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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

SUPLEMENTO
COM ORIENTAÇÕES
PARA O PROFESSOR

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SUMÁRIO

1. Apresentação da obra ......................................................................................... 5


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

2. Objetivos gerais da obra .................................................................................... 5

3. O trabalho com o livro ....................................................................................... 5

4. Avaliação ........................................................................................................... 5
5. Sugestões de leitura para o professor ................................................................. 6

6. Material de apoio ............................................................................................... 7

7. Considerações sobre a organização da obra ...................................................... 12

8. Conteúdos e objetivos específicos dos capítulos ............................................... 14

9. Sugestões para o desenvolvimento dos capítulos .............................................. 25

10. Resolução de exercícios ..................................................................................... 58

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1. Apresentação da obra No Ensino Fundamental, os alunos tiveram contato


com vários campos do conhecimento matemático. Ago-
Sempre em busca de uma linguagem clara, objetiva ra, no Ensino Médio, estão em condições de utilizar e
e fundada no rigor conceitual, esta obra traz uma sele- enriquecer esses conhecimentos, desenvolvendo de
ção de tópicos programáticos essenciais da disciplina. modo mais amplo capacidades como abstração, raciocí-
A apresentação da teoria, a escolha de introduções,
nio em todas as suas vertentes, investigação, análise e
atividades e aplicações no desenvolvimento dos exer-
compreensão de fatos matemáticos e interpretação da
cícios resolvidos, o estabelecimento gradual da termino-
própria realidade.
logia matemática e outros procedimentos visam sempre
facilitar a compreensão por parte do aluno. Isso não sig- É importante a percepção de que as verdades mate-
nifica, porém, uma opção pela exclusão sumária de situ- máticas (não sendo definição ou postulado) podem ser
ações mais complexas, mas sim a sua inclusão criteriosa. demonstradas. Não defendemos que todos os teoremas
Todos os capítulos trazem baterias de Atividades devam ser demonstrados em sala de aula, mas que al-
distribuídas ao longo do texto explicativo e, ao final, guns o sejam, para que o aluno compreenda o significa-
uma seção de Exercícios complementares, para fixação do de uma demonstração e o método da ciência Mate-
e revisão dos conteúdos. mática.
Os Exercícios complementares podem ser desen- As atividades podem ser desenvolvidas em grupo,
volvidos conforme as necessidades didáticas: como ta- em duplas ou individualmente. O trabalho em grupo fa-
refa extraclasse, revisão do conteúdo trabalhado, fonte vorece a comunicação oral e a troca de experiências.
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de exercícios para uma recuperação paralela ou reforço


Outro aspecto importante refere-se à comunicação
do conteúdo desenvolvido. Seu objetivo primordial, no
matemática, que pode ser apresentada na forma de relato
entanto, é a verificação do aprendizado, pois permitem
escrito ou oral, registro ou expressão. Podem-se explorar
avaliar se os alunos compreenderam os conteúdos con-
ceituais e assimilaram os procedimentos envolvidos. as leituras que aparecem nos capítulos, trabalhando-as
Cada capítulo apresenta, ainda, um quadro Leitura, como tema para pesquisa ou como problematização do
com texto complementar sobre o conteúdo estudado. texto. Também é importante estimular sempre os alunos
a falar, ler e escrever sobre assuntos matemáticos.
2. Objetivos gerais da obra
• Estabelecer ligações entre este estágio do aprendi- 4. Avaliação
zado e os conhecimentos adquiridos no Ensino Funda- A avaliação é um instrumento fundamental para se
mental. obter informações sobre o andamento do processo ensi-
• Apresentar os rudimentos do pensamento científico. no-aprendizagem. Sugerimos que ela seja feita de forma
• Propiciar a compreensão da evolução do pensa- continuada, e não apenas ao término de cada bimestre.
mento científico, através da ampliação de conceitos e/ou Somente a avaliação praticada como um diagnóstico
da construção de objetos abstratos. contínuo possibilita a reformulação de procedimentos e
• Ampliar as possibilidades de representações por
estratégias, visando ao sucesso efetivo do estudante.
meio da linguagem matemática, exercitando: a constru-
Ao longo do curso, surgem inúmeras oportunidades
ção de esquemas, tabelas e gráficos; as argumentações
lógicas; o uso de expressões algébricas etc. de observação e avaliação. Pontuar, registrar e relatar
• Estabelecer conexões entre o conhecimento matemá- procedimentos comuns, relevantes e diferentes contribui
tico e as experiências da vida pessoal, social e produtiva. para melhor avaliar o aluno. Tendo em mãos as anota-
• Fornecer embasamento científico para a tomada ções sobre as atividades e as produções da turma, é pos-
de decisões, através de análises de dados. sível traçar perfis, perceber que aspectos devem ser re-
• Exercitar a visão tridimensional. forçados no ensino, que conteúdos e habilidades convém
privilegiar e quais assuntos podem ser avançados.
3. O trabalho com o livro Para obter informações sobre a apreensão de con-
teúdos por parte do estudante, podem-se observar: a
Contar, calcular, comparar, medir, localizar, repre-
compreensão conceitual, a leitura e a interpretação do
sentar, resolver problemas, interpretar, conhecer formas
geométricas, reconhecer fórmulas e aplicá-las, analisar texto matemático, o comportamento (hesitante, confian-
e argumentar são alguns procedimentos e atitudes mate- te, interessado) na resolução das atividades.
máticos que objetivam o estudo dessa disciplina como Também pode ser útil analisar as atitudes do aluno,
ciência. por exemplo, se costuma fazer perguntas, se participa

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dos trabalhos em grupo, se é cooperativo com os cole- CARRAHER, Terezinha Nunes (Org.). Aprender pen-
gas, se argumenta em defesa de suas opiniões etc. sando. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
Além de lançar mão desses recursos ao trabalhar
com atividades, exercícios complementares ou com a CARVALHO, Maria Cecilia Costa e Silva. Padrões nu-
problematização das leituras, podem-se criar outras méricos e seqüências. São Paulo: Moderna, 1997.
oportunidades de avaliação, por exemplo, solicitando
que o aluno explique, no quadro-de-giz, exercícios ou CASTRUCCI, Benedito. Lições de geometria plana.
resoluções de problemas. São Paulo: Nobel, 1976.
Sugerimos também que cada estudante organize
CHERVEL, A. História das disciplinas escolares: re-
uma pasta ou caderno com suas produções. Isso eviden-
cia sua organização, seu esforço nos trabalhos e, confor- flexões sobre um campo de pesquisa. Teoria & Educa-
me as anotações feitas, os conteúdos aos quais dedicou ção, n. 2. Porto Alegre: Pannonica, 1990.
maior ou menor atenção.
COURANT, Richard; ROBBINS, Herbert. O que é Ma-
A avaliação deve ser um processo, não uma série de
temática? Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2000.
obstáculos. As provas escritas, quando atendem aos
objetivos dos conteúdos, são meios adequados para exa- GAMOW, George. Um, dois, três… infinito. Rio de
minar o domínio dos procedimentos, a interpretação do Janeiro: Zahar, 1962.
texto, a compreensão conceitual e o entendimento de con-
textos. E mesmo esse tipo de avaliação pode ser utilizado GRAMSCI, A. Os intelectuais e a organização da cul-

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como um momento de aprendizagem, pois permite a per- tura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
cepção dos avanços e das dificuldades dos alunos em re-
lação ao conteúdo avaliado. Há ainda a possibilidade de KRULIK, Stephen; REYS, Robert E. (Org.). A resolu-
aplicação de provas elaboradas pelos próprios alunos ou ção de problemas na Matemática escolar. São Paulo:
de propor sua realização em grupos ou duplas. Atual, 1997.
Outro recurso interessante é a auto-avaliação —
uma maneira de o estudante exercitar a reflexão sobre o KUENZER, A. (Org.). Ensino Médio: construindo uma
próprio processo de aprendizagem. A auto-avaliação proposta para quem vive do trabalho. São Paulo: Cortez,
pode incluir questões como: 2001.
• Como você se sente em relação a seus estudos de
LIMA, Elon Lages et al. A Matemática no Ensino Mé-
Matemática? Por quê?
dio. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Matemáti-
• Qual foi o assunto mais importante para você, e o que
ca. 3 v. (Coleção do Professor de Matemática)
aprendeu?
• Em que você gostaria de ser ajudado? LINDQUIST, M. M.; SHULTE, A. P. (Org.). Apren-
• Como você acha que podemos melhorar nossas aulas dendo e ensinando geometria. São Paulo: Atual, 1994.
de Matemática?
Tão fundamental quanto avaliar é decidir o que fazer LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendiza-
com os resultados obtidos, ou seja, decidir sobre a neces- gem escolar. São Paulo: Cortez, 1997.
sidade de acompanhamento individualizado, de consti-
tuição de grupos de apoio, de atividades extras etc. MONTEIRO, Alexandrina; POMPEU JR., Geraldo. A
Matemática e os temas transversais. São Paulo: Moder-
na, 2003.
5. Sugestões de leitura para o professor
Bibliografia geral MORAN, José Manuel; MASSETO, Marcos T.;
BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e
ARAÚJO, F. Ulisses. Temas transversais e a estratégia
de projetos. São Paulo: Moderna, 2003. mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.

BUSSAB, Wilton; MORETTIN, Pedro. Estatística bá- PARENTE, Eduardo; CARIBÉ, Roberto. Introdução à
sica. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. computação. São Paulo: FTD, 1999.

CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais da . Matemática comercial e financeira. São


Matemática. Lisboa: Sá da Costa, 1975. Paulo: FTD, 1996.

CARRAHER, David. Senso crítico. São Paulo: Pionei- PERRENOUD, Phillipe. Dez novas competências para
ra, 1983. ensinar (capítulos 1 a 5). Porto Alegre: Artmed, 2000.

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. Pedagogia diferenciada: das intenções à . Ministério da Educação. Secretaria de


ação (capítulos 1, 3 e 4). Porto Alegre: Artmed, 2000. Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curricula-
RIOS, Terezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por res nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC/Semtec,
uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2002.
2001.
. Ministério da Educação. Secretaria de
ROPÉ, F.; TANGUY, L. (Org.). Saberes e competên-
Educação Média e Tecnológica. PCN + Ensino Médio:
cias: o uso de tais noções na escola e na empresa. Cam-
pinas: Papirus, 1997. orientações educacionais complementares aos parâme-
tros curriculares nacionais. Ciências da Natureza, Ma-
ROSA NETO, Ernesto. Didática da Matemática. 11. temática e suas tecnologias. Brasília: MEC/Semtec,
ed. São Paulo: Ática, 2001.
2002.
RUÉ, Joan. O que ensinar e por quê? Elaboração e de-
senvolvimento de projetos. São Paulo: Moderna, 2003. Revistas
TAILLE, Yves de L. A indisciplina e o sentimento de EDUCAÇÃO MATEMÁTICA EM REVISTA. São
vergonha. In: AQUINO, Júlio Groppa (Org.). Indisci- Paulo: Sociedade Brasileira de Educação Matemática
plina na escola: alternativas teóricas e práticas. São (SBEM).
Paulo: Summus, 1996.
NOVA ESCOLA. São Paulo: Fundação Victor Civita.
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História da Matemática
REVISTA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA. São
BAUMGART, John K. Álgebra. São Paulo: Atual,
Paulo: Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).
1992. (Tópicos de história da Matemática para uso em
sala de aula; v. 4) TEMAS E DEBATES. São Paulo: SBEM.
BOYER, Carl B. Cálculo. São Paulo: Atual, 1992. (Tó-
picos de história da Matemática para uso em sala de au-
la; v. 6) 6. Material de apoio
. História da Matemática. 2. ed. São Pau- Desenvolvimento do pensamento científico
lo: Edgard Blücher, 1999. O estudante do Ensino Médio pode entender os três
DAVIS, Harold T. Computação. São Paulo: Atual, estágios do pensamento científico: concreto, concreto-
1992. (Tópicos de história da Matemática para uso em abstrato e abstrato, considerando-se a abstração como o
sala de aula; v. 2) pensamento sobre um objeto ausente, que pode existir
EVES, Howard. Geometria. São Paulo: Atual, 1992. concretamente ou não. Para exemplificar esses estágios,
(Tópicos de história da Matemática para uso em sala de pode-se realizar a experiência a seguir.
aula; v. 3)
Estágio concreto
GUNDLACH, Bernard H. Números e numerais. São Apresentando uma caixa sob a forma de um parale-
Paulo: Atual, 1992. (Tópicos de história da Matemática lepípedo reto-retângulo e 18 cubinhos “iguais”, em que
para uso em sala de aula; v. 1) cada um é considerado uma unidade de volume u, pede-
IFRAH, Georges. Os números: a história de uma grande se o volume da caixa na unidade u, explicando que esse
invenção. São Paulo: Globo, 1989. volume é igual à quantidade de cubinhos, dispostos face
a face, necessários para encher completamente a caixa.
KENNEDY, Edward S. Trigonometria. São Paulo: Atu-
al, 1992. (Tópicos de história da Matemática para uso
em sala de aula; v. 5)

Documentos oficiais
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais. Matrizes curricula-
res de referência para o Saeb. 2. ed. Brasília: MEC/ u
Inep, 1999.

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Estágio concreto-abstrato Esse tipo de representação esquemática é trabalha-


Para calcular o volume da caixa, dispõe-se uma ca- do, por exemplo, no capítulo 2.
mada de 15 cubinhos no fundo da caixa, conforme figu- Apresentamos a seguir algumas sugestões de proce-
ra, sobrando apenas 3 cubinhos fora da caixa. dimentos e atividades que podem auxiliar o desenvolvi-
mento do pensamento científico.
I. Propor o uso do paralelepípedo reto-retângulo na
representação de retas e planos no espaço tridimen-
sional, como facilitador da visualização desses ob-
jetos e da compreensão das propriedades relaciona-
das a eles.
• Para representar na folha do caderno as retas e os
Observa-se que, embora não haja cubinhos sufi-
planos do espaço tridimensional, é conveniente esquema-
cientes para encher a caixa, é possível calcular o número
tizar, inicialmente, um paralelepípedo e, a partir dele, des-
de cubinhos necessários para isso. Inicia-se, então, um
tacar os objetos que queremos representar; por exemplo:
raciocínio concreto-abstrato: em cada camada podem
ser dispostos 15 cubinhos; como são possíveis 4 cama- Planos paralelos

das, conclui-se que o volume da caixa é 60 u.




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Planos perpendiculares


Estágio abstrato
Propõe-se como atividade o cálculo do volume de
uma caixa em forma de paralelepípedo reto-retângulo
de dimensões 10 m por 6 m por 5 m, considerando como 
unidade u de volume um cubo de 1 m de aresta.
A resolução desse problema exige a abstração dos
objetos concretos disponíveis anteriormente. Para a
Retas reversas
maioria dos alunos surge aí a necessidade de uma repre- r

sentação esquemática do objeto. É o momento oportuno


para falar da importância das representações.
Pode-se exemplificar mostrando representações es-
quemáticas na geometria e na álgebra.
• Na geometria representamos o ponto, a reta e o
s
plano, respectivamente, por uma pequena marca feita
com a ponta do lápis; por um traço feito com o auxílio Os paralelepípedos auxiliares não devem ser apaga-
de uma régua; e por um paralelogramo. dos do desenho. Sua presença contribui para um estudo
posterior.
• A utilização do paralelepípedo na representação
de retas e planos no espaço vai além da simples repre-
sentação; ela auxilia no entendimento de propriedades e
na resolução de problemas que envolvem retas e planos
• Na álgebra, também são utilizadas representações no espaço tridimensional.
esquemáticas como as equações, por exemplo. Por exemplo, considere a figura a seguir represen-
“Equacionar significa traduzir um determinado pro- tando: uma reta r perpendicular ao plano  em A; uma
blema para a linguagem algébrica, ou seja, para a lin- reta s contida em  e passando por A; uma reta t contida
guagem das fórmulas matemáticas.” (Isaac Newton) em  e perpendicular a s em B, com B  A; e uma reta

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u passando por B e concorrente com r. Prove que u é 2) O triângulo ABC a seguir é isósceles de base tBCu
perpendicular a t . e M é ponto médio da base. Determine a medida x, des-
crevendo o seu raciocínio.
r
u
A

t 35°

x
A
 B s B M C

Espera-se que o aluno redija um texto como:


A mediana tAMu coincide com a bissetriz interna relativa
ao vértice A e coincide com a altura relativa a esse vér-
Vamos utilizar um paralelepípedo auxiliar para nos tice; logo, m(BBAM)  35° e m(A BMB)  90°. Assim, te-
ajudar nessa prova: mos que:
r x  90°  35°  180° ⇒ x  55°
u

III. Transitar pelos campos numérico, algébrico e geo-


 t
métrico, apresentando pelo menos dois registros na
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representação de um objeto.
A
 B s Vejamos um exemplo da aplicação de mais de um
registro para o entendimento de um objeto.
• Para resolver a equação do 2º grau x 2  4x  12  0,
que é equivalente a x 2  4x  12, podemos considerar a
A reta t é perpendicular ao plano  (pois contém expressão x 2  4x como a soma da área de um quadrado de
uma aresta do paralelepípedo perpendicular a ); logo, lado medindo x com as áreas de quatro retângulos de
qualquer reta de  que concorra com t é perpendicular a dimensões x e 1:
t . Como u   e u concorre com t, concluímos que u é
1
perpendicular a t.
1

II. Propor a construção ou a interpretação de desenhos x


que esquematizem situações descritas em enuncia-
dos de problemas, teoremas ou propriedades. x 1

1
Vejamos dois exemplos.
1) No projeto de uma estrada, um engenheiro prevê Completando um quadrado de lado medindo x  2,
que uma curva terá o formato de um arco de circunfe- temos:
rência )AB, de raio 500 m. Com essa curva, a estrada 1
muda de direção em 30°. 1
a) Faça um desenho que esquematize essa situação.
b) Calcule o comprimento da curva. x
No item a, espera-se que o aluno construa o esquema:
x 1
30° 1
B
A
A área dessa nova figura, que é expressa por (x  2)2,
500 m é igual à área da figura anterior (12) mais 4 unidades,
isto é:

(x  2)2  16, ou seja,
x  2  4 e, portanto,
O x  2 ou x  6

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Embora apenas a raiz positiva possa ser considerada sa do vértice da parábola. Se nenhum aluno perceber,
como a medida do lado do quadrado, o processo ofere- então o professor atribui o valor e vence o jogo.
ceu também a raiz negativa da equação. (Aqui cabe a fa- A seguir, o professor desafia a classe, dizendo que
mosa frase de D’Alembert: “A álgebra é generosa; fre- vai dar uma nova chance. Escreve no quadro a expres-
qüentemente ela dá mais do que se lhe pediu.”). são x 2  8x e recomeça o jogo, só que dessa vez de-
senha o gráfico e, a cada valor atribuído a x pelos alu-
Por outro lado, nem sempre uma equação do 2º grau
nos, marca a abscissa x sugerida e a ordenada corres-
admite uma raiz positiva e, portanto, não se pode inter-
pondente y  x 2  8x, por exemplo (2, 12).
pretá-la como no caso anterior. Por exemplo, na equa-
ção x 2  6x  8  0 não podemos interpretar a expres- y

são x 2  6x como uma soma de áreas, pois temos uma


soma negativa: x 2  6x  8; por isso recorremos ao 12
registro algébrico, abstraindo da figura que nos auxiliou
anteriormente. Completamos um trinômio quadrado
perfeito no primeiro membro, adicionando 9 a ambos os
membros:
x 2  6x  9  8  9, ou seja,
0 x
(x  3)2  1, ou, ainda, 2 8

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x  3  1 e, portanto,
x  2 ou x  4
Com essa discussão, espera-se que o aluno descubra
IV. Ao estudar um objeto em um determinado registro sozinho que o valor máximo da função é obtido ao se
(numérico, algébrico ou geométrico), apresentar di- atribuir a x a abscissa do vértice da parábola.
ferentes pontos de vista.
VI. Trabalhar atividades lúdicas com o propósito de es-
Por exemplo, a inequação x 2  5x  6  0 pode ser tudar um conceito matemático.
resolvida, em R, dos dois modos a seguir.
1) Fatorando o polinômio x 2  5x  6 e resolvendo As atividades lúdicas sempre fazem sucesso em sala
a inequação-produto (x  2)(x  3)  0: de aula, por isso deve-se aproveitá-las. É necessário, po-
2 3 rém, selecionar aquelas que tenham conseqüências rele-
f (x) = x – 2 – + + x vantes no pensamento matemático. A seguir, apresenta-
g(x) = x – 3 – – +
f (x) g(x) = (x – 2)(x – 3) + – + mos um exemplo.
• Para que o aluno compreenda o que é uma demons-
S  {x  R  x  2 ou x  3} tração matemática, o professor pode propor o seguinte
2) Estudando a variação de sinal da função problema: Um tabuleiro de xadrez é composto de 64 ca-
f (x)  x 2  5x  6 por meio do seu gráfico: sas quadradas, 32 pretas e 32 brancas. Cada dominó co-
bre exatamente duas casas adjacentes, podendo ser colo-
+ + cado com um lado paralelo a qualquer lado do tabuleiro.
2 – 3 x

S  {x  R  x  2 ou x  3}

V. Apresentar os assuntos de modo que os alunos fa-


çam suas próprias descobertas.

Veja o exemplo.
• Escrevendo no quadro a expressão x 2  6x, o
professor propõe um jogo: Cada um de nós vai atribuir
um valor a x. O vencedor será aquele que conseguir o Nessas condições, 32 dominós cobrem totalmente o
maior valor numérico para essa expressão. Espera-se tabuleiro. Retirando-se duas casas diagonalmente opos-
que algum aluno perceba que basta atribuir a x a abscis- tas desse tabuleiro, conforme figura a seguir, pode-se

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afirmar que 31 dominós cobrem totalmente essa parte dendo sem dificuldade. Então, o professor começa a
remanescente? provocar os primeiros questionamentos, com as seguin-
tes perguntas:
d) Para x  53 esse produto é positivo ou negativo?
5 esse produto é positivo ou negativo?
e) Para x  --------
-
71
As questões que surgirão nesse momento fazem
parte do processo. O professor deve orientar a discussão
para que os alunos percebam que não é necessário efe-
tuar o produto; basta verificar o sinal de cada fator e
aplicar a regra de sinais.
Provavelmente algum aluno vai tentar resolver esse
problema desenhando 31 dominós sobre a figura e, f) A discussão deverá ficar ainda mais acalorada
constatando a impossibilidade, vai afirmar que 31 domi- quando o professor pedir aos alunos que determinem
nós não cobrem essa parte do tabuleiro. Nesse momen- todos os valores reais de x para os quais esse produto é
to, o professor pergunta ao aluno: Você tentou todas as positivo.
disposições possíveis? Não é porque a disposição esco- Podem surgir questões como: Os valores devem ser
lhida não cobriu a figura que se pode garantir que não testados um por um?
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exista uma que a cubra. Depois de discutir as dificuldades levantadas, o pro-


Há duas maneiras de se resolver esse problema: a fessor apresenta uma maneira de resolver o problema
primeira é testar, uma a uma, todas as disposições pos- por meio dos gráficos das funções f (x)  2x  10 e
síveis dos 31 dominós sobre essa parte do tabuleiro, até g(x)  x  3.
encontrar uma disposição que cubra a figura ou até es- Veja essa resolução no item 5 do capítulo 7.
gotar todas as disposições possíveis sem encontrar uma Em seguida o professor apresenta o algoritmo (qua-
que cubra a figura; a segunda maneira é por meio de dro de sinais) para a resolução desse tipo de inequação.
uma demonstração (uma argumentação lógica) que,
apesar de não testar todas as disposições, garanta a pos-
VIII. Estimular o uso da intuição e ao mesmo tempo
sibilidade ou a impossibilidade da cobertura.
questioná-la.
Para resolver esse problema por meio de uma de-
monstração, podemos raciocinar do seguinte modo: Grande parte das descobertas matemáticas necessi-
cada dominó cobre exatamente uma casa branca e uma tou de uma boa dose de intuição, porém a intuição deve
preta; portanto, 31 dominós cobririam 31 casas brancas vir acompanhada de uma argumentação lógica que a
e 31 casas pretas. Como foram retiradas do tabuleiro sustente. Pierre de Fermat, matemático dotado de uma
2 casas pretas, a parte remanescente ficou com 30 casas intuição invejável, tropeçou ao confiar apenas na intui-
pretas e 32 brancas, conclui-se então que 31 dominós
ção e conjecturar, por volta de 1630, que todo número
não cobrem essa parte remanescente do tabuleiro. n
da forma 22  1 é primo para qualquer número natural
n. Um século mais tarde, o matemático Leonhard Euler
VII. Provocar questionamentos.
provou que para n  5 esse número é composto, ou seja,
Quando o professor provoca uma dúvida, está utili- não é primo.
zando um dos recursos mais eficientes no processo de
ensino e aprendizagem. Por exemplo, ao iniciar o estudo É importante apresentar alguns exercícios que con-
das inequações-produto (antes do estudo da função po- trariem a intuição. Por exemplo:
linomial do 2º grau), o professor escreve no quadro-de- Uma fita de 1 m de comprimento é cortada em três
giz a expressão (2x  10)(x  3) e pergunta à classe: pedaços iguais.
a) Para x  5 esse produto é positivo, negativo ou a) Dê o número na forma decimal que represente a
nulo? medida, em m, de cada pedaço.
b) Para x  2 esse produto é positivo, negativo ou b) Qual é a soma desses números que representam
nulo? as medidas, em m, dos três pedaços?
c) Para x  4 esse produto é positivo, negativo ou nulo? O item b contraria a intuição e, por isso, merece
Até esse momento, o aluno substitui a variável x uma argumentação capaz de convencer o aluno de que
pelo valor numérico e efetua a multiplicação, respon- 0,9999... é igual a 1. Um argumento possível é: cada

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1 da fita; logo, a soma dos três pe- para se obter um ramo de hipérbole; basta que o plano
pedaço representa -----
-
3 não intercepte todas as geratrizes e que nenhuma delas
1  1  1  1. seja paralela ao plano.)
daços é -----
- ------ ------
3 3 3 Ramo de uma
hipérbole

IX. Propor seminários.


O seminário oferece a oportunidade do trabalho em
grupo, o que favorece a discussão e a reflexão sobre di-
ferentes idéias a respeito do mesmo objeto. O discurso
social é essencial para mudar ou reforçar conceitos.
Os resultados são realmente significativos, em
Poderíamos citar ainda muitos outros tipos de ativi-
termos de aprendizagem, quando o seminário estimu-
dade e de procedimento, como: estimular o entendimen-
la a criatividade dos estudantes no sentido da repre-
to de textos matemáticos, com o objetivo de despertar
sentação de objetos matemáticos por meio de constru- no aluno a autoconfiança em relação à sua capacidade
ções de objetos concretos. Vamos citar uma experiên- de aprender sozinho; estimular respostas orais; propor
cia para exemplificar. exercícios que envolvam trabalhos manuais (construção
Para representar as cônicas como intersecções de um dos poliedros regulares, por exemplo) etc. Além de
plano com a superfície de um cone, pode-se usar um fa-

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exercitar o pensamento científico e desenvolver compe-
rolete. O facho de luz que provém do farolete é cônico. tências, essas atividades diversificam as aulas
a) Iluminando a parede, com o eixo do cone perpen-
dicular a ela, observamos que a intersecção do plano da 7. Considerações sobre a organização
parede com a superfície do cone é uma circunferência.
da obra
Circunferência
Com o objetivo de oferecer uma visão sistêmica da
Matemática, os capítulos desta obra foram organizados
conforme descrito a seguir.
Capítulos 1 a 14
b) Iluminando a parede, com o eixo do cone oblíquo Com a finalidade de oferecer ao estudante uma transi-
a ela, de modo que todas as geratrizes do cone sejam inter- ção do Ensino Fundamental para o Médio sem contrastes
ceptadas pelo plano da parede, observamos que a intersec- muito acentuados, procuramos oferecer os rudimentos do
ção desse plano com a superfície do cone é uma elipse. pensamento científico, refinando a linguagem e apresen-
Elipse
tando o método matemático por meio de conceitos primi-
tivos, definições, postulados e teoremas. Sob essa orienta-
ção, organizamos os capítulos 1 a 14 da seguinte forma:
Os quatro primeiros capítulos têm por objetivo
apresentar a ciência Matemática embasada nas habilida-
des adquiridas no Ensino Fundamental, sistematizando:
• A linguagem dos conjuntos e a classificação dos
c) Iluminando a parede, com uma geratriz do cone números. A primeira oferecendo o ferramental mínimo
paralela a ela, observamos que a intersecção desse plano para a aquisição da escrita matemática e da percepção
com a superfície do cone é uma parábola. desta como linguagem, e a segunda aprofundando o es-
Parábola
tudo dos números reais.
• Os temas básicos da álgebra em interface com a
matemática financeira. Na parte inicial, resgatando o es-
tudo das equações do 1º e do 2º graus e das inequações
do 1º grau, no campo dos números reais, e na segunda
estudando os conceitos fundamentais utilizados em
d) Iluminando a parede, com o eixo do cone parale- transações financeiras.
lo a ela, observamos que a intersecção desse plano com • A geometria plana, na retomada de conceitos com
a superfície do cone é o ramo de uma hipérbole. (Não é o propósito de aprofundar essas idéias e apresentar algu-
necessário que o eixo do cone seja paralelo ao plano mas demonstrações para que o aluno comece a compre-

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ender a necessidade e o significado de uma demonstra- namento; e no capítulo 21 apresentamos o conceito de


ção, entendendo como a Matemática apresenta e valida determinantes e sua aplicação na discussão de um siste-
suas proposições. ma linear. Optamos por apresentar a noção de determi-
Os capítulos 5 a 11 tratam das funções, um dos te- nante após o estudo dos sistemas lineares para que essa
mas centrais do Ensino Médio. noção adquirisse um significado, surgindo assim como
Introduz-se o estudo do assunto enfatizando a neces- um instrumento para a discussão de sistema linear.
sidade de tabelas, gráficos ou fórmulas matemáticas para A análise combinatória, estudada nos capítulos
descrever as relações funcionais presentes no dia-a-dia. 22 e 23, prioriza o princípio fundamental de conta-
O estudo das funções permite ao aluno iniciar-se na gem, desenvolvendo o raciocínio combinatório e mi-
linguagem das ciências, expressando relações entre nimizando a mera aplicação de fórmulas, que tam-
grandezas dentro e fora da Matemática. bém são estudadas.
No capítulo 12 são apresentadas as seqüências. A apresentação do princípio fundamental de conta-
Com base em uma situação do cotidiano do aluno, for- gem com base na matriz das possibilidades de resulta-
malizamos o conceito de seqüência como uma função. dos de dois experimentos simultâneos, e não na árvore
Situações práticas procuram motivar o estudo das pro- de possibilidades, tem como objetivo usar um conheci-
gressões aritmética e geométrica. mento já adquirido pelo aluno; no cálculo da área de um
O tema noções de estatística, apresentado no capítu- retângulo, por exemplo, o aluno já efetuou a “multipli-
lo 13, além de oferecer ao aluno um conjunto de idéias cação do número de linhas pelo número de colunas”.
e procedimentos que o capacitem a interpretar dados Os capítulos 24 a 26 abordam a geometria espacial,
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apresentados em diferentes linguagens e representações priorizando a geometria métrica: no capítulo 24 são


na mídia ou em outros meios de comunicação, tem a fi- apresentados os conceitos fundamentais da geometria
nalidade de fornecer uma fundamentação científica para de posição, necessários para o entendimento da geome-
tria métrica; no capítulo 25 são estudados o prisma e a
a tomada de decisões que exijam a comparação de dis-
pirâmide, com ênfase nas figuras regulares; finalmente,
tribuições de freqüência.
no capítulo 26 são apresentados os corpos redondos: ci-
O capítulo 14, que traz a trigonometria no triângulo
lindro circular, cone circular e esfera.
retângulo, tem por objetivo relacionar as medidas dos
lados com as medidas dos ângulos agudos desse tipo de Capítulos 27 a 34
triângulo. Explora problemas que envolvem medições Nesses capítulos enfatizamos uma das mais eficien-
e, em especial, o cálculo de distâncias inacessíveis. tes formas do raciocínio matemático: a utilização de mais
Capítulos 15 a 26 de um registro de representação no estudo de um objeto
matemático. Por exemplo, nos casos em que apenas o uso
Os capítulos 15 a 26 têm a intenção de mostrar a
de régua e compasso — registro geométrico — não foi
evolução do pensamento científico mediante a amplia-
suficiente para a resolução de problemas, a geometria
ção de conceitos como: do triângulo retângulo para a
analítica — registro algébrico — surgiu, contribuindo
circunferência trigonométrica; dos sistemas lineares de
para que problemas milenares fossem resolvidos, como o
duas equações e duas incógnitas para os sistemas linea-
traçado da reta tangente por um ponto de uma curva.
res de n equações e m incógnitas; da geometria plana O capítulo 27 apresenta a teoria das probabilidades,
para a geometria espacial. Nessa seção damos uma ên- cujo objetivo é mostrar a possibilidade de se ter algum
fase maior às demonstrações. controle sobre a previsão de acontecimentos aleatórios.
A trigonometria na circunferência trigonométrica é Os capítulos 28 a 31, sobre geometria analítica, têm
apresentada nos capítulos 15 a 18: nos dois primeiros por finalidade tratar algebricamente as propriedades e
mostramos como estender o conceito de razão trigono- os elementos geométricos, proporcionando ao aluno a
métrica do triângulo retângulo para a circunferência tri- oportunidade de conhecer novos registros de represen-
gonométrica; no terceiro apresentamos as fórmulas de tação para o estudo da geometria clássica.
adição de arcos e de arco duplo; finalmente, no quarto O capítulo 32, referente aos números complexos,
capítulo, estudamos as funções trigonométricas, a lei tem por finalidade ampliar o campo numérico, apresen-
dos co-senos e a lei dos senos. tar as operações em C como extensões das operações em
Os capítulos 19, 20 e 21 tratam de matrizes, siste- R e representar geometricamente os elementos do con-
mas lineares e determinantes: no capítulo 19 estabelece- junto C.
mos uma estrutura algébrica no estudo das matrizes; no O capítulo 33, que trata dos polinômios, visa à apre-
capítulo 20 ampliamos os conhecimentos que os alunos sentação de uma “nova” estrutura algébrica que será apli-
já adquiriram sobre os sistemas lineares, apresentando a cada no capítulo 34, sobre equações algébricas, que obje-
resolução de sistemas lineares pelo método do escalo- tiva a ampliação do estudo das equações polinomiais.

