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NOTAS DE AULA

ÁLGEBRA VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA


RETAS E PLANOS

ERON E ISABEL

SALVADOR – BA
2007
EQUAÇÕES DA RETA

EQUAÇÃO VETORIAL DA RETA

DEF: Qualquer vetor não nulo paralelo a uma reta chama-se vetor diretor dessa reta.
Sejam v um vetor diretor de uma reta r e A um ponto de r.

X
A

AX = t v, t ∈ R ⇔ X = A + t v, t ∈ R

Exemplos:

a) Uma equação vetorial da reta que passa pelos pontos A(-5, 2, 3) e B(4,-7,-6) é:
X = A + t AB ⇒ (x, y, z) = (-5, 2, 3) + t (9,-9, -9), t ∈ R
ou ainda, (x, y, z) = (-5, 2, 3) + t (1,-1, -1), t ∈ R

b) As equações vetoriais dos eixos coordenados são


X = O + t i , eixo das abscissas
X = O + t j , eixo das ordenadas
X = O + t k , eixo das cotas

INTERPRETAÇÃO FÍSICA DA EQUAÇÃO VETORIAL

Podemos interpretar a equação X = A + t v como o movimento descrito por um ponto

sobre a reta r, com velocidade constante (vetorial) igual a v , t indicando o tempo e A a


posição no instante inicial t = 0. Valores negativos de t indicam o “passado” do movimento,
em relação ao instante inicial. A cada valor de t temos uma posição bem determinada do
ponto móvel e fazendo t percorrer todo o conjunto R, a reta r é percorrida integralmente pelo
ponto (r representa a trajetória do movimento). Como há muitos movimentos retilíneos
uniformes com a mesma trajetória, fica fácil entender por que existem muitas equações
vetoriais para a mesma reta.

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EQUAÇÕES PARAMÉTRICAS DA RETA

( )
Seja O, e1 , e2 , e3 um sistema de coordenadas cartesianas no espaço.
Consideremos em relação a este sistema:
X(x, y, z) um ponto genérico, A(x0, y0, z0) um ponto dado e v = (a, b, c) um vetor diretor
da reta r.
Escrevendo a equação vetorial da reta em coordenadas, obtemos

(x, y, z) = (x0, y0, z0) + t (a, b, c)

ou seja,
 x = x0 + at

 y = y0 + bt , t∈R
 z = z + ct
 0

que é o sistema de equações paramétricas da reta r.

Exemplo: As equações paramétricas do eixo coordenado y são


x = 0 + t ⋅ 0 x = 0
 
 y = 0 + t ⋅1 ⇒ y = t , t ∈ R
z = 0 + t ⋅ 0 z = 0
 

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EQUAÇÕES DA RETA NA FORMA SIMÉTRICA

Se nenhuma das coordenadas do vetor diretor é nula, podemos isolar t no primeiro membro de
cada uma das equações paramétricas da reta e obter
x − x0 y − y 0 z − z 0
= =
a b c

Exercícios:
1) Seja r a reta determinada pelos pontos A(1,0,1) e B(3,-2,3).
a) Obtenha equações de r nas formas vetorial, paramétrica e simétrica.
b) Verifique se o ponto P(-9,10,-9) pertence à reta r.
c) Obtenha dois vetores diretores de r e dois pontos de r, distintos de A e B.

2x −1 1 − y
2) Mostre que as equações = = z + 1 descrevem uma reta, escrevendo-as de modo
3 2
que possam ser reconhecidas como equações na forma simétrica. Exiba um ponto e um
vetor diretor da reta.

3) Escreva na forma simétrica a equação de uma reta no plano yz.

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PLANOS

POSTULADOS:

• Por uma reta pode-se traçar uma infinidade de planos.


• Por três pontos não alinhados passa um único plano.
• A reta que passa por dois pontos distintos de um plano está contida nesse plano.
• Toda reta pertencente a um plano divide-o em duas regiões chamadas semi-planos.

DETERMINAÇÃO:
• Por uma reta e um ponto não pertencente à reta, passa um único plano.
• Por duas retas paralelas (não coincidentes) passa um único plano.
• Por duas retas concorrentes passa um único plano.
• Por três pontos não alinhados passa um único plano.

EQUAÇÕES DO PLANO

DEF: Se u e v são LI e paralelos a um plano π , u e v são ditos vetores diretores de π .

