreviverem a situações
emergenciais, de stress e de perigo;
2. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores que possam
sanar pequenas panes em equipamento quando submersos;
3. Habilitar num só padrão os mergulhadores que irão executar atividades
subaquáticas, dentro dos moldes de segurança que a atividade requer, em
conformidade com as exigências da NORMAN 15, da DIRETORIA DE
PORTOS E COSTAS da Marinha do Brasil, e especificações da NR 15, do
Ministério do Trabalho;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, com simulações de emergências técnicas em equipamento, e
situações embaraçosas ou dificultosas que um mergulhador poderá encontrar
quando no atendimento de ocorrências de trabalhos submersos.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que apresentar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação às situações
simuladas no teste;
4. Garantir a eficiência do aprendizado, através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA - 11 176


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos serão analisados em atividades de


mergulho envolvendo circuitos com obstáculos de simulações de
pane em equipamentos.
Os alunos passarão por experiências que exigem atitudes e
habilidades para sanar panes em equipamentos e atuar com
equilíbrio na solução de problemas trabalhos subaquáticos, tanto em
ambientes abertos como em ambientes confinados.

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e resistência específica de


mergulho dos alunos, com simulações de emergências
técnicas em equipamento, e situações embaraçosas ou
dificultosas que um mergulhador poderá encontrar quando no
atendimento de ocorrências de trabalhos submersos.
2. Garantir a seleção e a formação adequada de
mergulhadores que possuam condições adequadas para
desempenhar suas missões e sobreviverem a situações
emergenciais, de stress e de perigo;
3. Garantir a seleção e a formação adequada de
mergulhadores que possam sanar pequenas panes em
equipamento quando submersos;
4. Habilitar num só padrão os mergulhadores que irão executar
atividades subaquáticas, dentro dos moldes de segurança
que a atividade requer, em conformidade com as exigências
da NORMAN 15, da DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS
da Marinha do Brasil, e especificações da NR 15, do
Ministério do Trabalho;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


LEITURA cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
MP 2-1 utilização durante a aula.
Gerson Cosme de Souza PA - 11 177
Curso de Mergulho Autônomo
2. Verificar funcionamento do Narguilê, e posicioná-lo de forma
a poder ser utilizado no tanque de mergulho na profundidade
de 6,0 metros.
3. Providenciar demais materiais e equipamentos necessários à
instrução, conforme relação de materiais existente.

DESENVOLVIMENTO:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos deverão


entrar em forma, na borda do tanque, munidos de seus
equipamentos de mergulho autônomo para conferência e
recebimento de orientações.
2. Orientações aos alunos sobre a forma de avaliação:
2.1 Os alunos deverão permanecer em local afastado do Tanque
e somente comparecer para a avaliação mediante ordem;
2.2 Os alunos que terminarem a avaliação deverão aguardar em
local específico, sem manter comunicação com os alunos
que ainda não foram avaliados;
2.3 Além da avaliação, os alunos serão chamados para
executarem funções de apoio;
2.4 As primeiras cangas avaliadas trabalharão auxiliando nas
providências relativas ao carregamento de cilindros.

AVALIAÇÃO

3. Avaliação de circuito submerso com obstáculos, montado por


grupo de alunos; o exercício deve ser iniciado sem a máscara,
Leitura que deverá estar na base 3, sendo:
MP 2-2 3.1 Base 1 = Respirando pela mangueira do segundo estágio,
montar e desmontar tabuleiro de pinos de aço, em
profundidade de 1,5 metros e seguir para base dois:
3.2 Base 2 = respirando pelo registro do cilindro, elaborar e
desfazer nó boca de lobo em poita, com alça de cabo, na
profundidade de 1,5 metros, e seguir para base 3
3.3 Base 3 = acoplar yoque no registro do cilindro, abrir registro,
respirar, pela válvula reguladora de demanda de ar ( 2º
estágio); fechar registro, esgotar válvula; desacoplar yoke e
descer para a base 4, na profundidade de seis metros;
3.4 Base 4 = montar e depois retirar parafusos de flange sobre a
cabeça com idas ao sino para respirar, e seguir para base
cinco;
Gerson Cosme de Souza PA - 11 178
Curso de Mergulho Autônomo
3.5 Base 5 = respirar pelo registro do cilindro, colocar e
MP 2-2 desalagar máscara, e retornar à superfície, efetuando subida
balão;
MR 2-1

MP 2-9 3.6 Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios (ex: é permitido ao aluno o uso, repetição ou
retorno em uma base, para corrigir erros ou para respirar)
3.7 Notas da VC (valendo 100 pontos): na presente avaliação, a
pontuação ocorrerá conforme especificado abaixo:
3.7.1 Pontos a serem alcançados por tempo de execução do
circuito:

TEMPO / TENTATIVAS Primeira Segunda


de 3 a 4 minutos = 100 90
de 4 a 5 minutos = 95 85
de 5 a 7 minutos = 90 80
de 7 a 10 minutos = 85 75
de 10 a 12 minutos = 80 70
acima de 12 minutos = 70 65

3.7.2 É obrigatória a conclusão do circuito de avaliação pelo


aluno;
Gerson Cosme de Souza PA - 11 179
Curso de Mergulho Autônomo
3.7.3 Se o aluno não conseguir efetuar o circuito até a
segunda tentativa, deverá efetuar a VC em segunda
época no dia seguinte;
3.7.4 Se o aluno em segunda época necessitar da terceira
tentativa, deverá ser desligado do curso, se sua nota for
inferior a 50 pontos.
3.7.5 Se o aluno em segunda época, no dia seguinte não
conseguir concluir o exercício até a terceira tentativa
deverá ser desligado do curso.
3.8 Pontos a serem perdidos - o aluno perderá de 2 pontos para
cada item que deixar de fazer ou errar, em cada base pela
qual passar, sendo avaliados os seguintes itens:
3.8.1 Deixar de recompor cada base pela qual passar (deverá
deixar da forma que encontrou)
3.8.2 Não esgotar válvula, para fechar o registro do cilindro;
3.8.3 Não fechar o registro do cilindro ao se deslocar para a
próxima base
3.8.4 Não retirar o yoke, quando inicialmente encontrou
desacoplado;
3.8.5 Não reinverter válvula, inicialmente invertida
3.8.6 Não desfazer nó elaborado;
3.8.7 Nó elaborado errado.
3.9 Ocorrerá perda automática de 10 pontos, se o aluno não
conseguir efetuar o circuito até a segunda tentativa, e
necessitar ser avaliado em segunda época no dia seguinte;
3.10 Ocorrerá perda automática de mais 10 pontos, se o aluno
em segunda época necessitar da terceira tentativa.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


ou afogamento, e acidente com materiais e equipamentos.
2. Medidas preventivas:
a. Atentar para o número de instrutores presentes para cada
grupo de 10 alunos;
b. Durante o desenvolvimento da avaliação, deverá haver um
monitor na água fiscalizando o aluno e efetuando a
segurança do mesmo.
c. Corrigir e comentar sobre possíveis falhas, preparando
alunos para as atividades vindouras em ambiente externo.

Gerson Cosme de Souza PA - 11 180


Curso de Mergulho Autônomo

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões;
2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais.
3. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula.
4. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
AVALIAÇÃO DE EXERCÍCIOS EM AMBIENTE ABERTO –
REPRESA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA - 11 181


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 12
Exercícios em represa
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 50 a 55: UD-07 (05/18 a 11/18) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


ABERTO – REPRESA: Montagem de piper e flange no fundo
a 5 metros, serrar madeira (1/5 a 3/5); Deslocamentos à
superfície d‟água equipado com autônomo (3/3); e UD-08
(13/20, 14/20) EXERCÍCIOS DE PROCURA E ATIVIDADES
DE SALVATAGEM: Montagens de operações de resgate com
manuseio de ferramentas (7/10); Procura de objetos com
cabos submerso (7/10)

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – represa, com


profundidades de 5,0 m a 30 m;

Tempo Sugerido: 4:50 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; 01 lona para


acoacondicionamento de materiais e equipamentos;
equipamentos individuais de mergulho autônomo completo;
Narguilê; enxada e enxadão; colindros extras, para
segurança na base 1; cordões finos para amarração de
cilindros; 02 barcos, sendo 1 inflável e 1 de alumínio, com
respectivos equipamentos (motor de popa, tanque com
combustível, flutuador ou bóia de segurança, par de remos
poita leve ou âncora e cabo, para fundear / atracar
embarcação); 02 bóias ou bombonas plásticas preparadas
para trabalhos de flutuação; 02 poitas pesadas; cabos de 5,
10 e 15 m; 02 cabos de 30 m; 01 cabo de 50 m; cangas;
caixa de 1º socorros; caixa de ferramentas; ração fria (2
lanches por pessoa); copos plásticos; água potável.

Gerson Cosme de Souza PA – 12 183


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos deverão demonstrar habilidades de:


1. Planejar e montar sistemas para execução de trabalhos diversos de
mergulho;
2. Atuar em ambientes diversificados, com pouca ou nenhuma visibilidade, com
variáveis de aumento de pressão hiperbárica e diminuição de temperatura;
3. Efetuar trabalhos subaquáticos diversos;
4. Navegar com barco a remo e por manobras com motor de popa;
5. Executar percursos de superfície, equipados com autônomo;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, em situações reais de mergulho em águas com pouca ou nenhuma
visibilidade.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que demonstrar comportamento perigoso, ou
apresentar visivelmente imaturidade, instabilidade emocional, ou falta de
capacidade de adaptação às situações reais;
4. Garantir a eficiência do aprendizado, através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA – 12 184


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos serão analisados em atividades de


mergulho em represa, executando descida a 25 metros de
profundidade, com variáveis ambientais de aumento de pressão,
acentuada diminuição de temperatura e grande diminuição de
visibilidade; operações com uso de equipamento de mergulho
dependente leve; operações de apoio da superfície; manobras de
barcos, com manuseios de remo e com operação motor de popa;
técnicas de subida em barco quando equipado, na superfície da
água, e percursos flutuando na superfície da água, com
equipamento de mergulho autônomo.
Os alunos passarão por experiências que exigem atitudes e
habilidades para atuar com equilíbrio em trabalhos subaquáticos em
ambiente externo – represa; os alunos deverão demonstrar
capacidade de adaptação a ambientes com pouca visibilidade e
diminuição de temperatura do meio líquido.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão ser
cuidadosamente avaliados e demonstrar capacidade psicofísica
para executar, trabalhos submersos, com utilização de ferramentas,
em ambientes com acentuada profundidade, baixa temperatura e
com pouca ou nenhuma visibilidade;

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica dos


alunos, em situações reais de mergulho, semelhante às que
deverão trabalhar, em futuros atendimentos de ocorrências.
2. Verificar o comportamento dos alunos em situações reais, e
mensurar suas capacidades e habilidades de:
a. Planejar sistemas para execução de mergulhos,
conforme o exercício no qual deverão executar;
b. Montar sistemas planejados para trabalhos subaquáticos
c. Efetuar mergulho utilizando sistema de cabos
submersos;
d. Efetuar percurso equipado com manobras de embarcar e
LEITURA desembarcar de bote;
MP 2-1 e. Manusear remo e operar motor de popa;
Gerson Cosme de Souza PA – 12 185
Curso de Mergulho Autônomo

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Antes da preparação de materiais e da saída para o local de


exercícios, os alunos deverão ser reunidos em grupos na sala
de aula, para avaliação de planejamento e orientações dos
exercícios a serem desenvolvidos.
2. Deverá ser aplicada avaliação sobre planejamento dos
exercícios das bases 1 e 2 a serem executadas, que serão:
a. Base 1: Descida a 25 metros de profundidade;
b. Base 2: Mergulho orientado por toques em cabo guia,
com trabalho de serrar e pregar objetos, efetuando
cachimbo em equipamento dependente leve - Narguilê.
3. Deverá ser feita breve exposição do que será cada exercício,
com explicações verbais, sem esquemas ou desenhos. Cada
dupla de alunos deverá desenvolver seus próprios esquemas,
em forma de croquis fictícios das bases, as atividades
necessárias para desenvolvimento dos sistemas de cada
base, uma relação de materiais necessários e um plano de
segurança.
4. Os esquemas desenvolvidos deverão ser recolhidos para
posterior correção e apresentado pelo instrutor o esquema
oficial do que será realizado, o plano de segurança a ser
seguido e a relação oficial dos materiais e equipamentos
necessários;
5. Em seguida, os alunos deverão providenciar o carregamento
dos veículos de transporte com os materiais e equipamentos
necessários à instrução, conforme relação de materiais
Leitura existente, sob supervisão dos instrutores e monitores.
MP 2-2

DESENVOLVIMENTO:

1. Conferência de materiais, montagem da infra-estrutura terrestre e


entrada em forma: ao chegarem na represa, os alunos deverão,
montar a infra-estrutura de terra, estendendo lona para
acondicionar materiais e equipamentos, colocar barcos
devidamente equipados na água e entrar em forma.
1.1 As atividades deverão ser supervisionadas, com registros em
PDRA, do que merecer consideração, para fins de análise;
1.2 Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos
Gerson Cosme de Souza PA – 12 186
Curso de Mergulho Autônomo
exercícios;
MP 2-2 1.3 Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de pesquisa subaquática;
MR 2-1 1.4 Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios
2. Exercício geral de percurso de superfície equipado com
autônomo:
2.1 Exercício: Terminadas todas as atividades das avaliações e
bases os alunos deverão ser reunidos e, mediante ordem,
executar, sob comando e fiscalização, percurso de natação
equipada, por período de 40 minutos de ida, com 10 minutos
de descanso, por 40 minutos de regresso.

AVALIAÇÃO

1. Avaliação de montagens de infra-estrutura: os alunos deverão


ser divididos em grupos e, mediante supervisão, iniciar
montagem dos sistemas de mergulho em bases, necessários à
instrução, sendo:
1.1 Avaliação 1 - Montar sistema da base 1: sob orientação de
instrutor ou monitor, os alunos deverão montar dois sistemas
para efetuar descida com utilização de cabo de fundo à
profundidade de 25 m.
1.1.1 Na profundidade de 03 metros, deverão ser fixados dois
cilindros de segurança, amarrados com cordões finos ao
MP 2-9 cabo de fundo

1.1 Avaliação 2 – Estruturar sistema da base 2: Os alunos


deverão levar materiais e equipamentos para a beira da
represa, nivelar terreno (enxada e enxadão), e montar
sistema para trabalhos de montagem de Flange, piper e
Gerson Cosme de Souza PA – 12 187
Curso de Mergulho Autônomo
fixação de objetos com lingas de aço e manilhas.
2. Avaliação de trabalhos submersos: os alunos deverão ser
divididos em grupo e efetuar trabalhos nas duas bases, sendo:
2.1 Avaliação da base 1 – descida com utilização de cabo de
fundo à profundidade de 25 m: Na base 1 cada dupla de
alunos deverá descer à profundidade de 25 metros, seguindo
cabo de fundo, acompanhada por um instrutor ou monitor.
2.2 Avaliação da base 2 – Trabalhos submersos com uso de
equipamento dependente leve: Os alunos deverão efetuar na
base 2 montagem de Flange, piper e fixação de objetos com
lingas de aço e manilhas efetuando caximbo no Narguilê; os
trabalhos deverão ser efetuados em região da represa com
pouca profundidade, e, se a visibilidade estiver prejudicada
(água barrenta) os alunos poderão efetuar a avaliação
respirando normalmente em Narguilê, sem necessidade de
efetuar cachimbo.
3. Avaliações de funções de apoio, na superfície: os alunos nas
bases, que não estiverem executando trabalhos submersos,
devem ser avaliados em demais operações de apoio na
superfície, sendo:
3.1 Avaliação de funções de apoio na base 1: durante a
execução dos trabalhos deve haver na base, um bote de
segurança, em apoio ao exercício, devidamente equipado
(com par de remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de
popa - desligado e levantado, e tanque com combustível),
com uma dupla de alunos devidamente supervisionados,
executando as funções de segurança; a dupla de alunos na
função de segurança deverá atuar com roupa de neoprene,
sem cinto lastreado, para atuar sub lastreada; na beirada da
água, ou em outro barco, uma dupla de alunos deve exercer
as funções de homem carta;
3.2 Avaliação de funções de apoio na base 2: durante a
execução dos trabalhos deve haver na base, um bote de
segurança, em apoio ao exercício, devidamente equipado
(com par de remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de
popa - desligado e levantado, e tanque com combustível),
com uma dupla de alunos devidamente supervisionados,
executando as funções de segurança; a dupla de alunos na
função de segurança deverá atuar com roupa de neoprene,
sem cinto lastreado, para atuar sub lastreada; na margem,
deve haver uma dupla de alunos na função de homem carta;
uma dupla de mergulhadores reserva, na função de
segurança devidamente supervisionados; e um aluno
encarregado do Narguilê;
4. Avaliações de operações com embarcação: terminadas as
Gerson Cosme de Souza PA – 12 188
Curso de Mergulho Autônomo
avaliações anteriores, cada dupla passará a ser avaliada em
atividades de efetuar subida em barco prática de remo, e
manuseio de motor de popa, e quedas n‟ água de costas; sendo:
4.1 Avaliação 1: Exercício de remo em barco de alumínio com
subidas no barco e quedas na água: os alunos, com
equipamento de mergulho autônomo, deverão se deslocar
em percurso de superfície até o bote, localizado próximo da
área de execução dos exercícios de mergulho, e efetuar
subida e queda do barco, e navegação a remo ao termino,
efetuar queda n' água de costas e partir para a base de
avaliação 2;
4.2 Avaliações de base 2: manobras de embarcação com motor
de popa – bote de borracha, com subidas no barco e quedas
na água: os alunos, com equipamento de mergulho
autônomo, deverão se deslocar em percurso de superfície
até o bote, e efetuar treinamentos de subida no bote e queda
na água, e manobras de navegação operando motor de
popa; ao término efetuar queda n' água de costas, retornando
para a margem da represa, para execução do exercício de
percurso de superfície, equipado com autônomo;
5. Em função dos consideráveis riscos que as atividades envolvem,
os instrutores deverão propor reprovação ou desligamento do
aluno que demonstrar ser potencialmente perigoso, por falta de
discernimento ou desafio às regras de segurança, ou que
demonstrar visivelmente imaturidade, instabilidade emocional, ou
falta de capacidade de adaptação às situações reais;