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8. Conteúdos e objetivos específicos dos capítulos

Capítulo 1 Uma introdução à linguagem dos conjuntos

Conteúdo Objetivos
1. A origem da teoria dos conjuntos Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Conceitos primitivos • representar um conjunto na forma tabular (tabela), ou por diagramas, ou por meio de
3. Formas de representar um conjunto uma propriedade que determine os seus elementos;
4. Tipos de conjunto • classificar um conjunto como finito ou infinito;
5. Subconjunto • relacionar elemento e conjunto, e relacionar subconjunto e conjunto;
6. Igualdade de conjuntos • reconhecer conjuntos iguais;
7. Conjunto universo • conceituar conjunto universo;
8. União e intersecção de conjuntos • operar com conjuntos (união, intersecção, diferença e complementar);
9. Conjunto diferença • aplicar os conceitos da teoria dos conjuntos na resolução de problemas sobre
10. Conjunto complementar quantidade de elementos de conjuntos finitos;
11. Problemas sobre quantidades de ele- • classificar um número como natural, inteiro, racional, irracional ou real;
mentos de conjuntos finitos • relacionar os conjuntos numéricos por meio da relação de inclusão;

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12. Classificação dos números • representar os conjuntos numéricos por meio de diagramas;
13. O eixo real • representar genericamente um número par e um número ímpar;
• representar genericamente dois números inteiros consecutivos;
• demonstrar teoremas simples envolvendo números pares, ímpares ou consecutivos;
• obter a geratriz de uma dízima periódica;
• demonstrar teoremas simples envolvendo números racionais ou irracionais;
• representar no eixo real todos os tipos de intervalos;
• justificar a necessidade da representação “bolinha vazia” no extremo aberto de um
intervalo real;
• operar com intervalos (união e intersecção);
• representar gráfica e algebricamente os intervalos reais.

Capítulo 2 Temas básicos de álgebra e de matemática financeira

Conteúdo Objetivos
1. Equações do 1º grau Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Inequações do 1º grau • resolver equações e inequações do 1º grau;
3. Sistemas de equações do 1º grau • resolver, pelos métodos da substituição e da adição, sistemas do 1º grau com duas
4. Equações do 2º grau equações e duas incógnitas;
5. Matemática financeira • equacionar problemas do 1º grau com duas incógnitas;
• resolver equações do 2º grau;
• discutir uma equação do 2º grau;
• resolver equações do 2º grau de raízes racionais, através das relações de soma e
produto das raízes;
• fatorar um trinômio do 2º grau;
• representar uma taxa porcentual sob a forma decimal ou fracionária;
• resolver problemas que relacionem porcentual/parte/todo;
• calcular o lucro sobre o preço de custo e sobre o preço de venda, em uma transação
comercial;
• resolver problemas que envolvem juro simples, taxa de juros, unidades de tempo,
prazo e montante;
• resolver problemas envolvendo juro composto.

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Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade


Conteúdo Objetivos
1. Ângulos em um triângulo Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Triângulo isósceles • resolver problemas que envolvam a soma das medidas dos ângulos internos e a
3. Triângulo eqüilátero medida de um ângulo externo de um triângulo, que explorem as propriedades dos
4. Triângulo retângulo triângulos isósceles, eqüilátero, retângulo;
5. Teorema de Tales • conceituar razão de segmentos e aplicar o teorema de Tales na resolução de proble-
6. Semelhança de figuras planas mas;
7. Semelhança de triângulos • identificar figuras planas semelhantes;
8. Relações métricas no triângulo retân- • reconhecer triângulos semelhantes através dos casos A.A., L.A.L. e L.L.L.;
gulo • resolver problemas por meio da semelhança de triângulos;
• calcular a razão de semelhança entre triângulos, usando dois segmentos de reta
correspondentes quaisquer (lados, alturas, medianas etc.);
• deduzir as relações métricas no triângulo retângulo e aplicá-las na resolução de
problemas variados;
• calcular a medida da diagonal de um quadrado e a da altura de um triângulo eqüilátero
em função da medida de um lado.
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Capítulo 4 Geometria plana: circunferência, círculo e cálculo de áreas


Conteúdo Objetivos
1. Circunferência e círculo Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Ângulos na circunferência • conceituar circunferência e círculo;
3. Perímetro da circunferência • nomear elementos de uma circunferência;
4. Unidades de medida de área • reconhecer a posição relativa entre um ponto e uma circunferência;
5. Cálculo da área de algumas • reconhecer a posição relativa entre uma reta e uma circunferência e entre duas
figuras planas circunferências;
• aplicar na resolução de problemas a propriedade que garante o alinhamento entre os
centros de duas circunferências e o ponto de tangência entre elas;
• aplicar na resolução de problemas as relações entre ângulo inscrito, central e de
segmento;
• calcular o perímetro c de uma circunferência por meio da fórmula c = 2πr;
• transformar unidades de área;
• calcular a área dos polígonos: triângulo, retângulo, quadrado, paralelogramo, hexá-
gono regular, trapézio e losango;
• calcular a área do círculo, do setor circular, do segmento circular e da coroa circular.

Capítulo 5 A linguagem das funções


Conteúdo Objetivos
1. Sistemas de coordenadas Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Conceito de função • representar pontos no plano cartesiano;
3. Formas de representação de uma • reconhecer uma função em situações do cotidiano;
função
• formalizar o conceito de função;
4. Estudo do sinal de uma função
• reconhecer o domínio, o conjunto-imagem e o contradomínio de uma função;
5. Análise gráfica
• determinar a imagem de um elemento através do diagrama, através da lei y = f(x) e
através do gráfico de uma função;
• usar indistintamente as notações y ou f(x) para indicar a imagem de um elemento do
domínio de uma função;
• estudar o sinal de uma função a partir do seu gráfico, conhecidas as abscissas dos
pontos de intersecção com o eixo Ox;
• determinar o domínio e o conjunto-imagem de uma função através do gráfico.

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Capítulo 6 Função real de variável real — Inversão de funções


Conteúdo Objetivos
1. Função real de variável real Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Raiz de uma função • determinar o domínio de uma função quando esta é apresentada simplesmente pela
3. Variação de uma função lei y = f(x);
4. Funções inversas • determinar as raízes de funções (raízes obtidas a partir de equações já estudadas);
• determinar os intervalos em que uma função é crescente, decrescente ou constante;
• definir e exemplificar a inversão de funções;
• obter a inversa de uma função, a partir da lei de associação.

Capítulo 7 Função polinomial do 1‚‚ grau ou função afim


Conteúdo Objetivos
1. Conceituação Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Gráfico de uma função polinomial do • construir o gráfico de uma função polinomial do 1º grau a partir da lei de associação;
1º grau • determinar a lei de associação a partir do gráfico da função polinomial do 1º grau;
3. Função definida por mais de uma • dar exemplos de funções polinomiais do 1º grau no cotidiano;
sentença • construir o gráfico de uma função dada por mais de uma sentença;
4. Variação de sinal da função afim • discutir a variação de sinal de uma função polinomial do 1º grau, algébrica e grafi-

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5. Inequação-produto camente;
6. Inequação-quociente • resolver inequações-produto e inequações-quociente que envolvam função poli-
nomial do 1º grau.

Capítulo 8 Função polinomial do 2‚‚ grau ou função quadrática


Conteúdo Objetivos
1. Conceituação Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Gráfico de uma função polinomial do • esboçar o gráfico de uma função quadrática a partir da lei de associação;
2º grau • determinar a lei de associação a partir do gráfico da função quadrática;
3. Pontos notáveis da parábola • determinar os pontos notáveis da parábola (intersecções com os eixos coordenados e
4. Máximo e mínimo de uma função vértice);
polinomial do 2º grau • determinar o domínio e o conjunto-imagem de uma função quadrática ou de uma
5. Variação de sinal de uma função restrição desse tipo de função;
polinomial do 2º grau
• determinar o máximo ou o mínimo de uma função quadrática;
6. Inequação do 2º grau
• aplicar os conceitos de máximo ou mínimo de uma função quadrática na resolução de
problemas;
• discutir a variação de sinal de uma função quadrática e aplicar na resolução de
problemas;
• resolver inequações do 2º grau;
• resolver inequações-produto ou inequações-quociente envolvendo funções poli-
nomiais do 1º ou do 2º grau.

Capítulo 9 Função modular


Conteúdo Objetivos
1. Distância entre dois pontos do eixo Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
real • calcular a distância entre dois pontos do eixo real, conhecendo suas abscissas;
2. Módulo de um número real • definir módulo de um número real, geométrica e algebricamente;
3. Função modular • calcular o módulo de um número real;
• aplicar as propriedades de módulo na resolução de equações e inequações modulares;
• conceituar função modular e determinar seu domínio e conjunto-imagem;
• construir gráficos de funções modulares.

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Capítulo 10 Função exponencial


Conteúdo Objetivos
1. Potenciação e radiciação em R Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Função exponencial • definir e calcular potência de expoente inteiro e de expoente racional;
3. Equação exponencial • aplicar as propriedades de potências;
4. Inequação exponencial • representar um número sob a notação científica;
• calcular raízes exatas, através da definição e das propriedades de radicais;
• operar com radicais, simplificando-os quando possível;
• aproximar potências de expoente irracional;
• definir função exponencial, construir seu gráfico e classificá-la como crescente ou
decrescente;
• aplicar o conceito da função exponencial na resolução de problemas;
• aplicar as propriedades da função exponencial na resolução de equações e inequações
exponenciais;
• resolver problemas através de equações e inequações exponenciais.

Capítulo 11 Função logarítmica


Conteúdo Objetivos
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1. Os fundamentos dos logaritmos Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Conceito de logaritmo • calcular logaritmos através da definição;
3. Propriedades dos logaritmos • calcular logaritmos aplicando propriedades;
4. Função logarítmica • aplicar o conceito de logaritmo na resolução de problemas;
5. Equações logarítmicas • construir o gráfico de uma função logarítmica e classificá-la como crescente ou
6. Inequações logarítmicas decrescente;
• determinar o domínio de uma função logarítmica;
• aplicar as propriedades de logaritmos na resolução de equações e inequações loga-
rítmicas;
• resolver problemas através de equações e inequações logarítmicas.

Capítulo 12 Seqüências
Conteúdo Objetivos
1. Conceito de seqüência Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Lei de formação de uma seqüência • diferenciar os conceitos de seqüência e conjunto;
3. Progressão aritmética (P.A.) • interpretar os significados dos símbolos an, n e Sn;
4. Progressão geométrica (P.G.) • determinar os termos de uma seqüência a partir da lei de formação;
• reconhecer uma progressão aritmética;
• classificar uma progressão aritmética como crescente, decrescente ou constante;
• determinar um termo qualquer de uma progressão aritmética, a partir do primeiro
termo e da razão;
• interpolar meios aritméticos entre dois números dados;
• representar genericamente uma P.A.
• calcular a soma dos n primeiros termos de uma P.A.;
• reconhecer uma progressão geométrica;
• classificar uma progressão geométrica como crescente, decrescente, constante,
oscilante ou quase nula;
• determinar um termo qualquer de uma progressão geométrica, a partir do primeiro
termo e da razão;
• interpolar meios geométricos entre dois números dados;
• representar genericamente uma P.G.;
• calcular a soma dos n primeiros termos de uma P.G.;
• calcular a soma dos infinitos termos de uma P.G. de razão q, com –1  q  1.

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Capítulo 13 Noções de estatística


Conteúdo Objetivos
1. O que é estatística Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Conceitos preliminares • conceituar população, amostra, freqüência e freqüência relativa;
3. Tabelas e gráficos • separar uma amostra de números em classes;
• construir tabelas de distribuição de freqüência;
4. Medidas estatísticas
• representar uma distribuição de freqüência em gráfico de linha, gráfico de barras
horizontais e verticais;
• representar uma distribuição de freqüência em gráfico de setores;
• construir, ler e interpretar histogramas de uma distribuição de freqüência de classes
não-unitárias;
• conceituar média aritmética, mediana e moda, e aplicar esses conceitos na resolução
de problemas;
• conceituar desvio médio absoluto, variância e desvio padrão, e aplicar esses conceitos
na resolução de problemas.

Capítulo 14 Trigonometria no triângulo retângulo


Conteúdo Objetivos
1. A origem da trigonometria Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:

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2. Seno, co-seno e tangente de um ân- • calcular os valores aproximados do seno, do co-seno e da tangente de um ângulo
gulo agudo agudo;
• calcular a medida de um lado de um triângulo retângulo, conhecendo as medidas de
um lado e de um ângulo agudo desse triângulo;
• aplicar os conceitos de seno, co-seno e tangente de um ângulo agudo de um triângulo
retângulo;
• relacionar a tangente de um ângulo agudo de um triângulo retângulo com o seno e o
co-seno desse ângulo;
• relacionar ângulos complementares através do seno e do co-seno.

Capítulo 15 A circunferência trigonométrica e as extensões dos conceitos de seno


e de co-seno
Conteúdo Objetivos
1. O radiano, unidade de medida de Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
arco e de ângulo • calcular a medida de um arco, em radianos ou em graus, conhecendo o comprimento
2. Circunferência trigonométrica desse arco e o raio da circunferência que o contém;
3. Simetrias • transformar a medida de um arco, de graus para radianos e vice-versa;
4. Seno e co-seno de um arco trigono- • determinar as medidas dos arcos côngruos a um dado arco, em graus ou radianos;
métrico • relacionar as medidas, em graus ou radianos, associadas a pontos da circunferência
5. Tabela dos arcos notáveis trigonométrica, simétricos em relação ao eixo das ordenadas, ao eixo das abscissas ou
6. Redução ao 1º quadrante à origem do sistema cartesiano;
• associar números reais aos pontos da circunferência trigonométrica, identificando
7. Relação fundamental da trigonome-
cada medida em radianos com o número real que a representa;
tria
• estender os conceitos de seno e co-seno para arcos trigonométricos e ângulos não-agudos;
8. Equações trigonométricas imediatas
• calcular o seno e o co-seno de 0°, 90°, 180°, 270°, 30°, 45°, 60° e de seus arcos
9. Inequações trigonométricas
côngruos (analogamente para medidas em radianos);
• determinar o sinal do seno e do co-seno em cada quadrante;
• relacionar os senos e os co-senos de arcos trigonométricos com extremidades
simétricas em relação ao eixo das ordenadas, ao eixo das abscissas ou à origem do
sistema cartesiano;
• resolver, em um intervalo limitado, equações trigonométricas imediatas em seno e
co-seno;
• aplicar a propriedade do produto nulo na resolução de equações trigonométricas;
• resolver equações trigonométricas através de equações polinomiais auxiliares;
• resolver, em um intervalo limitado, inequações trigonométricas imediatas em seno e
co-seno;
• utilizar o método gráfico na resolução de equações e inequações trigonométricas
imediatas.

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Capítulo 16 Tangente de um arco trigonométrico e as razões recíprocas do seno,


do co-seno e da tangente
Conteúdo Objetivos
1. Tangente de um arco trigonométrico Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Tabela dos arcos notáveis • estender o conceito de tangente para arcos trigonométricos e ângulos não-agudos;
3. Redução ao 1º quadrante • determinar o sinal da tangente em cada quadrante;
4. Equações trigonométricas em tan- • calcular a tangente de 0°, 180°, 30°, 45°, 60° e de seus arcos côngruos (analogamente
gente para medidas em radianos);
5. Inequações trigonométricas em tan- • aplicar, na resolução de problemas, o conceito de tangente de um arco trigonomé-
gente trico;
6. As razões recíprocas do seno, do co-
• relacionar as tangentes de arcos trigonométricos com extremidades simétricas em
seno e da tangente
relação ao eixo das ordenadas, ao eixo das abscissas ou à origem do sistema
cartesiano;
• resolver, em um intervalo limitado, equações trigonométricas imediatas em tangente
usando recursos como o método gráfico, a propriedade do produto nulo e equações
polinomiais auxiliares;
• resolver, em um intervalo limitado, inequações trigonométricas imediatas em tangente;
• calcular, quando existirem, a co-tangente, a secante e a co-secante dos arcos de 0°,
90°, 180°, 30°, 45°, 60° e de seus arcos côngruos (analogamente para medidas em
radianos);
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• resolver equações trigonométricas envolvendo as razões cotg x, sec x e cossec x.

Capítulo 17 Adição de arcos e arco duplo


Conteúdo Objetivos
1. Seno, co-seno e tangente dos arcos Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
de medidas (a  b) e (a  b) • calcular o seno, o co-seno e a tangente da soma ou da diferença de dois arcos;
2. Seno, co-seno e tangente do arco • calcular o seno, o co-seno e a tangente de um arco duplo;
duplo • aplicar as fórmulas de arco duplo para relacionar o seno, o co-seno ou a tangente de

um arco de medida  com o seno, o co-seno ou a tangente do arco de medida ------
-.
2

Capítulo 18 Funções trigonométricas e resolução de triângulos


Conteúdo Objetivos
1. Conceituação Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Gráfico da função y  sen x • identificar as funções seno, co-seno e tangente e suas representações gráficas, bem
3. Gráfico da função y  cos x como analisar cada função segundo sua periodicidade, sinal, raízes e conjunto-imagem;
4. Gráfico da função y = tg x • aplicar, na resolução de problemas, as funções seno, co-seno e tangente;
5. Resolução de triângulos • relacionar as medidas dos lados de um triângulo qualquer com o co-seno de um
6. Cálculo da área de um triângulo ângulo interno (lei dos co-senos);
• relacionar a razão entre a medida de um lado de um triângulo qualquer e o seno do
ângulo oposto com o raio da circunferência circunscrita a esse triângulo (lei dos senos);
• aplicar, na resolução de problemas, a lei dos senos e a lei dos co-senos;
• calcular a área de um triângulo em função das medidas de dois lados e do ângulo
compreendido entre eles.

Capítulo 19 Matrizes
Conteúdo Objetivos
1. Um pouco de história Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Matriz • representar genericamente uma matriz;
3. Matrizes especiais • construir uma matriz a partir da lei de formação;
4. Matrizes transpostas
• reconhecer uma matriz quadrada e identificar as diagonais principal e secundária;
5. Elementos correspondentes em ma-
trizes do mesmo tipo • reconhecer as matrizes identidade e nula;
6. Igualdade de matrizes • transpor uma matriz;

19
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continuação do capítulo 19
Conteúdo Objetivos
7. Adição de matrizes • reconhecer elementos correspondentes em matrizes de mesmo tipo;
8. Multiplicação de um número por • reconhecer matrizes iguais;
uma matriz • reconhecer matrizes opostas;
9. Subtração de matrizes • adicionar, subtrair e multiplicar matrizes;
10. Multiplicação de matrizes • multiplicar um número real por uma matriz.

Capítulo 20 Sistemas lineares


Conteúdo Objetivos
1. Os sistemas de equações no dia-a-dia Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Equação linear • reconhecer uma equação linear;
3. Sistema linear • determinar soluções de uma equação linear possível;
4. Classificação de um sistema linear • classificar uma equação linear como possível ou impossível;
5. Resolução de um sistema linear • resolver um sistema linear pelo método do escalonamento;
6. Sistema linear escalonado • classificar um sistema linear como possível e determinado, possível e indeterminado
7. Sistemas lineares equivalentes ou impossível;

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


8. Escalonamento de um sistema linear • resolver problemas que envolvam sistemas de equações lineares.

Capítulo 21 O conceito de determinante e aplicações


Conteúdo Objetivos
1. Conceito de determinante Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Discussão de um sistema linear • calcular determinantes de ordens 2 e 3;
3. Sistema linear homogêneo • discutir um sistema linear com número de equações igual ao número de incógnitas,
usando o conceito de determinante e a técnica do escalonamento;
• discutir um sistema linear com número de equações diferente do número de
incógnitas, usando a técnica do escalonamento;
• reconhecer um sistema linear homogêneo;
• resolver um sistema linear homogêneo, usando a técnica do escalonamento;
• classificar um sistema linear homogêneo com número de equações igual ao número
de incógnitas, usando o conceito de determinante;
• classificar um sistema linear homogêneo com número de equações diferente do
número de incógnitas, usando a técnica do escalonamento;
• discutir um sistema linear homogêneo com número de equações igual ao número de
incógnitas, usando o conceito de determinante;
• discutir um sistema linear homogêneo com número de equações diferente do número
de incógnitas, usando a técnica do escalonamento.

Capítulo 22 Os princípios da análise combinatória


Conteúdo Objetivos
1. A arte de contar Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Princípio fundamental de contagem • aplicar o princípio fundamental de contagem;
3. Princípio aditivo de contagem • construir a matriz das possibilidades de dois ou mais experimentos simultâneos;
4. Fatorial • aplicar o princípio fundamental de contagem para um número finito de experimentos
simultâneos;
• aplicar o princípio aditivo de contagem na resolução de problemas;
• calcular o fatorial de um número natural;
• resolver equações envolvendo fatoriais.

20
MP-Paiva-021a037 Page 21 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

Capítulo 23 Agrupamentos e métodos de contagem


Conteúdo Objetivos
1. Tipos de agrupamento Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Arranjo simples • reconhecer um arranjo simples;
3. Permutação simples • construir os arranjos simples formados por p elementos escolhidos dentre n elemen-
4. Permutação com elementos repetidos tos distintos;
5. Combinação simples • calcular o número de arranjos simples de n elementos tomados p a p;
6. Critério para diferenciar arranjo de • reconhecer uma permutação simples;
combinação • construir permutações de n elementos distintos;
7. O binômio de Newton • calcular o número de permutações simples;
• calcular o número de permutações com elementos repetidos;
• reconhecer uma combinação simples;
• construir as combinações simples formadas por p elementos escolhidos dentre
n elementos distintos;
• relacionar os números Cn, p e An, p;
• calcular o número de combinações de n elementos tomados p a p;
• aplicar a fórmula de Newton no desenvolvimento de (x  a) n, com n  N.

Capítulo 24 Geometria de posição e poliedros


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Conteúdo Objetivos
1. As secções planas dos objetos Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. O espaço e seus elementos • reconhecer figuras planas e figuras não-planas;
3. Uma figura fundamental • reconhecer retas paralelas, concorrentes e reversas;
4. Posições relativas • reconhecer reta paralela a um plano, reta secante a um plano e reta contida em um
5. Perpendicularidade plano;
6. Projeção ortogonal • reconhecer planos paralelos e planos secantes;
7. Ângulos no espaço • reconhecer retas perpendiculares, reta perpendicular a um plano e planos perpen-
8. Poliedros diculares;
9. Poliedros regulares • achar a medida de ângulos determinados por duas retas reversas, por uma reta e um
plano e por dois planos;
• identificar um poliedro e seus elementos (faces, vértices, arestas e diagonais);
• classificar e nomear poliedros;
• reconhecer poliedros convexos, poliedros não-convexos e poliedros regulares;
• calcular o número de arestas de um poliedro a partir do número de faces e do número
de arestas por face;
• calcular o número de arestas de um poliedro a partir do número de vértices e do
número de arestas por vértice;
• aplicar a relação de Euler.

Capítulo 25 Prisma e pirâmide


Conteúdo Objetivos
1. Prisma Ao final deste capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Prisma reto e prisma oblíquo • identificar um prisma reto e um prisma oblíquo;
3. Prisma regular • reconhecer um prisma regular;
4. Paralelepípedo reto-retângulo • calcular a área lateral e a área total de um prisma;
5. Cubo • reconhecer um paralelepípedo reto-retângulo e, em particular, um cubo;
6. O princípio de Cavalieri e o cálculo • calcular a medida da diagonal de um paralelepípedo reto-retângulo;
do volume de um prisma • calcular a área total e o volume de um paralelepípedo reto-retângulo;
7. Pirâmide • calcular o volume de um prisma;
8. Pirâmide regular • identificar uma pirâmide;
9. Volume da pirâmide • reconhecer uma pirâmide regular;
10. Tronco de pirâmide de bases • relacionar a medida do apótema de uma pirâmide regular às medidas da altura e do
paralelas apótema da base;
• calcular a área lateral e a área total de uma pirâmide;
• calcular o volume de uma pirâmide;
• calcular o volume de um tronco de pirâmide de bases paralelas.

21
MP-Paiva-021a037 Page 22 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

Capítulo 26 Corpos redondos


Conteúdo Objetivos
1. Introdução Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Cilindro circular • reconhecer um cilindro circular e seus elementos;
3. Cilindro circular reto e cilindro cir- • reconhecer um cilindro de revolução ou cilindro circular reto;
cular oblíquo • reconhecer um cilindro eqüilátero;
4. Cone circular • calcular a área lateral e a área total de um cilindro circular reto;
5. Cone circular reto e cone circular • calcular a área de uma secção meridiana de um cilindro circular reto;
oblíquo • calcular o volume de um cilindro circular;
6. Tronco de cone circular de bases pa- • reconhecer um cone circular e seus elementos;
• reconhecer um cone de revolução ou cone circular reto;
ralelas
• reconhecer um cone eqüilátero;
7. Esfera
• relacionar as medidas do raio da base, da geratriz e da altura de um cone circular reto;
• calcular a área lateral e a área total de um cone circular reto;
• calcular a medida do ângulo do setor circular equivalente à superfície lateral de um
cone circular reto;
• calcular a área de uma secção meridiana de um cone circular reto;
• calcular o volume de um cone circular;
• calcular o volume de um tronco de cone circular reto de bases paralelas;
• reconhecer esfera e superfície esférica;
• reconhecer plano secante, plano tangente e plano exterior a uma esfera;
• relacionar as medidas do raio de uma esfera, do raio de uma secção plana e da

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


distância da secção ao centro da esfera;
• calcular o volume de uma esfera;
• calcular a área de uma superfície esférica;
• reconhecer um fuso esférico e calcular sua área;
• reconhecer uma cunha esférica e calcular o seu volume;
• reconhecer esferas tangentes.

Capítulo 27 Probabilidade
Conteúdo Objetivos
1. A origem da teoria das probabilidades Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. O conceito de probabilidade • reconhecer um experimento aleatório;
3. Definição de probabilidade • determinar o espaço amostral de um experimento aleatório;
4. Adição de probabilidades • formar eventos de um espaço amostral;
5. Probabilidade condicional • determinar o número de elementos de um espaço amostral ou de um evento;
6. Multiplicação de probabilidades • calcular a probabilidade de ocorrer um elemento de um evento de um espaço amostral;
• reconhecer eventos complementares;
• aplicar as propriedades das probabilidades;
• identificar o conectivo ou com a união de eventos, e o conectivo e com a intersecção
de eventos;
• calcular a probabilidade da união de dois eventos;
• aplicar o teorema da adição de probabilidades;
• calcular probabilidades condicionais;
• reconhecer eventos independentes;
• calcular a probabilidade da intersecção de dois eventos;
• identificar o tipo de problema em que se pode aplicar o teorema da multiplicação de
probabilidades.

Capítulo 28 Geometria analítica: ponto e reta


Conteúdo Objetivos
1. A origem da geometria analítica Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Distância entre dois pontos • calcular a distância entre dois pontos;
3. Ponto médio de um segmento de reta • obter o ponto médio de um segmento;
4. Determinação de uma reta • identificar, graficamente, a inclinação de uma reta no plano cartesiano;
5. Condição de alinhamento de três • calcular o coeficiente angular de uma reta não-vertical, conhecendo sua inclinação ou
pontos as coordenadas de dois de seus pontos;
6. Equação fundamental da reta • verificar se três pontos do plano cartesiano são ou não colineares;
7. As bissetrizes dos quadrantes e as • obter a equação de uma reta, conhecendo seu coeficiente angular e as coordenadas de
retas horizontais e verticais um de seus pontos;
• obter as equações das retas bissetrizes dos quadrantes;
• obter equações de retas horizontais e de retas verticais.

22
MP-Paiva-021a037 Page 23 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

Capítulo 29 Formas da equação da reta, paralelismo e perpendicularidade


Conteúdo Objetivos
1. Generalidades sobre as equações da Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
reta • representar qualquer reta do plano cartesiano por meio de uma equação geral;
2. Equação geral da reta • determinar as coordenadas do ponto de intersecção de duas retas concorrentes;
3. Equação reduzida da reta • representar qualquer reta não-vertical do plano cartesiano através da equação
4. Retas perpendiculares reduzida, interpretando, geometricamente, o coeficiente de x (coeficiente angular) e
5. Equações paramétricas da reta o termo independente (coeficiente linear);
• expressar a equação geral de uma reta não-vertical na forma reduzida;
• reconhecer a posição relativa de duas retas não-verticais a partir de seus coeficientes
angulares;
• determinar uma equação de uma reta paralela a uma reta dada;
• reconhecer a perpendicularidade entre duas retas não-verticais a partir de seus
coeficientes angulares;
• reconhecer a perpendicularidade entre duas retas, sendo uma delas vertical;
• determinar uma equação de uma reta perpendicular a uma reta dada;
• expressar as equações paramétricas de uma reta na forma geral ou na reduzida.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 30 Complementos sobre o estudo da reta


Conteúdo Objetivos
1. Distância entre ponto e reta Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Aplicações de determinantes na geo- • calcular a distância de um ponto a uma reta;
metria analítica • calcular, por meio de um determinante de terceira ordem, a área de um triângulo,
3. Representação gráfica de uma ine- conhecidas as coordenadas de seus vértices;
quação do 1º grau • verificar, por meio de um determinante de terceira ordem, se três pontos estão
alinhados ou não;
• obter, por meio de um determinante de terceira ordem, a equação de uma reta a partir
de dois de seus pontos;
• representar graficamente uma inequação do 1º grau;
• representar graficamente as soluções de um sistema de inequações do 1º grau.

Capítulo 31 Equações da circunferência


Conteúdo Objetivos
1. Equação reduzida de uma circunfe- Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
rência • obter a equação reduzida de uma circunferência, conhecendo o raio e as coordenadas
2. Equação normal de uma circunfe- do centro dessa circunferência;
rência • determinar o raio e as coordenadas do centro de uma circunferência a partir da
3. Reconhecimento de uma circunfe- equação reduzida dessa circunferência;
rência • obter a equação normal de uma circunferência, conhecendo o raio e as coordenadas
4. Posições relativas entre um ponto e do centro dessa circunferência;
uma circunferência • determinar o raio e as coordenadas do centro de uma circunferência, a partir da
5. Posições relativas entre uma reta e equação normal dessa circunferência;
uma circunferência • reconhecer se uma equação do tipo Ax2  By2  Cxy  Dx  Ey  F  0, nas
variáveis x e y, representa ou não uma circunferência;
• reconhecer a posição relativa entre um ponto e uma circunferência;
• reconhecer a posição relativa entre uma reta e uma circunferência;
• determinar as coordenadas do(s) ponto(s) de intersecção de uma reta com uma
circunferência.

23
MP-Paiva-021a037 Page 24 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

Capítulo 32 Conjunto dos números complexos


Conteúdo Objetivos
1. Número complexo Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Operações elementares com números • conceituar número complexo e representá-lo na forma algébrica;
complexos • operar com números complexos na forma algébrica;
3. Potências de números complexos com • calcular potências de expoente inteiro de i e de números complexos na forma a  b i,
expoente inteiro com {a, b }  R;
4. Representação geométrica do conjunto
• interpretar geometricamente um número complexo;
dos números complexos
• calcular o módulo de um número complexo;
5. Módulo de um número complexo
• aplicar as propriedades dos módulos de um número complexo;
• determinar o lugar geométrico dos afixos dos números complexos que satisfazem
uma determinada propriedade.

Capítulo 33 Polinômios

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Conteúdo Objetivos
1. Expansão polinomial de um número Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Polinômio em uma variável • reconhecer um polinômio;
3. Identidade de polinômios • determinar o grau de um polinômio não identicamente nulo;
4. Operações com polinômios • calcular o valor numérico de um polinômio;
5. Fração polinomial • aplicar o conceito de identidade de polinômios;
6. Divisão de um polinômio por um bi-
• efetuar adições, subtrações e multiplicações com polinômios;
nômio do 1º grau
• dividir polinômios pelo método da chave;
• aplicar o teorema do resto e o de D’Alembert;
• aplicar o conceito de identidade de frações polinomiais;
• verificar se um polinômio P(x) é divisível por kx  a, com k  0;
• aplicar o dispositivo prático de Briot-Ruffini na divisão de um polinômio P(x) por
kx  a, com k  0.

Capítulo 34 Equações polinomiais


Conteúdo Objetivos
1. Um pouco de história Ao final do capítulo, o aluno deve estar preparado para:
2. Equação polinomial ou algébrica • reconhecer uma equação polinomial;
3. Teorema fundamental da álgebra • determinar o grau de uma equação polinomial;
4. Teorema da decomposição • obter as raízes de uma equação do 3º grau, conhecendo uma delas;
5. Número de raízes de uma equação • aplicar o teorema fundamental da álgebra e o teorema da decomposição;
polinomial • determinar a multiplicidade de uma raiz de uma equação polinomial;
6. Raízes imaginárias • aplicar o teorema das raízes imaginárias e o teorema das raízes racionais;
7. Raízes racionais • aplicar as relações de Girard em equações polinomiais.
8. Relações de Girard

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9. Sugestões para o desenvolvimento dos capítulos


Capítulo 1 • Considerem uma fita de 1 m de comprimento.
Cortando essa fita em três partes de mesmo

Conjuntos
comprimento, qual é o número na forma deci-
Discutir com os alunos o texto do item 1, concluindo
mal que representa a medida, em metros, de
que, além da definição de infinito e de muitas outras
cada pedaço?
contribuições, a teoria dos conjuntos uniformizou a
Resposta: 0,333333...
linguagem em todos os ramos da Matemática. Em
Geometria, por exemplo, dizemos que um ponto per- • Qual é a soma dos três números na forma deci-
tence a uma reta, que uma reta está contida em um mal que representam as medidas desses peda-
plano, que a intersecção de dois planos secantes é ços?
uma reta. Explicar a necessidade dos conceitos pri- Respostas: 0,999999...
mitivos. Portanto 0,999999  1.
Conjuntos numéricos: N, Z, Q, Q e R V. Vale a pena enfatizar o método a seguir para se

obter uma aproximação de 2 .