EQUAÇÃO VETORIAL DO PLANO

Sejam u e v vetores diretores de um plano π , A um ponto fixo de π e X um ponto genérico


de π .
É claro que u , v e AX são LD, pois são coplanares.
Como u e v são LI, temos AX = X − A = λ u + µ v , ou seja,

r r
X = A + λu + µ v , λ , µ ∈ R

u v

u v

A X

Exemplo: Dada uma reta r: X = A + λ v e um ponto P ∉ r , podemos determinar o plano


π : X = A + λ v + µ AP, λ , µ ∈ R.

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EQUAÇÕES PARAMÉTRICAS DO PLANO

( )
Seja O, e1 , e2 , e3 um sistema de coordenadas cartesianas no espaço.
Consideremos em relação a este sistema:
X (x, y, z) um ponto genérico,
A (x0, y0, z0) um ponto dado,
u = ( a1 , b1, c1 ) e v = ( a2 , b2, c2 ) vetores diretores de um plano π .
r r

Escrevendo a equação vetorial do plano em coordenadas, obtemos

(x, y, z) = (x0, y0, z0) + λ (a1, b1, c1) + µ (a2 , b2 , c2 )

ou seja,
 x = x0 + λa1 + µa 2

 y = y 0 + λb1 + µb2 , λ, µ ∈ R
 z = z + λc + µc
 0 1 2

que é o sistema de equações paramétricas do plano π .

Exercício: Seja π o plano que contém o ponto A(3, 7, 1) e é paralelo a u = (1,1,1) e v = (1,1,0) .
a) Obtenha duas equações vetoriais de π.
b) Escreva equações paramétricas de π.
c) Verifique se o ponto (1, 2, 2) pertence a π.
d) Verifique se o vetor w = (2,2,5) é paralelo a π.

EQUAÇÃO GERAL DO PLANO

Considerando que u , v e AX são LD, temos que


x − x0 y − y0 z − z0
a1 b1 c1 = 0 , isto é,
a2 b2 c2

b1 c1 c a1 a b1
(x − x0 ) ⋅ + ( y − y0 ) ⋅ 1 + ( z − z0 ) ⋅ 1 = 0.
b2 c2 c2 a2 a2 b2

b1 c1 c a1 a b1
Sejam a = ,b= 1 e c= 1 e a equação acima poderá ser reescrita
b2 c2 c2 a2 a2 b2

como:
a ⋅ ( x − x0 ) + b ⋅ ( y − y 0 ) + c ⋅ ( z − z 0 ) = 0
ax + by + cz − (ax0 + by 0 + cz 0 ) = 0

ax + by + cz + d = 0, onde d = −(ax0 + by0 + cz0 )

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Exercícios:
1) Obtenha a equação geral do plano π em cada caso.

a) π contém o ponto A(9,-1,0) e é paralelo aos vetores u = (1,1,1) e v = (0,1,0) .


b) π contém os pontos A(1,0,1), B(-1,0,1) e C(2,1,2).
 x = 1 + 2λ − 3µ

c) π tem equações paramétricas  y = 1 + λ + µ .
 z = −λ − µ

2) Obtenha equações paramétricas do plano π: x + 2 y − z − 1 = 0 .

INTERSEÇÃO DE UM PLANO COM OS EIXOS COORDENADOS


Seja α: ax + by + cz + d = 0 . O plano α intercepta:
 o eixo das abscissas no ponto A(x,0,0), determinado ao se substituir y = z = 0 na equação
do plano;
 o eixo das ordenadas no ponto B(0,y,0), determinado fazendo x = z = 0;
 o eixo das cotas no ponto C(0,0,z), determinado ao se substituir x = y = 0.

Exemplo: Determine os pontos de interseção do plano α: 4 x + 3 y − z − 12 = 0 com os eixos


coordenados. Faça os cálculos e observe abaixo a plotagem no sistema cartesiano.

