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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO

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CONSULTORIA EM
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ONTROLE DA QUALIDADE

CURSO INSPETOR
DESOLDAGEM
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NIVEL 1

PETRUS CONSULTORIA EM CONTROLE DA QUALIDADE


CAMPO GRANDE - RIO DE lAMEIRO - RJ - BRASIL
ESTRADA DO MONTEIRO N" 244 SALAS 201/202IZl4/Z16/LDja ECEP: 23045-830
\ TEl/FAX: (21) 2.413-5503 e-mail: atendímento@petrusconsultoria.com
( Site: www.petrusconsultoria.com
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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
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CONSUL.TORIA I!M
CONTROLE! DA QUALIDADe CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NÍVEL 1

BEM VINDO AO CURSO DA PETRUS

Nova companhia no mercado de controledaquaUdade, recentemente estabelecida, já inicia


seu trabalho com um fatordedestaque, seu conhecimento acumulado. A grande vantagem da
PETRUS é a vasta experiência de quase 30 anos de seu consultor técnico no mercado de
controle da qualidade. .

Quem procura uma formação profissional, procura na verdade uma oportunidade melhor de
trabalho. E a empresa que contrata serviços procura a garantia de contratar mão-de-obra
especializada e bem treinada como a formada na PETRUS.

Cezar França
Consultor Técnico
Engenheiro Mecânico, MSc.
Nível 3 PT, MT, UT, RT ,VT-ASNT-SNT-TC-1A
Nível 3 LP, PM,US, ER-NUCLEAR CNEN
Engenheiro de Soldagem DVS 1174
Supervisor de Radioproteção

PETRUS CONSULTORIA EM CONTROLE DA QUALIDADE


CAMPO GRANDE - RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL
ESTRADA DO MONTEIRO N° 244 SALAS 201/202/214/216/Loja E CEP: 23045-830
TEL/FAX: (21) 2413-5503 e-mail: atendimento@petrusconsultoria.com
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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS
CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NÍVEL 1
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CONTROLE OA QUAUDAOe

DISCRITIVO DO CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1

OBJETIVO DO CURSO:
Fornecer aos partíclpantes conhecimentos teóricos e práticos para a execução de atividades de
inspeções de soldagem e para a obtenção da qualificação como Inspetor de Soldagem Nível 1,
pelo Sistema Nacional de Qualificação e Certificação SNQC PS-IS (FBTS).

PÚBLICO ALVO:
Engenheiros, técnicos e· outros profissionais com experiência ou não que desejam obter
qualificação pelo SNQC-FBTS para atuar como Inspetor de Soldagem, Nível 1.

PRÉ-RE UISITOS
recomendável que o participante tenha alguma experiência na área de soldagem e formação
no ensino médio, porém a comprovação da escolaridade não é pré-requisito para o candidato
participar do curso.

ÁREA DE ATUACÃO PROFISSIONAL:


O profissional poderá atuar em diversas áreas, dentre elas: Setor petróleo e petroquímico,
metalúrgico, eletromecânico, naval, automotivo, siderúrgico, etc.

PROGRAMA RESUMIDO:
- Sistema Nacional de Qualificação e Certificação
-Terminologia de soldagem e descontinuidades
- Simbologia de soldagem e END
- Consumíveis
- Processos de Soldagem
- Metalurgia da Soldagem
-Controle de Deformações
-Metais de Base
-Ensaios Mecânicos
-Ensaios Não Destrutivos
-Instrumental e Técnicas de Medidas
- Qualificações de Procedimentos e Soldadores
- Documentos Técnicos
- Proteção na Soldagem
- Prática de Ensaio Visual e Dimensional
- Prática de Consumíveis
- Prática de análise de tratamento térmico
- Prática de medlção.dedureza portátil
- Prática de Documentos Técnicos
- Prática de acompanhamento da soldagem

CARGA HORÁRIA:
188 HORAS

SISTEMA DE QUALlFICAcÃo:
Alguns segmentos profissionais necessitam de qualificação, se aprovado no curso o
participante pode reivindicar a qualificação a qualificação no SNQC/FBTS- Sistema Nacional
de Qualificação e Certificação.

PETRUSCONSOLTORIA EM CONTROLE DA QUALIDADE


CAMPO GRANDE -RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL
ESTRADA DO MONTEIRO N° 244 SALAS 201/202/214/216/Loja E CEP: 23045-830
TEL/FAX:(21) 2413-5503 e-mau: atendjmentQ@petrusconsultoria.cQm
Site: www.petrusconsultoria.com
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CONTROLE OA QUAUDAOf CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NÍVEL 1

SISTEMA DE AVALIAÇÃO DOS ALUNOS:


a) Para ser aprovado, o aluno deve obter no mínimo 50% em cada prova e no mínimo a média
ponderada de 70%. A média ponderada N deve ser calculada de acordo com a seguinte
fórmula:

N = O,25np1 + O,25np2 + O,5ncp

Onde:
np1 é a pontuação da primeira prova teórica;
I~)
np2 é a pontuação da segunda prova teórica;
ncp é a pontuação do conceito prático

b) Presença
Serão considerados aprovados os participantes com presença superior a 80% da carga horária
prevista para o curso.

c) O aluno que não obtiver no mínimo 50% de pontos em qualquer uma, ou em ambas as
provas (P1 e P2) terá direito a fazer uma prova de recuperação P3. A matéria referente à P3
será a mesma das provas P1 ou P2, ou ambas, conforme aplicável. Será considerado
aprovado o aluno que obtiver a pontuação mínima de 70%.

d) Caso não obtenha a pontuação mínima de 70%,na P3. O aluno poderá requerer no período
mínimo de 30 dias corridos uma nova prova, P4.Caso não obtenha a pontuação mínima de
70% terá direito a requerer outra prova, P5, no período mínimo de 30 dias decorridos da P4.
Não obtendo a pontuação mínima de 70%. O aluno deve repetir o curso. lt
e) As provas P4 e P5 serão constituídas de questões referentes a toda matéria do curso.
'1.:,
f) Para as P4 e P5, o curso cobrará uma taxa para aplicação dessas provas
::»
NOTAS: .. ~
1. Participantes reprovados receberão apenas certificado de participação do curso (este
documento não terá validade para a qualificação perante o SNQC). lt
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2. Por medida de segurança, não é permitido o uso de camisetas regata e bermuda, portanto
recomendamos que o aluno utilize roupas adequadas à realização dos ensaios práticos e Jt
sapatos de couro ou bota. ,)
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3. O participante deve trazer uma calculadora científica.

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CONTROLe DA QUAUDA.PE CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NÍVEL 1

CONTEÚDO PÁGINAS

QUIA DO CANDIDATO - FBTS (Rev.12) 01/15

MÓDULO 01-INTRODUÇÃO 01/10

MÓDULO 02 -TERMINOLOGIA DASOLDAGEM E DAS DESCONTINUIDADES 01/47

MÓDULO 03· SIMBOLOGIA DA SOLDAGEME END 01/25

MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM 01/62

MÓDULO 05 - CONSUMlvEIS DE SOLDAGEM 01/48

MÓDULO 06 - CONTROLE DE DEFORMAÇÕES 01/26

MÓDULO 07 - MATERIAIS OE BASE 01/11

MÓDULO 08 - QUALIFICAÇÃO E PROCEDIMENTOS DE SOLDAGEM 01/24

MÓDULO 09 - NORMAS E DOCUMENTOS TÉCNICOS 01/25

MÓDULO 10 - METALURGIA DA SOLDAGEM 01/39

MÓDULO 11- ENSAIOS NÃO-DESTRUTIVOS 01/23

MÓDULO 12- ENSAIOS MECÂNICOS EMACROGRÁFICOS 01/41

MÓDULO 13 -INSTRUMENTAL E TÉCNICAS DE MEDIDAS 01/49

MÓDULO 14 - SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO 01/10

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Guia cloCêll'ldldato
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1- GENERALIDADES

~ Para obter a certificação como Inspetor de Soldagem Nível 1 ou Nível 2, você tem
que atender aos requisitos mínimos estabelecidos na Norma NBR 14842 - Critérios
para a Qualificação e Certificação de Inspetoresdesoldagem tais como: treinamento,
experiência profissional, escolaridade, aceitação das regras de conduta e ética,
acuidade visual e aprovação nos exames de qualificação.

~ Um profissional somente poderá se candidatar ao Exame de Qualificação de Nível 2


após estar certificado como Inspetor de Soldagem Nível 1. Desta formao candidato irá
realizar as provas de complementação de Nível 1 para Nível 2,

~ Uma vez certificado, você receberá os documentos que comprovam a sua


qualificação - carteira de identificação de Inspetor de Soldagem e Certificado.
A manutenção deverá atender ao especificado no item XII deste Guia.

~ Não é necessário se associar à FBTS para a solicitação dos exames de


qualificação.

- A FBTS é a responsável pelo processo de certificação de Inspetores de Soldagem e


não delega, portanto, qualquer representação/autoridade para quaisquer pessoas ou
entidade para condução deste processo.

- Quando a FBTS for obrigada por lei a divulgar informações consideradas


confidenciais, a pessoa ou organização envolvida deve ser previamente comunicada
sobre quais informações serão fornecidas.

~ A recertificação deve ser requerida a cada 5 (cinco) anos, conforme descrito no item
XIV deste Guia.

/I - COMO TORNAR-SE UM INSPETOR DESOLDAGEM CERTIFICADO PELO


SNQC-IS

" Você deverá preencher adequadamente o formulário: Solicitação para Exame de


Qualificação, Reexame e Recertíflcação, Anexo 1, e assinar uma das vias do Termo de
Conduta e Ética, Anexo 2 (a outra via deverá ficar em poder do candidato para
conhecimento e uso), enviando-os à FBTS/Secretaria do BUREAU acompanhados dos
documentos relacionados no item 111, compatíveis ao nível pleiteado.

" A experiência tem mostrado que as correspondências levam de 4 a 6 dias para


chegarem ao escritório da FBTS, portanto atenção para não haver atraso,
principalmente quanto ao prazo de aceitação do seu exame de acuidade visual.

" A sua documentação deve estar completa, conforme requisitos estabelecidos


no item v, caso contrário, a mesma será devolvida para que você possa sanar as
pendências e reencaminhá-laposteriormenteàFBTS.

" A aceitação formal das regras de conduta e ética, estabelecidas no Anexo 2, é


uma condição essencial para a marcação do exame de qualificação.
FEV/08
FBTS
REV: 12
PÁG: 3/15

Caso você seja reprovado no exame poderá solicitar reexame nas provas em que
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não obteve grau satisfatório, desde que o faça num período não superior a 12 (doze) (li)
meses. '.
111-DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A QUALIFICAÇÃO

111.1- Escolaridade

o candidato deve comprovar a escolaridade, através de cópia de um dos seguintes


documentos: Diploma, Carteira de Conselho de Classe- CREA, Certificado de
Conclusão, Ficha Modelo 18 ou Declaração Escolar.

2 - Experiência Profissional
111.

o candidato deve apresentar cópia da carteira profissional ou contrato de autônomo,


comprovando a atividade profissional relativa à soldagem. Caso seja necessário, deve-
se anexar uma declaração da empresa (original e em papel timbrado, com CNPJ da
empresa), acompanhada do Termo de Compromisso e Responsabilidade - Anexo 3
notificando a experiência em pelo menos uma das seguintes áreas:

• Projeto (SOLDAGEM)
• Controle da qualidade/inspeção (SOLDAGEM)
• Produção (SOLDAGEM)
• Construção e montagem de equipamentos (SOLDAGEM)
• Manutenção (SOLDAGEM)

• A função Inspetor de Equipamentos notificada na carteira de trabalho deve vir


acompanhada de uma declaração da empresa, explicitando a atividade
relacionada à soldagem.

o tempo de experiência necessário à qualificação varia de acordo com o nível


pretendido, conforme Gráfico 1 a seguir.
48
48

42
36
36
36
.N2
Experiência 30 ~
Profissional
24 24
Requerida 24
(meses)
18
12
12
12
6 6 6
6

A B C O E F
Nível de Escolaridade

GRÁFICO 1 - Requisitos Mínimos de Escolaridade/Experiência Profissional.


LEGENDA:
A. Ensino Fundamental Completo (10 GRAU) C. Curso Técnico em Mecânica, Metalurgia
ou Naval
B. Ensino Médio Completo (2° GRAU)
D. Curso Técnico de Soldagem
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PÃG:'4/15
E. Curso Superior em Engenharia na área de F. Curso de EspeCialização em Engenharia
Ciências Exatas ou Curso de Tecnologia de Soldagem
da Soldagem
.. N1 - Inspetor .. de Soldagem Nível 1
. ·'N2- Inspetor de Soldagem Nivel 2
4 Termo de Responsabilidade
111.

Deve ser encaminhado quando o candidato anexar à sua documentação a


declaração da empresa para comprovar experiência profissional, conforme Anexo
4.

111.5 - Exame s!! Acuidade Visual

o candidato a Inspetor de Soldagem deve apresentar exame recente (até 30 dias


anteriores a data de postagem dos documentos ou da data de entrega destes
na Secretaria do BUREAU) e ter acuidade visual, natural ou corrigida, avaliada
pela capacidade de ler as letras J-1 do padrão JAEGER para visão próxima a 40
cm de distância ou pelo emprego de método equivalente.

E para visão longínqua, natural ou corrigida, igualou superior a 20/40 da escala


SNELLEN.

Só serão aceitos os exames de Acuidade Visual que estiverem dentro do


padrão, estabelecido no Anexo 4, e dentro da validade.

Para as atividades que exijam distinção cromática, tais como interpretação de


gráficos de tratamento térmico, deve ser solicitado um exame visual complementar
que comprove a capacidade do Inspetor de Soldagem efetuar a necessária
distinção.

Atenção: O exame de acuidade visual deve ser enviado anualmente à


FBTS/BUREAU, num prazo máximo de 30 (trinta) dias após a sua realização.

.4 - Cópia da Carteiras!!
111 Identidade

111.5- Duas fotos 3x4

/I .6 - Comprovante s!! Pagamento da Taxa

111.7 - Formulário s!! Exame. Reexame! Recertificacão

111.8 - Termo de Conduta! Ética

Envio de uma das vias do termo de Conduta e ética, conforme Anexo 2,


devidamente assinado.

111.9 - Treinamento (certificado decurso)

Envio de certificado de treinamento, com data de emissão inferior ou igual a seis


anos, com aproveitamento satisfatório, notificando a carga mínima de 162h para
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FBTS FEV/08
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Inspetor de Soldagem Nível 1 e 210h para Inspetor de soldagem Nível 2 com
conteúdo programático recomendado na Norma NBR 14842.

Os candidatos que possuem certificados com data de emissão superior a seis anos
devem apresentar um certificado complementar de treinamento com carga horária
mínima de 40h tanto para Nível 1 como para Nível 2.

OBSERVAÇÃO:

Os candidatos que possuem Curso Técnico de Soldagem ou pós-graduação,


mestrado ou doutorado na área de soldagem estão isentos do treinamento desde a
comprovação dos cursos tenha data de emissão inferior ou igual a seis anos.

Para a marcação da data do exame de qualificação,


o candidato deverá enviar a FBTS/ BUREAU,
todos os documentos citados no item 111.
FBTS/BUREAU - RUA PRIMEIRO DE MARÇO, 23 - 7° ANDAR.
CENTRO - RIO DE JNEIRO - RJ - 20.010-000.

A marcação do exame de qualificação está vinculada à análise da sua


documentação pela Secretaria do BUREAU.

Caso a documentação esteja incompleta, fora do padrão estabelecido e/ou


pendente em algum requisito relacionado no item V a mesma será devolvida
ao candidato para as devidas providências e posterior encaminhamento para
análise.

IV - FORMAS DE PAGAMENTO DA TAXA

1. À vista ou em três parcelas através de boleto bancário.

V - EXAMES DE QUALIFICAÇÃO

Os exames de qualificação para Nível 1 podem ser realizados em duas etapas. Na


primeira etapa, o candidato realizará as seguintes provas: TEÓRICA,
DOCUMENTOS TÉCNICOS E TRATAMENTO TÉRMICO e após aprovação nestas
provas, o candidato realizará as demais provas da segunda etapa:
ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM, VISUAL DIMENSIONAL, CONSUMíVEIS,
DUREZA.

Caso, o candidato não marque a opção POR ETAPA no formulário de Solicitação


de Exame, a Secretaria do BUREAU optará pela realização dos exames pela :)
opção INTEGRAL. I,)

Caso o candidato seja certificado pela ABENDE como Inspetor Visual! :)


Dimensional, o mesmo deverá encaminhar cópia do certificado juntamente com a :)
;)
:)
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documentação no entanto a validade do mesmo deverá ser no mínimo 01 (um)
antes do vencimento da certificação peláABENOE.

o candidato a Inspetor de Soldagem Nível 2 deve estar qualificado ou certificado


como Nível 1 e realizar as seguintes provas:

TEÓRICA 2 MACROGRAFIA
CONSUM{VEIS 2 DOCUMENTOS TÉCNICOS 2
QUALlFICAÇÓES 2 NORMA/CÓDIGO
• Alertamos que a Simbologia de' Soldagem, para os Níveis 1 e 2, está
incluída na prova teórica.

• O candidato a Inspetor de Soldagem Nível 2 deverá escolher pelo menos uma


Norma/Código Principal, dentre as abaixo relacionadas:

ASME VIII DIV. 1 ANS1831.8


ASME VIII DIV. 2 ANSI API11Q4
831.1 API650
ANS1831.3 AWS 01.1
ANS1831.4

OBSERVAÇCES:

As normas AWS 01.1 e ASME B31.3 poderão serrealizadas no CEQUAUSENAI-


RJ ou no CEQUAUSEQUI-PB,as demais s()mentenoCEQUAUSEQUI-PB.

Os exames de qualificação são redigidos em Português e que a necessidade de


outro idioma deverá ser solicitada a FBTS para avaliação. No entanto, ressaltamos
que para o candidato a Inspetor de Soldagem Nivel 2 é obrigatório o conhecimento
de inglês para a execução da prova referente à norma de qualificação.

A FBTS solicita a comunicação prévia, caso o candidato apresente alguma


deficiência física que requeira apoio especial para a execução do exame de
qualificação.

• O exame de qualificação tem, aproximadamente, a seguinte duração:

• Nível 1: Dois dias;


• Nível 2: .Quatro dias.

O candidato pode escolher oCEQUAL que deseja. realizar o ' exame de


qualificaçãol recertificação dentro das' seguintes disponibilidades:

• CEQUAUSENAI-CETEC DE SOLDA (Rio de Janeiro) - Exames de


Qualificação de Nível 1 e de Nível 2 nas normas AWS 01.1 e ANSI 831.3 -
Rua São Francisco Xavier, 601 - Maracanã- Rio de Janeiro - RJ
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FBTS
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• CEQUAUSEQUI-P8 (São José dos Campos) - Exames de Qualificação Nível 1
e de Nível 2 nas normas AWS 01.1, ASME VIII 0lV1, ASME VIII OIV 2, ANSI
831.1, ANSI 831.3, ANSI 831.4, ANSI 831.8, API 1104, API 650. - Rod. Preso
Dutra Km, 143 - São José dos campos - SP .

• CEQUAUSEQUI-P8 (Paraná) - Exames de Qualificação de Nível 1- Av. Sete


De Setembro, N° 3.165 - Bairro Rebouças - Curitiba- Paraná

• CEQUAUSENAI-ACR (CONTAGEM) - Exames de Qualificação de Nível 1- Av.


Sócrates Mariane 8itencourt, 711- CINCO - Contagem - MG

• CEQUAUSENAI-CIMATEC (Salvador) - - Av. Orlando Gomes, 1845- Piatã -


Salvador - 8A

o candidato deve observar que:

• Qualquer pessoa pode se candidatar aos exames de qualificação/


recertificação desde que atenda aos requisitos solicitados neste Guia. Não
sendo necessário se associar à FBTS para a solicitação dos mesmos.

• As provas deverão ser redigidas a lápis ou a tinta, em qualquer cor exceto a


vermelha. Não deverão ser usados corretivos, sendo permitido o uso de
borracha, quando da utilização de lápis.

• Não é permitida consulta a nenhum documento, exceto os fornecidos pelos


examinadores, tais como procedimento de inspeção e o dicionário, quando
necessário, e não é permitido o uso de normas traduzidas.

• Caso haja necessidade de rascunho, o candidato deverá utilizar o verso da


folha de respostas ou uma folha em branco com o visto do examinador.

• O candidato deverá zelar pelo material que lhe for entregue pois riscos,
marcas ou qualquer dano nos corpos de prova ou na documentação
(instruções, normas, etc.) implicarão em reprovação.

• O candidato deverá manter limpo o local das provas e ao término de cada


uma, proceder a arrumação e limpeza.

• O tempo de execução de cada prova é um requisito a ser avaliado nos


exames de qualificação, e deve ser controlado pois o não atendimento a este
item, implicará em reprovação. O tempo disponível para a realização de cada
prova constará nas instruções que serão entregues ao candidato.

• O candidato deve estar familiarizado com os instrumentos de medição e teste


tais como calibres, paquímetros, amperímetro, voltímetro. Todos estes
instrumentos serão fornecidos no dia do exame.
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PÁG: 8115
• O candidato poderá utilizar os seus próprios instrumentos desde que os
mesmos estejam calibrados. É necessária a apresentação do certificado de
calibração proveniente de uma entidade pertencente a Rede Brasileira de
Calibração.
• Não é permitido o uso de telefones celulares durante as provas;

• Não é permitido o uso de agend~s_eletrônicase pagersdurante as provas.

VI- O QUE LEVAR NO DIA DO EXAME

Documento de identificação - carteira de identidade -ou carteira de trabalho.


Lápis, borracha, caneta e régua e para -a realização dos exames no
CEOUAUSEOUI-PB é necessário também roupas adequadas (sapato de couro ou
bota e avental).

VII - REEXAME

o resultado das provas será informado ao candidato pela FBTS através da


Secretaria do BUREAU. Em caso de reprovação, será encaminhada a Lista de
Verificação (LV) contendo a avaliação das provas e uma carta notificando o valor
do reexame. A Lista de Verificação notificará os seguintes pareceres:

S - Satisfatório - o candidato apresentou desempenho de 100%;


P - Parcialmente Satisfatório - o candidato apresentou desempenho inferior ao
máximo, porém superior ao mínimo considerado como suficiente na atividade
avaliada;

N - Não Satisfatório - o candidato apresentou desempenho inferior ao mínimo


considerado como suficiente na atividade avaliada.

---+ O candidato será reprovado se tiver 1 ou mais pareceres Nou pareceres P que
não atinjam a média mínima exigida para a aprovação.

---+ No caso de aprovação, a Lista de Verificação não é emitida.

---+ O candidato é considerado aprovado se obtiver nota igualou superior a sete em


dez, em cada uma das provas de conhecimentos teóricos e práticos.

---+ O candidato reprovado em qualquer dos exames de qualificação pode requerer


por duas vezes outro exame, sem a necessidade de refazer as provas em que
obteve grau satisfatório e desde que o faça em um prazo máximo de 12 (doze)
meses, a contar da data de realização da -primeira prova. -

---+ O candidato reprovado em uma -terceira tentativa poderá requerer um novo


exame devendo fazer O exame em sua totalidade.
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FBTS FEV/08
REV: 12
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,,),
---+O pedido de Reexame deve ser encaminhado à FBTS/Secretaria do BUREAU, 't .•:

através do preenchimento do formulário Solicitação para Exame de Qualificação, ," ..,


'"
Reexame e Recertificação - Anexo 1, juntamente com o comprovante de
pagamento da Taxa de Reexame.

VIII- CERTIFICAÇÃO
()
Em caso de aprovação, o BUREAU expedirá uma carteira de identificação e um
certificado, indicando o nível para o qual o profissional está qualificado. No caso de
O
Inspetor de Soldagem Nível 2, o certificado e a carteira indicarão também as O
normas principais. O
t)
IX - VALIDADE DA CERTIFICAÇÃO
'1)
A certificação de profissionais dos dois ruvers tem prazo de validade de 60 1)
(sessenta) meses a contar da data da emissão do certificado desde que atendendo 1)
o disposto em XII, XIII e XVI.
'D
'3
X - MANUTENÇÃO DA CERTIFICAÇÃO D
',D

~,
A manutenção da certificação consiste das seguintes etapas:
:1)
ETAPA 1 - O Inspetor de Soldagem deverá, anualmente, efetuar o pagamento de
,
uma taxa estabelecida pelo CONSELHO
atestado de Acuidade Visual;
e enviar ao BUREAU o
:.,
ETAPA 2 - Antes de findo o prazo de 30 (trinta) meses, contados a partir da data
da certificação, notificada no certificado, o profissional deverá
apresentar cópia da carteira profissional ou contrato de autônomo,
,
~
comprovando a atividade profissional relativa à soldagem. Caso seja
necessário, deve-se anexar uma declaração da empresa (original e em ::t
papel timbrado, com CNPJ da empresa), acompanhada do Termo de 1t
Compromisso e Responsabilidade - Anexo 3 para comprovar a efetiva ,:)
prestação de serviços profissionais como Inspetor de Soldagem no
nível para o qual foi certificado por um período de 15 meses
consecutivos ou não e o certificado original.
,,
:)

ETAPA 3 Antes de findo o prazo de 60 meses, contados a partir da data da ;)


certificação o profissional deve requerer junto a FBTS/BUREAU
exame de recertificação.
o
, j)

)
XI- REVOGAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO ;)
A revogação implicará na suspensão temporária, estabelecida pela FBTS, das ',)
atividades profissionais do Inspetor de Soldagem certificado pelo SNQC-IS, sem a ',)
necessidade de realização de novo exame de qualificação e ocorrerá nos :,)
seguintes casos:
:,)
',,)
:,)
:,)
:)
FEV/08
• "FBTS REV: 12
PÃG: 10/15
a) não pagamento da Taxa de Manutenção Anual;

b) não envio do atestado de Acuidade Visual anualmente;

c) não comprovação, após C) prazode >30 (trinta) meses, de efetiva prestação de


serviços profissionais, como Inspetor deSoldagem no nível para o qual foi
certificado, por um período de 15 (quinze) meses consecutivos ou não;

d) quando houver evidências objetivas e comprovadas, apresentadas a


FBTS/BUREAU e por estes analisadas e aceitas, que indiquem estar o
profissional inapto a exercer as atividades de Inspetor de Soldagem para as
quais foi certificado;
e) avaliação não satisfatória quando da avaliaçâo de desempenho realizada pelo
FBTS/BUREAU/ CEQUAL.

f) não solicitação e/ou não conclusão do processo de recertificação até o término


da validade da certificação.
Nota: O Inspetor de Soldagem que tiver sua certificação revogada por qualquer um
dos motivos acima expostos, terá um prazo máximo de 06 (seis) meses para
sanar sua pendência. Após este prazo, sua certificação poderá vir a ser
cancelada.

XII - RECERTIFICAÇÃO

Após conclusão do período de 60 (sessenta) meses de validade da certificação, a


mesma pode ser renovada pela FBTS por igual período, após o Inspetor completar
com sucesso um exame simplificado. . ,

O inspetor de soldagem deverá encaminhar o formulário de solicitação de exame


devidamente preenchido e um retrato 3x4. O boleto bancáriopar pagamento será
encaminhado após cadastramento da solicitação.

Recomenda-se ao Inspetor de Soldagem solicitar o exame simplificado com,


no mfnimo, 06 (seis) meses de antecedência do término da validade da
certificação.

XII. 1 Primeira Recertificacã()

O exame simplificado para Inspetor de Soldagem Nível 1 é composto de três


provas, sendo duas obrigatórias e uma aleatória.
As provas obrigatórias são:

• ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM
• VISUAL/DIMENSIONAL

A prova aleatória deve ser uma entreasreladonadas abaixo:

• CONSUMIVEIS 1
.~ , ••• , '.' __ .111111 .~I'IIAI,·~.,IiI.I.11 I,l"t

FEV/08
FBTS
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• TRATAMENTO TÉRMICO
• DOCUMENTOS TÉCNICOS 1
• DUREZA

O exame simplificado para Inspetor de Soldagem Nível 2 é composto de quatro


provas obrigatórias, compreendendo:

• QUALIFICAÇÕES ~n)
• CONSUMíVEIS 2 ."
• DOCUMENTOS TÉCNICOS 2 '
ll
r ,)
..
• NORMA/CÓDIGO

XII. 2 Segunda Recertificacão e Subseqüentes

Na segunda recertificação e subseqüentes, para o Inspetor de Soldagem que


atender às condições de manutenção da certificação, ETAPA 1 e ETAPA 3 do item
XII, e comprovar a atuação de no mínimo 30 (trinta) meses em 60 (sessenta)
meses como Inspetor de Soldagem certificado, o exame simplificado é composto
de:

a) uma prova aleatória entre VISUAL/DIMENSIONAL, DOCUMENTOS


TÉCNICOS 1 e TRATAMENTO TÉRMICO para o Inspetor de
Soldagem Nível 1;

b) prova (s) aleatória de NORMA/CÓDIGO para o Inspetor de Soldagem


Nível 2.

Após a primeira recertificação, caso a comprovação de atuação no período


correspondente à validade do certificado seja superior a 15 meses porém inferior a
30 meses, o Inspetor de Soldagem deve realizar o exame simplificado completo
conforme item XI. 1

A prova de Interpretação de Normas será sorteada pelo Inspetor, dentre aquelas


normas de sua qualificação original ou dentre as de seu interesse em manter a
qualificação, previamente estabelecida, adotando-se os seguintes critérios para
seleção:

a) Inspetor com 01 (uma) a 05 (cinco) normas de qualificação realizará apenas 01


(uma) prova de norma e será recertificado, caso aprovado, nas normas em que
solicitou a recertificação.

b) Inspetor com 06 (seis) a 10 (dez) normas de qualificação realizará apenas 02


(duas) provas de norma e será recertificado, caso aprovado, nas normas em que
solicitou a recertificação.

c) Inspetor com mais de 10 (dez) normas de qualificação realizará apenas 03 (três)


provas de norma e será recertificado, caso aprovado, nas normas em que
solicitou a recertificação.
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o Inspetor reprovado em qualquer das provas do exame simplificado pode
requerer por 02 (duas) vezes outro exame, devendo ser adotado os seguintes
critérios: . .

• No caso de reexame de Nível 1, caso o Inspetor não obtenha nota igualou


superior a 7,0 (sete) em uma das provas obrigatórias ou aleatórias, o
mesmo repetirá somente a(s) prova(s) na(s) qual (ís) não obteve grau
satisfatório .

• No caso de reexame de Nível 2, deverá ser adotada a mesma sistemática


de Nível 1, sendo que no caso de reprovação na norma/código, o candidato
deverá repetir a(s) prova(s) de norma/código em que não obteve grau
satisfatório e para cada prova em que for reprovado deverá,quando
aplicável, realizar uma prova de norma/código adicional, a ser selecionada
através de sorteio.

Os Inspetores de Soldagem Nível 2, antes ou durante o seu processo' de


recertificação, poderão solicitar mudança de Nível de certificação, desde que o
façam formalmente, através do envio de.correspondência a FBTS/ BUREAU.

Após o primeiro exame de recertificação, o Inspetor deSoldagem Nível 2 poderá


parar o processo e optar pela recertificação apenas nas Normas/Código em que
obtiver grau satisfatório, devendo formalizar esta solicitação, através do envio de
correspondência ao BUREAU.

O exame de recertificação tem aproximadamente a seguinte duração:

• Nível 1: 01 (um) dia e melo,


• Nível 2: 02 (dois) dias.
• Norma de qualificação adicional: 8 h.

XIII- SOLlCITAÇAo DE RECERTIFICAÇÃO

Para a solicitação da recertificação, o Inspetor de Soldagem deve encaminhar a


FBTS/BUREAU, os seguintes documentos:

1. Formulário de Solicitação de Exame, Reexame e Recertificação, devidamente


preenchida;

2. Um retrato 3x4;

3. Atestado de Acuidade Visual recente, a Secretaria do BUREAU inferior a 30


(trinta) dias, a contar da data de realização do exame; .,

4. Comprovante de pagamento da Taxa de Recertificação, via boleto bancário

Atenção: O atestado de Acuidade Visual em poder da FBTS/BUREAU,


encaminhado anualmente para fins de manutenção, poderá ser
aceito, desde que se encontre dentro da và/idade (01 ano).
_",_"., ",,011,1\.1,.,,1.,11111.;11 ..,&,
I,.II\ I",

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PÁG: 13/15

XIV - CANCELAMENTO DA CERTIFICAÇÃO

o cancelamento da certificação implicará na perda da mesma, com necessidade


o•.
'~
de realização de novo exame de qualificação, e pode ocorrer nos seguintes casos:

a) fraudes, quebra de ética profissional e prática de atos delituosos;

b) por decisão da FBTS, nos casos de parecer "Não Satisfatório", quando da


avaliação de desempenho do Inspetor de Soldagem;

Os Inspetores que tenham suas certificações canceladas em função da


ocorrência descrita em a, somente podem requerer nova certificação
decorridos no mínimo 60 (sessenta) meses a contar da data de cancelamento.

xv - REGRAS DE CONDUTA E ÉTICA

Todos os candidatos devem conhecer e aceitar formalmente as regras de Conduta


e Ética, Anexo 2, sendo condição básica para realização dos exames de
qualificação bem como para a emissão do certificado, em caso de aprovação.

XVI - APELA ÇÕES

Todo candidato a Inspetor de Soldagem tem o direito à apelação junto à FBTS:

As apelações, por parte dos candidatos, podem derivar, entre outras, de:

• Revogação da certificação;
• Questionamento dos resultados dos exames.

As apelações devem ser descritas em formulário próprio, conforme mostrado no


Anexo 4, e encaminhadas a FBTS para análise juntamente com o comprovante de
pagamento da taxa de apelação.

Caso o apelante não se satisfaça com as decisões tomadas pela FBTS, a apelação
pode ser formalizada ao INMETRO e, em última instância, ao Comitê Brasileiro de
Avaliação de Conformidade - CBAC.

As resoluções das apelações serão enviadas formalmente, pela FBTS, ao


apelante.

XVII - REGISTRO DE A TlVIDADES E RECLAMAÇÕES

Todo Inspetor de Soldagem certificado pelo SNQC-IS deve manter um formulário


"Registro de Atividades e Reclamações", conforme modelo sugerido no Anexo 5.
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PÁG: 14/15
Estes Registros devem estar disponíveis para apresentação ao BUREAU,
mediante solicitação ou quando da Avaliação de Desempenho.
A não manutenção e o preenchimento fraudulento destes Registros são
considerados abusos, acarretando medidas punitivas conforme descrito no "Termo
de Conduta e Ética".

XVIII - AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Todo Inspetor de Soldagem certificado pelo SNQC-IS está sujeito a Avaliação de


Desempenho que visa verificar se o profissional está exercendo corretamente as
atividades estabelecidas na Norma NBR 14842.

A avaliação ocorrerá de forma aleatória, e a qualquer tempo por solicitação das


empresas e/ou da fiscalização e será. realizada na obra ou empresa em que o
profissional esteja atuando.
Na análise das não-conformidades detectadas na avaliação de desempenho, a
FBTS estabeleceu os seguintes critérios:

Satisfatório: quando nenhuma não Não satisfatório: quando for


conformidade for detectada; detectada uma ou mais não-
conformidades críticas.
Parcialmente satisfatório: quando
não for detectada nenhuma não-
conformidade crítica;

A não-conformidade é considerada crítica quando afeta diretamente a qualidade do


serviço, tais como:

a} atuação fora do nível ou da norma c) ausência de variável essencial no


de qualificação; procedimento de soldagem;

b) não aplicação do Inspetor nas suas d} outras de igual teor e a critério da


atribuições e responsabilidades, FBTS.
conforme Norma NBR 14842;

o Inspetor deve ser notificado sobre a(s) não-conformidade(s) e se pronunciar


sobre o fato em um prazo previamente estabelecido. Caso não se pronuncie a sua
certificação será revogada ou cancelada.

o pronunciamento do Inspetor deve ser analisado pela FBTS/BUREAU e em caso


de manutenção dos resultados da avaliação de desempenho como parcialmente ou
não satisfatório, as seguintes ações devem ser implementadas:

• advertência ao Inspetor, em caso do resultado parcialmente satisfatório,


podendo acarretar na revogação da certificação em caso de reincidência;

• revogação, em caso de resultado não satisfatório e em função do número de


não-conformidades detectadas.
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FEV/08
FBTS ")
REV:12 -t.:

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111)
';'j;

o período de revogação varia de acordo com o número de não-conformidades <fll')


''''
críticas, mínimo de 2 (dois) meses. Quanto ao cancelamento será necessária a ",1\
l,J
existência de mais do que três não-conformidade s críticas ou reincidência de pelo
menos uma não-conformidade que resultou na revogação da certificação num
período inferior ou igual a 12 (doze) meses da decisão.

Atenção:

a) Os casos de cola e/ou transcrição de quaisquer questões de prova, constitui uma


grave questão de ética. O candidato/Inspetor será considerado reprovado no exame, a
prova será suspensa e o candidato/inspetor perde a quantia paga.
c) O exame de recertificação é considerado, também, como uma avaliação de
desempenho.

XIX -ANEXOS

Anexo 1 - Formulário para Solicitação para Exame de Qualificação, Reexame e Recertificação


Anexo 2 - Modelo de Termo de Conduta e Ética
Anexo 3 - Formulário para Exame de Acuidade Visual
Anexo 4 - Termo de Responsabilidade
Anexo 5 - Formulário de Apelações
Anexo 6 - Formulário de Registro de Atividades e Reclamações
Anexo 7 - Valores de taxas
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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~RU9
CONSULTORIA EM
CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONTROLE DA QUALIDADE
MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

íNDICE PÁGINA

1- INTRODUÇÃO 01/01
2- INSPETOR DE SOLDAGEM (CONCEITO) 01/01
3- SISTEMA NACIONAL DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE PESSOAL
EM SOLDAGEM (SNQC - PS -IS) 01/01
4- QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE INSPETORES DE SOLDAGEM 02/04
5- CERTIFICAÇÃO DE INSPETORES DE SOLDAGEM 04/05
6- ATIVIDADES EXERCIDAS PELO INSPETOR DE SOLDAGEM NlvEIS 1 E 2 05/09
7- REFER~NCIAS BIBLIOGRÁFICAS 09/10

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE INSPETORES DE SOlDAGEM

1- INTRODUÇÃO
A soldagem é um processo de fabricação amplamente utilizado em diversos setores industriais
tendo, na maioria das vezes, uma influencia significativa no custo e no desempenho do produto.

A série de normas NBR ISSO 9000 para Sistema da Qualidade considera a soldagem como um
processo especial que, dependendo da complexidade da construção soldada, requer métodos de
controle que podem abranger as atividades de projeto, de seleção de materiais de fabricação e de
inspeção, a fim de garantir que a qualidade especificada seja atingida.

No que concerne a inspeção de soldagem é importante que esta atividade seja desenvolvida por
profissional devidamente qualificado e certificado, cuja sistemática encontre-se estabelecida na
norma NBR 14842 (Critérios para Qualificação e Certificação de Inspetores de soldagem). Utilizada
como base neste módulo.

2- INSPETOR DE SOlDAGEM
Entende-se por Inspetor de Soldagem, o profissional qualificado e certificado, segundo os
requisitos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Qualificação e certificação de Inspetores de
Soldagem, empregado pela executante dos serviços, para exercer as atividades de controle de
qualidade relativas à soldagem.

A função do Inspetor de Soldagem é contribuir para a garantia da qualidade de produtos e serviços


que utilizam a soldagem como processo da fabricação e montagem. Conseqüentemente esta
função deve ser exercida por profissionais dotados de experiência profissional e conhecimentos
especializados na área de soldagem.

3- SISTEMA NACIONAL DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE PESSOAL EM


SOLDAGEM - SNQC-PS-IS

• Objetivo: Realizar de forma independente e em âmbito nacional, a qualificação e


certificação de pessoal em soldagem.
• Atuação: Regulamentar os requisitos, critérios e sistemática para a qualificação e
certificação de Inspetores de Soldagem com base nas necessidades dos diversos
setores produtivos.

As unidades organizacionais do SNQC-OS-IS compreendem:

a) CONSELHO DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE PESSOAL EM SOLDAGEM; -


Que são o órgão normativo do SNQC-IS, administrativamente independente, abrigado a
FBTS, para efeito de funcionamento.

b) BUREAU DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE INSPETORES DE SOLDAGEM; -


Que é o órgão executivo do SNQC-PS-IS, atendendo às determinações normativas do
CONSELHO e respondendo administrativamente e tecnicamente à Instituição que o abriga.

c) COMISSÕES SETORIAIS; que são os órgãos consultivos do SNQC-PS-IS, junto ao


BUREAU que representa tecnicamente os setores industriais.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


1
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,.j,~I.' .l. ;~Ii." I,l';&' ,H,'.I,

CONSULTORIA - TREINAMENTO - IN~;PF

CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM


MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

d) CENTRO DE EXAMES DE QUALIFICAÇÃO (CEQUAL); órgão capacitado par aplicar


exames de qualificação a candidatos à certificação de Inspetores de Soldagem,
reconhecido pelo CONSELHO e assessorado pelo BUREAU.

4- QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE INSPETORES DE SOLDAGEM

4.1- NíVEIS DE QUALIFICAÇÃO


A norma técnica NBR 14842 da ABNT prevê dois níveis de qualificação e certificação, designados,
pelos algarismos arábicos 1 e 2.

O candidato a Inspetor de Soldagem deverá atender aos requisitos abaixo discriminados, par ao
nível que estiver pleiteando.

A avaliação do Inspetor Nível 1 independe do tipo de equipamento, do metal de base e/ou dos
consumíveis, objetos de inspeção. Já o Inspetor Nível 2, dado a maior responsabilidade de suas
atribuições, é um inspetor mais especializado. A diferenciação fundamental entre os dois níveis
está no fato de que o Inspetor de soldagem Nível 2 tem como atribuições adicionais, a
interpretação de normas técnicas, a verificação da adequação de procedimentos de soldagem, a
responsabilidade pela preparação e arquivo da documentação técnica relativa à soldagem e a
analise dos resultados de ensaios não-destrutivos. As atribuições e responsabilidades básicas do
Inspetor de soldagem estão descritas no ANEX01.

A qualificação e certificação do Inspetor de soldagem Nível 2 está subdividida por normas/códigos


conforme mostrado na tabela a seguir.

A qualificação e certificação do Inspetor de soldagem são inerentes a cada tipo de metal. Assim as
normas indicadas na tabela a seguir referem-se aos aços de um modo geral. No caso do alumínio,
cobre, níquel, titânio e suas ligas, o Inspetor de soldagem deve demonstrar conhecimentos
especificos par a cada material em questão.

Tabela 1 - Relação de Normas/Códigos para Qualificação do Inspetor de soldagem.

I
NORMAS/CÓDIGOS NORMAS/CÓDIGOS COMPLEMENTARES i
PRINCIPAIS QUAL/FICAÇAO DE PROCEDIMENTOS E I
MATERIAIS i
c:.>~ SOLDADORES _ ..
-------

)..,IJ. ANSI B31.1 ASME IX ASTM Seco 1--1


ANSI B31.3 ASME IX ASME Seco 1
ANSIB31.4 ASME IX e API 1104 API5L
~ANSIB31.8 ASME IX e API 1104 API5L
.~ ;J"/ API1104 --------------- API5L
,..~r ASME IX ASTM Seco 1 I
" API650
)~(71 ASME VIII Div. 1 ASME IX ASME" A I
. ) ASME VIII Div. 2 ASME IX ASME" A
,-,
,.,.AWSD1.1 ---------------- ASTM Seco 1
I,

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


2
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

4.2- ESCOLARIDADE X EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL


Os requisitos de escolaridade e experiência profissional estão indicados no gráfico abaixo,
admitindo-se menor escolaridade para candidatos mais experientes. A experiência deve ser ou ter
sido obtida em atividades relativas à soldagem, em pelo menos uma das seguintes áreas: Projeto,
controle de qualidade/Inspeção, Produção, Construção e Montagem de Equipamentos e
Manutenção.

Gráfico 1 - Requisitos Mínimos de escolaridade/Experiência Profissional

48
42
36 36
Experiência 36
Profissional
Requerida 30
(meses) 24
18
12
6
O
A B C D E F
NlveJ de Escolaridade
Legenda:

A - Ensino Fundamental completo (1°grau completo)


B - Ensino Médio completo (2° Grau completo)
C - Curso Técnico em Mecânica, Metalurgia ou Naval
D - Curso Técnico em Soldagem
E - Curso superior em Engenharia na área de Ciências Exatas ou Curso Tecnologia da soldagem.
F - Curso de Especialização em Engenharia da Soldagem.
N1- Inspetor de soldagem nivel1
N2 - Inspetor de soldagem Nivel 2

4.3 - ACUIDADE VISUAL


O candidato deve ter acuidade visual, natural ou corrigida, avaliada anualmente de acordo com os
seguintes padrões:

a) Para visão próxima: Ler as letras J -1 do padrão JAEGER a 40 cm de distância, ou pelo


emprego de métodos equivalentes;

b) Para visão longínqua: igualou superior a 20/40 da escala SNELLEN.