I. A introdução aos conjuntos numéricos pode ser
Seja d o número positivo cuja segunda potência
feita a partir do texto do item 12, discutindo-se a
idéia de número e as necessidades de ampliação é 2, isto é, d  2 .
dos conjuntos numéricos. O número d está entre 1,4 e 1,5, pois (1,4)2  1,96
e (1,5)2  2,25.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

II. Apresentar uma particularidade capaz de deter-


minar a classificação de um número. Não é ne- A média aritmética de 1,4 e 1,5 é 1,45. Como
cessária uma definição formal. Por exemplo: 1,4  d  1,5 e (1,45)2  2,1025, podemos di-
• número natural é aquele que resulta de conta- minuir um pouco o intervalo no qual certamente
gem de unidades; está o número d , ou seja, 1,4  d  1,45.
• número inteiro é qualquer número natural ou o A média aritmética de 1,4 e 1,45 é 1,425. Como
oposto desse número; 1,4  d  1,45 e (1,425)2  2,030625, podemos
• número racional é todo aquele que pode ser re- diminuir um pouco mais o intervalo no qual certa-
presentado sob a forma decimal finita ou infi- mente está o número d, ou seja, 1,4  d  1,425.
nita periódica; A média aritmética de 1,4 e 1,425 é 1,4125. Como
• número irracional é todo aquele que pode ser 1,4  d  1,425 e (1,4125)2  1,99515625, po-
representado sob a forma decimal infinita não- demos diminuir ainda mais o intervalo no qual
periódica; certamente está o número d, ou seja:
• número real é todo aquele que pode ser repre-
1,4125  d  1,425
sentado sob a forma decimal, finita ou infinita.
III. Alguns alunos têm dificuldade em visualizar o Esse processo pode ser continuado indefinida-
diagrama abaixo, em especial o conjunto Q (dos mente, pois d é um número irracional.
números irracionais). Pode-se propor como exercício o cálculo, por
tentativa e erro, da melhor aproximação por falta,
R
com uma casa decimal, dos números: 3 , 5 ,
Z Q
N 6 e 10 .
Q Resolução
Temos que (1,7)2  2,89 e (1,8)2  3,24; logo, a
melhor aproximação é 1,7. Analogamente, temos
Um recurso que pode ajudar é pedir que esses 5  2,2; 6  2,4 e 10  3,1.
alunos coloquem os seguintes números nos luga-
3 Capítulo 2
res adequados: 0; 4; 3; ------ ; 3,22222...; 5
8 Equações do 1ºº grau

IV. Uma dúvida muito comum diz respeito à igualda- I. Iniciar o assunto a partir do problema proposto
de 0,999999...  1. Pode-se questionar:
no item 1 do capítulo. Perguntar aos alunos se é
• Se 0,999999... fosse menor que 1, então existi-
riam infinitos números reais entre 0,999999... possível descobrir o valor de cada prestação. Es-
e 1. De terminem um númer o r eal entre pera-se que algum aluno subtraia do valor do car-
0,999999... e 1. ro o valor da entrada, e divida o restante pelo nú-
Resposta: Não existe. mero de prestações.

25
MP-Paiva-021a037 Page 26 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

Sistemas de equações do 1ºº grau


Após a discussão, enfatizar que essa resolução
equivale a determinar o valor desconhecido na Pode-se conceituar sistema de equações a partir dos
sentença: exemplos:
1.500  12x  15.570 Exemplo 1
II. Pedir aos alunos outros exemplos do cotidiano Um retângulo com perímetro de 28 cm tem na base
que exijam a determinação de um valor desco- 2 cm a mais do que na altura. Qual é a medida da base
nhecido (resolução de equações). e a da altura desse retângulo?
Exemplo 2
Inequações do 1ºº grau

Em um treino para uma corrida de Fórmula 1, um pi-


I. Conceituar inequação a partir do exemplo apresen- loto deu duas voltas em um circuito: a primeira volta
tado no item 2 (a solução deve ser discutida com os em 5,04 minutos e a segunda em 4,5 minutos. Na se-
alunos). Sugerimos que se formem grupos de dois gunda volta, sua velocidade média aumentou de
ou três alunos para formular outras questões nesse 30 km/h em relação à primeira volta. Qual a extensão
problema, por exemplo: e para ser classificada desse circuito, em km?
como normal? Apresentar mais exemplos. Resolução
Exemplo 1 Sabendo que 30 km/h equivalem a 0,5 km/min, e in-
Em uma escola, a média mínima para aprovação dicando por d a extensão do circuito e por v a veloci-
automática é 6,0. Essa média, em cada matéria, é dade média na primeira volta, temos:
calculada pela expressão:

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


5,04v  d
ab2 c2 d 4,5(v  0,5)  d
-------------------------------------------------------
6
Resolvendo o sistema, obtém-se d  21; logo, o cir-
em que as letras a, b, c e d representam as notas cuito tem 21 km de extensão.
(de zero a dez) do 1º, 2º, 3º e 4º bimestre, respec-
tivamente. Se as notas de um aluno, em História, Equação do 2ºº grau

foram 6,8; 6,0 e 7,0 nos três primeiros bimestres, Iniciar o assunto com a situação que introduz o item 4.
respectivamente, qual deve ser sua nota no 4º bi- Apresentar outros problemas cuja solução exija a reso-
mestre para que seja aprovado automaticamente? lução de uma equação do 2º grau, como, por exemplo:
Pedir aos alunos que resolvam o problema, mos- Uma classe de 30 alunos decidiu comprar uniformes
trando a seguir que a resolução equivale a deter- para a equipe de basquetebol que representará a classe
minar os possíveis valores de d que tornam ver- no campeonato interno do colégio. O custo dos unifor-
dadeira a sentença: mes, que foi de R$ 480,00, seria dividido em partes
6,8  6,0  2 7,0  2 d iguais entre os 30 alunos da classe. Porém, alguns alu-
---------------------------------------------------------------------  6
6 nos não puderam pagar e, por isso, a quantia que cor-
Exemplo 2 responderia a esses alunos foi dividida em partes
No dia 1º de julho, João aplicou R$ 3.000,00 em iguais entre os demais. Sabendo que cada aluno pagan-
um fundo de investimento A e R$ 3.012,00 em te contribuiu com R$ 0,80 por aluno não-pagante, cal-
um fundo B. Em cada dia de julho o fundo A ren- cule o número de alunos que não puderam pagar.
deu R$ 1,80 ao dia, e o fundo B rendeu R$ 1,20 Resolução
ao dia. Em que dias de julho o montante no fundo Indicando por x o número de alunos não-pagantes, o
A foi superior ao do fundo B? número de alunos pagantes será 30  x. Como cada
Resolução aluno pagante desembolsou 16  0,80x, temos:
Sendo x o número dos dias em que o dinheiro es- (30  x)(16  0,80x)  480 ⇒ 0,80x2  8x  0
teve aplicado, vamos determinar os valores de x  x  10 ou x  0 (não convém)
que satisfaçam a condição: Logo, 10 alunos não puderam pagar.
3.000  1,80x  3.012  1,20x

Porcentagem
Resolvendo essa inequação, obtém-se x  20; lo- Mostrar alguns problemas de porcentagem, destacan-
go, o montante no fundo A foi maior que o do do os cuidados necessários na sua resolução. Por
fundo B, de 21 a 31 de julho. exemplo:
II. Pedir aos alunos outros exemplos do cotidiano • Aumentando-se em 10% cada lado de um quadra-
que exijam a resolução de uma inequação. do, em quanto por cento aumenta o seu perímetro?

26
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Resolução Semelhança de triângulos
Como a porcentagem é um valor relativo, podemos Apresentar os casos de semelhança a partir da se-
resolver o problema com um quadrado particular. guinte experiência:
Por exemplo: Mostram-se dois triângulos de tamanhos diferentes,
recortados em cartolina, e, sobrepondo ângulos, mos-
tram-se que dois ângulos A B eBB de um triângulo são
10 A B 11 congruentes a dois ângulos D B eEB do outro, respecti-
vamente. A seguir, pergunta-se:
10 11 a) Que relação existe entre as medidas dos outros
O perímetro do quadrado A é 40 e o perímetro do dois ângulos CB eFB desses triângulos?
quadrado B é 44; logo, de A para B, o perímetro au- Resposta: São iguais.
menta em 10%. Justificativa
A D
Um erro comum na resolução desse problema é so-
mar as porcentagens, concluindo que o perímetro

aumenta de 40%.
• Um piso de 36 m2 será revestido com lajotas. Sa-
bendo-se que há 10% de perda na sua colocação, x
devido a cortes e quebras, quantos metros quadra- C
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dos de lajotas devem ser comprados? B y


F
Resolução
E
Sendo x a quantidade de m2 de lajotas que deve ser
comprada, temos:
  x  180
⇒ xy
x  0,1x  36 ⇒ x  40
  y  180
Logo, devem ser comprados 40 m2 de lajotas. b) Se o lado tABu cabe duas vezes no lado tDEu, quan-
Um erro comum na resolução desse problema é tas vezes o lado tACu cabe no lado tDFu?
calcular a quantidade de m2 de lajotas por Resposta: 2 vezes
E quantas vezes o lado tBCu cabe no lado tEFu?
36  0,1 36.
Resposta: 2 vezes
Justificativa
Capítulo 3 AD

Ângulos em um triângulo
Antes de demonstrar que a soma das medidas dos ân-
C
gulos internos de um triângulo é 180°, pode-se reali- B
zar a seguinte experiência:
Pede-se a um aluno que recorte um triângulo qual-
quer em uma folha de papel, desenhando, nesse triân- F
gulo, arcos de mesmo raio centrados nos vértices. A E
seguir, ele deve recortar os “bicos” do triângulo e co- Os ângulos correspondentes BBEF e ABBC são con-
locá-los lado a lado, mostrando que os três arcos for- gruentes; logo, ,BC- / ,EF-. Assim, pelo teorema de
mam meia circunferência e, portanto, 180°. AB  AC , mas como
Tales, temos -----------
- ------------
DE DF
b AB 1 AC 1
b ------------  ------ , concluímos que ------------  ------ , ou se-
a c a c DE 2 DF 2
ja, o lado tACu cabe 2 vezes no lado tDFu.
Uma experiência análoga à anterior pode ser feita an- Mudando as posições dos triângulos, conforme a
tes da demonstração do teorema do ângulo externo, figura a seguir, e repetindo o raciocínio, temos,
como mostra a figura a seguir: AC
BC  -----------
pelo teorema de Tales, ---------- - - , mas como
EF DF
AC 1 BC 1
b
b ------------  ------ , concluímos que -----------  ------ , ou se-
a c
e
c a DF 2 EF 2

27
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ja, tBCu cabe 2 vezes em tEFu.


Área de alguns polígonos
D O cálculo da área do retângulo é fundamental, pois, a
partir dele, serão deduzidos os cálculos das demais
áreas.
A
Enfatizar que a área do losango também pode ser cal-
culada como o produto das medidas da base pela
altura, pois o losango é, também, um paralelogramo.


FC Área do círculo e de suas partes
E
B I. Apresentar o cálculo da área do círculo. É impor-
tante que o aluno pense no porquê da fórmula
Ressaltando que essa experiência mostra que as
A  πr 2, para que ela tenha um significado.
condições A.A. são suficientes para garantir a se-
melhança dos triângulos, conclui-se que qualquer II. Ressaltando que a área de um setor circular é di-
conjunto formado por uma quantidade mínima de retamente proporcional à medida do ângulo cen-
condições capazes de garantir a semelhança de dois tral, mostrar o cálculo dessa área através de uma
triângulos é chamado de caso de semelhança. regra de três. Um exercício interessante que pode
ser proposto nesse momento é o seguinte:
Capítulo 4 Calcule a área de um setor circular de raio 6 cm

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Circunferência e círculo cujo arco mede 8 cm.


I. Apresentar os conceitos de circunferência e cír- Resolução
culo, pedindo aos alunos exemplos de objetos do O comprimento do arco de um setor circular é di-
cotidiano que têm a forma de uma circunferência retamente proporcional à área do setor; logo:
e de objetos que têm a forma de um círculo (o aro
de uma cesta de basquetebol lembra uma circun- Comprimento do arco Área
ferência; uma pizza tem a forma de um círculo). (cm) (cm2)
II. Definir as posições relativas entre duas circunfe- 2π 6 π 62
rências, enfatizando que, em duas circunferên-
cias tangentes, os centros e o ponto de tangência 8 x
são colineares. x  24 cm2
III. Definir a medida de um arco em graus como a
medida do ângulo central correspondente. Co- III. Ao calcular a área da coroa circular, pedir aos
mentar aplicações do conceito de ângulo central alunos exemplos de objetos que têm a forma des-
na determinação da latitude e da longitude de um sa figura geométrica (arruela, compact disc, anel
ponto sobre a superfície da Terra. viário circular etc.).
Pode-se pedir aos alunos que determinem, com o
auxílio de um globo terrestre, a latitude e a longi- Capítulos 5 e 6
tude de sua cidade.

Sistema cartesiano
Nem sempre a posição de um ponto é determinada

Perímetro da circunferência
Para a apresentação do número π, pode-se pedir aos apenas por um número, às vezes é necessária mais de
alunos que recortem em papelão um círculo de qual- uma informação. Por exemplo, a localização de uma
quer tamanho, medindo o seu contorno e o seu diâ- cadeira em um teatro é determinada por uma letra e
metro, com o auxílio de uma fita métrica. A seguir, um número (fila G, cadeira 12); a localização de um
pede-se que dividam a medida do contorno pela me- ponto sobre a superfície terrestre é determinada por
dida do diâmetro, anotando no quadro-de-giz os re- duas medidas: a latitude e a longitude. Pedir outros
sultados obtidos (com apenas uma casa decimal), e exemplos aos alunos e, depois, mostrar como locali-
comentando que a razão entre perímetros e diâmen- zar um ponto no plano através do sistema ortogonal
tros é a mesma constante para qualquer círculo. Fi- de coordenadas cartesianas. Como curiosidade pode-
nalmente, depois de apresentar o método de Arqui- se contar que a palavra ortogonal vem do grego
medes para o cálculo de π, comenta-se a irracionali- orthógonos, cujo significado é “que tem ângulos re-
dade de π e conclui-se que o perímetro c de uma cir- tos”. Assim, sistema ortogonal de coordenadas é
cunferência de raio r é dado por c  2πr. aquele formado por eixos perpendiculares.

28
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O conceito de função Função constante, função crescente e função
Antes da formalização do conceito de função, é im- decrescente
portante que o aluno observe algumas situações en- Antes de formalizar os conceitos de função constan-
volvendo funções no cotidiano. Após o exemplo in- te, função crescente e função decrescente, mostrar
trodutório apresentado no livro (item 2), podem-se exemplos concretos, tais como:
citar outros exemplos: a) De janeiro a junho do ano de 2003, o preço de um
• o comprimento de um fio de cabelo em função do determinado automóvel era de R$ 16.780,00, não
tempo; sofrendo alteração nesse período; por isso, dize-
• o consumo de combustível de um automóvel em mos que a função f que expressa o preço desse
função da distância percorrida; automóvel em função do tempo t é constante no
• o faturamento de uma empresa em função do nú- período de janeiro a junho de 2003.
mero de unidades vendidas etc. b) Uma torneira fornece água para uma piscina. A
Pedir outros exemplos aos alunos. função que expressa o volume de água contida na
piscina em função do tempo, desde a abertura da

Análise gráfica torneira até o final do trabalho, é crescente, pois,


Um modo sugestivo de apresentar esse assunto é dese- quanto maior o tempo decorrido, maior será o vo-
nhar no quadro-de-giz os gráficos a seguir (circunfe- lume de água na piscina.
rência e semicircunferência) de duas correspondências c) Um ralo escoa a água de uma piscina. A função
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f : [3, 7] → R g: [3, 7] → R que expressa o volume de água contida na pisci-


na em função do tempo, desde a abertura do ralo
Depois, perguntar:
até o esvaziamento total, é decrescente, pois,
a) O elemento 6 possui quantas imagens através de f?
quanto maior o tempo decorrido, menor será o
b) O elemento 6 possui quantas imagens através de g? volume de água na piscina.
c) Cada elemento do intervalo [3, 7] possui quantas
imagens através de g?

Funções inversas
d) A correspondência f é função? Por quê? Explorar o exemplo introdutório, enfatizando que:
e) A correspondência g é função? Por quê? • o gráfico 1 representa uma função de domínio
A  {0, 1, 2, 3, 4, 5} e imagem B  {1.000, 1.200,
y y
1.400, 1.600, 1.800, 2.000};
9 • o gráfico 2 representa uma função de domínio
f
B  {1.000, 1.200, 1.400, 1.600, 1.800, 2.000} e
7
g imagem A  {0, 1, 2, 3, 4, 5};
5 5 • se um número b é imagem de um número a em um
dos gráficos, então a é imagem de b no outro; por
exemplo, no gráfico 1, o número 1.800 é imagem
de 4 e, no gráfico 2, o número 4 é imagem de 1.800.
0 3 7 x 0 3 7 x Essas condições garantem que as funções represen-
tadas por esses gráficos sejam inversas uma da
Após essa discussão, pode-se mostrar que: outra.
• Se uma reta paralela ao eixo Oy intercepta o gráfico Ressaltar a condição necessária e suficiente para
de uma correspondência R em mais de um ponto, que uma função admita inv ersa: Uma função
então R não é função. f : A → B é invertível se, e somente se, f é uma
correspondência biunívoca entre A e B.
• Um gráfico representa uma função de A em B se, e
Pedir aos alunos que justifiquem o procedimento a
somente se, qualquer reta paralela ao eixo Oy, pas-
seguir para a obtenção da função inversa:
sando por um ponto qualquer de abscissa x, x  A, Se a função real de variável real y  f(x) é invertí-
intercepta o gráfico em um único ponto. vel, sua inversa é obtida do seguinte modo:
Este é o momento oportuno para apresentar a deter- I. Trocamos x por y e y por x, escrevendo x  f(y).
minação do domínio e do conjunto-imagem de uma II. Isolamos a variável y após a mudança de variáveis,
função através do gráfico. obtendo y  f 1(x).

29
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Capítulo 7 Inequações

Função polinomial do 1‚‚ grau Antes de apresentar o texto do livro, discutir com os

alunos a questão: sendo a e b números reais:


Observar que:
a) sob que condições tem-se a b  0?
• quando o gráfico da função polinomial do 1º grau Resposta: a  0 e b  0 ou a  0 e b  0
passa pela origem do sistema (função linear), os b) sob que condições tem-se a b  0?
valores de y são diretamente proporcionais aos cor- Resposta: a  0 e b  0 ou a  0 e b  0
respondentes valores de x; como na função y  2x. a  0?
c) sob que condições tem-se ------
Por exemplo: b
2 4 6
------  ------  ------ Resposta: a  0 e b  0 ou a  0 e b  0
1 2 3 a  0?
d) sob que condições tem-se ------
• quando o gráfico da função polinomial do 1º grau b
não passa pela origem do sistema, os valores de y Resposta: a  0 e b  0 ou a  0 e b  0
não são diretamente proporcionais aos valores de x, Em seguida, discutir com os alunos a resolução da
porém, as diferenças y (variações) dos valores de inequação:
y são proporcionais às diferenças x (variações) (x  2)(2x  8)  0, de acordo com a resposta obtida
entre os valores correspondentes de x; como na na pergunta a.
função y  1.000  2x. Por exemplo: Como o produto é positivo, temos duas possibilidades:

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1.004  1.000 1.006  1.004 2 x20 x20
--------------------------------------  --------------------------------------  ------ ou
20 32 1 2x  8  0 2x  8  0
y é exatamente o co-
Atentar para o fato de que ---------
de onde se obtém o conjunto solução:
-
x S  {x  R  x  2 ou x  4}.
eficiente de x na função y  1.000  2x. Comentar que o estudo do sinal do produto das funções
f(x)  x  2 e g(x)  2x  8

Função definida por mais de uma sentença


também pode ser feito a partir dos gráficos dessas
Após a apresentação da função definida por mais de funções:
uma sentença, através do exemplo que introduz o y
f
item 3, apresentar outros. g

Exemplo
2 4 x
A distribuidora de energia elétrica de um Estado co-
bra uma taxa mínima de R$ 10,00 de cada consumi-
dor. Além dessa taxa, cada cliente paga R$ 0,07 por
kWh, pelos 30 primeiros kWh consumidos; e
R$ 0,10 por kWh pelo que ultrapassar 30 kWh de
consumo. O valor f (x), em reais, pago em função do
• À esquerda de 2, as duas funções assumem valores
consumo x, em kWh, de cada cliente é descrito pela
negativos e, portanto, o produto delas é positivo.
função:
• Entre 2 e 4, f assume valores positivos e g assume va-
10  0,07x, se x  30
f(x)  lores negativos e, portanto, o produto f g é negativo.
12,10  0,10x, se x  30 • À direita de 4, as duas funções assumem valores
cujo gráfico é: positivos e, portanto, o produto delas é positivo.
y (R$) Concluímos, assim, que f g  0 se, e somente se,
x  2 ou x  4.
16,10 Mostrar também que esse estudo pode ser feito atra-
12,10
vés de um quadro confeccionado da seguinte maneira:
10 1º) Marcam-se no eixo real as raízes das funções f e
g, indicando a variação de sinal de cada uma:
0 x (kWh) 2 4
30 40 – + +
x–2 x
2x – 8 – – +

30
MP-Paiva-021a037 Page 31 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

2º) A seguir, indica-se a variação de sinal do produto Verificar se algum aluno percebeu a técnica para des-
das duas funções: cobrir o sinal da expressão somente observando os grá-
2 4 ficos. Se ninguém descobriu, insistir com novas per-
x–2 – + + x
2x – 8 – – + guntas. Isso faz com que toda a classe pense no assunto.
(x – 2)(2x – 8) + – +
O desfecho é a resolução da inequação-produto:
Como queremos f g  0, devemos ter x  2 ou x2
x  4. (4  x) [ --------  1]  0
9
Observando os gráficos, temos que:
Capítulo 8 a) para todo x à esquerda de 3, as duas funções f e
g assumem valores positivos, portanto f g  0;

Função quadrática
Apresentar a função polinomial do 2º grau a partir do b) para todo x entre 3 e 3, a função f assume valo-
problema do item 1 do capítulo. res positivos, e a função g assume valores nega-
Discutir com os alunos como se obtém a igualdade: tivos, portanto f g  0;
x c) para todo x entre 3 e 4, as duas funções f e g as-
f(x)  x [50  ---------------
- ] ou ainda,
1.000 sumem valores positivos, portanto f g  0;
x2 d) para todo x à direita de 4, a função f assume va-
f(x)   ----------------  50x lores negativos, e a função g assume valores po-
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

1.000
sitivos, portanto f g  0.
Concluímos, então, que o conjunto solução da ine-

Inequação-produto e inequação-quociente
O aluno já trabalhou com inequações-produto e ine- quação é:
quações-quociente envolvendo funções polinomiais S  {x  R  x  3 ou 3  x  4}
do 1º grau. O objetivo, agora, é ampliar um pouco
essa idéia. Capítulo 9
Apresentar os gráficos das funções:

Módulo de um número real


x2  1
f(x)  4  x e g(x)  -------
- Utilizando o exemplo do livro (item 1), continuar for-
9
mulando questões:
y
a) Se essa pessoa se deslocar do ponto C até o ponto
4 O, que distância percorrerá? Como você calcula
essa distância, usando as abscissas de C e O?
Resposta: 0  (4)  4
b) Se essa pessoa se deslocar do ponto C até o ponto
–3 0 3 4 x D de abscissa 1, que distância percorrerá?
–1
Como você calcula essa distância, usando as abs-
cissas de C e D?
A seguir, montar a expressão:
Resposta: 1  (4)  3
x2
(4  x) [ --------  1] Após essa discussão, formalizar os conceitos de distân-
9
cia entre dois pontos e de módulo de um número real.
Propor as perguntas a seguir.
• Se atribuirmos o valor 5 para x, essa expressão será
positiva ou negativa?
Capítulo 10
• Se atribuirmos o valor 6 para x, essa expressão

Função exponencial
será positiva ou negativa? I. Apresentar a função exponencial a partir de um
1 para x, essa expressão problema, como, por exemplo, o cálculo do mon-
• Se atribuirmos o valor -----------
-
129 tante acumulado em uma aplicação financeira a
será positiva ou negativa? juro composto.
• Se atribuirmos o valor 17.953 para x, essa expres- • Um capital de 1 milhão de reais foi aplicado à taxa
são será positiva ou negativa? de juro composto de 30% ao ano. O crescimento

31
MP-Paiva-021a037 Page 32 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

do montante acumulado (capital  juro) é des- uma teoria criada por John Napier, por volta de
crito pela tabela: 1610. O valor de t será chamado de logaritmo de
1,6 na base 1,3, ou abreviadamente t  log1,3 1,6.
Capital Juro
Montante
Ano (milhões (milhões


(milhões de reais) Equação logarítmica
de reais) de reais)
1 1 0,3 1  0,3  1,3 Exemplificar a utilização de uma equação logarít-
2 1,3 0,3 1,3 1  0,3 1,3  1,3 (1  0,3)  (1,3)2 mica:
3 (1,3)2 0,3 (1,3)2 (1,3)2  0,3 (1,3)2  (1,3)2 (1  0,3)  (1,3)3 A medida N do nível sonoro, em decibéis, em função
4 (1,3)3 0,3 (1,3)3 (1,3)3  0,3 (1,3)3  (1,3)3 (1  0,3)  (1,3)4 da potência I de som, em watts por centímetro qua-
... ... ... ... drado, é dada por:
t 10
t ... ... (1,3)
N  log  ---------------
I 
-
 10 16 
Note, portanto, que o montante M é função do tem-
po t , pois M  (1,3)t . Funções como essa, em que Em um show de rock, constatou-se que a medida do
a variável está no expoente de uma constante posi- nível sonoro, em decibéis, era o dobro da medida
tiva e diferente de 1, são chamadas de funções ex- do nível sonoro obtida no centro da cidade de São
ponenciais. Paulo na hora de trânsito intenso, em que a potência
II. Comentar que as medidas de grandezas que cres- era de 108 watts por cm2. Determine a potência do
cem ou decrescem através do produto por uma som no momento da medição do nível sonoro no

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


taxa constante (juro composto, crescimento po- show de rock.
pulacional, decaimento radioativo, valorização Resolução
ou depreciação de um bem etc.) podem ser estu- Sendo I a intensidade de som, em watts por cm2, no
dadas por meio das progressões geométricas ou momento da medição do nível sonoro no show de
por meio da função exponencial. Por exemplo, a rock, temos:
10
idade dos fósseis é determinada por fórmulas ma- 10 8 
10
log  ---------------
I 
-  2 log  ---------------
-
temáticas que envolvem a função exponencial,  10 16   10 16 
relacionando o tempo de desintegração dos isóto-
20
10 8 
10
log  ---------------
I 
pos radioativos com a quantidade de tais isótopos -  log  ---------------
-
presente num certo resíduo de matéria orgânica.  10 16   10 16 
10
III. Após essa introdução, construir, com a participa-  ---------------
I 
-  10160
ção dos alunos, os gráficos das funções f (x)  2x  10 16 
x
e f(x)   ------ , enfatizando que a primeira é
1 I
-  1016
---------------
 2 10 16
crescente, porque a base é maior do que 1, e que I  100  1
a segunda é decrescente, porque a base está entre
Concluímos, então, que a intensidade de som era de
0 e 1. Observando que os gráficos dessas funções
1 watt por cm2.
se aproximam indefinidamente do eixo Ox, res- 10
10 8 
10
Equações como log  ---------------
saltar que nenhuma delas se anula. I   ---------------
-  2 log - ,
 10 16   10 16 
Capítulo 11 que apresentam a incógnita no logaritmando (ou na
base de um logaritmo), são chamadas de equações lo-

Logaritmos
garítmicas.
Pode-se introduzir o conceito de logaritmo a partir do
seguinte problema:
• Um capital de 1 milhão de reais foi aplicado à taxa Capítulo 12
de juro composto de 30% ao ano. Qual o tempo ne-

Seqüências
cessário para que o montante acumulado atinja
1,6 milhão de reais? Conceituar intuitivamente seqüência, mostrando al-
Vimos que o montante M acumulado em t anos é gumas aplicações no cotidiano: lista de chamada, có-
dado por M  (1,3)t e, portanto, a resposta a essa digo de barras, ordem alfabética das palavras em um
pergunta é a raiz da equação 1,6  (1,3)t . dicionário, ordem crescente na numeração das pági-
Para determinar o valor de t, vamos desenvolver nas de um livro etc.

32
MP-Paiva-021a037 Page 33 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

A comunicação por meio de seqüências é utilizada b) Uma porção de substância radioativa de


pelo homem desde que ele pronunciou suas primeiras 10.000 g desintegra-se à taxa constante de 2%
palavras ou, quem sabe, até antes disso. Na fala dos ao século. As medidas, em gramas, das massas
humanos, ocorrem seqüências de palavras, e na for- remanescentes desse pedaço, século a século, é
mação de palavras há seqüências de fonemas. A mú- a P.G. (10.000, 9.800, 9.604, ...) de razão 0,98.
sica é um modo de comunicação que também apre-
II. Para motivar o estudo da soma dos n primeiros
senta seqüências: seqüências de notas musicais. De
termos de uma P.G., também pode-se propor, an-
modo geral, qualquer sistema de códigos é formado
tes da apresentação da fórmula, o problema:
por seqüências: de símbolos, sons, cores etc.
Carlos fez um regime alimentar durante 9 sema-
nas. Na primeira semana, emagreceu 4 kg e, em

Progressão aritmética
cada uma das demais semanas, emagreceu me-
I. Iniciar o estudo das progressões aritméticas a partir
tade do que emagrecera na semana anterior.
da seqüência apresentada no item 3 do capítulo.
Quantos kg Carlos perdeu nessas 9 semanas?
Ressaltar que cada termo dessa seqüência, a partir
Resolução
do segundo, é a soma do termo anterior com a
Para responder a essa pergunta, vamos construir
constante 2.000 e, por isso, a seqüência de números
a seqüência formada pelos quilogramas perdidos
é chamada de progressão aritmética (P.A.) de
nesse período:
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

razão 2.000. Pedir outros exemplos aos alunos.


