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c  

   
  

Y       


- Declarativo (Refere, informa, caracteriza, descreve situações)
- Interrogativo (Formula uma questão)
- Exclamativo (Exprime sentimentos e emoções)
- Imperativo (Transmite um conselho, pedido, ordem)

  
- Afirmativa (Exprime uma afirmação)
- Negativa (Exprime uma negação)

- Enfática (Inclui-se um elemento dispensável mas que dá realce à frase)


- Neutra (Não se incluiu o elemento dispensável)

- Activa (O sujeito pratica a acção expressa pelo verbo)


- Passiva (O sujeito recebe ou sofre a acção expressa pelo verbo)

Y       



- Nas frases em forma activa, o sujeito pratica a acção expressa pelo verbo.
Ex.: Esta personagem representa toda a nobreza.

- Nas frases em forma passiva, o sujeito sofre (ou recebe) a acção indicada pelo verbo.
Ex.: Toda a nobreza é representada por esta personagem.
Nota: Quando se muda a forma da frase, os elementos sintácticos desta podem passar a desempenhar
funções diferentes na frase. (sujeito passa a complemento indirecto, etc..

ÑY è    

-Y   è   

              


Causais Porque, pois, como Visto que, pois que, por causa de
Condicionais Se Salvo se, excepto se, a não ser que
Finais Para (= para que) Para que, a fim de que
Temporais Quando, enquanto Logo que, depois que, desde que
Comparativas Como, conforme Assim como... assim também, tão... como
Consecutivas Que (antecedida por "tanto, de tal De maneira que, de forma que, de modo que
modo")






-Y      

              


Copulativas E, nem, também Não só...mas também, tanto...como, não só...como
também
Adversativas Mas, porém, todavia, contudo No entanto, apesar disso, ainda assim, não obstante
Disjuntivas Ou (repetido ou não) Ora...ora, quer...quer, seja...seja, seja...ou, já...já,
nem...nem
Conclusivas Pois, portanto, logo Por consequência, por conseguinte, pelo que, por isso

Y 
   !"c   !#

-Y ½! $ Repetição de consoantes.


-Y ½ %& $ Repetição de uma palavra ou palavras no início de uma frase para fazer sobressair o que
se repete.
-Y ½   $ Aproximação de ideias opostas para criar um contraste.
-Y ½' & $ Interpelação a alguém, real, imaginário ou inanimado.
-Y ½ (  $ Repetição de vogais.
-Y  $ Estabelecimento de uma relação de semelhança entre dois elementos diferentes,
aproximando-os. É estabelecida através de uma palavra ou expressão comparativa (como, tal como)
ou verbos equivalentes (parecer, lembrar).
-Y  $ Apresentação sucessiva de vários elementos de natureza semelhante.
-Y & $ Suavização de uma ideia desagradável.
-Y *) ! $ Exagero da realidade.
-Y 3   $ Transmitir uma ideia dizendo precisamente o contrário do que se pensa, com entoação que
revela a verdadeira intenção.
-Y · %& $ Comparação sem expressão comparativa para aproximar dois elementos diferentes.
-Y &  $ Dizer por varias palavras o que pode ser resumido numa ou em poucas.
-Y  & $ Atribuição de características humanas a coisas, animais ou ideias.
-Y è )* $ Expressão da parte pelo todo ou do todo pela parte
AY   è % 

Os elementos que podem constituir uma oração são: Sujeito, Predicado, Atributo, Vocativo,
Complemento Determinativo, Complemento Circunstancial, Agente da passiva e Aposto. De entre estes,
apenas o Sujeito e o Predicado são essenciais.

+è  ʹ quem pratica a acção
Tipos: è!  (um nome, palavra ou expressão),  (mais que um nome, palavra ou expressão),
è   (não está expresso mas é possível identificá-lo), 3     (não pode ser
determinado, ou seja, não se sabe que praticou a acção) ou 3 ,   (quando não existe ʹ
fenómenos naturais, verbo ¦  com o sentido de , verbo indicando tempo).

