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LIGAÇÃO COVALENTE

1 – Ligação covalente normal


2 – Ligação covalente coordenada ou dativa
3 – Geometria molecular
4 – Polaridade das ligações

1 – Ligação covalente normal


Considere um átomo de cloro. Ele não é estável isoladamente, pois
possui 7 elétrons na camada de valência. Para se estabilizar, vimos
que ele deve, ao participar de uma ligação iônica, receber mais 1
elétron.

Há, entretanto, outro modo de esse átomo atingir a estabilidade. Ele


pode “compartilhar”um de seus elétrons com outro átomo que
também fará o mesmo. Dessa maneira, cada átomo passará a ter o
usufruto comum do par de elétrons compartilhado, ficando assim com
o octeto completo. O resultado é uma molécula de cloro, formada
por dois átomos desse elemento.

Esse compartilhamento de elétrons que leva à formação de moléculas


é chamado de ligação covalente.
Uma situação parecida acontece com o hidrogênio que, possuindo
apenas 1 elétron, necessita de mais 1 para ficar com a eletrosfera
semelhante à do hélio.

Fórmula Eletrônica
Fórmula estrutural Fórmula molecular
(fórmula de Lewis)

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O oxigênio (6A) necessita compartilhar 2 elétrons para completar o
octeto, Já o nitrogênio (5A) necessita 3.
Fórmula Eletrônica
Fórmula estrutural Fórmula molecular
(fórmula de Lewis)

Obs.: Na molécula de O2 há 2 ligações covalentes ou uma “ligação


covalente dupla”; na molécula de N2 há 3 ligações covalentes ou uma
“ligação covalente tripla”.

Os 4 exemplos apresentados envolveram moléculas de substâncias


simples. Moléculas de substâncias compostas são também formadas
por átomos que se unem através de ligações covalentes. Ex:
Ac.Clorídrico, água e gás carbônico.

Fórmula Eletrônica
Fórmula estrutural Fórmula molecular
(fórmula de Lewis)

Obs.: O número de ligações covalentes que um átomo faz é chamado


de valência.
Assim por exemplo, H e Cl são monovalentes; o O é bivalente; o N é
trivalente e o C é tetravalente.

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Ligação covalente e a tabela periódica:
Na ligação covalente, ao contrário do que acontece na iônica,
nenhum dos participantes deseja doar elétrons. Assim, os elementos
que fazem ligações covalentes são os ametais e os semi metais.

É importante perceber as diferenças fundamentais entre as ligações


iônicas e covalentes.
Na ligação iônica, elétrons são transferidos, formando cátions e
ânions que se unem compondo um reticulo cristalino iônico. Nele, os
íons se acham fortemente unidos, formando um composto sólido.
Já na ligação covalente, os átomos não doam nem recebem elétrons,
não ocorrendo a formação de íons. Os átomos se unem
compartilhando elétrons e formando moléculas.

Por que os elétrons compartilhados mantêm os átomos


unidos?
Os núcleos dos átomos que se unem para formar uma molécula se
repelem, pois possuem cargas elétricas de mesmo sinal. Um elétron
presente entre esses dois núcleos atrairá ambos, pois núcleo e
elétron possuem cargas de sinais opostos. A presença dos elétrons
exerce uma atração suficientemente alta para manter os núcleos
unidos, apesar da repulsão entre eles.

2 – Ligação covalente coordenada ou dativa:

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Considere o composto de fórmula molecular SO2, um poluente
atmosférico comum nas grandes cidades. Estudos levaram os
químicos a concluir que suas moléculas podem ser representadas da
seguinte forma:

Obs.: A ligação do enxofre com o oxigênio que aparece do lado direito


é uma ligação covalente coordenada ou dativa. Ela é simbolizada por
uma seta na fórmula estrutural.

Como se percebe, uma das ligações foi feita de modo um pouco


diferente da ligação covalente normal. Trata-se da chamada ligação
covalente coordenada ou dativa, na qual um dos átomos entra
com dois elétrons para o compartilhamento e o outro com nenhum.
Note que ela difere da ligação covalente normal, onde cada átomo
entra com 1 elétron do par que será compartilhado.

Outro exemplo de molécula em que ocorre a ligação dativa é o


ozônio.
Fórmula Eletrônica
Fórmula estrutural Fórmula molecular
(fórmula de Lewis)

Exercícios:
1 – Todos os átomos estão com eletrosferas iguais às dos gases
nobres na molécula representada por?
a) CF b) CF2 c) CF3 d) CF4 e) CF5

2 – Considerando suas posições na tabela periódica, hidrogênio e


enxofre devem formar o composto de fórmula:

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a) HS b) HS2 c) H2S d) H2S3
e) H3S2

3 – Escreva as fórmulas eletrônicas e estruturais para os compostos


que apresentam as seguintes fórmulas moleculares:
a) CH4

b) NH3

c) PCl3

d) CHCl3

e) HBr

f) H2S

g) OF2
h) CO2

i) SO2

j) SO3

4 – Escreva a fórmula estrutural para C2H6:

3 – Geometria Molecular:
Como visto, os átomos se unem por ligações covalentes para formar
moléculas. Qual será então o formato dessas moléculas?
Em vez de usar formato, a química adota a expressão geometria
molecular. Para mostrar as diferentes geometrias moleculares,
vamos usar como exemplo as seguintes moléculas:

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Como é

possível prever a geometria de uma molécula?


Há um método relativamente moderno e bastante prático, divulgado
na década de 60 por Ronald J. Gillespie, chamado de Teoria da
Repulsão dos Pares Eletrônicos da Camada de Valência. Apesar
do nome, as idéias envolvidas são bastante simples.