Para atividades que exijam distinção cromática, pode ser solicitado exame visual complementar
que comprove a capacidade do inspetor de soldagem de efetuar a necessária distinção.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
I-l11ií:::nUIS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSUL10RIA EM
DA QUt~LlDAOt: MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

4.4- EXAME DE QUALIFICAÇÃO


Depois de satisfeitos os requisitos anteriormente mencionados, o candidato a Inspetor de
soldagem deve se submeter aos exames de qualificação. Esses exames constam de:

• Os candidatos a Inspetor de Soldagem Níveis 1 e 2 devem se submeter a um exame


escrito de conhecimentos teóricos com base no Programa de Conhecimentos Técnicos
Básicos que podem ser divididos nos seguintes assuntos: Terminologia, Simbologia,
Consumíveis, Processos de soldagem e Corte, Metalurgia, Controle de Deformações,
Metais de Base, Ensaios Mecânicos, Ensaios Não-destrutivos, Qualificação de
Procedimentos, Documentos Técnicos, Higiene e segurança no Trabalho, e um Exame de
Conhecimentos Práticos.

Os candidatos a Inspetor de soldagem Nível 1 devem se submeter às seguintes provas de


Conhecimentos Práticos:

a) Consumíveis 1;
b) Documentos Técnicos 1;
c) Visual/Dimensional;
,,)
d) Acompanhamento de soldagem; I •.. ,

e) Tratamento Térmico; ,,)


f) Dureza I."

Os candidatos a Inspetor de soldagem Nível 2 devem estar certificados como Nível 1 ou


aprovados nas provas relacionadas para o Nível 1 a fim de se submeterem as seguintes
provas de conhecimentos Práticos:

I,'....
'~,
a) Consumíveis 2 ,"
b) Qualificações; 2
c) Macrografia;
d) Documentos Técnicos 2 (~)
e) Norma/Código
d'.·)
'I.

Nota: a etapa de interpretação de Norma/código somente será executada após a aprovação


em todas as provas de conhecimentos práticos citadas anteriormente. A escolha das normas
deverá ser de acordo com a tabela 1.

• O candidato é considerado "qualificado" se obtiver nota igualou superior a 7 (sete) em 10


(dez), em cada um dos exames de conhecimento teórico e prático.

• Os exames de conhecimentos práticos só serão executados pelo candidato, após


aprovação no exame teórico.

• Candidato que não obtiver grau suficiente para passar no exame de qualificação deve
aguardar no mínimo 30 (trinta) dias para requerer outro exame.

• Candidato reprovado em qualquer exame pode requerer por duas vezes outro exame, sem
necessidade de refazer as provas em que obteve aprovação, desde que o faça num prazo ';'Ift.
máximo de 12 (doze) meses. '-*"

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~THUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

5- CERTIFICAÇÃO DE INSPETORES DE SOLDAGEM

5.1- CERTIFICADO E CARTEIRA


Baseado nos resultados de exames de qualificação, o BUREAU DE QUALlFICAÇÂO E
CERTIFICAÇÂO DE INSPETORES DE SOLDAGEM emitirá um Certificado e uma carteira de
identificação, indicando o nível de qualificação e no caso do Inspetor Nível 2, as normas principais
utilizadas no exame de qualificação. A certificação, em qualquer dos dois níveis, tem validade de
60 (sessenta) meses, a contar da data da emissão do certificado.

5.2- CÓDIGO DE ÉTICA


A todo Inspetor de soldagem certificado pelo Sistema Nacional de qualificação e Certificação é
encaminhado um TERMO DE CONDUTA E ETICA, onde são estabelecidas as regras de Conduta
e Ética a serem atendidas pelo Inspetor no exercício de suas atribuições, as penalidades no caso
do uso indevido do certificado e as recomendações do BUREAU DE QUALlFICAÇÂO E
CERTIFICAÇÂO DE INSPETORES DE SOLDAGEM, quanto à certificação.

5.3- MANUTENÇÃO DA CERTIFICAÇÃO


A manutenção do certificado consiste de duas etapas:

ETAPA 1: O Inspetor de soldagem deverá anualmente, efetuar o pagamento de uma taxa


estabelecida pelo CONSELHO e enviar ao BUREAU o atestado de acuidade
Visual.

ETAPA 2: antes de findo o prazo de 30 (trinta) meses, contados a partir da data da


certificação o profissional deverá encaminhar os seguintes documentos:

a) Certificado original a ser renovado;


b) Cópia da carteira profissional ou contrato de autônomo que comprovem a
efetiva prestação de serviços profissionais, como Inspetor de soldagem, no
nível para o qual foi certificado, por um período de 15 meses consecutivos ou
não, complementado, se necessário, por declaração da empresa, caso não
seja notificado na carteira profissional a função de Inspetor de soldagem.

ETAPA 3: Antes de findo o prazo de 60 meses, contados a partir da data de certificação, o


profissional deve requerer junto ao BAREAU o exame de Recertificação.

5.4 - RECERTIFICAÇÃO

• Após conclusão do período de 60 meses da validade da certificação, a mesma pode ser


renovada pelo BUREAU DE QUALlFICAÇÂO E CERTFICAÇAO DE INSPETORES DE
SOLDAGEM, por igual período após o Inspetor completar, com sucesso, um exame
simplificado.

• Cabe ao Inspetor de Soldagem solicitar o exame simplificado com, no mínimo, 180 dias de
antecedência do termino da validade da certificação.

• O exame simplificado, a ser realizado no Centro de Exames de Qualificação (CEQUAL), é


composto de provas obrigatórias e aleatórias. A aleatoriedade das provas consiste no
sorteio, na presença do profissional, quando realizado o exame.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


5
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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
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('ON$UtTORIA EM
CONTROt.! qUAUDAD~: MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO )

)
• O inspetor que não obtiver a nota mínima de sete em cada prova do exame simplificado
deve aguardar, no mínimo 30 dias para requerer outro exame, Para cada prova em que foi
J
reprovado, deverá realizar uma prova aleatória adicional a ser selecionada através de
sorteio, sem necessidade de refazer as partes em que obteve grau satisfatório, A mesma
sistemática deve ser aplicada também para a prova de interpretação de normas, isto é,
"
,;)
para cada prova de norma que for reprovado, o Inspetor deverá realizar uma prova de
"
norma adicional, a ser selecionada por sorteio, caso este seja qualificado em mais de uma ,)
norma.
,)
6- ATIVIDADES EXERCIDAS PELOS INSPETORES DE SOLDAGEM NíVEIS 1 E 2.
'.)
NOTA: "
As atribuições (A) e responsabilidades básicas inerentes ao inspetor de soldagem Nível 2 - N2 -
são descritas a seguir. Para o inspetor de soldagem Nível - N1 - (excluem-se as atribuições em :)
negrito).
,)
A.1 NORMAS TÉCNICAS
:)
,)
a) O Inspetor de Soldagem nível 2 deve interpretar e implementar os requisitos das
normas técnicas, no que se refere à soldagem.
:}
:)
A.2 PROCEDIMENTOS DE SOLDAGEM
O Inspetor de soldagem nível 2 deve: .)

a) Verificar a adequação dos procedimentos planejados para uma dada situação;


'J
,}
b) Verificar se os procedimentos foram qualificados e certificados conforme o item A.3.

A.3 QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM DE 'J


SOLDADORESI OPERADORES DE SOLDAGEM.

Os Inspetores de Soldagem - Níveis 1 e 2 devem:


"I,
a) Definir o tipo, quantidade e fases de execução de chapas de teste, acompanhamento "'"
de execução e conformidade com a quantidade especificada;
b) Verificar e analisar os resultados dos ensaios não destrutivos;
c) Verificar se os ensaios não-destrutivos foram executados por pessoal qualificado,
procedimento certificado e na extensão requerida;
d) Verificar a conformidade, e, testemunhar as condições de preparação dos corpos de
prova e a execução dos ensaios mecânicos de tração, fratura (Nick-breek}, queda
livre de peso, impacto, dureza, e dobramento;
e) Determinar a dureza por meio de medidores portáteis;
f) A valiar os resultados dos ensaios mecânicos, em comparação com as normas
técnicas;
g) Emitir laudos dos corpos de prova preparados por ensaios macrográficos;
h) Aprovar a qualificação e emitir seu registro.

"'ilI
'.qj;/

======'''',
Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009
6
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

A.4 VERIFICACÕES DE SOLDADORES/OPERADORES DE SOLDAGEM.


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar se somente soldadores/operadores de soldagem qualificados e certificados estão


sendo utilizados, se a qualificação desses os autoriza a executar o serviço esse não
expirou o prazo de validade da qualificação, de acordo com instruções ou documentos de
registro;
V b) Verificar a atuação dos soldadores/operadores de soldagem na execução dos serviços e
solicitar, quando necessário, nova qualificação.

A.5 VERIFICAÇÃO DO MATERIAL DE BASE


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:
a) Verificar, por comparação entre marcações no material e documentos aplicáveis, se .o
material de base está correto;

b) Verificar por comparação entre certificados da qualidade de material e os requisitos


das normas e especificações técnicas de produto, se o material de base i. o
especificado;

A.6 VERIFICAÇÃO DOS CONSUMíVEIS


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar, por comparação entre marcações e documentos aplicáveis, ensaio visual ec~
controle dimensional, se o consumível é o especificado e está em condições de uso;.' t
b) Verificar, por comparação entre certificados da qualidade de material e os requisitos
das normas e especificações técnicas de produto, se o consumível está correto;
c) Verificar seo armazenamento, manuseio, ressecagem e manutenção da ressecagem do
consumível estão corretos, de acordo com as instruções do fabricante do consumível ou
outros documentos aplicáveis.

A.7 INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM.


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) VerUicar se os equipamentos de soldagem a serem utilizados no serviço estão de acordo


com o especificado e se estão em condições adequadas de· utilização quanto-aos aspectos
de segurança e de preservação;
b) Verificar se a calibração dos instrumentos de medição, quando exigidas, está dentro dos
prazos de validade.

A.8 INSPEÇÃO ANTES DA SOLDAGEMj


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar se as instruções de fabricação e execução estão em conformidáde com as


normas e especificações técnicas;
b) Verificar se os procedimentos e as instruções estão disponíveis aos soldadores/operadores
de soldagem para referência, se estão sendo empregados na soldagem e se somente
procedimentos especificados e qualificados, quando necessários, são usados para cada
serviço;
c) Verificar se as dimensões, ajustagem e preparação das juntas estão de acordo com as
normas e especificações técnicas, os procedimentos de soldagem, as instruções de
fabricação e/ou execução, e os desenhos;

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


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CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM N
MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO )

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d) Verificar a adequação para execução do serviço, considerando as condições físicas e
,)
ambientais;
e) Verificar se o preaquecimento, quando necessário, está sendo efetuado e se esta de )
acordo com as normas e especificações técnicas os procedimentos de soldagem e as
instruções de fabricação e / ou execução.
f) Verificar se as condições de proteção individual e coletiva no que concerne à soldagem
estão sendo atendidas.

A.9 INSPEÇÕES DURANTE SOLDAGEM


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar se a soldagem está sendo conduzida de acordo com os procedimentos de


soldagem e com as instruções de fabricação e/ou execução, enfatizando a seqüência de
soldagem, os requisitos de limpeza e o controle de deformações;
b) Verificar se o controle da temperatura entre passes, quando necessário, está sendo
efetuado e se está de acordo com as normas e especificações técnicas e com as
instruções de fabricação e/ou execução;

A.10 INSPEÇÃO APÓS SOLDAGEM


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar se o pós-aquecimento, quando necessário, está sendo efetuado e se está de


acordo com as normas e especificações técnicas e com as instruções de fabricação
e/ou execução
b) Executar ensaio visual e controle dimensional da solda completa, de acordo com as
normas e especificações técnicas, as instruções de fabricação e/ou execução do
desenho;
c) Aprovar a soldagem efetuada, através da verificação da conformidade dos
resultados dos ensaios em peças de teste de produção, quando aplicável, com as
normas e/ou especificações técnicas do produto.
'.:'
A.11 ENSAIOS NÃO-DESTRUTIVOS :
"t· '.,
OS Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar se os ensaios foram executados por pessoal qualificado, procedimento aprovado


e na extensão requerida, de acordo com as normas e especificações técnicas, e as
instruções de fabricação e/ou execução;
b) Verificar e analisar, através de relatórios, os resultados dos ensaios não-destrutivos dos
serviços de soldagem sob sua responsabilidade, com o objetivo de retroalimentar as
operações de soldagem para evitar a recorrência das descontinuidades detectadas pelos
ensaios não-destrutivos.

A.12 ENSAIO DE DUREZA


Os inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem executar, quando necessário, medições de dureza
por meio de aparelhos portáteis.

A.13 TRATAMENTO TÉRMICO APÓS SOLDAGEM


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar antes de proceder ao tratamento térmico, se as peças ou equipamentos foram


aprovados nos ensaios não-destrutuvos;

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


8
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TI~US CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 01 - INTRODUÇÃO

b) Verificar se o tratamento térmico,quando necessário, está sendo conduzido de acordo com


as normas e especificações técnicas, os procedimentos de tratamento térmico e as
instruções de fabricação e/ou execução;
c) Verificar se os ensaios não-destrutuvos após tratamento térmico, quando necessário, são
executados conforme os requisitos mencionados em A.11.

A.14 REPARO DA SOLDA


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Verificar as marcações de reparo de solda de acordo com laudos emitidos;


b) Verificar se a soldagem e/ou outros métodos de reparo estão de acordo com as normas e
especificações técnicas, os procedimentos de soldagem e as instruções de fabricação
elou execução.

A.15 REGISTRO DE RESULTADOS


Os Inspetores de soldagem níveis 1 e 2 devem:

a) Registrar resultados, relatar não conformidade e controlar e registrar o desempenho dos


soldadores/operadores, através de procedimentos estabelecidos;
b) Registrar os ensaios testemunhados na qualificação de procedimentos de soldagem, de
soldadores/operadores de soldagem e as condições de preparação e execução de peças
de teste e pacas de teste de produção;
c) Preparar elou emitir instruções de inspeção de soldagem e relação de
soldadores/operadores de soldagem qualificados, com sua respectiva abrangência,
de acordo com as normas e especificações técnicas;
d) Verificar, avaliar e registrar a organização e a atualização do arquivo de documentos
técnicos, no tocante à soldagem.

Referência Bibliogrâfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009


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7- REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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1) Norma Técnica: J
FBTS N-001 - Qualificação e Certificação de Inspetores de soldagem - Procedimentos
:)
2) Normas Técnicas Estranqeiras:
ANSIB31.1 - Power Piping
ANSI B 31.3 - Chemical Plant and Petroleum Refinery Piping
-_.-
ANSI B 31.4 - Liquid Petroleum Transportation Piping Systems

ANSI B 31.8 - Gas transmission and Oistribution Piping Systems

API Std 1104 - Welding of Pipelines and Related Facilities

API Std 650 - Welded Steel Tanks for Oil Storage


ASMEII - Material specifications - Part A: Ferrous Materiais

ASME VIII Oiv. 1 - ASME Boiler and Pressure Vessel Code - rules for Construction of
Pressure Vessels
ASME VIII Oiv. 2 - ASME Boiler and Pressure Vessel Code - Alternative Rules
ASME IX - ASME Boiler and Pressure Vessel Code - Welding and Brazing
Qualifications
AWS 01.1 Estructural Welding Code-Steel
ASTM Specification - Annual Book of ASTM Standards, Section 1 - Iron and Steel Products

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~ CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
P~TRUS
CONSULTORIA EM MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUAL.JDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

íNDICE PÁGINAS

TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM E DAS DESCONTINUIDADES 01/47

1- TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM 01/32

1.1 - Definições 01/32

2- TERMINOLOGIA DAS DESCONTINUIDADES 33/47

2.1 - Descontinuidades em Juntas Soldadas 33/44


2.2 - ANEXO - Glossário Português -Inglês e Inglês - Português 45/47

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2008


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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM E DAS DESCONTINUIDADES

1- TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
Em soldagem no que se refere à Terminologia. é difícil a desvinculação dos termos técnicos da
língua inglesa. Estes sempre que possível, serão mencionados entre parêntesis para permitir um
melhor entendimento da matéria.
Os termos relacionados a seguir são alguns dos mais usuais. Para uma abordagem mais completa
dos termos técnicos em língua inglesa e suas definições o aluno deve consultar nas normas AWS
A3.0.

As designações abreviadas dos processos de soldagem mais usuais segundo a norma AWS A3.0.
encontra-se na tabela a seguir.

PROCESSOS DE SOLDAGEM
EGW Electrogas welding Soldagem eletro-qás
ESW Electroslaa weldina Soldaaem Dor eletro-escória
FCAW Fluxcored arc welding Soldagem com arame tubular
.GMAW Gas metal arc weldina Soldagem MIG/MAG
,GTAW Gas tunasten arc weldina Soldaaem TIG
OAW Oxvacetvlene welding Soldagem oxi-acetilênica
OFW Oxvtuel gas welding Soldagem a gás
PAW Plasma are welding Soldagem a plasma
RW Resistence weldina Soldaaem Dor resistência elétrica
SAW Submerged are welding Soldaaem a arco submerso
SMAW Shielded metal are welding Soldagem com eletrodo revestido
SW Stud welding Solda de pino

1.1 DEFINiÇÕES

ABERTURA DA RAIZ (root opening)


Separação entre os membros a serem unidos na raiz da junta (fig. 1).

FIGURA 1 (a, b, c, d, e, f) - Abertura da Raiz, Ângulo do Bisei, Ângulo do Chanfro,


Profundidade do Bisei Raio do Chanfro.

(a) (b)

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Referência Bibliográfica FBTS Revisl'lo 04 Fev.2009
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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
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do Bisei

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chanfro '\
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e Ângulo
Abertura de ~ do Bisei ~ngUIOdO
L Raio do """nfro 1 chanfro
1

{l..-.--l_i
ALIVIO DE TENSÕES (stress relief heat treatment)
Aquecimento uniforme de uma estrutura/junta de solda a uma temperatura suficiente para aliviar a
maioria das tensões residuais, seguido de um resfriamento uniforme.

ALMA DO ELETRODO (electrode core)


Núcleo metálico de um eletrodo revestido, cuja seção transversal apresenta uma forma circular
maciça.

FIGURA 2 - Eletrodo Revestido: Alma e Revestimento

;:
-e~ ,,- ......r-T
-::=:::M::::::±:_::::&::I:::~:m:=~~~.. Revestimento

1: Alma dO eletrodo
Alma do eletrodo
':.~)

ÂNGULO DO BISE L (bevel angle)


Ângulo formado entre a borda preparada do componente e um plano perpendicular à superfície
deste componente (Ver figo 1).

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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

ÂNGULO DO CHANFRO (groove angle)


Ângulo integral (soma dos dois biseis) entre as bordas preparadas dos componentes (Ver figo 1).

ÂNGULO DE DESLOCAMENTO OU DE INCLINAÇÃO DO ELETRODO (travei angle)


Ângulo formado entre o eixo do eletrodo e uma linha de referencia perpendicular ao eixo da solda
localizado num plano determinado pelo eixo do eletrodo e o eixo da solda. (Ver figo 3)

ÂNGULO DE TRABALHO (work angle)


Ângulo que um eletrodo faz com uma linha de referencia posicionada perpendicularmente à
superfície da chapa, passando pelo centro do chanfro, localizada em um plano perpendicular ao
eixo da solda. (Ver figo 3)

FIGURA 2 A, B, C - Ângulo de Deslocamento, Ângulo de Inclinação e Ângulo de Trabalho

de

Ângulo de
dC$locamcnto

Angulo de l.rabalho

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


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CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
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CONSULTORIA EM
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
DA QUALIDADE E DAS DESCONTINUIDADES )
)
ARAME (rod)
Ver termo eletrodo nu.

ARAME TUBULAR
,
)

)
Ver termo eletrodo tubular.
)
ATMOSFERA PROTETORA (protective atmosfere)
Envoltório de gás que circunda a parte a ser soldada, com a finalidade de proteger a peça de )
fusão. )
ATMOSFERA REDUTORA (reducing atmosfere) )
Atmosfera protetora quimicamente ativa que, em elevadas temperaturas reduz óxidos ao seu
estado metálico. "

I>
BISEL (bevel)
Borda do componente a ser soldado, preparada na forma angular. (Ver figo 1) J
BRASAGEM (brazing)
J
,)
Processo de união de materiais onde apenas o metal de adição sofre fusão. O metal de adição se
distribui por capilaridade na fresta formada pelas superfícies da junta, após fundir-se a temperatura
superior a 450'C.

CAMADA (Iayer) ,)
" )
Deposição de um ou mais passes consecutivos dispostos lado a lado.

FIGURA 4 - Camada, Cordão de Solda ou Passe e Seqüência de Passes.


~;
Passes de solda

r-----e=
! ~= 1":--'---'-- ~,,'

r-,,-----:--~357
---.:

Camadas

A B

CHANFRO (groove)
Abertura devidamente preparada, na superfície de uma peça ou entre dois componentes, para
conter a solda. Os principais tipos de chanfros são os seguintes (fig. 5).
a) Chanfro em J (single-J-groove);
b) Chanfro em duplo J (double-J-groove); , \
'f i
c) Chanfro em U (single-U-groove);
, \
d) Chanfro em duplo U (double-U-groove); , l-I

e) Chanfro em V (single-V-groove);
f) Chanfro em X (Double-V-grooove);
g) Chanfro em meio V (single-bevel-groove);
h) Chanfro em K (double-bevel-groove);
i) Chanfro reto ou sem chanfro (square-groove).

4
i~ CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 5 - Principais Tipos de Chanfro

Chanfro em J (single • J . groove) Chanfro em duplo J (double . J . grOO\'ci

Chanfro em U (single· U • groove) Chanfro em duplo U (double . U • groovcl

Chanfro em V (single • V • groove) Chanfro em X (double . v· groovC'1

Chanfro em meio V (single • bevel . groove) Chanfrá em K (double . bevel • groove)

Chanfro reto, sem chanfro (square • groove)

CERTIFICADO DE QUALIFICAÇÃO DO SOLDADOR


Documento certificando que o soldador executa soldas de acordo com padrões pré-estabelecidos.

CHAPA DE TESTE DE PRODUÇÃO (Production test plate ou vessel test plate)


Chapa soldada e identificada como extensão de uma das juntas soldadas do equipamento, com
finalidade de executar ensaios mecânicos, qulmicos ou metalográficos.

CHAPA OU TUBO DE TESTE (test coupon)


Peça soldada e identificada para qualificação de procedimento de soldagem ou de soldadores ou
de operadores de soldagem.

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)
CONSULTORIA - TREINAMENTO- )
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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
E DAS DESCONTINUIDADES
)
)
COBRE-JUNTA (baeking) )
Material ou dispositivo colocado no lado posterior da junta a ser soldada, ou em ambos os lados
(caso dos processos eletroescória e eletrogás), cuja finalidade é suportar o metal fundido durante a J
execução da soldagem. O meterial pode ser parcialmente fundido, já que não precisa se fundir
)
necessariamente durante a soldagem. O mesmo pode ser o metálico ou não metálico. Exemplo de
cobre-junta: metal de base, cordão de solda, material granulado (fluxo), cobre, cerâmica, carvão. )
FIGURA 6 - Cobre-Junta, Mata-Junta ou baeking )

)
,
)

J
CONSUMíVEL (eonsumable)
Todo material usado para deposição ou proteção da solda, tais como: eletrodo revestido, varetas, J
arames, anel consumível, gás, fluxo, entre outros )

CORDÃO DE SOLDA (weld bead)


Depósito de solda resultante de um passe (Ver figo4). "
,)

,)
CORPO DE PROVA (test speeimen)
Amostra retirada e identificada da chapa ou tubo de teste, quando se objetiva conhecer as
propriedades mecânicas, entre outras propriedades do material analisado.
~

CORRENTE ElETRICA DE SOlDAGEM (welding eurrent)


Corrente elétrica no circuito de soldagem durante a execução de uma solda.

CORTE COM ELETRODO DE CARVÃO (earbon are eutting)


Processo de corte a arco elétrico, no qual metais são separados por fusão devido ao calor gerado
pelo arco formado entre um eletrodo de grafite e o metal de base. Para a retirada do metal líquido
localizado na região do corte, utiliza-se o ar comprimido.

DilUiÇÃO (dilution)
Modificação na composição química do metal de adição causado pela mistura do metal de base ou
metal de solda anterior. É medido pela percentagem do metal de base ou do metal de solda
anterior no cordão de solda.

FIGURA 7 - Diluição

Metal de Cordão de Scld2


Base

II..... ------~
A - Metal de solda
muição ('ll» '" _5_ (1001
A+B B - Metal de base o,",
Metal de Solda do
cordão anterior.

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


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CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

DIMENSÃO DA SOLDA (weld size)


a) Para solda em ângulo - para solda em ângulos de pernas iguais, é o comprimento dos
catetos do maior triângulo retângulo isóscele que pode ser inscrito dentro de seção
transversal da solda. Para soldas em ângulo de pernas desiguais, são comprimentos dos
catetos do maior triângulo retângulo isóscele que pode ser inscrito dentro da seção
transversal da solda (ver figo 8).
b) Para solda em chanfro - é à distância da face à raiz da solda (ou entre faces, nas juntas
soldadas em ambos os lados), excluido (s) o (s) reforço (s) de solda elou excesso de
penetração (fig. 9)
c) Para solda de aresta - é a medida da espessura do metal de solda até a raiz da solda.

FIGURA 8 - Dimensão da Solda de Aresta

FIGURA 9 (A, B, C, D, E) - Dimensão da Solda em Chanfro - Penetração da Junta e

P"·_""';ZC.._
Penetração da Raiz.
dojonl
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(A.
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Penetr.ação da jl.l11fa incompleta ou parolal

PenetftlÇioda raiz

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Penet,..o da junbt

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


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CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NíVEL 1
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02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
E DAS DESCONTINUIDADES
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PerM:!tração da juma Penetr<lç.3o da junta
Dimensão da ,lda

J
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Penetração da rniz
(OI Dimens.iio da sok1a:E'" E. + E" J
)

FIGURA 10 (A, B. C, D, E) - Dimensão da Solda em Ângulo - Pernas iguais e desiguais. )


,)

Co nve x idade
)
Perna e Dtruc ns âo

Garganta Real --t---.... J


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"" Perna e Dtrne ns ão

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Garganta Efetiva
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I
"" "
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c, e rqan ta ,.0"," J
,)

t---------~ ,)

(A) solda em Ângulo Convexo (com penetração) :>


,)

,)
Per ria

Gar qaert a real e


Garganta efetiva
Dimensão
-------
I:>

.)
Co rrcavicf acíc

(B) Côncavo (com Penetração)

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8
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CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

Garganta real
• afetiva

Abertura da raiz l-L.- --::f,1

(D) Cancavo (com abertura de raiz)

Garganta real

Garganta efetiva
Perna e
Dimensão

Farta de fusYu

Garganta Teórica

(e) Convexo (com falta de fusão)

rema e dimensãc

I-+- -'-Pema e dimensão

(E) Dimensão da Solda em Ângulo - Pernas desiguais

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)
J
)
)
)
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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
,,
)

E DAS DESCONTINUIDADES
)
EFICIENCIA DE DEPOSiÇÃO (deposition efficiency) )
Relação entre o peso do metal depositado e o peso do consumível utilizado, expressa em
percentual.

EFICIENCIA DE JUNTA
Relação entre a resistência de uma junta soldada e a resistência do metal de base, expressa em
,
)

)
percentual.

ELETRODO DE CARVÃO (carbon eleetrode)


Eletrodo usado em operação de corte ou soldagem ao arco elétrico, consistido de um eletrodo de
,
)

carbono ou grafite, que pode ser revestida com cobre ou outro tipo de revestimento.

ELETRODO NU (bare electrode)


,
)

Metal de adição que consiste de um metal ligado ou não, em forma de fio, fita ou barra, sem )
nenhum revestimento ou pintura nele aplicado além daquele necessário à sua fabricação ou
preservação. J

ELETRODO REVESTIDO (eovered eleetrode)


J
Metal de adição composto, que consiste de uma alma do eletrodo sobre o qual um revestimento é )
aplicado, suficiente para produzir uma camada de escória no metal de solda. O revestimento pode
conter materiais que formam uma atmosfera protetora que desoxidam o banho, estabilizam o arco J
e que servem de fonte de adições metálicas à solda (Ver fig.2) )
)
ELETRODO PARA SOLDA A ARCO (are welding eleetrode)
Um componente do circuito de soldagem através do qual a corrente é conduzida e o qual termina ,)
no arco.
,)

ELETRODO TUBULAR (flux eored eleetrode) ,)


Metal de adição composto; consiste de um tubo de metal ou outra configuração oca, contendo
produtos que formam uma atmosfera protetora, desoxida o banho, estabilizam o arco, formam ,)
escória ou que contribuam com elementos de liga para metal de solda. Proteção adicional externa
pode ou não ser usada.

ELETRODO DE TUNGSTÊNIO (tungsten eleetrode)


Eletrodo metálico não consumível usado em soldagem ou corte a arco elétrico, feito principalmente
de tungstênio.

EQUIPAMENTO (equipment)
Produto soldado da fabricação, construção e/ou montagem, tais como vaso de pressão, tanque,
tubulação, oleoduto e gasoduto.

EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM (welding equipment)


Máquinas, ferramentas, instrumentos, estufas e dispositivos empregados na operação de
soldagem.

ESCAMA DE SOLDA (stringer bead, weave bead)


Aspecto da face da solda semelhante á escamas de peixe. Em deposição sem oscilação
transversal (stringer bead), Assemelha-se a uma fileira de letras v; em deposição com oscilação
transversal (weave bead), assemelha-se a escamas entrelaçadas. (fig.11)

10

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1

CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO


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CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 11 - Escamas de Solda, Passe Estreito e Passe Oscilante .

ESCÓRIA (slag)
Resíduo não metálico proveniente da dissolução do fluxo ou revestimento e impurezas não
metálicas na soldagem ou brazaqem,

FACE DO CHANFRO (groove face)


Superfície de um componente, preparada previamente, para conter a solda (figo 12)0

FACE DA RAIZ (root face)


Parte da face do chanfro adjacente à raiz da junta (figo 12)0

FIGURA 12 - Face do Chanfro e Face da Raiz

Face da raiz. 181


Face do chanfro
lAI

Face da ,..iz e
Face do chantro

F.gedo
chanfro

lDI

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11
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)
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇAo )
CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
)
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONfROU' DI\ QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES )

FACE DE FUSÃO (fusion face)


Superfície do metal de base a ser fundida durante a soldagem (fig. 13).
,
)

)
FIGURA 13 - Face de Fusão e Profundidade de Fusão

)
Face de rusàc

, )

,
,)

J
(AI J
)

II
,
Profundidade ée fusão Profundidade de fusão

Pace de fusão

J
!Profundidade de f:..:são
)
1 Linha de fusão
)
fe) Solda de revestimento )
(8) )

Dimensão Superfícies
Linha de fusão sobrepostas

, ,~
'1

Face de fusão :)
(DI

1\
, ,li

12
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CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
P~TRUS
CONSULTORIA EM
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

FACE DA SOLDA (face of weld)


Superfície exposta da solda, pelo lado por onde a solda foi executada (fig. 14).

FIGURA 14 - Face da Solda, Reforço da Face e Reforço da Raiz.

Margem da solda -

Reforço da face da solda jFaCe da solda

FLUXO (f1ux)
Composto mineral granular cujo objetivo é proteger a poça de fusão, purificar a zona fundida,
modificar a composição química do metal de solda, influenciar as propriedades mecânicas.

GABARITO DE SOLDA (weld gage)


Dispositivo para verificar a forma e as dimensões de soldas. Também chamado "Calibre de solda"

GARGANTA DE SOLDA (throat of a fillet weld)


Dimensão de uma solda em ângulo que determina a distância de três modos:
a) Garganta real (actual throat) - distancia entre raiz da solda e a face da solda. (Ver figo 10).
b) Garganta teórica (theoretical throat) - altura do maior triângulo retângulo inscrito na seção
transversal da solda (Ver figo 10)
c) Garganta efetiva (effective throat) - distancia mínima da raiz da solda a sua face, excluindo
qualquer reforço. (Ver fig.10 e 15)

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)
)
)
)
)
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
)
CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NíVEL 1
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM )
E DAS DESCONTINUIDADES }
)
FIGURA 15 - Garganta Efetiva
)
PlmefraçÕo da JUnta
)
Penetração completa da junta (QQrQonto efetIvo)
(garganta efetiva) parv solda em chanfro
)

r \lJ] A
)

J
)

,
J
,)
B
,}
GÁS DE PROTEÇÃO (shielding gás) ,)
Gás utilizado para prevenir contaminação indesejada pela atmosfera.
.>
GÁS INERTE (inert gás)
)
Gás que não combina quimicamente com metal de base ou metal de adição.
,)
GEOMETRIA DA JUNTA [jolnt geometry) ,)
Forma e dimensões da seção transversal de uma junta a ser soldada.
)
GOIVAGEM (gouging)
Variação do processo de corte térmico que remove metal por fusão com objetivo de fabricar um )
bisei ou um chanfro. )
GOIVAGEM A ARCO (are gouging)
Goivagem térmica que usa uma variação do processo de corte a arco para fabricar um bisei ou
chanfro.

GOIVAGEM POR TRÁS (baek gouging)


Remoção do metal de solda e do metal de base pelo lado oposto de uma junta parcialmente
soldada para facilitar a fusão e a penetração na soldagem subseqüente naquele lado.

INSPETOR DE SOLDAGEM (welding inspeetor)


Profissional qualificado, empregado pela executante dos serviços para exercer as atividades de
controle de qualidade relativa à soldagem.

JUNTA üoint) , ~
Região onde duas ou mais peças devem ser unidas por soldagem. • ,I

,j

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14
CONSULTORIA - TREINAMENTO
- INSPEÇÃO
"~
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CONSULTORIA EM
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

JUNTA DE ARESTA (edge joint).


Junta em que, numa seção transversal as bordas dos componentes a soldar formam
aproximadamente, um ângulo de 180~

FIGURA 16 - Junta de Aresta

l..r

JUNTA DE ÂNGULO
Junta em que, numa seção transversal os componentes a soldar apresentam-se sob forma de um
ângulo. Em posições particulares recebem as denominações de (fig. 17)
a) Junta de ângulo em quina;
b) Junta de ângulo em L.
c) Junta de ângulo em T.

FIGURA 17- Juntas de Ângulo

A Junta de ângulo em quina

B Junta de ângulo em L
c
Junta de ángulo em T

o
Junta em ângulo

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


15
,
}

CONSULTORIA - TREINAMENTO - IN<--"UL.r"


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)

)
CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM 1

CONTROU: DA QUALIDADE
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA
E DAS DESCONTINUIDADES
DA SOLDAGEM
,
)

J
JUNTA DISSIMILAR (dissimilar joint)
)
Junta constituída por componentes, cujas composições químicas dos metais de base diferem
significativamente entre si. )
JUNTA SOBREPOSTA (Iap joint) )
Junta formada por dois componentes a soldar, de tal maneira que suas superfícies se sobrepõem.
J
FIGURA 18 - Juntas Sobrepostas )

"
J
J
)

J
J
)

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)

S_ ? ~-..,---s~ Cl-]-;'
,)

J
)
,)
JUNTA SOLDADA (welded joint)
União, obtida por soldagem, de dois ou mais componentes incluindo zona fundida, zona de ligação,
zona afetada pelo calor e metal de base nas proximidades da solda. "'J
FIGURA 19 - Zonas de uma Junta Soldada
,
"
"

Zona Fundiáa :>


ou ,)
Metai de Solda
Zona de Ligação Zona de Ugação )
Otz ou
Unha de Fusão '\
,i';o'

1\
,,;

Metal de Base Zt:.T Z.6T Metal de 8ase

Zona de Fusão

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CONSUL TORlA EM
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
CONTROLE DA QUALIDAOE
E DAS DESCONTINUIDADES

JUNTA DE TOPO (butt joint)


Junta entre dois membros alinhados aproximadamente no mesmo plano.

FIGURA 20· Juntas de Topo

DDDLJOO Scm chanfro ou com


chanfro reto
Com chanfro em V Com chanfro em X

DGOLJC10 Com chanfro em K Com chanfro em meio V Com chanfro em U

OLJOOOO Com chanfro em J Com chanfro em duplo U Com chanfro em duplo J

MARGEM DA SOLDA (toe of weld)


Junção entre a face da solda e o metal de base (Ver fig. 14).

MARTELAMENTO (peening)
Trabalho Mecânico aplicado a zona fundida por meio de impactos.

METAL DE BASE (base material)


Metal ou liga a ser soldado, brasado ou cortado.

METAL DE ADiÇÃO (filler metal)


Metal ou liga a ser adicionado para fabricação de uma junta para soldagem ou brasagem.

METAL DE DEPOSITADO (deposited metai)~


Metal de adição que foi depositado durante a operação de soldagem.

METAL DE SOLDA (weld metal)


Porção da solda que foi fundida durante a soldagem.

OPERADOR DE SOLDAGEM (weldlng operator)


Profissional capacitado e qualificado a operar máquina ou equipamento de soldagem automático
ou mecanizado.

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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM "
)
)
E DAS DESCONTINUIDADES
)
PASSE DE SOLDA (weld pass) )
Progressão simples de uma operação de soldagem ou revestimento. O resultado de um passe é
um cordão de solda (Ver figo 4). )
PASSE ESTREITO (stringer bead) )
Passe realizado seguindo a linha de solda sem movimento oscilatório apreciável (Ver fig.11 ). )
PASSE OSCILANTE (weave bead) )
Passe realizado com movimento lateral (oscilação transversal), em relação à linha de solda (Ver )
fig.11)
}
PASSE DE REVENIMENTO (temper bead)
)
Passe ou camada depositado em condições que permitam a modificação estrutural do passe ou
camada anterior e de suas zonas termicamente afetadas.

PENETRAÇÃO DE JUNTA (jolnt penetration) )


A penetração numa junta de topo é a profundidade da solda medida entre face da solda e sua ,)
extensão na junta. A penetração da junta pode incluir a penetração de raiz. Numa junta em ângulo,
é a distancia entre a margem e a raiz da solda tomada de uma reta perpendicular á superfície do "

metal de base. (Ver figo 9).


)

PENETRAÇÃO TOTAL DA JUNTA (complete joint penetration) ,)


Penetração da junta na qual o metal de solda preenche totalmente o chanfro, fundindo-se
completamente ao metal de base em toda a extensão das faces do chanfro. (Ver fig.15)

PENETRAÇÃO DE RAIZ (root penetration)


A profundidade que a solda alcança na junta desde a sua face, excluindo o reforço (Ver figo 9).

PERNA DE SOLDA (fillet weld leg)


Distancia mínima da raiz da junta a margem da solda em ângulo. (Ver figura 10).

POÇA DE FUSÃO (molten weld pool)


Volume localizado de metal líquido proveniente de metal de adição e metal de base antes da
solidificação como metal de solda.

POLARIDADE DIRETA (straigh polarity)


Tipo de ligação para soldagem com corrente contínua, onde os elétrons deslocam-se do eletrodo
para a peça (a peça é considerada como pólo positivo e o eletrodo como pólo negativo. (fig. 21-A)

FIGURA 21 (A) - Polaridade Direta (CC-)


Fonte
T
Eletrodo __ tt

.. cc-
1
Peça
(A) Polaridade direta
:: ;.>
Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009
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'" CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
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CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

POLARIDADE INVERSA (reverse polarity) ,


Tipo de ligação para soldagem com corrente contínua, onde os elétrons deslocam-se da peça para
o eletrodo (a peça é considerada pólo negativo e o eletrodo pólo positivo. (fig.21 8)

FIGURA 21 (8) - Polaridade Inversa (cc")


Fonte
1
Eletrodo _

+
-
CC-

(B) Polaridade inversa (CC')

PORTA ELETRODO (electrode holder)


Dispositivo usado para prender mecanicamente o eletrodo revestido e transmitir a corrente elétrica.

PÓS-AQUECIMENTO (postheating)
Aplicação de calor na junta soldada, imediatamente após a deposição da solda, com a finalidade
principal de remover hidrogênio difusível.

POSiÇÃO HORIZONTAL (horizontal position)


Em soldas em ângulo, posição na qual a soldagem é executada na parte superior de uma
superfície aproximadamente horizontal e contra uma superfície aproximadamente vertical (ver
figura 22 - A); em soldas em chanfro, posição de soldagem na qual o eixo da solda esta num plano
aproximadamente horizontal e a face da solda fica num plano aproximadamente vertical (ver figo 22
- 8 e 26).

FIGURA 22 - Posições de Soldagem Horizontal

A
B

L"
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CONrROU DA QUAUDADE E DAS DESCONTINUIDADES

POSiÇÃO PLANA (flat position)


Posição de soldagem na qual a face da solda fica em um plano aproximadamente horizontal,
sendo usada para solda a parte superior da junta (ver figo23 e 26).

FIGURA 23 - Posição de Soldagem Plana V..,;cal


3tJ<' ---I-- 30"

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POSiÇÃO VERTICAL (vertical position)


Posição de soldagem na qual o eixo da solda esta em um plano aproximadamente vertical. Na
soldagem de tubos, é a posição da junta na qual a soldagem é executada com o tubo na posição
horizontal, caso o tubo possa ser girado, é possível que o tubo seja soldado apenas na posição
vertical dependendo de onde se posicione o soldador. Com o tubo fixo o soldador terá que soldar
nas posições plana, vertical e sobre-cabeça para executar toda a solda. (ver figo 24 e 26).

FIGURA 24 - Posição de Soldagem Vertical

Eixo da solda
fvertll;:..al)

A B

POSiÇÃO SOBRE-CABEÇA (overhead position)


Posição na qual a soldagem é executada pelo lado inferior da junta (ver figo 25 e 26).

FIGURA 25 - Posições de Soldagem Sobre-Cabeça

Vertical A

20
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E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 26 - Posição de Soldagem para Solda em Ângulo

1',
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I 'l
I
I
I
I
I
I
I
I
!

PLANO I
VERTICAL I
I
I
......, !
'''l
--'"
-------
-- --- --
POSiÇÃO DE SOLDAGEM PARA SOLDA EM ÂNGULO

DIAGRAMA DE INCLINAÇÃO ROTAÇÃO


POSIÇÃO
REFERtNCIA DO EIXO DA FACE

PLANO A O' A 15' 150' A 210'

125° A 150" <

HORIZONTAL 8 O· A 15'
210· A 235"

O' A 125'
SOBRE-CABEÇA C O' A 80°
235 A 360°
0

o 15° ASO" 1250 A 2350


VERTICAL
E ~. A 90' O' A 360'

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E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 27 - Posições de Soldagem para Soldas em Chanfro

PI ANO
VERTICAL

PLANO HORIZONTAL
O'

POSIÇÕES DE SOLDAGEM PARA SOLDAS EM CHANFRO

DIAGRAMA DE INCllNAÇAO ROTAÇAO


POSlçAO
REFERÊNCIA DO EIXO DA FACE ,

PLANO A 0"A15' 150' l\ 210'


I
I 80' A 50"
i
HORIZONTAL B 0'A1S"
I
1
210' /, 280"

I O' A 80'
'I

SOBRE-CABEÇA I C O" A 80"


I 280' 1\ 360'
I !

O 15' A 80' e.0' A 280'


VER11CAL
L 80" A 90" C" A 360'
"

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E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 28 - Posições de Soldagem de Junta Circunferenciais de Tubos

Posições de solda!}em,para soldas çirçunlerencinis de tubos. .., 0°_


As. posições são indiçadas por Ateas hachuradas para eixos 15"
de tubo com posiçio variando clt '0' I 90'

30'

35'

~ Horizonlll

~Vertiçal

§ SobrKabeça

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E DAS DESCONTINUIDADES

PREAQUECIMENTO .') \\'"


Aplicação de calor ao metal de base imediatamente antes operação de soldagem, brasagem ou
corte.

PREAQUECIMENTO LOCALIZADO (local preheating)


Preaquecimento de uma região especifica de um equipamento ou de uma estrutura.

PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM OU PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM DA EXECUTANTE


(welding procedure, welding procedure specification)
Documento emitido pelo executante descrevendo detalhada mente todos os parâmetros e as
condições da operação de soldagem para uma aplicação especifica para garantir repetibilidade.

PROCESSO DE SOLDAGEM (welding process)


Processo utilizado para unir materiais pelo aquecimento destes a temperatura adequada com ou
sem aplicação de pressão, ou pela aplicação de pressão apenas, e com ou sem participação de
metal de adição.

PROFUNDIDADE DE FUSÃO (depth of fusion)


Distancia que a fusão atinge no metal de base ou no passe anterior, a partir da superfície fundida
durante a soldagem. (Ver figo 13).

QUALIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTO (procedure qualification)


Demonstração pela qual, soldas executadas por um procedimento específico, podem atingir os
requisitos preestabelecidos.

QUALIFICAÇÃO DE SOLDADOR (welder performance qualification).


Demonstração de habilidade de um soldador em executar soldas, de acordo com as variáveis
previamente estabelecidas.

RAIZ DA JUNTA. (joint root)


Porção da junta a ser soldada onde os membros estão o mais próximo possível entre si. Em seção
transversal a raiz pode ser um ponto, uma linha ou uma área.