+   ʹ é o que se diz acerca do sujeito
-   - ! (constituído por um verbo copulativo «ser, estar, continuar, parecer,
ficar» que exige      , que é o elemento que atribui a característica do sujeito. Ex.:
Essas peças 

 
. Sujeito + predicado nominal [verbo copulativo + predicativo do sujeito])
ʹ  .  !
- Com verbo intransitivo: o verbo só por si transmite o conteúdo da acção.
- Com verbo transitivo: o verbo passa a acção para um ser ou ideia.
-Y Transitivo Directo: Exige !     [͞o quê͟] (ser sobre o qual recai directamente a
acção do verbo)
   !   / : Nome que caracteriza o Complemento Directo. É pedido
pelos verbos transitivos directos: «achar, considerar, declarar, nomear».
-Y Transitivo Indirecto: Exige !      [͞a quem͟] (ser sobre o qual recai
indirectamente a acção)
-Y Transitivo Directo e Indirecto: Exige !   e !     [͞o quê, a
quem͟].

+½  ʹ Adjectivo que se junta ao nome para o caracterizar. É acessório e dispensável.

+.  ʹ Nome ou expressão que se chama ou invoca. É acessório na oração, e próprio do discurso
directo.

+!  /   


Preposição ͞de͟ + Nome
- De posse
- De parentesco
- De qualidade
- De origem
- De matéria
- De fim

+!      !
- De tempo
- De lugar
- De companhia
- De modo
- De causa
- De fim
- De instrumento
- De meio

+½
    ʹ ser que pratica a acção sofrida pelo sujeito na frase passiva.

+½ ʹ nome ou expressão que dá uma explicação sobre outro nome ou expressão.

0Y     !  

:
Consiste na formação de uma nova palavra a partir da junção de duas, ou mais, palavras
primitivas. A palavra adquire um novo significado.
½
! : união de palavras primitivas, sofrendo alterações e ficando sujeitas a um
único acento. EX.: embora (em+boa+hora)
1 : união de palavras primitivas por um hífen, mantém os acentos. EX.:
beija-flor (beija+flor)

/  :
Formação de uma nova palavra a partir um outro elemento (prefixo ou sufixo).
/       &, : elemento no início da palavra primitiva. EX.:
rebobinar (re+bobinar)
/    &, : elemento no fim da palavra primitiva. EX.: malvadez
(malvado+ez)
/    '  : a palavra muda de classe ou subclasse, não ocorre
alteração. EX.: O   saiu da casca. e Telefonei ao è   . ʹ A palavra mudou de nome comum
para próprio.

2Y / /  3  

/ /  / 3  


Sinais de pontuação: o dois pontos Geralmente, o ponto final (.).
(:), o travessão (-), as aspas ("͙"), o
ponto de esclamação (!) e o ponto
final (.).
Verbos intrudutórios: dizer, afirmar, Verbos Intrudutórios: dizer, afirmar, declarar, contar,
declarar, acrescentar, responder, acrescentar, responder, inquirir, pedir, perguntar͙
inquirir, pedir, perguntar͙ seguidos seguidos de "que" ou "se"
de ":" e um "-"
Tempos Verbais: Tempos Verbais:
Presente do Indicativo Pretérito Imperfeito do Indicativo
Pretérito Perfeito Pretérito Mais-Que-Perfeito Indicativo
Futuro do Indicativo Condicional
Presesnte do Conjuntivo Pretérito Imperfeito Conjuntivo
Modo Imperativo Pretérito Imperfeito Conjuntivo/Infinitivo
öY !  · &!'
 

!  . % :
Substantivos, Determinantes, Pronomes, Adjectivos, Verbos, Numerais.
!  3  % $
Advérbios, Preposições, Conjunções, Interjeições.

Y è Y
Os nomes (substantivos) designam seres, objectos ou sentimentos. Flexionam-se em Género,
Número e em Grau. Dividem-se em:
-   : Designam tudo o que é físico ou palpável (livro, papel͙).
-  : Indicam qualquer um dos seres de uma espécie (árvore͙).
- ' : Individualizam um ser (Lisboa͙)
- ! : Designam um conjunto de seres ou objectos da mesma espécie (multidão).
- ½ : Designam sentimentos, estados, acções, qualidades, estados ou conceitos, seres não
físicos/palpáveis (amor, colheita͙).

