Anda di halaman 1dari 44

GOVERNO DO PARANÁ

Roberto Requião

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


Mauricio Requião de Mello e Silva

DIRETOR GERAL
Ricardo Fernandes Bezerra

SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA


Mary Lane Hutner

ORGANIZADORES
Marlus Humberto Geronasso
Regina Elisabeth Luque
O QUE É ENEM ?

O Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, instituído pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais – INEP, em 1998, para ser aplicado aos alunos concluintes e aos egres-
sos deste nível de ensino, será realizado anualmente, com o objetivo fundamental de avaliar
o desempenho do aluno ao término da escolaridade básica, para aferir o desenvolvimento de
competências fundamentais ao exercício pleno da cidadania.
As tendências internacionais, tanto em realidades mais próximas da nossa como nas mais
distantes, acentuam a importância de formação geral na educação básica, não só para a con-
tinuidade da vida acadêmica como, também, para uma atuação autônoma do sujeito na vida
social, com destaque à sua inserção no mercado de trabalho, que se torna mais e mais compe-
titivo. Esta formação deve ser compreendida como uma sólida aquisição dos conteúdos tradi-
cionais das ciências e das artes associada ao desenvolvimento de estruturas capazes de opera-
cionalizá-los no enfrentamento de problemas apresentados pela realidade social, cada vez mais
complexa, e uma dinâmica de tempo progressivamente acelerada.
Esta rapidez com que as mudanças sociais se processam e alteram nossa vida cotidiana
impõe um padrão mais elevado para a escolaridade básica, e o projeto pedagógico da escola
deve objetivar o desenvolvimento de competências com as quais os alunos possam assimi-
lar informações e utilizá-las em contextos adequados, interpretando códigos e linguagens e
servindo-se dos conhecimentos adquiridos para a tomada de decisões autônomas e socialmen-
te relevantes.
Estas premissas já estão delineadas na atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
– LDB, que introduz profundas transformações no ensino médio, desvinculando-o do vestibular,
ao flexibilizar os mecanismos de acesso ao ensino superior, e , principalmente, delineando o
perfil de saída do aluno da escolaridade básica, ao estipular que o educando, ao final do ensino
médio, demonstre:
“l. domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna;
ll. conhecimento das formas conteporâneas de linguagem;
lll. Domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da
cidadania.”

l. Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática,
artística e científica.
ll. Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão
de fenômenos naturais, de processos históricos-geográficos, da produção tecnológica
e das manifestações artísticas.
lll. Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de
diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
lV. Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos dispo-
níveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.
V. Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de 3
intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a
diversidade sociocultural.

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
1. Dada a descrição discursiva ou por ilustração de um experimento ou fenômeno, de natu-
reza científica, tecnológica ou social, identificar variáveis relevantes e selecionar os instru-
mentos necessários para realização ou interpretação do mesmo.
2. Em um gráfico cartesiano de variável socioeconômica ou técnico-científica, identificar e
analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento ou decréscimo e taxas de varia-
ção.
3. Dada uma distribuição estatística de variável social, econômica, física, química ou biológi-
ca, traduzir e interpretar as informações disponíveis, ou reorganizá-las, objetivando inter-
polações ou extrapolações.
4. Dada uma situação-problema, apresentada em uma linguagem de determinada área de
conhecimento, relacioná-la com sua formação em outras linguagens ou vice-versa.
5. A partir da leitura de textos literários consagrados e de informações sobre concepções ar-
tísticas, estabelecer relações entre eles e seu contexto histórico, social, político ou cultural,
inferindo as escolhas dos temas, gêneros discursivos e recursos expressivos dos autores.
6. Com base em um texto, analisar as funções da linguagem, identificar marcas de variantes
lingüísticas de natureza sociocultural, regional de registro ou de estilo, e explorar as rela-
ções entre as linguagens coloquial e formal.
7. Identificar e caracterizar a conservação e as transformações de energia em diferentes pro-
cessos de sua geração e uso social, e comparar diferentes recursos e opções energéticas.
8. Analisar criticamente, de forma qualitativa ou quantitativa, as implicações ambientais, so-
ciais e econômicas dos processos de utilização dos recursos naturais, materiais ou energé-
ticos.
9. Compreender o significado e a importância da água e de seu ciclo para a manutenção da
vida, em sua relação com condições socioambientais, sabendo quantificar variações de
temperatura e mudanças de fase em processos naturais e de intervenção humana.
10. Utilizar e interpretar diferentes escalas de tempo para situar e descrever transformações na
atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera, origem e evolução da vida, variações populacio-
nais e modificações no espaço geográfico.
11. Diante da diversidade da vida, analisar, do ponto de vista biológico, físico ou químico, pa-
drões comuns nas estruturas e nos processos que garantem a continuidade e a evolução
dos seres vivos.
12. Analisar fatores socioeconômicos e ambientais associados ao desenvolvimento, às con-
dições de vida e saúde de populações humanas, por meio da interpretação de diferentes
indicadores.
13. Compreender o caráter sistêmico do planeta e reconhecer a importância da biodiversidade
para a preservação da vida, relacionando condições humanas, por meio e intervenção hu-
mana.
14. Diante da diversidade de formas geométricas planas e espaciais, presentes na natureza ou
imaginadas, caracterizá-las por meio de propriedades, relacionar seus elementos, calcular
comprimentos, áreas ou volumes, e utilizar o conhecimento geométrico para leitura, com-
preensão e ação sobre a realidade.
4
15. Reconhecer o caráter aleatório de fenômenos naturais ou não utilizar em situações-problema
processos de contagem, representação de freqüências relativas, construção de espaços amos-
trais, distribuição e cálculo de probabilidades.
16. Analisar, de forma qualitativa ou quantitativa, situações–problema referentes a perturba-
ções ambientais, identificando fonte, transporte e destino dos poluentes, reconhecendo
suas transformações; prever efeitos nos ecossistemas e no sistema produtivo e propor
formas de intervenção para reduzir e controlar os efeitos da poluição ambiental.
17. Na obtenção e produção de materiais e de insumos energéticos, identificar etapas, calcular
rendimentos, taxas e índices, e analisar implicações sociais, econômicas e ambientais.
18. Valorizar a diversidade dos patrimônios etnoculturais e artísticos, identificando-a em suas
manifestações e representações em diferentes sociedades, épocas e lugares.
19. Confrontar interpretações diversas de situações ou fatos de natureza histórico-geográfica,
técnico-científica, artístico-cultural ou do cotidiano, comparando diferentes pontos de vis-
ta, identificando os pressupostos de cada interpretação e analisando a validade dos argu-
mentos utilizados.
20. Comparar processos de formação socioeconômica, relacionado-os com seu contexto histó-
rico e geográfico.
21. Dado um conjunto de informações sobre uma realidade histórico-geográfica, contextualizar
e ordenar os eventos registrados, compreendendo a importância dos fatores sociais, eco-
nômicos, políticos ou culturais.

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
QUESTÕES DO ENEM 1998
Observe nas questões 1 e 2 o que foi fera, outra parte escoa superficialmente
feito para colocar bolinhas de gude de ou infiltra-se no solo, indo alimentar rios
1 cm de diâmetro numa caixa cúbica com e lagos. Esse processo é chamado de ciclo
10 cm de aresta. da água.
01. Uma pessoa arrumou as bolinhas em ca- 03. Considere, então, as seguintes afirmati-
madas superpostas iguais, tendo assim vas:
empregado:
l. a evaporação é maior nos continentes,
a) 100 bolinhas. uma vez que o aquecimento ali é maior
do que nos oceanos.
b) 300 bolinhas.
ll. a vegetação participa do ciclo hidroló-
c) 1000 bolinhas.
gico por meio da transpiração.
d) 2000 bolinhas.
lll. o ciclo hidrológico condiciona processos
e) 10000 bolinhas. que ocorrem na litosfera, na atmosfera
02. Uma segunda pessoa procurou encontrar e na biosfera.
outra maneira de arrumar as bolas na cai- lV. a energia gravitacional movimenta a
xa achando que seria uma boa idéia or- água dentro do seu ciclo.
ganizá-las em camadas alternadas, onde
V. o ciclo hidrológico é passível de sofrer
cada bolinha de uma camada se apoiaria
interferência humana, podendo apre-
em 4 bolinhas da camada inferior, como
sentar desequilíbrios.
mostra a figura. Deste modo, ela conse-
guiu fazer 12 camadas. Portanto, ela con- a) somente a afirmativa lll está correta.
seguiu colocar na caixa:
b) somente as afirmativas lll e lV estão
a) 729 bolinhas. corretas
b) 984 bolinhas. c) somente as afirmativas l, ll e V estão
corretas.
c) 1000 bolinhas.
d) somente as afirmativas l, lll, lV e V es-
d) 1086 bolinhas.
tão corretas.
e) 1200 bolinhas.
e) todas as afirmativas estão corretas.
O sol participa do ciclo da água, pois além
de aquecer a superfície da Terra dando Texto 1
origem aos ventos, provoca a evapora-
ção da água dos rios, lagos e mares. O “Mulher, Irmã, escuta-me: não ames,
vapor da água, ao se resfriar, condensa Quando a teus pés um homem terno e curvo
em minúsculas gotinhas, que se agrupam
formando as nuvens, neblinas ou névoas Jurar amor, chorar pranto de sangue,
úmidas. As nuvens podem ser levadas pe- Não creias, não, mulher: ele te engana!
los ventos de uma região para outra. Com
a condensação e, em seguida, a chuva, a As lágrimas são gotas da mentira
água volta a superfície da Terra, caindo E o juramento manto da perfídia.”
sobre o solo, rios, lagos e mares. Parte Joaquim Manoel de Macedo
dessa água evapora retornando à atmos-
6
Texto 2
b) hidrelétrica, porque a usina faz uso da
“Teresa, se algum sujeito bancar o energia cinética da água.
sentimental em cima de você c) Termoelétrica, porque no movimento
das turbinas ocorre aquecimento.
E te jurar uma paixão do tamanho de um
d) Eólica, porque a turbina é movida pelo
Bonde
movimento da água.
Se ele chorar
e) Nuclear, porque a energia é obtida do
Se ele ajoelhar núcleo das moléculas de água.
Se ele se rasgar todo 06. A eficiência de uma usina, do tipo da repre-
sentada na figura da questão anterior, é da
Não acredite Teresa
ordem de 0,9, ou seja, 90% da energia da
É lágrima de cinema água no início do processo se transforma
É tapeação em energia elétrica. A usina Ji-Paraná, do
Estado de Rondônia, tem potência instala-
Mentira da de 512 Milhões de Watt, e a barragem
CAI FORA” tem altura de aproximadamente 120m. A
vazão do rio Ji-Paraná, em litros de água
Manuel Bandeira
por segundo, deve ser da ordem de:
04. Os autores, ao fazerem alusão às imagens a) 50 b) 500
da lágrima sugerem que:
c) 5.000 d) 50.000
a) há um tratamento idealizado da rela-
ção homem/mulher. e) 500.000
b) Há um tratamento realista da relação Os efeitos abomináveis das armas nuclea-
homem/mulher. res já foram sentidos pelos japoneses há mais
de 50 anos (1945). Vários países têm, isolada-
c) A relação familiar é idealizada. mente, capacidade nuclear para comprometer
d) A mulher é superior ao homem. a vida na Terra.
e) A mulher é igual ao homem. Montar o seu sistema de defesa é um di-
reito de todas as nações, mas um ato irres-
Na figura abaixo está esquematizado um
ponsável ou um descuido pode desestruturar,
tipo de usina utilizada na geração de ele-
pelo medo ou uso, a vida civilizada em vastas
tricidade.
regiões. A nãoproliferação de armas nucleares
é importante.
No 1o. domingo de junho de 98, Índia e
Paquistão rejeitaram a condenação da ONU,
decorrente da explosão de bombas atômicas
pelos dois países, a título de teste nuclear e
comemoradas com festa, especialmente no
Paquistão. O governo paquistanês (país que
possui maioria da população muçulmana) con-
05. Analisando o esquema, é possível identifi- siderou que a condenação não levou em conta
car que se trata de uma usina: o motivo da disputa: o território de CAXEMIRA,
pelo qual já travaram 3 guerras desde sua in-
a) hidrelétrica, porque a água corrente dependência (em 1947, do Império Britânico, 7
baixa a temperatura da turbina que tinha o Subcontinente indiano como colô-

