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GE Fanuc Automation

Computer Numerical Control Products

Série 16i/18i/160i/180i-TB
Manual de Operação

GFZ-63524PO/01 September 2003


GFL-001
Warnings, Cautions, and Notes
as Used in this Publication

Warning
Warning notices are used in this publication to emphasize that hazardous voltages, currents,
temperatures, or other conditions that could cause personal injury exist in this equipment or
may be associated with its use.
In situations where inattention could cause either personal injury or damage to equipment, a
Warning notice is used.

Caution
Caution notices are used where equipment might be damaged if care is not taken.

Note
Notes merely call attention to information that is especially significant to understanding and
operating the equipment.

This document is based on information available at the time of its publication. While efforts
have been made to be accurate, the information contained herein does not purport to cover all
details or variations in hardware or software, nor to provide for every possible contingency in
connection with installation, operation, or maintenance. Features may be described herein
which are not present in all hardware and software systems. GE Fanuc Automation assumes
no obligation of notice to holders of this document with respect to changes subsequently made.

GE Fanuc Automation makes no representation or warranty, expressed, implied, or statutory


with respect to, and assumes no responsibility for the accuracy, completeness, sufficiency, or
usefulness of the information contained herein. No warranties of merchantability or fitness for
purpose shall apply.

©Copyright 2003 GE Fanuc Automation North America, Inc.


All Rights Reserved.
• Nenhuma parte deste manual pode ser reproduzida por qualquer forma.
• Todas as especificações e desenhos estão sujeitos a alterações, sem aviso
prévio.

A exportação deste produto está sujeita a uma autorização oficial do país


exportador.

No presente manual, tentamos descrever todos os temas possíveis, em toda


sua variedade.
No entanto, dado que as possibilidades são inúmeras, não podemos abordar
tudo aquilo que não é possível ou permitido fazer.
Portanto, tudo aquilo que não for expressamente descrito como “possível” neste
manual, deveria ser considerado como “impossível”.
MEDIDAS DE SEGURANÇA

Esta seção descreve as medidas de segurança relativas à utilização de unidades CNC. É essencial que estas
medidas de precaução sejam observadas pelo usuário, para garantir uma operação segura das máquinas equipadas
com uma unidade CNC (todas as descrições incluídas nesta seção assumem esta configuração). Ter em atenção
que algumas das precauções se referem apenas a funções específicas, podendo não ser aplicáveis a certas unidades
CNC.
Os usuários devem também observar as medidas de segurança relativas à máquina, descritas no manual fornecido
pelo fabricante da máquina--ferramenta. Antes de tentar operar a máquina ou criar um programa para controlar
a operação da mesma, o operador terá de familiarizar--se por completo com o conteúdo do presente manual e do
manual fornecido pelo respectivo fabricante da máquina--ferramenta.

Índice

1. DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--2

2. AVISOS E CUIDADOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--3

3. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--5

4. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . s--7

5. AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s--9

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MEDIDAS DE SEGURANÇA B--63524PO/01

1 DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA

O presente manual inclui medidas de segurança destinadas a proteger o usuário e a evitar danos na
máquina. As medidas de precaução são classificadas como Aviso e Cuidado em função do seu grau
de segurança. Como Nota são classificadas as informações suplementares. Leia atentamente os
Avisos, Cuidados e Notas, antes de tentar colocar a máquina em funcionamento.

AVISO

Aplica--se quando há perigo de ferimentos para o usuário e/ou de danificação do equipamento, caso
o procedimento prescrito não seja observado.

CUIDADO

Aplica--se quando há perigo de danificação do equipamento, caso o procedimento prescrito não seja
observado.

NOTA

A Nota serve para indicar informações suplementares, não se tratando, porém, de Avisos nem de
Cuidados.

` Ler atentamente o presente manual e guardá--lo em um lugar seguro.

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B--63524PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA

2 AVISOS E CUIDADOS GERAIS

AVISO

1. Nunca proceder à usinagem de uma peça, sem verificar primeiro o funcionamento da máquina.
Antes de iniciar um ciclo de produção, verificar se a máquina está trabalhando corretamente,
executando um teste de funcionamento, por exemplo, com a função bloco único, override da
velocidade de avanço ou bloqueio da máquina, ou operando a máquina sem qualquer ferramenta
ou peça montada. Não se controlando o funcionamento correto da máquina, a mesma poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou
da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
2. Antes de colocar a máquina em funcionamento, verificar cuidadosamente os dados
introduzidos.
Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou
da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
3. Verificar se a velocidade de avanço especificada é adequada à operação pretendida. Geralmente,
cada máquina possui uma velocidade de avanço máxima admissível. A velocidade de avanço
apropriada varia em função da operação desejada. A velocidade de avanço máxima admissível
é indicada no manual fornecido com a máquina. Se a máquina não for operada com a velocidade
correta, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma
danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
4. Ao usar uma função de compensação da ferramenta, verificar cuidadosamente a direção e a
quantia da compensação.
Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou
da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
5. Os parâmetros do CNC e do PMC são definidos pelo fabricante, não sendo, normalmente,
necessário alterá--los. Sendo, contudo, inevitável alterar algum dos parâmetros, é
imprescindível compreender inteiramente a sua função antes de se proceder a qualquer alteração.
Se algum dos parâmetros for definido incorretamente, a máquina poderá comportar--se de forma
imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina,
ou ferimentos ao usuário.
6. Imediatamente após a ligação da máquina, não acionar nenhuma das teclas do painel MDI, antes
que a indicação da posição ou a tela de alarme apareça na unidade CNC.
Algumas das teclas do painel MDI destinam--se à manutenção ou a outras operações especiais.
Pressionando--se alguma dessas teclas, a unidade CNC poderá ser colocada fora de seu estado
normal. Se a máquina for operada nesse estado, a mesma poderá comportar--se de forma
imprevista.
7. Os manuais de operação e de programação fornecidos com a unidade CNC incluem uma
descrição geral das funções da máquina, bem como de algumas funções opcionais. Ter em
atenção que as funções opcionais variam em função do modelo da máquina, de forma que
algumas das funções descritas nos manuais poderão não estar disponíveis em determinados
modelos. Em caso de dúvida, consultar a descrição da máquina.

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MEDIDAS DE SEGURANÇA B--63524PO/01

AVISO

8. Algumas das funções podem ter sido implementadas a pedido do fabricante da


máquina--ferramenta. Ao usar estas funções, consultar o manual fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta a fim de obter informações mais detalhadas sobre a sua utilização e as
eventuais medidas de precaução.

NOTA

Os programas, parâmetros e variáveis das macros são armazenados na memória não volátil da
unidade CNC, ficando guardados mesmo quando a máquina é desligada. Contudo, esses dados
poderão ser apagados inadvertidamente, ou poderá ser necessário apagar todos os dados da memória
não volátil para proceder à recuperação de falha.
Como medida de precaução e para assegurar uma rápida restauração dos dados apagados, é
recomendável fazer uma cópia de segurança de todos os dados vitais, guardando--a em lugar seguro.

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B--63524PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA

3 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO

Esta seção descreve as principais medidas de segurança relacionadas com a programação. Antes de
proceder à programação, ler atentamente o manual de operação e o manual de programação
fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos.

AVISO

1. Definição de um sistema de coordenadas


Se um sistema de coordenadas for definido incorretamente, a máquina poderá comportar--se de
forma imprevista, visto que o programa edita um comando que, de outro modo, seria válido.
Essa operação inesperada poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar
ferimentos ao usuário.
2. Posicionamento por interpolação não linear
Ao executar um posicionamento por meio da interpolação não linear (posicionamento através
de um movimento não linear entre os pontos inicial e final), é necessário verificar
cuidadosamente o caminho da ferramenta, antes de se proceder à programação.
O posicionamento implica um deslocamento rápido. Uma colisão da ferramenta com a peça
poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.
3. Funções com um eixo de rotação
Ao programar uma interpolação de coordenada polar ou um controle de direção normal
(perpendicular), prestar especial atenção à velocidade do eixo de rotação. Uma programação
incorreta pode fazer com que a velocidade do eixo de rotação se torne excessivamente elevada.
Se a peça não estiver bem segura, a placa de fixação poderá soltá--la devido à força centrífuga
resultante do excesso de velocidade.
Um acidente deste tipo poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar
ferimentos ao usuário.
4. Conversão polegadas/unidades métricas
A alternância entre entradas em polegadas e em unidades métricas não converte as unidades de
medição dos dados, tais como a correção do ponto de origem da peça, os parâmetros e a posição
atual. Por isso, antes de ligar a máquina, verificar as unidades de medição que estão sendo usadas.
Se a máquina for ligada com dados incorretamente especificados, isso poderá danificar a
ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.
5. Controle da velocidade de corte constante
Quando um eixo sujeito a um controle de velocidade de corte constante se aproxima do ponto
de origem do sistema de coordenadas da peça, a velocidade do fuso pode tornar--se
excessivamente elevada. Por isso, é necessário especificar uma velocidade máxima admissível.
Uma especificação incorreta da velocidade máxima admissível poderá causar uma danificação
da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

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MEDIDAS DE SEGURANÇA B--63524PO/01

AVISO

6. Controle de curso

Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de


necessidade. Não é possível proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno
manual ao ponto de referência. Ter em atenção que quando o controle de curso se encontra
desativado, não é acionado nenhum alarme mesmo que o limite de curso seja excedido, podendo
isso provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar
ferimentos ao usuário.

7. Controle de interferências na unidade porta--ferramenta

O controle de interferências na unidade porta--ferramenta é executado durante a operação


automática, com base nos dados especificados para a ferramenta. Se os dados da ferramenta não
coincidirem com a ferramenta que está sendo usada, o controle de interferências não pode ser
executado corretamente, podendo provocar uma danificação da ferramenta ou da própria
máquina, ou causar ferimentos ao usuário.
Após a ligação da máquina ou após a seleção manual da unidade porta--ferramenta, é necessário
proceder sempre à ativação da operação automática e à especificação do número da ferramenta
a ser usada.

8. Modo absoluto/incremental

Se um programa criado com valores absolutos for processado no modo incremental ou


vice--versa, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada.

9. Seleção de plano

Se for especificado um plano incorreto para a interpolação circular, interpolação helicoidal ou


ciclo fixo, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada. Para obter informações mais
detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções.

10. Salto do limite de torque

Quando se pretende executar um salto do limite de torque, é necessário especificar primeiro um


valor para o limite de torque. Especificando um salto do limite de torque sem que o limite de
torque tenha sido primeiro definido, o respectivo comando de movimento será executado sem
salto.

11. Espelhamento programável

Ter em atenção que as operações programadas se alteram consideravelmente quando se ativa um


espelhamento programável.

12. Função de compensação

Se um comando baseado no sistema de coordenadas da máquina ou um comando de retorno ao


ponto de referência for executado no modo de compensação, a função de compensação é
temporariamente cancelada, provocando um comportamento imprevisto da máquina.
Por isso, cancelar sempre o modo de compensação, antes de executar qualquer dos comandos
acima mencionados.

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4 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO

Esta seção descreve as medidas de segurança referentes ao manuseamento de


máquinas--ferramentas. Antes de colocar a máquina em funcionamento, ler atentamente o manual
de operação e o manual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com
seus conteúdos.

AVISO

1. Operação manual
Ao operar a máquina manualmente, controlar a posição atual da ferramenta e da peça, e verificar
se o eixo de deslocamento, a direção e a velocidade de avanço foram especificados corretamente.
Uma operação incorreta da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria
máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
2. Retorno manual ao ponto de referência
Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de
necessidade. Se a máquina for operada sem que seja primeiro executado o retorno manual ao
ponto de referência, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista. Não é possível
proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência.
Uma operação imprevista da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da
própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
3. Comando numérico manual
Antes de executar um comando numérico manual, controlar a posição atual da ferramenta e da
peça, e verificar se o eixo de deslocamento, a direção e o comando foram corretamente
especificados, e se os valores introduzidos são válidos.
A operação da máquina com comandos incorretamente especificados poderá provocar uma
danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.
4. Avanço por manivela
No processo de avanço por manivela, ter em atenção que a ferramenta e a mesa se movimentam
rapidamente quando a manivela é girada com um grande fator de escala, como p. ex. 100. Um
manuseamento descuidado da manivela poderá provocar uma danificação da ferramenta e/ou da
máquina, ou causar ferimentos ao usuário.
5. Override desativado
Se o override for desativado (de acordo com a especificação de uma variável da macro) durante
a abertura de rosca, o rosqueamento rígido com macho ou outro tipo de rosqueamento com
macho, a velocidade passa a ser imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta,
da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.
6. Pré--seleção do ponto de origem
Por princípio, nunca executar uma pré--seleção do ponto de origem sempre que a máquina esteja
sendo operada sob o controle de um programa. Caso contrário, a máquina poderá comportar--se
de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou
da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

s- 7
MEDIDAS DE SEGURANÇA B--63524PO/01

AVISO

7. Deslocamento do sistema de coordenadas da peça


Qualquer intervenção manual, bloqueio da máquina ou espelhamento, pode provocar um
deslocamento do sistema de coordenadas da peça. Antes de pôr a máquina a trabalhar sob o
controle de um programa, verificar cuidadosamente o sistema de coordenadas.
Se a máquina for operada sob o controle de um programa, sem que sejam definidas tolerâncias
para um eventual deslocamento do sistema de coordenadas da peça, a máquina poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria
máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.
8. Painel de operação por software e chaves de menu
Usando--se o painel de operação por software e as chaves menu em combinação com o painel
MDI, é possível definir operações não suportadas pelo painel de operação da máquina, tais como
mudança de modo, alteração dos valores de override e comandos de avanço em modo jog.
Ter, contudo, em atenção que se as teclas do painel MDI forem acionadas inadvertidamente, a
máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da
ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
9. Intervenção manual
Procedendo--se a uma intervenção manual durante a operação programada da máquina, o
caminho da ferramenta poderá alterar--se quando se reiniciar a máquina. Por isso, antes de
reiniciar a máquina, após uma intervenção manual, controlar sempre a configuração das chaves
absoluto manual, dos parâmetros e do modo de comando absoluto/incremental.
10. Bloqueio de avanço, override e bloco único
As funções de bloqueio de avanço, override da velocidade de avanço e bloco único podem ser
desativadas utilizando--se a variável #3004 do sistema de macroinstrução. Neste caso, ter
especial cuidado ao operar a máquina.
11. Funcionamento em vazio
Normalmente, o funcionamento em vazio serve para controlar o funcionamento da máquina.
Durante o funcionamento em vazio, a máquina funciona à velocidade de funcionamento em
vazio, a qual difere da velocidade de avanço programada correspondente. Ter em atenção que a
velocidade do funcionamento em vazio poderá ser, ocasionalmente, superior à velocidade de
avanço programada.
12. Compensação da ferramenta de corte e do raio da ponta da ferramenta no modo MDI
Prestar especial atenção aos caminhos das ferramentas especificados por meio de um comando
no modo MDI, uma vez que a compensação da ferramenta de corte ou do raio da ponta da
ferramenta não é aqui aplicada. Depois de introduzir no MDI um comando para a interrupção da
operação automática no modo de compensação da ferramenta de corte ou do raio da ponta da
ferramenta, prestar particular atenção ao caminho da ferramenta ao ser retomada,
subseqüentemente, a operação automática. Para obter informações mais detalhadas, consultar as
descrições das respectivas funções.
13. Edição de programas
Se a máquina for parada para a edição do programa de usinagem (modificação, introdução ou
exclusão), a máquina poderá comportar--se de forma imprevista se a usinagem for retomada sob
o controle desse programa. Por princípio, nunca modificar, introduzir ou apagar comandos do
programa de usinagem durante a sua execução.

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B--63524PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA

5 AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA

AVISO

1. Substituição das baterias de manutenção da memória


Este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter
freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção.
Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com
e protegidos com um revestimento isolante).
Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque
elétrico extremamente perigoso.

NOTA

O CNC está equipado com baterias a fim de preservar o conteúdo de sua memória, uma vez que tem
de guardar dados, tais como programas, correções e parâmetros, mesmo que a tensão de rede esteja
desligada.
Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no
painel de operação da máquina ou na tela CRT.
Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, o conteúdo
da memória do CNC ficará perdido.
Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar a
seção referente à manutenção no manual de operação ou no manual de programação.

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MEDIDAS DE SEGURANÇA B--63524PO/01

AVISO

2. Substituição das baterias dos codificadores de pulsos absolutos


Este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter
freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção.
Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com
e protegidos com um revestimento isolante).
Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque
elétrico extremamente perigoso.

NOTA

Os codificadores de pulsos absolutos estão equipados com baterias a fim de preservarem a sua
posição absoluta.
Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no
painel de operação da máquina ou na tela CRT.
Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, os dados
relativos à posição absoluta, guardados pelo codificador, ficarão perdidos.
Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar o
manual de manutenção do MOTOR SERVO FANUC da série α.

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B--63524PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA

AVISO

3. Substituição de fusíveis
No entanto, antes de se proceder à substituição de um fusível queimado, é necessário localizar
e eliminar a respectiva causa.
Por esse motivo, este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa
comprovar ter freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção.
Ao substituir os fusíveis com o armário de distribuição aberto, ter cuidado para não tocar nos
circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante).
Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque
elétrico extremamente perigoso.

s- 11
B--63524PO/01 Índice
MEDIDAS DE SEGURANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . s-- 1

I. ASPECTOS GERAIS
1. ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.1 PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA MÁQUINA-- FERRAMENTA CNC . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2 NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1.3 NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

II. PROGRAMAÇÃO
1. ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1.1 MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CONTORNOS DA
PEÇA-- INTERPOLAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
1.2 AVANÇO-- FUNÇÃO DE AVANÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
1.3 DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.3.1 Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.3.2 Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC . . . . 17
1.3.3 Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta--Comandos
Absolutos/Incrementais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
1.4 VELOCIDADE DE CORTE - FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
1.5 SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE USINAGEM -
FUNÇÃO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
1.6 COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA - FUNÇÃO MISCELÂNEA . . . . . . . . . . . . . . 25
1.7 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
1.8 CAMINHO E MOVIMENTO DA FERRAMENTA CONTROLADOS PELO PROGRAMA . . . . . 29
1.9 FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA - CURSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30

2. EIXOS CONTROLÁVEIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
2.1 EIXOS CONTROLÁVEIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
2.2 NOMES DOS EIXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
2.3 SISTEMA INCREMENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
2.4 CURSO MÁXIMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
4.1 POSICIONAMENTO (G00) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
4.2 POSICIONAMENTO DE SENTIDO ÚNICO (G60) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
4.3 INTERPOLAÇÃO LINEAR (G01) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
4.4 INTERPOLAÇÃO CIRCULAR (G02, G03) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
4.5 INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL (G02, G03) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
4.6 INTERPOLAÇÃO DE COORDENADAS POLARES (G12.1, G13.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
4.7 INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA (G07.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
4.8 INTERPOLAÇÃO DE EIXO HIPOTÉTICO (G07) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
4.9 ROSCA DE PASSO CONSTANTE (G32) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68

i- 1
Índice B--63524PO/01

4.10 ABERTURA DE ROSCA DE PASSO VARIÁVEL (G34) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72


4.11 ABERTURA DE ROSCA CONTÍNUA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
4.12 ABERTURA DE ROSCA MÚLTIPLA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
4.13 ABERTURA DE ROSCA CIRCULAR (G35, G36) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
4.14 FUNÇÃO DE SALTO (G31) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
4.15 SALTO MULTI-- ETAPAS (G31) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
4.16 SALTO DO LIMITE DE TORQUE (G31 P99) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82

5. FUNÇÕES DE AVANÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
5.1 ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
5.2 DESLOCAMENTO RÁPIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
5.3 AVANÇO DE CORTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
5.4 PAUSA (G04) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

6. PONTO DE REFERÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
6.1 RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
6.2 RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA FLUTUANTE (G30.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96

7. SISTEMA DE COORDENADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
7.1 SISTEMA DE COORDENADAS DA MÁQUINA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
7.2 SISTEMA DE COORDENADAS DA PEÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
7.2.1 Definição do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
7.2.2 Seleção de um Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
7.2.3 Alteração do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
7.2.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça (G92.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
7.2.5 Deslocamento do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106
7.3 SISTEMA DE COORDENADAS LOCAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
7.4 SELEÇÃO DE PLANO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109

8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110


8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
8.2 CONVERSÃO POLEGADAS/UNIDADES MÉTRICAS (G20, G21) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112
8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115


9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO
(COMANDO S DE 5 DÍGITOS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26) . . . . 120
9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123
9.5.1 Orientação do Fuso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123
9.5.2 Posicionamento do Fuso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123
9.5.3 Cancelamento do Posicionamento do Fuso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125

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B--63524PO/01 Índice

10.FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126


10.1 SELEÇÃO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
10.2 GESTÃO DA VIDA ÚTIL DAS FERRAMENTAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
10.2.1 Programa dos Dados de Vida Útil da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
10.2.2 Contagem da Vida Útil da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
10.2.3 Especificação do Grupo da Ferramenta no Programa de Usinagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132

11.FUNÇÃO AUXILIAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133


11.1 FUNÇÃO AUXILIAR (FUNÇÃO M) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
11.2 VÁRIOS COMANDOS M NO MESMO BLOCO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
11.3 FUNÇÃO DE VERIFICAÇÃO DO GRUPO DE CÓDIGOS M . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
11.4 FUNÇÕES AUXILIARES SECUNDÁRIAS (CÓDIGOS B) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137

12.CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138


12.1 OUTRAS COMPONENTES DO PROGRAMA ALÉM DAS SEÇÕES DE PROGRAMA . . . . . . . 140
12.2 CONFIGURAÇÃO DA SEÇÃO DE PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143
12.3 SUBPROGRAMA (M98, M99) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
12.4 NÚMERO DE PROGRAMA DE 8 DÍGITOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152

13.FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155


13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
13.1.1 Ciclo de Corte do Diâmetro Exterior/Interior (G90) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
13.1.2 Ciclo de Abertura de Rosca (G92) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158
13.1.3 Ciclo de Torneamento da Superfície Final (G94) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
13.1.4 Como Usar Ciclos Fixos (G90, G92, G94) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164
13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70-- G76) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
13.2.1 Remoção de Material por Torneamento (G71) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
13.2.2 Remoção de Material por Faceamento (G72) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
13.2.3 Repetição de Padrões (G73) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
13.2.4 Ciclo de Acabamento (G70) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172
13.2.5 Ciclo de Perfuração Profunda da Superfície Final (G74) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175
13.2.6 Ciclo de Perfuração do Diâmetro Exterior/ Interior (G75) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176
13.2.7 Ciclo de Abertura de Rosca Múltipla (G76) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177
13.2.8 Notas Sobre a Repetição de Ciclo (G70--G76) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181
13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80-- G89) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182
13.3.1 Ciclo de Perfuração Frontal (G83) / Ciclo de Perfuração Lateral (G87) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186
13.3.2 Ciclo de Rosqueamento Frontal (G84) / Ciclo de Rosqueamento Lateral (G88) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189
13.3.3 Ciclo de Mandrilagem Frontal (G85) / Ciclo de Mandrilagem Lateral (G89) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
13.3.4 Cancelamento do Ciclo Fixo de Perfuração (G80) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192
13.3.5 Medidas de Precaução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194
13.4.1 CICLO DE RETIFICAÇÃO TRANSVERSAL (G71) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194
13.4.2 Ciclo Direto de Retificação Transversal e Dimensões Fixas (G72) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195
13.4.3 Ciclo de Retificação por Oscilação (G73) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196
13.4.4 Ciclo Direto de Retificação por Oscilação e Dimensões Fixas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
13.5 CHANFRAGEM E CANTO R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198
13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO-- REVÓLVER (G68, G69) . . . . . . . 201
13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202
13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207

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Índice B--63524PO/01

13.8.1 Ciclo de Rosqueamento Rígido Frontal com Macho (G84) / Ciclo de Rosqueamento Rígido
Lateral com Macho (G88) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 208
13.9 CONVERSÃO TRIDIMENSIONAL DE COORDENADAS (G68.1, G69.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . 211

14.FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219


14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
14.1.1 Correção da Geometria da Ferramenta e Correção do Desgaste da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
14.1.2 Código T para a Correção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
14.1.3 Seleção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
14.1.4 Número de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
14.1.5 Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 222
14.1.6 G53, G28, G30 e G30.1 Quando é Aplicada a Correção da Posição da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . 225
14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . 229
14.2.1 Ponta Imaginária da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229
14.2.2 Sentido da Ponta Imaginária da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 231
14.2.3 Número de Correção e Valor de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 232
14.2.4 Posição de Trabalho e Comando de Movimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
14.2.5 Notas Sobre a Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 239
14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA . . . . . . . . . . 242
14.3.1 Aspectos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 242
14.3.2 Movimento da Ferramenta Aquando da Partida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
14.3.3 Movimento da Ferramenta no Modo de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246
14.3.4 Movimento da Ferramenta Aquando do Cancelamento do Modo de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 259
14.3.5 Verificação de Interferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 262
14.3.6 Corte Excessivo Devido à Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 267
14.3.7 Correção na Chanfragem e Arcos de Canto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268
14.3.8 Comando de Entrada Através do Painel MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 270
14.3.9 Precauções Gerais Para as Operações de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 271
14.3.10 G53, G28, G30, e G30.1 no Modo de Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . 272
14.4 FUNÇÃO DE INTERPOLAÇÃO CIRCULAR DE CANTOS (G39) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 281
14.5 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES DE
COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10) . . . . . . 283
14.5.1 Compensação da Ferramenta e Número de Compensação da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283
14.5.2 Alteração do Valor de Correção da Ferramenta (Entrada de Dados Programáveis) (G10) . . . . . . . . . . . 285
14.6 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 286
14.7 ROTAÇÃO DE COORDENADAS (G68.1, G69.1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 289

15.MACROS DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293


15.1 VARIÁVEIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294
15.2 VARIÁVEIS DO SISTEMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 298
15.3 OPERAÇÃO ARITMÉTICA E LÓGICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 305
15.4 MACROINSTRUÇÕES E INSTRUÇÕES NC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 310
15.5 DESVIO E REPETIÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 311
15.5.1 Desvio Incondicional (Instrução GOTO) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 311
15.5.2 Desvio Condicional (Instrução IF) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 312
15.5.3 Repetição (Instrução WHILE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 313
15.6 CHAMADA DE MACRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 316
15.6.1 Chamada Simples (G65) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 317
15.6.2 Chamada Modal (G66) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
15.6.3 Chamada de Macro Através de um Código G . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 323
15.6.4 Chamada de Macro Através de um Código M . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 324
15.6.5 Chamada de Subprogramas Através de um Código M . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 325

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B--63524PO/01 Índice

15.6.6 Chamada de Subprogramas Através de um Código T . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 326


15.6.7 Programa Exemplificativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 327
15.7 PROCESSAMENTO DE MACROINSTRUÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 329
15.8 REGISTRO DE PROGRAMAS DE MACROS DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 331
15.9 LIMITAÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 332
15.10 COMANDOS DE SAÍDA EXTERNOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 333
15.11 MACRO DE USUÁRIO DO TIPO INTERRUPÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 337
15.11.1 Método de Especificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 338
15.11.2 Pormenores das Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339

16.ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 346

17.OPERAÇÃO DE MEMÓRIA COM O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 15 . . . . . . 349


17.1 ENDEREÇOS E FAIXA DE VALORES PERMITIDOS PARA O FORMATO DE FITA DA
SÉRIE 15 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350
17.2 ROSCAS DE PASSO CONSTANTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 351
17.3 CHAMADA DO SUBPROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 352
17.4 CICLO FIXO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 353
17.5 REPETIÇÃO DO CICLO FIXO DE TORNEAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 354
17.6 FORMATOS PARA OS CICLOS FIXOS DE PERFURAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 356

18.FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 360


18.1 CORTE EM CICLO RÁPIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 361
18.2 FUNÇÃO DE MONITORAÇÃO DO FIM DO PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO PARA O
COMANDO DE USINAGEM RÁPIDA (G05) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 363
18.3 CONTROLE AVANÇADO POR ANTECIPAÇÃO (G08) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 364

19.FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 371


19.1 TORNEAMENTO POLIGONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 372
19.2 ROLL-- OVER DO EIXO DE ROTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 377
19.2.1 Roll--Over do Eixo de Rotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 377
19.2.2 Controle do Eixo de Rotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 378
19.3 CONTROLE SIMPLES DE SINCRONIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 379
19.4 CONTROLE DE SINCRONIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 381
19.5 CONTROLE DO EIXO B (G100, G101, G102, G103, G110) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 382
19.6 CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR / CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR
ARBITRÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 392
19.7 RECOLHA E RETORNO DA FERRAMENTA (G10.6) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 394

20.FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 397


20.1 ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 398
20.2 SINTONIZAÇÃO DAS UNIDADES PORTA-- FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400
20.3 VERIFICAÇÃO DE INTER- FERÊNCIAS NAS UNI- DADES PORTA-- FERRAMENTA . . . . . . 402
20.3.1 Aspectos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 402
20.3.2 Especificação de Dados para a Função de Verificação de Interferências nas Unidades
Porta--Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 402
20.3.3 Definição e Exibição das Áreas de Interferência Proibida para a Verificação de Interferências nas
Unidades Porta--Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 406

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Índice B--63524PO/01

20.3.4 Condições para a Execução da Verificação de Interferências nas Unidades Porta--Ferramenta . . . . . . . 407
20.3.5 Execução da Verificação de Interferências nas Unidades Porta--Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 408
20.3.6 Exemplo de Execução de Uma Verificação de Interferências nas Unidades Porta--Ferramenta . . . . . . . 410
20.4 CORTE EQUILIBRADO (G68, G69) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 412
20.5 MEMÓRIA COMUM ÀS UNIDADES PORTA-- FERRAMENTA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 414
20.6 CONTROLE DO FUSO NA FUNÇÃO DE CONTROLE DE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . 415
20.7 CONTROLE DE SINCRONIZAÇÃO E CONTROLE COMPOSTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 417
20.8 CÓPIA DE UM PROGRAMA ENTRE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419

21.FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 420


21.1 VISUALIZAÇÃO DO MENU PADRÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 421
21.2 VISUALIZAÇÃO DOS DADOS PADRÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 425
21.3 CARACTERES E CÓDIGOS PARA A FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO . . . . . . 429

III. OPERAÇÃO
1. ASPECTOS GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 433
1.1 OPERAÇÃO MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 434
1.2 MOVIMENTO PROGRAMADO DA FERRAMENTA - OPERAÇÃO AUTOMÁTICA . . . . . . . . 436
1.3 OPERAÇÃO AUTOMÁTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 437
1.4 TESTAR UM PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 439
1.4.1 Teste durante o Funcionamento da Máquina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 439
1.4.2 Como Visualizar a Mudança da Indicação da Posição sem Colocar a Máquina em Funcionamento . . . 440
1.5 EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 441
1.6 VISUALIZAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 442
1.7 VISUALIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 445
1.7.1 Visualização do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 445
1.7.2 Indicação da Posição Atual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 446
1.7.3 Tela de Alarmes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 446
1.7.4 Indicação da Contagem de Peças, Indicação do Tempo de Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 447
1.7.5 Visualização de Gráficos (Ver Seção III--12) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 448
1.8 SAÍDA DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 449

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 450


2.1 UNIDADES DE ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 451
2.1.1 Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 7,2“/8,4“ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 452
2.1.2 Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 9,5“/10,4“ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 452
2.1.3 Pequena Unidade MDI do Tipo Autónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 453
2.1.4 Unidade MDI Standard do Tipo Autónomo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 454
2.1.5 Unidade MDI do Tipo Autónomo com 61 teclas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 455
2.2 EXPLICAÇÃO DO TECLADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 456
2.3 TECLAS DE FUNÇÃO E SOFT KEYS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 458
2.3.1 Operações Gerais de Tela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 458
2.3.2 Teclas de Função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 459
2.3.3 Soft Keys . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 460
2.3.4 Entrada por Teclas e Buffer de Entrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 476
2.3.5 Mensagens de Aviso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 477
2.3.6 Configuração de Soft Keys . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 478
2.4 DISPOSITIVOS EXTERNOS DE E/S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 479

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B--63524PO/01 Índice

2.4.1 Arquivo Handy FANUC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 481


2.5 LIGAR/DESLIGAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 482
2.5.1 Ligar o Equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 482
2.5.2 Tela Visualizada ao Energizar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 483
2.5.3 Desenergização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 484

3. OPERAÇÃO MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 485


3.1 RETORNO MANUAL AO PONTO DE REFERÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 486
3.2 AVANÇO EM MODO JOG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 488
3.3 AVANÇO INCREMENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 490
3.4 AVANÇO POR MANIVELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 491
3.5 ABSOLUTO MANUAL ON E OFF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 494
3.6 INTERPOLAÇÃO LINEAR/CIRCULAR MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 499
3.7 COMANDO NUMÉRICO MANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 504

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 512


4.1 OPERAÇÃO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 513
4.2 OPERAÇÃO MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 516
4.3 REINÍCIO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 520
4.4 FUNÇÃO DE PLANEJAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 528
4.5 FUNÇÃO DE CHAMADA DE SUBPROGRAMA (M198) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 533
4.6 INTERRUPÇÃO POR MANIVELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 535
4.7 ESPELHAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 538
4.8 INTERVENÇÃO MANUAL E RETORNO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 540
4.9 OPERAÇÃO DNC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 542
4.10 OPERAÇÃO DNC COM CARTÃO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 545
4.10.1 Especificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 545
4.10.2 Operações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 546
4.10.2.1 Operação DNC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 546
4.10.2.2 Chamada do Subprograma (M198) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 547
4.10.3 Limitação e Notas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 548
4.10.4 Parâmetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 548
4.10.5 Ligar o Adaptador do Cartão PCMCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 549
4.10.5.1 Número de especificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 549
4.10.5.2 Montagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 549
4.10.6 Cartão de Memória Recomendado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 551

5. OPERAÇÃO DE TESTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 552


5.1 BLOQUEIO DA MÁQUINA E BLOQUEIO DA FUNÇÃO AUXILIAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 553
5.2 OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 555
5.3 OVERRIDE DO DESLOCAMENTO RÁPIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 556
5.4 FUNCIONAMENTO EM VAZIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 557
5.5 BLOCO ÚNICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 558

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 562


6.1 PARADA DE EMERGÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 563
6.2 ULTRAPASSAGEM DE CURSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 564

i- 7
Índice B--63524PO/01

6.3 CONTROLE DO CURSO ARMAZENADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 565


6.4 BARREIRAS DA PLACA DE FIXAÇÃO E DO BARREIRA DO CABEÇOTE MÓVEL . . . . . . . 569
6.5 CONTROLE DE FIM DE CURSO ANTES DE EXECUTAR UM MOVIMENTO . . . . . . . . . . . . . 576

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 579


7.1 TELA DE ALARMES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 580
7.2 VISUALIZAÇÃO DO HISTÓRICO DE ALARMES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 582
7.3 VERIFICAÇÃO ATRAVÉS DA TELA DE AUTO-- DIAGNÓSTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 583

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 586


8.1 ARQUIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 587
8.2 PESQUISA DE ARQUIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 589
8.3 APAGAMENTO DE ARQUIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 591
8.4 ENTRADA/SAÍDA DE PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 592
8.4.1 Entrada de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 592
8.4.2 Saída de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 595
8.5 ENTRADA E SAÍDA DOS DADOS DE CORREÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 597
8.5.1 Entrada de Dados de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 597
8.5.2 Saída de Dados de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 598
8.6 ENTRADA E SAÍDA DE PARÂMETROS E DE DADOS DE COMPENSAÇÃO DE ERRO DO
PASSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 599
8.6.1 Entrada de Parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 599
8.6.2 Saída de Parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600
8.6.3 Entrada de Dados de Compensação de Erro de Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 601
8.6.4 Saída dos Dados de Compensação de Erro de Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 602
8.7 ENTRADA/SAÍDA DE VARIÁVEIS COMUNS DE MACRO DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . 603
8.7.1 Entrada de Variáveis Comuns de Macro de Usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 603
8.7.2 Saída de Variáveis Comuns de Macro de Usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 604
8.8 VISUALIZAÇÃO DO DIRETÓRIO DO DISQUETE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 605
8.8.1 Visualização do Diretório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 606
8.8.2 Leitura de Arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 609
8.8.3 Saída de Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 610
8.8.4 Apagar Arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 611
8.9 TRANSMISSÃO DE UMA LISTA DE PROGRAMAS PARA UM DETERMINADO GRUPO . . 613
8.10 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS NA TELA TUDO E/S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 614
8.10.1 Definição de parâmetros de entrada/saída . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 615
8.10.2 Entrada e saída de programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 616
8.10.3 Entrada e saída de parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 620
8.10.4 Entrada e Saída de Dados de Correção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 622
8.10.5 Saída de variáveis comuns de macros de usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 624
8.10.6 Entrada e saída de arquivos em disquetes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 625
8.10.7 Entrada/saída em cartões de memória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 630
8.11 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS USANDO UM CARTÃO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . 639

9. EDIÇÃO DE PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 651


9.1 INSERIR, ALTERAR E APAGAR UMA PALAVRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 652
9.1.1 Pesquisa de Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 653
9.1.2 Salto para o Início do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 655
9.1.3 Inserção de Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 656
9.1.4 Alteração de Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 657

i- 8
B--63524PO/01 Índice

9.1.5 Apagar Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 658


9.2 APAGAR BLOCOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 659
9.2.1 Apagar um Bloco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 659
9.2.2 Apagar Vários Blocos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 660
9.3 PESQUISA DO NÚMERO DO PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 662
9.4 PESQUISA DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 663
9.5 APAGAR PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 665
9.5.1 Apagar Um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 665
9.5.2 Apagar Todos os Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 665
9.5.3 Apagar Mais de Um Programa Especificando uma Faixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 666
9.6 FUNÇÃO AMPLIADA DE EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 667
9.6.1 Copiar um Programa Inteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 668
9.6.2 Copiar Parte de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 669
9.6.3 Mover Parte de um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 670
9.6.4 Intercalar um Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 671
9.6.5 Explicações Suplementares para as Operações de Copiar, Mover e Intercalar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 672
9.6.6 Substituição de Palavras e de Endereços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 674
9.7 EDIÇÃO DE MACROS DE USUÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 676
9.8 EDIÇÃO SIMULTÂNEA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 677
9.9 FUNÇÃO DE SENHA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 678
9.10 CÓPIA DE UM PROGRAMA ENTRE DOIS CAMINHOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 680

10.CRIAÇÃO DE PROGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 684


10.1 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS USANDO O PAINEL MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 685
10.2 INSERÇÃO AUTOMÁTICA DE NÚMEROS DE SEQÜÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 686
10.3 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS NO MODO APRENDER (REPRODUÇÃO) . . . . . . . . . . . . . . . . . 688
10.4 PROGRAMAÇÃO VERBAL COM FUNÇÃO GRÁFICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 691

11.ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 695


11.1 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO ..................... 703
11.1.1 Indicação da Posição no Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 704
11.1.2 Indicação da Posição no Sistema de Coordenadas Relativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 706
11.1.3 Indicação da Posição Global . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 709
11.1.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 711
11.1.5 Tela da Velocidade de Avanço Real . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 712
11.1.6 Visualização do Tempo de Trabalho e da Contagem das Peças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 714
11.1.7 Especificação do Ponto de Referência Flutuante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 715
11.1.8 Visualização do Monitor de Operação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 716

11.2 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO


(NO MODO MEMÓRIA OU NO MODO MDI) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 718
11.2.1 Tela do Conteúdo do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 719
11.2.2 Tela do Bloco Atual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 720
11.2.3 Tela do Bloco Seguinte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 721
11.2.4 Tela de Verificação do Programa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 722
11.2.5 Tela do Programa para a Operação MDI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 725
11.2.6 Registro do Tempo de Usinagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 726
11.2.7 Visualização do Estado Operacional do Eixo B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 734

11.3 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO (NO MODO EDIÇÃO) . . 735

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Índice B--63524PO/01

11.3.1 Tela da Memória Usada e Lista de Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 736


11.3.2 Edição Simultânea de Dois Caminhos na Tela de Programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 739
11.3.3 Visualização de uma Lista de Programas para um Determinado Grupo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 742

11.4 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO ..................... 745


11.4.1 Especificação e Visu- alização do Valor de Correção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 746
11.4.2 Entrada Direta do Valor de Correção da Ferramenta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 749
11.4.3 Entrada Direta da Correção da Ferramenta em B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 751
11.4.4 Entrada do Valor de Correção em o Contador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 753
11.4.5 Definição da Quantidade de Deslocação do Sistema de Coordenadas da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 754
11.4.6 Correção do Eixo Y . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 756
11.4.7 Visualização e Entrada de Dados de Definição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 759
11.4.8 Comparação e Parada do Número de Seqüência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 761
11.4.9 Visualização e Definição do Tempo de Trabalho, Contagem de Peças e Duração . . . . . . . . . . . . . . . . . 763
11.4.10 Visualização e Definição do Valor de Correção do Ponto de Origem da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 765
11.4.11 Entrada Direta dos Valores Medidos de Correção do Ponto de Origem da Peça . . . . . . . . . . . . . . . . . . 766
11.4.12 Visualização e Definição de Variáveis Comuns de Macro de Usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 768
11.4.13 Visualização e Definição do Painel de Operação por Software . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 769
11.4.14 Visualização e Definição dos Dados de Gestão da Vida Útil das Ferramentas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 771
11.4.15 Definição e Visualização da Compensação da Ferramenta no Eixo B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 774

11.5 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO ..................... 776


11.5.1 Visualizar e Especificar Parâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 777
11.5.2 Visualização e Definição dos Dados de Compensação de Erro do Passo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 779
11.6 VISUALIZAÇÃO DO NÚMERO DO PROGRAMA, DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA E DO
ESTADO E MENSAGENS DE AVISO PARA OPERAÇÃO DE ESPECIFICAÇÃO DOS
DADOS OU ENTRADA/SAÍDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 782
11.6.1 Visualização do Número do Programa e do Número de Seqüência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 782
11.6.2 Visualização do Estado e Avisos para a Especificação de Dados ou a Operação de Entrada/Saída . . . . 783

11.7 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO ..................... 785


11.7.1 Tela do Histórico de Mensagens Externas do Operador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 785
11.8 APAGAR A TELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 787
11.8.1 Desativar a Visualização da Tela CRT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 787
11.8.2 Anulação Automática da Visualização da Tela CNC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 788

12.FUNÇÃO GRÁFICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 789


12.1 VISUALIZAÇÃO DE GRÁFICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 790

13.FUNÇÃO DE AJUDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 796

14.HARDCOPY DA TELA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 801

IV. MANUTENÇÃO
1. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 807
1.1 SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA PARA A SÉRIE i DO TIPO INSTALADO EM LCD . . . . . . . . . 808
1.2 SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA PARA A SÉRIE i DO TIPO AUTÓNOMO . . . . . . . . . . . . . . . . . 811
1.3 BATERIA DO PAINEL i (3 V DC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 814
1.4 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INDEPENDENTES (6 V DC) 816
1.5 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INTEGRADOS (6 V DC) . . . . 817

i- 10
B--63524PO/01 Índice

ANEXOS
A. LISTA DOS CÓDIGOS DA FITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 825

B. LISTA DE FUNÇÕES E FORMATO DE FITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 828

C. FAIXAS DO VALOR DE COMANDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 832

D. NOMOGRAMAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 835
D.1 COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 836
D.2 CÁLCULO SIMPLES DO COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 838
D.3 CAMINHO DA FERRAMENTA NOS CANTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 840
D.4 ERRO DE DIREÇÃO DO RAIO NO CORTE CIRCULAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 843

E. ESTADO DURANTE A ENERGIZAÇÃO, A ANULAÇÃO E O RESET . . . . . . . . . 844

F. TABELA DE CORRESPONDÊNCIA CARACTERE-- CÓDIGO . . . . . . . . . . . . . . . . 846

G. LISTA DE ALARMES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 847

i- 11
I. ASPECTOS GERAIS
B--63524PO/01 ASPECTOS GERAIS 1. ASPECTOS GERAIS

1 ASPECTOS GERAIS

Este manual engloba os seguintes capítulos:

Acerca deste manual I. ASPECTOS GERAIS


Descreve a organização dos capítulos, mencionando os modelos
aplicáveis, os manuais com eles relacionados, bem como notas para
a leitura deste manual.
II. PROGRAMAÇÃO
Descreve todas as funções: o formato utilizado para a programação de
funções na linguagem NC, características e restrições. Sempre que um
programa seja criado com o auxílio da função de programação
automática verbal, consultar o manual referente a esta função (tabela 1).
III. OPERAÇÃO
Descreve a operação manual e automática da máquina, procedimentos
para a entrada e saída de dados, bem como para a edição de programas.
IV. MANUTENÇÃO
Descreve os procedimentos para a substituição de baterias.
ANEXO
Apresenta uma lista de códigos de fitas perfuradas, de faixas de dados
válidas e de códigos de erro.

Algumas das funções descritas neste manual poderão não ser aplicáveis
a certos produtos. Para obter informações mais detalhadas, consultar o
manual DESCRIÇÕES (B--63522EN).

Os parâmetros não são descritos detalhadamente neste manual. Para obter


informações mais detalhadas sobre os parâmetros mencionados neste
manual, consultar o manual referente aos parâmetros (B--63530EN).

O presente manual descreve todas as funções opcionais. As opções


integradas em seu sistema podem ser consultadas no manual fornecido
pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Modelos aplicáveis Os modelos abrangidos por este manual e as respectivas abreviaturas são:
Nome do produto Abreviaturas

FANUC Série 16i--TB 16i--TB Série 16i

FANUC Série 18i--TB 18i--TB Série 18i

FANUC Série 160i--TB 160i--TB Série 160i

FANUC Série 180i--TB 180i--TB Série 180i

3
1. ASPECTOS GERAIS ASPECTOS GERAIS B--63524PO/01

Símbolos especiais Este manual utiliza os seguintes símbolos:

D I P_ Indica uma combinação de eixos, tal como X__ Y__ Z (usada na


PROGRAMAÇÃO).