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Vtr TP ou UT, CA para


deslocamentos e barcos de alumínio e inflável, no local, em
água;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: acidentes de trânsito
durante o percurso; barotraumas, panes em equipamento
(equipe de segurança), afogamentos, apagamento, cãibras,
cortes, enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos
prováveis
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de
mergulho, Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
Gerson Cosme de Souza PA – 12 189
Curso de Mergulho Autônomo
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Para as atividades em represa, deverão ser levados
cilindros extras, para substituição, em caso de
esgotamento de algum cilindro durante a execução dos
trabalhos;
b. Os exercícios na represa deverão ser executados sob
supervisão de um instrutor, na função de supervisor de
mergulho o qual fiscalizará e orientará as atividades de
apoio de superfície executadas pelos alunos.
c. Atentar para o número de instrutores presentes para cada
grupo de 10 alunos;
d. Atentar para que o exercício de percurso submerso da
base 1 não seja efetuado por tempo prolongado para que
haja ar suficiente nos cilindros para execução do exercício
de busca de objetos na base 2;
e. Cada dupla de alunos que efetuar percurso submerso na
base 1 deverá estar acompanhada por um instrutor ou
monitor que fiscalizará as atividades e efetuará a
segurança dos mesmos;
f. Instrutores e monitores em função de segurança
subaquática deverão trabalhar com equipamento de
Mergulho Autônomo munido de duas (02) válvulas
reguladoras de demanda de ar, acopladas ao cavalete do
registro do cilindro (octópus), para uso em caso de
emergência;
g. A execução de qualquer exercício deverá ser abortada tão
logo algum dos alunos de uma dupla sinta que seu ar está
se esgotando, devendo a dupla retornar à superfície para
substituição de cilindros; a dupla não deverá repartir o ar
para dar continuidade ao exercício, somente devendo
fazê-lo em caso de necessidade, para retornar à
superfície;
h. Nas montagens de estruturas para os sistemas aquáticos,
devem ser utilizadas embarcações devidamente
equipadas (com par de remos, flutuador ou bóia de
segurança, motor de popa - desligado e levantado, e
tanque com combustível), e os materiais devem estar
devidamente acondicionados para evitar desequilíbrio por
má distribuição, enrosco e acidentes no momento em que
forem lançados na água;
i. Nos trabalhos submersos deverá haver uma embarcação
com motor de popa desligado, movido por remo,
Gerson Cosme de Souza PA – 12 190
Curso de Mergulho Autônomo
manobrado por uma dupla de alunos acompanhando as
bolhas de ar, atentando para possíveis solicitações de
apoio; os alunos deverão estar fiscalizados por um
supervisor;
j. O exercício de motor de popa será efetuado fora da área
dos exercícios com mergulhadores submersos e nas
quedas n‟ água o motor de popa deverá estar desligado e
levantado.
k. O exercício geral de percurso de superfície será efetuado
com todos os alunos agrupados por dupla encangada, em
coluna de 2 e acompanhados de perto por equipe de
segurança composta por instrutores ou monitores que se
revezarão, ficando parte em barcos e parte por água,
sendo utilizados 02 Barcos (um no começo do grupo e um
de “ Serra Fila”)
l. No exercício geral de percurso de superfície os alunos
deverão estar vestidos com roupa de neoprene e sub-
lastreados, como fator de segurança, se o local for de
grande profundidade. Deve-se levar em conta que pode
haver necessidade do barco se deslocar em emergência
para a margem da represa, diminuindo a infra-estrutura de
apoio.
m. Primeiros socorros no local pelos encarregados da
segurança (MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte
pelos meios acima previstos

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre a atividade em represa;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao Quartel.
3. Limpeza de viaturas e equipamentos;
4. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS EM AMBIENTE CONTROLADO DE PROCURA
E ATIVIDADES DE SALVATAGEM.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
Gerson Cosme de Souza PA – 12 191
Curso de Mergulho Autônomo
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 12 192


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 13

VC - Pista com obstáculos submersos


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 56 a 59: UD-06 (18/24 a 21/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: SEGUNDA VC - Montagem de pinos,
exercícios de procura (3/4) e Pista com obstáculos
submersos (6/8 a 8/8);

Local: Tanque de mergulho – profundidades de 1,5; 3,0 e 6,0 m

Tempo Sugerido: 3: 20 horas

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA; FRM; compressor


para carregamento de cilindros; equipamento dependente
leve de mergulho – Narguilê; equipamento individual de
mergulho autônomo; sino de mergulho; gongo ou sinalizador
sonoro subaquático; caixa de ferramentas; cabos de nylon; e
equipamentos de mergulho com simulações de pane (válvula
sem diafragma; mangueira sem segundo estágio).

OBJETIVOS:

Os alunos, em circuitos submersos com simulações de emergências, deverão


demonstrar:
1. Habilidades para sanar pequenas panes em equipamento;
2. Habilidade e desenvoltura para atuar em operações de mergulho nos
trabalhos submersos, tanto em ambientes abertos como em ambientes
confinados;
3. Habilidades para atuar de forma segura e com equilíbrio eocional suficiente
para se salvar em situações de emergências subaquáticas;

Gerson Cosme de Souza PA – 13 194


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve avaliar, com caráter eliminatório, por meio de Verificação


Corrente, o grau de eficiência dos alunos, na resolução de problemas, pela
execução de percurso submerso com dificuldades simuladas, de forma que se
possa:

1. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores que possuam


condições adequadas para desempenhar suas missões e sobreviverem a
situações emergenciais, de stress e de perigo;
2. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores que possam
sanar pequenas panes em equipamento quando submersos;
3. Habilitar num só padrão os mergulhadores que irão executar atividades
subaquáticas, dentro dos moldes de segurança que a atividade requer, em
conformidade com as exigências da NORMAN 15, da DIRETORIA DE
PORTOS E COSTAS da Marinha do Brasil, e especificações da NR 15, do
Ministério do Trabalho;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, com simulações de emergências técnicas em equipamento, e
situações embaraçosas ou dificultosas que um mergulhador poderá
encontrar quando no atendimento de ocorrências de trabalhos submersos.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que apresentar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação às situações
simuladas no teste;
4. Garantir a eficiência do aprendizado, através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA – 13 195


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos serão analisados em atividades de


mergulho envolvendo circuitos com obstáculos de simulações de
pane em equipamentos.
Os alunos deverão passar por experiências que exijam atitudes e
habilidades para sanar panes em equipamentos e atuar com
equilíbrio na solução de problemas trabalhos subaquáticos, tanto em
ambientes abertos como em ambientes confinados.
Essa segunda avaliação deverá ser mais criteriosa e de maior grau
de exigência que a primeira.

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e resistência específica de


mergulho dos alunos, com simulações de emergências técnicas
em equipamento, e situações embaraçosas ou dificultosas que
um mergulhador poderá encontrar quando no atendimento de
ocorrências de trabalhos submersos.
2. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores
que possuam condições adequadas para desempenhar suas
missões e sobreviverem a situações emergenciais, de stress e
de perigo;
3. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores
que possam sanar pequenas panes em equipamento quando
submersos;
4. Habilitar num só padrão os mergulhadores que irão executar
atividades subaquáticas, dentro dos moldes de segurança que
a atividade requer, em conformidade com as exigências da
NORMAN 15, da DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS da
Marinha do Brasil, e especificações da NR 15, do Ministério do
Trabalho;

LEITURA
Gerson Cosme de Souza PA – 13 196
Curso de Mergulho Autônomo

MP 2-1

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
utilização durante a aula.
2. Verificar funcionamento do Narguilê, e posicioná-lo de forma a
poder ser utilizado no tanque de mergulho na profundidade de
6,0 metros.
3. Providenciar demais materiais e equipamentos necessários à
instrução, conforme relação de materiais existente.

DESENVOLVIMENTO:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos deverão


entrar em forma, na borda do tanque, munidos de seus
equipamentos de mergulho autônomo para conferência e
recebimento de orientações.
1.1 Orientações aos alunos sobre a forma de avaliação:
1.2 Os alunos deverão permanecer em local afastado do Tanque e
somente comparecer para a avaliação mediante ordem;
1.3 Os alunos que terminarem a avaliação deverão aguardar em
local específico, sem manter comunicação com os alunos que
ainda não foram avaliados;
1.4 Além da avaliação, os alunos serão chamados para
executarem funções de apoio;
1.5 As primeiras cangas avaliadas trabalharão auxiliando nas
providências relativas ao carregamento de cilindros.
Leitura
MP 2-2
AVALIAÇÃO

2. Avaliação de circuito submerso com obstáculos, montado por


grupo de alunos; o exercício deve ser iniciado sem o
equipamento básico de mergulho, cujas peças deverão estar
espalhadas pelas bases, sendo:
2.1 Base 1 = Respirar sem máscara pelo registro do cilindro,
colocar cinto lastreado e 1ª nadadeira e seguir para base dois,
colocando a 2ª nadadeira, que estará no meio do caminho:
Gerson Cosme de Souza PA – 13 197
Curso de Mergulho Autônomo

2.2 Base 2 = Respirar pelo registro do cilindro, acoplar yoke e


respirar pela mangueira (sem 2° estágio), colocar máscara,
desacoplar yoke e seguir para base 3, na profundidade de
MP 2-2 Três metros;
2.3 Base 3 = Respirar pela válvula do 2° estágio, sem diafragma,
MR 2-1 Montar diafragma na válvula, desmontar e descer para a base
4, na profundidade de seis metros;
2.4 Base 4 = Desinverter a válvula, respirar pelo 2° estágio colocar
autônomo e seguir para base cinco;
2.5 Base 5 = Elaborar e desfazer nó de fácil soltura;
2.6 Base 6 = Retornar à base 4 deixando autônomo com válvula
invertida e retornar à superfície, efetuando subida balão,
2.7 Saída da água: O aluno deverá sair da água, gritando o nome
de guerra, quando só então trava-se o cronômetro;

MP 2-9

2.8 Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios (ex: é permitido ao aluno o uso, repetição ou retorno
em uma base, para corrigir erros ou para respirar)
2.9 Notas da VC (valendo 100 pontos): na presente avaliação, a
pontuação ocorrerá conforme os seguintes parâmetros:
2.9.1 Pontos a serem alcançados por tempo de execução do
circuito:
Gerson Cosme de Souza PA – 13 198
Curso de Mergulho Autônomo

TEMPO / TENTATIVAS Primeira Segunda


de 2 a 3 minutos = 100 90
de 3 a 5 minutos = 95 85
de 5 a 7 minutos = 90 80
de 7 a 9 minutos = 85 75
de 9 a 12 minutos = 80 70
acima de 12 minutos = 70 65

a. É obrigatória a conclusão do circuito de avaliação pelo


aluno;
b. Se o aluno não conseguir efetuar o circuito até a segunda
tentativa, deverá efetuar a VC em segunda época no dia
seguinte;
c. Deverá ser desligado do curso, o aluno que obtiver nota
inferior a 50 pontos.
d. Se o aluno em segunda época, no dia seguinte não
conseguir concluir o exercício até a terceira tentativa
deverá ser desligado do curso.
2.10 Pontos a serem perdidos: o aluno perderá de 2 pontos para
cada item que deixar de fazer ou errar, em cada base pela
qual passar, quando deveria deixar da forma que encontrou,
sendo avaliados os seguintes itens:
a. Não esgotar válvula;
b. Não fechar o registro do cilindro;
c. Não retirar o yoke, ou não inverter válvula;
d. Nó elaborado errado.
e. Não desfazer nó elaborado;
f. Não esgotar perfeitamente máscara e SK na saída da
água;
g. Não efetuar saída da água em posição de proteção da
cabeça contra impactos (uma das mãos levantadas e
olhando para cima)
2.11 Perda automática de DEZ (10) pontos, se o aluno não
conseguir efetuar o circuito até a segunda tentativa, e
necessitar ser avaliado em segunda época no dia seguinte;
2.12 Perda automática de mais “VINTE” (20) pontos, se o aluno
em segunda época necessitar da terceira tentativa.

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras,


Gerson Cosme de Souza PA – 13 199
Curso de Mergulho Autônomo

ou afogamento, e acidente com materiais e equipamentos.


2. Medidas preventivas:
a. Atentar para o número de instrutores presentes para cada
grupo de 10 alunos;
b. Durante o desenvolvimento da avaliação, deverá haver um
monitor na água fiscalizando o aluno e efetuando a
segurança do mesmo.
c. Corrigir e comentar sobre possíveis falhas, preparando
alunos para as atividades vindouras em ambiente externo.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões;
2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais.
3. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula.
4. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS EM AMBIENTE ABERTO – RIO.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 13 200


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 14
Atividade externa - Rio
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 14

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 60 a 65: UD-07 (05/18 a 11/18) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


ABERTO – RIO: 63 = Percurso submerso orientado por cabo
(1/1); 64 e 65 = trabalhos de salvatagem (4/5 e 5/5); e UD-08
(19/20 e 20/20) EXERCÍCIOS DE PROCURA E ATIVIDADES
DE SALVATAGEM; 61 e 62 = Montagens de operações de
resgate com manuseio de ferramentas (10/10); 60 = Procura
de objetos com cabos submerso e trabalhos submersos
diversos(10/10).;

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – Rio, com


profundidade mínima de 04m, com pouca correnteza, que
permita efetuar exercícios de trabalho submerso;

Tempo Sugerido: 4:50 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; 01 Lona para


acomodação de materiais e equipamentos; equipamentos
individuais de mergulho autônomo completo; enxada e
enxadão; 02 barcos de alumínio, com respectivos
equipamentos (motor de popa, tanque com combustível,
flutuador ou bóia de segurança, par de remos poita leve ou
âncora e cabo, para fundear / atracar embarcação); 01 bóia
ou bombona plástica preparada para trabalho de flutuação;
03 cilindros extras para trabalhos de flutuação; 05 poitas
pesadas; 04 poitas leves; 01 cabo de 100 m; 02 cabos de 40
m; 05 cabos de 15 m; 02 cabos de 2 m; 04 cabos finos para
fixação de cilindros; HT; cangas; caixa de 1º socorros; caixa
de ferramentas; ração fria (2 lanches por pessoa); copos
plásticos; água potável; lona para acondicionamento de
materiais.

Gerson Cosme de Souza PA – 14 202


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos, sob situações reais, deverão demonstrar habilidades de:


1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho no ambiente
externo, em águas abrigadas com correnteza – rio;
2. Planejar e montar sistemas para execução de trabalhos subaquáticos;
3. Efetuar manobras de embarcar e desembarcar de bote, pela água, em rio,
quando equipado;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Capacitar o aluno para atuar de forma segura em trabalhos submersos em
locais de água corrente;
2. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma se for envolvido em situações de stress, quando
submerso;
3. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo ao
planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA – 14 203


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios de planejamento e


execução de mergulhos em rio, com trabalhos de percurso
submerso orientado por cabo de fundo; operações de pesquisa e
flutuação de objetos; operações de apoio da superfície; manobras de
barcos, com manuseios de remo e com operação motor de popa;
técnicas de subida em barco quando equipado, na superfície da
água, em rio percursos flutuando na superfície da água, com
equipamento de mergulho autônomo.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão desenvolver
capacidade psicofísica para executar, trabalhos submersos, com
utilização de ferramentas, em ambientes com correnteza de água e
pouca ou nenhuma visibilidade; os alunos devem passar por
experiências que possibilitem desenvolver atitudes e habilidades
para atuar com equilíbrio em trabalhos subaquáticos em ambiente
externo – rio.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho no


ambiente externo, em águas abrigadas com correnteza – rio;
2. Planejar e montar sistemas para execução de trabalhos
subaquáticos;
3. Efetuar manobras de embarcar e desembarcar de bote, pela
água, em rio, quando equipado;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Antes da preparação de materiais e da saída para o local de


exercícios, os alunos deverão ser reunidos em grupos na sala de
aula, para orientações e exercício de planejamento da missão.
LEITURA 2. Cada grupo deverá apresentar um esquema em forma de croquis
MP 2-1 fictício das bases de exercícios em rio, uma relação de materiais
Gerson Cosme de Souza PA – 14 204
Curso de Mergulho Autônomo
e um plano de segurança.
3. Os esquemas desenvolvidos deverão ser rapidamente corrigidos
e comentados pelo instrutor; e apresentado o esquema oficial do
que será realizado, o plano de segurança a ser seguido e a
relação oficial dos materiais e equipamentos necessários;
4. Em seguida, os alunos deverão providenciar o carregamento dos
veículos de transporte com os materiais e equipamentos
necessários à instrução, conforme relação de materiais existente,
sob supervisão dos instrutores e monitores.

DESENVOLVIMENTO:

1. Conferência de materiais, montagem da infra-estrutura terrestre e


entrada em forma: ao chegarem ao local, os alunos deverão,
estender lona para acondicionar materiais e equipamentos,
colocar barcos devidamente equipados na água e entrar em
forma.
2. Montagem da infra-estrutura aquática de mergulho: os alunos
deverão ser divididos em grupos e, mediante supervisão e
ordem, iniciar montagem dos sistemas de mergulho em bases,
necessários à instrução, sendo:
2.1 Exercício 1 - Montar sistema da base 1: sob orientação de
instrutor ou monitor, os alunos deverão montar sistema de
cabos submersos, para percurso submerso com subidas
balão a 5, 10 e 15 m Prof. A base deverá ser montada pelos
alunos, supervisionados pelos instrutores ou monitores.

Leitura
MP 2-2

2.1.1 A base deverá ser montada com cabo de 100 metros


afundado de trecho em trecho por poitas, fixadas ao
cabo de fundo com alça de nó boca de lobo;
2.1.2 Nas extremidades (laterais do leito do rio) o cabo deve
ser fixado em pontos fixos resistentes (colunas,
árvores frondosas, etc.), por nó volta do fiel;

Gerson Cosme de Souza PA – 14 205


Curso de Mergulho Autônomo
2.1.3 Na execução dos trabalhos deve ser utilizado um
MP 2-2 barco de alumínio, devidamente equipado (com par de
remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de popa
MR 2-1 - desligado e levantado, e tanque com combustível),
com os materiais devidamente acondicionados para
evitar que a embarcação entre em desequilíbrio e vire,
ou que ocorra enrosco ou acidentes no momento em
que forem lançadas as poitas na água;
2.2 Exercício 2 – Estruturar sistema da base 2: Os alunos
deverão montar infra-estrutura para trabalho submerso de
flutuação de objeto, previamente amarrado com um cabo de
fundo; o objeto deverá ser flutuado através de sistema de
cabos poitas, bombona e cilindro extra para utilizar nas ações
de flutuação;
3. Atividades submersas e de superfície em represa: os alunos
deverão ser divididos em grupo e efetuar trabalhos diversos em
bases, sendo:
3.1 Exercício 1 = Na base 1, efetuar percurso submerso,
utilizando cabo de fundo como guia, atravessando de uma
lateral à outra margem do rio;
3.1.1 Cada dupla de alunos que efetuar mergulho, deverá
estar acompanhada por um instrutor ou monitor.
3.1.2 Cada aluno deverá transportar, durante o percurso
submerso, uma poita leve e um cordão fino para
amarração;
3.1.3 Ao chegar no meio do leito do rio, cada aluno deverá
efetuar amarração de sua respectiva poita no cabo de
MP 2-9 fundo utilizando o cordão fino, e seguir percurso;
3.1.4 Deverão ser executados dois nós para amarração da
poita ao cabo de fundo, sendo que na poita deverá ser
efetuado nó volta do fiel e no cabo de fundo o nó
prússico.
3.1.5 No percurso de regresso os nós deverão ser desfeitos
e a poita, trazida de volta, com o respectivo cordão
fino, para novo exercício;
3.1.6 Terminadas as tarefas, deverão seguir para a base 2;
3.2 Exercício 2 = Flutuação de objeto – cada dupla de alunos
deverá efetuar flutuação de objeto sinalizado com pequena
bóia, utilizando bombonas infladas com ar de cilindros extras.
3.2.1 A dupla deve encher a bombona com água, e seguir
com a bombona e um cilindro extra pelo cabo guia de
fundo até o objeto a ser flutuado;
3.2.2 Na margem do rio, uma dupla de alunos deverá estar
dividida em funções de homem guia, segurando o
cabo de fundo e homem carta efetuando registros na
Gerson Cosme de Souza PA – 14 206
Curso de Mergulho Autônomo
FRM;
3.2.3 Ao chegar no ponto da flutuação, a dupla deverá
avisar o homem guia efetuando toques no cabo de
fundo e iniciar trabalhos de flutuação;
3.2.4 Ao término da flutuação o objeto flutuado deve ser
puxado pelo cabo até a margem, e ser retirada a
bombona de flutuação, com devido cilindro, para
entregar à próxima dupla que efetuará o exercício;
3.2.5 A dupla em exercício de remo deverá colocar o
conjunto – objeto devidamente amarrado ao cabo de
fundo – no barco, remar até o meio do rio e soltar
novamente o conjunto, para o novo exercício de
flutuação;
3.3 Exercício 3 = Subida em barco, remo e queda na água: cada
dupla de alunos deverá executar treinamento de subida e
queda na água e manobras de barco com remo;
3.3.1 As subidas e quedas na água deverão ser
subdivididas nas 2 bases localizadas onde ocorrem os
trabalhos submersos;
3.3.2 As subidas e quedas na água devem ocorrer nos
intervalos quando a respectiva base estiver sem aluno
submerso na água;
3.3.3 As atividades de remo deverão ser executadas em
forma de segurança, com a dupla de alunos remando
rio acima, acompanhando a localização aproximada da
dupla que efetua mergulho, observando à distância as
bolhas de ar que se movimentam pela correnteza do
rio.
4. Exercícios de funções de apoio, na superfície: os alunos nas
bases, que não estiverem executando trabalhos submersos,
deverão ser organizados para efetuar demais operações de
apoio na superfície, sendo:
4.1.1 Exercício de funções de apoio na base 1: durante a
execução dos trabalhos deve haver na base, um barco
de segurança, em apoio ao exercício, devidamente
equipado (com par de remos, flutuador ou bóia de
segurança, motor de popa - desligado e levantado, e
tanque com combustível), com uma dupla de alunos
devidamente supervisionados, exercendo as funções
de segurança e executando exercício de remo; Na
margem um aluno deverá desempenhar a função de
homem carta;
4.1.2 Exercício de função de apoio na base 2: durante a
execução dos trabalhos deve haver na base, um barco
de segurança, em apoio ao exercício, em funções
Gerson Cosme de Souza PA – 14 207
Curso de Mergulho Autônomo
semelhantes ao barco de apoio da base 1;
4.1.3 Na margem, deve haver um aluno na função de
homem carta, registrando os mergulhos, um aluno na
função de homem guia, controlando o cabo e se
comunicando através de sinais por toques e uma
dupla de alunos equipados, na função de apoio e
segurança;
5. Exercício geral de percurso de superfície:
5.1 Exercício: Terminadas as bases anteriores, os alunos
deverão ser reunidos, recolher materiais e equipamentos e,
mediante ordem, executar, sob comando e fiscalização,
percurso de natação equipada rio abaixo, por período de 20
minutos, sendo pré-estabelecido o ponto onde os alunos
deverão terminar o exercício;
5.1.1 Para o percurso, os alunos permanecerão apenas com
o equipamento básico de mergulho livre e deverá
haver dois barcos acompanhando o exercício.