1 1 1 1 1 1
[4, 2, 1, ------ , ------ , ------ , --------- , --------- , ------ ]
II. Para motivar o estudo da soma dos n primeiros 2 4 8 16 32 64
termos de uma P.A., também pode-se propor, an-
1
tes da apresentação da fórmula, o problema: Note que essa seqüência é uma P.G. de razão ------ .
2
No mês de junho de 2002, a seleção brasileira de
Indiquemos por S9 a soma de seus 9 termos:
futebol sagrou-se pentacampeã mundial. Nesse
período, foi registrada a maior venda de todos os 1  1  1  1 
S9  4  2  1  -----
- ------ ------ ---------
tempos de camisas da seleção. Para se ter uma 2 4 8 16
idéia, durante uma entrevista, o dono de uma loja 1  1 (I)
 --------
- ---------
especializada em artigos esportivos afirmou que 32 64
vendeu 80 camisas da seleção no primeiro dia de Para calcular essa soma, poderíamos reduzir as
junho e, em cada um dos demais dias desse mês, frações ao mesmo denominador, porém vamos
vendeu 20 camisas a mais que no dia anterior. aplicar outra técnica. Inicialmente, multiplica-
Quantas camisas foram vendidas por essa loja 1 ambos os membros da igualdade (I):
mos por -----
-
nos 30 dias do mês de junho? 2
Resposta: 11.100
S9 1  1  1  1 
--------  2  1  -----
- ------ ------ ---------
2 2 4 8 16

Progressão geométrica
I. Iniciar o estudo das progressões geométricas a par- 1  1  1 (II)
 --------
- --------- ------------
tir da seqüência apresentada no item 4 do capítulo. 32 64 128
Ressaltar que cada termo dessa seqüência, a partir Subtraindo as igualdades (I) e (II), membro a
do segundo, é o produto do termo anterior pela membro, obtemos:
constante 1,2 e, por isso, a seqüência de números é
S9 1  1  1 
chamada de progressão geométrica (P.G.) de ra- S9  --------  [4  2  1  -----
- ------ ------
2 2 4 8
zão 1,2. Pedir outros exemplos aos alunos.
1  1  -------- 1 1  1 
Veja outros exemplos:  --------
- --------- - ]  [2  1  -----
- ------
16 32 64 2 4
a) Uma população de bactérias, que hoje é de
1  1  1  1  ----------- 1
1.000 indivíduos, dobra a cada dia. A seqüên-  -----
- --------- --------- --------- -]
8 16 32 64 128
cia que apresenta essa população, dia a dia, é a
P.G. (1.000, 2.000, 4.000, 8.000, 16.000, ...) S9 1
 --------  4  -----------
-
de razão 2. 2 128

33
MP-Paiva-021a037 Page 34 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM


S9 511 Medidas de posição
 --------  -----------
-
2 128 I. Apresentar mais exemplos na introdução do as-
sunto:
511
 S9  -----------
- Três engenheiros de uma grande indústria testa-
64
ram o tempo de duração de um novo tipo de lâm-
511 kg, ou seja, apro-
Logo, Carlos emagreceu ----------- pada. Para o teste, deixaram acesas, ininterrupta-
-
64
mente, nove lâmpadas. A vida útil, em horas, de
ximadamente 8 kg.
cada lâmpada foi:
A técnica de cálculo mostrada nesse exemplo 890, 890, 890, 930, 950, 960, 970, 990 e 990
pode ser generalizada para qualquer P.G. não- No rótulo das lâmpadas que serão vendidas aos
constante.
consumidores, deve constar o tempo aproximado
de vida útil de cada lâmpada. Para decidir sobre
Capítulo 13 o número que melhor representasse esse tempo,
um dos engenheiros escolheu o número 890, o
outro, 950, e o terceiro, 940, sob os seguintes ar-

Noções de estatística
gumentos:
I. Escolhendo cinco alunos da classe, pede-se o nú- • o valor de maior freqüência é 890, logo o tem-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


mero de pessoas que moram na casa de cada um po de vida mais provável é 890 horas;
(ou a nota de cada um na última prova). Anotan-
• o valor 950 é o melhor por estar exatamente no
do esses números no quadro-de-giz, ordenada-
ponto médio do rol;
mente, pode-se definir rol.
• o valor 940 é o melhor, pois, somando-se os
tempos de duração das nove lâmpadas testadas,
II. Escolhendo 10, 20 ou 25 alunos, pede-se a esta-
obtemos exatamente 9 940.
tura de cada um, em cm (essa escolha do número
de alunos tem o objetivo de facilitar o cálculo da Observe que cada escolha está fundamentada em
freqüência relativa). Anotando no quadro-de-giz uma argumentação lógica e convincente. Em es-
as estaturas dos alunos, em cm, pode-se definir tatística, esses três números escolhidos são cha-
classe unitária, construindo a tabela de distri- mados, respectivamente, de moda, mediana e
buição de freqüência e de freqüência relativa. média aritmética da amostra de números. No
Representar a tabela construída por meio dos grá- tipo de escolha desse exemplo, é usual adotar-se
ficos: de linha, de barras horizontais, de barras a média aritmética, 940, como o valor represen-
verticais e de setores. tativo da amostra. Porém, dependendo da situa-
ção, a moda ou a mediana podem ser a melhor es-
III. A partir da tabela de distribuição de freqüência da colha. Por exemplo:
estatura dos alunos, conceituar classe não-unitá- • Cada um de cinco remédios indicados contra
ria, amplitude de classe e histograma. insônia foi testado em 20 pacientes e os resul-
Ressaltar que: tados são descritos pela tabela:
• os extremos de uma classe não precisam neces-
Remédio Número de resultados positivos
sariamente pertencer à amostra;
A 12
• podemos construir histogramas com classes de
B 14
amplitudes diferentes, porém, nesse caso, a al-
C 11
tura de cada retângulo não será a freqüência da
D 12
F em
classe [a altura de cada retângulo será ---------
-
x E 16

que F e x são, respectivamente, a freqüência Se você fosse um médico e tivesse que prescre-
e a amplitude da classe; por isso, é mais sim- ver um desses remédios, qual indicaria?
ples adotar a mesma amplitude para todas as Resposta: O remédio E que corresponde à
classes]. moda.

34
MP-Paiva-021a037 Page 35 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

II. Pode-se fazer um aprofundamento no estudo das A velocidade média vm é definida como
médias. s
vm  ---------- . Logo, temos:
• Média geométrica de n números positivos x1, t
x2, x3, ..., xn é o número g, tal que: 2d 2
vm  ------------------------------
-  -------------------------------
g x 1 x 2 x 3 ... x n d  ----------- d 1 1
---------  ------------
n
--------- -
60 100 60 100
Aplicação
Dados os segmentos tABu de medida m e o seg- vm  75 km/h
mento tCDu de medida n, construa, com régua e Note que vm é a média harmônica entre as velo-
compasso, um segmento tQTu cuja medida seja cidades 60 km/h e 100 km/h.
a média geométrica entre m e n, isto é,


Medidas de dispersão
QT  mn . É importante que o aluno compreenda que as medi-
Resolução das de dispersão mostram o quanto dos dados numé-
a) Constroem-se dois segmentos consecutivos ricos de uma amostra se distanciam entre si ou o
e colineares, tPQu, tQSu, de medidas m e n, res- quanto eles se distanciam de um valor prefixado co-
pectivamente. mo, por exemplo, da média aritmética. A aplicação
b) Constrói-se uma semicircunferência de diâ- mais importante dessas medidas é a comparação da
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

metro tPSu. dispersão de duas amostras, geralmente com o obje-


c) Pelo ponto Q, traça-se a perpendicular a tPSu tivo de se determinar a mais regular (com menor dis-
que encontra a semicircunferência em T. persão). Enfatizar que a comparação da dispersão de
O segmento tQTu tem medida mn . duas amostras pode ser feita com o desvio absoluto
T médio, com a variância ou com o desvio padrão.

m n
Capítulo 14
P Q S

Trigonometria no triângulo retângulo


• Média harmônica de n números x1, x2, x3, ..., xn ,
I. Quando um observador vê um prédio sob um ân-
todos diferentes de zero, é o número H, tal que:
gulo de medida
, é possível estabelecer relações
1
H  ---------------------------------------------------------------------------- entre
, a altura do prédio e a distância entre o
1 1  1  ...  ------- 1
-------  ------- ------- observador e o prédio. O estudo dessas relações
x1 x2 x3 xn
------------------------------------------------------------------------ é o objeto da trigonometria (tri  gono  me-
n
tria  medida dos triângulos). Embora o termo
Aplicação trigonometria só tenha sido criado em 1595 pelo
Um homem viaja da cidade A para a cidade B, matemático Bartholomeus Pitiscus, há evidên-
à velocidade média de 60 km/h. Na viagem de cias de que esse estudo tenha surgido há mais de
volta, de B para A, pelo mesmo caminho, o ho- 3.500 anos.
mem viaja à velocidade média de 100 km/h. Para que o aluno entenda a idéia central da trigo-
Determine a velocidade média de toda a via- nometria, propor atividades deste tipo:
gem, de ida e volta. Imagine que você queira medir a altura de um
Resolução prédio e, para isso, se posicione a 50 m de sua
Sendo d a distância, em quilômetros, entre as base e meça o ângulo sob o qual vê seu topo e sua
cidades A e B, temos que: base, conforme figura a seguir.
a) O tempo t1, em horas, gasto na ida foi C

d
t1  --------- .
60
b) O tempo t2, em horas, gasto na volta foi
d

t2  ------------ . B A
100 50 m

35
MP-Paiva-021a037 Page 36 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM

Suponhamos que a medida encontrada para


seja aproximadamente 38,66°.
Desenhando em uma folha de caderno um triângulo ABC semelhante ao triângulo ABC e medindo dois la-
dos de ABC, obtém-se a medida tACu.
C

4 cm

B A
5 cm

4 AC
------  ------------ ⇒ AC  40
5 50
Logo, a altura do prédio é de 40 m.

II. Antes de apresentar, genericamente, a relação entre o seno e o co-seno de ângulos complementares, propor o
exercício a seguir.
Considere o triângulo abaixo.

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C

10
5

30°
B A

a) Calcule a medida do ângulo BBCA.


b) Calcule sen 30° e cos 60°.

Capítulo 15

O radiano
Um problema interessante pode ser proposto após o estudo da equivalência entre π rad e 180°.
Qual é a medida, em rad, do ângulo formado pelos ponteiros das horas e dos minutos de um relógio às 10 h 12 min?
Resolução
132°
132° –

12
11 1

10 2

9 3

8 4
7 5
6

Tempo Deslocamento do
(min) ponteiro das horas
(graus)
60 30
12

Logo,
 6° e, portanto, a medida do ângulo formado pelos ponteiros é 132° – 6°, ou seja, 126°.
7π rad.
Transformando 126° em radianos, obtemos ---------
-
10

36
MP-Paiva-021a037 Page 37 Saturday, June 25, 2005 10:42 AM


Circunferência trigonométrica
I. Ao apresentar a circunferência trigonométrica, ressaltar a conveniência de adotar o raio unitário: o seno do
arco trigonométrico é a própria ordenada da extremidade do arco e o co-seno é a própria abscissa (se o raio
não fosse unitário, o seno seria a razão entre a ordenada da extremidade do arco e a medida do raio, nessa
ordem, e o co-seno seria a razão entre a abscissa da extremidade do arco e a medida do raio, nessa ordem).
II. Pedir exemplos aos alunos de situações práticas em que sejam necessárias medidas maiores que 360° ou meno-
res que 0°, como a que apresentamos a seguir. Duas rodas dentadas, engrenadas uma na outra, giram em sentidos
contrários. No estudo dessa engrenagem, adotam-se um sentido como positivo e outro como negativo.
+


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Pode-se propor o seguinte problema:


Duas rodas dentadas, a maior com 60 dentes e a menor com 20 dentes, estão engrenadas entre si. Enquanto a
maior gira 32π rad, quantas voltas dá a roda menor?
Resolução
Roda maior Roda menor
2π rad 6π rad
32π rad x
Então:
x  96π rad
Logo, a roda menor dará 48 voltas.

Associando números reais a pontos da circunferência trigonométrica


I. Uma maneira de apresentar a identificação do conjunto R com o conjunto das medidas em radianos é utilizar
o seguinte recurso didático:
Vamos “desenrolar” as infinitas voltas da circunferência trigonométrica, transformando-as num eixo em que
cada ponto está associado a uma medida em radianos.
r
A
(infinitas voltas)
–2π rad
–6 rad

–5 rad

–4 rad
–π rad
–3 rad

–2 rad

–1 rad

0 rad

1 rad

2 rad

3 rad
π rad
4 rad

5 rad

6 rad
2π rad
7 rad
3π rad
– 3π rad

– π rad

2
π rad
2

A cada ponto de abscissa x rad desse eixo vamos associar o número real x:

– 3π – π π 3π
2 2 2 2
–2π –6 –5 –4 –π –3 –2 –1 0 1 2 3 π 4 5 6 2π 7
–2π rad
–6 rad

–5 rad

–4 rad
–π rad
–3 rad

–2 rad

–1 rad

0 rad

1 rad

2 rad

3 rad
π rad
4 rad

5 rad

6 rad
2π rad
7 rad
3π rad
– 3π rad

– π rad

2
π rad
2

Dessa maneira, identificamos cada número real x com a medida x rad.

37
MP-Paiva-038a057 Page 38 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

▼ Seno e co-seno de um arco trigonométrico Após a discussão, estender o conceito de seno e de


I. É importante que o aluno perceba que as defini- co-seno para qualquer quadrante, mostrando que:
ções de seno e co-seno de um arco trigonométri- 3
1 e cos 150°   -----------
co são extensões das definições de seno e co- sen 150°  -----
- -
2 2
seno de um ângulo agudo no triângulo retângulo.
Para isso, podem ser adotados os procedimentos
a seguir. M (150°) 1
2
• Mostrar, na circunferência trigonométrica, um
)
arco AM de medida 30°. – √3
O A
2

M (30°)

30°


O A Tabela dos arcos notáveis
I. Neste item mostramos que o seno, o co-seno e a
tangente dos arcos trigonométricos de 30°, 45° e
60° são, respectivamente, iguais ao seno, co-seno
e tangente dos ângulos agudos de 30°, 45° e 60°.
• Traçar por M a perpendicular ao eixo das abs-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


cissas, determinando o triângulo OMP. II. Antes dos cálculos, podem-se revisar as medidas
da altura de um triângulo eqüilátero e da diagonal
de um quadrado.
M
Redução ao 1‚ quadrante

30°
O P A • Pode-se iniciar o assunto a partir do exercício a
seguir, enfatizando que as reduções ao primei-
ro quadrante recaem em problemas deste tipo:
Na circunferência trigonométrica a seguir, de-
Levantar as seguintes questões: termine as coordenadas dos pontos N, P e Q.
t
a) Qual é a medida do segmento OM u?
b) Qual é o valor do sen 30°?
4 3
N M[ , ]
c) Qual é o valor do cos 30°? 5 5

M P Q
1
1
30° 2
O PA
√3
4 3 4 3
2
Resposta: N [ ------ , ------ ] , P [  ------ ,  ------ ] e
5 5 5 5
4 3
Q [ ------ ,  ------ ]
Observando que: 5 5
PM  PM  PM ⇒ PM  1
sen 30°  ------------ Ressaltar que: pontos simétricos em relação ao
------------ ------
OM 1 2 eixo das ordenadas têm abscissas opostas e or-
e que:
denadas iguais; pontos simétricos em relação à
OP  OP  OP ⇒ OP  3 origem do sistema têm abscissas opostas e or-
cos 30°  --------- ------------ ------------ denadas opostas; pontos simétricos em relação
OM 1 2
ao eixo das abscissas têm abscissas iguais e or-
concluir que o co-seno do arco AM) , de medida denadas opostas.
30°, é a abscissa do ponto M e que o seno é a or- Propor, como trabalho em duplas, o estudo dos
denada do ponto M. exercícios resolvidos, que podem ser refeitos
Perguntar ainda: Como definir o seno e o co-seno no quadro-de-giz e explicados pelos próprios
de 150°? alunos.

38
MP-Paiva-038a057 Page 39 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

Concluir, enfatizando que o seno (ou co-seno) III. Antes das atividades, discutir com os alunos os
de um arco de medida  do 2º, 3º ou 4º qua- exercícios resolvidos.
drante tem o mesmo valor absoluto do seno (ou


Inequações trigonométricas
co-seno) de um arco correspondente no 1º qua-
I. Iniciar o assunto propondo o problema apresen-
drante; logo, para calcular o sen  (ou cos )
tado no item 9.
tomamos o valor do seno (ou co-seno) do arco
• Observar quantos alunos conseguem represen-
correspondente no 1º quadrante e atribuímos a
tar os dados do problema.
esse valor um sinal,  ou , de acordo com o
• Discutir com os alunos as representações e re-
quadrante em que está o arco de medida .
soluções que surgiram na classe.
• Se nenhum aluno esquematizou a situação por

Relação fundamental da trigonometria


I. Antes de apresentar a relação fundamental da tri- uma inequação, mostrar à classe como montar
gonometria, enfatizar que a notação sen2  signi- a inequação e deixar que os alunos a resolvam.
• Finalmente, definir inequação trigonométrica.
fica (sen )2  sen   sen ; por exemplo,
1 2 II. Antes das atividades, discutir com os alunos os
sen2 30° significa (sen 30°)2, que é igual a [ ------] . exercícios resolvidos.
2
Analogamente para cos2 . III. Apresentar mais exemplos.
• Demonstrar, apenas no primeiro quadrante, a Resolva, para 0  x  2π, o sistema de inequa-
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

relação fundamental da trigonometria. 1


sen x -----
-
• Mostrar que da relação fundamental conclui-se 2
que: ções:
2
sen2   1 – cos2  e cos2   1 – sen2  cos x  ------------
2
Resolução
II. Propor, como trabalho em duplas, o estudo dos
1º modo
exercícios resolvidos, que podem ser refeitos no
Resolvendo cada uma das inequações do siste-
quadro-de-giz e explicados pelos próprios alunos.
ma, temos:
1
• sen x -----

Equações trigonométricas -
2
I. Iniciar o assunto propondo o problema apresen-
tado no item 8 do capítulo.
• Observar quantos alunos conseguem represen-
5π π
tar os dados do problema. 6 1 6
π 5π
• Caso algum aluno tenha feito a representação,
2
0 64
S1  ------- , ----------
6 3
convide-o a apresentá-la aos colegas.
• Discutir com os alunos essa representação.
• Observar se algum aluno resolveu o problema
sem usar equação. Discutir com a classe essa
resolução. 2
• cos x  -----------
-
• Se nenhum aluno esquematizou a situação por 2
uma equação, mostrar à classe como montar a
π
equação e deixar que os alunos a resolvam. 4
• Finalmente, definir equação trigonométrica.
π 7π
II. Rever: a tabela dos arcos notáveis; as simetrias 0 43
S2  ------- , ----------
4 4
de pontos na circunferência trigonométrica (, √2
2
π – , π  , 2π – ); e as coordenadas dos pon-

tos A(1, 0), B(0, 1), A (1, 0) e B (0, 1), lem- 4
brando que a abscissa de cada ponto é o co-seno,
e a ordenada é o seno do arco trigonométrico que O conjunto solução S do sistema é a intersecção
tem esse ponto como extremo. das soluções S1 e S2.

39
MP-Paiva-038a057 Page 40 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

Retificando as circunferências, temos: Resolução


S1
0 π 5π 2π
6 6
S2 200 m
0 π 7π 2π
4 4 
S1  S2
0 π 5π 2π d
4 6

π  x  ---------
5π a) Para d  200, a medida  deve satisfazer a equa-
Logo: S  {x  R  -----
- -} ção tg   1.
4 6
b) Para d 200, a medida  deve satisfazer a ine-
2ºº modo
quação tg   1.
Representam-se, na mesma circunferência trigo-
• Observar quantos alunos conseguem representar os
nométrica, os intervalos S1 e S2 obtidos no 1º mo-
dados do problema.
do e destaca-se a intersecção entre eles, isto é:
• Discutir com os alunos as representações e formas
S1  S2 π de resolver.
4


5π As razões recíprocas do seno, do co-seno
6 e da tangente
0
Se houver possibilidade, mostrar as interpretações
geométricas da co-tangente, da secante e da co-se-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


cante. Isso pode ser feito a partir dos exercícios se-
guintes.
Capítulo 16 • O eixo real t, de origem B, tangencia a circunferên-
cia trigonométrica abaixo. Desenhe nessa figura o

Tangente de um arco trigonométrico


É importante que o aluno perceba que a definição da arco A) M, de medida 30°, e trace a reta ,OM- que in-
tangente de um arco trigonométrico é uma extensão tercepta t em C.
da definição da tangente de um ângulo agudo no tri- a) Qual é a medida do ângulo O BCB?
ângulo retângulo. b) Mostre que BC  cotg 30°.
Redução ao 1‚‚ quadrante

B
t
Depois de rever as tangentes dos arcos notáveis e as
simetrias de pontos na circunferência trigonométrica,
calcular as tangentes de 120°, 210° e 300°. A O A
Enfatizar que arcos com extremidades simétricas em
relação à origem do sistema têm a mesma tangente e
arcos com extremidades simétricas em relação a um B
dos eixos têm tangentes opostas. O eixo t é chamado de eixo das co-tangentes. A
Concluir, enfatizando que a tangente de um arco de ) M, com M  A e M  A,
co-tangente de um arco A
medida  do 2º, 3º ou 4º quadrante tem o mesmo va- é a abscissa do ponto C, intersecção do eixo t com
lor absoluto da tangente do arco correspondente no a reta ,OMu -.
1º quadrante; logo, para calcular a tg  tomamos o va- Resolução
lor da tangente do arco correspondente no 1º quadran-
B C
te e atribuímos a esse valor um sinal,  ou , de acor- 30° t
do com o quadrante em que está o arco de medida . 1 M
30°

Equações e inequações trigonométricas


A O A
Pode-se iniciar o assunto, propondo o seguinte pro-
blema:
Descendo em linha reta, um avião deve passar a B
200 m acima da cabeceira da pista.
a) Se a aeronave deve pousar a 200 m dessa cabe- a) m(O BCB)  30°
ceira, qual será a medida do ângulo de pouso? b) No triângulo BOC, temos:
b) Se a aeronave deve pousar a mais de 200 m de 1 1
tg 30°  ----------- ⇒ BC  ----------------- e, portanto,
distância dessa cabeceira, quais serão as possí- BC tg 30

veis medidas do ângulo de pouso? BC  cotg 30°

40
MP-Paiva-038a057 Page 41 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

• Numa circunferência trigonométrica desenhe o arco AM,) de medida 60°, e trace por M a reta r tangente à cir-
cunferência, indicando por P a intersecção de r com o eixo s das abscissas.
Mostre que OP  sec 60°.
O eixo s é chamado de eixo das secantes. A secante de um arco )AM, com M  B e M  B, é a abscissa do
ponto P, intersecção do eixo s com a reta que tangencia a circunferência trigonométrica no ponto M.
Resolução

B M

1
60°
A O A P s

B

No triângulo OMP, temos:


1 1
cos 60°  ------------ ⇒ OP  --------------------
- e, portanto, OP  sec 60°
OP cos 60

• Numa circunferência trigonométrica desenhe o arco )AM, de medida 40°, e trace por M a reta r tangente à cir-
cunferência, indicando por Q a intersecção de r com o eixo c das ordenadas.
Mostre que OP  cossec 40°.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O eixo c é chamado de eixo das co-secantes. A co-secante de um arco )AM, com M  A e M  A, é a ordenada
do ponto Q, intersecção do eixo c com a reta que tangencia a circunferência trigonométrica no ponto M.
Resolução
c
r
Q

B 40°
M

50° 1
40°
A O A

B

No triângulo OMQ, temos:


1 1
sen 40°  ------------ ⇒ OQ  --------------------
- e, portanto, OQ  cossec 40°
OQ sen 40

Capítulo 17

Fórmulas de adição de arcos


Mostrar que a sentença sen (a  b)  sen a  sen b não é uma identidade.
Por exemplo:
π π
sen[π  ------ ] sen π  sen ------
2 2
1 1

Pedir aos alunos outros valores de a e b para os quais essa sentença é falsa.

Fórmulas de arco duplo


I. Antes de apresentar as fórmulas de arco duplo, pode-se questionar: A sentença sen 2x  2  sen x é uma iden-
tidade? Por quê? Após a discussão, explicar por que essa sentença não é uma identidade em R. Por exemplo:
3 1
------------  sen 60°  sen (2  30°) 2  sen 30°  2  ------  1
2 2
II. Comentar que a sentença cos 2x  2  cos x também não é uma identidade em R. Pedir aos alunos um valor
de x que torne falsa essa sentença. Fazer um comentário análogo para a tangente.

41
MP-Paiva-038a057 Page 42 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

III. Enfatizar que o seno (ou o co-seno ou a tangente) de um arco não é proporcional à medida desse arco.
IV. Depois da discussão, revisar as fórmulas de adição de arcos e demonstrar que:
sen 2x  2  sen x  cos x ;
2tg x
cos 2x  cos2 x  sen2 x e tg 2x  --------------------------
-
1  tg 2 x

Capítulo 18

A função seno
Pedir aos alunos que construam a circunferência trigonométrica e, ao lado, um sistema cartesiano de eixos ortogo-
nais, de tal modo que o eixo das abscissas desse sistema esteja contido no prolongamento do eixo dos co-senos e que
a unidade nos eixos desse sistema seja igual ao raio da circunferência trigonométrica.
Em seguida, marcar no plano cartesiano pontos (x, y) tais que y  sen x. Esses pontos podem ser obtidos geome-
π
tricamente. Por exemplo, tomando-se como “valor” de x o ponto M  ------ , tem-se MP  sen x. Transportando-se
 4
o segmento tMPu para a posição tNQu, conforme figura, obtém-se N, que é um ponto do gráfico da função y  sen x.
y
π
M[ ]
4

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


N

Q
P 0 π π π 3π 2π x
4 2 2

Repetir esse processo, obtendo vários pontos do gráfico:


y

0 π π 3π 2π x
2 2

Desse modo, o aluno entende a curvatura do gráfico da função seno. Insistir que a figura obtida é apenas um
período do gráfico; na verdade, essa função tem como domínio o conjunto R.

0
–π π π
–2π x
– 3π –π 3π 2π 5π 3π
2 2 2 2 2

–1

A função co-seno
Trabalho análogo ao feito com a função seno. Pedir agora aos alunos que o façam em dupla e expliquem no qua-
dro-de-giz.

42
MP-Paiva-038a057 Page 43 Thursday, July 7, 2005 8:27 AM


A função tangente
Pedir aos alunos que construam a circunferência trigonométrica e, ao lado, um sistema cartesiano de eixos orto-
gonais, de tal modo que o eixo das abscissas desse sistema esteja contido no prolongamento do eixo dos co-senos
e que a unidade nos eixos desse sistema seja igual ao raio da circunferência trigonométrica.
Marcar no plano cartesiano pontos (x, y) tais que y  tg x. Esses pontos podem ser obtidos geometricamente. Por
π
exemplo, tomando-se como “valor” de x o ponto M  ------ , e prolongando o raio tOMu até se obter o ponto P, inter-
 4
secção com o eixo das tangentes, tem-se AP  tg x. Transportando o segmento tAPu para a posição tNQu, conforme
figura, obtém-se N, que é um ponto do gráfico da função y  tg x.
π
M[ ] y
4
P N

Q
O A 0 π π π 3π 2π x
4 2 2
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Repetir esse processo, obtendo vários pontos do gráfico:

–π 0 π π 3π 2π x
2 2 2

Discutir com os alunos a ficha de leitura Movimentos periódicos. Insistir que a idéia apresentada pode ser extra-
polada para todo movimento periódico. Resolver com a classe o exercício complementar 23.

Lei dos co-senos e lei dos senos


I. Motivar o estudo da lei dos co-senos com a apresentação de situações práticas. Por exemplo, propor os pro-
blemas a seguir.
a) Para calcular o comprimento de um túnel que será construído ligando dois pontos, A e B, da base de uma
montanha, um engenheiro posicionou-se em um ponto C tal que o ângulo ACB B é reto, AC  30 m e
BC  40 m, conforme figura. Qual será o comprimento AB do túnel?

A B

30 m
40 m

43
MP-Paiva-038a057 Page 44 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

Resolução Resolução
Pelo teorema de Pitágoras, temos: x 400 400 6
---------------------  --------------------- ⇒ x  ---------------------
(AB)2  402  302 ⇒ AB  50 sen 45
sen 60
3
Logo, o túnel terá 50 m de comprimento. Logo, a distância entre o navio e o farol A é de
b) Para calcular o comprimento de um túnel que 400 6
--------------------- m.
será construído ligando dois pontos, A e B, da 3
base de uma montanha, um engenheiro posicio-
nou-se em um ponto C tal que m(A BCB)  120°, Capítulo 19
AC  30 m e BC  50 m, conforme figura.


Matriz
Qual será o comprimento AB do túnel?
O assunto pode ser introduzido com a apresentação
da situação a seguir.
A tabela descreve as taxas mensais de inflação nas cin-
co regiões brasileiras, numeradas de 1 a 5, no primeiro
A B trimestre do ano. Cada elemento da linha i e coluna j
representa a inflação medida no mês i na região j.
30 m 120°
50 m j 3
1 2 4 5
(Centro-
i (Sul) (Sudeste) (Nordeste) (Norte)
C Oeste)

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Comentário 1 2,0% 1,0% 1,8% 1,5% 1,7%

O estudo que faremos a seguir permite relacio- 2 1,7% 1,2% 1,7% 1,4% 1,8%

nar as medidas dos lados de um triângulo qual- 3 1,6% 1,3% 1,7% 1,2% 2,0%
quer com o co-seno de um ângulo interno e,
Note a simplicidade dessa tabela. Se quisermos saber,
desse modo, resolver esse problema (apresen-
por exemplo, qual foi a taxa de inflação medida no
tar a resolução após a apresentação da lei dos mês 2 na região 4, basta olharmos para a intersecção da
co-senos). linha 2 com a coluna 4 e encontraremos 1,4%.
Resolução Tabelas como essa são denominadas matrizes.
(AB)2  302  502  2  30  50  cos 120° ⇒ A introdução do assunto pode ser feita também com a
⇒ AB  70 utilização de uma planilha eletrônica.
Logo, o túnel terá 70 metros de comprimento. Essa planilha eletrônica pode ser imaginada como uma
II. Motivar o estudo da lei dos senos com a apresen- grande folha de papel dividida em colunas e linhas nas
tação de uma situação prática. Por exemplo, pro- quais podem ser armazenados textos e números. Uma
por o problema a seguir. planilha é simplesmente um conjunto de linhas e colu-
Um navio N avista dois faróis A e B, sob um ângu- nas e a intersecção de uma linha com uma coluna é de-
lo de 60°, enquanto do farol A avistam-se o navio nominada célula, que é a unidade básica da planilha,
e o farol B sob um ângulo de 75°, conforme figura. onde ficam armazenados os dados. Cada célula possui
Sabendo que a distância entre os dois faróis é de um endereço próprio, formado pela letra da coluna e
400 m, calcule a distância do navio ao farol A. pelo número da linha que a originou. Por exemplo, a
célula que se forma com o cruzamento da coluna A
N
com a linha 10 é reconhecida pelo endereço A10.
60°

Multiplicação de matrizes
x
I. A multiplicação de matrizes pode ser apresenta-
da a partir de uma situação como aquela que in-
75° 45°
A B troduz o item 10 do capítulo. Após essa apresen-
400 m
tação, definir multiplicação de matrizes, enfati-
Comentário zando o esquema:
O estudo que faremos a seguir vai mostrar que as
Am k  Bk n  C m n
medidas dos lados de um triângulo qualquer são
diretamente proporcionais aos senos dos respec- II. Comentar as propriedades da multiplicação de
tivos ângulos opostos, com o que resolveremos matrizes.
esse problema (apresentar a resolução após a III. Nos itens a e b da atividade 10, enfatizar que a
apresentação da lei dos senos). multiplicação de matrizes não é comutativa.

44
MP-Paiva-038a057 Page 45 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM


As matrizes e as transformações em duas calonada, conforme mostra o item 8. Enfatizar
dimensões que, se o sistema for impossível, a tentativa do
Discutir com os alunos a ficha de leitura As matrizes escalonamento mostrará essa impossibilidade.
e as transformações em duas dimensões. Enfatizar a O método do escalonamento na resolução de um
aplicação dessas transformações na computação grá- sistema linear é geral. Até mesmo a incompatibi-
fica. O texto mostra um endereço eletrônico para um lidade das equações de um sistema linear é detec-
estudo mais detalhado desse assunto. tada na tentativa do escalonamento. Por isso, fez-
se a opção por esse método, em vez do teorema
Capítulo 20 de Cramer, cuja aplicação é limitada a condições
especiais.

Sistemas lineares
I. Um problema que também pode ser trabalhado Capítulo 21
como introdução do assunto é:


Discussão de um sistema linear
Uma companhia de navegação utiliza três tipos I. Pedir aos alunos que representem no plano carte-
de recipientes, A, B e C, que carregam cargas em siano os gráficos das equações de cada um dos
containers de três tipos, I, II e III. As capacidades sistemas:
dos recipientes são dadas pela seguinte tabela: y  x  5 y  x  5
(I) (III)
y  2 y  x  8
Container
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

I II III y  2 x  5
(II)
Recipiente y  2 x  5

A 4 3 2 y
B 5 2 3

C 2 2 3 (I) 5

Quais são os números de recipientes x, y e z das a


categorias A, B e C, respectivamente, se a com- 2

panhia deve transportar 42 containers do tipo I,


3 5 x
27 do tipo II e 33 do tipo III? b
Solicitar aos alunos que escrevam, em função de x, y
y e z, quantos containers do tipo I serão transporta-
dos. Eles devem chegar à expressão 4x  5y  2z.
(II) 5
Igualando isso a 42, eles obtêm a primeira equa-
ção. Procedendo similarmente, chegam ao sistema:
4x  5y  2z  42
3x  2y  2z  27 5 x
2x  3y  3z  33 2 cd

y
cuja solução é (3, 4, 5).
8
II. Definir sistema linear e solução de um sistema
5
linear. (III)
III. No trabalho com o escalonamento podemos ter a
seguinte seqüência:
• Definir sistema linear escalonado, mostrando 5 8 f x
como se resolve cada um dos dois tipos. e

• Definir sistemas lineares equivalentes. A seguir, propor as seguintes questões:


• A partir de sistemas lineares com duas equações a) Se duas retas do plano cartesiano têm um único
e duas incógnitas, apresentar as propriedades ponto em comum, como podemos classificar o
que transformam um sistema linear (possível) sistema formado pelas equações dessas retas?
em um sistema linear equivalente na forma es- Resposta: S.P.D.

45
MP-Paiva-038a057 Page 46 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

b) Se duas retas do plano cartesiano têm todos os a F; ou x pertence a F, e y pertence a E. Temos,


seus pontos em comum (retas coincidentes), então, duas matrizes de possibilidades:
como podemos classificar o sistema formado
F
pelas equações dessas retas? E
a b

Resposta: S.P.I. 1 (1, a) (1, b)

c) Se duas retas do plano cartesiano não têm pon- 2 (2, a) (2, b)


3 (3, a) (3, b)
to em comum (retas paralelas distintas), como
podemos classificar o sistema formado pelas
ou
equações dessas retas?
Resposta: S.I. E
1 2 3
F
O objetivo dessa introdução é dar um significado a (a, 1) (a, 2) (a, 3)
à discussão de um sistema linear. b (b, 1) (b, 2) (b, 3)

II. Mostrar que a discussão de um sistema linear Logo, o número de pares ordenados que podem
com número de equações diferente do número de ser formados é 3 2  2 3, ou seja, 12.
incógnitas não pode ser feita com base no deter-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


minante dos coeficientes, pois não existe tal de- Princípio aditivo de contagem
terminante. Ressaltar que uma boa alternativa Podem-se apresentar mais exemplos para introduzir
para a discussão é o escalonamento. o princípio aditivo de contagem como o que segue.
Em uma classe, o professor de literatura pediu que
levantasse a mão quem já havia lido algum livro de
Capítulo 22
Machado de Assis; 15 estudantes levantaram a mão.