D ; Indica o fim de um bloco. Corresponde, de fato, ao código ISO LF ou ao


código EIA CR.

Manuais afins das séries A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com as
16i/18i/21i/160i/ 180i/210i séries 16i, 18i, 21i, 160i, 180i, 210i MODELO B. O presente manual está
MODELO B assinalado com um asterisco (*).
Número de
Nome do manual
especificação
DESCRIPTIONS B--63522EN

CONNECTION MANUAL (HARDWARE) B--63523EN

CONNECTION MANUAL (FUNCTION) B--63523EN--1

MANUAL DE OPERAÇÃO (16i/18i/160i/180i--TB) B--63524PO *

OPERATOR’S MANUAL (16i/18i/160i/180i--MB) B--63534PO

OPERATOR’S MANUAL (21i/210i--TB) B--63604EN

OPERATOR’S MANUAL (21i/210i--MB) B--63614EN

MAINTENANCE MANUAL B--63625EN

PARAMETER MANUAL (16i/18i/160i/180i--MODEL B) B--63530EN

PARAMETER MANUAL (21i/210i--MODEL B) B--63610EN

MANUAL DE PROGRAMAÇÃO

Macro Compiler/Macro Executor B--61803E--1


PROGRAMMING MANUAL

FAPT MACRO COMPILER (For Personal Computer) B--66102E


PROGRAMMING MANUAL

C Language Executor PROGRAMMING MANUAL B--62443EN--3

CAP (série T)

FANUC Super CAPi T OPERATOR’S MANUAL B--63284EN

FANUC Symbol CAPi T OPERATOR’S MANUAL B--63304EN

MANUAL GUIDE For Lathe PROGRAMMING MANUAL B--63343EN

MANUAL GUIDE For Lathe OPERATOR’S MANUAL B--63344EN

CAP (série M)

FANUC Super CAPi M OPERATOR’S MANUAL B--63294EN

MANUAL GUIDE For Milling PROGRAMMING MANUAL B--63423EN

MANUAL GUIDE For Milling OPERATOR’S MANUAL B--63424EN

4
B--63524PO/01 ASPECTOS GERAIS 1. ASPECTOS GERAIS

Número de
Nome do manual
especificação

PMC

PMC Ladder Language PROGRAMMING MANUAL B--61863E

PMC C Language PROGRAMMING MANUAL B--61863E--1

Rede

FANUC I/O Link--II CONNECTION MANUAL B--62714EN

Profibus--DP Board OPERATOR’S MANUAL B--62924EN

DeviceNet Board OPERATOR’S MANUAL B--63404EN

Ethernet Board/DATA SERVER Board B--63354EN


OPERATOR’S MANUAL

Manuais afins do A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com o
MOTOR SERVO da MOTOR SERVO da série α
série α Número de
Nome do manual
especificação
AC SERVO MOTOR α series DESCRIPTIONS B--65142E

AC SERVO MOTOR α series PARAMETER MANUAL B--65150E

AC SPINDLE MOTOR α series DESCRIPTIONS B--65152E

AC SPINDLE MOTOR α series PARAMETER MANUAL B--65160E

SERVO AMPLIFIER α series DESCRIPTIONS B--65162E

SERVO MOTOR α series MAINTENANCE MANUAL B--65165E

5
1. ASPECTOS GERAIS ASPECTOS GERAIS B--63524PO/01

1.1 Para usinar uma peça com uma máquina--ferramenta CNC, preparar
primeiro o programa e operar, em seguida, a máquina por meio do
PROCESSO GERAL programa.
DE OPERAÇÃO
1) Primeiro, o programa para operar a máquina--ferramenta CNC é
DA MÁQUINA-- preparado a partir do desenho da peça a trabalhar.
FERRAMENTA CNC A forma de preparar o programa é descrita no capítulo II,
PROGRAMAÇÃO.
2) Em seguida, o programa terá de ser lido para o sistema CNC. Depois,
montar as peças e ferramentas na máquina e operar as ferramentas de
acordo com o programa. Por fim, executar a usinagem propriamente
dita.
A forma de operar o sistema CNC é descrita no capítulo III,
OPERAÇÃO.

Desenho Programação
da peça da peça

CNC MÁQUINA--FERRAMENTA

CAPÍTULO II, PROGRAMAÇÃO CAPÍTULO III, OPERAÇÃO

Antes de proceder à programação propriamente dita, fazer o plano de


usinagem para trabalhar a peça.
Plano de usinagem
1. Definição da faixa de usinagem das peças
2. Método de montagem das peças na máquina--ferramenta
3. Seqüência de usinagem em cada uma das fases de corte
4. Ferramentas de corte e condições de corte
Definir o método de corte para cada uma das fases de corte.
1 2 3
F
Fase d
de corte Corte do
Corte da
Processo de corte diâmetro Ranhurar
superfície final
externo
1. Método de corte:
Grosseiro
Semi
Acabamento
2. Ferramentas de corte
3. Condições de corte:
Velocidade de avanço
Profundidade de corte
4. Caminho da ferramenta

6
B--63524PO/01 ASPECTOS GERAIS 1. ASPECTOS GERAIS

Corte do Corte da
diâmetro superfície
Ranhurar externo final

Peça

Preparar, para cada fase de corte, o programa do caminho da ferramenta


e das condições de corte, de acordo com o contorno da peça.

7
1. ASPECTOS GERAIS ASPECTOS GERAIS B--63524PO/01

1.2
NOTAS SOBRE A
CUIDADO
LEITURA DESTE 1 O funcionamento de uma máquina--ferramenta com
MANUAL controle CNC depende não só do próprio sistema CNC,
mas da combinação da máquina--ferramenta com seu
armário de distribuição magnético, o sistema servo, o CNC,
o painel de operação, etc. Seria demasiado complexo
descrever aqui o funcionamento, a programação e a
operação referentes a todas as combinações possíveis.
Este manual as descreve, em geral, do ponto de vista do
sistema CNC. Assim, para obter informações mais
detalhadas sobre uma determinada máquina--ferramenta
CNC, consultar o manual fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta, o qual deveria ter prioridade em
relação a este manual.
2 Os tópicos de leitura situam--se na margem esquerda para
facilitar ao leitor um acesso rápido às informações
necessárias. Para localizar a informação necessária, o
leitor poderá economizar tempo procurando--a através
destes tópicos.
3 O presente manual descreve o maior número possível de
variações para a aplicação do equipamento. É impossível,
porém, descrever todas as funções, opções e comandos
que não deveriam ser combinados.
Em caso de dúvida, é preferível não efetuar combinações
de operações que não se encontrem aqui descritas.

1.3
NOTAS SOBRE
CUIDADO
VÁRIOS TIPOS DE Os programas de usinagem, parâmetros, variáveis, etc.,
DADOS encontram--se armazenados na memória interna não volátil
da unidade CNC. Normalmente, o conteúdo desta memória
não se perde ao ligar ou desligar a tensão da máquina.
Contudo, poderá ser necessário apagar dados
importantes, armazenados na memória não volátil, devido
a uma operação incorreta ou no decurso de uma eliminação
de erros. A fim de possibilitar uma rápida restauração de
dados nestes casos, é recomendável fazer previamente
uma cópia de segurança destes dados.

8
II. PROGRAMAÇÃO
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

1 ASPECTOS GERAIS

11
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

1.1 A ferramenta se movimenta ao longo de linhas retas e de arcos


correspondentes aos contornos da peça (ver II--4).
MOVIMENTO DA
FERRAMENTA AO
LONGO DOS
CONTORNOS DA
PEÇA--INTERPOLAÇÃO
Explicações
D Movimento da
ferramenta ao longo de X
uma linha reta Ferramenta Programa
G01 Z...;

Peça
Z

Fig. 1.1 (a) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta


paralela ao eixo Z

X Programa
Ferramenta G01 X ... Z... ;

Peça
Z

Fig. 1.1 (b) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha cônica


D Movimento da
ferramenta ao longo de
um arco X Ferramenta Programa
G02X ... Z ... R ... ;
ou
G03X ... Z ... R ... ;

Peça
Z

Fig. 1.1 (c) Movimento da ferramenta ao longo de um arco

12
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

O termo ’interpolação’ se refere à operação, através da qual a ferramenta


se move ao longo de uma linha reta ou de um arco, pela forma acima
descrita.
Os símbolos dos comandos programados G01, G02, ... chamam--se
função preparatória e especificam o tipo de interpolação executada na
unidade de controle.

(a) Movimento ao longo de uma linha (b) Movimento ao longo de um arco


reta
G01 Z__; G03X----Z----;
X----Z--------;

Unidade de controle

Eixo X
Movimento da
Interpolação
ferramenta
Eixo Y
a) Movimento ao
longo de uma
linha reta
b) Movimento ao
longo de um
arco

Fig. 1.1 (d) Função de interpolação

NOTA
Algumas máquinas movimentam as mesas em vez das
ferramentas, mas neste manual parte--se do princípio de
que as ferramentas são movimentadas em direção às
peças.

D Abertura de rosca As roscas podem ser cortadas movendo--se a ferramenta em sincronização


com a rotação do fuso. Especifique, em um programa, a função de
abertura de rosca através de G32.

X
Ferramenta Programa
G32Z----F----;

Peça
Z

Fig. 1.1 (e) Abertura de rosca reta

13
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

X
Ferramenta
Programa
G32X----Z----F----;

Peça
Z

Fig. 1.1 (f) Abertura de rosca cônica

14
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

1.2 Ao movimento da ferramenta a uma velocidade definida para cortar a


peça, dá--se o nome de avanço.
AVANÇO--
FUNÇÃO DE AVANÇO Placa de fixação Ferramenta

Peça

Fig. 1.2 (a) Função de avanço

As velocidades de avanço podem ser especificadas por meio de valores


numéricos correspondentes.
Por exemplo, para fazer avançar a ferramenta 2 mm enquanto a peça dá
uma volta, pode usar--se o seguinte comando:
F2.0
À função usada para especificar a velocidade de avanço, dá--se o nome de
função de avanço (ver II--5).

15
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

1.3
DESENHO DA PEÇA
E MOVIMENTO DA
FERRAMENTA

1.3.1 A máquina--ferramenta CNC possui uma posição fixa. Normalmente, a


Ponto de Referência substituição da ferramenta e a programação do ponto zero absoluto,
posteriormente descritas, são executadas nesta posição. A esta posição
(Posição Específica da dá--se o nome de ponto de referência.
Máquina)
Unidade porta--ferramenta

Placa de fixação
Ponto de
referência

Fig. 1.3.1 (a) Ponto de referência

Explicações A ferramenta pode ser deslocada para o ponto de referência de duas


formas:
1. Retorno manual ao ponto de referência (ver III--3.1)
O retorno ao ponto de referência é executado manualmente, por meio
de um botão.

2. Retorno automático ao ponto de referência (ver II--6)


Geralmente, se executa, primeiro, o retorno manual ao ponto de
referência, logo após a energização. Quando se pretende deslocar a
ferramenta para o ponto de referência, a fim de proceder a uma
substituição posterior da ferramenta, se utiliza a função de retorno
automático ao ponto de referência.

16
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

1.3.2
Sistema de
Coordenadas do X X
Desenho da Peça e
Sistema de Programa

Coordenadas Z
Especificado pelo CNC
Z
Sistema de coordenadas
Desenho da peça
CNC

Comando

Peça

Máquina--ferramenta

Fig. 1.3.2 (a) Sistema de coordenadas

Explicações
D Sistema de coordenadas Os dois sistemas de coordenadas seguintes são especificados em locais
diferentes: (Ver II--7)

1. Sistema de coordenadas do desenho da peça


O sistema de coordenadas é escrito no desenho da peça. Como dados
do programa, são utilizados os valores das coordenadas deste
sistema.

2. Sistema de coordenadas especificado pelo CNC


O sistema de coordenadas é preparado na máquina--ferramenta que
está sendo usada. Para tal, é programada a distância entre a posição
atual da ferramenta e o ponto zero do sistema de coordenadas a ser
definido.

X
230 Posição atual da ferramenta

300 Distância até o ponto zero do


Ponto zero sistema de coordenadas a ser
do programa definido
Z

Fig. 1.3.2 (b) Sistema de coordenadas especificado pelo CNC

17
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

A ferramenta se movimenta dentro do sistema de coordenadas


especificado pelo CNC, de acordo com o programa de comando
elaborado com base no sistema de coordenadas do desenho da peça, e
corta a peça com o contorno especificado no desenho.
Portanto, para que o contorno da peça definido no desenho possa ser
corretamente cortado, os dois sistemas de coordenadas têm de ser
definidos na mesma posição.

D Métodos para definir os Para definir dois sistemas de coordenadas na mesma posição, usa--se,
dois sistemas de normalmente, o seguinte método:
coordenadas na mesma
posição 1. Se o ponto zero da coordenada for definido na parte frontal da placa
de fixação

Peça
Z
60 40

40

150

Fig. 1.3.2 (c) Coordenadas e dimensões do desenho da peça

Peça
Z

Fig. 1.3.2 (d) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado


pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do
desenho da peça)

18
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

2. Se o ponto zero da coordenada for definido na face final da peça.

Peça
60 30 Z

30

80

100

Fig. 1.3.2 (e) Coordenadas e dimensões do desenho da peça

Peça Z

Fig. 1.3.2 (f) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado


pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do
desenho da peça)

19
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

1.3.3
Como Indicar Dimensões de
Comando para Movimentar
a Ferramenta--Comandos
Absolutos/Incrementais

Explicações Os métodos de comando para movimentar a ferramenta podem ser


indicados através de uma especificação absoluta ou incremental
(ver II--8.1).
D Comando absoluto A ferramenta se movimenta para um ponto situado à “distância
programada em relação ao ponto zero do sistema de coordenadas”, isto
é, para a posição correspondente aos valores das coordenadas.
Ferra-
menta

X A

B
Peça

Z
φ30

70

110
Comando para o movimento do ponto A para o ponto B
G90X30.0Z70.0;

Coordenadas do ponto B

Fig. 1.3.3 (a) Comando absoluto

20
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

D Comando incremental Especificação da distância entre a posição anterior da ferramenta e a


próxima posição da ferramenta.

Ferra-
menta

A
X

φ60
B

φ30

40

Comando para o movimento do ponto A para o ponto B


U--30.0W--40.0
Distância e direção para o
movimento ao longo de cada eixo

Fig. 1.3.3 (b) Comando incremental

D Programação do diâmetro/ As dimensões do eixo X podem ser definidas por meio do diâmetro ou do
Programação do raio raio. A programação do diâmetro e a programação do raio são aplicadas
independentemente em cada máquina.
1. Programação do diâmetro
Para a programação do diâmetro, use o valor do diâmetro indicado no
desenho, para especificar o valor do eixo X.

B
A
Peça

Z
φ40 φ30

60

80

Valores das coordenadas dos pontos A e B


A (30.0, 80.0), B (40.0, 60.0)

Fig. 1.3.3 (c) Programação do diâmetro

21
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

2. Programação do raio
Para a programação do raio, use a distância em relação ao centro da
peça, isto é, o valor do raio, para especificar o valor do eixo X.

B
A
20
15
Peça Z

60

80

Valores das coordenadas dos pontos A e B


A (15.0, 80.0), B (20.0, 60.0)

Fig. 1.3.3 (d) Programação do raio

22
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

1.4 A velocidade da ferramenta em relação à peça que está sendo cortada,


chama--se velocidade de corte.
VELOCIDADE DE Nas máquinas com controle CNC, a velocidade de corte pode ser
CORTE -- FUNÇÃO especificada através da velocidade do fuso, em rpm.
DA VELOCIDADE DO
FUSO Ferramenta
V: Velocidade de corte
v m/min

Peça φD N rpm

Fig. 1.4 Velocidade de corte

Exemplos <Quando se pretende usinar uma peça de 200 mm de diâmetro,


a uma velocidade de corte de 300 m/min. >

A velocidade do fuso é de, aproximadamente, 478 rpm e obtém--se a partir


de N=1000v/πD. Sendo assim, é necessário o seguinte comando:
S478 ;
Aos comandos referentes à velocidade do fuso, dá--se o nome de função
da velocidade do fuso (ver II--9).
A velocidade de corte v (m/min) também pode ser especificada
diretamente por meio do valor da velocidade. Mesmo que o diâmetro da
peça se altere, o CNC adapta a velocidade do fuso de forma que a
velocidade de corte permaneça constante.
A esta função dá--se o nome de função de controle da velocidade de corte
constante (ver II--9.3).

23
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

1.5 Para perfurar, abrir roscas, mandrilar, fresar ou executar outras operações
afins, é necessário selecionar uma ferramenta adequada. A seleção da
SELEÇÃO DA respectiva ferramenta se efetua atribuindo um número a cada ferramenta
FERRAMENTA PARA e indicando no programa o número desejado.
AS DIVERSAS FASES
DE USINAGEM --
FUNÇÃO DA Número da ferramenta
FERRAMENTA 01 06
02 05 Unidade porta--ferramenta

03 04

Fig. 1.5 Ferramentas usadas nas diversas fases de usinagem

Exemplos <Quando o nº 01 é atribuído a uma ferramenta de desbastar>

Quando a ferramenta é armazenada na posição 01 da unidade


porta--ferramenta, a mesma poderá ser selecionada especificando T0101.
A este processo dá--se o nome de função da ferramenta (ver II--10).

24
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

1.6 Quando se inicia o processo de usinagem, é necessário girar o fuso e


introduzir líquido refrigerante. Para tal, há que controlar as operações de
COMANDO PARA ativação/desativação do motor do fuso e da válvula do líquido refrigerante
OPERAÇÕES DE (ver II--11).
MÁQUINA -- FUNÇÃO
MISCELÂNEA Líquido
refrigerante
ON/OFF
Abrir/fechar placa
de fixação

Rotação do fuso
em sentido horário
Peça

Fig. 1.6 Comando para operações de máquina

A função destinada às operações de ativação/desativação de diversos


componentes da máquina, chama--se função miscelânea. Geralmente,
esta função é especificada por meio de um código M.
Por exemplo, se for especificado o código M03, o fuso gira em sentido
horário, à velocidade previamente definida.

25
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

1.7 A um grupo de comandos introduzidos no CNC para a operação da


máquina, dá--se o nome de programa. O deslocamento da ferramenta ao
CONFIGURAÇÃO DO longo de uma linha reta ou de um arco, ou a ativação/desativação do motor
PROGRAMA do fuso, são executados por meio dos comandos especificados.
Os comandos são introduzidos no programa na seqüência dos
movimentos efetivos da ferramenta.

Bloco

Bloco
Seqüência de movimentos
Bloco da ferramenta

Programa Bloco




Bloco

Fig. 1.7 (a) Configuração do programa

A um grupo de comandos introduzidos para cada um dos passos da


seqüência, dá--se o nome de bloco. O programa consiste, portanto, em um
grupo de blocos para uma série de ciclos de usinagem. Ao número
atribuído a cada bloco chama--se número de seqüência e ao número
atribuído a cada programa chama--se número do programa (ver II--12).

26
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

Explicações O bloco e o programa possuem a seguinte configuração:

D Bloco

1 bloco

N fffff Gff Xff.f Zfff.f M ff S ff T ff ;

Número de Função Palavra de Função Função Fun-


seqüência preparatória dimensão misce- do fuso ção da
lânea ferra-
menta

Fim do
bloco
Fig. 1.7 (b) Configuração do bloco
Cada bloco começa com um número de seqüência que o identifica e
termina com um código de fim de bloco.
Neste manual o código de fim de bloco é representado por um ”;”
(LF no código ISO e CR no código EIA).
O conteúdo da palavra de dimensão depende da função preparatória.
Neste manual, a seção da palavra de dimensão poderá ser representada
por IP_.

D Programa

;
Offff; Número do programa
Bloco
Bloco
Bloco
⋅ ⋅

⋅ ⋅

⋅ ⋅

M30 ; Fim do programa

Fig. 1.7 (c) Configuração do programa

Normalmente, o número do programa é especificado após o código de fim


de bloco (;), no início do programa, e o código de fim do programa (M02
ou M30) é especificado no final do programa.

27
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Programa principal e Quando surge o mesmo padrão de usinagem em várias partes de um


subprograma programa, é criado um programa para esse padrão, ao qual se dá o nome
de subprograma. Por outro lado, ao programa original dá--se o nome de
programa principal. Os comandos do subprograma são executados
sempre que surge um comando de execução do subprograma, durante a
execução do programa principal. Depois de terminada a execução do
subprograma, a seqüência regressa ao programa principal.

Programa principal
⋅ Subprograma #1

M98P1001 O1001 Programa para
o furo #1

⋅ M99
M98P1002

⋅ Subprograma #2

M98P1001
⋅ O1002 Programa para
⋅ o furo #2


M99

28
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS

1.8
CAMINHO E MOVIMENTO
DA FERRAMENTA
CONTROLADOS
PELO PROGRAMA

Explicações
D Usinagem com o fim da Normalmente, são necessárias várias ferramentas para a usinagem de uma
ferramenta de corte -- peça. Uma vez que essas ferramentas possuem comprimentos diferentes,
Função de compensação seria muito trabalhoso alterar o programa de acordo com cada uma delas.
do comprimento da Por isso, deve medir--se previamente o comprimento de cada uma das
ferramenta (ver II--15.1) ferramentas necessárias. Definindo--se no CNC a diferença entre o
comprimento da ferramenta padrão e o comprimento de cada ferramenta
(visualização e especificação de dados: ver III--11), é possível executar a
usinagem sem ter de alterar o programa, mesmo que a ferramenta seja
trocada. A esta função dá--se o nome de compensação do comprimento da
ferramenta.
Ferra-
Ferra- Ferra- Ferra- menta
Ferra- menta menta menta para aber-
menta para corte de acaba- para tura de
padrão grosseiro mento ranhurar rosca

Peça

Fig. 1.8 Correção da ferramenta

29
1. ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

1.9 As extremidades de cada eixo da máquina estão equipadas com chaves


fim de curso a fim de se evitar que as ferramentas se desloquem para lá
FAIXA DE das extremidades. À faixa dentro da qual se movimentam as ferramentas,
MOVIMENTO DA dá--se o nome de curso. Além dos limitadores de curso, é possível usar
FERRAMENTA -- também os dados em memória para definir uma área para a qual as
ferramentas não possam ser deslocadas.
CURSO

Mesa
Motor

Chave fim de curso

Ponto zero da máquina

Distâncias a especificar

As ferramentas não podem entrar nesta área. Esta área é definida por
meio de uma memorização de dados ou de um programa.

Além dos cursos definidos com as chaves fim de curso, o operador


também pode definir uma área em que as ferramentas não podem entrar,
servindo--se de um programa ou de uma memorização de dados. A esta
função dá--se o nome de controle de curso (ver III--6.3).

30
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 2. EIXOS CONTROLÁVEIS

2 EIXOS CONTROLÁVEIS

31
2. EIXOS CONTROLÁVEIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

2.1
EIXOS CONTROLÁVEIS
Série 16i
Série 160i 16i--TB
16i--TB, 160i--TB
Elemento (controle de dois
160i--TB caminhos)
Número de eixos 2 eixos 2 eixos para cada
básicos controlados unidade porta--ferramenta
(4 eixos, ao todo)
Expansão dos eixos 8 eixos, no máx. 8 eixos, no máx., para
controláveis (incluídos no eixo cada unidade porta--
(total) Cs) ferramenta (incluídos no
eixo Cs) (Nota)
Número de eixos básicos 2 eixos 2 eixos para cada
simultaneamente unidade porta--ferramenta
controláveis (4 eixos, ao todo)
Expansão dos eixos 6 eixos, no máx. 6 eixos, no máx., para
simultaneamente cada unidade
controláveis (total) porta--ferramenta

A tabela acima apresenta uma lista do número de eixos controláveis


quando se aplica o controle de um caminho e quando se aplica o controle
de dois caminhos com duas CPUs. O número de eixos controláveis sob
o controle de dois caminhos com uma CPU e sob o controle de três
caminhos com duas CPUs, é indicado nas respectivas especificações.

NOTA
1 Um sistema de controle de dois caminhos com um LCD de
7,2″/8,4″ pode controlar, no máximo, oito eixos.
2 O número de eixos simultaneamente controláveis para a
operação manual (avanço em modo jog, avanço
incremental ou avanço por manivela) é de 1 ou 3 eixos
(1 quando o bit 0 (JAX) do parâmetro 1002 está colocado
em 0 e 3 quando está colocado em 1).

Série 18i
Série 180i 18i--TB
18i--TB, 180i--TB
Elemento (controle de dois
180i--TB caminhos)
Número de eixos 2 eixos 2 eixos para cada
básicos controláveis unidade porta--ferramenta
(4 eixos, ao todo)
Expansão dos eixos 6 eixos, no máx. 6 eixos, no máx., para
controláveis (incluídos no eixo cada unidade porta--
(total) Cs) ferramenta (incluídos no
eixo Cs) (Nota)
Número de eixos básicos 2 eixos 2 eixos para cada
simultaneamente unidade porta--ferramenta
controláveis (4 eixos, ao todo)
Expansão dos eixos 4 eixos, no máx. 4 eixos, no máx., para
simultaneamente cada unidade
controláveis (total) porta--ferramenta

A tabela acima apresenta uma lista do número de eixos controláveis


quando se aplica o controle de um caminho e quando se aplica o controle
de dois caminhos com duas CPUs.
O número de eixos controláveis sob o controle de dois caminhos com uma
CPU, é indicado nas respectivas especificações.

32
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 2. EIXOS CONTROLÁVEIS

NOTA
1 Um sistema de controle de dois caminhos com um LCD de
7,2″/8,4″ pode controlar, no máximo, oito eixos.
2 O número de eixos simultaneamente controláveis para a
operação manual (avanço em modo jog, avanço
incremental ou avanço por manivela) é de 1 ou 3 eixos
(1 quando o bit 0 (JAX) do parâmetro 1002 está colocado
em 0 e 3 quando está colocado em 1).

33
2. EIXOS CONTROLÁVEIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

2.2 Os nomes dos dois eixos básicos são sempre X e Z; os nomes dos eixos
adicionais podem ser livremente selecionados entre A, B, C, U, V, W e
NOMES DOS EIXOS Y, utilizando--se o parâmetro nº 1020.
O parâmetro nº 1020 é utilizado para especificar o nome de cada eixo. Se
este parâmetro for especificado com 0 ou com qualquer outro dígito
diferente das nove letras anteriormente mencionadas, será atribuído
automaticamente ao eixo, como nome, um número de 1 a 8.
No caso de um controle de dois caminhos, os nomes dos dois eixos
básicos para cada unidade porta--ferramenta são sempre X e Z; os nomes
dos eixos adicionais podem ser livremente selecionados entre A, B, C, U,
V, W e Y, utilizando--se o parâmetro nº 1020. Para a mesma unidade
porta--ferramenta, o nome de um eixo só pode ser atribuído uma única vez,
mas pode usar--se o mesmo nome do eixo para a outra unidade
porta--ferramenta.

Limitações

D Nome de eixo por Quando se usa um nome de eixo por omissão (de 1 a 8), o sistema não pode
omissão ser operado nos modos MEM, MDI e RMT.

D Atribuição dupla de um Se o parâmetro especificar um nome de eixo várias vezes, só fica


nome de eixo operacional o primeiro eixo ao qual esse nome é atribuído.

NOTA
1 Quando se usa o sistema A de códigos G, as letras U, V e
W não podem ser usadas como nomes de eixos (havendo,
portanto, um número máximo de seis eixos controláveis),
porque estas letras são usadas como comandos
incrementais para X, Y e Z. Para poder usar as letras U, V
e W como nomes de eixos, é necessário usar o sistema B
ou C de códigos G. Da mesma forma, a letra H é usada
como comando incremental para C, não sendo, portanto,
permitido aplicar os comandos incrementais, se a letra A ou
B for usada como nome de um eixo.
2 No caso de um controle de dois caminhos, quando é exibida
na tela a informação (como, p. ex., a posição atual)
referente a cada eixo, o nome do eixo poderá ser seguido
de um índice que indica o número da unidade
porta--ferramenta correspondente (p.ex., X1 e X2). O
usuário poderá ver, assim, mais facilmente a que unidade
porta--ferramenta pertence o eixo em causa. Contudo, ao
escrever o programa, os nomes de eixos X, Y, Z, U, V, W,
A, B e C são especificados sem índice.
3 Em G76 (abertura de rosca múltipla), o endereço A de um
bloco especifica o ângulo da ponta da ferramenta e não um
comando para o eixo A.
Usando C ou A como nome de um eixo, essas letras não
poderão ser usadas como comando do ângulo de uma linha
reta para a chanfragem ou a programação direta das
dimensões do desenho. Por isso, C e A deveriam ser
usados de acordo com o bit 4 (CCR) do parâmetro nº 3405.

34
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 2. EIXOS CONTROLÁVEIS

2.3 O sistema incremental é constituído pelo menor incremento de entrada


(para a entrada) e pelo menor incremento de comando (para a saída). O
SISTEMA menor incremento de entrada é o menor incremento para a programação
INCREMENTAL da distância a percorrer. O menor incremento de comando é o menor
incremento para o movimento da ferramenta na máquina. Ambos os
incrementos são representados em mm, polegadas ou graus.
No sistema incremental faz--se a distinção entre IS--B e IS--C (tabelas
2.3(a) e 2.3(b)). Selecione IS--B ou IS--C através do bit 1 (ISC) do
parâmetro 1004. Se for selecionado o sistema incremental IS--C, ele será
aplicado a todos os eixos, exigindo a opção ’sistema incremental 1/10’.
A especificação do parâmetro ISC (nº 1004#4) é válida para todos os
eixos. Quando é selecionado IS--C, por exemplo, as unidades aplicadas
em todos os eixos são IS--C.
Tabela 2.3 (a) Sistema incremental IS--B
Menor incremento de Menor incremento de
entrada comando
Máquina Entra 0,001 mm (diâmetro) 0,0005 mm
com da
0,001 mm (raio) 0,001 mm
sistema em
métrico mm 0,001 graus 0,001 graus
Entra 0,0001 pol. (diâmetro) 0,0005 polegadas
da
em 0,0001 pol. (raio) 0,001 polegadas
poleg
adas 0,001 graus 0,001 graus

Máquina Entra 0,001 mm (diâmetro) 0,00005 mm


com da
0,001 mm (raio) 0,0001 mm
sistema em
inglês mm 0,001 graus 0,001 graus
Entra 0,0001 pol. (diâmetro) 0,00005 polegadas
da
em 0,0001 pol. (raio) 0,0001 polegadas
poleg
adas 0,001 graus 0,001 graus

Tabela 2.3 (b) Sistema incremental IS--C


Menor incremento de Menor incremento de
entrada comando
Máquina Entra 0,0001 mm (diâmetro) 0,00005 mm
com da
0,0001 mm (raio) 0,0001 mm
sistema em
métrico mm 0,0001 graus 0,0001 graus
Entra 0,00001 pol. (diâmetro) 0,00005 polegadas
da
em 0,00001 pol. (raio) 0,0001 polegadas
poleg
adas 0,0001 graus 0,0001 graus

Máquina Entra 0,0001 mm (diâmetro) 0,000005 mm


com da
0,0001 mm (raio) 0,00001 mm
sistema em
inglês mm 0,0001 graus 0,0001 graus
Entra 0,00001 pol. (diâmetro) 0,000005 polegadas
da
em 0,00001 pol. (raio) 0,00001 polegadas
poleg
adas 0,0001 graus 0,0001 graus

35
2. EIXOS CONTROLÁVEIS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

2.4 O curso máximo controlado por este CNC é apresentado na tabela abaixo:
Curso máximo=Menor incremento de comando ×99999999.
CURSO MÁXIMO
Tabela 2.4 Cursos máximos
Sistema incremental Cursos máximos
Máquina com 99999,999 mm
sistema métrico 99999,999 graus
IS -B
IS- B
Máquina com 9999,9999 polegadas
sistema inglês 99999,999 graus
Máquina com 9999,9999 mm
sistema métrico 9999,9999 graus
IS -C
IS- C
Máquina com 999,99999 polegadas
sistema inglês 9999,9999 graus

NOTA
1 As unidades da tabela 2.4 correspondem ao valor do
diâmetro, para a programação do diâmetro, e ao valor do
raio, para a programação do raio.
2 Não é possível especificar um comando que exceda o
curso máximo.
3 O curso real depende da máquina--ferramenta.

36
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO (FUNÇÃO G)

3 FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

O número que se segue ao endereço G especifica o significado do


comando para o respectivo bloco.
Os códigos G podem subdividir--se em dois tipos.
Tipo Significado
Código G de ação simples O código G só é eficaz no bloco em que foi
especificado.
Código G modal O código G é eficaz até que seja especificado
outro código G do mesmo grupo.
(Exemplo)
G01 e G00 são códigos G modais.
G01X_;
Z_; G01 é eficaz dentro desta faixa
X_;
G00Z_;

Há três sistemas de códigos G : A, B e C (tabela 3). Selecione um sistema


de códigos G por meio dos bits 6 (GSB) e 7 (GSC) do parâmetro 3401.
Para usar o sistema B ou C de códigos G, é necessária a opção
correspondente. O presente manual descreve, geralmente, o uso de
códigos G do sistema A, exceto nos casos em que só é possível usar
códigos G do sistema B ou C. Nestes casos, é descrito, então, o uso de
códigos G do sistema B ou C.

37
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
(FUNÇÃO G) PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Explicações 1. Se o CNC entrar no estado de anulação (ver bit 6 (CLR) do parâmetro


3402) quando a máquina é ligada ou quando se efetua um reset do
CNC, os códigos G modais se alteram da seguinte forma:
(1) Os códigos G assinalados com , na tabela 3, são ativados.
(2) Se o sistema for recolocado a zero devido à energização ou a um
reset, G20 ou G21 -- conforme o especificado -- permanece eficaz.
(3) Através do bit 7 do parâmetro nº 3402, pode especificar--se se
deverá ser selecionado G22 ou G23, após a energização. A
reposição do CNC no estado de anulação não afeta a seleção de G22
ou G23.
(4) Através do bit 0 (G01) do parâmetro 3402, se determina se é
ativado o código G00 ou G01.
(5) Quando se usa o sistema B ou C de códigos G, é possível
determinar através do bit 3 (G91) do parâmetro 3402 se será ativado
o código G90 ou G91.
2. Os códigos G do grupo 00, excepto G10 e G11, são códigos G de ação
simples.
3. Se for especificado um código G não incluído na lista de códigos G ou
sem opção correspondente, é activado um alarme P/S (nº 010).
4. É possível especificar no mesmo bloco vários códigos G, desde que
pertençam a grupos diferentes.
Se forem especificados no mesmo bloco vários códigos G
pertencentes ao mesmo grupo, só é válido o último código G
especificado.
5. Se um código G do grupo 01 for especificado em um ciclo fixo, o ciclo
fixo será cancelado, tal como acontece quando se especifica um
comando G80. Os códigos G do grupo 01 não são afetados pelos
códigos G especificados para um ciclo fixo.
6. Quando se usa o sistema A de códigos G, a programação absoluta ou
incremental não é especificada com um código G (G90/G91), mas com
uma palavra de endereço (X/U, Z/W, C/H, Y/V). Quando se usa o
sistema A de códigos G para um ciclo de perfuração, no ponto de
retorno só está disponível o nível inicial.
7. Os códigos G são apresentados de acordo com o número do grupo.

38
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO (FUNÇÃO G)

Tabela 3: Lista de códigos G para a série T (1/3)


Código G
Grupo Função
A B C
G00 G00 G00 Posicionamento (deslocamento rápido)
G01 G01 G01 Interpolação linear (avanço de corte)
G02 G02 G02 01 Interpolação circular em SH ou interpolação helicoidal em SH
Interpolação circular em SAH ou interpolação helicoidal em
G03 G03 G03
SAH
G04 G04 G04 Pausa
G05 G05 G05 Corte em ciclo rápido
G07 G07 G07 Interpolação de eixo hipotético
G07.1 G07.1 G07.1 Interpolação cilíndrica
(G107) (G107) (G107) 00
G08 G08 G08 Controle por antecipação
G10 G10 G10 Entrada de dados programável
G10.6 G10.6 G10.6 Retração e retorno da ferramenta
G11 G11 G11 Cancelamento do modo de entrada de dados programável
G12.1 G12.1 G12.1 Modo de interpolação de coordenadas polares
(G112) (G112) (G112)
21
G13.1 G13.1 G13.1 Modo de cancelamento da interpolação de coordenadas
(G113) (G113) (G113) polares
G17 G17 G17 Seleção de plano XpYp
G18 G18 G18 16 Seleção de plano ZpXp
G19 G19 G19 Seleção de plano YpZp
G20 G20 G70 Entrada em polegadas
06
G21 G21 G71 Entrada em mm
G22 G22 G22 Função de controle do curso armazenado ON
09
G23 G23 G23 Função de controle do curso armazenado OFF
G25 G25 G25 Supervisão da oscilação da velocidade do fuso OFF
08
G26 G26 G26 Supervisão da oscilação da velocidade do fuso ON
G27 G27 G27 Controle do retorno ao ponto de referência
G28 G28 G28 Retorno ao ponto de referência
G30 G30 G30 00 Retorno ao 2º, 3º e 4º ponto de referência
G30.1 G30.1 G30.1 Retorno ao ponto de referência flutuante
G31 G31 G31 Função de salto
G32 G33 G33 Abertura de rosca
G34 G34 G34 Abertura de rosca de passo variável
G35 G35 G35 01 Abertura de rosca circular em SH
Abertura de rosca circular em SAH (quando o bit 3 (G36) do
G36 G36 G36
parâmetro nº 3405 está colocado em 1)

39
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
(FUNÇÃO G) PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Tabela 3: Lista de códigos G para a série T (2/3)


Código G
Grupo Função
A B C
Compensação automática da ferramenta, X (quando o bit 3
G36 G36 G36
(G36) do parâmetro nº 3405 está colocado em 0)
G37 G37 G37 Compensação automática da ferramenta, Z
00
G37.1 G37.1 G37.1 Compensação automática da ferramenta, X
G37.2 G37.2 G37.2 Compensação automática da ferramenta, Z
G39 G39 G39 Interpolação circular de cantos
Cancelamento da compensação do raio da ponta da
G40 G40 G40
ferramenta
07
G41 G41 G41 Compensação do raio da ponta da ferramenta, à esquerda
G42 G42 G42 Compensação do raio da ponta da ferramenta, à direita
Definição do sistema de coordenadas ou especificação da
G50 G92 G92
00 velocidade máx. do fuso
G50.3 G92.1 G92.1 Predefinição do sistema de coordenadas da peça
G50.2 G50.2 G50.2
Cancelamento da rotação poligonal
(G250) (G250) (G250)
20
G51.2 G51.2 G51.2
Rotação poligonal
(G251) (G251) (G251)
G52 G52 G52 Especificação do sistema de coordenadas locais
00
G53 G53 G53 Definição do sistema de coordenadas da máquina
G54 G54 G54 Seleção do sistema de coordenadas 1 da peça

G55 G55 G55 Seleção do sistema de coordenadas 2 da peça

G56 G56 G56 Seleção do sistema de coordenadas 3 da peça


14
G57 G57 G57 Seleção do sistema de coordenadas 4 da peça
G58 G58 G58 Seleção do sistema de coordenadas 5 da peça
G59 G59 G59 Seleção do sistema de coordenadas 6 da peça
G60 G60 G60 Posicionamento de direção única
00
G65 G65 G65 Chamada de macro
G66 G66 G66 Chamada modal de macros
12
G67 G67 G67 Cancelamento da chamada modal de macros
Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver ON ou
G68 G68 G68 04
modo de corte equilibrado
Início da rotação do sistema de coordenadas ou modo de
G68.1 G68.1 G68.1 17
conversão tridimensional do sistema de coordenadas ON
Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver OFF
G69 G69 G69 04
ou cancelamento do modo de corte equilibrado
Cancelamento da rotação do sistema de coordenadas ou
G69.1 G69.1 G69.1 17 modo de conversão tridimensional do sistema de
coordenadas OFF

40
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO (FUNÇÃO G)

Tabela 3: Lista de códigos G para a série T (3/3)


Código G
Grupo Função
A B C
G70 G70 G72 Ciclo de acabamento
G71 G71 G73 Remoção de material por torneamento
G72 G72 G74 Remoção de material por faceamento
G73 G73 G75 00 Repetição de padrões
G74 G74 G76 Perfuração profunda da superfície final
G75 G75 G77 Perfuração do diâmetro exterior/interior
G76 G76 G78 Ciclo para rosca múltipla
G71 G71 G72 Ciclo de retificação transversal (para a retificadora)
Ciclo direto de retificação transversal e dimensão constante
G72 G72 G73
(para a retificadora)
01
G73 G73 G74 Ciclo de retificação por oscilação (para a retificadora)
Ciclo direto de retificação por oscilação e dimensão
G74 G74 G75 constante
(para a retificadora)
G80 G80 G80 Cancelamento do ciclo fixo de perfuração
G83 G83 G83 Ciclo de perfuração frontal
G84 G84 G84 Ciclo de rosqueamento frontal
G86 G86 G86 10 Ciclo de mandrilagem frontal
G87 G87 G87 Ciclo de perfuração lateral
G88 G88 G88 Ciclo de rosqueamento lateral
G89 G89 G89 Ciclo de mandrilagem lateral
G90 G77 G20 Ciclo de corte do diâmetro exterior/interior
G92 G78 G21 01 Ciclo de abertura de rosca
G94 G79 G24 Ciclo de torneamento da superfície final
G96 G96 G96 Controle da velocidade de corte constante
02
G97 G97 G97 Cancelamento do controle da velocidade de corte constante
G98 G94 G94 Avanço por minuto
05
G99 G95 G95 Avanço por rotação
− G90 G90 Programação absoluta
03
− G91 G91 Programação incremental
− G98 G98 Retorno ao nível inicial (ver Explicação 6)
11
− G99 G99 Retorno ao nível do ponto R (ver Explicação 6)
G100 G100 G100 Controle do eixo B -- Cancelamento do registro do programa
G101 G101 G101 Controle do eixo B -- Início do registro do primeiro programa
G102 G102 G102 Controle do eixo B -- Início do registro do segundo programa
00
G103 G103 G103 Controle do eixo B -- Início do registro do terceiro programa
G110 G110 G110 Controle do eixo B -- Programação da operação de um
movimento

41
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

42
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.1 O comando G00 movimenta a ferramenta à velocidade de deslocamento


rápido para a posição do sistema de coordenadas da peça, especificada por
POSICIONAMENTO meio de um comando absoluto ou incremental.
(G00) No comando absoluto, é programado o valor das coordenadas do ponto
final.
No comando incremental, é programada a distância a ser percorrida pela
ferramenta.

Formato

G00IP_;
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas da posição
final; para um comando incremental, a distância a ser
percorrida pela ferramenta.

Explicações Cada um dos seguintes caminhos da ferramenta pode ser selecionado de


acordo com o bit 1 (LRP) do parâmetro nº 1401.
D Posicionamento por interpolação não linear
A ferramenta é posicionada individualmente, à velocidade de
deslocamento rápido de cada eixo. O caminho da ferramenta é
normalmente retilíneo.
D Posicionamento por interpolação linear
O caminho da ferramenta é igual ao da interpolação linear (G01). A
ferramenta é posicionada no mais curto período de tempo possível, a
uma velocidade correspondente à velocidade de deslocamento rápido
de cada eixo.

Posição inicial
Posicionamento por interpolação linear

Posição final
Posicionamento por interpolação não linear

A velocidade de deslocamento rápido programada através do comando


G00 é definida individualmente para cada eixo no parâmetro
nº 1420, pelo fabricante da máquina--ferramenta. No modo de
posicionamento ativado pelo comando G00, a ferramenta é acelerada para
uma velocidade predefinida, no início de um bloco, e é desacelerada no
fim do bloco. O bloco seguinte é executado, depois de confirmada a
posição correta.
“Posição correta” significa que o motor de avanço se encontra dentro da
faixa especificada.
Esta faixa é determinada pelo fabricante da máquina--ferramenta através
da especificação do parâmetro nº 1826.

43
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos

X
30.5
56.0

30.0

Z
φ40.0

< Programação do raio >


G00X40.0Z56.0 ; (comando absoluto)
ou
G00U--60.0W--30.5; (comando incremental)

Restrições A velocidade de deslocamento rápido não pode ser especificada no


endereço F.
Mesmo que o posicionamento por interpolação linear se encontre
especificado, o posicionamento por interpolação não linear é executado
nos casos seguidamente indicados. Por isso, preste atenção para que a
ferramenta não colida com a peça.
D G28 especifica um posicionamento entre a posição de referência e a
posição intermediária.
D G53

44
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.2
POSICIONAMENTO
DE SENTIDO ÚNICO
(G60)

Aspectos gerais Para um posicionamento preciso sem folga da máquina, está disponível
o posicionamento final de uma direção.

Distância
de overrun

Posição
inicial

Posição
inicial
Parada
temporária
Posição +
final

Fig. 4.2 (a) Posicionamento em sentido negativo

Formato

G60IP_;
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas da posição
final; para um comando incremental, a distância a ser
percorrida pela ferramenta.

Explicações O overrun e a direção de posicionamento são definidos por meio do


parâmetro (nº 5440). Mesmo que a direção de posicionamento
programada coincida com a direção definida pelo parâmetro, a ferramenta
pára uma vez antes de chegar ao ponto final. O código G60 de ação
simples pode ser usado no grupo 01 como código G modal, selecionando
1 para o parâmetro (nº 5431, bit 0 MDL). Com esta seleção, torna--se
desnecessário especificar um comando G60 para cada bloco. As outras
especificações são iguais às efetuadas para o comando G60 de ação
simples. Quando se especifica um código G de ação simples no modo de
posicionamento de sentido único, o comando G de ação simples é eficaz
da mesma forma que os códigos G do grupo 01.