FIGURA 29 - Raiz da Junta


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CONTROLE 0,.,., QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

RAIZ DA SOLDA (weld root)


Pontos, nos quais a parte posterior da solda intersecta as superfícies do metal de base. (fig. 10A e
30)

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CONfROU DJ'QUALIDADL E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 30 - Raiz da Solda

Raiz da solda

Raiz da solda

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t Raiz da solda

Superfície da raiz

Raiz da solda

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E DAS DESCONTINUIDADES

REFORÇO DA SOLDA (weld reinforcement)


Metal de solda em excesso, além do necessário para preencher a junta; excesso do metal
depositado nos últimos passes ou última camada, podendo ser na face da solda elou na raiz da
solda. (Ver figo 14 A).

REFORÇO DA FACE
Reforço da solda localizado no lado onde a solda foi feita (Ver figo 14 A).

REFORÇO DA RAIZ (root reinforcemet)


Reforço da solda localizado no lado oposto por onde a solda foi feita. (Ver figo 14 A).

REGISTRO DE QUALIFICAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM (RQPS) (procedure


qualification record).
Documento emitido pelo executante dos serviços, que fornece variáveis reais de soldagem usadas
para produzir uma chapa ou tubo de teste aceitável, onde também estão incluídos os resultados
dos testes realizados na junta soldada para qualificar uma especificação de procedimento de
soldagem.

REVESTIMENTO DO CHANFRO (buttering)


Também conhecido como "Amanteigamento". Revestimento produzido Poe uma ou mais camadas
de solda depositada na face do chanfro com o objetivo de produzir um metal de solda compatível
metalurgicamente com o metal de base do outro componente.

REVESTIMENTO DO ELETRODO (covering electrode)


Material sob a forma de pó, executado ao redor da alma do eletrodo, consistindo de diferentes
tipos de substancias, que tem como função estabilizar o arco, gerar gases, formar escória, fornecer
elementos de liga, fixar o revestimento.

SEQÜÊNCIA DE PASSES (joint buildup sequence)


Ordem pela qual os passes de uma solda multi-passes são depositados com relação à seção
transversal da junta. (Ver figo4).

SEQÜÊNCIA DE SOLDAGEM (welding sequence)


Ordem pela qual são executadas as soldas de um equipamento ou de uma estrutura.

SOLDA (weld)
União localizada de metais ou não-metais, produzida pelo aquecimento das matérias à
temperatura adequada, com ou sem aplicação de pressão, ou pela aplicação de pressão apenas, e
com ou sem o uso de metal de adição.

SOLDA AUTÓGENA (autogenous weld).


Solda executada por fusão de materiais sem participação de metal de adição.

SOLDA AUTOMÁTICA (automatic welding)


Soldagem com equipamento que executa toda a operação sob observação e controle de um
operador de soldagem.

SOLDA DE ARESTA (edge weld)


Solda executada numa junta de aresta (ver figo8 e 31)

Referência Bibliogrâfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


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CDNfRO\[ DA QUALlDA[)E E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 31 - Solda de Aresta

SOLDA DE COSTURA (seam weld)


Solda continua executada entre ou em cima de membros sobrepostos, na qual a união pode iniciar
e ocorrer nas superfícies de contato ou pode se dar pela parte exterior de um dos membros. A
solda contínua pode consistir de um único cordão de solda ou de uma serie de soldas por pontos
sobrepostos (ver figo 32).

FIGURA 32 - Solda de Costura

IA)
18)

CC)

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


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SOLDA DE SELAGEM (seal weld)


Solda executada com a finalidade de impedir vazamentos.

SOLDA DE TAMPÃO (plug weld)


Solda executada em um furo circular ou não, localizado em uma das superfícies de uma junta
sobreposta ou em T, que une um componente ao outro. As paredes do furo podem ser paralelas
ou não e o furo pode ser parcial ou totalmente preenchido com metal de solda (Ver figo 33).

FIGURA 33 - Solda Tampão

SOLDA DE TOPO (butt weld)


Solda executada em junta de topo.

SOLDA DESCONTíNUA
Solda na qual a continuidade é interrompida por espaçamentos sem solda (ver figo 34)

FIGURA 34 - Solda descontinua, (A) em cadela e (B) em escalão

SOLDA DESCONTINUA COINCIDENTE


Ver definição de solda em cadeia.

SOLDA DESCONTINUA INTERCALADA


Ver definição de solda de escalão.

SOLDA EM ÂNGULO (fillet weld)


Solda de seção transversal aproximadamente triangular que une duas superfícies em ângulo, em
uma junta sobreposta, junta em T, junta de e aresta. (Ver figo 3; 9; 10; 13b).

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


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CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM 1
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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
CONIROU D/, QUALIDAD' E DAS DESCONTINUIDADES J
)
SOLDA EM CADEIA (chain intermittent fillet weld) ,)
Solda e ângulo composta por cordões intermitentes (cordões igualmente espaçados) que
coincidem entre si, de modo que um trecho de cordão se oponha ao outro (Ver fig.34 A)

SOLDA EM CHANFRO (groove weld)


Solda executada em um chanfro localizado entre componentes.
"
,)

J
SOLDA DE ESCALÃO J
Solda em ângulo, usadas nas juntas em T, composta por cordões intermitentes que se alteram
entre si, de tal modo que um trecho do cordão se oponha a uma parte não soldada (Ver figo 34 B) :>
)
SOLDA HETEROGÊNEA ,)
Solda cuja composição química difere significativamente da do(s) metais de base, no que se refere
aos elementos de liga. ,)

SOLDA HOMOGÊNEA
Solda cuja composição química da zona fundida é próxima à do metal de base.

SOLDA POR PONTOS (spot welding)


Solda executada entre ou sobre componentes sobrepostos. Cuja fusão ocorre entre as superfícies
em contato ou sobre a superfície externa de um dos componentes. A seção transversal da solda
no plano da junta é aproximadamente circular (ver figo 35).

FIGURA 35- Soldas Por Pontos

SOLDA PROVISÓRIA (temporaty weld)


Também conhecida como "Ponteamento" é a solda destinada a manter fixas adequadamente uma
ou mais peças em equipamentos ou estrutura para uso temporário no manuseio, movimentação ou
transporte do equipamento ou da estrutura até a conclusão da soldagem.

SOLDABILlDADE (weldability)
Capacidade de um material ser soldado sob determinadas condições de fabricação impostas a
uma estrutura adequadamente projetada e para um desempenho satisfatório nas finalidades a que
se destina.

SOLDADOR (welder)
Profissional qualificado a executar soldagem manual ou semi-automática.

SOLDAGEM (welding)
Método utilizado para unir materiais por meio de solda.
, ',}
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30
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E DAS DESCONTINUIDADES

SOLDAGEM DE ARCO (are welding)


Operação referente a grupos de processos de soldagem que produz a união de metais pelo
aquecimento destes Por meio de um arco elétrico, com ou sem aplicação de pressão e com ou.
sem o uso de metal de adição.

SOLDAGEM AUTOMÁTICA (automatic welding)


Processo no qual toda operação é executada e controlada automaticamente, sem a interferência
do operador.

SOLDAGEM COM PASSE A RÉ (baekstep sequence)


Soldagem na qual, trechos do cordão de solda são executados em sentido oposto ao da
progressão da soldagem, de forma que cada trecho termine no início do anterior, formando ao
todo, um único cordão. (fig. 36)

FIGURA 36- Soldagem com Passe a Ré

SOLDAGEM MANUAL (manual welding)


Processo no qual toda operação é executada e controlada manualmente.

SOLDAGEM SEMI-AUTOMÁTICA (semiautomatic welding)


Operação realizada com equipamento de soldagem que controla somente o avanço do metal de
adição. O avanço da soldagem é controlada manualmente.

SOPRO MAGNÉTICO (are blow)


Deflexão de um arco elétrico, de seu percurso normal, devido a forças magnéticas.

TAXA DE DEPOSiÇÃO (deposition rate)


Peso de material depositado por unidade de tempo.

TÉCNICA DE SOLDAGEM (welding technique)


Detalhes de um procedimento de soldagem que são controladas pelo soldador ou operador de
soldagem.

TEMPERATURA DE INTERPASSE (interpass temperature)


Em soldagem multi-passe, temperatura do metal de solda (mínima ou máxima) antes do passe
seguinte ser iniciado.

TENSÃO DO ARCO (are voltage)


Tensão através do arco de soldagem.

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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO


CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NíVEL 1
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOLDAGEM
E DAS DESCONTINUIDADES

TENSÃO RESIDUAL (residual stress)


Tensão residual proveniente de um processo de soldagem presente em um membro que esteja
livre de forças externas ou gradientes térmicos.

TENSÃO TÉRMICA (thermal stress)


Tensão no metal resultante de distribuição não uniforme de temperaturas.

VELOCIDADE DE AVANÇO
É a velocidade de deslocamento da poça de fusão durante a soldagem.

VARETA DE SOLDA (welding rod).


Tipo de metal de adição utilizado para soldagem ou brasagem, normalmente em comprimento
retilíneo, o qual não conduz corrente e elétrica durante o processo.

ZONA AFETADA TERMICAMENTE (heat-affected zone)


Região do metal de base que não foi fundida durante a soldagem, mas cuja micro-estrutura e
propriedades mecânicas foram alteradas devido ao calor da soldagem (ver fig.35).

ZONA FUNDIDA
Região da junta soldada que sofre fusão durante a soldagem. (ver 35)

ZONA DE FUSÃO (fusion zone)


Região do metal de base que sofre fusão durante a soldagem. (ver figo 35).

ZONA DE LIGAÇÃO
Região da junta soldada que envolve a zona que sofre fusão durante a soldagem.

FIGURA 37 - Zonas de afetada Termicamente, Zona Fundida e de Ligação

4
1. Zona fundida
2. Zona de ligação
3. Zona afetada termicamente ::>
-:;:- 4. Metal de •..~"~
I

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


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CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
PtTRUS
CONSULTORIA EM
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

2- TERMINOLOGIA DAS DESCONTINUIDADES

CONCEITO
A Terminologia das Descontinuidades vista a seguir, encontra-se normalizada pela norma
Petrobrás N - 1738. Esta Norma define os termos empregados na denominação de
descontinuidades em materiais metálicos semi-elaborados, oriundos de processos de fabricação
e/ou montagem, soldagem por fusão fundição, forjamento e laminação.

Nesta mesma norma é encontrado um glossário de termos de Português - Inglês e Inglês -


Português sobre descontinuidades.

NOTA
Descontinuidades é a interrupção das estruturas típicas de uma peça, no que se refere à
homogeneidade de características físicas, mecânicas ou metalúrgicas. Não é necessariamente um
defeito. A descontinuidade só deve ser considerada defeito, quando, por sua natureza, dimensões
ou efeito acumulado, tornar a peça inaceitável, por não satisfazer os requisitos mínimos da Norma
Técnica aplicável. .

Baseado na N-1738/97 será adotado as seguintes definições:

2.1 - DESCONTINUIDADES EM JUNTAS SOLDADAS.

ABERTURA DE ARCO
Imperfeição local na superfície do metal de base na resultante de abertura do arco elétrico.

ÂNGULO EXCESSIVO DE REFORÇO


Ângulo excessivo entre o plano da superfície do metal de base e o plano tangente ao reforço de
solda, traçado a partir da margem da solda (ver figo 1 ).

FIGURA 1 - Ângulo Excessivo de Reforço

(2Q~~
EXCIUIIIVO

CAVIDADE ALONGADA
Vazio não arredondado com maior dimensão paralela ao eixo da solda podendo estar localizado: ,
a) Na solda (Ver figo 2a) ~ rJô
b) Na raiz da solda (Ver figo2b) U l,\'n...fi.- os-:
FIGURA 2 - Cavidade Alongada (L)/
(a) (b) (c)

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JlQVISV~
J
"74M~~

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CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
E DAS DESCONTINUIDADES
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--). \A~.(\I(>(ftl!l~~\-i I I'
CONCAVIDADE
Reentrância na raiz da solda podendo ser: n, /
a) Central, situada ao longo do centro do cordão (fig.3a) r~~~
b) Lateral, situada nas laterais do cordão (fig.3b)

FIGURA 3 - Concavidade

CONCAVIDADE EXCESSIVA
Solda em ângulo com face excessivamente côncava (fig. 4).

FIGURA 4 - Concavidade Excessiva

CONVEXIDADE EXCESSIVA
Solda em ângulo com a face excessivamente convexa (fig.5)

FIGURA A-S - Convexidade Excessiva

DEFORMAÇÃO ANGULAR
Distorção angular da junta soldada em relação à configuração do projeto (fig.6), exceto para a junta
soldada de topo (ver embicamento).

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-,

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P~TRUS
CONSULTORIA EM
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CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 6 - Deformação angular

NOR ••.•.
L EXCESSIVA

DEPOSiÇÃO INSUFICIENTE
Insuficiência do metal na face da solda (figo7) /

6 un {d2; Ç)E:>l ro ~ ~ ~PrcE.


FIGURA 7 - Deposição Insuficiente
NUNCA ~~~~ NA- fL~lL
L
J
0"-----1 ~~làOr

DESALlNHAMENTO
Junta soldada de topo, cujas superfícies das peças, embora paralelas, apresentam-se
desalinhadas, excedendo á configuração de projeto (figo8)

FIGURA 8 - Desalinhamento

·"1
j
. _.
o

-,'5
~ •. ' • -.-.-.-:~?_-
r
EMBICAMENTO
Deformação angular de junta soldada de topo (figo9)

FIGURA 9 - Embicamento

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fevo2009


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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
E DAS DESCONTINUIDADES

FALTA DE FUSÃO
Fusão incompleta entre a zona fundida e o metal de base, ou entre passes da zona fundida,
podendo estar localizada:
a) Na zona de ligação (fig.10a)
b) Entre passes (fig.1 Ob)
c) Na raiz da solda (fig.1 Oc)
-
FIGURA 10 - Falta de Fusão
Q

FALTA DE PENETRAÇÃO
Insuficiência de metal na raiz da solda (fig.11)
FIGURA 11 - Falta de Penetração

FISSURA
Ver termo preferencial: trinca

INCLUSÃO DE ESCÓRIA
Material não metálico retido na zona fundida podendo ser:
a) Alinhada (ver figo 12 a e 12b)
b) Isolada (ver figo 12c)
c) Agrupada (ver fig.12d)

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CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

INCLUSÃO METÁLICA
Metal estranho retido na zona fundida.

MICRO-TRINCA
Trinca com dimensões microscópicas

MORDEDURA
Depressão sob a forma de entalhe, no metal de base acompanhada a margem da solda
(ver figo 13).

FIGURAS A-13 - Mordedura ~ tJOJ~T~

=- ----=====--- ...-
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t-'\..p(v ~~~~ ~~:
~7L t\O~~~.
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~ CPf'/- A·n:;N ro
MORDEDURA NA RAIZ
Mordedura localizada na margem da raiz da solda (ver fig.14).

FIGURA 14 - Mordedura na Raiz

• Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.200)l . -


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CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
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CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUAL! DADE
E DAS DESCONTINUIDADES L ;,
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e
PENETRAÇÃO EXCESSIVA
Metal da zona fundida em excesso na raiz da solda (ver fig.15) f,
I!
'tn
" tO
FIGURA 15 - Penetração \-
tO
lI)
d)
'tO
tO
PERFURAÇÃO
Furo de solda (fig.16a) ou penetração excessiva localizada (fig.16b) resultante da perfuração do e
banho de fusão durante a soldagem. . \_::' .':) Wf)CJ~.~ ! .: f~Ç[:} ,b (t)
- . '1.;; )- /'
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'L\:, .••U'J_ o- -- I" I '(" Ci,~~ O
FIGURA 16 - Perfuração (1)
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(1)
1)
(1)
(1)
1)
t)
,t)

PORO
tJ
Vazio arredondado, isolado e interno a solda. t)
t)
PORO SUPERFICIAL
Poro que emerge a superfície da solda t)
1.)
POROSIDADE
Conjunto de poros distribuídos de maneira uniforme, entretanto não alinhado (fig.17) ir)
I'.
••
.w
FIGURA 17 - Porosidade
1:)
tJ)
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Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009 l)
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P~TRUS
CONSULTORIA EM
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

POROSIDADE AGRUPADA
Conjunto de poros agrupados (ver fig.18)

FIGURA A-18 - Porosidade Agrupada

POROSIDADE ALINHADA
1 'i7 1
Conjunto de poros dispostos em linha, segundo uma direção paralela ao eixo longitudinal da solda
(fig. 19)

FIGURA A-19 - Porosidade Alinhada

POROSIDADE VERMIFORME
} \1 .~
Conjunto de poros alongados ou em forma de espinha de peixe situados na zona fundida (fig.20).

FIGURA 20 - Porosidade Vermiforme

RACHADURA
Ver termo preferencial: trinca

Referência Bibliográfica FBiS Revisão 04 Fev.2009


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CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
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CONSULTORIA EM
CONrROlf DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES e
~
RECHUPE DE CRATERA I!j)
Falta de metal resultante a contração da zona fundida, localizada na cratera do cordão de solda
(fig. 21) ,ti)
FIGURA 21 - Rechupe de Cratera
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O
e
e
O
d)
t (( C (~)! (I)
O
O
RECHUPE INTERDENDRíTRICO (O
Vazio alongado situado entre dentridas da zona fundida.
O
REFORÇO EXCESSIVO
Excesso de metal da zona fundida, localizado na face da solda (fig.22) o
(O
FIGURA 22 - Reforço Excessivo
O
O
(.1:)
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NORNA!.. EXC'ESStyO C.L)
r-J'" \' ~'J...e
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0~l,)~C.,. W~e.0"':;,fA}t~

C RESPINGOS r'·
..•. "

~ Glóbulos de metal de adição transferidos durante a soldagem e aderidos à superfície do metal de i~)
~ase ou a zona fundida já solidificada. 11.)
SOBREPOSiÇÃO 1)
Excesso de metal da zona fundida, sobrepostos ao metal de base na margem da solda, sem estar
fundido ao metal de base (fig. 23) (") , N\ \ IJJ.;L ;: '/ L~
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FIGURA 23 - Sobreposição
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Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009 -4.l

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P~TRUS
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MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

SOLDA EM ÂNGULO ASSIMÉTRICA


Solda em ângulo, cujas pernas são significativamente desiguais em desacordo com a configuração
de projeto (fig.24)

FIGURA 24 - Solda em Ângulo assimétrico

TRINCA
Descontinuidade bidimensional produzida pela ruptura local do material.

TRINCA DE CRATERA
Trinca localizada na cratera do cordão de solda, podendo ser:
a) Longitudinal (fig.25a)
b) Transversal (fig.25b)
c) Em estrela (fig. 25c)

FIGURA 25 - Trinca de Cratera

)J

TRINCA EM ESTRELA
Trinca irradiante de tamanho inferior a largura de um passe da solda considerada (ver trinca
irradiante).

TRINCA INTERLAMELAR
Trinca em forma de degraus, situados em planos paralelos a direção de laminação, localizada no
metal de base, próxima a zona fundida (fig. 26). r Pt ~ ~\. ra
Çj.j'r;::/·S.l+b
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P~TllUS
CONSlH,TORIA EM
MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA DA SOlDAGEM O
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FIGURA 26 - Trinca Interlamelar (--AJJ ' (D
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a.
TRINCA IRRADIANTE O
Conjunto de trincas que partem de um mesmo ponto podendo estar localizada: 1)
a) Na zona fundida (fig. 27a);
b) Na zona afetada termicamente (fig. 27b); tO
c) No metal de base (fig.27c).
e
FIGURA 27- Trinca Irradiante 'rD
CO
t:t)
O
CO
(:t)
::0
11)
TRINCA LONGITUDINAL
1)
Trinca com direção aproximadamente paralela ao eixo longitudinal do cordão de solda, podendo
estar localizada:
a) Na zona de ligação (fig.28b);
:o
b) Na zona afetada termicamente (fig. 28c); ~
c) No metal base (fig. 28d). 1)
FIGURA 28 - Trinca longitudinal U
U
1)
t)
t)
t)
t)
t)
t)
TRINCA NA MARGEM
Trinca que se inicia na margem de solda, localizada geralmente na zona afetada termicamente. t)
(fig. 29).
C)
Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009 t)
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t.)
t)
c.)
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CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

FIGURA 29 - Trinca Margem

TRINCA NA RAIZ
Trinca que se inicia na raiz da solda podendo estar localizada:
a) Na zona fundida (fig.30a);
b) Na zona afetada termicamente (fig.30b).
c) No metal base (fig.33c).

FIGURA 30 - Trinca na Raiz

(bl __ --<~U

TRINCA RAMIFICADA
Conjunto de trincas que parte de uma trinca podendo estar localizado:
a) Na zona fundida (fig. 31a);
b) Na zona afetada termicamente (fig. 31b);
c) No metal base (fig. 31c).

FIGURA 31 - Trinca Ramificada

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CONfROlE 'M QUALIDADE E DAS DESCONTINUIDADES

TRINCA SOB CORDÃO


Trinca localizada na zona afetada termicamente não se estendendo a superfície da peça (fig. 32).

FIGURA 32 - Trinca Sob cordão

TRINCA TRANSVERSAL
Trinca com direção aproximadamente perpendicular ao eixo longitudinal do cordão de solda
podendo estar localizada:
a) A zona fundida (fig.33a);
b) Na zona afetada termicamente (fig.33b);

FIGURAS 33 - Trinca Transversal

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E DAS DESCONTINUIDADES

2.2- ANEXO
Glossários Português-Inglês e Inglês-Português das descontinuidades.

ANEXO B - GLOSSÁRIO DE DESCONTINUIDADES

GLOSSÁRIO PORTUGUÊS-INGLÊS
Abertura de arco - are strike
Ângulo excessivo de reforço - bad reinforcement angle
Cavidade alongada - elongated cavity
Cavidade alongada na raiz - hollowbead
Chapelim (fundição) - chaplet
Chupagem (fundição) - shrinkage cavity
Concavidade - concavity
Concavidade central - root concavity
Concavidade lateral - shrinkage groove
Concavidade excessiva - excessive concavity
Convexidade excessiva - excessiva convaxity
Crosta (fundição) - saab
Deformação angular - angular misalignment
Deposição insuficiente - inCOmpletely filled groove
Desalinhamento - linear misalignment, high-Iow
Desencontro (fundição) - shift
Dobra -Iap
Dupla laminação • lamination
Embicamento - angular misaJignment
Enchimento incompleto - underfiJl, rnísrun
Falta de fusão - Iack of fusion. incomplete fusion
Falta de penetração - lack of penetration, inadequate penetration
Fissura - crack, fissure
Gota fria (fundição) - cold shut
Inclusão (fundição) • msert
Inclusão de areia • sand inclusion
Inclusão de escória - sla9 inclusion
Inclusão metálica • metallic incíusion
Interrupção de vazamento (fundição) - shut metal
Lasca (forjado) -seam
Metal frio (t.mdição) - shutmetal
Micro trinca - micro crack
Mordedura - undercut
Penetração excessiva - excessiva penetration
Perfuração • bum through, excessiva melt through
Poro - gas pore
Porosidade - gas pocket, porosity, blow hoJe
Porosidade (fundição) • porosity
Porosidade agrupada - c1ustered porosity
Porosidade alinh<Jda • linear porosity
Porosidade varmiforme - wollTl-hole
Queda de 0010 (f'•.mdição) - crusn
Rabo de rato (fundição) - rat tail
Rechupe (fundição) - shrinkage eavity
Rechupe de cratera - crater pipe
Rechupe interdendritico • interdendritic shrinkage
Reforço excessivo - excessiva reinfon:ement
Respingos - spatter

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(ONfROL! DA QUAl.IDADE E DAS DESCONTINUIDADES

Segregação (fundição, forjamento, laminação) - segregation


Sobreposição - overíap
Solda em ângulo assimétrica - assymetrical fillet weld
Trinca - crack
Trinca de cratera - crater crack
Tnnca de contração (fundição) - hot tear
Trinca em estrela - star crack
Trinca interlamelar - lamellar tearing
Trinca irradiante - radiating crack
Trinca longitudinal - longitudinal crack
Trinca na margelT! - toe crack
Trinca na raiz - roer cracs
Trinca ramificada - branching crack
Trinca sob cordão - underbead erack
Trinca transversal - transverse crack
Veio (fundição) - veining, fin

Glossário Inglês - Português


Angular misalignment - embicamento, defonnação angular
Are strike - abertura de arco
Assymetrical fillet weld - solda em ángulo assimétrica
Bad reinforcement angle - ângulo excessivo de reforço
Blow hole - porosidade
Branching crack - trinca ramificada
Bum through - perfuração
Chaplet - chapelim (fundição)
Clustered porosity - porosidade agrupada
Cold shut - gota fria (fundição)
Concavity - concavidade
Crack - trinca
Crater crack - trinca de cratera
Crater pipe - rechupe de cratera
Crush - queda de bolo (fundição)
Elongated cavity ~ cavidade alongada
Excessive concavity - concavidade excessiva
Excessive convexity - convexidade excessiva
Excessive melt through - perfuração
Excessive penetration - penetração excessiva
Excessive reinforcement - reforço excessivo
Fin - veio (fundição)
Fissure - trinca, fissura
Gas pocket - porosidade
Gas pore - poro
High-Iow - desalinhamento
Hollowbead - cavidade alongada na raiz
Hottear - trinca de contração (fundição)
Inadequate penetratlon - falta de penetração
Incompleta fusion - falta de fusão
Incomplety filled groove insuficiente - deposição
Insert - inclusão (fundição)
Interdendritic shrinkage - rechupe interdéndrítico
Lack offusion - falta de fusão

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CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE
E DAS DESCONTINUIDADES

l.ack cf penetration - falta de penetração


Lamellar tearing - trinca interlamelar
Lamination - dupla laminação (laminação)
Lap - dobra (laminação, forjamento)
Linear misalignment - desalinhamento
Linear porosity - porosidade alinhada
Longitudinal crack - trinca longitudinal
Metallic inclusion - inclusão metálica
Micro crack - micro-trinca
Overlap - sobreposição
Porosity - porosidade
Radiating cracx - trinca írradiante
Rat tail - rabo de rato (fundição)
Root concavity - concavidade central
Root crack - trinca de raiz
Sand inclusion - inclusão de areia (fundição)
Scab - crosta (fundição)
Seam - lasca (forjamento, laminação)
Segregation - segregação (fundição, forjamento, laminação)
Shift - desencontro (fundição)
Shrinkage cavity - rechupe, chupagem (fundição)
Shrinkage groove - concavidade lateral
Shut metal - metal frio, interrupção de vazamento (fundição)
Slag inclusior. - inclusão de escória
Spatter - respingo
Star crack - trinca na margem
Transverse crack - trinca transversal
Underbead crack - trinca sob cordão
Undercut - mordedura
Underfill - enchimento incompleto
Veining - veio (fundição)
Wormhole - porosidade vermiforme

Referência Bibliográfica FBTS Revisão 04 Fev.2009


47
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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE
MÓDULO 03 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

íNDICE PÁGINAS

SIMBOLOGIA DE SOLDAGEM E END 01/25

1. INTRODUÇÃO 01/01
2. POSICIONAMENTO DOS SIMBOLOS 02/03
3. SIMBOLOS BAslCOS DE SOLDA 03/04
4. SiM BOLOS SUPLEMENTARES DE SOLDA 05/05
5. REPRESENTAÇÃO DOS SiM BOLOS 05/06
6. DIMENSIONAMENTO DAS SOLDAS 06/19
7. SIMBOLOGIA DE ENSAIOS NÃO-DESTRUTIVOS 20/25

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev.2009


,<111.
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSUL TORJA EM
CONTROI.E DA QUAUOADf' MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

SIMBOLOGIA DE SOLDAGEM E END

1. INTRODUÇÃO
OS Símbolos de Soldagem constituem um importante meio técnico em engenharia para transmitir
informações. Os símbolos fornecem todas as informações necessárias á soldagem, tais como:
geometria e dimensões do chanfro, comprimento da solda, se a solda deve ser executada no
campo, etc. este item se baseia nas formas AWS A2.1,AWS f.l2.Ã e NBR-58I4, que tratam
especificamente deste assunto. -

A figura1 mostra os locais padronizados para os vários elementos de um símbolo de soldagem.