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VETOR NORMAL A UM PLANO

• Se o plano é dado na forma vetorial X = A + λ u + µ v, λ , µ ∈ R , o vetor normal é dado


por w = u × v .
• Se o plano é dado na forma geral ax + by + cz + d = 0 , o vetor (a, b, c) é chamado
vetor coeficiente do plano π . Se estas coordenadas estão em relação a um sistema
ortogonal, (a, b, c) é um vetor normal ao plano π .

u v

A X
π

CASOS PARTICULARES DA EQUAÇÃO GERAL DO PLANO

A nulidade de um ou mais coeficientes na equação geral do plano fará com que este ocupe um
posicionamento particular em relação aos eixos coordenados.
Na equação ax + by + cz + d = 0 , se:
1º caso:
d = 0 ⇒ ax + by + cz = 0 , com a ⋅ b ⋅ c ≠ 0 ⇒ o plano contém a origem.
2º caso:
a) a = 0 ⇒ by + cz + d = 0 , com b ⋅ c ⋅ d ≠ 0 ⇒ o plano é paralelo ao eixo das abscissas.
b) b = 0 ⇒ ax + cz + d = 0 , com a ⋅ c ⋅ d ≠ 0 ⇒ o plano é paralelo ao eixo das ordenadas.
c) c = 0 ⇒ ax + by + d = 0 , com a ⋅ b ⋅ d ≠ 0 ⇒ o plano é paralelo ao eixo das cotas.
3º caso:
a) a= d = 0 ⇒ by + cz = 0 , com b ⋅ c ≠ 0 ⇒ o plano conterá o eixo das abscissas.
b) b= d = 0 ⇒ ax + cz = 0 , com a ⋅ c ≠ 0 ⇒ o plano conterá o eixo das ordenadas.
c) c= d = 0 ⇒ ax + by = 0 , com a ⋅b ≠ 0 ⇒ o plano conterá o eixo das cotas.

Plano paralelo ao eixo 0x Plano que contem o eixo 0x

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4º caso:
a) a= b = 0 ⇒ cz + d = 0 , com c ⋅ d ≠ 0 ⇒ o plano é paralelo ao plano xy.
b) a= c = 0 ⇒ by + d = 0 , com b ⋅ d ≠ 0 ⇒ o plano é paralelo ao plano xz.
c) b= c = 0 ⇒ ax + d = 0 , com a ⋅ d ≠ 0 ⇒ o plano é paralelo ao plano yz.

Exemplo: Indique o posicionamento de cada plano em relação ao sistema cartesiano.


a) 3x + y – 4z = 0 ⇒ plano que passa pela origem.
b) 2x + 3z – 3 = 0 ⇒ plano paralelo ao eixo 0y.
c) 4x + 3y = 0 ⇒ plano que contem o eixo 0z.
d) x – 3 = 0 ⇒ plano paralelo ao plano yz.

OBS: No R² a equação 2x + 3y – 6 = 0 representa uma reta. Entretanto, no R³ tal equação


representa um plano paralelo ao eixo 0z. Observe a figura.

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POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE RETAS E PLANOS NO ESPAÇO R3

POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE RETAS

Sejam r e s retas no R³. Elas podem ser:

 r ∩ s = {P}
concorrentes ⇒ 
 caso particular : r ⊥ s
• Coplanares ⇒ 
paralelas (r // s ) ⇒ r ∩ s = Φ
 
 r ∩ s = r = s

r ∩ s = Φ
• Reversas: ⇒ 
caso particular : r ⊥ s
não existe nenhum plano que contenha as duas
retas

CONDIÇÃO PARA RETAS COPLANARES:

Sejam r : X = A + t1 vr e s : X = B + t 2 v s , t1 , t 2 ∈ R , duas retas no R³.

[
r e s são coplanares ⇔ vr , vs , AB = 0]
concorrentes (r ∩ s = P ) ⇔ vr e v s são LI
Neste caso, ainda podemos ter: 
paralelas (r // s ) ⇔ vr e vs são LD

[ ]
Se vr , v s , AB ≠ 0 , temos r e s retas reversas.

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CONDIÇÃO DE ORTOGONALIDADE:

r e s são ortogonais ⇔ vr ⋅ vs = 0

Se além dessa condição r e s têm um ponto comum elas são chamadas perpendiculares.

x−2 y z −5 x+5 z −6
Exercício: Verifique se as retas r : = = e s:− = y+3= são
2 3 4 1 3
coplanares. Elas são concorrentes? Em caso afirmativo, determine o ponto de interseção.

POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE UMA RETA E UM PLANO

Sejam r uma reta e π um plano. Temos:


r ∩ π = Φ
• r // π ⇒ 
r ∩ π = r , ou seja , r ⊂ π
• r não é paralela a π ⇒ r ∩ π = {P}

Sejam r : X = A + t vr e π : ax + by + cz + d = 0 , onde w = (a, b, c ) é o vetor normal de π.


