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Nicolò Paganini

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paganini

Niccolò Paganini (Gênova, 27 de outubro de 1782 – Nice, 27 de maio de 1840) foi um compositor italiano que
revolucionou a arte de tocar violino. Em 1833 recusou Haroldo na Itália, peça para viola e orquestra encomendada
por Hector Berlioz, alegando que seu solo era fácil demais.

SUA VIDA

Quando criança era constantemente


obrigado pelo próprio pai a estudar violino
muitas horas por dia, sob ameaça de
castigos severos. Em seus primeiros
concertos públicos foi considerado uma
criança prodígio.

Após de libertar-se da custodia do pai-


déspota, começou a carreira como virtuoso
do violino, em toda a Itália. Ficou famoso
também pelo seu estilo da vida rebelde,
freqüentemente gastando todo seu o
dinheiro em jogos e diversões noturnas.

Durante os anos 1800-1805 desapareceu


completamente da vida pública. Diz a lenda
que passou estes anos na prisão.

Embora, no início de sua vida profissional


desse os seus concertos apenas na Itália,
sua fama como violinista-virtuoso logo
espalhou-se por toda Europa.

Só em 1828 saiu da Itália para uma viagem


de concertos no estrangeiro. Tocou na
Áustria, Alemanha e França entre outros
países, sempre com grande sucesso.

Os últimos anos da sua vida foram passados em Nice.


Apesar de muito rico, ficou doente de tuberculose e não podia falar.

SEU ESTILO
O estilo de vida de Niccolò Paganini e a sua aparência mefistofélica deram origem a historias de que o seu
virtuosismo era devido a um pacto com o demônio. É mais provável que ele fosse portador de uma doença, a
Síndrome de Marfan, cujos os sintomas típicos são os dedos particularmente compridos e magros.

Na história dos intérpretes do violino os pontos de referência mais importantes podem ser encontrados a partir do
século dezessete. De uma parte isso é coerente com a origem do que hoje em dia é considerado um "verdadeiro"
violino, e de outra com o desenvolvimento da legítima música instrumental na qual a virtuosidade se tornou cada
vez mais importante.

Ainda que em séculos anteriores diversos instrumentos de cordas tivessem ficado conhecidos tais como o árabe
redab e o violino medieval, o violino com quatro cordas não se transformou em padrão antes de que o estilo
barroco viesse a surgir na Itália.
Com o novo idioma o estilo do instrumental concertante veio a florescer: embora tivesse havido definitivamente
obras instrumentais anteriormente, elas tinham sido baseadas principalmente nos modelos vocais e o verdadeiro
estilo virtuoso de execução desenvolveu-se durante o período no qual o “princípio concertante” estava se tornando
gradualmente mais importante.

Os compositores mais importantes para o instrumento no século


dezessete e na primeira parte do século dezoito foram italianos, tais como
Marini, Corelli, Vivaldi e Tartini.

Só gradualmente é que outros países começaram a desempenhar algum


papel, por exemplo, com Leopold Mozart (pai de Wolfgang Amadeus) que
foi não somente um músico talentoso como também publicou um dos mais
influentes métodos para a execução do instrumento.

Tão esquecido quanto possa estar Viotti em nossos dias, assim também é
Nicoló Paganini. Sendo um dos primeiros instrumentistas do romantismo
musical. Paganini mostrou a pianistas do quilate de um Franz Liszt a forma
de explorar a virtuosidade. Nascido em Gênova, Nicoló era forçado por
seu pai a praticar desde a manhã até a noite. Quando tinha nove anos de
idade foi para Parma a fim de estudar com o famoso violinista Alessandro
Rolla.

Após ter executado o mais recente concerto de Rolla na primeira leitura, entretanto, o velho maestro aconselhou-
o a continuar os seus estudos em composição:"Nada tenho a lhe ensinar, meu menino, vá e procure Paer". É
desnecessário dizer que a maioria das obras de Paganini foram escritas para violino.

Mesmo com diversas obras para violino e orquestra possam fazer parte das suas peças, o violinista somente
compôs cinco verdadeiros concertos para violino. A maioria deles foi composta quando já adentrado em anos,
embora o Primeiro Concerto pode provavelmente ser datado de 1817.

Em todas as apreciações, cartas e outras fontes contemporâneas aparece o testemunho de como as platéias e os
críticos reagiram à execução deste "violinista diabólico". E mesmo agora - ainda que Paganini tenha morrido há
mais de um século e meio - ele ainda aparece como um exemplo clássico da execução "virtuose" do violino.
Paganini e Berlioz

Mapeamento do violino de Paganini (frente - trás)

trás
frente

Violino usado por Paganini


Paganini com Dumas, Hugo, Sand, Rossini e Liszt no piano