Princípio fundamental de contagem A seguir, o professor pediu que levantasse a mão


Uma dúvida comum do aluno é: Por que o enunciado quem já havia lido algum livro de Mário de Andrade;
do princípio fundamental de contagem explicita a or- 17 alunos levantaram a mão. Pode-se concluir que
dem dos elementos? havia (15  17) alunos na sala? Por quê?
Um exemplo que ajuda a esclarecer essa dúvida é: Resposta:
Considere os conjuntos E  {1, 2, 3} e F  {a, b}. Espera-se que os alunos respondam negativamente,
a) Quantos pares ordenados (x, y) podem ser forma- porque algum deles pode ter lido Machado de Assis
dos de modo que x pertença a E e y pertença a F? e Mário de Andrade, ou, ainda, não ter lido nenhum
Resolução dos dois autores.
Note que estabelecemos uma ordem: x deve per-
tencer a E e y a F. Capítulos 23
Assim, a matriz das possibilidades é:

Permutação simples
F Pedir aos alunos que construam todos os números
a b
E
naturais de três algarismos distintos formados com 4, 5
1 (1, a) (1, b) e 8. Observando que esses números são arranjos sim-
2 (2, a) (2, b) ples de 3 elementos tomados 3 a 3, definir permutação
3 (3, a) (3, b) simples como um caso particular de arranjo simples.
Temos, então, 3 2 pares ordenados possíveis,

Permutação com elementos repetidos


ou seja, 6 pares possíveis.
Trabalhar mais exemplos.
b) Quantos pares ordenados (x, y) podem ser forma- Qual é o número de anagramas da palavra ALA?
dos de modo que x pertença a um dos conjuntos Escrever no quadro-de-giz os três anagramas:
e y pertença ao outro? ALA, AAL, LAA
Resolução Se indexarmos as letras iguais, imaginando que elas
Como não foi estabelecida uma ordem, temos sejam elementos diferentes entre si, isto é, A1LA2,
duas possibilidades: x pertence a E, e y pertence A1A2L, LA1A2, quantas permutações serão possíveis

46
MP-Paiva-038a057 Page 47 Thursday, July 7, 2005 8:28 AM

com cada um desses anagramas ao permutarmos ape- b) C5, 4


nas as letras indexadas? Após a discussão desse(s) problema(s), justificar
A1LA2 a fórmula de Newton a partir do desenvolvimento
A1LA2 de (x  a)5, conforme está feito no item 7 do capí-
tulo.
A2LA1

A1 A2 L Capítulo 24
A1 A2 L


Posições relativas de duas retas
A2 A 1 L Duas varetas retas ajudam na apresentação das posi-
ções relativas de duas retas. Mostre retas paralelas,
LA1A2 retas concorrentes e retas reversas no bloco retangu-
LA1A2 lar, enfatizando sempre que a reta é infinita nos dois
LA2A1 sentidos. Esses modelos podem ser observados tam-
bém nas arestas determinadas pelas paredes, teto e
Cada anagrama gera 2! permutações. Assim, mul- piso de uma sala de aula.
tiplicando-se o número de anagramas pelo número


de permutações que cada um dos anagramas gera, Posições relativas entre reta e plano
obtém-se o número de permutações de três elementos I. Colocando uma vareta reta paralelamente ao teto
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

distintos: 3  2!  3! da sala, pode-se visualizar uma reta paralela a um


Essa discussão pode facilitar o entendimento do plano (enfatizar que, se fosse possível prolongar
exemplo que introduz o item 4 do capítulo. a vareta indefinidamente, nos dois sentidos, ela
jamais interceptaria o plano do teto, que também

Combinação simples
é infinito em todas as suas direções).
Podem-se sugerir outros exemplos de combinação
simples. II. Colocando uma vareta obliquamente ao plano do
Em óptica, o vermelho, o azul e o verde são chama- teto, sem tocá-lo, perguntar à classe: Prolongan-
dos de cores primárias. Misturando-se essas cores, do-se esta vareta indefinidamente, nos dois senti-
duas a duas, obtêm-se novas cores, chamadas de co- dos, ela interceptará o plano do teto?
res secundárias. Considerando cada uma das cores Resposta: Sim
secundárias como um agrupamento de cores primá-
rias, temos que os agrupamentos possíveis são com- Definir, a seguir, reta secante a um plano.
binações de cores primárias, pois a ordem em que são III. Desenhar uma reta no quadro-de-giz e perguntar
misturadas não altera a cor secundária resultante. à classe: Existe algum ponto dessa reta que não
pertença ao plano desse quadro?

Binômio de Newton
Se achar necessário, antes do desenvolvimento de Resposta: Não
(x  a)5, apresentado no item 7, o professor pode Definir, a seguir, reta contida em um plano.
propor o seguinte problema:

Poliedros
Sobre uma mesa há 5 bandejas e em cada uma há um
I. Este assunto pode ser introduzido a partir da se-
cartão com a letra X e outro com a letra A. Um rapaz
guinte atividade:
deve escolher uma letra de cada bandeja.
Separa-se a classe em quatro grupos, distribuindo
X A X A X A X A X A
a eles peças poligonais, recortadas em cartolina,
a) De quantas maneiras diferentes ele pode escolher que devem ser coladas, lado a lado, formando
três letras X e duas letras A, não importando a or- caixas fechadas: um grupo recebe seis peças re-
dem de escolha? tangulares (para formar um paralelepípedo); ou-
b) De quantas maneiras diferentes ele pode escolher tro recebe seis peças quadradas (para formar um
quatro letras X e uma letra A, não importando a cubo); outro recebe duas peças hexagonais e seis
ordem de escolha? retangulares (para formar um prisma hexagonal);
Resolução e o último grupo recebe oito peças triangulares
a) Escolhidas três letras X, as letras A estarão, auto- eqüiláteras (para formar um octaedro regular).
maticamente, escolhidas. Assim, o número de Usando os modelos que os alunos construíram,
escolhas é C5, 3 . exploram-se os conceitos de região poligonal

47
MP-Paiva-038a057 Page 48 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

convexa, superfície poliédrica convexa e polie- Zahar, 1962), é apresentada a seguir.


dro convexo, destacando seus elementos: faces, Considerando apenas a superfície de um poliedro
vértices, diagonais etc. Apresentam-se um mode- convexo, vamos imaginá-la como se fosse uma pelí-
lo de um poliedro não-convexo e os nomes dos cula de borracha (Figura 1). Se eliminarmos uma das
principais poliedros. faces dessa superfície, poderemos deformar a parte
II. Mostrando o cubo que os próprios alunos cons- restante, tornando-a plana (Figura 2). Essa parte res-
truíram, pergunta-se: tante terá um polígono a menos do que a superfície
a) Quantas faces tem este poliedro? original, pois uma face foi removida da original.
Resposta: 6 M N
b) Quantas arestas tem cada uma dessas faces? P
Resposta: 4
c) Se cada face tem 4 arestas e o poliedro tem
6 faces, então o número de arestas do poliedro
é 6  4? Por quê? Figura 1 Figura 2 Figura 3

Resposta: Não, porque no produto 6  4 cada


aresta está sendo contada duas vezes, já que
cada uma delas é aresta de duas faces simulta-
D E
neamente; logo, o número de arestas do polie-
64 F
Figura 4 Figura 5 Figura 6
dro é -------------- , ou seja, 12.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


2 Mostramos agora que, ao planificar a parte restante,
Nesse momento apresenta-se o seguinte resul- a rede plana obedece à relação V  A  F  1 e, por-
tado: Se um poliedro possui F faces com n tanto, ao colocarmos de volta a face retirada, a super-
arestas por face, então o número A de arestas fície fechada obedece à relação V  A  F  2.
do poliedro é dado por: De fato:
Fn Primeiramente, triangulamos a rede plana da seguinte
A  --------------- maneira: num dos polígonos da rede, que não seja tri-
2
III. Mostrando o prisma hexagonal que os próprios ângulo, traçamos uma diagonal, com o que aumenta-
alunos construíram, pergunta-se: mos uma face e uma aresta e não alteramos o número
a) Quantos vértices tem este poliedro? de vértices. Continuamos traçando diagonais até que a
Resposta: 12 figura consista inteiramente de triângulos (Figura 3).
b) Quantas arestas concorrem em cada um destes Nessa rede triangulada, a expressão V  A  F tem o
vértices? mesmo valor que antes da triangulação, já que cada di-
Resposta: 3 agonal traçada aumenta uma face e uma aresta e, por-
c) Se de cada vértice “partem” 3 arestas e o po- tanto, A  F não se altera.
liedro tem 12 vértices, então o número de ares- Alguns triângulos têm aresta(s) no limite da rede. Al-
tas do poliedro é 12  3? Por quê? guns deles, como MNP, têm apenas uma aresta nesse
Resposta: Não, porque no produto 12  3 cada limite. Tomamos qualquer triângulo do limite e re-
aresta está sendo contada duas vezes, já que movemos a parte dele que não seja parte de um outro
cada uma delas “parte” de dois vértices simul- triângulo (Figura 4). Dessa forma, de MNP remove-
taneamente; logo, o número de arestas do po- mos a aresta tMNu e a face, deixando os vértices M, N
12  3 e P e as duas arestas tMPu e tNPu; de DEF retiramos a
liedro é ----------------- , ou seja, 18. face, as duas arestas tDFu e tFEu e o vértice F.
2
Nesse momento apresenta-se o resultado: Se A remoção de um triângulo do tipo MNP reduz A e F
um poliedro possui V vértices com m arestas em 1, ao passo que V continua inalterado, de forma
por vértice, então o número A de arestas do po- que V  A  F continua o mesmo. A remoção de um
liedro é dado por: triângulo do tipo DEF reduz V em 1, A em 2 e F em
V m 1, de forma que V  A  F continua inalterado. Por
A  ----------------
- meio de uma seqüência convenientemente escolhida
2
dessas operações, podemos retirar triângulos com

Relação de Euler aresta(s) no limite até que finalmente reste apenas um


Uma possível justificativa da relação de Euler triângulo, com suas três arestas, três vértices e uma
(V  A  F  2), sugerida pelo prof. George Gamow face e, portanto, V  A  F  3  3  1  1. Mas
em seu livro Um, dois, três... infinito (Rio de Janeiro: já vimos que, pela eliminação constante de triângulos,

48
MP-Paiva-038a057 Page 49 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

a expressão V  A  F não sofreu alteração. Portanto,


Pirâmide
na rede plana original V  A  F também é igual a 1 I. Este assunto pode ser introduzido com a seguinte
e, dessa forma, V  A  F  1 para a superfície po- atividade:
liédrica cuja face foi removida. Acrescentando a face Separar a classe em quatro grupos, dando a cada
que está faltando, concluímos que V  A  F  2.
um deles a planificação de um poliedro, recorta-
Nota: Ilustramos o teorema com as figuras de 1 a 6, do em cartolina (figuras abaixo), com as seguin-
porém essa demonstração é geral, isto é, vale para tes instruções: dobre sobre as linhas tracejadas e,
qualquer poliedro convexo.
usando fita adesiva, construa a superfície polié-
• Pedir aos alunos que apresentem um exemplo de
drica cujas faces sejam as regiões poligonais que
poliedro em que não valha a relação de Euler
formam essa planificação.
(que deve ser um poliedro não-convexo). Caso
não encontrem, pode-se mostrar o poliedro re-
presentado a seguir.

V  16, A  24 e F  11
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

V  A  F
↓ ↓ ↓
16  24  11  3

II. Usando esses modelos, definir pirâmide e seus


Capítulo 25
elementos.

Prisma

Pirâmide regular
Ressaltar que um prisma tem duas bases congruentes e
I. Definir pirâmide regular, mostrando os três pri-
paralelas, assim como arestas laterais também con-
meiros modelos. Ressaltar que o terceiro modelo
gruentes e paralelas (essa caracterização é importante
corresponde a uma pirâmide chamada de tetrae-
para que o estudante identifique um prisma em qual-
quer posição). Pedir exemplos de prisma no cotidiano: dro regular (todas as faces são triangulares eqüi-
prédios, caixas de leite longa-vida, caixas de vidros de láteras). Comentar que o quarto modelo corres-
perfume (há quadrangulares, hexagonais, octogonais ponde a uma pirâmide não-regular que tem três
etc.). Pode-se comentar que Newton usou prismas arestas perpendiculares entre si.
triangulares de cristal em suas experiências sobre a II. Tendo à mão um dos três primeiros modelos, defi-
decomposição da luz branca, por volta de 1666. nir: apótema da pirâmide regular, apótema da base
e altura da pirâmide regular. Destacar a relação de

Volume de um prisma
Pitágoras entre as medidas desses três elementos.
Apresentar a demonstração da fórmula que determi-
na o volume de um prisma qualquer, a partir do prin-

Volume de uma pirâmide


cípio de Cavalieri. I. Por meio da decomposição de um prisma trian-
Explorar a intuição do aluno na apresentação desse gular, demonstrar a fórmula que determina o vo-
princípio, realizando a seguinte experiência: lume de uma pirâmide triangular. Enfatizar o
Os alunos devem imaginar dois vasos de mesma al- princípio de Cavalieri.
tura e formatos diferentes dispostos sobre a mesa.
Colocando água até uma mesma altura h nos dois va- II. Tendo à mão o modelo de uma pirâmide não-tri-
sos, verifica-se que as superfícies da água em ambos angular, perguntar aos alunos como é possível cal-
têm a mesma área (para qualquer valor possível de h). cular o volume dessa pirâmide, com base no volu-
Que relação existe entre os volumes dos dois vasos? me de uma pirâmide triangular (espera-se que al-
Resposta: São iguais. guns alunos tenham a idéia de “cortar” essa pirâ-

49
MP-Paiva-038a057 Page 50 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

mide, obtendo pirâmides triangulares). Após essa


Volume de um cone circular
discussão, apresentar o resultado: o volume de Aplicando o princípio de Cavalieri, demonstrar a fór-
uma pirâmide qualquer é a terça parte do produto mula que determina o volume de um cone circular.
da área da base pela altura (convém desenhar uma Enfatizar que por meio dessa fórmula calcula-se o
pirâmide qualquer no quadro-de-giz, dividindo-a volume de qualquer cone circular, reto ou oblíquo.
em pirâmides triangulares).


Esfera
III. Enfatizar que, por meio da fórmula deduzida, cal- Para o estudo da esfera, é importante que se usem
cula-se o volume de uma pirâmide qualquer, reta dois modelos, conforme descrito a seguir.
ou oblíqua. Modelo 1
Uma bola de isopor cortada por uma secção plana em
duas partes de tamanhos diferentes (normalmente es-
Capítulo 26
sas bolas são ocas, por isso é conveniente colar um

Cilindro circular círculo de cartolina na secção).


I. Para o estudo do cilindro, é
importante que se use o
modelo de um cilindro cir-
cular reto, que se decom-
r
ponha em dois semicilin-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


d R
dros por uma secção meri-
diana, e uma “capa” de
cartolina representando a
superfície lateral do cilin-
Modelo 2
dro. Com o auxílio dessas
peças, o estudante entende mais facilmente os Uma bola de isopor apresentando uma cunha esférica
conceitos de secção meridiana, superfície late- (colar semicírculos de cartolina nas secções).
ral e superfície total.
II. Utilizando objetos do cotidiano — lata de óleo,
vela, salame, lápis etc. —, definir cilindro cir-
cular e seus elementos.
III. Tendo à mão o modelo, conceituar secção
meridiana e, nesse momento, definir cilindro
eqüilátero.
I. A partir de objetos do cotidiano, conceituar esfe-

Volume de um cilindro circular ra e superfície esférica: uma bola de bilhar ou


Aplicando o princípio de Cavalieri, demonstrar a fór- uma bola de gude são bons modelos de esfera,
mula que determina o volume de um cilindro circular. uma bola de pingue-pongue ou uma bolha de sa-
Enfatizar que por meio dessa fórmula calcula-se o vo- bão são bons modelos de superfície esférica.
lume de qualquer cilindro circular, reto ou oblíquo. II. Colocando uma bola sobre a mesa, comentar que
o plano do tampo da mesa é tangente à esfera. Le-

Cone
vantando um pouco a bola, comentar que o plano
Para o estudo do cone, é im- do tampo da mesa é exterior à esfera. Pedindo
portante que se use o modelo para os alunos imaginarem a bola parcialmente
de um cone circular reto, que submersa na água, comentar que o plano da su-
se decomponha em dois semi- perfície da água é secante à esfera.
cones por uma secção meridi- III. Enfatizar a propriedade: o raio de uma esfera é per-
ana, e uma “capa” de cartoli- pendicular ao plano tangente no ponto de tangência.
na representando a superfície IV. Ressaltar que: um plano que passa pelo centro de
lateral do cone. Com o auxílio uma esfera é chamado de plano equatorial; um
dessas peças, o estudante en- plano equatorial divide a esfera em duas partes
tende mais facilmente os con- chamadas de hemisférios ou semi-esferas; a in-
ceitos de secção meridiana, tersecção de um plano equatorial com uma esfera
superfície lateral e superfície total. é chamada de círculo máximo da esfera.

50
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V. Tendo à mão o modelo 1, definir secção plana da Sendo B a área da superfície esférica de raio R, o vo-
esfera e ressaltar o teorema de Pitágoras, relacio- lume V limitado pelas duas superfícies esféricas é
nando as medidas do raio da esfera, do raio da aproximadamente igual a
secção plana e da distância da secção ao centro V  Bh (I)
da esfera. Podemos calcular precisamente o volume V do se-
guinte modo:

Volume da esfera
Propor como exercício o cálculo do volume da anti- 4π(R  h) 3-  ------------------
V  --------------------------------------- 4πR 3-
clepsidra (raio R e altura 2R). 3 3
Aplicando o princípio de Cavalieri, demonstrar que o 4π(R 3  3R 2 h  3Rh 2  h 3 )  4πR 3
V  ------------------------------------------------------------------------
- ---------------
volume da esfera de raio R é igual ao volume da 3 3
anticlepsidra. 4πh
V  -------------(3R 2  3Rh  h2) (II)
3

Área da superfície esférica


Uma possível justificativa da fórmula que determina Para h “tendendo” a zero, as expressões I e II “ten-
dem” a se igualar, ou seja:
a área da superfície esférica é apresentada a seguir.
Suponha que sobre uma superfície esférica sejam V  V
construídos n pequenos prismas de mesma altura h, 4πh
-------------(3R 2  3Rh  h2)  Bh
tais que cada aresta das bases apoiadas sobre a super- 3
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fície esférica seja aresta de duas, e somente duas, ba- 4π


---------- (3R 2  3Rh  h2)  B
ses desses prismas. 3

Como h “tende” a zero, a soma 3Rh  h2 também


“tende” a zero e, portanto, a área B “tende” a:
4π  3R2, ou seja: B  4πR2
B  ---------
-
3

Desse modo, provamos que:

A área A de uma superfície esférica de raio R é


A  4πR2.
Sendo B1, B2, B3, ..., Bn̈ as áreas das bases desses pris-
mas, a soma V de seus volumes é: Capítulo 27
V  B1h  B2h  B3h  ...  Bnh 

Adição de probabilidades
 (B1 B2  B3  ...  Bn)h
I. Antes de apresentar o teorema da adição de
probabilidades, sugerimos resolver um problema
A soma B1 B2  B3  ...  Bn das áreas das bases é
particular usando a definição de probabilidade:
aproximadamente a área B da superfície esférica.
Uma etiqueta é sorteada de uma urna que
Assim, o volume V é aproximadamente igual a
contém, exatamente, 50 etiquetas numeradas de
V  Bh, ou seja, o volume V é o produto da área B 1 a 50. Qual é a probabilidade de que o número
da superfície esférica pela altura h desses prismas. da etiqueta sorteada seja par ou menor que 21?
Raciocinando de maneira análoga, consideremos Resolução
duas superfícies esféricas de mesmo centro e raios O espaço amostral E desse experimento é o
R e R  h, com h 0. conjunto E  {1, 2, 3, 4, 5, …, 50}, portanto,
h n(E)  50.
Indicando por A o evento formado pelos números
R
pares de E e por B o evento formado pelos núme-
h R ros de E menores que 21, temos
A  {2, 4, 6, 8, …, 50}, n(A)  25 e
B  {1, 2, 3, 4, …, 20}, n(B) 20.
Note que A e B têm elementos comuns:
A  B  {2, 4, 6, 8, …, 20}, n(A  B)  10

51
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A probabilidade de ocorrer um elemento de A ou Por isso dizemos que os eventos A “sair bola
de B, indicada por P(A  B), é: vermelha na primeira retirada” e B “sair bola azul
n( A  B) na segunda retirada” são eventos dependentes.
P(A  B)  ----------------------------, em que
n(E) Após essa discussão, definir eventos indepen-
n(A  B)  25  20  10. Logo: dentes.
35  7
P(A  B)  -------- II. Apresentar a propriedade das retiradas simultâ-
- ---------
50 10
neas, sugerindo que o cálculo da probabilidade
II. Demonstrar o teorema de retiradas simultâneas seja feito por meio do
P(A  B)  P(A)  P(B)  P(A  B). Enfatizar problema equivalente com retiradas sucessivas e
que esse teorema pode ser aplicado na resolução sem reposição. Alertar para o fato de que, nas re-
de problemas cuja pergunta é: Qual é a probabi- tiradas sucessivas, deve-se levar em considera-
lidade de ocorrer o evento A ou o evento B? ção a ordem dos elementos retirados.
Comentar, ainda, que, se os eventos A e B são
mutuamente exclusivos, então o conectivo ou
Capítulo 28
indica simplesmente a soma das probabilidades


de A e B, isto é: P(A  B)  P(A)  P(B) Determinação de uma reta — Coeficiente
angular de uma reta

Probabilidade condicional
Ao desenvolver o item 4, enfatizar que, em geometria
Neste assunto, a maior dificuldade dos alunos é a re-

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analítica, uma reta pode ser determinada por um de seus
dução do espaço amostral. Uma experiência que
pontos e por um ângulo que ela forma com o eixo Ox.
pode auxiliá-los a entender essa redução é a seguinte:
Lança-se um dado sobre uma mesa e afirma-se que a Destacar a simplicidade de se calcular o coeficiente
face obtida contém um número ímpar. A seguir per- angular de uma reta não-vertical quando se conhe-
gunta-se: Qual é a probabilidade de que esse número cem dois de seus pontos. A facilidade desse cálculo é
seja o 5? que levou os matemáticos a definir o coeficiente an-
Espera-se que os alunos raciocinem da seguinte gular como a tg , e não como o sen  ou o cos .
maneira: Ressaltar que o inconveniente de se definir o coefi-
O espaço amostral no lançamento do dado é ciente angular como o sen  ou o cos  é que tería-
E  {1, 2, 3, 4, 5, 6}, porém a afirmação “a face mos de calcular a distância AB.
obtida contém um número ímpar” reduz o espaço
amostral para E  {1, 3, 5}; logo, a probabilidade de

Condição de alinhamento de três pontos


n( A)  -----1 Na introdução do item 5, podem-se fazer os ques-
ocorrer o evento A  {5} é P(A)  ----------------- -.
n(E) 3 tionamentos a seguir.
a) O que significa dizer que três pontos são colinea-

Eventos independentes
res?
I. Comentar que dois eventos são dependentes
quando a probabilidade de um deles depende de Resposta: Significa que os três pontos pertencem
o outro evento ter ocorrido ou não. Por exemplo, a uma mesma reta.
enunciar o seguinte experimento: b) Dados três pontos A, B e C tais que as retas ,AB- e
Retirar sucessivamente e sem reposição duas bolas ,BC- são paralelas, esses pontos são ou não coline-
de uma urna que contém, exatamente, três bolas ares? Por quê?
vermelhas e quatro bolas azuis. A probabilidade de Resposta : As retas ,AB- e ,BC- são paralelas e têm
que a segunda bola retirada seja azul depende de a em comum o ponto B, logo, ,AB- e ,BC- são retas
primeira bola retirada ter sido vermelha ou não. coincidentes, portanto, os pontos A, B e C são
Observar que: colineares.
• Se a primeira bola retirada tiver sido vermelha, c) Dados três pontos distintos, A, B e C, tais que as
então a probabilidade de que a segunda bola retas ,AB- e ,BC- são concorrentes, esses pontos são
2
4  ----- ou não colineares? Por quê?
seja azul é de -----
- -.
6 3 Resposta: Os pontos não são colineares, pois, se
• Se a primeira bola retirada tiver sido azul, en- fossem, as retas ,AB- e ,BC- seriam coincidentes e
tão a probabilidade de que a segunda bola seja não concorrentes.
3  -----1 Após essa discussão, apresentar a condição de ali-
azul é de -----
- -.
6 2 nhamento de três pontos.

52
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reta toda equação da forma kax  kby  kc  0,



Equação fundamental da reta
É interessante mostrar que os conceitos de reta e pro- com k  R*).
porção estão intimamente relacionados em geometria II. Pedir aos alunos que resolvam os sistemas:
analítica. Os exemplos a seguir ressaltam essa relação:
x  2y  5 x  6y  2
a) As seqüências (1, 2, 3, 4, 5) e (2, 4, 6, 8, 10) são a) c)
tais que a razão entre termos correspondentes é 3x  4y  9 2x  12y  4
constante, isto é: x  5y  1
b)
2 4 6 8 10
------  ------  ------  ------  --------
- 2x  10y  3
1 2 3 4 5
Espera-se que eles concluam que o sistema do
Representando no plano cartesiano os pontos
item a é possível e determinado, o do item b é
(1, 2), (2, 4), (3, 6), (4, 8) e (5, 10), observa-se que
impossível e o do item c é possível e indetermi-
eles pertencem a uma reta que passa pela origem:
nado. Observando que cada equação desses siste-
y
mas representa uma reta no plano cartesiano, per-
10 guntar à classe:
8
a) Qual a posição relativa das duas retas do siste-
ma do item a?
6
Resposta: Concorrentes, pois têm um único
4 ponto em comum. (Enfatizar que o ponto co-
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2 mum às retas é representado pela solução do


sistema.)
0 1 2 3 4 5 x
b) Qual a posição relativa das duas retas do siste-
b) As seqüências (1, 2, 3, 4, 5) e (3, 5, 7, 9, 11) são ma do item b?
tais que:
Resposta: Paralelas distintas, pois não têm
53 75 97 11  9
-----------------  -----------------  -----------------  -------------------
- ponto em comum.
21 32 43 54
c) Qual a posição relativa das duas retas do siste-
Representando no plano cartesiano os pontos (1, 3), ma do item c?
(2, 5), (3, 7), (4, 9) e (5, 11), observa-se que eles
Resposta: Paralelas coincidentes, pois têm
pertencem a uma reta que não passa pela origem:
mais de um ponto em comum.
y

11 Equação reduzida da reta


9 A partir da equação fundamental da reta, definir a
equação reduzida, enfatizando a interpretação geo-
7
métrica dos coeficientes angular e linear.
5
Destacar que, dada uma equação da reta na forma ge-
3 ral, podemos obter os coeficientes angular e linear da
reta, representando a equação na forma reduzida.
0 1 2 3 4 5 x

Posições relativas de duas retas


Generalizando, verificamos que, se uma reta passa Desenhar no quadro-de-giz a figura:
pela origem, então as ordenadas de seus pontos são
y
proporcionais às respectivas abscissas e que, se
r s
uma reta não passa pela origem, então as variações
das ordenadas de seus pontos são proporcionais às 
variações das respectivas abscissas. 0 x

Capítulo 29 Afirmando que r / s e que a inclinação de r é , per-


Equação geral da reta guntar à classe qual é a inclinação de s.


I. Apresentar a equação geral da reta, ressaltando Estimular a discussão até que os alunos consigam
que existem infinitas equações gerais para uma concluir que:
mesma reta (dada a equação geral de uma reta, a) duas retas no plano cartesiano são paralelas se, e
ax  by  c  0, também é equação geral dessa somente se, têm a mesma inclinação;

53
MP-Paiva-038a057 Page 54 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

b) duas retas no plano cartesiano são paralelas se, e Capítulo 30


somente se, têm o mesmo coeficiente angular ou


Aplicações de determinantes na geometria
não existe o coeficiente angular de ambas; analítica
c) duas retas são concorrentes se têm coeficientes an- I. Desenhar no quadro-de-giz as figuras e pedir aos
gulares diferentes ou se existe o coeficiente angu-
alunos que determinem a área de cada um dos
lar de uma delas e não existe o da outra.
triângulos.
y y

Retas perpendiculares
Desenhar no quadro-de-giz a figura: A D
6 6
y
3 F
B
4 3 2 C
 1
 E
0 x 0 1 3 6 x 0 2 7 x

Pedir aos alunos que determinem os valores de tg  e


tg . y

4
3 e tg    -----
Resposta: tg   -----
- - 6
G
4 3

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5 I

Concluir com a classe que duas retas não-verticais


2
são perpendiculares se, e somente se, o coeficiente H

angular de uma delas é igual ao oposto do inverso do 0 3 5 11 x


coeficiente angular da outra.
Ressaltar que, quando o triângulo tem um dos la-

Equações paramétricas da reta


O exemplo a seguir pode ser apresentado sob a forma dos paralelo a um dos eixos, o cálculo da área é
de exercício. muito simples; é o caso dos triângulos ABC e
Construir o gráfico cartesiano determinado pelas (6  1) (6  2)
DEF, cujas áreas são dadas por --------------------------------------
-
equações paramétricas: 2
x  cos 2  (7  2) (6  1)
, com   R e ----------------------------------------- , respectivamente. Para cal-
2
y  sen  2

cular a área do triângulo GHI, podemos circuns-


Resolução crever em GHI um retângulo que possua lados
O sistema pode ser representado sob a forma: paralelos aos eixos coordenados:
x  cos 2  (I) y

y  1  cos 2  (II)
G
6
I
Substituindo (I) em (II), obtém-se y  1  x. 5
II
I

Como x  cos  e y  sen , temos que 0  x  1


2 2
2
III
H
e 0  y  1. Assim, os pontos (x, y) que satisfazem
y  1x 0 3 5 11 x

o sistema são tais que: 0  x  1


0y1 A área A do triângulo GHI é igual à diferença
Logo, o gráfico formado pelos pontos (x, y) é: entre a área desse retângulo e a soma das áreas
y
dos triângulos I, II e III, isto é:
1 6  1  2  4  8  3  13
A  8  4  -------------
- -------------- --------------
2 2 2
Para o cálculo da área do triângulo GHI, pode-
0 1 x
mos também construir um triângulo GHI com a

54
MP-Paiva-038a057 Page 55 Thursday, July 7, 2005 8:30 AM

mesma altura relativa à base HI t do triângulo Capítulo 31


GHI, e com o lado tG Iu paralelo ao eixo Oy:


Reconhecimento de uma circunferência a
y partir da equação reduzida
Para o reconhecimento de uma circunferência, atra-
33 G r vés de uma equação, apresentar as equações a seguir
4
G e perguntar se cada uma representa ou não uma cir-
6
5 I cunferência.
(x  3)2  y 2  4 → representa uma circunferência
2
H de centro C(3, 0) e raio R  2
(x  2)2  ( y  5)2  0 → representa o ponto C(2, 5)
0 3 5 11 x
(x  1)2  ( y  4)2  4 → representa o conjunto
vazio
G(5, 6)


r: 52  3 Reconhecimento de uma circunferência a
m r  m HI  -------------------
- ------ partir da equação normal
11  3 8
Enfatizar que, multiplicando ambos os membros da
3  (x  5).
Assim, a equação da reta r é y  6  -----
- equação
8
x 2  y 2  2ax  2by  a 2  b 2  R 2  0
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Fazendo x  11 na equação da reta r, obtém-se


por um número real não-nulo q, obtém-se a equação:
33 33
y  ---------; portanto, G[11, ---------]. qx 2  qy 2  2aqx  2bqy  qa 2  qb 2  qR 2  0,
4 4 com R  0, que continua representando a circunfe-
Logo, a área do triângulo GHI é igual à área do rência de centro C(a, b ) e raio R. Assim, comparando
as equações Ax 2  By 2  Cxy  Dx  Ey  F  0 e
triângulo GHI, que é dada por:
qx 2  qy 2  2aqx  2bqy  qa 2  qb 2 qR 2  0,
33  5 ] (11  3)
[ -------- concluímos que a primeira representa uma circunfe-
-
4 -  13
-------------------------------------------------- rência se, e somente se, A  B  0, C  0 e a forma
2
reduzida dessa equação é (x  a)2  (y  b)2  k,
Ressaltar que, generalizando o raciocínio, de- com k  0.
monstra-se que a área pode ser calculada através
do determinante. Capítulo 32
II. Para apresentar a condição de alinhamento,

Número complexo
pode-se propor o problema a seguir. Embora, historicamente, tenha-se usado o símbolo
Calcular a área do triângulo de vértices A(0, 1),  1 para representar a unidade imaginária i, é pre-
B(1, 1) e C(1, 3). ferível não usá-lo, porque ao escrever i   1
Ao tentar calcular a área do triângulo, os alunos cometem-se dois erros: afirmar que existem dois va-
vão constatar que: lores diferentes para i, pois existem duas raízes qua-
dradas de 1; contrariar a propriedade transitiva da
0 1 1 igualdade (ver comentário a seguir); por isso, a opção
para definir a unidade i como sendo um número tal
1 1 1  0
que i 2  1.
1 3 1
Comentário
Nesse momento, perguntar à classe o que se pode A radiciação em C não é uma operação (por exemplo,
concluir desse resultado. há três raízes cúbicas complexas distintas de 8 e, por-
tanto, como o resultado não é único, a radiciação não
Resposta : Não existe o triângulo ABC, ou seja, os
é operação em C); por isso não se deve usar o símbolo
três pontos são colineares. n
a para indicar as raízes complexas n-ésimas de a.
Apresentar a condição de alinhamento por deter- Por exemplo, se escrevermos
minante. Completar essa discussão mostrando 3
8  2, 3 8  1  i 3 , 3 8  1  i 3 ,
como se pode obter a equação de uma reta por poderemos concluir, equivocadamente, que
meio de determinante. 2  1  i 3  1  i 3 (pela propriedade

55
MP-Paiva-038a057 Page 56 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

transitiva da igualdade); assim, o símbolo 3 8 só Um raciocínio análogo pode ser usado na divisão de
deve ser usado para indicar a raiz cúbica real de 8. Se polinômios; por exemplo, para dividir o polinômio
quisermos indicar todas as raízes, deveremos escre- P(x)  x3  2x3  x  2 por D(x)  x2  1. Podemos
ver por extenso “as raízes cúbicas de 8”. dividir sucessivamente P(x) pelos fatores do 1º grau
de D(x):

Plano de Argand-Gauss
Fatores
Esse assunto pode ser introduzido a partir do texto a
de x2  1
seguir. x 1
x 3  2x 2  x  2
Quando estudamos o conjunto dos números reais, vi-
mos que é possível estabelecer uma relação biunívo- x x
3 2
x 2  3x  2 x 1
ca entre o conjunto R e o conjunto de pontos de uma 3x 2  x  2 x2  x x 2
reta. Assim, podemos representar, geometricamente,
o conjunto R pelo conjunto dos pontos de uma reta. 3x 2  3x 2x  2
Como representar, geometricamente, o conjunto dos 2x  2 2x  2
números complexos? 2x  2 0
No final do século XVIII, em 1799, o topógrafo norue-
0
guês Caspar Wessel (1745-1818) publicou um trabalho
em que mostrava uma representação geométrica para os Concluir que a importância do estudo da divisão de um
números complexos. Wessel raciocinou da seguinte polinômio P(x) por binômios do 1º grau se deve ao
maneira: o conjunto dos números do tipo x  yi, sendo fato de que todo polinômio D(x) pode ser decomposto

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x e y reais, pode ser relacionado, biunivocamente, ao em fatores do primeiro grau e, portanto, a divisão de
conjunto dos pares ordenados de números reais (x, y), e P(x) por D(x) pode ser efetuada por meio de divisões
o conjunto desses pares, por sua vez, pode ser relaciona- sucessivas pelos fatores do primeiro grau de D(x).
do, biunivocamente, ao conjunto dos pontos de um pla-
no, através de um sistema cartesiano de eixos. Desse Capítulo 34
modo, cada ponto (x, y) do plano cartesiano passa a re-

Equação polinomial ou algébrica


presentar o número complexo x  yi, e, portanto, a re- Ressaltar que, dados quaisquer números complexos,
presentação geométrica do conjunto C é um plano. podemos formar uma equação polinomial que possua
Em 1806, o matemático Jean Robert Argand (1768- esses números como raízes. Por exemplo, dados os
1822), sem conhecer o trabalho de Wessel, criou a números 2, 6 e 4, temos a equação
mesma representação para os números complexos. A (x  2)(x  6)(x  4)  0, que é equivalente a
glória dessa criação ficou ligada ao nome de Argand.
x 3  4x 2  20x  48  0, que é uma equação poli-
Partindo das idéias de Wessel e Argand, o matemáti-
nomial que possui esses números como raízes.
co alemão Johann Carl Friedrich Gauss (1777-1855)
complementou o estudo do plano complexo, também

Multiplicidade de uma raiz


conhecido como plano de Argand-Gauss. Na introdução deste tópico, pode-se apresentar a
equação
Capítulo 33 (x  7)(x  7)(x  7)(x  5)(x  5)(x  9)  0

Operações com polinômios e perguntar à classe:


I. Este assunto pode ser tratado como uma revisão, a) Quantas vezes o número 7 aparece como raiz da
pois já foi estudado no Ensino Fundamental. equação?
II. Propor, como trabalho em dupla, os exercícios Resposta: Três vezes
resolvidos de R6 a R10. b) Quantas vezes o número 5 aparece como raiz da
equação?