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
nia). Dois terços da região, de maioria muçul- 08. Suponha que, no próximo mês, dobre o
mana, pertencem à Índia e 1 ao Paquistão. consumo de energia elétrica dessa resi-
3 dência. O novo valor da conta será de :
07. Sobre o tempo e os argumentos podemos
dizer que: a) R$ 55,23
a) a bomba atômica não existia no mun- b) R$ 106,46
do antes de o Paquistão existir como c) R$ 802,00
país.
d) R$ 100,00
b) A força não tem sido usada para tentar
resolver os problemas entre Paquistão e) R$ 22,90
e Índia. 09. Suponha agora que dobre o consumo
c) Caxemira tornou-se um país indepen- d’água. O novo valor da conta será de:
dente em 1947. a) R$ 22,90
d) Os governos da Índia e Paquistão en- b) R$ 106,46
contram-se numa perigosa escalada
de solução de problemas pela força. c) R$ 43,82

e) Diferentemente do século anterior, no d) R$ 17,40


início do século XX, o Império Britânico e) R$ 22,52
não tinha mais expressão mundial.
João ficou intrigado com a grande quanti-
No quadro a seguir estão as contas de luz dade de notícias envolvendo DNA: clona-
e água de uma mesma residência. Além do gem da ovelha Dolly, terapia gênica, tes-
valor a pagar, cada conta mostra como cal- tes de paternidade, engenharia genética,
culá-lo, em função do consumo de água (em etc. Para conseguir entender as notícias,
m3) e de eletricidade (em kwh). Observe que, estudou a estrutura da molécula de DNA e
na conta de luz, o valor a pagar é igual ao seu funcionamento e analisou os dados do
consumo multiplicado por um certo fator. Já quadro a seguir.
na conta de água, existe uma tarifa mínima e
diferentes faixas de tarifação. I
ATCCGGATGCTT
Companhia de Eletricidade TAGGCCTACGAA
Fornecimento Valor - R$
401 KWH x 0,13276000 53,23 II
ATCCGGATGCTT
Companhia de Saneamento
TARIFAS DE ÁGUA/M2
Faixas de
UAGGCCUACGAA
Tarifa Consumo Valor - R$
consumo
tarifa III UAGGCCUACGAA
até 10 5,50 5,50
mínima
11 a 20 0,85 7 5,95 Metionina Alanina Leucina Glutamato
21 a 30 2,13
IV
31 a 50 2,13
Bases nitrogenadas:
acima de 50 2,36
A = Adenina
Total 11,45 T = Timina
8 C = Citosina
G = Guanina
U = Uracila
10. Analisando-se o DNA de um animal, de- Proposta 2: Promover uma campanha de edu-
tectou-se que 40% de suas bases nitro- cação da população com relação
genadas eram constituídas por Adenina. a noções básicas de higiene, in-
Relacionando esse valor com o empare- cluindo fervura de água.
lhamento específico das bases, os valores Proposta 3: Construir rede de saneamento bá-
encontrados para as outras bases nitroge- sico.
nadas foram:
Proposta 4: Melhorar as condições de edifica-
a) T = 40%; C = 20%; G = 40% ção das moradias e estimular o
b) T = 10%; C = 10%; G = 40% uso de telas nas portas e janela e
mosquiteiros de filó.
c) T = 10%; C = 40%; G = 10%
Proposta 5: Realizar campanha de esclareci-
d) T = 40%; C = 10%; G = 10% mento sobre os perigos de banhos
e) T = 40%; C = 60%; G = 60% nas lagoas.
Proposta 6: Aconselhar o uso controlado de in-
11. Em l está representado o trecho de uma
seticidas.
molécula de DNA. Observando o quadro,
pode-se concluir que: Proposta 7: Drenar e aterrar as lagoas do mu-
nicípio.
a) a molécula de DNA é formada por 2
cadeias caracterizadas por seqüências 12. Em relação à Esquistossomose, a situação
de bases nitrogenadas; é complexa, pois o ciclo de vida do verme
b) na molécula de DNA, podem existir di- que causa a doença tem vários estágios,
ferentes tipos de complementação de incluindo a existência de um hospedeiro
bases nitrogenadas. intermediário, um caramujo aquático que
é contaminado pelas fezes das pessoas
c) a quantidade de A presente em uma doentes. Analisando as medidas propos-
das cadeias é exatamente igual à quan- tas, o combate à doença terá sucesso se
tidade de A da cadeia complementar. forem implementadas:
d) na molécula de DNA, podem existir 5
a) 1 e 6, pois envolvem a eliminação do
diferentes tipos de bases nitrogena-
agente causador da doença e de seu
das.
hospedeiro intermediário.
e) no processo de mitose, cada molécula
b) 1 e 4, pois além de eliminarem o agen-
de DNA dá origem a 4 moléculas de
te causador da doença, também previ-
DNA exatamente iguais.
nem o contato do transmissor com as
Em uma aula de Biologia, o seguinte texto pessoas sãs.
é apresentado:
c) 4 e 6, pois envolvem o extermínio do
LAGOA AZUL ESTÁ DOENTE transmissor da doença.
Os vereadores da pequena cidade de La-
d) 1, 4 e 6, pois atingirão todas as fases
goa Azul estavam discutindo a situação da
do ciclo de vida do agente causador da
Saúde no Município. A situação era mais grave
doença, incluindo o seu hospedeiro in-
com relação a três doenças:
termediário.
Doença de Chagas, Esquistossomose e As-
e) 3 e 5, pois prevenirão a contaminação
caridíase (lombriga). Na tentativa de prevenir
do hospedeiro intermediário pelas fe-
novos casos, foram apresentadas várias pro-
zes das pessoas doentes e a contami-
postas:
nação de pessoas sãs por águas con- 9
Proposta 1: Promover uma campanha de vaci- taminadas.
nação.

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
13. Para o combate da Ascaridíase, a proposta A temperatura de ebulição será:
que trará maior benefício social, se
a) maior em Campos do Jordão.
implementada pela Prefeitura, será:
b) menor em Natal.
a) 1 d) 5
c) menor no Pico da Neblina.
b) 3 e) 6
d) igual em Campos do Jordão e Natal.
c) 4
e) não dependerá da altitude.
A tabela a seguir registra a pressão at-
mosférica em diferentes altitudes, e o gráfico
relaciona a pressão de vapor da água em fun- Anotações
ção da temperatura

Altitude(km) Pressão atmosférica (mm Hg)


0 760
1 600
2 480
4 300
6 170
8 120
10 100
800
Pressão de vapor de água em mmHg

700

600

500

400

300

200

100

0
20 40 60 80 100 120
Temperatura

14. Um líquido, num frasco aberto, entra em


ebulição a partir do momento em que a
sua pressão de vapor se iguala à pres-
são atmosférica. Assinale a opção corre-
ta, considerando a tabela, pó gráfico e os
dados apresentados, sobre as seguintes
cidades:

Natal (RN) nível do mar.


10 Campos do Jordão (SP) altitude 1628m.
Pico da Neblina (RR) altitude 3014m.
QUESTÕES DO ENEM 1999
01. SONETO DE FIDELIDADE e) “Vamos de qualquer maneira, mas va-
mos mesmo.” (Aurélio)
De tudo ao meu amor serei atento
02.
Antes e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento. (QUINO. Mafalda inédita. São Paulo: Mar-
tins Fontes, 1993)
E assim, quando mais tarde me procure
Observando as falas das personagens,
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
analise o emprego do pronome SE e o sentido
Quem sabe a solidão, fim de quem ama. que adquire no contexto. No contexto da nar-
rativa, é correto afirmar que o pronome SE,
Eu possa me dizer do amor (que tive):
a) em l, indica reflexividade e equivale a
Que não seja imortal, posto que é chama
“a si mesmas”.
Mas que seja infinito e enquanto dure.
b) Em ll, indica reciprocidade e equivale a
(MORAES, Vinícius de. Antologia poética. “a si mesma”.
São Paulo: Cia das Letras, 1992)
c) Em lll, indica reciprocidade e equivale
A palavra mesmo pode assumir diferentes
a “umas às outras”.
significados, de acordo com a sua função na
frase. Assinale a alternativa em que o sentido d) Em l e lll, indica reciprocidade e equi-
de mesmo equivale ao que se verifica no 3º. vale a “umas às outras”.
verso da 1ª. estrofe do poema de Vinícius de e) Em ll e lll, indica reflexividade e equi-
Moraes. vale a “a si mesma“ e “a si mesmas”,
a) “Pai, para onde fores, / irei também respectivamente.
trilhando as mesmas ruas...” (Augusto As informações abaixo foram extraídas do
dos Anjos)
rótulo da água mineral de determinada
b) “Agora, como outrora, há aqui o mes- fonte.
mo contraste da vida interior, que é
modesta, com a exterior, que é ruido- ÁGUA MINERAL NATURAL
sa.” (Machado de Assis) Composição química provável em mg/L

c) “Havia o mal, profundo e persistente, Sulfato de estrônico .......................... 0,04


para o qual o remédio não surtiu efei- Sulfato de cálcio .............................. 2,29
to, mesmo em doses variáveis.” (Rai-
mundo Faoro) Sulfato de potássio .......................... 2,16
Sulfato de sódio .............................. 65,71
d) “Mas, olhe cá, Mana Glória, há mesmo
necessidade de fazê-lo padre?” (Ma- Carbonato de sódio ........................... 143,68
chado de Assis)
11
Bicarbonato de sódio ........................ 42,20

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
Cloreto de sódio ............................... 4,07 c) alaranjado de metila ou azul de bro-
motimol.
Fluoreto de sódio ............................. 1,24
d) vermelho de metila ou azul de bromo-
Vanádio........................................... 0,07
timol.
Características físico-químicas
e) vermelho de metila ou alaranjado de
pH a 25ºC ....................................... 10,00 metila.
Temperatura da água na fonte............ 24ºC 04. As seguintes explicações foram dadas para
Condutividade elétrica ....... 4,40x10 ohms/cm
-4 a presença do elemento vanádio na água
mineral em questão
Resíduo de evaporação a 1800C ...... 288,00 mg/L
l. No seu percurso até chegar à fonte, a
CLASSIFICAÇÃO: água passa por rochas contendo mine-
“ALCALINO-BICARBONATADA, FLUORETADA, rais de vanádio, dissolvendo-os.
VANÁDICA” ll. Na perfuração dos poços que levam aos
depósitos subterrâneos da água, utili-
Indicadores ácido base são substâncias zaram-se brocas constituídas de ligas
que em solução aquosa apresentam cores cromovanádio.
diferentes conforme o pH da solução. lll. Foram adicionados compostos de vaná-
dio à água mineral.
O quadro abaixo fornece as cores que al-
guns indicadores apresentam à tempera- Considerando todas as informações do ró-
tura de 25oC tulo, pode-se concluir que apenas
a) a explicação l é plausível .
Indicador Cores conforme o pH
b) a explicação ll é plausível.
Amarelo em pH 6,0;azul
Azul de bromotimol c) a explicação lll é plausível.
em pH 7,6
d) as explicações l e ll são plausíveis.
Vermelho em pH 4,8; e) as explicações ll e lll são plausíveis.
Vermelho de metila
amarelo em pH 6,0
05. A tabela abaixo apresenta dados referen-
tes à mortalidade infantil, à porcentagem
Incolor em pH 8,2; ver- de famílias de baixa renda com crianças
Fenolftaleína
melho em pH 10,0 menores de 6 anos e às taxas de analfa-
betismo das diferentes regiões brasileiras
e do Brasil como um todo.
Vermelho em pH 3,2;
Alaranjada de Taxa de
amarelo em pH 4,4 14 Famílias de
metila analfabe-
baixa renda
Regiões Mortalidade tismo em
com crianças
do Brasil infantil maiores
menores de 6
03. Suponha que uma pessoa inescrupulosa de 15 anos
anos (em %)
guardou garrafas vazias dessa água mi- (em %)
neral, enchendo-as com água de torneira Norte 35,6 34,5 12,7
(pH entre 6,5 e 7,5) para serem vendidas Nordeste 59,0 54,9 29,4
Sul 22,5 22,4 8,3
como água mineral. Tal fraude pode ser
Sudeste 25,2 18,9 8,6
facilmente comprovada pingando-se na
Centro-
“água mineral fraudada”, à temperatura Oeste
25,4 25,5 12,4
de 25ºC, gotas de
12 Brasil 36,7 31,8 14,7

a) azul de bromotimol ou fenolftaleína. Fonte: Folha de S. Paulo, 11/03,99


* A mortalidade infantil indica o número de crianças que
b) alaranjado de metila ou felnolftaleína. morrem antes de completar um ano de idade para cada grupo de
1.000 crianças que nasceram vivas.
Suponha que um grupo de alunos rece-
beu a tarefa de pesquisar fatores que in-
terferem na manutenção da saúde ou no
desenvolvimento de doenças. O primeiro
grupo deveria colher dados que apoiassem
a idéia de que combatendo-se agentes bio-
lógicos e químicos garante-se a saúde. Já o No primeiro dia do inverno no Hemisfé-
segundo grupo deveria coletar informações rio Sul, uma atividade de observação de
que reforçassem a idéia de que a saúde de sombras é realizada por alunos de Maca-
um indivíduo está diretamente relacionada pá, Porto Alegre e Recife. Para isso, uti-
à sua condição socioeconômica. liza-se uma vareta de 30 cm fincada no
chão na posição vertical. Para marcar o
Os dados da tabela podem ser utilizados tamanho e a posição da sombra, o chão é
apropriadamente para forrado com uma folha de cartolina, como
a) apoiar apenas a argumentação do pri- mostra a figura acima.
meiro grupo. Nas figuras abaixo, estão representadas as
b) apoiar apenas a argumentação do se- sombras projetadas pelas varetas nas três
gundo grupo. cidades, no mesmo instante, ao meio-dia.
A linha pontilhada indica a direção Norte-
c) refutar apenas a posição a ser defendi- Sul.
da pelo segundo grupo.
d) apoiar a argumentação dos dois gru- NORTE NORTE NORTE
Recife Porto Macapá
pos.
Alegre
e) refutar as posições a serem defendi-
das pelos dois grupos.

