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Biologia

Citologia

Introdução ............................................................... 3
I - Bioquímica Celular .............................................. 3
1 - Composição Química da Célula .................... 3

II - Estrutura e Funcionamento Celular ..................18


1 - Surgimento da Citologia ............................. 18
2 - Organização Celular ................................... 19
3 - Membrana Citoplasmática .......................... 20
4 - Parede Celular ............................................ 26
5 - Citoplasma ................................................. 26
6 - Síntese Protéica.......................................... 32

no Código Penal, Artigo 184, parágrafo 1 e 2, com


empréstimo, troca ou manutenção em depósito sem
autorização do detentor dos direitos autorais é crime previsto
A reprodução por qualquer meio, inteira ou em parte, venda,
exposição à venda, aluguel, aquisição, ocultamento,
7 - Fotossíntese ............................................... 34
8 - Respiração Celular ..................................... 39

multa e pena de reclusão de 01 a 04 anos.


9 - Núcleo Celular ............................................. 45

Diversidade dos Seres Vivos (Parte I)

I - Classificação dos Seres Vivos .................... 58


II - Vírus ............................................................ 62
I II - Reino Monera .............................................. 65
IV - Reino Protista .............................................. 72
V - Reino Fungi ................................................. 87
VI - Liquens ........................................................ 91

M1
RICARDO LUIZ PRATA PONTES
Anotações
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CITOLOGIA
INTRODUÇÃO
A Citologia (gr: KYTOS = célula; LOGOS = sobrevivência.
estudo) é a parte da Biologia que estuda a célula em Nos organismos unicelulares, a única célula
todos os seus aspectos: bioquímico, morfológico e presente realiza todas as funções necessárias à
funcional. A célula é considerada a unidade fundamen- manutenção da vida, enquanto as várias células
tal dos seres vivos, com exceção dos vírus, que são dos organismos pluricelulares apresentam
organismos acelulares, ou seja, não são constituídos diferentes formas adaptadas ao desempenho das
por células, mas dependem delas para sua mais variadas funções.

I - BIOQUÍMICA CELULAR
É o estudo da composição química da célula. citados formam as mais diversas substâncias, que
Os elementos químicos predominantes na matéria viva reagem entre si através de um conjunto de processos
são carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, que químicos. Ao conjunto de reações químicas que ocorrem
representam cerca de 95% dos elementos encontrados em um organismo vivo denominamos metabolismo.
no interior da célula. Os outros 5% se distribuem entre As substâncias químicas presentes nas células
elementos como sódio, potássio, cloro, cálcio, ferro, podem ser divididas em dois grandes grupos:
magnésio, enxofre, fósforo e outros. Os elementos substâncias inorgânicas e substâncias orgânicas.
1 - COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CÉLULA
SUBSTÂNCIAS INORGÂNICAS SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS

Água Carboidratos
Sais Minerais Proteínas
Lípides
Ácidos Nucléicos
Vitaminas

1.1 - Substâncias Inorgânicas


ÁGUA
É a substância mais abundante encontrada no interior das células. A taxa de água nos organismos vivos varia
em função de três fatores: atividade metabólica, idade e espécie.
a) Atividade Metabólica: Quanto maior a atividade metabólica de um tecido, maior o teor de água.
Nos neurônios do córtex cerebral, a porcentagem de água é de cerca de 85%, enquanto nos adipócitos
(células que armazenam gordura), cerca de 20% do conteúdo celular é formado por água.
b) Idade: Normalmente, o teor de água decresce com o aumento da idade. Um feto humano com três
meses de idade apresenta cerca de 94% de água, enquanto que em um indivíduo adulto o teor médio é de
65%.
c) Espécie: O teor de água nos organismos vivos varia de espécie para espécie. Na espécie humana, a
água representa cerca de 65% do peso, enquanto que nas águas-vivas o teor médio é de 98%.

As principais funções da água nos seres vivos são:


- É o principal solvente celular, dissolvendo grande parte de substâncias no interior do organismo.
Por esse motivo, é considerada solvente universal. O estabelecimento de um meio aquoso é fundamental
para o metabolismo, já que todas as reações químicas nos organismos vivos ocorrem em solução.
- Participa da reações de hidrólise, ou seja, reações de quebra de substâncias através da água.

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- Atua como regulador térmico nos animais homeotermos, animais que mantêm a temperatura do corpo
constante, independente da temperatura ambiental. A evaporação da água na superfície da pele retira o
excesso de calor do corpo, favorecendo a manutenção da temperatura.
- Atua como regulador ácido-básico, mantendo o pH mais ou menos constante. A concentração hidrogeniônica
[H+] varia muito pouco nas reações que ocorrem em meio aquoso, favorecendo, assim, a manutenção do pH.
- Atua como veículo de substâncias (oxigênio, gás carbônico, nutrientes, excretas, etc.) que atravessam as
membranas celulares, mantendo um intercâmbio entre os meios intracelular e extracelular. O estado de equilíbrio
estabelecido através da água é denominado equilíbrio osmótico.
- Atua com lubrificante, exercendo importantíssimo papel na diminuição do atrito nas articulações e entre os órgãos.

SAIS MINERAIS
Desempenham as mais variadas funções no interior das células, sendo muito importantes para o perfeito
funcionamento celular. Os sais minerais são encontrados nos organismos vivos sob duas formas de ocorrência:
insolúvel e solúvel.
a) Forma Insolúvel: Nessa forma, os sais minerais se apresentam como componentes da estrutura
esquelética. Os sais insolúveis são também denominados cristalinos e apresentam como importante
representante o fosfato de cálcio, presente nos ossos e dentes.
b) Forma Solúvel: Nessa forma, os sais minerais se apresentam dissolvidos em água e, assim, dissociados
em íons. Os sais solúveis são também denominados íons minerais, exercendo importantes papéis no
metabolismo. O quadro representado a seguir indica os principais íons minerais presentes nos organismos
vivos e o seu papel biológico.
ÍONS MINERAIS
PAPEL BIOLÓGICO
(SAIS MINERAIS SOLÚVEIS)
Sódio (Na+) Aumentam a permeabilidade das membranas celulares, desempenhando
importante papel na manutenção do equilíbrio osmótico celular. Relacionam-
e se também à condução dos impulsos nervosos. A concentração de Na+ é
Potássio (K+) maior no meio extracelular, enquanto a concentração de K+ é maior no
meio intracelular.
Participa dos processos de contração muscular e coagulação do sangue.
Cálcio (Ca++)
Atua sobre a permeabilidade das membranas celulares.
Cloro (Cl–) É essencial à formação do ácido clorídrico, no estômago.

Iodo (I–) Faz parte dos hormônios da tireóide, glândula relacionada ao controle
metabólico geral. A carência de iodo na alimentação pode provocar o bócio,
comum em certas regiões interioranas (bócio endêmico).
Faz parte da molécula de hemoglobina, pigmento vermelho presente no
interior das hemácias do sangue com função de realizar o transporte de
Ferro (Fe++) gases respiratórios. Faz parte das moléculas de citocromos, que são
transportadores de elétrons e que participam dos processos de fotossíntese
e respiração celular.
Magnésio (Mg++) Faz parte da molécula de clorofila, pigmento verde capaz de absorver a
energia luminosa para a realização da fotossíntese.
Fosfato (PO4– – –) Faz parte dos nucleotídeos, unidades formadoras dos ácidos nucléicos.
Faz parte da molécula de ATP, que se relaciona à transferência de energia
nas células.
Cobalto (Co++) Faz parte da molécula de vitamina B12 (Cianocobalamina), essencial ao
crescimento, formação e amadurecimento das hemácias do sangue.

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Sais Minerais e Equilíbrio Ácido-Básico


Alguns sais iônicos, como fosfatos e carbonatos, são importantes na manutenção do pH nas células,
formando a solução tampão. Esses íons, denominados tampões, evitam variações do pH intracelular e
favorecem a ocorrência das reações químicas.

1.2 - Substâncias Orgânicas


CARBOIDRATOS
Também conhecidos por açúcares, hidratos de carbono, glúcides, glícides e sacárides, representam as
principais fontes de energia para o organismo. Observamos também que os carboidratos podem apresentar
função estrutural quando fazem parte de estruturas celulares.
São constituídos principalmente por carbono ( C ) hidrogênio (H) e oxigênio (O), podendo também aparecer o
nitrogênio (N) ou o enxofre (S).
Os carboidratos são divididos em três grandes grupos: Monossacarídeos, Dissacarídeos e Polissacarídeos.
a) Monossacarídeos: São os açúcares mais simples que não podem ser hidrolisados. Possuem fórmula
geral CnH2nOn, sendo que n varia de 3 a 7. Sua classificação é feita de acordo com o número de átomos de
carbono que apresentam. Assim, temos:

FÓRMULA MOLECULAR DENOMINAÇÃO


Se n = 3 C3H6O3 Triose
Se n = 4 C4H8O4 Tetrose
Se n = 5 C5H10O5 Pentose
Se n = 6 C6H12O6 Hexose
Se n = 7 C7H14O7 Heptose
As pentoses e as hexoses são os monossacarídeos mais importantes para os organismos vivos. As principais
pentoses são ribose e desoxirribose, que apresentam função estrutural por entrarem na constituição dos
ácidos nucléicos, enquanto entre as hexoses destacamos glicose, frutose e galactose, que apresentam
função energética, já que constituem importantes fontes de energia para as células.

PENTOSE FÓRMULA MOLECULAR OCORRÊNCIA FUNÇÃO


Ribose C5H10O5 RNA Estrutural
Desoxirribose C5H10O4 DNA Estrutural

HEXOSE FÓRMULA MOLECULAR OCORRÊNCIA FUNÇÃO


Glicose C6H12O6 Sangue-Mel Energética
Frutose C6H12O6 Frutas Energética
Galactose C6H12O6 Leite Energética
b) Dissacarídeos: São açúcares hidrolisáveis formados pela união de duas moléculas de monossacarídeos
através de uma ligação denominada glicosídica, com liberação de molécula de água.
Os principais dissacarídeos são:
Maltose - Formada pela união de duas moléculas de glicose. Apresenta função energética, estando
presente no pão e na batata.
Sacarose - Formada pela união de uma molécula de glicose e uma de frutose. Apresenta função energética,
estando presente na cana-de-açúcar e na beterraba.
Lactose - Formada pela união de uma molécula de glicose e uma de galactose. Apresenta função
energética, estando presente no leite.
Celobiose - Formada pela união de duas moléculas de glicose. Apresenta função estrutural, já que é um
produto de degradação parcial da celulose, polissacarídeo integrante da parede celular dos vegetais.

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c) Polissacarídeos: São açúcares hidrolisáveis formados pela união de várias moléculas de monossacarídeos.
Os principais polissacarídeos são:
Amido - Formado pela união de várias moléculas de glicose, constitui a reserva energética dos vegetais.
Encontra-se armazenado em grandes proporções em raízes tuberosas como a mandioca e caules tubérculos
como a batata inglesa. A hidrólise total do amido forma moléculas de glicose, enquanto a hidrólise parcial
produz moléculas de maltose.
Glicogênio - Formado pela união de várias moléculas de glicose, constitui a reserva energética dos
animais. Encontra-se armazenado sobretudo no fígado e nos músculos. A hidrólise total do glicogênio
forma moléculas de glicose, enquanto a hidrólise parcial produz moléculas de maltose.
Celulose - Formada pela união de várias moléculas de glicose, constitui um importante polissacarídeo com
função estrutural. É o principal componente da parede celular dos vegetais. A hidrólise total da celulose
forma moléculas de glicose, enquanto a hidrólise parcial produz moléculas de celobiose.

Além dos três exemplos de polissacarídeos mencionados podemos citar:


- Heparina - Substância de ação anti-coagulante produzida por células do tecido conjuntivo propriamente
dito denominadas mastócitos.
- Quitina - Substância nitrogenada com função estrutural, presente na parede celular dos fungos e no
exoesqueleto dos artrópodos.
- Ácido Hialurônico - Substância presente no material intercelular dos tecidos conjuntivos com função
estrutural.
Em laboratório, os carboidratos podem ser identificados por diversas reações químicas. Nas reações com o
iodo (teste do lugol), identificamos a presença do amido pela coloração azul ou roxa. Nas reações com o
reagente de Benedict (reações de redução), identificamos monossacarídeos e alguns dissacarídeos.

PRINCIPAIS CARBOIDRATOS
CARBOIDRATO CONSTITUÍDO POR OCORRÊNCIA FUNÇÃO
PENTOSES
Ribose - RNA Estrutural
Desoxirribose - DNA Estrutural
MONOSSACARÍDEOS HEXOSE
Glicose - Sangue, Mel Energética
Frutose - Frutas Energética
Galactose - Leite Energética
Maltose Glicose + Glicose Batata, Pão Energética
Sacarose Glicose + Frutose Cana-de-açúcar Energética
DISSACARÍDEOS Lactose Glicose + Galactose Leite Energética
Celobiose Glicose + Glicose Células Vegetais Estrutural
Amido Várias Glicoses Vegetais Reserva Ener-
gética Vegetal
POLISSACARÍDEOS Glicogênio Várias Glicoses Animais Reserva Ener-
gética Animal
Celulose Várias Glicoses Paredes Celula- Estrutural
res Vegetais

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PROTEÍNAS
São as mais abundantes substâncias orgânicas dos seres vivos, sendo definidas como polímeros de
aminoácidos. Assim, os aminoácidos são as unidades formadoras das proteínas.

Estrutura de um aminoácido

O radical é a porção variável de um aminoácido. Existem aproximadamente 20 aminoácidos diferentes, que


podem ser identificados pelo seu radical. Observe alguns tipos de aminoácidos:

Os aminoácidos são classificados em naturais e essenciais. Aminoácidos naturais são aqueles que podem
ser sintetizados pelos animais e vegetais, enquanto Aminoácidos essenciais só podem ser sintetizados
pelos vegetais, sendo obtidos pelos animais através da alimentação. Assim, percebemos que os vegetais são
capazes, ao contrário dos animais, de produzir todos os aminoácidos de que necessitam para a síntese de
suas proteínas.

Ligação Peptídica
É o tipo de ligação que une os aminoácidos. Ocorre entre o grupo ácido de um aminoácido e o grupo amina
de outro aminoácido com liberação de uma molécula de água.

Cadeias formadas de aminoácidos são chamadas PEPTÍDEOS. Falamos em DIPEPTÍDEO quando o composto
apresenta dois aminoácidos unidos por uma ligação peptídica. Se o composto é formado pela união de três
aminoácidos, temos um TRIPEPTÍDEO.
Um maior número de aminoácidos unidos por ligações peptídicas forma um POLIPEPTÍDEO. O número de
aminoácidos necessários à formação de uma proteína é muito divergente entre os autores. É certo que uma
proteína é um polipeptídeo formado pela união de grande número de aminoácidos (alguns autores falam em
mais de cinqüenta, outros em mais de cem aminoácidos). Assim, toda proteína é um polipeptídeo, mas nem
todo polipeptídeo é uma proteína.

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O número de ligações peptídicas é sempre igual ao número de aminoácidos menos um, enquanto o número
de moléculas de água liberadas durante a síntese é sempre igual ao número de ligações peptídicas.
Quando uma proteína é submetida a altas temperaturas e a variações de pH, ocorre a sua desnaturação .
A desnaturação é a perda total ou parcial das propriedades de uma proteína devido a modificações em sua
estrutura.

Classificação das Proteínas


a) Proteínas Simples
Constituídas apenas por aminoácidos. Como exemplos temos insulina, queratina, albumina, colágeno,
fibrinogênio, etc.

b) Proteínas Conjugadas
Constituídas por aminoácidos associados a uma outra substância de natureza não protéica denominada
grupo prostético. Veja alguns exemplos.

PROTEÍNA CONJUGADA GRUPO PROSTÉTICO


Glicoproteína Glicose
Hemoglobina Grupo heme (contém ferro)
Nucleoproteína Ácido nucléico
Clorofila Magnésio
Papel biológico das proteínas
As principais funções atribuídas às proteínas são:
a) Função Estrutural
Participam da estrutura dos tecidos. Como exemplos, podemos citar:
- QUERATINA: Presente na pele, cabelos e unhas.
- COLÁGENO: Presente nos tecidos conjuntivos.
- OSSEÍNA: Presente nos ossos.
b) Função Nutritiva
São utilizadas como fonte de aminoácidos.
c) Função Imunológica
Os anticorpos são proteínas (gamaglobulinas) produzidas pelo organismo para combater a ação do antígeno.
A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, sendo que um certo anticorpo neutraliza somente o
antígeno responsável pela sua formação.
d) Função Hormonal
Muitos hormônios são proteínas. Como exemplos, podemos citar a insulina produzida pelo pâncreas e os
hormônios da tireóide.
e) Função Contrátil
Actina e miosina são proteínas que participam do processo de contração muscular.
f) Função Respiratória
A hemoglobina é uma proteína presente no interior das hemácias do sangue, responsável pelo transporte
de gases.
g) Função Coagulante
A coagulação do sangue ocorre através de uma série de reações químicas envolvendo proteínas.
h) Função Enzimática
As enzimas são proteínas catalisadoras das reações químicas. Como exemplos, podemos citar a maltase,
a amilase e a tripsina.

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ENZIMAS
São biocatalisadores orgânicos de natureza protéica. O papel básico de uma enzima é diminuir a energia de
ativação, aumentando, assim, a velocidade das reações químicas. Entende-se por energia de ativação a
energia necessária para produzir a colisão intermolecu-
Substrato Enzima
lar necessária para desencadear uma reação química.
Denomina-se substrato a substância que sofre ação
da enzima, enquanto centro ativo ou sítio ativo é a + +
parte da enzima que se liga ao substrato.
Observe o mecanismo de ação enzimática
representado ao lado. A partir dele podemos entender Enzima Complexo Produto
claramente algumas propriedades das enzimas. Enzima-Substrato
(Complexo ativado)

Propriedades das Enzimas


a) As enzimas são específicas. Para cada tipo de substrato existe uma enzima específica. Assim, a
sacarase é uma enzima que catalisa a quebra da sacarose em uma molécula de glicose e outra de frutose,
enquanto a amilase é uma enzima que catalisa a quebra de amido em moléculas de maltose.
b) As enzimas não são consumidas durante as reações químicas.
c) As enzimas atuam em ambos os sentidos na reação química, até certo ponto (atuação reversível).
d) As enzimas não modificam o produto das reações químicas.
e) As enzimas exigem um valor ideal de temperatura para que a velocidade da reação seja máxima. Observa-
se que a cada 10OC de aumento de temperatura do meio em que a enzima atua, a atividade enzimática pode
até triplicar. No entanto, existe um limite máximo para o aumento de temperatura, a partir do qual inicia-se
o processo de desnaturação da enzima, que se torna irreversível, diminuindo sensivelmente
a velocidade da reação. Esse limite, de maneira geral, situa-se em torno de 40oC. As enzimas são
termolábeis, isto é, sensíveis a valores muito elevados de temperatura.
f) As enzimas exigem um valor ideal de pH para que a velocidade da reação seja máxima. Variações de pH
levam à desnaturação da enzima, porém, ao contrário da desnaturação causada por altas temperaturas,
apresenta caráter reversível, o que leva alguns autores a usarem o termo inativação enzimática.

Nomenclatura das Enzimas


Deve ser feita acrescentando-se o sufixo ASE ao nome do substrato. Veja alguns exemplos:

SUBSTRATO ENZIMA
Lípide Lipase
Amido Amilase
No entanto, observamos que alguns nomes de enzimas não apresentam
Maltose Maltase a terminação ASE, como ocorre com a pepsina, tripsina, etc.

Fatores que influenciam na ação enzimática


Para um bom desempenho da enzima, alguns fatores devem ser considerados:
a) Concentração do Substrato
Desde que haja enzima disponível, o aumento da concentração do substrato leva a um aumento da velocidade
da reação. A partir do momento em que a enzima atinge a capacidade catalítica máxima, um aumento da
concentração do substrato não promove aumento da velocidade da reação. Nesse caso, a enzima ficou
saturada pelo substrato.

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Observa-se que a partir do ponto X, mesmo que a concentração do x


Velocidade
substrato seja aumentada, a velocidade da reação permanece constante. da Reação
O ponto Y representa a concentração ótima de substrato, já que a
velocidade da reação é máxima nesse ponto. No ponto Y, todas as
moléculas de enzimas estão “ocupadas” pelo substrato, de nada
adiantando aumentar ainda mais a concentração do mesmo. y Concentração
de Substrato

b) Concentração da Enzima
Desde que haja substrato disponível, o aumento da concentração da x
enzima leva a um aumento da velocidade da reação. Velocidade
da Reação
Observa-se que a partir do ponto X, mesmo que a concentração da
enzima seja aumentada, a velocidade da reação permanece constante.
O ponto Y representa a concentração ótima de enzima, já que a velocidade
da reação é máxima nesse ponto. A partir do ponto X, é possível que não y Concentração
exista substrato suficiente para a grande concentração de enzima. de Enzima

c) Temperatura
As enzimas exigem uma temperatura ótima, na qual a velocidade da
reação seja máxima. Quando submetidas a valores de temperatura muito X
Velocidade
elevados, as enzimas sofrem desnaturação. da Reação

Observa-se que no ponto X a velocidade da reação é máxima. Um aumento


de temperatura leva a um aumento da velocidade da reação até
determinado ponto (ponto Y), a partir do qual ocorre desnaturação da
enzima, reduzindo a velocidade da reação. O ponto Y representa a Y Temperatura
temperatura ótima para a atuação da enzima. em (OC)

d) pH
As enzimas exigem um pH ótimo, no qual a velocidade da reação seja
máxima. Acima ou abaixo do seu pH ótimo, as enzimas diminuem X
Velocidade
gradativamente a sua atividade e tendem a desnaturar-se. da Reação
Observa-se que no ponto X a velocidade da reação é máxima. O ponto Y
representa o pH ótimo para a atuação da enzima.
A amilase salivar, enzima que inicia a digestão do amido na boca, atinge
o máximo de atividade em pH 7, enquanto a pepsina, enzima que inicia Y pH
a digestão das proteínas no estômago, atinge o máximo de atividade
em pH 2.

LÍPIDES
Também conhecidos por lipídeos, são substâncias orgânicas insolúveis em água e solúveis em solventes
orgânicos como clorofórmio, benzina e álcool. Não existe um conceito unificado para os lípides, mas a maioria são
ésteres de ácido graxo e álcool. Os ésteres são substâncias resultantes da reação entre um ácido e um álcool.

Classificação dos Lípides


a) Lípides Simples
Constituídos apenas por ácido graxo e álcool. Os lípides se subdividem em glicérides e cérides.
- GLICÉRIDES - O álcool é o glicerol. Como exemplo, temos as gorduras e os óleos.
- CÉRIDES - O álcool não é o glicerol, e sim um álcool superior de cadeia mais longa. Como exemplo,
temos as ceras.

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b) Lípides Conjugados
Constituídos por ácido graxo, álcool e uma outra substância. Os exemplos mais importantes são os
fosfolípides, que apresentam radicais fosfato, e os esfingolípides, que apresentam nitrogênio. Os fosfolípides
são importantes por entrarem na constituição das membranas celulares, enquanto os esfingolípides são abundantes
no tecido nervoso, estando relacionados ao aumento da velocidade de condução do impulso nervoso.

c) Lípides Esteróides
Apresentam estrutura química muito diferente dos demais lípides, fato que exige uma classificação à parte
para o seu caso. Os principais esteróides são o colesterol e os hormônios sexuais (testosterona no homem,
e progesterona na mulher). O colesterol é o precursor dos demais esteróides e o seu excesso pode ser
nocivo à saúde, em função do seu acúmulo nas paredes internas dos vasos sangüíneos, dificultando a
circulação do sangue.
As principais funções dos lípides são:
a) Reserva Energética
Quando degradados, os lípides fornecem mais energia que os carboidratos. No entanto, os carboidratos representam
as principais fontes de energia para o organismo, pelo fato de serem degradados antes dos lípides.
b) Isolante Térmico
Nas aves e nos mamíferos, as gorduras acumulam-se no tecido adiposo, sob a pele, formando uma camada
que dificulta a perda excessiva de calor para o ambiente. Em animais que vivem em clima frio, essa camada
é muito mais desenvolvida.
c) Amortecedores
A proteção mecânica contra choques é desempenhada pelos lípides.
d) Estrutural
Os lípides participam da formação das membranas celulares e dão forma ao corpo.
e) Impermeabilizantes
As ceras exercem papel impermeabilizante em superfícies sujeitas à desidratação. A camada de cera é
muito desenvolvida em certas folhas e frutos e pode ser produzida por certos insetos, como as abelhas.

ÁCIDOS NUCLÉICOS
São definidos como polinucleotídeos ligados em cadeia. Por controlarem a atividade celular, são considerados
as “moléculas mestras” dos seres vivos. Normalmente, encontram-se associados às proteínas, das quais
constituem grupos prostéticos. Tais proteínas são denominadas nucleoproteínas.
Existem dois tipos de ácidos nucléicos: ácido desoxirribonucléico (ADN ou DNA) e ácido ribonucléico (ARN ou RNA).

Nucleotídeos
São as unidades formadoras dos ácidos nucléicos. Cada nucleotídeo é formado por:
a) Uma molécula de ácido fosfórico
b) Uma molécula de pentose
c) Uma molécula de base nitrogenada

Observa-se que o ácido fosfórico se liga à


pentose que, por sua vez, se liga à base
nitrogenada.

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Existem dois tipos de pentoses que entram na constituição dos nucleotídeos: ribose, encontrada nos
nucleotídeos do RNA e desoxirribose, encontrada nos nucleotídeos do DNA.

O H O H

H C OH OH H C OH
OH
C C C C
H H H H
H H H H
C C C C
OH OH H HO
OH
Ribose Desoxirribose
C5H10O5 (C5H10O4)

As bases nitrogenadas que entram na constituição dos nucleotídeos podem ser de dois tipos: púricas formadas
por dois anéis de átomos de carbono e nitrogênio e pirimídicas, formadas por um anel de átomos de carbono
e nitrogênio.

ADENINA (A) A G
BASES NITROGENADAS PÚRICAS GUANINA (G)

Adenina Guanina
As bases nitrogenadas púricas são comuns ao DNA e ao RNA

BASES NITROGENADAS PIRIMÍDICAS


CITOSINA (C)
TIMINA (T)
C T U
URACILA (U)
Citosina Timina Uracila

Citosina é comum ao DNA e ao RNA


Timina é exclusiva do DNA e uracila é exclusiva do RNA
R
Adenina Adenina Fosfato
Nucleotídeo Nucleotídeo

Guanina Guanina
Nucleotídeo Nucleotídeo
Desoxirribose

Citosina Citosina
Nucleotídeo Nucleotídeo

Timina U Uracila Ribose


Nucleotídeo Nucleotídeo

Nucleosídeo
Composto formado por uma pentose unida a uma base nitrogenada

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Adenosina é um nucleosídeo de grande importância, formada por uma ribose unida à base nitrogenada
adenina. Muitas vezes, a adenosina se apresenta unida a três radicais fosfato, formando um nucleotídeo de
grande interesse biológico: o ATP (trifosfato de adenosina).

Adenina

Ribose Fosfato
P ~P~P
Fosfato Fosfato
Adenosina A ligação ~ significa LIGAÇÃO ALTAMENTE ENERGÉTICA
A Molécula de ATP

As ligações entre os radicais fosfato são altamente energéticas, liberando, assim,


grande quantidade de energia para a célula, quando quebrada. Quando uma dessas
ligações é rompida, uma grande quantidade de energia é liberada, juntamente com
um grupo fosfato e o ADP (difostato de adenosina). A energia desprendida nessa
transformação pode ser utilizada pela célula para as mais variadas atividades. Para
garantir um perfeito mecanismo de obtenção e armazenamento de energia, moléculas
de ADP podem se converter em moléculas de ATP por um mecanismo conhecido
como fosforilação.

Formação de um Polinucleotídeo
A união de vários nucleotídeos forma um polinucleotídeo. O ácido fosfórico de um
nucleotídeo se liga à pentose de outro, e assim por diante na formação do ácido
nucléico.
Polinucleotídeo

Estudo dos tipos de ácidos nucléicos


a) Ácido Desoxirribonucléico (DNA)
De acordo com o modelo proposto por Watson e Crick, a molécula de DNA é constituída por duas cadeias
de nucleotídeos enroladas uma ao redor da outra na forma de dupla hélice. Os eixos das hélices são
formados por moléculas de ácido fosfórico e desoxirribose, enquanto as bases nitrogenadas se dispõem
perpendicularmente ao eixo principal da estrutura e voltadas para dentro dela. As bases nitrogenadas de
uma hélice se unem às bases nitrogenadas da hélice complementar através de ligações denominadas
pontes de hidrogênio, que se estabelecem de forma altamente específica da seguinte maneira: Adenina
e Timina se unem através de duas pontes de hidrogênio enquanto Guanina e Citosina se unem através
de três pontes de hidrogênio.
Podemos concluir que o número de bases nitrogenadas púricas (A + G) é igual ao número de bases
nitrogenadas pirimídicas (C + T) no DNA, já que o número de adeninas é igual ao de timinas e o número de
guaninas é igual ao de citosinas.
Assim, os nucleotídeos de DNA apresentam:
adenina (A)
- Ácido fosfórico
- Pentose - desoxirribose púricas

guanina (G)
- Bases nitrogenadas

citosina (C)

pirimídicas

timina (T)

Biologia - M1 13
14 cor preto

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T A

A T

C G

A T
“degraus” organizados
por pares de bases
nitrogenadas. T A

“corrimão” formado G C
por grupos fosfóricos
e pentoses

T A

A T

Modelo de Watson e Crick em detalhe, com as


Modelo em dupla-hélice proposto por Watson e Crick. hélices abertas.

Localização do DNA
O DNA está presente principalmente no núcleo das células, fazendo parte, juntamente com as proteínas, da
estrutura dos cromossomos. Pode ser também encontrado no interior de cloroplastos e mitocôndrias, presentes
no citoplasma de certos tipos celulares.

Reação de Feulgen
Consiste em um método de coloração que identifica o DNA. Utilizando-se o reagente de Feulgen na presença
do DNA, a reação torna-se positiva. Assim, dizemos que o DNA é Feulgen positivo.

Funções do DNA
O DNA é o responsável pela determinação das características hereditárias, além de comandar o funcionamento
celular e promover a síntese do RNA.

Autoduplicação do DNA
É o processo de formação de duas moléculas-filhas de DNA a partir de uma molécula-mãe. As duas moléculas-
filhas são idênticas entre si e à molécula-mãe. A autoduplicação do DNA pode ser dividida em duas etapas:
- Primeira Etapa - Rompimento das pontes de hidrogênio que unem as bases nitrogenadas da molécula-
mãe. Dessa forma, ocorre a separação das duas hélices que compõem a molécula-mãe de DNA.
- Segunda Etapa - Nucleotídeos livres (que já se encontram no interior da célula) se ligam aos nucleotídeos
das hélices separadas de forma altamente específica, ou seja, adenina só se liga à timina e guanina só se
liga à citosina. Nessa etapa, ocorre a atuação da enzima DNA polimerase ou DNA sintetase, que catalisa
a formação das hélices complementares. O resultado desse processo é a formação de duas novas moléculas

14 Biologia - M1
15 cor preto

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de DNA, idênticas entre si e à molécula-mãe, como podemos observar nas figuras:


pontes de hidrogênio: G ≡ C
T=A

molécula-mãe cujas cadeia “a” cadeia “b” cadeia “a” cadeia nova. cadeia nova cadeia “b”
hélices vão se separar
separação das hélices
da molécula-mãe e duas moléculas filhas de DNA
formação das hélices
complementares.

Observe que, em cada nova molécula de DNA formada, há um filamento antigo que pertencia à molécula-
mãe e um filamento novo formado através do processo de complementação de bases. Diz-se que a molécula
de DNA apresenta uma autoduplicação semiconservativa, já que cada molécula-filha conserva metade
da molécula-mãe.
b) Ácido Ribonucléico (RNA)
A molécula de RNA é constituída por uma única cadeia de nucleotídeos (fita simples). Os nucleotídeos de
RNA apresentam:
- Ácido fosfórico
C
- Pentose - ribose adenina (A)
G
púricas
guanina (G)
U
- Bases nitrogenadas
G
citosina (C)

pirimídicas
U
uracila (U)
A

Estrutura do RNA
Localização do RNA
O RNA está presente no núcleo das células, livre no citoplasma, no interior de cloroplastos e mitocôndrias e
fazendo parte da estrutura dos ribossomos.
Reação de Feulgen
O RNA é Feulgen negativo, porque a reação de Feulgen torna-se negativa na presença do RNA.

Biologia - M1 15
16 cor preto

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Função do RNA
Transportando informação genética do DNA que o formou, o RNA participa diretamente do processo de síntese
protéica.
Formação do RNA
Transcrição - Transcrição é o processo de formação do RNA a partir do DNA. A transcrição pode ser dividida
em duas etapas:
• Primeira Etapa - Rompimento das pontes de hidrogênio que unem as bases nitrogenadas da molécula-
mãe de DNA. Dessa forma, ocorre a separação das duas hélices.
• Segunda Etapa - Apenas uma das hélices da molécula-mãe de DNA funciona como molde para a síntese
do RNA. Assim, a molécula de RNA a ser formada terá uma fita simples, diferentemente da molécula de
DNA, que possui fita dupla. A hélice do DNA que serve de molde para a síntese do RNA denomina-se
hélice ativa. Nessa etapa, o pareamento de bases nitrogenadas ocorre da seguinte maneira:

HÉLICE ATIVA DO DNA RNA FORMADO

Adenina (A) Uracila (U)


Guanina (G) Citosina (C)
Citosina (C) Guanina (G)
Timina (T) Adenina (A)
Para a formação da molécula de RNA é fundamental que ocorra a atuação da enzima RNA polimerase ou
RNA sintetase - que catalisa a polimerização dos nucleotídeos de RNA que já se encontram livres no interior
da célula. Após ser formada, a molécula de RNA se destaca do seu molde de DNA e as duas hélices de DNA
voltam a se parear, reconstituindo a molécula-mãe original.
Tipos de RNA
Existem três tipos de RNA que
participam diretamente do processo de
Síntese do RNA síntese protéica. São eles:
- RNA mensageiro (RNA m)
- RNA transportador (RNA t)
Hélice ativa
- RNA ribossômico (RNA r)
No processo de síntese protéica,
Separação das hélices
Molécula de RNA esses três tipos serão estudados com
da molécula-mãe de DNA
detalhes.