• r // π ⇔ vr ⋅ w = 0
Se além disso P (ponto de r) também pertence a π, temos r ⊂ π .
• vr ⋅ w ≠ 0 ⇔ r ∩ π = {P}
vr e w são LD ⇔ r ⊥ π

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Exercício: Verifique se r : X = (2,3,1) + λ (1,−1,4) e π : X = (−4,−6,2) + λ (2,1,3) + µ (3,3,2) se
interceptam. Em caso afirmativo, obtenha a intersecção.

POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE PLANOS

Sejam π 1 e π 2 dois planos. Eles podem ser:

π ≡ π 2 • π1 ∩π 2 = r
• π 1 // π 2 ⇒  1
π 1 ∩ π 2 = Φ

Sejam π 1 : a1 x + b1 y + c1 z + d1 = 0 e π 2 : a2 x + b2 y + c2 z + d 2 = 0 as equações gerais dos dois


(
planos em relação ao sistema de coordenadas O, e1 , e2 , e3 . )
a1 = ta2

π 1 // π 2 ⇔ w1 e w2 são LD, ou seja, w1 = t w2 , t ∈ R ⇔ b1 = tb2
c = tc
1 2

Se além disso, P = ( x0 , y0 , z 0 ) ∈ π 1 , π 2 , temos:


d1 = −(a1 x0 + b1 y0 + c1 z 0 ) e d 2 = −(a 2 x0 + b2 y0 + c2 z 0 )
ou seja,
d1 = −(ta 2 x0 + tb2 y 0 + tc2 z 0 ) e d 2 = −(a 2 x0 + b2 y0 + c2 z 0 )
então,
d1 = t d 2
a1 = ta2
b = tb

π1 ≡ π 2 ⇔  1 2
, t ∈ R.
 c1 = tc 2
d1 = td 2

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Se w1 e w2 são LI, temos π 1 ∩ π 2 = r .

a1 x + b1 y + c1 z + d1 = 0
O sistema de equações r :  define esta reta r e é chamado equação da
a2 x + b2 y + c2 z + d 2 = 0
reta na forma planar, ou ainda, forma geral da reta.

Notemos que vr = w1 × w 2

π 1 ⊥ π 2 ⇔ w1 ⋅ w 2 = 0

Ex: Determine a intersecção dos planos π 1 e π 2 . Quando se tratar de uma reta, descreva-a por
equações paramétricas.
a) π 1 : x + 2 y + 3z − 1 = 0 e π 2 : x − y + 2 z = 0
b) π 1 : x + y + z − 1 = 0 e π 2 : 2 x + 2 y + 2 z − 1 = 0
c) π 1 : x + y + z − 1 = 0 e π 2 : 3x + 3 y + 3 z − 3 = 0

ÂNGULOS

ÂNGULO ENTRE DUAS RETAS

Sejam r e s duas retas, vr um vetor diretor de r e v s um vetor diretor de s. O ângulo (ou


medida angular) entre as retas r e s é a medida angular entre os vetores vr e v s , se esta
 π
pertence ao intervalo 0,  (em radianos), e é a medida angular entre os vetores vr e – v s ,
 2
π 
se esta pertence ao intervalo  , π  .
2 

vr ⋅ vs
Para θ = (r , s ) , temos cosθ =
vr ⋅ v s

Ex: Calcule o ângulo entre as retas r: X = (1,1,9) + t (0,−1,1) e s: x – y + 3 = z = 4.

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ÂNGULO ENTRE RETA E PLANO

Sejam r uma reta e π um plano. O ângulo formado entre r e π é o complemento do ângulo


entre as retas r e s, sendo s uma reta qualquer perpendicular a π.

s
r
wπ π vr ⋅ wπ
vr θ= −ϕ , onde cosϕ =
2 vr ⋅ wπ
ϕ vr ⋅ wπ
θ θ = arcsen
π vr ⋅ wπ

Ex: Obtenha o ângulo em radianos entre a reta r : X = (0,1,0) + t (− 1,−1,0) e o plano


π : y + z − 10 = 0 .

