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Sumário

Introdução

PARTE I – VISÃO MACROCÓSMICA

CAPÍTULO I

Filhos das Estrelas O Universo Cosmogênese-Origem do Mundo O Imensurável Três Grandes Descobertas Capitulo II Como Tudo Começou O Universo Atômico Um Novo Olhar Ordem Implícita Mudança de Paradigma

PARTE II – VISÃO MICROCÓSMICA

CAPÍTULO III

Origem da Vida Química Orgânica O Homem e As Moscas A Linguagem das Células As Bactérias e a Evolução A Vida Veio do Espaço?

PARTE III – VISÃO CÓSMICA

CAPÍTULO IV

Nosso Habitat Visão Integral da Terra

A Terra e o Ser Humano Campos Energéticos da Terra

As Radiações

do Solo

O Benefício das Radiações da Terra Energia Cósmica – Chi

PARTE IV– VISÃO ANTROPOCÊNTRICA

CAPÍTULO V

A Máquina Humana Composição Química Combustíveis da Vida A Complexidade do Homem O Ritmo do Corpo - Cronobiologia A Sinfonia das Glândulas Endócrinas

CAPITULO VI

Nosso Universo Mental Atividade Inconsciente Nossos Dois Cérebros As Ondas Cerebrais

CAPITULO VII

Enigmas da Natureza Humana

Consciência Inteligência O Fator Hereditário Intuição

CAPITULO VIII

Entre Dois Mundos Matéria e Espírito Nosso Corpo Energético Influência Astral Centros de Energia (Chacras)

CAPÍTULO IX

Mente Sã, Corpo São Estresse

Ansiedade Depressão Efeitos da Depressão Somatização

PARTE V – VISÃO TEOSÓFICA

CAPÍTULO X

Do Plano Superior ao Homem Os Sete Princípios Herméticos

© copyright - Rights reserved. Todos os direitos reservados ao autor.

Pedidos:

ethelbooks@gmail.com

DEDICATÓRIA

Á Victor Dmitrievich Plykin, Doutor em Ciências Técnicas, consultor da ONU (Organização das Nações Unidas), cujos conceitos expostos na monografia “O Universo e Suas Leis”, foram muito inspiradores a este trabalho.

Á todos os buscadores que encaram o aqui e agora como presente único e chance irrecusável para amadurecer e evoluir.

Ó humanos! Pertenceis ao universo como outros infinitos seres. Não esqueças que tens deveres para com o planeta e as espécies que nos rodeiam. És parte de uma engrenagem cuja grandeza jamais compreenderás. Tens sido o maior destruidor da vida terrestre. Falas do bem, mas praticas o mal. Por mais que vivas cem anos vossa existência é apenas um bilionésimo de segundo se comparada com a idade do sol. Sejas amigo dos animais, pois tens um pouco de cada um deles. Não creiais na morte como um fim, mas como um meio.

Penetrar o impenetrável, dividir o indivisível, eis os obstáculos que desafiavam a mente humana. Mas de repente uma descoberta: ambos, o impenetrável universo e o indivisível átomo são idênticos em suas estruturas e ambos podem ser analisados e conhecidos.

PREFÁCIO

O grande escritor alemão Johann Goethe certa vez disse: “Se não nos

encontrarmos dentro de nós mesmos, não encontraremos nada fora.” Sem uma

profunda sondagem nas profundezas da sua alma, o homem jamais será capaz desenvolver qualidades e eliminar defeitos. Somos todos pedras brutas em pleno processo de lapidação na marmoraria da vida, os que forem suscetíveis de ensino e auto-aprimoramento terão sua aspereza diminuída e com o passar dos anos a lixa da experiência fará destes verdadeiras obras-primas.