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Vtr TP ou UT, CA para


deslocamentos e barcos de alumínio e inflável, no local, em
água;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: acidentes de trânsito
durante o percurso; barotraumas, panes em equipamento
(equipe de segurança), afogamentos, apagamento, cãibras,
cortes, enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos
prováveis
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de
mergulho, Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
f. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão
de um instrutor, na função de supervisor de mergulho o
qual fiscalizará e orientará as atividades de apoio de
superfície executadas pelos alunos.
g. Para cada base deverá haver um instrutor ou monitor
Gerson Cosme de Souza PA – 14 208
Curso de Mergulho Autônomo
fiscalizando a segurança;
h. Cada dupla de alunos que efetuar percurso submerso
na base 1 deverá estar acompanhada por um instrutor ou
monitor que fiscalizará as atividades e efetuará a
segurança dos mesmos;
i. Instrutores e monitores em função de segurança
subaquática deverão trabalhar com equipamento de
Mergulho Autônomo munido de duas (02) válvulas
reguladoras de demanda de ar, acopladas ao cavalete do
registro do cilindro (octópus), para uso em caso de
emergência;
j. Nas montagens de estruturas para os sistemas
aquáticos, devem ser utilizadas embarcações devidamente
equipadas (com par de remos, flutuador ou bóia de
segurança, motor de popa - desligado e levantado, e
tanque com combustível), e os materiais devem estar
devidamente acondicionados para evitar desequilíbrio por
má distribuição, enrosco e acidentes no momento em que
forem lançados na água;
k. Nos trabalhos submersos deverá haver uma
embarcação com motor de popa desligado, movido por
remo, manobrado por uma dupla de alunos
acompanhando as bolhas de ar, atentando para possíveis
solicitações de apoio; os alunos deverão estar fiscalizados
por um supervisor;
l. O exercício geral de percurso de superfície será
efetuado com todos os alunos agrupados por dupla
encangada, em coluna de 2 e acompanhados de perto
por equipe de segurança composta por instrutores ou
monitores que se revezarão, ficando parte em barcos e
parte por água, sendo utilizados 02 Barcos (um no começo
do grupo e um de “ Serra Fila”)
m. No exercício geral de percurso de superfície os alunos
deverão estar vestidos com roupa de neoprene e sub-
lastreados, como fator de segurança Deve-se levar em
conta que pode haver necessidade do barco se deslocar
para alguma emergência, diminuindo a infra-estrutura de
apoio.
n. Primeiros socorros no local pelos encarregados da
segurança (MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte
pelos meios acima previstos

Gerson Cosme de Souza PA – 14 209


Curso de Mergulho Autônomo

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
2. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de pesquisa subaquática;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao Quartel.
3. Limpeza de viaturas e equipamentos;
4. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS EM AMBIENTE CONTROLADO DE PROCURA
E ATIVIDADES DE SALVATAGEM.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 14 210


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 15

Avaliação - Teste de Tanque


PLANO DE AULA 15
Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 66 e 67: UD UD-06 (14/24 e 15/24) – EXERCÍCIOS EM AMBIENTE


CONTROLADO: Teste de tanque (3/4 e 4/4);

Local: Tanque de mergulho – profundidade de 6,0 m

Tempo Sugerido: 1:40 hora

Materiais: Prancheta de anotações; caneta; PDRA, Folha Registro de


Mergulho, relógio, ou cronômetro, equipamentos individuais
de mergulho autônomo, compressor para carregamento de
cilindros, Narguillê, caixa de 1º socorros, caixa ferramentas;
máscaras vendadas; vendas para os olhos, gongo ou
sinalizador sonoro subaquático;

OBJETIVOS:

Os alunos deverão demonstrar em teste de simulação de emergências,


habilidades de:
1. Sanar pequenas panes em equipamento quando submersos, acrescido se
simulações de grande vazamento de ar do equipamento;
2. Agir com habilidade e desenvoltura em operações de mergulho nos
trabalhos submersos, em ambientes abertos com correnteza de água;
3. Atuar de forma segura e com equilíbrio psicológico suficiente para se salvar
em situações de emergências subaquáticas;

Gerson Cosme de Souza PA – 15 212


OBJETIVOS - continuação:

O instrutor deve avaliar o perfil físico e psicológico dos alunos, através de teste
submerso, de caráter eliminatório, de forma que se possa:

1. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores que possuam


condições psicofísicas para desempenhar suas missões e sobreviverem a
situações emergenciais, de stress e de perigo;
2. Habilitar num só padrão os mergulhadores que irão executar atividades
subaquáticas, dentro dos moldes de segurança que a atividade requer, em
conformidade com as exigências da NORMAN 15, da DIRETORIA DE
PORTOS E COSTAS da Marinha do Brasil, e especificações da NR 15, do
Ministério do Trabalho;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, com simulações de emergências técnicas em equipamento, e
situações embaraçosas ou dificultosas que um mergulhador poderá
encontrar quando no atendimento de ocorrências de trabalhos submersos.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que apresentar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de incapacidade de adaptação às
situações simuladas no teste;
4. Garantir a eficiência do aprendizado.

Gerson Cosme de Souza PA – 15 213


MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação à semelhança do Teste de Tanque anterior, serão


desenvolvidas atividades de simulações de emergências de pane
em equipamento, e situações de visibilidade nula em água,
acrescidos de simulações de situação de enrosco e pane do
equipamento e de simulações de remoinhos ou turbilhões de água,
gerando mudança de posição do mergulhador, em situação que
simule ser girado ficando alternadamente entre as posições vertical,
lateral e de cabeça para baixo, além da presença de grandes
vazamentos do equipamento no ambiente aquático.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão demonstrar
capacidade para participar de instruções em águas abertas em mar,
e capacidade para resolver situações de emergências, panes em
equipamentos; sabendo se salvar se for envolvido em alguma
situação fora de controle. Pode-se mencionar como exemplo
ilustrativo, que o aluno ao mergulhar, próximo a alguma queda-
d‟água ou cachoeira que venha a gerar remoinho, turbilhão ou
corredeira de água, em um trecho de rio, onde as águas corram
céleres, e se envolver em situação que fuja ao controle, deve saber
se comportar, procurando salvar sua vida, seu equipamento e ter
estrutura para atender possível necessidade de socorro de seu
companheiro de equipe.

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica no


mergulho dos alunos, quando em simulações de emergências
técnicas em equipamento, e situações embaraçosas ou
dificultosas que poderão encontrar, quando no atendimento de
ocorrências de trabalhos submersos.
2. Determinar o grau de adaptabilidade dos avaliados em
simulações de trabalhos submersos sob situações de stress e
de situações dificultosas ou embaraçosas de mergulho:
3. Garantir a seleção e a formação adequada de mergulhadores
que possuam condições psicofísicas para desempenhar suas
LEITURA missões e sobreviverem a situações emergenciais, de stress e
MP 2-1 de perigo;

Gerson Cosme de Souza PA – 15 214


PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Verificar funcionamento do compressor para carregamento de


cilindros e colocá-lo à disposição para funcionamento e
utilização durante a aula.
2. Verificar funcionamento do equipamento dependente leve de
mergulho – Narguilê, e posicioná-lo de forma a poder ser
utilizado no tanque de mergulho.
3. Providenciar materiais e equipamentos necessários à instrução,
para o local onde será desenvolvida a aula, conforme relação
de materiais.

DESENVOLVIMENTO:

1. Entrada em forma e conferência de materiais: os alunos deverão


entrar em forma, na borda do tanque, munidos de seus
equipamentos de mergulho autônomo para conferência e
recebimento de orientações.
2. Orientações aos alunos sobre a forma de avaliação:
2.1 Os alunos à semelhança do Teste anterior, deverão
permanecer em local afastado do Tanque e somente
comparecer para o teste mediante ordem;
2.2 Os alunos que terminarem o teste deverão aguardar em local
específico, sem manter comunicação com os alunos que ainda
não efetuaram o teste.
Leitura 2.3 As primeiras cangas avaliadas trabalharão auxiliando nas
MP 2-2 providências relativas ao carregamento de cilindros;
3. O teste de tanque terá duração média entre 10 (dez) e 15
(quinze) minutos, conforme cada necessidade ou situação
específica, não devendo ultrapassar a 20 minutos, sendo que,
em caso de dúvidas o aluno avaliado poderá ser requisitado a
descer novamente para novo teste;
4. O teste de tanque será desenvolvido com base nos assuntos
contidos na PDRA - Teste de Tanque, sem obrigatoriedade de
que seja rigorosamente obedecida a seqüência de assuntos nela
contidos;
4.1 Avaliação 1 - máscara vendada: o aluno deverá passar pelas
seguintes atividades com máscara vendada:
a. Descer com máscara vendada ao local de aplicação do
teste e, vendado, recuperar a válvula reguladora que lhe é
MP 2-2 retirada acidentalmente...”, sob situação de grande
Gerson Cosme de Souza PA – 15 215
vazamento de ar, no ambiente aquático (“sonrizal”) em
MR 2-1 simulação de pane, em correnteza...
b. Detectar e sanar pane que lhe for simulada no equipamento
sob situação de grande vazamento de ar no equipamento
(“sonrizal”);
c. Respirar pela válvula de segundo estágio vendado de
cabeça para baixo, sob situação de grande vazamento de
ar, no ambiente aquático;
d. Repartir o ar da válvula de segundo estágio com o
avaliador, sendo girado alternadamente entre as posições
de pé e de cabeça para baixo, com vazamentos de ar, em
simulação de pane, em correnteza;
e. Respirar de cabeça para baixo, e ser tocado por cabo, em
simulação de enrosco e pane do equipamento;
f. Respirar pelo registro do cilindro, sendo girado
alternadamente entre as posições de pé e de cabeça para
baixo, com vazamentos de ar do equipamento;
4.2 Avaliação 2 – atividades subaquáticas sem máscara: o aluno
deverá permanecer sem máscara e passar pelas seguintes
atividades:
a. Respirar pelo registro do cilindro sem máscara, sob situação
de grande vazamento de ar, no ambiente aquático;
b. Repartir o ar da válvula de segundo estágio com um dos
avaliadores, que simulará ser seu canga em situação
simulada de correnteza e pane do equipamento;
MP 2-9 c. Respirar sendo girado e ficando alternadamente em
diversas posições, inclusive de cabeça para baixo, sem
máscara, e repartir o ar da válvula de segundo estágio com
um dos avaliadores, que simulará ser seu canga, sob
situação de grande vazamento de ar, no ambiente aquático,
em situação simulada de correnteza e pane do
equipamento;
d. Respirar pelo registro do cilindro, sem máscara, sendo
girado alternadamente entre as posições de pé e de cabeça
para baixo, com simulação de remoinhos ou turbilhões de
água, além da presença de grandes vazamentos do
equipamento no ambiente aquático;

AVALIAÇÃO

1. Deverão ser verificadas durante todo o teste as condições de


controle emocional, do avaliado, seu raciocínio, sua adaptação
ao meio e sua resistência psicofísica, frente às situações
simuladas impostas.
2. Também deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação
aos exercícios;
Gerson Cosme de Souza PA – 15 216
3. A calma, o equilíbrio emocional e o padrão de comportamento
do avaliado serão registrados na PDRA - Teste de Tanque,
conforme modelo em anexo;
4. Deverão ser considerados inaptos os alunos que demonstrarem
ser potencialmente perigosos, por falta de discernimento na
execução dos exercícios, que não conseguirem desempenhar
com desenvoltura as atividades a que forem concitados a
executar; ou que demonstrarem visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação
às situações que forem submetidos;
5. Também deverão ser considerados inaptos os alunos que, sem
motivo justificado, se recusarem a executar os exercícios
previstos na PDRA, ou qualquer outro que, pelo nível de
instrução já ministrada, seja possível executar; o aluno nessa
situação deverá ser dispensado, e considerado, pela Comissão
de avaliação, como sem “Pendor Específico” para continuar as
atividades do Curso;
6. Ao término da aplicação dos testes, a Comissão de Avaliação
apresentará as PDRA – Teste de Tanque de cada aluno ao
coordenador do Curso ou estágio, com devidos conceitos e
pareceres das equipes, descrevendo se o avaliado encontra
apto ou inapto a continuar as atividades do Curso;

PLANO DE SEGURANÇA

1. Possíveis acidentes: barotraumas, apagamentos, câimbras, ou


afogamento, panes em equipamento e acidente com materiais e
equipamentos, cortes, enrosco, ferimentos com material, pânico
ou desestabilização psicológica de aluno
2. Medidas preventivas:
a. O teste de tanque será aplicado somente por comissão de
Oficiais e Praças que possuam curso de instrutor ou de
monitor de Mergulho Autônomo, e será específico para cada
aluno;
b. Durante aplicação do teste, deverão estar presentes no
fundo do tanque: 01 (um) mergulhador em função de
segurança, 03 aplicadores de teste prático, sendo que um
deles assume a função de canga do avaliado, quando
necessário, e 03 observadores avaliadores, podendo um
dos avaliadores acumular a função de segurança;
c. Os instrutores e monitores trabalharão c/ equipamento de
Mergulho Autônomo munido de duas (02) válvulas
reguladoras de demanda de ar, acopladas ao cavalete do
registro do cilindro (octópus), para uso em caso de
emergência, na segurança dos alunos nas atividades de
Gerson Cosme de Souza PA – 15 217
avaliação subaquáticas
d. Na superfície deverá permanecer pelo menos 01 (um)
auxiliar, em funções de apoio, e o instrutor titular de
Mergulho Autônomo, que deverá cronometrar o tempo e
sinalizar o final, de forma sonora, e será o responsável geral
das atividades, exercendo as funções de homem carta e de
Supervisor de Mergulho;
e. Também na superfície permanecerão um mergulhador
operando e fiscalizando o funcionamento do Narguillê e um
operando o compressor de carregamento de cilindros;
f. Deverá haver revezamento das equipes, para cada grupo de
05 (cinco) alunos avaliados, visando evitar Stress dos
aplicadores de teste e dos avaliadores, sob pena de
diminuição na eficiência e eficácia das avaliações;
g. Deverá ser efetuada a avaliação individual de 01 (um) aluno
de cada vez, não devendo os alunos executar o teste em
duplas (cangas), pois a falha de um poderia prejudicar a
adequada avaliação do outro
h. Os alunos serão submetidos única e exclusivamente a
simulações de perigo aparente e simulações de Stress, não
podendo haver atitudes de desrespeito, trote ou
brincadeiras com os mesmos;
i. Os exercícios em que um dos avaliadores desempenhar
função de canga do avaliado, repartindo o ar com o mesmo,
serão desenvolvidos com o monitor equipado normalmente,
com equipamento autônomo com válvula sobressalente
(octopus), observando o comportamento do aluno e pronto
para agir, em caso de emergência;
j. Todos os avaliadores deverão atuar com equipamento munido
de válvula reserva sobressalente (octopus); com vistas à
segurança do aluno avaliado;
k. Primeiros socorros no local pelos encarregados da
segurança (MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte
pelos meios acima previstos.
3. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Santa Casa de Jacareí; e UIS CPI-1 ou HPM,
para casos graves mas não urgentes;
4. VEÍCULOS PARA SOCORRO: vtr TP ou UT ou UR, conforme
gravidade ou não do caso.

ENCERRAMENTO

Gerson Cosme de Souza PA – 15 218


1. Comentários e sugestões;
2. Determinar limpeza e acondicionamento dos materiais
coletivos e individuais.
3. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados em aula.
4. Agradecer a participação de todos e anunciar a aula 09 –
NATAÇÃO COM EQUIPAMENTOS AUTÔNOMO e
ENTRADAS NA ÁGUA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


de Souza, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998.