Figura 1 - localização dos elementos no símbolo de soldagem

CAUDA
-F ---..,." S1MBOlO DE PERfiL EXfE~

----.. 5RVElOlO DE SOLDA NO OA~O


~
p
T -+ SOLI)A EM TODO O OONTORNO

LEGENDA:
_ . I) ~L.l>P, 1
~~~o)
1,,:0
=
T Especificação, processo ou outra referencia; li
\l~
=
S Profundidade de preparação do ~hanfro; Dimensão ou resistência para determinadas sOldas.~
=
(E) Garganta efetiva li o. 0a",e~l\~) .1Itr' .f
=
(N) Numero de soldas por pontos ou de soldas por projeção; It,fo O
=
2 Símbolo básico de solda ou referencia de detalhe de solda a ser consultado; \ ,- <,_--...
R = Abertura de raiz ou altura do enchimento para soldas de tampão ou fenda; :r-_.,... .•.•
=
A Ângulo de chanfro, incluindo o ângulo do escareado para soldas de tampão; G. t;
F = Método de acabamento
L = Comprimento de solda -"7---,.,
=
P Espaçamento entre centros de soldas descontinua
_~-:J) ;' L,
_ ?~~VX'"'.. {J)lefo

\~V.
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ráfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

1
(1)

CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO


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CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
r!)
P~TRUS
CONSUl TORtA EM
CONTROU'. nA QI.JAtIOAOF.
MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END U
O
2. POSICIONAMENTO DOS SIMBOLOS ,:)
Os símbolos de soldagem são posicionados acima ou abaixo da linha de referência, dependendo
da localização da seta em relação à junta, a saber: (1)

• Símbolo
abaixo da linha de referência corresponde a uma solda realizada no mesmo
(U
lado que
a seta aponta. d)
• Símbolo
acima da linha de referência corresponde a uma solda realizada do lado oposto
(:)
ao que a
seta aponta.
. ~o d)
,(')7
A figura abaixo ilustra o posicionamento dos símbolos de soldagem. v"
-,~.) d)
Figura 2- Exemplos do posicionamento
em apenas um lado da junta.
dos símbolos de soldagem I?ali soldas realizadas
.~
(:o
, • ~ (V"
(U
(1)
(U
'U
(O
U
A)
O
"
Solda de••eJada (1)
~~ J
t)
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B) ~;.:-Y_\"'~~<-~_:"~-i"'~·"'"
'-'- ....} ~.~---J-... ou U
1)
(1)
"
lU
"
" 1)
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C)
ou
lU
lU
.1)
:o
Solda de ••••
J.da
Sl.bo1oa
u
NOTA: 1)
Solda envolvendo operações em ambos os lados da junta, possuem símbolo nos dois lados da '1:,)
linha de referência. (ver figo 3)
'1.)
U
Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009
t)
2
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t)
t)
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P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUAliDADE MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

Figura 3 - exemplos do posicionamento do símbolo de soldagem para solda realizada em


ambos os lados da junta. {...-
~V'
~C;.~
C~'I:::f.

Soldn desejada 51mbolo

3. SíMBOLOS BÁSICOS DE SOLDA


A simbologia básica referente á soldagem, divide a solda em: solda em chanfro, solda em ângulo,
solda de fechamento ou de aresta, solda de suporte e outros tipos de solda. Em geral, os símbolos
são semelhantes à configuração da solda a ser realizada.

Os símbolos de solda em ângulo, soldas em chanfro em meio V, em K, em J e com uma face


convexa e soldas de fechamento ou de arestas entre uma peça curva ou flangeada e uma peça
plana são, sempre indicados com uma perna perpendicular à esquerda do símbolo. A figura 4
apresenta os desenhos dos símbolos básicos de soldagem, os quais , na pratica, podem ser
apresentados por meio de um esquadro e alguns gabaritos correspondentes.

Referência Bibliogréfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

3
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PURUS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NíVEL 1
CON;~~~.~\;~~l~Ai~ADE MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM E END

Figura 4- símbolos básicos de solda

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Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

4
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COHSUl TORIA P!t4
CONTROLE DAC::ZUAllOAOE MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

4. SíMBOLOS SUPLEMENTARES DE SOLDA


Os símbolos suplementares são aqueles que detalham ou explicam alguma característica do
cordão de solda. Em geral, são representados na linha de referência junto à linha de chamada. A
figura 5 apresenta os símbolos suplementares de solda.

Figura 5 - Símbolos suplementares

SOlDA DE lJ.t COBRE-JUNTA


~RflL
SOLDII EM INSERTO
~DA LADO COM
TODO PROJEçAoNO CONSUMlvEl E
CONTORNO CAMPO (QUADRADO) JoNElADO C~ CÓNCAVO
LADO OPOSTO ESPAÇADOR

p- - \-
r
~
/'- --

<- ~

P
'\ \

5. REPRESENTAÇÃO DOS SíMBOLOS:


A linha de referência é um elemento de um símbolo da solda, caracterizado por um traço horizontal
que serve de suporte para as informações a respeito de soldagem. Conforme a sua localização,
acima ou abaixo da linha de referencia, os símbolos utilizados indicam ações diferentes.

A linha de referência deve está na horizontal e a linha de chamada deve fazer um ângulo de 60°
como representado na figura 6.

Figura 6 - Representação das Linhas

»)---17I
300

(b) .r
(a)

(b) Linha de chamada "quebrada", é utilizada quando temos um membro especifico da junta a ser
chanfrado, está aponta para o referido membro. (Ver figura 7).

OBS: A norma ANSI/AWS A2,4 estabelece ainda que alinha de chamada não precise ser
quebrada nas seguintes situações:

1) Quando for óbvio o membro a ser chanfrado; e ou


2) Quando houver opção de chanfrar um ou outro dos membros que compõem a junta.

Referência Bibliográfica - FBTS Revisao 04 Fev. 2009

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CONTROl.l.'. DA QUAUOAOf:
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Figura 7 - Exemplos de aplicações de seta quebrada
O
(t
~
(t)
e
e
1j)
Vista lateral Vista de frente
~
ti)
(t)
tt)
CO
lU
Vista de frente
(1)
:r>
íJ)
1:0
t)
:])
tJ
Vista lateral Vista de frente
t)
'!,)

'1:)
Referências, tais como: especificações, processos de soldagem, número do procedimento,
direções e outros dados, quando usados com um símbolo de soldagem, devem ser indicados na 1)
cauda dos símbolos. Se tais referências não são usadas, a cauda poderá ser dispensada (figura t)
8).
t)
Figura 8 - emprego da cauda no símbolo
ti
C)
MIG Procedimento - 057
L)
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t)
()
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Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009
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1

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CONSUL TORtA EM
CONTR()I.f. DA QUAUDÁDF.
MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

6. DIMENSIONAMENTO DAS SOLDAS


As dimensões da solda são representadas por números colocados ao lado do símbolo ou dentro
dele e indicam a altura da perna da solda, a profundidade ou ângulo do chanfro a ser feito, a
abertura da raiz, a penetração de solda ou garganta efetiva, o comprimento e o espaçamento do
cordão de solda.

A seguir veremos alguns exemplos práticos do dimensionamento de juntas soldadas.

6.1- JUNTAS DE ÂNGULO-SOLDA EM ÂNGULO


a) A penetração da raiz da solda em ângulo virá indicada entre par~es.
(U>.\. V . j'( ri
Figura 9- Dimensionamento P!lr~fltas de ângulo com ~pl(uas em ~guIO.
9 ~ c,pv""" _Il< ~p.'
,~ / 'J~
t Qo :LO rf1'~.}
~~ (8) ~
10 s-;;;;....-t

10

Solda desejada Slabolo

b) As pernas da solda estão indicadas ao lado esquerdo do símbolo de solda em ângulo.

c) No caso de pernas desiguais, os valores serão indicados.

Fígura 10 - Dimensionamento de soldas comJ~~s desi~.


vro ,~,.
?e~~ $'~
, (6~

Solda desejada St.bolo

d) A abertura da raiz em todos os tipos de solda deve ser representada dentro do símbolo
de solda (figura 11).

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão'o4 Fev. 2009

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MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM E END
CON1'R,Ol.f. lM QUAUDADE '1)
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Figura 11 - exemplos de dimensionamento da abertura da raiz [)
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L 'I,lo)'

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t)
I:t)
:t)
slMBoLO ~l)
S01J)A DESEJADA
t)
,t)
:l)
~ O ~ t)
43.0 S01J)A DESEJADA
t)
t)
:t)
e) As dimensões de uma solda descontínua são indicadas à direita do símbolo, Indica-se ':o
primeiro o comprimento da solda, e a seguir o espaçamento entre os centros destas. ,t)
(figura 12),
1)
Figura 12 - Dimensionamento 9~t!lma solda descontínua
!I
t)
'1)
'O
t.
L= comprimento da solda (Ienght)
U
P = espaçamento entre centros de solda (Iitch)
t)
:0
:0
:0
"L)
t)
t)
t)
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Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009
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PURUS CURSO INSPETQR DE SOlDAGEM NíVEL 1
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CONTROLE DA QOAUOAOE' MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

6.2- JUNTAS DE ÂNGULO-SOLDAS EM CHANFROS

Figura 13 Ae 13 B - Exemplos de dimensionamento de soldas em chanfro


oi'
':)(f-r§' \ (,~
\~' l-
i(.. ~~

8(10)

.)r_-.J.._- . 9(2)

t>P'\ "
~'

CA) S1H80LO

(B)

15
10

51MBoLO

NOTAS:
1) Observar que a profundidade de preparação do bisei vem à esquerda da penetração da
junta, e sem parênteses.

2) Nas soldas em chanfro a penetração da juta e a dimensão da solda são idênticas.

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

9
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CDNTROt.r: DA QUAUDADIE
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MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END
t)
t)
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t)
't,)
6.3- JUNTAS DE TOPO
t)
Figura 14 - Exemplo de dimensionamento de soldas em chanfro ,t)
11)
(1)
8(10) (.o
10(12)
(l)
Itl)
(j)
Cl)
SIMBoLO
O
SOLDA DESEJADA
e
(t)
NOTAS:
1) A dimensão da solda é indicada entre parênteses à esquerda do símbolo de solda.
(O
2) A profundidade de preparação do bisei é indicada à esquerda da dimensão da solda, fora (t)
dos parênteses.
3) Para juntas com chanfros, simples ou duplos, quando não houver indicação quanto à o
dimensão da solda e à profundidade de preparação do bisei, significa que a solda deverá tl)
ser executada com penetração total (ver figura 15A e 158).
(O
Figura 15 - exemplos de dimensionamento de soldas em chanfro com penetração total. tO
e
e
O

f ?f
(A)

~
( +
S1MBoLO
~
O
O
O
1)

(8)
U
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U
U
SOLDA DESEJADA ,,..L_.....;..::. StMBOlD ~
O
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Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009
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(;ONSUl TORJA EM
CONTfC.OI.E PAQUAI.lDAOF.
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6.4- JUNTAS DE ÂNGULOS-SOLDAS EM ÂNGULOS DESCONTINUAS

Figura 16 - exemplo de~ensionamento para símbolos de solda descontinua


c.rr"''-
S

~~
<;:)J:. -\:P tt da SOlda~

--- -- -~~
..
/~~~~g
A

, S(mbolo

Localiz.lll soldas nas


extremidades da junta
I" Comprimento e espaçamento dos
i_r_ntos de solda
Solda desejada descontinua

Lac;alizar solda. nas Localiul"soldas NS


extremidades di' junta

51mbolo
1 I
1-5--5-1 Solda dese;adII
Comprimento
incrementos
descontínua
e espaçamento
de solda
çoinc;idente
dm

I;;~'~;~
l.ocali zar soldas nas
extremidades da ;unt. loc:alizar soIcÃs nas

~-I-+-3 ---f-- -+-3 - -t-i- ,

c
S'mbolo

Comprimento e espaçamento dos


-tO--10- Incrementol de SOlda
Solda deseJ-Sa deIcont (nua Inurcalada

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

11
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CONSULTORIA EM
CON1"ROU3 DA QUAUDAOE MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SQLDAGEM E END

6.5- JUNTAS DE ÂNGULO EM "L" E EM "T" SOLDAS EM ÂNGULO COMBINADA,COM


SOLDA EM ÂNGULO

Figura 17 - Exemplos de dimensionamento de soldas em chanfro combinadas com sold~s


em ângulo .,,'f.J
0"'"
12 ,l'~'
•. 1;
30° "'I.•••'

SIMIIOLO
(A)

SOLDA DESEJADA

12

..:r _
(5) sr~1l0W
SOLDA DESEJADA

(O
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....--- _. (.o
~ ("J ('J" Dr &G
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(1)
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C".oNTROLE· DÁ -Q:UAlIDADE MÓDULO 3 - SIM.B LOGIA DA SOLQAGEM E END

SOLDA DESE..JADA

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\
~
'''1\'"f"-
S lH801.O ' ,,( /I-l9' '.
\ ~f'J'. ~~~ pfV
NOTA: A omissão da profundidade de enchimento (1/2") indica que o enchimento é~. '\ aí~

6.7 - SOLDA DE TAMPÃO EM FURO ALONGADO


Neste caso a orientação, localização e todas as dimensões exceto a profundidade de enchimento
são indicadas no desenho, não sendo representados no símbolo de soldagem.

Figura 19 - exemplos de dimensionamento de solda de tampão em furo alongado

----t-- 11 - •••.•.
--

518

Referência Bibliográfica - FBTS RevíStõ'64 Fé": 2009

13
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CONTROU:, J.)A;Q\.JAtIOAOE
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6.8 - SOLDA DE FECHAMENTO OU ARESTA -'

Figura 20 - Exemplos de solda de fechamento ou aresta

, I

0.09
SOLDA DESEJADA SíMBOLO
(A) Solda de aresta

SOLDA DESEJADA
(8) Solda de aresta S1MBOLO

SOLDA DESEJADA SíMBOLO

CC) Solda de aresta

Referência Bibliográfica· FBTS Revisão 04 Fev. 2009

14

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CONntoU'. DA QUAI.1DAOE
MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

6.9 - SOLDA POR PONTO OU PROJEÇÃO

Figura 21 - exemplo de dimensionamento para símbolos de solda por ponto ou por projeção

Seção A-A
-L 16_

StP'.80LO

(A) QUANT'tDADE DE SOLDAS

. lf'<yPl
~~t---r· .:;0 •..:..;:10•••••••. -'-_-<

r-o-J
~

Seção A-A

SOLDA DESEJADA St.'UlOLO

CI) DlMEII'SlIO (.Ui.tetro ela so~~)

Seção A-A
sltm01.O

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

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6.10 - SOLDA DE COSTURA 1:1)
Figura 22- exemplos de dimensionamento para símbolos de solda de costura CO

,1- t---I-
A-
r-1
1
ct)
CJ)
r:])
... --- ----i ---..., --- --- -L
. . .- 0.30
1:1)
T r:])
A-
~ I:])
__ 2 Seção A-A.
síMB01.0
~ 2---:::J 'I)
SOLDA DESEJADA
:J)
(A.)DIMENSÃO (largura da solda), INCREMENTO E ESPAÇAMENTO !)
O
'I)
L)
t)
t)
t)
t)
A Seção A.-A t)
SOLDA DESEJADA sIMBOW
()
(1\) RESlsttNCTA DA SOUlA EM N/mm LINEAR
o
t)
r=7- o
o
C)
--- - --- f-
G)
1------ 1------------.,..-- --- ) ~
A-
.~
Seção A-A orientação ~
mo IIIOstrado DO
SOLDA 'DESEJADA ~
desenho
S1MBOLO
(C) DlMENSAo (largura da solda)
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;;)
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Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009
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16
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CONTRÓI.E DA QUAUDA,DE MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

6.11 - SOLDA DE REVESTIMENTO

Figura 23 - exemplo de dimensionamento para símbolos de revestimento

---l J-l/8
SíMBOLO
~: ~f.en~, 1cn:al!zaçãc e l=odas as dimen-
SOIJ)A DESEJADA soe. outras que nao a espessura do revcs-
(A) ALnlRA DO UEPOSII'O
~1mer.to. d....
estar indicadas no d.s~~ho

1- 2 4
2-1
~
./
~
-- ---L
SOlDA DESEJADA """'" s!KIlOLO

(lI) LARGURA E COHPRlHEl'I-ro DO DErosI70

,.-~.-:r-< raiz
reduzi •.a 'abertura da
para 3/16" .i",.

(11) CZIIlIlI!ICJb DIMNSlONAL

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

17
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1)
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'1)
.~ 'O
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:J)
P~TRUS
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CONTROl.f: DA Ql..1AI.IOAOf:
MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END 'O
I:t)
6.12 - SOLDA EM CHANFRO COM UMA FACE CONVEXA OU FACES CONVEXAS
:t)
Figura 24 - Exemplos de dimensionamento para símbolos de solda em chanfro com uma (t)
face convexa ou com faces convexas
CO
rj)
rJ.)
çJ
'~ e e
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s

r e
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SOLDA DESEJADA SíMBOLO {I)
.11)

e
(A) SOLDA EM CHANFRO ENTRE FACES CONVEXAS a>
e
e
(D
O
e
O
O
O
SOLDA DESEJADA S1MBOLO
O
(B) SOLDA EM CHANFRO ENTRE UMA FACE PLANA E UMA CONVEXA
O
SI!:1
O
O
O

8 O
O
O
O
SOLDA DESEJADA SIHBOLO
O
O
O
Referência Bibliográfica" FBTS Revisão 04 Fev. 2009
O
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18
O
O
O
O
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CONSULTORIA EM
CONTRot.E DA QUAt.JOAOE
MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

Continuação

SOLDA DI::SEJADA stMBOLO


(D) SOWA EM CHANFRO ENI'RE UMA FACE PLANA F. t.'NA ~VEXA

SOLDA DESEJADA sfMBOLO


(E) SOLDA EM CIW.'Fll.O ENTRE \JKA FACE PLAHA E Ul".A mNV2XA

SOLDA DESEJ1l1)A s1HBOLO

(F) SOLDA EM CHüIFJlO ElmO!: UMA FAC% PLANA E UMA CONVEXA

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7. SíMBOlOGIA DE ENSAIOS NÃO - DESTRUTIVOS


Os símbolos utilizados para representar os ensaios não destrutivos são semelhantes aos de
soldagem; existem os símbolos básicos, como linha de referência, de seta, cauda, no caso de
haver um procedimento ou especificação, e os suplementares, como os suplementares, como os
algarismos indicativos da quantidade de ensaios, as siglas representativas de cada tipo de ensaio,
o local onde o ensaio deve ser feito e o comprimento da secção a ser examinada.

Figura 25 - localização dos elementos no símbolo de ensaio não-destrutivos


Quantidade de Comprimento da lIÇIo
.",mes •••• elllmilUdl

CAUO-:;
Linha de
r.f.rincia
'N' /:~}
{.,;'~~o" I /"
f".me I .ncutar
no campo

exame I Illecull1r (1)


1'roclecI1•••• !O /'" .m todo o IlOfltofno
_Iflcaçlo
ou outr.
)-----+-----lS-~-----l:__· ..... ~l)
,..,.rlftc:1I

{
l~~O
seTA
i} j)
11)
:o
NotllÇão do ."ame (1)
Cf.)
Os diversos tipos de ensaios não-destrutivos são designados por letras ou siglas e aparecem na
parte inferior do conjunto de símbolos. As notações empregadas seguem as normas AWS e 1)
Petrobrás. (1)
A Tabela a seguir mostra as Notações dos ensaios Não Destrutivos, segundo as normas AWS e
Petrobrás. (1)

7.1 - SíMBOLOS BÁSICOS DE ENSIOS NÃO - DESTRUTIVOS 11)


São os seguintes os símbolos básicos empregados para os ensaios não - destrutivos em uso. ct)
(:I)
fj)
Radiografia RT RAD
CJ)
Ultra-som UT US d)
Particulas Magnéticas MT PM t:t)
Líquido Penetrante PT LP
Cf.)
(:I)
Teste de Estanqueldade LT ES
(:I)
Inspeção Visuall Dimensional VT EV
1:1)
Testes Por Pontos TP 1:1)
rJ)
Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009
d)
l:I
20
l:I
Cf.)
t:t)
(:I)
(:I)
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRlIS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSUL TORJ:A EM
CONTROI.E DA QUAUOAOE MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOlDAGEM E END

7.2 - SíMBOLOS SUlPlEMENTARES DE ENSAIOS NÃO - DESTRUTIVOS


A tabela abaixo apresenta os símbolos suplementares de ensaios não - destrutivos em uso. . (p..f
Figura 26 - exemplo de aplicação de símbolo indicativo da direção da penetração
p( ~J1xlt>

7
I
~saio a ser rea~izado Ensaio a ser rea~izado
em todo o contorno no campo (Nota 1) l1l( I\h(J.OJ~N\ ~ [Ó' E,fj.Q. ~

/ J=(- ~

7.3 - REGRAS PARA LOCALIZAÇÃO, ORIENTAÇÃO E EXTENSÃO DE ENSAIOS NÃO -


DESTRUTIVOS:

a) Para especificar ensaios de solda ou partes de um equipamento onde somente o


comprimento da seção necessite ser considerada, a dimensão corresponde deve ser
colocada à direita do símbolo básico, figura 27.

Figura 27 - exemplo de indicação da seção a ser parcialmente ensaiada


Co tA? I1l JW.:lY \0 1)g ~ ~ O!:tO

~PH 80 '" "'~LP 10~O

NOTA: As dimensões devem ser indicadas em mm.

b) Quando o ensaio for realizado em todo o comprimento da junta não há necessidade de


incluir o valor do comprimento no símbolo, figura 28.

Figura 28 - Exemplo de indicação da seção a ser totalmente ensaiada ~l'1\rQJ.)J"'O~~ -


r. N\{()~,-J \Pt\..O fo~
- '\G""
pJp.Jl
\j)N'A

"'~l.P~
c) Quando o ensaio for realizado em menos de 100%do comprimento total da solda, a
percentagem correspondente deve ser colocada no lado direito do símbolo básico, figura
29.

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

21
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CON~~'6~.~lt;~~~~A~.~OAOE MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM E END

Figura 29 - Exemplo de indicação da percentagem da solda a ser ensaiada

RAD
25%

\ \'-----PH 50%

d) Para especificar um determinado número de ensaios a ser conduzido, o número


correspondente deve ser colocado ente parênteses acima ou abaixo do símbolo básico,
dependendo do lado da junto a ser ensaiado, figura 30.

Figura 30 - Exemplo de indicação de número de ensaio não-destrutivos a serem realizado


(no caso de RAD, o número entre parênteses indica a quantidade de filmes a serem
executados em posição aleatória). • /'>
. '-,''i.\

") ~r J

\
JW)
(3)
(2)
us

e) Quando não houver obrigatoriedade de executar o ensaio por um lado especifico, o


posicionamento dos símbolos será na interrupção da linha de referência, figura 31.

Figura 31 - exemplo de indicação de ensaio não-destrutivo sem lado específico para ser
realizado.

""----RAD--

7.4 - EXEMPLOS DE INDICAÇÕES DE ENSAIOS NÃO - DESTRUTIVOS E SEUS


SIGNIFICADOS
Os exemplos a seguir (figura 32) ilustram a utilização dos símbolos de ensaios não-destrutivos com
os diversos elementos que os compõem.

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

22
CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CONTROi,f. l)A QUAt.lD40f: MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM E END

Figura 32 - exemplo de símbolos de ensaios não-destrutivos

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Referência Bibliográfica o FBTS Revisão 04 Fev. 2009

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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS
CONSULTORIA EM
CONTRon ()A QUAI.IOADE
CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM NíVEL 1
MÓDULO 3 - SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM E END
I'1),'
IJ)
SIGNIFICADO DOS SíMBOLOS DE END APRESENTADOS NA FIGURA 32. ,)
A. Radiologia do lado da seta em toda a extensão da junta;
B. Partículas magnéticas sem lado específico em toda a junta; ()
C. Ensaios combinados de partículas magnéticas e liquido penetrante do lado oposto à seta
em toda extensão da junta;
()
D. Ensaios combinados de ultra - som e radiografia do lado da seta e ensaio visual do lado c.)
oposto à seta em toda extensão da junta;
E. Partículas magnéticas realizadas em 100 mm da extensão soldada, do lado oposto à seta;
()
F. Liquido penetrante realizado em 200 mm da extensão soldada, do lado da seta; t)
G. Radiografia em 25% da extensão soldada, do lado oposto à seta;
H. Partícula magnética em 50% da extensão soldada, do lado da seta; L)
I. Radiografia, em número de cinco filmes em posições aleatórias a ser realizadas do lado
t)
oposto à seta;
J. Ultra-Som, em número dedois, a ser realizado do lado da seta; (}
L. Partículas magnéticas, em todo o contorno da peça, a ser realizadas no lado da seta, em
conformidade com o procedimento 03; t)
M. Ultra-som, em todo o contorno da peça a ser realizado do lado oposto à seta, em ()
conformidade com o procedimento 254;
N. Ultra-som, em numero de dois, sem lado especifico, em conformidade como procedimento o
376; t.)
O. Ensaio visual em toda a extensão soldada, a ser realizado do lado da seta e líquido
penetrante em 50 mm da extensão soldada, a ser realizada do lado oposto da seta; L)
P. Teste por pontos, sem lado específico, em conformidade com o procedimento 137;
Q. Teste de estanqueidade, a ser realizado do lado da seta em extensão soldada.
t)
) ;t)
7.5 - EXEMPLOS DE COMBINAÇÃO DE SíMBOLOS DE END COM SíMBOLOS DE ()
SOlDAGEM
t)
()
us t)

\ :t)
'1)

(A) eB> \ :1)


t)
us U
t)
/-----'---<Coiv:1gem ( .:0
:o
:o
(C) (O) :t)
:o

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

24
MENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS __ ..w.n,SOINSPETOR O SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULTORIA EM
CON1·Ról.E DA QVAUOADJ;.'" GIA DA SOlDAGEM E END

(2:) (F)

EXEMPLO A:
18 operação: soldagem do chanfro em "V'do lado da seta com solda de suporte pelo lado
oposto;
28 operação: Realizar ensaios de partículas magnéticas em ambos os lados em toda extensão
da junta soldada.

EXEMPLOS B:
1a operação: Soldagem do chanfro em "X";
2a operação: Realizar ensaio por ultra - som em ambos os lados em toda extensão da junta
soldada.

EXEMPLO C:
18 operação: Soldagem de chanfro em "V" do lado oposto a seta;
28 operação: Realizada ensaios combinados, visual e radiográfico pelo lado a seta em toda a
extensão da junta soldada.

EXEMPLO D:
18 operação: Soldagem do chanfro em "V" do lado da seta:
28 operação: Após goivagem, realizar a soldagem do chanfro em "U" pelo lado oposto à seta:
38 operação: Realizada ensaio por ultra - som do lado oposto à seta em toda a extensão da
junta soldada.

EXEMPLO E: i: ..
I'P
f ~~
::f.N!J r&.CC>rV~-I Fr:. ~ vIVI C~A-N.çW
E;.lt:,TLO~O~4-V~t) 0-:.~<)..((..,.U ••I). co, ~ClLVWC
+- éo. 'lAe; ((;
1a operação: Soldagem do c anfro em "V" do lado da seta;
28 operação: Após goivag m, realizada ensaio de líquido penetrante pelo lado oposto à seta
(
.

em toda a extensão da junta soldada;


3a operação: Soldagem do chanfro em "U" do lado oposto à seta;
48 operação: Realizar ensaio combinados, visual e radiográfico do lado da seta em toda
extensão da junta soldada.

EXEMPLO F:
18 operação: Soldagem do chanfro em "K";
28 operação: Realizar ensaio de partículas magnéticas, em 50 mm da extensão soldada, em
ambos os lados, conforme procedimento 253.

Referência Bibliográfica - FBTS Revisão 04 Fev. 2009

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CONSULTORIA - TREINAMENTO -INSPEÇÃO
CURSO INSPETQRDE SOLDAGEM NivEL 1
M6DOL004 ....PROCESSO DE SOLDAGEM

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MODULO-04
PROCESSOS
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CONSULTORIA-TREINAMENTO -INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1
CONSULToRIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSO DE SOlDAGEM

íNDICE PÁGINAS

PROCESSO DE SOLDAGEM 01162

1- SOLDAGEM COM ELETRODO REVESTIDO 01/06


2- SOLDAGEM A ARCO SUBMERSO 07/12
3- SOLDAGEM TIG 13/18
4- SOLDAGEM MIG/MAG 19/25
5- SOLDAGEM A ARCO COM ARAME TUBULAR 26/31
6- SOLDAGEM POR ELETROESCÓRIA 32/37
7- SOLDAGEM ELETROGÁS 38/42
8- SOLDAGEM A GÁS 43/48
9- DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELOS VÁRIOS PROCESSOS 49/49
10- PROCESSOS DE CORTE 49/57
11- EQUIPAMENTOS E TÉCNICAS DE PRÉ E PÓS - AQUECIMENTO E DE
TRATAMENTO TÉRMICO 57/62

Referência Bibliográfica FBTS - Revísão 04 Fev. 2009


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CONSULTORIA - TREINAMENTO -INSPEÇÃO
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~TRUS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM


CQPlSULTQlUA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 .•PROCESSOS DE SOLDAGEM

PROCESSOS DE SOLDAGEM

Este capítulo abordará os fundamentos dos principais processos de soldagem, os equipamentos e


consumíveis utilizados em cada um, bem como suas aplicações e limitações. _ \,.~ (Jl e.; ~(J::,rv ~
~
1- SOLDAGEM A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO (SMAW) _ L..(JM tf'ltxf!.e.O

1.1- DEFINiÇÃO ,- __ 2 (V)~(2.J-.d~~I)~ç ~C,.

A soldagem a arco com eletrodo revestido é um processo que produz a coalescência entre metais J'M '\€.OJ.A1 S.
pelo aquecimento e fusão destes com um arco elétrico estabelecido entre a ponta de um eletrodo_ _ ..... ç
revestido e a superfície do metal de base na junta que está sendo soldada. - fAa~\P-o(l /-'I ~~
•••• .:> ( ~ - - LÃI'\(I.}A,J ~
1.2- FUNDAMENTOS DO PROCESSO Po'0ru~ \ (JC(7 t ,-.~

O processo de soldagem ao arco elétrico com eletrodo revestido (SAER) é a união de metais pelo &\(;í N#vW
aquecimento oriundo de um arco elétrico estabelecido entre a ponta de um eletrodo revestido e ~ - _
superfície do metal de base, na junta que está sendo soldada. _ T ~-f"\ \..~ ~

O metal fundido do eletrodo é transferido através do arco elétrico até a poça de fusão do metal de
base, formando assim o metal de solda. _ El..6-r
A!} tx;> R.;:::.V~\\ ~

Uma escória líquida de densidade menor do que a do metal líquido, que é formada do revestimento
do eletrodo e das impurezas do metal de base, sobrenada a poça de fusão protegendo-a da
contaminação atmosférica. Uma vez solidificada, esta escória controlará a taxa de resfriamento do
metal de solda já solidificado. O metal de adição vem da alma metálica do eletrodo (arame) e do
revestimento que em alguns casos é constituído de pó de ferro e elementos de liga (ver Figura. 1)
CJOrJl-l6<A..~ o V\A6l S Ur~ ~ ~~ í\J/);,tlL..AIL
tA? 1<; A soldagem com eletrodo revestido é o processo de soldagem mais usado de todos que falaremos,
I . devido à simplicidade do equipamento, à qualidade das soldas, e do baixo custo dos equipamentos
e dos consumíveis. Ele tem grande flexibilidade e solda a maioria dos metais numa grande faixa de
espessuras. A soldagem com este processo pode ser feita em quase todos os lugares e em
condições extremas. A soldagem com eletrodo revestido é usada extensivamente em fabricação
industrial, estrutura metálica para edifícios, construção naval, carros, caminhões, comportas e
outros conjuntos soldados.

Figura 1 - Região do Arco na Soldagem Com Eletrodos revestidos

AImoIfer.l
Ao"txwa

Metal de
Base

Referência Bibliográfica FBTS - RevisAo 04 Fev. 2009


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CONSUL TORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
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P~TI1US CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM o
CONSULTORIA
CONTROl.E
EM
DA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM 11
(D
1.3- EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM
Como mostrado na figura abaixo, o equipamento consiste de uma fonte de energia, cabos de ~
ligação, um porta eletrodo, um grampo (conector de terra), e o eletrodo.
e
Fonte de energia - A fonte de energia pode ser de corrente contínua (geradores ou retificador) ou
alternada (transformador). No caso de corrente contínua, a polaridade deve ser escolhgía conforme
a exigência do serviço: 'PJ'I,C D.; 6l.5 \ "-t0 ~
,<
>J ') ~j(j()J''("\ \ \) t} ()J.J...I.:> 1"'0\Af'J,.~r'('V::: r ,J\3Gur'
,~

."~~. tA .!Ii"
:w
a) Corrente continua - polaridade direta (CC-), o eletrodo é ligado ao pólo negativo da al
máquina e tem-se uma maior taxa de deposição _e menores lro!undidade.s, d,e .\' r -r r~)r,\ n \Jf\ "'.
penetração. íV,;lJ(:!2. b '\- , for,irr; E0:,l&U '\)~ •Jo . :.f.\ll00 (t1-k0V'i \ ,i~"" > 'lJi1
b) Corrente continua - polaridade inversa (CC+), o eletrodo positivo e a peça negativa. (D
Com essa configuração, são obtidas maior penetração e menores taxas de fusão do
eletrodo. .~
c) Corrente alternada (CA) - a polaridade alternada a cada inversão da corrente. Com ti)
este tipo de configuração, a geometria do cordão será intermediária àquela obtida
em CC+ e CC-o t:I)
Cabos de soldagem - São usados para conectar a porta eletrodo e o grampo à fonte de energia. e
Devem ser flexíveis para permitir fácil manipulação. Eles fazem parte do circuito de soldagem e CI)
consistem de vários fios de cobre enrolados juntos e protegidos por um revestimento isolante e
flexível. Os cabos devem ser mantidos desenrolados e sem emendas. e
Porta eletrodo - O porta eletrodo serve para a fixação e energização do eletrodo. É fundamental a
(:I:)
correta fixação e boa isolação dos cabos para que os riscos de choque sejam minimizados. As lD
garras devem estar sempre em bom estado de conservação, de modo a evitar os problemas de
superaquecimento e má fixação do eletrodo, que pode se soltar durante a soldagem.
(O
Grampo (Conector de Terra) - É um dispositivo para conectar o cabo terra à peça a ser soldada.
e
~J)
Figura 2 - Equipamento para Soldagem com Eletrodo Revestido 1:0
Porta
1:0
Eletrodo
Alicate de Eletrodo
(:o
1:0
Eletrodo Ligação ao
1:0
1:0
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Metal de Base
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Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009
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CONSULTORIA,..,.TREINAMENTO - INSPEÇÃO
P~TRUS CURSO INSPETORDE SOLDAGEM
CONSUL TOR.IA eM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 • PROCESSOS DE SOLDAGEM

1.4- CONSUMíVEIS - ELETRODOS


O eletrodo revestido tem varias funções importantes no processo de soldagem. Ele estabelece o
arco e fornece o metal de adição para solda. O revestimento do eletrodo tem as seguintes funções

-
durante o processo de soldagem: Funções Elétricas, Físicas e Metalúrgicas

Função elétrica de isolamento e ionização


a) Isolamento - isola a alma do eletrodo evitando aberturas de arco laterais, orientando o
arco para o local de interesse.
b) Ionização - O revestimento contém silicatos de Na e K que ionizam a atmosfera do
arco. O que facilita a passagem da corrente elétrica, dando origem a um arco elétrico
estável.

Funções físicas e mecânicas


a) Fornecem gases para a formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra
a ação do hidrogênio da atmosfera.
b) O revestimento funde e depois solidifica sobre o cordão de solda formando uma escória
de material não metálico, protege o cordão de solda da oxidação pela atmosfera normal
enquanto a solda esta resfriando.
c) Proporciona o controle da taxa de resfriamento e contribui no acabamento do cordão:

Função metalúrgica
a) Introduz elementos de liga no metal de solda, alterando suas propriedades da solda. '\
Outros elementos químicos são também adicionados com o propósito de escorificar t.•..Ià:.1;a...Il..(U"'fl\fL)
impurezas, desoxidar e etc. (ex: Mn, Si)

Os eletrodos revestidos são classificados de acordo com especificações de AWS (American


Welding society). Especificações comerciais para eletrodos revestidos podem ser encontradas nas
especificações AWS da serie AWS A5 (Ex.: AWS A5.1) Rr ç -<t . A ~ . S .
/t1"0>~. ~i~Cl<;'~
1.5- CARACTERíSTICAS E APLICAÇÕES
É importante para um inspetor de soldagem lembrar que o processo de soldagem com eletrodo
revestido tem muitas variáveis a considerar. Por exemplo, ele pode ser usado numa ampla
variedade de configurações de juntas encontradas na soldagem industrial, e numa ampla
variedade de combinações de metal de base e metal de adição. Ocasionalmente, vários tipos de
eletrodos são usados para uma solda específica. Um inspetor de soldagem deve ter conhecimento
profundo sobre a especificação do consumível usada para o serviço, para saber como e quais
ariáveis afetam a qualidade da solda.

O processo de Soldagem com eletrodo revestido pode ser usado para sQlqar em todas as ~s; NUM ~ b42õt.
posições. Ele pode ser usado para soldagem da maioria dos aços e alguns dos metais não' çu& fobo';,.~ ~11
ferrosos, bem como para deposição de metal de adição para se obter determinadas propriedades
ou dimensões. Apresenta possibilidade de soldar metal de base numa faixa de 2 rnm até 200 mm,
r~
dependendo do aquecimento ou requisitos de controle de di~torção ~ da utilizacão. ...._\A ~Ge"'\
A?oQ.,e' "'(ea..tJ\~~ I eN<Gfl..G.1n: 'b6 "....
O controle da energia de soldage~urante a operação é um fator relevante em alguns
materiais, tais como aços temperados e revenidos, aços inoxidáveis e aços de baixa liga contendo
molibdênio sendo também de grande importância para aplicações em baixas temperaturas.
Controle inadequado da energia de soldagem durante a operação de soldagem, quando requerido,
pode facilmente causar trincas ou, perda das propriedades primárias do metal de base, como a
perda de resistência a corrosão em aços inoxidáveis ou mesmo a queda de capacidade de
absorção de energia ao impacto (ensaio Charpy).

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

3
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D
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O
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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
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P~TRIIS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM O
CONSULTORIA
C()NTROl.F..
EM
DA QUAUDAOE
MÓDUL004-PROCESSOSDESOLDAGEM O
O
A taxa de deposição deste processo é pequena comparada com os outros processos de
alimentação contínua. A taxa de deposição varia de 1 a 5 kg/h e depende do eletrodo escolhido. (t
O sucesso do processo de soldagem com eletrodo revestido depende muito da habilidade e da
técnica do soldador, pois toda a manipulação de soldagem é executada pelo soldador.
e
Há quatro itens que o soldador deve estar habilitado a controlar: tOt
• Comprimento do arco (var-ia8Rtfe-G;5-a 1,1 do diâmetrQdo eletrodo revestido}-
O
• Ângulo de trabalho e de deslocamento do eletrodo; (D
• Velocidade de deslocamento do eletrodo;
• Técnicas de deposição de passes (passe estreito ou oscilante)
O
• Corrente. (I
1.6 - PREPARAÇÃO E LIMPEZA DAS JUNTAS O
As peças a serem soldadas, devem estar isentas de óleo, graxa, ferrugem, tinta, resíduos do 1)
exame por líquido penetrante, areia e fuligem do pré-aquecimento a gás, numa faixa de no mínimo
20 mm de cada lado das bordas e desmagnetizadas. e
DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO
e
A solda obtida pela soldagem a arco com eletrodo revestido pode conter quase todos os tipos de e
descontinuídades. A seguír estão listadas algumas descontinuidades mais comuns que, podem ser
encontradas quando este processo é usado.
e
(:I)
Porosidade - de um modo geral é causada pelo emprego de técnicas incorretas (grande
(~
comprimento do arco ou alta velocidade de soldagem), pela utilização de metal de base sem
limpeza adequada ou por eletrodo úmido. A porosidade agrupada ocorre, às vezes, na abertura e (:I)
fechamento do arco. A técnica de soldagem com um pequeno passe a ré, logo após começar a
operação de soldagem, permite ao soldador refundir a área de início do passe, liberando o gás 'j)
deste e evitando assim este tipo de descontinuidade. A porosidade vermiforme ocorre geralmente
pelo uso de eletrodo úmido.
1:0
1.)
Inclusões - são provocadas pela manipulação inadequada do eletrodo e pela limpeza deficiente 1.)
entre passes. É um problema previsível, no caso de projeto inadequado no que se refere ao
acesso à junta a ser soldada ou mesmo com pequenos ângulos de bisei. /:1)
Falta de Fusão - resulta de uma técnica de soldagem inadequada: soldagem rápida, preparação :t)
inadequada da junta ou do material, corrente baixa demais. :t)
Falta de Penetração - resulta de uma técnica de soldagem inadequada; soldagem rápida, "1)
preparação inadequada da junta ou do material, corrente baixa demais e eletrodo com o diâmetro
grande demais.
:o
'1)
Concavidade e Sobreposição - são devidas a erros do soldador.
'O
Trincas na Garganta e Trincas na Raiz - quando aparecem, demandam, para serem evitadas, t)
mudanças na técnica de soldagem ou troca de materiais.
t;)
Trinca Interlamelar - esta descontinuidade não se caracteriza como sendo uma falha do soldador. r)
Ocorre, quando o metal de base, não suportando tensões elevadas, geradas pela contração da
solda, na direção da espessura, trinca-se em forma de degraus, situados em planos paralelos à t)
direção de laminação. t)
t.)
Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM (O S?l?s 0'IJ , '-~I!'-'""'

Trincas na Margem e Trincas Sob Cordão ~ são trincas, como veremos devidas à fissuração a
7
.~ Elas ocorrem em certo tempo após a. execução da. solda e, portanto, põclem nâo ser
detectadas por uma inspeção realizada imediatamente após a operação de soldagem. Elas
ocorrem, normalmente, enquanto há hidrogênio retido na solda. Como exemplo de fontes de
hidrogênio, podemos citar: elevada umidade do ar, eletrodos úmidos, superfícies sujas.
Este hidrogênio aliado a um micro estrutura frágil e a um nível de tensões residuais
suficientemente elevados, contribuem para o aparecimento desses tipos de trincas.

Mordedura ~amperagem elevada peça muito quente

1.7 - CONDiÇÕES AMBIENTAIS E DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


A soldagem não deve ser executada na presença de chuva e vento, a não ser que a junta a ser
soldada esteja devidamente protegida.

o arco elétrico emite radiações visíveis eultravioletas além de projeções e gases nocivos. Por
estes motivos, o soldador deve estar devidamente protegido, utilizando filtros, luvas, roupas de
proteção, vidro de segurança e executar a soldagem em locais com ventilação adequada.

A figura 3 a seguir contém resumidamente, algumas das informações mais importantes sobre a
soldagem com eletrodo revestido. .

Referência Bibliográfica FBTS - Revisêo 04 Fev. 2009

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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
PIE.TRUS CURSO INSPETOR DESOLDAGEM
CONSULTORIA EM
CONTROl.E. DA QUAU[)ADE MÓDUL004-PROCESSOSDESOLDAGEM

Figura 3 - soldagem com eletrodo revestido (shielded metal are welding - SMAW)

TIPO DE OPERACAO: Manual


EQUIPAMENTO: Ge.-ador,transformador.
CUSTO DO EQUIPAMENTO: retificador

CARACTERfSTICAS:
CONSUMIVEIS:
TAXA DE DEPOSIÇAO: 1 a 5 kg/h
ESPESSURASSOLDADAS: > 2mm a 200mm
- Eletrodos de.z.s,,8 mm de diâmetro.
POSICOES;Todas (Depende do revestimento)
TIPOS DE JUNTAS; Todas
Revertimento$ de 1 a 5 mm de es-
~>. DILUiÇÃO: de 25,,3$%
pessura.
FAIXA DE CORRENTE: 75 a 300 A

APUCACOES TfPICAS NA INDÚSTRIA DO PETflOLEO E PETROOUfMICA:

Soldagemda maioria dos metais e ligas empregadasem caldeiraria, tubulação. estruturas e revesti·
mentos.

VANTAGENS: LIMITAÇOES:
~ Baixo 2'$19. \.,./ - Lento devido à baixa taxa de deposição \
c _ Versatilidade. \...--'""" ~ida~ de remoçãode-~sc6r;;:--\ »>
--:.. Operaçãoem locais de diffcil acesso. V-- - Requer habilidade manual do soldador.

SEGURANÇA:
O arco elétrico emite radiações visíveis e ultravioletas. Risco de choques elétricos,
Queimaduras e proíecões. Gases (atmosfera protetora).

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 • P'ROCESSOS DE SOLDAGEM

2- SOLDAGEM A ARCO SUBMERSO (SAW)

2.1- DEFINiÇÃO
Processo de soldagem a arco elétrico com eletrodos consumfveis, nos quais o arco elétrico e a
poça de fusão são protegidos do ambiente pelos produtos resultantes da queima de um fluxo que é
adicionado independentemente do eletrodo. Pode ser utilizado como eletrodo; arame maciço,
arame tubular ou fita.

2.2- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


Soldagem a arco submerso (SAW) une metais pelo aquecimento efusão destes com um arco
elétrico (ou arcos), estabelecido entre um eletrodo nu (ou vários eletrodos) e o metal de base. O
arco está submerso e coberto por uma camada de material granular fusfvel que é conhecido por
fluxo; portanto o regime de fusão é misto: por efeito joule e por arco elétrico. Dispositivos
automáticos asseguram a alimentação do eletrodo (ou dos eletrodos) a uma velocidade
conveniente de tal forma que suas extremidades mergulhem constantemente no banho de fluxo em
fusão. A movimentação do cabeçote de soldagem em relação à peça faz progredir passo a passo a
poça de fusão que se encontra sempre coberta e protegida por uma escória que é formada pelo
fluxo fundido e impurezas. A figura 4 mostra este processo.

Neste processo o soldador ou o operador de solda não necessita usar um capacete ou máscara de
proteção. O profissional não pode ver o arco elétrico através do fluxo e tem dificuldade de acertar o
posicionamento do arco quando se perde o curso. Para contornar tal problema o equipamento
deve possuir um dispositivo simples de guia (mecâriico ou luminoso) para orientá-lo.

Vantagens do processo:

• Alta qualidade da solda.


• Taxa de deposição e velocidade de deslocamento extremamente alta.
• Nenhum arco de soldagem visfvel, minimizando requisitos de proteção.
• Pouca fumaça.
• Utilização de múltiplos arames

Figura 4 - soldagem a Arco Submerso

Sentido
•••
da Soldagem

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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PfE.TRUS CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM
CONSULTORIA EM
CONTROL.E DA QUAUDAOe MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOlDAGEM

o processo de soldagem a arco submerso também solda uma faixa ampla de espessuras, e
a maioria dos aços, ferríticos e austeníticos.

Uma utilidade do processo de soldagem a arco submerso está na soldagem de chapas espessas
de aços, por exemplo, vasos de pressão, tanques, tubos de grandes diâmetros e vigas.

2.3- EQUIPAMENTOS DE SOlDAGEM


A soldagem a arco submerso é um processo normalmente automático podendo ser encontrado
como semi-automático, em que a alimentação do consumível e o comprimento do arco são
controlados pelo alimentador de arame ou fita e pela fonte de energia. No processo automático, um
mecanismo de avanço movimenta o cabeçote de soldagem ao longo da peça, e normalmente um
sistema de recuperação do fluxo granular não utilizado (ver Figura 5) Na soldagem de união de
cilindros, o cabeçote de soldagem permanece fixo e o conjunto se movimenta através de
posicionadores giratórios.

Figura 5 - Equipamento para Soldagem a Arco Submerso

Bobina de
AranJe .Arame Alirnent:ador
Reservam.-io de Arame
de Fluxo
Sistema de Fonte de
Controle Energia

r~~~l
p:--_e=n
b:::.======~--~
A fonte de energia para a soldagem a arco submerso pode ser uma das seguintes:

• Uma tensão variável de gerador CC ou retificador.


• Uma tensão contínua de gerador CC ou retificador.
• Um transformador de CA.

A tendência atual é para o uso de retificadores de tensão constante ou de característica plana.


Neste tipo de equipamento quando se aumenta a velocidade de alimentação de arame
equipamento aumenta a corrente de soldagem. Para se variar a energia de soldagem é necessário
ajustar a voltagem.

As fontes de energia fornecem altas correntes de trabalho. A maioria da soldagem e feita em uma
faixa de 350 a 2000A. A soldagem com corrente continua permite melhor controle de formato do
passe de soldagem, da profundidade de penetração e da velocidade de soldagem.
A soldagem em corrente contínua normalmente desenvolve-se com polaridade inversa (eletrodo
positivo, CC+).
A corrente alternada tem a vantagem de reduzir o sopro magnético (deflexão do arco, de seu
percurso normal, devido a forças magnéticas).

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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CQNSULT01tIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM

Os eletrodos para soldagem a arco submerso têm usualmente composição química muito similar à
composição do metal de base.

Fluxos para soldagem a arco submerso também alteram a cornposiçao qut mica da solda e
influenciam em suas propriedades mecânicas. As características do fluxo são similares às dos
revestimentos usados no processo de soldagem a arco com eletrodo revestido.
Os diferentes tipos de fluxo estão listados a seguir:

• Lundido:_
• Aglutinado;..
• Aglomerado..;.
• Mecanicamente misturado,-

A composição da solda é alterada por fatores como as reações químicas do metal de base com
elementos do eletrodo e do fluxo, e elementos de liga adicionados através do fluxo.
A possibilidade que o processo apresenta de se utilizar várias combinações arame-fluxo, pois
ambos são individuais, dão ao processo grande flexibilidade para se alcançar as propriedades
desejadas para a solda.

2.4 - CONTROLE DE PROCESSO


As observações seguintes são importantes para que se tenha domínio sobre a técnica da
soldagem a arco submerso:

• Quanto major.a intensidade de corrente (I) maior a penetraçãow


• Quanto mairu:-e tensão (V) maior o comprimento de arco e conseqüentemente maior a
largura do passe;
• Quanto maior O stick.out (distancia entre o eletrodo e a peça) maior a taxa de deposição;
• Quanto maior a v~cidade de soldagem, menor a penetração e menor a largura do passe;
• Quanto menor o diâmetro do eletrodo, maior a penetração;
• Corrente continua, polaridade inversa (CC\ produz menor taxa de deposição e maior
penetração. .• "'
,
2.5- CARACTERíSTICAS E APLICAÇÕES
A soldagem a arco submerso pode ser usada para muitas aplicações industriais, que incluir
fabricação de navios, fabricação de elementos estruturais, vasos de pressão, etc. O processo pode
ser usado para soldar seções finas, bem como seções espessas (5 mm até acima de 200 mm). O
processo é usado principalmente nos aços carbono, de baixa liga e inoxidáveis.
Não é adequado para todos os metais e ligas.
A seguir estão listadas as várias classes de metais de base que podem ser soldados por esse
processo:

• Aço carbono com até 0,29% C.


- \~ • Aços carbonos tratados termicamente (normalizados ou temperados - revenidos).

-- ~" • Aços de baixa liga, temperados e revenidos, com limite de escoamento até 700 Mpa
(100.000 psi).

~V0~ • Aços cromo-rnolibdênio (1/2% a 9%Cr e 1/2% a1% Mo).


• Aços inoxidáveis austeníticos.
(tP' • Níquel e ligas de Níquel.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

9
Cf)
CJ)
li
CJ)
11
CONSULTORIA -TREINAMENTO -INSPEÇÃO
e
PIE.TRlIS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM li
CONSUl TORtA EM
C.ONTROL.E DA QUALIDADE MÓDUL004-PROCESSOSDE SOLDAGEM CI
1!D
A maioria da soldagem a arco submerso é feita na posição plana, com pouca aplicação na posição
horizontal em ângulo. Soldas executadas com este processo usualmente têm boa ductilidade, alta li
tenacidade ao entalhe, contém baixo hidrogênio, alta resistência à corrosão e propriedades que
são no mínimo iguais àquelas que são encontradas no metal de base.
11
li
Por este processo pode-se executar soldas de topo, em ângulo, de tampão, e também realizar
deposições superficiais no metal de base (revestimento). Na soldagem de juntas de topo com raiz
(D
aberta, um cobre-junta é utilizada para suportar o metal fundido. Na soldagem de revestimento (D
para prover de propriedades desejadas uma superfície, por exemplo, resistência a corrosão ou
erosão, o metal de adição usado é normalmente uma fita. A taxa de deposição pode variar de 5,0 e
kg/h, usando processos semi-automáticos, até no máximo aproximado 85 kg/h, quando se usa O
processos automáticos com vários arcos conjugados.
O
2.6- PREPARAÇÃO E LIMPEZA DA JUNTA
O
A limpeza da junta e o alinhamento da máquina com a junta são particularmente importam na O
soldagem a arco submerso.
O
No que se refere à limpeza, qualquer resíduo de contaminação não removido pode redundar em (t
porosidade e inclusões. Portanto, prevalecem para a soldagem a arco submerso, todas as
recomendações feitas para a soldagem com eletrodo revestido, quais sejam: O
• As peças a serem soldadas devem estar isentas de óleo, graxa, ferrugem, resíduos do
e
exame por líquido penetrante, areia e fuligem do preaquecimento a gás, numa faixa de no O
mínimo 20 mm de cada lado das bordas, e desmagnetizadas.
• As irregularidades e escória do oxí-corte devem ser removidas, no mínimo, por
O
esmerilhamento. O
• Os depósitos de carbono, escória e cobre resultantes do corte com eletrodo de carvão
devem ser removidos. O
• O alinhamento máquina/junta incorreto resulta de penetração e falta de fusão na raiz. Se a O
soldagem é com alto grau de restrição, trincas também podem surgir devido ao
alinhamento defeituoso. O
O
2.7- DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO
Na soldagem a arco submerso, a exemplo da soldagem com eletrodo revestido, pode ocorrer O
quase todo tipo de descontinuidade, pelo menos as mais comuns. Veja alguns aspectos principais:
O
Falta de Fusão - pode ocorrer no caso de um cordão espesso executado em um único passe ou O
em soldagens muito rápidas, ou seja, nos casos de baixa energia de soldagem.
O
Falta de penetração - como já citamos anteriormente, a falta de penetração, quando acontece, é O
devida a um alinhamento incorreto da máquina de solda com a junta a ser soldada.
O
Inclusão de Escória - pode ocorrer quando a remoção de escória, na soldagem em vários passes,
não for perfeita. Devemos cuidar para que toda a. escória seja removida, atentando que existem
O
regiões onde esta operação é mais difícil: a região entre passes e aquela entre o passe e a face do O
chanfro executado no metal de base.
O
Mordedura - acontecem com certa freqüência na soldagem a arco submerso, quando a soldagem O
processa-se rapidamente e, quando a corrente for muito alta.
O
Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009
O
O
10
O
O
O
O
O
CONSUL TORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
Pft;.TRUS CURSO INSPE:rOR DE SOLDAGEM
CONSULTORIA EM
CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM

Porosidade - ocorre com freqüência, tendo como causas principais a alta velocidade de avanço da
máquina e o resfriamento rápido da solda. São bolhas de gás retidas sob a escória. Podemos
eliminar a porosidade mudando a granulação (finos em menor quantidade) ou a composição do
fluxo. Outros meios de evitar porosidades são: limpeza adequada da junta, diminuição da
velocidade de avanço da máquina, utilização de arames com maior teor de desoxidantes e altura
do fluxo adequada.

Trinca - na soldagem a arco submerso podem ocorrer trincas em elevadas temperaturas ou em


temperaturas baixas. Trincas de Cratera ocorrem normalmente na soldagem a arco submerso, a
não ser que operador tenha uma perfeita técnica de enchimento de cratera. Na prática utilizamos
chapas apêndices (run-on e run-off tabs) para deslocar o inicio e o fim da operação de soldagem
para fora das peças que estão sendo efetivamente soldadas. Trincas na Garganta ocorrem em
pequenos cordões de solda entre peças robustas. São típicas de soldagem com elevado grau de
restrição. Trincas na Margem e Trincas na Raiz muitas vezes ocorrem algum tempo após a
operação de soldagem e, neste caso, são devidas ao hidrogênio. Freqüentemente a causa é
umidade no fluxo.

Duplas laminações, lascas e dobras no metal de base podem conduzir a trincas na soldagem a
arco submerso. Tais descontinuidades apresentam-se sob a forma de entalhes que tendem. a
iniciar trincas no metal de solda. Duplas laminações associadas às altas tensões de Soldagem
podem redundar em trinca interlamelar.

2.8- CONDiÇÕES DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Como o arco submerso, invisível, a soldagem é normalmente executada sem fumaças, projeções e
outros inconvenientes comumente verificados em outros processos de soldagem a arco elétrico.
Daí, não necessitarmos de mascaras e outros dispositivos de proteção a não. ser dos óculos de
segurança. Eles devem ser escuros para proteção contra clarões no caso de inadvertidamente,
ocorrer abertura de arco sem fluxo de cobertura.

A soldagem a arco submerso pode produzir fumaças e gases tóxicos. ~sempre conveniente cuidar
para que exista uma ventilação adequada do local de soldagem, especialmente no caso de áreas
confinadas.

O operador e outras pessoas relacionadas com a operação do equipamento de soldagem devem


estar familiarizados com as instruções de operação do fabricante. Particular atenção deve ser dada
às informações de precaução contidas no manual de operação.

A figura a seguir contém algumas mformações. mais importantes sobre a soldagem a arco
submerso.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

11
11)
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~J:)
P~TRlIS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM e
CONSULTORIA
CONTROLE
EM
nA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM (:t)
Figura 6 - Soldagem a arco submerso (submerged are welding- SAW)
t:I
(:t)
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2 -
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AIotor de AI;nwn~
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5 - Fto
6 -
"1 -
ESCória
Con:r., d.- Sold.
(D
S -
9 -
Fonte chI eon.n ••
Su~ de Fluxo (Cob~jun~)
(D
TIPO DE OPERAÇÃO; Automática EQUIPAMENTO: Gerador, transformador,
ficac:lor
reti- (D
CUSTO 00 EQUIPAMENTO: 10 - Silo de fluxo - Aspirador
~ de Soldagem: con~ituida de painel.
..(t
(Soldagern com eletrodo revestido = 1) alin.e ••tação de Bf"amee alimentaç:âQ elétrica.
3
CONSUMi\lEIS:
CARACTERrsTICAS:
TAXA DE DEPOSiÇÃO: Arame Maciço
O
Arame = 6 a 15 kg/h.
Fita = 8 a 20 kg/h. Arame Tubular e
ESPESSURAS SOLDADAS: > 5 mm Fita O
POSIÇOES: Plana e Horizonu'.
TIPOS USUAIS DE JUNTA: de topo • em Fluxo e
DILUiÇÃO:
Arame = 40 a 50"~
ângulo

Fita 15 a2~~

FAIXA DE CORRENTE: 350 a 2000A


O
O
APLlCACOES Tt"PICAS NA INDOSTRIA DO PETROLEO E PETROOU(MICA: Soldagem dos aços
carbono e de baixa liga na fabricação de vasos depressãO. tubos c/costura e tanques de annazenamento. O
Revntimentos resistentes à abrasão, erosão, e corrosãO. O
VANTAGENS:
- Taxa de deposição elevada.
LIMITAÇOES;
- Requer ajuste preciso das peeas. O
- Limitado p/posições plana e horizontal.
- Bom acabamento.
- Soldas com bom grau de compacidade.
- A tenacidade ao entalhe das soldas pode O
ser baixa.

SEGURANÇA:
O
Poucos problemas. O arco é encoberto pelo "uxo. O
O
O
O
O
Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009
O
O
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O
O
O
O
O
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CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM

3- PROCESSO SOLDAGEM TIG(GTAW)

3.1- DEFINiÇÃO
Processo de soldagem a arco elétrico com eletrodo não consumível de tungstênio ou liga de
tungstênio sob uma proteção gasosa de gás ínerteou misturas de gases inerte. Pode ou não ser
utilizado material de adição . .

3.2- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


Soldagem TIG é a união de metais pelo aquecimento e fusão destes com um arco elétrico
estabelecido entre um eletrodo de tungstênio não consumível e a peça.

A proteção durante a soldagem é conseguida com um gás inerte ou mistura de gases inertes, que'
também tem a função de transmitir a corrente elétrica quando ionizados durante o processo. A
soldagem pode ser feita com ou sem metal de adição. Quando é feita com metal de adição, ele
não é transferido através do arco, mas é fundido pelo arco. O eletrodo que conduz à corrente é um
arame de tungstênio puro ou liga deste material.

A figura 7 mostra esquematicamente este processo.

Fígura 7 - Soldagem - TIG

•••
Sentido
Solde.gecn

~\ "'_-Pis~oIl11

A área do arco é protegida da contaminação atmosférica pelo gás de proteção, que flui do bico da
pistola. O gás remove o ar, eliminando a contaminação do metal fundido e do eletrodo de
tungstênio aquecido pelo nitrogênio e oxigênio presentes na atmosfera. Há pouco ou nenhum
salpico e fumaça. A camada da solda é suave e uniforme, requerendo pouco ou nenhum
acabamento posterior.

A soldagem TIG pode ser usada para executar soldas de alta qualidade na maioria dos metais e