Y /    
Os determinantes precedem o nome, concordando com este em número e género e muitas
vezes definindo-o.

½ 

 / & : Definem o nome (o/a, os/as)
- 3  & : Não definem o nome (um/uma, uns/umas)
/   : Demonstram o estado ou posição do nome (este, esse, aquele, o mesmo, o outro, o
tal ʹ os mesmos no feminino e no plural).
-  : Exprimem a posse do ser/objecto
- 3 : (meu/minha, teu/tua, seu/sua ʹ os mesmos no plural)
- .%  : (nosso, vosso, seu ʹ os mesmos no feminino e no plural)
- 3  & : Referem-se ao nome de modo vago (Variáveis: algum, nenhum, todo, muito, pouco, tanto,
outro, certo, qualquer ʹ os mesmos no feminino e no plural; Invariável: cada)
- 3  
: Questionam o nome (Variáveis: qual/quais, quanto/quantos; Invariável: que).

Y   
-4  è  /  3    
Singular eu, tu, ele/ela me, te, se/o/a me, te, lhe mim, ti, si/ele/ela
Plural nós, vós, eles/elas nos, vos, se/os/as nos, vos, lhes nós, vós, si/eles/elas
Os pronomes substituem os substantivos, para evitar repetições de nomes.

-  : Indicam quem fala, com quem se fala ou de quem se fala.
-  : Exprimem a posse do ser/objecto
- 3 : (meu/minha, teu/tua, seu/sua ʹ os mesmos no plural)
- .%  : (nosso, vosso, seu ʹ os mesmos no feminino e no plural)
 /   : Demonstram o estado ou posição do ser/objecto (este, esse, aquele, o mesmo, o
outro, o tal ʹ os mesmos no feminino e no plural).
- 3  & : Referem-se ao ser/objecto de modo vago (Variáveis: algum, nenhum, todo, muito, pouco,
tanto, outro, certo, qualquer ʹ os mesmos no feminino e no plural; Invariáveis: alguém, algo, ninguém,
tudo, outrem, cada, nada)
- 3  
: Questionam o ser/objecto (Variáveis: qual/quais, quanto/quantos; Invariável: que, o
quê, quem, onde).
- c ! : Fazem referência, ao ser/objecto (Variáveis: o qual, cujo, quanto ʹ os mesmo no feminino e
no plural; Invariáveis: que, quem, onde)
Y ½ 

São palavras variáveis que caracterizam o nome/substantivo, atribuem-lhe características,
qualidades ou propriedades.
-Y ß) : podem ser G
 , quando têm duas formas: masculina e feminina, e 
 , quando
têm apenas uma forma.
-Y -4 $ podem ser G
 , quando têm duas formas: masculina e feminina, e 
 , quando
têm apenas uma forma.

! , ß 



-Y Grau Normal: o adjectivo caracteriza o nome. (ex.:O Zacarias é .)
-Y Grau Comparativo: estabelece-se a comparação entre dois nomes.
- Comparativo de Superioridade (ex.: O Albano é que o Zacarias)
- Comparativo de Igualdade (ex.: A Catarina é 


o António)
- Comparativo de Inferioridade (ex.: A Daniela é 
 o Tomás)
-Y Grau Superlativo Absoluto: a característica atribuída pelo adjectivo é intensificada.
- Superlativo Absoluto Analítico (ex.: O Diogo é 
)
- Superlativo Absoluto Sintético (ex.: A Diana é  )
-Y Grau Superlativo Relativo: a característica destaca o sujeito.
- Superlativo Relativo de Superioridade (ex.: A Ana Vanessa é a )
- Superlativo Relativo de Inferioridade (ex.: O Osvaldo é
 
).
- : Alguns adjectivos têm graus Superlativos Absolutos Sintéticos irregulares. (ex.: nobre ʹ
nobilíssimo). Os adjectivos ͞G
, ͞ , ͞  e ͞
 são casos especiais de comparativos e
superlativos (óptimo, péssimo, boníssimo, malíssimo...).

