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RELATÓRIO DO FILME “A QUALQUER PREÇO”

André Felipe Silva Torres, acadêmico de Direito


Abril/2007

A história do filme é de um advogado que defende uma causa representando


moradores de um povoado cujas crianças morreram intoxicadas pela água da localidade,
contaminada em função de indústrias locais. Apresentar-se-á neste trabalho o conceito
de externalidades, que a história do filme discorre basicamente sobre uma externalidade
negativa, e em que sentido externalidades constituem uma falha de mercado, uma
ineficiência. Por fim, como o Direito se envolve com esses fatos, podendo agir para
regulamentar tais fatos, para que os custos não apareçam ou os seus resultados sejam
minimizados, afim de que terceiros venham a ser prejudicados.
As externalidades são atividades que envolvem a imposição involuntária de
custos ou de benefícios, isto é, que têm efeitos positivos ou negativos sobre terceiros
sem que estes tenham oportunidade de impedi-lo e sem que tenham a obrigação de
pagá-los ou o direito de ser indenizados.
Quando os efeitos provocados pelas atividades são positivos, estas são
designadas por externalidades positivas. Quando os efeitos são negativos, designam-se
por externalidades negativas. Um exemplo de externalidades positivas é a investigação e
desenvolvimento pois os seus efeitos sobre a sociedade são geralmente muito positivos
sem que esta tenha que pagar pelo seu benefício. Outro exemplo de externalidades
positivas são os bens públicos tais como a saúde pública, as infra-estruturas viárias, a
educação, a defesa e segurança, entre diversas outras atividades. Exemplos de
externalidades negativas são a poluição ambiental provocada pelas atividades
econômicas, a produção de bens não seguros, a produção e consumo de drogas ilícitas,
entre outros.
No filme, uma indústria desempenha uma atividade produtiva numa localidade,
a qual impôs um custo aos moradores da localidade, os quais tiveram que conviver com
águas contaminadas, pagando inclusive com morte de crianças. É importante salientar
que externalidades não são medidas através de preços, e sim com fatos exteriores, que
acarretarão situações, efeitos fora do mercado. Ao contrário das transações realizadas no
mercado, as externalidades envolvem uma imposição involuntária, constituindo uma
ineficiência de mercado. Os efeitos podem ainda realimentar o ciclo econômico: por
exemplo, um acidente ambiental acarretará mudanças na atividade econômica de
pescadores, por exemplo. Estes não terão a quem vender o produto de seu trabalho,
influenciando também a alimentação da localidade. Poderá haver queda no preço dos
produtos, restrições ao comércio, enfim, efeitos em cascata, difíceis de se medir a
extensão das influências.
O Direito, considerando as íntimas relações com a Economia, desempenha um
papel importante, que é o de regular e disciplinar as atividades produtivas passíveis de
causar externalidades negativas. O Direito Ambiental, por exemplo, traz doutrina a
respeito da proteção ao meio ambiente, das normas relativas ao controle da poluição, da
extração indiscriminada, da pesca predatória, entre outras. Traz também alguns
princípios, sendo os mais famosos, o princípio do Poluidor Pagador e o princípio da
Responsabilidade.
Enfim, tratamos da relação entre atividades econômicas e efeitos exteriores ao
mercado, as externalidades. Essas podem ser positivas e negativas, sendo que no último
caso, a Lei, através da conjuntura gerada relacionada com as conseqüências da
atividade, prevê regulação e disciplina a respeito dessas externalidades.