45
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

(Exemplo)
Comando G60 de ação simples: Comando G60 modal:
: :
G90 ; G90 G60 ; Início do modo P.S.Ú.
G60 X0 Z0 ; Posicionamento X0 Z0 ; Posicionamento
G60 X100 ; de sentido X100 ; de sentido
G60 Z100 ; único Z100 ; único
G04 X10 ; G04 X10 ;
G00 X0 Z0 ; G00 X0 Z0 ; Cancelamento do modo P.S.Ú.
: :

Resumo do movimento
D Quando se usa o Os eixos são posicionados individualmente, a partir do ponto inicial,
posicionamento através do modo de posicionamento de sentido único:
não linear (parâmetro
nº 1401#1 LRP=0)

Overrun (eixo Z)

Overrun (eixo X)

Posição final

Z
Posição inicial

D Quando se usa o Os eixos são posicionados linearmente da posição inicial para a posição
posicionamento linear de parada temporária ou posição de overrun, e são posicionados
(parameter nº 1401#1 individualmente da posição de parada temporária ou de overrun para a
LRP=1) posição final.

46
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Overrun (eixo Z)

Overrun (eixo X)

Posição final

Z
Posição inicial

NOTA
1 O posicionamento de sentido único não é executado nos
eixos para os quais não tenha sido definido um overrun no
parâmetro (nº 5440).
2 Quando a distância a percorrer é programada com o valor
0, o posicionamento de direção única não é executado.
3 O espelhamento não influencia a direção especificada no
parâmetro.
A direção não é alterada durante o espelhamento.
4 O código G para o posicionamento de sentido único é
sempre G60, independentemente de se usar o sistema A,
B ou C de códigos G.
5 O posicionamento de sentido único não pode ser
programado durante o modo de interpolação cilíndrica
(G07.1).
6 O posicionamento de sentido único não pode ser
programado durante o modo de interpolação de
coordenadas polares (G12.1).
7 O posicionamento de sentido único não pode ser
programado durante a repetição de ciclo (G70--G76).
8 O posicionamento de sentido único não pode ser
programado durante o ciclo fixo de retificação (G71--G74).
9 O posicionamento de sentido único não é executado no
eixo de perfuração ou vibratório, durante o ciclo fixo de
perfuração (G83--G89) e o rosqueamento rígido com
macho (G84, G88). O posicionamento de sentido único é
executado, contudo, no eixo de perfuração ou vibratório.
10 O posicionamento de sentido único não pode ser
programado durante o ciclo fixo (G90, G92, G94).
11 Durante o modo de posicionamento de sentido único
(G60), não é possível programar os seguintes códigos G:
G07.1, G12.1, G70--G76, G90--G94.

47
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Nota sobre o controle de Quando se usa esta função juntamente com o controle de um eixo angular,
um eixo angular a distância percorrida ao longo do eixo perpendicular (X) é corrigida de
acordo com a inclinação do eixo angular (Y), sendo determinada com a
seguinte fórmula:
Xa = -- Yp × tanθ
A direção de ”Xa” é determinada pelo ângulo de inclinação (θ) e pela
direção do comando de movimento do eixo angular (Y). Se o valor de tanθ
for positivo, o comando de movimento do eixo angular (Y) e o comando
corrigido do eixo perpendicular (X) são executados em direções opostas.
Por exemplo, se o ângulo de inclinação for de 30 graus e o comando de
movimento do eixo angular (Y) for positivo, o comando corrigido do eixo
perpendicular (X) é negativo.

+X (eixo perpendicular)
Movimento em sentido positivo

Corrigido em sentido negativo: Xa Comando de movimento para


”mais”: Yp
+Y (eixo angular)

Sistema de coordenadas em uso


θ (ângulo de inclinação)

Sistema de coordenadas do programa

Portanto, ao usar o posicionamento de sentido único no modo de controle


de um eixo angular, é possível que a direção de posicionamento no eixo
perpendicular (X) não corresponda à direção efetivamente correta, nem
à direção de posicionamento especificada no parâmetro nº 5440.
Para o evitar, o parâmetro deverá ser especificado da seguinte forma:

48
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Se o valor tan do ângulo Para o posicionamento de sentido único, defina direções opostas para o
de inclinação for positivo eixo angular (Y) e o eixo perpendicular (X). Se a direção de
(parâmetro nº 8201 = posicionamento do eixo perpendicular (X) for negativa e a do eixo angular
1° a 89° ou 181° a 269°) (Y) for positiva, os eixos se movimentam da seguinte forma:

+X (eixo perpendicular)
Eixo Y: movimento em sentido positivo

Parada temporária

Comando de movimento em
sentido positivo
Eixo X: corrigido em sentido negativo
+Y (eixo angular)

Sistema de coordenadas em uso


θ ((ângulo de inclinação)

Sistema de coordenadas do programa

Comando de movimento em sentido positivo

+X (eixo perpendicular)

Eixo X: corrigido em sentido


Comando de movimento em positivo
sentido negativo

Eixo Y: movimento em
+Y (eixo angular) sentido negativo

Sistema de coordenadas em uso


θ (ângulo de inclinação)

Sistema de coordenadas do programa

Comando de movimento em sentido negativo

49
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Se o valor tan do ângulo Para o posicionamento de sentido único, defina a mesma direção para o
de inclinação for eixo angular (Y) e o eixo perpendicular (X). Se a direção de
negativo (parâmetro nº posicionamento do eixo perpendicular (X) for positiva e a do eixo angular
8201 = 91° a 179° ou 271° (Y) também for positiva, os eixos se movimentam da seguinte forma:
a 359°)

Sistema de coordenadas do programa +X (eixo perpendicular)

Comando de movimento em
sentido positivo

Eixo X: corrigido em sentido positivo Parada temporária

Eixo Y: movimento em sentido positivo


θ (ângulo de inclinação)
+Y (eixo angular)

Sistema de coordenadas em uso

Comando de movimento em sentido positivo

Sistema de coordenadas do programa +X (eixo perpendicular)

Eixo Y: movimento em
sentido negativo
Eixo X: corrigido em sentido negativo

Comando de movimento em sentido negativo


θ (ângulo de inclinação)
+Y (eixo angular)

Sistema de coordenadas em uso

Comando de movimento em sentido negativo

50
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.3 As ferramentas podem ser movimentadas ao longo de uma linha.


INTERPOLAÇÃO
LINEAR (G01)

Formato
G01 IP_F_;
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas do ponto
final; para um comando incremental, a distância a ser
percorrida pela ferramenta.
F_: Velocidade de avanço da ferramenta (velocidade de avanço)

Explicações As ferramentas se deslocam ao longo de uma linha para a posição


especificada, à velocidade de avanço definida em F.
A velocidade de avanço definida em F é eficaz até que seja especificado
um novo valor. Não é necessário especificá--la individualmente para cada
bloco.
A velocidade de avanço programada por meio do código F é medida ao
longo do caminho da ferramenta. Se o código F não for programado,
parte--se do princípio que a velocidade de avanço é igual a zero.
No modo de avanço por minuto com controle simultâneo de 2 eixos, a
velocidade de avanço para o movimento ao longo de cada eixo é calculada
da seguinte forma:
G01ααββ Ff ;
Velocidade de avanço na direção α do eixo: Fα = α × f
L
β
Velocidade de avanço na direção β do eixo: Fβ = ×f
L

L = α 2 + β2

Exemplos
D Interpolação linear

< Programação do diâmetro >


G01X40.0Z20.1F20 ; (comando absoluto)
ou
G01U20.0W--25.9F20 ; (comando incremental)

X
46.0
20.1

Ponto final φ20.0


Z
φ40.0
Ponto inicial

51
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.4 O comando seguinte movimenta a ferramenta ao longo de um arco


circular.
INTERPOLAÇÃO
CIRCULAR (G02, G03)

Formato

Arco no plano XpYp

G02 I_ J_ F_
G17 Xp_Yp_
G03 R_

Arco no plano ZpXp

G02 I_K_
G18 Xp_Zp_ F_
G03 R_

Arco no plano YpZp

G02 J_ K_
G19 Yp_ Zp_ F_
G03 R_

Tabela 4.4: Descrição do formato do comando

Comando Descrição

G17 Especificação de um arco no plano XpYp

G18 Especificação de um arco no plano ZpXp

G19 Especificação de um arco no plano YpZp

G02 Interpolação circular no sentido horário (SH)

G03 Interpolação circular no sentido anti--horário (SAH)

Xp_ Valores de comando do eixo X ou de seu eixo paralelo


(especificado através do parâmetro nº 1022)

Yp_ Valores de comando do eixo Y ou de seu eixo paralelo


(especificado através do parâmetro nº 1022)

Zp_ Valores de comando do eixo Z ou de seu eixo paralelo


(especificado através do parâmetro nº 1022)

I_ Distância do eixo Xp entre o ponto inicial e o centro de um arco


com sinal, valor do raio

J_ Distância do eixo Yp entre o ponto inicial e o centro de um arco


com sinal, valor do raio

k_ Distância do eixo Zp entre o ponto inicial e o centro de um arco


com sinal, valor do raio

R_ Raio do arco sem sinal (sempre com o valor do raio)

F_ Velocidade de avanço ao longo do arco

52
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

NOTA
Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.

Explicações

D Direção da interpolação O “sentido horário”(G02) e o “sentido anti--horário”(G03) no plano XpYp


circular (plano ZpXp ou YpZp) são definidos quando o plano XpYp é visto da
direção positiva para a negativa do eixo Zp (eixo Yp ou eixo Xp,
respectivamente), no sistema de coordenadas cartesianas. Ver a figura
abaixo.

Yp Xp Zp

G03 G03 G03

G02 G02 G02


Xp Zp Yp
G17 G18 G19

D Distância percorrida em O ponto final de um arco é especificado por meio do endereço Xp, Yp ou
um arco Zp, e é expresso como valor absoluto ou incremental, de acordo com G90
ou G91. Para o valor incremental, é especificada a distância entre o ponto
inicial do arco e o ponto final.

D Distância do ponto inicial O centro do arco é especificado pelos endereços I, J e K para os eixos Xp,
ao centro do arco Yp e Zp, respectivamente. O valor numérico que se segue a I, J ou K é,
contudo, uma componente vetorial, na qual o centro do arco é visto em
relação ao ponto inicial, sendo sempre especificado como valor
incremental, independentemente de G90 e G91, como se mostra abaixo.
I, J e K têm de ser dotados de um sinal de acordo com a direção.

Ponto final (x,y) Ponto final (z,x) Ponto final (y,z)


y x z
x Ponto z Ponto y
i k j Ponto
inicial inicial inicial
j i k
Centro Centro Centro

I0, J0 e K0 podem ser omitidos.


Se a diferença entre o raio do ponto inicial e o do ponto final exceder o
valor do parâmetro (nº 3410), é ativado um alarme P/S (nº 020).

D Programação de um Quando Xp, Yp e Zp são omitidos (o ponto final é igual ao ponto inicial)
círculo inteiro e o centro é especificado com I, J e K, se encontra definido um arco de
360° (círculo).

53
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Raio do arco A distância entre um arco e o centro do círculo que contém esse arco pode
ser especificada, utilizando--se o raio R do círculo, em vez de I, J e K.
Neste caso, se considera que um arco é inferior a 180° e que o outro é
superior a 180°. Não é possível especificar um arco com um ângulo de
setor igual ou superior a 180° . Se Xp, Yp e Zp forem omitidos e, além
disso, o ponto final for colocado na mesma posição do ponto inicial e se
usar R, se programa um arco de 0°.
G02R ; (A ferramenta não se movimenta.)
Arco (1) (inferior a 180°)
G02 W60.0 U10.0 R50.0 F300.0 ;
Arco (2) (superior a 180°)
Não é possível especificar no mesmo
bloco um ângulo de setor igual
ou superior a 180°.

(2)
r = 50mm

Ponto final

(1)

Ponto inicial
r = 50mm
X

D Raio R do arco com nove Quando se seleciona a opção destinada à especificação do raio R de um
dígitos (opção) arco com nove dígitos, a faixa admissível do raio para a interpolação
circular é ampliada da seguinte forma:
Incrementos de entrada

Entrada em mm Entrada em polegadas

Siste-
IS--B de 0,001 a 999999,999 mm de 0,0001 a 99999,9999 pol.
ma
incre
incre-
men- IS--C de 0,0001 a 99999,9999 mm de 0,00001 a 9999,99999 pol.
tal

54
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

NOTA
Ao usar a função do raio R do arco com nove dígitos, tenha em
atenção os seguintes pontos:
1 Especificação do centro do arco com os endereços I, K e J
Quando a distância entre o ponto inicial do arco e o centro
do arco é especificada com os endereços I, K e J, será
ativado um alarme P/S (nº 5059) se:

Maximum value which can be specified < I 2 + K 2

Exemplo: Se for selecionado o sistema IS--B e a entrada


em milímetros, o seguinte comando (especifi-
cação do raio) ativará um alarme P/S (nº 5059):

G50 X0 Z0;
G18G02X11.250 Z10. I-800000.000 K900000.000 F5.0;
∵ I 2 + K 2 = (− 800000.000) 2 + 900000.000 2
= 1204159.458
> 999999.999

2 Compensação do raio da ponta da ferramenta


No modo de compensação do raio da ponta da ferramenta,
será ativado um alarme P/S (nº 5059) se a distância entre
o centro do raio da ponta da ferramenta e o centro do arco
exceder o valor máximo permitido.

D Velocidade de avanço Na interpolação circular, a velocidade de avanço é igual à velocidade


especificada por meio do código F e a velocidade de avanço ao longo do
arco (a velocidade de avanço tangencial do arco) é controlada de forma
a corresponder à velocidade de avanço especificada.
A divergência entre a velocidade de avanço nominal e a velocidade de
avanço real da ferramenta é igual ou inferior a ±2%. Contudo, a
velocidade de avanço só é medida ao longo do arco, depois de ser aplicada
a compensação do raio da ponta da ferramenta.

Restrições
D Especificação Se os endereços I, J, K e R forem especificados simultaneamente, o arco
simultânea de R, I, J e K definido por meio do endereço R tem prioridade e os outros são ignorados.

D Especificação de um Se um eixo for programado fora do plano especificado, é emitido um


eixo fora do plano alarme.
especificado Por exemplo, se o plano ZX for especificado no código G do tipo B ou
C, a especificação do eixo X ou do eixo U (paralelo ao eixo X) ativa o
alarme P/S nº 028.

D Diferença do raio entre Se a diferença do raio entre os pontos inicial e final do arco exceder o valor
os pontos inicial e final especificado no parâmetro nº 3410, é ativado o alarme P/S nº 020.
Se o ponto final não ficar situado no arco, a ferramenta se movimenta em
linha reta ao longo de um dos eixos, depois de ter alcançado o ponto final.

55
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Especificação de um Se um arco com um ângulo central de aproximadamente 180° for


semicírculo com R especificado com R, o cálculo das coordenadas do centro poderá produzir
um erro. Neste caso, especifique o centro do arco com I, J e K.

Exemplos
D Comando para a
interpolação circular X, Z

G02X_Z_I_K_F_; G03X_Z_I_K_F_; G02X_Z_R_F_;

Ponto final Ponto final Centro do arco


Centro do arco Ponto final
Eixo X Eixo X Eixo X
(Programação (Programação R (Programação
do diâmetro) do diâmetro) do diâmetro)

Ponto inicial Ponto inicial


X X
X Ponto inicial
Z K Z
Eixo Z Z Eixo Z Eixo Z
K

(Programação absoluta) (Programação absoluta) (Programação absoluta)

R25.0 (Programação do diâmetro)


15.0 G02X50.0Z30.0I25.0F0.3; ou
G02U20.0W--020.0I25.0F0.3; ou
G02X50.0Z30.0R25.0F0.3 ou
10.0 G02U20.0W--20.0R25.F0.3;

φ50.0
Z
30.0

50.0

56
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.5 A interpolação helicoidal para um movimento executado em espiral é


ativada através da especificação de, no máximo, mais dois eixos que se
INTERPOLAÇÃO movimentam em sincronia com a interpolação circular, por meio de
HELICOIDAL (G02, G03) comandos circulares.

Formato
Em sincronia com o arco do plano XpYp

G02 I_J_
G17 Xp_Yp_ α_(β_)F_;
G03 R_

Em sincronia com o arco do plano ZpXp

G02 I_ K_
G18 Xp_Zp_ α_(β_)F_;
G03 R_

Em sincronia com o arco do plano YpZp

G02 J_K_
G19 Yp_ Zp_ α_(β_)F_;
G03 R_

α, β : Qualquer eixo em que não se encontre aplicada a interpolação


circular. Podem ser especificados, no máximo, mais dois eixos.

Explicações Este método de comando permite acrescentar simplesmente ou


posteriormente um eixo do comando de movimento não pertencente aos
eixos de interpolação circular. A velocidade de avanço ao longo de um
arco circular é especificada por meio de um comando F. Sendo assim, a
velocidade de avanço do eixo linear é a seguinte:
Comprimento do eixo linear

Comprimento do arco circular
Determine a velocidade de avanço de forma que a velocidade de avanço
do eixo linear não exceda nenhum dos valores limite. Para tal, poderá
utilizar o bit 0 (HFC) do parâmetro nº 1404.
Z

Caminho da ferramenta

X Y

A velocidade de avanço ao longo da circunferência


de dois eixos interpolados circularmente corresponde
à velocidade de avanço especificada.

Limitações D A compensação do raio da ponta da ferramenta só é aplicada a um arco


circular.
D A correção da ferramenta e a compensação do comprimento da
ferramenta não podem ser usadas nos blocos em que se encontre
programada uma interpolação helicoidal.

57
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.6 A interpolação de coordenadas polares é uma função que executa o


controle de contornos por meio da conversão de um comando programado
INTERPOLAÇÃO no sistema de coordenadas cartesianas, no movimento de um eixo linear
DE COORDENADAS (movimento de uma ferramenta) e no movimento de um eixo de rotação
POLARES (rotação de uma peça). Este método é apropriado para o corte de
superfícies frontais e para a retificação de árvores de cames num torno
(G12.1, G13.1)
mecânico.
Formato
G12.1 ; Inicia o modo de interpolação de coordenadas polares
D Especifique G12.1 e G13.1 (ativa a interpolação de coordenadas polares)
em blocos separados.
Especifique uma interpolação linear ou circular, servindo--se
das coordenadas de um sistema de coordenadas cartesianas
composto de um eixo linear e de um eixo de rotação (eixo
virtual).
G13.1 ; Cancela o modo de interpolação de coordenadas
polares (para que a interpolação de coordenadas
polares não seja executada)
Pode usar--se G112 e G113 em vez de G12.1 e G13.1,
respectivamente.

Explicações

D Plano de interpolação G12.1 inicia o modo de interpolação de coordenadas polares e seleciona


de coordenadas polares um plano para a execução da interpolação de coordenadas polares (fig. 4.6
(a)). A interpolação de coordenadas polares é executada neste plano.

Eixo de rotação (eixo virtual)


(unidade:mm ou polegadas)

Eixo linear
(unidade: mm ou
polegadas)

Ponto de origem do sistema de coordenadas da peça

Fig. 4.6 (a) Plano de interpolação de coordenadas polares

Quando se liga a máquina ou se reinicializa o sistema, a interpolação de


coordenadas polares é cancelada (G13.1). Os eixos linear e de rotação,
para a interpolação de coordenadas polares, têm de ser previamente
definidos por meio dos parâmetros (nº 5460 e 5461).

CUIDADO
O plano utilizado antes de se especificar G12.1 (plano
selecionado por meio de G17, G18 ou G19) é cancelado e
só volta a ser retomado quando G13.1 (cancelamento da
interpolação de coordenadas polares) for especificado.
Quando é feito o reset do sistema, a interpolação de
coordenadas polares é cancelada e passa a ser utilizado o
plano especificado por meio de G17, G18 ou G19.

58
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Distância percorrida e No modo de interpolação de coordenadas polares, os comandos do


velocidade de avanço programa são especificados com coordenadas cartesianas no plano de
para a interpolação de interpolação de coordenadas polares. O endereço do eixo de rotação é
coordenadas polares usado como endereço para o segundo eixo (eixo virtual) do plano. Se
deverá ser especificado um diâmetro ou um raio para o primeiro eixo do
A unidade para as plano, depende exclusivamente do eixo de rotação.
coordenadas do eixo O eixo virtual encontra--se na coordenada 0, imediatamente após a
hipotético é igual à especificação de G12.1. A interpolação polar é iniciada, assumindo um
unidade do eixo linear
ângulo de 0 para a posição da ferramenta se G12.1 se encontrar
(mm/polegadas)
especificado.
A unidade para a Servindo--se de F, especifique a velocidade de avanço como uma
velocidade de avanço é velocidade (velocidade relativa entre a peça e a ferramenta) tangencial em
mm/min ou relação ao plano de interpolação de coordenadas polares (sistema de
polegadas/min coordenadas cartesianas).

D Códigos G que podem G01 . . . . . . . . . . . .Interpolação linear


ser especificados no G02, G03 . . . . . . . . . Interpolação circular
modo de interpolação de Pausa
G04 . . . . . . . . . . . . . .
coordenadas polares G40, G41, G42 . . . . Compensação do raio da ponta da ferramenta
(A interpolação de coordenadas polares é aplicada ao
caminho da ferramenta após a compensação da
ferramenta de corte.)
G65, G66, G67 . . . . Comando de macro de usuário
G98, G99 . . . . . . . . . Avanço por minuto, avanço por rotação

D Interpolação circular no Os endereços para a especificação do raio de um arco para a interpolação


plano de coordenadas circular (G02 ou G03) no plano de interpolação de coordenadas polares,
polares dependem do primeiro eixo do plano (eixo linear).
D I e J no plano Xp--Yp, se o eixo linear for o eixo X ou um eixo paralelo
ao eixo X.
D J e K no plano Yp--Zp, se o eixo linear for o eixo Y ou um eixo paralelo
ao eixo Y.
D K e I no plano Zp--Xp, se o eixo linear for o eixo Z ou um eixo paralelo
ao eixo Z.

O raio de um arco também pode ser especificado com um comando R.

NOTA
Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.

D Movimento ao longo de A ferramenta movimenta--se normalmente ao longo desses eixos,


eixos situados fora do independentemente da interpolação de coordenadas polares.
plano de interpolação de
coordenadas polares, no
modo de interpolação de
coordenadas polares

D Indicação da posição São apresentadas as coordenadas reais. A restante distância a percorrer em


atual no modo de um bloco é, porém, apresentada com base nas coordenadas do plano de
interpolação de interpolação de coordenadas polares (coordenadas cartesianas).
coordenadas polares
59
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Restrições
D Sistema de coordenadas Antes da especificação de G12.1, é necessário definir um sistema de
para a interpolação de coordenadas da peça, no qual o sistema de coordenadas tenha origem no centro
coordenadas polares do eixo de rotação. No modo G12.1, o sistema de coordenadas não pode ser
alterado (G92, G52, G53, reposição das coordenadas relativas, G54 através de
G59, etc.).
D Comando de compensação O modo de interpolação de coordenadas polares não pode ser ativado nem
do raio da ponta da desativado (G12.1 ou G13.1) no modo de compensação do raio da ponta da
ferramenta ferramenta (G41 ou G42). G12.1 ou G13.1 têm de ser especificados no modo
de cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta (G40).
D Reinício do programa O programa não pode ser reinicializado nos blocos que se encontrem no modo
G12.1.
D Velocidade de avanço de A interpolação de coordenadas polares converte o movimento da ferramenta,
corte para o eixo de definido para uma figura programada em um sistema de coordenadas
rotação cartesianas, no movimento que a ferramenta deverá executar no eixo de rotação
(eixo C) e no eixo linear (eixo X). À medida que a ferramenta se aproxima do
centro da peça, a componente da velocidade de avanço do eixo C aumenta,
podendo exceder a velocidade máxima de avanço de corte definida para o eixo
C (no parâmetro (nº 1422)). Nesse caso, é ativado um alarme (ver figura abaixo).
Para evitar que a componente do eixo C exceda a velocidade máxima de avanço
de corte definida para esse eixo, reduza a velocidade de avanço especificada
através do endereço F ou crie um programa que impeça que a ferramenta (centro
da ferramenta, quando se encontra aplicada a compensação do raio da ponta da
ferramenta) se aproxime do centro da peça.

AVISO
Considere as linhas L1, L2 e L3. ∆X é a distância percorrida pela
∆X
ferramenta por unidade de tempo, a uma velocidade de avanço definida
com o endereço F no sistema de coordenadas cartesianas. À medida
θ1 L1
que a ferramenta se desloca de L1 para L2 e para L3, o ângulo em que
θ2 L2 a ferramenta se movimenta por unidade de tempo -- correspondente a
θ3 L3 ∆X no sistema de coordenadas cartesianas -- aumenta de θ1 para θ2 e
para θ3. Por outras palavras, a componente da velocidade de avanço do
eixo C aumenta à medida que a ferramenta se aproxima do centro da
peça. A componente C da velocidade de avanço poderá exceder a
velocidade máxima de avanço de corte definida para o eixo C, dado que
o movimento da ferramenta no sistema de coordenadas cartesianas foi
convertido no movimento da ferramenta para o eixo C e o eixo X.

L : Distância (em mm) entre o centro da ferramenta e o centro da peça, quando o centro da ferramenta
se encontra tão próximo quanto possível do centro da peça
R : Velocidade máxima de avanço de corte (graus/min) do eixo C
Assim, a velocidade a ser especificada com o endereço F, na interpolação de coordenadas polares, pode
ser calculada por meio da fórmula abaixo. Especifique uma velocidade admissível com base na fórmula.
A fórmula fornece um valor teórico; na prática poderá ser necessário utilizar um valor ligeiramente inferior
ao valor teórico, devido a um eventual erro de cálculo.
π
F < L× R× (mm/min)
180

D Programação do A programação do raio é aplicada ao eixo de rotação (eixo C), mesmo que a
diâmetro e do raio programação do diâmetro seja utilizada no eixo linear (eixo X).

60
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Exemplos Exemplo de um programa para a interpolação de coordenadas polares,


baseado no eixo X (eixo linear) e no eixo C (eixo de rotação)

C′ (eixo hipotético)

Eixo C Caminho da ferramenta após a compensação


do raio da ponta da ferramenta
Caminho programado

N204 N203
N205
N202 N201 N200
Eixo X
Ferramenta
N208
N206 N207
Eixo Z

Eixo X com programação do diâmetro, eixo C com programação do raio.

O0001 ;

N010 T0101

N0100 G00 X120.0 C0 Z _ ; Posicionamento na posição inicial


N0200 G12.1 ; Início da interpolação de coordenadas polares
N0201 G42 G01 X40.0 F _ ;
N0202 C10.0 ;
N0203 G03 X20.0 C20.0 R10.0 ;
N0204 G01 X--40.0 ; Programa geométrico
N0205 C--10.0 ; (programa baseado nas coordenadas
N0206 G03 X--20.0 C--20.0 I10.0 J0 ; cartesianas, no plano X--C′)
N0207 G01 X40.0 ;
N0208 C0 ;
N0209 G40 X120.0 ;
N0210 G13.1 ; Cancelamento da interpolação de coordenadas
polares
N0300 Z __ ;
N0400 X __C __ ;

N0900M30 ;

61
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.7 A distância percorrida em um eixo de rotação, programada por meio de


um ângulo, é convertida internamente, uma só vez, em uma distância de
INTERPOLAÇÃO um eixo linear ao longo da superfície externa, de maneira a que a
CILÍNDRICA (G07.1) interpolação linear ou circular possa ser executada com outro eixo. Após
ter sido executada a interpolação, essa distância é reconvertida na
distância percorrida no eixo de rotação.
A função de interpolação cilíndrica permite desenvolver o lado de um
cilindro na programação, facilitando, assim, a criação de programas
destinados, por exemplo, à usinagem cilíndrica de cames.
Formato
G07.1 IP r ; Inicia o modo de interpolação cilíndrica
: (ativa a interpolação cilíndrica).
:
:
G07.1 IP 0 ; Cancela o modo de interpolação cilíndrica.
IP : Endereço do eixo de rotação
r : Valor do raio do cilindro

Especifique G07.1 IP r ; e G07.1 IP 0; em blocos separados.


É possível usar G107 em vez de G07.1.

Explicações
D Seleção do plano Utilize o parâmetro nº 1002 para especificar se o eixo de rotação é o eixo
(G17, G18, G19) X, Y ou Z, ou um eixo paralelo a um desses eixos. Especifique o código
G para selecionar um plano para o qual o eixo de rotação corresponda ao
eixo linear definido.
Por exemplo, se o eixo de rotação for um eixo paralelo ao eixo X, G17 terá
de especificar um plano Xp--Yp que é um plano definido pelo eixo de
rotação e pelo eixo Y ou por um eixo paralelo ao eixo Y.
Para a interpolação cilíndrica, só é possível definir um eixo de rotação.

NOTA
Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.

D Velocidade de avanço A velocidade de avanço especificada no modo de interpolação cilíndrica


corresponde à velocidade válida na superfície cilíndrica desenvolvida.

62
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Interpolação circular No modo de interpolação cilíndrica, a interpolação circular pode ser


(G02,G03) executada com o eixo de rotação e com um outro eixo linear. O raio R é
utilizado nos comandos da mesma forma descrita na seção 4.4.
O raio não é expresso em graus mas em milímetros (para a entrada em
mm) ou em polegadas (para a entrada em polegadas).
< Exemplo: Interpolação circular entre o eixo Z e o eixo C >
Para o eixo C do parâmetro nº 1022, deve especificar--se 5 (eixo
paralelo ao eixo X). Neste caso, o comando para a interpolação
circular é:
G18 Z__C__;
G02 (G03) Z__C__R__;
Em vez disso, também é possível especificar 6 (eixo paralelo ao eixo Y)
para o eixo C do parâmetro nº 1022. Neste caso, porém, o comando para
a interpolação circular é:
G19 C__Z__;
G02 (G03) Z__C__R__;

D Compensação do raio da Para executar a compensação do raio da ponta da ferramenta no modo de


ponta da ferramenta interpolação cilíndrica, cancele qualquer compensação do raio da ponta
da ferramenta que se encontre em curso, antes de iniciar o modo de
interpolação cilíndrica. Em seguida, inicie e cancele a compensação do
raio da ponta da ferramenta dentro do modo de interpolação cilíndrica.

D Precisão da interpolação No modo de interpolação cilíndrica, a distância percorrida em um eixo de


cilíndrica rotação, programada por meio de um ângulo, é convertida internamente,
uma só vez, em uma distância de um eixo linear na superfície externa, de
maneira a que a interpolação linear ou circular possa ser executada com
outro eixo. Após a interpolação, essa distância é reconvertida em um
ângulo. Para a conversão, a distância percorrida é arredondada para o
menor incremento de entrada.
Conseqüentemente, se um cilindro possuir um raio pequeno, a distância
real percorrida pode divergir da distância especificada. Este erro não é,
contudo, acumulativo.
Se no modo de interpolação cilíndrica for executada uma operação
manual com ”absoluto manual” ativado, poderá ocorrer um erro pela
razão acima descrita.
MOVIMENTO/ROT
Distância real = ×Valor nominal × 2×2πR
percorrida 2×2πR MOVIMENTO/ROT

MOVIMENTO/ : Distância percorrida por cada rotação do eixo de rotação


ROT (valor especificado no parâmetro nº 1260)
R : Raio da peça

: Arredondado para o menor incremento de entrada

Restrições

D Especificação do raio do No modo de interpolação cilíndrica, o raio do arco não pode ser
arco no modo de especificado com o endereço de palavra I, J ou K.
interpolação cilíndrica

63
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Interpolação circular e Se o modo de interpolação cilíndrica for iniciado quando já se encontra


compensação do raio da aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta, a interpolação
ponta da ferramenta circular não é executada corretamente no modo de interpolação cilíndrica.

D Posicionamento No modo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar operações


de posicionamento (incluindo as operações que produzem os ciclos de
deslocamento rápido, tais como G28, G80 através de G89). Antes de se
poder especificar o posicionamento, é necessário cancelar o modo de
interpolação cilíndrica. A interpolação cilíndrica (G07.1) não pode ser
executada no modo de posicionamento (G00).

D Definição de um sistema No modo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar um sistema


de coordenadas de coordenadas G50 da peça.

D Especificação do modo No modo de interpolação cilíndrica, não é possível fazer o reset do modo
de interpolação de interpolação cilíndrica. É necessário cancelar primeiro o modo de
cilíndrica interpolação cilíndrica, antes de se proceder ao seu reset.

D Ciclo fixo de perfuração Os ciclos fixos de perfuração, G81 a G89, não podem ser especificados
durante o modo de durante o modo de interpolação cilíndrica.
interpolação cilíndrica

D Espelhamento para O espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver (G68 e G69) não
cabeçote duplo de pode ser especificado durante o modo de interpolação cilíndrica.
torno--revólver

64
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Exemplos

Exemplo de um Programa de Interpolação Cilíndrica C

O0001 (INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA );


N01 G00 Z100.0 C0 ;
N02 G01 G18 W0 H0 ;
N03 G07.1 H57299 ; Z R
N04 G01 G42 Z120.0 D01 F250 ;
N05 C30.0 ;
N06 G02 Z90.0 C60.0 R30.0 ;
N07 G01 Z70.0 ;
N08 G03 Z60.0 C70.0 R10.0 ;
N09 G01 C150.0 ;
N10 G03 Z70.0 C190.0 R75.0 ;
N11 G01 Z110.0 C230.0 ;
N12 G02 Z120.0 C270.0 R75.0 ;
N13 G01 C360.0 ;
N14 G40 Z100.0 ;
N15 G07.1 C0 ;
N16 M30 ;

mm
N05 N12 N13
120
110 N06
N11
90
N07
70
N08 N09 N10
60

C
0 30 60 70 150 190 230 270 360 Graus

65
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.8 Na interpolação helicoidal, a interpolação sinusoidal é ativada quando os


pulsos são distribuídos por meio de um dos eixos de interpolação circular,
INTERPOLAÇÃO DE definido como eixo hipotético.
EIXO HIPOTÉTICO Quando um dos eixos de interpolação circular se encontra definido como
(G07) eixo hipotético, a distribuição dos pulsos faz com que a velocidade do
movimento ao longo do eixo restante se altere de forma sinusoidal. Se o
eixo principal de abertura de rosca (eixo ao longo do qual a máquina
percorre a maior distância) for definido como eixo hipotético, é ativada
uma abertura de rosca com um passo fracionado. O eixo a ser definido
como eixo hipotético é especificado através de G07.

Formato
G07 α 0; Especificação do eixo hipotético
G07 α 1; Cancelamento do eixo hipotético
Sendo a qualquer um dos endereços dos eixos controlados.

Explicações
D Interpolação sinusoidal O eixo a é adotado como eixo hipotético durante o período de tempo que
decorre entre o comando G07 a 0 e o comando G07 a 1.
Supondo que a interpolação sinusoidal é executada durante um ciclo no
plano YZ, o eixo hipotético seria, então, o eixo X.
X2 + Y2 = r2 (r é o raio de um arco)
Y = r SEN ( 2π Z )
1
(1 é a distância percorrida ao longo do eixo Z em um ciclo.)

π 2π
0 Z
π
2

D Interbloqueio, limite de O interbloqueio, o limite de curso e a desaceleração externa também


curso e desaceleração podem ser aplicados ao eixo hipotético.
externa

D Interrupção por manivela Qualquer interrupção ativada por manivela é igualmente eficaz no eixo
hipotético. Isso significa que é executado o movimento para uma
interrupção por manivela.

66
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Limitações
D Operação manual O eixo hipotético só pode ser usado na operação automática. Na operação
manual não é utilizado, sendo executados movimentos.
D Comando de movimento Especifique a interpolação de eixo hipotético apenas no modo
incremental.
D Rotação de coordenadas A rotação de coordenadas não é suportada pela interpolação de eixo
hipotético.
Exemplos
D Interpolação sinusoidal

10.0

Z
0 20.0

N001 G07 X0 ;
N002 G91 G17 G03 X--20.0 Y0.0 I--10.0 Z20.0 F100 ;
N003 G01 X10.0 ;
N004 G07 X1 ;
Do bloco N002 ao bloco N003, o eixo X é adotado como eixo hipotético.
O bloco N002 especifica o corte helicoidal, sendo o eixo Z o eixo linear.
Uma vez que não é efetuado qualquer movimento ao longo do eixo X, o
movimento ao longo do eixo Y é executado durante a execução da
interpolação sinusoidal ao longo do eixo Z.
No bloco N003 não é efetuado qualquer movimento ao longo do eixo X
e, por isso, a máquina faz uma pausa até que a interpolação seja terminada.
D Alteração da velocidade (Programa exemplificativo)
de avanço para formar G07Z0 ; O eixo Z é definido como eixo hipotético.
uma curva sinusoidal G02X0Z0I10.0F4. ; A velocidade de avanço do eixo X se altera de forma
sinusoidal.
G07Z1 ; A utilização do eixo Z como eixo hipotético é
cancelada.

4.0

Xt

67
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.9 Utilizando o comando G32, é possível cortar roscas cônicas e em espiral,


bem como roscas de passo reto.
ROSCA DE PASSO A velocidade do fuso é lida pelo codificador de posição do fuso em tempo
CONSTANTE (G32) real e convertida na velocidade de avanço de corte (no modo de avanço
por minuto), à qual a ferramenta será, então, movimentada.

L L

Fig. 4.8 (a) Rosca reta Fig. 4.8 (b) Rosca cônica Fig. 4.8 (c) Rosca em espiral

Formato

G32IP_F_; Eixo X
Ponto final
IP_: Ponto final
F_: Passo do eixo longo
(sempre em programação δ2
X α Ponto inicial
do raio) Z
δ1

0 Eixo Z

Fig. 4.9 (d) Exemplo de abertura de rosca

Explicações Geralmente, a abertura de rosca é repetida ao longo do mesmo caminho


da ferramenta, desde o corte grosseiro até o corte de acabamento de uma
hélice. Uma vez que a abertura de rosca é iniciada quando o codificador
de posição instalado no fuso transmite um sinal para 1 volta, o processo
de abertura de rosca é iniciado em um ponto fixo e o caminho da
ferramenta na peça não é alterado durante as repetidas aberturas de rosca.
Ter em atenção que a velocidade do fuso tem de permanecer constante
desde o corte grosseiro até o corte de acabamento. Não sendo assim, o
passo da rosca é incorreto.

68
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Rosca cônica

LX
α

Z
LZ

α≦45° O passo é LZ
α≧45° O passo é LX

Fig. 4.9 (e) LZ e LX de uma rosca cônica

Geralmente, o atraso do sistema servo, etc., provoca passos de rosca


ligeiramente incorretos nos pontos inicial e final de uma abertura de rosca.
Para compensar esta situação, o comprimento da abertura de rosca deveria
ser especificado com um valor um pouco maior do que o necessário.
A tabela 4.9 apresenta as faixas permitidas para a especificação do passo
de rosca.
Tabela 4.9: Faixas de dimensões permitidas para os passos de rosca
Menor incremento de comando
Entrada em mm de 0,0001
0 0001 a 500,0000
500 0000 mm
Entrada em polegadas de 0,000001
0 000001 a 9,999999
9 999999 polegadas

69
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Explicações

1. Abertura de rosca reta

Na programação, são usados os seguintes


valores:
Passo de rosca: 4 mm
Eixo X δ1 = 3 mm
30 mm δ2 = 1,5 mm
Profundidade de corte: 1 mm (corte duplo)
(Entrada em mm, programação do diâmetro)
δ2 δ1
G00 U--62.0 ;
Eixo Z G32 W--74.5 F4.0 ;
G00 U62.0 ;
W74.5 ;
U--64.0 ;
70 (No segundo corte, cortar mais 1 mm)
G32 W--74.5 ;
G00 U64.0 ;
W74.5 ;

2. Abertura de rosca cônica


Na programação, são usados os seguintes
valores:
Passo de rosca: 3,5 mm na direção do eixo Z
δ1 = 2 mm
Eixo X δ2 = 1 mm
A profundidade de corte na direção do eixo X é de
φ50 δ2 1 mm
(corte duplo)
φ43 (Entrada em mm, programação do diâmetro)
δ1
0 Eixo Z G00 X 12.0 Z72.0 ;
φ14 G32 X 41.0 Z29.0 F3.5 ;
G00 X 50.0 ;
Z 72.0 ;
X 10.0 ;
(No segundo corte, cortar mais 1 mm)
30 40 G32 X 39.0 Z29.0 ;
G00 X 50.0 ;
Z72.0 ;

70
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

AVISO
1 O override da velocidade de avanço se encontra ativo (fixado a 100%) durante a abertura de
rosca.
2 É muito perigoso interromper o avanço da ferramenta de abrir rosca, sem parar primeiro o fuso,
pois isso iria aumentar subitamemente a profundidade de corte. Portanto, a função de bloqueio
de avanço não é eficaz durante a abertura de rosca. Se o botão de bloqueio de avanço for
pressionado durante a abertura de rosca, a ferramenta pára após a execução de um bloco em
que não se encontre especificada a abertura de rosca, tal como se tivesse sido premido o botão
BLOCO ÚNICO. A lâmpada de bloqueio de avanço (lâmpada SPL) acende, porém, se o botão
de BLOQUEIO DE AVANÇO for acionado no painel de comando da máquina. Assim que a
ferramenta pára, a lâmpada se apaga (estado de parada de bloco único).
3 Se o botão de BLOQUEIO DE AVANÇO continuar premido ou for novamente premido no
primeiro bloco que não inclua a abertura de rosca, imediatamente após o bloco de abertura
de rosca, a ferramenta pára no bloco que não inclui a abertura de rosca.
4 Se a abertura de rosca for executada no estado de bloco único, a ferramenta pára após a
execução do primeiro bloco que não inclua a abertura de rosca.
5 Se o modo for comutado da operação automática para a operação manual durante a abertura
de rosca, a ferramenta pára no primeiro bloco que não especifique a abertura de rosca, tal
como quando se pressiona o botão de bloqueio de avanço (cf. ponto 3).
Se o modo for comutado da operação automática para outra operação, a ferramenta pára após
a execução do bloco que não especifique a abertura de rosca, tal como no modo de bloco único
(cf. ponto 4).
6 Se o bloco anterior for um bloco de abertura de rosca, o corte será imediatamente iniciado, sem
esperar pela detecção do sinal de 1 rotação, mesmo que o bloco atual seja um bloco de
abertura de rosca.
G32Z _ F_ ;
Z _; (O sinal de 1 rotação não é detectado antes deste bloco.)
G32 ; (Considerado como um bloco de abertura de rosca.)
Z_ F_ ;(O sinal de 1 rotação também não é detectado.)
7 Se o controle da velocidade de corte constante estiver ativo durante a abertura de rosca em
espiral ou de rosca cônica, e a velocidade do fuso for alterada, o passo de rosca poderá não
ser cortado corretamente. Por isso, não use o controle da velocidade de corte constante
durante a abertura de rosca. Use, em vez disso, G97.
8 O bloco de movimento que precede o bloco de abertura de rosca não pode incluir comandos
de chanfragem nem de canto R.
9 O bloco de abertura de rosca não pode incluir comandos de chanfragem nem de canto R.
10 A função de override da velocidade do fuso está desativada durante a abertura de rosca. A
velocidade do fuso está fixada para 100%.
11 A função de retração no ciclo de abertura de rosca não é eficaz para G32.

71
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.10 A especificação de um aumento ou diminuição do passo de rosca por cada


rotação da hélice, permite a execução da abertura de rosca com passo
ABERTURA DE variável.
ROSCA DE PASSO
VARIÁVEL (G34)

Fig. 4.10 Hélice de passo variável

Formato
G34 IP_F_K_;
IP : Ponto final
F : Passo no sentido longitudinal do eixo, no ponto inicial
K : Incremento e decremento do passo por rotação do fuso

Explicações Todos os endereços, exceto K, são iguais aos da abertura de rosca


reta/cônica com G32.
A Tabela 4.10 apresenta uma faixa de valores que podem ser especificados
como K.
Tabela 4.10 Faixa de valores permitidos para K

Entrada em mm ¦de 0,0001 a ¦500,0000 mm/rot.

Entrada em polegadas ¦de 0,000001 a ¦9,999999 pol./rot.

O alarme P/S (nº 14) é acionado, por exemplo, quando o valor de K é


superior à faixa apresentada na Tabela 4.10, quando o valor máximo do
passo é ultrapassado devido ao aumento ou diminuição de K ou quando
o passo possui um valor negativo.

AVISO
A “Retração no Ciclo de Abertura de Rosca” não é eficaz
para G34.

Exemplos
Passo de rosca no ponto inicial: 8,0 mm
Aumento do passo de rosca: 0,3 mm/rotação

G34 Z--72.0 F8.0 K0.3 ;

72
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.11 Na função de abertura de rosca contínua, os pulsos fracionários emitidos


durante a transição entre blocos de movimento, se sobrepõem ao próximo
ABERTURA DE movimento, no processamento e emissão de pulsos (sobreposição de
ROSCA CONTÍNUA blocos).
Por este motivo, as seções descontínuas, resultantes da interrupção do
movimento durante a usinagem contínua de blocos, são eliminadas de
forma a permitir que o bloco que contém os comandos para a abertura de
rosca possa ser controlado de forma contínua.

Explicações Dado que o sistema é controlado de forma a impedir, tanto quanto


possível, que o sincronismo com o fuso seja perturbado durante a
transição entre blocos, se torna possível executar operações especiais de
abertura de rosca, nas quais o passo de rosca e o contorno se alteram a meio
caminho.