Y . 
Os verbos indicam acções, qualidades ou estados situados no tempo.
Nota: Os tempos compostos estão no mesmo Modo que se está a abordar. Junta-se sempre o
Particípio Passado do verbo principal. O auxiliar pode sempre  ou ¦ .

·3  (Tempos Simples)


- Presente: Indica uma acção praticada no momento em que se fala, que é contínua ou habitual
ou que é verdadeira.
- Pretérito Perfeito: Indica uma acção passada completamente realizada.
- Pretérito Imperfeito: Mostra uma acção passada mas não concluída ou ainda em realização.
- Pretérito Mais-que-perfeito: Exprime uma acção anterior a outra passada.
- Futuro: Indica uma acção que se realizará, ou ainda uma dúvida.

·3  (Tempos Compostos)
- Pretérito Perfeito: Presente do auxiliar
- Pretérito Mais-que-perfeito: Pretérito Imperfeito do auxiliar
- Futuro Perfeito: Futuro simples Indicativo do verbo auxiliar 

·   (Tempos Simples)


Apresenta uma acção, qualidade ou estado como possibilidade, desejo ou dúvida.
- Presente (ex.: Talvez eles nos oiçam)
- Pretérito Imperfeito (ex.: Tomara o treinador que o cão melhorasse)
- Futuro (ex.: E se eu não souber o código de entrada?)

·   (Tempos Compostos)
- Pretérito Imperfeito: Presente do auxiliar
- Pretérito Mais-que-perfeito: Pretérito Imperfeito do auxiliar
- Futuro Perfeito: Futuro simples do auxiliar

·3 
Ordem, conselho ou pedido (só apresenta a 2ª pessoa do Singular e do Plural. Ex.: ͞Passa a
bola!͟; ͞Espere um pouco.͟, etc...). É característica do discurso directo.

·  !
 Acção, qualidade ou estado dependente de uma condição.
- Simples (ex.: faria (se)... dirias (se)... viríamos (se...))
- Composto: Auxiliar no condicional

·3 & (Pessoal)


Apresenta uma acção, qualidade ou estado de modo vago ou abstracto.
- Simples (ex.: Para conseguires isso, tens que te esforçar mais)
- Composto: Infinitivo pessoal do auxiliar

·3 & (Impessoal) ʹ Forma Nominal


Este infinitivo é uma forma nominal porque pode desempenhar, de certa forma, a função de
um nome.
- Simples (ex.: É preciso avisá-lo! [avisar = o aviso])
- Composto: Infinitivo do auxiliar
- : Ver páginas 249 a 255 do Manual para finalizar o estudo.



&Y ½) 
São palavras invariáveis que servem para determinar ou intensificar o sentido de verbos,
adjectivos ou outros advérbios.

-Y Advérbios de Lugar: abaixo, acima, acolá, adiante, aí, além, algures, ali, antes, aqui...
-Y Advérbios de Tempo: agora, ainda, amanha, anteontem, antes, cedo, tarde, hoje...
-Y Advérbios de Modo: assim, bem, como, depressa, devagar, mal, bem, sobretudo, simplesmente,
bruscamente (e outros com o sufixo o , os quais nunca levam acentuação!)
-Y Advérbios de Intensidade ou Quantidade: bastante, bem, demasiado, muito, pouco, tanto...
-Y Advérbios de Afirmação: já, sim, certamente, efectivamente, também...
-Y Advérbios de Negação: jamais, nunca, não...
-Y Advérbios de Inclusão: ainda, também, mesmo...
-Y Advérbios de Exclusão: apenas, somente, só, unicamente...
-Y Advérbios de Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, talvez
-Y Advérbios de Designação: eis
-Y Advérbios Interrogativos: onde, quando, porque, porquê

Locuções Adverbiais (preposição + nome/advérbio): à antiga, a cada, de manhã, de novo, em breve, por
vezes...