ligas. Não há nenhuma escória e o processo pode ser usado em todas as posições este processo
é o mais lento dos processos manuais.

3.3- EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM


A soldagem TIG é usualmente um processo manual, mas pode ser mecanizado e até mesmo
automatizado.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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CONSULTORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO


CO
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P't.TRlIS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM (D
CONSULTORIA EM
CONTROl.E [l,.,\ QUAUDADE MÓDULO 04· PROCESSOS DE SOLDAGEM ~
.1)
o equipamento necessita ter:
t:t)
• Um porta eletrodo com passagem de gás e um bico para direcionar o gás protetor ao redor
do arco e um mecanismo de garra para conter e energizar um eletrodo de tungstênio,
e
denominado pistola; __::" '1',(';"'<") l!D
• Um suprimento de gás de proteção; ,-.
• Um fluxímetro e regulador-redutor de pressão do gás;
11
• Uma fonte de energia, com características volt-ampere idênticas ao do eletrodo revestido; dt
• Uma fonte de alta freqüência
• Um suprimento de água de refrigeração, se a pistola for refrigerada a água.
O
Figura 8 - Equipamento para soldagem TIG
e
O
O
000 O
O
O
li
G
e
O
e
O
O
As variáveis que mais afetam este processo são as variáveis elétricas (corrente tensão e O
características da fonte. de energia). Elas afetam na quantidade, distribuição e no controle de calor
produzido pelo arco e também desempenham um papel importante na sua estabilidade e O
finalmente, na remoção de óxidos refratários da superfície de alguns metais leves e suas ligas. Jlf'(»
~y
Os eletrodos de tungstênio usados na soldagem TIG são de várias classificações e os requisitos .e-
')J O
p'
destes são dados na norma AWS A 5.12, basicamente temos: O

~SL
;~f

• EWP- Tungstênio puro (99.5%) O


• EWCe-2 - Tungstênio com 1,8 a 2,2% de Ce O2;
O
~ • EWLa-1 - Tungstênio com 0,9 a 1,2% de La203;

~
• EWTh-1 - Tungstênio com 0,8 a 1,2% de Th02; O
• EWTh-2 - Tungstênio com 1,7 a 2,2% de Th02; \~ 't_':;
• EWG- Tungstênio (94,5%) com adição de alguns elementos não identificados. O
O
A adição de tório e zircônio ao tungstênio permite a este imitir elétrons mais facilmente quando
aquecido. O
3.4· CONSUMíVEIS - METAIS DE ADiÇÃO E GASES
O
Uma ampla variedade de metais e ligas estão disponíveis para utilização como metais de adição e
no processo de soldagem TIG.
O
Os metais de adição, se utilizados, normalmente são similares ao metal que está sendo soldado. O
Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009
O
O
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O
O
O
O
O
CONSULTORIA -'TREINAMENTO -INSPEÇÃO
~TRUS CURSO INSPETOR DE SOLDAGEM
CONSULT01UA eM
CONTROLE DA QUAUDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM

Os gases de proteção mais comumente usados para soldagem TIG são argônio, hélio ou uma
mistura destes dois gases16 argônio é muitas vezes preferido em relação ao hélio porque
apresenta várias vantagens:

Vantagens:
• Ação do arco mais suave e sem turbulências.
• Menor tensão no arco para uma dada corrente e comprimento de arco.
• Maior ação de limpeza na soldagem de materiais como alumínio e magnésio, em corrente
alternada.
• Menos custo e maior disponibilidade.
• Menor vazão de gás para uma boa proteção (na posição plana).
• Melhor resistência a corrente de ar transversal.
• Mais fácil a iniciação do arco.

Por outro lado, o uso do hélio usado como gás de proteção, resulta em uma tensão de arco mais
alta para um dado comprimentode arco e correnteem relaçãoa argônio, produzindomais calor, e assim é
mais efetivo para soldagem de materiais espessos (especialmente metais de alta condutividade, tal
como alumínio). Entretanto, visto que a densidade do hélio é menor que a do argônio, usualmente
é necessárias maiores vazões de gás para se obter um arco mais estável e uma proteção
adequada da poça de fusão, durante a soldagem na posição plana.

3.5- CARACTERíSTICAS E-APl:I~eélES- -


A soldagem um processo bastante adequado para espessuras finas dado ao excelente
controle da poça de fusão (arco elétrico). O processo pode ser aplicado em locais que não
necessitam

Este processo pode também unir paredes espessas de chapas e tubos de aço e de ligas metálicas.
E usado tanto para soldagem de metais ferrosos como de não ferrosos. Os passes de raiz de
tubulações de aço carbono e aço inoxidável, especialmente aquelas de aplicações críticas, são
freqüentemente soldadas pelo processo TIG.

Embora a soldagem TIG tenha um alto custo inicial e baixa produtividade, estes são compensados
pela possibilidade de se soldar muitos tipos de metais, de espessuras e em posições não possíveis
por outros processos, bem como pela obtenção de soldas de alta qualidade e resistência.

A soldagem TIG possibilita soldar alumínio, magnésio, titânio, cobre e aços inoxidáveis, como
também metais de soldagem difícil e outros de soldagem relativamente fácil como os aços
carbono. Alguns metais podem ser soldados em todas as posições, dependendo da corrente de
soldagem e da habilidade do soldador.

A corrente usada na soldagem TIG pode ser alternada ou continua. Com a corrente contínua pode-
se usar polaridade direta ou inversa. Entretanto, visto que a polaridade direta produz o mínimo de
aquecimento no eletrodo e o máximo de aquecimento no metal de base, eletrodos menores podem
ser usados, obtendo-se profundidade de penetração ainda maior do que a obtida com polaridade
inversa ou com corrente alternada.

Quando se deseja baixa penetração, deve-se optar pela situação que leva ao aquecimento mínimo
do metal de base, usando-se a polaridade inversa ou corrente alternada.
Na soldagem de alumínio a corrente utilizada é alternada, sendo necessário um dispositivo de alta
freqüência que está normalmente embutido no equipamento.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisêo 04 Fev. 2009

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CONSULTORIA EM
CONTROl.E DA QUAUDADE
MÓDUL004-PROCESSOSDESOLDAGEM

A despeito das vantagens citadas, é conveniente lembrar que a soldagem TIG, para ser bem
sucedida, requer uma excepcional limpeza das juntas a serem soldadas e um treinamento extenso
do soldador.

Uma consideração que se deve ter em mente é o ângulo do cone da ponta do eletrodo de
tungstênio, pois a conicidade afeta a penetração da solda. No entanto esta preparação só ocorre
para soldagem com corrente contínua polaridade direta.

Se a curvatura da extremidade do eletrodo for diminuída (ponta mais aguda), a largura do cordão
tende a aumentar e a penetração diminui. A ponta tornando-se aguda demais, a densidade de
corrente elétrica aumenta e a extremidade deste pode atingir temperaturas superiores ao ponto de
fusão do eletrodo, quando então irá se desprender do eletrodo e fizer parte da poça de fusão,
constituindo após sua solidificação numa inclusão de tungstênio no metal de solda (inclusão
metálica).

A faixa de espessura para soldagem TIG (dependendo do tipo de corrente, tamanho do eletrodo,
diâmetro do arame, metal de base, e gás escolhido) vai de 0,1 mm a 50 mm. Quando a espessura
excede 5 mm, precauções devem ser tomadas para controlar o aumento de temperatura, na
soldagem multipasse. A taxa de deposição, dependendo dos mesmos fatores listados para
espessura, pode variar de 0,2 a 1,3 kg/h.

3.6- PREPARAÇÃO E LIMPEZA DAS JUNTAS


A preparação e limpeza das juntas para a soldagem TIG requerem todos os cuidados exigidos
para a soldagem corri eletrodo revestido e mais:

• A limpeza do chanfro e bordas devem ser ao metal brilhante, numa faixa de 10 mm,
pelos lados interno e externo.
• Quando da deposição da raiz da solda deve ser empregada a proteção, por meio de
gás inerte, pelo outro lado da peça. A este gás injetado na raiz da junta, chamamos de
Purga. Para os aços carbono não é necessária a proteção.

3.7 DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO


A menos a inclusão da escória, a maioria das descontinuidades listadas para os outros
processos de soldagem pode ser encontrada na soldagem TIG. É importante saber que:

Falta de Fusão - pode acontecer se usarmos uma técnica de soldagem inadequada. A -


penetração do arco na soldagem TIG é relativamente pequena. Por esta razão, para a
soldagem TIG devem ser especificadas juntas adequadas ao processo.

Inclusão de Tungstênio - podem resultar de um contato acidental do eletrodo de tungstênio


com a poça de fusão: a extremidade quente do eletrodo de tungstênio pode fundir-se,
transformando-se numa gota de tungstênio que é transferida à poça de fusão, produzindo
assim uma inclusão de tungstênio na solda. A aceitabilidade ou não dessas inclusões
depende do código que rege o serviço que está sendo executado.

Porosidade - pode ocorrer devido à limpeza inadequada do chanfro ou a impurezas contidas


no metal de base ou por deficiência no suprimento do gás.

Trincas - na soldagem TIG normalmente são devidas á fissuração a quente. Trincas


Longitudinais ocorrem em depósitos feitos em alta velocidade.

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Trincas de Cratera, na maioria das vezes, são devidas as correntes de soldagem impróprias.
As trincas devidas ao hidrogênio (flssuração a frio), quando aparecem, são decorrentes de
umidade no gás inerte.

3.8- CONDIÇÕES DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Na soldagem TIG a quantidade de radiação ultravioleta liberada é bastante grande. Partes da pele
diretamente expostas a tais radiações queimam-se rapidamente, o que exige precauções; a
proteção da vista é fundamental.

Outro aspecto dessas radiações é sua capacidade de decompor solvente, com a liberação de
gases bastante tóxicos. Dai em ambientes confinados devemos cuidar para que não haja solventes
nas imediações.

Observe a figura a seguir ela contém resumidamente algumas das informações mais importantes
sobre a soldagem TIG.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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Figura 9 - Soldagem TIG (Gas Tungsten Are Welding - GTAW)

Água de
RefTigeração

Eletrodo
de
Tungstênio

TIPO DE OPERAÇÃO: EQUIPAMENTOS: Retificador, gerador, -rranS'for.


Manual ou AUTOmática mador, pistola.
CUSTO DO EQUIPAMENTO: 1.5 (Manual) a Cilindros de Gases - equipamentos de desloca-
10 (Auto~icol
(Sold. c/elet. revesTido'" , ) mento autonUltico.
1:1)
CA RACTE R 1~T1CAS: CONSUMNEIS:
TAXA DE DEPOSIÇÃO: 0,2 a 1,3 kg/h
ESPESSURAS SOLDADAS: 0,1 mm a 50mm
Varetas
poslçOes: Todas
TIPOS De JUNTAS: Todas Gases
DILUiÇÃO:
Com M.Adição =2 a 20%
Sem M.Adição - 100%
FAIXA DE CORRENTE: 10 a 400A

APLlCAçOes Tll'lCAS NA INDOSTRIA DO PETROLEO E PETROOUrMICA:


Soldagem do 19 passe de tubulações de aços liga, aços inoxidáveis e ligas de n(quel.
$oldagem de equipamentOS de AI, Ti e ligas de Ni.
Soldagem de tubos ao esoelho de permutadores de calor.
Soldagem de internos de reatores de uréia em aço inoxidável e Ti.

L1MITAÇOES:
VANTAGENS:
Baixa "taxa de deposição.
- Produz as soldas de melhor Qualidade.
- Requer soldadores mui1:o bem treinados. I:t)
SEGURANCA:

Emissão intensa de radiação ultra-violeta.

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4- PROCESSO MIG I MAG (GASMETAL ARC WELDING - GMAW}

4.1- DEFINiÇÃO
Processo de soldagem a arco elétrico com eletrodo consumível sob proteção gasosa, que utiliza
como eletrodo um arame maciço e como proteção gasosa um gás inerte (MIG) ou um gás ativo
(MAG).

4.2- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


A Soldagem MIG/MAG usa o calor de um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo nu
alimentado de maneira contínua e o metal de base, para fundir a ponta do eletrodo e a superfície
do metal de base na junta que está sendo soldada. A proteção do arco e da poça de solda fundida
vem inteiramente de um gás alimentado externamente, o qual pode ser inerte, ativo ou uma
mistura destes. Portanto dependendo do gás poderemos ter os seguintes processos:

• Processo MIG (METAL INERT GAS): injeção de gás inerte.

O gás pode ser:


- argônio
- hélio
- argônio + 1 % de O2
- argônio + 3% de O2

• Processo MAG (METAL ACTIVE GAS): injeção de gás ativo ou mistura de gases que
perdem a característica de inertes, quando parte do metal de base é oxidado. Os gases
utilizados são:
- CO2
- CO2 + 5 a 10% de O2
- argônio + 15 a 30% de CO2
- argônio + 5 a 15% de 02
- argônio + 25 a 30% de N2

Escórias formadas nos processos de soldagem com eletrodo revestido e soldagem a arco
submerso, não são formadas no processo de soldagem MIG/MAG, porque nesses processos não
se usa fluxo. Entretanto, um filme vítreo (que tem o aspecto de vidro) de sílica se forma de
eletrodos de alto silício, o qual deve ser tratado como escória. A figura 10 mostra como o processo
de soldagem MIG/MAG funciona.

Figura 10 - Soldagem MIG/MAG

~ Pistola
~
Poça de
Fusio
I'l Atmosfera
Protetora
Metal de Solda \ ,,, Metal de

Referência Bibliográficà FBTS - Revisão 04 Fev.20Ó9

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A soldagem MIG/MAG é um processo bastante versátil. As maiores vantagens são:

• Taxa de deposição maior que a de soldagem com eletrodo revestido.


• Menos gás e fumaça na soldagem.
• Alta versatilidade
• Larga capacidade de aplicação.
• Solda uma faixa ampla de espessura e materiais.

o processo MIG/MAG, pode ser também usado semi-automático ou automático.


No processo semi-automático o eletrodo é alimentado automaticamente através de uma pistola. O
soldador controla a inclinação e a distancia entre a pistola e a peça, bem como a velocidade de
deslocamento e a manipulação do arco.

O processo de soldagem MIG/MAG pode também ser usado para aplicação de revestimento
superficial.

4.3- EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM

O equipamento básico de soldagem MIG/MAG consiste nos seguintes elementos: uma pistola de
soldagem, uma fonte de energia de soldagem, um cilindro de gás de proteção, e um sistema de
acionamento de arame. A figura a seguir mostra o equipamento básico necessário para o processo
de soldagem MIG/MAG.

Figura 11 - Equipamento para Soldagem MIG/MAG

Bobina de
Arame
Fonte de Gás
de Proteção

.~
Controle de
Tensão

l FONTE DE ENERGIA

A pistola contém um tubo de contato para transmitir a corrente de soldagem para o eletrodo e um
bico de gás para direcionar o gás de proteção às redondezas do arco e da poça de fusão. O
alimentador de arame é composto de um motor pequeno de corrente contínua e de uma roda
motriz. O escoamento do gás de proteção é regulado pelo f1uxômetro e pelo regulador-redutor de
pressão. Estes possibilitam fornecimento constante de gás para o bico da pistola a uma vazão pré-
ajustada.

A operação de soldagem se inicia quando a ponta do arame mantém contato com a peça e é
acionado o gatilho de ignição da pistola. Neste momento três eventos ocorrem: (a) o arame é
energizado, (b) o arame avança, (c) o gás flui, devido à abertura do solenóide. Pode-se então
iniciar o deslocamento da pistola para a soldagem.

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A maioria das aplicações de soldagem MIG/MAG requer energia com corrente contínua
polaridade inversa. Nesta situação tem-se um arco mais estável, transferência estável, salpico
baixo, e cordão de solda de boas caracteristicas. Corrente continua polaridade direta não é usada
com freqüência, e corrente alternada nunca é utilizi;lda or est cesso.

4.4- TIPOS DE TRANSFERÊNCIA DO METAL DE ADiÇÃO


Na soldagem com eletrodos consumíveis, como na soldagem MIG/MAG, o metal fundido na ponta
do arame tem de ser transferido para a poça de fusão. Os principais fatores que influenciam são:

./ Intensidade e tipo de corrente;


./ Tensão do arco elétrico;
./ Densidade de corrente;
./ Natureza do arame eletrodo
./ Extensão livre do eletrodo ("stick-out")
./ Gás de proteção;
./ Características da fonte de energia.

Há de transferência do metal de adição fundido da ponta do arame para a poça de


usão, a saber:

Por transferência globular - ocorre com uma baixa corrente em relação á bitola do eletrodo. O
metal se transfere do eletrodo para a peça como glóbulos, cada um maior em diâmetro que o
eletrodo. Os glóbulos se transferem para a poça sem muita direção e o aparecimento de salpico é
bem evidente.

Por transferência por spray ou por pulverização axial - ocorre com correntes altas. O metal de
adição fundido se transfere através do arco como gotículas finas. Com a transferência por spray a
taxa de deposição pode chegar até a 10 kg/h. Entretanto, essa taxa de deposição restringe o
método à posição.

Por transferência por curto circuito - A fusão inicia-se globularmente e a gota vai aumentando
de tamanho até tocar a poça de fusão, produzindo um curto circuito e extinguindo o arco. Sob a
ação de determinadas forças, a gota é transferida para a peça. Este processo permite a soldagem
em todas as posições e é um processo com energia relativamente baixa, o que restringe seu uso
para espessuras maiores.

Por soldagem a arco pulsante - mantém um arco de corrente baixa como elemento de fundo e
injeta sobre essa corrente baixa, pulsos de alta corrente. A transferência do metal de adição é pelo
jato de gotículas durante esses pulsos. Esta característica da corrente de soldagem faz com que a
energia de soldagem seja menor, o que toma possível a soldagem na posição vertical pelo uso de
arames de diâmetros grandes.

Figura 12 - Modos de Transferência na Soldagem MIG/MAG

6 "
.,-..
(.

Globular
..
\

Curto Circuito
oD
o
Aerossol

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A maior parte da soldagem MIG/MAG por spray é feita na posição plana. As soldagens MIG/MAG
por arco pulsante e por transferência por curto circuito são adequadas para soldagem em todas as
posições. Quando a soldagem é feita na posição sobre-cabeça, são usados eletrodos de diâmetros
pequenos com o método de transferência por curto circuito. A transferência por spray pode ser
usada com corrente contínua pulsada.

4.5- TIPOS E FUNÇÕES DOS CONSUMíVEIS - GASES E ELETRODOS


, A finalidade principal do gás de proteção em soldagem MIG/MAG é proteger a solda da
contaminação atmosférica. O gás de proteção também influi no tipo de transferência, na
profundidade de penetração, e no formato do cordão. ~
~
<>:
Argônio e hélio são gases de proteção usados para soldar a maioria dos metais ferrosos. O CO2 é
largamente usado para a soldagem de aços doces. Quando da seleção de um gás protetor, o fator
mais importante para se ter em mente é que quanto mais denso for o gás, mais eficiente é a sua
proteção ao arco. fr'fJ i::=('Jé. = AcJr:J (hQ....P::,.., rJ c:J
I ,

Os eletrodos para soldagem MIG/MAG são similares ou idênticos na composição àqueles dos
outros processos de soldagem que utilizam eletrodos nus, sendo que, para o caso específico da
soldagem MAG, contêm elementos desoxidantes tais como silício e manganês em percentuais
determinados.

Como uma regra, as composições do eletrodo e do metal de base devem ser tão similares quanto
possível, sendo que, especificamente para o processo MAG. deve ser levado em conta o
acréscimo de elementos desoxidantes. Para se ter maiores informações sobre os eletrodos
consultar as especificações AWS A 5.9, A 5.18 e A 5.28.

4.6 - COMPORTAMENTO DA ATMOSFERA ATIVA NO PROCESSO MAG


Por atmosfera ativa entende-se a injeção de gás de proteção ativo, isto é, com capacidade de
oxidar o metal durante a soldagem. Para facilitar o raciocínio sobre os fenômenos envolvidos,
tomemos como exemplo, a injeção de dióxido de carbono (C02).

Figura 13 -Injeção de Gás Ativo

Arame Consum fvel --..,. •••


- ~
Go~(çulas de Me~al
de Adição

d.O~Fe + 1/2 O., - FeO


d<ttJO .
<=' O CO
Poça de Fus4io
~-------
Metal de BalSe

O dióxido de carbono injetado no gás de proteção, ao dissociar-se em monóxido de carbono e


oxigênio (C02 -> CO + ~ O2), propicia a formação do monóxido de ferro: (Fe + ~ O2 -> FeO). O
monóxido de ferro (FeO), por sua vez, difunde-se e dissolve-se na poça de fusão mediante a
reação:
FeO + C -> Fe + CO

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Pode ocorrer que não haja tempo para a saída do monóxido de carbono (CO), da poça de fusão, o
que provocará poros ou porosida~no metal desolda,
l ?:;!"':><2":cc:.o.~ol0 '\.lL. '\ 0 N f0.f)
O problema é resolvido mediante a adição de elementos desoxidantes tal como, o manganês. O
manganês reage com o óxido de ferro, dando origem ao óxido de manganês, o qual, não sendo
gás, vai para a escória (FeO + Mn -+ MnO).

o manganês, porém, deve ser adicionado em quantidade compatível com o FeO formado. Mn em
excesso fará com que parte dele se incorpore à solda, implicando em maior dureza do metal de
solda e, portanto, em maior probabilidade de ocorrência de trincas. Em síntese, portanto, ocorrem
as seguintes reações:

• Na atmosfera ativa:
CO2 -+ CO + % O2
Fe + % O2 -+ FeO

• Quando da transformação líquido/sólido:


FeO + C -+ Fe + CO

• Com adição de elementos desoxidantes:


FeO + Mn -+ Fe + MnO (o r,,1.n
nlOvai p~r~ a escória)
~ !VI Ol'Jo'nDD
É sempre conveniente atentarmos para os seguintes detalhes na soldagem com atmosfera ativa
(processo MAG e todos os outros com atmosfera ativa):

• A medida que a velocidade de solidificação aumenta, torna-se maior a


probabilidade de ocorrência de poros e porosidades;
• A oxidação pode ser causa de poros e porosidades. A desoxidação em excesso, ao
aumentar a resistência mecânica à tração da solda, aumenta sua temperabilidade. O risco
de ocorrência de trincas será maior.

Na soldagem MAG o elemento desoxidante é adicionado mediante o uso de um arame especial,


contendo maior teor de elemento desoxidante. Além do Mn, são também elementos desoxidantes:
Si, V, Ti e AI.

4.7- CARACTERíSTICAS E APLICAÇÕES


O processo de soldagem MIG/MAG produz soldas de alta qualidade com procedimentos de
soldagem apropriados. Como não é utilizado um fluxo, a possibilidade de inclusão de escória
semelhante ao processo eletrodo revestido ou arco submerso é mínima, podendo, por outro lado,
ocorrer à inclusão de uma escória vítrea característica do processo se a limpeza interpasse não for
feita de maneira adequada. Hidrogênio na solda é praticamente inexistente.

A soldagem MIG/MAG é um processo de soldagem para todas as posições, dependendo do


eletrodo e do gás ou gases usados. Pode soldar a maioria dos metais e ser utilizado inclusive para
a deposição de revestimentos superficiais. Tem capacidade para soldar espessuras maiores de 0,5
mm com transferência por curto circuito. A taxa de deposição pode chegar a 15 kg/h dependendo
do eletrodo, modo de transferência e gás usado.

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4.8- DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO


Na soldagem MIG/MAG podem ocorrer as seguintes descontinuidades:

Falta de Fusão - pode acontecer na soldagem MIG/MAG com transferência por curto-circuito.
Ocorre também com transferência por spray ou pulverização axial quando utilizamos
baixa& corrente.
ALl~<;
Falta de Penetração - sua ocorrência é mais provável com a transferência por curto-circuito.

Inclusões de Escória - o oxigênio contido no próprio metal de base, ou aquele captado durante a
soldagem sob condições deficientes de proteção, forma óxidos na poça de fusão. Na maioria das
vezes esses óxidos flutuam na poça de fusão, mas eles podem ficar aprisionados sob o metal de
solda, dando origem a inclusão de escória .

.\ Lasc~,:')íJo~:b~éa~rn~~8e~ e Trinca Interlamelar - podem vir à tona ou surgir em


soldas com alto grau de restrição.

Mordedura - quando acontecem, é devida a inabilidade do soldador.

Poros e Porosidade - como já vimos, poros e porosidade são causados por gás retido na solda na
soldagem MIG/MAG verifica-se o seguinte mecanismo: o gás de proteção injetado sem a
observância de determinados requisitos técnicos, pode deslocar a atmosfera que o envolve, a qual
contém oxigênio e nitrogênio. O oxigênio e nitrogênio da atmosfera podem dissolver-se na poça de
fusão, dando origem a poros e porosidade no metal de solda.

Sobreposição - pode acontecer com a transferência por curto-circuito.

Trincas - podem ocorrer trincas em soldagem com técnica deficiente, como por exemplo, uso de
metal de adição inadequado

4.9- CONDiÇÕES DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Na soldagem MIG/MAG é grande a emissão de radiação ultravioleta. Existe também o problema de
projeções metálicas. O soldador deve usar os equipamentos convencionais de segurança, tais
como luvas, macacão, óculos para proteção da vista, etc.

Na soldagem em áreas confinadas não podemos esquecer a necessidade de uma ventilação


forçada, bem como de remover da área recipientes contendo solventes que podem se decompor
em gases tóxicos por ação dos raios ultravioleta.

A figura a seguir contém resumidamente, algumas das informações mais importantes sobre
soldagem MIG/MAG.

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Figura 14- Soldagem MIG/MAG (Gas Metal Are Welding - GMAW)

FONTE
DE
ENERGIA

TIPO QE OPERAÇÃO: EQUIPAMENTOS: Retificador, genldor, pistola,


cili..tro ele gás,. unidade de alámenmção de agme
Semi-automática ou automática unidade_deslocamento (automático). '
Custo do EQuipamento •. 3
CARACTERíSTICAS: CONSUM fV eis:
TAXA DE DEPOSIÇAO: , a 15 kg/h Arame: 0,6 a 1.6mm
ESPESSURAS SOLDADAS:
Curto-circuito). 0,5 mm
Pulver. Axial). 6 mm Gases: Arg6nio
POSIÇOES: Todas H'lio
TIPOS DE JUNTAS: Todas CO.
DILUIÇÁO: 10. ~ Mist_: A + co7•

FAIXA DE CORRENTE: ao a 500 A


APLICAÇOES TfPICAS NA INOUSTRIA DO PETROLEO EPETROQUlMICA:
Soldagem de tubúlllÇÕeS • frite,. de vasos de pressão
Soldagem de ~ nnaliCIIS

VANTAGENS: 1.IMITACOES:
- Alta taxa de delJOSicl'O. - Limitado à posição pia".. ltJCClI'lO na transfet'in.
cia por curto-circuito ou por arco pulsante.
_ Baixo teor de hidragln10 combfnado com alta
energia. - Risco de ocorrincia de falta de fusão.

SEGURANCA:
Grandlt emisIIio de radiação ultra-violeta e projeQijes metálieas

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5- SOLDAGEM A ARCO COM ARAME TUBULAR (FLUX CORED ARC WELDING-FCAW)

5.1- DEFINiÇÕES
Processo de soldagem a arco que produz a coalescência de metais pelo aquecimento destes com
um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo metálico tubular, contínuo, consumível e o metal
de base. A proteção do arco e do cordão é feita por um fluxo de soldagem contido dentro do
eletrodo, que pode ser suplementado por uma proteção gasosa adicional fornecida por uma fonte
externa.

5.2- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


A soldagem com arame tubular foi desenvolvida visando unir as vantagens do processo MIGIMAG
(semi-automático ou automático) com as do processo com eletrodo revestido (revestimento fusível
formador de gases protetores, escória, elementos de liga, etc.). Deste modo o arame eletrodo
maciço foi substituído por outro, composto de um arame tubular com alma de fluxo fusível,
semelhante ao utilizado no arco submerso.

Existem dois tipos de arames tubulares:


------------------
Autoprotegido - onde a proteção do arco e da poça de fusão é feita unicamente pela
queima do fluxo em pó, contido no núcleo do arame.
Proteção adicional de gás - onde, além dos gases gerados pelo fluxo, é utilizado um gás
adicional para a proteção, que flui pelo mesmo bocal de onde emerge o arame tubular. Os
gases normalmente utilizados são:

-C02
-Ar+ 2% de O2
- Ar + 18ft25% de CO2 ,C lV\, ':'TV ?A)
A escória formada sobre o metal de solda possui as mesmas funções metalúrgicas daquelas vistas
anteriormente nos processos de soldagem com eletrodo revestido e arco submerso (ver itens 1 e 2
deste módulo); aliada a estas funções, a escória promove um ótimo acabamento.

Pela utilização de arames de maior diâmetro e faixas mais altas de corrente elétrica têm-se, em
comparação com o processo MIG/MAG, elevadas taxas de deposição, juntamente com boa
penetração e velocidades de soldagem altas.

Assim como os arames maciços, utilizados nos processos MIG/MAG, o arame tubular também é
embalado numa forma contínua (bobinado); por esta razão, eles podem ser empregados tanto em
processos semi-automáticos como em processos automáticos. Em ambos os processos, o arame
tubular é alimentado automaticamente através de uma pistola. No processo semi-automático, o
soldador controla a inclinação e a distância da pistola à peça, bem como a velocidade de
deslocamento e a manipulação do arco.

As figuras 15 (a) e 15 (b) mostram o funcionamento do processo de soldagem com arame tubular.

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.., - JY\-.l Ch, \.)


Figura 15 (a) - soldagem a Arco Elétrico co Arame Tubular Autoprotegido . N P-(l (E. Iv'\. r'-
. ç~
Sentido de Soldagem 40--- Bico de Contato
••

Metal de Solda
Solidificado

~'i~~~

Figura 15 (b) - Soldagem a Arco elétrico com Arame Tubular com Proteção gasosa
eJ ~~ ç~,Sa
•• ...-PistoIa
•..•..••.
--Ilco de Contato

u.taJ clt Solda


Solidificlldo
~~i~~~;:!!!!!!!~

o equipamentopara o processo com arame tubular é bastante próximo do utilizado no processo


MIG/MAG. Porem deve ser feitas as seguintes ressalvas:

A fonte tem capacidade de gerar maior intensidade de corrente;


As pistolas, em casos onde a intensidade de corrente seja elevada, são, usualmente
refrigeradas com água ou ar;
No processo autoprotegido o sistema de gás de proteção é inexistente.

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MÓDUL004·PROCESSOSDE SOLDAGEM 11)

A figura a seguir mostra esquematicamente, um equipamento para soldagem com arame tubular.

Figura 16· Equipamento para soldagem com Arame Tubular

Bobina de
Arame
Fonte de Gá!>
de Proteção
11)
,~

Controle de
Tensão

FONTE DE ENERGIA

5.4- TIPOS DE TRANSFERÊNCIA METÁLICA


As transferências metálicas no processo arame tubular, além de serem em função dos parâmetros
de soldagem empregados, são também em função do gás ou mistura gasosa utilizada. Neste
processo têm-se os seguintes tipos de transferências:

Curto-circuito: caracterizada pelo constante processo de extinção e reacendimento do arco


elétrico. Este tipo de transferência permite a soldagem em todas as posições, com o inconveniente
de gerar uma grande quantidade de respingos.
1:1)
Globular: é a transferência metálica típica produzida pelos arames tubulares; ocorre à correntes
mais baixas que na transferência por spray. Existe grande incidência de respingos de metal
fundido.

Por spray ou pulverização: ocorre quando são estabelecidas altas intensidades de correntes e
altas tensões do arco em relação a um determinado diâmetro de arame. Dentre os gases ou
misturas gasosas utilizadas,8l?enas o ArgÔniQ...eas misturas gasosas~6rgQoi~ com teor de CO2
variando entre 8 e .15.%. permitem produzir este tipo de transferênCía metálica. Por prOduzir ama
elevada taxa de deposição, a transferência por spray restringe-se apenas à posição plana. Um
problema gerado por este tipo de transferência metálica é a possibilidade de ocorrência de falta de
fusão, devido ao jato metálico ser dirigido para regiões que não tenham sido suficientemente
aquecidas.

Por arco pulsante: é uma transferência tipo spray sintético obtido pela pulsação da corrente entre
dois níveis pré-estabelecidos: uma corrente de base baixa o suficiente para manter estável o arco
elétrico e resfriar a poça de fusão e uma corrente de pico, superior a corrente de transição globular
- spray. Por este motivo a energia de soldagem é baixa, facilitando a soldagem com arames de
grandes diâmetros fora da posição plana.

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5.5- TIPOS E FUNÇÕES DOS CONSUMíVEIS


Na soldagem com arame tubular os consumíveis utilizados são:

Eletrodos - são arames tubulares ocos com alma formada por um fluxo fusível de baixo teor de
hidrogênio. Quando o gás protetor for de natureza ativa, devem estar presentes na composição r-J)
química do eletrodo elementos desoxidantes, tais como o Mn, e o Si. No caso dos arames .f..s 1lI,J

autoprotegidos, existe na composição química do fluxo a presença do AI. (.p.n.- ~NO ~


~
As especificações AWS A5.20 e A5.29 classificam arames tubulares para aços C-Mn e baixa liga
respectivamente. Para aços inoxidáveis são utilizados arames classificados pela AWS A5.22

Gases de proteção - dentre as diversas opções de gases disponíveis utiliza-se mais


freqüentemente o gás CO2 e misturas destes com o Argônio. Os mesmos são utilizados se
requeridos pela especificação do eletrodo.

5.6- CARACTERíSTICAS E APLICAÇÕES


A soldagem com arame tubular tem como principal característica a elevada taxa de deposição, o
que, aliado a uma solda de boa qualidade, tem tido uma vasta aplicação nas diversas áreas da
indústria.

Um cuidado especial deve ser tomado pelo soldador durante a remoção da escória formada sobre
cada passe depositado; a fim de evitar inclusões na junta soldada.

5.7- DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO

Falta de fusão - ligada à transferência por curto-circuito.

Falta de penetração - também ligada à transferência por curto-circuito, podendo ainda surgir por
preparação inadequada do chanfro ou erro na configuração da junta escolhida pelo projeto.

Inclusão de escória - deficiência do soldador no processo de remoção da escória, alta


velocidade, soldagem, projeto inadequado da junta.

Mordedura - inabilidade do soldador ou amperagem elevada.

Poros e porosidade - surgem quando a velocidade de soldagem é elevada, não permitindo a


difusão dos gases pelo cordão. Na soldagem com proteção gasosa, pode ser causado por uma
vazão de gás inadequada ou por ventos no local de soldagem, o que impede uma proteção efetiva
da poça de fusão. Podem ocorrer ainda quando são utilizadas misturas ricas em Arem soldagem
de chapas grossas. Voltagens elevadas utilizadas na soldaqem.
Sobreposição - ligada à transferência por curto-circuito ou inabilidade do soldador.
~ ~ ~(:\:)l\E,p~tv- a t-1 RJN~\
Trincas - normalmente são oriundas de técnicas de soldagem elou preparação inadequadas. Há
que se considerar a formação de fases pré-fusíveis, resultantes das combinações de elementos
desoxidantes com o oxigênio que podem ocasionar trincas a quente.

5.8- CONDiÇÕES DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Os equipamentos de proteção individual (EPI) são os mesmos utilizados em outros processos de
soldagem a arco elétrico. Devido as radiações emitidas serem de maior intensidade, os filtros
utilizados deverão ter uma densidade maior.

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o processo de soldagem com arame tubular gera uma grande quantidade de fumaça. Deste modo
o ambiente deverá ter boa aeração preferencialmente através de exaustores.

A figura 17 contém um resumo das principais informações sobre o processo arame tubular.

Figura 17 - Soldagem com arame Tubular (Flux Cored Are Welding - FCAW)

TIPO DE OPERAÇÃO: EQ1.JfPAMENTOS: Retificador. gemdor, pistola,


unidade de alimentação de arame. unidade de
Semi-oautomática ou Automática de$IOCametlto (para o processo automát.ico) e
Custo do equípametlto - 3 dIindro de gás (Dual Shield)

CARACTERisTlCAS: CONSUMíVEIS:
TAY.A DE DEPOSIÇÃO: 1 a 16 kglh Arame:
ESPESSURAS SOLDADAS: > 3 rnm · 1,2 a 4.0 mm - aços carbono e baixa liga
POSIÇÕES: Todas • 1.6 a 4,0 mm - aços cromo e cromo-niquel (
OtLUlyÁO; 20 a 50% ~§;
FAJXA DE CORRENTE: 90 a 600 A · COz ou Ar + Co,-Aços c.aroono e baixa liga
· COzou Ar + Oz ou Ar + He - Aços cromo e
cromo-níquel

APLICAÇOES TlPtCAS NAINDÚSTRÍADO pETRóLEO E PETROQUiMICA:


SoId,agem de estruturas mebilicas. sokfagem ele poIidutos, soldagem de tanques de armazenamento,
etc.

VANTAGENS: UMITAÇÔES:

• Alta taxa de deposloIo. - Aplicávef so~ente em aços eartx>no e aços


- ótimo acabamento inoxfdâveís. '-:-P:.'. c« ,~, ';n.
- BailcO teor de ~ combinado com alta - Soldagem fora da posição, restrita às
.,nerala ttansferenciaspor curto-circuito ou por arco
pufsaote.

sEGURANÇA
Gr.ande emfssao de radiação Ultravioleta, projQ9Õe!I> metálicas e fumaça.

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6- PROCESSO DE SOLDAGEM POR ELETROESCÓRIA (ELECTROSLAGWELDING - EWS)

6.1- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


A soldagem por Eletroescória não é um processo a arco, nele o arco é apenas usado para dar
inicio ao processo de soldagem.

Na soldagem por eletroescória, uma escória fundida (temperatura de aproximadamentef Züü-C) ,


funde o metal de adição e o metal de base. O banho de escória formado sobrenada a poça de
fusão protegendo-a durante a soldagem.

o processo começa pela abertura do arco elétrico entre o eletrodo e um apêndice colocado na
base da junta. Fluxo granulado é acrescido e fundido pelo calor do arco. Quando uma camada de
escória se forma, toda a ação do arco cessa, e a corrente de soldagem passa do eletrodo para o
metal de base através da escória por conduta elétrica.

A resistência da escória fundida a passagem da corrente de soldagem e é suficiente para gerar o


calor necessário para a soldagem (efeito joule) , sendo este suficiente para fundir o eletrodo e as
faces do chanfro. O eletrodo fundido (e tubo guia, se usado) e o metal de base fundida formam a
solda abaixo do banho da escória fundida. A figura a seguir demonstra esquematicamente este
processo.

Figura 18 - Processo Eletroescória

8etrodo

Tubo guia consumível

Metal de Base

Metal de Base

Solda
Fundidi

6.2- EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM


O equipamento utilizado na soldagern por eletroescória é constituído dos seguintes componentes:

• Fonte de energia.
• Alimentador de arame e oscilador
• Tubo guia e eletrodo
• Deslocador (no caso do guia não ser consumível)
• Sapata de retenção (sapata de montagem)
• Sistema de controle.
• Cabos e conexão elétrica
• Isolantes

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Há necessidade de se colocar uma chapa apêndice para o início da soldagem, pois o


processo, na sua fase inicial, é instável, com conseqüentes prejuízos à qualidade da solda.
Este apêndice é descartado posteriormente. Para o avanço vertical da soldagem, usa-se
usualmente sapatas de retenção, que podem ser refrigeradas a água. (ver figura 19)

Figura 19 - Detalhes da Soldagem Eletroescória

Escória Fundída Eletrodo

Poça de Fusão

Sapata de Retenção
.-L_--r-- Refrigerada à Água

Metal de Base

As sapatas de retenção servem para conter tanto o metal de solda fundido como o fluxo
fundido. A superfície da solda é moldada pelo contorno ou formato das sapatas enquanto a
poça de fusão se move para cima na junta. Conforme vai ocorrendo a solidificação,
impurezas metálicas flutuam para cima do metal fundido através da escória.

Fontes de energia para o processo de soldagem eletroescória são do tipo transformador


retificador de tensão constante, que operam na faixa de 450 a 1000 A. Elas são similares às
usadas no processo de soldagem a arco submerso. A tensão mínima em circuito aberto da
fonte de energia deve ser de 60 V. É requerida uma fonte de energia separada para cada
eletrodo.

A figura 20 mostra esquematicamente uma instalação típica de soldagem eletroescória.

Figura 20 - Equipamento para Soldagem eletroescória

Fon"te de Painel de r: otc


C<>n-t.

Escória Fundida.

Poça de Fusão
Sapa-.:a de Re"t.ençã"o

Cabo Entrada de Agua


Terra

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o motor do alimentador do arame e o sistema de controle de soldagem são os mesmos


usados para soldagem MIG/MAG ou de outro processo que utiliza arame consumível.

A corrente de solda gero e a taxa de alimentação de el9ttodq podem ser tratadas como uma só
- variável, porque uma varia em função da outra. Se a velocidade de alimentação do eletrodo é
- aU/ilentada, a corretlte de Soidageme a taxa de deposição são também aumentadas. Como a
corrente de soldagem é aumentada, a profundidade da poça de fusão também é aumentada.

A tensão de soldagem é outra variável que precisa ser levada em consideração. A tensão tem
efeito maior na profundidade de fusão no metal de base e também na estabilidade de operação do
processo. Aumentando-se a tensão, aumenta a profundidade de fusão e a largura da poça de
fusão e também aumenta o fator de forma (relação largura/profundidade) e, como resultado, a
possibilidade de ocorrência de trinca é menor. Se a tensão é baixa pode ocorrer um curto circuito
entre o eletrodo e a poça de fusão. Se a tensão é alta demais, podem ocorrer respingos de solda
ou aberturas de arco no topo da escória fundida.

6.3- TIPOS E FUNÇÕES DOS CONSUMíVEIS - ELETRODOS E FLUXOS

o material de adição deve ter uma composição química semelhante à do material de base;
eventualmente, podem-se utilizar materiais de adição com características diferentes, mas é
preferível que as composições químicas sejam compatíveis, pois se for necessário um tratamento
térmico, estará garantida a adequação entre este, o material de base e o material fundido. Os
consumíveis utilizados na soldagempor eletroescória são o arame sólido. acompanhado de fluxo,
~ o arame tubular, quando há necessidade de adição de elementos de liga.:::: ...••.

A composição do fluxo também é importante, visto que ele determina a boa operação do processo.
Os fluxos podem ser feitos de vários materiais tais como óxidos complexos de silício, manganês,
titânio, cálcio, magnésio e alumínio. Características especiais desejadas para a solda são
alcançadas pela mudança ou variação da composição do fluxo.

As funções normais dos fluxos são:

COndUção da corrente de s~dagem!


• Fornecimento de calo para fund.ir o eletrodo e o metal da base,
• Possibilita uma operação estável.
[
• Proteção do metal fundido da atmosfera.

É necessária apenas uma pequena quantidade de fluxo para a soldagem. Um banho de escória de
40 a 50 mm de profundidade é usualmente requerido de maneira que o eletrodo consiga
permanecer no banho e fundir-se debaixo da superfície.

6.4- CARACTERíSTICAS E APLICAÇÕES


O processo de soldagem por eletroescória tem aplicação limitada, é usado para fazer soldas
v 'cais em es essur . s de a carbono, de baixa li a, de alta resistência, de médio
carbono, e de alguns inoxidáveis. O process a melhor a ,
para espessuras máximas praticamente não hállmltaçõss. Embora a habilidade manual não seja
requerida, o conhecimento da técnica é necessário para operar o equipamento.

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o processo de soldagem por eletroescória tem muitas aplicações, principalmente devido às altas
taxas de deposição, tornando o processo economicamente viável. Entre as vantagens da utilização
do processo por eletroescória podemos citar:

• Alta taxa de deposição e boa qualidade de solda com relação a exames não-destrutivos faz
desse processo desejável para seções espessas encontradas em inúmeras aplicações
industriais, tais como maquinarias pesadas, vasos de pressão, navios e fundidos grandes.
• Requer pouca ajustagem e preparação da junta (usualmente juntas sem chanfro).
• Solda materiais espessos num só passe, com um único ajuste.
• É um processo mecanizado com um mínimo de manuseio de material. Uma vez
iniciado o processo, ele continua até o término.
• Requer tempo mínimodesoldageme apresenta uma distorção mínima.
• Não há arco de soldagem visível e nenhum lampejo de arco.

A grande desvantagem do processo é devida à soldagem eletroescória ser feita em um só passe.


O deslocamento da fonte de calor é suficientemente lento para permitir o super aquecimento e,
conseqüentemente, o crescimento de grãos da zona afetada termicamente, o que conduz a uma
solda com propriedades deficientes no que tange à tenacidade da junta da soldada. A fragilidade
da solda assim obtida necessita, para ser corrigida de um tratamento térmico, posterior à soldagem
- a normalização.

6.5- DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO


Soldas feitas com o processo de soldagem eletroescória sob condições de operação
adequadas são de alta qualidade e livres de descontinuidades. Descontinuidades podem
aparecer, porém, se não for seguido um procedimento de soldagem adequado.

Algumas descontinuidades que podem resultar deste processo são:

Falta de Fusão - soldas de chapas espessas, nas quais o calor é distribuído por oscilação do
eletrodo, podem apresentar falta de fusão na parte central ou perto das sapatas. O efeito de
resfriamento das sapatas pode impedir a fusão do metal de base próximo à superfície em que
a sapata está apoiada. A indicação resultante assemelha-se com uma mordedura.

Podem ocorrer também num início de soldagem com temperatura abaixo da necessária.

Inclusões - são incomuns, mas podem acontecer. É o caso de pedaços de arame


introduzidos na poça de maneira muita rápida pela unidade de alimentação de arame e que
não se fundem. Também têm sido encontradas na zona fundida, varetas e até mesmo partes
do equipamento de soldagem como, por exemplo, a extremidade do guia tubular de eletrodo.

Inclusões de Escória - podem ocorrer se a solda for quase interrompida e reiniciada. O


processo de soldagem exige uma poça de escória aquecida a aproximadamente 1.700'C. Um
reinício de soldagem inadequado pode não fundir perfeitamente o metal, redundando em
escória na solda.

Sobreposição - pode ocorrer se as sapatas não forem bem ajustadas às chapas, permitindo o
vazamento de material fundido.

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Porosidade - quando ocorre, é grosseira e do tipo vermiforme, podendo ser causada por
pedaço de abesto úmido utilizado como vedação entre a sapata de retenção e a peça a ser
soldada, fluxo contaminado ou úmido, eletrodo, tubo guia ou material para inicio de soldagem
úmido.

Trinca Interlamelar - não tem sido observada na soldagem eletroescória de juntas de topo
porque não se registram tensões no sentido da espessura das chapas do metal de base.
-~Ós. tlft:.~~V-oov\:C)
Trincas - devido à fissuração a) trio não são encontradas na soldagem eletroescória. Isso
devido ao tido lento de aquecimento e resfriamento da junta, inerente ao processo. Já as
trincas causadas pela fissuração a quente são comuns na soldagem eletroescória,
principalmente no caso de soldas com alto grau de restrição, devido à granulação grosseira da
junta soldada. Essas trincas propagam-se ao longo dos contornos de grãos.

Duplas Laminações - não se constituem em grandes inconvenientes para a soldagem


eletroescória. A escória fundida atrai para fora qualquer inclusão existente na dupla laminação
e sela a dupla laminação ao longo da solda. Analogamente, lascas e dobras são absorvidas
pela soldagem eletroescória.

A figura a seguir contém resumidamente, algumas das informações mais importantes sobre a
soldagem eletroescória.

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Figura 21 - Soldagem por Eletroescória (Electro Slag Welding - ESW)

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•• - Esoeor.., Fu.nakio

eQUIPAMENTOS~ GentdQr, nnífkadm,


Unllúrde d. ,1lIHmentllçiiO dellrolíme:
CUSTO 00 EQUUMMENTO; 2C Unidilde d. deslocamento,
($oklíJ9l!!n1 clelil!'l. rell1!sttdO •• 1~ Vnidllde de resfriamento. S'f4 1P&
CAf{ACfERISTICAS: CONSUMfvEIS:
ESPESSURAS SOLDADAS: > 2CPmm
poslçoes: VenrlCAt.
'TIPOS USUAIS DE .tONTA: • topo. FhllC,O
•• lnaulo
OllUU;:AO: 50.605
l"AIXA DE CORRENTE: 4$0. 1500 A

APL..ICACOES T".CAS NAINDO$TRIA 00 PETROUEO E PETROOUIMICA:


$<>kllI9il!'m dtJ jlmtll$ IOngtnldiN5s de rell'~. 9rande ~...... de aÇO cartJ.qfl>O ou do! • .::0 dé'
b ••••••• 1193,

VANTAGENS~ L1MITAÇOES;

eltll!CUClo r60q chl Juntas .m ctlapllS 9fOIlK. .U~.~ VEPo·,..eAL


.~t~""""""g.,._"'_çJoo_
"'~_.
SEGURANCA

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7- SOLDAGEM ELETROGÁS (EI.ECTROGASWELDING ~EGW)

7.1- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


A soldagem eletrogás é uma variação dos processos MIG/MAG e do processo de soldagem a arco
com Arame Tubular. Da mesma forma que no processo Eletroescória, a soldagem por Eletrogás
utiliza sapatas de retenção para confinar a poça de fusão na soldagem na posição vertical. A
formação da atmosfera protetora e a transferência do metal são idênticas ao processo MIG/MAG.
Uma proteção adicional pode ou não ser utilizada pela injeção de um gás ou de uma mistura de
gases provenientes de uma fonte externa. .

Os aspectos mecânicos do processo eletrogás são similares aos do processo eletroescória e,


como este, uma vez iniciado continua até se completar a solda.

Figura 22 - Soldagem Eletrogãs com Arame Sólido.

RoIet1llSAlimentadores ~
de Arame

Cin::ulaç$o de Agua

Metal de 8ase ~

A soldagem normalmente é feita num único passe.

Para o início da operação um eletrodo consumivel em forma de arame, sólido ou tubular, é


alimentado numa cavidade formada pelas faces do chanfro das peças a serem soldadas e pelas
sapatas de retenção. Um arco elétrico se inicia entre o eletrodo e uma chapa situada na parte
inferior da junta.

O calor do arco funde as faces do chanfro e o eletrodo que é alimentado de maneira continua. Os
metais fundidos proveniente do metal de adição e do metal de base fundidos formam uma poça de
fusão abaixo do arco e se solidifica.

O eletrodo pode oscilar horizontalmente através da junta, principalmente em juntas mais espessas
de maneira a distribuir de maneira mais uniforme o calor e o metal de adição.

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A medida que a solda se solidifica uma ou ambas as sapatas se movem para cima junto com o
cabeçote de soldagem de modo a dar continuidade à solda. Embora o eixo da seja vertical, a
posição de soldagem é a posição plana, com deslocamento vertical.

7.2- EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM


O equipamento básico para a soldagem eletrogás é similar ao convencional da soldagem por
eletroescória. A diferença fundamental é a introdução do gás de proteção do arco e da poça de
metal fundido, quando o gás de proteção é necessário (na soldagem eletrogás com arame tubular,
o gás de proteção nem sempre é necessário
Basicamente, os componentes de soldagem eletrogás são:

• Fonte de energia de corrente contínua


• Sapatas refrigeradas com água para conter a solda fundida;
• Uma pistola de soldagem;
• Dispositivo para alimentar o arame;
• Um mecanismo para oscilar pistola na soldagem;
• Equipamento para suprir o gás de proteção quando usado.

Num sistema típico de soldagem eletrogás, os componentes essenciais, com exceção da forma de
energia, são incorporados num único conjunto (cabeçote de soldagem) que se move verticalmente
para cima, acompanhando a progressão da soldagem. Dispositivos de controle para fluxo de água,
pressão horizontal, nas sapatas retentoras, oscilação da pistola de soldagem, alimentador de
arame, e movimento vertical são similares aos usados no processo de soldagem com
eletroescória. (ç;y.:
)\.}(',- \-:~'-
~) r
Fonte de Energia - A fonte de Energia Pode ser tanto do tipo tensão constante como do tipo
corrente_constantaQuando uma unidade de tensão constante é utilizada, o deslocamento vertical
pode ser controlado manualmente ou por dispositivo, tal como uma célula foto-elétrica, que detecta
a altura da subida da poça de fusão Com fontes de energia tipo tensão variável (corrente
constante), o deslocamento variável (corrente constante), o deslocamento vertical pode ser
controlado pela variação do arco elétrico.

Alimentador de Arame - É similar ao utilizado nos processos de soldagem automática MIG/MAG e


com arame tubular. O alimentador deve ser capaz de suprir o eletrodo a altas velocidades e de
endireitar o arame tomando sua extremidade reta.

Pistola de Soldagem - A pistola de soldagem para soldagem eletrogás efetua as mesmas funções
daquelas das soldagens MIG/MAG e com arame tabular. Ela guia o eletrodo para a posição
desejada na abertura da junta e transmite a corrente de soldagem para o eletrodo, e, em algumas
aplicações, ela fornece gás de proteção ao redor do eletrodo e do arco . .fo. principal diferença entre /
uma istola de ro ás e as da soldagem MIGIMAG ou com arª~
limitação na dimensão paralela à abertura da raiz en rec apas, pois o bocal da pistola deve se,
adaptar nesta a e ar ura da pistola ê frequentemeritelfmitada a 10 0'!Ql. para que
possa ter um deslocamento horize<1uadq. -

Sapatas de Retenção - Tal como na soldagem por eletroescória, sapatas são usadas para reter a
poça de fusão. Usualmente ambas as sapatas movem-se para cima com a progressão da
soldagem. Em algumas soldagens uma das sapatas pode ser um cobre-junta estacionário. Para
prevenir que a poça de fusão incorpore o cobre das sapatas, estas são refrigeradas a água para
não se fundirem.

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7.3- TIPOS E FUNÇÕES DOS CONSUMíVEIS - ELETRODOS E GASES


Há dois tipos de eletrodos usados na soldagem eletrogás, a saber:

• Arame tubular (com fluxo interno);


• Arames sólidos;

Os dois tipos de eletrodos são usados comercialmente. A especificação AWS A 5.26 cobre os
requisitos desses eletrodos para a soldagem de aços carbono e de baixa liga.

Para soldagem de aço com arame tubular, o CO2 é o gás de proteção normalmente usado. A
mistura de 80% argônio e 20% CO2 é normalmente usada para soldagem de aço com eletrodos
sólidos.
Alguns eletrodos tubulares são do tipo auto-protegido. Quando fundidos, os fluxos geram uma
proteção gasosa para proteger o metal de adição e o metal de solda fundido.

7.4- CARACTERíSTICAS E APLICAÇÕES


A soldagem eletrogás é usada para a união de chapas espessas que devem ser soldadas na
posição vertical ou que podem ser posicionadas verticalmente para a soldagem. A soldagem é feita
usualmente num só passe.

A viabilidade econômica depende da espessura da chapa e do comprimento da junta. O processo


é usado principalmente para a soldagem de~ços carbono e aços liga, mas também é aplicável a
_aços inoxidáveis austeníticos, e outros metais e ligas que são soldáveis .pelos processos
MIG/MAG. A espessura do metal de base põêle variar numa fãiXã de 10 a 100' mm. Usualmente,
quando a espessura é superior a 75 mm, o processo de soldagem eletroescória é mais
recomendado que o processo eletrogás.

Quanto maior a junta a ser soldada, maior é a eficiência deste processo. Para soldagem de campo,
por exemplo, juntas verticais de tanques de armazenamento de grande porte o processo elimina o
grande trabalho e o custo da soldaqern manual. As variáveis de soldagem do processo eletrogás
são similares às do processo por eletroescória.

A energia normalmente usada, no processo eletrogás, é de corrente contínua, polaridade inversa.


Fontes de energia usadas para soldagem eletrogás são usualmente na faixa de 750 a 1000. A para
ciclo de trabalho de 100% (uso contínuo). Neste processo, o calor do arco elétrico deve ser
aplicado uniformemente através da junta com chapas de 30a100 mm de espessura, a pistola de
soldagem é oscilada horizontalmente sobre a poça de fusão para realizar uma deposição uniforme
do metal e-as fusões completam ambas as partes da raiz. A oscilação horizontal não é usualmente
necessária para chapas menores que 30 mm de espessura.

7.5- DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO DE SOLDAGEM ELETROGÁS


A soldagem eletrogás é basicamente um processo de soldagem M!G/MAG ou com arame tubular.
Todas as descontinuidades encontradas nas soldas feitas pelos dois processos podem ser
encontradas em soldas feitas com a soldagemeletrogás.Entretanto a causa de algumas
descontinuidades, tal como falta de fusão, pode ser diferente na soldaqern eletrogás.

Soldas feitas com processo de soldagem eletroqás sob condições normais de operação resultam
em soldas de alta qualidade e livres de descontinuidades prejudiciais. Entretanto, soldagens feitas
em condições anormais podem resultar em soldas defeituosas.

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Descontinuidades na solda que podem ser encontradas são:

Inclusões de Escória - O processo é usualmente num só passe, e· assim a remoção da escória


não é requerida. A velocidade de solidificação da solda é relativamente baixa. Há um tempo
grande disponível para a escória fundida flutuar para superfície da poça de fusão. Entretanto,
quando é utilizada a oscilação do eletrodo, a escória pode solidificar-se parcialmente perto de uma
sapata enquanto o arco está perto da outra sapata. Quando o arco retorna, a escória pode ser
incorporada se ela não é refundida.

Porosidade - Eletrodos tubulares contêm elementos desoxidantes e desidratantes na alma. Uma


combinação do gás de proteção e compostos formadores de escória da alma do eletrodo,
usualmente produz uma solda sã, livre de porosidade. Contudo, se algo interfere com a cobertura
do gás de proteção podem resultar porosidades. Outras causas da porosidade podem ser
correntes excessivas de ar, vazamento de água nas sapatas de retenção e elétrodos ou gás de
proteção contaminado.

Trincas - Não ocorrem em condições normais de soldagem. O aquecimento e resfriamento


relativamente lentos da solda reduzem consideravelmente o risco do desenvolvimento de I:)
fissuração a frio. Também a zona afetada termicamente tem uma alta resistência à fissuração a
frio. Se trincas ocorrem, elas são usualmente do tipo trincas a quente. As trincas se formam a altas
temperaturas, junto com, ou imediatamente após, a solidificação. Elas estão localizadas próximo
ao centro da solda.

Trincas na solda podem ser evitadas pela modificação da característica de solidificação da solda.
Isto pode ser realizado pela alteração da forma da poça de fusão, através de mudanças
apropriadas nas variáveis de soldagem. A tensão do arco deve ser aumentada, e a amperagem e a
velocidade de deslocamento decrescido. Freqüentemente, o aumento na abertura da raiz entre
chapas pode ajudar, embora isto possa não ser econômico. Se trincas são causadas pelo alto
carbono ou alto enxofre no aço, a penetração do metal de base deve ser mantida baixa para
minimizar a diluição do metal de base na solda. Além disso, um eletrodo com alto teor de
manganês pode ser usado para soldagem de aços de alto enxofre.
\:, (~ '-~
Além dessas descontinuidades temos que observar: y r)'
.>:
./ A alta taxa de deposição deste processo implica em alto risco de falta de fusão;
./ A soldagem eletrogás, a exemplo da soldagem por eletroescória, apresenta o problema do
superaquecimento: a granulação grosseira da solda e de regiões adjacentes apresenta
propriedades deficientes no que se refere à tenacidade. Toma-se, pois necessário um
tratamento térmico após a soldagem.

A figura a seguir resume as principais características do processo de soldagem eletro-gás.

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Figura 23 - Soldagem eletrogãs (Electro Gas Welding - EGW)

Guia