VITAMINAS
São compostos orgânicos exigidos em doses muito pequenas pelos organismos e que atuam como reguladores
biológicos na maioria das reações metabólicas. A maior parte das vitaminas atuam como coenzimas, ativando
enzimas importantes para o metabolismo.
Uma dieta variada pode fornecer as vitaminas exigidas pelo organismo, em função da larga distribuição desses
compostos em muitos tipos de alimentos.
Avitaminose se refere a uma carência total de determinada vitamina, enquanto hipovitaminose representa
uma carência vitamínica parcial.
Algumas vitaminas são encontradas na natureza em uma forma precursora inativa denominada provitamina.
No interior do organismo, sob certas condições, a provitamina torna-se ativa, formando a vitamina propriamente
dita. É o que ocorre com a vitamina A, encontrada na natureza como caroteno (provitamina A) e com a vitamina
D, encontrada na natureza na forma de ergosterol (provitamina D).

16 Biologia - M1
17 cor preto

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De acordo com a solubilidade em água ou em lípides, as vitaminas podem ser classificadas em dois grupos:

Vitaminas Hidrossolúveis - B e C Vitaminas Lipossolúveis - A, D, E e K

Denominamos complexo B um conjunto de vitaminas hidrossolúveis obtidas quase que das mesmas fontes,
desempenhando papéis biológicos muito semelhantes. São elas: B1, B2, B6, B12, PP, biotina, ácido pantotênico
e ácido fólico.
PRINCIPAIS VITAMINAS

OUTRA
VITAMINA NOME PRINCIPAIS FONTES CARÊNCIA
NOMENCLATURA
A Retinol Cenoura - tomate - Cegueira noturna ou hemeralo- Antixeroftálmica
mamão - alface - leite - pia: deficiência visual em
manteiga - ovo ambiente de luz fraca.
Xeroftalmia: ressecamento da
camada córnea do globo ocular
com conseqüente destruição.
Pele escamosa: pele áspera, com
descamações freqüentes.
B1 Tiamina Feijão - soja - leite - carne Beribéri: polineurite generalizada Antineurítica
- lêvedo de cerveja com distúrbios neuromusculares (Antiberibérica)
profundos e paralisia muscular.
B2 Riboflavina Feijão - soja - leite - carne - Inflamação na boca (estomatite) Antineurítica
- lêvedo de cerveja e na língua (glossite)
- Rachaduras nos cantos dos
lábios (queilose)
- Distúrbios neuromusculares
- Fotofobia
B6 Piridoxina Feijão - soja - leite - carne - Dermatite Antineurítica
- lêvedo de cerveja - Distúrbios neuromusculares
Leite - ovos - carne - Anemia perniciosa: ausência de Antianêmica
B12 Cianocobalamina fígado - produzida pela amadurecimento das hemácias
flora bacteriana intestinal do sangue
- Retardo no crescimento
C Ácido ascórbico Frutas cítricas - tomate - Escorbuto: inflamação da pele e Antiescorbútica
morango - goiaba - mucosas com sangramento de
alface - maçã lábios e gengivas. Fragilidade
dentária e diminuição de
resistência às infecções.
D Calciferol Leite - ovos - manteiga - Raquitismo: fragilidade óssea e Antiraquítica
óleo de fígado - dentária com retardo no
Radiação ultravioleta crescimento.
estimula a síntese de
vitamina D na pele.
E Tocoferol Leite - ovos - amendoim - Esterilidade em alguns animais Antiesterilidade
- alface - arroz - soja - Envelhecimento precoce
K Filoquinona Verduras - alho - Dificuldade na coagulação do Antihemorrágica
Produzida pela flora sangue, já que a vitamina K participa
bacteriana intestinal da síntese da protrombina no fígado
PP Niacina ou Leite - ovos - carne - Pelagra: também conhecida por Antipelagrosa
Ácido nicotínico fígado - verduras “doença dos três dês”; é
ou Nicotinamida caracterizada por dermatite,
diarréia e demência
H Biotina Feijão - soja - leite - carne Dermatite Antidermatítica
- lêvedo de cerveja -
fígado

Biologia - M1 17
18 cor preto

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01 - (UFMG) Nos seres vivos, o radical essencialmente envolvido na transferência de energia é:


a) carbonato c) fosfato e) sulfato
b) cloreto d) nitrato

02 - (PUC/RS) - O polissacarídeo formado por unidades de glicose e que representa a principal forma de
armazenamento intracelular de glicídeos nos animais é denominado:
a) amido c) ergosterol e) glicogênio
b) colesterol d) volutina

03 - (PUC-MG) - Com relação às enzimas, é CORRETO afirmar que:


a) Como catalisadores, são necessárias em pequena quantidade.
b) Aumentam a energia de ativação.
c) Agem em qualquer pH.
d) Não dependem da temperatura.
e) São inespecíficas em relação ao substrato.

04 - (UEG) - O processo de duplicação do DNA recebe o nome de semi-conservativo, porque:


a) as duas moléculas-filhas são iguais à molécula-mãe.
b) uma molécula de DNA origina duas moléculas de DNA.
c) a seqüência de bases de uma hemimolécula é complementar à seqüência de base da outra hemimolécula.
d) em cada uma das moléculas-filhas, uma das hemimoléculas fazia parte da molécula-mãe.
e) o DNA é formado por duas hemimoléculas complementares.

05 - (UFMG) - Em todas as alternativas, as associações entre uma carência de vitamina e uma doença estão
corretas, EXCETO em:
a) Vitamina A - cegueira noturna d) Vitamina E - escorbuto
b) Vitamina C - baixa resistência a infecção e) Vitamina K - alteração da coagulação do sangue
c) Vitamina D - raquitismo

II - ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO CELULAR


1 - SURGIMENTO DA CITOLOGIA
Para que a Citologia surgisse como Ciência, foi ram denominadas células (CELL = cela, em inglês).
necessária a invenção de um tipo muito simples de Na realidade, Robert Hooke observou a parede de
microscópio, em 1590, pelos irmãos Jensen. celulose e o espaço vazio que era ocupado por cada
Em 1665, Robert Hooke, cientista inglês, célula quando viva, fato esse justificado por ser a
observou pela primeira vez células, utilizando um cortiça um tecido vegetal morto, denominado súber.
microscópio muito simples iluminado a vela. Hooke Em 1838, dois biólogos alemães, Schleiden e
observava pedaços de cortiça ao microscópio e Schwann, observando a presença de células em tecidos
descreveu pequenas cavidades em seu interior que fo- animais e vegetais, anunciaram a TEORIA CELULAR,

18 Biologia - M1
19 cor preto

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que diz que todos os seres vivos são constituídos por continuidade da vida.
uma ou mais células. Sabemos que os vírus não são Em 1927, Brush inventou o microscópio
constituídos por células, mas esses organismos vivos eletrônico que, ao invés de luz, utiliza feixes de elétrons,
só foram descritos no século XX. permitindo ampliações superiores a 1.500 vezes. Com
Em 1858, Virchow demonstrou que toda célula isso, a Citologia apresentou grandes avanços como
provém de outra pré-existente, o que explica melhor a ciência.

2 - ORGANIZAÇÃO CELULAR
Uma célula típica apresenta três partes porções fundamentais.
fundamentais: membrana citoplasmática, citoplasma Quanto à organização, existem dois tipos
e núcleo. Em tipos diferentes de células, podemos celulares básicos: Célula Procariota e Célula
encontrar algumas variações relacionadas a essas Eucariota.

2.1 - Célula Procariota ou Protocélula


É o tipo mais simples quanto à organização. O que caracteriza
uma célula procariota é a ausência de um núcleo verdadeiro.
Ribossomos
Essas células possuem uma estrutura dispersa no citoplasma
denominada nucleóide ou núcleo difuso, que não é envolvido por
uma membrana. As únicas organelas presentes no citoplasma desse Núcleo Difuso
tipo celular são os ribossomos, responsáveis pela síntese protéica. (Nucleóide)
O citoplasma das células procariotas não apresenta organelas Parede Celular
delimitadas por membrana.
Mesossomo
Em algumas células procariotas, a membrana citoplasmática sofre
uma invaginação que penetra no citoplasma, formando o
Membrana
mesossomo. Acredita-se que o mesossomo contenha enzimas
Citoplasmática
que participam do processo de respiração celular aeróbica.
A forma das células procariotas é mantida pela presença de uma parede Citoplasma
externa em relação à membrana citoplasmática, denominada parede celular.
As células procariotas caracterizam os representantes do Reino
Monera, que se denominam procariontes.
Célula Procariota
2.2 - Célula Eucariota ou Eucélula
Apresenta um padrão de organização mais complexo em relação à célula procariota. O que caracteriza uma
célula eucariota é a presença de um núcleo verdadeiro, isto é, delimitado por uma membrana denominada
carioteca ou membrana nuclear. Esse
nucléolo
tipo celular apresenta grande quantidade
de organelas delimitadas por membrana núcleo
no citoplasma, como podemos observar mitocôndrias
carioteca
na figura ao lado. ergastoplasma
ou retículo suco
As células eucariotas animais nuclear
endoplas-
caracterizam todo o Reino Metazoa e mático rugoso retículo
alguns representantes do Reino Protista, endoplasmático
enquanto as células eucariotas vegetais centríolo liso
caracterizam todo o Reino Metaphyta e complexo
alguns representantes do Reino Protista. de Golgi ribossomos
Organismos que apresentam células membrana
eucariotas são caracterizados como citoplasmática
lisossomos
eucariontes.

Célula Eucariota Animal

Biologia - M1 19
20 cor preto

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parede celular

vacúolo
tonoplasto

retículo
endoplasmático
cloroplasto
ribossomos
membrana
citoplasmática
suco nuclear complexo de Golgi

carioteca
mitocôndrias
nucléolo

plasmodesmo
gotícula de lípide

Célula Eucariota Vegetal


Nos próximos itens desse capítulo, será feito o estudo morfológico e funcional das partes fundamentais de
uma célula: membrana citoplasmática, citoplasma e núcleo. Nas células eucariotas vegetais observamos,
externamente à membrana citoplasmática, uma parede rígida com função protetora denominada parede celular.

3 - MEMBRANA CITOPLASMÁTICA
Também denominada membrana plasmática, membrana celular ou plasmalema, é a estrutura que envolve
todos os tipos de células, protegendo-as e controlando as trocas metabólicas com o meio extracelular.

3.1 - Composição Química


A membrana citoplasmática é de constituição lipoprotéica. Os principais lípides encontrados são os fosfolípides
e o colesterol, enquanto a principal proteína é a estromatina.

3.2 - Espessura
A espessura da membrana citoplasmática é muito pequena, oscilando entre 75 a 100 Ângstrons (1A = 10-10 m),
não sendo visível ao microscópio óptico. A invenção do microscópio eletrônico permitiu a elucidação de aspectos
muito importantes a respeito dessa membrana.

3.3 - Organização Molecular


A organização molecular da membrana citoplasmática ainda não está totalmente esclarecida. Na década de
50, Davson e Danielli propuseram um modelo que explicava como as moléculas de lípides e proteínas estariam
dispostas na estrutura da membrana. Segundo esse modelo, a membrana seria constituída de uma camada
central bimolecular de lípides recoberta por duas camadas externas monomoleculares de proteínas. A mem-
brana apresentaria ainda poros permanentes.

20 Biologia - M1
21 cor preto

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Esse arranjo trilaminar se estende a todas as outras


estruturas membranosas celulares como núcleo, Proteínas
retículo endoplasmático, complexo de Golgi,
mitocôndrias, cloroplastos, etc, sendo por isso
denominado UNIDADE DE MEMBRANA.
Lípides
Na década de 70, surgiu um novo modelo proposto por
Singer e Nicolson que difere em alguns aspectos do
modelo de Davson e Danielli. Segundo Singer e Nicolson,
a membrana citoplasmática seria constituída de uma Proteínas
dupla camada lipídica entre as quais estariam
encaixadas as moléculas de proteínas. As proteínas ESTRUTURA DA MEMBRANA CITOPLASMÁTICA SEGUNDO
não teriam posição fixa, e sim se deslocariam nessa DAVSON E DANIELLI.
dupla camada lipídica. Com a mobilidade das proteínas,
muitas substâncias podem entrar e sair da célula com mais facilidade, pois essas proteínas podem funcionar
como poros funcionais. Esses poros surgem como resultado da movimentação das proteínas na dupla camada
lipídica.
O modelo de Singer e Nicolson é o mais aceito atualmente e é denominado modelo do mosaico fluido, já
que a dupla camada lipídica seria fluida com um mosaico de proteínas encaixadas.

Lipídios
Proteína

ESTRUTURA DA MEMBRANA CITOPLASMÁTICA SEGUNDO SINGER E NICOLSON


(MODELO DO MOSAICO FLUIDO)

Enquanto a estrutura da membrana é determinada pelos lípides, a maioria das propriedades da membrana
são determinadas pelas proteínas. Algumas proteínas atuam como carreadoras ou transportadoras de
substâncias para dentro ou para fora da célula. Outras proteínas atuam como enzimas e outras como
receptoras de membrana, reconhecendo substâncias próprias da célula ou vindas do meio extracelular.

3.4 - Propriedades
As principais propriedades da membrana citoplasmática são:
a) Permeabilidade Seletiva: Consiste na capacidade da membrana em selecionar substâncias que devem
entrar ou sair da célula.
b) Porosidade: Apresenta poros diretamente relacionados com as trocas de muitas substâncias entre a
célula e o meio extracelular.
c) Elasticidade: A elasticidade se deve às proteínas da membrana, sendo importante para a manutenção
da sua integridade.
d) Regeneração: Desde que a lesão não seja muito extensa, a membrana pode se regenerar.
e) Resistência Mecânica: Ocorre pelo fato de a membrana revestir e proteger o conteúdo celular.
f) Alta Resistência Elétrica: Propriedade atribuída aos lípides pelo seu papel isolante.

Biologia - M1 21
22 cor preto

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3.5 - Transportes através da Membrana


A célula necessita adquirir substâncias do meio e eliminar os resíduos do seu metabolismo. Assim, a mem-
brana citoplasmática não isola completamente a célula do meio extracelular. Diversas substâncias entram e
saem da célula atravessando a membrana. O transporte de substâncias através da membrana celular pode ser
de dois tipos: passivo e ativo.

Transporte Passivo
Ocorre a favor de um gradiente de concentração e não exige gasto de energia pela célula. São conhecidas duas
modalidades de transporte passivo: difusão e osmose.

- DIFUSÃO
Consiste em um fluxo de moléculas de um meio mais concentrado para um meio menos concentrado.
No nível da membrana citoplasmática, a difusão representa a passagem de soluto de um meio hipertônico
(mais concentrado) para um meio hipotônico (menos concentrado). Para que ocorra a difusão, a membrana
deve ser permeável ao soluto em questão. Em geral, partículas menores se difundem mais rapidamente pela
membrana. Observamos que monossacarídeos, aminoácidos e sais minerais iônicos apresentam maior
velocidade de difusão, ao contrário das proteínas e polissacarídeos que necessitam ser capturados pela
célula. Substâncias solúveis em lípides também atravessam a membrana com mais facilidade por difusão. É o
caso do oxigênio, gás carbônico, álcoois e outras substâncias.

Observe que as soluções I e II apresentam concentrações


diferentes e foram separadas por uma membrana representada pela
letra M. Percebe-se claramente que a solução II é hipertônica em
relação à solução I, que é hipotônica. Admitindo ser a membrana M
permeável à sacarose, ocorrerá difusão do soluto (sacarose) de II
para I, até que se atinja a isotonia, ou seja, um estado de equilíbrio.

Difusão
Certas substâncias, como a glicose, são insolúveis em lípides e atravessam a membrana citoplasmática
por um tipo especial de difusão denominado difusão facilitada. No processo de difusão facilitada, a substância
a ser transportada associa-se a uma substância transportadora, formando um complexo solúvel em lípides.
Ocorrida a difusão, a substância transportadora se desliga da substância transportada, estando apta a promover
uma nova difusão facilitada. As substâncias transportadoras são proteínas denominadas permeases por
aumentarem a permeabilidade da membrana celular, facilitando a difusão de algumas substâncias. A difusão
facilitada não envolve gasto de energia, sendo considerada um tipo de transporte passivo. Assim, observamos
que enquanto a difusão simples não envolve substâncias transportadoras, estas substâncias são imprescindíveis
à ocorrência da difusão facilitada.

- OSMOSE
Consiste na difusão do solvente através de uma membrana semipermeável. Representa a passagem de
solvente (em geral água) de um meio hipotônico (menos concentrado) para um meio hipertônico (mais
concentrado).

Observe que as soluções I e II apresentam concentrações


diferentes e foram separadas por uma membrana representada pela
letra M. Percebe-se claramente que a solução I é hipotônica em relação
à solução II, que é hipertônica. O fluxo de água ocorrerá de I para II
até que se atinja a isotonia.

Osmose

22 Biologia - M1
23 cor preto

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Por definição, membrana semipermeável é sobre a membrana citoplasmática, enquanto células


aquela que permite a passagem de solvente, mas im- vegetais não sofrem lise devido à resistência oferecida
pede a passagem de soluto. Podemos perceber que a pela parede celular. Nesse último caso, a entrada de
membrana citoplasmática não é uma membrana água força a parede celular para fora, de modo que a
semipermeável perfeita, já que permite a passagem de turgescência exerce uma força contrária cada vez maior
água (solvente universal) e de soluto. No entanto, é importante à entrada de água.
perceber que a velocidade do fluxo de água por osmose é Células animais e vegetais colocadas em meio
muito maior que a velocidade do fluxo de qualquer soluto. hipertônico perdem água por um processo denominado
Células animais e vegetais colocadas em meio exosmose. Ao perder água para o meio, a célula se
hipotônico ganham água por um processo denominado torna plasmolisada, daí o termo plasmólise aplicado a
endosmose. Ao ganhar água do meio, a célula se torna esse tipo de exosmose. Colocando-se uma célula
túrgida, daí o termo turgescência aplicado a esse tipo plasmolisada em um meio hipotônico, ela ganha água
de endosmose. Células animais podem sofrer lise do meio, tornando-se túrgida. Esse tipo de endosmose
(rompimento) em função da pressão da água exercida denomina-se deplasmólise.

Colocada em solu- Colocada em água


ção hipertônica, a célu- pura ou em solução de
la perde muita água,
Vacúolo tornando-se plas- pequena concentração,
molisada. a célula recebe água
tornando-se túrgida
novamente.

Célula túrgida PLASMÓLISE Célula plasmolisada DEPLASMÓLISE Célula túrgida

Plasmólise e Deplasmólise em células vegetais

Transporte Ativo
Ocorre contra um gradiente de concentração e exige gasto de energia pela célula. São conhecidas quatro
modalidades de transporte ativo: fagocitose, pinocitose, clasmocitose e bomba de sódio e potássio.

- FAGOCITOSE
Consiste no englobamento de partículas sólidas
volumosas pela célula. A célula emite expansões partícula sólida fagossomo
citoplasmáticas denominadas pseudópodos (gr: pseudópodes
pseudo = falso; podos = pés) que englobam
gradativamente o material do meio externo. Com o
englobamento da partícula sólida, forma-se uma
vesícula denominada fagossomo. O fagossomo é
revestido por membrana lipoprotéica e contém a Fagocitose
partícula englobada.
A fagocitose ocorre em alguns protozoários com finalidade alimentar e em macrófagos e leucócitos como
mecanismo de defesa nos animais superiores.
- PINOCITOSE
partícula
Consiste no englobamento de partículas líquidas pela líquida canal de
célula. Ocorre a formação de um sulco denominado pinocitose
canal de pinocitose, que recolhe o líquido que penetra
no interior da célula. Com o englobamento da partícula
líquida, forma-se uma vesícula denominada pinossomo.
O pinossomo é revestido por membrana lipoprotéica e
contém a partícula englobada. A pinocitose é utilizada pinossomo
pelas células para englobar proteínas do meio
extracelular. Pinocitose

Biologia - M1 23
24 cor preto

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- CLASMOCITOSE
Consiste na eliminação de restos formados no interior da célula, daí esse processo
ser também denominado defecação celular. Forma-se uma estrutura denominada
corpo residual, que se funde à membrana citoplasmática, eliminando os restos para o
meio extracelular.
Enquanto fagocitose e pinocitose são tipos de endocitose, isto é, processos que
promovem entrada de substâncias na célula, a clasmocitose é um tipo de exocitose,
já que ocorre eliminação de substâncias do interior da célula.

Clasmocitose

BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO (BOMBA DE ÍONS)


De uma maneira geral, a concentração de íons sódio (Na+) é maior no meio extracelular, enquanto a
concentração de íons potássio (K+) é maior no meio intracelular.

+
Na+
K
Célula

Célula

Na + K+

Meio extracelular

Assim, observamos que íons sódio entram na célula e íons potássio saem por difusão, já que passam,
passivamente, de um meio mais concentrado para um meio menos concentrado. No entanto, não se atinge a
isotonia entre os meios intra e extracelulares devido a um tipo de transporte ativo denominado bomba de sódio
e potássio.
A bomba de sódio e potássio consiste em um sistema carregador que bombeia íons contra um gradiente de
concentração. Existem substâncias transportadoras que se associam ao sódio no meio intracelular e o
transportam ativamente para o meio extracelular. Ao mesmo tempo, substâncias transportadoras se associam
ao potássio no meio extracelular e o transportam ativamente para o meio intracelular. Assim, com a energia
liberada na quebra de cada molécula de ATP, íons sódio são bombeados para fora e íons potássio são bombeados
para dentro da célula.
Meio extracelular
Meio
intracelular

Energia

Na+ K+

Difusão Difusão

Na+ K+

Difusão e Bomba de íons

24 Biologia - M1
25 cor preto

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Assim, temos:
Entrada de Na+ na célula
Saída de K+ da célula } Transporte Passivo
(Difusão)
Saída de Na+ da célula
Entrada de K+ na célula } Transporte ativo
(Bomba de íons)

3.6 - Especializações da Membrana


Em certos tipos de células, a membrana citoplasmática pode apresentar diferenciações relacionadas à fisiologia
do tecido. São mais numerosas nos epitélios, mas podem estar presentes em outros tecidos. As principais
especializações da membrana são:

- MICROVILOSIDADES
São evaginações digitiformes da membrana citoplasmática que aumentam a superfície de absorção do ápice
das células. São muito numerosas nas células do intestino delgado.

- DESMOSSOMOS
São diferenciações laterais da membrana citoplasmática que apresentam material denso do lado interno de
cada membrana, onde estão inseridos microtúbulos. Os desmossomos aumentam a aderência entre as células
vizinhas. São muito freqüentes em células epiteliais.

- INTERDIGITAÇÕES
São diferenciações laterais da membrana citoplasmática constituídas por invaginações das membranas de
células vizinhas. Essas dobras das membranas se encaixam umas nas outras aumentando a aderência entre
as células. São muito freqüentes em células epiteliais.

- PREGAS BASAIS
São invaginações da membrana citoplasmática situadas na base de alguns tipos celulares. No nível das
pregas basais, ocorre um transporte ativo muito intenso favorecido pela grande quantidade de mitocôndrias
presentes nessa região. São muito freqüentes no epitélio renal.

Microvilosidades

Desmossomos

Interdigitações

Especializações da Membrana Citoplasmática Pregas Basais e Microvilosidades em detalhe

Biologia - M1 25
26 cor preto

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4 - PAREDE CELULAR
A parede celular representa um envoltório rígido que se localiza
externamente à membrana citoplasmática, conferindo proteção e
sustentação à célula. É uma estrutura típica de células procariotas
e eucariotas vegetais. A substância mais abundante da parede Parede celular
Lúmen
celular é a celulose, que se deposita na parede, exercendo
Celular
importante função estrutural. Em certos pontos desse revestimento
não há depósito de celulose, determinando o aparecimento de
pequenas interrupções (poros) denominadas plasmodesmos.
Eles representam elos de ligações entre células vizinhas e Plasmodesmo
possibilitam um maior intercâmbio de substâncias entre as
células que se unem.
As principais propriedades da parede celular são: Parede Celular com Plasmodesmos
- Alta resistência, sendo rompida com dificuldade.
- Permeabilidade, possibilitando a entrada e a saída de substâncias na célula.
5 - CITOPLASMA
É toda a região da célula compreendida entre a membrana citoplasmática e o núcleo. O citoplasma é dividido
em duas porções:
5.1 - Hialoplasma ou Matriz Citoplasmática
É um colóide que preenche espaços no interior da célula. É dividido em ectoplasma e endoplasma. O ectoplasma
é a porção que se localiza próximo à membrana celular, apresentando-se em estado GEL, mais viscoso. O
endoplasma é a porção mais interna, apresentando-se em estado SOL, mais fluido. Os dois estados do
colóide, GEL e SOL podem se interconverter, o que explica a emissão de pseudópodos por alguns tipos
celulares. Essa interconversão dos estados do colóide denomina-se TIXOTROPISMO.
O hialoplasma pode se movimentar na célula, criando uma corrente que distribui todo o conteúdo celular sem
modificar a forma da célula por um processo conhecido como CICLOSE.
No hialoplasma, encontram-se mergulhadas as organelas citoplasmáticas e as inclusões. As organelas
representam estruturas que se destacam funcionalmente, enquanto as inclusões representam o material
biologicamente inativo que se acumula no meio intracelular.

5.2 - Citoplasma Diferenciado


É representado pelas organelas citoplasmáticas e pelas inclusões.

5.2.1 - Organelas Citoplasmáticas


- RIBOSSOMOS
Também denominados grânulos de Palade, são as únicas organelas
presentes em todos os tipos celulares. São também as únicas organelas
presentes em células procariotas.
São constituídos por duas sub-unidades de RNA ribossômico (RNAr) e
proteínas, sem membrana lipoprotéica envolvente.
Subunidades Ribossômicas
Os ribossomos podem ser encontrados livres no hialoplasma, associados
às membranas do retículo endoplasmático e ligados a uma fita de RNA mensageiro (RNAm). Nesse último
caso, ocorre a formação dos polirribossomos ou polissomos.

Os ribossomos realizam o processo de síntese


de proteínas.
Polirribossomo

26 Biologia - M1
27 cor preto

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- RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO
É um conjunto de cavidades intercomunicantes envolvidas por membrana lipoprotéica. Está presente em
células eucariotas animais e vegetais e pode ser de dois tipos: liso ou agranular e rugoso ou granular. A
diferença morfológica básica entre os dois tipos de retículo endoplasmático reside no fato de o retículo
rugoso apresentar inúmeros ribossomos associados às suas membranas.

Ribossomos

Retículo Endoplasmático Liso Retículo Endoplasmático Rugoso

a) Funções do Retículo Endoplasmático Liso


- Armazenamento de substâncias no interior de suas cavidades.
- Transporte de substâncias no interior da célula, auxiliando na circulação intracelular. Como as membranas
do retículo endoplasmático comunicam-se com a membrana celular e com a carioteca (membrana nuclear),
pode ocorrer transporte de substâncias envolvendo a célula e o meio extracelular.
- Síntese de lípides, principalmente esteróides. Nas células das supra-renais e dos testículos, o retículo liso
é muito desenvolvido.
- Neutralização de substâncias tóxicas no interior da célula, agindo como desintoxicante.
- Aumento da superfície interna da célula, facilitando reações enzimáticas.
- Regulação da pressão osmótica já que o retículo liso retira substâncias do hialoplasma e as armazena em
suas cavidades, modificando a concentração do suco celular e, conseqüentemente, sua pressão
osmótica.

b) Funções do Retículo Endoplasmático Rugoso


Também denominado ergastoplasma, o retículo rugoso desempenha todas as funções do retículo liso, além
de realizar a síntese de proteínas de exportação, como anticorpos e enzimas. É importante salientar
que ribossomos que não se encontram associados às membranas do retículo sintetizam proteínas para
consumo interno.

- COMPLEXO DE GOLGI brotamento de vesículas

É um conjunto de sacos achatados (cisternas) e


vesículas envolvidos por membrana lipoprotéica. Está
presente em células eucariotas animais e vegetais mas, vesículas
nestas últimas, encontra-se fragmentado, recebendo o
nome de dictiossomo ou golgiossomo.
sacos achatados

Complexo de Golgi

Biologia - M1 27
28 cor preto

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a) Funções do Complexo de Golgi


- Armazenamento e empacotamento de substâncias. Substâncias
absorvidas ou produzidas pelo Complexo de Golgi são armazenadas no
interior dos sacos achatados, sendo liberados para o citoplasma em
“pacotes”, através do brotamento de vesículas. As vesículas liberadas Luz do ácino
contêm substâncias empacotadas pelo Golgi. Os ácinos pancreáticos
são pequenas estruturas glandulares que secretam as enzimas do suco
pancreático. Observe na figura ao lado que as células estão situadas ao
redor de uma cavidade denominada luz ou lúmen. O que ocorre em cada
uma dessas células é o empacotamento de enzimas secretadas pelo Corte longitudinal de um
retículo rugoso, com brotamento de vesículas repletas dessas enzimas. Ácino Pancreático
Essas vesículas denominadas grãos de zimógeno, despejam o seu
conteúdo na luz do ácino por processo de exocitose.

- Síntese de polissacarídeos através da polimerização


de monossacarídeos. O muco, produzido pelas células Acrossomo
caliciformes do intestino, apresenta função lubrificante e
protetora e é constituído por proteínas associadas a Núcleo
polissacarídeos. A parte protéica do muco é produzida
no retículo endoplasmático rugoso, enquanto os
polissacarídeos são produzidos no Golgi. As proteínas
são empacotadas pelo Complexo de Golgi e se associam Colo
aos polissacarídeos produzidos nesse local. O material
formado é liberado em vesículas de muco e lançado para
o meio extracelular.
- Formação do acrossomo do espermatozóide. O
acrossomo é uma estrutura localizada na região anterior Cauda
da cabeça do espermatozóide, formado a partir da fusão
de vesículas do Complexo de Golgi. Em seu interior,
encontram-se enzimas responsáveis pelo rompimento
das membranas do gameta feminino para que ocorra a
fecundação.
Os grânulos fundem-se,
- Formação da lamela média de pectina nas células
formando o acrossomo
vegetais. A lamela média é a primeira parede a aparecer
entre duas células vegetais em divisão.
- Formação de lisossomos primários, que são vesículas
liberadas pelo Complexo de Golgi repletas de enzimas
digestivas que atuarão no interior da célula, promovendo
a digestão intracelular. Espermatozóide

- LISOSSOMOS
São organelas citoplasmáticas repletas de enzimas digestivas revestidas por membrana lipoprotéica. São
organelas típicas de células eucariotas animais e sua presença em células eucariotas vegetais é discutida.
São conhecidos dois tipos de lisossomos: primário e secundário. Os lisossomos primários são formados
pelo Complexo de Golgi através do empacotamento de enzimas digestivas, que são liberadas no hialoplasma,
no interior de vesículas. Essas vesículas constituem os lisossomos primários. Os lisossomos secundários ou
vacúolos digestivos são formados pela fusão do lisossomo primário com um fagossomo ou pinossomo. No
interior do lisossomo secundário, ocorre a digestão intracelular do material absorvido e as substâncias aproveitáveis
são distribuídas à célula. Após essa distribuição, o vacúolo digestivo repleto de restos metabólicos forma o
corpo residual ou vacúolo residual, que se funde à membrana citoplasmática, liberando, por clasmocitose,
os restos digestivos para o meio extracelular.

28 Biologia - M1
29 cor preto

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A função dos lisossomos é realizar a digestão intracelular. Esta função


se manifesta de duas maneiras: heterofagia e autofagia.
Corpo residual
A heterofagia é a digestão de substâncias que penetram na célula
com posterior eliminação dos restos digestivos. Fagossomo

A autofagia é a digestão das próprias estruturas celulares, que ocorre


II
mo
em casos de insuficiência nutricional e, em condições normais, para sso Golgi
Lisossomo I Liso

a renovação das organelas citoplasmáticas. Na autofagia, forma-se o


autofagossomo ou vacúolo autofágico, que corresponde ao vacúolo Autofagossomo
digestivo.
RER
O fenômeno da autólise consiste na autodestruição celular gerada
pela ruptura da membrana dos lisossomos com extravasamento das
enzimas digestivas. Ocorre em alguns casos patológicos e, em
condições normais, durante a reabsorção da cauda dos girinos no
processo de metamorfose.
Lisossomo e Digestão Intracelular
- MITOCÔNDRIAS
São organelas citoplasmáticas presentes em células eucariotas
membrana externa
animais e vegetais, aparecendo em grande quantidade em membrana interna
células que apresentam atividade metabólica intensa.
matriz cristas
Observadas ao microscópio eletrônico, as mitocôndrias
revelam a presença de duas membranas lipoprotéicas
denominadas membrana externa e membrana interna. Essa
última sofre inúmeras invaginações, formando as cristas
mitocondriais, onde encontramos inúmeras estruturas
protéicas denominadas partículas elementares internas, nas
quais acontece uma das etapas do processo de respiração
celular aeróbia, denominada cadeia respiratória. A Ultra-estrutura de uma Mitocôndria
membrana interna e as cristas delimitam a matriz mitocondrial, onde ocorre outra etapa do processo de respiração
celular aeróbia, denominada Ciclo de Krebs. A composição química da matriz mitocondrial é muito variada, incluindo
água, sais minerais, carboidratos, proteínas, enzimas, lípides, DNA, RNA, ATP, ADP, entre outros. A presença de
DNA na matriz mitocondrial justifica a capacidade de autoduplicação dessas organelas citoplasmáticas. Na matriz,
encontramos, ainda, inúmeros ribossomos que sintetizam proteínas para consumo interno na mitocôndria.
O conjunto de mitocôndrias de uma célula é denominado condrioma e essas organelas têm como principal
função servir de sede para a realização da maior parte do processo de respiração celular aeróbia. Através
desse processo ocorre liberação de energia, que será utilizada na atividade metabólica celular.