SUL SUL SUL

06. Levando-se em conta a localização destas


três cidades no mapa, podemos afirmar
que os comprimentos das sombras serão
tanto maiores quanto maior for o afasta-
mento da cidade em relação ao
a) litoral.
b) Equador
c) Nível do mar.
d) Trópico de Capricórnio
e) Meridiano de Greenwich.

13

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
07. Assim como na relação entre o perfil de 08. A vantagem do uso de panela de pressão
um corte de um torno e a peça torneada, é a rapidez para o cozimento de alimentos
sólidos de revolução resultam e isto se deve
da rotação de figuras planas
a) à pressão no seu interior, que é igual à
em torno de um eixo. Girando-
pressão externa.
se as figuras ao lado em torno
da haste indicada obtêm-se b) à temperatura de seu interior, que está
os sólidos de revolução que acima da temperatura de ebulição da
estão na coluna da direita. A água no local.
correspondência correta entre
c) à quantidade de calor adicional que é
as figuras planas e os sólido
transferida à panela.
de revolução obtidos é:
d) à quantidade de vapor que está sendo
a) 1A, 2B, 3C, 4D, 5E.
liberada pela válvula.
b) 1B, 2C, 3D, 4E, 5A.
e) à espessura da sua parede, que é
c) 1B, 2D, 3E, 4A, 5C. maior que a das panelas comuns.
d) 1D, 2E, 3A , 4B, 5C. O diagrama abaixo representa a energia
solar que atinge a Terra e sua utilização na
e) 1D, 2E, 3B, 4C, 5A.
geração de eletricidade. A energia solar é
responsável pela manutenção do ciclo da
A panela de pressão permite que os ali- água, pela movimentação do ar, e pelo ci-
mentos sejam cozidos em água muito mais clo do carbono que ocorre através da fo-
rapidamente do que em panelas conven- tossíntese dos vegetais, da decomposição
cionais. Sua tampa possui uma borracha e da respiração dos seres vivos, além da
de vedação que não deixa o vapor escapar, formação de combustíveis fósseis.
a não ser através de um orifício central so-
bre o qual assenta um peso que controla Proveniente do Sol
a pressão. Quando em uso, desenvolve- 200 bilões de MW
se uma pressão elevada no seu interior.
Para a sua operação segura, é necessário Evaporação Aquecimento Absorção
observar a limpeza do orifício central e a Aquecimento
da água do ar pelas plantas
existência de uma válvula de segurança,
normalmente situada na tampa. Energia Potencial (chuvas) Petróleo, gás e carvão
O esquema da panela de pressão e um
diagrama de fase da água são apresenta- Usinas hidroelétricas Usinas termoelétricas
dos abaixo. 100 000 MW 400 000 MW
DIAGRAMA DE FASE DA ÁGUA

Válvula de 5 Eletricidade
Vapor segurança 500 000 MW
4
09. De acordo com o diagrama, a humanidade
aproveita, na forma de energia elétrica,
Pressão (atm)

2
uma fração de energia recebida como ra-
diação solar, correspondente a :
1
a) 4 x 10-9 b) 2,5 x 10-6
14 Líquido 0
c) 4 x 10-4 d) 2,5 x 10-3
0 20 40 50 60 100 120 140 180
e) 4 x 10-3
Temperatura (oC)
10. De acordo com este diagrama, uma das 12. Um agricultor, que possui uma plantação de
modalidades de produção de energia elé- milho e uma criação de galinhas, passou a
trica envolve combustíveis fósseis. A mo- ter sérios problemas com os cachorros-do-
dalidade de produção, o combustível e a mato que atacavam sua criação. O agricul-
escala de tempo típica associada à forma- tor, ajudado pelo vizinhos, exterminou os
ção desse combustível são, respectiva- cachorros-do-mato da região. Passado pou-
mente, co tempo, houve um grande aumento no
número de pássaros e roedores que passa-
a) hidroelétricas – chuvas – um dia
ram a atacar as lavouras. Nova campanha
b) hidroelétricas – aquecimento do solo de extermínio e, logo depois da destruição
– um mês dos pássaros e roedores, uma grande praga
de gafanhotos, destruiu totalmente a plan-
c) termoelétricas – petróleo – 200 anos
tação de milho e as galinhas ficaram sem
d) termoelétricas – aquecimento do solo alimento.
– 1 milhão de anos
Analisando o caso acima, podemos per-
e) termoelétricas – petróleo – 500 mi- ceber que houve desequilíbrio na teia ali-
lhões de anos mentar representada por:
11. Um agricultor adquiriu alguns alqueires
(A) milho gafanhatos pássaro galinha roedores cachorro-do-mato
de terra para cultivar e residir no local. O pássaro
desenho abaixo representa parte de suas (B) milho
gafanhotos cachorro-do-mato
terras. galinha
roedores

gafanhotos
(C) galinha milho
roedores cachorro-do-mato
pássaros
roedores
II pássaros
(D) cachorro-do-mato
gafanhotos milho
ROCHA PERMEÁVEL galinha
I (E) galinha milho gafanhotos pássaro roedores cachorro-do-mato

RIO
REGIÃO DO LENÇOL DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
13. A deterioração de um alimento é resul-
ROCHA IMPERMEÁVEL
tado de transformações químicas que de-
correm, na maioria dos casos, da intera-
ção do alimento com microrganismos ou,
Pensando em construir sua moradia no ainda, da interação com o oxigênio do ar,
lado l do rio e plantar no lado ll, o agricul- como é o caso da rancificação de gordu-
tor consultou seus vizinhos e escutou as ras. Para conservar por mais tempo um
frases abaixo. Assinale a frase do vizinho alimento deve-se, portanto, procurar im-
que deu a sugestão mais correta. pedir ou retardar ao máximo a ocorrência
dessas transformações.
a) “O terreno só se presta ao plantio, re-
volvendo o solo com arado.” Os processos comumente utilizados para
conservar alimentos levam em conta os
b) “Não plante neste local, porque é im-
seguintes fatores:
possível evitar a erosão”.
l. microrganismos dependem da água lí-
c) “Pode ser utilizado, desde que se plan-
quida para sua sobrevivência.
te em curvas de nível”.
ll. microrganismos necessitam de tempe-
d) “Você perderá sua plantação, quando
raturas adequadas para crescerem e se 15
as chuvas provocarem inundação”.
multiplicarem. A multiplicação de mi-
e) Plante forragem para o pasto”.

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
crorganismos, em geral, é mais rápida
entre 25ºC e 45ºC, aproximadamente.
lll. transformações químicas têm maior ra-
pidez quanto maior for a temperatura e
a superfície de contato das substâncias
que interagem.
lV. há substâncias que acrescentadas ao
alimento dificultam a sobrevivência ou
a multiplicação de microrganismos.
V. no ar há microrganismos que encon-
trando alimento, água líquida e tempe-
raturas adequadas crescem e se multi-
plicam.
Em uma embalagem de leite “longa-vida”,
lê-se :
“Após aberto é preciso guardá-lo em gela-
deira”
Caso uma pessoa não siga tal instrução,
principalmente no verão tropical, o leite
se deteriorará rapidamente, devido a ra-
zões relacionadas com
a) o fator l, apenas.
b) O fator ll, apenas.
c) Os fatores ll, lll e V , apenas.
d) Os fatores l, ll e lll, apenas.
e) Os fatores l, ll, lll , lV e V.

Anotações

16
QUESTÕES DO ENEM 2000
01. No processo de fabricação de pão, os pa- c) l e ll estão corretas.
deiros, após prepararem a massa utili-
d) ll e lll estão corretas.
zando fermento biológico, separam uma
porção de massa em forma de “bola” e e) lll está correta.
a mergulham num recipiente com água,
02. O resultado da conversão direta de ener-
aguardando que ela suba, como pode ser
gia solar é uma das várias formas de
observado, respectivamente, em l e ll do
energia alternativa de que se dispõe. O
esquema abaixo.
aquecimento solar é obtido por uma placa
Quando isso acontece, a massa está pron- escura coberto por vidro, pela qual passa
ta para ir ao forno. um tubo contendo água. A água circula,
conforme mostra o esquema abaixo.

Um professor de Química explicará esse Radiação let


or
Co Reservatório de água fria
procedimento da seguinte maneira: solar
Reservatório
“A bola de massa torna-se menos densa de água quente Água quente para o consumo
que o líquido e sobe. A alteração da den- Vidro Placa escura

sidade deve-se à fermentação, processo


Fonte: Adaptado de PALZ, Wolfgang.
que pode ser resumido pela equação Energia solar e fontes alternativas. Hemus, 1981

C6H12O6 2 C2H5OH + 2 CO2 + energia. São feitas as seguintes afirmações quanto


aos matérias utilizados no aquecedor solar:
Glicose álcool comum gás carbônico”
l. o reservatório de água quente deve ser
Considere as afirmações abaixo. metálico para conduzir melhor o calor.
l. A fermentação dos carboidratos da ll. a cobertura de vidro tem como função
massa de pão ocorre de maneira es- reter melhor o calor, de forma seme-
pontânea e não depende da existência lhante ao que ocorre em uma estufa.
de qualquer outro organismo vivo.
lll. a placa utilizada é escura para absor-
ll. Durante a fermentação, ocorre produ- ver melhor a energia radiante do Sol,
ção de gás carbônico, que se vai acu- aquecendo a água com maior eficiên-
mulando em cavidades no interior da cia.
massa, o que faz a bola subir.
Dentre as afirmações acima, pode-se di-
lll. A fermentação transforma a glicose em zer que, apenas está(ão) correta(s)
álcool.
a) l.
Como o álcool tem maior densidade do
que a água, a bola de massa sobe. b) l e ll.

Dentre as afirmativas, apenas: c) ll.


d) l e lll.
a) l está correta. 17
b) ll está correta. e) ll e lll.

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
03. A energia térmica liberada em processos 04. A partir do esquema são feitas as seguin-
de fissão nuclear pode ser utilizada na tes afirmações:
geração de vapor para produzir energia
l. a energia liberada na reação é usada
mecânica que, por sua vez, será conver-
para ferver a água que, como vapor a
tida em energia elétrica. Abaixo está re-
alta pressão, aciona a turbina.
presentado um esquema básico de uma
usina de energia nuclear. ll. a turbina, que adquire uma energia ci-
nética de rotação, é acoplada mecani-
camente ao gerador para a produção
Vapor de energia elétrica.
Gerador
lll. a água depois de passar pela turbina é
Água Tubina pré-aquecida no condensador e bom-
beada de volta ao reator.
Pilhas
nucleares Condensador Dentre as afirmações acima, somente
Bomba
d´água Bomba está (ão) corretas(s):
d´água
a) l.
b) ll.
c) lll.
d) l e ll.
Com relação ao impacto ambiental causa-
e) ll e lll.
do pela poluição térmica no processo de
refrigeração da usina nuclear, são feitas 05. O esquema abaixo mostra, em termos
as seguintes afirmações: de potência (energia/tempo), aproxima-
damente, o fluxo de energia, a partir de
l. o aumento na temperatura reduz, na
uma certa quantidade de combustível vin-
água do rio, a quantidade de oxigênio
da do tanque de gasolina, em um carro
nela dissolvido, que é essencial para a
viajando com velocidade constante.
vida aquática e para a decomposição
da matéria orgânica. O esquema mostra que, na queima de ga-
solina, no motor de combustão, uma par-
ll. o aumento da temperatura da água
te considerável de sua energia é dissipa-
modifica o metabolismo dos peixes.
da. Essa perda é da ordem de:
lll. o aumento na temperatura da água di- Energia dos Luzes,
hidrocarbonetos
minui o crescimento de bactérias e de não queimados,
venti-
lador,
algas, favorecendo o desenvolvimento energia térmica gerador,
dos gases direção,
da vegetação. de escape e bomba
transferida ao hidráu-
Evaporação Energia
Das afirmativas acima, somente está (ão) 1kW
ar ambiente
56,8 kW
lica, etc
térmica
2.2 kW
correta (s): 3kW

a) l.
b) ll. DO TANQUE DE
GASOLINA 72 kW
c) lll Rodas

d) l e ll Motor de combustão Transmissão e


engrenagens

18 e) ll e lll. a) 80% c) 50% e) 20%


b)70% d) 30%
06. Os quatro calendários apresentados abai- Três dessas fotografias estão reproduzi-
xo mostram a variedade na contagem do das abaixo.
tempo em diversas sociedades.
1 de janeiro de 2000 24 de ramada de 1378

Baseado no ciclo solar, A base é a Lua. Inicia-se


tem como referência o com a fuga de Maomé
nascimento de Cristo de Meca, em 622 d.C.
As fotos poderiam corresponder, respecti-
vamente, aos pontos:
23 de tevet de 5760 7 dia do 12 mês do ano
do coelho a) lll, V e ll.
b) ll, lll e V
Calendário lunar, parte Referência lunar. Inicia- c) ll, IV e lll.
da criação do mundo do em 2697 a. C, ano do
conforme a Bíblia. patriarca chinês Muangti d) l, ll e lll.
e) l, ll e V.
Com base nas informações apresentadas,
pode-se afirma que: 08. O gráfico abaixo representa a evolução da
quantidade de oxigênio na atmosfera no
a) o final do milênio, 1999/2000, é um
curso dos tempos geológicos. O número
fator comum às diferentes culturas e
100 sugere a quantidade atual de oxigênio
tradições.
na atmosfera, e os demais valores indicam
b) embora o calendário cristão seja hoje diferentes porcentagens dessa quantidade.
adotado em âmbito internacional, cada
cultura registra seus eventos marcan- 100
tes em calendário próprio.
Oxigênio (% da quantidade atual)

c) O calendário cristão foi adotado uni- 0 Atmosfera


PNEUMATOSFERA PRIMITIVA

versalmente porque, sendo solar, é Atmosfera


primitiva
semelhante a do
Antes do
ozônio
planeta Marte
mais preciso que os demais.
primeira célula

Terciário e Quartenário
eucarióide
FOTOSSÍNTESE
APARECIMENTO

d) A religião não foi determinante na de-


COMEÇO DA
DA VIDA

finição dos calendários.