Y  
Palavras invariáveis que estabelecem uma relação entre elementos da frase. Essa relação pode
ser de: tempo, lugar, modo, companhia, causa, fim, oposição, carência, falta, conteúdo ou existência.
As preposições simples são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, durante, em, entre, para,
perante, por, sem, sob, sobre, trás. As preposições podem contrair-se e formar preposições contraídas
(ex.: a+a = à). Existem ainda Locuções Prepositivas (abaixo de, acerca, de, diante de, à volta de, em vez
de...).
¦Y    
Palavras invariáveis que servem para relacionar orações dentro da frase.
   (ver 3 ʹ Coordenação/Subordinação)
- Copulativas
- Adversativas
- Disjuntivas
- Conclusivas

è   (ver 3 ʹ Coordenação/Subordinação)
- Causais
- Temporais
- Condicionais
- Finais
- Comparativas
- Concessivas
- Consecutivas
- Completivas/Integrantes

5Y   !  &  ! , 

A &  pode ser constituída por uma ou mais orações.


Uma   é a unidade gramatical organizada à volta de um verbo.


   !  é aquela que é constituída por uma única oração, contendo, portanto, um só verbo
conjugado (apresenta, assim, apenas um sujeito e um predicado).
 ,$   &   ! 
Frase simples (uma só oração, um só verbo conjugado)


  ! , é aquela que é constituída por duas ou mais orações. Apresenta, portanto, mais do que
um predicado e muitas vezes mais do que um sujeito.
 ,$Os meus pais &  me muitos livros porque eu
 muito de ler.
Frase complexa (duas orações, dois verbos conjugados)

Na frase complexa, há duas maneiras de ligar as orações: pela    e pela   


  "     #


Os meus pais saíram. Eu fiquei em casa a ler.
(Frase simples) + (Frase simples)
Estas duas frases simples e independentes podem ser transformadas numa frase complexa,
estabelecendo-se entre elas uma relação de coordenação através de uma      
,$ meus pais foram ao cinema,   eu fiquei em casa a ler.
(oração coordenada) + (oração coordenada)
 6     
Como verificas,             ; podem, por isso, separar-se e
constituir orações independentes.
Nas orações coordenadas,          '       da outra
oração.
As orações coordenadas podem ser !  7    7   e  !  conforme a
conjunção coordenativa que as liga.

è  "     #
,$ Os meus pais foram ao cinema quando acabaram de jantar.
(oração subordinante) + (oração subordinada temporal)
* 6       !
,$Os meus pais foram ao cinema porque queriam distrair-se
(oração subordinante) + (oração subordinada causal)
 * 6       !
Como verificas, as orações *         e *  *      apenas podem
ocorrer em articulação com a    !"   #
Nas      ¦%  *    '  (oração subordinante) e  "
 #*     '  (oração subordinada) * 7   7 %     
 7 %   8 
As orações subordinadas podem ser   7  7& 7   ,   ,
   conforme a conjunção subordinativa que as introduz.
9Y    !