~~~~':""'Ar

_---r - MIstuIllo.so..
fArgônio + CO,/

TIPO DE OPERA fJ C$ t-I'.AV~'-Nce c:., ~~ 1-


EQUIPAMENTOS: Retificador, gerador,
CUSTO DO EQUIPAMENTO: 20
nOrrNIIlmente CC, Pistola de Soldagem,
(Soldagem cJelet.revestido=1) Cilindros de Gás, Unidade de alimentação de
arame, Unidade de deslocamento.

CARACTERíSTICAS: CONSUMfverS:
TAXA DE DEPOSIÇÃO: 10kgJh
ESPESSURAS SOLDADAS:10 ® 100mm Arame sólido ou tubular.
POSiÇÕES: Apenas Vertical
TIPOS DE JUNTA: de topO, Gases
de ângulo
DILUIÇÃO: 50 a 60%

APLICAÇOES TÍPICAS NA INDúsTRIA DO PETROLEO E PETROQuiMICA:


Soldagem de juntas wJ1lCaIs de taJ1ques de armazenamentos.

VANTAGENS: UMITAÇÓES:

- Taxa de deposiçio elevada <em 15 a 20 - Umitada à posição vertical.


mino solda-se as juntas de um tanque)
- Baixa tenacidade ao entalhe do metal de
- Permite a soI'dagem da chanfros em solda e da ZAC (granulação grosseira).
V.DlSP81tS8 a Pf8PRt'8Çio de chanfros.

SeGURANÇA:

Grande emissão de radiação ultra-violeta e projeçôes metálicas.

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8- SOLDAGEM A GÁS (OXYFUEL GAS WELDING - OFW)

8.1- DEFINiÇÃO
Conjunto de processos de soldagem por fusão nos quais o aquecimento é produzido pela
combustão de um gás.

8.2- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


Soldagem a gás é todo processo que utiliza um gás combustível combinado com oxigênio para
efetuar a união de metais. A fonte de calor, sendo uma chama, é menos potente que o arco
elétrico. O aquecimento da peça exige um tempo maior, permanecendo a peça por mais tempo em
altas temperaturas.

A soldagem pode ser realizada com ousem pressão, e com ou sem metal de adição. A Figura a
seguir mostra esquematicamente este processo.
I:)
Figura 24 - Processo de soldagem à Gás

Sentidode Soldagem

~_~ Bico do Maç;Jrico


~etal de Adi~o de Soldagem
, (varetaJ
Dardo
~PenachO
!l~~ Metal de Solda FUndido

~\~~r~::':Oda
Metal de Base

8.3- EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM


O equipamento necessário para este processo varia muito, dependendo da aplicação e do tipo de
combustível usado. O equipamento básico é mostrado na figura abaixo. Este consiste de cilindros
de gás combustível e cilindros de oxigênio com reguladores para cada mangueira, e de maçarico
de soldagem. O maçarico desempenha a função de misturador do gás combustível com o oxigênio
para prover o tipo de chama adequado para a soldagem. Este, além da conexão de mangueira e
de um manipulador, contém válvulas de oxigênio e gás combustível para regulagem da mistura.

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Figura 25 - Equipamento para a Soldagem ã Gás

'- Maçarico
'- de
~" Soldagem
Cilindro
de Gás Bitode
Sofdaaen\
Combustiwl

:ox;~~~
Suprimento
de Gás

Gá$ Com-
Válvulas de
Aegu~

busti'lel

8.4- TIPOS E FUNÇÕES DOS GASES


Há uma grande variedade de gases disponíveis para a soldagem e corte a gás. Normalmente, o
acetileno é o preferido para a soldagem. Acetileno (C2 H2) é um hidrocarboneto que contém uma
porcentagem maior de carbono em peso do que qualquer outro gás hidrocarboneto combustível.

o acetileno é um gás incolor e é mais leve do que o ar. Quando gasoso é instável, se sua
temperatura excede 7800 C ou sua pressão manométrica sobe acima de 2 kgfJcm2• Uma
decomposição explosiva pode resultar mesmo não estando presente o oxigênio. Por esta razão,
deve-se manusear cuidadosamente o acetileno.

8.5- TIPOS E FUNÇOES DOS CONSUMlvEIS


O metal de adição para soldagem a gás é da classificação R (vareta, gás), sem nenhuma
exigência química especifica. Um fluxo de soldagem é também requerido para alguns metais a fim
de manter a limpeza do metal de base na área da solda, e para ajudar na remoção de filmes de
óxido da superfície.

Varetas de soldagem composições químicas são disponíveis para soldagem de muitos metais
ferrosos e não ferrosos. A vareta é normalmente selecionada de modo a se conseguir
propriedades desejadas solda. As varetas são classificadas na especificação A WS A 5.2 com
base em sua resistência mecânica.

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8.6- CARACTERíSTICAS E APLICAÇÕES


A soldagem a gás pode ser à direita ouà esquerda:
Soldagem à direita - a vareta desloca-se atrás da chama, no sentido da soldagem. É um processo
rápido e econômico.

Soldagem à esquerda - a vareta desloca-se à frente da chama, no sentido da soldagem. É um


---prneesso lelitcrque consome muito gás, porém produz soldas de bom aspecto e é de fácil
execução.

8.7- TIPOS DE CHAMA


Uma chama de soldagem apresenta duas regiões.

Cone (ou dardo) - de cor azulada, onde ocorre uma combustão incompleta, também dita
combustão primária:

Em temperatura elevada há dissociação do hidrogênio molecular em hidrogênio atômico e


fornecimento de energia: Hz 2H + energia.

Penacho - região mais comprida, que envolve o cone, e onde a combustão se completa.
o
Nesta região ocorrem as combustões secundárias segundo as equações:

o ponto de temperatura mais alta encontra-se no penacho, a aproximadamente 2 mm do cone. A


peça deve se situar nesta região para uma soldagem mais eficiente. A atmosfera protetora é
formada pelos gases de combustão.

Se chamarmos de!! relação entre o volume de oxigênio e o volume de acetileno participantes da


combustão (a = 02/C2 HzJ, podemos definir três tipos de chama.
- ._~) jl'
~ .: r r-; j (I., \ t /, '"r
Chama Normal - quando ternos g= 1. V J\ (' ..

Chama Redutora - quando g < 1, isto é, temos maior quantidade de acetileno. Da combustão
incompleta, no cone, resultará um excesso de hidrogênio e de carbono livre.

(C2 H2 + O2 ->2CO + H2 + C), aumentando o teor de carbono do metal de solda. No caso da


chama redutora, nela aparece uma terceira região, sem nome, entre o cone e o penacho e de
luminosidadecaracterística e intensa.

Chama Oxidante - quando.g > 1. Há sobra de oxigênio. A atmosfera, rica em oxigênio, oxidará o
metal. A chama oxidante, por ser mais turbulenta, apresenta um ruído característico.

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Tabela 1 - Tipos de Chamas para Soldagem a.Gãs.

RELAÇAO DE TIPO DE CARACTERISTICAS APLlCAÇAO


CONSUMO CHAMA
Soldagem de aços (ou regulagem
Penacho longo.
neutra levemente redutora).
1= 1 NEUTRA Dardo branco, brilhante e
Cobre e suas ligas (exceto latão).
arredondado.
Níquel e suas ligas.
Penacho esverdeado.
Véu branco circundando o
dardo.
Revestimento duro, ferro fundido,
1<1 REDUTORA Dardos brancos,
alumínio e chumbo.
brilhantes e
arredondados.
Chama menos Quente.
Penacho azulado ou
avermelhado, mais curto
Aços galvanizados (regulagem
e turbulento.
neutra levemente oxidante).
1 >1 OXIDANTE Dardo branco, brilhante,
Latão
pequeno e pontiagudo.
Bronze
Chama mais quente.
Ruído caracterlstico.

A soldagem a gás é normalmente aplicada aos aços carbono, aços liga e ferros fundidos. Na
indústria do petróleo é utilizada na soldagem de tubos de pequeno diâmetro e espessura, e na
soldagem de revestimento resistente à abrasão. Pode, porém, ser utilizada na soldagem de
outros materiais variando-se a técnica, preaquecimento, tratamento térmico e uso de fluxos.

Algumas das vantagens deste processo:

A maior desvantagem do processo é o grau relativamente alto da habilidade requerida do


soldador.

A soldagem a gás é bem aceita para união de seções finas de tubo e chapa de diâmetros
pequenos. Soldas em espessas não são econômicas, mas podem ser adequadas. para
serviços e reparos.

A soldagem a gás é um processo manual; assim o Soldador deve controlar a temperatura, a


Posição e direção a chama manipular o metal de adição.

Neste processo, o projeto da junta é uma variável importante que deve ser levada em
consideração. Maior abertura da raiz de certas juntas é necessária para permitir penetração total.

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8.8- DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELO PROCESSO


As descontinuidades mais comumente encontradas na soldagem a gás são: porosidade, inclusões
de escória, falta de fusão, falta de penetração, mordedura, sobreposição e várias formas de
trincas. É bom lembrarmos que uma técnica adequada pode eliminar muitos desses problemas.

Falta de Fusão - geralmente ocorre na margem da solda; freqüentemente ocorre quando


utilizamos indevidamente a chama oxidante. Pode ocorrer também com a utilização da chama
apropriada, se manipulada de forma errada.

Inclusões de Escória - ocorre normalmente com a chama oxidante; às vezes com a chama
normal. A manipulação inadequada do metal de adição também pode provocar inclusões de
escorias.

Porosidade - se uniformemente espalhada, revela uma técnica de soldagem imperfeita.

Mordeduras e Sobreposições - são falhas também atribuídas diretamente ao soldador.

Trincas - na soldagem a gás são devidas à fissuração a quente. O aquecimento e resfriamento


lentos, permitindo a difusão do hidrogênio, descartam a possibilidade da fissuração a frio ou pelo
hidrogênio.

A figura 26 a seguir resume as principais características da soldagem a gás.

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Figura 26 - Soldagem a Gãs (SOG)

r Metal de Adição

TIPO DE OPERAÇÃO: Manual EQUIPAMENTOS: Cilindros de Oxigênio e


II-----------------""'"""l de
CUSTO DO EQUIPAMENTO: 0,2 Gás Combustível, Válvulas e Expansores,
=
(Soldagem cJelet.revestido 1) Maçarico.
TAXA DE DEPOSIÇÃO:O,2a 1 kgJh CONSUMíVEIS:
ESPESSURASSOLDADAS:O,5a 3 mm
POSiÇÕES:Todas Oxigênio
TIPOS DE JUNTAS: Todas Gás combustível
DILUiÇÃO:2 a 20% (com material de adição) Vareta
100% (sem material de adiçlo) Fluxos
APLlCAÇOES TfplCAS NA INOOSTRrADO PETRÓLEO E PETROQUiMICA:
Soldagem de tubos de pequeno diâmetro e espessura
SoIdagem de revestimento resistentes à abrasA0.
VANTAGENS: LIMITAÇÕES:

- Baixo custo: - Requer habilidade do soldador;


- Portátil; - Taxa de deposição baixa;
- Não demanda energia elétrica; - Superaquecimento.
- Controlede Operação.
SEGURANÇA:

Riscode explosão dos cilindros de gases.

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9 - DESCONTINUIDADES INDUZIDAS PELOS VARIOS PROCESSOS


A tabela a seguir, indica as descontinuidades mais usuais que podem ser encontradas, em função
do processo de soldagem utilizado. .

Tabela 2 - Descontinuidades comumente encontradas para os vários processos de


soldagem.

1PO DE DESCONTINUIDADE
PROCESSO
DE POI'O$Idade Inclusão Falta de Falta. MOfdedur3 Sotlfe- TrlllÇa
SOLDAGfM Penetra9io Fusão Posíçáo

(SAERl X X X X X X x
(SAS, X X X X X X X
IlIClusi!cde
(SAGT) X X X
Tung$ténio

($AGC) X X X X X X x
($00) X X X X X X X

Eletroesc:ála X X X X X X
Eletrogás X X X X X X

10- PROCESSOS DE CORTE


O corte é uma operação que antecede a soldagem. Um processo de corte é o que separa ou
remove metais.

O corte pode ser efetuado de diversas formas:

• Mecanicamente - através de guilhotinas, tesouras, serras, usinagem mecânica e etc.


• Por fusão - utiliza-se como fonte de calor um arco elétrico.
• Reação química - onde o corte se processa através de reações exotérmicas de oxidação
do metal.
• Elevada concentração de energia - neste grupo é utilizado o principio de concentração de
energia como caracteristicas principal de funcionamento, não importando se a fonte de
energia é química, mecânica ou elétrica. Enquadram-se no mesmo corte por jato d'água de
elevada pressão, "lazer" e algumas variantes do processo Plasma.

Veremos a seguir três processos de corte por meio do calor:

-/ Oxicorte (Oxygen cutting - OC)


-/ Corte com eletrodo de carvão (Air carbon are cutting - MC)
-/ Corte a plasma (Plasma are cutting - PAC)

10.1- OXICORTE
É um processo de corte onde a separação ou remoção do metal é acompanhada pela
reação química do oxigênio com o metal a uma temperatura elevada, os óxidos resultantes
dessa reação (Fe2 03 - FeO - Fe3 04), tem o ponto de fusão menor que o do metal,
fundem-se e escoam.

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Com o escoamento dos óxidos, boa quantidade do metal é oxidado e o processo continua.
A temperatura de ignição é atingida pelo preaquecimento com chamas de gás combustível -
oxigênio, usualmente posicionadas ao redor do furo de salda de oxigênio.

o maçarico de corte associa a ação de um jato de oxigênio com uma chama oxicombustível de
aquecimento. Esse jato de oxigênio, de alta velocidade, provoca a reação de combustão, e a
abertura de um rasgo na peça pela movimentação conveniente do maçarico.

Este processo não é aplicado a aços que contém elementos de liga que produzam óxidos
refratários.

10.2- EQUIPAMENTOS
Uma estação de trabalho deve ter no mínimo os seguintes equipamentos para execução do
processo:

./ Um cilindro ou instalação centralizada parao oxigênio;


./ Um cilindro ou instalação centralizada para gás combustível (ex: acetileno, propano, GLP e
etc.); .
./ Duas mangueiras de alta pressão para condução dos gases;
./ Um maçarico de corte;
./ Bicos de cortes;
./ Um regulador de pressão para o gás combustível;
./ Um regulador de pressão para o oxigênio; e
./ Dispositivo de segurança (válvulas anti-retrocesso).

Da operação de corte resultam duas conseqüências:

Deformação - o aquecimento localizado da peça sem que a mesma tenha liberdade paro
expandir-se, da origem a tensões e deformações Corno regra geral,basta aumentar a liberação de
expansão, o corte deve iniciar-se e prosseguir o máximo, possível, sempre pelo lado mais próximo
a borda das peças, que apresenta menor rigidez, ver exemplona figura 27.

Figura 27 - Sentido recomendado de corte

til
Q,
••
'fi r;'A.
li)
'l:l NO SENTlDO ··A".
• ()~I
'E
o
.D

Modificações químicas e metalúrgicas - a região de corte é submetida a altas temperaturas em


um meio químico bastante oxidante.Constatamos ai um enriquecimento de carbono como
resultado da oxidação preferencial do ferro.

A remoção da camada enriquecida de carbono não é necessária; é, porém aconselhável no caso


de peças que serão submetidas a solicitações dinâmicas.

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Funções da chama de preaquecimento e seleção de gases combustíveis


As funções da chama de preaquecimento são:

./ Aumentar a temperatura do aço até o seu ponto de fusão;


./ Acrescentar energia sob a forma de calor à peça, para manter a reação de corte;
./ Fornecer uma proteção entre o jato de oxigênio de corte e a atmosfera;
./ Expulsar da parte superior da superfície do aço qualquer óxido, carepa, tinta, ou outras
Substâncias estranhas que possam parar ou retardar a progressão normal da ação
de corte.

A seleção de gases combustíveis que deve ser considerada para escolher o combustível de
preaquecimento é baseada em inúmeras considerações, tais como, disponibilidade do gás, custo,
e tranqüilidade de manuseio com respeito à seguranç~ -

Os seguintes gases são normalmente utilizados para corte:

./ Acetileno;
./ Metil acetileno - propadieno;
./ Gás natural;
./ Propano;
./ Propileno;
./ Gasolina.

Cada um desses gases tem características inerentes que devem ser consideradas para a
aplicação do processo.

Acetileno - É largamente usado como um gás combustível para oxi-corte e também para
soldagem. Suas principais vantagens: são disponíveis, chama de temperatura alta e familiaridade
dos usuários com as características da chama.

A chama de temperatura alta e as características de transferência do calor da chama oxiacetilênica


são particularmente importantes para corte de chanfros.

Outra vantagem de operação é que o tempo de preaquecimento é uma pequena fração do tempo
total de corte. O que é importante quando se faz pequenos cortes.

Metil Acetileno - Propadieno Estabilizado (MPS) - Este um combustível liquefeito, similar ao


acetileno, porém estabilizado, que pode ser estocado e manuseado similarmente ao propano
líquido. É uma mistura de vários hidrocarbonetos, incluindo propadieno, propano, butano,
butadieno, e metil acetileno. A mistura gera mais calor que propano ou gás natural.

Este gás é muito similar em suas características ao acetileno, porém requer cerca de dois volumes
de oxigênio para um volume de combustível para uma chama neutra de preaquecimento, enquanto
que o acetileno necessita de apenas um volume de oxigênio. Assim, o custo do oxigênio será
maior quando o gás metil acetileno-propadieno é usado em lugar do acetileno. Para ser
competitivo, o custo deste gás deverá ser menor que o do acetileno.

O gás MPS tem uma vantagem sobre o acetileno para corte debaixo da água em grandes
profundidades.

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Gás Natural - A composição do gás natural depende da sua fonte. Seu principal componente é o
metano. Quando o metano queima com oxigênio, a,reação química é:

Um volume de metano requer dois volumes de oxigênio para uma combustão completa. A
temperatura da chama com gás natural é menor que a da chama com acetileno. Ela também é
mais difusa e menos intensa.

Devido à temperatura da chama ser mais baixa, o que resulta em baixa eficiência de aquecimento,
grandes quantidades de gás natural e oxigênio são requeridas para produzir a mesma taxa de
aquecimento obtida com oxiacetileno. Geralmente, são necessários maiores tempos de
preaquecimento com gás natural que com acetileno.

Para competir com o acetileno, o custo e disponibilidade de gás natural e oxigênio, alto consumo
de gás e o tempo longo de preaquecimento deve ser considerado.

Os projetos do maçarico e do bico para o gás natural são diferentes daqueles para acetileno. A
condição de pressão do gás natural geralmente é menor e as relações combustão são diferentes.

Propano - O propano é usado regularmente para corte devido à sua disponibilidade e ao seu
poder calorífico ser muito maior que o do gás natural Para uma combustão apropriada durante o
corte, o propano requer 4 a 4,5 vezes seu volume em oxigênio de preaquecimento.Este requisito é
parcialmente compensado pelo seu alto poder calorífico. Ele é estocado em forma liquida e é
facilmente transportável para serviços.

Propileno - Este gás compete como. MPS para quase todos os serviços em que se usa gás
combustivel. É similar ao propano em muitos aspectos, mas tem uma chama de temperatura
maior. Um volume de propileno requer cerca de 2,6 volumes de oxigênio para se obter uma chama
neutra. O bico de corte é similar ao utilizado para o MPS.

Gasolina - A gasolina é usada como combustível utilizando-se maçarico de corte e bico de projeto
específico para este fim. A chama é altamente oxidante e, portanto apropriada apenas para
utilização em cortes. A chama de alta temperatura permite cortar aço com espessura de até 360
mm. A gasolina é armazenada num recipiente pressurizado no estado liquido, porém vaporiza no
bico do maçarico antes de entrar em combustão.

A Figura 28 mostra um resumo das principais características do oxicorte.

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Figura 28 - Oxicorte (Oxygen Cutting - OC)

r Maçarico de Corte

.-. JatO de Oxigênio

\1__.....---- 0. ••••• de ~aquecim ••nto

TIPO DE OPERAÇÃO: EQUIPAMENTOS:


Manual ou Automática Cilindros de Gases
Válvulas e Expansores, Maçaricos.

CARACTERíSTICAS: CONSUMíVEIS:
,"llIl
VELOCIDADE DE CORTE: 10 a 30m1h O)Ógênio ,,11
ESPESSURAS CORTADAS: 1 a 360 mm
POSIÇÕES: Todas Gás combustível
CUSTO DO EQUIPAMENTO: 0,2
(Soldagem com eletrodo revestido = 1)

APLlCAÇOES TfpICAS NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E PETROQuíMICA:

Corte e chanframento de chapas de aço carbono e de baixa liga. Tubos

VANTAGENS: LIMITAÇÕES:
o
O
- Baixo custo: - Limitados aos aços carbono e de baixa
- Portáteis. líga;
- Distorções da peça;

SEGURANÇA:

Queima acelerada devido ao enriquecimento de ~ na atmosfera

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10.3 - CORTE COM ELETRODO DE CARVÃO


É um processo de corte a arco em que os metais a serem cortados são fundidos pelo calor de um
arco entre o eletrodo e a peça. Um jato dearqolTlprimido remove O metal fundido. Normalmente é
um processo manual usado em todas as posições, mas pode ser também operado
automaticamente.

o processo pode ser usado em~ps e alguns metais não ferrosos. É comumente usado para
~oivagem de soldas, para reparos de defeitos de soldas e reparo ae rundidos. O processo requer
uma habilidade de corte relativamente alta. -,

Na goivagem de soldas é necessário proceder a uma limpeza posterior, para remoção do carbono
depositado. Normalmente, a limpeza por esmerilhamento é satisfatória.

A Figura 29 a seguir mostra as principais caracterlsticas do corte com eletrodo de carvão.

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Figura 29 - Corte com Eletrodo de Carvão (Air Carbon Arc Cutting - AAC)

An:o-EI6trico c:amprimido

TIPO DE OPERAÇÃO: EQUIPAMENTOS:


Retificador, Gerador, Transformador
Manual ou Automática Suprimento de Ar Comprimido
Porta-Eletrodo especial p/Jato de Ar

CARACTERíSTICAS: CONSUMíVEIS:

ESPESSURAs: ilimitada
POSiÇÕES: Todas - Betrodo de carvão revestido de cobre.
FAIXA DE CORRENTE: 80 a 16cxY'

APLlCAÇOES TíPICAS NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E PETROQuíMICA:

Goivagem em soldas de topo em tanques e vasos de pressão em aços carbono e aços de


baixa liga.
Remoção do c/ad de aço inoxidável de chapas c/adeadas. 'o
VANTAGENS: UMITAÇÕES:

- Corte rápido; - Corte impreciso;


- Usa os mesmos equipamentos da - Riscx>de Contaminações (Cu do
soldagem com eletrodo revestido e/etrodoJliquido expulso pelo ar, rico em
carbono).
- A operação requer limpeza Jogo a seguir.

SEGURANÇA:

- Emissão de radiações visíveis e ultravioleta

- Projeções em alta temperatura.

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10.4 - CORTE E PLASMA


O corte a plasma usa o calor de um arco de plasma (aproximadamente 14.000°C) para cortar
qualquer metal ferroso ou não-ferroso.

O processo de corte a plasma usa um arco constrito atirado entre um eletrodo resfriado a
água e a peça. O orifício que restringe o arco também é refrigerado a água. A corrente
utilizada é a corrente contínua, eletrodo negativo.
O arco eletro poderá ser também dotipo não-transferido.

A qualidade do corte a plasma é superior aos outros tipos de corte por meio de calor devido ao
jato de plasma a alta temperatura.

A Figura 30 mostra um resumo das principais características do corte a plasma.

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Figura 30 - Corte a Plasma (Plasma Are Cutting - PAC)

l-I

Bico Constrito

__ Bico do Gis de Proteçio

(+)

EQUIPAMENTOS:
TIPO DE OPERAÇÃO:
Fonte de energia: Retificador/Gerador
Manual ou Automática Água de refrigeração
Cilindros de Gases
Maçaricos
CARACTERíSTICAS: CONSUMíVEIS:

VELOCIDADE DE CORTE: de 10 a 450 ll'II1l


- Nitrogênio
ESPESSURAS: 6 a 150 mm
-Oxigênio
FAIXA DE CORRENTE: 70 a 1000A

APLlCAÇOES TfpICAS NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E PETROQuiMICA:

Corte de aços carbono, aços inoxidáveis e alumínio.

VANTAGENS: LIMITAÇÕES:

- Corta aços inOxidáveis e alumínio.

SEGURANÇA:

Prevenção contra: brilho do arco, salpicos, fumaças

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11- EQUIPAMENTO E TÉCNICAS DE PRÉ E PÓS-AQUECIMENTO E DE TRATAMENTO


TÉRMICO

11.1- FUNDAMENTOS DO PROCESSO


Com o intuito de esclarecer em que consistem o preaquecimento e tratamento térmico, daremos a
seguir algumas noções básicas sobre estes. Uma abordagem mais completa sobre suas vantagens
e desvantagens e seus objetivos deve ser procurada no MÓDULO - Metalurgia da Soldagem.

O preaquecimento consiste no aquecimento da junta numa etapa anterior a soldagem. Seu


principal objetivo é reduzir a velocidade de resfriamento da junta soldada. Em conseqüência,
diminui a tendência de formar martensita (em metais ferríticos). Além de reduzir o nível das
tensões de contração, o preaquecimento possibilita ao hidrogênio, quando presente, a difundir-se
para fora da solda (efeito secundário).

O pós-aquecimento consiste na manutenção da junta soldada, após a soldagem, a uma


temperatura acima da temperatura ambiente, por um período de tempo determinado. Seu objetivo
principal é aumentar a difusão do hidrogênio.

O tratamento térmico de alivio de tensões consiste em se aquecer uma peça ou equipamento a


uma temperatura determinada, durante certo período de tempo observando-se velocidades de
aquecimento e resfriamento convenientes. Tem por objetivo principal promover uma diminuição
das tensões residuais da peça ou equipamento .. Pode, também, promover o revenimento da
martensita, que algumas vezes resulta da operação de soldagem.

Para que o tratamento térmico de alívio de tensões alcance seus objetivos é necessário que:

• A taxa de aquecimento seja uniforme e controlada, para dar um baixo gradiente térmico,
permitindo a dispersão de calor no material e evitando a introdução de tensões residuais
devido a efeito térmico no material;
• A temperatura de tratamento (temperatura do patamar) seja controlada e oscile apenas
dentro de limites pré-determinados;
• O tempo de permanência na temperatura de tratamento seja controlado e· não seja
excedido em demasia;
• A taxa de resfriamento seja uniforme e controlada, pois o resfriamento não uniforme pode
gerar tensões residuais no material. A taxa de resfriamento alta tende 'a provocar trincas,

11.2- TÉCNICAS E EQUIPAMENTOS


Para se efetuar um tratamento térmico, um método que representa uma solução tecnicamente
perfeita é a utilização de um fomo. No entanto, freqüentemente, as dimensões das peças ou
equipamentos impedem sua entrada no fomo, e em outros casos impõe-se o tratamento de soldas
em elementos que fazem parte de grandes e extensas construções, tais como tubulações, torres
de destilação, vasos de pressão, etc. Nesses casos, e dependendo das normas e condições de
segurança, pode ser efetuado um tratamento térmico localizado.

Existem diversos métodos apropriados para a aplicação de aquecimento e tratamento térmico


localizados, tais como: .

,; Aquecimento por indução;


,; Aquecimento por resistência elétrica;
,; Aquecimento por chama.

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CONSULTORIA EM
CONTROl.E DA QUALIDADE MÓDULO 04 - PROCESSOS DE SOLDAGEM

Aquecimento por indução - A comparação com o funcionamento de um transformador é. O


melhor meio para ilustrar o aquecimento por indução. Aplicando-se uma tensão alternada ao
primário do transformador será induzido um fluxo magnético no núcleo, o qual por sua vez induzirá
uma tensão no secundário.

Figura 31 - Funcionamento do transformador

enrolamento
enrolamento
sei:lJndárill
primãrio

l~
AplicanckHe Vl. obtém-se V2

Transferindo-se este princípio para o aquecimento por indução (ver Figura 33) vê-se que o cabo
flexível, colocado na região da solda em várias espiras ao redor da peça, representa o enrolamento
primário. A camada superficial da peça, na região do enrolamento, representa tanto o núcleo como
o enrolamento secundário do transformador, Quando se aplica ao cabo uma tensão alternada de
freqüência apropriada, a parte da peça dentro da região do cabo se aquece, devido à contínua
inversão magnética e devido às correntes de Foucault induzidas.

A freqüência influi na profundidade de penetração de correntes induzidas, entretanto,


considerando-se que o tratamento térmico de aços é um processo demorado, a influência da
condução térmica no material é maior. As freqüências mais usadas são 60 e 400 Hz.

Vantagens:

./ São possíveis altas velocidades de aquecimento


./ Temperaturas podem ser controladas numa faixa estreita .
./ Um aquecimento localizado não é produzido .
./ As bobinas têm uma vida longa
./

Desvantagens:

./ O custo inicial é alto


,/ A fonte de energia é grande e menos portátil que outras fontes de aquecimento.

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CONTROl.E DA QUALIDADE MÓDULO 04- PROCESSOS DE SOLDAGEM

Figura 32- Aquecimento por lílduçio

----===.:;-;;;:- ~ -----

Aquecimento por Resistência Elétrica - O método de aquecimento por resistência elétrica


funciona com o uso de fios ou fios feitos de materiais que tenham uma resistência elétrica alta,
apoiados ou enrolados ao redor das regiões a serem tratadas e ligadas à fonte de energia elétrica.
Uma camada de isolamento cobre a superficie externa das resistências, a fim de se reduzir a perda
de calor por radiação. O aquecimento se realiza mediante a condução do calor produzido pelo fio
resistor, para o material cujas tensões devem ser aliviadas.

Vantagens:

./ Aquecimento contínuo e uniforme .


./ Aquecimento pode ser mantido durante a operação de soldagem .
./ Temperatura pode ser ajustada rapidamente .
./ Soldadores podem trabalhar com relativo conforto e não precisa parar para ajustar a
temperatura de preaquecimento.

Desvantagens:

./ Alguns elementos do método podem queimar-se durante um tratamento térmico,


interrompendo ou dificultando o tratamento .
./ Podem ocorrer aberturas de arco entre a resistência e a peça tratada.

A figura 33 mostra um esquema de tratamento térmico por aquecimento com resistência elétrica.

A figura 34 mostra um esquema de preaquecimento de tubulação através de aquecimento por


resistência elétrica.

Referência Bibliogrãfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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MÓDULO 04· PROCESSOS DE SOLDAGEM

Figura 33 - Esquema de tratamento Térmico por resistência Elétrica

Figura 34 - Esquema de Preaquecimento por Resistência Elétrica

'o
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;:)
!!)
Aquecimento por Chama· No aquecimento de soldas com uma Ou mais chamas (tochas), a ~
quantidade e a concentração de calor transferido cara a solda depende não apenas da quantidade
de combustível consumido e da eficiência da combustão, mas do ajuste da chama da distância e
entre a chama e a saída da manipulação da chama, e do controle da perda de calor para a
atmosfera. O aquecimento por chama é um método conveniente, eficiente e econômico de
e:)
tratamento térmico especialmente adequado para serviços no campo em peças relativamente ~
pequenas. Este método deve ser executado com cuidado e por operadores experientes ou sob
supervisão, porque se o aquecimento é aplicado inadequadamente pode-se perder a solda. ~
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Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009
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CONTROLE DA QUALIDADE MÓDULO 04 • PROCESSOS DE SOLDAGEM

A fonte de calor é produzida pela queima de um gás combustivel misturado com o ar ou oxigênio.

Vantagens;

,; Baixo custo.
,; Portátil.

Desvantagens:

,; Precisão e repetibilidade mínimas.


,; Distribuição de temperatura pouco uniforme.
,; Uma grande quantidade de operadores habilidosos é requerida.

A figura a seguir mostra uma instalação de tratamento térmico de aquecimento por chamas.

Figura 35 - Tratamento Térmico por anel de Gás

Aquecimento por material Exotérmico· A maioria dos tratamentos térmicos localizados de solda
emprega uma fonte de calor que pode ser controlada para se obter o ciclo térmico desejado. Estes
processos utilizam elementos que podem ser reutilizados, mas que requerem a atenção de um
operador durante o tratamento.

o sistema de aquecimento exotérico emprega uma fonte de aquecimento completamente


consumível, que não requer muita mão-de-obra na sua instalação, pois usualmente se gasta em
torno de 1 a 2 homens-hora.

o material exotérmico produz calor pela reação controlada de uma mistura química que desprende
calor em conseqOência da reação, que pode ser, por exemplo:

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Vantagens:

-/ Nenhum custo de equipamento.