- PLASTOS
Também denominados plastídeos, são organelas citoplasmáticas exclusivas de células eucariotas vegetais.
Os plastos são classificados, de acordo com a coloração, em leucoplastos e cromoplastos.

LEUCOPLASTOS CROMOPLASTOS
COLORAÇÃO Incolores Coloridos
PIGMENTOS Ausentes Presentes
FUNÇÃO Armazenamento de Substâncias Fotossíntese
PRINCIPAIS TIPOS Amiloplastos Xantoplastos - (amarelos)
Oleoplastos Eritroplastos - (vermelhos)
Proteoplastos Cloroplastos - (verdes)

Biologia - M1 29
30 cor preto

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A nomenclatura utilizada para os tipos de leucoplastos é dada em função das substâncias armazenadas em
seu interior, enquanto que para os cromoplastos, a nomenclatura é dada de acordo com o pigmento predominante.
Assim, temos:
Amiloplastos - armazenam amido
Leucoplastos Oleoplastos - armazenam óleos
Proteoplastos - armazenam proteínas

Xantoplastos - predomina a xantofila


Cromoplastos Eritroplastos - predomina a ficoeritrina
Cloroplastos - predomina a clorofila

Os cloroplastos serão estudados separadamente devido à sua grande importância.


Observados ao microscópio eletrônico, os cloroplastos revelam a presença de duas membranas lipoprotéicas,
denominadas membrana externa e membrana interna.
Essa última sofre invaginações, formando lamelas que apresentam uma série de discos denominados tilacóides.
No interior dos tilacóides, encontramos pigmentos que absorvem a energia luminosa para a realização da
fotossíntese. Entre os pigmentos encontramos carotenos, xantofilas, ficoeritrina e clorofila, com nítida
predominância desse último. Os tilacóides se organizam em pilhas localizadas na matriz, que recebe o nome
de estroma. Cada pilha de tilacóides é chamada granum, enquanto o conjunto de todas essas pilhas denomina-
se grana. A composição química do estroma é muito semelhante ao que observamos na matriz mitocondrial.
A presença de DNA no estroma justifica a capacidade de autoduplicação dos cloroplastos, enquanto que os
ribossomos aí situados sintetizam proteínas para consumo no interior dessas organelas.

Membrana Externa CO2


Luz GLICOSE

Membrana
Interna
Tilacóide Granum
Granum
Lamela Estroma

Estroma H2O O2
Lamela
Ultra-estrutura de um Cloroplasto Esquema de um Cloroplasto
A função dos cloroplastos é realizar a fotossíntese. Através desse processo, os organismos clorofilados
convertem a energia luminosa em energia química armazenada nos compostos orgânicos produzidos.

- CENTRÍOLOS
São organelas citoplasmáticas exclusivas de células microtúbulo
eucariotas animais. Normalmente uma célula apresenta protéico
um par de centríolos dispostos mais ou menos
perpendicularmente um em relação ao outro, formando
um diplossomo.
Os centríolos são constituídos por nove trincas de
microtúbulos protéicos dispostos em círculo, sem
membrana lipoprotéica envolvente.
Trinca de microtúbulos
protéicos
Centríolos

30 Biologia - M1
31 cor preto

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Os centríolos orientam a divisão celular, além de formar cílios e flagelos, membrana microtúbulos
estruturas contráteis que possibilitam o movimento. A estrutura interna plasmática
dos cílios e flagelos revela a existência de nove pares de microtúbulos
protéicos dispostos em círculo, envolvendo um par central. Na base dos
cílios e flagelos, encontramos o centríolo que originou tais estruturas,
denominado corpúsculo basal. Os microtúbulos formadores dos cílios e
flagelos são envolvidos por um prolongamento da membrana
citoplasmática.

CÍLIOS FLAGELOS
CARACTERIZAÇÃO Curtos e numerosos Longos e pouco numerosos
MOVIMENTO Vibrátil Ondulatório
OCORRÊNCIA Certos protozoários, Certos protozoários,
epitélio da traquéia espermatozóides, coanó- corpúsculo
e das tubas uterinas citos dos poríferos basal (centríolo)
Estrutura dos Cílios e Flagelos

Epitélio Ciliado da Traquéia Protozoário Flagelado Protozoário Ciliado

As funções atribuídas a cílios e flagelos são basicamente as mesmas, ou seja:


- Locomoção - Cílios e flagelos de certos protozoários e o flagelo do espermatozóide.
- Transporte de Partículas - O epitélio ciliado das vias respiratórias e tubas uterinas.
- Nutrição - Os coanócitos são células flageladas dos poríferos que, além de criar um fluxo de água no
interior do corpo do animal, capturam o alimento com ajuda do flagelo e iniciam a digestão intracelular.

- VACÚOLOS
São cavidades existentes no citoplasma revestidas por membrana Citoplasma
lipoprotéica. Os tipos mais comuns de vacúolos são: Vacúolo
com orgânulos
a) Vacúolos de Armazenamento: São organelas típicas de
células eucariotas vegetais, capazes de armazenar substâncias
em seu interior. Em células jovens, os vacúolos são numerosos e
pequenos. Com o amadurecimento da célula, os vacúolos se
reúnem, formando uma cavidade ampla que ocupa quase toda a
extensão da célula, deslocando núcleo e citoplasma para a periferia.
A membrana lipoprotéica do vacúolo de armazenamento é
denominada tonoplasto. Vacúolo Citoplasma
com orgânulos
(a) (b) (c)
Em “a”, temos uma célula vegetal que passa por
um processo de desenvolvimento em “b” até
tornar-se adulta em “c”.

Biologia - M1 31
32 cor preto

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b) Vacúolos Digestivos: Também denominados lisossomos secundários, são organelas citoplasmáticas


típicas de células eucariotas animais que realizam a digestão intracelular. São formados a partir da fusão
dos lisossomos primários com fagossomos ou pinossomos.
c) Vacúolos Contráteis: Também denominados vacúolos pulsáteis, são organelas citoplasmáticas típicas
de protozoários de água doce. A célula dos protozoários de água doce é hipertônica em relação ao meio,
ocorrendo, assim, entrada de água na célula, por osmose. Os vacúolos contráteis contraem-se ritmicamente,
eliminando o excesso de água da célula. Excretas da célula solúveis em água são eliminados a partir das
contrações dessas organelas.

cílio
vacúolo contrátil
macronúcleo

vacúolo digestivo

micronúcleo

formação do vacúolo digestivo

Paramécio (protozoário de água doce) evidenciando vacúolo contrátil e vacúolo digestivo

6 - SÍNTESE PROTÉICA
A síntese de proteínas no meio intracelular ocorre no interior dos ribossomos, onde as ligações peptídicas
são formadas unindo os aminoácidos.
Moléculas de DNA comandam todo o funcionamento da célula, incluindo a síntese protéica. A seqüência de
bases nitrogenadas do DNA condiciona a seqüência de bases nitrogenadas do RNA e esta condiciona a
seqüência de aminoácidos da proteína.
Três tipos de RNA estão relacionados com o processo de síntese protéica. São eles:
- RNA mensageiro - RNAm - seu papel na síntese é levar uma mensagem genética do DNA que o formou
ao citoplasma, para que a proteína possa ser sintetizada.
- RNA transportador - RNAt também denominado RNA solúvel, captura e transporta aminoácidos até os
ribossomos, para que a proteína possa ser sintetizada. Cada RNAt é específico em relação ao aminoácido
transportado.
- RNA ribossômico - RNAr - Apresenta função estrutural, já que faz parte da estrutura dos ribossomos.

Os três tipos de RNA são formados no interior do núcleo por um processo denominado transcrição, já estudado
no capítulo Bioquímica Celular. Uma vez formadas, as moléculas de RNA migram para o citoplasma, onde
exercem suas funções.
Cada aminoácido que constitui uma proteína é codificado por uma seqüência de três bases nitrogenadas do
DNA, denominada CÓDIGO GENÉTICO. O código genético determina o tipo e a seqüência dos aminoácidos
formadores da proteína. Assim, podemos concluir:

3 Bases Nitrogenadas do DNA 1 Aminoácido

32 Biologia - M1
33 cor preto

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Para facilitar o estudo, o mecanismo de síntese protéica será dividido em etapas, que são:
1ª etapa: O DNA forma o RNAm no interior do núcleo por TRANSCRIÇÃO. O RNAm formado migra para
o citoplasma, levando uma mensagem genética do DNA que o formou, para a síntese da proteína.
2ª etapa: No citoplasma, o RNAm se associa a ribossomos, formando os polirribossomos ou polissomos.
Cada conjunto de três bases nitrogenadas (Triplet) do RNAm é denominado códon e na formação do
polissomo cada ribossomo abrange dois códons.
3ª etapa: Cada RNAt combina-se a um aminoácido e o transporta até um ribossomo. À medida que se
estabelecem as ligações peptídicas, a proteína vai sendo formada.
Em uma das extremidades do RNAt, existe uma seqüência de três bases nitrogenadas, denominada anticódon,
que se liga a três bases nitrogenadas que constituem o códon do RNAm associado aos ribossomos, da
seguinte maneira:
RNAm ____________________________ RNAt
A _______________________________ U
G _______________________________ C
C _______________________________ G
U _______________________________ A
As quatro bases nitrogenadas citadas estarão arranjadas três a três.
Cada aminoácido é transportado por um RNAt específico. Ao transportar aminoácidos até os ribossomos, os
anticódons das moléculas de RNAt se unem aos códons complementares do RNAm, sendo esse processo
denominado TRADUÇÃO. A tradução é a capacidade do RNAm em reconhecer o aminoácido para que a
proteína seja formada. O processo de síntese protéica consome energia na forma de ATP e pode ser assim
resumido:

Os ribossomos vão se deslocando sobre o RNAm e, dessa maneira, novos aminoácidos vão sendo incorporados.
Ao ocorrer a tradução do último códon, o ribossomo se desprende do RNAm. Quanto maior o número de
códons percorridos pelo ribossomo, maior o número de aminoácidos formadores da proteína.
Observe na tabela e na figura a seguir um exemplo de como funciona o código genético. Observe ainda que um
aminoácido pode apresentar um ou mais códons, de modo que uma modificação do código genético nem
sempre provoca a síntese de uma proteína diferente.

Código no DNA Código no RNA Aminoácido Abreviação do aminoácido

AAA UUU Fenilalanina (Phe)


AAC, GAG UUG, CUC Leucina (Leu)
CAA GUU Valina (Val)
CCG, CCT GGC, GGA Glicina (Gly)
CTT GAA Ácido glutâmico (Glu)
GTA CAU Histidina (His)
TGT ACA Treonina (Thr)
AGG UCC Serina (Ser)
GGG CCC Prolina (Pro)
TCT, TCC AGA, AGG Arginina (Arg)

Biologia - M1 33
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Etapas do processo de
síntese de uma proteína. (Coluna
da esquerda) À medida que o
ribossomo se desloca sobre o
RNA mensageiro (estágios A a
E), vão sendo encaixados os
aminoácidos e a proteína vai
crescendo. Os RNA
transportadores não foram
representados. (Coluna da
direita) Esquema que mostra a
correspondência entre os códons
do RNAm e os anticódons do
RNAt no processo de síntese de
proteínas.

Com base na tabela anterior, podemos dizer que uma molécula de DNA com a seguinte seqüência de bases
nitrogenadas na hélice ativa AGG CAA GGG CCT GTA TGT CCG produzirá um polipeptídio com a seguinte
seqüência de aminoácidos:

Ser Val Pro Gly His Thr Gly

7 - FOTOSSÍNTESE
É o processo de transformação da energia luminosa em energia química, armazenada nos compostos altamente
energéticos produzidos. Os organismos clorofilados utilizando gás carbônico, água e luz produzem o seu
próprio alimento e liberam o oxigênio para o meio ambiente. A equação geral simplificada da fotossíntese pode
ser assim representada:

Luz
6 CO2 + 6 H2O Clorofila C6H12O6 + 6O2
Enzimas

Os organismos capazes de produzir o seu próprio alimento através da fotossíntese são denominados autótrofos
fotossintetizantes. Os representantes do reino Metaphyta e alguns indivíduos dos reinos Monera e Protista
são clorofilados e, assim, autótrofos fosossintetizantes. No entanto, alguns organismos autótofos produzem o
seu próprio alimento utilizando energia liberada em reações de oxidação de substâncias inorgânicas. Esse
processo não depende da luz e é denominado quimiossíntese, sendo realizado por algumas bactérias
classificadas como autótrofas quimiossintetizantes.

34 Biologia - M1
35 cor preto

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7.1 - Absorção de Luz


A clorofila é um pigmento verde capaz de absorver a energia luminosa, propiciando a ocorrência da fotossíntese.
A luz é uma forma de energia composta por vários comprimentos de onda. O olho humano só consegue
distinguir comprimentos de onda situados entre 390 e 760 mµ, que compõem a luz visível ou luz branca. Ao
passar por um prisma óptico, a luz branca se divide em vários comprimentos de onda com cores características.
10 390 760 100 000(mµ)
ULTRA VIOLETA LUZ VISÍVEL INFRA VERMELHO

PRISMA

Violeta Anil Azul Verde Amarelo Laranja Vermelho


390 430 470 500 560 600 650 760(mµ)

Vários pigmentos diferentes estão presentes nas

Veloc. da fotossíntese
células dos organismos fotossintetizantes. Cada
pigmento absorve certos comprimentos de onda
refletindo aqueles que não são absorvidos. A cor de
um pigmento é determinada pelo comprimento de
onda refletido. Assim, podemos concluir que a
clorofila é verde por refletir os comprimentos de onda
da luz verde. Pigmentos como caroteno, fucoxantina,
ficoeritrina e xantofila estão presentes no interior das 700 600 500 400 Comprimentos de
Vermelho

Amarelo
Laranja

onda da luz

Verde

Violeta
Azul
células de organismos fotossintetizantes. No entanto,
observamos que nos vegetais superiores os
pigmentos mais importantes são as clorofilas a e b.
Espectro de Ação Fotossintética
Pelo espectro representado, podemos perceber que a taxa de fotossíntese é maior quando o vegetal é
iluminado pelas luzes vermelha e azul. As clorofilas a e b praticamente não absorvem os comprimentos de
onda das luzes amarela e verde, ocorrendo, assim, uma menor velocidade da fotossíntese.
Em células procariotas fotossintetizantes (cianofíceas e algumas bactérias), a clorofila se encontra dispersa
no hialoplasma, enquanto que em células eucariotas vegetais ela se localiza no interior dos tilacóides dos
cloroplastos.

7.2 - Origem do Oxigênio


Em 1941, alguns experimentos realizados demonstraram que todo o oxigênio liberado na fotossíntese provém
da água e não do gás carbônico. Os experimentos utilizaram a alga verde Chlorella, que foi exposta à água
marcada com um isótopo radioativo do oxigênio. Observou-se que todo o oxigênio liberado na fotossíntese
estava marcado radiativamente e o carboidrato formado nunca continha oxigênio radioativo. No entanto, fornecendo
à alga gás carbônico marcado com oxigênio radioativo, observava-se que todo ele aparecia no carboidrato e
nunca no oxigênio liberado.
Pela equação geral simplificada da fotossíntese já citada, não podemos concluir o fato justificado acima.
Assim, a equação geral da fotossíntese pode ser assim representada:
Luz
6 CO2 + 12 H2O Clorofila C6H12O6 + 6O2 + 6H2O
Enzimas

Biologia - M1 35
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7.3 - Fases da Fotossíntese


A fotossíntese ocorre em duas etapas: a fase clara e a fase escura.

- FASE CLARA
Também denominada fase fotoquímica ou iluminada, depende diretamente da luz, ocorrendo no interior dos
tilacóides do cloroplasto.
As clorofilas a e b tornam-se excitadas ao absorverem a luz e liberam elétrons que buscam níveis energéticos
mais elevados. Os elétrons liberados, ricos em energia, podem seguir dois trajetos possíveis. De acordo com
o trajeto seguido por esses elétrons, a fase clara pode ser dividida em duas sub-fases: fotofostorilação cíclica
e fotofosforilação acíclica.

FOTOFOSFORILAÇÃO CÍCLICA
ADP
Ferrodoxina
A clorofila é excitada pela luz e perde um de seus elétrons, que vai ATP
adquirindo energia. Esse elétron é capturado por um transportador de Elétron
elétrons, a ferrodoxina, e segue por uma cadeia transportadora formada
também pela plastoquinona e pelos citocromos, retornando à clorofila
que o liberou. A energia adquirida pelo elétron vai sendo perdida à Plastoquinona
Elétron
medida que ele passa pela cadeia transportadora de elétrons, sendo ADP
utilizada para a formação de ATP que será utilizado na fase escura.
ATP
Citocromos
FOTOFOSFORILAÇÃO ACÍCLICA
Clorofila
As clorofilas a e b participam desse processo que leva à produção de
ATP por um trajeto acíclico dos elétrons que não retornam às clorofilas.
Luz
O esquema abaixo mostra que os elétrons perdidos pela clorofila a são
repostos pela clorofila b, enquanto a reposição dos elétrons perdidos Fotofosforilação Cíclica
pela clorofila b é feita através da fotólise da água.

Plastoquinona



Citocromos

(Fotólise da água)
– – –

Fotofosforilação Acíclica

36 Biologia - M1
37 cor preto

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A fotólise da água ou reação de Hill está associada à fotofosforilação acíclica e consiste na quebra de
moléculas de água sob ação da energia da luz. O transportador de elétrons NADP recebe dois elétrons (2e–)
da clorofila e dois prótons (2H+) provenientes da fotólise da água, equilibrando-se como NADPH2. No trajeto
dos elétrons entre as clorofilas, ocorre produção de ATP que, juntamente com o NADPH2, será utilizado na
fase escura.
A observação da fotólise da água no esquema permite concluir que ocorre formação de água e liberação de
oxigênio para o meio.
Quimicamente, oxidação representa perda de elétrons, enquanto redução é o ganho de elétrons. Assim, na
fotofosforilação acíclica, a clorofila b reduz a clorofila a, e a água reduz a clorofila b.

- FASE ESCURA
Também denominada fase enzimática, fixação de CO2, ciclo das pentoses, ciclo de Calvin e fase química, não
depende diretamente da luz, ocorrendo no interior do estroma do cloroplasto. Em células procariotas, as duas
fases ocorrem no hialoplasma.
A ribulose difosfato (RDP) é um monossacarídeo presente no estroma do cloroplasto. Esse composto apresenta
cinco átomos de carbono e reage com o CO2, formando a hexose difosfato (HDP), que apresenta seis átomos
de carbono. A hexose difosfato é muito instável quimicamente e logo é hidrolisada em duas moléculas de
ácido fosfoglicérico (PGA), considerado o primeiro composto estável da fotossíntese. Cada molécula de
ácido fosfoglicérico recebe um radical fosfato proveniente do ATP, formando ácido difosfoglicérico (DPGA).
Cada molécula de ácido difosfoglicérico recebe hidrogênios provenientes do NADPH2 e perde fosfato para o
meio, formando fosfogliceraldeído ou aldeído fosfoglicérico (DPGA). As duas moléculas de aldeído se reúnem,
formando uma molécula de glicose. Algumas moléculas de fosfogliceraldeído podem realimentar a fonte de
glicose através de uma via metabólica alternativa que origina ribuloses difosfato.

2ATP

2ATP

Ácido Di-
fosfoglicérico

2NADPH2

2 2NADP

Fase Escura

Biologia - M1 37
38 cor preto

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Assim, observamos que, na fase escura, o CO2 é reduzido a glicose pelo NADPH2 e pelo ATP.

2ATP 2ADP

CO2 C6H12O6

2NADPH2 2NADP

Esquema de um Cloroplasto com representação das Fases Clara e Escura

ADP

NADP

Relação entre as Fases Clara e Escura da Fotossíntese

7.4 - Fatores Limitantes da Fotossíntese


Os três fatores que influem diretamente na realização da fotossíntese são: intensidade luminosa, concentração
de CO2 e temperatura.

INTENSIDADE LUMINOSA Velocidade da Fotossíntese


Com o aumento da intensidade luminosa, a velocidade da fotossíntese
tende a aumentar, desde que existam moléculas ativas de clorofila.
Atingindo o ponto de saturação luminosa, a velocidade da fotossíntese
tende a se estabilizar.

Intensidade Luminosa

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CONCENTRAÇÃO DE CO2
Com o aumento da concentração de CO2, a velocidade da fotossíntese tende a aumentar, desde que existam
moléculas ativas de ribulose difosfato. A partir de determinada concentração de CO2, a velocidade da fotossíntese
tende a se estabilizar.
Velocidade da Fotossíntese

Concentração de CO2

TEMPERATURA Velocidade da Fotossíntese


Com o aumento da temperatura, a velocidade da
fotossíntese tende a aumentar, já que ocorre um
aumento na velocidade das reações químicas da fase
escura. O aumento da temperatura tem pouca
influência na fase clara, já que as reações dessa
fase são fotoquímicas. A partir de determinada
temperatura, a velocidade da fotossíntese diminui
devido à desnaturação das enzimas que catalisam
as reações de escuro. Temperatura

10° 20° 40° 50° 60°

8 - RESPIRAÇÃO CELULAR
É o processo bioquímico através do qual as células obtêm a energia necessária à vida. Em geral, a respiração
celular é representada através da quebra da glicose, que apresenta grande função energética. A energia
é liberada na forma de ATP, que, ao perder um radical fosfato, libera aproximadamente 8.000 calorias,
formando ADP.

Se a respiração celular não utilizar o oxigênio, teremos a respiração celular anaeróbia ou fermentação. Se
o processo utilizar o oxigênio, teremos a respiração celular aeróbia.

Biologia - M1 39
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8.1 - Respiração Celular Anaeróbia ou Fermentação


Consiste na degradação da glicose sem utilizar o oxigênio. Os produtos finais da fermentação ainda são
muito energéticos, já que a degradação da glicose é incompleta.
Através da fermentação, cada molécula de glicose forma duas moléculas de ácido pirúvico, que podem
originar outros compostos. A fermentação consiste, então, em uma glicólise, que ocorre no hialoplasma,
produzindo 4 ATP e consumindo 2 ATP para ativar a glicose, resultando em um saldo energético de 2 ATP.
De acordo com os compostos formados pelas moléculas de ácido pirúvico, a fermentação pode ser de dois
tipos principais: fermentação lática e fermentação alcoólica.

FERMENTAÇÃO LÁTICA
Cada molécula de ácido pirúvico forma uma molécula de ácido lático. Ocorre a utilização de hidrogênios
transportados pelo NAD (transportador de hidrogênio) para formação do ácido lático.

A fermentação lática é realizada por alguns microrganismos e por células do tecido muscular. As bactérias
denominadas lactobacilos são utilizadas na produção de iogurtes, queijos e coalhadas, já que sua fermentação
forma o ácido lático que promove o azedamento do leite. Nos nossos músculos, pode ocorrer fermentação
lática quando a atividade física é muito intensa com insuficiência de oxigênio para manter a respiração aeróbica.
Nessa condição, as células musculares geram energia através da glicólise sem usar o oxigênio, por fermentação
lática. O acúmulo de ácido lático nos músculos provoca a fadiga muscular.
Observe que na fermentação lática não há descarboxilação do ácido pirúvico e não ocorre formação do gás
carbônico.

FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA
Cada molécula de ácido pirúvico forma uma molécula de álcool etílico (etanol) e uma de gás carbônico. Ocorre
a utilização de hidrogênios transportados pelo NAD (transportador de hidrogênio) para formação do álcool
etílico.

A fermentação alcoólica é realizada por algumas bactérias e alguns fungos (leveduras). Entre as leveduras,
merece destaque o Saccharomyces cerevisiae (lêvedo de cerveja) que permite a fabricação da cerveja. O
crescimento da massa de pães e bolos se deve ao gás carbônico produzido através da fermentação, onde se
utilizam tabletes de fermento (Saccharomyces).
Observe que na fermentação alcoólica há descarboxilação do ácido pirúvico, com formação de gás carbônico.
Resumidamente, temos:
• Fermentação Lática
Glicose 2 Ácido pirúvico 2 Ácido lático + 2 ATP

• Fermentação Alcoólica

Glicose 2 Ácido pirúvico 2 Álcoól etílico + 2 ATP + 2 CO2

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8.2 - Respiração Celular Aeróbia


Consiste na degradação total da glicose utilizando o oxigênio. Ocorre produção de grande quantidade de
energia na forma de ATP.
Podemos representar a respiração celular aeróbia através da seguinte equação geral:
Enzimas
C6H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H2O + 38ATP

São produzidos 40 ATP, havendo um consumo de dois ATP e resultando em um saldo energético de 38 ATP.
A respiração celular aeróbia é dividida em três fases:

- Glicólise - ocorre no hialoplasma membrana interna


- Ciclo de Krebs - ocorre na matriz mitocondrial
crista
- Cadeia respiratória - ocorre nas cristas mito- mitocondrial
condriais matriz mitocondrial

membrana externa

Morfologia de uma Mitocôndria


GLICÓLISE
É a quebra da glicose em duas moléculas de ácido pirúvico.
Glicose
Ocorre no hialoplasma, representando um fenômeno anaeróbio, (6C)
embora a respiração seja aeróbia. 2NAD
2ADP
Assim como na respiração anaeróbia, ocorre a produção de 4
2ATP 2 NADH2
ATP e consumo de 2 ATP para ativar a glicose, resultando em
um saldo energético de 2 ATP. Formam-se duas moléculas de
Ácido pirúvico Ácido pirúvico
NADH2 que transportam hidrogênio até as cristas mitocondriais, (3C) (3C)
onde o oxigênio representa o aceptor final de hidrogênios,
formando água. Os 4 ATP são produzidos por fosforilação do O esquema não representa os 2 ATP
utilizados na ativação da glicose.
substrato (ADP + PO≡4 ® ATP).

CICLO DE KREBS
Também denominado ciclo do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxílico, ocorre na matriz mitocondrial.
Ao penetrar na matriz mitocondrial, cada molécula de ácido pirúvico (3C) transforma-se em uma molécula de
ácido acético (2C), havendo liberação de gás carbônico e hidrogênios. Estes últimos são capturados pelo NAD,
formando NADH2, que transporta os hidrogênios até as cristas mitocondriais. Cada molécula de ácido acético
combina-se com a coenzima A, formando um composto denominado acetil coenzima A (acetil Co-A), que
reage com o ácido oxalacético iniciando o ciclo de Krebs, liberando a coenzima A. O ciclo de Krebs envolve
um conjunto complexo de reações químicas que regeneram o ácido oxalacético, liberando gás carbônico,
hidrogênios e ATP. Os hidrogênios liberados são transportados pelos transportadores NAD (Nicotinamida
adenina dinucleotídeo) e FAD (Flavina adenina dinucleotídeo) até as cristas mitocondriais.

Biologia - M1 41
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Como são formadas duas moléculas de ácido pirúvico por molécula de glicose, ocorrem dois ciclos de Krebs.
Em cada ciclo observamos que:
- 3 NAD se reduzem a 3 NADH2
- 1 FAD se reduz a 1 FADH2
- ocorre a produção de 1 ATP por fosforilação do substrato (ADP + PO≡4 ® ATP)

1 - Liberação de CO2 e de NADH 2, formando um


composto de 2C.

2 - O ácido acético recebe a coenzima A, formando


Acetil CoA.

3 - O Acetil CoA combina-se com um composto de 4C e


libera a coenzima A.

Observe que o processo foi representado


com apenas uma molécula de ácido
pirúvico. No ciclo de Krebs, ocorre
produção de 2 ATP por fosforilação do
substrato (1 ATP para cada ciclo de
Krebs).

CADEIRA RESPIRATÓRIA
Também denominada fosforilação oxidativa, ocorre nas cristas
mitocondriais no nível das partículas elementares internas. Os
hidrogênios retirados nas reações já descritas e presentes nas
moléculas de NADH2 e FADH2 são transportados até o oxigênio
presente nas cristas mitocondriais, formando água. Assim, o oxigênio
representa o aceptor final de hidrogênios na cadeia respiratória.

A Cadeia Respiratória O– –

42 Biologia - M1
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Observe pela figura que um NADH2 pode iniciar a cadeia respiratória cedendo dois átomos de hidrogênios ao
FAD, que se reduz a FADH2. Nessa etapa, ocorre liberação de energia suficiente para formação de 1 ATP. A
partir do FADH2, apenas os dois elétrons dos hidrogênios são cedidos para uma cadeia de citocromos
(transportadores de elétrons), sobrando dois prótons H+. Ao passar de um citocromo a outro, os elétrons
liberam energia suficiente para a formação de mais 2 ATP. No final da cadeia, os elétrons são captados pelo
oxigênio (1/2 O2), que reduz a O– –. Os 2 H+ se combinam com O– –, formando água.
A cadeia respiratória representa o principal mecanismo gerador de ATP. Pela observação da figura e da descrição
anterior, podemos perceber que cada NADH2 permite a formação de 3 ATP na cadeia respiratória. No entanto,
se a cadeia inicia-se pelo FADH2, haverá formação de apenas 2 ATP.
Na cadeia respiratória, ocorre a participação de 10 moléculas de NAD que se reduzem a NADH2, permitindo a
formação de 30 ATP, e duas moléculas de FAD, que se reduzem a FADH2, permitindo a formação de mais 4
ATP. Assim, no final da cadeia respiratória, há formação de 34 ATP. Como são formados 4 ATP na glicólise (com
saldo de 2 ATP) e 2 ATP no ciclo de Krebs, a respiração celular aeróbia leva à produção de 40 ATP. O saldo final
é de 38 ATP, já que são gastos 2 ATP para ativar a glicose na primeira fase do processo, que é a glicólise.
Tente observar no esquema a seguir o saldo energético de 38 ATP. Já foram descontados os 2 ATP utilizados
na ativação da glicose e o processo foi representado a partir de apenas uma molécula de ácido pirúvico.

Integração das Etapas da Respiração Celular Aeróbia

Biologia - M1 43
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Em células procariotas, glicólise e ciclo de Krebs ocorrem no hialoplasma, enquanto a cadeia respiratória
ocorre na membrana citoplasmática. As bactérias aeróbias apresentam uma invaginação da membrana
citoplasmática denominada mesossomo, onde ocorre a cadeia respiratória (fosforilação oxidativa).

BALANCEAMENTO ENERGÉTICO DA RESPIRAÇÃO CELULAR AERÓBIA

FORMAÇÃO DE ATP POR FOSFORILAÇÃO DO SUBSTRATO


- Glicólise - 4 ATP
- Ciclo de Krebs - 2 ATP

TOTAL - 6 ATP
FORMAÇÃO DE ATP POR FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA
- Glicólise - 2 NADH2 - 6 ATP
- Na produção de ácido
acético a partir de - 2 NADH2 6ATP
ácido pirúvico
- Ciclo de Krebs - 6 NADH2 ______ 18 ATP
- 2 FADH2 ______ 4 ATP

TOTAL 34 ATP

8.3 - Relação Entre Respiração Celular Aeróbia e Fotossíntese


Respiração celular aeróbia e fotossíntese são processos antagônicos, já que cada um desses processos
utiliza como reagente o que o outro produz. As equações representadas facilitam o entendimento.

RESPIRAÇÃO CELULAR AERÓBIA C6H12O6 + 6O2 ® 6CO2 + 6H2O

FOTOSSÍNTESE 6CO2 + 6H2O ® C6H12O6 + 6O2

Denomina-se ponto de compensação fótico, a


intensidade luminosa em que a atividade
fotossintetizante é igual à atividade respiratória. Isso
significa que, nesse ponto, o vegetal consome na
Ponto de
fotossíntese uma quantidade de CO2 equivalente à
compensação
liberada pela respiração ou que consome na
fótico
respiração uma quantidade de O2 equivalente à
produzida na fotossíntese.
O ponto B corresponde ao ponto de compensação
fótico e podemos perceber que, no intervalo AB, o
vegetal encontra-se abaixo do ponto de compensação,
já que a taxa de fotossíntese é menor que a de
respiração. A partir do ponto B, o vegetal encontra-
se acima do ponto de compensação, já que a taxa de
fotossíntese é maior que a de respiração.

44 Biologia - M1
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9 - NÚCLEO CELULAR
É a porção da célula que controla o funcionamento celular e
Citoplasma
determina os mecanismos de hereditariedade. No final do século
passado, os experimentos de merotomia realizados por Balbiani
evidenciaram a função do núcleo de controlar toda a atividade Núcleo
celular. Balbiani separava o núcleo de amebas do restante da Fragmento
anucleado
célula, e observava que o fragmento anucleado morria, alguns Fragmento
dias depois. O transplante do núcleo para o fragmento nucleado
anucleado permitia sua sobrevivência e reprodução,
evidenciando, assim, a importância do núcleo para o Transplante
funcionamento e a reprodução celular. do Núcleo
O comando do funcionamento celular desempenhado pelo
núcleo se deve à presença de DNA em seu interior.