Divisão de polinômios
Resposta: Duas vezes
por binômios de 1‚‚ grau c) Quantas vezes o número 9 aparece como raiz da
Sempre que possível, fazer uma analogia entre as pro- equação?
priedades dos polinômios e as propriedades dos nú- Resposta: Uma única vez
meros. Por exemplo, para dividir 48 por 6, podemos
Enfatizar que o número de vezes que cada raiz apare-
dividir, sucessivamente, 48 pelos fatores primos de 6:
ce nos fatores do primeiro membro é a multiplicidade
48 2 Fatores de 6
dessa raiz: a raiz 7 tem multiplicidade 3 (raiz tripla);
0 24 3 a raiz 5 tem multiplicidade 2 (raiz dupla) e a raiz 9
0 8 tem multiplicidade 1 (raiz simples).

56
MP-Paiva-038a057 Page 57 Saturday, June 25, 2005 10:44 AM

• Como q é divisor de bq e q é divisor de ap  bq,



Raízes imaginárias
Se for possível, apresentar a demonstração do teore- temos que q é divisor de ap.
ma das raízes imaginárias para equações polinomiais • Como p e q são primos entre si e q é divisor de ap,
de coeficientes reais. temos que q é divisor de a.
Demonstração Essa demonstração, para o caso particular de equa-
Seja P (x)  an x n  an  1 x n  1  an  2 xn  2  ...  a 0
ções do 2º grau, auxilia a demonstração para uma
um polinômio com coeficientes reais tal que o núme-
equação de grau n, feita a seguir.
ro imaginário z  a  bi, com a  R e b  R*, seja
raiz da equação P(x)  0. p
Sendo ------ uma raiz da equação, devemos ter:
Temos que P(z)  0, ou seja: q
an z n  a n  1 z n  1  an  2 z n  2  ...  a 0  0 (I)
p n p n 1 p n 2
Se dois complexos são iguais, então seus conjugados a n[------]  an  1 [------]  an  2 [------]  ... a0  0
q q q
são iguais. Por isso, podemos concluir da sentença (I)
que: pn pn  1 pn  2
 an  --------  a n  1  --------------
-  a n  2  -
--------------
a n z n  a n  1 z n  1  a n  2 z n  2  ...  a 0  0 qn qn  1 qn  2
Pelas propriedades do conjugado de um complexo,
podemos escrever: ...  a 0  0

a n z n  a n  1 z n  1  a n  2 z n  2  ...  a 0  0
Multiplicando ambos os membros por q n, obtemos:
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

n1 n2
an z  an  1 z
n
 an  2 z  ...  a 0  0 an pn  an  1 pn  1q  an  2 pn  2 q2  ...  a1 pqn  1 
a n z n  a n  1 z n  1  a n  2 z n  2  ...  a 0  0  a 0 qn  0 (I)
n1 n2
an ( z )  an  1 ( z )
n
 an  2 ( z )  ...  a 0  0  anpn  an  1 pn  1q  an  2 pn  2 q2  ...  a1 pqn  1 
Assim, P ( z )  0; e, portanto, z é raiz da equação a0 qn
P(x)  0.
 p(an pn  1  an  1 pn  2 q  an  2 pn  3 q2  ... 

Raízes racionais  a1qn  1)  a0 q n


Se for possível, demonstrar o teorema das raízes ra-
cionais; é conveniente partir de uma equação do Como o produto de inteiros é inteiro e a soma de in-
2º grau. teiros também é inteiro, concluímos que o primeiro
p membro da igualdade anterior é um número inteiro.
Se ------ , com p e q inteiros primos entre si e q 0, é Portanto, o segundo membro, a0 q n, é inteiro e múl-
q
raiz da equação do 2º grau com coeficientes inteiros tiplo de p, pois é igual ao produto de p por um inteiro
ax 2  bx  c  0, então p é divisor de c, e q, divisor k1, ou seja, pk1  a0 q n, com k1  Z. Como p e q são
de a. primos entre si, temos que p e q n também o são. Lo-
Justificativa go, p é divisor de a0 .
p 2 p
Temos que: a  ------  b  ------  c  0 Temos, ainda, que a igualdade (I) é equivalente a:
 q  q an  1 pn  1q  an  2 pn  2 q 2  ...  a0 q n  an pn, ou
Essa igualdade é equivalente a: q(an  1 pn  1  an  2 pn  2 q  ...  a0 q n  1)  an pn
p(ap  bq)  cq 2 (I) Como a expressão entre parênteses é um número in-
De (I) temos que p é divisor de cq 2. Como p e q são teiro k2, podemos escrever:
primos entre si, concluímos que p é divisor de c. qk2  an pn, com k2  Z
De (I) temos, ainda, que q é divisor de p(ap  bq). Como q e p são primos entre si, temos que q e pn tam-
• Como p e q são primos entre si, podemos garantir bém o são.
que q é divisor de ap  bq. Logo, q é divisor de an .

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10. Resolução de exercícios

Capítulo 1 10. d
Para calcular n(A  B) não basta adicionar n(A) a n(B), pois, nesta
1. a) A  {3, 2, 1, 0, 1, 2, 3} soma, cada elemento da intersecção está sendo contado duas vezes:
b) B  {3, 3}
c) C  {3} A B
d) D  {9, 10, 11, 12, ..., 98, 99}
e) E  {55, 56, 57, 58, ...}
2. a) A  {..., 4, 3, 2, 1} (infinito)
b) B   (finito)
c) C  {0, 1, 2, 3, ...}  N (infinito) Para corrigir esse “erro”, devemos subtrair dessa soma o número de
d) D  {0} (finito) elementos da intersecção, isto é, n(A  B)  n(A)  n(B)  n(A  B).
3. b) Dois conjuntos são iguais se, e somente se, têm os mesmos ele- 11. Usando o raciocínio do exercício anterior, temos que:
mentos. Assim: {1, 2, 3}  {1, x, y} ⇔ x  2 e y  3 ou
ab xc
x  3 e y  2.
Logo: x  a  b  c
4. V–F–V–V–V–V–F–V–V–V–V
12. a) {1, 2, 9} f) {1, 2, 3, 9}
b) {5, 7} g) Não existe, pois G  F
5. Corretor
c) {5, 7} h) 
A B C d) {1, 2, 3, 5, 7, 9} i) {1, 2, 3, 8, 6, 4, 9}
Infor-
mação e) {1, 2, 9}
1 X 13. a) Temos que: A  B 
2 X X  {pp é estado da região sul do Brasil}  {PR, SC, RS}

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


b) Temos que: B  A  {qq é estado da região sudeste do Bra-
3 X X X
sil}  {SP, RJ, MG, ES}
4 X X c) Não existem esses conjuntos, pois A  B e B  A
5 X 14. a) A.  {x  U  x é mulher}.
b) B.  {y  U  y tem menos de 16 anos de idade}.
6. • A condição I garante que 0  E.
c) C.  {z  U  z tem mais de 20 anos de idade}.
• Como 0  E, a condição II garante que 1  E.
d) t ut Cu  {p  U  p tem menos de 16 anos ou mais de 20 anos
B
• Como 1  E, a condição II garante que 2  E. de idade}.
• Como 2  E, a condição II garante que 3  E. E assim por e) B.  C.  {q  U  q tem menos de 16 anos ou mais de 20 anos
diante... de idade}.
Concluímos, então, que todos os números naturais pertencem a
E, isto é, N  E; mas, por hipótese, temos que E  N e, portanto, 15. Sendo:
E  N  {0, 1, 2, 3, 4, ...}. • U o conjunto das 29 pessoas que discutiam sobre os filmes A e B;
• A o conjunto das pessoas que assistiram ao filme A;
7. A  {3, 2, 1, 0, 1, 2} • B o conjunto das pessoas que assistiram ao filme B.
B  {0, 1, 2, 3} Temos:
C  {1, 0, 1, 2, 3, 4}
D  {3, 4, 5, 6, 7, 8} A B U
a) A  B  {3, 2, 1, 0, 1, 2, 3}
b) A  B  {0, 1, 2} 8 5 x
c) A  D  {3, 2, 1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
d) A  D   6
e) A  B  D  {3, 2, 1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
8  5  x  6  29 ⇒ x  10.
f) A  B  C  {0, 1, 2} Logo, 15 pessoas (10  5) assistiram ao filme B.
g) A  B  C  D  
h) (A  D )  (B  C )  {1, 0, 1, 2, 3, 4} 16. Sendo:
• U o conjunto das 2.200 pessoas entrevistadas;
i) (A  D )  (B  C )  {0, 1, 2, 3)
• A o conjunto das pessoas que já estiveram na região nordeste do
8. Brasil;
A B • B o conjunto das pessoas que já estiveram na região norte do
•3 •2 Brasil.
•9
•5 Temos:
•8
A B U
9.
A • 12 • 11 B
•1 610 206 396
•3
•2 •7
•5 •8 x
x  610  206  396  2.200 ⇒ x  988
•4 •9 Logo, 988 pessoas entrevistadas nunca estiveram em nenhuma das
C duas regiões.

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17. Sendo: nhamos o arco que intercepta a semi-reta tAB- no ponto E:


• U o conjunto dos alunos que opinaram;
• J o conjunto dos alunos que lêem jornal; D C
• R o conjunto dos alunos que lêem revista.
Temos:

√5u
J R U

24 – x x 30 – x
A B E

5 assim, temos que o comprimento de tAEu é 5u.

24  x  x  30  x  5  41 ⇒ x  18 24. a) A  B : 1 15
Logo, 18 alunos lêem jornal e revista.
b) A  B : 6 8
18. b.
E U c) A  D : 7 8
N
300 120 100 d) D  A : 1
100 e) c C : 0 4 7
700 80 D

200 25. a
H A:
x 0 2
B: –3 1
300  120  100  700  100  80  200  x  1.800 ⇒
⇒ x  200 A  B: –3 2
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Logo, duzentas pessoas da comunidade não assistem a nenhum


desses programas. A  B: 0 1
19. V – V – F – V – V – V – F – V – F – V (A  B)  (A  B): –3 0 1 2
25  5
20. a) 2,5  --------- 381
b) 3,81  ------------ 26. Sendo:
------
10 2 100 U o universo dos professores da escola;
3 A o conjunto dos professores que lecionam no prédio A;
c) 0,03  ------------
100 B o conjunto dos professores que lecionam no prédio B;
d) Indicando por g a geratriz da dízima, temos que: C o conjunto dos professores que lecionam no prédio C;
g  4,222... temos:
10g  42,222... U
A B
Subtraindo, membro a membro, essas igualdades, obtemos:
38
10g  g  38 ⇒ g  --------- x – 3 17 – x x
9 x
e) Indicando por g a geratriz da dízima, temos que: 18 – x 13 – x
10g  34, 555...
x–2
100g  345,555...
Subtraindo, membro a membro, essas igualdades, obtemos: C
311
100g – 10g  311 ⇒ g ------------
90 x  3  x  x  2  x  17  x  18  x  13  x  51 ⇒ x  8
Logo, oito professores lecionam nos três prédios.
21. a) Irracional e) Irracional i) Irracional
b) Racional f) Irracional j) Irracional 27. Temos:
c) Racional g) Racional • AN
d) Irracional h) Irracional • 4 é o menor número que pertence a A
• 4  A ⇒ 5  A;
5 5  A ⇒ 6  A;
22. a  0, b  9, c  ------, d  7
6 6  A ⇒ 7  A;
23. Seja um retângulo em que um dos lados é o segmento tABu e o lado 7A⇒8A
tBCu tem comprimento 2u: e assim por diante. Todos os números naturais maiores que 3
pertencem a A. Logo, A  {4, 5, 6, 7, 8 ...}.
D C
28. a) par; c) ímpar; e) ímpar; g) ímpar.
b) ímpar; d) par; f) par;
2u 29. c
Sendo n o número de notas de R$ 5,00 e k o número de notas de
R$ 10,00, temos: 5n  10k  100
A u B Dividindo por 5, ambos os membros, chegamos a n  2k  20, ou,
ainda, a n  20  2k.
Pelo teorema de Pitágoras, temos que a diagonal tACu mede 5u ; Como 20 e 2k são números pares, temos que 20  2k é par.
utilizando um compasso, com a ponta-seca em A e raio tACu, dese- Logo, o número de notas (n) de R$ 5,00 é par.

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30. Um número par e um número ímpar, genéricos, são, respectiva- 16


x  ---------
mente, 2n e 2k  1, com {n, k}  Z. 11
Assim, temos: 2n  (2k  1)  2[n(2k  1)] 16
Logo, S  { ---------}
inteiro 11
Como n(2k  1) é inteiro, conclui-se que 2[n(2k  1)] é par. b) Mutiplicando por 12 ambos os membros, obtemos:
4n  3n  6  48 e, portanto, n  6
31. a) O menor número natural x tal que x  5 é o próprio número 5; Logo, S  {6}
logo, o menor elemento do conjunto A é 5. c) Multiplicando por 6 ambos os membros, obtemos:
b) O menor número inteiro x tal que x  5 é o número 6; logo, o 3(2k  1)  (k  3)  2 ou, ainda, 6k  3  k  3  2 e,
menor elemento do conjunto B é 6. 4
c) O menor número racional x tal que x  5 é o próprio número 5; portanto, k   ------
5
logo, o menor elemento do conjunto C é 5.
4
d) Para qualquer número racional x, com x  5, existem infinitos Logo, S  { ------}
5
outros racionais entre 5 e x; logo, não existe o menor elemento 3. c
do cojunto D. Indicando por d a distância procurada, em quilômetros, temos:
4,18  0,83  d  14,14 ⇒ d  12
32. c
Indicando por g a dízima periódica 3,2222..., temos: 4. e
Indicando por x a quantia, em reais, recebida por João, temos que
g  3,2222... a quantia recebida por Paulo é x  30. Assim, temos:
10g  32,222... x  x  30  630 ⇒ x  300
Subtraímos, membro a membro, essas igualdades, obtendo: Logo, João recebeu R$ 300,00 e Paulo recebeu R$ 330,00
29
10g  g  29 e, portanto, g  ---------. 5. Temos:
9 total de sacas de feijão  x;
Logo, a soma pedida é: total de sacas de café  4x;
8 29 37 total de sacas de milho  x  2.400

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


------  ---------  --------- Logo, x  4x  x  2.400  14.400 ⇒ x  2.000.
9 9 9
Assim, concluímos que o fazendeiro colheu 8.000 sacas de café.
33. a) Um valor possível é 5, pois 5  1,8  9.
b) Um valor possível é 2,5, pois 2,5  3  7,5. 6. Temos:
distância, em km, percorrida na segunda hora  d;
c) Sim, porque o produto de dois números racionais quaisquer é
distância, em km, percorrida na primeira hora  d  5;
um número racional.
d5
distância, em km, percorrida na terceira hora  ------------------ .
34. Uma resposta possível é 1,5 e 1,6, pois: 3
2  1,52  3 e 2  1,62  3 d  5  135 ⇒ d  55
Logo, d  d  5  -----------------
-
35. e 3
Todo número decimal com infinitas casas decimais é racional se Assim, concluímos que o ciclista percorreu 20 km na terceira hora.
for dízima periódica ou é irracional se for dízima não-periódica. 7. a) 9x  5(3  2x)  7x  9 ⇒ 9x  15  10x  7x  9, ou seja,
36. e 9x  10x  7x  9  15, ou ainda, 12x  24 e, portanto, x  2
Logo, S  {3, 4, 5, 6, 7, ...)
Como 7 3  12,11, temos que os números pares compreendi- b) 4y  5  2(y  3)  5y ⇒ 4y  5  2y  6  5y, ou seja,
dos entre 7 e 7 3 são 8, 10 e 12, ou seja, são aqueles da forma 4y  2y  5y  6  5, ou ainda, 3y  11 e, portanto,
2n, com n  Z e 4 n 6. 11
y   ---------
3
37. c Logo, S  {3, 2, 1, 0, 1, 2, ...}.
Temos A  B  ]5, 9]. Logo, o único intervalo apresentado nas c) 6t  (5t  8) 1  2(5  t) ⇒ 6t  5t  8 1  10  2t
alternativas ao qual x não pode pertencer é [10, 15]. e, portanto, t  1
Logo, S  {1, 2, 3, 4, ...}
38. a
I) Como x  ]1, 2[, temos que x é elemento do conjunto 8. a) Multiplicando por 40 ambos os membros, obtemos:
A  ]∞, 1]  [2, ∞[. 40
II) Como x  0 ou x  3, temos que x é elemento do conjunto 16x  40  4x  15x e, portanto, x  ---------
3
B  ]∞, 0[  ]3, ∞[.
40
Por I e II, concluímos que x é elemento do conjunto Logo, S  {x  R \ x  ---------}
3
A  B  ]∞, 1]  ]3, ∞[, ou seja, x 1 ou x  3.
b) Multiplicando por 4 ambos os membros, obtemos:
16k  3(k  2)  2  8(1  3k) ou ainda,
Capítulo 2 16
16k  3k  6  2  8  24k e, portanto, k  ---------
37
1. a) 10x  8  3x  6 ⇒ 7x  14 e, portanto, x  2.
b) 5  2(3y  1)  7y  6 ⇒ 5  6y  2  7y  6 e, portanto, 16
Logo, S  {k  R \ k  ---------}
37
y  3
c) 4t  (2t  5)  3  4(2t  3) ⇒ c) Multiplicando por 10 ambos os membros, obtemos:
10y  (1  3y) 5y  2(4  y) ou, ainda,
7
⇒ 4t  2t  5  3  8t  12 ⇒ 10t  14 ⇒ t   ------ 7
5 10y  1  3y 5y  8  2y e, portanto, y  ---------
10
2. a) Multiplicando por 24 ambos os membros, obtemos: 7
Logo, S  {y  R \ y  --------- }
3x  48  12x  24x  96 ou, ainda, 33x  48 e, portanto, 10

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MP-Paiva-058a072 Page 61 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

d) Multiplicando por 2 ambos os membros, obtemos: Substitui-se y por 1 em (I) ou (II); por exemplo, em (I):
4a  (a  4)
2 ou, ainda, 4a  a  4
2 e, portanto, 4
9x  5  (1)  7 ⇒ x   ------
2 3
a
 ------
3 4
2 Logo, S  {[ ------, 1]}
Logo, S  {a  R \ a
 ------ } 3
3

9. Indicando por x o número de páginas, temos: 3x  2y  1 4 12 x  8 y  4 (I)
c) ⇒
8,8 4x  5y  2  3 12 x  15 y  6 (II)
1,20  0,54  x  10 ⇒ x  -------------
-
0,54 Adicionam-se, membro a membro, as equações:
8,8  17, concluímos que o menor número de
Como 16  ------------- 2
- 23y  2 ⇒ y  ---------
0,54 23
páginas nas condições enunciadas é 17. 2 em (I) ou (II); por exemplo, em (I):
Substitui-se y por ---------
23
x  3  5 y (I)
10. a) 2 4⇒x 9
2 x  3 y  13 (II) 12x  8  --------- ---------
23 23
Substitui-se (I) em (II):
9 2
2(3  5y)  3y  13 ⇒ 6  10y  3y  13 e, portanto, y  1 Logo, S  {[ --------- , ---------]}
23 23
Substitui-se y por 1 em qualquer uma das equações
(I) ou (II); por exemplo, em (I): x  3  5  (1) ⇒ x  8 8x  3y  3
d) O sistema é equivalente a
Logo, S  {(8, 1)} 3 x  2 y  2
5 x  3 y  11 (I) Multiplicando por 3 a primeira equação, e por 8 a segunda, ob-
b)
y  6x  4 (II) temos:
24 x  9 y  9 (I)
Substitui-se (II) em (I): 5x  3(6x  4)  11 ⇒ x  1
24 x  16 y  16 (II)
Substitui-se x por 1 em qualquer uma das equações (I) ou (II);
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Adicionam-se membro a membro, as equações:


por exemplo, em (II): y  6  1  4 ⇒ y  2 25y  25 ⇒ y  1
Logo, S  {(1, 2)} Substitui-se y por 1 em (I) ou (II); por exemplo, em (I):
5y 24x  9  (1)  9 ⇒ x  0
x  ---------- (I) Logo, S  {(0, 1)}
c) 2
5 x  3 y  4 (II) 12. c
Indicando por x e y as quantidades de moedas de 25 e 50 centavos,
5y 8
Substitui-se (I) em (II): 5  ----------  3y  4 ⇒ y  --------- respectivamente, temos:
2 31
x  y  31
8 em qualquer uma das equações (I) ou ⇒ x  18 e y  13
Substitui-se y por --------- x  y5
31
Logo, as moedas totalizam, em centavos, a quantia de:
5  8 ⇒ x  20
(II); por exemplo, em (I): x  ------ --------- --------- 18  25  13  50  1.100 ou seja, R$ 11,00
2 31 31
13. a) x 2  25  0 ⇒ x 2  25 e, portanto, x  5.
20 8 Logo: S  {5, 5}
Logo, S  {[ ---------, ---------]}
31 31 b) 3t 2  48  0 ⇒ t 2  16 e, portanto, t  4.
3x  4y  1 (I) Logo: S  {4, 4}
d) 5  3y 1
1 e, portanto, y  ------.
x  --------------------- (II) c) 9y2  1  0 ⇒ y2  ------
2 9 3
1 1
3(5  3 y)  4y  1 ⇒ y  13 Logo: S  { ------,  ------}
Substitui-se (II) em (I): ----------------------------
- 3 3
2
Substitui-se y por 13 em qualquer uma das equações (I) ou 2
1 e, portanto, x  ------------
d) 2x 2  1  0 ⇒ x 2  ------ -.
5  3  (13) ⇒ x  17 2 2
(II); por exemplo, em (II): x  --------------------------------------
-
2 2 2
Logo: S  { ------------- ,  ------------- }
Logo, S  {(17, 13)} 2 2

x  3y  4 (I) e) 4y 2  16 ⇒ y 2  4
11. a) Como não existe número real cujo quadrado é 4, concluímos
4 x  3 y  6 (II) que S  .
Adicionam-se, membro a membro, as equações: f) x(x  7)  0 ⇒ x  0 ou x  7  0 e, portanto, x  0 ou x  7
5x  10 ⇒ x  2 Logo: S  {0, 7}
Substitui-se x por 2 em (I) ou (II); por exemplo em (I): g) y(3y  2)  0 ⇒ y  0 ou 3y  2  0 e, portanto, y  0
2 2
2  3y  4 ⇒ y   ------ ou y  ------
3 3
2
2 Logo, S  {0, ------}
Logo, S  {[2,  ------]} 3
3
h) t(5t  2)  0 ⇒ t  0 ou 5t  2  0 e, portanto, t  0 ou
9 x  5 y  7 9 x  5 y  7 (I) 2
b)  ⇒ t   ------.
3x  7y  3 3 9 x  21 y  9 (II) 5
Adicionam-se, membro a membro, as equações: 2
Logo, S  {0,  ------}
16y  16 ⇒ y  1 5

61
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14. a) a  3, b  5 e c  2 Substituindo (I) em (II), temos: x 2  x (4  2x)  6


 52  4  3  (2)  25  24  49 ou seja, x 2  3x  10  0 ⇒ x  2 ou x  5
5 49  5 7 ⇒ x  1 ou x  2 Substituindo x por 2 em (I), obtemos y  0.
 x  -----------------------------
- -------------------- ------
23 6 3 Substituindo x por 5 em (I), obtemos y  14.
1 Logo S  {(2, 0), (5, 14)}
Logo: S  { ------, 2}
3 y  3x  2 (I)
c)
b) a  1, b  6 e c  9 x 2  2 y  x  2 (II)
 (6)2  4  1  9  36  36  0 Substituindo (I) em (II), temos:
(6) 0  6 0 ⇒ t  3
t  -------------------------------------- x 2  2(3x  2)  x  2
- ---------------
21 2 ou seja, x 2  7x  6  0 ⇒ x  1 ou x  6
Logo: S  {3} Substituindo x por 1 em (I), obtemos y  1.
c) a  2, b  3 e c  2 Substituindo x por 6 em (I), obtemos y  16.
 (3)2  4  2  2  7
Logo, S  {(1, 1), (6, 16)}
(3) 7
y  --------------------------------------------
-
4 2 e 1; logo,
21. a) As raízes do trinômio são ------
3
Como 7  R, concluímos que a equação não possui raiz
2
real. 3x 2  5x  2  3[x  ------]( x  1)
Logo: S   3
d) Multiplicando por 10 ambos os membros da equação, temos: 1 e 2; logo,
b) As raízes do trinômio são ------
x2 3x 30  x 2
105 --------  ---------- 6  105 --------------------6
2 5 10 1
4y 2  6y  4  4[y  ------]( y  2)
5x2  6x  30  x 2
5x2  5x  30  0 c) As raízes do trinômio são 1 e 3; logo,

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Dividindo por 5 ambos os membros, temos: p2  4p  3  (p  1)(p  3)
x2  x  6  0 d) As raízes do trinômio são 1 e 2; logo,
a  1, b  1 e c  6
x 2  x  2  (x  1)(x  2)
 12  4  1  (6)  25
e) A raiz do trinômio é 1 (raiz dupla); logo,
1 25  1 5 ⇒ x  2 ou x  3
x  ------------------------------ k2  2k  1  (k  1)2
- --------------------
21 2
1
Logo: S  {2, 3} f) As raízes do trinômio são iguais a  ------; logo,
3
15. A equação não admite raízes reais se, e somente se,  0, isto é: 1 2
9z2  6z  1  9[z  ------]
9 3
9  4m  0 ⇒ m  ------ 22. b
4
2 x 2  14 x  24  2( x  3)( x  4)  2 x  8
16. A equação admite raízes reais e iguais se, e somente se,  0, ou ------------------------------------------
- --------------------------------------------- ---------------------
x2  9 ( x  3)( x  3) x3
seja:
k 2  4  0 ⇒ k  2 34  17
23. a) 34%  ------------ ---------
17. A equação admite raízes reais e distintas se, e somente se,  0, 100 50
isto é: 3
b) 3%  ------------
4  4m  0 ⇒ m  1 100
18. A equação admite raízes reais se, e somente se  0, isto é: 315  63
c) 315%  ------------ ---------
25 100 20
25  32k  0 ⇒ k   ---------
32 0,8  8 1
d) 0,8%  ------------ -----------------  ------------
100 1.000 125
19. a) S5 e P  6 ⇒ x  2 ou x  3
b) S9 e P  20 ⇒ y  4 ou y  5
c) S  5 e P  6 ⇒ x  2 ou x  3 46  0,46
24. a) 46%  ------------ 0,23  0,0023
c) 0,23%  -------------
-
d) S  2 e P  8 ⇒ t  4 ou t  2 100 100
149  1,49
b) 149%  ------------ 56,83  0,5683
d) 56,83%  ----------------
x  2y (I) -
20. a) 100 100
x 2  y 2  y  11 (II)
Substituindo (I) em (II), temos: (2  y)2  y2  y  11 65  65%
25. a) 0,65  ------------ 9  9%
d) 0,09  ------------
7 100 100
ou seja, 2y2  5y  7  0 ⇒ y  1 ou y   ------
2 132  132% 0,3  0,3%
b) 1,32  ------------ e) 0,003  ------------
Substituindo y por 1 em (I), obtemos x  3. 100 100
7 3 40  40%
Substituindo y por  ------ em (I), obtemos x   ------ c) 0,4  ------------
2 2 100
3 7
Logo, S  {(3, 1), [ ------,  ------]}. 3  0,75  75%
26. a) ------ 12  2,4  240%
c) ---------
2 2 4 5
y  4  2x (I) 17  0,34  34% 2  0,6666 ...  66,666...%
b) b) --------- d) ------
x 2  x  y  6 (II) 50 3

62
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27. d 42. C  ?
3 i  9% ao ano
------  0,375  37,5% t  7 anos
8
M  R$ 36.400,00
28. O total de aprovados é: M  C(1  i) t ⇒ 36.400  C(1  0,09)7  C  20.000
0,32  3.800  1.216 Logo, o capital aplicado foi de R$ 20.000,00
29. O percentual de aumento é: 43. C  R$ 20.000,00
1,04 i  6% ao mês
--------------  0,05  5% t  2 anos  24 meses
20,8
M?
30. d M  C(1  i) t ⇒ M  20.000(1  0,06)24  M  80.800
x  2.000  7.000 ⇒ x  80
0,8  3.000  0,6  5.000  ------------ Logo, o montante será de R$ 80.800,00
100
31. a 44. C  R$ 10.000,00
0,6x  0,25x  2.400  x ⇒ x  16.000 t  3 anos
i1  10% no primeiro ano
32. Indicando por x o número de apartamentos do prédio, temos: i2  12% no segundo ano
0,6  0,8  x  24 ⇒ x  50 i3  8% no terceiro ano
M?
33. a) J  5.000  0,02  3  300
M  C(1  i1)(1  i2)(1  i3) ⇒
Logo, José terá retirado R$ 300,00
⇒ M  10.000(1  0,1)(1  0,12)(1  0,08)
b) Capital inicial: 5.000  M  13.305,6
Capital ao final do 1º mês: 5.000  5.000  0,02  5.100 Logo, o montante foi de R$ 13.305,60
Capital ao final do 2º mês: 5.100  5.100  0,02  5.202
Capital ao final do 3º mês: 5.202  5.202  0,02  5.306,04 45. C  R$ 100.000,00
Logo, o juro, em reais, produzido nesses três meses é i1  10% no primeiro mês
5.306,04  5.000, ou seja, R$ 306,04. i2  8% no segundo mês
i3  9% no terceiro mês
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