ÂNGULO ENTRE PLANOS

O ângulo entre os planos π 1 e π 2 é o ângulo formado pelas suas respectivas retas normais.

wπ 1 ⋅ wπ 2
cosθ =
wπ 1 ⋅ wπ 2

Ex: Determine o ângulo entre os planos π 1 : 2 x − y − z + 1 = 0 e π 2 : 3x − 2 y + 1 = 0 .

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DISTÂNCIAS

( )
Consideremos 0, i, j , k um sistema ortogonal.

DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS

Sejam A = ( x1 , y1, z1 ) e B = ( x2 , y2 , z2 ) dois pontos.


d ( A, B ) = AB = ( x2 − x1, y2 − y1, z2 − z1 )

d ( A, B ) = (x2 − x1 )2 + ( y2 − y1 )2 + (z2 − z1 )2

DISTÂNCIA ENTRE UM PONTO E UM PLANO

Sejam π : ax + by + cz + d = 0 um plano, P ( x0 , y0 , z0 ) um ponto no espaço e P ' ( x1 , y1 , z1 )


um ponto de π.
Temos que d (P, π ) = d (P, A) = AP

A .P’
π

Seja r uma reta ortogonal ao plano π passando por P: π ∩ r = {A}.

(
AP = Proj P' P = Proj P' P = P' P ⋅ wπ ° ⋅ wπ °
vr ° wπ °
)
AP = P' P ⋅ wπ ° ⋅ wπ °

= ( x0 − x1 , y0 − y1 , z 0 − z1 ) ⋅
(a, b, c )
a2 + b2 + c2
ax0 − ax1 + by0 − by1 + cz 0 − cz1
=
a2 + b2 + c2
ax0 + by 0 + cz 0 − (ax1 + by1 + cz1 )
=
a2 + b2 + c2

Como P’∈ π, temos ax1 + by1 + cz1 + d = 0 , ou seja, d = −(ax1 + by1 + cz1 ) .

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Logo,
ax0 + by0 + cz0 + d
d ( P, π ) =
a2 + b2 + c2

Exemplo: Determine a distância entre o plano π : 3 x + 2 y + z − 1 = 0 e o ponto P (1, −1, 2 ) .

DISTÂNCIA ENTRE UM PONTO E UMA RETA

Sejam r : X = A + t vr , t ∈ R uma reta e P ( x0 , y0 , z0 ) um ponto no espaço.

A P’
r

d(P,r) = d(P,P’) = P' P vr

( )
P' P
Temos sen θ = , onde θ = AP', AP .
AP
Logo,
AP ⋅ vr ⋅ sen θ
P' P = AP sen θ =
vr

AP × vr
d (P, r ) =
vr

Ex: Determine a distância entre o ponto P(3,2,1) e a reta r : X = (1,0,−1) + t (1,2,1) .

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APLICAÇÕES

(
Distância entre dois planos paralelos: d (π 1 , π 2 ) = d Pπ 1 , π 2 )
Distância entre duas retas paralelas: d (r , s ) = d (Pr , s )
Distância mínima entre duas retas reversas:
sendo π um plano que contém r e s // π , d (r , s ) = d (Ps , π )

r
P
π1 s
P P
s

r
π2 π

x −2
x −1 y − 2  =z
Ex: Determine a distância mínima entre as retas reversas r : = e s: 5 .
2 −1  y = z − 1

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
r r
1. Dados A(1,2,3) e v = ( 3, 2,1) , escreva equações da reta que contém A e é paralela a v ,
nas formas vetorial, paramétrica e simétrica. Supondo que o sistema de coordenadas seja
ortogonal, obtenha dois vetores diretores unitários dessa reta.

2. Obtenha dois pontos e dois vetores diretores da reta de equações paramétricas


x = 1− λ

y = λ , λ ∈ R . Verifique se os pontos P (1,3, −3) e Q ( −3, 4,12 ) pertencem à reta.
 z = 4 + 2λ

3. Obtenha equações paramétricas da reta que contém o ponto (1, 4, −7 ) e é paralela à reta
 x = 200 − λ

de equações paramétricas  y = 3 − 3λ , λ ∈ R .
z = 0

4. Escreva equações nas formas paramétricas e simétricas da reta que contém o ponto
1− x 3y z + 3
A ( 2, 0, −3) e é paralela à reta descrita pelas equações = = .
5 4 6
uuur uuur
5. Sejam A (1, 2,5) e B(0,1,0). Determine o ponto P da reta AB tal que PB = 3 PA .