Experimento de Balbiani
9.1 - Partes do Núcleo
Os principais componentes estruturais do
núcleo de eucariontes são: CARIOTECA, SUCO
lamela externa
NUCLEAR, NUCLÉOLO e CROMATINA.
carioteca
CARIOTECA lamela interna

Também denominada membrana nuclear ou


cariomembrana, é uma dupla membrana nucléolo
lipoprotéica derivada do retículo endoplasmático
rugoso e invisível ao microscópio óptico comum. suco nuclear
Ao microscópio eletrônico podemos observar
a existência de duas lâminas com inúmeros cromatina
poros por onde ocorrem trocas diversas de
substâncias entre o núcleo e o citoplasma. poros
A carioteca apresenta as mesmas
propriedades da membrana citoplasmática, exceto a capacidade de regeneração.

SUCO NUCLEAR
Também denominado cariolinfa, carioplasma, nucleolinfa e nucleoplasma, é um colóide que preenche o
núcleo. É constituído principalmente de água e proteínas e nele estão mergulhadas as estruturas nucleares.

NUCLÉOLO
É uma estrutura nuclear que se encontra mergulhada na cariolinfa, sendo observado em número de um ou
mais. Convém ressaltar que as três estruturas nucleares citadas - carioteca, suco nuclear e nucléolo - só
estão presentes em células eucariotas.
É formado de RNA ribossômico (RNAr) e proteínas, sem membrana lipoprotéica envolvente.
Desaparece no início da divisão celular e é novamente formado em regiões especiais de alguns cromossomos
denominadas SATÉLITES ou ZONAS SAT ou ZONAS REORGANIZADORAS DO NUCLEÓLO.
Em células que sintetizam grande quantidade de proteína, os nucléolos são mais numerosos e volumosos, já
que eles formam os ribossomos.

Biologia - M1 45
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CROMATINA
É um material formado por filamentos desespiralizados de DNA e proteínas (Desoxirribonucleoproteínas).
A cromatina está presente no núcleo de células que não estão
em processo de divisão. Isso ocorre porque quando a célula Heterocromatina
entra no processo de divisão (mitose ou meiose) os filamentos
que formam a cromatina passam por um processo de
espiralização, formando os cromossomos. A análise da
cromatina permite a identificação de áreas menos Eucromatina
condensadas (EUCROMATINA) mais condensadas
(HETEROCROMATINA).
Os cromossomos são estruturas resultantes da espiralização
da cromatina durante a divisão celular. As regiões de
eucromatina espiralizam-se bem mais em relação à
heterocromatina.
Filamento de Cromatina

9.2 - Estrutura de um Cromossomo


satélite
Ao longo de sua estrutura, um cromossomo apresenta uma ou mais
constrições. A constrição primária ou centrômero está presente em todos os
cromossomos, representando um estrangulamento que permite a identificação constrição secundária
de braços. A constrição secundária está presente em alguns cromossomos
e é importante por delimitar uma região globosa e terminal de um ou mais braços
braços do cromossomo, denominada satélite ou zona sat ou zona
reorganizadora do nucléolo.
Quanto à posição ocupada pelo centrômero, encontramos quatro tipos de
cromossomos: constrição primária
(centrômero)
Estrutura de um Cromossomo

Telocêntrico Acrocêntrico Submetacêntrico Metacêntrico

Cromossomo Telocêntrico - O centrômero é terminal e o cromossomo apresenta apenas um braço. É o


único tipo que não ocorre na espécie humana.
Cromossomo Acrocêntrico - O centrômetro é subterminal e o cromossomo apresenta um braço bem maior
que o outro.
Cromossomo Submetacêntrico - O centrômero é quase mediano e o cromossomo apresenta dois braços
desiguais de dimensões próximas.
Cromossomo Metacêntico - O centrômero é mediano e o cromossomo apresenta os dois braços do mesmo
tamanho.

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Quanto ao número de braços, encontramos dois tipos de cromossomos:


Cromossomo simples - Apresenta dois braços.
Cromossomo duplo - Apresenta quatro braços.

cromátide

cromátide

Cromossomo Simples
Cromossomo Duplo

A fase do ciclo de vida de uma célula que precede a sua divisão é denominada intérfase. Nessa fase, ocorre
a duplicação do material genético, com os cromossomos passando de simples a duplos.

CROMOSSOMOS SIMPLES CROMOSSOMOS DUPLOS


1 Centrômero 1 Centrômero
2 Braços 4 Braços
X DNA e proteína 2X DNA e proteína
X Cromonemas 2X Cromonemas
2 Cromátides

Denomina-se cromonema os filamentos de cromatina que formam o cromossomo,


enquanto cromátide representa cada metade de um cromossomo duplo. Se
ocorrer a divisão do centrômero de um cromossomo duplo, haverá a formação
de dois cromossomos simples.
O número de cromossomos é constante entre indivíduos de mesma espécie, mas
varia de espécie para espécie. As células somáticas da espécie humana (células
que formam o corpo) apresentam 46 cromossomos, enquanto as células
reprodutoras (gametas) apresentam 23 cromossomos.
Nas células somáticas, os cromossomos normalmente ocorrem formando pares.
Os dois cromossomos que constituem cada par são denominados cromossomos Célula Diplóide
homólogos, que são semelhantes na forma e no tamanho. As células que apresentam
pares de cromossomos homólogos são células diplóides (2n).
Nos gametas, os cromossomos não ocorrem aos pares. Em cada gameta
encontramos apenas um cromossomo de cada par de homólogos. Assim, as células
que não apresentam cromossomos homólogos, possuindo apenas um cromossomo
de cada par, são células haplóides (n) e possuem metade do número de
cromossomos das células diplóides desse indivíduo.

Cada gameta humano apresenta 23 cromossomos, e o zigoto (célula ovo) formado


a partir da fecundação apresentará 46 cromossomos, sendo pois uma célula 2n.
O zigoto originará o embrião, que apresentará 46 cromossomos nas céluas Célula Haplóide
somáticas.

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9.3 - Determinação do Sexo na Espécie Humana


Os 46 cromossomos presentes nas células somáticas humanas recebem as seguintes denominações:
- 44 cromossomos autossomos que formam 22 pares de homólogos
- 2 cromossomos sexuais ou alossomos ou heterossomos denominados X e Y. Esses cromossomos
identificam o sexo do indivíduo. Observe:
Sexo masculino - 44 autossomos + XY
Sexo feminino - 44 autossomos + XX
O homem pode formar dois tipos de gametas: um que apresenta o alossomo X e outro que apresenta o
alossomo Y, enquanto a mulher só forma um tipo de gameta, ou seja, aquele que apresenta o alossomo X.
Observe a seguir:
Sexo Masculino
22 A + X
2 tipos de
44 A + XY
22 A + Y espermatozóides
(gametas masculinos)
Sexo Feminino

22 A + X
44 A + XX 1 tipo de ovócito II
22 A + X (gameta feminino)

No momento da fecundação, ocorre a determinação do sexo, já que o espermatozóide contendo o alossomo


X ou Y penetra no ovócito II. O zigoto formado apresentará 46 cromossomos, sendo 44 autossomos e 2
alossomos (XX ou XY). Assim, o sexo da criança a ser gerada depende do tipo de espermatozóide (X ou Y)
que penetra no ovócito II.
Em 1949, Barr e Bertran, estudando células nervosas de gatas, observaram grânulos de heterocromatina
(cromatina condensada) que não estavam presentes em células de gatos. Esses grânulos de heterocromatina
foram denominados corpúsculos de Barr e são conhecidos hoje com o nome de cromatina sexual. Na espécie
humana, a cromatina sexual também está presente em indivíduos do sexo feminino e representa um dos
cromossomos X que se encontra mais espiralizado.
Podemos determinar o número, o tamanho e a forma dos cromossomos de uma espécie através do seu
cariótipo. O cariótipo é o conjunto de cromossomos das células diplóides do indivíduo sendo obtido pela
interrupção da divisão de células extraídas do indivíduo. Os cromossomos são corados e fotografados quando
passam por uma fase da divisão celular onde a espiralização é máxima. As fotografias obtidas são ampliadas
e recortadas, agrupando-se os cromossomos conforme o tamanho e a forma que apresentam, estabelecendo-
se, assim, pares de cromossomos homólogos.

Observe que os cromossomos


são ordenados em sete grupos
representados pelas letras de A
até G, de acordo com o tamanho
e a forma, e os 22 pares de
autossomos são numerados.

Cariótipo de um Homem Cariótipo de uma Mulher

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9.4 - Aberrações Cromossômicas


Representam qualquer alteração na estrutura ou no número de cromossomos de uma célula. As alterações do
número de cromossomos classificam-se em:
Euploidias - Ganho ou perda de uma ou mais genomas. Genoma é o conjunto de cromossomos de uma
célula haplóide. Casos de euploidia não ocorrem na espécie humana.
Aneuploidias - Ganho ou perda de um número pequeno de cromossomos (em geral, um ou dois). São
conhecidos casos de monossomia (2n - 1), nulissomia (2n - 2), trissomia (2n + 1) e tetrassomia (2n + 2).

PRINCIPAIS ANEUPLOIDIAS HUMANAS


As aneuploidias são decorrentes de erros na distribuição dos cromossomos durante a divisão celular. As
principais aneuploidias humanas são: Síndrome de Down, Síndrome de Klynefelter e Síndrome de Turner.

SÍNDROME DE DOWN
Também conhecida por trissomia do 21 ou mongolismo, é
uma aneuploidia autossômica do tipo trissomia, em que o par
cromossômico de número 21 apresenta um cromossomo
extranumerário. As células somáticas apresentam 47
cromossomos e a freqüência é de um caso para 500 a 600
nascimentos normais.
O portador dessa síndrome apresenta baixa estatura, mãos e
dedos curtos, prega simiesca nas mãos, olhos oblíquos,
retardo mental e problemas cardíacos congênitos. Os homens
são estéreis, mas as mulheres são férteis.
Problemas cardíacos e baixa resistência a infecções fazem
com que a expectativa de vida seja pequena com o doente
normalmente não ultrapassando os 30 anos de idade.
Com o aumento da idade materna, o risco de nascimento de y
uma criança com essa síndrome torna-se maior, Cariótipo de um indivíduo do sexo masculino
principalmente após os 35 anos de idade. com síndrome de Down. Observe que o par de
número 21 apresenta um cromossomo a mais.
Isso ocorre porque, quanto maior a idade da mãe, maior a
possibilidade dessa mulher apresentar gametas anômalos, nos
quais ocorre uma não disjunção do par 21.

SÍNDROME DE KLYNEFELTER
É uma aneuploidia alossômica do tipo trissomia, em que os indivíduos afetados são sempre do sexo masculino.
O exame de seu cariótipo revela 47 cromossomos, havendo um cromossomo X a mais no par sexual. Os
indivíduos afetados são XXY. A freqüência é de um caso para 700 ou 800 nascimentos de crianças do sexo
masculino normais.
O portador dessa síndrome apresenta testículos atrofiados, gerando esterilidade, ginecomastia (crescimento
das mamas), cromatina sexual em suas células e um leve retardo mental em alguns casos.

SÍNDROME DE TURNER
É uma aneuploidia alossômica do tipo monossomia, em que os indivíduos afetados são sempre do sexo
feminino. O exame de seu cariótipo revela 45 cromossomos, faltando um cromossomo X do par sexual. Os
indivíduos afetados são XO. É uma anomalia cromossômica rara com freqüência de 1 caso para 3.000 nascimentos
de crianças do sexo feminino normais.

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A portadora dessa síndrome apresenta ovários atrofiados, gerando esterilidade, baixa estatura, pescoço
alado, grande quantidade de pêlos no corpo, alterações ósseas e cardíacas, ausência de cromatina sexual e
um leve retardo mental em alguns casos.
Assim, temos: Síndrome Representação do Cariótipo
Down 45 A + XY
45 A + XX
Klynefelter 44 A + XXY
Turner 44 A + XO
9.5. Divisão Celular
É o processo pelo qual uma célula se divide, originando células filhas. São conhecidos dois tipos de divisão
celular: mitose e meiose. Para entrar em divisão, uma célula deve apresentar cromossomos duplos, mas
quando uma célula filha é formada, ela apresenta cromossomos simples. Assim, percebemos a necessidade
da duplicação dos cromossomos, que ocorre em uma fase precedente à divisão celular denominada intérfase.

INTÉRFASE
Não faz parte da divisão celular e tem por finalidade promover a duplicação dos cromossomos (material genético)
para que a célula possa entrar em divisão.
A intérfase é dividida em três períodos: G1, S e G2. Os períodos G1 e G2 são períodos de repouso celular,
enquanto no período S ocorre intensa síntese de DNA, promovendo a duplicação dos cromossomos. Assim, no
período G1, o material genético ainda não sofreu duplicação, enquanto no período G2, ele já se encontra
duplicado.
A intérfase antecede os processos de mitose e meiose

MITOSE
É um processo de divisão celular em que uma célula mãe, haplóide ou diplóide, com cromossomos duplos,
origina duas células filhas com o mesmo número de cromossomos da célula mãe, porém simples.
Estas células filhas são geneticamente idênticas entre si.
A mitose é uma divisão equacional, já que o número de cromossomos da célula mãe é mantido em cada uma
das células filhas. Nota-se, então, a importância da duplicação do material genético na intérfase.

Nd 2 Nd
INTERFASE

DUPLICAÇÃO

Ns Ns 2 Ns 2 Ns

Mitose em Célula Haplóide Mitose em Célula Diplóide

Nd - Célula haplóide com cromossomos duplos


MITOSE

Ns - Célula haplóide com cromossomos simples


2 Nd - Célula diplóide com cromossomos duplos
2 Ns - Célula diplóide com cromossomos simples Distribuição dos Cromossomos
durante a Mitose

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FASES DA MITOSE
Para facilitar o estudo, a mitose é dividida em quatro fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

PRÓFASE
É a primeira fase da divisão celular. Caracteriza-se por:
- Desaparecimento da carioteca e nucléolo(s). A carioteca, na verdade, se rompe devido ao aumento de
volume do núcleo pela absorção de água do citoplasma. O(s) nucléolo(s) se desintegra(m), sendo o RNAr
distribuído pela célula.
- Início da espiralização dos cromonemas, formando cromossomos. Cromossomos verdadeiros começam a
aparecer na prófase devido ao processo de espiralização dos cromonemas. Por razões didáticas, costuma-
se usar o termo “cromossomos em intérfase”.
- “Duplicação” dos centríolos e afastamento dos mesmos para os pólos da célula. A expressão “duplicação
dos centríolos” ficou consagrada pelo uso, mas o que ocorre, na verdade, é a formação de um novo par de
centríolos. Os centríolos não se autoduplicam.
- Formação das fibras do áster e das fibras do fuso. As fibras do áster são microtúbulos protéicos presentes
ao redor dos centríolos, enquanto as fibras do fuso são microtúbulos protéicos contínuos que se estendem de
um pólo a outro da célula. O conjunto das fibras do áster e das fibras do fuso constituem o aparelho mitótico.
- Cromossomos se prendem, pelo centrômero, às fibras do fuso, sem nenhum padrão de organização. As
cromátides de uma mesmo cromossomo são chamadas cromátides irmãs.

METÁFASE
Caracteriza-se por:
- Grau máximo de espiralização cromossômica.
- Cromossomos alinhados na região equatorial da célula (placa equatorial).
- Divisão do centrômero no final desta fase, de modo que cada cromossomo duplo se transforma em dois
cromossomos simples.
ANÁFASE
Caracteriza-se por:
- Encurtamento das fibras do fuso.
- Em função do encurtamento das fibras do fuso, os cromossomos migram para os pólos da célula.
Observe que esses cromossomos que vão atingir os pólos da célula são cromossomos simples, já que
houve divisão do centrômero no final da metáfase precedente, quando cada cromossomo duplo originou dois
cromossomos simples.
- Início da desespiralização cromossômica.
TELÓFASE
É a fase final da mitose e costuma ser entendida como sendo o inverso da prófase. É caracterizada por:
- Formação de novas cariotecas e nucléolos.
- Cromossomos totalmente desespiralizados (cromatina).
- Total desaparecimento das fibras do fuso.
- Formação de duas células filhas.
A formação de duas células filhas ocorre em duas etapas: cariocinese e citocinese.
A cariocinese consiste na divisão do núcleo e se inicia no final da metáfase, com a divisão do centrômero. A
cariocinese é concluída no final da telófase, com a formação de novas cariotecas e nucléolos, cromossomos
reassumindo a forma de cromatina e desaparecimento total do aparelho mitótico.
A citocinese ou citodiérese consiste na divisão do citoplasma e se inicia quando a cariocinese termina. São
conhecidos dois tipos de citocinese:

Biologia - M1 51
52 cor preto

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CITOCINESE CENTRÍPETA
Caracteriza células animais e ocorre de fora para dentro. O citoplasma sofre um estrangulamento através de
invaginação da membrana plasmática, formando duas células filhas. Esse tipo de citocinese é também chamado
citocinese por estrangulamento.

CITOCINESE CENTRÍFUGA
Caracteriza células vegetais e ocorre de
Cromatina Carioteca
dentro para fora. A grande resistência da
parede celular das células vegetais impede
a divisão do citoplasma de fora para
dentro. Vesículas do complexo de Golgi

Fragmoplasto
Parede
ricas em pectina formam uma estrutura Celular
denominada fragmoplasto na região
equatorial. Essas vesículas se fundem,
formando a lamela média, que separa as Plasmo-
duas células filhas. Em alguns pontos, a desmos
separação entre as células filhas não é
completa, pois encontramos interrupções
onde se estabelecem pontes citoplas-
máticas, que fazem a comunicação entre as células vizinhas. Essas pontes citoplasmáticas são denominadas
plasmodesmos.

Prófase Metáfase

Anáfase Telófase
Fases da Mitose

DIFERENÇAS ENTRE MITOSE ANIMAL E VEGETAL

CÉLULA ANIMAL CÉLULA VEGETAL


Astral, devido a presença do Áster. Anastral, devido à ausência do Áster.
Cêntrica, devido à presença de centríolos. Acêntrica, devido à ausência de centríolos.
Citocinese centrípeta, por estrangulamento Citocinese centrífuga, com formação da lamela média.

52 Biologia - M1
53 cor preto

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VARIAÇÃO DA QUANTIDADE DE DNA NO CICLO DE VIDA DA CÉLULA


No gráfico abaixo, C representa a quantidade de DNA de uma célula haplóide, enquanto 2C representa a
quantidade de DNA de uma célula diplóide, antes da duplicação do DNA, que ocorre no período S da intérfase.
4C representa a quantidade de DNA após a duplicação do DNA. Perceba que na anáfase a quantidade de DNA
diminui para 2C, em função da separação das cromátides que migram para os pólos opostos da célula.

Quant. de DNA G2
4C
S

G1

2C

Metáfase

Telófase
Anáfase
Prófase
C
Tempo
Intérfase Mitose Intérfase

FINALIDADES DA MITOSE
- Reprodução assexuada de seres unicelulares (cissiparidade ou bipartição)
- Divisão do zigoto durante o desenvolvimento embrionário.
- Crescimento e regeneração de tecidos nos organismos pluricelulares.
- Formação de gametas nos vegetais.

MEIOSE
É um processo de divisão celular em que uma célula mãe, sempre diplóide, com cromossomos duplos,
origina quatro células filhas com metade do número de cromossomos da célula mãe, porém simples.
A meiose consta de duas divisões. No entanto, só vai haver uma duplicação cromossômica, razão pela
qual uma célula, que vai entrar em meiose, necessite apresentar cromossomos duplos.
A primeira divisão da meiose é denominada divisão reducional, já que o número cromossômico é reduzido à
metade.
A segunda divisão da meiose é denominada divisão equacional, já que é mantido o número cromossômico.

2Nd
Divisão Reducional (R!)
ou Divisão I

Nd Nd
2 Nd - Célula diplóide com
Divisão Equacional (E!) cromossomos duplos.
ou Divisão II Nd - Célula haplóide com
cromossomos duplos.
Ns Ns Ns Ns Ns - Célula haplóide com
cromossomos simples.

Biologia - M1 53
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INTERFASE

DUPLICAÇÃO
DIVISÃO I

SEPARAÇÃO DOS HOMÓLOGOS


DIVISÃO II

SEPARAÇÃO DAS CROMÁTIDES

Distribuição dos Cromossomos


durante a Meiose

Assim como na mitose, a intérfase precede a meiose, promovendo a duplicação dos cromossomos no período S.
Terminada a intérfase, inicia-se a meiose propriamente dita, que apresenta duas divisões celulares: divisão I
ou reducional e a divisão II ou equacional. Não há necessidade de nova intérfase entre as divisões I e II
porque os cromossomos continuam duplos ao final da divisão I. O que ocorre entre as duas divisões é um
período de repouso celular denominado intercinese.

FASES DA MEIOSE
Para facilitar o estudo, as divisões I e II da meiose são divididas em quatro fases cada uma, como podemos
observar abaixo:

Leptóteno
Divisão I Prófase I Zigóteno
Paquíteno
Diplóteno
Diacinese

Metáfase I
Meiose Intercinese Anáfase I
Telófase I

Prófase II
Divisão II Metáfase II
Anáfase II
Telófase II

54 Biologia - M1
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DIVISÃO REDUCIONAL
Apresenta as seguintes fases: prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I.

PRÓFASE I
É a fase mais longa do processo.
O evento mais importante da prófase I da meiose é o crossing over, já que ele promove a recombinação de
gens localizados em cromossomos homólogos. Assim, o crossing over é um fator de variabilidade genética,
porque ele aumenta a variabilidade das células formadas e, assim, a variabilidade das espécies.

Detalhe do Crossing Over


Observe nas figuras abaixo que a meiose com crossing over formou quatro células de constituição genética
diferente (AB, Ab, aB e ab), enquanto a meiose sem crossing over não permitiu a recombinação de gens,
formando duas células de constituição genética AB e duas de constituição ab.

Meiose com Crossing Over Meiose sem Crossing Over


METÁFASE I
Caracteriza-se por:
- Cromossomos pareados (pares de homólogos) na região equatorial da célula.
- Não ocorre divisão do centrômero, como observamos no final da metáfase mitótica.

ANÁFASE I
Caracteriza-se por:
- Encurtamento das fibras do fuso.
- Em função do encurtamento das fibras do fuso e da não divisão do centrômero na metáfase I,
cromossomos duplos migram para os pólos da célula.

Biologia - M1 55
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TELÓFASE I
É a última fase da divisão I da meiose. Caracteriza-se por:
- Formação de novas cariotecas e nucléolos.
- Total desaparecimento das fibras do fuso e do áster.
- Os cromossomos não assumem o aspecto interfásico, permanecendo espiralizados.
- Formação de duas células filhas. Os processos de formação das duas células filhas são os mesmos que
já foram descritos na telófase da mitose. No entanto, as células filhas presentes na telófase I apresentarão
cromossomos duplos, já que na divisão I não ocorre divisão do centrômero.

Leptóteno Zigóteno Paquíteno Diplóteno Diacinese

Metáfase I Telófase I
Anáfase I
Fases da divisão I da Meiose
INTERCINESE
É um período de repouso celular entre as divisões I e II.

DIVISÃO EQUACIONAL
Apresenta as seguintes fases: prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II.

PRÓFASE II
Caracteriza-se por:
- Desaparecimento da carioteca e nucléolo.
- “Duplicação” dos centríolos e afastamento dos mesmos para os pólos da célula. Assim como na prófase
da mitose e prófase I da meiose, não há uma verdadeira duplicação dos centríolos, e sim a formação de
um novo par.
- Formação das fibras do áster e das fibras do fuso.
- Cromossomos se prendem, pelo centrômero, às fibras do fuso, sem nenhum padrão de organização.

METÁFASE II
Caracteriza-se por:
- Cromossomos alinhados na região equatorial da célula (placa equatorial).
- Grau máximo de espiralização cromossômica.
- Divisão do centrômero no final desta fase, de modo que cada cromossomo duplo se transforma em dois
cromossomos simples.

ANÁFASE II
Caracteriza-se por:
- Encurtamento das fibras do fuso.
- Cromossomos simples migram para os pólos da célula. Esses cromossomos são simples porque
ocorreu divisão do centrômero no final da metáfase II.
- Cromossomos em processo de desespiralização.

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TELÓFASE II
É a última fase da meiose. Caracteriza-se por:
- Formação de novas cariotecas e nucléolos.
- Cromossomos totalmente desespiralizados (cromatina).
- Total desaparecimento das fibras do fuso e do áster.
- Formação de duas células filhas através da cariocinese e da citocinese, já descritas. As células filhas da
telófase II são haplóides com cromossomos simples.

Finalidades da meiose
- Formação de gametas em animais (Gametogênese Animal)
- Formação de esporos em vegetais (Esporogênese Vegetal)

Prófase II Metáfase II

Anáfase II Telófase II
Fases da Divisão II da Meiose
TIPOS DE MEIOSE
MEIOSE ZIGÓTICA MEIOSE ESPÓRICA
Ocorre no zigoto formado por certas algas, Ocorre nos vegetais, originando esporos.
originando quatro células haplóides que evoluem MEIOSE GAMÉTICA
para a fase adulta do organismo. Ocorre nos animais, originando gametas.

Clonagem
A palavra clone, de origem grega, significa broto. começou a se dividir normalmente para formar um feto, como
Atualmente, o termo clone vem sendo utilizado para designar se tivesse sido fecundado por um espermatozóide. O ser que
uma cópia idêntica de outro ser vivo produzido artificialmente estava sendo formado seguiu as instruções do DNA da célula
e assexuadamente. A identidade entre seres vivos clonados da mama. O óvulo em desenvolvimento foi colocado no útero
deve-se à igualdade de seus materiais genéticos. de uma terceira ovelha onde completou a gestação.
O nascimento da ovelha Dolly representou um caso A duplicação de um ser humano adulto é teoricamente
clássico de clonagem que revolucionou o mundo científico. possível, usando-se o mesmo processo descrito para a ovelha
Ian Wilmut iniciou o seu experimento retirando uma única célula Dolly. No entanto, as técnicas de clonagem em seres humanos
da mama da ovelha adulta que ele queria clonar. Dessa célula são totalmente anti-éticas. Grande número de pessoas não
aproveitou apenas o núcleo, descartando o restante do aceita a clonagem humana, pois o que rege nossa convivência
conteúdo celular. Simultaneamente, os assistentes de Wilmut é o fato de cada um de nós ser único além do risco de estarmos
retiraram o óvulo de outra ovelha e extirparam o seu núcleo. O explorando um território desconhecido. “As diferenças e
núcleo da célula mamária da primeira ovelha foi transportado semelhanças que existem entre nós é que formam a sociedade
para o óvulo sem núcleo da segunda. O óvulo aceitou o núcleo e seus tabus”.
como se fosse originalmente seu. Imediatamente, o óvulo (PROF. RICARDO PRATA)

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DIVERSIDADE DOS SERES VIVOS


PARTE I
I – CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS
INTRODUÇÃO

Em função do grande número de espécies existentes na Biosfera, tornou–se necessário agrupar os seres
vivos de acordo com suas semelhanças e diferenças. A Taxonomia ou Sistemática é o ramo da Biologia que
estuda a classificação dos seres vivos.
Existem vários sistemas de classificação dos seres vivos. O sistema artificial de classificação utiliza os
critérios arbitrários que não indicam as semelhanças e diferenças fundamentais entre os seres vivos. Por exemplo,
se classificamos os animais quanto à locomoção teríamos dois grupos: animais voadores e não voadores. Observe
que, em um mesmo grupo, encontramos animais bastante diferentes, o que não indica as principais semelhanças
e diferenças entre os seres envolvidos.
O sistema natural de classificação é o mais aceito atualmente e utiliza critérios que permitem verificar as
relações de parentesco evolutivo entre os organismos. Assim, a classificação natural leva em conta as semelhanças
e diferenças fundamentais baseadas no fator evolutivo.

1 – CATEGORIAS TAXONÔMICAS

São grupos formados por seres vivos, medindo um certo grau de parentesco evolutivo. A formação desses
grupos segue uma ordem hierárquica como podemos perceber a seguir:

HIERARQUIA DAS CATEGORIAS TAXONÔMICAS


REINO –– FILO –– CLASSE –– ORDEM –– FAMÍLIA –– GÊNERO –– ESPÉCIE

Reino representa um conjunto de filos ou divisões.


Filo representa um conjunto de classes.
Classe representa um conjunto de ordens.
Ordem representa um conjunto de famílias.
Família representa um conjunto de gêneros.
Gênero representa um conjunto de espécies.
Espécie representa a UNIDADE BÁSICA e FUNDAMENTAL DOS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO
BIOLÓGICA.
As categorias taxonômicas citadas podem ser subdivididas como ocorre com sub–filo, superclasse,
subgênero, subespécie, dentre outras.
Entre as categorias taxonômicas fundamentais, o Reino é a mais geral e a Espécie é a mais restrita.
CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA DE ALGUNS SERES VIVOS
CATEGORIA HOMEM CÃO MOSCA MILHO
TAXONÔMICA
Reino Metazoa Metazoa Metazoa Metaphyta
Filo ou Divisão Chordata Chordata Arthropoda Trachaeophyta
Classe Mammalia Mammalia Insecta Angiospermae
Ordem Primata Carnivora Diptera Graminales
Família Hominidae Canidae Muscidae Graminae
Gênero Homo Canis Musca Zea
Espécie Homo sapiens Canis Musca domestica Zea mays
familiaris

58 Biologia - M1
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cobra gato raposa guará sapo borboleta


boi cão
lula galinha
Reino minhoca
coiote
urso
homem estrela-do-mar
Metazoa anêmona
peixe tigre
porco
jacaré
lontra
coelho lobo camarão

Filo
Chordata

Classe
Mammalia

Ordem
Carnívora

Família
Canidae

Gênero
Canis

Espécie
C. familiaris

Classificação do cão doméstico

2 – CONCEITO BIOLÓGICO DE ESPÉCIE

A Espécie é definida como sendo um conjunto de indivíduos semelhantes que se cruzam naturalmente e
produzem descendentes férteis por um número ilimitado de gerações (intra–fertilidade e inter–esterilidade).

Em geral, ocorre o isolamento reprodutivo entre seres de espécies diferentes. No entanto, pode ocorrer tal
tipo de cruzamento com descendentes férteis por algumas gerações. É o caso do cruzamento entre o lobo, macho
da espécie Canis lupus e a cadela, fêmea da espécie Canis familiaris. O cruzamento ocorre em cativeiro e os
filhotes são férteis por três gerações.

3 – REGRAS DE NOMENCLATURA
A nomenclatura científica tem por objetivo universalizar os nomes dos seres vivos, facilitando a comunicação
entre os cientistas. A nomenclatura utilizada é latina e foi adotada com base nos trabalhos de um fixista sueco que
viveu no século XVllI, denominado Lineu. O latim foi a língua utilizada por ser uma língua morta e por ser falada
pelos homens de ciência da época.
As mais importantes regras de nomenclatura são:
1 – Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim ou a partir de radicais latinizados. Devem ser
destacados do texto através de grifo, itálico ou negrito.
Exemplos: Plasmodium vivax
Taenia saginata

2 – A nomenclatura para as espécies é binomial. O primeiro nome indica o gênero, que deve ser escrito com
inicial maiúscula, enquanto o segundo é o nome específico, que deve ser escrito com inicial minúscula.
Exemplos: Amoeba proteus
↓ ↓
gênero nome especifico
Biologia - M1 59
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3 – Se ocorrer homenagem a pessoa do sexo masculino, acrescenta–se a terminação i ao nome do


homenageado. Homenageando pessoa do sexo feminino, usa–se a terminação ae.
Exemplos: Trypanosoma cruzi
Peripatus heloisae

4 – As letras sp devem ser utilizadas após o nome do gênero quando não é possível ou não interessa citar
o nome completo da espécie.
Exemplo: Plasmodium sp

5 – As letras spp devem ser utilizadas após o nome do gênero quando desejamos incluir todas as espécies
do gênero citado.
Exemplo: Plasmodium spp

6 – A nomenclatura para as subespécies é trinomial. O terceiro nome deve ser escrito com inicial minúscula
e é denominado nome subespecífico.
Exemplo: Crotalus terrificus durissus

Homo sapiens sapiens


↓ ↓ ↓
gênero nome nome
específico subsespecífico

7 – O nome do subgênero deve ser citado após o nome do gênero, entre parênteses, com inicial maiúscula
e destacado do texto.
Exemplo: Aedes (Stegomyia) aegypti
↓ ↓ ↓
gênero subgênero nome
específco
8 – Algumas categorias taxonômicas podem ser identificadas por uma determinada terminação que pode
variar em zoologia e botânica.
Família – Entre os animais – terminação IDAE
Exemplos: Hominidae
Canidae
Entre os vegetais – terminação ACEAE
Exemplos: Rosaceae
Cactaceae

Superfamília – Entre os animais – terminação OIDEA


Exemplo: Ascaroidea

Subfamília – Entre os animais – terminação INAE


Exemplo: Triatominae

Tribo – Entre os animais – terminação lNl


Exemplo: Culicini

Classe – Entre os vegetais – terminação AE


Exemplo: Angiospermae

Ordem – Entre os vegetais – terminação ALES


Exemplo: Rosales
9 – Quando desejamos citar o nome do indivíduo que classificou a espécie, este deve vir após o nome
específico, com a inicial maiúscula e sem a interposição de qualquer sinal de pontuação. Desejando citar a data,
esta pode vir após o nome do autor, separada por vírgula ou entre parênteses.
Exemplos: Trypanosoma cruzi Chagas, 1909
Trypanosoma cruzi Chagas (1909)

60 Biologia - M1
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4– OS REINOS DE SERES VIVOS


Vários sistemas de classificação foram propostos ao longo dos anos. Atualmente, os dois sistemas de
classificação mais usados são o de quatro reinos e o de cinco reinos. Em ambos, os vírus são classificados em
um grupo à parte.