G32 G32
G32

Fig. 4.11 Abertura de rosca contínua

Mesmo que a mesma seção seja repetida para a abertura de rosca,


enquanto a profundidade de corte é alterada, este sistema permite uma
usinagem correta sem prejudicar a rosca.

NOTA
1 A sobreposição de blocos também é eficaz para o comando
G01, produzindo uma superfície com um acabamento
excelente.
2 A sobreposição de blocos não é eficaz em blocos
extremamente pequenos.

73
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.12 Através do endereço Q é possível especificar um ângulo entre o sinal de


1 rotação do fuso e o início da abertura de rosca, e deslocar o ângulo de
ABERTURA DE início da abertura de rosca. Torna--se, assim, possível produzir facilmente
ROSCA MÚLTIPLA hélices de rosca múltipla.

Hélices de rosca múltipla.

Formato
(Rosca de passo constante)

G32 IP_ F_ Q_ ; IP_ : Ponto final


G32 IP_ Q_ ; F_ : Passo de rosca em sentido longitudinal
Q_ : Ângulo inicial da abertura de rosca

Explicações

D Comandos permitidos para G32: Abertura de rosca de passo constante


a abertura de rosca G34: Abertura de rosca de passo variável
G76: Ciclo de abertura de rosca múltipla
G92: Ciclo de abertura de rosca

Limitações

D Ângulo inicial O ângulo inicial não é um valor de ação contínua (modal), tendo, portanto,
de ser especificado sempre que é usado. Se não for especificado nenhum
valor, o programa assume o valor 0.

D Incremento do ângulo O incremento do ângulo inicial (Q) é de 0.001 graus. Ter em atenção que
inicial não é possível especificar um ponto decimal.
Exemplo:
Para um ângulo de deslocamento de 180 graus, especifique Q180000.
zão é possível especificar Q180.000, visto que este valor contém um
ponto decimal.

D Faixa admissível para o O ângulo inicial (Q) pode ser especificado entre 0 e 360000 (em unidades
ângulo inicial de 0.001 graus). Se for especificado um valor superior a 360000 (360
graus), o mesmo será arredondado para 360000 (360 graus).

D Abertura de rosca Use sempre o formato de fita FS15 para o comando de abertura de rosca
múltipla (G76) múltipla G76.

74
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Exemplos
Programa para hélices de rosca dupla
(com ângulos iniciais de 0 e 180 graus)
G00 X40.0 ;
G32 W--38.0 F4.0 Q0 ;
G00 X72.0 ;
W38.0 ;
X40.0 ;
G32 W--38.0 F4.0 Q180000 ;
G00 X72.0 ;
W38.0 ;

75
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.13 Através dos comandos G35 e G36, é possível usinar uma rosca circular
com o passo de rosca especificado na direção do eixo principal.
ABERTURA DE
ROSCA CIRCULAR L
(G35, G36)

Rosca circular

Formato
G35 X (U) _ Z (W) _ I_K_ F_ Q_;
G36 R___

G35 : Comando de abertura de rosca circular em sentido horário


G36 : Comando de abertura de rosca circular em sentido anti--horário

X (U) : Especificação do ponto final do arco (como para G02, G03).

Z (W)

I, K : Especificação do centro do arco em relação ao ponto inicial,


por meio das coordenadas relativas (como para G02, G03).
R : Especificação do raio do arco.
F : Especificação do passo de rosca na direção do eixo principal.
Q : Especificação do deslocamento do ângulo inicial da abertura
de rosca (de 0 a 360°, em unidades de 0.001°)

X F

Ponto
inicial Ponto final (Z, X)

I R
Z

K Centro do
arco

76
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

Explicações
D Especificação do raio do Se R for especificado juntamente com I e K, só é eficaz R.
arco

D Seleção de um plano que Se existir um eixo adicional, além dos eixos X e Z, a abertura de rosca
não o plano ZX circular também pode ser especificada em outro plano que não o plano
ZX. O método de especificação é igual ao utilizado para G02 e G03.

D Compensação O comando G36 é utilizado para especificar as duas funções seguintes:


automática da Compensação automática da ferramenta -- X e abertura de rosca circular
ferramenta em sentido anti--horário. A função para a qual G36 deverá ser usado,
depende do bit 3 (G36) do parâmetro nº 3405.
D Se o bit 3 possuir o valor 0, o comando G36 será usado para a
compensação automática da ferramenta -- X.
D Se o bit 3 possuir o valor 1, o comando G36 será usado para a
abertura de rosca circular em sentido anti--horário.
G37.1 pode ser usado para especificar a compensação automática da
ferramenta -- X e G37.2 para especificar a compensação automática da
ferramenta -- Z.
(Método de especificação)
G37.1 X_
G37.2 Z_
Código G, quando o bit 3 do parâmetro nº 3405 está colocado em 1
Código G Grupo do código G Função

G35 Abertura de rosca circular em sentido


horário
01
G36 Abertura de rosca circular em sentido
anti--horário

G37 Compensação automática da


ferramenta -- Z

G37.1 Compensação automática da


00 ferramenta -- X

G37.2 Compensação automática da


ferramenta -- Z

77
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Limitações
D Faixa admissível para o O arco tem de ser especificado dentro de uma determinada faixa, de forma
arco que o eixo principal do arco seja sempre o eixo Z ou sempre o eixo X,
como ilustrado na fig. 4.13 (a) e (b). Se o arco incluir um ponto, no qual
o eixo principal passe do eixo X para o eixo Z ou vice--versa, como
ilustrado na fig. 4.13 (c), é ativado o alarme P/S 5058.

Ponto inicial Ponto final

Z
45°

Fig. 4.13 (a) Faixa na qual o eixo Z é o eixo principal

Ponto inicial

45°

Ponto final

Fig. 4.13 (b) Faixa na qual o eixo X é o eixo principal

X
Ponto inicial O eixo principal muda neste ponto.

Ponto final

Z
45°

Fig. 4.13 (c) Exemplo da especificação de um arco que ativa um alarme

78
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.14 A interpolação linear pode ser programada através da especificação de um


movimento axial a seguir ao comando G31, tal como G01. Se for
FUNÇÃO DE SALTO introduzido um sinal de salto externo durante a execução deste comando,
(G31) a execução do comando é interrompida e o bloco seguinte executado.
A função de salto é usada quando o fim da usinagem não está programado,
mas é especificado por meio de um sinal da máquina, por exemplo,
durante a retificação. Esta função também pode ser usada para medir as
dimensões de uma peça.
Para mais informações sobre a utilização desta função, consulte o manual
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Formato

G31 IP_ ;

G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em


que foi especificado)

Explicações Quando o sinal de salto está ativo, os valores das coordenadas podem ser
utilizados em uma macro de usuário, dado que se encontram
memorizados nas variáveis #5061 a #5068 do sistema de macros de
usuário, da seguinte forma:
#5061 Valor da coordenada do eixo X
#5062 Valor da coordenada do eixo Z
#5063 Valor da coordenada do 3º eixo
:
:
#5068 Valor da coordenada do 8º eixo

AVISO
Para aumentar a precisão da posição da ferramenta
quando é introduzido o sinal de salto, o override da
velocidade de avanço, o funcionamento em vazio e a
aceleração/desaceleração automática são desativados
para a função de salto, se a velocidade de avanço for
especificada como um valor de avanço por minuto. Para
ativar estas funções, defina o bit 7 (SKF) do parâmetro nº
6200 como 1. Se a velocidade de avanço for especificada
como um valor de avanço por rotação, as funções de
override da velocidade de avanço, funcionamento em vazio
e aceleração/desaceleração automática são ativadas na
função de salto, independentemente da definição do bit
SKF.

NOTA
1 Se o comando G31 for emitido enquanto a compensação
do raio da ponta da ferramenta estiver ativa, é ativado o
alarme P/S nº 035. Cancele a compensação da ferramenta
com o comando G40, antes de especificar o comando G31.
2 Na opção de salto rápido, se G31 for executado no modo
de avanço por rotação, é ativado um alarme P/S (nº 211).

79
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos

D O bloco a seguir a G31 é


um comando incremental

G31 W100.0 F100;


U50.0;

O sinal de salto é introduzido aqui


50.0

100.0
Movimento efetivo

Z Movimento sem sinal de salto

Fig. 4.14 (a) O bloco seguinte é um comando incremental

D O bloco a seguir a G31 é


um comando absoluto para
1 eixo

G31 Z200.00 F100;


X100.0; X100.0

O sinal de salto é introduzido aqui

Z200.0

Movimento efetivo
Movimento sem sinal de salto

Fig. 4.14 (b) O bloco seguinte é um comando absoluto para 1 eixo

D O bloco a seguir a G31 é


um comando absoluto para
2 eixos
G31 G90X200.0 F100;
X300.0 Z100.0;
X

O sinal de salto é introduzido aqui


100 (100,300)

Movimento efetivo
Movimento sem sinal de salto

Z
100 200 300

Fig. 4.14 (c) O bloco seguinte é um comando absoluto para 2 eixos

80
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

4.15 Em um bloco que especifique P1 a P4 após G31, a função de salto


multi--etapas memoriza as coordenadas em uma variável de macro de
SALTO usuário quando o sinal de salto (de 4 ou de 8 pontos; de 8 pontos se for
MULTI--ETAPAS (G31) utilizado um sinal de salto rápido) é ativado.
Em seguida, a função ignora todo o movimento restante. Em um bloco
que especifique Q1 a Q4 após G04, a função ignora a pausa quando o sinal
de salto (de 4 ou de 8 pontos; de 8 pontos se for utilizado um sinal de salto
rápido) é ativado.
É possível servir--se de um sinal de salto emitido pelo equipamento, tal
como um instrumento de medição de dimensões fixas, para saltar os
programas que estão sendo executados.
Na retificação de perfis, por exemplo, é possível executar
automaticamente uma série de operações, desde a usinagem grosseira até
a retificação fina, aplicando--se um sinal de salto sempre que as operações
de usinagem grosseira, usinagem semi--fina, usinagem fina ou de
retificação fina sejam terminadas.
Para mais informações sobre a utilização desta função, consulte o manual
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Formato

Comando de movimento
G31 IP __ F __ P __ ;
IP_ : Ponto final
F_ : Velocidade de avanço
P_ : P1--P4
Pausa
G04 X (U, P)__ (Q__) ;
X(U, P)_ : Tempo de pausa
Q_ : Q1 -- Q4

Explicações O salto multi--etapas é programado através da especificação de P1, P2, P3


ou P4 em um bloco G31. A seleção (de P1, P2, P3 ou P4) é explicada no
manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Especificando--se Q1, Q2, Q3 ou Q4 em G04 (comando de pausa), é
possível ignorar a pausa, tal como acontece quando se especifica G31.
Pode ocorrer um salto, mesmo que Q não seja especificado. A seleção (de
Q1, Q2, Q3 ou Q4) é explicada no manual fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta.
D Correspondência dos Os parâmetros nº 6202 a 6205 podem ser utilizados para definir se será
sinais de salto aplicado um sinal de salto de 4 ou de 8 pontos (se for utilizado um sinal
de salto rápido). A especificação não está limitada à correspondência de
um a um. É possível especificar que um sinal de salto corresponda a dois
ou mais Pn ou Qn (n=1, 2, 3, 4). Os bits 0 (DS1) a 7 (DS8) do parâmetro
nº 6206 também podem ser utilizados para especificar uma pausa.

CUIDADO
A pausa não é ignorada se não for especificado Qn e
definidos os parâmetros DS1--DS8 (nº 6206#0--#7).

81
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

4.16 Com o torque do motor limitado (por exemplo, por um comando de limite
de torque emitido através da janela do PMC), é possível produzir o mesmo
SALTO DO LIMITE DE tipo de avanço de corte como com G01 (interpolação linear), através de
TORQUE (G31 P99) um comando de movimento após G31 P99 (ou G31 P98).
O salto é efetuado quando é emitido um sinal que indica que o limite do
torque foi alcançado (devido à pressão aplicada ou por qualquer outro
motivo).
Para mais informações sobre a utilização desta função, consulte o manual
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

Formato
G31 P99 IP_ F_ ;
G31 P98 IP_ F_ ;
G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em que foi
especificado)

Explicações
D G31 P99 Se o limite de torque do motor for alcançado ou for recebido um sinal de
SALTO durante a execução de G31 P99, o comando de movimento atual
é cancelado e o bloco seguinte executado.
D G31 P98 Se o limite de torque do motor for alcançado durante a execução de G31
P98, o comando de movimento atual é cancelado e o bloco seguinte
executado. O sinal de SALTO <X0004#7/Unidade porta--ferramenta 2
X0013#7> não exerce qualquer influência sobre G31 P98.
A introdução de um sinal de SALTO durante a execução de G31 P98, não
dá origem a um salto.
D Comando de limite de Se o limite de torque não for especificado antes da execução de G31
torque P99/98, o comando de movimento será prosseguido; o salto não é
realizado, mesmo que o limite de torque seja alcançado.
D Variável do sistema de Quando G31 P99/98 é especificado, as variáveis de macros de usuário
macros de usuário memorizam as coordenadas existentes no final do salto. (Ver seção 4.9.)
Se o sinal de SALTO der origem a um salto com G31 P99, as variáveis
do sistema de macros de usuário memorizam as coordenadas baseadas no
sistema de coordenadas da máquina, depois de finalizado o processo, mas
não as coordenadas existentes no momento em que o sinal de SALTO foi
introduzido.

Limitações
D Comando de eixos Só é possível controlar um eixo em cada bloco que contenha G31 P98/99.
Se for especificado o controle de dois ou mais eixos nestes blocos ou se
não for emitido nenhum comando de eixos, é ativado o alarme P/S nº 015.
D Erro do servo Se o sinal que indica o alcance do limite de torque for introduzido durante
a execução de G31 P99/98 e a quantidade de erros do servo for superior
a 32767, é ativado o alarme P/S nº 244.
D Salto rápido Com G31 P99, um sinal de SALTO pode originar um salto, mas não um
salto rápido.

82
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

D Sincronização G31 P99/98 não pode ser aplicado aos eixos submetidos a uma
simplificada e controle sincronização simplificada, nem aos eixos X ou Z, se os mesmos se
de eixo angular encontrarem sob um controle de eixo angular.

D Controle da velocidade É necessário definir o bit 7 (SKF) do parâmetro nº 6200 para desativar as
funções de funcionamento em vazio, override e aceleração ou
desaceleração automática, nos comandos de salto G31.

D Comandos consecutivos G31 P99/98 não pode ser usado em blocos consecutivos.

AVISO
Especifique sempre o limite de torque antes do comando
G31 P99/98, caso contrário G31 P99/98 permitirá a
execução de comandos de movimento, sem originar um
salto.

NOTA
Se G31 for ativado durante a compensação do raio da
ponta da ferramenta, é ativado o alarme P/S nº 035.
Portanto, antes de ativar G31, execute G40 para cancelar
a compensação do raio da ponta da ferramenta.

Exemplos
O0001 ;
:
:
Mjj ; O limite de torque é especificado
: através da janela do PMC.
:
G31 P99 X200. F100 ; Comando de salto do limite de torque
:
Comando de movimento ao qual é
G01 X100. F500 ;
aplicado o limite de torque
:
:
MDD ; Limite de torque cancelado pelo PMC
:
:
M30 ;
:
%

83
5. FUNÇÕES DE AVANÇO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

5 FUNÇÕES DE AVANÇO

84
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 5. FUNÇÕES DE AVANÇO

5.1 As funções de avanço controlam a velocidade de avanço da ferramenta.


Estão disponíveis as duas funções de avanço seguintes:
ASPECTOS GERAIS

D Funções de avanço

1. Deslocamento rápido
Quando se especifica o comando de posicionamento (G00), a
ferramenta se move à velocidade de deslocamento rápido programada
no CNC (parâmetro nº 1420).
2. Avanço de corte
A ferramenta se move à velocidade de avanço de corte programada.
D Override O override pode ser aplicado à velocidade de deslocamento rápido ou à
velocidade de avanço de corte, pressionando--se o respectivo botão no
painel de operação da máquina.

D Aceleração/Desaceleração Para evitar um choque mecânico, a aceleração/desaceleração é aplicada


automática
automaticamente no momento em que a ferramenta inicia e termina o seu
movimento (fig. 5.1 (a)).

Velocidade de deslocamento rápido FR : Velocidade de


deslocamento
rápido
FR T R: Constante de
tempo de
aceleração/desa
celeração para
a velocidade de
deslocamento
rápido
0 Tempo

TR TR

Velocidade de avanço

FC : Velocidade de
FC avanço
T C : Constante de
tempo de
aceleração/
desaceleração para
a velocidade de
avanço de corte
0 Tempo

TC TC

Fig. 5.1 (a) Aceleração/desaceleração automática (exemplo)

85
5. FUNÇÕES DE AVANÇO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Caminho da ferramenta Se a direção do movimento for alterada entre os blocos programados,


no avanço de corte durante o avanço de corte, poderá obter--se um caminho de canto
arredondado (fig. 5.1 (b)).

Caminho programado

Caminho real da ferramenta

0 Z

Fig. 5.1 (b) Exemplo do caminho da ferramenta entre dois blocos

Na interpolação circular ocorre um desvio radial (fig. 5.1(c)).


X
∆r:Desvio

Caminho programado
Caminho real da ferramenta

r
Z
0
Fig. 5.1 (c) Exemplo do desvio radial na interpolação circular

O caminho de canto arredondado ilustrado na fig. 5.1(b) e o desvio radial


ilustrado na fig. 5.1(c), dependem da velocidade de avanço. Portanto, é
necessário controlar a velocidade de avanço para que a ferramenta se
movimente da forma programada.

86
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 5. FUNÇÕES DE AVANÇO

5.2
DESLOCAMENTO
RÁPIDO
Formato

G00 IP_ ;
G00 : Código G (grupo 01) para o posicionamento
(deslocamento rápido)
IP_ ; Palavra de dimensão para o ponto final

Explicações O comando de posicionamento (G00) posiciona a ferramenta por meio do


deslocamento rápido. No deslocamento rápido, o bloco seguinte é
executado depois da velocidade de avanço especificada passar para 0 e do
motor servo alcançar uma determinada faixa definida pelo fabricante da
máquina--ferramenta (controle da posição).
A velocidade de deslocamento rápido é definida para cada eixo por meio
do parâmetro nº 1420, não sendo, assim, necessário programar uma
velocidade de avanço rápido.
Os seguintes overrides podem ser aplicados à velocidade de
deslocamento rápido, pressionando--se o respectivo botão no painel de
operação da máquina: F0, 25, 50, 100%
F0: Permite definir uma velocidade de avanço fixa para cada eixo por
meio do parâmetro nº 1421.
Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

87
5. FUNÇÕES DE AVANÇO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

5.3 A velocidade de avanço da interpolação linear (G01), interpolação


circular (G02, G03), etc., é programada com números após o código F.
AVANÇO DE CORTE No avanço de corte, o bloco seguinte é executado de forma a minimizar
a alteração da velocidade de avanço em relação ao bloco precedente.
Estão disponíveis dois modos de especificação:
1. Avanço por minuto (G98)
Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por minuto.
2. Avanço por rotação (G99)
Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por rotação do
fuso.

Formato
Avanço por minuto
G98 ; Código G (grupo 05) para o avanço por minuto
F_ ; Comando da velocidade de avanço (mm/min ou polegadas/min)
Avanço por rotação
G99 ; Código G (grupo 05) para o avanço por rotação
F_ ; Comando da velocidade de avanço (mm/rotação ou polegadas/
rotação)

Explicações
D Controle da constante da O avanço de corte é controlado de forma que a velocidade de avanço
velocidade tangencial tangencial corresponda sempre à velocidade de avanço especificada.

X X

Ponto
Ponto final inicial

F F

Ponto
inicial Centro Ponto final
Z Z
Interpolação linear Interpolação circular

Fig. 5.3 (a) Velocidade de avanço tangencial (F)

D Avanço por minuto (G98) Após a especificação de G98 (no modo de avanço por minuto), o valor de
avanço da ferramenta por minuto deve ser definido diretamente,
especificando um número depois de F. G98 é um código modal. Depois
de selecionado, G98 é válido até que seja especificado G99 (avanço por
rotação). Quando se liga a máquina, fica ativo o modo de avanço por
rotação.
É possível aplicar ao avanço por minuto um override de 0% a 254% (em
passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da
máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual
correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

88
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 5. FUNÇÕES DE AVANÇO

Quantidade de avanço por minuto


(mm/min ou pol/min)
F

Fig. 5.3 (b) Avanço por minuto

AVISO
Não é possível aplicar um override a alguns dos comandos,
como p. ex. à abertura de rosca.

D Avanço por rotação Após a especificação de G99 (no modo de avanço por rotação), o valor
(G99) de avanço da ferramenta por rotação do fuso deve ser definido
diretamente, especificando um número depois de F. G99 é um código
modal. Depois de selecionado, G99 é válido até que seja especificado G98
(avanço por minuto).
É possível aplicar ao avanço por rotação um override de 0% a 254% (em
passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da
máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual
correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Se o bit 0 (NPC) do parâmetro nº 1402 for definido com 1, é possível
especificar os comandos de avanço por rotação, mesmo que não seja
usado um codificador de posição. (O CNC converte os comandos de
avanço por rotação em comandos de avanço por minuto.)

F Quantidade de avanço por rotação do


fuso (mm/rot ou pol/rot)

Fig. 5.3 (c) Avanço por rotação

CUIDADO
Se o fuso trabalhar a uma velocidade baixa, poderão
verificar--se flutuações na velocidade de avanço. Quanto
menor for o número de rotações do fuso, tanto mais
freqüentemente ocorrerão flutuações na velocidade de
avanço.

89
5. FUNÇÕES DE AVANÇO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Fixação da velocidade É possível definir um limite superior comum para a velocidade de avanço
de avanço de corte de corte em todos os eixos, através do parâmetro nº 1422. Se a velocidade
real de avanço de corte (com um override aplicado) exceder o limite
superior especificado, a mesma será fixada de acordo com o limite
superior.

NOTA
O limite superior é especificado em mm/min ou em
polegadas/min. O cálculo do CNC poderá implicar um erro
de 2% na velocidade de avanço, relativamente ao valor
especificado. Esse erro não é válido, contudo, para a
aceleração/desaceleração. Mais precisamente, esse erro é
provocado pela medição do tempo de que a ferramenta
necessita para se deslocar 500 mm ou mais, durante o
estado estável:

D Referência A faixa de velocidades de avanço especificáveis pode ser consultada no


Anexo C.

90
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 5. FUNÇÕES DE AVANÇO

5.4
PAUSA (G04)
Formato
Pausa G04 X_ ; ou G04 U_ ; ou G04 P_ ;
X_ : Especificação de um período de tempo
(números decimais permitidos)
U_ : Especificação de um período de tempo
(números decimais permitidos)
P_ : Especificação de um período de tempo
(números decimais não permitidos)

Explicações Quando se especifica uma pausa, a execução do bloco seguinte é adiada


pelo período de tempo especificado.
O bit 1 (DWL) do parâmetro nº 3405 pode definir uma pausa para cada
rotação, no modo de avanço por rotação (G99).
Tabela 5.4 (a)
Faixa de valores de comando do tempo de pausa (comando X ou U)

Faixa de valores de Unidade do


Sistema incremental
comando tempo de pausa

IS--B de 0,001 a 99999,999


s ou rot.
rot
IS--C de 0,0001 a 9999,9999

Tabela 5.4 (b)


Faixa de valores de comando do tempo de pausa (comando P)

Sistema incremental Faixa de valores de Unidade do


comando tempo de pausa

IS--B de 1 a 99999999 0,001 s ou rot.

IS--C de 1 a 99999999 0,0001 s ou rot.

91
6. PONTO DE REFERÊNCIA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

6 PONTO DE REFERÊNCIA

Qualquer máquina--ferramenta CNC possui uma posição especial na qual,


normalmente, a ferramenta é substituída ou o sistema de coordenadas
definido, como se descreve mais tarde. Essa posição é designada como
ponto de referência.

92
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 6. PONTO DE REFERÊNCIA

6.1
RETORNO AO PONTO
DE REFERÊNCIA
D Ponto de referência O ponto de referência é uma posição fixa na máquina--ferramenta, para a
qual a ferramenta pode ser facilmente deslocada por meio da função de
retorno ao ponto de referência.
O ponto de referência é utilizado, por exemplo, como uma posição na qual
as ferramentas são substituídas automaticamente. É possível especificar
um total de quatro pontos de referência, definindo--se coordenadas no
sistema de coordenadas da máquina, através dos parâmetros (nº 1240 a
1243).

2º ponto de referência

3º ponto de referência

Ponto de referência

4º. ponto de
referência

Ponto zero da máquina

Fig. 6.1 (a) Ponto zero da máquina e pontos de referência

93
6. PONTO DE REFERÊNCIA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Retorno ao ponto de As ferramentas são deslocadas automaticamente para o ponto de


referência referência passando por uma posição intermediária ao longo de um eixo
especificado Quando o retorno ao ponto de referência está concluído,
acende--se a lâmpada que indica que o retorno foi concluído.
X Posição intermediária

Ponto de referência

Fig. 6.2 (b) Retorno ao ponto de referência

D Controle do retorno ao A função de controle do retorno ao ponto de referência (G27) verifica se


ponto de referência a ferramenta regressou corretamente ao ponto de referência, como
especificado no programa. Se a ferramenta tiver regressado corretamente
ao ponto de referência ao longo do eixo especificado, acende--se a
lâmpada do respectivo eixo.

Formato
D Retorno ao ponto de
referência
G28 IP _ ; Retorno ao ponto de referência

G30 P2 IP _ ; Retorno ao 2º. ponto de referência (P2 pode


ser omitido.)
G30 P3 IP _ ; Retorno ao 3º. ponto de referência
G30 P4 IP _ ; Retorno ao 4º. ponto de referência

IP : Comando que especifica a posição intermediária


(comando absoluto/incremental)

D Controle do retorno ao
ponto de referência
G27 IP _ ;

IP : Comando que especifica o ponto de referência


(comando absoluto/incremental)

94
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 6. PONTO DE REFERÊNCIA

Explicações
D Retorno ao ponto de O deslocamento para a posição intermediária ou para os pontos de
referência (G28) referência é executado à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo.
Por isso, a compensação do raio da ponta da ferramenta e a correção da
ferramenta deveriam ser canceladas antes da execução deste comando,
por motivos de segurança.
D Retorno ao 2º, 3º e 4º Em sistemas sem um detector de posição absoluta, só é possível utilizar
ponto de referência as funções de retorno ao segundo, terceiro e quarto ponto de referência
(G30) depois de se efetuar o retorno ao ponto de referência (G28) ou o retorno
manual ao ponto de referência (ver III--3.1). Normalmente, o comando
G30 só é utilizado se a posição do dispositivo automático de substituição
da ferramenta (ATC) diferir do ponto de referência.
D Verificação do retorno ao O comando G27 posiciona a ferramenta à velocidade de deslocamento
ponto de referência rápido. Quando a ferramenta alcança o ponto de referência, a lâmpada de
(G27) retorno ao ponto de referência acende--se.
No entanto, se a posição alcançada pela ferramenta não corresponder ao
ponto de referência, é ativado um alarme (nº 092).

Restrições
D Bloqueio da máquina A lâmpada que indica a conclusão do retorno não se acende se o bloqueio
ligado da máquina estiver ligado, mesmo que a ferramenta tenha regressado
automaticamente ao ponto de referência. Neste caso, não é efetuado o
controle de retorno da ferramenta ao ponto de referência, mesmo que seja
especificado um comando G27.
D Primeiro retorno ao Se o comando G28 for especificado sem que o retorno manual ao ponto
ponto de referência após de referência tenha sido executado após a energização, o movimento a
a energização (sem um partir do ponto intermediário é igual ao do retorno manual ao ponto de
detector de posição referência.
absoluta) Neste caso, a ferramenta desloca--se na direção especificada no parâmetro
ZMIx (bit 5 do parâmetro nº 1006) para o retorno ao ponto de referência.
A posição intermediária tem, portanto, de ser especificada de forma a
possibilitar o retorno ao ponto de referência.
D Controle do retorno ao No modo de correção, a posição a ser alcançada pela ferramenta com o
ponto de referência no comando G27 é obtida adicionando o valor de correção à posição
modo de correção especificada. Assim, se a posição definida através da adição do valor de
correção não corresponder ao ponto de referência, a lâmpada não se
acende mas é ativado um alarme. Normalmente, as correções têm de ser
canceladas antes de se ativar o comando G27.
D Lâmpada acesa quando Se o sistema da máquina--ferramenta for um sistema inglês em que foram
a posição programada feitas entradas em milímetros, a lâmpada de retorno ao ponto de referência
não corresponde ao poderá acender--se mesmo que a posição programada tenha sido
ponto de referência deslocada do ponto de referência pelo menor incremento de entrada. Isso
deve--se ao fato do menor incremento de entrada da máquina ser inferior
ao seu menor incremento de comando.

Referência
D Retorno manual ao Ver III--3.1.
ponto de referência
95
6. PONTO DE REFERÊNCIA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

6.2 Permite que as ferramentas regressem a um ponto de referência flutuante.


O ponto de referência flutuante é uma posição da máquina--ferramenta
RETORNO AO que serve de ponto de referência às operações executadas pela
PONTO DE máquina--ferramenta.
REFERÊNCIA O ponto de referência flutuante não tem de ser necessariamente um ponto
fixo, podendo ser deslocado conforme necessário.
FLUTUANTE (G30.1)

Formato
G30.1 IP ;
IP _ : Comando que define a posição intermediária para o ponto de
referência flutuante
(comando absoluto/incremental)

Explicações Em algumas máquinas--ferramentas, as ferramentas de corte podem ser


substituídas em qualquer posição, a não ser que interfiram com a peça ou
com o cabeçote móvel.
Nestas máquinas, as ferramentas de corte deveriam ser substituídas em
uma posição tão próxima da peça quanto possível, para minimizar o
tempo do ciclo de usinagem. Para tal, a posição de substituição da ferra-
menta terá de ser alterada de acordo com o contorno da peça. Esta opera-
ção pode ser facilmente executada com esta função. A posição de sub-
stituição da ferramenta apropriada para a peça é memorizada como ponto
de referência flutuante. Em seguida, a ferramenta pode ser facilmente
deslocada para a posição de substituição com o comando G30. 1.

D Ponto de referência O bloco G30.1 posiciona primeiro a ferramenta no ponto intermediário,


flutuante ao longo dos eixos especificados, a uma velocidade de deslocamento
rápido, e desloca, depois, a ferramenta do ponto intermediário para o
ponto de referência flutuante, também a uma velocidade de deslocamento
rápido.
Antes de ativar G30.1, cancele a compensação da ferramenta de corte e
a correção da ferramenta.

D Especificação do ponto O ponto de referência flutuante é memorizado como uma posição nas
de referência flutuante coordenadas da máquina, pressionando a soft key [DEF PRF] na tela de
posições atuais.
O ponto de referência flutuante fica memorizado mesmo que a máquina
seja desligada.

Exemplos
G30.1 X40.0 Z50.0 ;
X
Posição intermediária (40, 50)

Ponto de
referência
Peça flutuante

96
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 7. SISTEMA DE COORDENADAS

7 SISTEMA DE COORDENADAS

A ferramenta pode ser deslocada para a posição pretendida, introduzindo


essa posição no CNC. Essa posição da ferramenta é representada em um
sistema de coordenadas. As coordenadas são especificadas por meio dos
eixos do programa.
Se forem utilizados os dois eixos do programa, isto é, os eixos X e Z, as
coordenadas são especificadas da seguinte forma:
X_Z_
A este comando dá--se o nome de palavra de dimensão.

Ponto zero

Fig. 7 Posição da ferramenta especificada por XαZβ

As coordenadas são especificadas em um dos três sistemas de


coordenadas seguintes:
(1) Sistema de coordenadas da máquina
(2) Sistema de coordenadas da peça
(3) Sistema de coordenadas locais
O número de eixos do sistema de coordenadas varia de máquina para
máquina. Por isso, as palavras de dimensão são representadas, neste
manual, por IP_.

97
7. SISTEMA DE COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

7.1 O ponto específico de uma máquina, que funciona como referência da


mesma, é designado como ponto zero da máquina. O ponto zero de cada
SISTEMA DE máquina é programado pelo respectivo fabricante da
COORDENADAS máquina--ferramenta.
DA MÁQUINA A um sistema de coordenadas, cujo ponto de origem coincide com o ponto
zero da máquina, dá--se o nome de sistema de coordenadas da máquina.
O sistema de coordenadas da máquina é definido quando se executa o
retorno manual ao ponto de referência, após a energização (ver III--3.1).
Uma vez definido, o sistema de coordenadas da máquina não é alterado
até que a máquina seja desligada.
Formato
G53 IP _ ;
IP _ ; Palavra de dimensão absoluta

Explicações
D Seleção do sistema de Quando uma posição é especificada como um conjunto de coordenadas
coordenadas da da máquina, a ferramenta desloca--se para essa posição por meio do
máquina (G53) deslocamento rápido. G53, usado para selecionar o sistema de
coordenadas da máquina, é um código G de ação simples. Todos os
comandos baseados no sistema de coordenadas da máquina selecionado
só são, por isso, eficazes no bloco que contém G53. O comando G53 tem
de ser especificado através de valores absolutos. Sendo especificados
valores incrementais, o comando G53 é ignorado. Se pretender deslocar
a ferramenta para uma posição específica da máquina, como p. ex. a
posição de substituição da ferramenta, programe o movimento no sistema
de coordenadas da máquina ativado com G53.
Restrições
D Cancelamento da função Sempre que especificar o comando G53, cancele a compensação do raio
de compensação da ponta da ferramenta e a correção da ferramenta.
D Especificação de G53 Uma vez que o sistema de coordenadas da máquina tem de ser definido
imediatamente após a antes de se especificar o comando G53, é necessário executar, pelo menos,
energização um retorno manual ou automático ao ponto de referência através do
comando G28, imediatamente após a energização. Não será necessário
fazê--lo, caso se encontre instalado um detector de posição absoluta.
Referência Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência após a
energização, o sistema de coordenadas da máquina é definido de forma
que o ponto de referência corresponda aos valores de coordenadas (α, β)
especificados por meio do parâmetro nº 1240.

Sistema de coordenadas da máquina

Ponto zero

Ponto de referência

98
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.2 O sistema de coordenadas utilizado para a usinagem de uma peça é


designado como sistema de coordenadas da peça. O sistema de
SISTEMA DE coordenadas da peça tem de ser previamente definido através do NC
COORDENADAS (definição de um sistema de coordenadas da peça).
DA PEÇA O sistema de coordenadas da peça é definido pelo programa de usinagem
utilizado (seleção de um sistema de coordenadas da peça).
É possível alterar um sistema de coordenadas da peça já definido,
deslocando o seu ponto de origem (alteração do sistema de
coordenadas da peça).

7.2.1 O sistema de coordenadas da peça pode ser definido por meio de três
Definição do Sistema métodos:
de Coordenadas da (1) Com G50
O sistema de coordenadas da peça é definido, especificando um valor
Peça
após G50, no programa.
(2) Definição automática
Se o bit 0 do parâmetro nº 1201 for previamente definido, o sistema
de coordenadas da peça é definido automaticamente quando o retorno
manual ao ponto de referência é executado (ver III--3.1).
Esta função é, porém, desativada se estiver sendo usada a opção
’sistema de coordenadas da peça’.
(3) Entrada através do painel MDI
Usando o painel MDI, é possível definir previamente seis sistemas de
coordenadas da peça.
O eixo da peça é selecionado com os comandos G54 a G59 do
programa (ver III--11.4.10).
Sendo utilizado um comando absoluto, o sistema de coordenadas da
peça terá de ser especificado de uma das formas acima descritas.

Formato

D Definição do sistema de G50 IP_


coordenadas da peça com
G50

Explicações O sistema de coordenadas da peça é definido de forma que um


determinado ponto da ferramenta, como p. ex. a ponta da ferramenta,
fique situado nas coordenadas especificadas. Se IP for um valor de
comando incremental, o sistema de coordenadas de trabalho será definido
de forma que a posição atual da ferramenta corresponda ao resultado da
adição do valor incremental especificado às coordenadas da posição
anterior da ferramenta. Se o sistema de coordenadas for definido por meio
de G50, durante a correção, será definido um sistema de coordenadas, no
qual a posição anterior à correção corresponda à posição especificada em
G50.

99
7. SISTEMA DE COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos
Exemplo 1 Exemplo 2 Ponto básico
Definição do sistema de coordenadas com o comando Definição do sistema de coordenadas com o comando
G50X128.7Z375.1; (programação do diâmetro) G50X1200.0Z700.0; (programação do diâmetro)
X X

700.0

Ponto inicial
(ponto padrão)
375.1 Ponto inicial

φ128.7 φ1200.0

Z
Z

Ponto zero

100
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.2.2 Estão à disposição os sistemas de coordenadas da peça abaixo descritos.


Seleção de um Sistema (Para informações detalhadas sobre os métodos de definição, ver
subseção II--7.2.1.)
de Coordenadas da (1) G50 ou definição automática do sistema de coordenadas da peça
Peça Uma vez selecionado um sistema de coordenadas da peça, os
comandos absolutos trabalham com o sistema de coordenadas da peça.
(2) Seleção de um dos seis sistemas de coordenadas da peça definidos
com o painel MDI
Especificando um código G de G54 a G59, é possível selecionar um
dos sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça.
G54 Sistema 1 de coordenadas da peça
G55 Sistema 2 de coordenadas da peça
G56 Sistema 3 de coordenadas da peça
G57 Sistema 4 de coordenadas da peça
G58 Sistema 5 de coordenadas da peça
G59 Sistema 6 de coordenadas da peça
Os sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça são definidos depois do
retorno ao ponto de referência, após a energização. Quando se procede
à energização, é selecionado o sistema de coordenadas G54.
Se o bit 2 (G50) do parâmetro nº 1202 for definido com 1, a execução
do comando G50 faz com que seja ativado o alarme P/S nº 10.
Evita--se, assim, que o usuário confunda os sistemas de coordenadas.

Exemplos

G55 G00 X100.0 Z40.0 ;


X
Sistema 2 de coordenadas da peça (G55)

100.0 Neste exemplo, o posicionamento se


refere às posições (X=100.0, Z=40.0)
do sistema 2 de coordenadas da peça.

40.0 Z

Fig. 7.2.2

101
7. SISTEMA DE COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

7.2.3 É possível alterar os seis sistemas de coordenadas da peça especificados


Alteração do Sistema com G54 a G59, alterando um valor externo de correção do ponto zero da
peça ou o valor de correção do ponto zero da peça.
de Coordenadas da Existem três métodos para alterar o valor externo de correção do ponto
Peça zero da peça ou o valor de correção do ponto zero da peça.
(1) Introdução por meio do painel MDI (ver III--11.4.10)
(2) Programação por meio de G10 ou G50
(3) Através da função de entrada de dados externos
O valor externo de correção do ponto de origem da peça pode ser
alterado enviando um sinal ao CNC. Para mais informações, consulte
o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--
ferramenta.

Sistema 1 Sistema 2 Sistema 3 Sistema 4


de coordenadas de coordenadas de coordenadas de coordenadas
da peça (G54) da peça (G55) da peça (G56) da peça (G57)

ZOFS2 ZOFS3
ZOFS1 ZOFS4
Sistema 5
de coordenadas
ZOFS5
da peça (G58)

EXOFS
ZOFS6
Ponto zero Sistema 6
de coordenadas
da peça (G59)
EXOFS : Valor externo de correção do ponto zero da peça
ZOFS1 a ZOFS6 : Valor de correção do ponto zero da peça

Fig. 7.2.3 Alteração do valor externo de correção do ponto zero da peça ou do valor regular de correção do ponto
zero da peça

Formato
G10 L2 Pp IP _;
D Alteração por meio de G10 p=0 : Valor externo de correção do ponto zero da peça
p=1 a 6 : O valor de correção do ponto zero da peça
corresponde aos sistemas 1 a 6 de coordenadas da
peça
IP : Para um comando absoluto (G90), a correção do ponto
zero da peça em cada eixo.
Para um comando incremental (G91), o valor a ser
adicionado à correção do ponto zero da peça em cada
eixo (a soma corresponde à nova correção).

D Alteração por meio de G50

G50 IP _;

102
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 7. SISTEMA DE COORDENADAS

Explicações
D Alteração por meio de G10 Com o comando G10, é possível alterar individualmente cada um dos
sistemas de coordenadas da peça.
D Alteração por meio de G50 Especificando--se G50IP_;, o sistema de coordenadas da peça
(selecionado com um código de G54 a G59) é deslocado para um novo
sistema de coordenadas da peça de forma que a posição atual da
ferramenta corresponda às coordenadas especificadas (IP_).
Se IP for um valor de comando incremental, o sistema de coordenadas de
trabalho será definido de forma que a posição atual da ferramenta
corresponda ao resultado da adição do valor incremental especificado às
coordenadas da posição anterior da ferramenta. (Deslocamento do
sistema de coordenadas)
Em seguida, o valor de deslocamento do sistema de coordenadas é
adicionado a todos os valores de correção do ponto zero da peça. Isso
significa que todos os sistemas de coordenadas da peça são submetidos
a um deslocamento igual.
Exemplos
X X′
Sistema de coordenadas da peça G54
Se o comando G50X100Z100; for emitido
100 quando a ferramenta está posicionada em (200,
160 Posição da ferramenta
160), no modo G54, será criado o sistema 1 de
coordenadas da peça (X′ -- Z′), deslocado de
acordo com o vetor A.

60 A Z′ Novo sistema de coordenadas da peça


100

Z Sistema original de coordenadas da peça


100 200

Suponha que foi especificado um


<G54 Sistema de coordenadas da peça> sistema de coordenadas da peça G54.
Será possível, então, definir, por meio do
X′ seguinte comando, um sistema de
<G55 Sistema de coordenadas da peça> coordenadas da peça G55 com o círculo
preto da ferramenta (figura à esquerda)
X′ em (600.0,12000.0), desde que a relação
600.0
relativa entre os sistemas de
X coordenadas da peça G54 e G55 tenha
sido corretamente definida:
Z′ 600.0 G50X600.0Z1200.0; Suponha também
1200.0 que os paletes são carregadas em duas
A
X posições diferentes. Se a relação relativa
Z
Z′ entre os sistemas de coordenadas dos
1200.0 paletes, nas duas posições, tiver sido
B correctamente definida, tratando os
A Z sistemas de coordenadas como sistema
de coordenadas da peça G54 e sistema
C de coordenadas da peça G55, o
deslocamento do sistema de
coordenadas em uma dos paletes, com
X′ -- Z′ Novo sistema de coordenadas da peça G50, provoca o mesmo deslocamento do
X -- Z Sistema original de coordenadas da peça sistema de coordenadas no outro palete.
A : Valor de correção criado por G50 Isso significa que as peças dos dois
B : Valor de correção do ponto zero da peça em G54 paletes podem ser usinadas com o
C : Valor de correção do ponto zero da peça em G55 mesmo programa, especificando apenas
G54 ou G55.

103
7. SISTEMA DE COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

7.2.4 A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça serve para definir


previamente um sistema de coordenadas da peça deslocado por intervenção
Predefinição do
manual para o sistema de coordenadas da peça previamente deslocado. O último
Sistema de sistema é deslocado do ponto zero da máquina por um valor de correção do
Coordenadas da Peça ponto zero da peça.
(G92.1) A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça pode ser utilizada
de duas maneiras. Um dos métodos se serve de um comando programado
(G92.1). O outro se serve das operações MDI nas telas de visualização da
posição absoluta, de visualização da posição relativa e de visualização da
posição global (III - 11.1.4).
Formato
G92.1 IP 0 ; (G50.3 P0 ; para o sistema A de códigos G)
IP 0 ; Especifica os endereços dos eixos sujeitos à
operação de predefinição do sistema de coordenadas
da peça. Os eixos que não forem especificados não
se encontram sujeitos à operação de predefinição.

Explicações Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência no estado de reset,


o sistema de coordenadas da peça é deslocado do ponto zero do sistema de
coordenadas da máquina em função do valor de correção do ponto zero da peça.
Suponha que o retorno manual ao ponto de referência é executado quando o
sistema de coordenadas da peça é selecionado com G54. Neste caso, é definido
automaticamente um sistema de coordenadas da peça, cujo ponto zero se
encontra deslocado do ponto zero da máquina em função do valor de correção
do ponto zero da peça em G54; a distância entre o ponto zero do sistema de
coordenadas da peça e o ponto de referência representa a posição atual no
sistema de coordenadas da peça.

Sistema de coordenadas da peça G54

Valor G54 de correção


do ponto zero da peça
Ponto de referência

Ponto de referência
Retorno manual ao ponto de referência

Se estiver instalado um detector de posição absoluta, o ponto zero do sistema


de coordenadas da peça definido automaticamente após a energização
encontra-- se deslocado do ponto zero da máquina em função do valor de
correção do ponto zero da peça em G54. A posição da máquina, no momento
da energização, é lida pelo detector de posição absoluta e a posição atual, no
sistema de coordenadas da peça, é definida subtraindo da posição da máquina
o valor de correção do ponto zero da peça em G54. O sistema de coordenadas
da peça definido por meio destas operações é deslocado do sistema de
coordenadas da máquina através dos comandos e operações apresentados na
página seguinte.
(a) Intervenção manual executada com o sinal absoluto manual desligado
(b) Comando de deslocamento executado no estado de bloqueio da máquina
(c) Movimento com interrupção por manivela
(d) Operação com a função de espelhamento
(e) Definição do sistema de coordenadas locais com G52 ou deslocamento do
sistema de coordenadas da peça com G92

104
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 7. SISTEMA DE COORDENADAS

No caso (a), o sistema de coordenadas da peça é deslocado em função da


distância percorrida durante a intervenção manual.