Pré-cambriano

0,1
Secundário
Primário

e) O calendário cristão tornou-se domi-


nante por sua antiguidade. 0
-0 -3,8 -2,9 -2,7 -2 -1,6 -1 -0,7 0 0
07. A figura abaixo mostra um eclipse solar no Tempo (milhões de anos)
instante em que é fotografado em cinco
diferentes pontos do planeta. De acordo com o gráfico é correto afirmar
que:
SOL a) as primeiras formas de vida surgiram
na ausência de O2.
I b) a atmosfera primitiva apresentava 1%
II de teor de oxigênio.
III c) após o início da fotossíntese, o teor de
oxigênio na atmosfera mantém-se es-
IV
V
19
tável

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
d) desde o Pré-cambriano, a atmosfera
mantém os mesmos níveis de teor de • 82% das exportações mundiais, en-
oxigênio. quanto o quinto de menor renda, ape-
nas 1%;
e) na escala evolutiva da vida, quando
surgiram os anfíbios, o teor de oxigênio • 74% das linhas telefônicas mundiais,
atmosférico já se havia estabilizado. enquanto o quinto de menor renda,
apenas 1,5%;
09. O texto abaixo foi extraído de uma crônica
de Machado de Assis e refere-se ao traba- • 93,3% das conexões com a Internet,
lho de um escravo. enquanto o quinto de menor renda,
apenas 0,2%.
“Um dia começou a guerra do Paraguai e
durou cinco anos, João repicava e dobrava, A distância da renda do quinto da popu-
dobrava e repicava pelos mortos e pelas vi- lação mundial que vive nos países mais
tórias. Quando se decretou o ventre livre dos pobres - que era de 30 para 1, em 1960
escravos, João é que repicou. Quando se fez a – passou para 60 para 1, em 1990, e
abolição completa, quem repicou foi João. Um chegou a 74 para 1, em 1997.
dia proclamou-se a República. João repicou
por ela, repicaria pelo Império, se o Império De acordo com esse trecho do relatório, o
retornasse”. cenário do desenvolvimento humano mun-
(MACHADO, Assis de. Crônica sobre a mor- dial, nas últimas décadas, foi caracterizado
te do escravo João, 1897) pela?
A leitura do texto permite afirmar que o a) diminuição da disparidade entre as na-
sineiro João: ções.
a) por ser escravo tocava os sinos, às es- b) diminuição da marginalização de paí-
condidas, quando ocorriam fatos liga- ses pobres.
dos à Abolição.
c) inclusão progressiva de países no sis-
b) não poderia tocar os sinos pelo retorno tema produtivo.
do Império, visto que era escravo.
d) crescente concentração de renda, re-
c) tocou os sinos da República, procla- cursos e riqueza.
mada pelos abolicionistas que vieram
libertá-lo. e) distribuição eqüitativa dos resultados
das inovações tecnológicas.
d) tocava os sinos quando ocorriam fatos
marcantes porque era costume fazê-lo. Um boato tem um público-alvo e alastra-se
com determinada rapidez. Em geral, essa
e) Tocou os sinos pelo retorno do Impé- rapidez é diretamente proporcional ao nú-
rio, comemorando a volta da Princesa mero de pessoas desse público que conhe-
Isabel. cem o boato e diretamente proporcional
10. Em 1999, o Programa das Nações Unidas também ao número de pessoas que não
para o Desenvolvimento elaborou o “Re- o conhecem. Em outras palavras, sendo R
latório do Desenvolvimento Humano”, do a rapidez de propagação, P o público-alvo
qual foi extraído o trecho a seguir. e x o número de pessoas que conhecem
o boato, tem-se: R(x) = k.x.(P-x), onde k
Nos últimos anos da década de 90, o é uma constante positiva característica do
quinto da população mundial que vive boato.
nos países de renda mais elevada tinha:
20
• 86% do PIB mundial, enquanto o
quinto de menor renda, apenas 1%;
11. O gráfico cartesiano que melhor represen- A ilustração que melhor representa a dis-
ta a função R(x), para x real, é: tribuição das graduações na vara é:
a) R b) R a) b) c) d) e)

x x

c) R d) R

x x
14. Em uma empresa, existe um galpão que
e) R precisa ser dividido em três depósitos e
um hall de entrada de 20m², conforme a
figura abaixo. Os depósitos l, ll e lll se-
rão construídos para o armazenamento de
respectivamente, 90, 60 e 120 fardos de
x
igual volume, e suas áreas devem ser pro-
12. Considerando o modelo acima descrito, se porcionais a essas capacidades.
o público-alvo é de 44.000 pessoas, então
a máxima rapidez de propagação ocorrerá
quando o boato for conhecido por um nú- Hall
mero de pessoas igual a: 20 m2
a) 11.000. 10 m I III
b) 22.000.
II
c) 33.000.
d) 38.000.
e) 44.000. 11 m
13. Uma empresa de transporte armazena seu A largura do depósito lll deve ser, em me-
combustível em um reservatório cilíndrico tros, igual a:
enterrado horizontalmente. Seu conteú-
a)1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5.
do é medido com uma vara graduada em
vinte intervalos, de modo que a distância 15. O suco extraído do repolho roxo pode
entre duas graduações consecutivas re- ser utilizado como indicador do caráter
presenta sempre o mesmo volume. ácido (pH entre 0 e 7) ou básico (pH en-
tre 7 e 14) de diferentes soluções. Mis-
turado-se um pouco de suco de repolho e
da solução, a mistura passa a apresentar di-
ferentes cores, segundo sua natureza ácida
ou básica, de acordo com a escala abaixo.
21
Cor: Vermelho Rosa Roxo Azul Verde Amarelo

pH: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
Algumas soluções foram testadas com
esse indicador, produzindo os seguintes Fonte: Caderno Vida e Arte, Jornal
resultados: do Povo, Fortaleza Van Gogh, pintor
holandês nascido em 1853, é um dos
Material Cor principais nomes da pintura mundial. É
dele o quadro ao lado
l. Amoníaco Verde
O 3º. quadrinho sugere que Garfield:
ll. Leite de magnésia Azul
a) desconhece tudo sobre arte, por isso
lll. Vinagre Vermelho faz a sugestão.
IV. Leite de vaca Rosa b) acredita que todo pintor deve fazer
algo diferente.
16. De acordo com esses resultados, as solu-
c) defende que para ser pintor a pessoa
ções l, ll, lll e lV, respectivamente, cará-
tem de sofrer.
ter:
d) conhece a história de um pintor famo-
a) ácido/básico/básico/ácido.
so e faz uso da ironia.
b) Ácido/básico/ácido/básico.
e) acredita que seu dono tenha tendência
c) Básico/ácido/básico/ácido. artística e, por isso, faz a sugestão.
d) Ácido/ácido/básico/básico Anotações
e) Básico/básico/ácido/ácido.
17. Utilizando-se o indicador citado em sucos
de abacaxi e de limão, pode-se esperar
como resultado as cores:
a) rosa ou amarelo.
b) vermelho ou roxo.
c) verde ou vermelho.
d) rosa ou vermelho.
e) roxo ou azul.

18. As histórias em quadrinhos, por vezes,


utilizam animais como personagens e a
eles atribuem comportamento humano. O
gato Garfield é um exemplo desse fato.

22
QUESTÕES DO ENEM 2001
01. “... Um operário desenrola o arame, o Cada cartão de apostas possui 7 figuras
outro o endireita, um terceiro corta, um de bolas de futebol e 8 sinais de “X“ dis-
quarto o afia nas pontas para a colocação tribuídos entre os 15 espaços possíveis,
da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça de tal forma que a probabilidade de um
do alfinete requeremos 3 ou 4 operações cliente ganhar o prêmio nunca seja igual
diferentes;...” a zero.
Em determinado cartão existem duas bo-
las na linha 4 e duas bolas na linha 5. Com
esse cartão, a probabilidade de o cliente
ganhar o prêmio é
a) 1 .
27
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. In- 1
vestigação sobre a sua Natureza e suas causas. b) .
36
Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985. Jornal do
Brasil, 19 de fevereiro de 1997. 1
c) .
A respeito do texto e do quadrinho são 54
feitas as seguintes afirmações: 1
d) .
72
l. Ambos retratam a intensa divisão do
e) 1 .
trabalho, à qual são submetidos os 108
operários.
03. A figura apresenta as fronteiras entre os
ll. O texto refere-se à produção informa- países envolvidos na Questão Palestina e
tizada e o quadrinho, à produção ar- um corte, no mapa, da área indicada.
tesanal.
lll. Ambos contêm a idéia de que o produ-
to da atividade industrial não depende
do conhecimento de todo o processo
por parte do operário.
Dentre essas afirmações, apenas
a) l está correta.
b) ll está correta.
c) lll está correta.
Com base na análise dessa figura e con-
d) l e ll estão corretas. siderando o conflito entre árabes e israe-
e) l e lll estão corretas. lenses, pode-se afirmar que, para Israel,
é importante manter ocupada a área liti-
02. Uma empresa de alimentos imprimiu em
giosa por tratar-se de uma região.
suas embalagens um cartão de apostas
do seguinte tipo: a) de planície, propícia à atividade agro-
1 Como jogar:
pecuária.
Inicie raspando apenas uma das linhas alter-

2
nativas da linha de início (linha 1)
Se achar uma bola de futebol, vá para a li-
b) estratégica, dado que abrange as duas
3
nha 2 e raspe apenas uma das alternativas.
Continue raspando dessa forma até o fim
margens do rio Jordão. 23
do jogo.

4
Se encontrar um “X” em qualquer uma das
linhas, o jogo está encerrado e você não terá
c) habitada, marjoritariamente, por colô-
direito ao prêmio.
Se você encontrar uma bola de futebol em
nias israelenses.
5 cada uma das linhas terá direito ao prêmio.
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
d) que garante a hegemonia israelense Em associações com os dados do gráfico,
sobre o mar Mediterrâneo. considere as variáveis:
e) estrategicamente situada devido ao l. Potência de equipamento.
relevo e aos recursos hídricos. ll. Horas de funcionamento.
04. O hemograma é um exame laboratorial lll. Número de equipamentos.
que informa o número de hemácias, gló-
bulos brancos e plaquetas presentes no O valor das frações percentuais do consu-
sangue. A tabela apresenta os valores mo de energia depende de
considerados normais para adultos. Os a) l, apenas. d) ll e lll, apenas
gráficos mostram os resultados do hemo-
grama de 5 estudantes adultos. Todos os b) ll, apenas. e) l, ll e lll.
resultados são expressos em número de c) l e ll, apenas.
elementos por mm3 de sangue.
06. Como medida de economia, em uma re-
Valores normais
para adultos
sidência com 4 moradores, o consumo
mensal médio de energia elétrica foi re-
300 300
250
Hemácias 4,5 a 5,9 milhões/
G. brancos mm3 80 duzido para 300 kWh. Se essa residência
Plaquetas 5 a 10 mil/mm3
200 a 400 mil/mm3 Abel Luísa José Maria Roberto obedece à distribuição dada no gráfico, e
1,3
se nela há um único chuveiro de 5000 W,
7
pode-se concluir que o banho diário de
11
5,5 6,0
5
6
3,5
5,5 3,2 cada morador passou a ter uma duração
média, em minutos, de
Abel Luísa José Maria Roberto Abel Luísa José Maria Roberto
a) 2,5. d) 10,0.
Podem estar ocorrendo deficiência no b) 5,0. e) 12,0.
sistema de defesa do organismo, prejuí-
c) 7,5.
zos no transporte de gases respiratórios
e alterações no processo de coagulação 07. Oxímoro (ou paradoxo) é uma constru-
sanguínea, respectivamente, com os es- ção textual que agrupa significados que
tudantes. se excluem mutuamente. Para Garfield, a
frase de saudação de Jon(tirinha abaixo)
a) Maria, José e Roberto.
expressa o maior de todos os oxímoros.
b) Roberto, José e Abel
c) Maria, Luísa e Roberto.
d) Roberto, Maria e Luísa.
e) Luísa, Roberto e Abel.
05. A distribuição média, por tipo de equipa-
mento, do consumo de energia elétrica Folha de S. Paulo. 31 de julho de 2000
nas residências no Brasil é apresentada
no gráfico.
Nas alternativas abaixo, estão transcri-
tos versos retirados do poema “ O operá-
rio em construção”, Pode-se afirmar que
ocorre um oxímoro em
24 a) “Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.”
b) “... a casa que ele fazia O fabricante não aceitou o projeto, pois
Sendo a sua liberdade percebeu que, pela abertura dessa caixa,
só poderia colocar os sólidos dos tipos
Era a sua escravidão.”
a) l, ll e lll.
c) “Naquela casa vazia
b) l, ll e V.
Que ele mesmo levantara
c) l. ll. lV e V.
Um mundo novo nascia
d) ll, lll, lV e V.
De que sequer suspeitava.”
e) lll, lV e V.
d) “... o operário faz a coisa
09. Uma região industrial lança ao ar gases
E a coisa faz o operário.” como o dióxido de enxofre e óxidos de
e) “Ele, um humilde operário nitrogênio, causadores da chuva ácida. A
figura mostra a dispersão desses gases
Um operário que sabia poluentes.
Exercer a profissão.”
MORAES, Vinícius de. Antologia Poética.
São Paulo: Companhia das Letras, 1992