Gerson Cosme de Souza PA – 15 219


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 16
Mar - Trabalho submerso
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 16

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 68 a 71: MA UD 9 (1/29 a 4/29) - SAÍDAS PARA O MAR: Montagem


de sistemas para trabalhos subaquáticos, fainas de
marinharia, e executar demais funções de apoio, na superfície:
(1/8 e 2/8); Percurso submerso orientado por cabo de fundo
(diurno) (1/7 e 2/7)

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – Mar, com


profundidades entre de 05m e 10m, que permita efetuar
exercícios de trabalho submerso;

Tempo Sugerido: 3:10 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; 01 barco de alumínio, e


01 bote inflável, com seus devidos pares de remos, e
flutuadores; HT; 01 motor de popa e tanque c/ combustível;
05 bóias de sinalização (p/ bases), 02 Bolsas molhadas ou
sacos e de tecido (estopa ou algodão = ex: saco de farinha
de trigo); Piper galvanizado ou de PVC; Flange;
equipamentos individuais de mergulho autônomo completos;
01 carretel c/ 200 m de corda de nylon, 05 cabos de 15 m e
02 cabos finos p/ amarrar bases; 08 poitas pesadas, 01 poita
leve para cada dupla de alunos e ( p/ cabo de fundo ); caixa
de ferramentas; caixa de primeiros socorros; copos plásticos
e água potável;

Gerson Cosme de Souza PA – 16 221


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos, sob situações reais, deverão demonstrar habilidades de:


1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho no ambiente
externo, em águas abrigadas com movimentação ondulatória – mar;
2. Montar sistemas para trabalhos subaquáticos;
3. Executar fainas de marinharia;
4. Desempenhar rotinas de manutenção;
5. Desempenhar tarefas de guia, carta, e supervisor de mergulho, atividades de
apoio a bordo de embarcação, e demais funções de apoio, na superfície;
6. Assumir funções de supervisão e controle,
7. Efetuar comunicação por sinais internacionais de mergulho;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Capacitar o aluno para atuar de forma segura em missões de mergulho em
locais de água corrente;
2. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma se for envolvido em situações de stress, quando
submerso;
3. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo ao
planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA – 16 222


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios de planejamento e


execução de mergulhos em praia, com trabalhos de percurso
submerso orientado por cabo de fundo; operações de montagens de
componentes; operações de apoio da superfície; manobras de
barcos, com manuseios de remo e com operação motor de popa;
técnicas de subida em barco quando equipado, na superfície da
água.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão desenvolver
capacidade psicofísica para executar, trabalhos submersos, com
utilização de ferramentas, em ambientes com movimentação
ondulatória de água; os alunos devem passar por experiências que
possibilitem preparo para atuar com equilíbrio em trabalhos
subaquáticos em águas abertas - mar.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho no


ambiente externo, em águas abrigadas com movimentação
ondulatória – mar;
2. Planejar e montar sistemas para execução de trabalhos
subaquáticos em mar;
3. Efetuar manobras de embarcar e desembarcar de bote, pela
água, em mar, quando equipado;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Os alunos deverão ser reunidos em grupos na praia, para


orientações e exercício de planejamento da missão a ser
executada, que será a montagem de um sistema para execução
de Percurso submerso orientado por cabo de fundo, e execução
LEITURA de trabalhos submersos, em 3 pontos de parada, sendo no
MP 2-1 primeiro, montar piper (galvanizado ou PVC), no segundo, troca
Gerson Cosme de Souza PA – 16 223
Curso de Mergulho Autônomo
de equipamento entre cangas e, no terceiro ponto, montagem
de Flange pequeno, utilizando parafusos e chaves de boca;
a. Deverá ser exposto o que será cada exercício, e a situação
dos exercícios a serem desenvolvidos, com explicações
verbais, sem esquemas ou desenhos.
b. Deverão ser escolhidas duas duplas de alunos para
apresentar o esquema em forma de croquis, na areia da
praia, sobres as bases de exercícios, materiais necessários
e um plano de segurança.
c. Os esquemas desenvolvidos deverão ser rapidamente
corrigidos e comentados por outras duas duplas de aluno,
em presença de instrutor ou monitor; em seguida deve ser
apresentado o esquema oficial do que será realizado, o
plano de segurança a ser seguido e a relação oficial dos
materiais e equipamentos necessários;
2. Em seguida, os alunos deverão ser divididos em funções de
montagem dos sistemas, e equipe de apoio, sendo especificada
uma dupla de alunos para cuidar do carregamento de cilindros
que forem esgotando o ar.

DESENVOLVIMENTO:

1. Conferência de materiais, e montagem da infra-estrutura: os


alunos deverão, escolher os materiais e equipamentos,
necessários à montagem do sistema, colocar barcos
devidamente equipados na água e iniciar montagem do sistema
de cabos bases e poitas:
1.1 A base deverá ser montada com cabo de 200 metros
afundado de trecho em trecho por poitas, fixadas ao cabo
Leitura de fundo com alça de nó boca de lobo;
MP 2-2 1.2 Nas extremidades o cabo deverá ser fixado em 2 pontos
fixos resistentes (colunas, píer, árvores frondosas, etc.), por
nó volta do fiel;
1.3 Na execução dos trabalhos devem ser utilizados no mínimo
um barco de alumínio, e um inflável, devidamente
equipados (com par de remos, flutuador ou bóia de
segurança, motor de popa - desligado e levantado, e tanque
com combustível), com os materiais devidamente
acondicionados para evitar que a embarcação entre em
desequilíbrio e vire, ou que ocorra enrosco ou acidentes no
momento em que forem lançadas as poitas na água;
1.4 Os materiais didáticos deverão ser acondicionados dentro
de sacolas molhadas ou sacos de pano (estopa ou algodão)
Gerson Cosme de Souza PA – 16 224
Curso de Mergulho Autônomo
e as sacolas fixadas nas bases 1 e 3, amarradas por cordão
MP 2-2 fino, com nó volta do fiel (sacola com materiais didáticos) e
nó prússico (cabo de fundo);
MR 2-1 1.5 O sistema, após utilizado, deverá permanecer montado para
o servir ao próximo exercício noturno, sendo recolhidos
apenas os M.A.I. ( piper e flange );

MP 2-9 2. Atividades submersas e de superfície: terminado o exercício de


montagem de base, os alunos deverão ser divididos em grupos e
efetuar trabalhos diversos, sendo:
2.1 Exercício 1 = Percurso submerso: Na base 1, efetuar
percurso submerso, utilizando cabo de fundo como guia,
executando as bases;
2.1.1 Poderão estar executando o exercício pelo cabo de
fundo, duas duplas, ou mais, desde que cada dupla
esteja devidamente acompanhada por barco de
segurança.
2.1.2 Cada dupla de alunos que efetuar mergulho deverá
estar acompanhada por um instrutor ou monitor.
2.1.3 Por se tratar de exercício em praia, se a água permitir
boa visibilidade, cada monitor, poderá mergulhar com
2 equipes de alunos simultaneamente, sendo que,
cada base será executada por uma dupla de cada vez,
enquanto a outra dupla espera e auxilia o monitor na

Gerson Cosme de Souza PA – 16 225


Curso de Mergulho Autônomo
segurança.
2.1.4 Cada dupla de alunos deverá transportar, durante o
percurso submerso, uma poita leve e um cordão fino
para amarração;
2.1.5 Ao chegar em pontos do cabo onde ocorra tendência
de flutuação a dupla deve efetuar amarração de sua
respectiva poita no cabo de fundo utilizando o cordão
fino, e seguir percurso;
2.1.6 Deverão ser executados dois nós para amarração da
poita ao cabo de fundo, sendo que na poita deverá ser
efetuado nó volta do fiel e no cabo de fundo o nó
prússico.
2.1.7 As poitas leves deverão permanecer fixando o
cabo para serem retiradas no próximo exercício, de
percurso submerso noturno;
2.1.8 Para facilitar o controle pela equipe de
segurança, em cada base, concluído a respectiva
tarefa, deverá haver subida balão da dupla de alunos
que executa o percurso submerso, com a equipe se
comunicando com os tripulantes do barco de
segurança e informando estar o exercício da base
concluído;
2.2 Exercício 2 = Subida em barco, remo e queda na água: cada
dupla de alunos deverá executar treinamento de subida e queda
na água e manobras de barco com remo:
2.2.1 Os alunos deverão ser divididos em grupos de
segurança conforme disponibilidade de barcos, sendo
certo que deverá haver utilização de pelo menos dois
barcos na água;
2.2.2 cada dupla de alunos deverá executar exercício de
percurso de superfície, subidas e quedas na água e
segurança por manobra de barco a remo;
2.2.3 A dupla em função de segurança deverá efetuar
percurso de superfície até o local do barco, e efetuar
subida no barco, e manter no barco seu equipamento
básico de mergulho livre, permanecendo com roupa de
neoprene, sem cinto lastreado,.
2.2.4 Cada barco deverá efetuar segurança de uma dupla
de alunos que estiver executando o exercício no cabo
submerso;
2.2.5 O barco deve permanecer com o motor de popa
desligado e levantado, pronto para emergências, e os
alunos deverão operar o barco por manobras a remo;
2.2.6 O barco deve acompanhar a dupla mergulhando,
tendo como referência as bombonas colocadas nos
Gerson Cosme de Souza PA – 16 226
Curso de Mergulho Autônomo
trechos do cabo submerso, e tomando por base a
direção das bolhas de ar dos mergulhadores, que
chegam à superfície da água;
2.2.7 As subidas e quedas na água devem ocorrer nos
intervalos quando a respectiva base estiver sem aluno
submerso na água;
2.2.8 Quando os alunos que estão mergulhando chegam à
margem, as equipes de segurança devem se revezar,
efetuando percurso de superfície e subida no barco,
pela nova equipe, seguida de queda na água, e
retorno à margem, pela equipe que terminou a
segurança;
3. Exercícios de funções de apoio, na superfície: os alunos nas
bases, que não estiverem executando trabalhos submersos,
deverão ser organizados para efetuar demais operações de
apoio na superfície, sendo:
3.1.1 Exercício de funções de apoio de homem carta:
durante a execução dos trabalhos deve haver na
margem, um aluno na função de homem carta,
registrando os mergulhos;

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Bote inflável e barco de alumínio,


p/ deslocamento na praia com materiais para o sistema dos
exercícios;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: barotraumas, panes em
equipamento, afogamentos, apagamento, cãibras, cortes,
enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos
prováveis
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de
mergulho, Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra, conforme caso e localização da saída da
água,
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de um
instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual
Gerson Cosme de Souza PA – 16 227
Curso de Mergulho Autônomo
fiscalizará e orientará as atividades de apoio de superfície
executadas pelos alunos.
b. Cada dupla de alunos que efetuar percurso submerso na base
1 deverá estar acompanhada por um instrutor ou monitor que
fiscalizará as atividades e efetuará a segurança dos
mesmos;
c. Por se tratar de exercício em praia, se a água permitir boa
visibilidade, cada monitor, poderá mergulhar com 2 equipes
de alunos simultaneamente.
d. Instrutores e monitores em função de segurança subaquática
deverão trabalhar com equipamento de Mergulho Autônomo
munido de duas (02) válvulas reguladoras de demanda de ar,
acopladas ao cavalete do registro do cilindro (octópus), para
uso em caso de emergência;
e. Nas montagens de estruturas para os sistemas aquáticos,
devem ser utilizadas embarcações devidamente equipadas
(com par de remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de
popa - desligado e levantado, e tanque com combustível), e
os materiais devem estar devidamente acondicionados para
evitar desequilíbrio por má distribuição, enrosco e acidentes
no momento em que forem lançados na água;
f. Nos trabalhos submersos deverá haver uma embarcação com
motor de popa desligado, movido por remo, manobrado por
uma dupla de alunos acompanhando as bolhas de ar,
atentando para possíveis solicitações de apoio; os alunos
deverão estar fiscalizados por um supervisor;
g. Primeiros socorros no local pelos encarregados da segurança
(MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte pelos meios
acima previstos

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
2. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de pesquisa subaquática;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.

ENCERRAMENTO

Gerson Cosme de Souza PA – 16 228


Curso de Mergulho Autônomo
1. Comentários e sugestões sobre as atividades;
2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento
dos cilindros utilizados.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula
de mergulho autônomo: EXERCÍCIOS DE PERCURSO
SUBMERSO NOTURNO E SEGURANÇA COM BARCO.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


de Souza, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998;
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA – 16 229


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 17
Mar - Trabalho submerso noturno
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 17

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 72 a 74: MA UD 9 (5/29 a 7/29) - SAÍDAS PARA O MAR: Percurso


submerso orientado por cabo de fundo (noturno) (3/7)
Montagem de sistemas para trabalhos subaquáticos, fainas de
marinharia, e executar demais funções de apoio, na superfície:
(3/8 e 4/8);

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – Mar, com


profundidades entre de 05m e 10m, que permita efetuar
exercícios de trabalho submerso;

Tempo Sugerido: 2:30 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; 01 barco de alumínio, e


01 bote inflável, com seus devidos pares de remos, motor de
popa, tanque c/ combustível e flutuadores; HT; lanternas
comuns; no mínimo 05 lanternas subaquáticas; 05 bóias de
sinalização (p/ bases), 02 Bolsas molhadas ou sacos e de
tecido (estopa ou algodão = ex: saco de farinha de trigo);
Piper galvanizado ou de PVC; Flange; equipamentos
individuais de mergulho autônomo completos; 01 carretel c/
200 m de corda de nylon, 05 cabos de 15 m e 02 cabos
finos p/ amarrar bases; 08 poitas pesadas, 01 poita leve para
cada dupla de alunos e ( p/ cabo de fundo ); caixa de
ferramentas; caixa de primeiros socorros; copos plásticos e
água potável;

Gerson Cosme de Souza PA – 17 231


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos, sob situações reais, deverão demonstrar habilidades de:


1. Executar operações de mergulho noturno no ambiente externo com
movimentação ondulatória, em águas abrigadas do mar;
2. Desmontar sistemas de trabalhos subaquáticos;
3. Executar fainas de marinharia;
4. Desempenhar rotinas de manutenção;
5. Desempenhar tarefas de guia, carta, e supervisor de mergulho, atividades de
apoio a bordo de embarcação, e demais funções de apoio, na superfície;
6. Assumir funções de supervisão e controle,
7. Efetuar comunicação por sinais internacionais de mergulho - sinais noturnos;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Capacitar o aluno para atuar de forma segura em trabalhos submersos
noturnos em locais de água corrente;
2. Desenvolver nos alunos, habilidades que lhes possibilitem atuar com
equilíbrio e manter a calma se for envolvido em situações de stress, quando
submerso;
3. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo ao
planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA – 17 232


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios de mergulho noturno em


mar, com percurso submerso em águas abrigadas, orientado por
cabo de fundo; operações de apoio da superfície; manobras de
barcos, com manuseios de remo e com operação motor de popa; e
técnicas de subida em barco quando equipado, na superfície da
água.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão demonstrar
capacidade psicofísica para executar, trabalhos noturnos
submersos, em ambientes com movimentação ondulatória de água;
os alunos devem passar por experiências que possibilitem preparo
para atuar com equilíbrio em possíveis trabalhos subaquáticos
noturnos em águas abertas - mar.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Familiarizar-se com atividades e operações de mergulho


noturno no ambiente externo, em águas abrigadas com
movimentação ondulatória – mar;
2. Montar e desmontar sistemas para execução de trabalhos
subaquáticos em mar;
3. Efetuar manobras de embarcar e desembarcar de bote, pela
água, em mar, quando equipado;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Os barcos deverão ser recolocados na água e o sistema


checado para execução do exercício noturno;
a. Deverá ser exposto o que será o exercício, e as normas de
segurança para o ambiente noturno.
b. Deverá ser designada a seqüência de duplas e respectivos
LEITURA instrutores e monitores a executarem o exercício.
MP 2-1 2. Em seguida, os alunos deverão assumir suas funções, sendo
Gerson Cosme de Souza PA – 17 233
Curso de Mergulho Autônomo
especificada uma dupla de alunos para cuidar do carregamento
de cilindros que forem esgotando o ar.

DESENVOLVIMENTO:

1. Atividades submersas e de superfície: divididos os grupos os


alunos deverão efetuar trabalhos diversos, sendo:
1.1 Exercício 1 = Percurso submerso noturno com subidas balão:
efetuar percurso submerso simples, utilizando cabo de fundo
como guia, tendo como tarefa a retirada e transporte da poita
leve que a dupla havia fixado ao cabo de fundo no exercício
diurno;

Leitura
MP 2-2

1.1.1 Poderão estar efetuando exercício duas duplas, ou mais,


desde que cada dupla esteja devidamente acompanhada por
barco de segurança.
1.1.2 Cada dupla de alunos que efetuar mergulho deverá estar
acompanhada por um instrutor ou monitor.
1.1.3 Cada dupla de alunos deverá retirar sua poita fixada no
babo de fundo do exercício anterior e transportar, de
Gerson Cosme de Souza PA – 17 234
Curso de Mergulho Autônomo
regresso;
MP 2-2 1.1.4 Para facilitar o controle pela equipe de segurança, em
cada base, as duplas deverão efetuar subida balão ao chegar
MR 2-1 em cada cabo com bombona de flutuação, se comunicando
com os tripulantes do barco de segurança e retornando, para
dar continuidade ao percurso;
1.2 Exercício 2 = Segurança noturna com barco a remo: cada
dupla de alunos deverá executar treinamento de manobras de
barco com remo, efetuando segurança de alunos em atividade
de mergulho noturno:
1.2.1 Os alunos deverão ser divididos em grupos de segurança
conforme disponibilidade de barcos, sendo certo que deverá
haver utilização de pelo menos dois barcos na água;
1.2.2 cada dupla de alunos deverá executar exercício de
percurso de superfície, subidas e quedas na água e
segurança por manobra de barco a remo;
1.2.3 A dupla em função de segurança deverá efetuar percurso
de superfície até o local do barco, e efetuar subida no barco,
e manter no barco seu equipamento básico de mergulho livre,
permanecendo com roupa de neoprene, sem cinto lastreado,.
1.2.4 Cada barco deverá efetuar segurança de uma dupla de
alunos que estiver executando o exercício no cabo submerso;
1.2.5 O barco deve permanecer com o motor de popa
desligado e levantado, pronto para emergências, e os alunos
deverão operar o barco por manobras a remo;
1.2.6 O barco deve acompanhar a dupla mergulhando, tendo
como referência as bombonas colocadas nos trechos do
MP 2-9 cabo submerso, e tomando por base a direção das bolhas de
ar dos mergulhadores, que chegam à superfície da água;
1.2.7 As subidas e quedas na água devem ocorrer nos
intervalos quando a respectiva base estiver sem aluno
submerso na água;
1.2.8 Quando os alunos que estão mergulhando chegam à
margem, as equipes de segurança devem se revezar,
efetuando percurso de superfície e subida no barco, pela
nova equipe, seguida de queda na água, e retorno à margem,
pela equipe que terminou a segurança;

2. Exercícios de funções de apoio, na superfície: os alunos nas


bases, que não estiverem executando trabalhos submersos,
deverão ser organizados para efetuar demais operações de
apoio na superfície, sendo:
2.1 Exercício de funções de apoio de homem carta: durante a
execução dos trabalhos deve haver na margem, um aluno na
função de homem carta, registrando os mergulhos;
Gerson Cosme de Souza PA – 17 235
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Bote inflável e barco de alumínio, p/


deslocamento na praia com materiais para o sistema dos
exercícios;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: barotraumas, panes em
equipamento, afogamentos, apagamento, cãibras, cortes,
enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos
prováveis
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra, conforme caso e localização da saída da
água,
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de
um instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual
fiscalizará e orientará as atividades de apoio de superfície
executadas pelos alunos.
b. Cada dupla de alunos que efetuar percurso submerso na
base 1 deverá estar acompanhada por um instrutor ou
monitor que fiscalizará as atividades e efetuará a segurança
dos mesmos;
c. Para facilitar o controle pela equipe de segurança, em cada
base, as duplas deverão efetuar subida balão ao chegar em
cada cabo com bombona de flutuação, se comunicando com
os tripulantes do barco de segurança e retornando, para dar
continuidade ao percurso;
d. Instrutores e monitores em função de segurança
subaquática deverão trabalhar com equipamento de
Mergulho Autônomo munido de duas (02) válvulas
reguladoras de demanda de ar, acopladas ao cavalete do
registro do cilindro (octópus), para uso em caso de
emergência;
e. Nas montagens de estruturas para os sistemas aquáticos,
devem ser utilizadas embarcações devidamente equipadas
Gerson Cosme de Souza PA – 17 236
Curso de Mergulho Autônomo
(com par de remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de
popa - desligado e levantado, e tanque com combustível), e
os materiais devem estar devidamente acondicionados para
evitar desequilíbrio por má distribuição, enrosco e acidentes
no momento em que forem lançados na água;
f. Nos trabalhos submersos deverá haver uma embarcação
com motor de popa desligado, movido por remo, manobrado
por uma dupla de alunos acompanhando as bolhas de ar,
atentando para possíveis solicitações de apoio; os alunos
deverão estar fiscalizados por um supervisor;
g. Primeiros socorros no local pelos encarregados da
segurança (MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte
pelos meios acima previstos