-/ Nenhum operador requerido durante o tratamento térmico.
-/ Portátil.

Desvantagens:

-/ Não é aplicável para preaquecimento de todos os materiais.


-/ Uma vez iniciando o tratamento, térmico, não há nenhuma possibilidade de ajuste.

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CONTROLE DA QUALIDADE
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íNDICE PÁGINAS

CONSUMIVEIS DE SOLDAGEM 01/48

1- CONCEITOS (INTRODUÇÃO) 01/02


2- NOÇÓES SOBRE ESPECIFICAÇÓES DA AMERICAN WELDING SOCIETY - AWS 02/04
3- FAMILIARIZAÇÃO COM AS CLASSIFICAÇÓES AWS DE CONSUMlvEIS 04/42
4- AGRUPAMENTO DE MATERIAIS DEADIÇÃO (ELETRODOS, ARAMES, FLUXOS) 42/48

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CONSUMíVEIS DE SOLDAGENI
1. INTRODUÇÃO
O termo consumível de soldagem e definido como sendo todo e qualquer material utilizado para
deposi~ão ou ~eçã.o.de uma solda. Tais como:
Eletrodo reves I o, varetas; arames sólidos (eletrodos nus) e arames (eletrodos) tubulares, fluxos,
gases de proteção e anéis consumíveis.

A seleção dos consumíveis depende do processo de soldagem, que por sua vez é escolhido em
função de vários fatores entre os quais:
., C.A) <)\0 5J. <~ .
- Metal de base
Geometria e tipo de junta
Espessura de peça a ser soldada
Posição de soldagem
Tipo da fonte de energia
Produtivo
Habilidade do soldador, etc.

1.2 TIPOS DE CONSUMIVEIS DE SOLDAGEM EM FUNÇÃO DO PROCESSO DE SOLDAGEM


Os próximos sub-itens apresentarão os consumíveis de soldagem relativos ao processo de
soldagem em evidência.

1.2.1 Utilizados em Soldagem a Gás (processo de soldagem em que utiliza energia


termoquímica). {{ ~'v~f'tJl eJ}\ CD&

- Gases combustíveis - Acetileno, Propano, Butano, Gás Natural, entre outros;


- Gases comburentes - oxigênio, ar atmosférico (quase nunca usado);
- Varetas;
Fluxo (Fundentes).

1.2.2 Utilizados em soldagem a arco elétrico (processo de soldagem que utiliza energia
elétrica). r .I·~
'\-.l4(tl"
1.2.2.1 Arco elétrico entre eletrodo refratário (não consumível) e peça:
- Soldagem TIG (GTAW);

Nota: Este processo de soldagem foi inicialmente desenvolvido para usar gases do tipo inertes
(exemplo: argônio e Hélio) para proteger a poça de fusão e o arco elétrico da ação dos gases
encontrados no ar atmosférico. Por está razão, ele foi batizado de T. I. G. (tungsten Inert Gas). Mas
tarde houve a introdução dos gases ativos (C02 elou O2) nos gases inertes, juntamente com o
desenvolvimento de eletrodos de tungstênio ligados a óxidos de tória, cério, entre outros, este
processo passou a ser chamado de Gas tungstenArc Welding (GTAW).
Co~~ »'\ \\J0~
• Vareta, maciça ou f1uxada (GTAW Manual) e arame não energizado (GTAW
Mecanizado );
• Gases puros (Argônio, Hélio) e misturas gasosas (Argônio elou Hélio + CO2; Ar +
O2; Ar + CO2 + O2),

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CONTROtE DA QUAl.IOAOf.
MÓDULO 05 - CONSUMíVEIS DE SOlDAGEM

1.2.2.2 Arco elétrico entre eletrodo consumivele peça:


- Soldagem Manual com Eletrodo Revestido (SMAW)

• Eletrodo Revestido

1.2.2.3 Arco elétrico entre eletrodo consumível nu e peça:


- Soldagem a Arco Submerso (SAW)

• Eletrodos (nus e compostos) e Fluxo.

- Soldagem com Proteção Gasosa (GMAW) [MIG/MAG]

• Eletrodo (ou arame) sólido (nu) e arame tubular com núcleo metálico (metal-cored).
• Gases puros e misturas gasosas

- Soldagem com arame Tubular (F~AW) com ou sem Proteção Gasosa

• Com Proteção Gasosa


- Eletrodo (ou arame) tubular
- Gases puros e misturas gasosas (ver processo de soldagem
GMAW);
• Sem Proteção Gasosa (Autoprotegido)
~~ - Eletrodo (ou arame) tubular.
'\~~
2. NOÇÕES SOBRE ESPECIFICAÇÕES DA AMERICAM WELDING SOCIETY - AWS
Os metais de adição são agrupados em função da composição química do metal depositado ou do
consumível e do processo de soldagem.
~
Todos os consumíveis de soldagem existentes geralmente estão cobertos pela especificação AWS.
Importante informar que a AWS não prevê todos os tipos de metais de adição disponíveis, pois
alguns têm formulação recente e outros têm suas caracteristicas mantidas como segredo de
fabricação. A tabela 1 a seguir fornece exemplo de algumas especificações AWS.

O código ASME (American Society for Mechanical engineering), quando utiliza da especificação
AWS, ela emprega a abreviatura SF (do inglês, "Specification") antes do código de especificação
AWS.

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Tabela 1 - Exemplo de Especificação ASME/AWS

DESIGNAÇAO:
ASME Seção 11 ESPECIFICAÇÃO PARA:
Parte C -AWS-
Eletrodos de Aço ao carbono para Soldagem Manual a Arco co Eletrodo
SFAJA-5.1
t<- Revestido (SMAW)
~~ ~ SFAJA-5.2 Varetas de Aços ao Carbono e Baixa Liga para Soldagem Oxi-Gás (OFW)
:'J Eletrodos de aço Inoxidável para Soldagem Manual a Arco com Eletrodo
\kl P' ~ SFAJA-5.4
revestido (SMAW)

-
( SFAJA-5.5
SFAJA-5.9
SFAJA-5.12
Eletrodos de aço Baixa Liga para Soldagem Manual e Arco com eletrodo
Revestido (SMAW)
Eletrodos Nus e Varetas de aco Inoxidável para soldaqern
Eletrodos de tunastênio e suas Ligas para SOldagem e Corte a Arco
Eletrodos de aço ao Carbono e Fluxo para Soldagem a Arco Submerso
SFAJA-5.17
(SAW)
Eletrodos de aço ao carbono para Soldagem a Arco com Gás de
SFAJA-5.18
Proteção (GMAW)
Metais de Adição de aços ao Carbono para Soldagem a Arco com arame
SFAJA-5.20
Tubular (FCAW)
Eletrodos de aço Inoxidável para Soldagem a Arco com Arame Tubular
SFAJA-5.22 (FCAW) e Varetas com Núcleo Fluxado de aços Inoxidáveis (Tubulares)
para Soldagem TIG (GTAW)
Eletrodos de Aço Baixa-Liga e Fluxos para Soldaqern Eletroescória
SFAJA-5.23
(ESW)
Eletrodos de Aços ao Carbono e Baixa-Liga para Soldagem Eletro-Gás
SFAJA5.25
(EGW)
Eletrodos e Varetas de Aço Baixa-Liga para Soldagem a Arco com Gás
SFAJA-5.28
de Proteção (GMAW)
Eletrodos de Aço Baixa-Liga para Soldagem a Arco com arame Tubular
SFAJA-5.29
(FCAW) . -

Nota: Quanto à aceitação dos gases de proteção, o que se exige dos mesmos é que atendam a
critérios de pureza previamente estabelecidos no procedimento de soldagem.

2.1 - DIFERENÇA ENTRE AS "ESPECIFICAÇÃO" E "CLASSIFICAÇÃO"


A especificação indica os requisitos para consumíveis de acordo com seu emprego.

Para enquadrarem-se numa especificação AWS, os consumíveis devem atender a requisitos


e pecíficos, tais como:

- Propriedades mecânicas do metal depositado (ensaio de tração, de dobramento e de


impacto).
- Composição química do metal depositado.
- Sanidade do metal depositado, verificada por meio de exame radiográfico.

A especificação AWS estabelece as condições de testes para os consumíveis a serem realizados


pelo fabricante, a fim de verificar se a solda produzida apresenta as propriedades mecânicas
mínimas exigidas.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

3
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J
'~

'~

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I~
CONSUl TORIA - TREINAMENTO - INSPEÇÃO
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CONSULTORIA EM
CURSO INSPETOR DE SOlDAGEM NíVEL 1 !)
CONTROLE DA QUAl.lDADF.
MÓDULO 05 - CONSUMíVEIS DE SOlDAGEM
I:)
Desta forma, a especificação além de classificar os consumíveis, determina que os mesmos
I.)
atendam requisitos de:
O
Fabricação; 1)
- Critérios de aceitação;
1)
- Composição química do metal depositado;
- Propriedades mecânicas do material depositado; 1)
Embalagem;
'1)
- Identificação;
- Garantia, etc. 1)
"
Por outro lado, a classificação AWS refere-se a um consumível e a respeito do mesmoJorneç.em,
em valores aproximados, algum'as de"'súãSÍ>ropriedades-'''mecânicas (limite "de resistência, j)
impacto). Como também sua composição química e particularidades relativas ao revestimento, ou
seja, fornecendo ao consumível uma designação lógica, que permita identificá-lo mais facilmente e 'j)
suas características principais, '~:)
Portanto, a diferença entre especificações e classificação é: I:)
()
A ESPECIFICAÇÃO AWS - determinam de maneira exata as características de um
consumível e da garantias sobre suas propriedades. 3
Enquanto que: 3
A CLASSIFICAÇÃO AWS - apresenta uma maneira lógica de designar um consumível. ,:)

3. FAMILIARIZAÇÃO COM AS CLASSIFICAÇÕES AWS DE CONSUMíVEIS ,:)


as especificações AWS, os consumíveis são designados por um conjunto de algarismos e letras
om um dos seguintes prefixos: O
E - eletrodo para soldagem a arco elétrico; O
R - vareta para soldagem a gás; :)
B - metal de adição para brasagem;
F - fluxo para arco submerso; e
ER - indica a possibilidade deaplicação com eletrodo nu (arame) ou vareta.
I '3
A seguir, serão dados exemplos de critérios e sistemas de classificação dos consumíveis que "
foram listados na tabela 1.
O
3.1 CLASSIFICAÇÃO
AWS A5.32-97
DOS GASES DE PROTEÇÃO DE ACORDO COM AS ESPECIFICAÇÕES e
~
3.1.1 Generalidades C)
Na seleção de gases de proteção adequados para soldagem de determinados materiais, os
seguintes fatores devem ser considerados: Composição química, espessura do material de base, e
posição de soldagem e tipo de corrente. t)
Os gases de proteção são de dois tipos: Inertes e reativos. e
,t)
~

'.
Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev, 2009 tt
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CONTROLE DA QUALIOAD"f
MÓDULO 05 - cO~SUMíVEIS DE SOLDAGEM

3.1.1.1 Potencial de Ionização (P.I.) dos Gases déProteção para a Soldagem


A tabela 2 a seguir apresenta os valores de potencial de ionização (volts) dos gases de proteção
mais empregados na soldagem de materiais metálicos.

o Potencial de Ionização é a tensão que um determinado gás necessita para ser ionizado no
interior do arco elétrico. Quanto maior for este potencial, mais difícil éa abertura do arco elétrico,
como também mais difícil a sua manutenção. '

Comparando os potenciais de ionização do Hélio e do argônio, constata-se que o P.I do Hélio é


aproximadamente, 1,5 vezes maior do que o do argônio.
'ji
Tabela 2 - Potencial de Ionização gases para a Soldagem

Potencial de
Gis
Ionização (V)
Hélio 24,58
Argônio 15,75
CO2 14,40
Nitrogênio 15,50
Hidrogênio 15,60
O2 12,50

3.1.2 Gases Inertes


São aqueles que não reagem com o metal líquido 9-ª. poça de fusão. Os mais utilizados são:

..
Argônio e Hélio_ -

Argônio - O argônio (símbolo químico Ar), inert atôm'co esado, com peso
ico i a 40 a roximadamente 1,4 vezes mais pesado que o__ar), Pode ser usa o sozinho
ou combinado com outro gás. O Ar po e ser usado na soldagern de metais f~ e nãp ferrosos ...
(alumínio, cobre, níquel, magnésio e suas ligas. O baixo potençial de ionização (15,75 e V) requer
baixas tensões do arco elétrico o que favorece a abertura e estabilidade do arco. Esse gás é obtido
da atmosfera pela liquefação do ar e purificado até o estagio de 99,995% (grau solda).

O argônio é muito utilizado na soldagem dEUDaterialde fina e media espessura~ principalmente na


soldagem do alumínio, cobre, magnésio e suas ligas. Em metais ferrosos, o argônio, no estado
puro deve ser evitado devido à baixa fluidez da poça de fusão. Para superar essa dificuldade deve-
se adicionar um gás ativo como, por exemplo, o oxigênio elou CO2 (dióxido de carbono) que, além
de proporcionar uma maior fluidez a poça de fusão produz um cordão de solda com melhor
acabamento visual e também melhoram a condutloüldade- elétrica do arco elétrico, aumentando
sua estabilidade elétrica. Poe estas razões o Processo MIG não é recomendado na soldaaem ~
aços.

O . de i . nio im Iic n ix . .. de térmica deste ás, o


que faz com que o Argônio produza um cordão de solda de baixa penetração em suas or as e
uma boa penetração na direção da coluna do arco. Baixa condutividade térmica do gás requer uma
menor tensão do arco, o que faz com que o arco seja aberto mais rapidamente e que seja mantido
aberto com uma boa estabilidade.

As misturas de Ar + CO2, Ar + O2 e Ar + CO2 + O2 mais utilizadas foram desenvolvidas em função


de testes em diferentes tipos de materiais, estando hoje definidas conforme tabela a seguir.

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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Tabela 3 - composição da mistura de Ar + CO2,Ar + O2 e Ar + CO2 + O2 usuais em função dos


metais de base.

Ar (%) CO2(%) O2(%) Metal de Base


Aço ao carbono
98 - 2 Aço baixo carbono de alta resistência
Aco Inoxidável
Aço ao carbono
95 - 5 Aço baixo carbono de alta resistência
Aço Inoxidável, classe 300
Aço ao carbono
90 10 - Aço baixo carbono de alta resistência

Aço ao carbono
88 9 3
Aço ao carbono
75 25 - Aço baixo carbono

o argônio misturado ao CO2 proporciona maior estabilidade do arco, sendo muito utilizado na
soldagem MAG de aço carbono. O CO2 é misturado ao argônio em porcentagens variáveis de 8 a
25%, melhorando sensivelmente as propriedades mecânicas da junta soldada. A mistura 75% de
Ar + 25% de CO2 é empregada no processo arame tubular, pois proporciona excepcional
estabilidade do arco e acelera a solidificação da poça de fusão.

Hélio - O Hélio (símbolo químico He) é um gás inerte monoatômico muito leve, tendo peso igual a
5. Ele é 0,14 vezes a densidade do ar. Este gás é usado quando se necessita de grandes yalores_
Possui uma excelente condutividade térmica e o seu potenclaljíe jonjzacao é o mais elevado entre.
todos os gases de pr.Q1eçãQ usados na.soldagem. Devido a isto o Hélio exige uma tensão no arco
-mais eleyada do que o Argônio, para o mêSrnOéomprimento de arco e intensidade de corrente,
o
favorecendo, portanto a utilização de maiores velocidades de soldagem. A çl~tagem do He
está em apresentar um alto potencial de ionização é que esta característica dificulta a abertura do
arco elétrico. --....;...--

Pelo fato do He ser bem mais leve do que o ar atmosférico exige que sua vazão seja de
aproximadamente 2 a 3 vezes maior do que a do Ar para fornecer a mesma proteção. Também por
está característica o He é indicado na soldagem d~untas na
posição sobre-cabeça. Apesar de alta
condutibilidade térmica gerada pelo He, o cordão de solda produzido não apresenta grandes
penetrações, como os produzidos pelo Ar e CO2• Os cordões produzidos pelo He apresentam uma
baixa relação: largura/profundidade. Os altos valores de aporte térmico gerado pelo He ajuda
produzir soldas com uma penetração "arredondada" e reforços com baixa dimensão.

O Helio pode ser usado sozinho como gás de proteção, porem, na pratica, ele estará sempre
sendo usado em combinação com Ar. Atualmente já existem misturas gasosas formadas por He e
CO2.

Esse gás é obtido a partir do gás natural e purificado até 99,99% da pureza. Tem como vantagem
o maior rendimento, porem, seu uso é limitado a soldagens que utilizem@orrente contir1ú~Este
gás quando utilizado sozinho, produz uma transferência metálica do tipo gloDOlàr. Dévli:lo a seu
maior custo em relação ao Argônio, o gás Hélio é mais empregado apenas quando suas
caracteristicas físicas se fazem necessárias, ou seja, na soldagem de metais que possuem alta

--------------- -
condutibilidade térmica, como o alumínio e suas ligas e o cobre e suas ligas.

Referência Bibliográfica
.
FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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MÓDULO 05 - cO~,~uMivEIS DE SOlDAGEM
,I ,
3.1.3 Gases reativos
Os gases reativos são aqueles que reagem com o metal liquido da poça de fusão, podendo alterar
as propriedades mecânicas do metal depositado. Os gases reativos podem ser de dois tipos. São
eles: Ativos e Redutores

3:1.3'.1 Gás Ativo


-
CO2 (Gás Carbônico) - O Qás Ativo mais empregad~agem é o Gás CarbQoico (símbolo
químico CO2), que além de poder ser utilizado sozinho para a proteção da poça de fusão, pode
também ser utilizada com o Ar (soldagem dos aços carbono e baixa liga) e o He (soldagem dos
aços inoxidáveis série 300). O CO2 é um gás barato e por isso é o gás de,proteção mais usado no
Brasil. -

o CO2 não é um gás ativo à temperatura ambiente'. Quando este gás passa pelo arco elétrico
(quando a temperatura se encontra acima de 3000'e), 0,C02 se dissocia no interior do arco sob a
forma de CO (monóxido de carbono) ~ ,oxigêOio atõmicQ. O oxigênio em seu estado livre irá
produzir uma ação oxidante (ou ativa) no interior do arco elétrico. Devido a esta atmosfera
altamente oxidante, o metal líquido (poça de fusão) tende a se oxidar, gerando FeO (óxido de
ferro), que irá se direcionar para escória.

Fe + O -+ FeO (1)

Após esta reação de oxidação (1), o carbono (C) encontrado na poça de fusão irá reagir com o
oxigênio encontrado no FeO, pois o C é mais ávido pelo oxigênio do que o ferro (Fe). Tem-se a
seguinte reação química:

C + FeO -+ Fe + CO (gás) i (2)

,..I-:~P Como a solidificação do metal líquido ocorre em uma velocidade muito elevada, isto faz com que o

o
I
ciV
.y51 (.r CO fique retido no interior do cordão de solda sob a forma de poro.§...Alem desse problema, a
reação entre o C e o FeO irá diminuir a quantidade de carbono no metal de solda, o que contribuirá
para diminuir a resistência mecânica da junta soldada.Com o objetivo de eliminar (ou diminuir ao
máximo) estes problemas, ou seja, a produção de poros e a diminuição do teor de C, faz-se
necessário a adição de elementos desoxidantes na composição química do consumível de
soldagem, tais como: Mn e Si, que reagem com o FeO através das seguintes reações:

Si + 2FeO -+ 2Fe + Si02 (3)

Mn + FeO -+ Fe + MnO (4)

Desta forma, a quantidade de CO produzido na reação (1) será muito menor, quanto da presença
dos elementos Mn e Si. Elementos como alumínio (AI), titânio (TI) e zlrcônío (Zr) também podem
ser introduzidos na composição do consumível na função de "desoxidantes".

A maior desvantagem do uso do CO2 é a tendência em produzir um arco instável eletricamente,


podendo gerar, desta forma, uma grande quantidade de respingos.

O2 (oxigênio) - O oxigênio também é um gás ativo, mas nunca é utilizado sozinho. Este
geralmente é combinado com o Argônio (mistura binária: Ar + O2) ou com o Argônio mais CO2
(mistura ternária: Ar + CO2 + O2),

Referência Bibliogrãfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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3.1.3.2 Gás Redutor ~6\S -- o


o Hidrogênio (símbolo químico H2) é u gás reduto ou seja, reduz os óxidos metálicos ao seu
estado puro. O hidrogênio pode ser adiciona o ao Ar ou He em quantidades que pode variar de 1 a
35% objetivando aumentar a temperatura do arco e produzir uma atmosfera levemente redutora, É I~

comum na Europa a utilização de adições de até 15% H2 na soldagem do níquel pelo processo
GTAW, mas o risco desta quantidade produzir poros no metal de solda é muito grande. -
A explicação para o aumento da temperatura do arco, quando da utilização do H2' é a seguinte: o
hidrogênio (em sua forma molecular - H2), ao passar pelo arco elétrico a elevadas temperaturas,
se dissocia tornando-se hidrogênio atômico Ho; no momento em que estes atingem as regiões
mais frias do arco (próximo ao metal de base), os hidrogênios atômicos reagem entre si, formando
novamente o hidrogênio molecular (H2), reação essa que é acompanhada de uma grande liberação
de energia (reação exotérmica).

3.1.4 Comparação entre Argônio e CO2, quando utilizados isoladamente


A tabela a seguir representa a influencia dos gases Argônio e CO2 nas variáveis de soldagem,
como também em algumas características do cordão de solda.

Tabela 4 - Influência dos gases Argônio e CO2 nas variáveis de soldagem e características
do cordão de solda.
TIPOS DE GAS
VARIÁVEIS E CARACTERíSTICAS Argônio CO2
Potencial de ionização Maior Menor
Comprimento do arco (função de tensão do arco) Maior Menor
Perdas de temperatura do arco por radiação Maiores Menores
Temperatura da poça de fusão Menor Maior
Penetração do cordão de solda -- Menor Maior
Seção transversal do arco elétrico Menor Maior
Largura do cordão Menor Maior
Altura do cordão Maior Menor
Acabamento do cordão de solda Melhor Pior
Estabilidade do arco Maior Menor
Dureza do cordão de solda
Temperatura do metal líquido na poça de fusão
Maior
Menor
Menor
Maior
o
.. . ' " .
Nota: As misturas utilizando arqoruo e CO2 têm InfluenCia interrnediária.

3.1.5 Profundidade de Fusão dos Cordões de Solda em função do Gás ou Mistura Gasosa
usada na soldagem
A profundidade da fusão (ou "penetração") dos cordões de solda é função das variáveis de
soldagem, a saber: intensidade da corrente elétrica, tensão do arco, velocidade de soldagem, e
nos processos onde se usa gases de proteção, é função também do tipo de gás (ou mistura
gasosa) empregado na soldagem.

Figura 1: comparação das penetrações dos cordões de solda em função do gás de Proteção

,/' -
,//~.,-,-
."

ARGONIO ARGONIO-HÉLIO HÉLIO CO,

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

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Chama-se a atenção para a profundidade de fusão produzida pelo gás Ar em relação aos demais
gases. Apesar do mesmo possuir um/ baixo potencial de ionização. como também uma baixa
condutividade térmica, o ar produz em cordão com uma profundidade maior do que a do Hélio. A
maior diferença entre esses dois gases é que o ar produz uma penetração chamada de "Finger
Point" (ponta de dedo), ou seja, a penetração ocorre principalmente na direção do prolongamento
do consumível. Nas laterais do arco, a penetração é pequena, O mesmojá não ocorre com o He, o
cordão de solda produzido por ele possui uma penetração aproximadamente' homogênea,
diminuindo um pouco nas extremidades do arco. Dentre os g13sesapresentados, o CO2 .~. P gás
que produz a maior penetração.

3.1.6 Classificação -
dos Gases de Proteção
-

3.1.6.1 Critérios de Classificação


Os gases de proteção empregados na soldagem são classificados em função de composições
químicas.

Nota:
1. Os gases de proteção, integrantes da especificação I AWS A5.32,. contendo já uma
classificação definida, estes não poderão ter uma - segunda éiassificação nessa
Especificação.
2. Os gases classificados nesta especificação são designados ef'ra ser usado comg gás de •
rote ão na solda e a arco elétrico, porem, eles não estão proibidos de serem
empregados em qualquer ou r ocesso (corte, tratamento térmico, etc.), no qual possa
ser aplicáveis.

A tabela 5 apresenta os gases de proteção mais empregados na soldagem a arco elétrico sob
proteção gasosa, com seus respectivos; grau de pureza, umidade máxima, ponta de orvalho.

Tabela 5 - Gases de Proteção e suas caracteristicas.

Ponto de
Umidade
Classificação Estado do Pureza Orvalho
Gás máxima
AWS Produto mínima (0/0) Max. a 760
(ppm)
mmHg (CC)
Argônio SG-A Gás 99,997 105 - 60
Liquido 99,997 10,5 - 60
Dióxido de SG-C Gás 99,8 32 - 51
Carbono (C02) Liauido 99,8 32 - 51
Hélio SG-He Gás 99,995 15 - 57
uouído 99,995 15 - 57
Hidrogênio SG-H Gás 99,95, ,c 32 - 51
liQuido 99,95 32 - 51
Nitrogênio SG-N <'~
Gás 99,9 32 - 51
Liàuldo ' ~ 99'9 4 " 68
Oxigênio SG-O Gás 99,5 Não aplicável - 48
Liquido 99,5 Não aplicável - 63

Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fav. 2009

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3.1.6.2 Sistema de Classificação., ~ (,I)' \O J J' O
R-:--. ~ ,. 'r' .
i - Gás (Simples)
/,,:'r' /" f\ ;;O..Jir\fl'f\ ' I:)
SG _ 8 ---,.. ,/<:'>
Onde:

""""" SG ~ Essas letras significam "Gás de Proteção";


B ~ Esta representa, logo após o hífen, o gás principal da mistura gasosa.

ii - Mistura Gasosa
SG - BXYZ - % 1% 1%
Onde:

SG ~ Essas letras significam "Gás de Proteção";

B ~ Esta representa, logo após o hífen, o gás principal da mistura gasosa.


,~_ , -.<iL -'. ~. r -o
~ ~"p -3 "" t-'~~J'lo .
(- tI •••~~.'" \ 9-A-
XYZ ~ Estas letras representam os gases, em menor quantidade, que fazem parte da
mistura gasosa. A colocação de cada gás na seqüência (XYZ) está relacionada
com a quantidade de cada um, em uma ordem decrescente.

% /% /% ~ Estes caracteres representam a percentagem, em ordem decrescente, dos gases que


fazem parte mistura gasosa, que possuem as menores quantidades. Uma barra é
usada para separar o percentual de cada gás.

A percentagem relativa ao gás principal da mistura será a diferença entre 100% e o somatório dos
gases secundários participantes da mistura.

Exemplo:

SG-AC-25

A tabela 6 apresenta exemplos de funcionamento do sistema de classificação para gases de


proteção funciona.

Tabela 6 - Exemplos de funcionamento do Sistema de Classificação dos gases de Proteção.

Classificação Mistura Gasosas Gás


AWS Típicas
SG-AC-25 75/25 Arqônlo +
Dióxido de carbono
SG-AO-2 98/2 Argônio +
Oxigênio
SG-Ahe-10 90/10 Argônio +
Helio
SG-AH-5 95/5 Argônio +
Hidrogênio
SG-HeA-25 75/25 Helio + Argônio
SG-HeAC-7,5/2,5 90/7,5/2,5 Helio + Argônio + CO2
SG-ACO-8/2 90/8/2 Argônio + CO2 + O2
SG-A-G Especial Argônio + Mistura

Nota: Os gases participantes da mistura gasosa, não sendo o gás principal da mistura, seu
percentagem devem ter uma tolerância de ± 10%.

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Exemplo:

SG-AC-25

Mistura: Argônio - 75% I CO2 - 25


q 10% de 25% 2,5% =
Conclusão: O teor de CO2 na mistura deve ser encontrar entre 22,5% e 27,5%.
~Prfa..\I'\v.RerA.....
Iii - Mistura Gasosa Especial MI~V'l-Qo
SG-B-Gv-
Onde:

SG ~ Essas letras significam "Gás de Proteção".


B ~ Esta letra representa, logo após o hífen, o gás principal da mistura gasosa.
G ~ Esta letra (quando colocada após o gás principal) significa que a mistura gasosa é
especial; o gás base deve ser identificado. Os gases menores não precisam ser
identificados, desde que seja um dos gases listados na tabela 5.
~,.~<I,i:)<;'~ J

Exemplo: ;J...»~ ~I"''''.,J &-t.';.,s.So.-(}!:,~


SG-H-G _ t"-,,,;(<l1lA

Obs.: Os outros gases que fazem parte desta mistura são: C02e O2,

Quando a mistura gasosa for composta por algum gás não listado na tabela 5, o Sistema de
Classificação da mistura será:

SG-BX-G (X = Gás especifico)


Onde:

SG ~ Essas letras significam "Gás de Proteção".


B ~ Esta letra representa, logo após o hífen, o gás principal da mistura gasosa.
X ~ Esta letra representa um gás que não estão listados na tabela 5. O gás representado pelo
"X" deve aparecer entre parêntesis. Exemplo: kriptônio, Neônio, Xenônio, etc.

Exemplo:
SG-AX-G (X = Kriptônio)
A percentagem de cada gás na mistura gasosa deve estar de acordo entre o comprador e o
fornecedor.

3.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS AO CARBONO PARA SOlDAGEM


MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO, DE ACORDO COM AS ESPECIFiCAÇÕES
AWS A5.1-91
3.2.1 Generalidades
Antes de iniciar a analise das especificações AWS A5.1! serão apresentadas algumas informações
técnicas a respeito dos eletrodos revestidos, por exemplo, como são fabricados, a função e os
diferentes tipos de revestimento.

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3.2.1.1 Breve descrição sobre a fabricação de eletrodos revestidos


É importante observar que o eJ.lllI:Q.ç1o.revestido é composto de duas partes: uma metálica
(chamada de "alma") e outra na forma de massa (chamada de-"revestimento"). Tanto na soldagem
de aços de carboDo, quanto na soldagem de aços de baixa-liga •... a composição química da alma é
comum para ambos os materiais, ou seja, aço contendo baixo teor de carQQnQ.
No caso da soldaaem de-SiÇOSinoxidáveis é possível também o emprego deste tipo de alma,
quando são denominados de "eletrodos sintéticos". A alma do eletrodo revestido pode ser feita por
um aço do tipo efervescentEU!I!?joriª.das vezes) ou do tipo "acalmado".

No revestimento, estão contidos os elementos destinados .a. Bstabilização_..d.o-.aJ:Q9, a,X5ío


. desoxidante da poça de fusão, formação de escória que podem modificar a resistência mecânica,
jiíJctiliElaEle9"lenãlcldãde do metalde solda. --.q--
A expansão dos gases contidos no aço erervescente da alma, mais outros elementos que integram
o revestimento do eletrodo, favorecem a transferência do metal durante a fusão, sobretudo na
posição sobre-cabeça e vertical.

Para a fabricação dos eletrodos, primeiro misturam-se os diferentes elementos que compõe o
revestimento. A seguir, de acordo com o tipo de eletrodo que se deseja elaborar, se agrega o
aglomerante que pode ser silicato de sódio (Na) ou siJicato de potássio (K). Constituída a
massa e remetida para as prensas de extrusão onde o revestimento é prensado em torno da alma
metálica, tem-se o eletrodo revestido. Após aestaetapa, procede-se a secagem a temperaturas
que variam de acordo com o tipo de revestimento.

3.2.1.2 Funções do revestimento


Os revestimentos são constituídos de produtos bastante complexos, combinados em proporções
adequadas, que exercem, durante a soldagem, inúmeras funções. De uma maneira geral, podem-
se classificar as funções do revestimento em três grupos: Elétrica, Mecânica, e metalúrgic~

1- Função elétrica
O revestimento é mau condutor de eletricidade, ele isola a alma do eletrodo e evita aberturas de
arcos laterais. O revestimento contém silicato de sódio (Na) ou silicato de potássio (K). Que
ionizam a atmosfera do arco elétrico, facilitando a abertura e estabilidade do arco elétrico, tanto em
corrente continua como alternada. Estes silicatos também atuam como aglomerantes do o
revestimento.

2- Função física e Mecânica


Formação de fumos mais densos que o ar para proteger tanto o metal em transferência durante a
soldagem como o banho de metal fundido, da confaminação pelo hidrogênio (H2), nitrogênio (N2) e
oxigênio (02) encontrados no ar atmosférico. Os fumos contribuem também na transferência
metálica nas posições de soldagem desfavorecidas pelo efeito da gravidade. A escória líquida
produzida pelo revestimento flutua sobre a poça de fusão, separando está do contato com
atmosfera também durante a solidificação e o resfriamento da solda. O peso da escória molda a
poça de fusão, proporcionando cordões lisos, regulares e de boa aparência. A escória líquida age
sobre o valor da tensão superficial do metal fundido, melhorando a estética nos trabalhos fora da
posição plana.

3- Função metalúrgica
Introduz elementos químicos que refinar a estrutura do metal depositado retirando as impurezas,
em forma de escórias, provenientes do metal de base e do próprio metal de adiçaO,'assim como os
óxidos originados durante a operação de soldagem. Prover de elementos de liga o metal, com o
objetivo de manter a composição química desejada. -----.---- .. ----

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A tabela 7 apresenta varias substancias encontradas no revestimento do eletrodo revestido.

Tabela 7 - Tipos de substâncias encontradas no revestimento.

Componentes Fórmula
Celulose (Hidrocarbonetos) C6H100!i
Arqarnassa
Talco
Oxido de Titânio Ti02
Oxido de Ferro Fe203, Fe304
Carbonato de cálcio CaCO~
Dolomita CaCO~ + MÇJCO~
Fluorita CaF2
Ferro-Manganês Fe-Mn
Ferro-Silício Fe-Si
Oxido de Manganês MnO
Sílica (quartzo) Si02
,
Silicato de Potássio K2SiO~
Silicato de sódío Na2Si03

3.1.1.3 - Tipos de Revestimento


Em função da constituição química do revestimento, podem-se distinguir os seguintes tipos de
eletrodos revestidos: ãcido, celulósico, rutílico e bãsico.

a) Revestimento ãcido
Este revestimento é constituído, principalmente, por óxido .deferro (Fe2 03 - Hematita), elementos
escorificantes à base de sílica (Si02) na forma de caulim, feldspato e quartzo e ferros-ligas. Pode
conter pó de ferro no revestimento, o que contribui para o que aumenta o rendimento do eletrodo.
É de fácil manuseia. principalmente 0as PQsiçôe5"plana Ül!nta de topo e solda em ângulo) como
também na posição horizontal (solda em ângulo). Produz um a escória volumosa, de fãcil.remoçãO
e porosa em seu interior. O deposito com este eletrodo tem boas propriedades mecânicas. sem.pre

-
que utilizado em aços de boa qualidade, do contrario são suscetíveis a formar trincas.

b) Revestimento celulósico
Este tipo de revestimento é constituído de matérias orgânicas, sobretudo a celulose (C6 H10 05),
[composto mais importante, usualmente excedendo 30% do peso total do revestimento], dióxido de
titânio, escorificantes a base de sílica, entre outros.' Visto que o volume de escória liquida é
pequeno, isto produz uma escória sólida fina. Como também possibilita o uso deste eletrodo na
posição vertical descendente. A remoção desta escória é relativamente fáciLVantagens deste tipo
de revestimento: produz um cordão de solda com uma grande penetração e confere ao eletrodo
boa facilidade de uso. Dadas as caracteristicas apresentadas o eletrodo com revestimento
celulósico é o preferido na soldagem de oleodutos e gasodutos. Desvantagem: introd"z Qrand~
quantidade de hidrogênio no metal de solda, limitando a aplicação desses eletrodos somente aos
aços doces. As correntes máximas recomendadas para eletrodos celulósicos são inferiores às dos
outros hpos, devido à queima precoce da celulose e a elevada perda por salpicos que ocorreriam
nas altas intensidades de corrente.

c) Revestimento rutílico
O constituinte mais importante na composição deste revestimento é o dióxido de titânio (Ti02),
conhecido como "rutilo".

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I:.)

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Há também em sua composição ferros-ligas e escorificantes a base de sílica. Duas das principais
características deste material são: facilitar a abertura do arco elétrico, como também manter o arco
estável durante a transferência metálica seja em corrente alternada ou continua.

Este tipo de revestimento é indicado na união de componeotes .wJLê1?I~$entam problemas de


montagem ou seja, fornece boas condiçõ~s em. "nir componentes gue tenhàn,9!cIl:!@Sabei1ürãs -
-de raiz.•A penetração do arco é relativamente baixa, o que pode acarretar em Ita de penetração
nas soldas em ânÇlulo; o que torna este revestimento ideal na soldagem de chapas finas. ro uz
-cordoes desolda êOm ótima aEarência sendo por isso indica.d.Q...Q.ara_p~sses._d~ acabamentQ.. O
mesmo é de fácil manuseio, podendo ser utilizado em todas as posições. À sua escória não
apresenta resistência ao destacamento, principalmente os eletrodos de classe AWS E7014, cuja
escória pode ser auto-destacável. Este revestimento apresenta muita semelhança com os ácidos
nas caracteristicas de emprego e na s propriedades mecânicas. Os eletrodos rutílicos se destinam
_à soldagem de aços doces.L...devendoser consideradas as limitações anteriormente mencionadas.
São especialmente indicados para soldagem em ângulo posição horizontal, com um só passe, em
altas intensidades de correntes e altas velocidades, devido ao seu fácil manuseio e habilidade em
cobrir frestas provenientes de má preparação de juntas.

d) Revestimento básico
Os principais componentes deste tipo de revestimento são: carbonato de cálcio (CaC03) e fluorita
(CaF2), estes representam, aproximadamente 80% do peso do revestimento. Fazem parte também
da composição do revestimento elementos desoxidantes e dessulfirizantes, sob a forma de ferro-
ligas (Fe-Mn, Fe-Si), que têm a função de diminuir drasticamente o teor de impurezas do metal de
solda. Uma substancia que também pode participar desse revestimento é a Dolomita (CaC03 +
MgC03. Outra característica deste revestimento é a produção de cordões de solda com baixíssimo
teor de hidrogênio. Dada as características anteriormente mencionadas, os cordões de solda
obtidos com este revestimento apresentam excelentes propriedades mecânicas (tenacidades -
resistência ao impacto), tornando-o o mais indicado na soldagem de aços de alta resistência e de
grãos finos. Por serem altamente higroscópicos, ou seja, absorve com facilidade a umidade do
ambiente, estes eletrodos devem ser conservados em ambientes secos e ressecados antes de
serem utilizados. A soldagem é executada em qualquer posição de soldagem e o tipo de corrente
preferencial para este revestimento é a corrente preferencial para este revestimento é a corrente
contínua polaridade inversa (eletrodo ligado ao pólo positivo). Por apresentarem forma de
transferência metálica globular, requerem mão-de-obra perfeitamente treinada e qualificada.

3.2.2 Critérios de Classificação


Os eletrodos cobertos pela especificação AWS A5.1 são classificados tendo como base:

1° - Tipo de corrente
2° - Tipo de revestimento
3° - Posição de soldagem; e
4° - Propriedades mecânicas do metal depositado na condição "como soldado" ou
"envelhecido" *.

* "Envelhecimento" é uma operação quando se faz necessária a retirada do hidrogênio difusível


encontrado no interior da junta recém soldada.

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3.2.3 Sistemas de Classificação


A classificação genética de um eletrodo tem a seguinte forma:

E XXXX
1
1
-r 2
1 1••
Onde:

Dígito 1: A letra E Indica se tratar de um eletrodo;

Dígito 2: Estes dígitos em números de dois ou três, indicam o limite de resistência á tração mínima
=
do metal de solda em "ksi" (1 ksi 1.000psi) alguns exemplos podem ser vistos na tabela abaixo.

Tabela 8 - Exemplo de representação do Dígito 2 na codificação para classificação AWS.

ELETRODO LIMITE DE RESISTENCIA A TRAÇA0 (Mínimo) \lI

REVESTIDO Ib/pol" MPa


E60XX 60.000 414
E70XX 70.000 482

(1) Toda a preparação de chapa de teste, envolvendo desde a escolha do metal de base, do tipo e
dimensões do cobre-junta até as condições de soldagem (intensidade de corrente, geometria do
chanfro, posição de soldagem, diâmetro do eletrodo etc) são padronizadas. Cujas informações se
encontram na especificação em questão.

Dígito 3: Designa a posição de soldagem na qual o eletrodo revestido pode ser empregado com
resultado satisfatório. Ver tabela a seguir.

Tabela 9 - Significado do Dígito 3 na codificação para classificação AWS.

ELETRODO POSIÇAO DE SOLDAGEM


Todas as posições.
E-XX1X
Plana e horizontal (especialmente solda em ângulo-horizontal
EXX2X
Todas as posições (especialmente a vertical descendente para os
EXX4X
eletrodos de baixo hidroqênlo).

Dígito 4: Este dígito pode variar de O (zero) a 9 (nove). Em combinação com o Dígito 3 designam:

- O tipo de corrente com o qual o eletrodo pode ser usado;


- Tipo de revestimento

Sobre o significado deste 4° digito, consultar a Tabela a seguir.

ReferênciaBibliográfica FBTS- Revisão04 Fev. 2009

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Tabela 10 - significado da combinação do 3°e 4°dí gito na codificação para classificação de ~
especificação AWS 5.1.91.
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a) Para passe único; ~
b) Para solda em ângulo posição Horizontal;
c) Para solda em ângulo posição Plana;
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d) Volume do Hidrogênio Difusível em 100 g de metal depositado.

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Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009

16
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A tabela 11 mostra a composição química do metal depositado enquanto a tabela 12 indica o


significado dos sufixos com relação às propriedades mecânicas dos eletrodos especificados na
norma AWS 5.1-9.1.

Tabela 11- Requisitos de composição química do metal depositado para os eletrodos da


especificação AWS 5.1-91.

Classificação PERCENTUAl.EMPESO(%) Umite


para a
AWS combinação
C Mn Si P S Cf Mo Ni V Mn+Ni+Cr+Mo+V
E-6010
E-6011
E-6012
E-6013
E-6019 Não Espedficado (NE)
E-6020
E-6022
E-6027
E-7014
E-7015 NE 1,25 0.90 NE NE 0,20 0.30 0.30 0.08 1.50
e-i024
E-701& i
E-7018 NE 1.60 0.75 NE NE 0.20 0.30 0.30 0,08 1.75
E-7027
E"7028
E-7048 NE 1.60 0.90 NEINE 0.20 0.30 0.30 0.08 1.75
E~7018M C.12 0.4Oa.1.80 0.80 0.030 I 0.020 I 0.1'5 I 0.35 0.25 0.05 N.E.

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Tabela 12 - Requisitos de propriedades mecânicas do metal depositado para os eletrodos


de especificação AWS 5.1-91

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3.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇOS DE BAIXA LIGA PARA SOLDAGEM


MANUAL A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO, DE ACORDO COM AS ESPECIFICAÇÕES
AWS A5,5-96 _
3.3.1 Generalidades
Por serem as especificações AWS A5.1 e A5.5 muito parecidas quase todas as informações
apresentadas nos itens acima também são validas para ambas as especificações. Como veremos
a seguir:

3.3.2 Critérios de Classificação


Os eletrodos cobertos pela especificação AWS A5.5 são classificados tendo como base:

1° - Tipo de corrente
2° - Tipo de revestimento
3° - Posição de soldagem;
4° - composição química dg metal depositado
5°_ propriedades mecãnicas do metal depositado na condição "como soldado" ou, como
!ratado termicamente "pós-soldagem"

Importante salientar que o eletrodo que tenha sido enquadrado em uma determinada classificação
dentro de certa especificação, este não poderá ter outra classificação.

3.1.3 Sistemas de Classificação


A classificação genética de um eletrodo tem a seguinte forma:

E xxx XX -X
1
1
-r 2
11
3 4
1
5

Onde:

Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2: Este dígito em números de dois ou três, indicam o limite de resistência á tração mínima
=
do metal de solda em "ksi" (1 ksi 1.000 psi) alguns exemplos podem ser vistos na tabela abaixo.

Tabela 13 - Exemplo de representação d~ 2.°dígito na codificação para classificação AWS .


,..I!,I\J\~
ELETRODO LIMITE DE RESISTENCIA A TRAÇA0 (Mínimo) 1'1

REVESTIDO psi'(lb/pol"') MPa


E70XX 70.000 480
E80XX 80.000 550
E90XX 90.000 620
E100XX 100.000 690
E110XX 110.000 760
E120XX 120.000 830

(1) Toda a preparação de chapa de teste, envolvendo desde a escolha do metal de base, do tipo e dimensões
do cobre-junta até as condições de soldagem (intensidade de corrente, geometria do chanfro, posiÇão de
soldagem, diâmetro do eletrodo etc.) são padronizadas. Cujas informações se encontram na especificação em
questão.

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Dígito 3: Designa a posição de soldagemna qual o eletrodo revestido pode ser empregado com
resultado satisfatório. Ver tabela 14.