08. Um fabricante de brinquedos recebeu o


projeto de uma caixa que deverá conter
cinco pequenos sólidos, colocados na cai-
xa por uma abertura em sua tampa. A fi- Considerando o ciclo da água e a disper-
gura representa a planificação da caixa, são dos gases, analise as seguintes possi-
com as medidas dadas em centímetros. bilidades:
4 l. As águas de escoamento superficial e
5 de precipitação que atingem o manan-
6 5 15
cial poderiam causar aumento de aci-
dez da água do manancial e provocar
10
a morte de peixes.
5 6 ll. A precipitação na região rural poderia
5 causar aumento de acidez do solo e
4 exigir procedimentos corretivos, como
a calagem.
Os sólidos são fabricados nas formas de
lll. A precipitação na região rural, embora
l. um cone reto de altura 1 cm e raio da ácida, não afetaria o ecossistema, pois
base 1,5 cm. a transpiração dos vegetais neutraliza-
ria o excesso de ácido.
ll. um cubo de aresta 2 cm.
Dessas possibilidades,
lll. uma esfera de raio 1,5 cm.
a) pode ocorrer apenas a l.
lV. um paralelepípedo retangular reto, de
dimensões 2 cm, 3 cm e 4 cm. b) pode ocorrer apenas a ll.
V. um cilindro reto de altura 3 cm e raio c) podem ocorrer tanto a l quanto a ll.
da base 1 cm.
d) podem ocorrer tanto a l quanto a lll. 25
e) podem ocorrer tanto a ll quanto a lll.

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
10. Existem diferentes formas de representa- entre 1970 e 1995, passando, aproxima-
ção plana da superfície da Terra (planis- damente, de
fério).
a) 10% para 40%. d) 25% para 35%.
Os planisférios de Mercator e de Peters
são atualmente os mais utilizados. b) 10% para 60%. e) 40% para 80%.
c) 20% para 60%.
12.

Apesar de usarem projeções, respectiva-


mente, conforme e equivalente, ambas
Folha de S. Paulo. 06 de outubro de 1992.
utilizam como base da projeção o modelo:
O problema enfrentado pelo migrante e o
sentido da expressão “sustança” expres-
sos nos quadrinhos, podem ser, respecti-
vamente, relacionados a
a) rejeição / alimentos básicos.
b) Discriminação / força de trabalho.
c) Falta de compreensão / matérias-
primas.
d) Preconceito / vestuário.
11. O consumo total de energia nas residên-
cias brasileiras envolve diversas fontes, e) Legitimidade / sobrevivência.
como eletricidade, gás de cozinha, le- 13. No trecho abaixo, o narrador, ao descrever
nha, etc. O gráfico mostra a evolução do a personagem, critica sutilmente um outro
consumo de energia elétrica residencial, estilo de época: o romantismo.
comparada com o consumo total de ener-
gia residencial, de 1970 a 1995. “Naquele tempo contava apenas uns quinze
ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida
criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais
Consumo de Energia (x 106 tep)

50
40
voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a
primazia da beleza, entre as mocinhas do tem-
30 energia total
20 energia elétrica
po, porque isto não é romance, em que o au-
tor sobredoura a realidade e fecha os olhos às
10
sardas e espinhas; mas também não digo que
0
1970 1975 1980 1985 1990 1995 lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou es-
pinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos
*tep = toneladas equivalentes de petróleo da natureza, cheia daquele feitiço, precário e
eterno, que o indivíduo passa a outro indiví-
Fonte:valores calculados através dos dados
obtidos de: http://infoener.iee.usp.br/1999. duo, para os fins secretos da criação.”
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de
26 Verifica-se que a participação percentual Brás Cubas.
da energia elétrica no total de energia
Rio de Janeiro: Jackson, 1957.
gasto nas residências brasileiras cresceu
A frase do texto em que se perceba a críti- c) Mais da metade da água restituída sem
ca do narrador ao romantismo está trans- qualidade para o consumo contém al-
crita na alternativa: gum teor de agrotóxico ou adubo.
a) ... o autor sobredoura a realidade e fe- d) Cerca de um terço do total da água
cha os olhos às sardas e espinhas ... restituída sem qualidade é provenien-
b) ... era talvez a mais atrevida criatura te das atividades energéticas.
da nossa raça ... e) O consumo doméstico, dentre as ativi-
c) Era bonita, fresca, saía das mãos da dades humanas, é o que mais conso-
natureza, cheia daquele feitiço, precá- me e repõe água com qualidade.
rio e eterno, ... 15. O gráfico compara o número de homicí-
d) Naquele tempo contava apenas uns dios por grupo de 100.000 habitantes
quinze ou dezesseis anos ... entre 1995 e 1998 nos EUA, em estados
com e sem pena de morte.
e) ... o indivíduo passa a outro indivíduo,
para os fins secretos da criação.
40

14. Boa parte da água utilizada nas mais di- 30

versas atividades humanas não retorna 20

ao ambiente com qualidade para ser no- 10

vamente consumida. O gráfico mostra al- 0


1995 1996 1997 1998
guns dados sobre esse fato, em termos
dos setores de consumo. Estados com pena de morte Estados sem pena de morte

Consumo e restituição de água no


mundo (em bilhões de m3/ano) Com base no gráfico, pode-se afirmar
que
3500
3000 a) a taxa de homicídios cresceu apenas
2500
2000 nos estados sem pena de morte.
Coletividade
1500
1000
Indústria e energia b) Nos estados com pena de morte a taxa
500
Agricultura
Total
de homicídios é menor que nos esta-
0 dos sem pena de morte.
Consumo Restituição sem qualidade

c) No período considerado, os estado


Fonte: Adaptado de MARGAT, Jean-Fran- com pena de morte apresentaram ta-
çois. A água ameaçada pelas atividades huma-
nas. In WIKOWSKI, N. (Coord). Ciência e tecno- xas maiores de homicídios.
logia hoje. São Paulo: Ensaio, 1994.
d) Entre 1996 e 1997, a taxa de homicí-
dios permaneceu estável nos estados
Com base nesses dados, é possível afir- com pena de morte.
mar que
e) A taxa de homicídios nos estados com
a) mais da metade da água usada não é pena de morte caiu pela metade no
devolvida ao ciclo hidrológico. período considerado.
b) As atividades industriais são as maio-
res poluidoras de água.

27

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
16. A tabela apresenta a taxa de desemprego O gráfico que melhor representa a área
dos jovens entre 15 e 24 anos estratifica- plantada (AP) no período considerado é:
da com base em diferentes categorias.
AP AP AP
Região Homens Mulheres
(A) (B) (C)
Norte 15,3 23,8
95 96 97 98 99 95 96 97 98 99 95 96 97 98 99
Nordeste 10,7 18,8 AP AP

Centro-Oeste 13,3 20,6 (D) (E)

Sul 11,6 19,4


95 96 97 98 99 95 96 97 98 99

Sudeste 16,9 25,7


Grau de Instrução
18. O gráfico mostra a porcentagem da for-
Menos de 1 ano 7,4 16,1
ça de trabalho brasileira em 40 anos, com
De 1 a 3 anos 8,9 16,4 relação aos setores agrícola, de serviços e
De 4 a 7 anos 15,1 22,8 industrial/mineral.
De 8 a 10 anos 17,8 27,8 1940 1960 1980
De 11 a 14 anos 12,6 19,6 70

Mais de 15 anos 11,0 7,3 60

50
Considerando apenas os dados acima e
analisando as características de candida- 40

tos a emprego, é possível concluir que te- 30


riam menos chance de consegui-lo,
20
Agricultura
a) mulheres, concluintes do ensino médio,
Serviços
moradoras da cidade de São Paulo. 10
Indústria/mineração
0
b) mulheres, concluintes de curso supe-
rior, moradoras da cidade do Rio de
A leitura do gráfico permite constatar
Janeiro
que:
c) homens, com curso de pós-graduação,
a) Em 40 anos, o Brasil deixou de ser
moradores de Manaus.
essencialmente agrícola para se tornar
d) homens, com dois anos de ensino fun- uma sociedade quase que exclusiva-
damental, moradores de Recife. mente industrial.
e) mulheres, com ensino médio incom- b) A variação da força de trabalho agrí-
pleto, moradores de Belo Horizonte. cola foi mais acentuada no período de
1940 a 1960.
17. O quadro apresenta a produção de algo-
dão de uma cooperativa de agricultores d) Por volta de 1970, a força de trabalho
entre 1995 agrícola tornou-se equivalente à in-
dustrial e de mineração.
Safra

1995 1996 1997 1998 1999 e) De 1960 a 1980, foi equivalente o


crescimento percentual de trabalhado-
Produções
(em mil toneladas)
30 40 50 60 80 res nos setores industrial/mineral e de
serviços.
Produtividade
28 (em kg/hectare)
1.500 2.500 2.500 2.500 4.000
QUESTÕES DO ENEM 2002
01. Essa história, com narrador observador
em terceira pessoa, apresenta os acon-
Miguilim tecimentos da perspectiva de Miguilim. O
fato de o ponto de vista do narrador ter
“De repente lá vinha um homem a cavalo. Miguilim como referência, inclusive espa-
Eram dois. cial, fica explicitado em :
Um senhor de fora, o claro de roupa. Miguilim a) “O homem trouxe o cavalo cá bem
saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o junto..
cavalo cá bem junto.
b) “Ele era de óculos, corado, alto (...).
Ele era de óculos, corado, alto, com um cha-
péu diferente mesmo. c) “O homem esbarrava o avanço do ca-
valo, (...).
-Deus te abençoe, pequenino. Como é teu
nome? d) “Miguilim queria ver se o homem esta-
va mesmo sorrindo para ele, (...).
-E o seu irmão Dito é dono daqui?
e) “Estava Mãe, estava tio Terez, estavam
-Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. todos.
O homem esbarrava o avanço do cavalo, que 02. O mercado financeiro mundial funciona 24
era zelado, manteúdo, formoso como nenhum horas por dia. As bolsas de valores estão
outro. Redizia: articuladas, mesmo abrindo e fechando
-Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua em diferentes horários, como ocorre com
guarda... as bolsas de Nova Iorque, Londres, Pe-
quim e São Paulo. Todas as pessoas que
Mas que é que há, Miguilim? por exemplo, estão envolvidas com ex-
Miguilim queria ver se o homem estava mes- portações e importações de mercadorias
mo sorrido para ele, por isso é que o encarava. precisam conhecer os fusos horários para
fazer o melhor uso dessas informações.
-Por que você aperta os olhos assim? Você
não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é
que está em tua casa?
-É Mãe, e os meninos...
Estava Mãe, estava tio Terez, estavam todos.
O senhor alto e claro se apeou. O outro, que
vinha com ele, era um camarada.
O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do
Miguilim.
Depois perguntava a ele mesmo: .. .Miguilim,
espia daí: quantos dedos da minha mão você
está enxergando? E agora? Considerando que as bolsas de valores
ROSA, João Guimarães. Manuelzão e Migui-
começam a funcionar às 09:00 horas da
lim. 9ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984 manhã e que um investidor mora em Por-
to Alegre, pode-se afirmar que os horários
29