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
2. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução das
bases de pesquisa subaquática;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.
4. Em função dos consideráveis riscos que as atividades
envolvem, os instrutores deverão propor reprovação ou
desligamento do aluno que demonstrar ser potencialmente
perigoso, por falta de discernimento desleixo ou desafio às
regras de segurança, ou que demonstrar visivelmente
imaturidade, instabilidade emocional, ou falta de capacidade de
adaptação às situações reais apresentadas;

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Controle sobre as atividades de carregamento de.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula de
mergulho autônomo: EXERCÍCIOS SUBAQUÁTICOS COM
COMUNICAÇÃO POR SINAIS INTERNACIONAIS DE
Gerson Cosme de Souza PA – 17 237
Curso de Mergulho Autônomo
MERGULHO.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


de Souza, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998;
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA – 17 238


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 18
Mar - Mergulho em costeira
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 18

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 75 a 77: MA UD 9 (8/29 a 10/29) - SAÍDAS PARA O MAR: MA UD 9 -


SAÍDAS PARA O MAR (8/29 a 10/29) = Exercícios de natação
equipada; natação orientada (diurna) (1/2 e 2/2); Exercícios
subaquáticos com comunicação por sinais internacionais de
mergulho (5/8)

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – Mar, com


profundidades entre de 05m e 15m, que permita efetuar
exercícios de trabalho submerso;

Tempo Sugerido: 2:30 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; Roupa de neoprene,


equipamentos individuais de mergulho autônomo completos;
luvas de proteção para mergulho em costeira; no mínimo 02
botes infláveis, devidamente equipados (par de remos, motor
de popa e tanque c/ combustível e flutuadores) para
segurança e 01 para suporte e carregamento de carga; 01
cabo de 15 m; 01 bóia de sinalização; 01 poita pesada; 01
poita leve para cada barco; no mínimo 01 faca de mergulho;
01 HT para cada barco; água potável em cada barco;

Gerson Cosme de Souza PA – 18 240


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos, sob situações reais, deverão demonstrar habilidades de:


1. Efetuar deslocamentos de natação equipada em regiões de mar com águas
abrigadas;
2. Executar fainas de marinharia;
3. Desempenhar rotinas de segurança;
4. Desempenhar tarefas atividades de apoio a bordo de embarcação, e demais
funções de apoio, na superfície;
5. Efetuar comunicação por sinais internacionais de mergulho;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Capacitar o aluno para atuar de forma segura em trabalhos submersos e de
superfície, em costeiras de mar com águas abrigadas;
2. Testar a resistência física dos alunos, em efetuar mergulho após
deslocamentos de superfície;
3. Testar a habilidade dos alunos para trabalhar em grupo, em atividades
aquáticas submersas e de apoio por embarcação, em condições que exijam
resistência psicofísica;
4. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo ao
planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA – 18 241


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula serão desenvolvidos exercícios de natação orientada


diurna – percurso de superfície com autônomo, em águas abrigadas,
sinalização de local para atividade de mergulho; operações de apoio
da superfície, em embarcação; mergulhos com exercícios de
comunicação subaquática por sinais internacionais de mergulho;
manobras de barcos, com manuseios de remo e com operação
motor de popa; e técnicas de subida em barco quando equipado, na
superfície da água.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão passar por
experiências de executar mergulho em costeira, após
deslocamentos pela superfície da água, equipados com autônomo,
sentir a influência e os efeitos do movimento da água, nos trabalhos
submersos e demonstrar resistência psicofísica, e habilidade para
trabalhar em grupo, em atividades subaquáticas nessas condições.

OBJETIVOS:

Proporcionar aos participantes habilidades que os capacitem a:

1. Efetuar deslocamentos de natação equipada em regiões de


mar com águas abrigadas;
2. Executar fainas de marinharia;
3. Desempenhar rotinas de segurança;
4. Desempenhar tarefas atividades de apoio a bordo de
embarcação, e demais funções de apoio, na superfície;
5. Efetuar comunicação por sinais internacionais de mergulho;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Os barcos deverão ser colocados na água e os materiais


conferidos para execução do exercício;
d. Deverá ser exposto o que será o exercício, e as
LEITURA normas de segurança.
MP 2-1 2. Em seguida, os alunos deverão se equipar e se posicionar na
Gerson Cosme de Souza PA – 18 242
Curso de Mergulho Autônomo
beirada da água, para início dos exercícios.

DESENVOLVIMENTO:

1. Exercício geral de percurso de superfície: os alunos deverão ser


reunidos e, mediante ordem, executar, sob comando e
fiscalização, percurso de deslocamento em natação equipada,
com seus respectivos equipamentos autônomos, sendo pré-
estabelecido o ponto onde os alunos deverão executar o
exercício;
1.1 Para o percurso, os alunos deverão estar sub-lastreados e
acompanhando o exercício deverá haver no mínimo dois
barcos de segurança e 01 de apoio com transporte de carga,
e respeitada ainda a proporção de um barco para cada 5
mergulhadores.
1.1.1 Deve-se levar em consideração que após
deslocamento, ao chegar ao local estipulado, os
alunos deverão utilizar barcos para montar sistema de
infra-estrutura de mergulho, e os barcos servirão de
base de superfície para execução dos trabalhos;
1.1.2 Deve-se levar também em consideração que os alunos
após mergulho, necessitam recolher o equipamento
autônomo vazio nos barcos;

Leitura
MP 2-2

2. Atividades submersas e de superfície: ao chegar ao local de


execução dos exercícios, deverão ser determinadas as duplas
que efetuarão mergulho e as que efetuarão apoio em
embarcação e montagem da estrutura de sinalização do local de
mergulho; divididos os grupos os alunos deverão efetuar
Gerson Cosme de Souza PA – 18 243
Curso de Mergulho Autônomo
trabalhos diversos, sendo:
MP 2-2 2.1 Exercício 1 = Montagem de infra-estrutura para atividade de
mergulho: os alunos encarregados da sinalização, deverão
MR 2-1 montar sistema de bóia, cabo de fundo e poita, que servirão
de ponto de referência para os trabalhos;
2.2 Exercício 2 = mergulho em costeira: os alunos deverão ser
reunidos em grupos de até 5 alunos, e efetuar mergulho, à
vontade, devendo ser exercitada a comunicação subaquática
por sinais internacionais e a técnica de coordenação de
grupos pela liderança;
2.2.1 Os componentes do grupo deverão eleger um
coordenador, que terá como missão liderar as ações
do grupo, e mantê-lo coeso, efetuando mergulho em
costeira, e treinando sinais de comunicação, por
determinado período de tempo, até receber ordem
para mudança de missão ou para providenciar reunião
geral com fim de regresso;
2.2.2 Cada grupo de alunos deverá ser supervisionado por
um instrutor ou monitor efetuando mergulho de
segurança e apoio;
3. Exercício 3 = Segurança com barco de apoio: deverá haver um
revezamento de grupos de alunos mergulhando e alunos
encarregados de efetuar apoio em embarcação, executando
treinamento de manobras de barco com remo, efetuando
segurança aquática, e cuidando dos registros de mergulhos;
3.1 O supervisor de mergulho deverá determinar o tempo em que
cada grupo de alunos permanecerá em atividade subaquática
MP 2-9 e o tempo em que efetuará apoio de superfície:
3.1.1 Os barcos devem permanecer com o motor de popa
desligado e levantado, pronto para emergências, e os
alunos deverão operar o barco por manobras a remo;
3.1.2 Os barcos devem permanecer próximos as bóia de
sinalização, atentos a possíveis solicitações;
4. Exercício 4 = Retorno ao continente: mediante ordem, os alunos
deverão ser reunidos, desmontar a base de sinalização e,
executar, sob comando e fiscalização, percurso de natação
equipada, de regresso ao continente;
4.1 O percurso de regresso deverá ser executado com os alunos
equipados apenas com equipamento básico de mergulho
livre, sendo os equipamentos de mergulho autônomo
transportados de volta em barco de apoio.

Gerson Cosme de Souza PA – 18 244


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Bote inflável e barco de alumínio,


para transporte dos materiais para o sistema dos exercícios;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: cãibras, hipotermia,
afogamentos, barotraumas, panes em equipamento,
apagamento, cortes, enrosco, ferimentos com material ou
outros ferimentos prováveis;
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de
mergulho, Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra, conforme caso e localização da saída da
água,
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de
um instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual
fiscalizará e orientará as atividades.
b. Os percursos de superfície de ida e volta, serão efetuados
com todos os alunos agrupados por dupla encangada, em
coluna de 2;
c. Os percursos serão acompanhados por seguranças em
água e embarcados em botes infláveis, à frente e à
retaguarda do grupo, prontos para emergências; os
instrutores e monitores se revezarão, seguindo parte em
barcos e parte por água;
d. Durante os percursos os alunos deverão estar vestidos com
roupa de neoprene e sub lastreados, como fator de
segurança (lastros nos barcos), visto tratar - se de local com
correntezas de marés e com profundidade que possibilita
afogamento;
e. Para a estrutura do sistema aquático deverão ser utilizadas
embarcações devidamente equipadas (com par de remos,
flutuador ou bóia de segurança, motor de popa - desligado e
levantado, e tanque com combustível);
f. Deverão ser utilizados no mínimo 02 Barcos de segurança
(um no começo do grupo e um de “Serra Fila”), e um barco
para apoio de transporte de materiais;
Gerson Cosme de Souza PA – 18 245
Curso de Mergulho Autônomo
g. Para quantificação do número necessário de barcos deverá
ser respeitada a proporção de um barco para cada 5
mergulhadores; deve-se levar em conta que pode haver
necessidade de algum barco se deslocar em emergência
para a praia, diminuindo a infra-estrutura de apoio.
h. Os materiais deverão estar devidamente acondicionados
para evitar desequilíbrio por má distribuição, enrosco e
acidentes no momento em que forem lançados na água;
i. No local do exercício de mergulho cada grupo de alunos,
deverá ter acompanhamento e controle de um instrutor ou
monitor, que observará o comportamento coletivo e
individual de cada componente do grupo, e agirá como
segurança, tomando medidas necessárias em caso de
emergência;
j. Deverá haver na superfície, um bote inflável com motor de
popa desligado, movido por remo, manobrado por uma
dupla de alunos, atentando para possíveis solicitações de
apoio; e preparado p/ resgatar algum mergulhador que subir
em situação de emergência;
k. Instrutores e monitores em função de segurança
subaquática deverão trabalhar com equipamento de
Mergulho Autônomo munido de duas (02) válvulas
reguladoras de demanda de ar, acopladas ao cavalete do
registro do cilindro (octópus), para uso em caso de
emergência;
l. Uma embarcação com motor de popa desligado,
acompanhando as bolhas de ar, os alunos deverão estar
fiscalizados por um supervisor;
m. Primeiros socorros no local pelos encarregados da
segurança (MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte
pelos meios acima previstos

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
2. Deverão ser avaliadas a perfeição na montagem da base de
sinalização e a capacidade de coesão dos grupos formados;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.
4. Em função dos consideráveis riscos que as atividades
envolvem, os instrutores deverão propor reprovação ou
desligamento do aluno que demonstrar ser potencialmente
Gerson Cosme de Souza PA – 18 246
Curso de Mergulho Autônomo
perigoso, por falta de discernimento desleixo ou desafio às
regras de segurança, ou que demonstrar visivelmente
imaturidade, instabilidade emocional, ou falta de capacidade
de adaptação às situações reais apresentadas;

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Controle sobre as atividades de carregamento de.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS SUBAQUÁTICOS, COM USO DE
EQUIPAMENTO DEPENDENTE LEVE – NARGUILÊ
(NOTURNO).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA – 18 247


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 19
Mar - Trabalho com Narguilê
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 19

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 78 a 80: MA UD 9 (11/29 a 13/29) - SAÍDAS PARA O MAR: Atividades


noturnas de apoio a bordo de embarcação, e demais funções
de apoio (6/8); fixar, serrar, e pregar objetos respirando pelo
Narguilê; Flutuar objetos (1/7 e 2/7)

Local: Mar em águas abrigadas – Píer, com profundidade entre 05m


e 10m;

Tempo Sugerido: 3:10 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; folhas de rascunho para duplas


efetuarem planejamento; FRM; PDRA; Roupa de neoprene,
equipamentos individuais de mergulho autônomo completos;
Narguilê, com mangueira dupla; 01 bote inflável para cada
grupo de 5 alunos, devidamente equipado (par de remos,
motor de popa e tanque c/ combustível e flutuadores); 01
bote para segurança em cada base; 05 lanternas
subaquáticas 03 lanternas comuns; 02 Lampiões à gás com
camisas reserva, 04 flutuadores; 02 cabos de 10 m; 01 cabo
de 15 m; 02 bóias de sinalização ou bombonas; 01 poita
pesada; 01 poita ou âncora, leve para cada barco; no mínimo
01 faca de mergulho; Madeira, martelo, pregos, cantoneira
metálica ou cano de pvc; serra de metal com lâminas
reserva, serrotes, piper e flange; Lingas de aço e manilhas
para fixação de objetos; sacolas molhadas ou sacos de pano,
para acondicionamento dos materiais nas bases;

Gerson Cosme de Souza PA – 19 249


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica dos alunos, em


situações reais de mergulho, semelhante às que deverão trabalhar, em
futuros atendimentos de ocorrências.
2. Os alunos deverão demonstrar habilidades de:
a. Efetuar deslocamentos de natação equipada noturna em regiões de mar
com águas abrigadas
b. Executar fainas noturnas de marinharia
c. Efetuar entradas na água em pé de locais elevados;
d. Desempenhar rotinas de segurança;
e. Desempenhar tarefas atividades noturnas de apoio a bordo de
embarcação, e demais funções de apoio, na superfície;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar a capacidade do aluno para atuar de forma segura em trabalhos
noturnos, submersos e de superfície, em mar com águas abrigadas;
2. Testar a resistência física dos alunos, em efetuar mergulho com permanência
em barco no mar com marola, após ter executado trabalhos anteriores de
mergulho;
3. Testar a habilidade dos alunos para trabalhar em equipe, em atividades
aquáticas submersas noturnas de apoio por embarcação, em condições que
exijam resistência psicofísica;
4. Garantir a eficiência do aprendizado através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA – 19 250


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos serão analisados em exercício noturno de


permanência em bote, com deslocamento pela água, e utilização de
equipamento dependente leve para realizar trabalhos noturnos de
serrar montar e desmontar piper, flange, pregar objetos e serrar
objetos, e efetuar trabalhos noturnos de flutuação, em águas
abrigadas, equipando-se e entrando na água em pé a partir de salto
de Píer, complementadas com operações de apoio na superfície -
Pier, e em embarcação;
O instrutor deve estar ciente que os alunos passarão pela
experiência de executar mergulho noturno em mar com marola, após
permanecer por determinado período em embarcação, equipados
com autônomo, sentindo a influência da diminuição da temperatura
ambiente, a dificuldade de trabalhar em ambiente escuro, com
necessidade de uso de lanterna e os efeitos do movimento da água,
gerando estado de leve cansaço físico já antes da execução dos
trabalhos submersos. O aluno deverá demonstrar que possui
resistência psicofísica e habilidade para trabalhar em equipe, em
atividades subaquáticas nessas condições.
Essa instrução comporta tranqüilamente funções para um grupo de
mais de vinte alunos, executando funções em rodízio, por 6 bases.

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica


dos alunos, em situações reais de mergulho, semelhante
às que deverão trabalhar, em futuros atendimentos de
ocorrências.
2. Os alunos deverão demonstrar habilidades de:
a. Efetuar deslocamentos de natação equipada
noturna em regiões de mar com águas abrigadas;
b. Executar fainas noturnas de marinharia;
c. Efetuar entradas na água em pé de locais elevados;
d. Desempenhar rotinas de segurança;
e. Desempenhar tarefas atividades noturnas de apoio a
LEITURA bordo de embarcação, e demais funções de apoio,
MP 2-1 na superfície;
Gerson Cosme de Souza PA – 19 251
Curso de Mergulho Autônomo

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Os alunos deverão ser reunidos em duplas, para apresentação


de planejamento e orientações dos exercícios a serem
desenvolvidos.
2. Deverá ser apresentado pelas duplas seu respectivo
planejamento de todo o sistema de trabalho que será
desenvolvido no Píer, contendo, localização das embarcações,
funções de apoio e segurança, plano de segurança relação de
materiais e croqui das bases, que serão:
a. Base 1: Montar Piper e Flange sobre a cabeça, respirando em
dupla (cachimbo) pelo Narguilê.
b. Base 2: Serrar, pregar respirando em dupla (cachimbo) pelo
Narguilê: Mergulho orientado por toques em cabo guia, com
trabalho de serrar e pregar objetos, efetuando cachimbo em
equipamento dependente leve - Narguilê.
c. Base 3: Trabalho de fixação por linga metálica e trabalho de
flutuação de objeto, sinalizado por bombona ou bóia de
sinalização
d. Base 4: Exercício de apoio com embarcação por dupla de
alunos
e. Base 5: Apoio de superfície, em Píer, com funções de
homem carta, homem guia e operador de Narguilê.
f. Base 6: Permanência em bote inflável, equipado com material
básico de mergulho livre;
g. Deverá ser feita breve exposição do que será cada exercício,
com explicações verbais, sem esquemas ou desenhos.
h. Cada dupla de alunos deverá desenvolver seus próprios
Leitura esquemas, em forma de croquis fictícios das bases, relação
MP 2-2 das atividades necessárias para desenvolvimento dos
sistemas, uma relação de materiais necessários e um plano
de segurança.
i. Os esquemas desenvolvidos deverão ser recolhidos para
posterior correção e apresentado pelo instrutor o esquema
oficial do que será realizado, o plano de segurança a ser
seguido e a relação oficial dos materiais e equipamentos
necessários;
j. Deverá ser providenciada escala prévia, com nomes de
alunos em funções a serem desempenhadas na avaliação
noturna, das bases de 1 a 6, na seqüência de base 1, 2, 5 e
6, intercaladas por funções de segurança em barco na
respectiva base.
Gerson Cosme de Souza PA – 19 252
Curso de Mergulho Autônomo
3. Em seguida, os alunos deverão se reunir no Píer, para início
MP 2-2 das atividades;

MR 2-1
DESENVOLVIMENTO:

1. Avaliação de montagens de infra-estrutura: Os alunos deverão


ser divididos em grupos e, mediante supervisão, iniciar
montagem dos sistemas de mergulho, conforme o que foi
previamente discutido;

a. Base 1: Montagem de Piper e Flange sobre a cabeça


b. Base 2: Serrar, pregar respirando em dupla pelo Narguillê
c. Base 3: Fixação por linga metálica e trabalho de flutuação
d. Base 4: Exercício de apoio com embarcação
e. Base 5: Apoio de superfície e operador de Narguilê
MP 2-9
f. Base 6: Permanência em bote inflável (todos sem função)