6. Sejam A(1,1,1) , B(0,0,1) e r: X = (1, 0, 0 ) + λ (1,1,1) . Determine os pontos de r


eqüidistantes de A e B.

7. Obtenha equações paramétricas do plano que contém o ponto A(1,1,2) e é paralelo ao


 x = 1 + λ + 2µ

plano π :  y = 2λ + µ .
 z = −λ

8. Obtenha equações paramétricas e gerais dos planos coordenados.


r
9. Decomponha v = (1, 2, 4) como soma de um vetor paralelo à reta
x = 1+ λ

r : X = (1,9,18 ) + λ ( 2,1, 0 ) com outro paralelo ao plano π :  y = 1 + µ
z = λ − µ

10. Obtenha uma equação geral do plano π em cada caso:
r
a. π contém A (1,1, 0 ) e B(1,-1,-1) e é paralelo a v = ( 2,1, 0 ) .
b. π contém A (1, 0,1) , B(2,1,-1) e C(1,-1,0).
x −1 y
c. π contém P (1, 0, −1) e r : = = 2− z
2 3
d. π contém P (1, −1,1) e r : X = ( 0, 2, 2 ) + λ (1,1, −1)

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11. Dadas as equações paramétricas, obtenha uma equação geral do plano:
x = 1+ λ − µ  x = −2 + λ − µ
 
a.  y = 2λ + µ b.  y = 2λ + 2µ
z = 3 − µ z = λ + µ
 

12. Dada uma equação geral, obtenha equações paramétricas do plano.


a. 4x + 2y – z + 5 = 0
b. 5x – y – 1 = 0
c. z – 3 = 0
d. y – z – 2 = 0

x y
13. Determine a interseção da reta = = − z com o plano x + 2 y + z − 9 = 0.
6 2

14. Determine a equação do plano que passa pelo ponto A(1,1,-2) e é perpendicular à reta
r: X = t (3, − 1, − 3).

15. Obtenha a equação do plano que passa por P(1,2,1) e cujo traço com o plano z = 0 é a
 y = 3x + 2
reta r: 
z = 0
x = t

16. Obtenha a equação do plano que passa pela reta r:  y = −t e é perpendicular ao plano
z = 2 + t

π : x − 2y + z − 1 = 0.
x = z +1
17. Obtenha a equação do plano que passa pela reta r : x = y = - z e é paralelo à reta s :  .
 y = 3z - 2

18. Dado o triedro cujas arestas são as retas x = 2y = z, – x = y = z e x = – 3y =2z, determine a


equação dos planos das faces.

19. Determine as equações da reta que passa pelo ponto P ( 2,1, −1) e é perpendicular ao
plano X = λ ( 2 ,1, −1) + µ ( 3, 2 ,5 ) .

20. Determine as equações da reta que passa pela origem, é paralela ao plano
y+2
3 x − 2 y + z − 2 = 0 e intercepta a reta x − 1 = = z.
3

x − 3 y +1 z − 2
21. Dada a reta = = , determine as coordenadas dos pontos de intersecção
2 5 −1
com os planos coordenados.

22. Determine as equações paramétricas da reta que passa pelo ponto P (1, −2, −1) e
x = z −1 x = z − 2
intercepta as retas reversas r :  e s : .
 y = 2z − 3  y = −z +1

ÁLGEBRA VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA ERON E ISABEL 18


23. Determine as equações paramétricas da reta perpendicular comum às retas reversas
 y −1 z
r: x − 1 = 2 = − 1

s: x = y = z
 2 −2

x−4 y z−6
24. Verifique se as retas = = e X = (1,1,1) + λ ( 2 ,1, −3 ) são coplanares.
3 2 5

25. Determine o ponto simétrico de P (1, 2 ,-1)


a. em relação à reta x − 1 = y = z
b. em relação ao plano 2 x − y + z − 1 = 0

26. Determine o lugar geométrico dos pontos médios dos segmentos que se apóiam nas retas
reversas r : X = ( 0,1, −1) + λ (1, 0,1) e s: X = ( 3, −1, 4 ) + µ (2,1, −3) .

x−2 y+3
27. Determine o plano que passa pela reta r: = = z e pelo ponto comum aos três
3 2
x + y + 2z + 1 = 0

planos 3x − y + z − 1 = 0 .
x − 4 y + 2z + 2 = 0

uuur
28. Dado um plano π : X = ( 0,0,1) + λ (1, −1, −1) + µ ( −1, −2, −4 ) e a reta r que passa por AB ,
sendo A ( 0,0,0 ) e B (1,1,1) , determine a equação do plano que passa pelo ponto onde a
reta r intercepta o plano π e é paralelo ao plano π 1 : x − 3 = 0 .

r r r r
29. Decomponha o vetor v = ( 2, −1,3) em dois vetores u e w , de modo que u seja paralelo
r
ao plano π : 2 x − y + z − 3 = 0 e w ortogonal ao plano π .