• Analogia com balões de gás:


Imagine 2 balões de gás amarrados pelas bocas e soltos no
chão. Em que posição geométrica eles iriam ficar? E se
repetíssemos com 3 e com 4 balões?

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Perceba que os balões se afastam o máximo possível um do
outro. Unindo os seus centros, conseguiríamos um segmento de
linha reta, um triângulo eqüilátero e um tetraedro.

Do mesmo modo que os balões procuram se afastar ao máximo um


do outro, os pares de elétrons existentes ao redor do átomo central
de uma molécula também tenderão a se afastar ao máximo, pois
possuindo cargas de mesmo sinal (negativo) eles se repelem
mutuamente.

Assim, se houver 2 pares de elétrons ao redor do átomo central, eles


tenderão a ficar de lados opostos, graças e essa repulsão.

Se forem 3 pares, eles irão se dispor nos vértices de um triângulo


eqüilátero e, se forem 4, nos vértices de um tetraedro.

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Para determinar a geometria de uma molécula, a Teoria da Repulsão
dos Pares Eletrônicos da Camada de Valência propõe uma seqüência
de passos que leva em conta as idéias que acabamos de conhecer:

1o) Escreva a fórmula eletrônica da substância e conte quantos “pares


de elétrons”existem ao redor do átomo central. Entenda por “par de
elétrons”:
• Uma ligação covalente simples, dupla, tripla ou dativa;
• Par de elétrons não usado em ligação.

2o) Escolha a distribuição geométrica que distribua esses “pares de


elétrons’, assegurando a máxima distância entre eles;

No de pares de
2 3 4
elétrons
Distribuição Segmento de Triângulo
Tetraedro
escolhida reta eqüilátero

3o) Apesar de serem os pares de elétrons que determinam a


distribuição geométrica ao redor do átomo central, a geometria
molecular é uma expressão da posição relativa dos núcleos dos
átomos nela presentes. Assim, considerando apenas os átomos
unidos ao central (e ignorando, portanto, os pares de elétrons não
usados em ligações), determinamos, finalmente, a geometria da
molécula.

Obs.: No caso de uma molécula biatômica, isto é, formada apenas


por 2 átomos, a geometria é necessariamente linear, pois não há
outro arranjo possível.

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Em geometria molecular, é muito aplicado o termo “ângulo de
ligação”. Os ângulos de ligações tem os seguintes valores:
• Moléculas lineares (CO2, BeF2)  180o
• Moléculas trigonais (BF3)  120o
• Tetraédricas (CH4, CCl4)  109o28’.

Na molécula de água (angular) e na amônia (piramidal) os ângulos


entre as ligações valem, respectivamente, 104,5o e 107o. O fato de
esses ângulos serem menores do que 109o28’é explicado pela

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repulsão que ocorre entre os pares de elétrons não compartilhados e
os que participam das ligações.

4 – Polaridade de ligações e moléculas:


a) Eletronegatividade:
Átomos de diversos elementos químicos apresentam diferentes
tendências para atrair elétrons.

Denomina-se eletronegatividade à capacidade que os átomos de


um determinado elemento possuem para atrair elétrons.
Dentre as muitas escalas numéricas para expressar a
eletronegatividade, a mais importante é a que foi elaborada pelo
químico americano Linus Pauling.

A partir desses valores pode-se construir uma fila com alguns


elementos:

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Não se define eletronegatividade para os gases nobres uma vez que
não apresentam tendência a receber ou compartilhar elétrons.

b) Polaridade das ligações:


Considere uma molécula de HF. O par de elétrons compartilhado não
é atraído igualmente pelos 2 átomos, uma vez que o flúor é mais
eletronegativo do que o hidrogênio.

Embora o par de elétrons esteja sendo compartilhado, ele se encontra


mais deslocado no sentido do flúor. Diz-se que no flúor aparece uma
carga parcial negativa e no hidrogênio uma carga parcial positiva. A
ligação entre H e F é chamada de ligação covalente polar.

Considere agora o caso da molécula de H2. Como os 2 átomos tem a


mesma eletronegatividade, não há polarização da ligação e dizemos
que se trata de uma ligação covalente apolar.

Sempre que 2 átomos com eletronegatividades diferentes se unem,


resultará em ligação covalente polar.

c) Caráter iônico ou covalente de uma ligação:


Considere as ligações que seguem e as respectivas diferenças de
eletronegatividade (Δ), calculada usando os valores de
eletronegatividade que aparecem na tabela periódica.

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A medida que a diferença de eletronegatividade aumenta, os elétrons
vão sendo cada vez mais atraídos por um dos átomos. Assim, a
ligação iônica pode ser encarada como um caso extremo de ligação
covalente polar, onde a diferença de eletronegatividade é tão grande
que o elétron acaba sendo transferido de um átomo para outro em
vez de ser compartilhado por ambos.

De acordo com isto, faz sentido falar em caráter covalente e


caráter iônico de uma ligação. O caráter de uma ligação irá
depender da diferença de eletronegatividade (Δ) entre os
participantes. O gráfico a seguir ilustra este fenômeno:

Dissemos anteriormente que a ligação entre metal e ametal é iônica.


Contudo há casos em que a diferença de eletronegatividade (Δ) entre
eles é menor que 1,7 e, dessa forma, a ligação é predominantemente
covalente. Exemplos:
• AlC3  Δ = 3,0 – 1,5 = 1,5
• FeBr3  Δ = 2,8 – 1,7 = 1,1

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