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
em que ele deve consultar as bolsas e a Usando essas informações, um atleta de
seqüência em que as informações são ob- ossatura grande, pesando 63 Kg e com al-
tidas estão corretos na alternativa: tura igual a 1,59m, que tenha corrido uma
meia-maratorna, pode estimar que, em
a) Pequim (20:00 horas), Nova Iorque condições de peso ideal, teria melhorado
(07:00 horas) e Londres (12:00 horas). seu tempo na prova em
b) Nova Iorque (07:00 horas), Londres a) 0,32 minuto. d) 2,68 minutos.
(12:00 horas) e Pequim (20:00 horas).
b) 0,67 minuto. e) 2,35 minutos.
c) Pequim (20:00 horas), Londres (12:00
horas) e Nova Iorque (07:00 horas). c) 1,60 minuto.

d) Nova Iorque (07:00 horas), Londres 04. O protocolo de Kyoto — uma convenção
(12:00 horas), Pequim (20:00 horas). das Nações Unidas que é marco sobre
mudanças climáticas, — estabelece que
e) Nova Iorque (07:00 horas), Pequim os países mais industrializados devem re-
(20:00 horas), Londres (12:00 horas). duzir até 2012 a emissão dos gases cau-
03. O excesso de peso pode prejudicar o de- sadores do efeito estufa em pelo menos
sempenho de um atleta profissional em 5% em relação aos níveis de 1990. Essa
corridas de longa distância como a marato- meta estabelece valores superiores ao
na (42,2 km), a meia-maratona (21,1km) exigido para países em desenvolvimento.
ou uma prova de 10 km. Para saber uma Até 2001, mais de 120 países, incluindo
aproximação do intervalo de tempo a nações industrializadas da Europa e da
mais perdido para completar uma corrida Ásia, já haviam ratificado o protocolo. No
devido ao excesso de peso, muitos atletas entanto, nos EUA, o presidente George W.
utilizam os dados apresentados na tabela Bush anunciou que o país não ratificaria.
e no gráfico: “Kyoto”, com os argumentos de que os
custo prejudicariam a economia america-
Tempo x Peso
(Modelo Willmore e Benque
na e que o acordo era pouco rigoroso com
os países em desenvolvimento.
Tempo perdido
(minutos) Maratona
Adaptado do Jornal do Brasil, 11/04/2001

Na tabela encontram-se dados sobre a


1,33 emissão de CO2
Meia-maratona
Emissões de CO2 Emissões anuais
0,67 Países Desde 1950 de CO2
Prova de 10 km (bilhões de toneladas) per capita
0,32
Peso acima do ideal (kg) Estados Unidos .........186,1 ....................16 a 36
União Européia .........127,8 ....................7 a 16
Peso(Kg) ideal para Rússia .....................68,4 ......................7 a 16
atleta de ossatura China ......................57,6 ......................2,5 a 7
Altura
grande, corredor de
longa distância Japão ......................31,2 ......................7 a 18
Índia .......................15,5 ......................0,8 a 2,5
1,57 56,9
Polônia ....................14,4 ......................7 a 16
1,58 57,4 África do Sul ............8,5 ........................7 a 16
1,59 58,0 México ....................7,8 ........................2,5 a 7
Brasil ......................6,6 ........................0,8 a 2,5
1,60 58,5
30
Considerando os dados da tabela, assinale risquemos fósforos repetidamente, como um
a alternativa que representa um argumen- sinal de que não desertamos nosso posto..
to que se contrapõe à justificativa dos EUA VERÍSSIMO, Érico. Solo de Clarineta. Tomo
de que o acordo de Kyoto foi pouco rigoro- l. Porto Alegre: Editora Globo, 1978.
so com países em desenvolvimento. Neste texto, por meio da metáfora da
a) A emissão acumulada da União Euro- lâmpada que ilumina a escuridão, Érico
péia está próxima à dos EUA. Veríssimo define como uma das funções
do escritor e, por extensão, da literatura,
b) Nos países em desenvolvimento as
emissões são equivalentes às dos a) criar a fantasia.
EUA. b) permitir o sonho.
c) A emissão per capitã da Rússia asse- c) denunciar o real.
melha-se à da União Européia.
d) criar o belo.
d) As emissões de CO2 nos países em de-
senvolvimento citados são muito bai- e) fugir da náusea.
xas.
e) A África do Sul apresenta uma emissão 06. Os seres humanos podem tolerar apenas
anual per capita relativamente alta. certos intervalos de temperatura e umi-
05. dade relativa (UR), e, nessas condições,
outras variáveis, como os efeitos do sol e
Érico Veríssimo relata, em suas memórias, do vento, são necessárias para produzir
um episódio da adolescência que teve influên- condições confortáveis, nas quais as pes-
cia significativa em sua carreira de escritor. soas podem viver e trabalhar. O gráfico
“Lembro-me de que certa noite — eu teria mostra esses intervalos:
uns quatorze anos, quando muito — encarre-
garam-me de segurar uma lâmpada elétrica
à cabeceira da mesa de operações, enquanto
um médico fazia os primeiros curativos num
pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal
haviam “carneado”. (...) Apesar do horror e da
náusea, continuei firme onde estava, talvez
pensando assim: se esse caboclo pode agüen-
tar tudo isso sem gemer, por que eu não hei
de poder ficar segurando esta lâmpada para
ajudar o doutor a costurar esses talhos e sal-
var essa vida? (...)
Desde que, adulto, comecei a escrever ro-
mances, tem-me animado até hoje a idéia de A tabela mostra temperaturas e umidades
que o menos que o escritor pode fazer, numa relativas do ar de duas cidades, registra-
época de atrocidades e injustiças como a nos- das em três meses do ano
sa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre
a realidade de seu mundo, evitando que sobre Março
Maio Outubro
ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos T (ºC)
T(ºC) UR(%) T(ºC) UR(%)
UR(%)
assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâm-
pada, a despeito da náusea e do horror. Se Campo Grande 25 82 20 60 25 58
não tivermos uma lâmpada elétrica, acenda- Curitiba 27 72 19 80 75 18
31
mos o nosso toco de vela ou, em último caso,

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
Com base nessas informações, pode-se 08.
afirmar que condições ideais são observa-
das em
a) Curitiba com vento em março e Campo
Grande, em outubro.
b) Campo Grande com vento em março,
e Curitiba com sol em maio.
c) Curitiba, em outubro, e Campo Grande Na charge, a arrogância do gato com re-
com sol em março. lação ao comportamento alimentar da mi-
d) Campo Grande com vento em março, nhoca, do ponto de vista biológico,
Curitiba com sol em outubro. a) não se justifica, porque ambos, como
e) Curitiba, em maio, e Campo Grande, consumidores, devem “cavar” diaria-
em outubro. mente o seu próprio alimento.
b) é justificável, visto que o felino possui
07. No gráfico estão representados os gols
função superior à da minhoca numa
marcados e os gols sofridos por uma equi-
teia alimentar.
pe de futebol nas dez primeira partidas de
um determinado campeonato. c) não se justifica, porque ambos são
consumidores primários em uma teia
Gols marcados
alimentar.
Gols sofridos d) é justificável, porque as minhocas, por
6 se alimentarem de detritos, não parti-
5
cipa, das cadeias alimentares.
Número de gols

4 e) é justificável, porque os vertebrados


ocupam o topo das teias alimentares.
3
09. Na construção civil, é muito comum a
2
utilização de ladrilhos ou azulejos com a
1 forma de polígonos para o revestimento
0 de pisos ou paredes. Entretanto, não são
2001 04/02 11/02 10/02 25/02 04/03 11/03 15/03 25/03 01/04
todas as combinações de polígonos que se
Data da partida
prestam a pavimentar uma superfície pla-
Considerando que, neste campeonato, as na, sem que haja falhas ou superposições
equipes ganham 3 pontos para cada vi- de ladrilhos, como ilustram as figuras:
tória, 1 ponto por empate e 0 ponto em
caso de derrota, a equipe em questão, ao
final da décima partida, terá acumulado
um número de pontos igual a
a) 15.
b) 17.
c) 18.
d) 20.
32 e) 24.
A tabela traz uma relação de alguns po- d) e)
lígonos regulares, com as respectivas me-
didas de seus ângulos internos.
Nome Triângulo Quadrado Pentágono Hexágono Octógono Eneágono

figura

Ângulo interno 62o 90o 108o 120o 135o 140o

Se um arquiteto deseja utilizar uma com-


binação de dois tipos diferentes de ladri- Os dois saltimbancos Marie-Thérese apoiada
no cotovelo
lhos entre os polígonos da tabela, sendo
um deles octogonal, o outro tipo escolhido 11. Em 1958, a seleção brasileira foi campeã
deverá ter a forma de um mundial pela primeira vez. O texto foi ex-
traído da crônica “A alegria de ser brasi-
a) triângulo. d) hexágono. leiro”, do dramarturgo Nelson Rodrigues,
b) quadrado. e) eneágono. publicada naquele ano pelo jornal Última
Hora .
c) pentágono.
“Agora, com a chegada da equipe imortal, as
10. O autor da tira utilizou os princípios de lágrimas rolam. Convenhamos que a seleção
composição de um conhecido movimento as merece. Merece por tudo: não só pelo fute-
artístico para representar a necessida- bol, que foi o mais belo que os olhos mortais já
de de um mesmo observador aprender a contemplaram, como também pelo seu mara-
considerar, simultaneamente, diferentes vilhoso índice disciplinar. Até este Campeona-
pontos de vista. to, o brasileiro julgava-se um cafajeste nato e
hereditário. Olhava o inglês e tinha-lhe inveja.
Achava o inglês o sujeito mais fino, mais sóbrio,
de uma polidez e de uma cerimônia inerráveis.
É, súbito, há o Mundial. Todo mundo baixou o
sarrafo no Brasil. Suecos, britânicos, alemães,
franceses, checos, russos, davam botinadas em
penca. Só o brasileiro se mantinha ferozmente
Adaptado de WATTERSON. Bill. Os dez dentro dos limites rígidos da esportividade. En-
anos de Calvin e Haroldo. V. 2. São Paulo: Beste tão, se verificou o seguinte: o inglês, tal como
News, 1996.
o concebíamos, não existe. O único inglês que
apareceu no Mundial foi o brasileiro. Por tantos
Das obras reproduzidas, todas de autoria motivos, vamos perder a vergonha(...), vamos
do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela sentar no meio-fio e chorar. Porque é uma ale-
em cuja composição foi adotado um pro- gria ser brasileiro, amigos..
cedimento semelhante é:
Além de destacar a beleza do futebol bra-
a) b) c) sileiro, Nelson Rodrigues quis dizer que o
comportamento dos jogadores dentro do
campo
a) foi prejudicial para a equipe e quase
pôs a perder a conquista da copa do
mundo.
b) Mostrou que os brasileiros tinham as
Os amantes Retrato de Françoise Os pobres na praia mesmas qualidades que admiravam 33
nos europeus, principalmente nos in-
gleses.
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
c) Ressaltou o sentimento de inferiorida- b) O ar mais quente desce e se desloca
de dos jogadores brasileiro em relação do continente para a água, a qual não
aos europeus, o que os impediu de re- conseguiu reter calor durante o dia.
vidar as agressões sofridas.
c) O ar está sobre o mar se esfria e dis-
d) Mostrou que o choro poderia aliviar o solve-se na água; forma-se, assim,
sentimento de que os europeus eram um centro de baixa pressão, que atrai
superiores aos brasileiros. o ar quente do continente.
e) Mostrou que os brasileiros eram iguais d) O ar que está sobre a água se esfria,
aos europeus, podendo comportar-se criando um centro de alta pressão que
como eles, que não respeitavam os li- atrai massas de ar continental.
mites da esportividade.
e) O ar sobre o solo, mais quente, é des-
12. Numa área de praia, a brisa marítima é locado para o mar, equilibrando a baixa
uma conseqüência da diferença no tempo temperatura do ar que está sobre o mar.
de aquecimento do solo e da água, apesar
de ambos estarem submetidos às mes- 13. Para testar o uso do algicida sulfato de
mas condições de irradiação solar. No lo- cobre em tanques para criação de cama-
cal (solo) que se aquece mais rapidamen- rões, estudou-se , em aquário, a resistên-
te, o ar fica mais quente e sobe, deixando cia desses organismos a diferentes con-
uma área de baixa pressão, provocando o centrações de íons cobre (representados
deslocamento do ar da superfície que está por Cu2+). Os gráficos relacionam a mor-
mais fria (mar). tandade de camarões com a concentração
de Cu2+ e com o tempo de exposição a
esses íons.