34. a) J  340  0,03  20  204 i4  6% no quarto mês


Logo, o juro simples produzido foi de R$ 204,00 a) M  C(1  i1)(1  i2)(1  i3)(1  i4) ⇒
b) M  340  204  544 ⇒ M  100.000(1  0,1)(1  0,08)(1  0,09)(1  0,06)
Logo, o montante acumulado foi de R$ 544,00  M  137.261,52
Logo, o preço do terreno deve ser R$ 137.261,52
35. J  1.200  0,04  18  864
b) O percentual p de valorização é dado por:
Logo, o juro simples produzido foi de R$ 864,00
137.261,52  100.000  37,26%
p  ---------------------------------------------------------
36. 378  1.260  0,025t ⇒ t  12 -
100.000
Logo, o capital esteve aplicado durante 12 meses.
46. C  R$ 50.000,00
37. A multa é o juro simples J produzido pelo capital R$ 50,00 aplica- i1  5% no primeiro mês
do durante 8 dias à taxa de 0,22% ao dia, ou seja, i2  3% no segundo mês
J  50  0,0022  8  0,88
a) M  C(1  i1)(1  i2) ⇒ M  50.000(1  0,05)(1  0,03)
Logo, o contribuinte pagou R$ 50,88
 M  46.075
38. C  R$ 25.000,00 Logo, o preço do imóvel foi de R$ 46.075,00
t  9 meses b) O percentual p de prejuízo é dado por:
i  5% ao mês 50.000  46.075  7,85%
M? p  --------------------------------------------
50.000
M  C(1  i) t ⇒ M  25.000(1  0,05)9  38.750
Logo, o montante será de R$ 38.750,00 47. C  p
i1  12%
39. C  R$ 10.000,00 i2  5%
t  10 meses i3  3%
i  3% ao mês
a) M  C(1  i1)(1  i2)(1  i3) ⇒
J?
⇒ M  p(1  0,12)(1  0,05)(1  0,03)
M  C (1  i) t ⇒ M  10.000 (1  0,03)10  13.400
 M  0,81092  p
J  M  C ⇒ J  13.400  10.000  3.400 Logo, o preço final foi 0,81092  p
Logo, o juro composto é de R$ 3.400,00
b) O percentual d de desconto é dado por:
40. C  R$ 1.000,00 p  0,81092  p  18,908%
t  3 anos d  ------------------------------------------
-
p
M  R$ 1.728,00
i  ? (taxa anual) 48. x5 x  95
-----------------  5.000  --------------------  x  11.040 ⇒
M  C(1  i) t ⇒ 1.728  1.000(1  i)3 2 4
 i  0,2 x  5  x  95  x  6.040
Logo, a taxa é de 20% ao ano. ⇒ ----------------
- --------------------
2 4
41. t  ? (meses) Multiplicando por 4 ambos os membros, temos:
Capital  C 2x  10  x  95  4x  24.160
i  5% ao mês  5x  24.075
M  2C  x  4.815
M  C(1  i) t ⇒ 2C  C(1  0,05) t Logo, o número de bicicletas fabricadas em fevereiro foi
 2  (1,05) t ⇒ t  14,2 4.815  95
5.000  ------------------------------- , isto é, 3.820.
Logo, o tempo necessário é 14,2 meses, ou seja, 14 meses e 6 dias. 4

63
MP-Paiva-058a072 Page 64 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

49. a 59. Sendo x a quantidade de álcool, em litros, temos:


x
Massa (em g) contida Preço (em reais) ----------------------------  0,25 ⇒ x  420
na mistura de 1 g 1.260  x
Produto P x 0,03
60. b
Produto Q y 0,05
Sendo x o aumento, em reais, temos:
600  x  0,2(600  x)  600 ⇒ x  150
x  y  100
⇒ x  70 e y  30 150  0,25  25%
0,03 x  0,05 y  3,60 Logo, o aumento percentual p é: p  ------------
600
Logo, a mistura contém 70 g do produto P.
61. C  R$ 26.000,00
50. n(n  1)  420 ⇒ n2  n  420  0
i  ? (anual)
 n  21 (não convém)
t  3 anos
ou
J  R$ 14.040,00
n  20
J  C  i  t ⇒ 14.040  26.000  i  3  i  0,18  18%
51. a) Para x  100, temos que o preço unitário u e o preço total p,
em reais, são dados por: 62. Capital  C
100  20 e p  100  20  2.000 t  ? (dias)
u  40  ------------ i  0,1% ao dia
5
JC
b) Para x  30, temos que o preço unitário u e o preço total p, em
J  C  i  t ⇒ C  C  0,001  t ⇒ t  1.000
reais, são dados por:
30  34 e p  30  34  1.020 63. e
u  40  ---------
5 C  R$ 1.000,00
i  15% ao ano
x t  n anos
c) x[40  ------]  1.500 ⇒ x  50 ou x  150 (não convém)
5 M?
Logo, o preço unitário u, em reais, é dado por: M  C(1  i) t ⇒ M  1.000(1  0,15)n  1.000  (1,15)n

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


50  30
u  40  ---------
5 64. d
C  25.000
52. O preço p, em reais, do automóvel, após o aumento, será: i  10% ao ano
p  18.600  0,035  18.600  19.251 t  20 anos
53. e M?
Sendo p a taxa de reajuste, temos: M  C(1  i) t ⇒ M  25.000(1  0,1)20  25.000  (1,1)20
14,50  12,50  0,16  16%
p  -------------------------------------- 65. O juro JM, em reais, pago por Marcos foi:
12,50 JM  10.000  0,114  4  4.560
O juro JL , em reais, pago por Luiz foi JL  M  10.000, em que
54. Sendo p o percentual de aumento temos:
M  10.000(1  0,1)4  14.641; logo, JL  4.641
2.100  1.500  0,4  40%
p  --------------------------------------
1.500 66. c
Aplicando a fórmula do montante para juro composto e taxa constan-
55. e te, M  C(1  i)t , para M  2C, temos: 2C  C(1,5)t ⇒ (1,5)t  2.
0,4  0,3  0,12  12% Pela tabela oferecida, concluímos que t  1,72 ano e, portanto, t é
igual a 1 ano, 8 meses e 19 dias, aproximadamente.
56. e
O número de fumantes é dado por: 67. c
0,9  1.500  0,8  500  1.750 Aplicando a fórmula do montante para juro composto e taxa variável,
M  C(1  i1)(1  i2)(1  i3)  ...  (1  it ),
57. b
temos: M  p(1  0,05)(1  0,03)(1  0,04) 
Preço  p  1,05  1,03  0,96

inicial p 68. Aplicando a fórmula do montante para juro composto e taxa variável,
M  C(1  i1)(1  i2)(1  i3)  ...  (1  it ),
após o 1‚‚ aumento 1,1p
temos: M  18.000(1  0,2)(1  0,1)(1  0,05) 
após o 2‚‚ aumento 1,2  1,1p  12.312. Logo, após os três anos, o valor do automóvel era
R$ 12.312,00.
Logo, o preço final da mercadoria foi 1,32p e, portanto, o aumento
percentual, em relação ao preço inicial foi de 32%. Capítulo 3
58. c 1. x  2x  3x  180°
6x  180°
Preço
x  30°
inicial 125
após o 1‚‚ abatimento 0,84  125  105 3x
105p
após o 2‚‚ abatimento 105  ----------------
100
x 2x

105 p Concluímos, então, que os ângulos internos do triângulo medem


105  ----------------  81,90 ⇒ p  22
100 30°, 60° e 90°. Portanto o menor ângulo mede 30°.

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MP-Paiva-058a072 Page 65 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

2. A 8.
4x
100°
x

2x + 70° x  4x  90°  180° ⇒ x  18°


x Concluímos, então, que os ângulos internos do triângulo medem
B C 18°, 72° e 90°. Portanto o menor deles mede 18°.
2x  70°  x  100°
x  30° 9. B
Logo, o ângulo externo relativo ao vértice C mede 2  30°  70°,
ou seja, 130°. 60°

3. Como o triângulo ABC é isósce- A 3 cm 60° M


t Cu, temos que:
les de base B
m(ABBC)  m(ACB) B 60°
x
Logo:
30°
x  70°  70°  180° ⇒ x  40° C
A

• 30°  m(MBAB)  90° ⇒ m(MBAB)  60° (I)


110°
70° 70° • AM  BM  CM ⇒ ABM é isósceles de base tABu e, portanto,
B
m(MBBA)  m(MBAB); logo, por (I): m(MBBA)  60° (II)
C
4. a • Do triângulo ABM, temos:
r m(MBAB)  m(MBBA)  m(AMB) B  180° e, por (I) e (II):
B
m(AMB)  60° (III)
• Por (I), (II) e (III) concluímos que o triângulo ABM é eqüilátero.
x + 30° x + 30°
O Como AB  3 cm, temos que o perímetro do triângulo eqüilátero
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ABM é 9 cm.
x
9  x ⇒ 12x  72
10. a) --------- ------
12 8
A B x6
12  8 ⇒ 8x  72
b) --------- ------
x  x  30°  x  30°  360° ⇒ x  100° x 6
No triângulo isósceles OAB, temos: x9
m(O BB A)  m(OBA B)
x  2  10 ⇒ 10x  10  8x  16 ⇒
c) ----------------
100  m(OBA B)  m(OBB A)  180 - ---------
x1 8
Logo, m(OB B A)  40° ⇒ 2x  6 ⇒ x  3
5. O triângulo ABC é isósceles, pois m(BBCA)  m(CBBA)  45° d)
Logo: AB  AC  1.260 m r
6. A x 9

35° 35° t
x 4

s
x
x 9
B M C ------  ------ ⇒ x2  36
4 x
A mediana tAMu coincide com a bissetriz interna relativa ao vértice
 x  6 ou x  6 (não convém)
A e coincide com a altura relativa a esse vértice; logo,
m(BBAM)  35° e m(AMB)B  90° e) t
Assim, temos que: x  90°  35°  180° ⇒ x  55° 6 4
7. e A D
r
60° 45°
45° x–1
60° x+2

s
75°
60° 60° 45°
6 4
B C -----------------  ----------------- ⇒ 4x  8  6x  6
E x2 x1
I. Verdadeira, pois o CDE tem dois ângulos internos congruen-  14  2x
tes. x7
II. Verdadeira, pois o ABE tem os três ângulos internos con-
gruentes. 9 12
11. ------  ------------ ⇒ FC  4 km
III. Verdadeira, pois BBAE  EBAD. 3 FC

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12. 16. B

H
1,6

A 6m
160 2 9m

H 160
-----------  ------------ ⇒ H  128 m
1,6 2
C
13. A
E
18 x
y D 2m
12 d

E D F
6
ABC  DEF ⇒ ------ 6  9 e, portanto, d  3.
-------
B C 2 d
9
Logo, a distância entre o projetor e a tela deve ser de 3 m.
I. A B é ângulo comum aos triângulos ABC e AED
II. ABBC  ABED (correspondentes) 17. a
As condições I e II caracterizam o caso AA; logo, C
ABC  AED.
Assim, temos:
x y 6 2
---------  ---------  ------  ------ ⇒ 3x  36 e 3y  24
18 12 9 3 4–x 4 cm
 x  12 e y  8

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Q P
y•
14. A 16 B x x

A M y N B
8 x
4 cm
C
4
4  ----------------
ABC  QPC ⇒ ----- - -; logo, 4y  16  4x e, por-
y 4x
21 12
tanto, 4x  4y  16
Observando que o perímetro do retângulo MNPQ é 2x  2y e di-
D E vidindo por 2 ambos os membros da equação anterior, temos que
y
2x  2y  8.
I. ABBC  CBDE (alternos)
18. • a2  32  42  25 ⇒ a  5
II. BBAC  CE B D (alternos)
• 5h  3  4 ⇒ h  2,4
As condições I e II caracterizam o caso AA; logo,
• 32  5m ⇒ m  1,8
ABC  EDC. Assim, temos:
• 1,8  n 5 ⇒ n  3,2
x 16 8 2
---------  ---------  ---------  ------ ⇒ 3x  42 e 2y  48
21 y 12 3 19. A
 x  14 e y  24 5 cm 5 cm
h
15. d
A
B 4 cm M 4 cm C
t M u coincide com a mediana relativa à base B
A altura A t Cu.
Indicando por h a medida dessa altura, temos:
h2  42  52
h2  9
x+5
h3
Logo, a altura mede 3 cm.
20. A
M
5 cm 5 cm
C B 3
10 y
4 4
D B M C
8 cm
5
A distância entre M e o lado tACu é a medida y da altura tMMu ’ do
triângulo retângulo AMC.
C B Em todo triângulo retângulo, o produto das medidas da hipotenusa
10
e de sua altura relativa é igual ao produto das medidas dos catetos.
x  5  10 e, portanto: x  15
ABC  BDC ⇒ ---------------- Assim, no triângulo AMC, temos: 5y  3  4 ⇒ y  2,4.
- ---------
10 5 Concluímos então, que o ponto M dista 2,4 cm do lado tACu.

66
MP-Paiva-058a072 Page 67 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

21. A 28.
B
2x + 10°
6 8 x + 5°
h 5
A x + 5°

B H x M C C
10 2x  10°  x  5°  180° ⇒ x  55°
Logo, o ângulo BA mede 60°.
Pelo teorema de Pitágoras, obtemos a medida da hipotenusa:
(BC)2  62  82 ⇒ BC  10 29. a E
Indicando por h e x as medidas de tAH u e tHMu, respectivamente, e
lembrando que a medida da mediana relativa à hipotenusa é a me- D
y
tade da hipotenusa, temos: x
10h  6  8 h  4,8 (I)

h x  5
2 2 2
h  x  25 (II)
2 2
x 2x 2x
Substituindo (I) em (II): A B C
(4,8)2  x2  25
EBDC é ângulo externo do triângulo ACD ⇒ y  x  2x
x2  1,96  y  3x
x  1,4
30. Sendo x a medida do ângulo pedido, temos:
22. Sendo HC  n, temos: 122  5n ⇒ n  28,8 B
23. c
Sendo x o comprimento do túnel, temos:
75°
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

x
x
60 m
30° 45°
C A
C 80 m B
x  75°  90°  180° ⇒ x  15°
x2  602  802 ⇒ x  100 m
31. a
24. A diagonal do quadrado, cuja medida é 5 2 cm, é um dos lados C
do triângulo eqüilátero; logo, a medida h da altura desse triângulo
5 2  3 5 6
é: h  ------------------------------ cm  ---------------- cm
2 2 H
M
25. C ABCB é um quadrado.
B
Indicando por h a altura em que se
encontra o avião, temos: x
45°
h 7 km h 2 7
40° 40°
7  7 2  3,5 2 B A
h  ------------
- ----------------
2 2 A mediana tAMu mede metade da hipotenusa, isto é,
B A
AM  BM  CM; logo, o triângulo ABM é isósceles de base tABu
Concluímos, então, que o avião está à altura de 3,5 2 km ou e, portanto, m(BBAM)  m(AB
B M)  40°.
aproximadamente 4,9 km. No triângulo ABH, temos:
40°  90°  40°  x  180° ⇒ x  10°
26. B
32.

10 m 180 m
h z
y
30° x
A
30°

C 40 m 30 m 20 m

O triângulo ABC é eqüilátero cujo lado mede 10 m; logo, h  5 m 40  30  20 180


-------------------------------------  ------------ ⇒ x  80
40 x
27. Traçando as diagonais a partir do vértice M, divide-se o hexágono
em quatro triângulos; logo, a soma dos ângulos internos do hexá- 40  30  20 180
-------------------------------------  ------------ ⇒ y  60
gono é 4  180°, ou seja, 720°. 30 y

67
MP-Paiva-058a072 Page 68 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

40  30  20 180 h 2  42  52 ⇒ h  3
-------------------------------------  ------------ ⇒ z  40
20 z 5x  4  3 ⇒ x  2,4
Logo, o total de metros de viga usados nessa peça foi
Logo, as frentes dos terrenos com 40 m, 30 m e 20 m de fundos
5  5  4  4  2,4  2,4  3, ou seja, 25,8 m.
são 80 m, 60 m e 40 m, respectivamente.
38.
33. C
x
0,5m M
6 cm
2m
B
2 1,6 A 8 cm
-----------  ----------- ⇒ x  0,4 m
0,5 x
x2  62  82 ⇒ x  10
A mediana relativa à hipotenusa mede metade da hipotenusa, ou
seja, AM  5 cm.
x
1,6 m 39. B

34. Sendo x a distância AB, temos:

90 km 40 km C 600
B D B
 900 m
A
x x 800
Nível
 300 m
do mar

A A 800 m

(AB)2  6002  8002

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


x  90
ABC  DBA ⇒ --------- --------- (AB)2  1.000.000
40 x
AB  1.000
 x2  3.600 ⇒ x  60 km
Logo, a distância AB é 1.000 m.
35. B
40. A

D
30° 30°
0,2 m A h

E
60° 60°
0,16 m D 50 m B 50 m C
C
100 3
ABC é eqüilátero ⇒ h  ---------------------- m  50 3 m
50 m 2
0,2  0,16 e, portanto: h  62,5 Logo, o navio se encontra a 50 3 m do cais.
ABC  ADE ⇒ ---------- - --------------
h 50
Logo, a altura do prédio é 62,5 m.
Capítulo 4
36.
1,5 1. Sendo x a medida do segmento tMBu, temos:

1 A x M x B
H
12 cm x2  12 2  13 2
13 cm
 x  5 cm
C Logo, AB  10 cm
3,4

H 3,4
-----------  ----------- ⇒ H  5,1
1,5 1
2. Sendo d a distância do centro C à corda tABu, temos:
Logo, a altura do salão é 5,1 m.
37. A
A 8 cm M 8 cm B

d
5m 5m 10 cm d 2  82  102
h
C
 d  6 cm

x x

B 4m M 4m C

68
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3. • M BQL é um ângulo inscrito que determina um arco de 100°; logo:


100  50°
m(M BQL)  --------------
-
2
• NBPQ é ângulo externo do triângulo LPQ; logo:
x  50°  30°  80°
b) M
T
2,5 m L
0,5 60°
0,9 m D
x 0,4 m 40° 120°
P x
A x B
20°
Q
x2  (0,5)2  (2,5)2
N
x2  6,25  0,25
x 6 • LBNQ é um ângulo inscrito que determina um arco de 40°; logo:
Logo, a distância entre os pontos A e B é 6 m, ou aproximada- 40  20°
m(LBNQ)  -----------
-
mente 2,4 m. 2
4. a) • MBLN é um ângulo inscrito que determina um arco de 120°; logo:
A
V 120  60°
m(MBLN)  --------------
x -
2
100 ⇒ x  50°
x  --------------
100° - • MBLN é ângulo externo do triângulo PLN; logo:
2
60°  x  20° ⇒ x  40°
B 7. O perímetro c da toalha é: c  2  π  2 m  4π m
Logo, o comprimento da fita deve ser 4π m, ou 12,56 m aproxima-
b)
V damente.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

46° A m()AB)  2  m(ABVB) 92° 8. A cada volta um pneu percorre uma distância d igual ao perímetro
92 ⇒ x  46° de sua circunferência.
x  -----------
- d  2  π  0,5 m
P x 2
92° d  π m  3,14 m
O número n de voltas que cada pneu deu é:
B n  3.140 : 3,14
c) 280° n  1.000
9. Tomando 5 cm como uma unidade u, temos que o comprimento da
O arco menor ) VA mede 80°. tela é 40u e a largura é 30u. O produto 40  30 é o número de qua-
C
dradinhos de lado u que formarão o quadriculado. Logo, o quadri-
80 ⇒ x  40°
Logo: x  ----------- culado terá 1.200 quadradinhos.
-
2
10. A área A de papel é dada por:
V x A A  10.200  (14  6,5 cm2)  928.200 cm2, ou seja, A  92,82 m2.
B 11. (3  x)(4  x)  30 ⇒ x2  7x  18  0
 x  2 ou x  9 (não convém)
5. a) M
Logo, o lado do quadrado mede 2 cm.
x
12. D x M x C
(C é o centro
P C Q da circunferência)
x+2 x+2

180
x  -------------- A
180° - 2x B
2
x  90° 2x  2x  x  2  x  2  22 ⇒ x  3

retângulo
b) …………………… Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo CBM, temos:
.
(MB)2  32  52 ⇒ MB  4
6. a) 100° Logo, a área do paralelogramo, em cm2, é 6  4, ou seja, 24 cm2.

13. D C
M L

C 3 dm 4 dm
30° (C é o centro da circunferência)
P 50°
x A 6 dm B
N Q
h
60°
H
• NB LQ é um ângulo inscrito que determina um arco de 60°; logo:
60  30°
m(NB LQ)  -----------
- Indicando por h a medida dessa altura, temos: 6  3  4  h ⇒ h  4,5
2 t Cu mede 4,5 dm.
Logo, a altura relativa ao lado B

69
MP-Paiva-058a072 Page 70 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

4  6 21.
14. a) A  ---------------- m  12 m2
2

2
b) Por Pitágoras, obtém-se que a altura relativa à base do triângu-
lo isósceles mede 6 cm; logo,
16  6
A  ------------------- cm  48 cm2
2

2
c) A medida da altura do triângulo eqüilátero é 3 3 cm; logo, O
6  3 3
A  -------------------------- cm  9 3 cm
2 2

2
10 10 5√3 cm
d) Por Pitágoras, obtém-se que CD  3 dm; logo,
6  3 A B
A  ---------------- dm  9 dm2 10
2

15.
5m
h

A área AH do hexágono é igual ao sêxtuplo da área do triângulo


4m OAB, ou seja,
h2  4 2  5 2 ⇒ h  3 m 10  5 3
AH  6  ----------------------------- cm  150 3 cm
2 2
O total de metros quadrados de náilon é a área A da asa-delta: 2
8  3 A área AQ de cada quadrado é dada por AQ  102 cm2  100 cm2.
A  ---------------- m  12 m2
2

2
Temos, portanto, que a área A da figura é dada por:

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


16. d A  (150 3  600) cm2  150 ( 3  4) cm
2

A área A da região sombreada é igual à área do triângulo eqüiláte-


ro, isto é, 22. A área A de cada face trapezoidal é dada por:
4  2 3 (20  18)22
A  -------------------------- cm  4 3 cm
2 2
A  ------------------------------------- cm , ou seja, A  418 cm2.
2
2 2
As áreas T e F da tampa e do fundo são, respectivamente,
17. Sendo  a medida do lado desse triângulo eqüilátero, temos:
T  324 cm2 e F  400 cm2.
 3 8 3 Logo, a área da caixa é dada por:
----------------  4 ⇒   ---------------- cm
2 3
4A  T  F  (4  418  324  400) cm2
Logo, a área A do triângulo é: 4A  T  F  2.396 cm2
8 3
----------------  4 23. c
3 16 3
A  ------------------------------ cm  ------------------- cm
2 2
Sendo h a medida da altura relativa do lado tDCu do triângulo BCD,
2 3
temos:
18. c 4h
----------  6 ⇒ h  3 cm
A área do quadrado é 64 cm2 e a área de cada um dos triângulos 2
retângulos isósceles é 2 cm2; logo, a área A do octógono é dada por: Observando que h também é altura do trapézio, concluímos que a
A  (64  4  2) cm2  56 cm2 área A pedida é dada por:
(5  4)  3
A  ---------------------------------- cm  13,5 cm2
2
19.
2

O 24. As diagonais de um losango interceptam-se perpendicularmente no


ponto médio de cada uma. Assim, por Pitágoras, concluímos que a
4 cm 4 cm 2√3 cm
outra diagonal, mede 6 cm. Logo, a área A do losango é dada por:
8  6
A  ---------------- cm  24 cm2
2

2
A 4 cm B
25. a
A área AH do hexágono é igual ao sêxtuplo da área do triângulo
Traçando a diagonal menor, observa-se que o losango é formado
OAB, ou seja,
por dois triângulos eqüiláteros de lado 4 cm. Logo, a área A do lo-
4  2 3 sango é dada por:
AH  6  -------------------------- cm  24 3 cm
2 2

2
4  2 3
A  2  -------------------------- cm  8 3 cm
2 2

2
20. A medida de qualquer diagonal que passa pelo centro do hexágono re-
gular é o dobro da medida  do lado desse polígono; logo,   6 cm. 26. A medida r do raio do círculo inscrito no quadrado é igual à meta-
Assim, a área A do hexágono é dada por: de da medida do lado desse quadrado; logo, r  3 cm. Assim, área
3  6  3
2
A  ---------------------------------- cm  54 3 cm
2 2 A do círculo é dada por:
2 A  π  32 cm2  9π cm2

70
MP-Paiva-058a072 Page 71 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

34.
27. A medida da diagonal do quadrado é 6 2 cm; logo, a medida do
raio do círculo é 3 2 cm. Assim a área A do círculo é:
B
2
A  π (3 2 ) cm
2

C
A  18π cm2 C

28. Sendo r e R as medidas dos raios das circunferências inscrita e cir-


cunscrita ao quadrado, respectivamente, temos:
6 cm A
r  2 cm e R  2 2 cm. 8 cm

Logo, a área A da coroa circular é dada por:


D
A  π 3 (2 2 ) 2  2 2 4 cm 2  4π cm2 (CC)2  62  82 ⇒ CC’  10
Logo, a distância entre C e C’ é 10 cm.
29. π(52  42)  πr2 ⇒ r  3 cm
35. e
30. Indicando por AS a área do setor, temos: m(( B AD) ⇒ m((BAD)  116° e, portanto,
m(B BCD)  -------------------------
-
ângulo central área 2
m((BCD)  244°.
(graus) (cm2)
360 π  62 m(( B CD)  122°
Assim, temos: m(BBAD)  --------------------------
⇒ AS  8π cm2 -
80 ΑS 2

31. Sendo A a área do segmento, temos: 36. C

π  6 6  6
2
A   -------------------  ---------------- cm  9(π  2) cm2
2
 4 2 

0m
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

15
32. a
A área AS do setor circular de raio 2 cm e ângulo central de 60° é
A 250 m B
dada pela regra de três:
ângulo área O triângulo ABC está inscrito em uma semicircunferência de diâ-
(graus) (cm2) metro tABu; logo, B BCA é reto. Pelo teorema de Pitágoras, temos:
360 π  22 2π (BC)2  1502  2502 e, portanto, BC  200.
⇒ AS  ---------- cm
2

60 ΑS 3 Logo, a distância BC será de 200 m.

A área At do triângulo eqüilátero de lado 2 cm é dada por: 37. c


A distância percorrida é, aproximadamente, o comprimento C de
2 3
2  ---------------- uma semicircunferência de raio 6.370 km, isto é,
2
At  ------------------------------ cm 
2 2
3 cm C  3,14  6.370 km  20.001,8 km
2
Logo, o tempo t necessário para percorrer essa distância a 800 km/h é:
Logo, a área A do segmento circular destacado é dada por:
20.001,8
t  ------------------------ h  25 h
A  AS At   ----------  3  cm
2π 2
800
 3 
38. graus distância (km)
33. Sendo x a distância da corda ao centro da Terra e y a distância da
360 2  π  6.370 3.185π
corda à superfície terrestre, temos: ⇒ x  --------------------- km  1.111,2 km
10 x 9

39. e
A 10.000 km M 10.000 km B
Sendo x a área da cidade, em m2, temos:
x 100 2
y ---------  -------------- ⇒ x  5.000.000 m2
km 40 0,08
x 00
.0
30 40.
6.370 km B 12 cm C

C
8 cm 45°
Terra

45°
A h E D

Os ângulos ABBC e BBAD são suplementares; logo, m(BBAD)  45°.


Considerando a altura tBEu, de medida h, temos que o triângulo re-
tângulo BEA é isósceles, pois tem dois ângulos de mesma medida;
a) x2  10.0002  30.0002 ⇒ x2  108  9  108 logo, BE  AE  h.
 x2  8  108 Temos então:
h2  h2  8 2 ⇒ h  4 2 .
 x  2  104 2 km  20.000 2 km
Concluímos, assim, que a área A do paralelogramo é dada por:
b) y  (20.000 2  6.370) km  21.630 km A  (12  4 2 ) cm  48 2 cm
2 2

71
MP-Paiva-058a072 Page 72 Saturday, June 25, 2005 11:03 AM

41. d c) Comprimento do Medida do ângulo


x
---  ( x  4) arco (em cm) central (em graus)
2
Área(EMC)  Área(ABCD) ⇒ ---------------------------------
-  x2 e, portanto,
2 12π 360
4 ou x  0 (não convém). 13π
x  ------ ------------- 
3 3
13π
-------------  360
42. Sendo  a medida do lado do quadrado, temos: 3
Logo,   ----------------------------------- graus  130°
12π
 2  3 2 ⇒   3 m. Assim, a medida a do lado do hexá-
gono é a  2 m e, portanto, a área A desse hexágono é dada por: 46.

3  2  3
2
A  ---------------------------------- m  6 3 m
2 2
3R
2 π[(3R)2  R2]  16π ⇒ R  2
43. a) A área A do trapézio é dada por O
R
(25  15)  24
A  ------------------------------------------- m  480 m
2 2

2
Logo, o valor do terreno, em reais, é 50  480, ou seja, Logo, o raio externo mede 3 2 cm.
R$ 24.000,00.
47. A área A de cada arruela é dada por:
b) Considerando a altura tDHu, temos que a área do triângulo ADH A  π[(1,5)2  (0,5)2] cm2  2π cm2
10  24 2 O número máximo de arruelas que podem ser retiradas da placa é
é ---------------------- m , ou seja, 120 m2, que é a quarta parte da área
2 200; logo, a área que será utilizada é 200  2π cm2, ou seja, 400 π cm2.
do trapézio; logo, tDHu é um dos segmentos procurados. Assim,
para determinar os outros segmentos, basta dividir o retângulo Capítulo 5

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


CDHB em três partes de mesma área, por meio de segmento
1. y
de reta paralelos a tBC.u

D C 6
C 5
F B
4
3
24 m A
2

1
G O I
–6 –5 –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 x
–1
A H G F B E
10 m 5m 5m 5m –2
D
44. b –3
Sendo r a medida do raio de cada pneu, sob a especificação do ma- –4
nual do proprietário, a medida do raio de cada pneu, fora da espe-
–5
cificação, de acordo com o enunciado, será 1,01r. Logo, a distân-
cia percorrida em cada volta dos pneus, fora da especificação, se- –6
H
rá: 2π  1,01r, ou seja, 2πr  0,01  2πr.
Note, portanto, que a distância percorrida em uma hora será 1%
maior que aquela registrada no velocímetro. Assim, concluímos 2. A  Oy ⇔ p  7  0 e, portanto, p  7
que, quando o velocímetro registrar 120 km/h, a velocidade real 3. B  Ox ⇔ 4k2  36  0 e, portanto, k  3 ou k  3
do veículo será (120  0,01  120) km/h, ou seja, 121,2 km/h.
4. C  IQ ⇔ r  2  0 e, portanto, r  2
45. a) Medida do ângulo Área 5m  8  0 8
central (em graus) (em cm2) 5. C  IIQ ⇔ e, portanto, 2  m  ------
m2  0 5
360 36π
100 x 3a  2b  10 32 e b  23
6. ⇒ a  --------- ---------
3.600π cm2  10π cm2 a  b  11 5 5
Logo, x  --------------------
-
360
7. a)
–1 –1 B
b) Medida do ângulo Área A
0 0
central (em graus) (em cm2) 1
1 2
360 36π 2 3
 8π 5
8
360  8π graus  80°
Logo,   -----------------------
-
36π Não é função de A em B.

72
MP-Paiva-073a092 Page 73 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

b) 10. a)
–1 Temperatura em Comprimento da coluna
A –1 graus Celsius em milímetros
0 B
0
1 0 40
1 2
2 3 5 48
5
8 10 56

15 64
É função de A em B.

c) x  0  5 ⇒ y  40  8 x
b) -------------------
–1 - ------ ----------
A –1
B y  40 8 5
0 0
1
1 2 11. a) f(0)  5  0  5 c) f(2)  5  (2)  7
2 1
3 1  9
d) f [ ------]  5  ------
5 b) f(3)  5  3  2 ------
2 2 2
8

x 2  12
Não é função de A em B. 12. ----------------------  4 ⇒ x2  4x  12  0; logo, x  6 ou x  2.
x
d) Portanto, os elementos do domínio de f que têm imagem 4 são os
–1 –1
A 0 B números 6 e 2.
0
1
1
2
2 13. a) V(3)  2  32  8  3  120  78
3
5 Logo, a quantidade de gasolina restante no reservatório é 78 kL.
8 b) V(0)  2  02  8  0  120  120
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Logo, a capacidade do reservatório é de 120 kL


É função de A em B.
c) 2t 2  8t  120  0 ⇒ t  6 ou t  10 (não convém)
8. Logo, o tempo necessário para esvaziar o reservatório é de
x 2
x ---------------------
2
6 horas.
d) 2t 2  8t  120  96 ⇒ t  2 ou t  6 (não convém)
4 1
Logo, os técnicos devem consertar a avaria em 2 horas.
2 0
0 1 14. a) (1, 1)  f ⇒ f (1)  1
2 2 b) (0, 0)  f ⇒ f (0)  0
4 3 c) (1, 3)  f ⇒ f (1)  3
d) (2, 0)  f ⇒ f (2)  0
y
3 f (1) 3  (3)
-  ---------------------------  9
e) ----------------------------------------
f (2)  f (1) 01
3
15. a) (0,32) é um ponto do gráfico; logo, no instante zero havia
2
32 bactérias.
1 b) 275  190  85
Logo, da 5ª para a 6ª hora, a população aumentou de 85 bacté-
–4 –2 0 2 4 x
rias.
–1
c) 190  92  98
–2 Logo, da 3ª para a 5ª hora, a população aumentou de 98 bac-
térias.

D(f)  {4, 2, 0, 2, 4} 16. A leitura do gráfico nos permite concluir que:
Im(f)  {1, 0, 1, 2, 3} I) V; II) V; III) V; IV) F; V) F; VI) V; VII) V; VIII) F.

9. a) 17. A leitura do gráfico nos permite concluir que:


Tempo do uso do
automóvel (anos)
Valor de mercado (R$) I) V; II) F; III) V; IV) F; V) V; VI) F; VII) V; VIII) V;
IX) F; X) V; XI) F.
0 20.000,00

1 0,9  20.000 18. É função de A em B porque qualquer reta paralela ao eixo Oy, pas-
sando por um ponto de abscissa x, com x  A, intercepta o gráfico
0,9  0,9  20.000 
2
 (0,9)2  20.000
num único ponto.

0,9  (0,9)2  20.000  19. Não é função de A em B, porque a reta paralela ao eixo Oy, pas-
3
 (0,9)3  20.000
sando pelo ponto de abscissa 6, com 6  A, intercepta o gráfico
x (0,9)x  20.000 em mais de um ponto.

b) y  (0,9)x  20.000 20. Representam funções os gráficos (a) e (d), pois, em cada um deles,
c) Sim, porque para cada tempo de uso está associado um único toda reta paralela ao eixo Oy, passando por um ponto da abscissa
valor de mercado. x, com x  [3, 6], intercepta o gráfico em um único ponto.