Tabela 14 - Significado do 3°na codificação para classificaç ão AWS.

ELETRODO POSIÇAO DE SOLDAGEM


Todas as posições.
E-XX1X
Plana e horizontal (especialmente solda em ângulo-horizontal).
E-XX2X
Todas as posições (especialmente a vertical descendente para os
E-XX4X [)
eletrodos de baixo hldroaênlo).
l~
Apesar dos eletrodos do tipo E-XX1X e E-XX4X serem indicados em todas as posições, na pratica,
isto não é muito recomendado. Eletrodos com diâmetros maiores do que 4,8mm não são indicados l)
Da soldagem fora-de-p~'- Este informação serve para todos os eletrodos revestidos,'
independentemente do tipo de material que está sendo soldado. O
O
Dígito 4: Este dígito pode variar de O (zero) a 9 (nove). Os dois últimos digitos designam:

- O tipo de corrente com o qual o eletrodo pode ser usado;


- Tipo de revestimento

Sobre o significado dos Dígitos 3 e 4, consultar a Tabela 10.

Dígito 5: É composto de letras e algarismos que indicam a comQo§.!.ÇaogUlmlca do metal


depositado'- A tabela 15 mostra o significado do dígito 5 para alguns eletrodos revestidos--
enquadrados na especificação AWS A5.5.

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Tabela 15- Composição química do metal depositado, definida pelo dígito 5 para
consumíveis de especificação AWS 5.5-96.

Classificação c Mn Si p s Cf Mo Ni v
AWS
Estudos para aços ao Carbono-Motl~inic
E-7P10-Al ::.:2
E-1O' 1-Al
E-T.lt5-Al 0.90 0.60
E-i:)16-Al
"
E-701S-At
E-7020-Al 0.60 ,"
E·7027.,1\1 :.00
Eletro ~os para aços ao Cromo-Motibdérrio
E-801S·S: 0.$0.12 c.ec ::>.?3 D.? o~.es 1, O,~,65
e-W1S-S: C.ao
E-1O~5-92L 0.05 ~.OO • - 1.(X)..1,5Q 0AC>0.e5
E.-80115-S2 O.O5-~:)'~2 0.60 .• - •• ••
E-õO:6-S2 O.se • - .• -
E-7C~6-a2L 0.05
E.-80~5-~ ~.OO O.90-L2C
E-90í5-a3 O.C5-0.12 :.00
E4ilOHI-33 C.60
OI
E-ro~6-E3 ~.SO
E.ao18-S3~ 0.05
E.ao'5-5~:" ~,00 • " ".7S.~.25 O.~.6S
E~6-B5 0.07-0.15 c-oo.ro 0.30-0.60· • OCl-0.6O 1.00-~.25 0.05
Eletrodos oar8 acos ao Níquel
=.a>~5-Cl :.2:S :2.00-.2.75
::-õO~6-C\
:;-7015-C1L 0.05
::-7016-C\L
:i018-C1t. ••
E~~6-C2 0.12 0,60
E-8016-C2 o.~
::-7015-C2!.. oos o.se
:;·7C16-C2:..
:-7016-CZ:'
..
E..9C16-C3
=.sJ15 ..C3
0.40-1.25 0,80-
... 0.03 0.15 0.35
.
C.05

E1e1I:od6S para aços ao Niquel- Vlotibdênio


0.10 IQ,8tU.2S$ om I 0,02 I 0.02 I 0.10 O,ollO-Q.Ei5J nso-t.to

:-«)15-0:
:-901a-01
:-10015-02
Q;fSD
0.80
0.$0
0,03
u

-
0.04
h
••
I -
EletrOdOs para aços ao ManganêS-MoIibdéniO
_


0.25-0.45
-

-
0.90

• M" ~
E-tOO16-02
:·1 !Xn 6-C2 aeo ~ :: II
=-80~6-D3
E-8018-D3 ..
0;\2 1~~ ..80 0.60
0.80
••
.•"I - ..
O.~.65

Eletrodos para todos os outros acc s de baixa liaa,


lO
1.~l'I'l1n I ~.~mm : : I O.30:min O.20.min. O~.min. O.iOmin.

0.';'1,25
0.75-1.70
o~
o.~ I ..
o.cm
I
o,~

I
1
0.15
D;3S
o~
0.25-0,50
1.~,.ao
1.Cl-2,10
o.as
1.»1.80
1.~2.2S
_
i • 'I
. \ 02:.40..".
..-u-~.-.. 0..30-0,55
1.~2,50
••.~2.50
0.12 1 O.c)-o.70 Cl«J.O.70 Dez; 0.025l 0.15-0.30 •. ct20-0.4O DOS

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Notas:
a) As letras XX usadas na classificaçãoestabelecemdiferentes niveis de resistência à tração (70, 80,
90, 100, 110 e 120) dos eletrodos.A fim de atender às exigências de liga do grupo de sufixo G, o
metal de solda depositada precisa ter o teor mínimo de apenas um dos elementos listados. Os
requisitosadicionaisde composiçãoquímica podemser estabelecidospor acordo entre o comprador
e o fornecedorou fabricante;
b) As ligas do grupo de sufixo M são previstaspara atender aos requisitosdas classificaçõescobertas
pelas especificaçõesmilitaresnorte-americanas(MIL-E-22200/1e MIL-E-22200/10;

3.4 CLASSIFICAÇÃO DAS VARETAS DE AÇOS AO CARBONO DE BAIXA LIGA PARA


SOLDAGEM A.QXI-GÃS (ESPECIFICAÇÃO AWS A5.2-92)
3.2.1 - Critérios de Classificação ,-
As Varetas para a soldagem Oxi-gás são classificadas tendo como base as propriedades
mecânicas do metal de solda na condição "como soldado".
As varetas classificadas para esta especificação são para ser usadas no processo de soldagem a
óxi-gás. No entanto, não é proibido o seu uso para qualquer outro processo, no qual eles sejam
apropriados.

3.2.2 - Sistema de Classificação


A classificação de uma vareta genérica tem a seguinte forma:
V h. r.,j'.,;i c; r,
;-/

R
!
1 2
Onde:

Digito 1: A letra R designa uma vareta para soldagem a gás;

Digito 2: Este dígito pode estar representado por 2 ou 3 algarismos, indicam aproximadamente, o
limite de resistência à tração mínimo do metal e solda, em ksi (1 ksi = 1000 psi).

A tabela 16 mostra alguns exemplos de classificação, enquanto a tabela11 indica a composição


química da vareta de acordo com a norma AWS A5.2-92

Tabela 16 - Requisitos de limite de resistência mínima para varetas de especificação AWS


5.2-92
Vareta Limite de Resistência Minimo Alongamento
(psi) (Mpa) Mínimo (%)

R45 - - -
R60 60.000 414 20
R65 65.000 480 16
R 100 100.000 690 14
RXXX-G XXX - -

Referência
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R45
- A vareta R 45 - é um aço com um baixo teor de carbooQ, contendo pequenas
quantidades de Cu, Cr, Ni, Mo e AI, usaâo na soldagem de aços ao carbono e C-
Mn de baixa resistência, onde o limite de resistência requerido não exceda 45 ksi
(319 Mpa). Esta vareta também pode também ser de ferro forjado;

R60

R65
- A vareta R 65 é utilizada na soldagem a gás de acos carbono e de baixa liga, onde

R 100
o limite de resistência à tração mínima é de 65.000 psi;
-
- A vareta R 100 é uma vareta que por sua composição química destina-se a
soldagem de aços de baixa liga e alta resistênç~. Possui baixo teor de impurezas;
Usuários deste consumível devem estar atentos, pois os resultããos de tratamentos
térmicos realizados no equipamento podem gerar propriedades mecânicas
diferentes entre o metal de base e o metal de solda.

RXXX-G

Tabela 17 - Requisitos de composição química das varetas de especificação AWS A 5.2-92

Classificação Percentual (%), em peso"


AWS C Mn Si P S Cu Cr Ni Mo AI
R45 0,08 0,50 0,10 0,035 0,040 0,30 0,20 0,30 0,20 0,02
0,90 a 0,10 a
R60 0,15 0,035 0,035 0,30 0,20 0,30 0,20 0,02
1,40 0,35
0,90 a 0,10 a
R65 0,15 0,035 0,035 0,30 0,40 0,30 0,20 0,02
160 070
0,18 a 0,70 a 0,20 a 0,40 a 0,40 a 0,15 a
R 100 0,025 0,025 0,15 0,02
0,23 090 035 060 070 025
RXXX-G NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR

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3.5 CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO INOXIDÁVEL PARA A SOLDAGEM MANUAL


A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.4-92
3.3.1- Critérios de Classificação . .
Os eletrodos revestidos são classificados tendo como base:

•.......I a) A composição química de metal de solda não diluído;


"-J b) Tipo de corrente e posição de soldagem.

3.3.2- Sistemas de Classificação


A classificação de um eletrodo genérico tem a seguinte forma:

EXXX
1
1
r
2 3 4

Onde:

Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2: Este dígito pode ser formado ou por algarismos, ou uma composição entre algarismos
e letras, e se referem à composição química do metal de solda não diluído (ver tabela 18). Os
algarismos iniciais referem-se à composição química definida de acordo com a classificação
(designação) AIS!. American Iron and Steellnstitute.

Exemplos:

E-308: metal depositado com a composição, média ou nominal de 19,5% de Cr e 10,0% de


Ni para a soldagem dos aços de composição similar tal como 301, 302, 304 e 305 da
classificação AIS!.

E-309L: metal de solda com composição nominal do metal depositado é 23,5% Cr e 13,0%
Ni, mas que tem restrições com respeito ao conteúdo de carbono não podendo exercer
r:)
0,04%, por isto a denominação 309 vai acompanhada da letra "L" inicial de LOW, do inglês
"baixo" significando baixo carbono.

E-310H: o metal depositado por este eletrodo é similar ao do E-310, com composição
nominal de 26,5% Cr e 21 % Ni, neste eletrodo o teor de carbono é alto, por isso a letra "H"
é inicial de High do inglês "alto", significando alta percentagem de carbono em peso. Neste
caso, entre 0,35 a 0,45%C.

E-347: o depósito realizado por este eletrodo, em princípio é similar ao E-308, contendo
adicionalmente elementos estabilizantes como Nióbio ou Nóbio + Tântalo, com o objetivo
de diminuir a possibilidade de precipitação de carbonetos de cromo e o aparecimento de
corrosão intergranular, os elementos estabilizantes podem estar presente na seguinte
faixa: valor mínimo de 8 vezes a percentagem do carbono; valor Maximo de 1,0%.

Dígito 3: Este dígito refere-se às posições em que o eletrodo pode ser o empregado com
resultados satisfatórios.

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E-XXX-1X: o algarismo 1 (um) indica que o eletrodo pode ser usado em todas as posições,
porém na prática, os eletrodos apresentam desempenho satisfatório para a soldagem em
todas as posições apenas para os diâmetros até 4 mm:...para diâmetros superiores a 4 mm
o desempenho só é satisfatório nas posições horizontal (apenas para solda em ângulo) e
plana.

E-XXX-2X: o número 2 ois indic enho do eletrodo só é satisfatório n


posição horizontal (apenas para solda em ângulo) e na posição p ana.

Tabela 18 - Composição química do metal depositado, percentual em peso, de alguns


consumíveis enquadrados na especificação AWS 5.4-92

I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I

~
q
!j !
+
..o
I I I I I I I I I I I I I g I I I I I I
~~I ó I I
:z cS xx x
<O 00 00

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Dígito 4: Este dígito refere-se ao tipo de corrente em que o eletrodo deve ser utilizado, e em
combinação com anterior indicia os tipos e lou características do revestimento.

E-XXX-15 - este eletrodo deve ser utilizado em corrente contínua e ligado ao pólo positivo
(CC+), ou seja, polaridade inversa. Os elementos químicos da composição destes
eletrodos estão totalmente incorporados na alma e o revestimento está constituido
por elementos calcários, similar ao E 7015 da especificação (AWS A5.1-91).

E-XXX-16: este eletrodo pode ser utilizado em corrente alternada (CA) ou em corrente
contínua com polaridade inversa (CC+). Iguais aos anteriores, estes eletrodos têm
elementos químicos totalmente integrados a alma e o revestimento está constituído de
dióxido de titânio (Ti02) e silicato de potássio (K), similar ao E-6013 da especificação AWS
A5.1-91.

E-XXX-17: o revestimento destes eletrodos é uma modificação do E-XXX-16, onde parte


do dióxido de titânio é substituído por sílica (Si02), similar ao E-6019 da especificação
AWS A5.1-91. Operam com corrente alternada (CA) e contínua (CC+) e embora sejam
recomendados para uso em todas as posições, os eletrodos de diâmetros maiores de 4,8
mm são recomendados para a posição vertical e sobre-cabeça.

E-XXX-25: as características operacionais e o tipo de revestimento deste eletrodo é similar


a designação 15, só que a alma está constituída por arame de aço doce e os elementos de
liga se encontram no revestimento. Por este motivo usam-se intensidades de corrente
maiores, quando comparados com o EXXX-15. Estes eletrodos são recomendados para
soldar nas posições plana (topo de ângulo) e horizontal (solda em ângulo).

E-XXX-26: tanto o tipo de revestimento como as características operativas destes


o
eletrodos são similares ao eletrodo EXXX-16, só que, como no caso anterior, a alma está
constituída por um aço doce e os elementos de liga estão no revestimento. Por este motivo
usa-se intensidades de correntes maiores, quando comparados com o EXXX-16. Estes
eletrodos são recomendados para soldar nas posições plana e horizontal.

NOTA: estes eletrodos, E-XXX-25 e E-XXX-26, também são denominados comumente como

-------
eletrodos sintéticos. -

3.6- CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS NUS (ARAMES) E VARETAS DE AÇO INOXIDÁVEL


PARA SOLDAGEM DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AW~ A5.9-93.
Esta especificação apresenta as exigências para a classificação dos seguintes consumíveis de aço
inoxidável: eletrodo nu (arame), vareta, fita e metalcored (tipo de arame tubular que possui núcleo
metálico). .--_ ..

3.6.1 - Critérios de Classificação


Os consumíveis do tipo arame, vareta e fita, enquadrados nesta especificação são classificados
tendo como base a composição química do próprio consumível.
Para o consumível "metal cored", este é classificado tendo como base a composição química do
metal depositado.

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MÓDULO 05 - CONSUMíVEIS DE SOlDAGEM

3.6.2 - Sistema de Classificação


A classificação de um eletrodo/vareta genérica tem a seguinte forma:

ERXXXXX
TI
1 2
I 3

Onde:

Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

Dígito 2: A letra R designa uma vareta;

Dígito 1 + 2: A letras ER, que são utilizadas sempre juntas, refere-se ao consumível que pode ser
fornecido ou sob a forma continua (exemplo: de um arame [eletrodo nu] fita, metal cored) ou sob a
forma de vareta. São os seauintes processos de soldagem que se utilizam destes consumíveis:
GTAW,GMAWeSAW.

Nota:
- --

Quando o consumível a ser utilizado for do tipo "metal cored" a letra "R" deverá ser substítuícia pela letra "C";

-EC.

Quando o consumível a ser utilizado for do tipo :ma" a letra "e" deum ser substituída pHJe1.ra "Q"; EQ

Dígito 3: Este dígito pode ser formado só por algarismos ou uma composição entre algarismos e
letras, e se refere à composição química do consumível de soldagem (caso dos arames, varetas e
fitas) ou se refere à composição química metal de solda não diluído (caso do "metal cored"). Os
algarismos iniciais referem-se à composição quimica definida de aCbrdo com a classificação
(designaçãoLê'SI: (Am_e_ri_ca_n_iro_n_an_d_S_t..:-e_e_"_n_st_itute).
"'-
A Tabela 19 apresenta a composição quimica dos pr6prios consumíveis, caso estes sejam do tipo
sólido (arame, fita e vareta), como também a composição química do metal depositado, para o
caso do "metal cored".

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Tabela 19 - Composição química do metal de adição (para arames, varetas e fitas) ou do


metal depositado (para "metal cored"), percentual em peso de alguns consumíveis
enquadrados na especificação AWS A5.9-93

..,
<O
><
m
x
ro
X
ro
>C
m
X
(O

..., E ~ E E E
""
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E
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ciôciôció~óóo~oótiôõê~õõó~ôQõô~óé~

Cl'! Ci5
3:
z
o
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zs c:
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c'3

Co)

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~i
iilC-

l1

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Exemplos:

ER308 - Composição química, conforme Tabela 13.


ER308l - Mesma composição química do ER308, mas com menor teor de carbono.
ER308MoL - Mesma composição química do ER308L, mas com teor de molibdênio de
2a3%.

3.7 CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO CARBONO E FLUXOS PARA SOLDAGEM A


ARCO SUBMERSO (ESPECIFICAÇÃO AWS A5.17-97)
3.7.1 - Critério de classificação:
Os arames e fluxos cobertos por esta especificação são classificados tendo como base:

1. Propriedades mecânicas do metal de solda, usando o fluxo em combinação com qualquer


um dos eletrodos classificados nesta especificação.

2. Condição do tratamento térmico no qual as propriedades mecânicas são obtidas.

3. Composição química do eletrodo, para o caso de arames sólidos, ou do metal de solda


(utilizando um determinado fluxo), para os eletrodos compósitos (exemplo: arame tubular.

Nota: Importante salientar que, quando um fluxo é fabricado, ele não tem a principio uma classificação AWS.
Quando este fluxo é utilizado com determinado arame, este fluxo terá uma classificação AWS de acordo com
os resultados alcançados nesta combinação (fluxo - arame). Combinando este fluxo em questão com um
novo arame (outra classificação AWS), uma nova classificação AWS para este fluxo será designada, visto que
este segundo arame usado possuía diferente composição qUfmica daquele primeiro arame.

3.7.2-Sistemas de Classificação
A classificação de uma combinação genérica de um fluxo com um arame tem a seguinte forma:

F@XXX·EX~X~
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Onde:
Digito 1: A letra F designa um fluxo;

Dígito 2: A letra S indica se o fluxo em uso foi produzido pela trituração de uma escória
previamente fabricada ou produzida por uma mistura formada por uma parte triturada e uma parte
"virgem". A omissão da letra S significa que o fluxo em questão é do tipo "virgem".

Dígito 3: Este dígito refere-se ao limite de resistência à tração mínima do metal depositado
proveniente de uma combinação entre fluxo e arame.

F §X- EXXX - Faixa do limite de resistência à tração entre 60.000 e 80.000 psi (430 e 560
Mpa), onde o algarismo 6 indicado tem relação com o limite mínimo da faixa.

F IX - EXXX - Faixa do limite de resistência á tração entre 70.000 e 95.000 psi (480 e 660
Mpa), onde o algarismo 7 indicado tem relação com o limite mínimo da faixa.

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Dígito 4: Designa a condição de tratamento térmico na qual os testes foram conduzidos: "A" refere-
se à condição "Como Soldado" e "P" ao tratamento térmico após soldagem. O tempo e a
temperatura deste tratamento térmico estão contemplados no corpo da especificação A5.17.

Dígito 5: Este dígito refere-se à menor temperatura em que se efetuou o ensaio de impacto
(charpy com entalhe em V), obtendo-se valores de no mínimo 27J para o metal depositado.

Exemplos:
FXX~ EXXX- A letra Z refere-se a ensaio de impacto não requerido;

FXXQ. EXXX - O número O (zero), refere-se à temperatura mínima de - O°C para o ensaio;

FXX~ EXXX- O número 2 refere-se à temperatura mínima de - 20°C para o ensaio;

FXX,ª EXXX- O número 3 refere-se à temperatura mínima de - 30°C para o ensaio.

FXX~ EXXX- O número 4 refere-se à temperatura mínima de - 40°C para o ensaio;

FXX§. EXXX- O número 5 refere-se à temperatura mínima de - 50°C para o ensaio;

FXX§. EXXX- O número 6 refere-se à temperatura mínima de - 60°C para o ensaio;


e
Dígito 6: A letra E designa um eletrodo, e as letras EC indicam um eletrodo composto (similar ao O
arame tubular). A omissão da letra C indica que o consumível em questão é um arame sólido
O
Dígíto 7: As letras L, M e H que podem aparecer neste campo, referem-se a: O
L (Low) - Eletrodo de baixo teor de manganês (faixa: 0,25% - 0,60%); O
M (médium) - Eletrodo de médio teor de manganês (faixa: 0,80 - 1,40%);
H (high) - Eletrodo de alto teor de manganês (faixa: 1,30 - 2,20%).
O
'O
Dígito 8: Este dígito representado por 1 ou 2 algarismos, referem-se ao teor de carbono do
eletrodo, quando os consumíveis são do tipo "sólido", ou ao teor de carbono do metal depositado 'O
(ou metal de solda não diluído), quando os consumíveis são do tipo "núcleo fluxado", conforme O
.Jabela 20;
'O
S':.i-t;,
Dí~to 9: A letra K indica qu~ o eletrodo foi fabricado com aço acalmado ao silí~i.o.:.... t:>\ rJ \ ~O
':>-G IL oc."-.Á- i A I)e (f) ft-?4,/\·~·..cen: )
3.7.3 ELETRODOS O
A especificação prevê 12 tipos de eletrodos agrupados em 3 classes como mostrado na tabela 20.
~

e
e
c:t
Clt
e
Referência Bibliográfica FBTS - Revisão 04 Fev. 2009
,
~

~
30
'~

~
~
tt
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Tabela 20 - Composição química dos eletrodos para soldagem a arco submerso de


classificação AWS ~5.17-9.L , \ .l\J'\t'I~~r0~

classificação ÀWS A 5.17-97


CLASSIFICAÇAO COMPOSICAO QU MICA - PERCENTUAL EM PESO ,a, ,",
AWS Carbono Manoanês Silício Enxofre :F6sforo Cobre''''

ELa 0,10 0,25 a 0,60 0,07 0,030 0,030 0,35


EL8K 0,10 0,25 a 0,60 0,10 a.O,25 0,030 0,030 0,35
EL12 0,04 a 0,14 0,25 a 0,60 0,10 0,030 0,030 0,35

EM11K 0,07 a 0,15 1,00 a 1,50 0,65 a 0,85 0,030 0,025 0,35
EM12 O,06aO,15 0,80 a 1,25 0,10 0,030 0,030 0,35
EM12K 0,05 a 0,15 0,80 a 1,25 O,10a 0,35 0,030 0,030 0,35
EM13K 0,06 a 0,16 0,90 a 1,40 O,35a 0,75 0,030 0,030 0,35
EM14K (d) 0,06 a 0,19 0,90 a 1,40 0,35 a 0,75 0,025 0,025 0,35
EM15K O,10a 0,20 0,80 a 1,25 0,10 a 0,35 0,030 0,030 0,35

EH11K 0,06 a 0,15 1,40 a 1,85 0,80 a 1,15 0,030 0,030 0,35
EH12K 0,06 a 0,15 1,50 a 2,00 0,25 a 0,65 0,025 0,025 0,35
EH14 0,10 a 0,20 1,70 a 2,20 0,10 0,030 0,030 0,35

EC1 (e)
0,15 1,80 0.90 0,035 0,035 0,35

Nota:
a) Os valores individuais expressam as percentagens máximas;
b) Devem ser feitas análises para determinar o teor dos elementos, cujos valores estão especificados
na tabela. Se no decorrer da análise for detectada a presença de outros elementos estes devem ser
registrados, não sendo permitido que o somatório de seus teores seja superior a 0,50%;
c) O limite para o Cobre inclui qualquer tipo de revestimento de cobre que pode ser aplicado ao
eletrodo;
d) Titânio: faixa - 0,03 a 0,17% Ti;
e) Eletrodo Composto trata-se de arames tubulares para aplicação em soldagem a arco submerso.

3.7.4 FLUXOS
Os fluxos são compostos do tipo granular, mineral fusível de varias proporções e quantidades,
podendo ser fabricado por diferentes métodos existentes. Os seguintes compostos normalmente
são encontrados na composição química dos fluxos: aluminato-rutilo, aluminato-básico, ou fluoreto
básico. São homogeneizados e granulometricamente controlados. As misturas variam segundo
formulação de cada fabricante. Alguns fluxos podem conter ingredientes metálicos para desoxidar
a poça de fusão. Mudanças na tensão do arco durante a soldagem alterará a quantidade de fluxo.
Isto significa que alterações na tensão do arco irão modificar a composição química do metal de
solda.

As funções básicas dos fluxos são: proteger a poça de fusão de contato com os gases integrantes
do ar atmosférico, proteger o metal de solda recém solidificado pela escória fundida; purificar a
poça de fusão; modificar a composição química do metal depositado e influenciar no acabamento
do cordão de solda como também suas propriedades mecânicas.

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A especificação AWS diferencia 4 (quatro) tipos de fluxos, de acordo com seu processo de I:)
fabricação. São eles:

1- Fundidos (fused fluxes); é formado por óxidos de Mn, AL, si, Zr. Para a obtenção deste tipo
de fluxo, toda a mistura é aquecida a altas temperaturas, quando é resfriada para produzir
um material vítreo metálico. Quando resfriado, o material é então moído ate que se atinja a
partículas com uma granulometria previamente determinada.

2- Aglomerados (agglomerated flux); é composto por diferentes minerais como óxidos de Si,
Mn, Zr, AI, por elementos desoxidantes encontrados nas ligas Fe-Mn e Fe-Si, como
também de silicatos de potássio ou de sódio, com a função de agentes aglutinantes. Para
a obtenção deste tipo de fluxo, todo o material é reduzido a um tamanho adequado é
misturado a seco. Após está ação, um aglutinante cerâmico é introduzido na mistura e,
logo em seguida, uma quantidade de água também é adicionada ao material. Este é
aquecido a temperaturas inferiores àquelas estabelecidas para fabricação de fluxos
fundidos, até que pelotas (pel/ets) sejam produzidas.

3- Misturados mecanicamente (mechanically mixed flux); é composto por uma mistura


mecânica de dois ou mais tipos dentre aqueles apresentados anteriormente. A
desvantagem deste tipo de fluxo é que não se consegue garantir uma perfeita
homogeneização entre diferentes materiais presentes na mistura, o que pode gerar metais
de solda, de uma mesma junta, com diferentes composições químicas.

~ses os mais utilizados são os f]UX..Q.S.20IomeraQQs


e.,-os menos utilizados são os misturados.
Os fluxos também podem ser dos tipos neutro, ativo ou ligado. Como já foi visto, há uma
flexibilidade no critério de classificação dos fluxos, pois essa classificação depende de condições
especificas de testes, resultante da avaliação do desempenho do fluxo em combinação com um
determinado tipo de arame. ,
G
lv(,,~\\ tl ~ ;.
f-I\. '''-
3.8 CLASSIFICAÇÃO DOS METAIS DE ADiÇÃO DE AÇOS AO CARBON PARA A
~ I SOLDAGEM POR ARCO COM GÁS DE PROTEÇÃO DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO
"""-J •.•.AWS 5.18-2001 _
3.8.1- Critério de Classificação
Os metais de adição desta especificação do tipo arame sólido e vareta são classificados com
base na composição química dos próprios consllmí~e~ e nas propriedade.s fTl.ecânicas do metal de
solda; na condição "como soldado". ~ "" <S"\ \. <:,.; t- I ''J IA. r- \ H"J
fV../YGJ v~ bJ}--c'''''fr __-ç- J0·Uvc.lL,

Os metais de adição desta especificação do tipo metal cored (similar ao arame tubular, porem
com seu núcleo formado por material totalmente metálico) são classificados com base na
composição química e nas propriedades mecânicas do metal de solda; na condição "soldado".

3.8.2- sistema de Classificação


A classificação genérica de um arame para soldagem a arco com gás de proteção de aços ao
carbono tem a seguinte forma:

ERXXS x
1 2 3 4

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Onde: .? Ç\n..ÇI.~~SCJ\)..~ ~..P

Dígito 1: As letras ER, que quando utilizadas juntas, referem-se ao [onsumível na forma de
eletrodo, vareta ou arame, aplicável em processos de soldagem GMAWf(MIG/~AGJ, GTAW (TIG) l)uPÓ
e PAW e (Plasma); fJov: f'WY CPa.-P:JeI"f'lO-:;-. 1''>
P'~'i15 \ P:>A\.'tC~IA(,"'J
Dígito 2: Estes dígitos índícamo limite de resistência a tração do metal depositado, em Ksi (1 ksi
=1000 psi)-

Exemplo:

ER 70S-X =70.000 Lbs/pol2= 500 MPa

Dígito 3: A letra S designa vareta ou arame solido; V\p/::r


Dígito 4: Este sufixo indica a composição química do arame ou varey

A classificação genérica relativa ao consumível do tipo "metal cored" (similar ao arame tubular)
para soldagem a arco com gás de proteção de aços ao carbono tem a seguinte forma:

EXXC-XX
1 2 3 4 5
Onde:

Dígito 1: A letra E designa eletrodo;

Dígito 2: Este dígito indica o limite de resistência a tração mlnimodo metal depositado ksi (1 ksi =
1000 psi).

Exemplo:
ER 70S-X =70.000 t.bs/pof= 500 MPa

Dígito 3: A letra C designa um consumível composto do tipo "metal cored"

Dígito 4: Este dígito indica a composição química do metal de solda.

Dígito 5: Este dígito pode apresentar a letra C que representa o gás CO2 (100%) e a letra M
representa uma mistura gasosa do tipo 75 - 80% Argônio com balanço com CO2•

A tabela 21 a seguir mostra a composição química do arame sólido e da vareta (ERXXS-S), corno
também a do metal de solda (EXXC-X). A tabela 22 apresenta as propriedades mecânicas do
metal de solda da especificação AWS a 5,18-2001.

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Tabela 21 - Composição química do arame sólido e da vareta (ERXXS-S), como também a do


metal de solda (EXXC-X) de acordo com a especificação AWS 5.18-2001

ClassifICação Mo Cr
AWS
C Si P S Ní Mo V Cu
ER70S·2'J 0,07 0,90 a 140 0.40 a 0,70 0,025 0,035 015 0,15 0,15 0,03 0,50
ER7OS·3
ER70S-4
0,06 a 0,15
0,07 aO,15
0,90 a 1,40
1,00 a 1,50
D.45a OlO
0,65 a 0,85
0,025
0,025
0.035
0,035
0,15
0,15
0,15
0,15
0,15 .
0,15
0,03
0,03
0,50
0,50
e
ER7OS-B O,07aO,15 1,40a 1,85 0,80 a 1,15 0,025 0,035 0,15 0,15 0,15 0,03 0,50
O
ER70S-7 0,07 aO 15 1,50 a 2,00 0,50 a 0,80 0,025 0035 0,15 0,15 0,15 0,03 0,50 O
ER7OS-G -. N. E. N,E. N.E N. E. NI N.E. N.E. N.E. N,E. N..E O
E70c.3X 'I 0,12 1,75 0,90 0,03 0,03 0,50 0,20 0,30 0,08 0,50
E70C-6X 4) 0,12 1,75 0,90 0,03 0,03 0,50 0,20 0,30 0,08 0,50
O
E70C-G(X) ~.>I N. E. N,E. N. E. N.E. N.E. N.E. N, E. N, E. N.E. N..E O
O
Nota: O
11_ Ü$ CQllsumive~ do tipo ERXXS-X são hom~ogados com o gás CO2; aqueles do tipo EXXC-XX são homologados com a mistura gasosa O
75 ~ 80% Argônio I Balanço CO2; O
1}_ Ti:0,05 ~ 0,015%; lJ: 0,02" 0,12%;AI:0,05'" 0,15%; :)
l) _ Acordo entre Comprador e Fabricante do consumível;

41_ O soma~óriodos elemen!os Ní, Cr, Mo e V não pode ser supenor a o.sO%;
5} _ As letras 'C' e 'M' podem ser omí!idas.

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Tabela 22 ...;.Exemplos de propriedades mecânicas de metal depositado para consumíveis de


especificação AWS 5.18-2001

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3.9 CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO AO CARBONO PARA SOLDAGEM A ARCO


COM ARAME TUBULAR DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A 5.20-95
3.9.1 Critério de classificação
Os eletrodos tubulares para soldagem a arco de aço carbono estão classificados com base nos
seguintes fatores:

a) Propriedades Mecânicas do metal soldado, na condição de como depositado;


b) Posição de soldagem;
c) Uso ou não de proteção externa;
d) Adequabilidade para aplicações de um único passe, ou em passes múltiplos;
e) Tipo de corrente.

3.7.2 Sistema de classificação


A classificação genérica de um eletrodo tubular para soldagem de aços carbonos tem a seguinte
forma: I:)
E x XT -x C%J
1 2 3 4 5 6
Onde:
Dígito 1: A letra E designa eletrodo;

Dígito 2: Este dígito indica o limite de resistência atração mínimo do metal depositado 10 ksi (1
ksi= 1000 rnpsi) nas condições de como soldado, ver tabela 23.

Tabela 23- Exemplo do significado do 1°e 2° dígito para consumíveis de especificação AWS
A5.20-95.

ELETRODO LIMITE DE RESISTENCIA A TRAÇA0 (Mínimo) \lI

REVESTIDO Ib/pol'" MPa


E6XT-X 60.000 415
E7XT-X 70.000 480

Dígito 3: Este dígito indica a posição de soldagem para qual o eletrodo é recomendado;

0- Posição plana e horizontal


1- Todas as posições

Dígito 4: Indica um eletrodo tu bular com núcleo fluxado;

Dígito 5: Indica a utilização e a caracteristica de desempenho, ver tabela 25.

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Tabela 24 - Significado do 5°dígito especificação A5.20-95.

Cl..ASSIF!CACÃO TECNICA. PROTEÇÃO E POLARIDADE


AWS
Técnica Operativa Protecão Externa Corrente e Polaridade

E XX T-1 passes múltiplos CO2 c. c. positiva


EXX T-2 passe simpies CO2 c.c. positiva
E XX T-3 passe simples não c.c. positiva
EXXT-4 passes múltiplos não C.C. positiva
E XX T-5 passes múltiplos CO2 C.C. positiva
EXX T-6 passes múltiplos não c.c. positiva
E XX T-7 passes múltiplos não c.c. negativa
E XX T-8 passes múltiplos não c.c, negativa
E XX T-10 passe simples não c.c. negativa
E XX T-11 passes múltiplos ·não C.C. negativa
.(A) .11.1
EXXT-G passes múltiplos
.(A) .(A)
EXXT-GS passe simples

Nota: Os requisitos de proteção gasosa, corrente e polaridade podem ser estabelecidos em acordo entre o
comprador e o fornecedor ou fabricante.

Dígito 6: Indica se o arame tubular foi homologado com uma mistura gasosa do tipo 75 - 80%
Argônio I balanço CO2•

3.10 CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO INOXIDÁVEL PARA A SOLDAGEM A


ARCO COM ARAME TUBULAR E VARETAS COM NÚCLEO FLUXADO DE AÇO INOXIDÁVEL
PARA SOLDAGEM GTAW (TIG) DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO AWS A5.22-95
3.10.1 - Critério de aceitação
Os eletrodos tubulares para soldagem de aços resistentes à corrosão, ao cromo e ao cromo-níquel
estão classificados com base nos seguintes fatores:

a) Composição química do metal de solda


b) Posição de soldagem;
c) Meio de proteção empregado durante a soldagem; e
d) Tipo de corrente utilizada

3.10.2 - sistema de Classificação

A classificação genérica de um eletrodo tubular para soldagem de aço cromo e aço cromo-níquel
tem a seguinte forma:

E T X -X
1 2 3 4 5
Onde:

Dígito 1: A letra E designa um eletrodo;

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Dígito 2: Este dígito pode ser formado só por algarismos ou uma composição entre algarismos e
letras, e se refere à composição química do consumível de soldagem (caso dos arames, varetas e
fitas) ou se refere à composição química metal de solda não diluído (caso do "metal cored"). Os
algarismos iniciais referem-se à composição química definida de acordo com a classificação
(designação) AISI: (American iron and Steellnstitute).

Dígito 3: Indica se tratar de um eletrodo tubular com núcleo fluxado;

Dígito 4: Refere-se a posição de soldagem:

0- Posição plana e horizontal (solda em ângulo)


1- Todas as posições

Dígito 5: Indica o meio de proteção, a corrente e polaridade empregadas durante a soldagem. Os


meios de proteção cobertos por esta especificação incluem:

Classificação
Meio de Proteção Corrente I Polar. Processo
AWS
EXXXTX-1 CO2 CC I Inversa FCAW
EXXXTX-3 Sem proteção externa CC I Inversa FCAW
..
EXXXTX-4 75 '" 80% Ar + CO2 CC I Inversa FCAW
RXXXTX-5 100% Ar CC I Direta GTAW
EXXXTX-G Não especificada Não especificada FCAW
RXXXT1-G Não esoecíücada Não esreciflcada GTAW

3.11 CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS DE AÇO BAIXA LIGA PARA SOLDAGEM A ARCO
COM ARAME TUBULAR DE ACORDO COM AS ESPECIFICAÇÃO AWS A5.29-98
3.11.1 - Critério de classificação
Os eletrodos tubulares para soldagem a arco de aços baixa liga, são classificados com base nos
seguintes fatores:

a) Propriedades mecânicas do metal de solda;


b) Posição de soldagem;
c) Uso de gás para proteção externa;
d) Tipo de corrente;
e) Composição química do metal de solda depositado.

3.11.2 - Sistema de Classificação


A classificação genérica de um eletrodo tubular para soldagem de aços baixa liga, tem a seguinte
forma:

E
1 2 3 4 5 6 7
Onde:

Dígito 1- A letra E designa um eletrodo;

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Dígito 2- este dígito pode ser representado com um ou dois algarismos e refere a faixa de valores
de resistência a tração do metal de solda em 10 ksi (1 ksi =1000 psi) nas condições como soldado.
Ver tabela a seguir.

Tabela 25 - significado do 2°dígito para consumíve is de especificação AWS A5.29-98.,

CLASSIFICAÇAO FAIXA DE RESISTENCIA A TRAÇA0


AWS Lb/pol'" MPa
E 6XTX-X 60.000 A 80.000 410 a 550
E 7XTX-X 70.000 A 90.000 480 a 620
E 8XTX-X 80.000 A 100.000 550 a 690
E 9XTX-X 90.000 A 110.000 620 a 760
E 10XTX-X 100.000 A 120.000 690 a 830
E 11XTX-X 110.000 A 130.000 760 a 900
E 12XTX-X 120.000 a 140.000 830 a 970
E XXXTX-X * (a) * (a)

Nota: os requisitos de resistência à tração deste eletrodo serão estabelecidos em acordo entre o
comprador e o fornecedor ou fabricante.

Dígito 3: Este dígito indica a posição de soldagem para o qual o eletrodo é recomendado.

0- Posição plana e horizontal


1- Todas as posições

Dígito 4: Indica se tratar de um eletrodo tubular com núcleo fluxado;

Dígito 5: Indica a utilização e o desempenho do consumível. (ver tabela 26)

Tabela 26 - significado do 5°dígito por consumível s de especificação AWS A5.29-86.

Classificação Técnica Operativa Proteção Externa Cc rrente / Polaridade


AWS

EXXT1-X Passe simples ou múltiplos CO2 CC I inversa


E XXT1-XM Passe simples ou múltiplos 75-800/0Ar+CO2 CCI inversa
EXXT4-X Passe simples ou múltiplos Nenhuma CC I inversa
E XXT5-X Passe simples ou múltiplos CO2 CC I inversa

E XXT8·X Passe simples ou múltiplos Nenhuma CCI direta


E XXTG-X Passe simples ou múltiplos N.E. N.E.

Dígito 6: Este dígito designa a composição química do metal depositado ou metal de solda não
diluído.

Nota: As composições químicas específicas nem sempre são identificadas na especificação com as
propriedades mecânícas especificas. A especificação exige que o fornecedor inclua as propriedades
mecânicaspara um eletrodo particular,na classificaçãodesse eletrodo.Assim, por exemplo,uma designação
de um eletrodocomo E80T5-Ni3,EXXT5,não é uma classificaçãocompleta.

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4. AGRUPAMENTO DOS MATERIAIS DE ADiÇÃO (ELETRODOS, ARAMES, FLUXOS,


ETC)
1
O có~igo ASME' Seção 11 Parte C, utiliza o mesmo sistema de especificação e classificações da
AWS 2. Com por exemplo:
*1- American Society (sociedade americana de engenheiro Mecânicos)
*2 - American welding society (Sociedade Americana de Soldagem)

ASME AWS
Especificação: SFA-5.1 = A5.1

Classificação: E7018 = E7018

Utilizando as especificações AWS, o código ASME agrupa os metais de adição e os designa com
um n° denominado F number. Esta designação ordena os metais de adição em função da
dificuldade que oferecem aos soldadores e operadores de soldagem, quanto à execução de soldas
isentas de defeitos. Ver tabela 27. Os F Numbers listados nessa tabela são relativos apenas aos
consumíveis utilizados na soldagem de aços ao carbono e inoxidáveis.

Tabela 21 - F nOsde eletrodos, arames, etc. para qualificação de soldadores e operadores

F ESPECIFICAÇAO CLASSIFICAÇAO
OBSERVAÇÃO
NUMBER AWS AWS
Eletrodos de diversos revestimentos
SFA-5-1 EXX20/22/24/27/28 que trabalham na posição plana
1 horizontal;
SFA-5.4 EXXX(X)-25/26 Eletrodo para aço inoxidável;
SFA-5.5 EXX20-X/27-X Acos baixa-liqa
Eletrodo de revestimento rutílico e
SFA-5.1 EXX12/13/14/19
2 rutílico acido;
SFA-5.5 E(X)XX13-X Eletrodo de revestimento rutílico
SFA-5.1 EXX10/11 Eletrodo de revestimento celulósico
3
SFA-S.5 E(X)XX10-X/11-X Eletrodo de revestimento celulósico
Eletrodos de revestimento básico
AFA-5.1 EXXX-15/16/18/18M/48
(baixo hidroqênio)
Eletrodos outros sem ser
4 SFA-5.4 EXXX(X)-15/16/17
austeníticoc e duplex
E(X)XX15-X/16-X/18- Eletrodos de revestimento básico
SFA-5.5
X/18M/18M1 (baixo hidroqênio)
5 SFA-5.4 EXXX(X)-15/16/17 Eletrodos austeníticos e duplex
6 * * *
.. ..
Nota: Neste F Number 6 se agrupam todos os outros materíaís tais como: arames sólidos e tubulares para
soldagem com proteção gasosa ou não, processos GMAW, e FCAW; varetas para soldagem GTAW; arames
e fluxos para soldagem a arco submerso SAW; arames para solda oxi-gás FOW, etc. Esse agrupamento visa
reduzir, sempre que possível, a quantidade das qualificações de desempenho, o que não significa que os
metais de adição ainda que pertencendo a um mesmo grupo, possam substituir indiscriminadamente os
metais usados nos testes de qualificação. (Este tema é tratado mais amplamente no módulo 08 -
"Qualificação de Procedimentos e Soldadores").

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5. INSPEÇÃO VISUAL E DIMENCIONAL DOS CONSUMíVEIS


Por ocasião do recebimento e utilização, os consumíveis deverão ser examinados de acordo com
os seguintes aspectos:

5.1 Embalagem
Os eletrodos revestidos são embalados de forma a garantir certo grau de estanqueidade.
Dessa maneira, procura-se adequar a embalagem de maneira que garanta um mínimo de
segurança.
As duas formas mais utilizadas de embalagens são as latas em folhas-de-flandres e os cartuchos.

Lata - As latas devem ser providas de costura longitudinal e tampas providas de


emborrachamento na parede interna ao longo das bordas de fechamento a fim de auxiliar na
estanqueidade após o fechamento.

Cartuchos - Os cartuchos devem ser de plástico, de polietileno de alta densidade com fita
seladora adesiva ou em caixa de papelão.

5.2 - Identificação da Embalagem


Por exigência normativa, as embalagens devem conter as seguintes informações:
Nome do Fabricante;
Especificação AWS correspondente;
Diâmetro do eletrodo;
Número do lote ou da corrida;

Figura 1 - identificação típica de eletrodo em tampa de embalagem em folha-de-flandre.

"... OK4S04
..••.....

~SFA-5.1 QlA:.,jt.:TRO mm
'"'~'VSAS ~-9~
E7tHe 3.25
. T:''"6.!i.o 00 /llBCO: 20-30V PROOUÇÃo !Ir-
'm"O DE CORFelll"TE: CA ou ce-
1915
Si:> C(:r.:n) COR c.:..) P (KG)
'p,.:t,.TA :!tf.
:2 :3CO 50- 90 10
2.5 350 66-105 15 0908S9
3.25 35C 110-1 se. 15
4 <lSC 1.;Q-19S 2S EMeAL.AOOH N'1
$ 4Se 1es-:r.o 25 /

1959
6 45;: z:2S..35S 25
HOMO;'OGAÇÕES av. 15701 S
.:.9S-BV""",","'V-G"-'-PoS· G."tAl.J 3Vl+i
1".000000A EP..A.SIL.EFlA CGC29.7SSS2\ «JOO'\~
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<; M.=.r.:TEfI,Io''''''' SM!..UG.AR seco

5.3- Controle no Recebimento


O controle no recebimento, pelo usuário, compreende:
- Verificação do estado da embalagem;
Identificação da embalagem;
Identificação da classe do eletrodo;
- Verificação dos dados do certificado e confronto com a especificação correspondente
quando solicitado na compra
Exame visual dos consumíveis, por amostragem;
- Verificação do peso líquido; Controle dimensional.

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