As funções da linguagem são seis, segundo Roman Jacobson, e categorizam as diversas finalidades com
que a linguagem pode ser usada. Claro, as diversas funções raramente surgem sozinhas num mesmo
discurso ʹ escrito ou falado ʹ sendo que é preciso distinguir a predominante para se perceber a função
de um discurso.
A &  ,    exprime uma atitude em relação à mensagem que se quer transmitir,
sendo um discurso marcado pela subjectividade, fazendo uso de adjectivação, interjeições, frases
exclamativas e repetições. As cartas de amor, biografias, memórias e poesia lírica são exemplos do
discurso com função expressiva.
A &   &     &  ! centra-se na mensagem sobre um referente, sendo um discurso
marcado pela objectividade, neutralidade e imparcialidade, fazendo uso de pouca adjectivação e de
frases claras do tipo declarativas (também é comum o uso da terceira pessoa ʹ ele, elas). As notícias
jornalísticas e as informações técnicas e científicas são exemplos do discurso com função informativa.
A &   !       procura influenciar ou convencer, persuadir, fazendo uso de
vocativos, interjeições e frases do tipo imperativo, assim como usando a segunda pessoa (tu, vós). A
propaganda política, sermões e publicidade.
A& &% centra-se sobre o canal de comunicação, procurando estabelecer, prolongar ou verificar
o contacto. Quando se testa um microfone ou telefone, em saudações militares e afins, usa-se a função
enfática.
A &  )  ) centra-se na mensagem evidenciando o lado significante. As marcas que
apresenta são as palavras usadas com outros sentidos, vocabulário seleccionado, rima, ritmo e
sonoridade. Esta função surge em provérbios, slogans e em todas as obras de arte ʹ e não só na poesia e
prosas que procurem criar ritmos, sonoridades e estruturas inovadoras ʹ pois as mensagens-objecto
possuem um significado próprio.
A &    !
 utiliza a linguagem para falar dela própria, procurando definir os signos por
meio de outros signos. A poesia que reflecte sobre a poesia e o poeta, textos de teoria literária ou
linguística são exemplos de discursos com função metalinguística.

Y 
   !"c   !#   

-Y ½&)  $ Supressão de fonema no princípio do vocábulo. Ex: Fugindo, a seta o Mouro vai tirando
-Y ½!
  $Expressão de ideias através de imagens. Um símbolo, por meio de imagens, dá a
impressão de ideias. Ex: Assi que sempre, enfim, com fama e glória, teve os troféus pendentes da
vitória
-Y ½ !$ Frase quebrada, mudada a concordância inicial para outra diversa. Ex: Este povo que é
meu, por quem derramo, por ele a ti rogando, choro e bramo
-Y ½ % & $ Inversão da ordem natural das palavras. Ex: Esses seus muito azuis olhos.