73
MP-Paiva-073a092 Page 74 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

21. a) (x, y)  f ⇔ 6  x  3 e 7  y  4; logo, b) Para x  200, temos:


D( f )  {x  R  6  x  3} e 200  51
P  50  ------------
Im( f )  {y  R  7  y  4} 200
b) (x, y)  g ⇔ (6  x  1 e 5  y  2) ou (5  x  8 e Logo, o comprador deve pagar 51 dólares por saca.
6  y  7); c) Para P  54, temos:
logo, D(g) {x  R  6  x  1 ou 5  x  8} e 200 ⇒ x  50
54  50  ------------
Im(g)  {y  R  5  y  2 ou 6  y  7} x
c) (x, y)  h ⇔ 7  x  5 e 7  y  7; logo, Logo, o comprador deve adquirir 50 sacas.
D(h)  {x  R  7  x  5} e Im(h)  {y  R  7  y  7} 27. a) Como ficarão vagos 15 lugares, cada passageiro vai pagar
22. Desenhando o triângulo retângulo PQR, representado abaixo, te- (50  2  15) reais e, portanto, a empresa rceberá
mos que PR  3 e QR  4. 25(50  2  15) reais, isto é, R$ 2.000,00.
b) f(x)  x[50  2(40  x)], ou seja, f(x)  2x2  130x
H 28. b
Q A reta horizontal que intercepta o gráfico no ponto da abscissa
11
1975, também o intercepta no ponto de abscissa 1963 (aproxima-
damente).
P
7 R 29. Indicando por h(t) a altura da planta, em cm, ao final de t semanas,
temos:
a) A altura da planta ao final da terceira semana era h(3), ou seja,
30 cm.
b) O crescimento da planta durante a terceira semana foi
1 4 x h(3)  h(2), ou seja, 5 cm.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


c) Observando que h(1)  h(0)  h(2)  h(1)  h(3)  h(2),
Aplicando o teorema de Pitágoras, calculamos PQ, que é a distân- concluímos que o maior desenvolvimento da planta ocorreu na
cia pedida: (PQ)2  32  42 ⇒ PQ  5 primeira semana.
Logo, a distância percorrida pelo trem é 5 km.
30. a) Os pontos (0, 1) e (2, 0) pertencem a f; logo,
23. Consideremos um ponto P, entre D e B: 0a
-----------------  1
f (0)  1 0b
y ⇒
f (2)  0 2a
-----------------  0
A 3 B
2b
 a  2 e b  2
P
x2
b) Como f(x)  -----------------, temos:
O B x2
P 3 x
1  2
3  2  [ ---------------------- 16
f(3)  f(1)  ----------------- - ]  ---------
32 1  2 5
D C 31. I) F, pois o ponto (1, y)  f é tal que y  0.
II) V, pois o ponto (6, y)  g é tal que y  0.
Observando que OPP’  OBB’ e que xB  yB, concluímos que III) V, pois o ponto (2, y)  g é tal que y  0.
IV) V, pois f(0)  1 e g(0)  2.
xP  yP, isto é, qualquer ponto do segmento tDBu possui a abscissa
V) F, pois f(4)  0 e g(4)  0.
igual à ordenada. Logo, os seis pontos pedidos são:
VI) V, pois f(2)  0 e g(2)  0
(3, 3), (2, 2), (1, 1), (0, 0), (1, 1) e (2, 2). VII) V, pois f(1)  0 e g(1)  0.
24. a) y  26x 32. e.
b) Sim, porque para cada medida t de tempo (em minutos) está Indicando por k a abscissa do ponto extremo do gráfico no primei-
associado um único volume y de água despejada. ro quadrante, temos:
2
y
11  8 ------3  11  4  11  0,44
25. a) S(8)  ------------ ------------ --------- A B
100 100 25 5
2
Logo, uma pessoa de 8 kg tem 0,44 m de superfície corporal.
2 C
11  p ------3  0,88, ou seja,
b) S(p)  0,88 ⇒ ------------ 3
100
2 3
------ ------
p3 8⇒p 82  8 3  16 2  22,4
D E
Logo, quando a superfície corporal da criança for 0,88 m2, sua x
–6 0 K
massa será 22,4 kg.
26. a) Para x  100, temos: Da semelhança dos triângulos ABC e EDC obtemos:
200  52
P  50  ------------ 6 3
------  ------ ⇒ k  4
100 k 2
Logo, o comprador deve pagar 52 dólares por saca. Logo, D( f )  [6, 4]

74
MP-Paiva-073a092 Page 75 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

Capítulo 6 4. a) y

5
1. a) Condição de existência: x 0. Logo, D( f )  {x  R  x 0}.
b) Condição de existência: x
0. Logo, D( f )  {x  R  x
0}.
c) Existe f(x) para qualquer x real; logo, D( f )  R.
0 x
d) Existe f(x) para qualquer x real; logo, D( f )  R.
e) Condição de existência: x 3 e x 3. Logo, b) y
D( f )  {x  R  x 3 e x 3}.
f) Condição de existência: x
2. Logo, D( f )  {x  R  x
2} 0 x
g) Condição de existência: x 6 e x 6 e x
2. –1
Essa condição pode ser expressa, simplesmente, por x
2 e
x 6; logo, D( f )  {x  R  x
2 e x 6}
c) y
h) Condição de existência: x 0 e x 1 e x 1 e x
2.
Logo, D( f )  {x  R  x
2 e x 1 e x 0 e x 1}. √2
i) Condição de existência: x 0. Logo, D( f )  {x  R  x 0}.
0 x
2. a) x2  4x  3  0
S  4 5. a) Para qualquer x real, tem-se que f(x)  5; logo. D( f )  R e
⇒ x  1 ou x  3
P  3 Im( f )  {5}.
1
Logo, as raízes de f são 1 e 3. b) Para qualquer x real, tem-se que f(x)  ------; logo,
2
1
3 D( f )  R e Im( f )  { ------}
b) 5x  3  0 ⇒ x   ------ 2
5
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

3 6. a) A função f é crescente no intervalo [3, 2].


Logo, a única raiz da função é  ------.
5 b) A função f é decrescente no intervalo [2, 5].
c) A função f é constante nos intervalos [7, 3] e [5, 8].
c) x 2  9  0 ⇒ x2  9  0  x  3 ou x  3 7. e
Logo, as raízes de f são 3 e 3 Se o número de nascimentos é igual ao número de mortes, então a
d) x4  4x2  0 ⇒ x2(x2  4)  0  x  0 ou x  2 ou x  2 população permanece constante. Isso aconteceu no intervalo de 10
Logo, as raízes de f são 0, 2 e 2. a 12 anos.

e) x4  3x2  2  0 8. a)
1 f
(x2)2  3x2  2  0 A
2 B
Fazendo t  x2, temos: t 2  3t  2  0 –1
2 5
S  3 –2
⇒ t  1 ou t  2 10
P  2 3
Retornando à variável original:
• para t  1, temos x2  1 b)
B f –1 1 A
• para t  2, temos x2  2 2 –1
Então: 5 2
–2
x  1 ou x  2 10
3
Logo, as raízes da função são 1, 1, 2 e  2.
c) A correspondência f 1 não é função porque há elemento do
f) x2  1  0 ⇒ x2  1 conjunto B que possui mais de uma imagem em A.
Logo, a função não tem raiz real, pois nenhum número real ao
quadrado é igual a um número negativo. 9. Temos:
f
g) x  6x  8x  0 ⇒ x(x  6x  8)  0; logo, as raízes de f
3 2 2
A 1 –4 B
são 0, 2 e 4.
3 2
x  1  5 x  3  0 ⇒ 2x  2  5x  3  0; logo, a
h) ---------------- 7
- --------------------- 4
2 4 2
7 6
1
única raiz da função é  ------.
3
Concluímos que f é invertível porque ela é uma correspondência
x  6  2x  0 (com x 0) ⇒ x  6  2x2  0; logo, as
i) ----------------
biunívoca entre os conjuntos A e B.
-
x 10. a) x  3y  5 ⇒ x  5  3y
3
raízes da função são 2 e  ------. x5
 y  ----------------
-
2 3
x5
Logo, a inversa da função y  3x  5 é a função y  -----------------.
3. a) As abscissas dos pontos onde o gráfico intercepta o eixo Ox 3
b) x  8y  4 ⇒ x  4  8y
são as raízes da função f, que são as raízes da equação
x4
 y  ----------------
x2  6x  5  0, ou seja, x  1 ou x  5. -
8
b) A ordenada do ponto onde o gráfico intercepta o eixo Oy é x4
Logo, a inversa da função f é a função f 1(x)  ----------------
-
f(0), ou seja, f(0)  02  6  0  5  5 8

75
MP-Paiva-073a092 Page 76 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

y  3 ⇒ xy  2x  y  3
c) x  ----------------
14. d
-
y2 5x
0
 xy  y  2x  3  1  x  5
x1  0
 y(x  1)  2x  3
Logo, D( f )  {x  R  1  x  5}
2x  3
 y  -------------------- -
x1 15. a
x  3 é a função
Logo, a inversa da função y  ---------------- A expressão x2  9, com x  R, assume todos os valores do inter-
-
x2 valo [9, ∞[, e somente eles. Logo, a função f(x)  x 2  9 as-
2x  3
y  --------------------- .
x1 sume todos os valores do intervalo [3, ∞[, e somente eles. As-
sim, temos que Im( f )  [3, ∞[
5 y  2 ⇒ xy  8x  5y  2
d) x  --------------------
-
y8 16. b
 xy  5y  2  8x Temos que f(1)  0, ou seja, 13  a  12  b  1  3  0 e, por-
 y(x  5)  2  8x tanto, a  b  4.
2  8 x
 y  -------------------------
- 17. a) A função f é constante, pois para qualquer valor t do tempo,
x5
no período considerado, tem-se f(t)  16.780.
2  8 x 
Logo, a inversa da função g é a função g 1(x)  -------------------------
-
x5 b) A função g é crescente, pois para dois valores quaisquer t 1 e t 2
8x  2 do tempo, no período considerado, tem-se que: se t 2  t 1, então
 -------------------
- g(t 2)  g(t 1).
5x
c) A função h é decrescente, pois para dois valores quaisquer t 1 e
11. A reta r que contém as bissetrizes dos quadrantes I e III é o gráfico t 2 do tempo, no período considerado, tem-se que: se t 2  t 1, en-
da função y  x. Consideremos o quadrado de vértices (3, 3), (3, 5),
tão h(t 2)  h(t 1).
(5, 5) e (5, 3):
y
18. D( f )  R* e para qualquer x, x  D( f ), temos que f (x)  1; logo,
r:y=x

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


P o gráfico de f é:
5 y

1
P’
3
x

45° 19. a) A velocidade é crescente no intervalo [0, 2], pois para quais-
quer valores t 1 e t 2 desse intervalo, tem-se:
3 5 x
t 1  t 2 ⇒ v(t 1)  v(t 2).
b) A velocidade é decrescente no intervalo [7, 10], pois para
Como as diagonais do quadrado são perpendiculares entre si, e o
quaisquer valores t 1 e t 2 desse intervalo, tem-se:
ponto comum a elas é ponto médio de cada uma, concluímos que
t 1  t 2 ⇒ v(t 1)  v(t 2).
o ponto P(5, 3) é o simétrico do ponto P em relação à reta r. Ge-
neralizando, o simétrico de um ponto P(x, y), em relação à reta que c) A velocidade é constante no intervalo [2, 7], pois para qualquer
contém as bissetrizes dos quadrantes ímpares, é o ponto P(y, x). valor t desse intervalo, tem se: v(t)  8.

12. c 20. y
Temos que (x, y) é ponto do gráfico de f se, e somente se, (y, x) é
9
ponto do gráfico de f 1. Pelo exercício anterior, temos que cada
8
ponto (x, y) é o simétrico do ponto (y, x) em relação à reta r que
7
contém as bissetrizes dos quadrantes ímpares; logo, os gráficos de
6
f e f 1 são simétricos em relação a r.
5
13. O gráfico de f 1 é simétrico ao gráfico de f em relação à reta su- 4
porte das bissetrizes dos quadrantes ímpares. 3
Logo, o gráfico de f 1 é: 2
1
y O
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 x
5

A leitura do gráfico nos permite concluir que:


3 a) Do mês 1 ao mês 3 a taxa de inflação foi crescente.
2 b) Do mês 6 ao mês 8 a taxa de inflação foi constante.
–1
f c) Do mês 9 ao mês 11 a taxa de inflação foi decrescente.
0 45° d) Do mês 7 ao mês 8 a taxa de inflação foi constante e, portanto,
x
a variação foi de 0%.
–4 2 3 5
21. e
f De 1979 a 1980 o PIB cresceu 10 unidades, e de 1993 a 1994 o
crescimento foi menor que 10 unidades.
–4 22. a) n  5 ⇒ q  200  5  1.000
500
q  1.000 ⇒ p  3  -----------------  3,5
Observe que D(f 1)  Im(f)  [4, 5] 1.000
e Im(f 1)  D(f)  [0, 3]. Logo, o custo de produção será de R$ 3,50

76
MP-Paiva-073a092 Page 77 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

q  200 n (I) e) x y
y
b) 500 0 3
p  3 ------------ (II)
q 3
------ 0
Substituindo (I) em (II), temos: 2 3 x
2
5 ⇒ p  6n  5
p  3  ---------
- ---------------------
2n 2n

5 ⇒n 5 –3
c) p  3  ---------
- ---------------------
2n 2p  6

23. c f) y
x y
Como os pontos (0, 2) e (3, 4) pertencem a f, os pontos (2, 0) e
(4, 3) pertencem a f 1, cuja lei de associação é da forma 0 1 1
f 1(x)  ax  b, com {a, b}  R e a 0. Assim, temos: 3 0
f 1 (2)  0 2a  b  0 3 e b  3. –3 x
⇒ e, portanto, a  ------
f 1
(4)  3 4a  b  3 2
3 x  3.
Logo, f 1(x)  ---------
-
2
g) x y y
0 0
3
Capítulo 7 2 3

1. a) x y y
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

0 4
2 0 2 x

2 x

–4
2. e
y

3
b) x y y

0 4
2 0
–2 x 0 x
–1
–1

–4

f (1)  3 k  t  3
⇒ e, portanto, k  4
f (0)  1 t  1
e t  1.
c) x y y Logo, f(x)  4x  1
0 0 5 Analisando as alternativas, concluímos que a afirmação verdadei-
1 5 1
ra é a última, pois f(x)  0 ⇔ 4x  1  0 e, portanto, x
 ------.
4

3. a) Os pontos (1, 3) e (0, 1) pertencem ao gráfico, logo, temos:


1 x
3  a1b 3  ab

1  a0b 1  b
Logo: b  1 e a  2
1
b) Fazendo 2x  1  0, temos x   ------, que é a raiz da função
d) x y y 2
0 0 y  2x  1.
1 5 4. a) A lei que associa a abscissa x à ordenada y é do tipo y  ax  b.
Como (0, 32) e (100, 212) pertencem ao gráfico temos:
1 x
32  a  0  b 9 e b  32
⇒ a  ------
212  a  100  b 5
9 x  32
Logo: y  ---------
–5
-
5

77
MP-Paiva-073a092 Page 78 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

9 x  32 ⇒ x  20. 8. a) y c) y
b) Para y  4, temos 4  ---------
-
5
Logo, a temperatura 4 °F corresponde a 20 °C. 7 •
4 5 •
5. a •
3
Temos: 2
1 •
(k  4)  6 5 x –1 • 6 x
------------------------------  60 ⇒ k  16 23 4
2 –3 •
A equação da reta r é do tipo y  ax  b. Como os pontos (0, 4)
e (6, 16) pertencem à reta, temos:
b) y
4  a0b
⇒ a2 e b 4
16  a  6  b
Logo, y  2x  4. 6 •
5
6. a) 2 •
Venda (R$) Rendimento (R$)
–1 • 34 x
Abril 8.350 327

Maio 10.200 364

Junho k 160  0,02k


20, se 0  x  1.000
9. a) f(x)  x
Abril: 160  0,02  8.350  327 ---------, se x  1.000
50
Maio: 160  0,02  10.200  364

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Junho: 160  0,02k b) y
b) y (diâmetro,
em mm)

24
360 20

160
0
x 1.000 1.200
10.000
x (massa em kg)

10. a) y
y  160  0,02x
Note que o gráfico é uma semi-reta.
y  160  0,02  1.000  (160  0,02  500)  0,02 2 x
c) ----------
- --------------------------------------------------------------------------------------------------------
x 1.000  500
Logo, a taxa média de variação é de R$ 0,02 para cada R$ 1,00
de vendas.

7. a) y c) y
–10
9 •
5 • 7 •
2
3
• • f(x) = 5x –10 – + x
5 7 x
–1• 4 6 x
b) y
D( f )  R;
Im( f )  {y  R  y
3}. D( f )  R;
Im( f )  R.
–2 x
b) y d) y

4 • 5 •
3 • •

–3 1 x
• –10
–1 2 4 6 x
D( f )  R:
Im( f )  {y  R  y  4}. D( f )  R; –2
Im( f )  R. f(x) = –5x –10 + – x

78
MP-Paiva-073a092 Page 79 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

c) y 5
b) Para f(x)  0, temos: 2x  5  0 ⇒ x   ------
2
5
Para f(x)  0, temos: 2x  5  0 ⇒ x   ------
1 2
5
1
Para f(x)  0, temos: 2x  5  0 ⇒ x   ------
– x 2
3
5

2
f(x) = –2x –5 + – x
1

3 c) Para y  0, temos: 6x  0 ⇒ x  0
f(x) = 3x +1 – + x Para y  0, temos: 6x  0 ⇒ x  0
Para y  0, temos: 6x  0 ⇒ x  0
d) y
0
y = 6x – + x
1
d) Para y  0, temos: 6x  0 ⇒ x  0
1 x
Para y  0, temos: 6x  0 ⇒ x  0
3 Para y  0, temos: 6x  0 ⇒ x  0
0
y = –6x + – x
1
3
12. Os pontos (1, 1) e (2, 2) pertencem ao gráfico; logo, temos:
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

y = –3x +1 + – x
1  a  1  b
⇒ a  3 e b  4
e) y 2  a2b
5 Assim, temos a lei y  3x  4.
4 e, observando o gráfico, temos:
A raiz da função é ------
3

4
3
y = 3x –4 – + x

x 13. O gráfico é parte da reta de equação y  ax  b, que passa pelos


1
3  a2b 3
pontos (2, 3) e (8, 6); logo, ⇒ a   ------ e
6  a  8  b 2
0
b 6
y = 5x – + x
Assim, a temperatura y em função do tempo x é dada por:
f) 3x
y y   ----------  6
2
1
3x
x a) Para y  0, temos:  ----------  6  0 ⇒ x  4
2
Logo, às 4 horas a temperatura atingiu 0 °C.
b) Para y  0, temos:
3x
 ----------  6  0 ⇒ x  4
2
–5 Logo, no período considerado, a temperatura esteve positiva
durante 2 horas, no intervalo 2  x  4.
c) Para y  0, temos:
0
3x
y = –5x + – x  ----------  6  0 ⇒ x  4
2
Logo, no período considerado, a temperatura esteve negativa
5
11. a) Para f(x)  0, temos: 2x  5  0 ⇒ x  ------ durante 4 horas, no intervalo 4  x  8.
2
14. a) 1
5
Para f(x)  0, temos: 2x  5  0 ⇒ x  ------ –2 2
2 x
f(x) = 3x + 6 – + +
5
Para f(x)  0, temos: 2x  5  0 ⇒ x  ------ g(x) = 2x – 1 – – +
2
f(x) . g(x) + – +
5
2 1 1
S  {x  R \ 2  x  ------} ou ainda S  62, ------5
f(x) = 2x –5 – + x 2 2

79
MP-Paiva-073a092 Page 80 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

b) 1 5
–1 2 5 S  {x  R \ x   ------}
2
f(x) = x + 1 – + + + x
g(x) = –x + 5 + + + – 18. a) Condição de existência: x 5
h(x) = 2x –1 – – + + 3
f(x) . g(x) . h(x) + – + – 2 5
f(x) = 2x – 3 – + + x

1  x  5} ou ainda
S  {x  R  x  1 ou ------
g(x) = x – 5 – – +
2 f(x) 2x – 3
= + – +
1 g(x) x–5
3 4
S  6  , 1  ------ , 5 5
2
3 ou x  5}
S  {x  R \ x  ------
2
c) 0 1 2
f(x) = x – + + + x 7
b) Condição de existência: x ------
g(x) = x – 1 – – + + 2
h(x) = –x + 2 + + + – 1 7

5 2
f(x) . g(x) . h(x) + – + –
f(x) = 5x + 1 – + + x
S  {x  R  0  x  1 ou x
2} ou ainda g(x) = 7 – 2x + + –
S  [0, 1]  [2, ∞[ f(x) 5x + 1
= – + –
g(x) 7 – 2x
15. Fatorando o primeiro membro, temos:
(x  2)(x  3)  0 1 7
S  {x  R \ x   ------ ou x  ------}

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


5 2
2 3
f(x) = x – 2 – + + x c) Condição de existência: x 1
g(x) = x – 3 – – +
1 5
f(x) . g(x) = (x – 2)(x – 3) + – + x
f(x) = –x + 5 + + –
S  {x  R  x  2 ou x  3} ou ainda S  ]∞, 2[  ]3, ∞[ g(x) = x – 1 – + +
f(x) –x + 5 – + –
=
16. (2x  1)  (x  5)  x  5 ⇒ (2x  1)  (x  5)  (x  5)  0, g(x) x–1
ou seja, (x  5)  (2x  2)  0
S {x  R \ 1  x  5}
–5 1
x 5
d) Condição de existência: x ------
f(x) = x + 5 – + +
2
g(x) = 2x – 2 – – +
f(x) . g(x) = (x + 5) . (2x – 2) + – + 1 5
3 1 2
S  {x  R  x  5 ou x  1} ou ainda S  ]∞, 5[]1, ∞[ f(x) = x – 1 – – + + x
g(x) = 1 –3x + – – –
5
17. a) Condição de existência: x  ------ h(x) = 2x – 5 – – – +
3
f(x) . g(x) + – + –
Como o numerador é positivo, a fração será negativa se, e so- h(x)
mente se, o denominador for negativo.
5 5
1 ou 1  x  ------}
3x  5  0 ⇒ x   ------ S  {x  R \ x  ------
3 3 2
5
S  {x  R  x   ------} e) Condição de existência: x 6
3
1 4 6
1
b) Condição de existência: x ------ f(x) = x – 1 – + + + x
2
g(x) = x – 4 – – + +
Como o numerador é positivo, a fração será positiva se, e so-
mente se, o denominador também for positivo. h(x) = x – 6 – – – +
1 f(x) . g(x)
1  2x  0 ⇒ x  ------ h(x)
– + – +
2
1
S  {x  R \ x  ------} S  {x  R  1  x  4 ou x  6}
2
1
f) Condição de existência: x ------
5
c) Condição de existência: x  ------ 2
2
x x
Como o numerador é negativo, a fração será positiva se, e so- ---------------------  1 ⇒ ---------------------  1  0, ou seja,
2x  1 2x  1
mente se, o denominador for negativo.
3 5 3x  1
---------------------
0 ⇒ 2x  5  0, ou seja, x   ------. ---------------------  0
2x  5 2 2x  1

80
MP-Paiva-073a092 Page 81 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

1 1
22. a
3 2 A lei que associa x e y é do tipo y  ax  b, com {a, b}  R e
f(x) = 3x – 1 – + + x a 0. Assim, temos que:
100  20a  b
g(x) = 2x – 1 – – + ⇒ a  2 e b  140
f(x) 3x – 1 40  50a  b
= + – +
g(x) 2x – 1 Logo, y  2x  140.
Atribuindo-se o valor 40 à variável x, obtém-se o preço unitário,
1
1  x  ------} em reais:
S  {x  R \ ------
3 2 y  2  40  140  60
19. a) Para x  100, temos: 23. c
100  30 Um gráfico cartesiano que descreve essa situação é:
D  20  ------------
10 Preço (R$)
Logo, a despesa será de 30 mil reais.
b) Para D  50, temos: 9.000

x ⇒ x  300
50  20  --------- 4.000
10
Logo, a empresa terá 300 funcionários.
4
c) y Tempo de uso (anos)

21 A lei que determina esse gráfico é da forma y  ax  b com a e b


20,5 reais e a 0. Como os pontos (0, 9.000) e (4, 4.000) pertencem
ao gráfico, temos:
9.000  a  0  b
⇒ b  9.000 e a  1.250
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

4.000  a  4  b
Assim, temos a lei y  1.250x  9.000.
Atribuindo o valor 1 para x, obtemos y  7.750, ou seja, o valor
5 10 x
do carro com 1 ano de uso é de R$ 7.750,00.

20. a) 50  0,8 m2  40 m2 24. • O trecho que liga os pontos (0, 10) e (2, 20) é parte da reta de
Logo, o cliente adquiriu 40 m2 de papel. 10  a  0  b
equação v  at  b; logo, ⇒ a  5 e b  10
b) y  0,8x 20  a  2  b
y Assim para 0  t  2, tem-se: v  5t  10.
• O trecho que liga os pontos (2, 20) e (6, 20) é parte da reta de
0,8 equação v  20.
Assim, para 2  t  6, tem-se: v  20
• O trecho que liga os pontos (6, 20) e (8, 40) é parte da reta de
20  p  6  q
1 x equação v  pt  q; logo, ⇒ p  10 e
40  p  8  q
c) y  5  50  0,8  3  x  0,8 ⇒ y  200  2,4x q  40
Assim, para 6  t  8, tem-se: v  10t  40
y Resumindo, podemos expressar v em função de t do seguinte
440 modo:
5t  10, se 0  t  2
v(t)  20, se 2 < t < 6
10t  40 , se 6  t  8
200
Nota: Há outras formas, também corretas, de se distribuírem as
relações  e  nas duplas desigualdades acima.
25. Indicando por x a massa da carga, em kg, temos que:
100 x
• para x  45 o preço do transporte é P  110  2,60x;
• para x  45, calcula-se o preço do transporte de 45 kg de carga,
21. Temos que D(f )  {x  R  x 3}. Para que x  D(f ) a expres- isto é, 110  2,60  45, e adiciona-se o valor do transporte sobre
x 2  9 é equivalente a x  3.
são ------------------- o que exceder 45 kg, isto é, 2,30(x  45)
x3 Resumindo, temos:
Assim, o gráfico de f é: 110  2,60 x, se x  45
P(x) 
y 227  2,30( x  45), se x  45

6
26. Indicando por x os valores em minutos, e por f(x) os valores em
°C, a lei que associa x a f(x) é da forma f(x)  ax  b, pois o grá-
3• fico é parte de uma reta. Como os pontos (0, 30) e (6, 6) perten-
30  0a  b
cem ao gráfico, temos os sistema: e, portanto,
• 6  6a  b
–3 3 x
b  30 e a  6. Logo, f(x)  6x  30.

81
MP-Paiva-073a092 Page 82 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

a) Basta fazer f(x)  0 Capítulo 8


6x  30  0 ⇒ x  5
Assim, a temperatura da barra atingiu 0 °C após 5 minutos do 1. a) y
início do resfriamento.
b) Estudando o sinal da função, temos:

f (x)

–1 1 3 x
30

+
–3
6
0 5 – x
–6 –4

Logo, a temperatura esteve positiva no intervalo


D  R e Im  [4,  ∞[
0 min  x  5 min.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


c) Observando o gráfico anterior, a temperatura esteve negativa
no intervalo 5 min  x  6 min. b) y

27. (x  3)(3x  1)  x  3 ⇔ (x  3)(3x  1)  x  3  0


Fatorando o 1º membro, temos: (x  3)(3x  2)  0

2 4

3 3
f(x) = x – 3 – – + x
g(x) = 3x + 2 – + +
f(x) . g(x) + – +

2
S  {x  R \  ------  x  3}
3
Note que o menor número inteiro positivo que pertence a S é o
número 1.

1 ⇔ x2  1  0
28. x  -----
- ------------------- 0 1 2 x
x x
Fatorando o numerador, temos:
( x  1) ( x  1)
-----------------------------------------  0
x
D  R e Im  ]∞, 4]
–1 0 1
f(x) = x + 1 – + + + x
g(x) = x – 1 – – – + c) y
h(x) = x – – + +
f(x) . g(x) – + – +
h(x)

S  {x  R  1  x  0 ou x  1}
1
y  4  9  5  (4  3  5)  4
29. a) ----------
- ------------------------------------------------------------ 1
x 93
2
y  4  10  5  (4  7  5)  4
b) ----------
- --------------------------------------------------------------- x
x 10  7 1
2

30. a) d  90t
d  90  4  90  1  90
b) ---------
- ---------------------------------------
t 41 1
Logo, a taxa média de variação foi de 90 km/h.
D  R e Im  5 ------,  ∞
2 3
82
MP-Paiva-073a092 Page 83 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

d) y b) y

7
6

1
4
1 x

D  R e Im  [0,  ∞[ 3
2
0 3 4 5 6 x
e) y
9

4

x
D  R;
9
Im  { y  R  y
 ------}.
4
–9

4. y

1
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

–2 2 x
D  R e Im  ]∞, 9]

2. a) Os pontos (1, 0), (3, 0) e (0, 3) pertencem ao gráfico;

0  a  b  c (I)
logo: 0  9a  3b  c (II) ⇒ c  3
3 0a  0b  c (III) –3
Substituindo (III) em (I) e (II), temos:
0  a  b  3
⇒ a  1 e b  2 –4
0  9a  3b  3

b) Como y  x2  2x  3, temos que Logo, o conjunto-imagem é Im( f )  {y  R  y


3}.
 (2)2  4  1  (3)  16 e, portanto,
16 5. a)
yV   ----------   ----------------  4. Assim, o conjunto-imagem y
4a 4  1
da função é Im( f )  {y  R  y
4}.

3. a) y 7

0 1 4 7 x
1 2 3 5 x

–5

–9

O mínimo da função é 9;


D( f )  R e Im( f )  {y  R  y  3} o ponto de mínimo é 4;

83
MP-Paiva-073a092 Page 84 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

b) y 8. a) Raízes da função f(x)  x2  5x  4


1
x2  5x  4  0

2 S  5
⇒ x  1 ou x  4
0 x P  4
y

5 4
–—
2
–3

5
O máximo da função é  ------;
2
1
o ponto de máximo é ------;
2

c) y x
1 4

9
8

1 4
f(x) = x2 – 5x + 4 + – + x

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


b) Raízes da função y  x2  x  2
x2  x  2  0
S 1
–2 0 1 4 x ⇒ x  1 ou x  2
P  2
y
O máximo da função é 9; o ponto de máximo é 1.
2
d) y

1
–1 2
2
— x
3

2
O mínimo da função é ------;
3
0 1 x 1
— o ponto de mínimo é ------. –1 2
3 3
y = –x2 + x + 2 – + – x

6. A altura máxima H atingida pela bala é dada pelo valor máximo


x2  x  1
c) Raízes da função y  --------
------
da função h; então H   ---------- , ou seja, H  500 m. A bala atinge 2 2
4a
2
a altura máxima de 500 m no ponto de máximo T da função h: x 1
--------  x  ------  0
b 2 2
T   ---------- , ou seja, T  5 s.
2a x2  2x  1  0

a) Para x  20, temos: S 2


7. ⇒ x1
y  202  80  20  2.000  800 P 1
Logo o custo unitário será de R$ 800,00
y
b) Para x  50, temos:
y  502  80  50  2.000  500
Logo, o custo unitário será de R$ 500,00
c) O ponto de mínimo da função é dado por:
b 80
xV   ----------  [ ----------------]  40 1
2a 2  1 2
Logo, para que o custo unitário seja mínimo, devem ser fabri- x
1
cados 40 refrigeradores por dia.
d) Para x  40 (ponto de mínimo), temos: 1
yV  402  80  40  2.000  400 x2 1 x
y= –x+ + +
Logo, o custo unitário mínimo é de R$ 400,00 2 2

84
MP-Paiva-073a092 Page 85 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM

d) Raízes da função f(x)  x2  6x  9 b) • Raízes de f(x)  3x2  2x


x2  6x  9  0 2
3x  2x  0 ⇒ x  0 ou x  ------
S 6 3
⇒x3 • Gráfico de f
P 9
y
3
x
0 – 2 x
3

2
Logo, S  { x  R  0  x  ------}
3

c) • Raízes de f(x)  x2  x  12


x2  x  12  0 ⇒ x  3 ou x  4
–9 • Gráfico de f

–3 + 4
x

3
f(x) = –x2 + 6x – 9 – – x
Logo: S  {x  R  3  x  4}
e) A função f(x)  3x2  x  1 não tem raízes.
d) • Raízes de f(x)  x2  2x  1
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

y
x2  2x  1  0 ⇒ x  1
• Gráfico de f

1
1 x
Logo: S  
x
e) • Raízes de f(x)  x2  6x  9
x2  6x  9  0 ⇒ x  3
f(x) = 3x2 – x + 1 + x
• Gráfico de f
2 x 2  x  4 não tem raízes.
f) A função f(x)  -----------
- ------
3 3
y

3 x
x

4 Logo: S  {3}
3
f) • Raízes de f(x)  x2  x  6
x2  x  6  0
 (1)2  4  1  6  23
Logo, f não tem raiz real.
• Gráfico de f

2 x2 4 – x
f(x) = – +x–
3 3
+
9. a) • Raízes de f(x)  x2  3x  4
x
x2  3x  4  0 ⇒ x  1 ou x  4
• Gráfico de f Logo: S  R
2
3x 1
g) • Raízes de f(x)   ------------  x  ------
2 2
2
+ + 3x 1  0 ⇔ 3x2  2x  1  0
 ------------  x  ------
–1 4 x 2 2
 22  4 (3) (1)  8
Logo, S  {x  R  x  1 ou x  4} Logo, f não tem raiz real.

85
MP-Paiva-073a092 Page 86 Saturday, June 25, 2005 11:07 AM