Atente

para

a

frase

que Sócrates tornou famosa: “Conhece-te a ti

mesmo!” Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para conhecermos os outros e condição primordial para que possamos compreender o mínimo que seja do universo. Ninguém vai se amar e desenvolver auto-estima sem se conhecer, pois só se ama o que se conhece. Antes de qualquer coisa você precisa saber que é bem mais do que a sociedade e o sistema tem lhe feito pensar. Este curso foi elaborado para que você se conheça melhor e com isso venha desenvolver o potencial que possui como ser espiritual imortal que é. Você carrega informações no seu arquivo mental que jamais imaginou possuir, há poderes nos seus pensamentos e palavras, uma atitude mental diferenciada poderá alterar toda a sua vida. Você é o que pensa. Você é o que vê de si mesmo na sua tela mental. Se o reino de Deus está dentro de nós como disse o Cristo (Lc 17:21;), precisamos fazer o caminho inverso, em vez de olharmos para fora, precisamos voltar os nossos olhos para o nosso interior e reconstruirmos uma nova imagem de nós mesmos. Sempre há o que melhorar, como pai, mãe, marido, mulher, amigo etc., e a cada dia novas oportunidades se revelam para que repensemos o nosso papel no mundo. Trago neste estudo uma série de abordagens que no seu conjunto formam um belo panorama do fenômeno humano e a complexidade da vida, sendo insuficiente para uma compreensão total do que realmente somos, pelo menos pode servir como ponto de partida para elucidarmos as maravilhas do ser, uma lanterna apontando para dentro de cada um.

A maior parte dos homens rastejam como a lagarta que nada vê além das folhas e nada aprendem com a história da borboleta que após hibernar em seu casulo, voa em direção á luz e finalmente descobre que o seu verdadeiro mundo é muito mais amplo do que pensava quando rastejava em busca de folhas. A sua essência é a mesma das mais brilhantes estrelas do universo, pense nisso e creia: “você é muito mais do que pensa!”

INTRODUÇÃO

A busca de princípios fundamentais para uma nova compreensão do universo e da vida começa com uma busca dentro de nós mesmos como espírito e matéria, compreendendo que em toda manifestação de vida há uma inteligência que, como em nós, faz parte do Todo. Aprendemos desta forma que ainda somos pequenos fachos de uma luz fosca impulsionados pela imensa fonte que sustenta o cosmos. Energia, espírito e matéria são a síntese do universo. Só poderemos entender a vida, no que ela possui de universal, de grandioso e profundo, conhecendo-nos como consciência emocional e intelectual, o que só é possível devassando com auxílio da física quântica, este sistema planetário microscópico que se chama átomo. A outrora julgada inerte matéria é um grande reservatório de energia manipulada pelo Espírito Supremo do universo. Da estrela mais distante até os microorganismos do solo, tudo pertence à mesma essência e é controlado pela mesma Suprema Força, que eu denomino de Causador de todas as causas. O que é a vida? Este tema tem fascinado filósofos, teólogos, teósofos e cientistas desde os mais remotos tempos, mas foi somente após o grande desenvolvimento da engenharia genética, ocorrido nas últimas décadas, que conseguimos compreender um pouquinho do que é a vida ou como ela se manifesta em todos os seres. Assim aprendemos que a composição química do homem é igual a das moscas, por exemplo. O macaco se parece conosco geneticamente em 98%, então surge a pergunta: a fórmula que nos deu

origem foi produzida aleatoriamente pelas forças da natureza? O que nos faz seres especiais? Ao analisarmos a complexidade da vida, não nos resta uma outra escolha a não ser admitirmos que somos o resultado e a conclusão de um audacioso projeto da Suprema Divindade. O mistério começa com a centelha espiritual que impregna nossos componentes orgânicos, dando-nos forma, textura e capacidade de nos tornarmos seres racionais de inteligência e percepção muito superior aos outros animais. O propósito que se esconde atrás de cada ser humano ainda não somos capazes de desvendar, mas vale a pena fazermos uma reflexão sobre a origem de todo ser consciente, humano, animal e vegetal que habita o universo, embora para isto uma vida só não seja o bastante. Como preparo inicial ao tema relaciono algumas máximas do Dr. Victor Dmitrievich Plykin que são a essência deste estudo:

  • I. Os homens antigos sentiam a influência do universo nos ciclos da Terra e a ela deram o nome de Deus, a consciência que o mantém. II. Vivemos no mundo dos efeitos, cujas causas reais desconhecemos. III. As causas primárias do universo se encontram em uma Consciência

IV.