Sistema de coordenadas
da peça G54, antes da Po
intervenção manual Distância percorrida
durante a intervenção
Valor de correção WZo manual
do ponto zero
da peça

Pn
Ponto zero da máquina Sistema de coordenadas da
peça G54, após a intervenção manual
WZn

Na operação acima, um sistema de coordenadas da peça já deslocado,


pode ser predefinido através de um código G ou da operação MDI, como
um sistema de coordenadas da peça deslocado do ponto zero da máquina
em função do valor de correção do ponto zero da peça. Obtém--se o mesmo
resultado quando o retorno manual ao ponto de referência é executado em
um sistema de coordenadas da peça que já foi deslocado. Neste exemplo,
a especificação de um código G ou a operação MDI faz com que o ponto
zero WZn do sistema de coordenadas da peça retorne ao ponto zero
original WZo, servindo a distância entre WZo e Pn para representar a
posição atual no sistema de coordenadas da peça.

O bit 3 (PPD) do parâmetro nº 3104 especifica se deverão ser predefinidas


coordenadas relativas (RELATIVA), assim como coordenadas absolutas.

Não sendo selecionada nenhuma das opções do sistema de coordenadas


da peça (de G54 a G59), o sistema de coordenadas da peça é predefinido
em função do sistema de coordenadas criado através da definição
automática do sistema de coordenadas da peça. Se a definição automática
do sistema de coordenadas da peça não for selecionada, o sistema de
coordenadas da peça é predefinido com seu ponto zero situado no ponto
de referência.

Restrições

D Compensação da Para usar a função de predefinição do sistema de coordenadas da peça,


ferramenta de corte, cancele os modos de compensação: compensação da ferramenta de corte,
compensação do compensação do comprimento da ferramenta e correção da ferramenta. Se
comprimento da a função for executada sem cancelar primeiro estes modos, os vetores de
ferramenta, correção da compensação são cancelados temporariamente.
ferramenta
D Reinício do programa A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça não é
executada durante o reinício do programa.

D Modos proibidos Não utilize a função de predefinição do sistema de coordenadas da peça


quando se encontram ativos os modos de escalonamento, rotação do
sistema de coordenadas, imagem programável ou cópia do desenho.

105
7. SISTEMA DE COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

7.2.5 Se o sistema de coordenadas atualmente definido através do comando


Deslocamento do G50 ou da definição automática do sistema divergir do sistema de
trabalho programado, o sistema de coordenadas definido poderá ser
Sistema de deslocado (ver III--3.1).
Coordenadas da Peça Introduza a quantidade de deslocamento desejada na memória de
deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho.

Explicações

X X--Z: Sistema de coordenadas usado no programa


x x--z : Sistema de coordenadas atualmente definido, com um
valor de deslocamento igual a 0
(sistema de coordenadas a ser deslocado)

O′ z
Deslo-
Z
camento
O

O valor de deslocamento de O′ a O é introduzido na memória de deslocamento


do sistema de coordenadas de trabalho.

Fig. 7.2.5 Deslocamento do sistema de coordenadas da peça

Para obter informações sobre a especificação do valor de deslocamento


do sistema de coordenadas de trabalho, consulte a seção III--11.4.5 na
Parte III.

106
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.3 Quando se cria um programa em um sistema de coordenadas da peça,


pode definir--se um sistema derivado de coordenadas da peça para facilitar
SISTEMA DE a programação. A esse sistema de coordenadas derivado dá--se o nome de
COORDENADAS sistema de coordenadas locais.
LOCAIS

Formato
G52 IP _; Definição do sistema de coordenadas locais
......

G52 IP 0 ; Cancelamento do sistema de coordenadas locais


IP _ ; Ponto de origem do sistema de coordenadas locais

Explicações Especificando--se G52IP_;, é possível definir um sistema de coordenadas


locais em todos os sistemas de coordenadas da peça (G54 a G59). O ponto
de origem de cada um dos sistemas de coordenadas locais é definido na
posição especificada por IP_ no sistema de coordenadas da peça.
Uma vez definido o sistema de coordenadas locais, as suas coordenadas
são usadas em um comando de deslocamento do eixo. O sistema de
coordenadas locais pode ser alterado, especificando--se o comando G52
com o ponto zero de um novo sistema de coordenadas locais no sistema
de coordenadas da peça.
Para cancelar o sistema de coordenadas locais e especificar o valor de
coordenadas no sistema de coordenadas da peça, é necessário fazer
coincidir o ponto zero do sistema de coordenadas locais com o do sistema
de coordenadas da peça.

IP_ (Sistema de coordenadas locais)

(G54 : Sistema 1 de coorde--


nadas da peça)
G55 G56 IP_ (Sistema de coordenadas locais)
G57
G58 (G59 : Sistema 6 de coordenadas da peça)

(Sistema de coordenadas da máquina)

Origem do sistema de coordenadas da máquina

Ponto de referência

Fig. 7.3 Definição do sistema de coordenadas locais

107
7. SISTEMA DE COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

AVISO
1 A definição do sistema de coordenadas locais não altera os
sistemas de coordenadas da peça nem da máquina.
2 Quando se utiliza G50 para definir um sistema de
coordenadas de trabalho, o sistema de coordenadas locais
não será alterado se as coordenadas não forem
especificadas para todos os eixos do sistema de
coordenadas locais.
Se as coordenadas forem especificadas para qualquer um
dos eixos do sistema de coordenadas locais, o mesmo será
cancelado.
3 G52 cancela temporariamente a correção para a
compensação do raio da ponta da ferramenta.
4 Os comandos de deslocamento ativados imediatamente
após o bloco G52 têm de ser comandos absolutos.
5 O cancelamento do sistema de coordenadas locais em
caso de reset, depende dos parâmetros especificados. O
sistema de coordenadas locais é cancelado em caso de
reset, se o bit 6 (CLR) do parâmetro nº 3402 ou o bit 3 (RLC)
do parâmetro nº 1202 possuir o valor 1.

108
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 7. SISTEMA DE COORDENADAS

7.4 A seleção dos planos para a interpolação circular, compensação do raio


da ponta da ferramenta, rotação do sistema de coordenadas e perfuração
SELEÇÃO DE PLANO é feita por meio do código G.
A tabela seguinte apresenta uma lista de códigos G e dos planos
correspondentes.

Explicações
Tabela 7.4 Códigos G e planos correspondentes

Plano
Código G Xp Yp Zp
selecionado

G17 Plano Xp Yp
Eixo X ou um Eixo Y ou um Eixo Z ou um
G18 Plano Zp Xp eixo paralelo eixo paralelo eixo paralelo
G19 Plano Yp Zp

Xp, Yp, Zp são determinados pelo endereço do eixo existente no bloco em


que se encontra programado G17, G18 ou G19.
Se no bloco G17, G18 ou G19 for omitido o endereço de um eixo, parte--se
do princípio de que são omitidos os endereços dos três eixos básicos.
O parâmetro nº 1022 serve para especificar se os diversos eixos são eixos
básicos (eixo X, eixo Y ou eixo Z) ou eixos paralelos aos eixos básicos.
O plano não é alterado nos blocos em que não se encontre programado
G17, G18 ou G19.
Após a energização, é selecionado G18 (plano ZX).
A instrução de movimento não é relevante para a seleção do plano.

NOTA
1 Os eixos U, V e W (paralelos a um eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.
2 As funções de programação direta das dimensões do
desenho, chanfragem, canto R, repetição de ciclo fixo e
ciclo fixo simples só são ativadas no plano ZX.
Se estas funções forem especificadas para outros planos,
será ativado o alarme P/S nº 212.

Exemplos Seleção de plano quando o eixo X é paralelo ao eixo U:


G17X_Y_; Plano XY
G17U_Y_; Plano UY
G18X_Z_; Plano ZX
X_Y_; O plano não foi alterado (plano ZX)
G17 ; Plano XY
G18 ; Plano ZX
G17 U_ ; Plano UY
G18Y_ ; Plano ZX, o eixoY se movimenta independentemente
do plano.

109
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

8 DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

Este capítulo contém os seguintes tópicos.

8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91)


8.2 CONVERSÃO POLEGADAS/UNIDADES MÉTRICAS (G20, G21)
8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS
8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO

110
8. DIMENSÃO E VALOR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO DAS COORDENADAS

8.1 Há duas maneiras de comandar os movimentos da ferramenta: o comando


absoluto e o comando incremental. Para o comando absoluto, é
PROGRAMAÇÃO programado o valor de coordenada da posição final; para o comando
ABSOLUTA E incremental, é programada a distância a percorrer até essa posição. Os
INCREMENTAL comandos absoluto e incremental são programados, respectivamente, por
meio de G90 e G91.
(G90, G91)
A utilização da programação absoluta ou incremental depende do
comando usado. Ver as tabelas seguintes.
Sistema de códigos G A B ou C
Método de comando Palavra de endereço G90, G91

Formato
D Sistema A de códigos G Comando Comando
absoluto incremental
Comando de movimento do eixo X X U
Comando de movimento do eixo Z Z W
Comando de movimento do eixo Y Y V
Comando de movimento do eixo C C H

D Sistema B ou C de Comando absoluto G90 IP_ ;


códigos G Comando incremental G91 IP_ ;

Exemplos
D Movimento da ferramenta Sistema A de códigos G Sistema B ou C de
do ponto P para o ponto Q códigos G
(programação do diâmetro Comando absoluto X400.0 Z50.0 ; G90 X400.0 Z50.0 ;
para o eixo X)
Comando incremental U200.0 W--400.0 ; G91 X200.0 Z--400.0 ;

X Q
(400, 50)
P
(200, 450)
φ400
φ200

50
450

NOTA
1 Os comandos absolutos e incrementais podem ser usados
simultaneamente no mesmo bloco.
No exemplo acima, pode ser especificado o seguinte
comando: X400.0 W--400.0 ;
2 Se X e U ou W e Z forem usados no mesmo bloco, só é
eficaz o que for especificado por último.
3 Quando se encontra selecionado o sistema A de códigos
G, os comandos incrementais não podem ser usados se os
nomes dos eixos forem A e B.

111
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

8.2 Com o código G correspondente, pode selecionar-- se uma entrada em polegadas


ou em milímetros.
CONVERSÃO
POLEGADAS/UNIDADES
MÉTRICAS (G20, G21) G20 ; Entrada em polegadas
G21 ; Entrada em mm
Formato
Este código G tem de ser especificado em um bloco separado, antes da definição
do sistema de coordenadas no início do programa. Depois de especificado o
respectivo código G para a conversão polegadas/ milímetros, a unidade de
entrada de dados é comutada para o menor incremento de entrada em milímetros
ou de entrada em polegadas do sistema incremental IS-- B ou IS-- C (seção
II-- 2.3). A unidade de entrada de dados para os graus não é alterada. Após a
conversão polegadas/milímetros, são alterados os sistemas de unidades dos
seguintes valores:
- Velocidade de avanço comandada por um código F
- Comando de posicionamento
- Valor de correção do ponto zero de trabalho
- Valor de compensação da ferramenta
- Unidade de escalonamento para o gerador de pulsos manual
- Curso em avanço incremental
- Alguns parâmetros
Quando a tensão de serviço é ligada, o código G é igual ao que havia antes de
a desligar.

AVISO
1 G20 e G21 não podem ser comutados durante a execução do
programa.
2 Quando se comuta da entrada em polegadas (G20) para a entrada
em milímetros (G21) e vice--versa, é necessário proceder a um
reset do valor de compensação da ferramenta de acordo com o
menor incremento de entrada. No entanto, se o bit 0 (OIM) do
parâmetro 5006 possuir o valor 1, os valores de compensação da
ferramenta são convertidos automaticamente, não sendo
necessário proceder a um reset.

CUIDADO
O movimento a partir do ponto intermediário é o mesmo do retorno
manual ao ponto de referência. A direção em que a ferramenta se
move a partir do ponto intermediário é igual à do retorno ao ponto
de referência, como especificado através do bit 5 (ZMI) do
parâmetro nº 1006.

NOTA
1 Se o sistema do menor incremento de entrada não for igual ao do
menor incremento de comando, o erro máximo corresponde a
metade do menor incremento de comando. Este erro não é
acumulativo.
2 A comutação entre a entrada em polegadas e a entrada em
milímetros também pode ser efetuada por meio da especificação
de dados (III--11.4.7).

112
8. DIMENSÃO E VALOR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO DAS COORDENADAS

8.3 Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais. As


casas decimais podem ser utilizadas para introduzir uma distância, um
PROGRAMAÇÃO DE tempo ou uma velocidade, podendo ser especificadas com os seguintes
NÚMEROS DECIMAIS endereços:
X, Y, Z, U, V, W, A, B, C, I, J, K, R e F.
Explicações Há dois tipos de notação decimal: A notação tipo calculadora e a notação
padrão.
Quando se utiliza a notação decimal tipo calculadora, parte--se do
princípio que os valores sem casas decimais são especificados em
milímetros. Sendo utilizada a notação decimal padrão, parte--se do
princípio que esses valores são especificados em menores incrementos de
entrada. Selecione a notação tipo calculadora ou a notação decimal padrão
através do bit DPI (bit 0 do parâmetro 3401). Dentro de um programa, os
valores podem ser especificados com e sem ponto decimal.
Exemplos
Programação de
Comando do casas decimais Programação de casas
programa tipo calculadora de decimais tipo padrão
bolso

X1000 1000mm 1mm


Valor de comando Unidade : mm Unidade : Menor incremento
sem casas decimais de entrada (0,001 mm)

X1000.0 1000mm 1000mm


Valor de comando com Unidade : mm Unidade : mm
casas decimais

AVISO
O código G tem de ser especificado no mesmo bloco, antes de introduzir um valor. A posição
do ponto decimal poderá depender do comando.
Exemplos:
G20; Entrada em polegadas
X1.0 G04; X1.0 é considerado como sendo uma distância e processado como X10000.
Este comando é equivalente a G04 X10000. A ferramenta faz uma pausa de 10
segundos.
G04 X1.0; Equivalente a G04 X1000. A ferramenta faz uma pausa de um segundo.

NOTA
1 As frações inferiores ao menor incremento de entrada são truncadas.
Exemplos:
X1.23456; Arredondado para X1.234 se o menor incremento de entrada for de 0,001 mm.
Processado como X1.2345 se o menor incremento de entrada for de 0,0001
polegadas.
2 Se forem especificados mais de oito dígitos, é acionado um alarme. Quando se introduz um
valor com casas decimais, o número de dígitos é também verificado em função do menor
incremento de entrada, após a conversão para um valor inteiro.
Exemplos:
X1.23456789;O alarme P/S 003 é acionado por terem sido especificados mais de oito dígitos.
X123456.7; Se o menor incremento de entrada for de 0,001 mm, o valor é convertido para
o valor inteiro 123456700. Visto que este valor inteiro possui mais de oito
dígitos, é acionado o alarme P/S 003.

113
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

8.4 Dado que a seção transversal da peça é normalmente circular na


programação do controle de um torno mecânico CNC, suas dimensões
PROGRAMAÇÃO DO podem ser especificadas de duas formas:
DIÂMETRO E DO Diâmetro e Raio
RAIO À especificação do diâmetro dá--se o nome de programação do diâmetro
e à especificação do raio dá--se o nome de programação do raio.

B
R2
R1
D1
D2

Eixo X

D1, D2 : Programação do diâmetro


R1, R2 : Programação do raio Eixo Z

Explicações
D Notas sobre a A programação do raio ou do diâmetro pode ser especificada através do
programação do parâmetro DIA (nº 1006#3). Para a programação do diâmetro, tenha em
diâmetro/programação atenção as condições apresentadas na tabela 8.4.
do raio para os
Tabela 8.4 Notas sobre a especificação do valor do diâmetro
diferentes comandos
Elemento Notas

Comando do eixo X Especificado com o valor do diâmetro

Comando incremental Especificado com o valor do diâmetro


Na figura acima, especifica D2 menos D1
para o caminho da ferramenta de B para
A.

Definição do sistema de Especifica um valor de coordenada com


coordenadas (G50) um valor de diâmetro

Componente do valor de O valor do diâmetro ou do raio é


correção da ferramenta determinado por um parâmetro (nº
5004#1)

Parâmetros do ciclo fixo, como p. Especifica o valor do raio


ex. a profundidade de corte ao
longo do eixo X. (R)

Designação do raio na Especifica o valor do raio


interpolação circular (R, I, K, etc.)

Velocidade de avanço ao longo Especifica uma alteração do raio/rot. ou


do eixo do raio/min.

Indicação da posição do eixo Indicada como valor do diâmetro

114
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

9 FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

A velocidade do fuso pode ser controlada especificando um valor após o


endereço S.
Além disso, o fuso pode ser girado em função de um ângulo especificado.
Este capítulo contém os seguintes tópicos.
9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM
CÓDIGO
9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE
DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS)
9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE
(G96, G97)
9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCI-
DADE DO FUSO (G25, G26)
9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO

115
9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

9.1 Quando se especifica um valor a seguir ao endereço S, são enviados para


a máquina sinais de código e de strobe. Na máquina, os sinais são
ESPECIFICAÇÃO DA utilizados para controlar a velocidade do fuso. Um bloco só pode incluir
VELOCIDADE DO um código S. Consulte o manual correspondente fornecido pelo
FUSO COM UM fabricante da máquina--ferramenta, para obter informações mais
detalhadas, tal como o número de dígitos de um código S ou a ordem de
CÓDIGO
execução quando se encontram no mesmo bloco um comando de
movimento e um comando com código S.

9.2 A velocidade do fuso pode ser especificada diretamente através do


endereço S seguido de um valor de cinco dígitos (rpm). A unidade para
ESPECIFICAÇÃO a especificação da velocidade do fuso pode variar em função do fabricante
DIRETA DO VALOR da máquina--ferramenta. Para informações mais detalhadas, consulte o
DA VELOCIDADE DO manual correspondente fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta.
FUSO (COMANDO S
DE 5 DÍGITOS)

9.3 A velocidade de corte (velocidade relativa entre a ferramenta e a peça) é


especificada a seguir a S. A velocidade do fuso é controlada de forma que
CONTROLE DA a velocidade de corte permaneça constante, independentemente da
VELOCIDADE DE posição da ferramenta.
CORTE CONSTANTE
(G96, G97)

Formato

D Comando de controle da
velocidade de corte
constante G96 Sfffff ;
↑Velocidade de corte (m/min ou pés/min)

Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de acordo com a


especificação do fabricante da máquina--ferramenta.

D Comando de
cancelamento do
controle da velocidade G97 Sfffff ;
de corte constante ↑Velocidade do fuso (rpm)

Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de acordo com a


especificação do fabricante da máquina--ferramenta.

D Fixação da velocidade
máxima do fuso
G50 S_ ; A velocidade máxima do fuso (rpm) é indicada a seguir a S.

116
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

Explicações
D Comando de controle da G96 (comando de controle da velocidade de corte constante) é um código
velocidade de corte G modal. Depois de especificado um comando G96, o programa entra no
constante (G96) modo de controle da velocidade de corte constante (modo G96) e os
valores S especificados são adotados como velocidade de corte. O
comando G96 tem de especificar o eixo ao longo do qual é aplicado o
controle da velocidade de corte constante. O modo G96 é cancelado por
um comando G97. Quando o controle da velocidade de corte constante se
encontra ativo, qualquer velocidade do fuso superior ao valor
especificado em G50S_; (velocidade máxima do fuso) é limitada para a
velocidade máxima do fuso. No momento da energização, a velocidade
máxima do fuso não se encontra ainda especificada e a velocidade não é
limitada. No modo G96, os comandos S (velocidade de corte) são
adotados como S = 0 (a velocidade de corte é igual 0) até que surja no
programa M03 (rotação do fuso na direção positiva) ou M04 (rotação do
fuso na direção negativa).

A velocidade do fuso (rpm) é quase


(rpm) igual à velocidade de corte (m/min) a
aprox. 160 mm (raio).

Fig. 9.3 (a) Relação entre o raio da peça, a velocidade do fuso


e a velocidade de corte

D Definição do sistema de Para que o controle da velocidade de corte constante possa ser executado,
coordenadas da peça é necessário definir o sistema de coordenadas de trabalho de forma que
para o controle da o eixo Z (eixo a que será aplicado o controle da velocidade de corte
velocidade de corte constante) obtenha o valor zero.
constante
X

Z
0

Fig. 9.3 (b) Exemplo de um sistema de coordenadas


da peça para o controle da velocidade de
t t t

117
9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Velocidade de corte
especificada no modo G96
Modo G96 Modo G97

Especificação da velocidade de corte


em m/min (ou pés/min)

Comando G97

Memorização da velocidade de corte


em m/min (ou pés/min)

Especificado

Comando A velocidade do
para a fuso especificada
velocidade
(rpm) é aplicada
do fuso

Não especificado
A velocidade de corte
(m/min ou pés/min) é convertida
na velocidade do fuso (rpm)

Outros comandos que não G96

Comando G96
Especificado
A velocidade
Comando
de corte para a
especificada velocidade
é aplicada de corte

Não especificado

A velocidade de corte memorizada


(m/min ou pés/min) é aplicada. Se não
tiver sido memorizada uma velocidade
de corte, é adotado o valor 0.

Restrições
D Controle da velocidade O controle da velocidade de corte constante também é eficaz durante a
de corte constante para abertura de rosca. Por isso, é recomendável desativar o controle da
abertura de rosca velocidade de corte constante com o comando G97, antes de se iniciar a
abertura de rosca em espiral e a abertura de rosca cônica, visto que
qualquer atraso na resposta do sistema servo resultante da alteração da
velocidade do fuso poderá não ser considerado.

118
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

D Controle da velocidade Em um bloco de deslocamento rápido especificado através de G00, o


de corte constante para controle da velocidade de corte constante não é efetuado calculando--se
o deslocamento rápido a velocidade de corte para uma alteração transitória da posição da
(G00) ferramenta, mas calculando--se a velocidade de corte com base na posição
da ferramenta no ponto final do bloco de deslocamento rápido, sob a
condição de não ser executada qualquer usinagem durante o
deslocamento rápido.

Valor do raio

Caminho programado
X
Caminho da ferramenta
após a correção
1

2
700
4 675
N11 600
N16 3
N15 500
N11
N14 400
N16
N15 375

N14 300

200

100

φ600

Z
300 400 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 1500
1475
1050

Exemplo N8 G00 X1000.0Z1400.0 ;


N9 T33;
N11 X400.0Z1050.0;
N12 G50S3000 ; (Designação da velocidade máx. do fuso)
N13 G96S200 ; (Velocidade de corte 200m/min)
N14 G01 Z 700.0F1000 ;
N15 X600.0Z 400.0;
N16 Z … ;
O CNC calcula a velocidade do fuso que é proporcional à velocidade de
corte especificada na posição do valor de coordenada programado no eixo
X. Esse valor não corresponde ao valor calculado de acordo com a
coordenada do eixo X após a correção, quando a correção é válida. No
ponto final N15 do exemplo acima, no diâmetro 600 (que não corresponde
ao centro do cabeçote de torno--revólver, mas ao centro da ponta da
ferramenta) a velocidade é de 200 m/min. Se o valor de coordenada do
eixo X for negativo, o CNC adota o valor absoluto.

119
9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

9.4 Com esta função é acionado um alarme de sobreaquecimento (nº 704)


sempre que a velocidade do fuso divirja da velocidade nominal, devido
FUNÇÃO DE às condições de usinagem.
SUPERVISÃO DA Esta função é útil, por exemplo, para evitar o emperramento da bucha de
OSCILAÇÃO DA guia.
VELOCIDADE DO
FUSO (G25, G26)

Formato G26 ativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso.


G25 desativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso.

G26 Pp Qq Rr ; Supervisão da oscilação do fuso ON


G25 ; Supervisão da oscilação do fuso OFF

p : Tempo (em ms) entre a emissão de um novo comando de rotação do


fuso (comando S) e o início da supervisão da velocidade real do fuso
para verificar se é tão elevada que possa dar origem a um
sobreaquecimento.
A velocidade do fuso é verificada quando a velocidade nominal é
alcançada dentro do período de tempo P.
q : Tolerância (%) da velocidade nominal do fuso

1 − Velocidade real do fuso


q= × 100
Velocidade nominal do fuso

Se a velocidade do fuso especificada se encontrar dentro desta faixa,


se considera que foi alcançado o valor nominal. Em seguida, é
verificada a velocidade real do fuso.
r : Oscilação da velocidade do fuso (%) à qual a velocidade real do fuso
é tão elevada que poderá dar origem a um sobreaquecimento.

1 − Velocidade que poderá causar um sobreaquecimento


r= × 100
Velocidade nominal do fuso

A função de supervisão da oscilação da velocidade do fuso é ativada por


G26 e desativada por G25.
Mesmo que G25 tenha sido especificado, p, q e r não são anulados.

120
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

Explicações A oscilação da velocidade do fuso é detectada da seguinte forma:

1. Quando é ativado um alarme depois de alcançada a velocidade nominal


do fuso
Velocidade do fuso

r
d
q Velocidade
q d nominal
r

Velocidade
Sem real
Super- super-
visão visão Supervisão

Tempo
Especificação de Início da supervisão Alarme
outra velocidade

2. Quando é ativado um alarme antes de ser alcançada a velocidade nominal


do fuso
Velocidade do fuso

r
q d Velocidade
q d nominal
r

p Velocidade
Super- Sem Super- real
visão supervisão visão

Tempo
Especificação de Início da Alarme
outra velocidade supervisão

Velocidade nominal :
(Velocidade especificada pelo endereço S e por um valor de cinco
dígitos)×(Override do fuso)
Velocidade real : Velocidade detectada com um codificador de posição
p : Tempo decorrido entre a alteração da velocidade nominal e o início da
supervisão.
q : (Tolerância porcentual para iniciar a supervisão)×(Velocidade
nominal)
r : (Oscilação porcentual detectada como condição de
alarme)×(Velocidade nominal)
d : Oscilação detectada como alarme (especificada no parâmetro 4913)
O alarme é acionado se a diferença entre a velocidade nominal e a
velocidade real for superior a r e d.

121
9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

NOTA
1 Quando é acionado um alarme durante a operação
automática, ocorre uma parada de bloco único. O alarme de
sobreaquecimento do fuso é indicado na tela CRT e é
emitido o sinal de alarme “SPAL” (com o valor 1 em caso de
presença de um alarme). Este sinal é anulado durante o
reset.
2 Mesmo que se execute um reset após o acionamento do
alarme, o alarme voltará a ser acionado se a causa não tiver
sido eliminada.
3 A supervisão não é efetuada durante o estado de parada
do fuso (*SSTP = 0).
4 Através do parâmetro (nº 4913), é possível definir uma faixa
admissível de oscilação da velocidade de forma a suprimir
o acionamento de um alarme. No entanto, será acionado
um alarme um segundo mais tarde, se a velocidade real
detectada for igual a 0 rpm.

122
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

9.5 Durante a rotação, o fuso conectado ao motor do fuso é girado a uma


determinada velocidade para girar, por sua vez, a peça montada no fuso.
FUNÇÃO DE A função de posicionamento do fuso gira o fuso conectado ao respectivo
POSICIONAMENTO motor para um determinado ângulo, a fim de posicionar a peça montada
DO FUSO no fuso em um determinado ângulo. O fuso é posicionado no eixo C.
A função de posicionamento do fuso engloba as três operações seguintes:
1. Cancelamento do modo de rotação do fuso e ativação do modo de
posicionamento do fuso (orientação do fuso)
2. Posicionamento do fuso no modo de posicionamento do fuso
3. Cancelamento do modo de posicionamento do fuso e ativação do
modo de rotação do fuso

9.5.1 Quando o posicionamento do fuso é executado pela primeira vez depois


Orientação do Fuso do motor do fuso ter sido usado para uma operação normal do fuso ou após
uma interrupção do posicionamento do fuso, é necessário proceder à
orientação do fuso.
A função de orientação permite parar o fuso em uma posição
pré--determinada.
A orientação é comandada por meio do código M especificado no
parâmetro nº 4960. O sentido da orientação pode ser especificado através
de um parâmetro. Para um fuso analógico, o sentido da orientação é
especificado em ZMIx (bit 5 do parâmetro 1006).
Para um fuso serial, é especificado em RETRN (bit 5 do parâmetro 4005).

9.5.2 O fuso pode ser posicionado com um ângulo arbitrário ou com um ângulo
Posicionamento do semi--fixo.
Fuso

D Posicionamento com um O endereço M é seguido de um número de 2 dígitos. O valor admissível


ângulo semi--fixo pode ser especificado com um dos seis valores entre Mα e M(α+5). O
especificado através de valor α tem de ser previamente especificado no parâmetro nº 4962. Os
um código M ângulos de posicionamento correspondentes aos valores Mα a M(α+5)
são apresentados na lista abaixo. O valor β tem de ser previamente
especificado no parâmetro nº 4963.
Código M Ângulo de (Ex.)β=30°
posicionamento
Mα β 30°
M(α+1) 2β 60°
M(α+2) 3β 90°
M(α+3) 4β 120°
M(α+4) 5β 150°
M(α+5) 6β 180°

Especifique o comando com valores incrementais. O sentido de rotação


é especificado no parâmetro IDM (bit 1 do parâmetro 4950).

123
9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Posicionamento com um Especifique a posição através do endereço C ou H seguido de um valor


ângulo especificado numérico (ou de valores numéricos) com sinal. Os endereços C e H têm
através do endereço C ou H de ser especificados no modo G00.
(Exemplo) C--1000
H4500
O ponto final tem de ser especificado com uma distância em relação ao
ponto de referência do programa (no modo absoluto), através do endereço
C. Como alternativa, o ponto final também pode ser especificado com
uma distância entre o ponto inicial e o ponto final (no modo incremental),
através do endereço H.
Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais.
O valor tem de ser especificado em graus.
(Exemplo) C35.0=C35 graus

D Ponto de referência do A posição para a qual o fuso é orientado é adotada como ponto de
programa referência do programa. O ponto de referência do programa pode ser
alterado por meio da definição de um sistema de coordenadas (G50) ou
da definição automática de um sistema de coordenadas (#OZPR do
parâmetro 1202).

D Velocidade de avanço
para o posicionamento
Ponto de referência do programa

90°

180°

Código G do tipo A Código G do tipo B e C


Endereç
Formato do comando Comando Comando
Endereç o usado
A-- B na A-- B na
o usado e código
figura acima figura acima
G
Especifique
o ponto final
com uma
Comando
distância do C C180.0 ; G90,C G90C180.;
absoluto
ponto de
referência do
programa.
Especifique
uma
Comando distância
H H90.0 ; G91,C G90C90. ;
incremental entre o ponto
inicial e o
ponto final.

124
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

D Velocidade de avanço A velocidade de avanço durante o posicionamento é igual à velocidade de


durante o deslocamento rápido especificada no parâmetro nº 1420. A
posicionamento aceleração/desaceleração linear é executada.
À velocidade especificada pode ser aplicado um override de 100%, 50%,
25% e F0 (parâmetro nº 1421).

D Velocidade durante a A ferramenta desloca--se à velocidade de deslocamento rápido


orientação especificada no parâmetro nº 1420, até que seja alcançada uma velocidade
suficiente para a orientação. Depois de alcançada esta velocidade, a
orientação é executada à velocidade especificada no parâmetro nº 1425.

9.5.3 Para se comutar do modo de posicionamento do fuso para a rotação


Cancelamento do normal do fuso, é necessário especificar o código M definido no
parâmetro nº 4961.
Posicionamento do
Fuso
AVISO
1 As funções de bloqueio de avanço, teste de funcionamento
em vazio, bloqueio da máquina e bloqueio da função
auxiliar não podem ser executadas durante o
posicionamento do fuso.
2 O parâmetro nº 4962 tem de ser definido, mesmo que não
seja executado um posicionamento com um ângulo
semi--fixo especificado em um código M. Se o parâmetro
não for definido, os códigos M entre M00 e M05 não
funcionam corretamente.

NOTA
1 Especifique o posicionamento do fuso em um bloco
separado. Não é possível especificar no mesmo bloco
comandos de movimento para o eixo X ou Z.
2 Se durante o posicionamento do fuso for acionada uma
parada de emergência, o posicionamento do fuso é
interrompido. Para retomar o posicionamento, comece com
o passo de orientação.
3 A função de controle do contorno para o eixo Cs do fuso
serial e a função de posicionamento do fuso não podem ser
usadas simultaneamente. Sendo especificadas ambas as
opções, a função de posicionamento do fuso tem
prioridade.
4 O eixo para o posicionamento do fuso é indicado em pulsos,
no sistema de coordenadas da máquina.

125
10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA
(FUNÇÃO T) PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

10 FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

Estão disponíveis duas funções da ferramenta. Uma é a função de seleção


da ferramenta e a outra é a função de gestão da vida útil das ferramentas.

126
10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO (FUNÇÃO T)

10.1 Especificando um valor numérico de 2 dígitos/4 dígitos a seguir ao


endereço T, são transmitidos para a máquina--ferramenta um sinal de
SELEÇÃO DA código e um sinal de strobe. Estes sinais são usados, principalmente, para
FERRAMENTA selecionar ferramentas na máquina.
Só pode ser programado um código T por cada bloco. Consulte o manual
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta para obter informações
mais detalhadas sobre o número de dígitos programáveis com o endereço
T e sobre a correspondência entre os códigos T e as operações da máquina.
Quando um comando de movimento e um código T se encontram
especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma
destas formas:
1. Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos da
função T.
2. Execução dos comandos da função T imediatamente após terminada
a execução do comando de movimento.
A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do
fabricante da máquina--ferramenta. Para informações mais detalhadas,
consulte o manual de instruções fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta.

1. O último dígito do código T designa o número de correção.


T ff

Número de correção da ferramenta


Seleção da ferramenta

2. Os dois últimos dígitos do código T designam o número de


correção.
T ff ff

Número de correção da ferramenta


Seleção da ferramenta

Explicações O valor a seguir ao código T indica a ferramenta desejada. Uma parte dos
valores também é usada como número de correção, indicando a
quantidade de compensação para a correção da ferramenta.
Consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta para
obter informações sobre a correspondência entre o código T, a ferramenta
e a quantidade de dígitos para especificar a seleção da ferramenta.
Exemplo (T2+2)
N1G00X1000Z1400
N2T0313; (Seleção da ferramenta nº 3 e do valor de correção nº 13)
N3X400Z1050;
Em algumas máquinas, a seleção da ferramenta é feita com um valor de
1 dígito.

127
10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA
(FUNÇÃO T) PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

10.2 As ferramentas são classificadas em diversos grupos. A vida útil da


ferramenta (tempo ou freqüência de uso) é especificada para cada um dos
GESTÃO DA VIDA grupos. Sempre que uma ferramenta é usada, o tempo de utilização da
ÚTIL DAS ferramenta é acumulado. Quando a vida útil da ferramenta é esgotada, é
FERRAMENTAS utilizada a ferramenta seguinte, previamente determinada no mesmo
grupo. A esta função dá--se o nome de função de gestão da vida útil das
ferramentas.
No controle de 2 caminhos, a gestão da vida útil das ferramentas é
efetuada separadamente para cada unidade porta--ferramenta. Do mesmo
modo, os dados de gestão da vida útil das ferramentas também são
definidos individualmente para cada unidade porta--ferramenta.

10.2.1
Programa dos Dados
de Vida Útil da
Ferramenta
Formato As ferramentas usadas seqüencialmente em cada grupo e suas vidas úteis
são registradas no CNC com o formato de programa apresentado na tabela
10.2.1 (a).
Tabela 10.2.1 (a) Formato do programa de gestão da vida útil

Formato de fita Significado

O_ _ _ _ ; Número do programa
G10L3; Início da especificação dos dados de vida útil
da ferramenta
P_ _ _ L_ _ _ _ ; P___ : Número do grupo (de 1 a 128)
L___ : Vida útil da ferramenta (de 1 a 9999)
T_ _ _ _ ; (1) T:____ Número da ferramenta
T_ _ _ _ ; (2)
As ferramentas são selecionadas de
(n) (1) a (2) a ... a (n).
P_ _ _ L_ _ _ _ ;
T_ _ _ _ ; Dados para o próximo grupo
T_ _ _ _ ;

G11; Fim da especificação dos dados de


vida útil da ferramenta
M02(M30); Fim do programa

Para obter informações sobre o método de registro dos dados de vida útil
da ferramenta no CNC, consulte a subseção III--11.4.14.

128
10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO (FUNÇÃO T)

Explicações
D Especificação em função A vida útil da ferramenta é especificada ou de acordo com o tempo de uso
do tempo ou da (em minutos) ou com a freqüência de uso, dependendo da especificação
freqüência de uso da do parâmetro nº 6800#2 (LTM) .
ferramenta Como tempo de uso podem ser especificados 4300 minutos e como
freqüência de uso 9999 vezes.
D Número máximo de O número de grupos a serem registrados e o número de ferramentas
grupos e de ferramentas registradas em cada grupo podem ser combinados de três formas. Uma das
três combinações é definida através do parâmetro nº 6800#0, #1 (GS1 e
GS2).
Tabela 10.2.1 (b) Número máximo de grupos e de ferramentas registrável
Número máximo de grupos e de Número máximo de grupos e de
ferramentas sem função opcional para 128 ferramentas com função opcional para
GS2 GS1 pares de ferramentas 128 pares de ferramentas
(nº 6800#1) (nº 6800#0)
Número do grupo Número da Número do grupo Número da
ferramenta ferramenta

0 0 16 16 16 32

0 1 32 8 32 16

1 0 64 4 64 8

1 1 16 16 128 4

Em todos os casos acima mencionados, o número máximo de ferramentas


registráveis é de 512 ou 256, dependendo, respectivamente, de a opção
para 128 grupos de controle da vida útil da ferramenta ser ou não usada.
Se a opção não for usada, defina os parâmetros da seguinte forma: para
um total de 16 grupos com um número máximo de 16 ferramentas em cada
grupo, defina GS1 = 0 e GS2 = 0. Para um total de 32 grupos com um
número máximo de 8 ferramentas em cada grupo, defina GS1 = 0 e GS2
= 1. Para alterar a combinação, altere o parâmetro; em seguida, o
programa de definição é executado com a combinação anterior de grupos
de ferramentas definida no NC. Sempre que o parâmetro for alterado, o
programa de definição de grupos terá de ser novamente executado.
D Registro de ferramentas O mesmo número de ferramenta pode surgir no programa de dados de vida
com o código T útil da ferramenta em qualquer posição e um número de vezes qualquer.
O código T para o registro de ferramentas é composto, normalmente, de
um número máximo de quatro dígitos. Sendo usada a opção para 128
grupos de controle da vida útil da ferramenta, o código poderá possuir,
porém, um número máximo de seis dígitos.

T ffff ff

Número de correção da ferramenta


Seleção da ferramenta

Se usar a função de controle da vida útil da ferramenta, não use os


parâmetros de correção da posição da ferramenta, isto é, LD1 e LGN (bits
0 e 1 do parâmetro nº 5002).

129
10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA
(FUNÇÃO T) PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplo
O0001 ;
G10L3 ;
P001L0150 ;
T0011 ;
Dados do grupo 1
T0132 ;
T0068 ;
P002L1400 ;
T0061;
T0241 ; Dados do grupo 2
T0134;
T0074;
P003L0700 ;
T0012; Dados do grupo 3
T0202 ;
G11 ;
M02 ;

Explicações Os números de grupo especificados em P não têm de ser


necessariamente consecutivos, não tendo também de ser atribuídos a
todos os grupos. Para usar dois ou mais números de correção para a
mesma ferramenta, no mesmo processo, proceda da seguinte forma:

Formato de fita Significado

P004L0500; As ferramentas do grupo 4 são


T0101; usadas de (1) a (2) a (3).
T0105; (1) Cada ferramenta é usada 500 vezes
T0108; (ou 500 minutos).
T0206; Se este grupo for especificado três
T0203; vezes em um processo, os números
T0202; (2) de correção são selecionados pela
T0209; seguinte ordem:
T0304; Ferramentas (1): 01→05→08
T0309; (3) Ferramentas (2): 06→03→02→09
P005L1200; Ferramentas (3): 04→09
T0405;

130
10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO (FUNÇÃO T)

10.2.2
Contagem da Vida Útil
da Ferramenta
Explicação
D Especificação da vida Entre T∆∆99 (∆∆ = número do grupo da ferramenta ) e T∆∆88, em um
útil da ferramenta em programa de usinagem, o tempo durante o qual a ferramenta é usada no
função do tempo de uso modo de corte é contado em intervalos de 4 segundos. O tempo decorrido
(em minutos) durante a parada de bloco único, bloqueio de avanço, deslocamento
rápido, pausa e espera FIN é ignorado.
É possível especificar um total de 4300 minutos para a vida útil de uma
ferramenta.

D Especificação da vida A contagem é iniciada em cada um dos processos acionados pelo início
útil da ferramenta em do ciclo de um programa de usinagem e terminada quando o reset do NC
função da freqüência de é ativado pelo comando M02 ou M03. Os contadores dos grupos de
uso ferramentas usados em um processo avançam 1 unidade. Mesmo que o
mesmo grupo seja especificado mais de uma vez em um processo, o
contador só avança 1 unidade. É possível especificar um total de 9999
vezes para a vida útil de uma ferramenta.
A contagem da vida útil da ferramenta é efetuada individualmente para
cada grupo. O conteúdo dos contadores da vida útil não é apagado quando
o CNC é desligado.
Se a vida útil for especificada em função da freqüência de uso, aplique um
sinal de reset externo (ERS) ao CNC quando for executado o comando
M02 ou M30.

131
10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA
(FUNÇÃO T) PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

10.2.3 Nos programas de usinagem, os códigos T são usados para especificar os


Especificação do grupos das ferramentas da seguinte forma:
Grupo da Ferramenta
Formato de fita Significado
no Programa de
Usinagem
Tnn99; Finaliza o uso da ferramenta atual e começa a usar a
ferramenta do grupo ∆∆. “99” serve para distinguir esta
especificação das especificações normais.

Tnn88; Cancela a correção da ferramenta do grupo em causa.


“88” serve para distinguir esta especificação das
especificações normais.

M02(M300); Finaliza o programa de usinagem.

Explicações
Formato de fita Significado

T0199; Finaliza o uso da ferramenta anterior e começa a


usar a ferramenta do grupo 01.

T0188; Cancela a correção da ferramenta do grupo 01.

T0508; Termina a utilização da ferramenta do grupo 01.


Seleciona o número de ferramenta 05 e o número de
correção 08.

T0500; Cancela a correção da ferramenta número 05.

T0299; Finaliza o uso da ferramenta número 05 e começa


a usar a ferramenta do grupo 02.

T0199; Finaliza o uso da ferramenta do grupo 02 e começa


a usar a ferramenta do grupo 01. Se for especificado
mais do que um número de correção para a ferramenta,
será selecionado o segundo número de correção. Caso
contrário, será usado o número de correção anterior.

132
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 11. FUNÇÃO AUXILIAR

11 FUNÇÃO AUXILIAR

Há dois tipos de funções auxiliares: a função miscelânea (código M) para


a especificação da inicialização do fuso, parada do fuso, fim do programa,
etc., e a função auxiliar secundária (código B).
Quando um comando de movimento e a função miscelânea se encontram
especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma
destas formas:
i) Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos da
função miscelânea.
ii) Execução dos comandos da função miscelânea após terminada a
execução do comando de movimento.
A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do
fabricante da máquina--ferramenta. Para informações mais detalhadas,
consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

133
11. FUNÇÃO AUXILIAR PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

11.1 Quando é especificado um valor numérico após o endereço M, são


enviados para a máquina um sinal de código e um sinal de strobe. Este
FUNÇÃO AUXILIAR sinais são usados para ligar e desligar a máquina. Em geral, só é válido
(FUNÇÃO M) um código M por cada bloco, sendo, contudo, possível especificar um
total de três códigos M no mesmo bloco (embora não seja possível fazê--lo
em algumas máquinas). A correspondência entre os códigos M e as
funções depende do fabricante da máquina--ferramenta.
Todos os códigos M são processados na máquina, exceto M98, M99,
M198, os códigos M que se destinam à chamada de um subprograma
(parâmetros nº 6071 a 6079) e os códigos M que se destinam à chamada
de macros de usuário (parâmetros nº 6080 a 6089). Consulte o respectivo
manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Explicações Os códigos M apresentados em seguida têm significados especiais.
D M02,M03 Indica o fim do programa principal.
(Fim do programa) A operação automática é interrompida e é executado um reset no CNC.
Isso varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta. Após a
execução de um bloco que especifica o fim do programa, a unidade de
controle volta ao início do programa. O bit 5 do parâmetro nº 3404 (M02)
ou o bit 4 do parâmetro nº 3404 (M03) pode ser utilizado para impedir que
M02 ou M03 ative o regresso da unidade de controle ao início do
programa.
D M00 A operação automática é interrompida após a execução de um bloco que
(Parada do programa) inclua M00. Quando o programa é interrompido, todas as informações
modais permanecem inalteradas. A operação automática pode ser
reiniciada, ativando a operação cíclica. Isso varia conforme o fabricante
da máquina--ferramenta.
D M01 Tal como acontece com M00, a operação automática é interrompida após
(Parada opcional) a execução de um bloco que inclua M01. Este código só produz efeito se
tiver sido pressionado o botão de parada opcional no painel de operação
da máquina.
D M98 Este código serve para chamar um subprograma. Os sinais de código e de
(Chamada de strobe não são transmitidos. Para informações mais detalhadas, consulte
subprograma) a seção II--13.3, ”Subprograma”.
D M99 Este código indica o fim de um subprograma.
(Fim do subprograma) Através da execução de M99, a unidade de controle regressa ao programa
principal. Os sinais de código e de strobe não são transmitidos. Para
informações mais detalhadas, consulte a seção II--13.3, ”Subprograma”.
D M198 Este código serve para chamar um subprograma de um arquivo, na função
(Chamada de um de entrada/saída externa. Para informações mais detalhadas, consulte a
subprograma) descrição da função de chamada de subprograma (III--4.5).