4.1– Classificação em Quatro Reinos

– Reino MONERA – Reino METAZOA


– Bactérias – Poríferos
– Cianofíceas ou Cianobactérias – Celenterados
– Platelmintos
– Reino PROTISTA – Asquelmintos
– Algas – Anelídeos
– Fungos – Moluscos
– Liquens – Artrópodos
– Protozoários – Equinodermas
– Hemicordados
– Reino METAPHYTA – Cordados
– Briófitas
– Pteridófitas
– Gimnospermas
– Angiospermas

4.2– Classificação em Cinco Reinos


É a classificação moderna e a diferença para a classificação em quatro reinos está no fato de os fungos
estarem classificados em um reino à parte (Reino FUNGI).
Caracterização geral dos reinos:

MONERA PROTISTA METAPHYTA METAZOA FUNGI


ORGANIZAÇÃO Procariota Eucariota Eucariota Eucariota Eucariota
CELULAR
Nº DE CÉLULAS Unicelulares Unicelulares Pluricelulares Pluricelulares Unicelulares
Pluricelulares Pluricelulares
TECIDOS Ausentes Ausentes Presentes Presentes Ausentes
DIFERENCIADOS
CLOROFILA Ausente Ausente Presente Ausente Ausente
Presente Presente
NUTRIÇÃO Autótrofa Autótrofa Autótrofa Heterótrofa Heterótrofa
Heterótrofa Heterótrofa
MODO DE VIDA Vida livre Vida livre Vida livre Vida livre Vida livre
Parasitas Parasitas Parasitas Parasitas Parasitas
REPRESENTANTES Bactérias Algas Briófitas De Poríferos Mofo
Cianofíceas Liquens Pteridófitas até Cordados Cogumelo
Protozoários Gimnospermas Candida
Angiospermas

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lI – VÍRUS
INTRODUÇÃO

São microorganismos muito simples,


visíveis apenas ao microscópio eletrônico.
São seres vivos acelulares pelo fato de não
apresentarem organização celular, possuindo
apenas uma cápsula protéica denominada
CAPSÍDEO em cujo interior existe um
filamento de ácido nucléico (DNA ou RNA).
Os dois tipos de ácidos nucléicos nunca são
Vírus Bacteriófago Vírus da Varíola Vírus da Gripe
encontrados em um mesmo vírus. Assim,
observamos que o vírus da herpes contém Alguns tipos de vírus
DNA, enquanto o vírus da AIDS contém RNA.
Alguns autores consideram os vírus seres de transição entre a matéria bruta e a matéria viva em função de
algumas de suas características. O poder de cristalização, a estrutura celular e a capacidade de difração de raio
X são características da matéria bruta que estão presentes nos vírus. Por outro lado, a presença de ácido
nucléico, a capacidade de reprodução e o poder de mutação ilustram características da matéria viva presentes
nesses organismos.
Os vírus não possuem metabolismo próprio, sendo dependentes de uma célula hospedeira, fato que justifica
o termo parasitas intracelulares obrigatórios, atribuído a tais entidades. Quando as condições do meio não são
favoráveis aos vírus, pode ocorrer a cristalização dos mesmos.

1 – ORIGEM DOS VÍRUS


Acredita–se que os vírus tenham se originado de células que perderam sua atividade metabólica e
degeneraram, passando a depender obrigatoriamente de uma célula viva.

2 – REPRODUÇÃO DOS VÍRUS


A reprodução viral é melhor estudada no ciclo dos bacteriófagos ou fagos que são vírus que parasitam
certas espécies de bactérias.

Capa protéica
Cabeça

Ácido nucléico Pescoço


(DNA) Cauda

Fibras de Cauda

Esquema de um bacteriófago eliminando um DNA contido em seu interior.

Os vírus bacteriófagos se fixam à célula hospedeira através das fibras da cauda e injetam o seu DNA no
interior da bactéria. A partir dessa situação, dois tipos de ciclos de reprodução podem ocorrer. São eles:

2.1 – Ciclo Lítico


O DNA viral, no interior da bactéria, passa a comandar as funções da célula, inibindo o metabolismo
bacteriano. Ocorre a síntese de novas moléculas de DNA, através de sucessivas autoduplicações, utilizando
enzimas e energia da célula hospedeira. Formam–se novas cápsulas protéicas (CAPSÍDEOS) sob comando do
DNA viral e um processo de montagem se encarrega de formar vírus completos. O número de bacteriófagos
aumenta bastante e ocorre lise ou destruição da célula hospedeira, liberando novos vírus que podem parasitar
outras bactérias. No ciclo lítico sempre ocorre lise da célula hospedeira.

62 Biologia - M1
63 cor preto

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4 - O envoltório
protéico permanece
fora.

5 - Novas moléculas
3 - O DNA do vírus é injetado na célula.
de DNA do vírus
são sintetizadas.

2 - Um vírus se prende à célula. 6 - A cápsula


protéica
do vírus é
sintetizada.

1 - Bacteriófagos ficam 7 - Formam-se vírus


em torno das bactérias. completos.

8 - A bactéria se rompe
libertando novos vírus.

Ciclo lítico de um bacteriófago

2.2 – Ciclo Lisogênico


O DNA viral adere ao DNA bacteriano e não interfere no metabolismo da célula hospedeira. Quando a
bactéria se reproduz, o DNA do vírus é transmitido às bactérias filhas sem que haja lise celular. Os vírus que
desencadeiam o ciclo lisogênico são denominados temperados.
Alguns fatores externos como radiação ultravioleta, radiação X e certas substâncias químicas podem induzir
a separação do DNA do vírus em relação ao DNA bacteriano, iniciando o ciclo lítico com destruição da célula
hospedeira.
Bacteriófago

DNA viral
Bactéria

Cromossomo
bacteriano
DNA viral incorpora-se ao
cromossomo bacteriano

Bactérias filhas portando DNA viral.


Ciclo lisogênico de um bacteriófago

Biologia - M1 63
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3 – PRINCIPAIS DOENÇAS VIRÓTICAS

Como os vírus são insensíveis a medicamentos usuais, o combate às viroses depende sobretudo do sistema
imunológico do indivíduo parasitado.
As principais viroses que ocorrem na espécie humana são: poliomielite, sarampo, varíola, rubéola, hidrofobia
(raiva), caxumba (parotidite), AIDS, febre amarela, dengue, gripe, herpes, hepatite infecciosa, catapora (varicela),
mononucleose e outras. O quadro a seguir resume as principais características de algumas doenças viróticas:

DOENÇA TRANSMISSÃO SINTOMAS PROFILAXIA


VIRÓTICA
Poliomielite Água ou alimentos contaminados Paralisia dos membros Vacinação com o vírus
com o vírus que é eliminado em devido a destruição de inativado (vacina Salk)
secreções respiratórias e nas neurônios. ou com o vírus vivo
fezes de indivíduos doentes. atenuado (vacina Sabin)
Sarampo Penetração do vírus pelas Febre, tosse e verme– Vacinação com o vírus
mucosas das vias respiratórias. lhidão em todo o corpo. atenuado.
O vírus está presente nas secre–
ções respiratórias e na saliva de
indivíduos doentes.
Varíola Penetração do vírus pelas muco– Febre e erupções Vacinação com o vírus
sas das vias respiratórias. cutâneas que normal– atenuado.
O vírus está presente nas secre– mente deixam cicatrizes
ções respiratórias e na saliva de na pele.
indivíduos doentes.
Rubéola Penetração do vírus pelas muco– Febre e erupções Vacinação com o vírus
sas das vias respiratórias. cutâneas. Em caso de atenuado. Em mulheres
O vírus está presente nas secre– transmissão via grávidas até o terceiro
ções respiratórias e na saliva de placentária pode mês a vacinação é
indivíduos doentes. Ocorre provocar mal formação contra–indicada.
contaminação do feto através da congênita e morte.
placenta.
Hidrofobia Pela mordida de mamíferos Febre, convulsões e Vacinação dos animais
(Raiva) contaminados com o vírus. O paralisia dos músculos domésticos e aplicação
vírus está presente na saliva do respiratórios. de soro e vacina em
animal doente. indivíduos feridos por
animais raivosos.
AIDS Relações sexuais, transfusão de Febre intermitente, Uso de camisinha–de–
(Síndrome da sangue, agulhas e seringas emagrecimento rápido, vênus (preservativos)
deficiência contaminadas, e contaminação diarréia, sarcoma de nas relações sexuais;
imunológica do feto através da placenta e do Kaposi (tumor de pele), seleção rigorosa dos
adquirida) sangue durante o parto. doenças do aparelho doadores de sangue e
respiratório e inflamação uso de agulhas
dos gânglios linfáticos. descartáveis ou
esterilizadas. Não existe
vacina.
Febre amarela Picada da fêmea do mosquito Febre, calafrios, Vacinação com o vírus
e dengue Aedes aegypti contaminado. O náuseas, vômitos e atenuado. Combate ao
vírus está presente na saliva do icterícia deixando a pele mosquito transmissor.
mosquito contaminado. amarelada.

64 Biologia - M1
65 cor preto

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4 – IMUNIDADE

A imunologia é a ciência que estuda os mecanismos de reação do organismo contra um agente agressor.
A imunidade é o estado de resistência de um organismo contra a ação de agentes patogênicos.
Os antígenos são substâncias ou organismos estranhos que induzem uma resposta imunológica específica
através da produção de anticorpos que são proteínas de ação específica contra cada tipo de antígeno.

As duas formas de imunidade são:


1– Imunidade natural – Ocorre devido à própria natureza do organismo e não é induzida pelo homem.
Pode ser ativa ou passiva.

– Imunidade natural ativa – o próprio organismo produz anticorpos após o contato com o agente agressor.
– Imunidade natural passiva – ocorre através de uma transferência natural de um organismo para outro.
Podemos observar esse caso na passagem de anticorpos maternos para o feto através da placenta e na
transferência de anticorpos maternos através do aleitamento.

2 – Imunidade artificial – É a imunidade produzida pelo homem. Pode ser ativa ou passiva.

– Imunidade artificial ativa – o próprio organismo produz anticorpos a partir da aplicação de uma vacina.
– Imunidade artificial passiva – ocorre através de uma transferência de anticorpos através de soro
específico.

5 – VACINA E SORO
VACINA SORO
Contém antígenos Contém anticorpos.
Ação preventiva, já que estimula a Ação curativa, já que é uma
produção de anticorpos específicos. solução de anticorpos.
Ação duradoura. Ação temporária

III – REINO MONERA


INTRODUÇÃO

O Reino Monera compreende organismos unicelulares e procariontes ou seja, a única célula presente
apresenta um padrão muito simples de organização sendo do tipo procariota. A célula procariota não apresenta
carioteca ou membrana nuclear, sendo o seu núcleo difuso (nucleóide). As únicas organelas presentes no citoplasma
desse tipo celular são os ribossomos, responsáveis pela síntese protéica.
Bactérias e Cianobactérias ou Cianofíceas são classificadas no reino Monera, podendo viver isoladamente
ou se organizar formando colônias.

1 – BACTÉRIAS

1.1 – Características Gerais

A célula bacteriana apresenta, externamente à membrana citoplasmática, um envoltório rígido denominado


parede celular. Ao contrário das paredes celulares presentes em outros organismos, a parede bacteriana não
contém celulose, sendo formada por mucopolissacarídeos.
As bactérias aeróbias apresentam uma invaginação da membrana citoplasmática denominada mesossomo.
Nessa estrutura, observam–se enzimas que participam do processo de respiração celular aeróbia.
Algumas bactérias apresentam externamente à parede celular uma estrutura denominada cápsula que
protege a célula e aumenta a sua patogenicidade, já que evita a fagocitose pelas células de defesa do organismo
parasitado. Outras bactérias apresentam flagelos relacionados à sua locomoção.
O nucleóide de uma bactéria contém DNA e proteínas, estando o RNA presente no citoplasma associado
às proteínas, formando os ribossomos.

Biologia - M1 65
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Hialoplasma

Ribossomos
Parede
Celular

Mesossomo

Cápsula

Nucleóide
Membrana
(DNA)
citoplasmática

Estrutura de uma Bactéria

As bactérias são classificadas quanto à forma em quatro tipos morfológicos básicos: COCOS, BACILOS,
ESPIRILOS E VIBRIÕES.
Os cocos são bactérias arredondadas que podem ter vida isolada ou formar colônias. Dois cocos agrupados
formam um diplococo, vários cocos enfileirados formam um estreptococo, enquanto vários cocos dispostos em
cacho formam um estafilococo. Os cocos também podem ser agrupados, formando uma sarcina que é uma
colônia cúbica de oito ou mais cocos.

Coco Diplococo
Estreptococo

Sarcina
Estafilococo
Cocos

Os bacilos são bactérias alongadas em forma de


bastonete.
Os espirilos ou espiroquetas são bactérias de
forma espiralada.
Os vibriões são bactérias cuja forma lembra uma
vírgula.
Bacilos Espirilos Vibriões

1.2 – Respiração das Bactérias


A respiração celular consiste em um processo de degradação de compostos orgânicos para produção de
energia. Esse processo pode ocorrer sem consumo de oxigênio ou com utilização desse gás. No primeiro caso,
temos a respiração anaeróbia ou fermentação e no segundo, a respiração aeróbia.

A maior parte das bactérias obtém energia através da fermentação, que pode formar álcool etílico (fermentação
alcoólica) ou ácido lático (fermentação lática). A oxidação do álcool etílico forma ácido acético, processo esse
erroneamente denominado fermentação acética. As bactérias anaeróbias podem ser estritas, quando não
suportam a presença do oxigênio, ou facultativas quando suportam a presença desse gás

66 Biologia - M1
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Algumas bactérias obtêm energia através da respiração celular aeróbia e são denominadas bactérias aeróbias.

As equações gerais dos processos anaeróbios e aeróbios são:


Processos anaeróbios
Fermentação lática
C6H12O6 → 2C3H6O3 + 2ATP
glicose ácido lático
Fermentação alcoólica
C6H12O6 → 2C2H5OH + CO2 + 2ATP
glicose álcool etílico
Processo aeróbio
Respiração aeróbia
C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6H2O + 38ATP

1.3 – Nutrição das Bactérias


A maior parte das bactérias são heterótrofas, isto é, absorvem o alimento do ambiente onde vivem. As
bactérias heterótrofas mais numerosas obtêm seu alimento a partir da decomposição da matéria orgânica, sendo
imprescindíveis na reciclagem da matéria, já que formam matéria inorgânica que é devolvida ao ambiente. Bactérias
com essa capacidade são denominadas saprófltas, sapróvoras ou saprófagas.
Algumas bactérias são autótrofas, isto é, produzem o próprio alimento. A maioria das bactérias autófrofas
são quimiossintetizantes, isto é, produzem o próprio alimento através da quimiossíntese, que utiliza a energia
liberada em reações de oxidação de substâncias inorgânicas. Entre as bactérias autótrofas quimiossintetizantes
destacam–se as sulfobactérias, ferrobactérias e nitrobactérias que oxidam compostos que contêm enxofre, ferro
e nitrogênio, respectivamente.
As nitrobactérias oxidam nitrito em nitrato liberando energia que será utilizada por elas próprias na produção
do próprio alimento a partir de CO2 e H2O.
6CO2 + 6H2O C6H12O6
glicose

energia

2NO–2 + O2 2NO–3

nitrito nitrato
Entre as bactérias autótrofas, existem aquelas que são fotossintetizantes, isto é, produzem o próprio
alimento através da fotossíntese, que utiliza a energia luminosa. A fotossíntese bacteriana é também denominada
fotorredução e utiliza, ao invés de água, o sulfato de hidrogênio (H2S) não liberando oxigênio.
O pigmento que absorve a energia luminosa é denominado bacterioclorofila e está presente no hialoplasma
uma vez que as bactérias não apresentam cloroplastos. Observe a equação geral da fotossíntese bacteriana:

luz infravermelha
6CO2 + 12H2S C6H12O6 + 12S + 6H2O
bacterioclorofila

Assim, percebemos que, quanto à nutrição, as bactérias podem ser:

Heterótrofas
Quimiossintetizantes
Autótrofas Fotossintetizantes

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1.4 – Importância das Bactérias


A maior parte das bactérias são de vida livre, exercendo papéis muito importantes como:
NA INDÚSTRIA
Bactérias do gênero Acetobacter oxidam o álcool etílico em ácido acético, o que constitui a base da
fabricação do vinagre.
Bactérias do gênero Lactobacillus promovem a conversão da lactose (açúcar do leite) em ácido lático,
tornando o leite azedo e formando o coalho. A fabricação de coalhada, iogurte e queijo relaciona–se a esse
processo.
Bactérias do gênero Bacillus produzem certos antibióticos utilizados no combate a infecções.
NA AGRICULTURA
Bactérias do gênero Rhizobium associam–se a raízes de plantas da família das Ieguminosas, estabelecendo
com esses vegetais uma relação de benefício mútuo denominada mutualismo. Essas bactérias formam sais
nitrogenados a partir do nitrogênio atmosférico e os cedem à planta, recebendo em troca nutrientes orgânicos.
Esse processo no qual as bactérias cedem sais nitrogenados à leguminosa é denominado fixação do nitrogênio.
NA DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA
Algumas bactérias decompõem a matéria orgânica em matéria inorgânica que será devolvida ao ambiente,
garantindo a ocorrência do ciclo da matéria, imprescindível ao desenvolvimento e manutenção de todos os organismos
vivos do planeta. Esses organismos são denominados sapróvoros ou saprófagos.
NA DIGESTÃO DA CELULOSE
Algumas bactérias vivem no estômago dos animais ruminantes, estabelecendo com eles uma relação de
benefício mútuo denominada mutualismo. Essas bactérias promovem a digestão da celulose através da enzima
celulase produzida por elas, recebendo em troca habitat e alimento.
NA SÍNTESE DE VITAMINAS
Algumas bactérias que formam a flora intestinal são capazes de produzir as vitaminas B12 e K.
NA MEDICINA
Algumas bactérias apresentam uma grande importância para a medicina, não só pelo fato de poderem
produzir antibióticos, como pelas doenças que podem causar.
NA ENGENHARIA GENÉTICA
Algumas bactérias são utilizadas em laboratório nas diversas técnicas do DNA recombinante (Engenharia
Genética), em função de sua simplicidade metabólica que tem facilitado as pesquisas.

1.5 . Reprodução das Bactérias


A reprodução das bactérias pode ser assexuada, quando não ocorre mistura de material genético, ou
sexuada, quando ocorre mistura de material genético.

REPRODUÇÃO ASSEXUADA
célula-mãe
É o principal tipo de reprodução das bactérias e ocorre por
cissiparidade ou bipartição ou divisão binária. Através desse
processo, uma bactéria mãe duplica o seu material genético
(nucleóide) e se divide originando duas bactérias filhas geneticamente duplicação do
idênticas à bactéria mãe, não ocorrendo assim variabilidade genética. material genético

A conjunto de organismos geneticamente idênticos originados por


processo assexuado de reprodução denominamos CLONE.
divisão da
célula
REPRODUÇÃO SEXUADA
Através da reprodução sexuada ocorre a recombinação de
material genético de bactérias diferentes, permitindo o surgimento
de grande variedade de tipos dentro da espécie. Essa variabilidade Células-filhas

genética é importante na evolução, acelerando os processos Cissiparidade em bactéria


evolutivos. A reprodução sexuada das bactérias pode ocorrer através
de três processos: conjugação, transformação e transdução.

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a) Conjugação
É a transferência unidirecional de material genético (DNA)
de uma bactéria doadora a outra receptora através de uma ponte
citoplasmática. As bactérias doadoras possuem um material
genético denominado fator fertilidade (bactérias F+) que não está
presente nas bactérias receptoras (bactérias F–). Em qualquer
mecanismo de recombinação gênica em bactérias, somente uma
fração do cromossomo da bactéria doadora é doado para a bactéria
receptora. Essa fração doada corresponde à porção duplicada do
seu cromossomo. A bactéria receptora ficará com uma constituição
genética diferente das duas células iniciais e realiza divisão binária
originando duas células iguais a ela.

b) Transformação Conjugação - observe a tranferência do segmento


1 do cromossomo (DNA)
É a transferência de DNA livre de uma bactéria para outra da bactéria A para a bactéria B.
sem contato celular. Ocorre quando o material genético (DNA) de
uma bactéria encontra–se disperso no meio e é incorporado por
outra bactéria ao seu DNA, transmitindo–o juntamente com seu
cromossomo às células filhas por cissiparidade.

Transformação

Pneumococos Pneumococos
Pneumococos Pneumococos
capsulados capsulados
capsulados não capsulados
mortos mortos
vivos vivos
pelo calor + pneumococos
vivos
não capsulados

Injetados em Injetados em Injetados em Injetados em


camundongos camundongos camundongos camundongos

causam a
morte dos
causam a não causam a não causam a indivíduos.
morte dos morte dos morte dos No sangue dos
indivíduos indivíduos indivíduos camundongos mortos
são encontrados
pneumococos
capsulados
vivos

Situação prática envolvendo a Transformação Bacteriana


c) Transdução
É a transferência de material genético (DNA) de uma bactéria a outra através de vírus bacteriófagos. Na transdução,
um vírus bacteriófago introduz o seu DNA na bactéria hospedeira, estabelecendo um ciclo lisogênico, já que o DNA viral
se incorpora ao DNA bacteriano. A transdução se completa quando o DNA viral se desprende do cromossomo bacteriano
retirando parte do DNA da bactéria. Formam-se novos vírus através do ciclo lítico portando gens da bactéria hospedeira
que sofre lise. Quando esses vírus parasitam outras bactérias transmitem a elas esses gens.

1.6 – Formação de Esporos


Em condições adversas, algumas bactérias formam estruturas de resistência denominadas esporos. Na forma
de esporos, as bactérias permanecem em estado de vida latente e, ao encontrar condições favoráveis, passam a se
reproduzir ativamente. O processo de formação de esporos é denominado esporulação. Os esporos bacterianos
podem ser também denominados endósporos e são capazes de sobreviver em meios muito ácidos ou muito básicos,
temperaturas muito altas ou muito baixas e em outras condições adversas. Uma bactéria de grande interesse médico
capaz de sofrer esporulação é o Clostridium tetani, agente etiológico (causador) do tétano.
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1.7 – Principais Doenças Bacterianas


As principais doenças bacterianas que ocorrem na espécie humana são: tétano, coqueluche, tuberculose,
hanseníase, gastroenterite, sífilis, blenorragia, cólera, meningite, pneumonia, botulismo, leptospirose, peste
bubônica, febre tifóide, brucelose, escarlatina e outras. O quadro a seguir resume as características de algumas
doenças bacterianas.

DOENÇA AGENTE ETIOLÓGICO TRANSMISSÃO PROFILAXIA


(causador da doença)
Clostridium tetani Penetração dos esporos . Vacina tríplice.
Tétano (Bacilo de Nicolaier) bacterianos (formas de . Higienização dos ferimentos.
resistência) em ferimentos. . Tratamento dos doentes.
Difteria Corynebacterium diphteriae Penetração da bactéria . Vacina tríplice.
(crupe) (Bacilo de Klebs Löeffler) pelas vias respiratórias . Tratamento dos doentes.
Penetração da bactéria . Vacina tríplice.
Coqueluche Bordetella pertussis pelas vias respiratórias e . Tratamento dos doentes.
digestivas.
Mycobacterium Penetração da bactéria . Vacina BCG.
Tuberculose tuberculosis pelas vias respiratórias e . Tratamento dos doentes.
(Bacilo de Koch) digestivas.
Penetração da bactéria . Higiene corporal.
Hanseníase Mycobacterium leprae pelas vias respiratórias, . Tratamento dos doentes.
(lepra) (Bacilo de Hansen) digestivas e através da
pele.
Gastroenterite Salmonella sp Penetração da bactéria . Educação sanitária.
pelas vias digestivas. . Saneamento básico.
. Tratamento dos doentes.
Penetração da bactéria . Educação sexual.
Treponema pallidum através de relação sexual, . Seleção rigorosa dos
Sífilis transfusão de sangue, vias doadores de sangue.
digestivas e da mãe para o . Tratamento dos doentes.
feto através da placenta.
Blenorragia Neisseria gonorrhoeae Penetração da bactéria . Educação sexual.
(gonorréia) (Gonococo) através de relação sexual . Tratamento dos doentes.
e no canal do parto.
Cólera Vibrio cholerae Penetração da bactéria . Educação sanitária.
pelas vias digestivas. . Saneamento básico.
. Tratamento dos doentes.
Meningite Neisseria meningitidis Penetração da bactéria . Vacinação.
(Meningococo) pelas vias respiratórias . . Tratamento dos doentes.
Pneumonia Diplococcus pneumoniae Penetração da bactéria . Tratamento dos doentes.
(Pneumococo) pelas vias respiratórias
Penetração da bactéria, . Evitar o uso de conservas e
Botulismo Clostridium botulinum encontrada em conservas enlatados com embalagem
e alimentos enlatados, danificada.
pelas vias digestivas. . Tratamento dos doentes.
Leptospira Penetração da bactéria, . Higiene alimentar.
Leptospirose icterohaemorragiae encontrada na urina de . Tratamento dos doentes.
ratos contaminados, pelas
vias digestivas.
Peste Pasteurella pestis Penetração da bactéria . Higiene pessoal.
Bubônica pela pele através da . Tratamento dos doentes.
picada da pulga do rato.

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1.8 – Antibióticos
São substâncias químicas produzidas por algumas espécies de bactérias e fungos. Essas substâncias
podem ter ação de inibir a reprodução (bacteriostáticos) ou matar (bactericidas) microorganismos. Os antibióticos
são utilizados em larga escala no combate a doenças bacterianas, porém seu uso indiscriminado pode trazer
sérias conseqüências para o organismo humano como: seleção de bactérias naturalmente resistentes ao seu
efeito, reações alérgicas, lesões hepáticas e renais, destruição da flora bacteriana intestinal, entre outras.
Um importante método de estudo para determinar a ação dos antibióticos sobre certas bactérias é o
antibiograma. Através dele, verifica–se a resistência ou a sensibilidade de uma bactéria a numerosos antibióticos.

2 – CIANOBACTÉRIAS
2.1 – Características Gerais
Também denominadas cianofíceas ou cianófitas ou algas azuis, apresentam externamente à membrana
citoplasmática a parede celular que contém celulose. A denominação algas azuis atribuída a esses organismos é
inadequada uma vez que sua coloração é muito variada (azul, marrom, vermelha, etc.).
As cianobactérias podem ser diferenciadas das demais algas por apresentarem uma organização celular
procariota e ausência de organelas citoplasmáticas limitadas por membrana lipoprotéica.
São organismos autótrofos fotossintetizantes, apresentando pigmentos como ficocianina (azul), clorofila
(verde), xantofila (amarelo), caroteno (amarelo) e ficoeritrina (vermelho). A coloração da cianobactéria depende do
pigmento predominante. Esses pigmentos estão presentes no citoplasma e aderidos a pregas da membrana
citoplasmática, já que esses organismos não apresentam plastos.
A fotossíntese da cianobactéria, ao contrário das bactérias, utiliza água e libera oxigênio para o ambiente.
A principal substância de reserva energética é o amido das cianofíceas. Observe a equação geral da fotossíntese
das cianobactérias, demais algas e vegetais superiores:

Luz
6CO2 + 12H2O C6H12O6 + 6H2O + 6O2
Clorofila
A maioria das cianobactérias formam colônias que habitam os mais variados ambientes como água doce,
água salgada, solo úmido, rochas úmidas, troncos de árvores e fontes hidrotermais. O nucleóide de uma
cianobactéria contém DNA e proteínas, estando o RNA presente no
citoplasma, associado às proteínas, formando os ribossomos.
Envoltório
viscoso
2.2 . Importância das Cianobactérias Parede Celular

As cianobactérias são importantes, já que algumas espécies são Membrana


plasmática
capazes de fixar o nitrogênio atmosférico formando sais nitrogenados.
Juntamente com outras algas, formam o fitoplâncton marinho, liberando
grande quantidade de oxigênio para o ambiente. São também consideradas
organismos pioneiros em uma sucessão ecológica.

2.3 . Reprodução das Cianobactérias Ribossomos

A reprodução das cianobactérias é sempre assexuada. Nas espécies Cromatina


de vida isolada ocorre a cissiparidade, enquanto nas espécies que formam Pigmentos
Membrana Inclusões
colônias ocorre a hormogonia. A hormogonia consiste na fragmentação da fotossintética
colônia em pequenos pedaços, denominados hormogônios, que crescem
Estrutura de uma Cianobactéria
por divisão celular originando novas colônias.
Em condições adversas, algumas espécies de
cianobactérias podem formar esporos (formas de resistência
semelhantes aos das bactérias, denominados acinetos. Esses
esporos se destacam da colônia e crescem originando novas
colônias. Além de acinetos, algumas espécies possuem uma
célula especial denominada heterocisto com parede mais
espessa e transparente. Acredita–se que o heterocisto esteja
relacionado ao processo de fixação do nitrogênio.
Cianobactéria colonial (filamentosa)

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lV – REINO PROTISTA
INTRODUÇÃO
O Reino Protista compreende organismos unicelulares e pluricelulares que já apresentam organização
celular eucariota. A célula eucariota apresenta carioteca ou membrana nuclear delimitando um núcleo verdadeiro,
além de organelas citoplasmáticas limitadas por membrana lipoprotéica. Apesar de alguns representantes serem
pluricelulares, os protistas nunca formam tecidos diferenciados.
Algas e protozoários são classificados no reino Protista.

1 . ALGAS
1.1. Características Gerais
São organismos autótrofos fotossintetizantes que apresentam clorofila e outros pigmentos no interior de cloroplastos.
Todas as algas apresentam clorofila, caroteno e xantofila, muitas vezes associados a outros pigmentos. A coloração de
uma alga depende do pigmento predominante que apresenta. Assim, nas algas verdes ou clorófitas, predomina a
clorofila (pigmento verde) enquanto nas algas douradas ou crisófitas, predomina a fucoxantina (pigmento marrom).
Algumas espécies de algas são unicelulares (isoladas ou coloniais) e outras pluricelulares, essas últimas
denominadas talófitas já que o seu corpo é denominado talo. Como nos demais protistas, não ocorre a formação de
tecidos diferenciados. As algas vivem em água salgada, água doce e em ambiente terrestre úmido. A maioria das
espécies aquáticas flutuam na superfície da água formando o fitoplâncton que apresenta grande importância ecológica
em função da liberação de grande quantidade de oxigênio para o ambiente. Sabe–se que mais de 90% de toda a
fotossíntese realizada no planeta Terra se deve às algas planctônicas, que são importantes no processo de purificação
da atmosfera. Dessa forma, as algas constituem a base das cadeias alimentares formando o nível dos produtores.
As substâncias de reserva das algas variam entre as diversas divisões. Podemos encontrar amido, óleos,
laminarina, manitol, paramilo e outros.
A parede celular é encontrada na grande maioria das algas sendo normalmente constituída de celulose
associada a outras substâncias como sílica, pectina, algina e outras.

1.2. Classificação das algas


As algas são classificadas em várias divisões com base em vários critérios sendo que os principais são:
pigmentos, constituição da parede celular e substâncias de reserva alimentar.
As principais divisões são: Euglenófitas, Clorófitas, Crisófitas, Feófitas, Rodófitas e Pirrófitas.
EUGLENÓFITAS
São algas unicelulares, flageladas e verdes que não apresentam parede celular. A maioria das espécies vive em
água doce e apresenta uma estrutura denominada vacúolo contrátil ou pulsátil capaz de expulsar o excesso de
água que entra na célula por osmose. Apresentam paramilo (isômero do amido) como substância de reserva alimentar.
Os principais pigmentos que apresentam são clorofila e caroteno. A locomoção ocorre através do batimento flagelar e
é orientada por uma estrutura de alta sensibilidade à luz denominada estigma ou mancha ocelar.
CLORÓFITAS – AS ALGAS VERDES
Algumas espécies são unicelulares (isoladas ou coloniais) e outras pluricelulares. Apresentam coloração
verde com grande predominância de clorofila em relação a β caroteno e xantofila, o que dá coloração verde a
esses organismos.
A parede celular é constituída de celulose e pectina e a principal substância de reserva alimentar é o amido.
A maioria das espécies vive no ambiente aquático, com alguns representantes em ambientes terrestres úmidos.
Apresentam uma importância evolutiva muito grande já que são consideradas os ancestrais das metáfitas.
CRISÓFITAS – AS ALGAS DOURADAS
São algas unicelulares (isoladas ou coloniais) que apresentam fucoxantina como pigmento predominante.
A parede celular é constituída de pectina e sílica de consistência muito rígida denominada frústula e as
principais substâncias de reserva alimentar são os óleos. São encontradas no ambiente aquático, sendo as
diatomáceas as representantes mais importantes.
A porção silicosa da parede das diatomáceas é sedimentada com a morte dessas algas, formando, com o
passar do tempo, um material rochoso denominado diatomito ou terra de diatomáceas. Esse material é utilizado
como refratário, em filtros de piscinas e como abrasivo em dentifrícios.