Suprema de onde tudo eclodiu. A água contém a informação básica da vida biológica no universo. No universo há dois tipos de água: a H2O, que é a base de toda a vida biológica no universo e o Li2O (lítio), que é a base de todos os processos estelares.

  • V. A ciência se baseia em pensamento lógico e a religião em pensamento abstrato-espiritual, por isso o abismo entre estas duas linhas de pensamento, o religioso e o cientifico.

VI. Descartes disse que o mundo foi feito tendo-se por base o éter e todos os processos dirigidos por ele. VII. Experimentalmente já está comprovada a possibilidade de se converter a energia do cosmos em eletricidade, podemos sim montar um gerador de energia perpétua, algo que antes era impensável e impossível.

VIII. Há uma harmonia incompreensível no universo e uma interação absolutamente perfeita, rítmica e cíclica, desde os núcleos das galáxias até as partículas subatômicas. É uma relação de causa e efeito. IX. Somos um microcosmos, um microuniverso, por assim dizer, não há

como não recebermos os efeitos desta intrínseca relação. Somos todos peças de uma engrenagem a mercê de suas grandes ou pequenas metamorfoses.

  • X. O ser humano é uma concentração de energia, a qual chamamos de espírito, nossa verdadeira essência. O soma (corpo) está ligado a nossa mais sutil essência através dos chacras.

PARTE I – VISÃO MACROCÓSMICA

“O Todo está no um e o um

está no Todo, isto é, o microcosmo é o espelho, o

reflexo do macrocosmo e vice-versa”.

CAPÍTULO I Filhos das Estrelas

Nossa matéria física é feita de células e nas células temos moléculas e nas moléculas temos átomos e nos átomos núcleos atômicos. As moléculas têm átomos de carbono que é o elemento básico da vida. Mas também precisamos dos chamados oligoelementos – cálcio para os ossos, fósforo para o cérebro, magnésio para os músculos. Todos esses elementos – carbono, nitrogênio, oxigênio, fósforo, flúor, urânio – originaram-se de reações nucleares nas estrelas. A nossa existência só se tornou possível graças a estes elementos leves, tais como hidrogênio, hélio e lítio que se formaram no início do universo. O Sol, a Terra e outros planetas do nosso sistema solar se formaram há 5 bilhões de anos e o universo entre 13 e 75 bilhões de anos. Entre a origem do universo, do Sol e da Terra existiram várias gerações de estrelas que geraram os elementos químicos que necessitamos. Estas passaram por reações nucleares, morreram e sua matéria se espalhou pelo espaço. Assim compreendemos que o Sol e a Terra foram formados do gás que antes estava no núcleo das estrelas. Por tudo isso, pode-se dizer, somos legítimos filhos das estrelas. De fato a composição do nosso corpo mineral vem delas. Também somos irmãos das pedras, visto que elas são feitas do mesmo material que nós. Porém, a complexidade de um ser humano vai além: há cerca de 200 milhões de estrelas na nossa galáxia, mas muito mais em neurônios em nosso cérebro. O que também nos assusta é que há bilhões de galáxias no universo.

O Universo No universo tudo se transforma em um jogo eterno entre energia e matéria. Esta dialética íntima entre energia e matéria se processa sempre segundo normas definidas, normas estas não claramente conhecidas por nós, pois esta ordem esta além da capacidade de compreensão humana.