1.1 Os alunos deverão providenciar os materiais e equipamentos


necessários à instrução, conforme relação de materiais
existente.
1.2 Os barcos deverão ser colocados na água e os materiais
conferidos e levados ao Píer, onde ocorrerá a execução dos
exercícios;
1.3 Os equipamentos a serem trabalhados nas bases devem ser
acondicionados em sacolas molhadas ou sacos de pano,
amarrados por cordão fino com nó volta do fiel, fixado ao
cabo de fundo por nó prússico;
1.4 Martelo e serrote podem ser fixados por cordão fino
diretamente no cabo de fundo, sem a sacola molhada;
1.5 Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos
exercícios;
1.6 Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução

Gerson Cosme de Souza PA – 19 253


Curso de Mergulho Autônomo
das bases de pesquisa subaquática;
1.7 Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios
1.8 As atividades deverão ser supervisionadas, com registros em
PDRA, do que merecer consideração, para fins de análise;

AVALIAÇÃO

1. Avaliação de trabalhos submersos: as equipes deverão ser


distribuídas conforme escala prévia e executar exercícios em
bases, sendo;
1.1 Avaliação da base 1 = Montar piper e Flange sobre a cabeça,
respirando em dupla (cachimbo) pelo Narguillê: os alunos
deverão partir da base 6 (barco) em percurso de superfície,
até a base e efetuar montagem de flange sobre a cabeça,
cachimbando pelo Narguilê; ao término, deverão seguir para
a base 2;
1.1.1 Se a visibilidade noturna estiver prejudicada (água
suja – mar de ressaca) os alunos poderão efetuar a
avaliação respirando normalmente em Narguilê, sem
necessidade de efetuar cachimbo.
1.1.2 Terminada a base, a dupla assume as funções de
segurança no barco da referida base, o que possibilita
período para recuperação e descanso e a dupla em
função de segurança segue para efetuar a base 2
1.2 Avaliação da base 2 = na base 2 deverão ser efetuados
trabalhos de pregar madeira e serrar cantoneiras metálicas
(ou canos de pvc) e peças de madeira; terminada a base
deve-se assumir a segurança do bote da respectiva base e a
dupla em função de segurança entra na água, passando para
a base 5, sobre o pier;
1.3 Avaliação da base 3 = Fixação por linga metálica e trabalho
de flutuação: Os alunos da base 5 – píer deverão se equipar
com equipamento autônomo, completo e, após se checarem
mutuamente deverão efetuar entrada na água em pé por
salto (passo de gigante) e se deslocar até objeto sinalizado
com bombona, para efetuar trabalho de fixação por linga
metálica e trabalho de flutuação; terminados os trabalhos
assume-se as funções de segurança do bote da respectiva
base e a dupla em função de segurança entra na água,
retornando para o bote na base 6;
1.4 Avaliação da base 4 = apoio com embarcação: as funções de
segurança são efetuadas por alunos que terminaram a base
Gerson Cosme de Souza PA – 19 254
Curso de Mergulho Autônomo
em que o barco se encontra;
1.5 Avaliação da base 5 = Apoio de superfície: No Píer deverá
haver duas duplas, sendo que uma desempenha funções de
homem guia das bases 1 e 2, e a outra se divide na função
de homem carta e de operador de narguilê; a dupla que vem
da base 3, assume as funções de homem guia; a dupla nas
funções de guia, um pouco menos molhada, assume as
funções de operador de narguilê, e de homem carta; e a
dupla nessas funções se equipa, para execução da base 3;
1.6 Avaliação da Base 6 = Permanência em barco, com saídas e
regressos em percurso de superfície, até bases próximas ao
PIER, para execução de funções; nessa base permanecem
todos os alunos que não estiverem exercendo nenhuma
função; nessa base (se houver aluno), deverá ser avaliada a
resistência psicológica do aluno em permanecer embarcado
durante período noturno, em bote, no mar com marolas,
aguardando missão;
1.7 Avaliações de funções de apoio, na superfície: as avaliações
de apoio na superfície são efetuadas em relação ao
seguranças nos botes e em relação às funções no píer.

2. Em função dos consideráveis riscos que as atividades envolvem,


os instrutores deverão efetuar avaliação criteriosa dos
participantes, e se necessário, propor reprovação ou
desligamento do aluno que demonstrar ser potencialmente
perigoso, por falta de discernimento desleixo ou desafio às regras
de segurança, ou que demonstrar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação às
situações reais apresentadas;

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Bote inflável e barco de alumínio, p/


deslocamento na praia com materiais para o sistema dos
exercícios;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: cãibras, hipotermia,
enjôo, afogamentos, barotraumas, panes em equipamento,
apagamento, cortes, enrosco, ferimentos com material ou outros
ferimentos prováveis;
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
Gerson Cosme de Souza PA – 19 255
Curso de Mergulho Autônomo
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra.
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de um
instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual
fiscalizará e orientará as atividades.
b. Os trabalhos submersos de cada base deverão ser
acompanhados por instrutores e monitores que se revezarão
na água, além dos barcos de segurança existentes nos
sistemas;
c. Os materiais deverão estar devidamente acondicionados nos
barcos, para evitar desequilíbrio por má distribuição, enrosco
e acidentes no momento em que forem lançados na água;
d. Os percursos de superfície de ida e volta, entre as bases
serão efetuados sob responsabilidade dos alunos
responsáveis pela segurança na respectiva base que recebe
o aluno ou o dispensa por término de exercício, ou seja, o
barco da base é responsável tanto pela chegada da dupla
para desenvolver os trabalhos como pelo seu deslocamento
até a próxima base;
e. Durante os exercícios os alunos deverão estar vestidos com
roupa de neoprene para evitar hipotermia, e sub lastreados,
como fator de segurança (lastros nos barcos), visto tratar - se
de exercício noturno, com possibilidade de correntezas de
marés e probabilidade de cansaço físico por parte dos
participantes, ou lapso de tempo nas funções do barco de
segurança de determinada base;
f. Para a estrutura do sistema aquático deverão ser utilizadas
embarcações devidamente equipadas (com par de remos,
flutuador ou bóia de segurança, motor de popa - desligado e
levantado, e tanque com combustível);
g. Deverá ser proibido o uso de motor de popa ligado na área
onde se encontram mergulhadores na água;
h. No local dos exercícios deverá haver 01 Barco extra, operado
por instrutor ou monitor, que executará a função se
coordenador de segurança aquática por embarcação, além
do instrutor na função de supervisor de mergulho; deve-se
levar em conta que pode haver necessidade de algum barco
se deslocar em emergência para a praia, diminuindo a infra-
estrutura de apoio.
i. Instrutores e monitores em função de segurança subaquática
deverão trabalhar com equipamento de Mergulho Autônomo
Gerson Cosme de Souza PA – 19 256
Curso de Mergulho Autônomo
munido de duas (02) válvulas reguladoras de demanda de ar,
acopladas ao cavalete do registro do cilindro (octópus), para
uso em caso de emergência;
j. Primeiros socorros no local pelos encarregados da segurança
(MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte pelos meios
acima previstos
k. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos
exercícios;
l. Deverão ser avaliadas a perfeição na montagem da base de
sinalização e a capacidade de coesão dos grupos formados;
m. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Controle sobre as atividades de carregamento de.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS SUBAQUÁTICOS, COM USO DE
EQUIPAMENTO DEPENDENTE LEVE – NARGUILÊ
(NOTURNO).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 19 257


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 20
Mar - Operações de resgate
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 20

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 81 a 86: MA UD 9 (14/29 a 19/29) - SAÍDAS PARA O MAR: Exercício


de deslocamento a pé, transportando equipamento individual
de mergulho autônomo (1/2 e 2/2); e trabalhos submersos
diversos (4/7 a 6/7), e operações de resgate com manuseio de
ferramentas; (3/7)

Local: Ambiente externo em águas abrigadas – Mar, com


profundidades entre de 05m e 15m, que permita efetuar
exercícios de trabalho submerso;

Tempo Sugerido: 2:30 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; Roupa de neoprene,


equipamentos individuais de mergulho autônomo completos;
calçado individual (tênis), luvas de proteção para mergulho
em costeira; no mínimo 01 bote inflável para cada grupo de 4
alunos e 1 instrutor; e 02 barcos de alumínio, devidamente
equipados (par de remos, motor de popa e tanque c/
combustível, cabo para atracação e fundeio, poita ou âncora
para fundeio e flutuadores ou coletes de segurança) para
transporte de pessoal e carregamento de carga; 01 cabo de
15 m; 01 cabo de 50 metros; 01 bóia de sinalização; 04
poitas pesadas para fixar em objeto (barco) para pesquisa e
flutuação; lingas de aço e manilhas, chave de boca para
manilhas; 01 objeto para pesquisa em costeira; no mínimo 01
faca de mergulho; 01 HT para cada barco e 01 HT para
equipe de terra; pelo menos 01 lanterna de subaquática;
água potável em cada barco;

Gerson Cosme de Souza PA – 20 259


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos, sob situações reais de exigência de vigor físico em atividade de salvatagem,


deverão demonstrar habilidades de:
1. Efetuar deslocamentos a pé transportando materiais e equipamentos de
salvatagem para trabalhos de mergulho;
2. Executar fainas de marinharia;
3. Desempenhar rotinas de segurança;
4. Desempenhar tarefas atividades de apoio a bordo de embarcação, e demais
funções de apoio, na superfície;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Capacitar os alunos para atuarem de forma segura em trabalhos submersos e de
superfície, em costeiras de mar com águas abrigadas;
2. Testar a resistência física dos alunos, em efetuar caminhadas à pé, transportando
materiais e equipamentos de salvatagem de mergulho;
3. Testar a habilidade dos alunos para trabalhar em grupo, em atividades em terra e
aquáticas de apoio em condições que exijam resistência física;
4. Garantir a eficiência do aprendizado através de metodologia de incentivo ao
planejamento e à interação do aluno nas atividades das aulas.

Gerson Cosme de Souza PA – 20 260


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos serão exigidos em exercícios de iniciar


bem cedo uma atividade com deslocamentos por terra e por água,
transportando materiais e equipamentos de salvatagem de
mergulho, seguida de realização de trabalhos submersos em águas
abrigadas. Após deslocamento, de aproximadamente um quilômetro,
por terra e por água, serão realizados trabalhos de sinalização de
local, atividades de mergulho; operações de apoio em embarcação e
da superfície; mergulhos com exercícios de salvatagem e
comunicação subaquática por sinais internacionais de mergulho;
manobras de barcos, com manuseios de remo e com operação
motor de popa; e técnicas de subida em barco quando equipado, na
superfície da água.
No exercício de salvatagem, pode-se utilizar o próprio barco de
alumínio, para se efetuar o trabalho de amarração e flutuação.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão passar pela
experiência de sentir os efeitos de se executar mergulho em
costeira, após ter efetuado trabalhos de deslocamentos equipados
com autônomo. O aluno deverá sentir a importância do vigor físico
nos trabalhos submersos e demonstrar resistência e habilidade para
trabalhar em grupo, em atividades de salvatagem nessas condições.

OBJETIVOS:

Os alunos, sob situações reais de exigência de vigor físico em


atividade de salvatagem, deverão demonstrar habilidades de:
1. Efetuar deslocamentos a pé transportando materiais e
equipamentos de salvatagem para trabalhos de mergulho;
2. Executar fainas de marinharia;
3. Desempenhar rotinas de segurança;
4. Desempenhar tarefas atividades de apoio a bordo de
embarcação, e demais funções de apoio, na superfície;

LEITURA
MP 2-1
Gerson Cosme de Souza PA – 20 261
Curso de Mergulho Autônomo

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Na noite anterior à saída para o local de exercícios, os alunos


deverão ser reunidos em duplas, para avaliação de
planejamento e orientações das atividades a serem
desenvolvidas.
2. Deverá ser aplicada avaliação em duplas, sobre planejamento
de operação a ser executada, que terá um sistema de trabalho
composto de bases de mergulho, sendo:
a. Base 1: pesquisa e resgate de objetos em costeira;
b. Base 2: pesquisa circular e flutuação de objeto, tendo como
base embarcação (bote inflável), com utilização de cilindros
reserva fixados ao cabo de fundo.
c. Base 3: funções de apoio em embarcação, com atividades
de segurança e carta,
d. Base 4: exercícios de remo, motor de popa e quedas na
água;
e. Base 5: mergulho em costeira, devidamente
supervisionados, para alunos que terminaram exercícios
f. Para execução do serviço, deverá haver deslocamento com
transporte de materiais de salvatagem, parte por terra e
parte por água.
g. Para facilitar o exercício, apenas os materiais leves serão
transportados por terra (cilindro, nadadeiras, ferramentas e
cabos) e os demais seguirão direto por água ( válvula, cinto
lastreado, objetos para pesquisa, bombonas, poitas e
demais materiais)
3. Deverá ser feita breve exposição do que será cada exercício,
Leitura com explicações verbais, sem esquemas ou desenhos. Cada
MP 2-2 dupla de alunos deverá desenvolver seus próprios esquemas,
em forma de croquis fictícios das bases, as atividades
necessárias para desenvolvimento dos sistemas de cada base,
uma relação de materiais necessários e um plano de
segurança.
4. Os esquemas desenvolvidos deverão ser recolhidos para
posterior correção e deverá ser feito um debate em grupo,
finalizando com uma apresentação pelo instrutor do esquema
oficial do que será realizado, o plano de segurança a ser
seguido e a relação oficial dos materiais e equipamentos
necessários;
5. Deverá ser elaborada uma escala prévia das funções a serem
executadas, para se evitar desorganização e perda de tempo
Gerson Cosme de Souza PA – 20 262
Curso de Mergulho Autônomo
6. Em seguida, os alunos deverão providenciar a separação dos
MP 2-2 materiais e equipamentos necessários à missão, conforme
relação de materiais existente, sob supervisão dos instrutores e
MR 2-1 monitores e se recolher para descanso.
7. No dia seguinte, os barcos deverão ser colocados na água logo
cedo, e os materiais novamente conferidos para execução do
exercício;
a. Os alunos deverão se equipar com cilindro, repartir entre si
as responsabilidades pelos materiais de salvatagem a
serem transportados e entrar em forma
b. Deverão ser apresentadas, as últimas observações e
relembradas normas de segurança.
8. Em seguida, os alunos deverão receber ordem para início dos
exercícios.

DESENVOLVIMENTO:

1. Exercício geral de percurso por terra transportando materiais de


salvatagem: os alunos deverão ser reunidos e, mediante ordem,
iniciar, sob comando e fiscalização, caminhada de
deslocamento em natação equipada, com seus respectivos
equipamentos autônomos, sendo pré-estabelecido o ponto onde
os alunos deverão executar o exercício;

MP 2-9

1.1. Para o percurso, os alunos deverão efetuar deslocamento


por terra utilizando-se de trilha até o ponto de encontro pré-
determinado na praia do sul enquanto alguns dos instrutores
efetua deslocamento por água, operando os barcos
carregados com equipamentos.
Gerson Cosme de Souza PA – 20 263
Curso de Mergulho Autônomo
2. Exercício 2: Deslocamento por água: no ponto de encontro,
todos entram em barcos para deslocamento final até o local da
operação, na ilhota do sul.
3. Exercício 3 – Montagem de bases e execução de atividades: o
chegar ao local, os alunos deverão assumir as funções que lhe
foram previamente determinadas, e utilizar os barcos para
montar sistema de infra-estrutura de mergulho, da base 1 e da
base 3
3.1 Em seguida, todos os alunos deverão permanecer nos
barcos e executar as bases;
3.1.1 Base 1: pesquisa e resgate de objetos em costeira;
3.1.2 Base 2: pesquisa circular e flutuação de objeto, tendo
como base embarcação (bote inflável), com utilização
de cilindros reserva fixados ao cabo de fundo.
3.1.3 Base 3: funções de apoio em embarcação, com
atividades de segurança e carta,
3.1.4 Base 4: exercícios de remo, motor de popa e quedas
na água;
3.1.5 Base 5: mergulho em costeira, mediante
determinação, controle, e devidamente supervisionado
por um instrutor ou monitor, para alunos que terminaram
exercícios e revezados na função de segurança;
3.2 Todos os exercícios nas bases serão efetuados totalmente
pelos alunos, inclusive segurança, ficando em cada base, um
monitor ou instrutor, apenas para fiscalizar e supervisionar
tais atividades;
3.3 Com exceção da função de homem guia, na pesquisa de
costeira, e dos alunos do grupo liberado para mergulho em
costeira, todas as demais funções deverão ser realizadas
dentro dos barcos, que serão as bases de superfície para os
trabalhos de apoio;
3.4 Cada grupo de alunos deverá ser supervisionado por um
instrutor ou monitor na função de segurança;
3.5 Deverão ser executadas funções de homem carta e de
segurança em cada base;
3.6 Na base 1, na superfície, costeira, um aluno orientará a
pesquisa semi - circular e será acompanhado de um homem
carta e, em mar, ficarão mais 02 alunos, num bote inflável
com motor de popa desligado, ( par de remo e flutuadores )
acompanhará as bolhas dos que efetuam pesquisa
submersa;
3.7 Na base 2, o exercício de varredura circular e flutuação,
deverá ser supervisionado tanto no fundo, como na
superfície, por um instrutor ou monitor, que observará o
comportamento individual de cada componente do grupo, e,
Gerson Cosme de Souza PA – 20 264
Curso de Mergulho Autônomo
na superfície, com bote inflável ( motor de popa desligado,
remo, e flutuadores - salsichões ), um aluno, agirá como
homem carta, registrando os mergulhos e acumulará a
função de segurança, preparado p/ resgatar algum
mergulhador que subir em situação de emergência;
3.8 Deverá haver um revezamento de grupos de alunos
mergulhando em costeira e alunos encarregados de efetuar
apoio em embarcação, executando treinamento de manobras
de barco com remo, efetuando segurança aquática, e
cuidando dos registros de mergulhos;
3.9 O supervisor de mergulho deverá determinar o tempo em
que cada grupo de alunos permanecerá em atividade
subaquática e o tempo em que efetuará apoio de superfície:
3.10 Os barcos devem permanecer com o motor de popa
desligado e levantado, pronto para emergências, e os alunos
deverão operar o barco por manobras a remo;
3.11 Os barcos devem permanecer próximos as bóia de
sinalização, atentos a possíveis solicitações;
4. Exercício 4 – Desmontagem de sistemas e retorno ao
continente: mediante ordem, os alunos deverão ser reunidos,
desmontar a bases de sinalização e, executar, sob comando e
fiscalização, retorno em embarcação até a praia do sul, e, de lá,
efetuarem novamente o percurso de regresso pela trilha,
enquanto os barcos retornam por água com os equipamentos;
4.1 No regresso, os equipamentos de salvatagem que vieram por
terra poderão ser transportados de volta por barco, junto com
demais equipamentos, para se agilizar o tempo para as
instruções do período da tarde.

