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“ A margem” Ozualdo Candeias -1967.

Ozualdo candeias em 1967 estreou como diretor com o filme “ A Margem”. Ele como
caminhoneiro conhecia bem os travellings,o movimento e a poesia do Brasil pouco
conhecido.

No filme “A Margem” acontece a interpretação da vida através do olhar ultrapessoal de


cada um dos personagens. Cada um com seus medos ,angústias,ator doações, a alma
sempre em profundo conflito e o que incomoda a todos: a morte. A história se desenrola
em um ambiente lodoso, distante, bucólico ás beiras da margem de um rio caudaloso
que o que vem a tona são devaneios sobre o fim.

Primeiramente e misteriosamente surge uma mulher de canoa descendo pelo rio, esta
cena é o início para que os outros personagens comecem uma via-crúcis cujo o destino é
incerto. Os quatro personagens vivem em São Paulo,“a terra das oportunidades”,mas
como paradoxo o mesmo chão que abriga também segrega,aliena e tortura. Esta
passagem, e estes personagens de forma metafórica, poética e imagética representam
aqueles que estão a margem da sociedade.

“A Margem” é um filme existencialista, além de ser um filme de denúncia e protesto


também é um filme de amor. Estando todos distantes da grande cerne da sociedade,
alienados as necessidades e desejos o que resta aos “protagonistas marginais” tanto da
vida quanto do filme é amar. E este sentimento também muito fragilizado pelas
condições que respira, não consegue ser forte tendo que viver em condições de
sobrevivência. Estão todos ali no mesmo barco, necessitando um dos outros cheios de
fome,dor e o que os move é a única esperança que é o amor . Mas como amar se este
lindo verbo está no fim da navalha, no ápice da decadência da cultura urbana,
humana,social? Estas são algumas das questões que Ozualdo candeias se propõe a
discutir e transformar em imagens nesta consagrada obra do cinema marginal de 1967.