A vida é uma ordem em que a matéria e energia cooperam harmonicamente para tornar manifestos seres do mundo microbiológico, animal e vegetal, cada vez mais especializados e autônomos podendo estes também se multiplicar geneticamente. A vida se revela espontaneamente onde as condições dos meios geográficos a permitem. Embora algo universal se apresente como um caos aos olhos humanos, na verdade este não existe. Todos os elementos espaciais cumprem normas rígidas no universo, assim como o nosso organismo tende a eliminar aqueles corpos que lhe são estranhos, da mesma forma o universo o faz. A morte nos parece um caos, no entanto é apenas um processo de transformação. Em maior escala, mortes também acontecem no espaço sideral a todo momento, estrelas e até sistemas solares inteiros se dissolvem para dar lugar a um novo processo cósmico. Voltemos a falar do caos. Quando olhamos a formação de nuvens a princípio nos parece algo caótico, todavia logo percebemos o objetivo deste processo. Da mesma forma quando observamos uma grande construção, por um momento não acreditamos que de toda aquela bagunça e aparente desorganização, sairá um belo edifício. A vida é latente no universo e se manifesta quando as condições do meio lhe são favoráveis. Quanto mais distante se olha o universo mais se vê o passado, tamanha a sua grandeza. Eventos já ocorreram há milhares e até milhões de anos e a luz irradiada destes ainda está chegando até nós. Sabemos porém, que assim como os ciclos se repetem na natureza que nos rodeia (dia e noite, inverno e verão, nascer e morrer, marés altas e marés baixas, etc.), de igual forma estes se repetem no universo. Estrelas e planetas após cumprirem o seu ciclo também desaparecem para dar lugar a outro sistema solar e planetário. Tudo aparece e passa. Como o homem, até o Sol nasceu e um dia morrerá. A composição elementar dos seres vivos, quase na totalidade foi gerada nas estrelas através da fusão atômica. Nós somos compostos de elementos, dos mais simples aos mais complexos, gerados através da fusão atômica, os quais são ativados e energizados pelo Sol há milhões de anos. Porém acreditamos que estes processos criativos universais não são fenômenos orquestrados pelo acaso.

Creio na ação de uma Força racional muito além da nossa compreensão que dos bastidores do universo manipula o espetáculo da vida. Tudo se encaixa, partículas atômicas e subatômicas estão a serviço de atividades que dão estabilidade ao micro e macrocosmos, refiro-me as radiações estelares e a constante troca de energia entre os elementos do plano físico e extrafísico. Cosmogênese – Origem do Mundo As manifestações vitais que conhecemos necessitaram de uma complexa conjuntura ambiental para se revelarem, entretanto estas não são propriedade exclusiva da Terra, porque no universo não há nada de único a não ser ele próprio. Precisamos admitir que a espécie humana é o resultado de uma evolução de muitos milhões de anos. Se temos dificuldade de aceitar que ela evoluiu de um primata, não é difícil aceitar a idéia que evoluímos de um estado anterior em que éramos seres de capacidade intelectual inferior. A propósito, testes com primatas e humanos – feitos nos EUA e divulgados pela mídia no dia 6/12/2007, comprovaram que a memória dos primatas é até superior a dos humanos. Só a formação científica nos liberta e nos iguala, todas as outras criam antagonismos e geram atritos fanáticos, guerras, escravidão mental etc., portanto até que um enviado divino desça do infinito e diante dos holofotes do mundo nos explique o sentido das coisas, precisamos crer na ciência. Todo fenômeno tem sua causa. A sabedoria se fundamenta na vivência estrita de normas que perenizam a vida humana e não humana, pois tudo é parte de um projeto superior. O mundo só será estável se cumprir as normas que respeitam as livres manifestações de pensamento, a grandeza e pequenez dos grupos que compõem o tecido social da humanidade. Vivemos em um raro planeta em que a vida pulsa intensamente e pertencemos a um sistema solar cujo astro principal é uma estrela de quinta grandeza. No entanto em nossa galáxia há bilhões de sóis e no universo bilhões de galáxias até onde os radiotelescópios podem alcançar. Isto nos leva a uma atitude de profunda meditação e humildade, até porque uma grandeza indizível também existe no universo microscópico.