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FEÓFITAS – AS ALGAS PARDAS


São algas pluricelulares que apresentam fucoxantina e feoficeína como pigmentos predominantes.
A parede celular é constituída de celulose e algina e as principais substâncias de reserva alimentar são
laminarina e manitol. São encontradas, em sua maioria, no ambiente marinho, com poucas espécies de água doce.
RODÓFITAS – AS ALGAS VERMELHAS
A maioria das espécies é pluricelular e a ficoeritrina é o pigmento predominante. São conhecidas como
flores do mar em função da beleza do talo.
A parede celular é constituída de celulose e pectina e a principal substância de reserva alimentar é o amido
das florídeas. São encontradas, em sua maioria, no ambiente marinho, com poucas espécies de água doce.
PIRRÓFITAS – AS ALGAS DE FOGO
Também conhecidas como dinoflagelados, são algas unicelulares que apresentam alguns tipos de xantofila
como pigmentos predominantes.
A parede celular, quando presente, é formada por placas espessas de celulose formando uma espécie de
armadura denominada lórica. As principais substâncias de reserva alimentar são amidos e óleos. São encontradas,
em sua maioria, no ambiente marinho, com poucas espécies de água doce.
A denominação pirrófitas (grego: pyrro = fogo) ou algas de fogo deve-se ao fato dessas algas emitirem luz
própria, fenômeno esse denominado bioluminescência.
Algumas espécies de pirrófitas podem proliferar exageradamente nos mares formando um fitoplâncton
(organismos produtores flutuantes) de cor avermelhada. Esse fenômeno denominado maré vermelha, é responsável
pelo acúmulo de toxinas que matam grande quantidade de outros organismos marinhos.

1.3 - Importância das Algas


As algas exercem papéis muito importantes como:
NA PURIFICAÇÃO DA ATMOSFERA
A fotossíntese promove a liberação de grande quantidade de oxigênio para o ambiente.
NA INDÚSTRIA
De algumas espécies de algas é extraído o ÁGAR–ÁGAR, substância utilizada como meio de cultura para
bactérias e fungos.
Certas algas produzem substâncias utilizadas na indústria de cosméticos e na indústria alimentícia.
NA ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS AQUÁTICOS
Algumas algas servem de alimento para muitos animais aquáticos.

1.4 . Reprodução das Algas


A reprodução das algas pode ser assexuada ou sexuada.

REPRODUÇÃO ASSEXUADA
Nas algas unicelulares de vida
isolada ocorre a Cissiparidade. Através
desse processo, uma célula mãe origina
duas células filhas geneticamente
idênticas à célula mãe.
Nas algas coloniais (filamentosas)
e pluricelulares ocorre a esporulação.
Esse processo consiste na formação de
células germinativas denominadas
esporos que podem ser móveis
(zoósporos) ou imóveis (aplanósporos).
Os esporos são capazes de originar
novos indivíduos. Esporulação em Ulothrix (alga verde filamentosa)

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REPRODUÇÃO SEXUADA
Ocorre através de fecundação que pode ser de três tipos, de acordo com os tipos de gametas. Assim, temos:
a) Fecundação Isogâmica (lsogamia)
Os gametas masculino e feminino são iguais. Ambos são células móveis flageladas.
b) Fecundação Anisogâmica (Anisogamia)
Os gametas masculino e feminino são semelhantes. Ambos são células móveis flageladas, porém o gameta
masculino é menor e mais ágil que o
feminino. Anterozóide
Isogametas Oosfera
c) Fecundação Oogâmica (Oogamia)
Os gametas masculino e feminino são bem
diferentes. O gameta masculino é pequeno, Fecundação Fecundação Fecundação

móvel e flagelado, enquanto o gameta


feminino é volumoso e imóvel. Os gametas
Zigoto
envolvidos na oogamia são os que A
Zigoto
B
Zigoto
C
apresentam maior nível de especialização.
Fecundação em Algas
Em A – Fecundação lsogâmica
Em B – Fecundação Anisogâmica
Em C – Fecundação Oogâmica

1.5 . Tipos de Ciclos Reprodutivos


São conhecidos três tipos de ciclos reprodutivos entre os vegetais.
Nas algas, existem espécies que formam cada um. São eles:

CICLO HAPLOBIONTE OU HAPLONTE


Os indivíduos são haplóides e algumas células formam gametas
por mitose. Esses promovem a fecundação formando o zigoto ou célula
ovo (2n) que sofre meiose originando quatro células haplóides (n). As células
haplóides formadas multiplicam-se por mitose, formando um novo indivíduo
haplóide que reinicia o ciclo. Ciclo Haplobionte

Observe que, nesse tipo de ciclo, a meiose forma gametas, razão pela qual esse tipo de divisão é denominado
meiose zigótica.
CICLO DIPLOBIONTE OU DIPLONTE
Meiose (R!) Gametas
Os indivíduos são diplóides e algumas células formam gametas n
por meiose. Esses promovem a fecundação formando o zigoto ou
Fecundação
célula ovo (2n) que sofre mitoses sucessivas, formando um novo Talo
indivíduo diplóide que reinicia o ciclo. 2n

Observe que neste ciclo a meiose forma gametas, razão pela Mitoses Zigoto
qual esse tipo de divisão é denominado meiose gamética. 2n

Ciclo Diplobionte

CICLO HAPLODIPLOBIONTE OU HAPLONTE-DIPLONTE


Nesse tipo de ciclo observamos uma alternância entre
Meiose (R!) Esporos
uma fase de indivíduos diplóides com uma fase de indivíduos n Mitose
haplóides Este ciclo denomina-se metagênese ou alternância
de gerações. Talo Talo
2n n
Algumas células dos indivíduos diplóides formam esporos
por meiose que são liberados e se fixam originando indivíduos Zigoto Gametas
haplóides. Algumas células de indivíduos haplóides formam os Mitoses
2n
Fecundação
n
gametas por mitose. Esses gametas promovem a fecundação,
formando o zigoto ou célula ovo (2n), que sofre mitoses sucessivas, Ciclo Haplodiplobionte
formando um novo indivíduo diplóide que reinicia o ciclo.

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Zoósporos haplóides
Os indivíduos diplóides Célula onde ocorreu meiose (n cromossomos)
são denominados esporófitos já Desenvolvimento
que produzem esporos, dos esporos
enquanto os indivíduos haplóides
são denominados gametófitos Meiose
por produzirem gametas.
Observe que nesse tipo
de ciclo a meiose forma esporos,
razão pela qual esse tipo de
divisão é denominado meiose Gametófitos
haplóides (n)
espórica. Células onde ocorreram
Esporófito diplóide diferenciações de
(2n cromossomos) gametas

Fecundação

Gametas haplóides (n)

Ciclo Haplodiplobionte de Ulva (alga verde)


2 . PROTOZOÁRIOS
2.1. Características Gerais
São organismos aclorofilados, heterótrofos e unicelulares, podendo apresentar vida isolada ou colonial. Os
protozoários, ao contrário dos demais protistas, não apresentam parede celular. Estão presentes nos mais variados
ambientes, com espécies em água salgada, água doce e no ambiente terrestre úmido.
A maioria das espécies são de vida livre. Alguns protozoários são parasitas, existindo ainda espécies
comensais e espécies que estabelecem uma relação de mutualismo com outros organismos.
O glicogênio é a principal substância de reserva alimentar, sendo formado através da polimerização de
várias moléculas de glicose.
2.2 . Classificação dos Protozoários
Os protozoários são estudados em quatro classes. O critério usado nessa classificação é o tipo de organela
de locomoção.
CLASSE MASTIGOPHORA (MASTIGÓFOROS OU FLAGELADOS)
Os protozoários dessa classe apresentam um ou mais flagelos, normalmente longos, relacionados à
locomoção e à captura de alimento.
A maioria dos flagelados são de vida livre. Algumas espécies causam doenças no homem, como os seguintes
protozoários: Trypanosoma cruzi, Leishmania brasiliensis, Leishmania donovani, Giardia lamblia e
Trichomonas vaginalis.
Alguns protozoários denominados hipermastiginos estabelecem uma relação de mutualismo com outros
organismos. Esses protozoários habitam o intestino dos cupins, produzindo a enzima celulase que digere a
celulose ingerida por estes animais.
CLASSE CILLIOPHORA (CILIADOS)
Os protozoários desta classe apresentam muitos cílios relacionados à
locomoção e à captura de alimento. Os cílios são normalmente curtos e Flagelos
numerosos, apresentando um movimento vibrátil coordenado na superfície celular.
A maioria dos ciliados é de vida livre, sendo encontrados principalmente
em água doce. O Balantidium coli é o único ciliado que pode parasitar o homem. Núcleo
Esse protozoário é encontrado com mais freqüência no intestino dos suínos.
Em geral, os protozoários ciliados apresentam dois núcleos: o
macronúcleo que controla as funções vitais, e o micronúcleo que controla
os processos de reprodução. Partículas
de
A membrana citoplasmática desses protozoários apresenta duas madeira
modificações: citóstoma, para a entrada de alimento, e citopígeo para a
eliminação de restos. Trichonympha sp (protozoário flagelado
presente no intestino dos cupins)

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Nas espécies de água doce, o citoplasma contém vacúolos contráteis ou pulsáteis que eliminam o
excesso de água que penetrou na célula por osmose.
Citopígeo
Citofaringe
Vacúolo digestivo
Citóstoma
Vacúolo contrátil
cheio

Vacúolo contrátil
vazio

Tricocistos

Cílios Micronúcleo
Endoplasma
Macronúcleo Penículo Ectoplasma

Paramécio - protozoário ciliado

CLASSE SARCODINA (RIZÓPODOS)


Os protozoários dessa classe são capazes de emitir pseudópodos, que são expansões da membrana
citoplasmática, relacionados à locomoção e à captura de alimento através de fagocitose.

Fagocitose em uma ameba

Amoeba proteus - protozoário rizópodo de vida livre

As amebas são os representantes típicos dos Sarcodinos. Algumas amebas são de vida livre, como
Amoeba proteus. Outras são parasitas, como Entamoeba histolytica, existindo ainda espécies comensais
como Entamoeba coli e Entamoeba gingivalis que vivem, respectivamente, no intestino grosso e na boca do
homem. O comensalismo é uma relação ecológica interespecífica em que um dos organismos é beneficiado e
para o outro a associação é indiferente.
Além das amebas, essa classe contém protozoários que apresentam carapaças externas, relacionadas à
proteção e sustentação, constituídas de calcário e sílica. Tais protozoários são os foraminíferos, radiolários e
heliozoários.
CLASSE SPOROZOA (ESPOROZOÁRIOS)
Os protozoários dessa classe não apresentam organela de locomoção e são todos parasitas. As espécies
mais importantes são: Plasmodium vivax, Plasmodium malariae, Plasmodium falciparum e Toxoplasma
gondii.

2.3 – Reprodução dos Protozoários


A reprodução dos protozoários pode ser assexuada ou sexuada.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
Ocorre por cissiparidade e esporulação. Através da cissiparidade, o protozoário sofre uma bipartição
simples, originando dois protozoários filhos idênticos ao protozoário mãe. Ocorre entre os flagelados, ciliados e
rizópodos. Através da esporulação, o protozoário realiza cariocineses (divisões nucleares), e cada núcleo filho
diferencia–se originando um esporo. Ocorre entre os esporozoários.
Alguns protozoários, em condições adversas, podem originar formas de resistência denominadas cistos,
capazes de suportar condições desfavoráveis do ambiente. Esse processo de formação de cistos é denominado
encistamento. Pode ocorrer ainda o desencistamento quando as condições do ambiente forem favoráveis
novamente.

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REPRODUÇÃO SEXUADA
Pode ocorrer por conjugação ou por fecundação. A conjugação consiste na transferência unidirecional
de material genético de uma célula a outra através de uma ponte citoplasmática. Ocorre em ciliados como o
paramécio. A fecundação consiste na união dos gametas masculino e feminino formando o zigoto ou célula ovo.
Ocorre em esporozoários como Plasmodium sp.

2.4 . Principais Doenças Causadas por Protozoários


Protozooses são doenças causadas por protozoários. As principais protozooses são: doença de Chagas,
leishmaniose tegumentar americana, leishmaniose visceral, giardíase, tricomoníase, balantidiose, disenteria
amebiana, malária e toxoplasmose.

DOENÇA DE CHAGAS ou TRIPANOSOMÍASE AMERICANA ou


CARDIOPATIA CHAGÁSICA ou MAL DO BARBEIRO

a) Agente Etiológico: Trypanosoma cruzi.


O agente etiológico é um protozoário flagelado pertencente à classe Mastigophora.
b) Morfologia do parasita: É variável, conforme a fase evolutiva e o hospedeiro. O Trypanosoma cruzi
apresenta um polimorfismo característico, podendo ser encontrado em três formas: Amastigota, Epimastigota
e Tripomastigota.
– Forma Amastigota: forma oval com núcleo grande e excêntrico. Não possui flagelo
livre. É típica do hospedeiro vertebrado onde se multiplica assexuadamente por divisão binária.

– Forma Epimastigota: Forma alongada, possui flagelo com


origem anterior ao núcleo. Apresenta uma pequena membrana
ondulante e uma porção flagelar livre. É típica do hospedeiro
invertebrado onde, em seu intestino, multiplica–se assexuadamente
por divisão binária.

– Forma Tripomastigota: forma alongada, possui flagelo com


origem posterior ao núcleo. Apresenta uma longa membrana ondulante
e o flagelo percorre toda a extensão da célula. É a forma infectante do
parasita.
Consideramos a extremidade anterior da célula aquela onde o
flagelo se exterioriza. O T. Cruzi “caminha” na direção da porção
flagelar livre.
c) Habitat: No hospedeiro vertebrado: formas Tripomastigota no sangue circulante e Amastigota nos
tecidos. No hospedeiro invertebrado: Formas Tripomastigota, Amastigota e Epimastigota no tubo digestivo.
d) Vetor: Barbeiro hematófago contaminado.
e) Ciclo evolutivo: É do tipo heteroxeno. O barbeiro hematófago contaminado, ao sugar o sangue
humano, defeca nas proximidades da picada. As formas Tripomastigota metacíclico são as formas contaminantes
do parasita e são liberadas nas fezes do barbeiro. O indivíduo, ao coçar-se, espalha as fezes, permitindo a
penetração do parasita. Estes penetram no tecido subcutâneo e atingem a circulação sangüínea, alcançando as
células do Sistema Mononuclear Fagocitário (SMF) onde se transformam em Amastigotas. As formas
Amastigota multiplicam–se intensamente por divisão binária e constituem os ninhos primários de amastigota.
Estas células se rompem e liberam os parasitas que caem na corrente sangüínea e convertem-se novamente em
Tripomastigotas que invadem outros tecidos (células musculares, células nervosas, etc.), voltando à forma
Amastigota e constituindo os ninhos secundários de amastigota, responsáveis pelas lesões orgânicas dessa doença.
O barbeiro se contamina ao sugar o sangue de indivíduo com doença de Chagas, já que ingere as formas
Tripomastigotas. Normalmente um barbeiro se torna infectante 20 dias após o repasto contaminante, podendo
permanecer assim a vida toda (um ano, aproximadamente). Em seu tubo digestivo, a evolução das formas
processa-se da seguinte maneira:
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No estômago, as formas Tripomastigota ingeridas se transformam em Amastigotas.


No intestino médio, as formas Amastigota formam Epimastigotas que se multiplicam intensamente por
divisão binária.
No intestino posterior, as formas Epimastigota continuam a se multiplicar, formando os Tripomastigotas
Metacíclicas, capazes de infectar um mamífero.

1 - Penetração do Tripomastigota Metacíclico em


uma célula.
2 - Transformação do Tripomastigota em
Amastigota 3
3 - Divisões binárias sucessivas de Amastigota 4
2
dentro da célula. Hospedeiro
4 - Rompimento da célula parasitada, liberando vertebrado
Tripomastigota.
5 - Formas Tripomastigota no sangue circulante; 5
podem penetrar em outra célula (1) ou serem
ingeridas pelo triatomíneo (6).
6 - Formas Tripomastigota no estômago do
Triatomíneo. Hospedeiro
invertebrado
7 - Formação de Epimastigota no intestino médio
do inseto. 10 6
8 - Formas Epimastigota em multiplicação por
Divisão Binária.
9 - Transformação das formas Epimastigota em 9
Tripomastigota Metacíclico no intestino 7
posterior do inseto.
10 - Formas Tripomastigota Metacíclico nas fezes 8
do Triatomíneo.
Ciclo do Tripanosoma cruzi
f) Ciclo Natural: Estudando a distribuição geográfica e o comportamento da doença de Chagas hoje,
podemos inferir que ela era uma doença exclusivamente de animais e barbeiros silvestres. Admite–se que o ciclo
primitivo da doença envolvia apenas mamíferos silvestres (tatu, gambá, morcego, etc.) e barbeiros. O Trypanosoma
cruzi não determina lesões nesses animais, havendo, portanto, um sistema de equilíbrio entre as duas espécies.
Esses animais são considerados reservatórios naturais da doença.
Posteriormente, passou para o homem, na medida em que este modificou ou destruiu o ciclo silvestre natural
e construiu a cafua na zona rural, onde alguns barbeiros adaptaram–se. Sua adaptação foi rápida, pois, além do
abrigo, a alimentação tornou–se fácil devido à presença do homem e de seus animais domésticos (cães, gatos, etc.).
A doença de Chagas tornou–se uma zoonose típica. Da zona rural tem passado para as zonas periurbana
e urbana, uma vez que o camponês, no êxodo rural existente em nosso meio, constrói a favela e, junto com a
mudança, traz exemplares de barbeiros.
O barbeiro é um inseto hematófago que vive escondido, durante o dia, nas frestas das casas de pau–a–
pique saindo à noite para alimentar–se, sugando o sangue de homens e de outros animais.
g) Transmissão: Fezes do barbeiro hematófago contaminado.
Transfusão sangüínea.
Transmissão congênita. (Quando existem ninhos de Amastigota na placenta, que
liberariam formas Tripomastigota ao nível da placenta fetal).
Acidentes de laboratório.
Amamentação.
h) Patogenia: As alterações orgânicas resultantes de musculaturas lesadas podem aparecer, principalmente, como:
a) Cardiomegalia
b) Bloqueio átrio–ventricular total
c) Bloqueio átrio–ventricular parcial
d) Megaesôfago
e) Megacólon
f) Perturbações de motilidade ou outras manifestações nervosas

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i) Distribuição Geográfica: Desde o sul dos Estados Unidos ao sul da América do Sul. Não existe doença
de Chagas fora do continente americano.
j) Profilaxia:
Combate ao barbeiro (inseticidas) que vive em frestas de casas de pau–a–pique ou cafuas de barro.
Substituição de casas de pau–a–pique ou de barro por casas de alvenaria.
Seleção dos doadores de sangue.
Evitar desmatamentos.
l) Vetores: Nem todos os barbeiros podem funcionar como vetores da doença de Chagas. Sabemos que
apenas os Barbeiros Hematófagos podem transmitir o Trypanosoma cruzi para mamíferos. Os barbeiros fitófagos
e predadores não transmitem a doença de Chagas. Em nosso meio, apenas 3 gêneros são capazes de transmitir
o Trypanosoma cruzi: Triatoma, Panstrogylus e Rhodnius
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA ou LEISHMANIOSE CUTÂNEO-MUCOSA ou
ÚLCERA DE BAURU

a) Agente Etiológico: Leishmania braziliensis. O agente etiológico é um protozoário flagelado pertencente


à classe Mastigophora.

b) Morfologia do Parasita: É variável conforme a fase evolutiva e o hospedeiro. O parasita


se apresenta sob duas formas: Amastigota e Promastigota
• Forma Amastigota: Forma oval com núcleo grande e excêntrico. Não possui flagelo
livre. É típica do hospedeiro vertebrado onde se multiplica assexuadamente por divisão binária.

. Forma Promastigota: Forma alongada, possui flagelo com origem


anterior ao núcleo. Apresenta uma porção flagelar livre e não
apresenta membrana ondulante. É típica do hospedeiro invertebrado
onde, em seu intestino, multiplica–se assexuadamente por divisão
binária. As formas promastigotas migram para o aparelho bucal do
inseto e são inoculadas durante a sucção de sangue.

c) Habitat: No Hospedeiro Vertebrado – Formas Amastigota nas células do Sistema Mononuclear Fagocitário
(SMF) e lesões de mucosa.
No Hospedeiro Invertebrado – Formas Promastigota no intestino e glândulas salivares do inseto.
d) Vetor: Fêmea do mosquito do gênero Lutzomyia (Flebótomo ou Mosquito Palha).
e) Reservatórios Naturais: – Rato Silvestre
– Paca
– Cotia
Convém ressaltar que esta é uma doença primariamente silvestre e em zonas não florestais; o cão pode ser
um reservatório doméstico do parasita. Alguns autores afirmam que o Lutzomyia não é capaz de se infectar no Homem.
f) Transmissão: Picada de insetos fêmea do gênero Lutzomyia contaminado com inoculação de formas
Promastigota. O ciclo evolutivo é do tipo heteroxeno.
g) Patogenia: Variável. Pode apresentar caráter deformante devido a lesões ocorridas nas mucosas da
região nasobucofaringeana e na pele.
– No local da picada surge um nódulo que pode permanecer estável ou aumentar de tamanho formando
uma úlcera pequena dentro de 1 a 2 meses.
– Febre
– Necrose da úlcera
– Alterações vasculares e circulatórias
– Adenopatia
– Edema
– Invasão da mucosa nasobucofaringeana (caráter deformante). O nariz aumenta de volume e o indivíduo
apresenta uma “fácies leishmaniótica” típica, conhecida como “nariz de anta”. Posteriormente, pode haver
comprometimento de todo o nariz e lábio superior, palato e faringe, provocando mutilações graves, impedindo a
alimentação e dificultando a respiração e a fonação. Normalmente não leva o paciente à morte.

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h) Distribuição Geográfica: América Central e América do Sul.


i) Profilaxia: Combate ao inseto (inseticida) nas regiões em que a transmissão for domiciliar.
Não dormir dentro de matas ou grutas, pois o hematofagismo do Flebótomo é principalmente crepuscular
e noturno.
Usar repelentes, telar as janelas ou dormir com mosquiteiros finos.
Construir casas ou acampamentos de trabalhadores em derrubadas de mata a uma distância de pelo
menos 500 metros da orla da mesma, pois a Lutzomyia é um inseto fraco e que voa pouco.

LEISHMANIOSE VISCERAL OU CALAZAR

a) Agente Etiológico: Leishmania donovani. O agente etiológico é um protozoário flagelado pertencente


à classe Mastigophora.
b) Morfologia do Parasita: No Hospedeiro Vertebrado – Formas Amastigota nas células do Sistema
Mononuclear Fagocitário, principalmente do baço, fígado e medula óssea.
No Hospedeiro Invertebrado – Formas Promastigota no intestino e glândulas salivares do inseto.
c) Vetor: Fêmea do mosquito do gênero Lutzomyia (Flebótomo ou Mosquito Palha).
d) Reservatórios Naturais – Cão
– Raposa
No Brasil, a doença possui um Ciclo Silvestre, em que o protozoário circula entre RAPOSA – INSETO –
RAPOSA; e um Ciclo Doméstico, em que o protozoário circula entre CÃO – INSETO – CÃO – INSETO –
HOMEM. Dificilmente os Flebótomos se infectam no Homem.
e) Transmissão: Picada da fêmea do inseto do gênero Lutzomyia contaminado com inoculação de
formas Promastigota. O ciclo evolutivo é do tipo heteroxeno.
f) Patogenia: Os sintomas mais freqüentes são:
– Febre
– Hepatoesplenomegalia
– Ascite
– Magreza intensa
– Complicações Circulatórias e Respiratórias
A sintomatologia é devida principalmente às alterações que ocorrem:
– aumento do volume (esplenomegalia)
No Baço {– dificuldade circulatória
– enfarte
No Fígado
{ – aumento de volume (hepatomegalia)
– dificuldade circulatória
Na Medula Óssea
{ – anemia
– diminuição das plaquetas, facilitando a gênese de hemorragias

Quando não tratada pode levar 95% dos pacientes à morte.


g) Distribuição Geográfica: Mundial
h) Profilaxia:
– Combate ao inseto no domicílio e peridomicílio.
– Eliminar todos os cães positivos e suspeitos.
– Uso de repelentes e telas nas janelas ou dormir com mosquiteiros finos.

GIARDÍASE OU GIARDIOSE

a) Agente Etiológico: Giardia lamblia. O agente etiológico é um protozoário flagelado pertencente à


classe Mastigophora.
b) Morfologia do Parasita: O parasita exibe duas formas de apresentação: trofozoíto e cisto.

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. Trofozoíto: É a forma ativa do protozoário. Apresenta simetria bilateral Disco


e um formato piriforme. Apresenta 4 pares de flagelos na seguinte disposição: suctorial

par anterior, par mediano, par ventral e par caudal. Na superfície ventral da
célula, encontra–se um grande disco suctorial ou ventosa e por baixo desse
Núcleo
disco, um núcleo de cada lado. No eixo longitudinal do corpo, existem 2
axonemas e podemos encontrar também duas faixas curtas que atravessam Corpos
basais
os axonemas, abaixo da ventosa, chamadas corpos basais. O disco suctorial
fixa o protozoário à mucosa intestinal do hospedeiro, enquanto axonemas Axonema
são importantes na sustentação da célula.
Os trofozoítos multiplicam–se assexuadamente por divisão binária e
constituem a forma de vida vegetativa já que nessa forma o protozoário Flagelo

realiza suas funções vitais.


. Cisto: É a forma de resistência do protozoário. Quando a população
de trofozoítos aumenta muito, inicia–se o processo de encistamento que
consiste na formação dos cistos. Os cistos apresentam dupla parede que Trofozoíto
protege o protozoário contra a desidratação. Apresentam ainda 2 a 4 núcleos
e 4 axonemas.
Os cistos constituem a forma de vida latente e são expelidos nas fezes do doente, constituindo a forma
infectante do protozoário.
c) Habitat: – Trofozoítos no duodeno, principalmente.
– Cistos são eliminados nas fezes.
d) Transmissão: Ingestão de cistos contaminando alimentos (líquidos e sólidos). O hábito das crianças
de levar a mão suja à boca constantemente facilita a transmissão. Giardia lamblia é o flagelado mais comumente
encontrado no intestino humano. O ciclo evolutivo é do tipo monoxeno.
e) Patogenia: A maioria das infecções por Giardia lamblia são assintomáticas. No entanto, em algumas
aparecem sintomas, sendo que os mais comuns são:
– Dor Abdominal – Inapetência
– lrritabilidade – Perda de Sono
– Diarréia – Perda de Peso
Sabe–se que o Trofozoíta exerce uma ação irritativa no intestino, já que adere à parede, podendo provocar
uma enterite.
f) Distribuição Geográfica: Mundial
g) Profilaxia:
– Higiene Pessoal
– Tratamento da Água
– Proteção dos Alimentos
– Tratamento precoce do doente
– Saneamento Básico
TRICOMONÍASE ou TRICOMONOSE

a) Agente Etiológico: Trichomonas vaginalis. O agente etiológico Flagelos


é um protozoário flagelado pertencente à classe Mastigophora.
b) Morfologia do parasita: O parasita apresenta uma única forma Citoplasma
denominada trofozoíto. Possui um formato piriforme com uma organela de Núcleo
sustentação muito típica chamada de AXÓSTILO. Essa espécie apresenta
5 flagelos, sendo 4 livres. O outro permanece aderido à membrana
citoplasmática, formando uma membrana ondulante. Axóstilo
Obs.: Esse protozoário não possui a forma cística.
Membrana
ondulante

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c) Habitat: Trato geniturinário masculino e feminino.


d) Transmissão: – Contato sexual
– Roupas de cama
– Contato com – Roupas íntimas através de Fômites
secreções – Água (“Banhos de bacia”, com a água guardada e usada
através de seguidamente. O Trofozoíto permanece vivo nessa água
Fômites por algumas horas).
– Aparelhos ginecológicos.
A tricomoníase é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST). O ciclo evolutivo é do tipo
monoxeno.
e) Patogenia:
– Uretrite
– No Homem – Corrimento purulento
– Dor durante a micção

– Vaginite
– Na Mulher – Leucorréia (corrimento leitoso)
– Prurido intenso
Obs: Na mulher, as complicações são maiores, e o homem muitas vezes é portador assintomático, o que
facilita a transmissão.
f) Distribuição Geográfica: Mundial
g) Profilaxia: Sendo uma doença eminentemente venérea, deve-se ter os cuidados usuais e, além disso:
– Educação sexual
– Tratamento precoce
– Higiene corporal
– Esterilização dos aparelhos ginecológicos
– Tratamento do homem assintomático se a esposa estiver parasitada.

BALANTIDIOSE OU BALANTIDÍASE

a) Agente Etiológico: Balantidium coli. O agente etiológico é um protozoário pertencente à classe


Cilliophora. É o maior protozoário parasita da espécie humana e também o único protozoário ciliado que pode
parasitar a espécie humana.
b) Morfologia do Parasita: O parasita exibe duas formas de apresentação: trofozoíto e cisto.
Trofozoíto: é a forma ativa do protozoário. Apresenta toda a célula recoberta por
células e, como nos demais protozoários ciliados, possui macronúcleo e micronúcleo.
Multiplica–se intensamente por divisão binária.
Cisto: é forma de resistência do protozoário, sendo mais ou menos
esférico com a parede lisa. Os cistos são expelidos nas fezes do
Trofozoíto doente.
c) Habitat: Trofozoítos: São encontrados na mucosa e luz do intestino grosso de
suínos. Raramente no intestino do homem, macaco e cavalos. Cisto
– Cistos: São eliminados nas fezes, principalmente de suínos.
d) Transmissão: Ingestão de cistos contaminando alimentos (líquidos e sólidos). O ciclo evolutivo é do
tipo monoxeno
e) Patogenia: O Balantidium coli é, normalmente, um protozoário comensal da luz do intestino dos
suínos. Na espécie humana, quando há alguma lesão na mucosa do colo e do ceco, há possibilidades de
invasão secundária da mesma pelo Balantidium. Essas lesões se manifestam com febre e disenteria
mucosangüinolenta.
f) Distribuição Geográfica: Mundial

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g) Profilaxia:
– Higiene individual dos vários profissionais que têm de trabalhar com suínos.
– Criação de suínos em boas condições sanitárias, impedindo que suas fezes sejam disseminadas.
– Proteção dos alimentos.
– Tratamento da água.

DISENTERIA AMEBIANA OU AMEBÍASE

a) Agente Etiológico: Entamoeba histolytica. O agente etiológico Vacúolo digestivo


é um protozoário que se locomove através de pseudópodos pertencente à
classe Sarcodina.
b) Morfologia do Parasita: O parasita exibe duas formas de
apresentação: trofozoíto e cisto.
Pseudópodo
Trofozoíto: é a forma ativa do protozoário. Apresenta movimentos
amebóides contínuos através dos pseudópodos, não possuindo forma Núcleo
definida. Quando a população de trofozoítos aumenta muito, inicia-se o Trofozoíto
processo de encistamento.
Cisto: é a forma de resistência do protozoário. Possui dupla parede e 4 núcleos. Os
cistos são expelidos nas fezes do doente.
c) Habitat: – Trofozoítos: Na luz do intestino grosso.
– Cistos: São eliminados nas fezes de pessoas doentes.
d) Transmissão: Ingestão de cistos contaminando alimentos (sólidos ou líquidos).
Alimentos podem ser contaminados por cistos veiculados nas patas de baratas ou moscas. O Cisto
ciclo evolutivo é do tipo monoxeno.
e) Patogenia: A Entamoeba histolytica possui duas formas:
– Forma Invasora: (Forma Magna)
É a forma capaz de produzir lesões intestinais, hepáticas, pulmonares e cerebrais.
– Forma não Invasora: (Forma Minuta)
É a forma que não produz lesões e é encontrada na luz intestinal.
A forma invasora pode provocar:
– Febre
– Disenteria Mucosangüinolenta
– Úlceras Intestinais
– Abscesso Hepático
– Abscessos Pulmonares
– Abscesso Cerebral
f) Distribuição Geográfica: Mundial
g) Profilaxia:
– Higiene pessoal.
– Tratamento do portador assíntomático.
– Lavar os alimentos crus.
– Saneamento básico.

MALÁRIA OU MALEITA ou SEZÃO ou IMPALUDISMO ou FEBRE PALUSTRE ou


FEBRE INTERMITENTE ou FEBRE TREME–TREME
a) Agentes Etiológicos:
Plasmodium vivax
Plasmodium falciparum
Plasmodium malariae
Os agentes etiológicos são protozoários que não apresentam organela de locomoção pertencentes à
classe Sporozoa.

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b) Morfologia do Parasita: É bastante diferente nas diversas fases evolutivas como também entre cada espécie.
As formas encontradas são as seguintes:
– Esporozoíto – Trofozoíto jovem
– Trofozoíto maduro – Esquizonte
– Merozoíto – Macrogametócito
– Microgametócito – Ovo ou Zigoto
– Oocisto – Oocineto
c) Habitat: Variado, conforme a fase do ciclo evolutivo (ver ciclo evolutivo).

d) Vetor: Fêmea do mosquito do gênero Anopheles (mosquito prego). A principal espécie é o Anopheles
darlingi.

e) Ciclo Evolutivo: É do tipo Heteroxeno. No homem, ocorre a fase assexuada ou esquizogônica do


ciclo, e no mosquito Anopheles, ocorre a fase sexuada ou esporogônica. Assim, o homem é o hospedeiro
intermediário e o mosquito Anopheles é o hospedeiro–definitivo do parasita.

O ciclo do Plasmodium será estudado em duas etapas, uma ocorrendo no homem e outra no mosquito
Anopheles.

– NO HOMEM: (Hospedeiro Intermediário)


O ciclo no homem é dividido em duas fases: fase exo–eritrocítica e fase eritrocítica.