30. Considerando os pontos A ( −1, −3, 4 ) , B ( −2,1, −4 ) e C ( 3, −11,5) , mostre que o triângulo
ABC é isósceles.

31. Determine a distância entre o ponto P e a reta r nos seguintes casos.


x −1 z+2 2 x − y + z = 0
a) P (1,2, − 1) e r: = −y = ; b) P (1, − 1,0) e r: 
2 3 3 x + y − 2 z + 1 = 0

32. Determine a distância entre o ponto P e o plano π nos seguintes casos :


a) P ( 2,1, − 3) e π : X = (1, 2, −1) + λ ( 3, 2, −1) + µ (1, 0, 0 )
 x = 2λ + µ

b) P (0,0, − 1) e π :  y = −λ − µ
 z = 1 − 2µ

33. Determine o lugar geométrico dos pontos eqüidistantes dos dois planos dados:
π 1 : 2 x − y + z − 1 = 0

π 2 : x + y − z + 2 = 0
ÁLGEBRA VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA ERON E ISABEL 19
x −1
34. Determine o ângulo entre as retas r : = y = − z e s : X = (1, 0, 0) + λ (2,1, −1).
2

35. Determine o ângulo da reta r : x = − y = z com o plano π : 2 x − y − z − 1 = 0 .

36. Determine o ângulo entre os planos π1 : X = (1,1,1) + λ ( 2,1,3) + µ (1, −1, 2 ) e


π 2 : 2x − y − z = 0 .

37. Obtenha as equações da reta que passa pelo ponto P (1, 0,1) e intercepta a reta
π
t : x = y = z + 1 formando um ângulo de radianos.
3

π
38. Pela reta PQ, P (1, −1, 0), Q (0, −2, −1) , conduza o plano que faz um angulo de
3
radianos com o plano x + 2 y − 3 z + 2 = 0 .

39. Dado o tetraedro de vértices A(1,2,1), B(2,–1,1), C(0, –1, –1) e D(3,1,0), calcule a
medida da altura baixada do vértice D ao plano da face ABC.

40. Do paralelepípedo dado a seguir sabe-se que:

i. O plano ABC : x + y − z + 6 = 0 e a
reta DG: X = t (1, 2, −3) , t ∈ R .
ii. O plano ABF é perpendicular ao
plano ABC e F(0,2,0).

Determine:
a. As equações simétricas da reta AF.
b. As equações paramétricas do plano ABF.
c. As coordenadas do ponto D.
d. A equação geral do plano EFG.

Respostas
 x = 1 + 3t
 x −1 y − 2 r  3 2 1 
1. X = (1,2,3) + t (3, 2,1), t ∈ R ,  y = 2 + 2t , = = z −3, v = ± , , 
z = 3 + t 3 2  14 14 14 

r r
2. A = (1, 0, 4 ) , B = ( 0,1, 6 ) , u = ( −1,1, 2 ) e v = ( 2, −2, −4 ) . P ∉ r e Q ∈ r .
 x = 2 − 5λ
x = 1− λ 
  4 x−2 y z +3
3. r :  y = 4 − 3λ , λ ∈ R 4. r :  y = λ ,λ ∈ R e = =
 z = −7  3 −15 4 18
  z = −3 + 6λ
 x = 1 + λ + 2µ
 3 5 15   3 7 15  
5. P=  , ,  ou P=  , ,  6. P= (1, 0, 0 ) 7. α :  y = 1 + 2λ + µ , λ, µ ∈ R .
2 2 2  4 4 4  z = 2 − λ

ÁLGEBRA VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA ERON E ISABEL 20
x = λ x = λ x = 0
  