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Bote inflável e barco de alumínio,


para transporte dos materiais para o sistema dos exercícios;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: animais peçonhentos
durante caminhada por terra; cãibras, hipotermia, afogamentos,
barotraumas, panes em equipamento, apagamento, cortes,
enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos
prováveis;
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
Gerson Cosme de Souza PA – 20 265
Curso de Mergulho Autônomo
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra, conforme caso e localização da saída da
água,
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. As caminhadas de ida e volta, deverão ser efetuadas com
todos os alunos calçados com tênis, agrupados por dupla
encangada, em coluna de 2;
b. Os alunos deverão estar alerta para possíveis contatos com
animais peçonhentos;
c. O itinerário por mar, será efetuado por monitores embarcados
em botes infláveis, rebocando os barcos de alumínio, com
materiais e equipamentos;
d. Para a estrutura do sistema aquático deverão ser utilizadas
embarcações devidamente equipadas (com par de remos,
flutuador ou bóia de segurança, motor de popa - desligado e
levantado, e tanque com combustível);
e. Os materiais deverão estar devidamente acondicionados para
evitar desequilíbrio por má distribuição, enrosco e acidentes
no momento em que forem lançados na água;
f. Deverão ser utilizados barcos respeitada a proporção de um
barco para cada grupo de 5 mergulhadores, e mais os barcos
para transporte de equipamentos; deve-se levar em conta
que pode haver necessidade de algum barco se deslocar em
emergência para a praia, diminuindo a infra-estrutura de
apoio.
g. Deverá haver na superfície de cada base, um bote inflável
com motor de popa desligado, movido por remo, manobrado
por uma dupla de alunos, atentando para possíveis
solicitações de apoio; e preparado para resgatar algum
mergulhador que subir em situação de emergência;
h. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de um
instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual
fiscalizará e orientará as atividades.
i. Os exercícios submersos nas bases deverão ser
acompanhados por seguranças em água e embarcados em
botes infláveis; os instrutores e monitores se revezarão,
acompanhando parte em barcos e parte por água;
j. Instrutores e monitores em função de segurança subaquática
deverão trabalhar com equipamento de Mergulho Autônomo
munido de duas (02) válvulas reguladoras de demanda de ar,
acopladas ao cavalete do registro do cilindro (octópus), para
uso em caso de emergência;
k. Durante os exercícios de mergulho em costeira, os alunos
Gerson Cosme de Souza PA – 20 266
Curso de Mergulho Autônomo
deverão estar vestidos com roupa de neoprene e sub
lastreados, como fator de segurança (lastros nos barcos),
visto tratar - se de local com correntezas de marés e com
profundidade que possibilita afogamento;
l. No mergulho em costeira deverá haver uma embarcação com
motor de popa desligado, acompanhando as bolhas de ar, os
alunos deverão estar fiscalizados por um supervisor;
m. Primeiros socorros no local pelos encarregados da segurança
(MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte pelos meios
acima previstos

AVALIAÇÃO

1. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos


exercícios;
2. Deverão ser avaliadas a perfeição na montagem da base de
sinalização e a capacidade de coesão dos grupos formados;
3. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.
4. Em função dos consideráveis riscos que as atividades
envolvem, os instrutores deverão propor reprovação ou
desligamento do aluno que demonstrar ser potencialmente
perigoso, por falta de discernimento desleixo ou desafio às
regras de segurança, ou que demonstrar visivelmente
imaturidade, instabilidade emocional, ou falta de capacidade
de adaptação às situações reais apresentadas;

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Controle sobre as atividades de carregamento de.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS SUBAQUÁTICOS, COM USO DE
EQUIPAMENTO DEPENDENTE LEVE – NARGUILÊ
(Vespertino).

Gerson Cosme de Souza PA – 20 267


Curso de Mergulho Autônomo
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA – 20 268


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 21
Mar - Trabalho com Narguilê
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 21

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 87 a 89: MA UD 9 (20/29 a 22/29) - SAÍDAS PARA O MAR: Trabalhos


de operações de resgate com manuseio de ferramentas e uso
de equipamento dependente leve – Narguilê – diurno (4/7 e
5/7); Exercícios subaquáticos de inspeções em casco de
embarcações, trabalhos de fixar e movimentar objetos e
trabalhos submersos diversos (7/7)

Local: Mar em águas abrigadas – Píer, com profundidade entre 05m


e 10m;

Tempo Sugerido: 2:30 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; Roupa de neoprene,


equipamentos individuais de mergulho autônomo completos;
Embarcação do 17º GB, 02 botes infláveis, devidamente
equipados (par de remos, motor de popa e tanque c/
combustível e flutuadores, cabo para atracação, e ancora ou
poita para fundeio), para transporte de pessoal; 02 barcos
para segurança nas bases; 02 bóias de sinalização ou
flutuadores (bombonas); 02 cabos de 10 m; 02 cabos de 40
m; 01 poita pesada; no mínimo 01 faca de mergulho; 01
Narguilê, com mangueira dupla; Lingas de aço e manilhas
para fixação de objetos

Gerson Cosme de Souza PA – 21 270


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Verificar o controle emocional e a resistência específica dos alunos, em


situações reais de mergulho, semelhante às que deverão trabalhar, em futuros
atendimentos de ocorrências.
Os alunos deverão demonstrar habilidades de:
1. Efetuar entradas na água em pé de locais elevados;
2. Executar fainas de marinharia;
3. Desempenhar rotinas de segurança;
4. Desempenhar tarefas atividades de apoio por embarcação, e demais
funções de apoio, na superfície;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar a capacidade do o aluno para atuar de forma segura em trabalhos
submersos e de superfície, em mar com águas abrigadas;
2. Testar a resistência física dos alunos, em efetuar mergulho repetitivo, após
atividade anterior de mergulho e de exercícios físicos em terra;
3. Testar a resistência psicofísica dos alunos para trabalhar em equipe, em
atividades aquáticas, e de apoio por embarcação e por terra, em condições
que exigem atividades contínuas e repetitivas;
4. Garantir a eficiência do aprendizado através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA – 21 271


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos deverão executar exercícios de fixar e


movimentar objetos; Exercícios subaquáticos de inspeções em
casco de embarcações; Operações com motor de popa e quedas na
água; complementadas com operações de apoio na superfície - Píer,
e em embarcação.
O instrutor deve estar ciente que os alunos deverão demonstrar
resistência física para executar mergulho em mar com marola, e
trabalhar em equipe, em atividades aquáticas, e de apoio por
embarcação e por terra, em condições que exigem atividades
contínuas e repetitivas.

OBJETIVOS:

1. Verificar a resistência específica dos alunos, em situações


reais de mergulho, semelhante às que deverão trabalhar, em
futuros atendimentos de ocorrências.
2. Os alunos deverão demonstrar habilidades de:
a. Efetuar entradas na água em pé de locais elevados;
b. Executar fainas de marinharia;
c. Desempenhar rotinas de segurança;
d. Desempenhar tarefas atividades de apoio por embarcação,
e demais funções de apoio, na superfície;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. A embarcação do 17º GB deverá ser solicitada com a devida


antecedência;
2. Os alunos deverão ser previamente reunidos para discussão
sobre os exercícios, e apresentar uma divisão de escala
dinâmica de funções entre as bases de exercícios.
3. Os barcos deverão ser colocados na água e os materiais
conferidos;
LEITURA 4. Os materiais da base 1 deverão ser levados ao Píer, onde
MP 2-1 ocorrerá a execução dos exercícios de fixação de objetos por
Gerson Cosme de Souza PA – 21 272
Curso de Mergulho Autônomo
cabos e por lingas de aço e manilhas;
5. No Píer deverá ser testado o funcionamento do Narguilê.
6. Os equipamentos de mergulho autônomo deverão ser
transportados em bote para a embarcação, onde serão
realizados os exercícios de inspeção e limpeza de casco
7. Em seguida, os alunos deverão entrar em forma na praia, para
início dos exercícios de montagem de bases.

DESENVOLVIMENTO:

1. Montagem dos sistemas: Os alunos deverão ser divididos em


grupos e, mediante supervisão, iniciar montagem dos sistemas
de bases de exercícios de mergulho, sendo:

1.1 Base 1 = Trabalhos em Píer – os alunos deverão levar ao


píer Narguilê, cabo de 40 metros, lingas de aço e manilhas,
acondicionados em sacola molhada ou sacos de pano, para
trabalhos de fixação e movimentação de objetos, e materiais
para execução de funções de apoio (FRM, canetas, etc); na
Leitura base serão executadas as seguintes operações:
MP 2-2 1.1.1 Base 1a = Trabalhos de fixar e movimentar objetos:
1.1.2 Base 1b = operação de segurança em bote, com remo
1.1.3 Base 1c = Operação de apoio em superfície – Píer –
operar narguilê e executar funções de homem carta;
1.2 Base 2 = Trabalhos de fixar e movimentar objetos – os
alunos deverão preparar base com poita e sinalizar 2 pontos;
poita e cabo a partir da embarcação do GB;
1.3 Base 3 = Trabalhos com uso de embarcação do GBS – na
embarcação serão executadas as seguintes operações
1.3.1 Base 3a = Exercícios subaquáticos de inspeções e
limpeza em casco da embarcação do GB;
1.3.2 Base 3b = Operação de apoio em superfície –
escrituração de mergulhos;
Gerson Cosme de Souza PA – 21 273
Curso de Mergulho Autônomo
1.4 Base 4 = Sistema de operações de apoio com
MP 2-2 embarcações: trabalhos de apoio de superfície, através de
navegações em botes, por manobra de motor de popa
MR 2-1 (transporte e segurança – botes fora da área dos exercícios de
mergulho), com quedas na água ao término de cada ação;

AVALIAÇÃO

1. Avaliação de trabalhos nas bases: as equipes deverão ser


distribuídas conforme escala prévia e executar exercícios em
bases, sendo;
1.1 Avaliação da Base 1 = No Píer, cada dupla deverá se revezar
para avaliações em funções de:
1.1.1 Base 1a = fixação de objetos – deverão iniciar a base
repartindo o ar pelo Narguilê – cachimbo – e executar fixação
de objetos (entre as colunas sob o Píer), através de
elaboração de nós em cabo e fixando linga de aço com
manilhas;
1.1.1.1 Se a visibilidade estiver prejudicada (água suja – mar de
ressaca) é aconselhável que os alunos efetuem a
avaliação respirando normalmente em Narguilê, sem
necessidade de efetuar cachimbo;
1.1.1.2 Terminado o exercício, a dupla deverá passar para a
base 1b;
1.1.2 Base 1b = função de segurança em bote, com remo; ao
MP 2-9 término, deverão assumir as funções na base 1c;
1.1.3 Base 1c = função de apoio em superfície – Píer – operar
narguilê e executar funções de homem carta;
1.1.3.1 Ao ser substituída pela próxima dupla, a canga deverá
ser transportada pelo bote da base 4, à embarcação do
GB, para executar a base 2
2. Avaliação da Base 2: os alunos deverão ser acompanhados e
avaliados em trabalho subaquático de fixação de nó enfardador,
entre um cabo e um ponto fixo (pode ser poita sinalizada com
flutuador).
2.1 Os alunos deverão ser transportados para a embarcação por
bote inflável;
2.2 Os alunos deverão utilizar na operação um bote inflável, e
tomar cuidado para não se enroscar no cabo que será lançado
na água;
2.3 Não deverá ser utilizado o cabo de fundeio da embarcação
para efetuar trabalhos de fixação e movimentação de objetos;
2.4 Terminada a execução, a equipe deverá desmontar o
Gerson Cosme de Souza PA – 21 274
Curso de Mergulho Autônomo
sistema, acondicionar o cabo e regressar à embarcação, para
dar continuidade às atividades na base 3;
3. Avaliação da Base 3 – Trabalhos em embarcação, sendo:
3.1 Base 3a – Inspeção e limpeza de casco de embarcação: os
alunos deverão mediante ordem, efetuar entradas na água em
pé (saltar em passo de gigante), a partir da borda lateral da
embarcação e, sob fiscalização, iniciar por tempo de pelo
menos 15 minutos cada canga, operação de inspeção de casco
e limpeza de embarcação;
3.2 Base 3b – Operação de apoio em superfície: os alunos
deverão efetuar escrituração em FRM dos mergulhos de
inspeção e limpeza de casco;
3.3 Terminadas as tarefas, a dupla deverá assumir as funções da
base 4;
4. Avaliação da Base 4 – Segurança com barco de apoio: nessa
base a canga deverá executar manobras de barco com motor de
popa, por fora das áreas de mergulho, efetuando transporte das
demais duplas entre as bases, e apoio de segurança aquática, no
que for necessário;
5. Término das avaliações: mediante ordem, os alunos deverão ser
reunidos, desmontar as bases de sinalização e, executar, sob
comando e fiscalização, recolhimento e limpeza dos materiais e
equipamentos utilizados;

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: Bote inflável e barco de alumínio, p/


deslocamento na praia com materiais para o sistema dos
exercícios;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: cãibras, hipotermia,
afogamentos, barotraumas, panes em equipamento,
apagamento, cortes, enrosco, ferimentos com material ou outros
ferimentos prováveis;
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra, conforme caso e localização da saída da
água,
Gerson Cosme de Souza PA – 21 275
Curso de Mergulho Autônomo
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de um
instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual
fiscalizará e orientará as atividades.
b. O supervisor de mergulho deverá controlar o tempo em que
cada grupo de alunos permanecerá em atividade subaquática
e o tempo em que efetuará apoios de superfície;
c. Para a estrutura do sistema aquático deverão ser utilizadas
embarcações devidamente equipadas (com par de remos,
flutuador ou bóia de segurança, motor de popa - desligado e
levantado, e tanque com combustível);
d. Os materiais deverão estar devidamente acondicionados para
evitar desequilíbrio por má distribuição, enrosco e acidentes
no momento em que forem lançados na água;
e. Os barcos que efetuam função de segurança nas bases
devem permanecer com o motor de popa desligado e
levantado, pronto para emergências, e os alunos deverão
operar o barco por manobras a remo;
f. Os barcos devem permanecer próximos às bases ou à bóia
de sinalização, atentos a possíveis solicitações;
g. Nas bases de exercício de mergulho cada grupo de alunos,
deverá ter acompanhamento e controle de um instrutor ou
monitor, que observará o comportamento coletivo e individual
de cada componente do grupo, e agirá como segurança,
tomando medidas necessárias em caso de emergência;
h. Instrutores e monitores em função de segurança subaquática
deverão trabalhar com equipamento de Mergulho Autônomo
munido de duas (02) válvulas reguladoras de demanda de ar,
acopladas ao cavalete do registro do cilindro (octópus), para
uso em caso de emergência;
i. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos
exercícios;
j. Deverão ser avaliadas a perfeição na montagem da base de
sinalização e a capacidade de coesão dos grupos formados;
k. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios.
l. Primeiros socorros no local pelos encarregados da segurança
(MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte pelos meios
acima previstos.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


Gerson Cosme de Souza PA – 21 276
Curso de Mergulho Autônomo
2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Controle sobre as atividades de carregamento de.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
EXERCÍCIOS NOTURNOS DE MERGULHO LIVRE e
ROTINAS DE MANUTENÇÃO).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA – 21 277


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 22
Mar - Rotinas de manutenção

Gerson Cosme de Souza PA – 22 278


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA 22

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aula 90: MA UD 9 (23/29) - SAÍDAS PARA O MAR: Rotinas de


manutenção (6/7)
OBS: aula conjugada com plano de aula PA – 7 de ML

Local: Mar em águas abrigadas – Píer, com profundidade entre 05m


e 10m;

Tempo Sugerido: 2:30 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; Roupa de neoprene, 02


botes infláveis, equipados com par de remos, flutuadores,
cabo para atracação, e ancora ou poita para fundeio, 02
botes para segurança;

OBJETIVOS:

Verificar criatividade e capacidade dos alunos, em fainas de marinharia,


semelhantes às que deverão trabalhar, em futuros atendimentos de ocorrências.
Os alunos deverão demonstrar habilidades de:
4. Executar fainas de marinharia;
5. Desempenhar rotinas de segurança;
6. Desempenhar tarefas atividades de apoio por embarcação, e demais
funções de apoio, na superfície;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


4. Verificar a capacidade do o aluno para atuar de forma segura em trabalhos
de manutenção e fainas de marinharia;
5. Testar a resistência psicofísica dos alunos para trabalhar em equipe, em
atividades aquáticas, de apoio por embarcação e por terra, em condições
que exigem atividades contínuas e repetitivas;
6. Garantir a eficiência do aprendizado através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA – 22 279


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos deverão executar exercícios de rotinas de


manutenção de equipamentos e concluir última instrução de
mergulho livre, previsto no plano de aula PA – 7 de ML (desvirar
barco; efetuar quedas n‟água, operar bote inflável e barco de
alumínio; prática de remo e de motor de popa).
O instrutor deve estar ciente que os alunos deverão permanecer
sem atividades de trabalho submerso em preparação para a
qualificação a 30 m na manhã seguinte.

OBJETIVOS:

1. Verificar a capacidade do o aluno para atuar de forma segura


em trabalhos de manutenção e fainas de marinharia;
2. Testar a resistência psicofísica dos alunos para trabalhar em
equipe, em atividades aquáticas, de apoio por embarcação e
por terra, em condições que exigem atividades contínuas e
repetitivas;

PREPARAÇÃO DA AULA:

1. Os equipamentos de mergulho autônomo deverão ser


inspecionados e carregados em preparação para a
qualificação do mergulho autônomo no dia seguinte;
2. Em seguida, os alunos deverão entrar em forma na praia,
para início dos exercícios de mergulho livre.

DESENVOLVIMENTO:

2. Montagem dos sistemas: Os alunos deverão ser divididos em


grupos e, mediante supervisão, iniciar montagem dos sistemas
de bases de exercícios de mergulho, sendo:
2.1 Base 1 = Execução de exercícios de mergulho livre
2.2 Base 2 = Trabalhos de segurança com apoio de embarcação;
LEITURA 2.3 Base 3 = Trabalhos de segurança e apoio de superfície;
MP 2-1

Gerson Cosme de Souza PA – 22 280


Curso de Mergulho Autônomo

AVALIAÇÃO

1. Determinar aos monitores que anotem as dificuldades individuais


de cada participante na Planilha de diagnóstico de rendimento de
aluno (PDRA);
2. Verificar o alcance dos objetivos das aulas, ouvindo as respostas,
e anotando o que for interessante

PLANO DE SEGURANÇA

7. MEIOS DE TRANSPORTE: Bote inflável e barco de alumínio, p/


deslocamento na praia com materiais para o sistema dos
exercícios;
8. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: cãibras, hipotermia,
afogamentos, barotraumas, panes em equipamento,
apagamento, cortes, enrosco, ferimentos com material ou outros
ferimentos prováveis;
9. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
10. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
Leitura 11. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
MP 2-2 até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra, conforme caso e localização da saída da
água,
12. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de um
instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual
fiscalizará e orientará as atividades.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;

Gerson Cosme de Souza PA – 22 281


Curso de Mergulho Autônomo

2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e


MP 2-2 retorno ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
MR 2-1 4. Controle sobre as atividades de carregamento de cilindros.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
QUALIFICAÇÃO DO MERGULHO AUTÔNOMO, COM
DESCIDA A 30 M DE PROFUNDIDADE.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

MP 2-9

Gerson Cosme de Souza PA – 22 282


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 23
Mar - Qualificação a 30 m
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aulas 50 a 55: MA UD 9 (24/29 a 28/29) - SAÍDAS PARA O MAR: Atividades


de apoio a bordo de embarcação (7/8 e 8/8); Qualificação a
30 m (1/3 a 3/3)
Local: Ambiente externo em águas abertas – mar, com profundidade
de 30 m;

Tempo Sugerido: 5:00 horas

Materiais: Pranchetas c/ canetas; FRM; PDRA; Embarcação de apoio


do GBS, previamente agendada, equipamentos individuais
de mergulho autônomo completo; cilindros extras, para
segurança na base 1; cordões finos para amarração de
cilindros; 04 barcos, sendo 1 inflável e 1 de alumínio, com
respectivos equipamentos (motor de popa, tanque com
combustível, flutuador ou bóia de segurança, par de remos
poita leve ou âncora e cabo, para fundear / atracar
embarcação); 02 bóias ou bombonas plásticas preparadas
para sinalização ; 02 poitas pesadas; cabos de 02 cabos de
40 m; caixa de 1º socorros; caixa de ferramentas; 03 HT,
ração fria (2 lanches por pessoa); copos plásticos; água
potável.