Maior pressão
Brisa marítima
Maior
temperatura Menor temperatura

À noite, ocorre um processo inverso ao


que se verifica durante o dia

Brisa terrestre
Se os camarões utilizados na experiência
fossem introduzidos num tanque de cria-
ção contendo 20.000 L de água tratada
com sulfato de cobre, em quantidade su-
Como a água leva mais tempo para es- ficiente para fornecer 50 g de íons cobre,
quentar (de dia), mas também leva mais estariam vivos, após 24 horas, cerca de
tempo para esfriar (à noite), o fenômeno 1 2
noturno (brisa terrestre) pode ser explica- a) . d) .
5 3
do da seguinte maneira: 1 3
b) . e) .
a) O ar que está sobre a água se aquece 4 4
mais; ao subir. Deixa uma área de bai- c) 1 .
2
34 xa pressão, causando um deslocamen-
to de ar do continente para o mar.
14. O ano muçulmano é composto de 12 me- no ar, como uma árvores
ses, dentre eles o Ramadã, mês sagrado
a chama do candeeiro.
para os muçulmanos que, em 2001, teve
início no mês de novembro do Calendário (...)
Cristão, conforme a figura que segue: Carlos de Oliveira in ANDRADE, Eu-
gênio, Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa.
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
Porto: Campo das Letras, 1999
1 2 3
Uma análise cuidadosa do quadro permi-
4 5 6 7 8 9 10
te que se identifiquem as cenas referidas
11 12 13 14 15 16 17
nos trechos do poema;
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30

ming nova cresc cheia


8 15 22 1/30

Considerando as características do Calen-


dário Muçulmano, é possível afirmar que,
em 2001, o mês Ramadã teve início, para
o Ocidente, em
a) 01 de novembro.
Podem ser relacionadas ao texto lido as
b) 08 de novembro. partes:
c) 16 de novembro. a) a1, a2, a3
d) 20 de novembro. b) f1, e1, d1
e) 28 de novembro. c) e1, d1, c1

15. A leitura do poema Descrição da guerra d) c1, c2, c3


em Guernica traz à lembrança o famoso e) e1, e2, e3
quadro de Picasso.
16. Comer com as mãos era um hábito comum
Entra pela janela na Europa, no século XVI. A técnica em-
o anjo camponês; pregada pelo índio no Brasil e por um por-
tuguês de Portugal era, aliás, a mesma:
com a terceira luz na mão; apanhavam o alimento com três dedos da
minucioso. Habituado mão direita (polegar, indicador e médio) e
atiravam-no para dentro da boca.
aos interiores de cereal,
Um viajante europeu de nome Freireyss, de
aos utensílios que dormem na fuligem; passagem pelo Rio de Janeiro, já no século XIX,
os seus olhos rurais conta como nas casa das roças despejam-se
simplesmente alguns pratos de farinha sobre
não compreendem bem os símbolos a mesa ou num balainho, donde cada um se
desta colheita: hélices, serve com os dedos, arremessando, com um
movimento rápido, a farinha na boca, sem que
motores furiosos; a mínima parcela caia fora... Outros viajantes
oitocentistas, como John Luccock, Carl Seidler,
35
e estende mais o braço; planta
Tollenare e Maria Graham descrevem esse há-

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
bito em todo o Brasil e entre todas as classes
sociais. Mas para Saint-Hilaire, os brasileiros
“lançam a [farinha de mandioca] à boca com 24 de setembro

uma destreza adquirida, na origem, dos indí-


genas, e que ao europeu muito custa imitar.”
Aluísio de Azevedo, em seu romance Gi- 02 de outubro 17 de setembro

rândola de amores (1882), descreve com re-


alismo os hábitos de uma senhora abastada
que só saboreava a moqueca de peixe “sem 10 de setembro
talher, à mão”.
Dentre as palavras listada abaixo, assinale
a que traduz o elemento comum às descrições
das práticas alimentares dos brasileiros feitas a) 08 e 09 de setembro.
pelos diferentes autores do século XIX citados
no texto. b) 15 e 16 de setembro.

a) Regionalismo (caráter da literatura que c) 22 e 23 de setembro.


se baseia em costumes e tradições re- d) 29 e 30 de setembro.
gionais).
e) 06 e 07 de outubro.
b) Intolerância (não-admissão de opiniões
diversas das suas em questões sociais,
políticas ou religiosas). 18. Na solução aquosa das substâncias orgâ-
nicas prebióticas antes da vida), a catálise
c) Exotismo (caráter ou qualidade daqui- produziu a síntese de moléculas comple-
lo que não é indígena; estrangeiro; ex- xas de toda classe, inclusive proteínas e
cêntrico, extravagante). ácidos nucléicos. A natureza dos catalisa-
d) Racismo (doutrina que sustenta a su- dores primitivos que agiam antes não é
perioridade de certas raças sobre ou- conhecida. É quase certo que as argilas
tras). desempenharam papel importante: ca-
deias de aminoácidos podem ser produzi-
e) Sincretismo (fusão de elementos cul- das no tubo de ensaio mediante a presen-
turais diversos, ou de culturas distin- ça de certos tipos de argila.(...)
tas ou de diferentes sistemas sociais).
Mas o avanço verdadeiramente criativo
17. Um grupo de pescadores pretende passar que pode, na realidade, ter ocorrido ape-
um final de semana do mês de setembro, nas uma vez ocorreu quando uma molé-
embarcado, pescando em um rio. Uma cula de ácido nucléico ”aprendeu” a orien-
das exigências do grupo é que, no final tar a reunião de uma proteína, que, por
de semana a ser escolhido, as noites es- sua vez, ajudou a copiar o próprio ácido
tejam iluminadas pela lua o maior tempo nucléico. Em outros termos, um ácido nu-
possível. cléico serviu como modelo para a repro-
A figura representa as fases da lua no pe- dução de mais ácido nucléico. Com este
ríodo proposto. Considerando-se as ca- desenvolvimento apareceu o primeiro me-
racterísticas de cada uma das fases da lua canismo potente de realização. A vida ti-
e o comportamento desta no período de- nha começado.
limitado, pode-se afirmar que, dentre os Adaptado de: LURIA, S.E.. Vida: experiên-
fins de semana, o que melhor atenderia cia inacabada, Belo Horizonte: Editora Itatiaia;
36 às exigências dos pescadores corresponde São Paulo: EDUSP, 1979.
aos dias
Considere o esquema ao lado: Atual
Seres humanos
0,5 bilhão
O avanço verdadeiramente criativo. 1 bilhão
Plantas, répteis, passáros, peixes

Respiração aeróbia
Citado no texto deve ter ocorrido no pe- Consumo de oxigênio nas células
ríodo (em bilhões de anos) compreendido 2 bilhões
Fotossíntese
aproximadamente entre Tempo
Extratos
(anos) Produção de oxigênio nas células
importantes
3 bilhões
a) 5,0 e 4,5. d) 2,0 e 1,5.
Primeiras células
b) 4,5 e 3,5. e) 1,0 e 0,5.
4 bilhões
Primeiros ácidos nucléicos
c) 3,5 e 2,0. Formação da Terra
5 bilhões

19. A tabela refere-se a um estudo realizado entre 1994 e 1999 sobre violência sexual com
pessoas do sexo feminino no Brasil.
Tipificação do agressor Crianças Adolescentes Adultas
identificado Quantidade % Quantidade % Quantidade %
Pai biológico 13 21,7 21 13,9 6 6
Padrasto 10 16,7 16 10,6 0 0
Pai adotivo 1 1,6 0 0 0 0
Tio 7 11,6 14 -9,4 1 1,4
Avô 6 10,0 0 0 1 1,4
Irmão 0 0 7 4,6 0 0
Primo 0 0 5 3,4 1 1,4
Vizinho 10 16,7 42 27,8 19 27,9
Parceiro e ex-parceiro – – 13 7,5 17 25,2
Conhecido (trabalho) – – 8 5,3 5 7,3
Outro conhecido 13 21,7 25 16,5 18 26,5
TOTAL 60 100 151 100 68 100
Fonte: Jornal da Unicamp, nº 162. Maio 2001.

A partir dos dados da tabela e para o grupo feminino estudado, são feitas as seguintes
afirmações:
I. A mulher não é poupada da violência sexual doméstica em nenhuma das faixas etárias
indicadas.
II. A maior parte das mulheres adultas é agredida por parentes consangüíneos.
III. As adolescentes são vítimas de quase todos os tipos de agressores.
IV. Os pais, biológicos, adotivos e padrastos, são autores de mais de 1/3 dos casos de vio-
lência sexual envolvendo crianças.
É verdadeiro apenas o que se afirma em
a) I e III. c) II e IV. e) II, III e IV. 37
b) I e IV. d) I, III e IV.

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
QUESTÕES DO ENEM 2003
01. O tempo que um ônibus gasta para ir do - na volta do trabalho, ambos fazem o
ponto inicial ao ponto final de uma linha trajeto no mesmo tempo de percurso.
varia, durante o dia, conforme as con-
dições do trânsito, demorando mais nos Considerando-se a diferença de tempo de
horários de maior movimento. A empresa percurso, Antônio gasta, por mês, em mé-
que opera essa linha forneceu, no gráfico dia,
abaixo, o horário de saída do ponto inicial, a) 05 horas a mais que João.
no período da manhã.
b) 10 horas a mais que João.
120
Tempo do percurso (minutos)

110
c) 20 horas a mais que João.
100
90
80
d) 40 horas a mais que João.
70
60
e) 60 horas a mais que João.
03. Na literatura de cordel, os textos são im-
50
40
30 pressos, em geral, com 8, 16, 24 ou 32
20
10 páginas de formato 10,5 cm x 15,5 cm. As
0 razões históricas que explicam tal fato es-
6:00
6:10
6:20
6:30
6:40
6:50
7:00
7:10
7:20
7:30
7:40
7:50
8:00
8:10
8:20
8:30
8:40
8:50
9:00
9:10
9:20
9:30
9:40
9:50
10:00
10:10
10:20
10:30
10:40
10:50
11:00

tão relacionadas à forma artesanal como


Horário de saída são montadas as publicações e ao melhor
De acordo com as informações do gráfico, aproveitamento possível do papel disponí-
um passageiro que necessita chegar até vel.
as 10h30min ao ponto final dessa linha, Considere, abaixo, a confecção de um
deve tomar o ônibus no ponto inicial, no texto de cordel com 8 páginas (4 folhas):
máximo, até as:
a) 09h20min

15,5 cm
b) 09h30min
c) 09h00min 10,5 cm

d) 08h30min
e) 08h50min Utilizando o processos descrito acima,
pode-se produzir um exemplar de cordel
02. João e Antônio utilizam os ônibus da linha
com 32 páginas de 10,5 cm x 15,5 cm,
mencionada na questão anterior para ir
com o menor gasto possível de material,
trabalhar, no período considerado no grá-
utilizando uma única folha de
fico, nas seguintes condições:
a) 84 cm x 62 cm
- trabalham vinte dias por mês;
b) 84 cm x 124 cm
- João viaja sempre no horário em que o
ônibus faz o trajeto no menor tempo; c) 42 cm x 31 cm
- Antônio viaja sempre no horário em d) 42 cm x 62 cm
que o ônibus faz o trajeto no maior
e) 21 cm x 31 cm
tempo;

38
04. Do pedacinho de papel ao livro impresso O que deu ao verso de Drummond o cará-
vai uma longa distância. Mas o que o es- ter de inovador da língua foi
critor quer, mesmo, é isso: ver o seu texto
em letra de forma. A gaveta é ótima para a) o modo raro como foi tratado o “futuro”.
aplacar a fúria criativa; ela faz amadure- b) a referência ao cão como “animal de
cer o texto da mesma forma que a adega estimação”.
faz amadurecer o vinho. Em certos casos,
c) a flexão pouco comum do verbo “chei-
a cesta de papel é melhor ainda.
rar” (gerúndio).
O período de maturação na gaveta é ne-
d) a aproximação não usual do agente ci-
cessário, mas não deve se prolongar mui-
tado e a ação de “cheirar”.
to. “Textos guardados acabam cheirando
mal”, disse Silvia Plath, (...) que, com e) o emprego do artigo indefinido “um” e
esta frase, deu testemunho das dúvidas do artigo definido “o” na mesma frase.
que atormentam o escritor: publicar ou
não publicar? Guardar ou jogar fora? Instruções: As questões de números 10
e 11 referem-se ao poema abaixo.
(Moacyr Scliar. O escritor e seus desafios.)
Epígrafe*
Nesse texto, o escritor Moacyr Scliar usa
imagens para refletir sobre uma etapa da Murmúrio de água na clepsidra** gote-
criação literária. A idéia de que o processo jante,
de maturação texto nem sempre é o que Lentas gotas de som no relógio da torre,
garante bons resultados está sugerida na
seguinte frase: Fio de areia na ampulheta vigilante,
a) “A gaveta é ótima para aplacar a fúria Leve sombra azulando a pedra do qua-
criativa.” drante***
b) “Em certos casos, a cesta de papel é Assim se escoa a hora, assim se vive e
melhor ainda.” morre...
c) “O período de maturação na gaveta é Homem, que fazes tu? Para que tanta
necessário, (...).” lida,
d) “Mas o que o escritor quer, mesmo, é Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta
isso: ver o seu texto em letra de for- ameaça?
ma.”
Procuremos somente a Beleza, que a
e) “ela (a gaveta) faz amadurecer o tex- vida
to da mesma forma que a adega faz
amadurecer o vinho.” É um punhado infantil de areia ressequi-
da,
05. Eu começaria dizendo que poesia é uma
questão de linguagem. A importância do Um som de água ou de bronze e uma
poeta é que ele torna mais viva a lingua- sombra que passa...
gem. Carlos Drummond de Andrade es- (Eugênio de Castro. Antologia pessoal da poesia portu-
creveu um dos mais belos versos da língua guesa)
portuguesa com duas palavras comuns: (*) Epígrafe: inscrição colocada no ponto mais alto;
cão e cheirando. tema.