-Y ½  %!  $ Repetição da mesma palavra, mas com outro sentido. Ex: Eles assim vão, andando em
vão.
-Y ½  % $ Uso de um nome ou expressão sugestivos em lugar do nome próprio. Ex: Fala-se do
Glorioso e todos sabem que se referem ao Benfica
-Y ½' $ Supressão de fonemas no fim do vocábulo. Ex: Esse mui nobre senhor
-Y Apóstrofe - Interrupção do discurso para fazer uma invocação de alguém real ou fictício. Ex: Ó mar
salgado quanto do teu sal
-Y ½  $ Supressão das conjunções. Ex: Fere, mata, derriba denodado Catacrese - Uso de palavra
ou frase desviada do seu sentido natural, por falta de outra apropriada. Ex: Comparação -
Aproximação de dois objectos para precisar a natureza do primeiro. Ex: Os lábios como duas cerejas
-Y   $ Contracção de duas vogais numa só. Ex: Podias ir ao Brasil (ao=a+o)
-Y /% $ Uso da mesma palavra com outras pelo meio. Ex: Tu só tu minha querida Diástole -
Alongamento de uma sílaba breve, ou acentuação de uma sílaba átona. Ex: Oralmente, é mais fácil.
Nós dizemos "café" e no Alentejo, dizem "caféi"
-Y /& $ Emprego de um termo ou expressão grosseiro e pouco elegante para dar intensidade à
frase. Ex: Esticou o pernil
-Y ! $ Supressão do m final de certas palavras. Ex: Co a breca!
-Y ! $ Omissão de palavras necessárias ao sentido explícito. Ex: (vinde) Á barca, à barca! Quando se
fala de narração, uma elipse é um recuo no tempo. Ex: Vi-a passar com a cesta na mão.
-Y %!
$ Uso de palavras com categoria gramatical diferente da própria. Ex: Era ele o seu
prometido.
-Y
&  $ Pompa ou exagero do discurso. Ex: Deu-me um murro que até vi estrelas! (cientificamente
impossível, a não ser que fosse de noite!)
-Y  %& $ Repetição da palavra no princípio dos versos. Ex: Qual vai dizendo / Qual em cabelo
-Y :   $ Aumento de um fonema ou sílaba no meio dos vocábulos. Ex: No que disse Mavorte
valeroso (Mavorte é a expressão em Latim para Marte)
-Y &  $ Exclamação sentenciosa com que se termina o discurso. Ex: Tanta veneração aos pais se
deve!
-Y c  $ Repetição de uma palavra para enfasiar ou ordenar. Ex: Foge, foge depressa!
-Y ,!  $Expressão espontânea de um súbito sentimento. Ex: Ó glória de mandar!
-Y ß  $ Disposição das palavras e ideias por ordem crescente ou decrescente do seu significado.
Ex: Por uma omissão perde-se uma inspiração; por uma inspiração perde-se um auxílio; por um
auxílio, uma contrição
-Y *  $ Figura pela qual se divide uma ideia em duas. Ex: Olha o muro e edifício resistente
-Y *%!
$ Quando se atribui a certas palavras o que parece próprio de outras. Ex: Fumava um
cigarro austero. (Austero é a qualidade da pessoa que fumava o cigarro.)
-Y *)  $ Inversão violenta da ordem natural das palavras. É uma anástrofe mais evidente. Ex:
Casos, que o marido teve passados.
-Y *)   $ Transposição de fonemas de uma palavra para outra. Ex: Imagem - Representação mais
rica e animada do que a comparação ou a metáfora, que se estende a toda a frase.
-Y 3   !  &'  $ Adição de um elemento fónico entre dois vocábulos para melhorar a
pronúncia. Ex: Não no pode estorvar
-Y 3  
$Pergunta retórica, que não procura resposta mas sim dar realce ao pensamento. Ex:
Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal?
-Y ·  !  $ Figura em que se toma o antecedente pelo consequente e vice-versa. Ex: Sonorosas
trobetas incitavam, os ânimos alegres ressoando
-Y · %  $Transposição de fonemas ou sílabas de um vocábulo. Ex: E com ventos contrairos a
desvia
-Y ·   $ Substituição de um termo por outro com o qual está intimamente ligado. Ex: O escritor
pela obra: ler Camões O abstracto pelo concreto: a juventude é generosa
-Y Onomatopeia - Representação dos sons. Ex: Crac, zigue-zague, pumba
-Y

$Aumento de fonema ou sílaba no fim das palavras. Ex: O mártire Vicente
-Y Parêntese - Interposição de frase num período onde forma sentido à parte. Ex: Foi quando percebi
(e raramente percebo alguma coisa tão depressa) que havia mais alguém em casa.
-Y  % $ Uso, na mesma frase, de palavras semelhantes no som e diferentes no sentido. Ex:
Pelo campo foge a lebre, a raposa ganhando campo
-Y !  $ Uso de palavras que parecem desnecessárias por repetirem ideias, mas que servem
para dar mais força expressiva. Ex: èG       G 

-Y !  $ Repetição de conjunções. Ex: x   


G 
-Y '  $Aumento de fonema ou sílaba no começo das palavras. Ex:

 
  

   
-Y º $ Disposição de um período em 4 membros, em que o 1º corresponde ao 4º e o 2º ao 3º.
-Y Reticência - Verifica-se nesta figura a suspensão do sentido. Ex: Mas
   
 
G 

-Y è!  $ Concordância de uma palavra segundo a ideia que se tem no pensamento e não segundo a
ideia gramatical. Ex: $ G 
 G   
G  
-Y è  $ Supressão de fonemas no meio das palavras. Ex: Que

  !
-Y è   $ Confusão dos sentidos Ex: ÿ¦    G 

-Y è! $ Figura que abrevia uma sílaba longa ou torna átona uma sílaba acentuada. Ex:
-Y   $ Colocação de uma palavra dentro de outra, dividida ao meio. Por exemplo, os mesoclíticos
dos tempos verbais. Ex: 6 
¦  
-Y R 
 $ Figura que consiste na omissão de palavras já expressas noutra oração do mesmo período.
Ex: O lobo ataca com os dentes, o veado com as hastes (Subentende-se "o veado ataca")