A natureza revela um processo cooperativo cíclico que também existe nos átomos. Temos os ciclos dos planetas, das estrelas e há o grande ciclo universal que é o jogo entre a matéria e a energia em suas múltiplas formas. Há uma força que limita as moléculas e irradia no universo átomos geradores de vidas múltiplas. Toda radiação transporta matéria, ainda que ínfima, como os neutrinos por exemplo. O que determina que uma nuvem de gases se concentre em um determinado ponto e atraia matéria dos mais distantes cantos do universo é um mistério. A evaporação da água e a sua consequente condensação formando nuvens, é um processo que nos dá uma idéia aproximada desta operação. Após bilhões de anos a energia se condensa no espaço sideral e o disforme passa a ter forma, cor, condições atmosféricas e ambientais para se tornar palco dos primeiros sinais de vidas microbiológicas, cujo ciclo foi certamente traçado numa dimensão superior sobre a qual cada grupo religioso tem a sua concepção. O Imensurável Quando pensamos na escala do universo em anos-luz ficamos perdidos, pois não há como assimilarmos medidas tão gigantescas. Houve um tempo em que pensávamos que a Terra era o centro do universo, hoje nem mesmo sabemos onde se encontra o seu centro. O fato é que não ocupamos um lugar especial no universo, nosso planeta gravita em torno de uma estrela qualquer numa galáxia comum perdida entre bilhões de outras.

Neste cenário de grandeza incompreensível, que importância tem o nosso planeta? Somos apenas mais um ou somos únicos? Ainda não podemos responder conclusivamente estas perguntas. No entanto, é um absurdo não crermos na possibilidade de existir grupos de seres inteligentes e até mesmo outros ainda inferiores a nós.

Três Grandes Descobertas A primeira é que não somos o centro do universo. De Aristóteles até o século IX a teoria geocêntrica era amplamente aceita e a maioria dos astrônomos achava que só existia a nossa galáxia. A segunda é que o universo está em expansão. Einstein resistiu aceitar a teoria do universo em expansão, mas se dobrou aos cálculos de Edwin Hubble, mais tarde o célebre físico afirmou que este foi o seu maior erro cientifico. A terceira é que não somos os únicos seres a desfrutar de um lugar especial em um sistema solar. Nossa galáxia é uma entre infinitas outras, o mais absurdo seria pensar que somos nós uma criação exclusiva.

E agora? Onde iremos procurar as respostas? Na filosofia, na religião ou na ciência?

CAPITULO II Como Tudo Começou

“Nada pode originar-se do nada”.

Ninguém sabe como eram as coisas antes da manifestação do nosso sistema solar e muito menos da via-láctea, a nossa galáxia. Sabemos contudo, que esta não foi a primeira a aparecer e muito menos o nosso sistema solar. Mas podemos divagar em algumas direções e este é objetivo deste estudo. Aquilo que muitos chamam de vazio, era na verdade um oceano de energia pura habitado pelos átomos primordiais que, por sua força de atração ao longo de bilhões de anos, forjaram uma matéria física cada vez mais densa que foi se agrupando em torno de uma energia central para dar origem aos primeiros sistemas solares. Os agrupamentos de átomos e moléculas depois de um processo incomensurável originaram o universo que hoje conhecemos. Admito que esta saga cósmica não seria possível sem um maestro.