NOTA
O bloco imediatamente a seguir a um bloco que contenha
M00, M01, M02 ou M03 não é memorizado no buffer
intermediário. Através dos parâmetros (nº 3411 a 3420), é
possível especificar, do mesmo modo, mais dez códigos M
que impedem que o bloco subseqüente seja lido 3411 a
3421). Para informações mais detalhadas sobre estes
códigos M, consulte o manual de instruções fornecido pelo
fabricante da máquina--ferramenta.

134
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 11. FUNÇÃO AUXILIAR

11.2 Até agora só têm sido referidos blocos que contêm apenas um código M.
No entanto, é possível especificar um total de três códigos M no mesmo
VÁRIOS COMANDOS bloco, colocando o bit 7 (M3B) do parâmetro nº 3404 em 1.
M NO MESMO Assim, podem ser transmitidos simultaneamente para a máquina um total
BLOCO de três códigos M especificados no mesmo bloco. Isso significa que, em
comparação com o método convencional de um único comando M por
cada bloco, se pode obter uma usinagem com um tempo de ciclo mais
curto.

Explicações O CNC permite programar um total de três códigos M no mesmo bloco.


Contudo, há alguns códigos M que não podem ser especificados
simultaneamente, devido a restrições de ordem mecânica. Para
informações mais detalhadas sobre as restrições de ordem mecânica
inerentes à especificação simultânea de vários códigos M no mesmo
bloco, consulte o manual fornecido pelo respectivo fabricante da
máquina--ferramenta.
M00, M01, M02, M30, M98, M99 ou M198 não podem ser especificados
juntamente com outro código M.
Além de M00, M01, M02, M30, M98, M99 e M198, existem ainda alguns
códigos M que não podem ser especificados juntamente com outros
códigos M; cada um deles terá de ser especificado em um bloco separado.

Estes códigos M incluem os que levam o CNC a executar operações


internas, além de transmitir os próprios códigos M para a máquina. Mais
precisamente, trata--se de códigos M para chamar os números de
programa 9001 a 9009 e de códigos M para desativar a leitura prévia
(memorização temporária) dos blocos subseqüentes. Portanto, só podem
ser especificados simultaneamente no mesmo bloco os códigos M que
levem o CNC unicamente a transmitir os próprios códigos M para a
máquina (sem executar operações internas).

Exemplos
Um comando M por cada bloco Vários comandos M no mesmo bloco
M40 ; M40M50M60 ;
M50 ; G28G91X0Z0 ;
M60 ; :
G28G91X0Z0 ; :
: :
: :
: :

135
11. FUNÇÃO AUXILIAR PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

11.3 A função de verificação do grupo de códigos M serve para controlar se a


combinação dos vários códigos M (no máximo, três códigos M) contidos
FUNÇÃO DE no mesmo bloco está correta.
VERIFICAÇÃO Esta função tem dois objetivos. Um deles é detectar se algum dos códigos
DO GRUPO DE M especificados no mesmo bloco é um código M que tenha de ser
especificado individualmente. O outro é detectar se algum dos códigos M
CÓDIGOS M
especificados no mesmo bloco é um código M pertencente ao mesmo
grupo. Em ambos os casos, é acionado o alarme P/S nº 5016.
Para informações mais detalhadas sobre a especificação de dados de
grupo, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--
ferramenta.

Explicações
D Especificação de É possível especificar um total de 500 códigos M. Geralmente, são
códigos M sempre especificados os códigos M0 a M99. Os códigos M a partir de
M100 são opcionais.

D Números de grupo Os números de grupo podem ser atribuídos de 0 a 127. Tenha, contudo,
em atenção que os números 0 e 1 possuem significados especiais. O
número 0 representa os códigos M que não têm de ser verificados. O
número 1 representa os códigos M que têm de ser especificados
separadamente.

136
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 11. FUNÇÃO AUXILIAR

11.4 A indexação da mesa é executada através do endereço B e de um número


subseqüente de 8 dígitos. A relação entre os códigos B e a indexação
FUNÇÕES correspondente varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta.
AUXILIARES Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da
SECUNDÁRIAS máquina--ferramenta.
(CÓDIGOS B)

Explicações
D Faixa de valores de De 0 a 99999999
comando

D Método de comando 1. É possível utilizar números decimais para a entrada.


Comando Valor de saída
B10. 10000
B10 10
2. Através do parâmetro DPI (nº 3401#0), é possível alterar o fator de
escalonamento de B (1000 ou 1), se o ponto decimal for omitido.
Comando Valor de saída
DPI igual a 1: B1 1000
DPI igual a 0: B1 1
3. Através do parâmetro AUX (nº 3405#0), é possível alterar o fator de
escalonamento de B (1000 ou 10000) se o ponto decimal for omitido
no sistema de entrada em polegadas, sendo DPI=1.
Comando Valor de saída
AUX igual a 1:B1 10000
AUX igual a 0:B1 1000

Restrições Quando são utilizadas estas funções, é desativado o endereço B que


especifica o movimento do eixo.

137
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

12 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

Aspectos gerais

D Programa principal e Há dois tipos de programa: o programa principal e o subprograma.


subprograma Normalmente, o CNC trabalha de acordo com o programa principal.
Contudo, se o programa principal incluir um comando de chamada de um
subprograma, o controle passa para o subprograma. Quando aparece no
subprograma um comando que especifica o regresso ao programa
principal, o controle passa novamente para o programa principal.

Programa principal Subprograma


Instrução 1 Instrução 1′
Instrução 2 Instrução 2′

Seguir as instruções do
subprograma
Instrução n
Instrução n+1

Regresso ao programa principal

Fig. 12 (a) Programa principal e subprograma

A memória do CNC pode armazenar um total de 400 programas principais


e subprogramas (63 dos quais como programas padrão). Dos programas
principais memorizados, pode selecionar--se um para operar a máquina.
Para obter informações sobre os métodos de registro e seleção de
programas, consulte as seções III--10 e III--9.3.

138
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Componentes do Um programa é constituído pelas seguintes componentes:


programa
Tabela 12 Componentes de um programa

Componentes Descrições

Início da fita Símbolo que indica o início de um arquivo do


programa

Seção inicial Utilizada para o título de um arquivo do programa, etc.

Início do programa Símbolo que indica o início de um programa

Seção de programa Comandos para a usinagem

Seção de Comentários ou instruções para o operador


comentários

Fim da fita Símbolo que indica o fim de um arquivo do programa

Seção inicial

Início da fita % TÍTULO; Início do


O0001 ; programa

Seção de programa (COMENTÁRIO) Seção de


comentários

M30 ;
% Fim da fita

Fig. 12 (b) Configuração do programa

D Configuração da seção Uma seção de programa é composta de vários blocos, começando com o
de programa número do programa e terminando com um código de fim do programa.

Configuração da Seção de programa


seção de programa
Número do programa O0001 ;
Bloco 1 N1 G91 G00 X120.0 Y80.0 ;
Bloco 2 N2 G43 Z--32.0 H01 ;
: :
Bloco n Nn Z0 ;
Fim do programa M30 ;

Um bloco contém informações necessárias para a usinagem, tais como


comandos de movimento ou comandos de ativação/desativação do
líquido refrigerante. Especificando--se um valor após uma barra (/), no
início de um bloco, é possível desativar a execução de alguns blocos
(ver “Salto opcional de bloco” na seção II--12.2).

139
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

12.1 Aqui são descritas as outras componentes do programa que não as seções de
programa. Para informações sobre as seções de programa, consulte a seção
OUTRAS II-- 12.2.
COMPONENTES Seção inicial
DO PROGRAMA
ALÉM DAS SEÇÕES Início da fita % TÍTULO; Início do
programa
DE PROGRAMA O0001 ;

Seção de programa (COMENTÁRIO) Seção de


comentários

M30 ;
%
Fim da fita

Fig. 12.1 Configuração do programa


Explicações
D Início da fita A expressão ’início da fita’ indica o início de um arquivo que contém programas
CNC. Esta indicação torna-- se desnecessária, se os programas forem lidos
através do SISTEMA P ou de PCs normais. A indicação não aparece na tela de
exibição. No entanto, se o arquivo for editado, a indicação é automaticamente
editada no início do arquivo.
Tabela 12.1 (a) Código de início da fita

Código Código
Nome Notação neste manual
ISO EIA

Início da fita % ER %

D Seção inicial A seção inicial é constituída pelos dados introduzidos no arquivo antes dos
programas. Quando a usinagem é iniciada, encontra-- se, normalmente, ativo o
”estado de ignorar rótulo identificativo” que é ativado através da ligação da
máquina ou do reset do sistema. No estado de ignorar rótulo identificativo, são
ignoradas todas as informações até que seja lido o código de fim de bloco.
Quando um arquivo é lido para a unidade CNC por meio de um dispositivo de
E/S, a função de ignorar rótulo identificativo permite que as seções iniciais
sejam ignoradas. Geralmente, as informações contidas nas seções iniciais são,
p. ex., os cabeçalhos dos arquivos. Quando a seção inicial é ignorada, o controle
de paridade não é realizado. Sendo assim, a seção inicial pode conter qualquer
código exceto o código EOB.

D Início do programa O código de início do programa tem de ser introduzido imediatamente após a
seção inicial, isto é, imediatamente antes da seção de programa. Este código
indica o início de um programa e é sempre necessário para desativar a função
de ignorar rótulo identificattivo. No SISTEMA P ou em PCs normais, este
código pode ser introduzido pressionando a tecla de return.
Tabela 12.1 (b) Código de início do programa
Código Código
Nome Notação neste manual
ISO EIA

Início do programa LF CR ;

140
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

NOTA
Se um arquivo contiver vários programas, o código EOB
para a operação de ignorar o rótulo identificativo não pode
surgir antes do segundo número do programa ou do
número do programa subseqüente. No entanto, se o
programa precedente terminar com %, a expressão ”início
do programa” é necessária no início do programa.

D Seção de comentários Todas as informações contidas entre os códigos de controle--out e de


controle--in são consideradas como sendo comentários e ignoradas pelo
CNC. O usuário pode introduzir cabeçalhos, comentários, instruções para
o operador, etc. Não há um limite para o comprimento da seção de
comentários.
Tabela 12.1 (c) Códigos de controle--in e de controle--out

Código Código Notação neste


Nome Significado
ISO EIA manual

Controle--out ( 2--4--5 ( Início da seção de


comentários

Controle--in ) 2--4--7 ) Fim da seção de


comentários

Quando um programa é lido para operações de memória, as eventuais


seções de comentários não são ignoradas, mas lidas também para a
memória. Tenha, contudo, em atenção que os códigos que não se
encontram incluídos na tabela de códigos do anexo F são ignorados, não
sendo, portanto, lidos para a memória. Se o programa que se encontra
nesta memória for editado em um dispositivo de entrada/saída externo
(ver seção III--8), todos os comentários são igualmente editados.
Se o programa for apresentado na tela, suas seções de comentários são
também apresentadas. Os códigos que tiverem sido ignorados durante a
leitura para a memória não são, porém, editados nem apresentados.
Durante as operações de memória ou as operações DNC, são ignoradas
todas as seções de comentários. A função de controle TV pode ser
utilizada para seções de comentários, definindo--se o parâmetro CTV (bit
1 do parâmetro nº 0100) de forma correspondente.

CUIDADO
Se no meio de uma seção de programa aparecer uma longa
seção de comentários, o movimento ao longo de um eixo
poderá ser suspendido por um período de tempo mais
prolongado, devido a essa seção de comentários.
Conseqüentemente, as seções de comentários devem ser
sempre introduzidas em pontos que permitam a ocorrência
de uma suspensão do movimento ou que não impliquem
movimentos.

NOTA
1 Se for lido um código de controle--in sem um código de
controle--out correspondente, o primeiro é ignorado.
2 O código EOB não pode ser utilizado em comentários.

141
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Fim da fita O código de fim da fita tem de ser introduzido no final do arquivo de
programas NC.
Se os programas forem introduzidos por meio do sistema de programação
automática, não é necessário introduzir esta indicação. A indicação não
aparece na tela de exibição CRT. No entanto, se o arquivo for editado, a
indicação é automaticamente editada no fim do arquivo.
Quando se tenta executar % sem que M02 ou M03 se encontrem dispostos
no final do programa, é acionado um alarme P/S (nº 5010).
Tabela 12.1 (d) Código de fim da fita

Nome Código Código Notação neste


ISO EIA manual

Fim da fita % ER %

142
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

12.2 Aqui são descritos os elementos de uma seção de programa. Para


informações sobre as outras componentes do programa, consulte a seção
CONFIGURAÇÃO DA II--12.1.
SEÇÃO DE
PROGRAMA
% TÍTULO;
Número do programa
O0001 ;
N1 … ;
Número de seqüência
Seção de programa (COMENTÁRIO)

Fim do programa
M30 ;
%

Fig. 12.2 (a) Configuração do programa

D Número do programa A cada programa registrado inicialmente na memória é atribuído um


número de programa constituído pelo endereço O seguido de um número
de quatro dígitos, para o identificar.
No entanto, se for utilizada a opção para números de programa de 8
dígitos, especifique oito dígitos para o número do programa (ver seção
II.12.4).
No código ISO, podem utilizar--se dois pontos ( : ) em vez de O.
Se não for especificado nenhum número de programa no início do
programa, o número de seqüência (N....) que se encontra no início do
mesmo é adotado como número do programa. Se forem utilizados
números de seqüência de quatro dígitos, os quatro dígitos mais baixos são
registrados como número do programa. Se os quatro dígitos mais baixos
forem todos 0, é registrado como número do programa o número de
programa imediatamente anterior acrescentado de 1. Tenha, contudo, em
atenção que N0 não pode ser utilizado em números de programa.
Caso não haja nenhum número de programa nem de seqüência no início
do programa, o número do programa terá de ser especificado através do
painel MDI, no momento em que o programa é armazenado na memória
(ver seção 8.4 ou 10.1 na Parte III.).

NOTA
Os números de programa entre 8000 e 9999 poderão ser
reservados pelo fabricante da máquina--ferramenta, não
podendo, portanto, ser utilizados pelo usuário.

143
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Número de seqüência e Um programa é composto de vários comandos. A uma unidade de


bloco comando dá--se o nome de bloco. Um bloco é separado de outro por meio
de um código EOB (código de fim do bloco).

Tabela 12.2 (a) Código EOB

Nome Código Código Notação neste


ISO EIA manual

Fim do bloco (EOB) LF CR ;

No cabeçalho de um bloco pode introduzir--se um número de seqüência


constituído por um endereço N seguido de um número de, no máximo,
cinco dígitos (de 1 a 99999). Os números de seqüência podem ser
especificados pela ordem desejada, sendo possível saltar quaisquer
números. Os números de seqüência podem ser atribuídos a todos os
blocos do programa ou apenas aos blocos desejados. No entanto,
geralmente é conveniente atribuir os números de seqüência por ordem
crescente, em sintonia com os passos de usinagem (por exemplo, quando
é necessário substituir uma ferramenta por outra e a usinagem passa para
uma nova superfície com indexação da mesa).

N300 X200.0 Z300.0 ; O número de seqüência está sublinhado.

Fig. 12.2 (b) Número de seqüência e bloco (exemplo)

NOTA
Não é possível utilizar N0 por motivos de compatibilidade
do arquivo com outros sistemas CNC.
0 não pode ser utilizado como número de programa, não
podendo, portanto, ser incluído em um número de
seqüência que deva ser registrado como número de
programa.

D Controle TV (controle da Os blocos de uma fita de entrada são submetidos a um controle de


paridade vertical ao paridade vertical. Se algum dos blocos possuir um número ímpar de
longo da fita) caracteres (começando no código imediatamente a seguir ao EOB e
terminando no EOB seguinte), é acionado um alarme P/S (nº 002). Só não
são submetidas ao controle TV as áreas que são ignoradas devido à função
de ignorar rótulo identificativo. Através do bit 1 (CTV) do parâmetro nº
0100, pode especificar--se se os caracteres constituintes dos comentários,
escritos entre “(” e “)”, deverão ou não ser contados ao obter o número de
caracteres para o controle TV. A função de controle TV pode ser ativada
e desativada através da unidade MDI (ver subseção 11.4.7 na Parte III.).

144
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Configuração do bloco Um bloco consiste em uma ou mais palavras. Uma palavra consiste em
(palavra e endereço) um endereço seguido de um número de vários dígitos. (Um número pode
ser precedido de um sinal de mais (+) ou de menos (--).)
Palavra = Endereço + Número (exemplo: X--1000)
Para o endereço, se utiliza uma letra (de A a Z); o endereço define o
significado do número que se lhe segue. A tabela 12.2 (b) apresenta os
endereços mais freqüentes e seus significados.
O mesmo endereço poderá ter significados diferentes, dependendo da
especificação da função preparatória.
Tabela 12.2 (b) Funções e endereços principais

Função Endereço Significado

Número do programa O (1) Número do programa


Número de seqüência N Número de seqüência
Função preparatória G Especifica um modo de deslocamento
(linear, arco, etc.)
Palavra de dimensão X, Y, Z, U, V, Comando de movimento do eixo de
W, A, B, C coordenadas
I, J, K Coordenada do centro do arco
R Raio do arco
Função de avanço F Velocidade de avanço por minuto,
Velocidade de avanço por rotação
Função da velocidade S Velocidade do fuso
do fuso
Função da ferramenta T Número da ferramenta
Função auxiliar M Controle ON/OFF da
máquina--ferramenta
B Indexação da mesa, etc.
Pausa P, X, U Tempo de pausa
Designação do P Número do subprograma
número
de um programa
Número de P Número de repetições do
repetições subprograma

Parâmetro P, Q Parâmetros do ciclo fixo

NOTA
No código ISO, os dois pontos ( : ) também podem ser
utilizados como endereço de um número de programa.

N_ G_ X_ Z_ F_ S_ T_ M_ ;
Número de Função Palavra de Função Função Função Função
seqüência prepara- dimensão de avanço da veloci- da ferra- miscelânea
tória dade do menta
fuso
Fig. 12.2 (c) 1 Bloco (exemplo)

145
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Endereços principais e Os endereços principais e as faixas dos valores especificados para os endereços
faixas dos valores de são apresentados abaixo. Tenha em atenção que estes números representam
comando valores limites no lado CNC, os quais são completamente diferentes dos valores
limites no lado da máquina-- ferramenta. O CNC permite, por exemplo, que a
ferramenta se desloque, ao todo, 100 m (entrada em milímetros) ao longo do
eixo X. Contudo, o curso real ao longo do eixo X poderá ser limitado a 2 m em
certas máquinas-- ferramentas. Do mesmo modo, o CNC pode permitir uma
velocidade de corte até 240 m/min, mas a máquina ferramenta poderá não
permitir mais de 3 m/min. Para elaborar os programas, o usuário deveria ler
atentamente os manuais da máquina-- ferramenta, assim como este manual, para
tomar conhecimento das restrições da programação.
Tabela 12.2 (c) Endereços principais e faixas dos valores de
comando
Função Endereço Entrada em mm Entrada em
polegadas
Número do programa O (1) 1--9999 1--9999
Número de seqüência N 1--99999 1--99999
Função preparatória G 0--99 0--99
Palavra de Sistema X, Y, Z, U, De --99999,999 a De --9999,9999 a
dimensão incremental V, W, A, +99999,999 +9999,9999
IS--B B,, C,, I,, J,,
Sistema K, R, De --9999,9999 a De --999,99999 a
incremental +9999,9999 +999,99999
IS--C
Avanço Sistema F De 1 a 240000 De 0,01 a
por incremental mm/min 9600,00
minuto IS--B polegadas/min
Sistema De 1 a 100000 De 0,01 a
incremental mm/min 4000,00
IS--C polegadas/min
Avanço por rotação F De 0,0001 a De 0,000001 a
500,0000 mm/rot. 9,999999 pol./rot.
Função da velocidade do S De 0 a 20000 De 0 a 20000
fuso
Função da ferramenta T De 0 a 99999999 De 0 a 99999999
Função auxiliar M De 0 a 99999999 De 0 a 99999999
B De 0 a 99999999 De 0 a 99999999
Pausa Sistema P, X, U De 0 a De 0 a
incremental 99999,999s 99999,999s
IS--B
Sistema De 0 9999,9999s De 0 9999,9999s
incremental
IS--C

Designação do P de 1 a 9999 de 1 a 9999


número do programa

Número de repetições P De 1 a 999 De 1 a 999

NOTA
No código ISO, os dois pontos ( : ) também podem ser
utilizados como endereço de um número de programa.

146
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Salto opcional de bloco Se no cabeçalho de um bloco for especificada uma barra seguida de um
número (/n (n=1 a 9)) e a chave n (para o salto opcional de bloco) estiver
na posição ON, no painel de operação da máquina, a informação contida
no bloco em que foi especificado /n (correspondente à chave número n)
é ignorada nas operações de fita ou de memória.
Se a chave n para o salto opcional de bloco, estiver na posição OFF, a
informação contida no bloco em que foi especificado /n é válida. Isso
significa que o operador poderá decidir se o bloco em que /n foi
especificado deverá ou não ser ignorado.
É possível omitir o número 1 para /1, a não ser que sejam utilizadas no
mesmo bloco duas ou mais chaves de salto opcional de bloco.
Exemplo)
(Errado) (Certo)
//3 G00X10.0; /1/3 G00X10.0;
Esta função é ignorada, quando os programas são carregados para a
memória. Os blocos com /n também são arquivados na memória,
independentemente da posição da chave de salto opcional de bloco.
Os programas arquivados na memória podem ser editados,
independentemente da posição das chaves de salto opcional de bloco.
A função de salto opcional de bloco também é eficaz durante a operação
de procura de números de seqüência.
Dependendo da máquina--ferramenta, poderá não ser possível utilizar
todas as chaves (de 1 a 9) de salto opcional de bloco. Consulte o manual
do fabricante da máquina--ferramenta para informações mais detalhadas
a este respeito.

AVISO
1 Posição da barra
A barra (/) tem de ser introduzida no início do bloco. Se a
barra for introduzida em outra posição, a informação
contida entre a barra e o código EOB é ignorada.
2 Desativação de uma chave de salto opcional de bloco
A operação de salto opcional de bloco é executada no
momento em que os blocos são lidos da memória ou da fita
para o buffer. Após a leitura dos blocos para o buffer, os
blocos já lidos não são ignorados, mesmo que alguma das
chaves se encontre na posição ON.

NOTA
Controle TV e TH
Quando uma chave de salto opcional de bloco se encontra
na posição ON, as seções ignoradas são submetidas aos
controles TH e TV, tal como acontece quando a chave se
encontra na posição OFF.

147
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Fim do programa O fim de um programa é indicado, transmitindo um dos seguintes códigos


no final do programa:
Tabela 12.2 (d) Código de fim do programa

Código Significado

M02 Para o programa principal

M30

M99 Para o subprograma

Se um dos códigos de fim do programa for lido durante a execução do


programa, o CNC termina a execução do programa e passa para o estado
de reset. Se for lido o código de fim do subprograma, o controle regressa
ao programa em que foi chamado o subprograma.

AVISO
Os blocos que contenham um código de salto opcional de
bloco do tipo /M02 ; , /M30 ; ou /M99 ; , não são
considerados como blocos de fim do programa, se a chave
de salto opcional de bloco da máquina se encontrar na
posição ON.
(Ver o item “Salto opcional de bloco”.)

148
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

12.3 Se um programa contiver uma seqüência fixa ou padrões freqüentemente


repetidos, essa seqüência ou padrão pode ser arquivado na memória como
SUBPROGRAMA subprograma, para simplificar o programa.
(M98, M99) O subprograma pode ser chamado a partir do programa principal.
O subprograma chamado também pode, por sua vez, chamar outros
subprogramas.
Formato
D Configuração de um
subprograma
Um subprograma

O jjjj ; Número do subprograma


(ou dois pontos (:), opcionalmente, no caso do
código ISO)

M99 ; Fim do programa

Como abaixo indicado, M99 não tem de formar um bloco separado.


Exemplo) X100.0 Y100.0 M99 ;

D Chamada do
subprograma (M98)
M98 P ffff ffff ;
↑ ↑
Número de vezes Número do
que o subprograma subprograma
deverá ser chamado
repetidamente
Se não for indicado o número de repetições, o subprograma é chamado
apenas uma vez.

Explicações Quando o programa principal chama um subprograma, esta operação é


considerada como chamada de subprogramas do nível um. Os
subprogramas podem ser incluídos, ao todo, em quatro níveis, como
seguidamente ilustrado.
Programa principal Subprograma Subprograma Subprograma Subprograma
O0001 ; O1000 ; O2000 ; O3000 ; O4000 ;

M98P1000 ; M98P2000 ; M98P3000 ; M98P4000 ;

M30 ; M99 ; M99 ; M99 ; M99 ;


(Inclusão de nível um) (Inclusão de nível dois) (Inclusão de nível três) (Inclusão de nível quatro)

Um subprograma pode ser chamado repetidamente 9999 vezes, no


máximo, através de um único comando de chamada. Por uma questão de
compatibilidade com os sistemas de programação automática, pode
utilizar--se Nxxxx, no primeiro bloco, em vez de um número de
subprograma a seguir a O (ou :). O número de seqüência após N é
registrado como número do subprograma.
Item de referência Consulte o capítulo 10, na Parte III, para obter informações mais
detalhadas sobre os métodos de registro de subprogramas.

149
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

NOTA
1 Os sinais M98 e M99 não são transmitidos para a
máquina--ferramenta.
2 Não sendo possível encontrar o número do subprograma
especificado pelo endereço P, é acionado um alarme
(nº 078).

Exemplos

l M98 P51002 ;
Este comando especifica a instrução ”Chamar o subprograma (número
1002) cinco vezes consecutivas”. O comando de chamada de subpro-
grama (M98P_) pode ser especificado no mesmo bloco de um comando
de movimento.
l X1000.0 M98 P1200 ;
Neste exemplo, o subprograma (número 1200) é chamado após um
movimento do eixo X.
l Seqüência de execução de subprogramas chamados por um programa
principal
Programa principal Subprograma
1 2 3
N0010 ; O1010 ;
N0020 ; N1020 ;
N0030 M98 P21010 ; N1030 ;
N0040 ; N1040 ;
N0050 M98 P1010 ; N1050 ;
N0060 ; N1060 M99 ;

Um subprograma pode chamar outro subprograma, da mesma forma


que um programa principal chama um subprograma.

Utilização especial

D Especificação do Se P for utilizado para especificar um número de seqüência no final de um


número de seqüência subprograma, a unidade de controle não regressa ao bloco a seguir ao
para o destino de retorno bloco de chamada, mas ao bloco com o número de seqüência especificado
ao programa principal em P. Tenha, contudo, em atenção que P é ignorado, sempre que o
programa principal não esteja operando no modo de operação de
memória.
Este método é muito mais demorado do que o método de regresso normal
ao programa principal.
Programa principal Subprograma
N0010 … ; O0010 … ;
N0020 … ; N1020 … ;
N0030 M98 P1010 ; N1030 … ;
N0040 … ; N1040 … ;
N0050 … ; N1050 … ;
N0060 … ; N1060 M99 P0060 ;

150
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

D Usando M99 no Se M99 for executado no programa principal, o controle regressa ao início
programa principal do programa principal. M99 pode ser executado, por exemplo,
introduzindo /M99 ; em um ponto adequado do programa principal e
desativando a função de salto opcional de bloco, durante a execução do
programa principal. Após a execução de M99, o controle regressa ao
início do programa principal e a execução é repetida desde o início do
programa.
A execução é repetida enquanto a função de salto opcional de bloco
estiver desativada. Se esta função for ativada, o bloco /M99 ; é ignorado
e o controle prossegue a execução, passando para o bloco seguinte.
Se /M99Pn ; for especificado, a unidade de controle não regressa ao início
do programa principal, mas ao número de seqüência n. Neste caso, o
regresso ao número de seqüência n dura mais tempo.
N0010 … ;
N0020 … ;
N0030 … ;
N0040 … ;
Salto opcional N0050 … ;
/ N0060 M99 P0030 ; Salto opcional
de bloco
N0070 … ; de bloco
OFF
N0080 M02 ; ON

D Usando apenas um Um subprograma pode ser executado tal como um programa principal,
subprograma localizando--se o seu início através do MDI.
(Para mais informações sobre as operações de localização, consulte a
seção 9.4 na Parte III.)
Neste caso, se for executado um bloco que contenha M99, o controle
regressa ao início do subprograma para uma execução repetida. Se for
executado um bloco que contenha M99Pn, o controle regressa ao bloco
do subprograma com o número de seqüência n, para uma execução
repetida. Para terminar este programa, é necessário introduzir, no ponto
apropriado, um bloco que contenha /M02 ; ou /M30 ; e colocar a chave
de salto opcional de bloco na posição OFF. Esta chave terá de ser colocada
primeiro na posição ON.
N1010 … ;
N1020 … ;
N1030 … ;
Salto opcional
N1040 M02 ;
de bloco
/ N1050 M99 P1020 ; ON

151
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

12.4 A função de número de programa de 8 dígitos permite especificar


números de programa de oito dígitos após o endereço O (de O00000001
NÚMERO DE a O99999999).
PROGRAMA DE 8
DÍGITOS
Explicações
D Bloqueio da edição de A edição dos subprogramas O00008000 a O00008999, O00009000 a
programas O00009999, O80000000 a O89999999 e O90000000 a O99999999 pode
ser bloqueada.
Parâmetro Números dos programas cuja edição deverá ser
desativada
NE8(nº 3202#0) de O00008000 a O00008999
NE9(nº 3202#4) de O00009000 a O00009999
PRG8E(nº 3204#3) de O80000000 a O89999999
PRG9E(nº 3204#4) de O90000000 a O99999999

NOTA
Se for introduzida uma senha errada para a função de
senha (ver III--9.9), não é possível alterar as especificações
de NE9 (bit 3 do parâmetro nº 3202) e PQE (bit 4 do
parâmetro nº 3204).

D Nome do arquivo Para a transmissão de programas com especificação de uma faixa, são
atribuídos aos arquivos os seguintes nomes:
Transmissão com a especificação de O00000001 e O00123456:
“O00000001--G”
Transmissão com a especificação de O12345678 e O45678900:
“O12345678--G”
Quando está sendo aplicado o controle de 2 caminhos, o nome do arquivo
para o primeiro caminho é provido do sufixo “--1” e para o segundo
caminho do sufixo “--2”.
D Programas especiais Os números dos subprogramas especiais podem ser alterados através do
bit 5 (SPR) do parâmetro nº 3204.
1) Chamada de macro com o código G
Parâmetro utilizado Número do programa
para especificar o
código G Se SPR = 0 Se SPR = 1
Nº 6050 O00009010 O90009010
Nº 6051 O00009011 O90009011
Nº 6052 O00009012 O90009012
Nº 6053 O00009013 O90009013
Nº 6054 O00009014 O90009014
Nº 6055 O00009015 O90009015
Nº 6056 O00009016 O90009016
Nº 6057 O00009017 O90009017
Nº 6058 O00009018 O90009018
Nº 6059 O00009019 O90009019

152
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

2) Chamada de macro com o código M

Parâmetro utilizado Número do programa


para especificar o
código M Se SPR = 0 Se SPR = 1

Nº 6080 O00009020 O90009020


Nº 6081 O00009021 O90009021
Nº 6082 O00009022 O90009022
Nº 6083 O00009023 O90009023
Nº 6084 O00009024 O90009024
Nº 6085 O00009025 O90009025
Nº 6086 O00009026 O90009026
Nº 6087 O00009027 O90009027
Nº 6088 O00009028 O90009028
Nº 6089 O00009029 O90009029

3) Chamada de subprogramas com o código M

Parâmetro utilizado Número do programa


para especificar o
código M Se SPR = 0 Se SPR = 1

Nº 6071 O00009001 O90009001


Nº 6072 O00009002 O90009002
Nº 6073 O00009003 O90009003
Nº 6074 O00009004 O90009004
Nº 6075 O00009005 O90009005
Nº 6076 O00009006 O90009006
Nº 6077 O00009007 O90009007
Nº 6078 O00009008 O90009008
Nº 6079 O00009009 O90009009

4) Chamada de macro com o código T

Parâmetro utilizado Número do programa


para especificar o
código T Se SPR = 0 Se SPR = 1

TCS(nº 6001#5) O00009000 O90009000

5) Chamada de macro com o código ASCII

Parâmetro utilizado Número do programa


para especificar o
código ASCII Se SPR = 0 Se SPR = 1

Nº 6090 O00009004 O90009004


Nº 6091 O00009005 O90009005

153
12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

6) Função de dados padrão


Número do programa

Se SPR = 0 Se SPR = 1

O00009500 O90009500
O00009501 O90009501
O00009502 O90009502
O00009503 O90009503
O00009504 O90009504
O00009505 O90009505
O00009506 O90009506
O00009507 O90009507
O00009508 O90009508
O00009509 O90009509
O00009510 O90009510

D Procura externa de Os sinais externos de entrada podem ser utilizados para procurar o número
número do programa de um programa. Qualquer programa arquivado na memória CNC pode
ser selecionado através da introdução externa de um número de programa
entre 1 e 99999999. Para informações mais detalhadas, consulte o manual
correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.

Limitações
D Chamada de Esta função desativa a chamada de subprogramas, caso não seja utilizado
subprograma o formato de fita FS15 (ver II--19). Esta restrição também se aplica à
chamada de programas em dispositivos externos de E/S (M198).

(Exemplo)

M98 P12345678 ;
Só o número do subprograma, sem contagem
da freqüência de repetição.

D DNC O número de programa de oito dígitos não pode ser usado em DNC1,
DNC2, ethernet, servidor de dados, CNC ABERTO, FUNÇÃO DE
PROGRAMAÇÃO AUTOMÁTICA VERBAL.

154
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13 FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

Aspectos gerais Este capítulo aborda os seguintes temas:


13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94)
13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70--G76)
13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80--G89)
13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO
(PARA A RETIFICADORA)
13.5 CHANFRAGEM E CANTO R
13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE
TORNO--REVÓLVER (G68, G69)
13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO
DESENHO
13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO
13.9 CONVERSÃO TRIDIMENSIONAL DE COORDENADAS
(G68.1, G69.1)

NOTA
Os diagramas explanatórios incluídos neste capítulo
utilizam a programação do diâmetro no eixo X. Na
programação do raio, U/2 é substituído por U e X/2 por X.

155
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.1 Estão à disposição três ciclos fixos: o ciclo fixo para corte do diâmetro
exterior/interior (G90), o ciclo fixo de abertura de rosca (G92) e o ciclo
CICLO FIXO (G90, fixo de torneamento da superfície final (G94).
G92, G94)

13.1.1
Ciclo de Corte do
Diâmetro Exterior/
Interior (G90)
D Ciclo de corte direito

G90X (U)__Z (W)__F__ ; R……Deslocamento rápido


F……Especificado com um código F
Eixo X

Z W
4(R)
3(F) 1(R) U/2
2(F)

X/2
Eixo Z

Fig. 13.1.1 (a) Ciclo de corte direito

Na programação incremental, o sinal dos números a seguir ao endereço


U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2 da ferramenta. No ciclo 14.
1 1 (a), os sinais de U e W são negativos.
No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas
pressionando uma vez o botão de início de ciclo.

156
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Ciclo de corte cônico

G90X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ; R…Deslocamento rápido


F…Especificado com um código F
Eixo X

4(R)

U/2 3(F) 1(R)

2(F) R
X/2
W
Z
Eixo Z

Fig. 13.1.1 (b) Ciclo de corte cônico

D Sinais dos números Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos
especificados no ciclo números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta:
de corte cônico

1. U < 0, W < 0, R <0 2. U > 0, W < 0, R > 0

X X

Z Z
W
4(R)
2(F)
U/2 3(F) 1(R) R

R U/2 3(F) 1(R)


2(F)
W
4(R)

3. U < 0, W < 0, R > 0 4. U > 0, W < 0, R<0


se | R | ≦ | U| se | R | ≦ | U |
2 2

X X

Z Z W
4(R)
R
1(R) 2(F)
U/2 3(F) U/2 3(F)
2(F) 1(R)
R
W 4(R)

157
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.1.2
Ciclo de Abertura de
Rosca (G92)
G92X(U)__ Z(W)__ F__ ; Passo de rosca (L) especificado.

Eixo X
Z W

4(R)
3(R)
1(R)
2(F)

X/2

Eixo Z

R…… Deslocamento
rápido
F…… Especificado com
um código F
L

(Na figura à esquerda, o ângulo


chanfrado é de 45 graus ou menor,
devido ao atraso do sistema servo.)

Aprox. 45°

Detalhe da rosca chanfrada

Fig. 13.1.2 (a) Abertura de rosca reta

Na programação incremental, o sinal dos números a seguir ao endereço


U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2 da ferramenta. Isto é, se a
direção do caminho 1 da ferramenta ao longo do eixo X for negativa, o
valor de U é negativo.
As faixas admissíveis para os passos de rosca, limite da velocidade do
fuso, etc., são as mesmas de G32 (abertura de rosca). Neste ciclo de
abertura de rosca, é possível executar a chanfragem de rosca, que é
iniciada através de um sinal da máquina--ferramenta. O percurso de
chanfragem é especificado dentro de uma faixa de 0.1L a 12.7L, em
incrementos de 0.1L, através de um parâmetro (nº 5130). (Na expressão
acima, L representa o passo de rosca.)
No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas
pressionando uma vez o botão de início de ciclo.

158
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

AVISO
As notas referentes à abertura de rosca em G32 são válidas
também para este tipo de abertura de rosca. A parada
devido a um bloqueio de avanço é, porém, executada da
seguinte forma: Parada após concluído o caminho 3 do
ciclo de abertura de rosca.

CUIDADO
Se for usada a opção de “Retração no ciclo de abertura de
rosca”, a ferramenta é retraída durante a chanfragem e
retorna ao ponto inicial do eixo X e, em seguida, do eixo Z,
caso o estado de bloqueio de avanço seja ativado durante
a abertura de rosca (movimento 2).
Ciclo normal
Movimento durante o bloqueio de avanço
Ponto de parada

Deslocamento
rápido

O bloqueio de avanço é ativado aqui.

Durante a retração, não é possível executar outro bloqueio


de avanço. A distância chanfrada é igual à existente no
ponto final.

159
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Ciclo de abertura de
rosca cônica
G92X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ; Passo de rosca (L) especificado.
Eixo X

Z W

4(R)
(R) 0Deslocamento
U/2 1(R) rápido
3(R)
(F) 0Especificado
com um código F
2(F)
R
X/2

Eixo Z

(Na figura à esquerda, o ângulo


chanfrado é de 45 graus ou menor,
devido ao atraso do sistema servo.)

Aprox. 45°

Detalhe da rosca chanfrada

Fig. 13.1.2 (b) Ciclo de abertura de rosca cônica

160
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.1.3
Ciclo de Torneamento
da Superfície Final (G94)

D Ciclo de corte frontal

G94X(U)__ Z(W)__ F__ ;


(R)……Deslocamento rápido
Eixo X (F)……Especificado com um código F

1(R)

2(F) 4(R)
U/2

3(F)

X/2 X/2
0 W
Eixo Z

Fig. 13.1.3 (a) Ciclo de corte frontal

Na programação incremental, o sinal dos números a seguir ao endereço


U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2 da ferramenta. Isto é, se a
direção do caminho da ferramenta ao longo do eixo Z for negativa, o valor
de W é negativo.
No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas
pressionando uma vez o botão de início de ciclo.

161
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Ciclo de corte cônico


frontal
Eixo X

1(R)
(R)--Deslocamento rápido
(F) Especificado com um
2(F) 4(R) código F
U/2

3(F)

X/2 R W

Z Eixo Z

Fig. 13.1.3 (b)

D Sinais dos números Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos
especificados no ciclo números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta:
de corte cônico

1. U < 0, W < 0, R < 0 2. U > 0, W < 0, R < 0

X X
1(R) R W
Z Z

3(F)
U/2 2(F) 4(R)
U/2 2(F) 4(R)
3(F)

R W 1(R)

3. U < 0, W < 0, R > 0 4. U > 0, W < 0, R<0


se  R ×≦× W  se  R ×≦  W 

X X
R
W
Z Z

1(R) 3(F)

U/2 2(F) 4(R) U/2 2(F) 4(R)

3(F) 1(R)

W R

162
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

NOTA
1 Uma vez que os dados de X (U), Z (W) e R são modais durante
o ciclo fixo, os valores previamente especificados para X (U), Z
(W) ou R permanecem válidos, desde que não sejam novamente
programados. Assim, se a distância a percorrer no eixo Z não for
alterada, tal como no exemplo abaixo, o ciclo fixo pode ser
repetido, especificando apenas os comandos de movimento para
o eixo X.
Estes dados são, porém, apagados se for programado um código
G de ação simples, exceto G04 (pausa), ou um código G do grupo
01, exceto G90, G92 e G94.
(Exemplo)

Eixo X

66

4 8
12
16

Peça
0 Eixo Z
O ciclo ilustrado na figura acima é executado pelo seguinte
programa:
N030 G90 U--8.0 W--66.0 F0.4 ;
N031 U--16.0 ;
N032 U--24.0 ;
N033 U--32.0 ;

2 Podem ser executadas as seguintes aplicações:

(1) Quando se especifica um comando EOB ou comandos sem


movimento no bloco que se segue ao que contém a
especificação de um ciclo fixo, se obtém a repetição do mesmo
ciclo fixo.
(2) Quando se especifica a função M, S ou T durante o modo de
ciclo fixo, o ciclo fixo e a função M, S ou T podem ser
executados simultaneamente. Se isso for inconveniente,
cancele o ciclo fixo (especificando G00 ou G01) uma vez, como
nos programas exemplificativos apresentados abaixo, e
execute o comando M, S ou T. Após concluída a execução de
M, S ou T, comande novamente o ciclo fixo.
(Exemplo)
N003 T0101 ;
:
:
N010 G90 X20.0 Z10.0 F0.2 ;
N011 G00 T0202 ;
N012 G90 X20.5 Z10.0 ;

163
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.1.4 O ciclo fixo apropriado é selecionado de acordo com o contorno do


Como Usar Ciclos material e do produto.
Fixos (G90, G92, G94)

D Ciclo de corte direito


(G90)
Contorno do material

Contorno do produto

D Ciclo de corte cônico


(G90)

Contorno do material

Contorno do produto

164
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Ciclo de corte frontal


(G94)

Contorno do material

Contorno do produto

D Ciclo de corte cônico frontal


(G94)

Contorno do material

Contorno do produto

165
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.2 Esta opção facilita a programação do CNC. Os dados para o contorno da


peça acabada descrevem, por exemplo, o caminho da ferramenta para a
REPETIÇÃO DE usinagem grosseira. Além disso, estão à disposição ciclos fixos para a
CICLO (G70--G76) abertura de rosca.

13.2.1 Há dois tipos de remoção de material por torneamento: os tipos I e II.


Remoção de Material
por Torneamento (G71)
Se o programa definir um contorno acabado de A para A′ para B, como
D Tipo I na figura abaixo, a área especificada é removida em função de ∆d
(profundidade de corte), deixando a tolerância de acabamento ∆u/2 e ∆w.

C
B (R) A
(R) ∆d
(F) e
45,
(F)

Comando do programa

(F) : Avanço de corte ∆u/2


(R) : Deslocamento rápido
∆w
A′
G71 U (∆d) R (e) ;
G71 P (ns) Q (nf) U (∆u) W (∆w) F (f ) S (s ) T (t)
N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
F____ O comando de movimento entre A e B é
S____ especificado nos blocos situados entre os
T____ números de seqüência ns e nf.
N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ ⋅;
∆d : Profundidade de corte (designação do raio)
Designação sem sinal. O sentido de corte depende da direção AA′. Esta
designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor
também pode ser especificado através de um parâmetro (nº 5132) que, por sua
vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.
e : Quantidade de escape
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este
valor também pode ser especificado através de um parâmetro (nº 5133) que, por
sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.
ns : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de
acabamento.
nf : Número de seqüência do último bloco para o programa do contorno de
acabamento.
∆u : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do
diâmetro / raio).
∆w : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z.
f,s,t : Qualquer função F, S ou T contida nos blocos ns a nf do ciclo é ignorada, sendo
eficaz a função F, S ou T deste bloco G71.

Fig. 13.2.1 (a) Caminho de corte da remoção de material


por torneamento (tipo I)

166
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

NOTA
1 Apesar de ∆d e ∆u serem especificados através do
endereço U, seu significado é determinado pela presença
dos endereços P e Q.
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G71
com a especificação de P e Q.
As funções F, S e T especificadas no comando de
movimento entre os pontos A e B são ineficazes, sendo
apenas eficazes as funções especificadas no bloco G71 ou
no bloco precedente.
Se a opção de controle da velocidade de corte constante for
selecionada, o comando G96 ou G97 especificado no
comando de movimento entre os pontos A e B é ineficaz,
sendo eficaz o comando especificado no bloco G71 ou no
bloco precedente.
Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte.
Todos estes ciclos de corte são executados paralelamente
ao eixo Z e os sinais de ∆u e ∆w são os seguintes:
+X

+Z
B A A
U(+)…W(+) U(+)…W(--)

A′ A′ É possível
A′ A′ executar tanto a
interpolação linear
como a circular
U(--)…W(+) U(--)…W(--)

A A

O caminho da ferramenta entre A e A′ é especificado no


bloco com o número de seqüência “ns” e com G00 ou G01.
Neste bloco não é possível especificar um comando de
movimento no eixo Z. O caminho da ferramenta entre A′ e
B tem de corresponder a um padrão continuamente
crescente ou decrescente, tanto no eixo X como no eixo Z.
Se o caminho da ferramenta entre A e A′ for programado
com G00/G01, o corte ao longo de AA′ é executado no
modo G00/G01, respectivamente.
3 Não é possível chamar um subprograma a partir do bloco
situado entre os números de seqüência “ns” e “nf”.