Um cão cheirando o futuro (**) Clepsidra: relógio de água.

(Entrevista com Mário Carvalho, Folha de (***) Pedra do quadrante: parte superior de um reló-
gio de sol.
39
SP, 24/05/1988. Adaptação).

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
06. A imagem contida em “lentas gotas de c) “Era uma grande artista para dramati-
som” (verso 2) é retomada na segunda zar. Tinha uma memória de prodígio”,
estrofe por meio da expressão:
d) “Andava léguas e léguas a pé, como
a) tanta ameaça. uma edição viva das Mil e Uma Noi-
tes”.
b) som de bronze.
e) “Recitava contos inteiros em versos,
c) punhado de areia.
intercalando pedaços de prosa, como
d) sombra que passa. notas explicativas”.
e) somente a Beleza. 09. Os alunos de uma escola organizaram um
torneio individual de pingue-pongue nos
07. Neste poema, o que leva o poeta a ques-
horários dos recreios, disputado por 16
tionar determinadas ações humanas (ver-
participantes, segundo o esquema abaixo:
sos 6 e 7) é a
a) infantilidade do ser humano. Jogo 1
Jogo 9
b) destruição da natureza.
Jogo 2
c) exaltação da violência. Jogo 13

d) inutilidade do trabalho. Jogo 3


Jogo 10
e) brevidade da vida.
Jogo 4
08. A velha Totonha de quando em vez batia Jogo 15
no engenho. E era um acontecimento para (final)
a meninada. (...) andava léguas a pé, de Jogo 5
engenho a engenho, como uma edição Jogo 11
viva das histórias de Mil e Uma Noites (...) Jogo 6
era uma grande artista para dramatizar. Jogo 14
Tinha uma memória de prodígio. Recita-
Jogo 7
va contos inteiros em versos, intercalan-
Jogo 12
do pedaços de prosa, como notas expli-
cativas. (...) Havia sempre rei e rainha, Jogo 8
nos seus contos, e forca e advinhações.
O que fazia a velha Totonha mais curio- Foram estabelecidas as seguintes regras:
sa era a cor local que ela punha nos seus
– Em todos os jogos, o perdedor será
descritivos. (...) Os rios e as florestas por
eliminado;
onde andavam os seus personagens se
pareciam muito com o Paraíso e a Mata – Ninguém poderá jogar duas vezes no
do Rolo. O seu Barba-Azul era um senhor mesmo dia;
de engenho de Pernambuco.
– Como há cinco mesas, serão realiza-
(José Lins do Rego. Menino de engenho) dos, no máximo, 5 jogos por dia.
A cor local que a personagem velha Toto- Com base nesses dados, é correto afirmar
nha colocava em suas histórias é ilustra- que o número mínimo de dias necessário
da, pelo autor, na seguinte passagem: para se chegar ao campeão do torneio é:
a) “O seu Barba-Azul era um senhor de a) 8 d) 5
engenho de Pernambuco”.
b) 7 e) 4
40 b) “Havia sempre rei e rainha, nos seus
contos, e forca e advinhações”; c) 6
10. Os acidentes de trânsito, no Brasil, em sua 11. Após a ingestão de bebidas alcoólicas, o
maior parte são causados por erro do mo- metabolismo do álcool e sua presença no
torista. Em boa parte deles, o motivo é o sangue dependem de fatores como peso
fato de dirigir após o consumo de bebida corporal, condições e tempo após a in-
alcoólica. A ingestão de uma lata de cer- gestão.
veja provoca uma concentração de aproxi- O gráfico mostra a variação da concen-
madamente 0,3 g/L de álcool no sangue. tração de álcool no sangue de indivíduos
A tabela abaixo mostra os efeitos sobre de mesmo peso que beberam três latas
o corpo humano provocados por bebidas de cerveja cada um, em diferentes condi-
alcoólicas em função de níveis de concen- ções: em jejum e após o jantar.
tração de álcool no sangue: Ingestão de álcool

Álcool no sangue
1,0
Concentração de álcool em jejum
Efeitos 0,9
no sangue (g/L)
0,8 após o jantar
Sem influência aparente,
0,1 – 0,5 ainda que com alterações
0,7
clínicas
Euforia suave, sociabilida- 0,6
0,3 – 1,2 de acentuada e queda da
atenção 0,5
Excitação, perda de jul-
0,4
gamento crítico, queda da
0,9 – 2,5
sensibilidade e das reações 0,3
motoras
0,2
Confusão mental e perda da
1,8 – 3,0
coordenação motora 0,1
horas
Estupor, apatia, vômitos e 1 2 3 4 5 6 7
2,7 – 4,0
desequilíbrio ao andar
Tempo após ingestão

3,5 – 5,0 Coma e morte possível (Revista Pesquisa FAPESP no 57, setembro 2000)

Tendo em vista que a concentração má-


(Revista Pesquisa FAPESP no 57, setembro 2000)
xima de álcool no sangue permitida pela
legislação brasileira para motoristas é 0,6
Uma pessoa que tenha tomado três latas g/L, o indivíduo que bebeu após o jantar
de cerveja provavelmente apresenta e que bebeu em jejum só poderá, dirigir
após, aproximadamente,
a) queda de atenção, de sensibilidade e
das reações motoras. a) uma hora e meia, respectivamente.
b) Aparente normalidade, mas com alte- b) Três horas e meia hora, respectiva-
rações clínicas. mente.
c) Confusão mental e falta de coordena- c) Três horas e quatro horas e meia, res-
ção motora. pectivamente.
d) Disfunção digestiva e desequilíbrio ao d) Seis horas e três horas, respectiva-
andar. mente.
e) Estupor e risco de parada respiratória. e) Seis horas, igualmente. 41

www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
12. “Águas de março definem se falta luz este b) O sistema de tratamento da água e sua
ano”. distribuição consomem grande quanti-
dade de energia elétrica.
Esse foi o título de uma reportagem em
jornal de circulação nacional, pouco antes c) A geração de eletricidade nas usinas
do início do racionamento do consumo de termelétricas utiliza grande volume de
energia elétrica, em 2001. água para refrigeração.
No Brasil, a relação entre a produção de d) O consumo de água e de energia elé-
eletricidade e a utilização de recursos hí- trica utilizadas na indústria compete
dricos, estabelecida nessa manchete, se com o da agricultura.
justifica porque
e) É grande o uso de chuveiros elétricos,
a) a geração de eletricidade nas usinas hi- cuja operação implica abundante con-
drelétricas exige a manutenção de um sumo de água.
dado fluxo de água nas barragens.

13. Visando adotar um sistema de reutilização de água, uma indústria testou cinco sistemas
com diferentes fluxos de entrada de água suja e fluxos de saída de água purificada.

Sistema I Sistema II Sistema III Sistema IV Sistema V

Fluxo de entrada
45 L/h 40 L/h 40 L/h 20 L/h 20 L//h
(água suja)
Fluxo de saída (água
15 L/h 10 L/h 5 L/h 10 L/h 5 L//h
purificada)

Supondo que o custo por litro de água purificada seja o mesmo, obtém-se maior eficiência
na purificação por meio do sistema
a) I b) II c)II
d) IV e) V

14. Na música “Bye, bye, Brasil”, de Chico Bu- a) pelo aquecimento das águas, utiliza-
arque de Holanda e Roberto Menescal. Os das para refrigeração da usina, que
versos alteraria a fauna marinha.
“puseram uma usina no mar b) pela oxidação de equipamentos pesa-
dos e por detonações que espantariam
talvez fique ruim pra pescar”
os peixes.
poderiam estar se referindo à usina nucle-
c) pelos rejeitos radioativos lançados
ar de Angra dos Reis, no litoral do Estado
continuamente no mar, que provoca-
do Rio de Janeiro.
riam a morte dos peixes.
No caso de tratar-se dessa usina, em
d) pela contaminação por metais pesados
funcionamento normal, dificuldades para
dos processos de enriquecimento do
a pesca nas proximidades poderiam ser
urânio.
causadas
42 e) pelo vazamento ao mar nas vizinhan-
ças da usina.
15. Prevenindo-se contra o período anual de a) científica no primeiro e mágica no se-
seca, um agricultor pretende construir um gundo.
reservatório fechado, que acumule toda a
b) social no primeiro e política no segundo.
água proveniente da chuva que cair no te-
lhado de sua casa, ao longo de um período c) religiosa no primeiro e científica no se-
anual chuvoso. gundo.
As ilustrações a seguir apresentam as d) religiosa no primeiro e econômica no
dimensões da casa, a quantidade média segundo.
mensal de chuva na região, em milíme-
e) matemática no primeiro e algébrica no
tros e a forma do reservatório a ser cons-
segundo.
truído.
17. Observe as duas afirmações de Montesquieu
(mm)
(1689 –1755), a respeito da escravidão:
300
A escravidão não é boa por natureza; não
é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a
200 este porque nada pode fazer por virtude;
10 m àquele, porque contrai com seus escravos
8m
100 toda sorte de maus hábitos e se acostu-
pm
reservatório ma insensivelmente a faltar contra todas
2mx4mxpm
4m 2m as virtudes morais: torna-se orgulhoso,
brusco, duro, colérico, voluptuoso, cruel.
Nov
Ago

Dez
Mar

Out
Fev

Abr

Jun
Mai
Jan

Set
Jul

Se eu tivesse que defender o direito que


Sabendo que 100 milímetros de chuva
tivemos de tornar escravos os negros, eis
equivalem ao acúmulo de 100 litros de
o que eu diria: tendo os povos da Euro-
água em uma superfície plana horizontal
pa exterminado os da América, tiveram
de um metro quadrado, a profundidade
que escravizar os da África para utiliza-
(p) do reservatório deverá medir
los para abrir tantas terras, o açúcar seria
a) 4m d) 7m muito caro se não fizéssemos que escra-
vos cultivassem a planta que o produz.
b) 5m e) 8m
(Montesquieu. O espírito das leis.)
c) 6m
16. Com base nos textos, podemos afirmar
que, para Montesquieu.
a) o preconceito racial foi contido pela
moral religiosa.
b) a política econômica e a moral justifi-
caram a escravidão.
c) a escravidão era indefensável de um
ponto de vista econômico.
d) o convívio com os europeus foi benéfi-
co para os escravos africanos.
e) o fundamento moral do direito pode
Considerando os dois documentos, po- submeter-se às razões econômicas.
demos afirmar que a natureza do pensa- 43
mento que permite a datação da Terra é
de natureza
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
18. O mapa abaixo apresenta parte do contor- presa externa, e se chama para as provín-
no da América do Sul destacando a bacia cias centrais o excesso de população vadia
amazônica. Os pontos assinalados repre- das cidades marítimas. Desta Corte central
sentam fortificações militares instaladas dever-se-ão logo abrir estradas para as di-
no século XVIII pelos portugueses. A linha versas províncias e portos de mar.
indica o Tratado de Tordesilhas revogado (Carlos de Meira Matos. Geopolítica e mo-
pelo Tratado de Madri, apenas em 1750. dernidade: geopolítica brasileira.)

Declaração II: Eurico Gaspar Dutra


Na América do Sul, o Brasil possui uma
grande área que se pode chamar tam-
bém de Terra Central do ponto de vis-
ta da geopolítica sul-americana, sob a
qual devemos encarar a segurança do
Estado brasileiro, o que precisamos fa-
zer quanto antes é realizar a ocupação
da nossa Terra Central, mediante a in-
teriorização da Capital.
(Adaptado de José W. Vesentini. A Capital
da geopolítica.)

Adaptado de Carlos de Meira Mattos. Considerando o contexto histórico que en-


Geopolítica e teoria de fronteiras. volve as duas declarações e comparando
Pode-se afirmar que a construção dos for- as idéias nelas continuadas, podemos di-
tes pelos portugueses visava, principal- zer que
mente, dominar a) ambas limitam as vantagens estraté-
a) militarmente a bacia hidrográfica do gicas da definição de uma nova capital
Amazonas. a questões econômicas.

b) economicamente as grandes rotas co- b) apenas a segunda considera a mudan-


merciais. ça da capital importante do ponto de
vista da estratégia militar.
c) as fronteiras entre nações indígenas.
c) ambas consideram militar e economi-
d) o escoamento da produção agrícola. camente importante para a economia
e) o potencial de pesca da região. do país.
d) apenas a segunda considera a mudança
19. A seguir são apresentadas declarações de da capital uma estratégia importante
duas personalidades da História do Bra- para a economia do país.
sil a respeito da localização da capital do
país, respectivamente um século e uma e) nenhuma delas acredita na possibilida-
década antes da proposta de construção de real de desenvolver a região central
de Brasília como novo Distrito Federal. do país a partir da mudança da capital.
20. A primeira imagem a seguir (publicada no
Declaração I: José Bonifácio século XVI) mostra um ritual antropofági-
Com a mudança da capital para o interior, co dos índios do Brasil. A segunda mostra
fica a Corte livre de qualquer assalto de sur- Tiradentes esquartejado por ordem dos
44 representantes da Coroa portuguesa.