O Universo Atômico (Ver nota no fim do capítulo – Átomo)

A ciência antiga e a ciência ortodoxa contemporânea coincidem sobre o mesmo ponto. A inteligência existe tanto num grão de areia como numa molécula orgânica. Há uma misteriosa relação entre o todo e a unidade; entre o universo e a parcela mais minúscula que se possa imaginar. O filósofo grego Diógenes de Apolônia, séc. V a.C., identificava a matéria como energia. “Ex nihilo nihil fit – Nada pode originar-se do nada”. O éter está em toda a criação. Por isso toda a criação é habitada por um pensamento, uma energia eterna e infinita, psíquica e inteligente que pré-existe em todos os universos físicos e extrafísicos. A cada instante algo novo e imprevisto acontece no nível atômico. No átomo, entre a coroa de elétrons e o núcleo existe proporcionalmente tanta distância como entre o sol e a Terra. A tradição oculta da Índia, China, Egito e a ciência, coincidem sobre o mesmo ponto: a inteligência existe tanto num grão de areia como numa molécula orgânica.

Há uma misteriosa relação entre o Todo e a unidade; entre o universo e a parcela mais minúscula que se possa imaginar. O incognoscível, Aquele a quem a nossa mente não consegue entender, fez emanar de si os inumeráveis mundos e as infinitas criaturas. Etapa por etapa, certos processos foram tomando lugar como que regidos por uma Suprema Ordem e o que vemos é acima de tudo, o clímax de um projeto infinito. Até que surgisse a primeira célula, o primeiro ser unicelular, a primeira criatura vertebrada, condições bastante especiais precisavam se estabelecer. Assim, depois do aparecimento do reino atômico e eletrônico, era a vez do reino celular aparecer com toda a sua indescritível diversidade. Acredito que toda a criação no plano em que nos encontramos procede de uma realidade superior, sobre a qual precisamos ser humildes, não temos a mínima idéia. As células que compõem o nosso organismo não são todas iguais, possuímos 220 tipos de células, cada célula deve ter o seu átomo-chefe que comanda grupos moleculares numa rede de ações intermináveis. Desta forma, umas células se tornam tecidos, algumas nervos, outras ossos e outras ainda órgãos. Assim como uma semente traz no seu ventre a imagem daquilo que se tornará, é possível que determinados átomos também carreguem em seu núcleo o mapa do que ainda será. Um agregado de moléculas, portanto não se ajuntam por acaso, é a lei da atração, os semelhantes se atraem, os diferentes se repelem. Somos, portanto resultado de transformações que levaram milhões de anos. Nada surge subitamente na natureza, pois ela não dá saltos, para que a noite chegue é necessário que o dia vá embora; para que os frutos apareçam as flores vêm primeiro; para que venha a colheita primeiro ara-se a terra, lança- se a semente e é preciso regá-la; para que a criança nasça são necessários nove meses de gestação. Portanto nada apareceu no mundo sem primeiro maturar, amadurecer e nascer.

E aqui estamos neste corpo, neste planeta, mas por que chegamos até aqui? Quando esta pergunta é formulada, instala-se a polêmica, inflamam-se alguns e dizem: “É pela vontade de Deus!” Só para descontrair: mas qual Deus? O dos cristãos, dos islâmicos, ou dos indianos? Esta é uma discussão interminável. Sem querer dogmatizar, abordarei a questão dentro do ponto de vista científico e esotérico, levando em conta a milenar sabedoria dos povos orientais, em cujos livros e manuscritos sagrados achamos princípios aplicáveis em todos os níveis da vida, até mesmo no campo científico, como por exemplo

a máxima: que o Todo esta no um e o um esta no Todo, isto é, o microcosmo é o espelho, o reflexo do macrocosmo e vice-versa”.

Portanto, todos os seres animados e inanimados

fazem parte

de

um

mesmo contexto. O abismo entre o universo mais denso e o mais sutil não

existe, um é parte do outro, como uma interminável rede, onde cada elemento é peça integrante da mesma engrenagem.