Gerson Cosme de Souza PA – 23 284


Curso de Mergulho Autônomo

OBJETIVOS:

Os alunos deverão demonstrar habilidades de:


1. Planejar e montar sistemas para execução de trabalhos diversos de
mergulho;
2. Atuar em ambientes diversificados, com pouca ou nenhuma visibilidade, com
variáveis de aumento de pressão hiperbárica e diminuição de temperatura;
3. Efetuar trabalhos subaquáticos diversos;
4. Navegar com barco a remo e por manobras com motor de popa;
5. Executar percursos de superfície, equipados com autônomo;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar o controle emocional e resistência específica de mergulho dos
alunos, em situações reais de mergulho em águas com pouca ou nenhuma
visibilidade.
2. Registrar os resultados obtidos em Folha de Diagnóstico de Rendimento de
Aluno;
3. Propor o desligamento do aluno que demonstrar comportamento perigoso,
ou apresentar visivelmente imaturidade, instabilidade emocional, ou falta de
capacidade de adaptação às situações reais;
4. Garantir a eficiência do aprendizado, através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA – 23 285


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta avaliação os alunos serão analisados em atividades de


mergulho em mar de águas abertas, executando descida a 30
metros de profundidade, com variáveis ambientais de aumento de
pressão, acentuada diminuição de temperatura e grande diminuição
de visibilidade; operações de apoio da superfície; manobras de
barcos, com manuseios de remo e com operação motor de popa;
técnicas de subida em barco quando equipado, na superfície da
água, e percursos flutuando na superfície da água, com
equipamento de mergulho autônomo.
Os alunos passarão por experiências que exigem atitudes e
habilidades para atuar com equilíbrio em trabalhos subaquáticos em
mar aberto; os alunos deverão demonstrar capacidade de adaptação
a ambientes com pouca visibilidade e diminuição de temperatura do
meio líquido.
O instrutor deve ter em mente que os alunos deverão ser
cuidadosamente avaliados e demonstrar capacidade para executar,
trabalhos submersos, em ambientes com acentuada profundidade,
baixa temperatura e com pouca ou nenhuma visibilidade;

OBJETIVOS:

1. Verificar o controle emocional e a resistência específica dos


alunos, em situações reais de mergulho, semelhante às que
deverão trabalhar, em futuros atendimentos de ocorrências.
2. Verificar o comportamento dos alunos em situações reais, e
mensurar suas capacidades e habilidades de:
a. Planejar sistemas para execução de mergulhos, conforme o
exercício no qual deverão executar;
b. Montar sistemas planejados para trabalhos subaquáticos
c. Efetuar mergulho utilizando sistema de cabos submersos;
d. Efetuar percurso equipado com manobras de embarcar e
desembarcar de bote;
e. Manusear remo e operar motor de popa;

PREPARAÇÃO DA AULA:
LEITURA
MP 2-1 1. Antes da preparação de materiais e da saída para o local de
Gerson Cosme de Souza PA – 23 286
Curso de Mergulho Autônomo
exercícios, os alunos deverão ser reunidos para discussão de
planejamento e orientações dos exercícios a serem
desenvolvidos.
2. Deverá ser desenvolvido pelos alunos breve planejamento
dos exercícios das bases a serem executadas, que serão:
2.1. Base 1: Descida a 30 metros de profundidade;
2.2. Base 2: Apoio de superfície em embarcação – atividade de
segurança;
2.3. Base 3 : Apoio de superfície em embarcação – atividade
de apoio logístico e escrituração de mergulho;
3. Deverá ser feita breve exposição do que será cada exercício,
com explicações verbais, sem esquemas ou desenhos. Cada
dupla de alunos deverá desenvolver seus próprios esquemas,
em forma de croquis fictícios das bases, as atividades
necessárias para desenvolvimento dos sistemas de cada
base, uma relação de materiais necessários e um plano de
segurança.
4. Os esquemas desenvolvidos poderão ficar para os alunos,
mas deverão ser discutidos;
5. Deverá ser apresentado pelo instrutor o esquema oficial do
que será realizado, o plano de segurança a ser seguido e a
relação oficial dos materiais e equipamentos necessários;
6. Deverá ser elaborada uma escala prévia das funções a
serem executadas, para se evitar desorganização e perda de
tempo quando do exercício de qualificação;
7. Em seguida, os barcos deverão ser colocados na água e os
materiais conferidos; os alunos deverão providenciar o
carregamento dos barcos com os materiais a serem
transportados para a embarcação de apoio do GBS, conforme
relação de materiais existente, sob supervisão dos instrutores
e monitores.
Leitura 8. Os equipamentos de mergulho autônomo deverão ser
MP 2-2 transportados em bote para a embarcação, onde serão
realizados os exercícios;

DESENVOLVIMENTO:

1. Deslocamento até a embarcação: os alunos deverão ser reunidos


e, mediante ordem, adentrar nos botes e , sob comando e
fiscalização, navegar até a embarcação, operando motor de
popa;
2. Conferência de materiais e montagem da infra-estrutura: ao
chegarem á embarcação deverão se organizar e aguardar o
deslocamento até chegada ao local do exercício de qualificação;
Gerson Cosme de Souza PA – 23 287
Curso de Mergulho Autônomo
3. No local de execução dos exercícios, deverão ser distribuídas as
MP 2-2 duplas que efetuarão mergulho e as que efetuarão apoio em
embarcação e montagem da estrutura de sinalização do local de
MR 2-1 mergulho, conforme escala prévia;
3.1. As atividades deverão ser supervisionadas, com registros em
PDRA, do que merecer consideração, para fins de análise;
3.2. Deverá ser avaliada a iniciativa de cada um em relação aos
exercícios;
3.3. Deverá ser avaliada a perfeição na montagem e execução
das bases de pesquisa subaquática;
3.4. Verificar as dificuldades individuais dos alunos na realização
dos exercícios

AVALIAÇÃO

1. Avaliação de montagens de infra-estrutura: os alunos deverão


ser divididos em grupos e, mediante supervisão, iniciar
montagem dos sistemas de mergulho em bases, necessários à
instrução, sendo:

MP 2-9

1.1 Avaliação de Montagem de sistemas das bases 1a e 1b: sob


orientação de instrutor ou monitor, os alunos deverão montar
dois sistemas para efetuar descida com utilização de cabo de
fundo à profundidade de 30 m.
1.2 Na profundidade de 03 metros, deverão ser fixados dois
cilindros de segurança, amarrados ao cabo de fundo com
cordões finos;
1.3 Avaliação da base 1 – descida com utilização de cabo de
fundo à profundidade de 30 m: Nas bases, cada dupla de
alunos deverá descer à profundidade de 30 metros, seguindo
cabo de fundo, acompanhada por um instrutor ou monitor.
2. Avaliações de funções de apoio, na superfície: os alunos nas
Gerson Cosme de Souza PA – 23 288
Curso de Mergulho Autônomo
bases, que não estiverem executando trabalhos submersos,
devem ser avaliados em demais operações de apoio na
superfície, sendo:
2.1 Avaliação de funções de apoio nas bases 1a e 1b: durante a
execução dos trabalhos deve haver nas bases, um bote de
segurança, em apoio ao exercício, devidamente equipado
(com par de remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de
popa - desligado e levantado, e tanque com combustível),
com uma dupla de alunos devidamente supervisionados,
executando as funções de segurança; a dupla de alunos na
função de segurança deverá atuar com roupa de neoprene,
sem cinto lastreado, para atuar sub-lastreada; na
embarcação, outra dupla de alunos deve exercer as funções
de homem carta;
2.2 Avaliações de operações com embarcação: os alunos em
função de segurança e transporte deverão estar
acompanhados de um instrutor ou monitor, acompanhando
as manobras de embarcação com motor de popa – bote de
borracha; os instrutores deverão interferir em atos que
coloquem em risco a segurança;
2.3 Funções de escrituração do mergulho: na embarcação
deverão permanecer duplas de alunos efetuando registro dos
mergulhos em FRM, para posterior lançamento em LRM;
3. Avaliações de operações de desmontagem de sistemas:
terminados os exercícios, os alunos deverão desmontar as
bases de sinalização e, trazer os materiais para a embarcação
para regresso; deverá ser feita fiscalização com vistas à
segurança e prevenção de acidentes;
4. Em função dos consideráveis riscos que as atividades
envolvem, os instrutores deverão propor reprovação ou
desligamento do aluno que demonstrar ser potencialmente
perigoso, por falta de discernimento ou desafio às regras de
segurança, ou que demonstrar visivelmente imaturidade,
instabilidade emocional, ou falta de capacidade de adaptação
às situações reais;

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: embarcação do GBS para grandes


deslocamentos e barcos de alumínio e inflável, no local dos
exercícios;
2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: barotraumas, panes em
equipamento, afogamentos, apagamento, cãibras, cortes,
Gerson Cosme de Souza PA – 23 289
Curso de Mergulho Autônomo
enrosco, ferimentos com material ou outros ferimentos prováveis
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de mergulho,
Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para casos
não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves, mas não
urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: barcos para emergências em
água e vtr TP ou UT ou UR do SG mais próximo, conforme
gravidade ou não do caso e localização da saída da água.
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Para as atividades deverão ser levados cilindros extras, para
fixação no cabo de fundo de cada base, na profundidade de 3,0
metros, como fator de segurança durante a execução dos
trabalhos;
b. Os exercícios deverão ser executados sob supervisão de um
instrutor, na função de supervisor de mergulho o qual fiscalizará
e orientará as atividades de apoio de superfície executadas
pelos alunos.
c. Atentar para o número de instrutores presentes para
mergulhar na qualificação de cada dupla de alunos;
d. Cada dupla de alunos que efetuar mergulho de qualificação
deverá estar acompanhada por um instrutor ou monitor que
fiscalizará as atividades e efetuará a segurança dos mesmos;
e. Instrutores e monitores em função de segurança subaquática
deverão trabalhar com equipamento de Mergulho Autônomo
munido de duas (02) válvulas reguladoras de demanda de ar,
acopladas ao cavalete do registro do cilindro (octópus), para
uso em caso de emergência;
f. A execução da qualificação deverá ser abortada se algum dos
alunos da dupla sentir que seu ar está se esgotando, ou
qualquer tipo de dificuldade, devendo a dupla retornar à
superfície para conferir a irregularidade; a dupla não deverá
repartir o ar para dar continuidade „a descida de qualificação,
somente devendo fazê-lo em caso de necessidade, para
retornar à superfície;
g. Nas montagens de estruturas para os sistemas aquáticos,
devem ser utilizadas embarcações devidamente equipadas
(com par de remos, flutuador ou bóia de segurança, motor de
popa - desligado e levantado, e tanque com combustível), e os
materiais devem estar devidamente acondicionados para evitar
desequilíbrio por má distribuição, enrosco e acidentes no
momento em que forem lançados na água;
h. Na base, durante o mergulho, deverá permanecer uma
embarcação com motor de popa desligado, movido por remo,
Gerson Cosme de Souza PA – 23 290
Curso de Mergulho Autônomo
manobrado por uma dupla de alunos acompanhando as bolhas
de ar, atentando para possíveis solicitações de apoio; os alunos
deverão estar fiscalizados por um supervisor;
i. Os percursos dos barcos motor deverão ser efetuados por fora
da área dos exercícios com mergulhadores submersos e se
ocorrer quedas na água, o motor de popa deverá ser desligado
e levantado.
j. Primeiros socorros no local pelos encarregados da segurança
(MERGULHADORES e T.E.M.) e transporte pelos meios
acima previstos

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre a atividade;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e retorno
ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Determinar às duplas escolhidas, o início de carregamento dos
cilindros utilizados.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
ROTINAS DE MANUTENÇÃO.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004
DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –
2003 e 2004.

Gerson Cosme de Souza PA – 23 291


CURSO DE MERGULHO
AUTÔNOMO

MANUAL DO INSTRUTOR
– PLANOS DE AULA –

MA – PA 24
Mar - Rotinas de manutenção
Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE AULA

Programa: CENTRO DE ENSINO E INSTRUÇÃO DE BOMBEIROS

Curso: MERGULHO AUTÔNOMO

Matéria: PRÁTICA DE MERGULHO AUTÔNOMO

Aula 96: MA UD 9 (29/29) - SAÍDAS PARA O MAR: 96 = Rotinas de


manutenção (7/7)

Local: Mar em águas abrigadas – Píer, com profundidade entre 05m e


10m;

Tempo Sugerido: 2:30 horas

Materiais: Caixa de ferramentas e materiais de manutenção;

OBJETIVOS:

Verificar criatividade e capacidade dos alunos, em fainas de marinharia,


semelhantes às que deverão trabalhar, em futuros atendimentos de ocorrências.
Os alunos deverão demonstrar habilidades de:
1. Executar fainas de marinharia;
2. Desempenhar rotinas de segurança;
3. Desempenhar tarefas atividades de apoio por embarcação, e demais
funções de apoio, na superfície;

O instrutor deve atender aos seguintes objetivos:


1. Verificar a capacidade do o aluno para atuar de forma segura em trabalhos
de manutenção e fainas de marinharia;
2. Testar a resistência psicofísica dos alunos para trabalhar em equipe, em
atividades aquáticas, de apoio por embarcação e por terra, em condições
que exigem atividades contínuas e repetitivas;
3. Garantir a eficiência do aprendizado através de avaliação metódica e
criteriosa.

Gerson Cosme de Souza PA – 24 293


Curso de Mergulho Autônomo

MEIO CONTEÚDO OBS

INTRODUÇÃO

Nesta aula os alunos devem permanecer sem atividades de trabalho


submerso, executando apenas rotinas de manutenção e
recomposição de materiais e equipamentos utilizados na
Qualificação. Os alunos podem ser empenhados em atividades de
Natação Equipada e exercícios intercalados de terra e água –
Esporte livre;
O instrutor deve estar ciente que os alunos deverão permanecer
sem atividades de trabalho submerso para se evitar efeitos
fisiológicos de mergulho repetitivo.

OBJETIVOS:

1. Verificar a capacidade do o aluno para atuar de forma segura


em trabalhos de manutenção e fainas de marinharia;
2. Testar a resistência psicofísica dos alunos para trabalhar em
equipe, em atividades aquáticas, de apoio por embarcação e
por terra, em condições que exigem atividades contínuas e
repetitivas;

PREPARAÇÃO DA AULA:

Não há necessidade de preparação de aula para essa atividade

DESENVOLVIMENTO:

1. Os materiais e equipamentos de mergulho utilizados na


atividade de qualificação deverão ser inspecionados e
submetidos a recomposição e manutenção preventiva;
2. Deverão ser iniciadas providências para transporte e retorno ao
continente.
3. Os alunos poderão ser liberados para atividades individuais de
caminhadas, natação e exercícios intercalados de terra e água
– Esporte livre;

AVALIAÇÃO

Não há necessidade de avaliação para essa atividade


LEITURA
MP 2-1

Gerson Cosme de Souza PA – 24 294


Curso de Mergulho Autônomo

PLANO DE SEGURANÇA

1. MEIOS DE TRANSPORTE: deslocamento à pé na praia;


2. POSSÍVEIS RISCOS E ACIDENTES: cãibras, contusões,
ferimentos com material ou outros ferimentos prováveis;
3. ENCARREGADOS DA SEGURANÇA: Supervisor de
mergulho, Instrutores e monitores;
4. LOCAIS DE SOCORRO PARA ACIDENTADOS: para casos
urgentes PS / Hospitais ou Santa Casa do município; para
casos não urgentes UIS do BTL, CPI ou, para casos graves,
mas não urgentes HPM;
5. VEÍCULOS PARA SOCORRO: Barco inflável, para transporte
até o continente e, vtr TP, VO, UT, UR ou URSA, para
transporte por terra, conforme caso e localização da saída da
água,
6. MEDIDAS PREVENTIVAS:
a. Os alunos deverão permanecer em grupos, sob
supervisão de um instrutor ou monitor, na função de
supervisor de segurança o qual fiscalizará e orientará as
atividades.

ENCERRAMENTO

1. Comentários e sugestões sobre as atividades desenvolvidas;


2. Acondicionamento dos materiais coletivos e individuais e
retorno ao acantonamento.
3. Limpeza de materiais e equipamentos;
4. Controle sobre as atividades de carregamento de cilindros.
5. Agradecer a participação de todos e anunciar a próxima aula:
Leitura RETORNO E ACONDICIONAMENTO DE MATERIAIS.
MP 2-2

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
PUD – CEIB para o biênio 2006/2007
POP MERGULHO AUTÔNOMO.
NR 15 do MT
NORMAN 15 (ano 2004) da DPC

OUTRAS FONTES DE PESQUISA:


DE SOUZA, Gerson Cosme - Reciclagem de mergulhadores - Manual
do instrutor - apostila - 14 Set 1998; e Anotações individuais de
instrutor de Mergulho - período 1990 – 2004

Gerson Cosme de Souza PA – 24 295


Curso de Mergulho Autônomo

DE SOUZA, Gerson Cosme – Programas de aula – Ilha Anchieta –


MP 2-2 2003 e 2004.

MR 2-1

MP 2-9

Gerson Cosme de Souza PA – 24 296


Curso de Mergulho Autônomo

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS


SIGLA Significado por extenso
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas
CB Corpo de Bombeiros
CEIB Centro de Especialização e Instrução de Bombeiros
CMAut Curso de Mergulho Autônomo
CS Horário que o mergulhador chegou à superfície da água
DE Período vago de aula, à Disposição do Ensino
DF Horário que o mergulhador deixou o fundo
DS Horário que o mergulhador deixou a superfície da água
EMA Estágio de Mergulho Autônomo
ETA Embolia Traumática pelo Ar
FRM Folha Registro de Mergulho
GB Grupamento de Bombeiros
GR Grupo Repetitivo
H/A Hora - aula – período de duração da aula
LRM Livro Registro de Mergulho
MA Mergulho Autônomo
MAI Meios Auxiliares de instrução – materiais didáticos
MI Manual do Instrutor
ML Mergulho Livre
MP Manual do Praticante
MR Material de Referência
MT Ministério do Trabalho
NI Nota de Instrução
NOB Norma Operacional de Bombeiro
NORMAN Normas da Autoridade Marítima
NR Norma Regulamentadora
PB Posto de Bombeiros

Gerson Cosme de Souza Sumário 297


Curso de Mergulho Autônomo

PA Pressão Arterial
PDRA Planilha de Diagnóstico de Rendimento do Aluno
PEIA Parque Ecológico da lha Anchieta
PMESP Polícia Militar do Estado de São Paulo
Prof Profundidade
SGB Subgrupamento de Bombeiros
SK Snorkel, ou tubo de respiração de mergulho livre
TTD Tempo Total de Descompressão
TTF Tempo Total de Fundo
TTM Tempo Total de Mergulho
U.Op; U. Op CB Unidades Operacionais de Bombeiros (GB)
VC Avaliação do aluno em forma de Verificação Corrente

Gerson Cosme de Souza Sumário 298