8. Plano x0y: z = 0 e  y = µ . Plano x0z: y = 0 e  y = 0 . Plano y0z: x = 0 e y = λ .
z = 0 z = µ z = µ
  
9. (1, 2, 4) = ( −10, −5, 0 ) + (11, 7, 4 )
10. a) x − 2 y + 4 z + 1 = 0 ; b) 3 x − y + z − 4 = 0 ; c) 3 x − 2 y − 3 = 0 ; d) x + z − 2 = 0
11. a) 2 x − y − 3 z + 7 = 0 ; b) y − 2 z = 0
x = λ x = λ x = λ x = λ
   
12. a)  y = µ ; b)  y = 5λ − 1 ; c) y = µ ; d)  y = µ , λ , µ ∈ R.
 z = 5 + 4λ + 2µ z = µ z = 3  z = −2 + µ
   
13. P = ( 6, 2, −1) . 14. π : 3 x − y − 3 z − 8 = 0 15. π : 3 x − y − 3 z + 2 = 0 16. π : x − z + 2 = 0
17. π : 2 x − y + z = 0 18. π 1 : x + 4 y − 3 z = 0 , π 2 : 5 x + 9 y − 4 z = 0 , π 3 : 7 x + 6 y − 10 z = 0
19. X = ( 2,1, −1) + t ( 7 , −13,1) 20. X = t ( 9,17 ,7 ) .
 17 9   17 7 
21. P1 = ( 7,9, 0 ) , P2 =  , 0,  e P3 =  0, − , 
 5 5  2 2
x = 1− t x = t
  5 4 5 7 4 1
22.  y = −2 + t 23.  y = 0 24. Não 25. a) P ' =  , − ,  ; b) P ' =  , , − 
 z = −1 + 2t z = t 3 3 3  3 3 3
 
 3 λ
x = 2 + 2 + µ

26. O lugar geométrico é o plano de equações α :  y = µ λ, µ ∈ R .
 ,
 2
 3 λ 3µ
z = 2 + 2 − 2

29. v =  − , ,  +  , − , 
r 2 1 5 8 4 4
27. π :16 x − 5 y − 38z − 47 = 0 . 28. α : 4 x + 3 = 0
 3 3 3 3 3 3

30. d ( A, B ) = d ( A, C ) = 9 e d ( B, C ) = 5 10 .
3 14
31. a) 69 b) ⋅
14 5 3

32. a) 5 b)
2 ( ) ( ) (
α : 2 − 2 x − 1 + 2 y + 1 + 2 z − 1 + 2 2 = 0
33. Os planos 
) ( )
21 ( ) ( ) (
β : 2 + 2 x + 2 −1 y + 1 − 2 z − 1 − 2 2 = 0
 ) ( )
2 210
34. α = 0 . r // s coincidentes. 35. α = arcsen 36. α = arccos
3 15
 2 3 − 2 −3 − 2   2 3+ 2 2 −3
37. r : X = (1, 0 ,1) + t  − , ,  ou r ' : X = (1, 0 ,1) + t  , , 
 3 3 3   3 3 3 
38. π 1 : 2 x − 3 y + z − 5 = 0, π 2 : 3 x − y − 2 z − 4 = 0 .
8 19
39.
19
x = λ + µ
y−2 z 
40. a) AF: x = = b) ABF:  y = 2 + 2λ + µ c) D ( −1, −2,3)
2 −3  z = −3λ − µ

d) EFG : x + y − z − 2 = 0

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CAMARGO, Ivan de, BOULOS, Paulo. Geometria Analítica. 3ª ed. revisada e ampliada
– São Paulo: Prentice Hall, 2005.

2. STEINBRUCH, Alfredo, WINTERLE Paulo, Geometria Analítica, Makron Books.

3. CAROLI, Alésio, CALLIOLI Carlos A., FEITOSA Miguel O., Matrizes, Vetores e
Geometria Analítica, Ed. Nobel, 1991.

4. VENTURINI, Jacir J., Álgebra Vetorial e Geometria Analítica, 8ª edição (atualizada)


disponível no site www.geometriaanalítica.com.br .

5. SANTOS, Reginaldo. Um Curso de Geometria Analítica e Álgebra Linear, disponível no


site www.mat.ufmg.br/~regi .

6. LEHMANN, Charles H. Geometria Analítica, Editora Globo.

7. Apostilas Cálculo Vetorial – Professoras do Departamento de Matemática – UFBA


disponível no site www.dmat.ufba.br .

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