Um Novo Olhar O cientista inglês F. David Peat, depois de um trabalho longo e intensivo em física teórica, colocou novamente em dúvida a visão científica unilateral do mundo até agora em voga. Disse ele:

Nós construímos nossa vida e nossa civilização sobre uma ilusão; a ilusão de que o eu é a última realidade; de que vir a ser é mais importante do que ser; de que o progresso contemporâneo e finito é mais importante que os ciclos infinitos muito mais sutis; de que a realidade superficial das coisas é mais significativa que a ordem oculta em que ela se baseia.”

As leis mecanicistas não são suficientes para descrever os acontecimentos complicados da vida. Qual é a energia misteriosa que no processo de evolução dirige a energia para a matéria, transformando a vida em consciência? Qual é a força que dirige o trabalho das abelhas? E qual a força oculta que age na matéria inorgânica, levando certos metais, por exemplo, a tornarem-se supercondutores e onde qualquer resistência elétrica desaparece. São exemplos de fenômenos não explicáveis casualmente pelo comportamento dos elétrons ou átomos individuais.

Ordem Implícita Átomos são a expressão de uma ordem muito mais profunda. Desde que não se conseguiu mais descrever tais fenômenos como casuais ou lineares, a ciência procura outros caminhos. Ilya Prigogine, físico-químico e prêmio Nobel, desenvolveu a teoria da “estrutura inerente”, que procura explicar muitos fenômenos vitais que seguem uma ordem interior; visão similar a do físico David Bohm, cujo conceito sustenta a existência de uma “ordem implícita ou inerente”, uma rede inata que une a realidade física á metafísica.

Tudo está em tudo. O que está em embaixo é como aquilo que está em cima. A vida não tem começo nem fim, nem nascimento nem morte”. Axioma de

Hermes Trimegistus

Mudança de Paradigma O paradigma newtoniano-cartesiano (René Descartes 1596-1650; Isaac Newton 1642-1727), cuja lógica provocou um enorme progresso em vários campos do conhecimento, leva-nos agora, por sua visão parcial e reducionista, a uma forma fracionada de conhecimento, com conseqüências desastrosas para a própria sobrevivência da humanidade. Um bom exemplo dos benefícios de uma mudança na forma de compreendermos a realidade vem da física quântica, chamada de física das probabilidades, com ela um conhecimento mais preciso das estruturas da matéria tornou-se possível. Como resultado da sua investigação percebemos uma intima interação das energias em todos os níveis, o que renova a nossa visão do mundo físico e extrafísico. Na psicologia transpessoal a consideração dos diferentes níveis de consciência acessíveis ao homem, nos retira do âmbito estreito a que fomos relegados pela concepção mecanicista da ciência.

Tudo que existe no universo é nada mais do que energia. A energia cósmica é a força que ativa o núcleo celular de todos os seres vivos. Cada ser humano é na verdade um planeta Terra em miniatura. Conclui-se daí que as leis que regem a vida de cada indivíduo também influenciam a do planeta. Segundo os filósofos gregos o éter é o elemento primordial originário de todos os seres, a substância sutil que preenche todos os espaços. Todos sabemos, que a energia se transforma em matéria e que a matéria se transforma em energia.

Nota: Átomo - Etimologia Na escola de mistérios de Heliópolis (cidade do sol – nome que os gregos deram à antiga Sais), um dos centros mais antigos de adoração da antiguidade, juntamente com Abydos (6.000 a.C.), ensinava-se a profunda sabedoria da tradição sacerdotal egípcia. Atoum era o termo mais antigo entre egípcios aplicado para o deus-sol. Os sacerdotes de Heliópolis ensinavam que no caos (vazio), no oceano primordial vivia um espírito que trazia em si a soma das existências. Na antiga índia dos brâmanes a alma era chamada de ATMA. Entre os tibetanos AUM era o espírito universal. ATTIS, o esposo da deusa Cibele, era um deus fenício. Aquilo que chamamos de átomo os antigos chamavam de ATOUM, ATON, ATMA, AUM.

Outras Obras do Prof. Wanderley Xavier

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