167
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Tipo II O tipo II difere do tipo I nos seguintes pontos: o perfil não tem de
apresentar um aumento ou diminuição uniforme ao longo do eixo X e
pode ter, ao todo, 10 concavidades (bolsas).

10 ...... 3 2 1

Fig. 13.2.1 (b) Número de bolsas na remoção de material por torneamento


(tipo II)

Tenha em atenção que o perfil terá de apresentar, porém, um aumento ou


diminuição uniforme ao longo do eixo Z. O seguinte perfil não pode ser
usinado:

A alternância uniforme não


é observada ao longo do
eixo Z

Fig. 13.2.1 (c) Contorno impossível de usinar na remoção de material por


torneamento (tipo II)

A primeira seção do corte não tem de ser vertical; é possível usinar


qualquer perfil desde que seja respeitada a alternância uniforme ao longo
do eixo Z.

Fig. 13.2.1 (d) Contorno usinável (alternância uniforme) na remoção de


material por torneamento (tipo II)

Após a usinagem, surge uma distância originada pelo corte ao longo do


perfil da peça.

168
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

e (especificado através de um parâmetro)

Fig. 13.2.1 (e) Chanfragem na remoção de material por torneamento


(tipo II)

A distância e (especificada em R) a ser originada após o corte, também


pode ser especificada através do parâmetro nº 5133.
Caminho de corte exemplificativo:

30
4

3 13 5 1
29 2

12 18 14 9 24
10 25 6
23 8
11 19 15 7
16
17 22 21 20
28 26

27

Fig. 13.2.1 (f) Caminho de corte na remoção de material por faceamento

A correção do raio da ponta da ferramenta não é adicionado às


tolerânciasde acabamento
∆u e ∆w. Na remoção de material por torneamento, a correção do raio da
ponta da ferramenta é igual a zero.
É necessário especificar W=0, caso contrário a ponta da ferramenta
poderá fazer o corte em uma das paredes. No primeiro bloco de uma seção
repetitiva, é necessário especificar dois eixos: X (U) e Z (W). W0 também
é especificado quando não é executado qualquer movimento no eixo Z.
D Distinção entre o tipo I e Quando é especificado apenas um eixo no primeiro bloco de uma seção
o tipo II repetitiva Tipo I
Quando são especificados dois eixos no primeiro bloco de uma seção
repetitiva Tipo II
Quando o primeiro bloco não inclui qualquer movimento no eixo Z e se
pretende usar o tipo II, é necessário especificar W0.
(Exemplo)
TIPO I TIPO II
G71 V10.0 R5.0 ; G71 V10.0 R5.0 ;
G71 P100 Q200....; G71 P100 Q200........;
N100X (U)___; N100X (U)___ Z(W)___;
: :
: :
N200..............; N200.....................;

169
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.2.2 Tal como ilustrado na figura abaixo, este ciclo é semelhante a G71,
Remoção de Material excetuando que o corte é feito paralelamente ao eixo X.
por Faceamento (G72) ∆d

A′ C
A
Caminho da ferramenta
(F)
(R)
e
(R)
45°

(F)
Comando do programa ∆u/2
B
∆w

G72 W(∆d) R(e) ;


G72 P(ns) Q(nf) U(∆u) W(∆w) F(f) S(s) T(t) ;
Os significados de ∆d, e, ns, nf, ∆u,∆w, f, s e t são os mesmos dos
de G71.

Fig. 13.2.2 (a) Caminho de corte na remoção de material por faceamento


D Sinais dos números Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Todos estes ciclos
especificados de corte são executados paralelamente ao eixo X e os sinais de ∆u e ∆w
são os seguintes:

+X

B B
+Z
U(--)…W(+)… U(--)…W(--)…

É possível executar
A′ A A A′ tanto a interpolação
A′ A A A′ linear como a circular

U(+)…W(+)… U(+)…W(--)…
B B

Fig. 13.2.2 (b) Sinais dos números especificados com U e W na remoção


de material por faceamento
O caminho da ferramenta entre A e A′ é especificado no bloco com o
número de seqüência “ns” e com G00 ou G01. Neste bloco não é possível
especificar um comando de movimento no eixo X. O caminho da
ferramenta entre A′ e B tem de corresponder a um padrão continuamente
crescente e decrescente, tanto no eixo X como no Z.
Se o corte ao longo de AA′ deverá ser executado no modo G00 ou G01,
é determinado pelo comando entre A e A′, como descrito no ponto 13.2.1.

170
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.2.3 Esta função permite repetir um padrão de corte fixo, sendo o padrão
Repetição de Padrões deslocado ponto por ponto. Neste ciclo de corte é possível usinar
eficientemente peças já usinadas grosseiramente, forjadas, fundidas, etc.
(G73)
∆k+∆w
D
∆w

∆i+∆u/2
C ∆u/2
A
(R)

∆u/2
A′

Padrão programado: ∆w
A→A′→B
G73 U (ni) W (nk) R (d) ;
G73 P (ns) Q (nf) U (nu) W (nw) F (f ) S (s ) T (t) ;
N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
O comando de movimento entre A e B é
F____ especificado nos blocos situados entre
S____ os números de seqüência ns e nf.
T____
N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅;
∆i : Distância e direção da descarga na direção do eixo X (designação do raio).
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este
valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5135 que, por sua
vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.
∆k : Distância e direção da descarga na direção do eixo Z.
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este
valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5136 que, por sua
vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.
d : Divisor
Este valor é o mesmo da contagem repetitiva para o corte grosseiro. Esta
designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor
também pode ser especificado através do parâmetro nº 5137 que, por sua vez,
pode ser alterado por meio de um comando do programa.
ns : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de
acabamento.
nf : Número de seqüência do último bloco para o programa do contorno de
acabamento.
nu : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do
diâmetro/raio).
nw : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z.
f,s,t : Qualquer função F, S ou T contida nos blocos situados entre os números de
seqüência “ns” e “nf” é ignorada, sendo eficaz a função F, S ou T deste bloco G73.

Fig. 13.2.3 Caminho de corte na repetição de padrões

171
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

NOTA
1 Apesar dos valores ∆i e ∆k ou ∆u e ∆w serem especificados
através do endereço U e W, respectivamente, seu
significado é determinado pela presença dos endereços P
e Q no bloco G73. Se P e Q não forem especificados no
mesmo bloco, os endereços U e W indicam ∆i e ∆k,
respectivamente. Se P e Q forem especificados no mesmo
bloco, os endereços U e W indicam ∆u e ∆w,
respectivamente.
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G73
com a especificação de P e Q.
Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte.
Preste atenção aos sinais de ∆u, ∆w, ∆k e ∆i.
Depois de concluído o ciclo de usinagem, a ferramenta
regressa ao ponto A.

13.2.4 Depois do corte grosseiro com G71, G72 ou G73, o acabamento é


executado com o seguinte comando:
Ciclo de Acabamento
(G70)
Formato
G70P (ns) Q (nf) ;
(ns) : Número de seqüência do primeiro bloco para o
programa do contorno de acabamento.
(nf) : Número de seqüência do último bloco para o
programa do contorno de acabamento.

NOTA
1 As funções F, S e T especificadas no bloco G71, G72, G73
não são eficazes, sendo eficazes apenas as que foram
especificadas em G70 entre os números de seqüência “ns”
e “nf”.
2 Quando o ciclo de usinagem é terminado com G70, a
ferramenta regressa ao ponto inicial e o bloco seguinte é
lido.
3 Não é possível chamar nenhum subprograma a partir dos
blocos situados entre “ns” e “nf”, de G70 a G73.

172
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

Exemplos

Remoção de material por faceamento (G72)

Eixo X
7 Ponto inicial

88 110

Eixo Z
φ160 φ120 φ80 φ40

40 10 10 10 20 20 2

190

(Programação do diâmetro, entrada em milímetros)


N010 G50 X220.0 Z190.0 ;
N011 G00 X176.0 Z132.0 ;
N012 G72 W7.0 R1.0 ;
N013 G72 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S550 ;
N014 G00 Z58.0 S700 ;
N015 G01 X120.0 W12.0 F0.15 ;
N016 W10.0 ;
N017 X80.0 W10.0 ;
N018 W20.0 ;
N019 X36.0 W22.0 ;
N020 G70 P014 Q019 ;

173
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Repetição de padrões (G73)

16
B
Eixo X
16

110 130

14
2

Eixo Z
0 φ180 φ160 φ120 φ80

2 14

20

220

(Programação do diâmetro, entrada em milímetros)


N010 G50 X260.0 Z220.0 ;
N011 G00 X220.0 Z160.0 ;
N012 G73 U14.0 W14.0 R3 ;
N013 G73 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S0180 ;
N014 G00 X80.0 W--40.0 ;
N015 G01 W--20.0 F0.15 S0600 ;
N017 W--20.0 S0400 ;
N018 G02 X160.0 W--20.0 R20.0 ;
N019 G01 X180.0 W--10.0 S0280 ;
N020 G70 P014 Q019 ;

174
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.2.5 O caminho de corte ilustrado na fig. 13.2.5 é gerado pelo programa


Ciclo de Perfuração seguinte. Neste ciclo é possível executar a quebra de aparas, como se
mostra abaixo. Se X (U) e P forem omitidos, as operações só poderão ser
Profunda da Superfície executadas no eixo Z, usado para a perfuração.
Final (G74)

∆k′ ∆k ∆k ∆k ∆k

∆d A

[0< ∆k′≦ ∆k]


∆i
C (R)
(R) (R) (R) (R) (R)
(F) U/2
(F) (F) (F) (F)
∆i

∆i′

X
B
[0< ∆i′≦ ∆i]
W
Z

e
G74R (e) ;
G74X(U)_ Z(W)_ P(ni) Q(nk) R(nd) F (f ) ;
e : Quantidade de retorno
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor.
Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5139 que,
por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.
X : Componente X do ponto B
U : Quantidade aumentada de A para B
Z : Componente Z do ponto C
W : Quantidade aumentada de A para C
∆i : Quantidade de movimento na direção X (sem sinal)
∆k : Profundidade de corte na direção Z (sem sinal)
∆d : Quantidade de descarga da ferramenta na base de corte. O sinal de ∆d é
sempre positivo (+). Contudo, se o endereço X (U) e ∆i forem omitidos, a
direção de descarga pode ser especificada com o sinal desejado.
f : Velocidade de avanço

Fig. 13.2.5 Caminho de corte no ciclo de perfuração profunda da


superfície final

NOTA
1 Apesar de e e nd serem especificados através do
endereço R, seu significado é determinado pela presença
do endereço X (U). Sendo especificado X(U), é utilizado
nd.
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G74
com a especificação de X (U).

175
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.2.6 O caminho de corte ilustrado na fig. 13.2.6 é gerado pelo programa


Ciclo de Perfuração do seguinte. Ele é equivalente a G74, à exceção de X que é substituído por
Z. Este ciclo permite a execução de quebra de aparas, ranhurar no eixo X
Diâmetro Exterior/ e perfuração profunda no eixo X (neste caso, Z, W e Q são omitidos).
Interior (G75)
(R) A

(F) ∆i

(R) e
(F)

(R)
U/2
(F)

(R)

(F)

(R)
(F)

∆d
∆k X

Z W

G75R (e) ;
G75X(U)_ Z(W)_ P(∆i) Q(∆k) R(∆d) F(f) ;

Fig. 13.2.6
Caminho de corte no ciclo de perfuração do diâmetro exterior/interior

G74 e G75 são usados para ranhurar e perfurar, permitindo uma descarga
automática da ferramenta. Estão previstos quatro padrões simétricos,
respectivamente.

176
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.2.7 O ciclo de abertura de rosca é programado através do comando G76, como


Ciclo de Abertura de ilustrado na fig.13.2.7.
Rosca Múltipla (G76)
E (R) A

U/2 (R)

(F)
B
∆d

i D k
r C
X

Z W

Fig. 13.2.7 Caminho de corte no ciclo de abertura de rosca múltipla

177
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Ponta da ferramenta

B
∆d
a ∆pn

k


Enésimo

G76P (m) (r) (a) Q (∆d min) R(d);


G76X (u) _ Z(W) _ R(i) P(k) Q(∆d) F(L) ;
m ; Contagem repetitiva na fase de acabamento (de 1 a 99)
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado
outro valor. Este valor também pode ser especificado através do
parâmetro nº 5142 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um
comando do programa.
r : Quantidade de chanfragem
Quando o passo de rosca é expresso por L, o valor de L pode ser
especificado de 0.0L a 9.9L, em incrementos de 0.1L (número de 2
dígitos, de 00 a 90).
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro
valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro
nº 5130 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando
do programa.
a : Ângulo da ponta da ferramenta
É possível selecionar um de seis tipos de ângulos (805, 605, 555, 305,
295 e 05), especificando--o com um número de 2 dígitos.
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro
valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro
nº 5143 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando
do programa.
m, r e a são especificados simultaneamente por meio do endereço P.
(Exemplo)
Se m=2, r=1.2L, a=60°, a especificação é feita da seguinte forma (L é o passo de rosca):

P 02 12 60
m r a
∆dmin : Profundidade mínima de corte (especificada pelo valor do raio)
Se a profundidade de corte de uma operação cíclica (∆d -- ∆d --1)
for inferior a este valor limite, a profundidade de corte é fixada com
este valor. Esta designação é modal e não se altera até que seja
designado outro valor. Este valor também pode ser especificado
através do parâmetro nº 5140 que, por sua vez, pode ser alterado
por meio de um comando do programa.
d : Tolerância de acabamento
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado
outro valor. Este valor também pode ser especificado através do
parâmetro nº 5141 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de
um comando do programa.
i : Diferença do raio da rosca. Se i = 0, é possível executar uma
abertura normal de rosca reta.
k : Altura da rosca
Este valor é especificado pelo valor do raio.
nd : Profundidade de corte no 1º. corte (valor do raio)
L : Passo de rosca (igual a G32).

Fig. 13.2.7 (b) Detalhe do corte

178
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Retração no ciclo de Se o bloqueio de avanço for aplicado durante a abertura de rosca no ciclo
abertura de rosca de abertura de rosca múltipla (G76), a ferramenta é retraída rapidamente,
tal como sucede na chanfragem executada no final do ciclo de abertura de
rosca. A ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo. Quando o início do
ciclo é acionado, o ciclo de abertura de rosca múltipla é reiniciado.
Se o bloqueio de avanço for aplicado durante a abertura de rosca sem a
função de retração, a ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo, depois
de concluída a abertura de rosca.
Ver notas do ponto 13.1.2.

NOTA
1 O significado dos dados especificados através do endereço
P, Q R é determinado pela presença de X (U) e X (W).
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G76
com a especificação de X (U) e Z (W).
Com este ciclo é executado o corte de uma extremidade e
a carga da ponta da ferramenta é reduzida.
Se o primeiro caminho possuir uma profundidade de corte
nd e o enésimo caminho ndn, a quantidade de corte por
ciclo é mantida constante.
Estão previstos quatro padrões simétricos correspon-
dentes ao sinal do respectivo endereço.
É possível executar a abertura de rosca interna. Na figura
acima, a velocidade de avanço entre C e D é especificada
através do endereço F; no outro caminho ela corresponde
à velocidade de deslocamento rápido. O sinal das
dimensões incrementais, na figura acima, é o seguinte:
U, W : Menos (determinado pela direção do caminho AC e
CD da ferramenta.)
R: Menos (determinado pela direção do caminho AC da
ferramenta.)
P: Mais (sempre)
Q: Mais (sempre)
3 As notas referentes à abertura de rosca com G32 e G92
também se aplicam aqui.
4 O comando de chanfragem também é eficaz no ciclo de
abertura de rosca G92.
5 Se for usada a opção de “Retração no ciclo de abertura de
rosca”, a ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo
(profundidade de corte ndn) logo que o estado de bloqueio
de avanço seja ativado durante a abertura de rosca.

179
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos

Repetição de ciclo (G76)

Eixo X

0
1.8
1.8
3.68
ϕ68 ϕ60.64
Eixo Z

G80 X80.0 Z130.0 ;


6 G76 P011060 Q100 R200 ;
G76 X60640 Z25000 P3680 Q1800 F6.0 ;
25 105

D Abertura irregular de Especificando--se P2, a abertura irregular de rosca pode ser executada
rosca com uma profundidade de corte constante.
Exemplo: G76 X60640 Z25000 K3680 D1800 F6.0 A60 P2;
Utilize sempre o formato de fita FS15 (ver seção 18.5) para a abertura
irregular de rosca.
Se a profundidade de corte for inferior a dmin (especificado através do
parâmetro nº 5140), em um dos ciclos, ela será fixada em ∆dmin.

NOTA
É necessária a opção de repetição de ciclo II.

Ponta da ferramenta

(2⋅4) D/2 ( 4⋅ 6) D/2

Hn

a
2⋅D
2

H1
2⋅D K
4⋅D

H2
H3
H4
H5
H6
H7
H8
α (Tolerância de acabamento)
H9

Abertura irregular de rosca com profundidade de corte constante

180
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.2.8 1. Nos blocos com comandos para a repetição de ciclo, os endereços P,


Notas Sobre a Q, X, Z, U, W e R têm de ser especificados corretamente para cada
bloco.
Repetição de Ciclo
(G70--G76) 2. No bloco especificado por meio do endereço P de G71, G72 ou G73,
é necessário programar o grupo G00 ou G01. Não o fazendo, é ativado
o alarme P/S nº 65.
3. No modo MDI, não é possível programar G70, G71, G72 nem G73.
Se algum deles for programado, é ativado o alarme P/S nº 67. G74,
G75 e G76 podem ser programados no modo MDI.
4. Nos blocos que contenham G70, G71, G72 ou G73 e entre os números
de seqüência especificados por meio de P e Q, não é possível
programar M98 (chamada do subprograma) nem M99 (fim do
subprograma).
5. Nos blocos situados entre os números de seqüência especificados por
meio de P e Q, não é possível especificar os seguintes comandos:
⋅Código G de ação simples, exceto G04 (pausa)
⋅Código G do grupo 01, exceto G00, G01, G02 e G03
⋅Código G do grupo 06
⋅M98 / M99
6. Durante a execução da repetição de ciclo (G70AG76), é possível parar
o ciclo e executar uma operação manual. Contudo, antes de se reiniciar
a operação cíclica, a ferramenta deveria ser recolocada na posição em
que a operação cíclica foi interrompida.
Se a operação cíclica for reiniciada sem que a ferramenta seja
recolocada na posição da interrupção, o movimento da operação
manual é somado ao valor absoluto e o caminho da ferramenta é
deslocado no correspondente à quantidade de movimento da operação
manual.
7. Quando G70, G71, G72 ou G73 são programados, o número de
seqüência especificado por meio do endereço P e Q não pode ser
especificado mais de uma vez no mesmo programa.
8. Na repetição de ciclo, os blocos entre os números de seqüência
especificados por P e Q, não podem ser programados através das
funções de “programação direta das dimensões do desenho” ou de
“chanfragem e canto R”.
9. G74, G75 e G76 também não suportam a entrada de casas decimais
para P e Q. Os menores incrementos de entrada são as unidades usadas
para especificar a distância a percorrer e a profundidade de corte.
10.Se #1 = 2500 for executado através de uma macro de usuário, o valor
2500.000 é atribuído a #1. Neste caso, P#1 é equivalente a P2500.
11.A compensação do raio da ponta da ferramenta não pode ser aplicada
a G71, G72, G73, G74, G75, G76 ou G78.
12.A repetição de ciclo não pode ser executada durante a operação DNC.
13.A macro de usuário do tipo interrupção não pode ser executada durante
a repetição de ciclo.
14.A repetição de ciclo não pode ser executada durante o modo de
controle avançado por antecipação.

181
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.3 O ciclo fixo de perfuração simplifica, normalmente, o programa, dado que


reúne em um só bloco com código G uma operação de usinagem
CICLO FIXO DE programada em vários blocos.
PERFURAÇÃO Este ciclo fixo corresponde a JIS B 6314.
(G80--G89) Em seguida é apresentada uma tabela de ciclos fixos.
Tabela 13.3 (a) Ciclos fixos
Código G Eixo de Operação de usinagem Operação na posição Operação de Aplicações
perfuração de furos (sentido - ) da base do furo retração (sentido +)

G80 ____ _____ _____ ___ Cancelamento

Avanço de corte /
G83 Eixo Z Pausa Deslocamento rápido Ciclo de perfuração frontal
intermitente

G84 Eixo Z Avanço de corte Pausa→Fuso SAH Avanço de corte Ciclo de rosqueamento
frontal

G85 Eixo Z Avanço de corte _____ Avanço de corte Ciclo de mandrilagem


frontal

Avanço de corte /
G87 Eixo X Pausa Deslocamento rápido Ciclo de perfuração lateral
intermitente

G88 Eixo X Avanço de corte Pausa→Fuso SAH Avanço de corte Ciclo de rosqueamento
rígido lateral

G89 Eixo X Avanço de corte Pausa Avanço de corte Ciclo de mandrilagem


lateral

Em geral, o ciclo de perfuração é composto das seis seqüências de


operações seguintes:
Operação 1 Posicionamento do eixo X (Z) e do eixo C
Operação 2 Deslocamento rápido até o nível do ponto R
Operação 3 Usinagem de furos
Operação 4 Operação na base de um furo
Operação 5 Retração até o nível do ponto R
Operação 6 Deslocamento rápido até o ponto inicial

Operação 1
Nível inicial

Operação 2 Operação 6

Nível do ponto R

Operação 5
Operação 3

Deslocamento rápido
Operação 4
Avanço

Fig. 13.3 Seqüência de operações de um ciclo de perfuração

182
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

Explicações
D Eixo de posicionamento Um código G de perfuração especifica os eixos de posicionamento e um
e eixo de perfuração eixo de perfuração, como ilustrado abaixo. Como eixos de
posicionamento são utilizados os eixos C e X ou Z. O eixo (X ou Z) que
não for utilizado como eixo de posicionamento, é usado como eixo de
perfuração.
Apesar de os ciclos fixos incluirem tanto ciclos de rosqueamento como
de mandrilagem e de perfuração, neste capítulo será utilizado apenas o
termo ”perfuração” para designar as operações executadas nos ciclos
fixos.
Tabela 13.3 (b) Eixo de posicionamento e eixo de perfuração

Código G Plano de posicionamento Eixo de perfuração

G83, G84, G85 Eixo X, eixo C Eixo Z

G87, G88, G89 Eixo Z, eixo C Eixo X

G83 e G87, G84 e G88 e G85 e G89 possuem, respectivamente, a mesma


função, exceto nos eixos especificados como eixos de posicionamento e
eixo de perfuração.
D Modo de perfuração G83AG85 / G87A89 são códigos G modais e permanecem ativos até que
sejam cancelados. Enquanto estiverem ativos, o estado atual é o modo de
perfuração. Os dados de perfuração especificados no modo de perfuração,
são guardados até que sejam alterados ou cancelados.
Especifique todos os dados de perfuração necessários no início dos ciclos
fixos; durante a execução dos ciclos fixos, só é possível proceder à sua
alteração.
D Nível do ponto de retorno No sistema A de códigos G, a ferramenta regressa da base de um furo ao
G98/G99 nível inicial. No sistema B ou C de códigos G, a ferramenta regressa da
base de um furo ao nível inicial quando se especifica G98 e regressa da
base de um furo ao nível do ponto R quando se especifica G99.
A figura seguinte ilustra o movimento da ferramenta especificado através
de G98 ou G99. Geralmente, G99 é utilizado para a primeira operação de
perfuração e G98 para a última operação de perfuração.
O nível inicial não é alterado, mesmo que a perfuração seja executada no
modo G99.

G98 (Retorno ao nível inicial ) G99 (Retorno ao nível do ponto R)

Nível inicial

Nível do ponto R

183
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Número de repetições Para repetir o processo de perfuração de forma a obter furos dispostos a
intervalos regulares, especifique o número de repetições em K_.
K só é eficaz no bloco em que dor especificado.
Especifique a posição do primeiro furo no modo incremental.
Sendo especificada no modo absoluto, a perfuração é repetida na mesma
posição.
Número de repetições K Valor máximo de comando = 9999

Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4)


colocado em 0, a perfuração é executada uma vez.
Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4)
colocado em 1, os dados de perfuração são armazenados, mas a perfuração
não é executada.

D Código M para Quando se programa um código M especificado no parâmetro nº 5110


fixar/soltar o eixo C para fixar/soltar o eixo C, o CNC emite o código M para fixar o eixo C
depois de a ferramenta ter sido posicionada e antes de ser movimentada
em deslocamento rápido para o nível do ponto R. O CNC também emite
o código M para soltar o eixo C (código M para fixar o eixo C +1) depois
de a ferramenta ser retraída para o nível do ponto R. A ferramenta faz uma
pausa durante o tempo especificado no parâmetro nº 5111.

D Cancelar Para cancelar um ciclo fixo, utilize G80 ou um código G do grupo 01.
Códigos G do grupo 01
G00 : Posicionamento (deslocamento rápido)
G01 : Interpolação linear
G02 : Interpolação circular (SH)
G03 : Interpolação circular (SAH)

D Símbolos usados nas Nas seções seguintes são descritos os diversos ciclos fixos. As figuras
figuras inseridas nestas explicações incluem os seguintes símbolos:

Posicionamento (deslocamento rápido G00)


Avanço de corte (interpolação linear G01)
Avanço manual
P1 Pausa especificada no programa
P1 Pausa especificada no parâmetro nº 5111
Mα Emissão do código M para fixar o eixo C
(O valor de a é especificado com o parâmetro nº 5110.)
M (α+1) Emissão do código M para soltar o eixo C

184
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

CUIDADO
D Nos ciclos fixos,
R_ (distância entre o nível inicial e o ponto R) é sempre
tratado como um raio.
Z_ ou X_ (distância entre o ponto R e a base do furo) são,
porém, tratados ou como um diâmetro ou como um raio,
dependendo da especificação.
D No sistema B ou C de códigos G, G90 e G91 podem ser
usados para selecionar um comando incremental ou
absoluto para a especificação dos dados de posição do furo
(X, C ou Z, C), da distância entre o ponto R e a base do furo
(Z ou X) e da distância entre o nível inicial e o nível do ponto
R (R).

185
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.3.1 O ciclo de perfuração profunda ou o ciclo de perfuração profunda rápida


Ciclo de Perfuração é usado de acordo com a definição de RTR, bit 2 do parâmetro nº 5101.
Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, será
Frontal (G83) / Ciclo de usado o ciclo de perfuração normal.
Perfuração Lateral (G87)
D Ciclo de perfuração Este ciclo executa uma perfuração profunda a alta velocidade. A broca
profunda rápida (G83, G87) repete o ciclo de perfuração intermitentemente até a base do furo, à
(parâmetro RTR velocidade de avanço de corte e com uma retração correspondente à
(nº 5101#2) =0) distância de retração especificada. Durante a retração, a broca remove as
aparas do furo.
Formato
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)

G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)

Mα Nível inicial Mα

M (α+1), P2
Ponto R M (α+1) Ponto R Ponto R
P2

q q
d d

q q
d d

q q

P1 Ponto Z P1 Ponto
Z
Mα : Código M para fixar o eixo C
M (α+1) : Código M para soltar o eixo C
P1 : Pausa especificada no programa
P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111
d : Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114

186
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Ciclo de perfuração
profunda (G83, G87)
(parâmetro nº 5101#2 =1)
Formato
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)

G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)

Mα Nível inicial Mα

M (α+1), P2
Ponto R M (α+1), Ponto R Ponto R
P2
q q
d d

q q
d d

q q
Ponto Z Ponto Z
P1 P1

Mα : Código M para fixar o eixo C


M (α+1) : Código M para soltar o eixo C
P1 : Pausa especificada no programa
P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111
d : Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114

Exemplos M51 ; Modo de indexação do eixo C ON


M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo
dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 Q5000 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 Q5000 M31 ; Furo 2
C180.0 Q5000 M31 ; Furo 3
C270.0 Q5000 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de
perfuração e parada da rotação da
broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF

187
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

NOTA
Se não for programada a profundidade de corte por cada
avanço de corte (Q), será executada a perfuração normal.
(Ver a descrição do ciclo de perfuração.)

D Ciclo de perfuração Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, será
(G83 ou G87) usado o ciclo de perfuração normal. A ferramenta é, depois, retraída da
base do furo em deslocamento rápido.

Formato
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)

G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)

Mα Nível inicial Mα

Nível do Nível do
ponto R ponto R
M (α+1), P2 M (α+1), P2

Ponto Z Ponto Z
P1 P1

Mα : Código M para fixar o eixo C


M (α+1) : Código M para soltar o eixo C
P1 : Pausa especificada no programa
P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111

188
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

Exemplos M51 ; Modo de indexação do eixo C ON


M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo
dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e
parada da rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF

13.3.2 Este ciclo serve para executar o rosqueamento.


Ciclo de Rosqueamento Neste ciclo de rosqueamento, o fuso é girado em sentido inverso quando
a base do furo é alcançada.
Frontal (G84) / Ciclo de
Rosqueamento Lateral
(G88)
Formato
G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)

G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99)

Mα Nível inicial Mα

Fuso SH
Fuso SH M (α+1), P2
M (α+1), P2
Ponto R Ponto R Nível do
ponto R

Ponto Z Ponto Z
P1 P1
Fuso SAH Fuso SAH

Explicações O rosqueamento é executado através da rotação do fuso em sentido


horário. Quando a base do furo é alcançada, o fuso é girado no sentido
inverso para a retração. Esta operação produz roscas.
Os overrides da velocidade de avanço são ignorados durante o
rosqueamento. Mesmo que o botão de bloqueio de avanço seja acionado,
a máquina não pára antes que a operação de retorno tenha sido concluída.

189
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

NOTA
Através do bit 6 (M5T) do parâmetro nº 5101, pode
especificar--se se o comando de parada do fuso (M05)
deverá ser emitido antes do sentido de rotação do fuso ser
especificado com M03 ou M04. Para mais informações,
consulte o manual de operação fornecido pelo fabricante
da máquina--ferramenta.

Exemplos M51 ; Modo de indexação do eixo C ON


M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo
dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e
parada da rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF

190
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.3.3 Este ciclo serve para mandrilar um furo.


Ciclo de Mandrilagem
Frontal (G85) / Ciclo de
Mandrilagem Lateral (G89)
Formato
G85 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G89 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)

G85 ou G89 (modo G98) G85 ou G89 (modo G99)

Mα Nível inicial Mα

Nível do
ponto R
Ponto R M (α+1), P2 Ponto R M (α+1), P2

Ponto Z Ponto Z
P1 P1

Explicações Após o posicionamento, a ferramenta é movimentada em deslocamento


rápido para o ponto R.
A perfuração é efetuada do ponto R para o ponto Z.
Depois de alcançar o ponto Z, a ferramenta regressa ao ponto R a uma
velocidade de avanço correspondente ao dobro da velocidade de avanço
de corte.

Exemplos M5 1 ; Modo de indexação do eixo C ON


M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo
dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e
parada da rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF

191
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.3.4 G80 cancela o ciclo fixo.


Cancelamento do Ciclo
Fixo de Perfuração (G80)
Formato
G80 ;

Explicações O ciclo fixo de perfuração é cancelado para se executar uma operação


normal.
O ponto R e o ponto Z são anulados. Todos os outros dados de perfuração
são também cancelados (anulados).

Exemplos M51 ; Modo de indexação do eixo C ON


M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo
dos eixos X e C.
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e
parada da rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF

192
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.3.5
Medidas de Precaução

D Reset e parada de O modo de perfuração e os dados de perfuração são salvos, mesmo que
emergência o controlador seja parado devido a um reset ou a uma parada de
emergência no decurso do ciclo de perfuração; por isso, reinicie a
operação, tendo isto em mente.

D Bloco único Se o ciclo de perfuração for executado com bloco único, a operação pára
no ponto final das operações 1, 2, 6, na fig. 13.3 (a).
Conseqüentemente, esta operação é iniciada 3 vezes para perfurar um
furo. A operação pára no ponto final das operações 1, 2, com a lâmpada
de bloqueio de avanço ON. A operação pára sob condições de bloqueio
de avanço no ponto final da operação 6, se a repetição for conservada; em
outros casos, a operação pára sob condições de parada.

D Bloqueio de avanço Se o “Bloqueio de Avanço” for aplicado entre as operações 3 e 5 através


de G84/G88, a lâmpada de bloqueio de avanço acende--se imediatamente
se o bloqueio de avanço for novamente aplicado à operação 6.

D Override Durante a operação com G84 e G88, o override da velocidade de avanço


é de 100%.

193
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.4 Há quatro ciclos fixos de retificação: o ciclo de retificação transversal


(G71), o ciclo direto de retificação transversal e dimensões fixas, o ciclo
CICLO FIXO DE de retificação por oscilação e o ciclo direto de retificação por oscilação e
RETIFICAÇÃO dimensões fixas.
(PARA A Nas máquinas--ferramentas que permitam a execução de ciclos fixos de
retificação, não é possível utilizar a repetição de ciclo fixo de
RETIFICADORA)
torneamento.

13.4.1
Ciclo de Retificação
Transversal (G71)

Formato
G71 A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ;
X W

(1) (I)
A
(2) (3) (K)
U (pausa) (4) (I)
B
(5) (Pausa)
(6) (K)

Z
A : Primeira profundidade de corte
B : Segunda profundidade de corte
W: Faixa de retificação
U : Tempo de pausa, tempo máximo especificável: 99999.999 segundos
I : Velocidade de avanço de A e B
K : Velocidade de avanço de W
H : Número de repetições, faixa permitida: de 1 a 9999

Explicações Faixas de especificação e unidades para o ciclo fixo de retificação:


Comando de movimento Faixa: ±8 dígitos
Unidades: 1 µm/0,0001 polegadas
Velocidade de avanço Faixa
Avanço por minuto: de 0,001 a 240000 mm/min
de 0,0001 a 9600 polegadas/min
(para 1 µm/0,0001 polegadas)
Avanço por rotação: de 0,00001 a 500 mm/rotação
de 0,00001 a 9 polegadas/rotação

A, B e W têm de ser especificados no modo incremental.


No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3, 4, 5 e 6 são executadas com
uma só operação de início de ciclo.
A=B=0 dá origem a um corte em vazio.

194
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.4.2
Ciclo Direto de Retificação
Transversal e Dimensões
Fixas (G72)
Formato
G72 P_ A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ;

P : Número do calibre (1 a 4)
A : Primeira profundidade de corte
B : Segunda profundidade de corte
W: Faixa de retificação
U : Tempo de pausa, tempo máximo especificável: 99999.999 segundos
I : Velocidade de avanço de A e B
K : Velocidade de avanço de W
H : Número de repetições, faixa permitida: de 1 a 9999

Explicações Quando se utiliza a operação de salto multi--etapas, pode especificar--se


o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é
idêntico ao método utilizado para a função de salto multi--etapas. Se a
operação de salto multi--etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto
convencional.
As notas referidas para G71 são válidas também aqui, exceto no que
respeita à especificação do número do calibre.
D Operação no momento 1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao
de entrada do sinal de longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa -- depois
salto de alcançar o fim da área de retificação especificada -- à coordenada Z
em que o ciclo foi iniciado.

(Término) (Sinal de salto) (Sinal de salto)


(Término)

2. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta está cortando


uma peça ao longo do eixo X, a ferramenta interrompe o corte
imediatamente e regressa à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado.

(Sinal de salto)
(Término) (Sinal de salto)

(Término)

3. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos


parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente
interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que
o ciclo foi iniciado.

195
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.4.3
Ciclo de Retificação
por Oscilação (G73)
Formato
G73 A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ;

Z
W

(1)
(2) (K)
A U (pausa) U (pausa)
(3)
(B)
(4) (K)

X
A : Profundidade de corte
B : Profundidade de corte
W: Faixa de retificação
U : Tempo de pausa
K : Velocidade de avanço
H : Número de repetições, faixa permitida: 1A9999

Explicações A, B e W têm de ser especificados no modo incremental.


No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas com uma
só operação de início de ciclo.
B só é válido no bloco para que for especificado. Aqui, B não está
relacionado com B do ciclo G71 ou G72.

196
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.4.4
Ciclo Direto de Retificação por
Oscilação e Dimensões Fixas

Formato

G74 P_ A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ;
P : Número do calibre (1 a 4)
A : Profundidade de corte
B : Profundidade de corte
W: Faixa de retificação
U : Tempo de pausa
K : Velocidade de avanço de W
H : Número de repetições, faixa permitida: de 1 a 9999

Explicações Quando se utiliza a operação de salto multi--etapas, pode especificar--se


o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é
idêntico ao método utilizado para a função de salto multi--etapas. Se a
operação de salto multi--etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto
convencional.
As notas referidas para G73 são válidas também para os outros itens.

D Operação no momento 1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao


de entrada do sinal de longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa -- depois
salto de alcançar o fim da área de retificação especificada -- à coordenada Z
em que o ciclo foi iniciado.

Sinal de salto

Sinal de salto
(Término)
(Término)

2. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos


parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente
interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que
o ciclo foi iniciado.

NOTA
1 Em um ciclo fixo, os dados A, B, W, I e K são valores modais
para G71 a G74. Os dados A, B, W, U, I e K são apagados
se for especificado qualquer código G de ação simples que
não G04, ou um código G do grupo 01 que não G71 a G74.
2 No modo de ciclo fixo não é possível especificar nenhum
código B.

197
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.5 É possível inserir uma chanfragem ou um canto entre dois blocos que se
intersetem em um ângulo reto:
CHANFRAGEM E
CANTO R
D Chanfragem
Z→X
Formato Movimento da ferramenta

G01 Z(W) _ I (C) ±i ; +x

Especifica o movimento para


o ponto b com um comando 45°
absoluto ou incremental c
(na figura à direita). d i
a
b
Ponto inicial --i
c
45°
Movimento
a→d→c --x
(--i para o movimento --X)

Fig. 13.5 (a) Chanfragem (Z→X)


D Chanfragem
X→Z
Formato Movimento da ferramenta

G01 X(U) _ K (C) ±k ; Ponto inicial


a Movimento
Especifica o movimento para a→d→c
o ponto b com um comando
absoluto ou incremental
(na figura à direita).

d
45° 45°

--z +z
b c c
--k k
(--k para o movimento --Z)

Fig. 13.5 (b) Chanfragem (X→Z)


D Canto R
Z→X
Formato Movimento da ferramenta

G01 Z(W) _ R ±r ; +x

Especifica o movimento para


o ponto b com um comando r
absoluto ou incremental c
(na figura à direita). d
a
b
Ponto inicial
--r c

Movimento
a→d→c --x
(--r para o movimento --X)

Fig. 13.5 (c) Canto R (Z→X)

198
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Canto R
X→Z
Formato Movimento da ferramenta

G01 X(U) _ R ±r ; Ponto inicial


a
Especifica o movimento para
o ponto b com um comando Movimento
(--r para o
absoluto ou incremental a→d→c
(na figura à direita). movimento --x)

--r r
d

--z +z
c b c

Fig. 13.5 (d) Canto R (X→Z)

Explicações O movimento para a chanfragem ou para o canto R tem de ser um


movimento único ao longo do eixo X ou Z, no modo G01. O bloco
seguinte tem de ser um movimento único ao longo do eixo X ou Z,
perpendicular ao bloco precedente.
I ou K e R especificam sempre um valor do raio.
Tenha em atenção que o ponto inicial, para um comando especificado no
bloco a seguir ao bloco de chanfragem ou de canto R, não é o ponto c mas
o ponto b, como ilustrado nas figuras 13.5 (a) a (d). Na programação
incremental, especifique a distância em relação ao ponto b.

Exemplos

N1Z270.0R6.0;
X
N2X860.0K--3.0;
530.0 N3Z0;

270.0
C3
N3

N2
R6

N1

φ860 φ268

199
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

NOTA
1 Os comandos seguintes provocam um alarme.
1) Se I, K ou R for programado quando os eixos X e Z são
especificados através de G01.
(Alarme P/S nº 054)
2) Se a distância percorrida em X ou Z for inferior ao valor
da chanfragem e do canto R, no bloco em que foi
especificada a chanfragem e o canto R. (Alarme P/S nº
055);
3) Se o bloco a seguir ao bloco em que foi especificada a
chanfragem e o canto R não incluir o comando G01.
(Alarme P/S nº 051, 052)
4) Se forem especificados vários I, K e R em G01, é ativado
o alarme P/S nº 053.
2 Um bloco único pára no ponto c, nas Fig. 13.5 (a) — (d), e
não no ponto d.
3 A chanfragem e o canto R não podem ser aplicados a um
bloco de abertura de rosca.
4 C pode ser usado, em vez de I ou K, como endereço para
a chanfragem, em sistemas que não utilizem C como nome
de um eixo. Para utilizar C como endereço para a
chanfragem, defina o parâmetro CCR nº 3405#4 com 1.
5 Se C e R forem especificados em conjunto em um bloco
com G01, é válido o último endereço especificado.
6 Nem a chanfragem nem a usinagem do canto R podem ser
especificados na programação direta das dimensões do
desenho.

200
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.6
ESPELHAMENTO PARA
CABEÇOTE DUPLO DE
TORNO--REVÓLVER
(G68, G69)

Formato

G68 : Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver ON


G69 : Cancelamento do espelhamento

Explicações O espelhamento pode ser aplicado ao eixo X com um código G.


Se G68 for especificado, o sistema de coordenadas é deslocado para o lado
oposto do cabeçote de torno--revólver e o sinal do eixo X do comando
programado é invertido para a execução de um corte simétrico. Para usar
esta função, defina a distância entre os dois cabeçotes de torno--revólver
no parâmetro (nº 1290).

Exemplos
D Programação para cabeçote
duplo de torno--revólver
Valor de correção da
X unidade porta--
ferramenta A

Unidade porta--ferramenta A
(3)

60
120 80φ (1)
40φ
Z
180
120φ
120
(2)

Valor de correção
da unidade porta-- Unidade
ferramenta B porta--ferramenta B

X40.0 Z180.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (1)


G68 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da
distância de A a B (120mm) e ativar o espelhamento.
X80.0 Z120.0 T0202 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver B em (2)
G69 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da
distância de B a A e cancelar o espelhamento.
X120.0 Z60.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (3)

201
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.7 Os ângulos de linhas retas, valores de chanfragem, valores para o


arredondamento de cantos e outros valores dimensionais dos desenhos de
PROGRAMAÇÃO usinagem podem ser programados diretamente. Além disso, a
DIRETA DAS chanfragem e o arredondamento de cantos podem ser inseridos entre
DIMENSÕES DO linhas retas com um ângulo opcional.
Esta programação só é válida no modo de operação de memória.
DESENHO

Formato
Tabela 13.7 Tabela de comandos

Comandos Movimento da ferramenta

X
X2_ (Z2_), A_ ;
(X2 , Z2)

1
A

(X1 , Z1)
Z

,A1_ ; X
X3_ Z3_, A2_ ; (X3 , Z3)
A2
2
A1
(X2 , Z2)
(X1 , Z1)
Z

X2_ Z2_, R1_ ; X


X3_ Z3_ ; (X3 , Z3)
ou
,A1_, R1_ ; A2
X3_ Z3_, A2_ ; R
3 1
A1
(X2 , Z2)
(X1 , Z1)
Z

X
X2_ Z2_, C1_ ;
X3_ Z3_ ; (X3 , Z3)
ou A2
,A1_, C1_ ;
X3_ Z3_, A2_ ;
4
C1 A1
(X2 , Z2)
(X1 , Z1)
Z

202
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

Comandos Movimento da ferramenta

X
X2_ Z 2_ , R1_ ; (X4 , Z4)
X3_ Z 3_ , R2_ ; (X3 , Z3)
X4_ Z4_ ; A2
ou R2
5 ,A1_, R1_ ;
X3_ Z3_, A2_, R2_ ;
X4_ Z4_ ; R
1 A1
(X2 , Z2)

(X1 , Z1)
Z

X
X2_ Z 2_ , C1_ ;
X3_ Z 3_ , C2_ ; C2
X4_ Z4_ ;
ou (X4 , Z4) (X3 , Z3)
,A1_, C1_ ; A2
6 X3_ Z3_, A2_, C2_ ;
X4_ Z4_ ;
(X2 , Z2)
C1 A1
(X1 , Z1)
Z

X
X2_ Z 2_ , R1_ ;
X3_ Z 3_ , C2_ ; C2
X4_ Z4_ ; (X3 , Z3)
ou (X4 , Z4)
,A1_, R1_ ; A2
7
X3_ Z3_, A2_, C2_ ;
X4_ Z4_ ; R
1
A1
(X2 , Z2)
(X1 , Z1)
Z

X
X2_ Z 2_ , C1_ ;
X3_ Z 3_ , R2_ ; (X4 , Z4)
X4_ Z4_ ; (X3 , Z3)
ou
,A1_, C1_ ; A2
8 X3_ Z3_, A2_, R2_ ; R2
X4_ Z4_ ;
(X2 , Z2)
C1 A1
(X1 , Z1)
Z

203
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Explicações Programa de usinagem ao longo da curva ilustrada na fig. 13.7 (a):

+X
X (x2) Z (z2) , C (c1) ; a3
X (x3) Z (z3) , R (r2) ;
X (x4) Z (z4) ; (x3, z3) +Z
(x4, z4)
ou r2
a2
,A (a1) , C (c1) ;
X (x3) Z (z3) , A (a2) , R (r2) ;
X (x4) Z (z4) ; (x2, z2)
c1 a1

(x1, z1)
Ponto inicial

Fig. 13.7 Desenho de usinagem (exemplo)

Para programar uma linha reta, especifique um ou dois dos valores X, Z


e A.
Se for especificado apenas um deles, a linha reta terá de ser primariamente
definida por um comando do bloco subseqüente.
O grau de uma linha reta ou os valores da chanfragem e do canto R, são
programados com uma vírgula (,), da seguinte forma:
, A_
, C_
, R_
Nos sistemas que não usam A ou C como nomes de eixos, se o parâmetro
CCR nº 3405#4 for colocado em 1, o grau de uma linha reta ou os valores
da chanfragem e do canto R podem ser programados sem vírgula (,), da
seguintes forma:
A_
C_
R_

204
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

NOTA
1 Os seguintes códigos G não podem ser aplicados a um
bloco que já inclua uma programação direta das dimensões
do desenho, nem entre blocos de programação direta das
dimensões do desenho, que definam contornos
seqüenciais.
1) Códigos G (exceto G04) do grupo 00.
2) G02, G03, G90, G92 e G94 do grupo 01.
2 O arredondamento de cantos não pode ser inserido em
blocos de abertura de rosca.
3 A chanfragem e o canto R com entrada direta das
dimensões do desenho não podem ser usados
simultaneamente com a chanfragem e o canto R descritos
na seção 13.5. (As opções de chanfragem e de canto R e
a de entrada direta das dimensões do desenho não podem
ser selecionadas simultaneamente.)
4 Se o ponto final do bloco precedente for determinado no
bloco seguinte de acordo com os comandos seqüenciais da
entrada direta das dimensões do desenho, a parada de
bloco único não é executada, mas o bloqueio de avanço é
executado no ponto final do bloco precedente.
5 A tolerância de ângulo para o cálculo do ponto de
interseção, no programa abaixo, é de ±1°.
(Dado que a distância a percorrer que deverá ser calculada
é demasiado grande.)
1) X_ , A_ ; (Se, para a instrução de ângulo, for especificado
um valor dentro da faixa de 0°±1° ou de 180°±1°, é
ativado o alarme P/S nº 057.)
2) Z_ , A_ ; (Se, para a instrução de ângulo, for especificado
um valor dentro da faixa de 90°±1° ou de 270°±1°, é
ativado o alarme P/S nº 057.)
6 Será ativado um alarme, se o ângulo formado pelas 2 linhas
for de ±1°, ao calcular o ponto de interseção.
7 A chanfragem ou o canto R são ignorados, se o ângulo
formado pelas 2 linhas for de ±1°.
8 No bloco a seguir ao bloco que inclui apenas uma instrução
de ângulo, é necessário especificar tanto um comando
dimensional (programação absoluta) como uma instrução
de ângulo.
(Exemplo)
N1 X_, A_, R_ ;
N2, A_ ;
N3 X_ Z_, A_ ;
(No bloco nº 3, é necessário especificar uma instrução de
ângulo, além de um comando dimensional.)