Fase Exo-eritrocítica
Também denominada fase pré-eritrocítica ou ciclo tissular primário, ocorre nos hepatócitos. Um mosquito
fêmea infectado do gênero Anopheles, ao exercer a hematofagia, inocula esporozoítos (formas contaminantes)
que caem na corrente sangüínea e alcançam o fígado, onde penetram em um hepatócito. Nessas células, os
esporozoítos transformam-se em trofozoítos jovens que crescem e se transformam em trofozoítos maduros.
Estes, por sua vez, formam esquizontes que sofrem esquizogonia (divisão múltipla), formando vários merozoítos
que são liberados com a destruição dos hepatócitos. Cada merozoíto pode seguir dois caminhos: penetrar em
outros hepatócitos e iniciar novo ciclo exo-eritrocítico ou penetrar nos eritrócitos (hemácias) e iniciar o ciclo
eritrocítico. Penetrando em outros hepatócitos, os merozoítos se diferenciam em trofozoítos e estes em esquizontes
que sofrem esquizogonia, formando outros merozoítos. Os hepatócitos são destruídos com liberação dos merozoítos
estabelecendo, assim, um ciclo vicioso.

Fase Eritrocítica
Ocorre nos eritrócitos ou hemácias. Os merozoítos penetram nos eritrócitos e transformam-se em trofozoítos
jovens. Estes transformam-se em trofozoítos maduros e finalmente em esquizontes. Por esquizogonia, os
esquizontes formam vários merozoítos que penetram em outro eritrócito repetindo a fase eritrocítica. No interior
dos eritrócitos, os merozoítos podem sofrer diferenciação, formando gametócitos masculinos (microgametócitos)
e gametócitos femininos (macrogametócitos). Esses gametócitos se mantêm no sangue circulante por tempo
não conhecido.

– NO MOSQUITO ANOPHELES (Hospedeiro Definitivo)


Ao exercer a hematofagia, o mosquito ingere todas as formas sangüíneas do parasita. Essas formas são
digeridas no estômago do inseto, com exceção dos gametócitos que são precussores de gametas. No estômago
do mosquito ocorre o seguinte: O gametócito feminino amadurece e transforma-se no macrogameta. O gametócito
masculino amadurece e forma 8 microgametas. Estes últimos, por movimentação ativa, encontram um
microgameta penetrando nele e formando o ovo ou zigoto. O ovo formado, na luz do estômago do mosquito,
começa a migrar e se instala na parede do estômago. A fase móvel do zigoto chama-se oocineto e a fase
encistada é o oocisto. O oocisto sofre esporogonia formando milhares de esporozoítos. Estes rompem a
parede do oocisto, invadem toda a cavidade geral do inseto e chegam às glândulas salivares. O inseto, ao
exercer a hematofagia, inocula, com a saliva, os esporozoítos que caem na corrente sangüínea e vão ao fígado
iniciar novo ciclo exo-eritrocítico.

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Ciclo de vida do Plasmodium no homem e no mosquito Anopheles

f) Transmissão: – Picada de mosquitos fêmea do gênero Anopheles que inoculam esporozoítos.


– Transfusão de sangue.
g) Patogenia: As três espécies de Plasmodium que ocorrem no Brasil possuem patogenicidade diferente,
e apenas o Plasmodium falciparum é capaz de levar o paciente à morte, mas as outras duas espécies provocam
no homem os acessos maláricos e anemia capazes de reduzir sua resistência física e capacidade de trabalho.
As esquizogonias sangüíneas provocam grande destruição de hemácias. As alterações mais freqüentes na
malária são o acesso malárico e a anemia.
Antes de o paciente apresentar o primeiro paroxismo ou acesso malárico, ele relata sintomas gerais de
mal–estar, dor de cabeça e indisposição não característica. Em seguida a febre se acentua e, alguns dias
depois, o doente apresenta o acesso malárico. Esse é caracterizado por: calafrio, calor e suor. Ocorre com a
intermitência característica para cada espécie de Plasmodium, em dia e hora previstos pelo próprio paciente.Cada
espécie apresenta a periodicidade própria para a repetição desse paroxismo, sendo que o P. vivax é de 48
horas, o P. falciparum, 36 a 48 horas e o P. malariae, 72 horas. Em virtude dessa periodicidade das esquizogonias
sangüíneas, P. vivax é responsável pela TERÇÃ BENIGNA (48 h); P. falciparum pela TERÇÃ MALIGNA (36 a
48h) e P. malariae pela QUARTÃ BENIGNA.
Durante o acesso malárico (que corresponde às esquizogonias sangüíneas) há um desequilíbrio do
sódio (queda) e do potássio (aumento). Alguns autores supõem que esse desequilíbrio seja responsável pela
fase do calafrio.
Com a destruição das hemácias parasitadas após as esquizogonias, surge a anemia que é responsável
pela anóxia de vários órgãos. O plasmódio consome grande quantidade de oxigênio nas hemácias parasitadas,
além de aminoácidos e péptides.

h) Distribuição Geográfica: Mundial

i) Profilaxia:
– Combate ao inseto (inseticida);
– Uso de repelentes, telas nas janelas ou dormir com mosquiteiros finos;
– Criação de peixes larvófagos que combatem a larva do mosquito transmissor (controle biológico);
– Evitar acúmulo de água em locais descobertos.

Biologia - M1 85
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j) Principais espécies de mosquitos transmissores


Os mosquitos transmissores da malária pertencem ao gênero Anopheles, mas não são todas as espécies
de Anopheles que são boas transmissoras, e sim essas quatro:
– Anopheles darlingi (interior do país)
– Anopheles aquasalis (região costeira do país, de São Paulo para o Norte)
– Anopheles cruzi (região sul do país)
– Anopheles bellator (região sul do país)

TOXOPLASMOSE

a) Agente etiológico: Toxoplasma gondii. O agente etiológico é um protozoário


que não apresenta organela de locomoção pertencente à classe Sporozoa.
b) Morfologia do parasita: O parasita exibe três formas de apresentação:
trofozoíto, cisto e oocisto.
• Trofozoíto:
É a forma ativa do protozoário. Não apresenta organela de locomoção.
• Cisto:
É uma das formas de resistência dos protozoário. Possui uma membrana externa
pertencente à célula parasitada e uma membrana interna produzida pelo parasita e
ambas envolvendo grande número de Bradizoítos (formas encontradas durante a
infecção crônica dentro do cisto).
Trofozoíto de T. gondii
• Oocisto
Forma ovalada encontrada em fezes de gatos e outros felídeos recentemente infectados.
É resultante de um processo de reprodução sexuada.
c) Habitat:
Trofozoíto: Células do sistema mononuclear fagocitário, células musculares, células
Cisto de Toxoplasma gondii nervosas, líquidos e secreções:
em tecido muscular com
Bradizoítos. Cisto: tecido nervoso, tecido muscular e retina.
Oocisto: fezes de felídeos infectados.
d) Transmissão: Ingestão de oocistos presentes em jardins, caixas de areia, latas de lixo ou disseminados
por moscas, baratas, etc.
Contato com trofozoíta encontrado em secreções tais como saliva, leite, esperma, etc.
Ingestão de cistos encontrados em carne crua ou mal cozida.
Congênita ou transplacentária (a mais grave).
Transfusão de sangue.
O ciclo evolutivo é do tipo heteroxeno.
e) Patogenia:
Toxoplasmose congênita: Pode manifestar–se com aborto, nascimento prematuro, encefalite, destruição
da retina, retardamento mental, macrocefalia ou microcefalia e miocardite.
Toxoplasmose adquirida (pós natal): Pode manifestar–se com comprometimento ganglionar e febre
alta, cegueira, lesões cutâneas, alterações neurológicas e ataque generalizado. As duas últimas situações são
fatais em poucos dias.
f) Distribuição Geográfica: Mundial.
g) Profilaxia:
– Evitar contato íntimo com animais suspeitos.
– Incinerar todas as fezes de gatos.
– Proteger as caixas de areia para que os gatos lá não defequem.
– Exame de toda gestante com enfartamento ganglionar ou que tenha história de aborto.
– Desenvolvimento de uma vacina (já em estudos).

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V – REINO FUNGI
1 - Características Gerais
São organismos aclorofilados e heterótrofos, com alguns representantes unicelulares como as leveduras,
e outros pluricelulares como os cogumelos. O corpo de um fungo pluricelular é constituído por uma série de
filamentos denominados hifas que, em conjunto, formam uma massa de filamentos emaranhados denominada
micélio.
As células dos fungos apresentam parede celular constituída por um polissacarídeo nitrogenado denominado
quitina.
Os fungos estão presentes nos ambientes aquáticos e terrestres úmidos, predominando as espécies de
vida livre. As espécies sapróvoras ou saprófagas realizam a decomposição da matéria orgânica atuando como
agentes decompositores.
Algumas espécies de fungos associam-se a certas algas formando os liquens. Outras espécies de
fungos associam-se a raízes de vegetais superiores formando as micorrizas. Um pequeno número de espécies
atuam como parasitas, responsáveis pelas micoses.
O glicogênio é a principal substância de reserva alimentar, sendo formado através da polimerização de
várias moléculas de glicose.
Em função de certas características muito particulares, os fungos são classificados por alguns autores em
um reino à parte (Reino Fungi). A parte da Biologia que estuda os fungos é denominada micologia.

2 - Estrutura das Hifas


As hifas que formam o corpo dos fungos pluricelulares podem ser cenocíticas ou septadas. Hifas cenocíticas
não apresentam septos transversais formando uma massa multinucleada denominada cenócito. Hifas septadas
apresentam septos transversais separando os núcleos. Nessas hifas, as células podem ter um núcleo haplóide ou
dois núcleos pareados. Nesse caso, as hifas são chamadas dicarióticas e, portanto, diplóides.

Tipos de Hifas
a – Cenocítica
b – Septada Haplóide
c – Septada Dicariótica (Diplóide)

3 - Classificação dos Fungos


Os fungos são estudados em quatro grandes grupos: Ficomicetos, Ascomicetos, Basidiomicetos e
Deuteromicetos.
FICOMICETOS
São os fungos mais primitivos dotados de hifas cenocíticas. Os fungos representantes mais importantes são
Mucor e Rhizopus (bolor preto do pão) que se desenvolvem facilmente sobre alimentos guardados.

Rhizopus – exemplo de Ficomiceto

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ASCOMICETOS
Caracterizam-se pela presença de uma estrutura reprodutora denominada asco no interior da qual formam–
se quatro ou oito esporos denominados ascósporos. Os ascósporos são esporos sexuados já que são formados
através de processo sexuado (fusão de núcleos seguida de meiose). Os ascos podem ser agrupados formando
corpos de frutificação denominados ascocarpos.
As hifas dos ascomicetos são septadas podendo ser haplóides ou dicarióticas. As hifas haplóides correspondem
à geração gametofítica enquanto as hifas dicarióticas (diplóides) correspondem à geração esporofítica.
Os representantes mais importantes são as leveduras como o Saccharomyces cerevisiae utilizado na
produção de bebidas alcoólicas e de pão caseiro, e das várias espécies do gênero Penicillium utilizados na
produção de queijos e do antibiótico penicilina.

Exemplos de Ascomicetos
a – Saccharomyces
b – Penicillium
c – Aspergillus

BASIDIOMICETOS
Caracterizam–se pela presença de uma estrutura reprodutora denominada basídio no interior do qual
formam–se quatro esporos denominados basidiósporos. Os basidiósporos são esporos sexuados já que são
formados através de processo sexuado (fusão de núcleos seguida de meiose). Os basídios podem ser agrupados
formando corpos de frutificação denominados basidiocarpos. Os basidiocarpos apresentam comumente a
forma de uma umbela ou chapéu onde os basídios estão situados em sua face inferior.
Os basidiomicetos são os fungos mais evoluídos e suas hifas são septadas podendo ser haplóides ou
dicarióticas (diplóides) e correspondem à geração esporofítica.
Os representantes mais importantes são os cogumelos e as orelhas de pau. Entre os cogumelos vale
ressaltar alguns como:
Agaricus campestris (champignon) – comestível
Amanita sp – venenoso
Claviceps purpurea – extração do LSD de efeitos alucinógenos
Psilocybe sp – extração do psilocibin de efeitos alucinógenos

Exemplos de Basidiomicetos:
a - Psilocybe sp
b - Agaricus campestris
c - Polyporus sp (orelha de pau)

DEUTEROMICETOS
Também denominados fungos imperfeitos, constituem representantes que só se reproduzem de forma
assexuada. O representante mais importante é a Candida albicans responsável por certos tipos de vaginite,
uretrite e pelo “sapinho”.

88 Biologia - M1
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4 – IMPORTÂNCIA DOS FUNGOS


Os fungos exercem papéis muito importantes como:
NA INDÚSTRIA
Várias espécies são utilizadas na produção de queijos, bebidas alcoólicas e massas de pães e bolos.
NA ALIMENTAÇÃO
O champignon é rico em vitaminas do complexo B, proteínas e sais minerais.
NA MEDICINA
Alguns fungos são agentes etiológicos (causadores) de doenças e outros podem produzir antibióticos. As
micoses são doenças causadas por fungos. Candida albicans é um fungo saprófita da mucosa bucal que pode
tomar-se parasita. Esporos de Aspergillus e Penicillium existentes na poeira provocam certos tipos de alergias
do sistema respiratório.
NA AGRICULTURA
As micorrizas representam associações de fungos com raízes de plantas aumentando a superfície de
absorção dessas raízes.
Algumas doenças causadas por fungos parasitas em vegetais são: esporão do centeio, ferrugem do café,
podridão da batata e outras.
NA FARMACOLOGIA
Alguns fungos fornecem matéria prima para extração de drogas de interesse médico como penicilina, LSD,
psilocibin e aflatoxinas. As aflatoxinas são toxinas produzidas no metabolismo de certos ascomicetos como Aspergillus
flavus que ataca sementes de leguminosas como feijão, amendoim e soja, além de gramíneas como arroz, trigo e
milho. As aflatoxinas causam intoxicações hepáticas e existem indícios de que apresentam efeito cancerígeno.
NA DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA
Alguns fungos decompõem a matéria orgânica em matéria inorgânica que será devolvida ao ambiente,
garantindo a ocorrência do ciclo da matéria. Esses organismos são denominaclos sapróvoros ou saprófagos.
NA ENGENHARIA GENÉTICA
Alguns fungos constituem um ótimo material nas diversas técnicas do DNA recombinante (engenharia
genética).

5– REPRODUÇÃO DOS FUNGOS


A reprodução dos fungos pode ser assexuada ou sexuada.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
Asco
Nos fungos mais simples ocorre a esporulação que consiste na formação de
esporos que podem originar novos indivíduos. Os tipos mais importantes de esporos são:
Ascósporos
ascósporos e basidiósporos.

Basidiósporos
a) Ascósporos Asco contendo 8 ascóporos

São formados em número de 4 ou 8 no interior


de esporângios denominados ascos.
Basídio
b) Basidiósporos
Quatro núcleos
Célula com Núcleo
haplóides
São formados em número de 4 no interior de esporângios denominados
diplóide
dois núcleos
haplóides
resultantes basídios.
da meiose

Formação dos basidiósporos no basídio

Em leveduras (ascomicetos) ocorre reprodução assexuada por


brotamento ou gemação ou gemiparidade. Formam-se brotos ou
gemas no organismo mãe que aumentam de tamanho formando
indivíduos isolados ou formando colônias.

Brotamento na levedura Saccharomyces cerevisiae

Biologia - M1 89
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REPRODUÇÃO SEXUADA
Ocorre através da fecundação. Nos fungos esse processo é resultado da fusão de duas hifas designadas
uma como positiva (+) e outra como negativa (–). Muitas vezes, os núcleos da duas hifas haplóides não se fundem,
originando hifas com dois núcleos (hifas dicarióticas) em cada célula.
ALTERNÂNCIA DE GERAÇÕES (METAGÊNESE)
Nos fungos mais desenvolvidos ocorre alternância de gerações que pode ser ilustrada no ciclo reprodutivo
de um basidiomiceto.
6– CICLO REPRODUTIVO DE UM BASIDIOMICETO
Os basidiocarpos (corpos de frutificação dos basidiomicetos) apresentam a forma de um chapéu onde os
basídios estão situados em sua face inferior, na superficie de inúmeras lâminas radialmente simétricas. Essas
lâminas, em conjunto, formam uma estrutura denominada himênio. Cada basídio forma quatro esporos
(basidiósporos) haplóides através de meiose espórica. Quando cada basidiósporo cai em solo rico em substâncias
orgânicas, forma-se um grande micélio subterrâneo, constituído de hifas haplóides, septadas e mononucleadas.
Hifas fisiologicamente diferentes (+ e –) se fundem ocorrendo a plasmogamia (fusão dos citoplasmas) sem contudo
ocorrer a cariogamia (fusão dos núcleos). Forma-se, assim, um micélio por hifas septadas e dicarióticas (diplóides)
que apresentam em cada célula dois núcleos pareados. O novo micélio produzirá basidiocarpos com hifas
septadas e dicarióticas (diplóides). Somente no interior dos basídios é que ocorre a cariogamia (fusão dos
núcleos), seguida de meiose, formando assim os basidiósporos haplóides que reiniciam o ciclo.
Pela descrição do ciclo reprodutivo, percebe-se que há uma nítida alternância de gerações, onde o
esporófito (2N) é representado pelo basidiocarpo e o gametófito (N) pelas hifas de células haplóides
mononucleadas.

Basidiocarpo
(=corpo de frutificação)

Solo

Micélio de hifas Himênio


dicarióticas no solo

E (2n)
Hifa dicariótica Lamela

Basídios com
Plasmogamia
basidiósporos
(Fusão de hifas)

Basídio Jovem com


dois Núcleos Basídios com
Haplóides núcleo
diplóide

R! (Meiose)

Hifa Basidiósporos
haplóide

G (n)
Basídio
Basidiósporo
Hifa em germinação
haplóide

Ciclo reprodutivo de um basidiomiceto

90 Biologia - M1
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VI – LIQUENS
1 - Características Gerais
Os liquens são protistas resultantes da associação permanente de uma alga com um fungo. As algas são
representadas por certas espécies de cianófitas e clorófitas, enquanto que entre os fungos aparecem os
ascomicetos e os basidiomicetos. A relação ecológica estabelecida entre alga e fungo na formação de um
líquen é do tipo mutualismo. O mutualismo é uma associação permanente inter-específica com benefício
mútuo. Percebe-se que, nos liquens, a alga realiza fotossintese alimentando as células do fungo. Este envolve
as células da alga com suas hifas, protegendo-as, além de absorver água e sais minerais do ambiente que são
cedidos à alga.
O habitat dos liquens é bastante variado, sendo encontrados em troncos de árvores, no solo e em material
rochoso.

CLADONIA

USNEA
PARMELA (BARBA DE VELHO)

Alguns liquens sobre um tronco

2 - Reprodução dos Liquens


A reprodução dos liquens é sempre assexuada. Ocorre através de sorédios que são pequenos propágulos
formados por algumas células da alga envolvidas por hifas do fungo. Esses propágulos destacam-se do corpo
do líquen e são disseminados pelo vento. Ao encontrar ambiente favorável, cada sorédio cresce e constitui um
novo líquen.

3 - Importância dos Liquens


Os líquens são organismos pioneiros em uma sucessão ecológica que se estabelece numa rocha nua.
Os líquens produzem um ácido que degrada a rocha, favorecendo a abertura de fendas onde ocorre acúmulo de
água. Isso cria condições para a formação de um solo e, a partir daí, o crescimento de inúmeras espécies de
vegetais e animais, caracterizando uma sucessão ecológica.

Hifa

Alga

Estrutura de um sorédio

Biologia - M1 91
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Tecnologia Novo Rumo de Ensino

BIOLOGIA

Citologia

1) (FCMMG) O composto inorgânico mais abundante das células, da substância intercelular e dos líquidos
orgânicos é a água. Com relação à mesma, está INCORRETO:
a) Atua na regulação térmica e ácido-básica.
b) Atua como solvente de outras substâncias.
c) Participa da regulação osmótica dos meios intra e extra-celulares.
d) Constitui uma das principais fontes de energia para os seres vivos.
e) Serve como veículo para transporte de outras substâncias em mecanismos de secreção e absorção.
2) (UFMG)

Temperatura ambiente = -2º C Temperatura ambiente = 40º C


Temperatura do corpo = 36,5º C Temperatura do corpo = 36,5º C

A principal substância que atua na manutenção da temperatura corporal humana é:


a) água b) proteína c) lípide d) carboidrato e) enzima

3) (PUC-SP) O bócio endêmico é o aumento da glândula tireóide, doença muito comum em regiões interioranas
do país. Esta doença relaciona-se com a falta de:
a) cálcio b) fósforo c) potássio d) iodo e) ferro

4) (UFMG) Segundo estudo feito na Etiópia, crianças que comiam alimentos preparados em panelas de ferro
apresentaram uma redução da taxa de anemia de 55 para 13%.
Essa redução pode ser explicada pelo fato de que o ferro,
a) aquecido, ativa vitaminas do complexo B presentes nos alimentos prevenindo a anemia.
b) contido nos alimentos, se transforma facilmente durante o cozimento e é absorvido pelo organismo.
c) oriundo das panelas, modifica o sabor dos alimentos, aumentando o apetite das crianças.
d) proveniente das panelas, é misturado aos alimentos e absorvido pelo organismo.

5) (UFMG) Observe a reação de hidrólise: C12H22O11 C6H12O6 + C6H12O6

Essa hidrólise ocorre no processo de H 2O


a) digestão b) excreção c) fotossíntese d) sudação e) transpiração

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6) (UFMG) Todas as alternativas apresentam substâncias que exercem importantes funções nos seres vivos e
são macromoléculas constituídas de aminoácidos, EXCETO:
a) Actina b) Albumina c) Celulose d) Colágeno e) Queratina

7) (UFMG) Considere a fórmula:


R

H 2N C COOH

Essa é a fórmula geral que representa importantes substâncias presentes nos seres vivos e que diferem entre
si pela composição do radical R. Essas substâncias ligam-se formando grandes moléculas orgânicas. Em
relação a essas substâncias e às moléculas orgânicas formadas, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:
a) A composição das moléculas orgânicas formadas é determinada geneticamente.
b) A ligação química, na formação das moléculas, é feita através do radical R.
c) As moléculas orgânicas formadas podem exercer funções enzimáticas.
d) O colágeno e a queratina são exemplos dessas moléculas orgânicas e existem nos vertebrados.
e) Os seres humanos são incapazes de produzir alguns tipos dessas substâncias.

8) (UFMG) Este gráfico indica as velocidades de reação das enzimas I, II e III em função do pH do meio.
Com base no gráfico e em seus conhecimentos, é correto
Velocidade da Reação

afirmar-se que:
a) a enzima I age numa faixa de pH mais estreita do
que II e III.
b) a enzima II pode sofrer desnaturação no pH 2.
c) as três enzimas atuam sobre o mesmo substrato.
d) as três enzimas possuem a mesma temperatura
ótima de ação.

9) (UFMG) Mantendo-se constante a concentração de uma enzima de célula humana, o efeito da temperatura
sobre a velocidade da reação é melhor representado pelo gráfico:

a) b)

c) d) e)

Biologia - M1 93
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10) (UFMG) Observe o quadro:


Composição do leite humano e de outros leites, em 100 ml.
Tipos de leite Calorias Proteínas (g) Lipídios (g) Carboidratos (g)
Leite humano 45 1,1 1,0 8,1
Leite de vaca, fresco 63 3,1 3,5 5,0
Leite em pó, reconstituído 70 3,7 3,8 5,3
Leite de jumenta 43 1,7 1,2 6,5
Leite de cabra 92 3,9 6,2 5,4
Com base nesse quadro, é INCORRETO afirmar-se que:
a) o leite de jumenta é o mais parecido com o leite humano.
b) o leite de cabra tem cerca de 3,5 vezes mais proteínas do que o leite humano.
c) o leite em pó é o que mais se assemelha ao leite de vaca.
d) o leite de vaca é o mais gorduroso.
e) os leites de vaca e de cabra são mais energéticos do que o leite humano.
11) (PUC-MG) O método de coloração de Feulgen é específico para DNA. As estruturas ácidas são basófilas
quanto à afinidade tintorial. Assim sendo, o nucléolo é uma estrutura celular:
a) Feulgen positiva e acidófila. d) Feulgen negativa e acidófila.
b) Feulgen positiva e basófila. e) Feulgen positiva e neutrófila.
c) Feulgen negativa e basófila.
12) (UFMG) Se o total de bases nitrogenadas de uma seqüência de DNA de fita dupla é igual a 240 e se nela
existirem 30% de Adenina, o número de moléculas de Guanina será:
a) 48 b) 72 c) 120 d) 144 e) 168
13) (UFRS) Nas longas viagens marítimas, durante a Idade Moderna, eram comuns, entre os marinheiros,
surtos de escorbuto, doença que se caracteriza por hemorragias espontâneas nas mucosas, redução na
ossificação e deficiência nos processos de cicatrização. Isso era devido à:
a) longa exposição dos marinheiros à maresia. d) excessiva alimentação à base de peixe.
b) longa exposição dos marinheiros ao sol tropical. e) ingestão permanente de água poluída.
c) alimentação deficiente em vitamina C.
14) (CESGRANRIO) As manifestações relacionadas na primeira coluna são atribuídas à carência de vitaminas
na dieta do homem. Assinale as vitaminas responsáveis relacionadas na segunda coluna, de acordo com a
seqüência em que são citadas as manifestações de carência:
( ) beribéri (1) vitamina A
a) 1, 2, 4, 5, 6
( ) cegueira noturna (2) vitamina B1
( ) escorbuto (3) vitamina B2 b) 1, 2, 5, 4, 6
( ) anemia perniciosa (4) vitamina B12 c) 2, 1, 5, 4, 6
( ) dificuldade de coagulação (5) vitamina C d) 2, 1, 3, 4, 5
(6) vitamina K
15) (PUC-SP) De acordo com o modelo moderno, correntemente aceito, proposto por Singer e Nicolson, a
membrana plasmática é constituída por:
a) um folheto triplo, onde uma camada bimolecular de lipídios se localiza entre duas camadas de proteínas.
b) três folhetos lipídicos, sendo dois de triglicerídeos e um de fosfatídeos.
c) dois folhetos ligados por pontes de hidrogênio, um de polissacarídeos e outro de ácidos graxos de peso
molecular elevado.
d) uma camada bimolecular de lipídios, com proteínas variando de posição, de acordo com o estado
funcional da membrana.
e) nenhuma das anteriores.

94 Biologia - M1
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16) (UFMG) Analise o esquema abaixo, referente a três fases de um fenômeno biológico.

Em relação ao fenômeno biológico representado, é CORRETO afirmar-se que:


a) 1 pode representar um macrófago ou um leucócito.
b) 2 não pode ser uma bactéria.
c) esse fenômeno denomina-se pinocitose.
d) esse fenômeno envolve a participação de enzimas hidrolíticas.
e) esse fenômeno pode ser observado somente ao microscópio eletrônico.

17) (FCMMG) EXOCITOSE ENDOCITOSE

Proteína Proteína que Receptor


secretada permanece
na membrana

Vesícula
revestida
A B C D

O esquema acima representa mecanismos de transportes através da membrana citoplasmática, envolvendo


moléculas de proteínas. Este processo, e outros semelhantes, são possíveis devido às propriedades da mem-
brana, denominadas:
a) Elasticidade e Regenerabilidade. d) Condutibilidade e Semipermeabilidade.
b) Semipermeabilidade e Elasticidade. e) Regenerabilidade e Semipermeabilidade.
c) Condutibilidade e Regenerabilidade.

18) (FUVEST-SP) As principais diferenças entre uma célula vegetal típica e uma célula animal típica são:
a) presença de membrana plasmática e núcleo nas células animais e ausência destas estruturas nas
células vegetais.
b) presença de mitocôndrias e plastos nas células vegetais e ausência destas estruturas nas células animais.
c) presença do complexo de Golgi e mitocôndrias nas células animais e ausência destas estruturas nas
células vegetais.
d) presença de plastos e parede celulósica nas células vegetais e ausência destas estruturas nas células
animais.
e) presença de mitocôndrias e parede celulósica nas células vegetais e ausência destas estruturas nas
células animais.

Biologia - M1 95
96 cor preto

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19) (UFMG) O esquema representa um modelo de célula com alguns


de seus componentes numerados de 1 a 8.
4
Com relação aos componentes indicados, a alternativa
TOTALMENTE CORRETA é: 3
a) 1 caracteriza células vegetais e 2 é a membrana celular.
b) 3 é o retículo endoplasmático liso e 4 é um lisossomo. 2 5
6
c) 5 e 7 ocorrem em células procariotas e eucariotas. 7
d) 6 realiza a fotossíntese.
8
e) 8 é o local da síntese de macromoléculas orgânicas. 1

20) (UFMG) A doença de Tay-Sachs, que provoca sintomas em crianças de poucos meses, deve-se à deficiência
de certas enzimas lisossomais, que digerem um lipídio da célula nervosa. O acúmulo do lipídio prejudica o
funcionamento do sistema nervoso.
As enzimas e o organóide citados, que participam do processo acima referido, são originados respectivamente do:
a) Retículo rugoso e complexo do Golgi d) Mitocôndria e retículo rugoso
b) Retículo liso e retículo rugoso e) Complexo de Golgi e complexo de Golgi
c) Complexo de Golgi e retículo liso

21) (UFMG) O desenvolvimento de seres multicelulares depende da morte programada de certas células. Esse
fenômeno biológico, regulado por genes, é conhecido como apoptose e está ilustrado nestas figuras:

Membrana
interdigital

No embrião, os sulcos dos dedos das mãos


Durante a metamorfose, desaparecem as
são formados como conseqüência da morte
guelras, as nadadeiras e a cauda.
das células das membranas interdigitais
I
II

Com base nas informações dessas figuras e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO
afirmar que
a) a apoptose que ocorre no caso I resulta da ação de enzimas digestivas presentes nos lisossomos.
b) A ausência de apoptose, no caso ilustrado em II, pode dificultar uma melhor exploração do ambiente.
c) A ocorrência de alterações nos genes responsáveis pela apoptose, nos casos I e II, pode ser transmitida
aos descendentes.
d) A apoptose, no caso II, ocorre devido a um processo inflamatório.

96 Biologia - M1
97 cor preto

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22) (FCMMG) A Silicose é uma grave doença, com perda progressiva da capacidade ventilatória dos pulmões,
encontrada comumente em trabalhadores de minas. Partículas de sílica destroem uma organela citoplasmática,
causando extravasamento de enzimas, que leva à morte celular.
A organela acima referida é:
a) Lisossoma
b) Mitocôndria
c) Complexo de Golgi
d) Retículo Endoplasmático

23) (UFMG) Para resolver esta questão, utilize a tabela abaixo, que relaciona diversos códons de RNA mensageiro
aos aminoácidos codificados por eles.

Códons do mRNA Aminoácidos Um dos modos de atuação do ácido nitroso, como


agente mutagênico, é a transformação da base
AAA lisina
nitrogenada citosina em uracila, nas moléculas de
AAG lisina DNA. A uracila assim formada conserva as mesmas
AGG arginina propriedades de formação de ponte de hidrogênio da
AUA isoleucina uracila encontrada em RNA.
AUG metionina Suponha que o segmento de DNA: 3’ ... TTC TCC
CCA prolina GGC TAC ... 5’ tenha sofrido a ação do ácido nitroso
CCG prolina e tenha tido todas as moléculas de citosina
transformadas em uracila.

Pode-se concluir que a cadeia polipeptídica codificada pelo segmento de DNA original será diferente da cadeia
polipeptídica codificada pelo segmento transformado em:
a) quatro aminoácidos. b) três aminoácidos.
c) dois aminoácidos. d) um aminoácido. e) nenhum aminoácido.

24) (UFMG) Observe o esquema:

Em relação ao esquema, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:


a) A eliminação de uma adenina em 4 altera toda a seqüência de códons a partir desse ponto.
b) A seqüência UUU indicada em 3 é denominada códon.
c) A troca de um único nucleotídeo em 3 (UUU ® UUA) poderia alterar o primeiro aminoácido da seqüência.
d) O anticódon que pode reconhecer a seqüência indicada em 5 é GCT.
e) Os processos indicados em 1 e 2 denominam-se, respectivamente, transcrição e tradução.

Biologia - M1 97
98 cor preto

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25) O esquema representa a síntese do “bioisopor” a partir da utilização de produtos vegetais, cujas características
ecológicas são mais vantajosas que as do isopor sintético.

Com a decomposição do “bioisopor”,


todos os seguintes materiais são
disponibilizados para a fotossíntese,
EXCETO
a) Água
b) Gás carbônico
c) Sais minerais
d) Substância orgânica

26) (FCMMG) Observe a seguinte passagem:

“... nesta etapa do processo, a molécula de água é quebrada, liberando os H+ que serão utilizados na
redução do CO2 ao nível de carboidratos.”
O citado acima refere-se à (ao):
a) Ciclo de Krebs c) Cadeia respiratória
b) Ciclo do C de Calvin. d) Fotofosforilação cíclica e) Fotofosforilação acíclica.

27) (UFMG) Uma semente de roseira plantada num vaso com 2 kg de terra se transforma, em dois anos, em
uma planta de 800g. Esse aumento de peso deve-se principalmente à absorção de
a) matéria orgânica b) gás carbônico c) nitrogênio d) fósforo

28) (UFMG) Para se saber quais comprimentos de onda (cores do espectro) são absorvidos pelos pigmentos
das plantas durante a fotossíntese, foram montados os esquemas A e B.

Com base nos dados dos esquemas e em seus conhecimentos sobre o assunto, indique a alternativa que
apresenta as cores que não aparecerão no esquema B:
a) Amarela e laranja c) Verde e vermelha e) Violeta e verde
b) Azul e vermelha d) Violeta e amarela

98 Biologia - M1
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29) (PUC-MG) O processo fotossintético de uma célula eucariota é ATP-dependente e ocorre mesmo quando
o cloroplasto é isolado da célula. Esse ATP é diretamente proveniente da:
a) quebra da molécula de água. d) fotofosforilação cíclica e acíclica.
b) atividade mitocondrial. e) oxidação da molécula de oxigênio.
c) redução das moléculas de CO2.

30) (UFMG) Observe a figura:

A montagem esquematizada na figura serve para demonstrar,


experimentalmente, todos os fenômenos biológicos indicados, EXCETO:
a) O desprendimento de CO2 na respiração vegetal.
b) O desprendimento de O2 na fotossíntese.
c) O desprendimento de O2 na respiração anaeróbica.
d) O efeito da concentração de CO2 na fotossíntese.
e) O efeito da intensidade luminosa na fotossíntese.

31) (PUC-MG) A afirmativa INCORRETA é:


a) No ciclo de Krebs há liberação de CO2.
b) A fase clara da fotossíntese ocorre nos grana.
c) A fotofosforilação ocorre na cadeia respiratória.
d) O PGA aparece na fase escura da fotossíntese.
e) A glicólise ocorre no hialoplasma e produz ATP.

32) (UFPE) O maior rendimento energético do processo de respiração aeróbica (acoplada à cadeia transportadora
de elétrons) sobre a glicólise é principalmente devido à:
a) maior atividade específica das enzimas envolvidas.
b) maior difusão das enzimas no meio de reação.
c) muito menor energia de ativação requerida.
d) completa oxidação de glicose a CO2 e H2O.
e) compartimentação e ordenação das enzimas envolvidas.

33) (UFMG) Observe o esquema que representa a obtenção de energia por um vertebrado:

Com base nesse esquema e em seus conhecimentos sobre o assunto,


ETAPA 1 DIGESTÃO
é INCORRETO afirmar-se que:
a) a energia produzida está armazenada na glicose.
RESPIRAÇÃO b) a etapa 1 é extracelular.
ETAPA 2 CELULAR
c) a liberação de CO2 ocorre na etapa 2.
d) as etapas 1 e 2 envolvem participação de enzimas.
ENERGIA
e) o oxigênio participa da formação de água na etapa 2.

Biologia - M1 99
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34) (FCMMG) O gráfico ao lado representa a relação entre a Intensidade


do processo
intensidade luminosa e a intensidade dos processos da
fotossíntese e respiração celular aeróbica. Marque a opção
INCORRETA.
a) Na situação A, a taxa de respiração aeróbica é superior
à da fotossíntese, portanto, mais glicose é consumida.
b) Na situação B, todo o oxigênio gerado na fotossíntese
é consumido na respiração aeróbica.
c) Na situação C, a taxa da fotossíntese supera a da
respiração aeróbica: a planta libera mais O 2 do que
consome e gera menos glicose do que é consumida na
respiração aeróbica.
d) Na situação C, a produção de compostos orgânicos é superior ao que é consumido, e a planta pode
crescer e incorporar matéria orgânica.

35) (UFMG) Cromossomos homólogos aparecem em todas as células citadas, EXCETO:


a) gametas de traíra. d) epidérmicas de folhas.
b) meristemáticas de plantas. e) ganglionares de minhoca.
c) musculares de peixes.

36) (U.F. Uberlândia-MG) Com respeito ao cromossomo ao lado esquematizado, sabemos que:
a) o número 1 indica a constrição secundária.
b) ele é do tipo metacêntrico.
c) o nucleotídeo está indicado pelo número 2.
d) o número 3 indica o telômero.
e) o centrômero está indicado pelo número 4.

37) (UFMG) Analise a figura que representa um cariótipo humano.

Com base na análise da figura, pode-se concluir que o indivíduo com esse cariótipo:
a) apresenta cromatina sexual. d) possui fenótipo feminino.
b) é normal e possui 46 cromossomos. e) tem alteração numérica dos autossomos.
c) é portador de trissomia do cromossomo 21.

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101 cor preto

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38) (UFMG) Analise o gráfico:


Com base nas informações desse gráfico, todas as afirmativas sobre
a correlação entre o nascimento de crianças com síndrome de Down
e idade materna estão corretas, EXCETO:
a) A freqüência aumenta com a idade avançada.
b) A freqüência esperada aos 40 anos é cerca de 0,5%.
c) A incidência aos 35 anos é, aproximadamente, a metade da
incidência aos 40 anos.
d) A incidência aos 45 anos é, aproximadamente, três vezes
maior que aos 40 anos.
e) A probabilidade de incidência abaixo de 20 anos é zero.

39) (UFMG) Analise o esquema referente aos três processos biológicos I, II e III, realizados pelas células
representadas pelos números cromossômicos N e 2N.

2N Em relação a esse esquema, todas as afirmativas são


2N N 2N corretas, EXCETO:
2N
2N
2N a) As células N são haplóides.
N
2N b) As células podem ser somáticas no processo III.
N 2N
2N c) As células sofrem mitose no processo I.
N d) O processo I refere-se à gametogênese.
N e) O processo II representa a fecundação.

I II III

40) (UFMG)

Qual a alternativa ERRADA?


a) 6 e 7 terão o mesmo número de cromossomas que 3.
b) 5 possuirá a metade do número de cromossomas de 1.
c) Se 4 possuir o cromossoma A, 5 não poderá ter o
cromossoma A’.
d) 4 poderá ter qualquer uma das combinações cromossômicas
seguintes: AB, A’B, AB’ e A’B’.
e) 2 poderá conter os cromossomas A e A’ e 3 os cromossomas
Esquema de uma meiose normal onde a
célula inicial apresenta dois pares de
B e B’
cromossomas homólogos: A e A’, B e B’.

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1) (UFMG) Analise, nestes rótulos de alimentos industrializados, a composição de nutrientes e valores


energéticos correspondentes:

CADA 100G INFORMAÇÃO NUTRICIONAL Composição por 100 g:


DO PRODUTO por 100 g Energia ................. 400 kcal
CONTÉM EM MÉDIA: Valor energético kcal ............. 503 Proteínas ................... 4,0 g
Calorias ................. 150 kcal Proteínas g ............................ 26,0 Carboidratos ............ 90,0 g
Proteínas .................. 26,2 g Amido g ................................. 39,1 Gorduras ................... 2,2 g
Gordura Total .............. 4,4 g • Lactose g ............................ 39,1 Vitamina A ............. 3000 UI
Carboidratos ............... 1,3 g Gorduras g ............................. 27,0 Vitamina D3 ............. 400 UI
Sódio ................... 207,4 mg • Lecitina adicionada g .......... 0,2 Vitamina C ............ 45,0 mg
Fósforo ................ 206,2 mg Fibra Alimentar g ................... 0,0 Vitamina B1 ............ 1,0 mg
Cálcio .................... 19,8 mg Sódio mg ............................... 320 Vitamina B2 ............ 1,8 mg
Ferro ....................... 2,4 mg Potássio mg .......................... 1220 Vitamina B6 ............ 1,0 mg
Colesterol ................. 0,03 g CONTÉM: estabilizante lecitina de Niacina ................. 12,0 mg
soja, aroma imitação de baunilha e
I aroma natural de caramelo reforçado. III
CONTÉM GLÚTEN.

II
1. A partir dessa análise,
a) INDIQUE, pelo número, o rótulo do alimento que contém a menor quantidade do nutriente usado pelas
células, preferencialmente, para obtenção de energia.
JUSTIFIQUE sua resposta.
Rótulo:
Justificativa:
b) DETERMINE a quantidade mínima do alimento representado no rótulo III que deve ser ingerida por uma
pessoa que precisa de 2.000 kcal/dia, caso, num determinado dia, ela use apenas esse alimento.

2. No rótulo I, constam 26,2 g de proteína, que, no caso, é de peixe.


Apesar de o peixe ser freqüentemente incluído na dieta do homem, essa proteína não é encontrada em
células humanas.
EXPLIQUE por que isso ocorre.

3. Considerando os nutrientes listados nos três rótulos, CITE aquele que poderia ser identificado pelo teste de iodo.

4. Analise a composição nutricional indicada no rótulo II.


Uma dieta diária que apresente a composição nutricional configurada nesse rótulo pode provocar prisão de ventre.

Essa afirmativa é verdadeira ou falsa?


JUSTIFIQUE sua resposta.

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5. Complete as afirmativas que se seguem:


A) Nos animais, o sódio tem atividade fisiológica porque

B) Entre outras funções, o fósforo participa da constituição de


C) No corpo humano, o cálcio tem função estrutural e fisiológica porque

6. Os diversos usos de aditivos na indústria de alimentos, apesar das vantagens que oferecem, ainda causam
polêmica.
CITE uma vantagem e uma desvantagem do uso de aditivos em alimento.
Vantagem:
Desvantagem:
7. Observe o gráfico.

Com base nos dados desse gráfico e em seus


conhecimentos, APRESENTE dois motivos que
justifiquem o gasto de energia de uma criança
brincando com uma bola quando comparado aos de
um lenhador e de um digitador.

Motivo 1 :
Motivo 2 :
2) (UFMG) As figuras numeradas de 1 a 8, representam várias estruturas celulares, vistas ao microscópio
eletrônico.

1 2 3 4

5 6 7 8

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Analise as figuras representadas e cite: 4. No interior da organela I, por estímulo da luz,


1 - O nome do: há liberação de O2, proveniente da decomposição
do(a) __________________________________.
a) Reino em que todos os representantes:
5. A incorporação de CO2 processa-se na fração,
- não possuem a estrutura 5: solúvel em água, denominada ______________ da
organela I.
- possuem a estrutura 2: 6. Na matriz da organela II dá-se liberação de
CO2 e de hidrogênios. Esta última substância
transfere energia para o ATP, ao nível da estrutura
- possuem a estrutura 4: denominada ________________.
7. A energia armazenada no ATP da organela II
b) Grupo de seres vivos que não possui nenhuma provém da substância orgânica chamada glicose,
das estruturas: sintetizada na fase _________ da função que
ocorre na organela I.
8. O oxigênio liberado na organela I pode ser
2 - O nome do(a):
usado na organela II para estabilizar o H2 formando
a) Principal substância produzida em: _____________________.
1: __________________________________
4) (UFMG) Analise as figuras numeradas de I a V,
4: __________________________________
referentes às etapas de divisão celular em um
b) Processo bioquímico essencial ocorrido em: organismo diplóide.
6: __________________________________
7: __________________________________
I IV
3 - O número de uma estrutura diretamente envolvida em:
a) Reprodução celular:
II

b) Digestão celular:
III

3) (UFMG)
V

Com base nessas figuras,


1. CITE o tipo de divisão celular representado.
NADPH2

2. INDIQUE a seqüência de números que melhor


representa a ordem cronológica das etapas da divisão
1. As figuras I e II representam, de modo celular.
esquemático, respectivamente, as seguintes
organelas celulares: ________________________
e ________________________.
3. CITE o número da etapa em que ocorre a
2. A função exercida por I denomina-se
segregação de
fotossíntese e a exercida por II denomina-se
________________________________________________________________________. a) Cromossomos homólogos:
3. A função que ocorre em I apresenta duas fases
distintas. A que se passa nas suas lamelas
b) Cromátides:
corresponde à chamada fase
_______________________________.

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4. a) CITE o nome do importante fenômeno, do ponto b) JUSTIFIQUE essa importância.


de vista evolutivo, que ocorre em III.

Diversidade dos Seres Vivos


01 – (UFMG) “Era um burrinho pedrês, miúdo e 04 – (UFMG) Observe a figura.
resignado, vindo de Passa-Tempo, Conceição do
Serro, ou não sei onde no sertão. Chamava-se Sete-
de-Ouros, e já fora tão bom, como outro não existiu
e nem pode haver igual.”
ROSA, J.GUIMARÃES. SAGARANA.
Todas as alternativas apresentam características
biológicas do burrinho referido nesse texto,
EXCETO:
a) Produz gametas inviáveis.
b) É resultante do cruzamento de égua com
jumento.
c) Tem características morfológicas idênticas às
de um dos pais. Com relação à figura, todas as afirmativas estão
d) É um típico exemplo de animal híbrido. corretas, EXCETO:

02 – (UFMG) O quadro apresenta uma amostra a) ocorre duplicação do DNA viral no interior da
hipotética de uma coleta de mosquitos realizada num célula bacteriana.
parque. b) são produzidas novas células bacterianas a
partir do DNA viral.
Ordem Família Espécie Número de
indivíduos c) são sintetizadas cápsulas protéicas virais pela
Diptera Culicidae Aedes aegypti 10 célula bacteriana.
Aedes fluviatilis 5 d) trata-se do ciclo de um bacteriófago.
Aedes scapularis 20
e) verifica-se lise da célula bacteriana.
Simuliidae Simulium metallicum 2
Simulium amazonicum 3 05 – (UNESP-SP) Em relação à AIDS, temos as
Psycodidae Lutzomyia pessoai 1 seguintes afirmações:
l. A doença é causada por vírus.
Considerando-se os dados desse quadro, a biodiver-
sidade de mosquitos é expresssa pelo número de ll. O contágio se dá principalmente por transfusão
a) espécies. c) indivíduos. de sangue contaminado, contato sexual com
b) famílías. d) ordens. portadores e uso comum de agulha por viciados em
drogas.
03 – (FCMMG) De acordo com o sistema de
nomeclatura zoológica, é CORRETO afirmar que: lll. A convivência com a pessoa doente em casa, no
trabalho, na escola, na rua, excluídas as condições
a) O nome da família é formado acrescentando– mencionadas em II, não oferece perigo de
se ao radical do gênero a desinência – inae.
transmissão da doença.
b) O gênero é escrito sempre em letra minúscula.
c) Os nomes de gênero e de subgênero devem lV. A doença atua sobre o sistema imunológico,
consistir em uma palavra simples, única, latina diminuindo a resistência do organismo.
ou latinizada. Considerando os conhecimentos atuais, assinale a
d) A nomeclatura das espécies é latina e binomial, alternativa correta:
onde a primeira palavra representa a espécie e a a) Se apenas II, lll e lV são corretas.
segunda o gênero.
b) Se apenas II e lll são corretas.
e) Quando escrevemos Anopheles
(Nyssorhynchus) darlingi queremos mostrar c) Se apenas I, lI e lV são corretas.
também a presença da subfamília que fica d) Se apenas I, lll e lV são corretas.
colocada entre parênteses. e) Se I, II, lll e lV são corretas.

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06 – (FCMMG) - Em relação à imunidade, assinale a e) os anticorpos que se formam em reação ao


opção ERRADA: vírus do sarampo, por exemplo, não se combinam
com outros antígenos.
a) sempre é necessário contrair a doença para
adquirir imunidade contra ela. 07 – (CESGRANRIO) Existem organismos que,
apesar de possuírem propriedades como a auto-
b) a imunidade que é adquirida como resultado
reprodução, hereditariedade e mutação, são
de se ter tido doença infecciosa, como caxumba
dependentes de células hospedeiras e, por isso,
por exemplo, dura muito tempo.
considerados parasitas obrigatórios. Tais organismos
c) desde que o corpo tenha produzido anticorpo incluem:
em resposta a um antígeno, ele retém a a) procariontes e vírus.
capacidade de produzir anticorpo semelhante por
b) bactérias e micoplasmas.
muitos anos.
c) bactérias e vírus.
d) a reação antígeno-anticorpo é geralmente muito
d) somente bactérias.
específica, e importante mecanismo de defesa
para o nosso organismo. e) somente vírus.

08 – (UFMG) No quadro comparativo entre vacina e soro, qual a alternativa ERRADA?

VACINA SORO
a) Confere uma imunidade adquirida Confere uma imunidade natural
b) Confere uma imunidade prolongada Confere imunidade de curta duração
c) Confere imunidade ativa Confere imunidade passiva
d) Proporciona ao organismo um estímulo Fornece ao organismo os anticorpos
para a produção de anticorpos já formados por um animal hiperimunizado
e) É usada essencialmente em caráter É usado quanto se torna necessário
preventivo conferir proteção imediata

09 - (FCMMG) Rudolph Virchow (1821 - 1902) foi


chamado o “papa” da Medicina européia e exerceu
grande influência. Sua teoria mais importante, “toda
célula provém de outra célula”, permitiu o
aparecimento do conceito de que as doenças
originavam-se por alterações na estrutura e na função
das células e de que, diante de uma agressão, as
células hospedeiras reagiam prontamente.
Esse conceito de reação poderia ser atualmente
comprovado de maneira fácil com a demonstração de
a) produção de anti-corpos contra bactérias e vírus Considerando-se as informações desse gráfico, todos
patogênicos. os seguintes fatores explicam a curva que caracteriza
b) acúmulo de tecido adiposo no tecido sub- as décadas de 80 e 90, EXCETO
cutâneo com super alimentação. a) Aumento da desnutrição e da pobreza e queda
c) secreção de hormônios pela hipófise para na qualidade das moradias como conseqüência
controlar as secreções ovarianas. da política social.
d) secreção de ácido clorídrico pela mucosa b) A ocorrência de AIDS tornando os pacientes
gástrica em contato com alimentos. mais susceptíveis ao bacilo.
c) Movimentos migratórios da população humana
10) (UFMG) A tuberculose é uma doença que pode e conseqüente dispersão do bacilo por várias
ser controlada. regiões.
Observe este gráfico, em que está representada d) Alto custo do diagnóstico e uso de antibióticos
a incidência de tuberculose no Brasil: ineficientes.

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11 – (FCMMG) - Albert Sabin (1906-1993) elaborou b) Bactérias e protozoários que vivem em seus
uma vacina oral contra a poliomielite, com estômagos produzam enzimas para a digestão
microorganismos atenuados, que assegura uma de celulose.
proteção prolongada contra a doença. c) O peristaltismo dos diversos compartimentos
Em relação ao relato acima e com base em seus gástricos triturem corretamente os componentes
conhecimentos de Biologia, assinale a resposta do bolo alimentar.
CORRETA. d) A saliva durante a ruminação contenha
a) Microorganismos atenuados promovem uma abundante amilase.
doença, de caráter brando, que pode ser curada e) Os ácidos graxos sejam convenientemente
rapidamente. lisados ao nível intestinal.
b) Proteção prolongada se estabelece quando o 15 – (U.F.RS) O organismo causador de uma
microorganismo veiculado continua se determinada infecção no homem caracteriza-se, ao
reproduzindo no hospedeiro por longo tempo. microscópio, como unicelular e sem núcleo
c) O microorganismo citado é um vírus e a diferenciado. Ele poderá ser classificado como:
proteção é feita por mecanismos imunológicos.
a) fungo. c) bactéria. e) metazoário.
d) Pelo fato de ser ministrada por via oral, essa b) vírus. d) protozoário.
vacina é de pouca eficácia, por isso deve ser
repetida de tempos em tempos. 16) (UFMG) Na produção de compotas, devem ser
adotadas algumas medidas para evitar-se a
12 – (FGV - SP) - É de conhecimento geral que não contaminação do alimento por microrganismos.
se deve fazer uso indiscriminado de antibiótico, pois
os agentes patogênicos tornam-se resistentes ao Todas as alternativas apresentam medidas que
medicamento. Essa resistência é conseguida: podem garantir a assepsia desse processo,
EXCETO
a) Porque os antibióticos induzem mutações para
resistência nos microrganismos. a) A retirada do ar no momento de se fechar o
recipiente que contém o doce.
b) Porque a droga, matando os microrganismos
suscetíveis, seleciona os resistentes que já b) A adição de conservantes, para impedir o
existiam na população. crescimento dos microrganismos.
c) Porque a droga induz mutações no homem, c) A manutenção do meio aquoso, para evitar o
tornando-o mais suscetível ao agente patogênico. crescimento de bactérias.
d) Porque o organismo humano se “acostuma” d) A fervura, para desinfecção dos recipientes em
com o medicamento. que os doces serão guardados.
e) Por processos ainda desconhecidos. 17 – (UFMG) - Desde sua introdução na década de
40, os antibióticos tornaram-se um sucesso no
13 – (UFMG) À massa usada na fabricação do pão é
controle de doenças bacterianas, sendo considerados
acrescentada certa quantidade de fermento (lêvedo),
medicamentos milagrosos. Conseqüentemente,
para que ela cresça e, depois de assada, fique
passou-se a acreditar que essas doenças eram
saborosa. O crescimento da massa deve-se:
coisas do passado. Entretanto tem-se verificado o
a) a uma reação da farinha de trigo com a água, “ressurgimento” de muitas delas.
servindo o lêvedo para dar sabor ao pão.
Todas as seguintes medidas podem ser
b) a uma reação química entre a massa e o lêvedo implementadas, em nível de Saúde Pública, para
c) à utilização da massa como alimento pelo amenizar o problema crescente de bactérias com
lêvedo, com liberação de gás resistência múltipla a antibióticos, EXCETO.
d) ao crescimento excessivo do lêvedo, a) Aumentar o uso profilático desses
empurrando a massa e fazendo-a crescer medicamentos em rações animais, objetivando a
imunização dos consumidores.
e) ao preenchimento, com ar atmosférico, dos
espaços resultantes do consumo da massa pelo b) Criar programas de vigilância hospitalar e
lêvedo comunitária para evitar o uso inadequado e abusivo
desses medicamentos.
14 – (FCMMG) Em animais herbívoros e ruminantes, c) Proibir a venda livre desses medicamentos e
a obtenção de glicose dos alimentos se torna mais esclarecer a população dos riscos da
viável desde que: automedicação.
a) Haja bastante água no tubo digestivo para d) Vacinar a população para aumentar as defesas
amolecer o alimento antes da digestão do organismo contra as doenças bacterianas,
propriamente dita. reduzindo o uso desses medicamentos.

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18 – (FUVEST-SP) - As marés vermelhas, fenômeno 23 – (PUC/CAMPINAS–SP)


que pode trazer sérios problemas para organismos
marinhos e mesmo para o homem, são devidas:
a) à proliferação excessiva de certas algas
planctônicas que liberam toxinas na água.
b) ao vazamento de petróleo, o qual estimula a
proliferação de diatomáceas marinhas.
c) à presença de poluentes químicos provenientes
de esgotos industriais.
d) à reação de certos poluentes com o oxigênio As figuras indicam:
produzido pelas algas marinhas.
I. tratar-se de um ascomiceto, pois houve formação
e) à grande concentração de rodofíceas de ascos e ascósporos.
bentônicas na zona das marés.
II. tratar-se de um basidiomiceto, pois houve formação
19 – (UFMG) O processo de tratamento de esgoto de basídios e basidiósporos.
orgânico numa lagoa de oxidação baseia-se na rápida lll. que é nas lamelas do corpo de frutificação que
decomposição da matéria orgânica por bactérias ocorre a formação dos esporos.
decompositoras, ocasionando alta demanda de
Assinale a alternativa CORRETA:
oxigênio. Para a eficiência desse processo, é
a) estão corretas apenas I e II.
necessária uma boa interação entre bactérias e
d) todas estão corretas.
a) algas d) moluscos b) estão corretas apenas II e lll.
b) fungos e) peixes e) todas estão incorretas.
c) larvas de insetos c) estão corretas apenas I e lll.

20 – (Mackenzie-SP) Certas algas, além de 24 – (UFMG) - Observe a figura


contribuírem na importante função fotossintética e Todas as alternativas
manutenção da cadeia alimentar aquática, são apresentam substâncias que
usadas em filtração, como abrasivo, como material podem ser encontradas na
isolante etc. Em certas regiões do Nordeste brasileiro, estrutura indicada pela seta,
são cortados blocos ou tijolos de diatomito e usados EXCETO:
na construção de habitações rurais. Essas
a) Amido
particularidades referem-se à alga:
b) Glicogênio
a) verde c) parda e) azul
c) Proteína
b) dourada d) vermelha d) Sais minerais
21 – (FUVEST-SP) Algas e fungos são semelhantes e) Vitaminas
em muitos aspectos. Uma diferença marcante entre
25 – (UFBA) Encontram–se às vezes, em certos
esses grupos, entretanto, é a ocorrência, em apenas
ambientes, pedaços de pão recobertos de bolor.
um deles, de:
Explica-se esse fato porque o bolor representa:
a) parede celular.
a) uma colônia de bactérias que se desenvolveu
b) núcleo delimitado por membrana.
a partir de uma única bactéria que contaminou o
c) clorofila.
pão.
d) gametas haplóides.
e) mitocôndrias. b) o levedo usado no preparo do pão, que se
desenvolveu e tomou uma coloração escura.
22 – (UFMG) - É uma característica EXCLUSIVA
dos fungos o fato de: c) um agrupamento de microorganismos que
a) apresentarem glicogênio como produto de apareceram no pão, por geração espontânea.
reserva. d) um conjunto de fungos originados de esporos
b) possuírem quitina como revestimento. existentes no ar e que se desenvolveram no pão.
c) apresentarem micélio. e) o resultado do apodrecimento da farinha
d) serem parasitas. utilizada no fabrico do pão.
e) possuírem esporos.

108 Biologia - M1
109 cor preto

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26 – (PUC - SP) - O filo Protozoa é subdividido em 30 – (UFMG)


quatro classes: Sarcodinea, Mastigophora, Sporozoa
e Ciliophora. A característica considerada para tal
classificação é :
a) O modo de reprodução.
b) A presença ou ausência de carioteca.
c) A composição química do pigmento 3
fotossintetizante.
d) A estrutura de locomoção.
5
e) A composição química do citoplasma. 1
4
27 – (UFMG) - A transfusão sangüínea pode 2
aumentar a incidência das doenças indicadas,
EXCETO:
a) Aids d) Hepatite B
O vetor da Leishmaniose e o agente patogênico
b) Doença de Chagas e) Sífilis desta endemia encontrado no hospedeiro vertebrado
c) Hemofilia estão indicados pelos números:
28 – (F. M. Itajubá-MG) Durante uma aula prática foi a) 1 e 3 c) 2 e 3 e) 3 e 5
observado um protozoário que continha um macro e
um micronúcleo. Qual das organelas abaixo será b) 1 e 5 d) 2 e 4
responsável pela locomoção desse mesmo
organismo? 31 – (UFMG) - Em relação ao Plasmodium, qual é
a alternativa ERRADA?
a) Flagelo.
b) Cílio. a) apresenta ciclo sexuado no hospedeiro
vertebrado.
c) Mionema.
d) Pseudópode. b) é transmitido através das fêmeas de certos
anofelinos.
e) Nenhuma dessas, pois o protozoário em
questão não se locomove. c) possui vetores que passam pelo menos uma
das fases de seu ciclo vital em meio aquático.
29 – (FUMEC)
I. Entamoeba histolytica. d) apresenta reprodução esporogônica e
esquizogônica.
ll. Entamoeba coli.
lll. Balantidium coli. e) é o agente patogênico da malária.
lV Giardia lamblia
32 – (FAFEOD) O ÚNICO caso de ciliófora parasita
Marque a alternativa FALSA, em relação aos humano é:
protozoários acima:
a) Paramecium caudatum
a) Somente I e II apresentam pseudópodes.
b) Giardia lamblia
b) Apenas II não é parasita.
c) Stentor globator
c) II e lll pertencem à mesma espécie.
d) Balantidium coli
d) Somente lV é flagelado.
e) Syprotrichonyms bispira
e) Todos podem ser encontrados no organismo
do homem.

Biologia - M1 109
110 cor preto

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01 – (UFMG)
POSIÇÃO SISTEMÁTICA DO CÃO DOMÉSTICO

1. Baseado nos retângulos de números


REINO:
1. 1 e 5 do desenho ao lado, complete os
demais.
2. Cite duas razões pelas quais os
2. FILO:
indivíduos do grupo correspondente ao
retângulo número 2, tão diferentes entre
CLASSE: si, pertencem ao mesmo filo.
3.

4. ORDEM:

FAMÍLIA:
3. Por que se pode afirmar que todos
5. os cães domésticos, embora de raças
diversas, pertencem a uma mesma
GÊNERO:
espécie?
6.

7.
Canis familiaris

4. Considerando os indivíduos pertencentes a um mesmo gênero ou a uma mesma família, quais os que se
diversificaram mais recentemente, sob o ponto de vista evolutivo? Justifique.

02) (UFMG) Bactérias foram colocadas para crescer a) Você concorda com a conclusão do estudante?
em uma placa de Petri, que contém meio de cultura
adequado. Posteriormente, as colônias que
cresceram foram transferidas para outra placa que JUSTIFIQUE
contém o mesmo meio de cultura, acrescido de um
antibiótico, como mostra o esquema abaixo.

2. CITE um mecanismo que leve ao surgimento da


variabilidade genética nesses organismos.

3. RELACIONE o uso indiscriminado de agrotóxicos


com os resultados observados no experimento acima.
Com base nessas informações e em seus
conhecimentos, RESPONDA:
1. Após analisar o experimento, um estudante
concluiu que o antibiótico induziu a resistência nas
bactérias.

110 Biologia - M1
111 cor preto

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4. O antibiograma é um exame de laboratório usado 1) I pertence ao grande grupo (classe) de fungos


para determinar o antibiótico adequado para combater chamado:
uma infecção bacteriana. Círculos de papel de filtro
embebidos em antibióticos (A, B, C e D) são
colocados em placas de Petri, com meio de cultura 2) Um dos esquemas representa fases do ciclo de
apropriado, onde foram previamente semeadas
Rhizopus sp., fungo preto do pão. Cite a letra de
culturas de bactérias causadoras da infecção. uma das estruturas indicadas em Rhizopus sp. e
O halo claro, em torno do papel de filtro, indica dê nome a ela.
ausência de crescimento bacteriano, como mostra
a figura abaixo. Letra:

Nome da estrutura:

3) Que processo de reprodução sexuada está


representado no esquema I?

4) Que processo de reprodução assexuada está


representada no ciclo de Rhizopus sp.?

5) Cite uma diferença morfológica entre as hifas de I


e II.
Com base no resultado desse experimento, CITE a
letra correspondente ao antibiótico menos indicado
para o tratamento da infecção.
6) Os acontecimentos B e F são indicativos de que
as espécies de fungos representadas não podem
03 – (UFMG) I e II são esquemas de partes do ciclo pertencer ao grande grupo (classe) dos
de duas espécies pertencentes a dois grandes
grupos sistemáticos (classes) de fungos. D é um
detalhe de C. 7) Quando I e uma Cianófita se encontram, pode
ocorrer entre eles uma associação mutualística que
dá origem a um organismo chamado

8) No ciclo da matéria que ocorre na Biosfera, muitos


indivíduos pertencentes ao mesmo filo de I e II
desempenham o indispensável papel de atuarem
como

Biologia - M1 111
CITOLOGIA 7) escura
8) água
Caderno de Exercícios - Citologia 4) 1. Meiose
1) d 2) a 3) c 4) d 5) a 2. III - IV - II - V - I
6) c 7) b 8) b 9) b 10) d 3. a) IV
11) c 12) a 13) c 14) c 15) d b) I
16) a 17) a 18) d 19) e 20) a 4. a) CROSSING OVER
21) d 22) a 23) c 24) d 25) d b) O crossing over aumenta a variabilidade
genética das células formadas.
26) e 27) b 28) b 29) d 30) c
31) c 32) d 33) a 34) c 35) a DIVERSIDADE DOS SERES VIVOS - Parte I
36) a 37) d 38) e 39) c 40) e
Caderno de Exercícios - Diversidade dos Seres Vivos -
Questões de Aprofundamento pág. 105

1) UFMG 1) c 2) a 3) c 4) b 5) e
6) a 7) e 8) a 9) a 10) d
1. a. Rótulo I
11) c 12) b 13) c 14) b 15) c
Este rótulo é o que contém menor teor de
carboidratos 16) c 17) a 18) a 19) a 20) b
b. 500 gramas 21) c 22) c 23) b 24) a 25) d
2. A proteína ingerida é quebrada fornecendo os 26) d 27) c 28) b 29) c 30) a
aminoácidos que são absorvidos pelas células e 31) a 32) d
utilizados na síntese de novas proteínas.
Questões de Aprofundamento - pág. 112
3. Amido.
4. Verdadeira. 01) 1. 1. Reino: METAZOA
Nesse caso, a prisão de ventre é decorrente da 2. Filo: CHORDATA
ausência de fibras alimentares. 3. Classe: MAMMALIA
5. A - facilita a condução do estímulo nervoso. 4. Ordem: CARNIVORA
B - ácidos nucléicos. 5. Família: CANIDAE
C - entra na constituição dos ossos e catalisa a 6. Genêro: Canis
coagulação do sangue.
7. Espécie: Canis familiaris
6. Vantagem: Auxilia na conservação do alimento.
2. Presença de notocorda e fendas branquiais
Desvantagem: Pode alterar o sabor do alimento. faringeanas pelo menos na fase embrionária.
7. 1 - A criança gasta mais energia pelo fato do seu 3. Porque se cruzam entre si produzindo descendentes
metabolismo ser elevado. férteis.
2 - A criança, em fase de crescimento, gasta mais 4. Os pertecentes a um mesmo gênero, já que a divisão
energia. de uma família em vários gêneros ocorreu
2) 1- a) - MONERA anteriormente, uma vez que família é uma categoria
- METAZOA mais abrangente do que gênero.
- METAPHYTA 2) 1 - a) Não.
b) VÍRUS Os antibióticos apenas selecionam as
bactérias naturalmente resistentes.
2- a) 1: Polissacarídeos.
4: Glicose. 2 - Mutações
b) 6: Respiração celular aeróbia. 3 - Os agrotóxicos, assim como os antibióticos,
selecionam organismos naturalmente resistentes e não
7: Síntese de proteínas. induzem resistência.
3- a) 2 b) 1 4-D
3) 1) Cloroplasto - Mitocôndria 3) 1 - Basidiomicetos 6 - Deuteromicetos
2) Respiração Celular Aeróbia 2 - E - Esporângio 7 - Líquen
3) clara 3 - Fecundação 8 - Decompositores
4) água 4 - Esporulação
5) estroma 5 - Em I as Hifas são Acenocíticas e em II são
6) crista mitocondrial Cenocíticas