205
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos

R20

R15 R6

φ 300

φ 100
Z
φ 60

10°

1×45°
30

180

22°

(Especificação do diâmetro, entrada em mm)

N001 G50 X0.0 Z0.0 ;


N002 G01 X60.0, A90.0, C1.0 F80 ;
N003 Z--30.0, A180.0, R6.0 ;
N004 X100.0, A90.0 ;
N005 ,A170.0, R20.0 ;
N006 X300.0 Z--180.0, A112.0, R15.0 ;
N007 Z--230.0, A180.0 ;
:
:

206
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.8 Os ciclos de rosqueamento frontal (G84) e os ciclos de rosqueamento


lateral (G88) tanto podem ser executados no modo convencional como no
ROSQUEAMENTO modo de rosqueamento rígido.
RÍGIDO COM MACHO No modo convencional, o fuso é girado ou parado em sincronia com o
movimento ao longo do eixo de rosqueamento, de acordo com as funções
miscelânea M03 (rotação do fuso em sentido horário), M04 (rotação do
fuso em sentido anti--horário) e M05 (parada do fuso).
No modo de rosqueamento rígido, o motor do fuso é controlado de forma
semelhante à de um motor de controle, através da aplicação da
compensação ao movimento ao longo do eixo de rosqueamento e ao
movimento do fuso.
No rosqueamento rígido com macho, cada rotação do fuso corresponde
a uma certa quantidade de avanço (passo) ao longo do eixo do fuso. O
mesmo se aplica à aceleração/desaceleração. Isso significa que o
rosqueamento rígido com macho não exige a utilização de machos
deslizantes, como acontece no modo convencional, possibilitando, assim,
um rosqueamento de alta velocidade e de alta precisão.
Se o sistema estiver equipado com a função opcional de controle de fusos
múltiplos, é possível utilizar o segundo fuso para o rosqueamento rígido
com macho.

207
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

13.8.1 O controle do motor do fuso de forma semelhante à de um motor servo,


Ciclo de Rosqueamento no modo de rosqueamento rígido, possibilita um rosqueamento de alta
velocidade.
Rígido Frontal com
Macho (G84) / Ciclo de
Rosqueamento Rígido
Lateral com Macho (G88)
Formato
G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ M_ K_ ;
ou
G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ M_ K_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)

G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99)

Parada do fuso Parada do fuso


Nível inicial

Operação 1
Operação 6 Parada do fuso
Operação 2 Fuso SH
Fuso SH Parada
P P
do fuso Nível do
Ponto R Ponto R ponto R

Operação 3 Operação 5
Ponto Z Ponto Z
P P
Operação 4
Parada do fuso Fuso SAH Parada do fuso Fuso SAH

Explicações Depois de concluído o posicionamento no eixo X (G84) ou no eixo Z (G88),


o fuso é movimentado para o ponto R à velocidade de deslocamento rápido.
O rosqueamento é executado do ponto R para o ponto Z. Em seguida, o fuso
pára e cumpre um tempo de pausa. Depois, o fuso inicia a rotação no sentido
oposto, é retraído para o ponto R, pára de girar e se desloca para o nível inicial
em deslocamento rápido. Durante o rosqueamento, é adotado um override
da velocidade de avanço e um override do fuso de 100%. Para a retração
(operação 5), porém, é possível aplicar um override fixo de, no máximo,
2000% especificando o parâmetro nº 5211 (RGOVR), o bit 4 (DOV) do
parâmetro nº 5200 e o bit 3 (OVU) do parâmetro nº 5201.
D Modo de rosqueamento O modo de rosqueamento rígido pode ser especificado através de um dos
rígido seguintes métodos:
D Especificando M29S***** antes de um bloco de rosqueamento
D Especificando M29S***** em um bloco de rosqueamento
D Tratando G84 ou G88 como um código G para rosqueamento rígido
com macho (definindo o bit 0 (G84) do parâmetro nº 5200 com 1.)

208
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Passo de rosca No modo de avanço por minuto, a velocidade de avanço dividida pela
velocidade do fuso é igual ao passo de rosca. No modo de avanço por
rotação, a velocidade de avanço é igual ao passo de rosca.

Limitações
D Comandos S Se for especificado um valor superior à velocidade máxima de rotação,
para a engrenagem que está sendo usada, é ativado o alarme P/S nº 200.
No caso de um fuso analógico, se um comando for especificado de forma
a serem gerados mais de 4095 pulsos durante 8 ms (unidade de detecção),
é ativado o alarme P/S nº 202. No caso de um fuso serial, se um comando
for especificado de forma a serem gerados mais de 32767 pulsos durante
8 ms (unidade de detecção), é ativado o alarme P/S nº 202.
<Example>
No caso de um motor integrado, equipado com um detector com uma
resolução de 4095 pulsos por rotação, a velocidade máxima do fuso
durante o rosqueamento rígido com macho é a seguinte:
Fuso analógico
(4095×1000÷8×60)÷4095 = 7500 (rpm)
Fuso serial
(32767×1000÷8×60)÷4095 = 60012 (rpm) [Nota: Valor ideal]
D Comandos F Se, para o avanço de corte, for especificado um valor que exceda o limite
superior, será ativado o alarme P/S nº 201.
D M29 Se for especificado um comando S ou um movimento do eixo entre M29
e M84, será ativado um alarme P/S nº 203. Se M29 for especificado
durante o ciclo de rosqueamento, será ativado o alarme P/S nº 204.
D Código M para o O código M usado para especificar o modo de rosqueamento rígido com
rosqueamento rígido macho é, normalmente, definido através do parâmetro nº 5210. Contudo,
com macho para especificar um valor superior a 255, utilize o parâmetro nº 5212.
D Desvio máximo de No modo de rosqueamento rígido com macho, o desvio máximo de
posição durante o posição durante o movimento ao longo do eixo de rosqueamento é,
movimento ao longo do normalmente, definido através do parâmetro nº 5310. Use, contudo, o
eixo de rosqueamento parâmetro nº 5314, para especificar um valor superior a 32767, por
exemplo, devido à resolução do detector utilizado.
D R O valor R tem de ser especificado em um bloco destinado à execução da
perfuração, pois se for especificado em blocos que não executem a
perfuração, não poderá ser arquivado como dado modal.
D Cancelamento G00 a G03 (códigos G do grupo 01) não podem ser especificados em
blocos que incluam G84 ou G88. Se forem especificados, G84 ou G88
será cancelado.
D Correção da posição da No modo de ciclo fixo é ignorada qualquer correção da posição da
ferramenta ferramenta.

D Unidades para F
Entrada em mm Entrada em polegadas Comentário

G98 1 mm/min 0.01 polegadas/min Ponto decimal permitido

G99 0.01 mm/rotação 0.0001 polegadas/rotação Ponto decimal permitido

209
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos Velocidade de avanço do eixo de rosqueamento: 1000 mm/min


Velocidade do fuso: 1000 rpm
Passo de rosca: 1.0 mm
<Programação para o avanço por minuto>
G98 ; Comando de avanço por minuto
G00 X100.0 ; Posicionamento
M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento
rígido
G84 Z--100.0 R--20.0 F1000 ; Rosqueamento rígido com macho
<Programação para o avanço por rotação>
G99 ; Comando de avanço por rotação
G00 X100.0 ; Posicionamento
M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento
rígido
G84 Z--100.0 R--20.0 F1.0 ; Rosqueamento rígido com macho

210
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

13.9 É possível efetuar a conversão de coordenadas à volta de um eixo,


especificando o centro de rotação, o sentido do eixo de rotação e o ângulo
CONVERSÃO de rotação. Esta função é extremamente prática para a usinagem
TRIDIMENSIONAL tridimensional, tal como a usinagem no eixo B. Por exemplo, se um
DE COORDENADAS programa de usinagem no plano ZX for convertido com a função de
conversão tridimensional de coordenadas, a mesma usinagem poderá ser
(G68.1, G69.1)
executada em qualquer plano desejado do espaço tridimensional.

X
X*

Z
Z*
B
Superfície a
ser usinada

#1 #4

#2 #3
Y
É executada uma usinagem, tal como
fresagem, fresagem de bolsas e perfuração.

Formato
G68.1 Xp x1 Yp y1 Zp z1 I i1 J j1 K k1 R α ; Início da conversão
tridimensional de
coordenadas
⋅ Modo de conversão
⋅ tridimensional de coordenadas

⋅ ;
G69.1
Cancelamento da conversão
tridimensional de coordenadas

Xp, Yp, Zp : Centro de rotação (coordenadas absolutas) nos eixos X, Y e Z


ou nos eixos paralelos
I, J, K : Sentido do eixo de rotação
R: Ângulo de rotação

Explicações
D Comando para a conversão N1 G68.1 Xp x1 Yp y1 Zp z1 I i1 J j1 K k1 R α ;
tridimensional de coor- N2 G68.1 Xp x2 Yp y2 Zp z2 I i2 J j2 K k2 R β ;
denadas (sistema de N3
coordenadas do programa) :
Nn G69.1 ;
A conversão tridimensional de coordenadas pode ser executada duas
vezes.

211
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

No bloco N1, especifique o centro, o sentido do eixo de rotação e o ângulo


de rotação da primeira rotação. Quando este bloco é executado, o centro
do sistema de coordenadas original é deslocado para (x1, y1, z1) e girado
à volta do vetor (i1, j1, k1) com o ângulo de rotação α. O novo sistema de
coordenadas se chama X’Y’Z’. No bloco N2, especifique o centro, o
sentido do eixo de rotação e o ângulo de rotação da segunda rotação. No
bloco N2, as coordenadas e o ângulo são especificados em Xp, Yp, Zp,
I, J, K e R com os valores referentes ao sistema de coordenadas formado
após a execução do bloco N1. Quando o bloco N2 é executado, o sistema
de coordenadas X’Y’Z’ é deslocado para (x2, y2, z2) e girado à volta do
vetor (i2, j2, k2) com o ângulo de rotação β. O novo sistema de coordenadas
se chama X’’Y’’Z’’. No bloco N3 subseqüente, as coordenadas do sistema
de coordenadas X’’Y’’Z’’ são especificadas com Xp, Yp e Zp. Ao sistema
de coordenadas X’’Y’’Z’’ dá--se o nome de sistema de coordenadas do
programa.
Se (Xp, Yp, Zp) não for especificado no bloco N2, é adotado (Xp, Yp, Zp)
do bloco N1 como centro da segunda rotação (os blocos N1 e N2 possuem
um centro de rotação comum). Quando se pretende girar o sistema de
coordenadas apenas uma vez, não é necessário especificar o bloco N2.

Exemplo) G68.1 Xx0 Yy0 Zz0 I0 J0 K1 Rα ;


G68.1 I1 J0 K0 Rβ ;

Z Z’
Z”

Y”
β

Y’
β

P (x, y, z)
z

Y α x
y
O (x0, y0, z0)
α

X
X, Y, Z : Sistema de coordenadas da peça
X’, Y’, Z’ : Sistema de coordenadas formado após a primeira
conversão
X”, Y”, Z” : Sistema de coordenadas formado após a segunda
conversão
α: Ângulo de rotação da primeira rotação
β: Ângulo de rotação da segunda rotação
O (x0, y0, z0): Centro de rotação
P (x, y, z): Coordenadas do sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’
(sistema de coordenadas do programa)

212
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Erro de formato Se for detectado um dos seguintes erros de formato, é acionado o alarme P/S
nº 5044:
1. Quando I, J ou K não é especificado em um bloco com G68.1
(um dos parâmetros de rotação do sistema de coordenadas não foi
especificado)
2. Quando I, J e K possuem o valor 0 em um bloco com G68.1
3. Quando R não é especificado em um bloco com G68.1
D Centro de rotação As coordenadas absolutas são especificadas com Xp, Yp e Zp no bloco
G68.1.

D Equação para a conversão A equação seguinte expressa a relação geral entre (x, y, z) do sistema de
tridimensional de coordenadas do programa e (X, Y, Z) do sistema de coordenadas original
coordenadas (sistema de coordenadas da peça).
X x x1
Y = M1 y + y1
Z z z1
Quando a conversão é efetuada duas vezes, a relação é expressa da seguinte
forma:
X x x2 x1
Y = M1 M2 y + M 1 y2 + y1
Z z z2 z1

X, Y, Z : Coordenadas do sistema de coordenadas original


(sistema de coordenadas da peça ou sistema de
coordenadas da máquina)
x, y, z : Valor programado
(coordenadas do sistema de coordenadas do programa)
x1, y1, z1 : Centro de rotação da primeira conversão
x2, y2, z2 : Centro de rotação da segunda conversão
(coordenadas do sistema de coordenadas formado após
a primeira conversão)
M1 : Matriz da primeira conversão
M2 : Matriz da segunda conversão
M1 e M2 são matrizes de conversão determinadas por um ângulo de rotação e
por um eixo de rotação. Geralmente, as matrizes são expressas da seguinte
forma:
n12+(1--n12) cosθ n1n2 (1--cosθ)--n3senθ n1n3 (1--cosθ)+n2senθ
n1 n2 (1--cosθ)+n3 senθ n22+(1--n22) cosθ n2 n3 (1--cosθ)--n1 senθ
n1 n3 (1--cosθ)--n2 senθ n2 n3 (1--cosθ)+n1 senθ n32+(1--n32) cosθ
i
n1 : Co--seno do ângulo formado pelo eixo de rotação e pelo eixo X
p
j
n2 : Co--seno do ângulo formado pelo eixo de rotação e pelo eixo Y p

n3 : Co--seno do ângulo formado pelo eixo de rotação e pelo eixo Z k


p
θ : Ângulo de rotação

O valor p obtém--se da seguinte forma:


p= i2+j2+k2
Matrizes de conversão para a rotação em planos bidimensionais:

(1) Conversão de coordenadas no plano XY


cosθ --senθ 0
M= senθ cosθ 0
0 ʜ
0 1

213
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

(2) Conversão de coordenadas no plano ZY

1 0 0
M= 0 cosθ --senθ
0 senθ cosθ

(3) Conversão de coordenadas no plano ZX


cosθ 0 senθ
M= 0 1 0
--senθ 0 cosθ

D Três eixos básicos e A conversão tridimensional de coordenadas pode ser aplicada a qualquer
seus eixos paralelos combinação de três eixos selecionados entre os três eixos básicos (X, Y,
Z) e seus eixos paralelos. O sistema de coordenadas tridimensional que
deverá ser sujeito à conversão tridimensional de coordenadas, é
determinado através dos endereços dos eixos especificados no bloco
G68.1. Se não for especificado Xp, Yp ou Zp, é adotado X, Y ou Z dos
três eixos básicos. Contudo, se os três eixos básicos não forem
especificados no parâmetro 1022, é acionado o alarme P/S nº 048.
Não é possível especificar um eixo básico e um eixo paralelo no mesmo
bloco G68.1. Se tentar fazê--lo, é acionado o alarme P/S nº 047.
(Exemplo)
Se o eixo U, o eixo V e o eixo W forem paralelos ao eixo X, ao eixo Y e
ao eixo Z , respectivamente, (e se for usado o sistema B ou C de códigos G):
G68.1 X_ I_ J_ K_ R_ ; Sistema de coordenadas XYZ
G68.1 U_V_ Z_ I_ J_ K_ R_ ; Sistema de coordenadas UVZ
G68.1 W_ I_ J_ K_ R_ ; Sistema de coordenadas XYW

D Especificação da A conversão tridimensional de coordenadas pode ser executada duas


segunda conversão vezes. O centro de rotação da segunda conversão tem de ser definido com
os endereços dos eixos especificados para a primeira conversão. Se os
endereços dos eixos da segunda conversão forem diferentes dos da
primeira conversão, os endereços diferentes são ignorados. Quando se
tenta executar a conversão tridimensional de coordenadas três vezes ou
mais, é acionado o alarme P/S nº 5043.

D Ângulo de rotação R Um ângulo de rotação R positivo indica uma rotação em sentido horário
ao longo do eixo de rotação. Especifique o ângulo de rotação R em 0.001
graus, dentro da faixa de --360000 a 360000.

214
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Códigos G que podem No modo de conversão tridimensional de coordenadas podem ser


ser especificados especificados os seguintes códigos G:
G00 Posicionamento
G01 Interpolação linear
G02 Interpolação circular (em sentido horário)
G03 Interpolação circular (em sentido anti--horário)
G04 Pausa
G10 Especificação de dados
G17 Seleção do plano (XY)
G18 Seleção do plano (ZX)
G19 Seleção do plano (YZ)
G28 Retorno ao ponto de referência
G29 Retorno do ponto de referência
G30 Retorno ao segundo, terceiro ou quarto ponto de referência
G40 Cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta
G41 Compensação do raio da ponta da ferramenta à esquerda
G42 Compensação do raio da ponta da ferramenta à direita
G53 Seleção do sistema de coordenadas da máquina
G65 Chamada de macro de usuário
G66 Chamada contínua de macro de usuário
G67 Cancelamento da chamada contínua de macro de usuário
G80 Cancelamento do ciclo de perfuração
G83 a G89 Ciclo de perfuração
G90 Modo absoluto (se for usado o sistema B ou C de códigos G)
G91 Modo incremental (se for usado o sistema B ou C de códigos G)
G94 Avanço por minuto (se for usado o sistema B ou C de códigos G)
G95 Avanço por rotação (se for usado o sistema B ou C de códigos G)
G98 Ciclo fixo (retorno ao nível inicial) (se for usado o sistema B ou C
de códigos G)
G99 Ciclo fixo (retorno ao nível do ponto R) (se for usado o sistema B
ou C de códigos G)

D Velocidade de No modo de conversão tridimensional de coordenadas, a velocidade de


deslocamento rápido deslocamento rápido nos ciclos fixos de perfuração é igual à velocidade
durante a perfuração em de avanço de corte especificada no parâmetro 5412. Se o parâmetro estiver
um ciclo fixo de colocado em 0, a velocidade de deslocamento rápido é igual à velocidade
perfuração máxima de avanço de corte.

D Funções de Se a compensação do raio da ponta da ferramenta for especificada


compensação juntamente com a conversão tridimensional de coordenadas, primeiro é
(compensação do raio executada a compensação e, em seguida, a conversão tridimensional de
da ponta da ferramenta) coordenadas.

D Relação entre a A conversão tridimensional e bidimensional de coordenadas usam


conversão códigos G idênticos (G68.1 e G69.1). Um código G especificado com I,
tridimensional e J e K, é processado como comando para a conversão tridimensional de
bidimensional de coordenadas. Um código G que não seja especificado com I, J e K, é
coordenadas processado como comando para a conversão bidimensional de
(G68.1, G69.1) coordenadas.

D Variáveis do sistema de As coordenadas do sistema de coordenadas da peça são atribuídas às


macros de usuário variáveis do sistema #5041 a #5048 (posição atual em cada eixo).

215
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Reset Se for efetuado um reset durante o modo de conversão tridimensional de


coordenadas, o modo é cancelado e o código G de ação contínua é alterado
para G69.1.
Com o bit D3R (bit 2 do parâmetro 5400) é possível determinar se o modo
de conversão tridimensional de coordenadas (G68.1) só deverá ser
cancelado com o código G69.1. Quando se seleciona esta opção, o modo
de conversão tridimensional de coordenadas não será cancelado nem por
um reset do CNC, nem por um sinal de entrada do PMC.
D Rosqueamento rígido Quando se especifica o comando de rosqueamento rígido com macho no
tridimensional com modo de conversão tridimensional de coordenadas, o rosqueamento pode
macho ser executado no sentido do ângulo programado pelo comando de
conversão tridimensional de coordenadas.
No modo de conversão tridimensional de coordenadas, o ”Erro de Posição
Z” do eixo de rosqueamento longitudinal, mostrado na tela de ajuste do
fuso, é obtido após a conversão tridimensional.
O posicionamento no modo de conversão tridimensional de coordenadas
tem de ser um posicionamento por interpolação linear (o bit LRP (bit 1
do parâmetro 1401) possui o valor 1).
O rosqueamento rígido tridimensional com macho não pode ser
executado em eixos que se encontrem sob um controle síncrono simples.

Limitações
D Intervenção manual A conversão tridimensional de coordenadas não tem qualquer influência
sobre o efeito da interrupção por manivela.
D Posicionamento no A conversão tridimensional de coordenadas não exerce qualquer
sistema de coordenadas influência sobre o posicionamento no sistema de coordenadas da máquina
da máquina (especificado, p. ex., com G28, G30 ou G53).

D Especificação do Especifique um deslocamento linear rápido para a execução da conversão


deslocamento rápido tridimensional de coordenadas. (Coloque o bit LRP, bit 1 do parâmetro
nº 1401, em 1.)
D Bloco com G68.1 ou Em um bloco com G68.1 ou G69.1, não é possível especificar outros
G69.1 códigos G. G68.1 tem de ser especificado com I, J e K.
D Espelhamento Não é possível especificar o espelhamento externo (espelhamento
comandado por um sinal ou por especificação).
D Indicação da posição e Para que a posição absoluta possa ser mostrada durante a execução da
compensação conversão tridimensional de coordenadas, coloque os bits 4 a 7 do
parâmetro DRL, DRC, DAL e DAC, nº 3104, em 0.
D Conversão Os ciclos fixos G41 e G42 têm de ser aninhados entre G68.1 e G69.1.
tridimensional de (Exemplo)
coordenadas e outros
G68.1 X100. Y100. Z100. I0. J0. K1. R45. ;
comandos contínuos
G41 X_ Z_ I_ K_ ;

G40 ;

G69.1 ;

216
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO A PROGRAMAÇÃO

D Relação entre a O comando de correção da ferramenta tem de ser aninhado dentro do


conversão modo de conversão tridimensional de coordenadas.
tridimensional de
(Exemplo)
coordenadas e a
G68.1 X100. Y100. Z100. I0. J0. K1. R45. ;
correção da ferramenta ⋮
T0101 ;

T0100 ;

G69.1 ;

D Controle de eixos PMC No modo de conversão tridimensional de coordenadas, o controle de


eixos PMC não pode ser executado nos três eixos envolvidos na
conversão (alarme P/S).

D Operação manual Se for executado um avanço manual durante a conversão tridimensional


de coordenadas, a velocidade tangencial do sistema de coordenadas, após
a conversão (sistema de coordenadas do programa), é igual à velocidade
de avanço mais baixa dos eixos selecionados.

D Sistema de coordenadas Evite alterar o sistema de coordenadas da peça no modo de conversão


da peça tridimensional de coordenadas.

D Retorno manual ao Evite executar um retorno manual ao ponto de referência no modo de


ponto de referência conversão tridimensional de coordenadas.

D Eixo com controle de Para especificar um eixo com controle de contornos Cs e o deslocamento
contornos Cs rápido, simultaneamente, no modo de conversão tridimensional de
coordenadas, execute primeiro um retorno ao ponto de referência no eixo
com controle de contornos Cs. Se o retorno ao ponto de referência for
executado durante o primeiro deslocamento rápido, depois de o eixo com
controle de contornos Cs ter sido selecionado (bit NRF (bit 1 do
parâmetro 3700) colocado em 0), evite especificar o comando de retorno
ao ponto de referência no modo de conversão tridimensional de
coordenadas.

217
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR
A PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos Abaixo é apresentado um exemplo do sistema B de códigos G.


N1 G90 X0 Y0 Z0 ; Posicionamento no ponto zero H.
N2 G68.1 X10. Y0 Z0 I0 J1 K0 R30. ; Criação de um novo sistema de coorde-
nadas X’Y’Z’.
N3 G68.1 X0 Y--10. Z0 I0 J0 K1 R--90. ; Criação de outro sistema de coordenadas
X’’Y’’Z’’. O ponto de origem corresponde
a (0, --10, 0) no sistema de coordenadas
X’Y’Z’.
N4 G90 X0 Y0 Z0 ; Posicionamento no ponto zero H’’, no
sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’.
N5 X10. Y10. Z0 ; Posicionamento em (10, 10, 0), no
sistema de coordenadas X’’Y’’Z’’.

Y Y’

X’
10 30°
H H’
X
N4 Y”
--10

H”

N5
Z Z’ (10, 10, 0)
30°

Z”
X”

218
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14 FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

Este capítulo descreve as seguintes funções de compensação:


14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA
14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA
DA FERRAMENTA
14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA
PONTA DA FERRAMENTA
14.4 FUNÇÃO DE INTERPOLAÇÃO CIRCULAR DE CANTOS
(G39)
14.5 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA,
NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E
INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA
(G10)
14.6 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37)
14.7 ROTAÇÃO DE COORDENADAS (G68.1, G69.1)

219
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

14.1 A correção da ferramenta serve para compensar quaisquer diferenças


entre a ferramenta efetivamente usada e a ferramenta imaginária, utilizada
CORREÇÃO DA na programação (geralmente, a ferramenta padrão).
FERRAMENTA

Ferramenta padrão

Ferramenta real

Quantidade de
correção no eixo X

Quantidade de correção
no eixo Z

Fig. 14.1 Correção da ferramenta

Nesta unidade não existe um código G para especificar a correção da


ferramenta. A correção da ferramenta é especificada pelo código T.

14.1.1 A correção da ferramenta compreende dois tipos de correção: A correção


Correção da Geometria da geometria da ferramenta, para compensar a forma ou a posição de
montagem da ferramenta, e a correção do desgaste da ferramenta, para
da Ferramenta e compensar o desgaste da ponta da ferramenta.
Correção do Desgaste Não havendo esta opção, o valor total de correção da geometria da
da Ferramenta ferramenta e de correção do desgaste da ferramenta é definido como valor
de correção do desgaste da ferramenta.

NOTA
A correção da geometria da ferramenta e a correção do
desgaste da ferramenta são opcionais.

Ponto no programa Ponto no programa


Ferramenta
imaginária
Valor de
correção da Quantidade
geometria de correção
do eixo X no eixo X
Valor de
correção
do desgaste Ferramenta
do eixo X real
Valor de Valor de Quantida
correção correção de de
do desgaste da geometria correção
do eixo Z do eixo Z no eixo Z
Fig. 14.1.1 (a) Diferença entre Fig. 14.1.1 (b) Não distinguindo
a correção da geometria da entre a correção da geometria da
ferramenta e a correção do ferramenta e a correção do
desgaste da ferramenta desgaste da ferramenta

220
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.1.2 Existem dois métodos para especificar um código T, tal como mostram
Código T para a Correção as tabelas 14.1.2 (a) e 14.1.2 (b).
da Ferramenta
Formato
D O menor dígito do Tabela 14.1.2 (a)
código T especifica a
geometria e o número de Tipo de Significado do Definição de parâmetros para
código T código T especificar o nº de correção
correção de desgaste
Comando Tff Quando LD1, o bit 0 Quando LGN, o bit 1
de 2 dígitos do parâmetro nº do parâmetro nº
5002, é colocado em 5002, é colocado em
Desgaste da 1, o número de 0, o número de
ferramenta e correção do des- correção da geome-
número de correção gaste da ferramenta é tria da ferramenta e o
da geometria da especificado com o número de correção
ferramenta último dígito de um do desgaste da ferra-
código T. menta especificados
Seleção da ferramenta
para uma determi-
Comando T ff ff Quando LD1, o bit 0 nada ferramenta são
de 4 dígitos do parâmetro nº idênticos.
Desgaste da 5002, é colocado em
ferramenta e 0, o número de
número de correção do des-
correção da gaste da ferramenta é
geometria da especificado com os
ferramenta dois últimos dígi- tos
de um código T.
Seleção da ferramenta

D O menor dígito do Tabela 14.1.2 (b)


código T especifica o
número de correção de Tipo de Significado do Definição de parâmetros para
código T código T especificar o nº de correção
desgaste e o número
Comando Quando LD1, o bit 0 Quando LGN, o bit 1
com o maior dígito Tff
de 2 dígitos do parâmetro nº do parâmetro nº
especifica o número de 5002, é colocado em 5002, é colocado em
Número de correção 1, o número de corre- 1, o número de corre-
seleção da ferramenta e do desgaste da ção do desgaste da ção da geometria da
o número de correção da ferramenta ferramenta é especi-- ferramenta e o
geometria ficado com o último número de correção
Seleção da ferramenta
dígito de um código T.do desgaste da ferra-
e número de correção
menta especificados
da geometria da
para uma deter-
ferramenta
minada ferra- menta
Comando T ff ff Quando LD1, o bit 0 são idênticos.
de 4 dígitos do parâmetro nº
Número de 5002, é colocado em
correção do 0, o número de cor-
desgaste da reção do desgaste da
ferramenta ferramenta é especi-
Seleção da ferramenta e ficado com os dois
número de correção da últimos dígitos de um
geometria da ferramenta código T.

14.1.3 A seleção da ferramenta é feita através da especificação do código T


correspondente ao número da ferramenta. A relação entre o número de seleção
Seleção da Ferramenta
da ferramenta e a própria ferramenta é explicada no manual fornecido pelo
fabricante da máquina-- ferramenta.

14.1.4 O número de correção tem dois significados.


Especifica a distância da correção correspondente ao número selecionado
Número de Correção
para o início da função de correção. Um número de correção da ferramenta
igual a 0 ou 00 indica que o valor de correção é 0 e a correção é cancelada.

221
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

14.1.5 Existem dois tipos de correção: A correção do desgaste da ferramenta e


Correção a correção da geometria da ferramenta.

Explicações
D Correção do desgaste da O caminho da ferramenta é corrigido pelos valores de correção do
ferramenta desgaste X, Y e Z, em relação ao caminho programado. A distância de
correção correspondente ao número especificado pelo código T é somada
ou subtraída à posição final de cada bloco programado.

Caminho da ferramenta após a correção

Este bloco contém o comando


de correção com o código T

Caminho programado

Compensação pelo corretor X, Z


(vetor de correção)

Fig. 14.1.5 (a) Movimento de correção (1)

D Vetor de correção Na fig. 14.1.5(a), o vetor com os corretores X, Y e Z chama--se vetor de


correção. A compensação é igual ao vetor de correção.
D Cancelamento da A correção é cancelada quando 0 ou 00 são selecionados como número
correção de correção do código T. O vetor de correção passa a ser 0 no final do bloco
cancelado.
N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Cria o vetor de correção correspondente
ao número de correção 02
N2 X200.0 ;
N3 X100.0 Z250.0 T0200; A especificação do número de correção
00 apaga o vetor de correção.

Caminho da ferramenta
após a correção

N2

Caminho programado
N1

Fig. 14.1.5 (b) Movimento de correção (2)

Quando o sistema é energizado pela primeira vez e a tecla de reset das


unidades MDI é pressionada ou o sinal de reset é introduzido no CNC
através da máquina--ferramenta, a correção é cancelada.
O parâmetro LVK (nº 5003#6) pode ser definido de forma que a correção
não seja cancelada ao pressionar a tecla de reset ou ao introduzir um reset.

222
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Apenas o código T Quando é especificado apenas um código T em um bloco, a ferramenta


é deslocada pelo valor de correção de desgaste sem um comando de
movimento. O movimento é executado à velocidade de deslocamento
rápido, no modo G00. Nos outros modos, é executado à velocidade de
avanço.
Quando um código T com o número de correção 0 ou 00 é especificado
por si só, é executado um movimento para cancelar a correção.

AVISO
Quando é especificado G50 X_Z_T_ ;
a ferramenta não é movimentada.
É definido o sistema de coordenadas em que o valor da
coordenada relativa à posição da ferramenta é (X,Z). A
posição da ferramenta é obtida através da subtração do
valor de correção de desgaste correspondente ao número
de correção especificado no código T.

D Correção da geometria Com a correção da geometria da ferramenta, o sistema de coordenadas de


da ferramenta trabalho é deslocado pelos valores de correção da geometria X, Y e Z. Por
outras palavras, a quantidade de correção correspondente ao número
designado com o código é adicionada ou subtraída da posição atual.

Caminho programado após o Comando absoluto


deslocamento do sistema de
coordenadas de trabalho
Quantidade de correção Caminho da ferramenta
através da correção da após a correção
geometria da ferramenta no
eixo X, Z (vetor de correção)

Caminho programado antes


do deslocamento do sistema
de coordenadas de trabalho

Fig. 14.1.5 (c) Movimento de correção da geometria da ferramenta

NOTA
A ferramenta pode ser compensada tanto pela correção do
desgaste como pela especificação do parâmetro LGT
(nº 5002#4), a fim de adicionar ou subtrair o ponto final
programado de cada bloco.

D Cancelamento da A especificação do número de correção 0, 00 ou 0000 cancela a correção.


correção
NOTA
Quando LGC, o bit 5 do parâmetro nº 5002, é colocado em
0, a especificação do número de correção 0 ou 00 não
cancela a correção.

223
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Exemplos 1. Especificação do número de correção da geometria da ferramenta e do


número de correção do desgaste da ferramenta com os dois últimos
dígitos de um código T
(quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, está colocado em 0):
N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Especifica o número de correção 02
N2 Z200.0 ;
N3 X100.0 Z250.0 T0200 ; Cancela a correção

Comando absoluto Cancelamento


Caminho N3 da correção
programado após
o deslocamento N2
do sistema de N1
coordenadas de
trabalho
Caminho da ferramenta
Correção
após a correção

NOTA
Quando LGC, o bit 5 do parâmetro nº 5002, está colocado
em 0, a especificação do número de correção 0 não cancela
a correção da geometria da ferramenta.

2. Supondo que a correção da geometria não é cancelada pelo nº de


correção 0 (parâmetro nº 5002#1):
N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Número de seleção da ferramenta
(número de correção da geometria da
ferramenta: 02)
N2 Z200.0 ;
N3 X100.0 Z250.0 T0000 ; Cancela a correção

Caminho Cancelamento
programado após N3 da correção
o deslocamento N2
do sistema de N1
coordenadas de
trabalho
Caminho da ferramenta
Correção após a correção

224
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.1.6 Esta seção descreve as operações seguintes em que a correção da posição


G53, G28, G30 e G30.1 da ferramenta é aplicada: Comandos G53, G28, G30 e G30.1, retorno
manual ao ponto de referência e cancelamento da correção da posição da
Quando é Aplicada a ferramenta com um comando T00.
Correção da Posição
da Ferramenta

Explicações

D Retorno ao ponto de A execução do retorno ao ponto de referência (G28) ou de um comando


referência (G28) e G53, quando é aplicada a correção da posição da ferramenta, não cancela
comando G53 quando é o vetor de correção da posição da ferramenta. Contudo, a indicação da
aplicada a correção da posição absoluta é a seguinte, de acordo com a definição do bit 4 (LGT)
posição da ferramenta do parâmetro nº 5002.

LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no deslocamento do sistema de


coordenadas.)
Correção da posição da Compensação da Compensação do
ferramenta (sem opção) geometria da ferramenta desgaste da ferramenta

Tela das Bloco para o retorno O vetor não é O deslocamento é O vetor não é
coordenad ao ponto de considerado. As considerado. São considerado. As
as de referência ou o coordenadas são mostradas as coordenadas são
posição comando G53 mostradas como se a coordenadas deslocadas mostradas como se a
absoluta correção tivesse sido de acordo com a correção tivesse sido
temporariamente compensação da temporariamente
cancelada. geometria da ferramenta. cancelada.

Bloco seguinte O vetor é considerado. São mostradas as O vetor é considerado.


coordenadas deslocadas
de acordo com a
compensação da
geometria da ferramenta.

LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no movimento da ferramenta.)


Correção da posição da Compensação da Compensação do
ferramenta (sem opção) geometria da ferramenta desgaste da ferramenta

Tela das Bloco para o retorno O vetor não é O vetor não é O vetor não é
coordenad ao ponto de considerado. As considerado. As considerado. As
as de referência ou o coordenadas são coordenadas são coordenadas são
posição comando G53 mostradas como se a mostradas como se a mostradas como se a
absoluta correção tivesse sido correção tivesse sido correção tivesse sido
temporariamente temporariamente temporariamente
cancelada. cancelada. cancelada.

Bloco seguinte O vetor é considerado. O vetor é considerado. O vetor é considerado.

NOTA
O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada
a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta).

225
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Retorno manual ao A execução do retorno manual ao ponto de referência, quando é aplicada


ponto de referência a correção da posição da ferramenta, não cancela o vetor de correção da
quando é aplicada a posição da ferramenta. Contudo, a indicação da posição absoluta é a
correção da posição da seguinte, de acordo com a definição do bit 4 (LGT) do parâmetro nº 5002.
ferramenta

LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no deslocamento do sistema de


coordenadas.)
Correção da posição da Compensação da Compensação do
ferramenta (sem opção) geometria da ferramenta desgaste da ferramenta

Tela das Após o retorno O vetor não é O deslocamento é O vetor não é


coordenad manual ao ponto de considerado. As considerado. São considerado. As
as de referência coordenadas são mostradas as coordenadas são
posição mostradas como se a coordenadas deslocadas mostradas como se a
absoluta correção tivesse sido de acordo com a correção tivesse sido
temporariamente compensação da temporariamente
cancelada. geometria da ferramenta. cancelada.

Bloco seguinte O vetor é considerado. São mostradas as O vetor é considerado.


coordenadas deslocadas
de acordo com a
compensação da
geometria da ferramenta.

LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no movimento da ferramenta.)


Correção da posição da Compensação da Compensação do
ferramenta (sem opção) geometria da ferramenta desgaste da ferramenta

Tela das Após o retorno O vetor não é O vetor não é O vetor não é
coordenad manual ao ponto de considerado. As considerado. As considerado. As
as de referência coordenadas são coordenadas são coordenadas são
posição mostradas como se a mostradas como se a mostradas como se a
absoluta correção tivesse sido correção tivesse sido correção tivesse sido
temporariamente temporariamente temporariamente
cancelada. cancelada. cancelada.

Bloco seguinte O vetor é considerado. O vetor é considerado. O vetor é considerado.

NOTA
O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada
a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta).

226
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Cancelamento da Se a especificação apenas de T00, enquanto é aplicada a correção da


correção da posição da posição da ferramenta, cancela ou não a correção, depende das definições
ferramenta com T00 dos seguintes parâmetros:

Quando é selecionada a opção de compensação da geometria/desgaste da


ferramenta
LGN = 0
LGN (nº 5002#1) LGT (nº 5002#4) LGC (nº 5002#5)
O número de correção da A compensação da geometria é A correção da geometria: Resultado
geometria é: aplicada: 0: Não é cancelada com T00
0: Igual ao número de corre- 0: Com base no deslocamento 1: É cancelada com T00
ção do desgaste do sistema de coordenadas
1: Igual ao número de seleção 1: Com base no movimento da
da ferramenta ferramenta
LGT=0 LGT=0 LGC=0 Não cancelada
LGC=1 Cancelada
LWM (nº 5002#6)

A correção da posição da
ferramenta é aplicada:
0: Através do código T
1: Através do movimento
ao longo do eixo
LGT=1 LWM=0 Cancelada
LWM=1 Não cancelada

NOTA
1 Quando LGT=0, LWM não tem referência.
2 Quando LGT=1, LGC não tem referência, mesmo que
LGN = 0.

LGN = 1
LGN (nº 5002#1) LGT (nº 5002#4) LGC (nº 5002#5)
O número de correção da A compensação da geometria é A correção da geometria: Resultado
geometria é: aplicada: 0: Não é cancelada com T00
0: Igual ao número de corre- 0: Com base no deslocamento 1: É cancelada com T00
ção do desgaste do sistema de coordenadas
1: Igual ao número de seleção 1: Com base no movimento da
da ferramenta ferramenta
LGT=0 LGT=0 LGC não tem referência. Cancelada
LWM (nº 5002#6)

A correção da posição da
ferramenta é aplicada:
0: Através do código T
1: Através do movimento
ao longo do eixo
LGT=1 LWM=0 Cancelada
LWM=1 Não cancelada

NOTA
1 Quando LGT=0, LWM não tem referência.
2 Quando LGT=1, LGC não tem referência.

227
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

Quando não é selecionada a opção de compensação da


geometria/desgaste da ferramenta
LGN (nº 5002#1) LGT (nº 5002#4) LGC (nº 5002#5)

O número de correção da A compensação da geometria é A correção da geometria: Resultado


geometria é: aplicada: 0: Não é cancelada com T00
0: Igual ao número de correção 0: Com base no deslocamento 1: É cancelada com T00
do desgaste do sistema de coordenadas
1: Igual ao número de seleção 1: Com base no movimento
da ferramenta da ferramenta

LGN não tem referência. LGT não tem referência. LGC não tem referência.

O número de correção da A correção da posição da LWM (nº 5002#6)


posição da ferramenta utiliza ferramenta é sempre aplicada
sempre os dígitos de ordem com base no movimento da A correção da posição da
inferior. ferramenta. ferramenta é aplicada:
0: Através do código T
1: Através do movimento
ao longo do eixo

LWM=0 Cancelada
LWM=1 Não cancelada

228
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.2 É difícil efetuar a compensação necessária para fabricar peças exatas


quando se utiliza apenas a função de correção da ferramenta, em virtude
VISÃO GERAL DA da curvatura da ponta da ferramenta no corte cônico ou no corte circular.
COMPENSAÇÃO DO A função de compensação do raio da ponta da ferramenta compensa
RAIO DA PONTA DA automaticamente os erros atrás mencionados.
FERRAMENTA

Caminho da ferramenta
sem compensação
Peça Caminho da ferramenta
com compensação

Profundida Ponta da
de de corte ferramenta
insuficiente

Contorno processado sem compen-


sação do raio da ponta da ferramenta

Fig 14.2 Caminho da ferramenta na compensação do raio da ponta


da ferramenta

14.2.1 A ponta da ferramenta na posição A da figura seguinte não existe, na


realidade. A ponta imaginária da ferramenta é necessária, porque é
Ponta Imaginária da
geralmente mais difícil definir o centro do raio da ponta da ferramenta real
Ferramenta na posição inicial do que a ponta imaginária da ferramenta (Nota).
Além disso, o raio da ponta da ferramenta não precisa ser considerado para
efeitos de programação quando é utilizada a ponta imaginária da
ferramenta. A relação entre as posições, quando a ferramenta é definida
para a posição inicial, é mostrada na figura seguinte.

A
Posição inicial
Posição inicial
Quando programada em função Quando programada em função da
do centro da ponta da ferramenta ponta imaginária da ferramenta

Fig. 14.2.1(a) Centro do raio da ponta da ferramenta e ponta imaginária


da ferramenta

229
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

CUIDADO
Em uma máquina com pontos de referência, é possível colocar uma posição padrão, como
p. ex. o centro do cabeçote de torno--revólver, sobre a posição inicial. A distância entre esta
posição padrão e o centro do raio da ponta ou a ponta imaginária da ferramenta é definida
como o valor de correção da ferramenta. A definição da distância entre a posição padrão e
o centro do raio da ponta da ferramenta como valor de correção, equivale a colocar o centro
do raio da ponta da ferramenta sobre a posição inicial, enquanto que a definição da distância
entre a posição padrão e a ponta imaginária da ferramenta, equivale a colocar a ponta
imaginária da ferramenta sobre a posição padrão. Para definir o valor de correção, é
geralmente mais fácil medir a distância entre a posição padrão e a ponta imaginária da
ferramenta, do que entre a posição padrão e o centro do raio da ponta da ferramenta.

OFX OFX
(Correção da ferra- (Correção da
menta no eixo X) ferramenta no eixo X)
OFZ OFZ
(Correção da (Correção da
ferramenta no eixo Z) ferramenta no eixo Z)
Definição da distância entre a posição padrão Definição da distância entre a posição padrão e o
e o centro da ponta da ferramenta como valor centro da ponta imaginária da ferramenta como
de correção da ferramenta valor de correção da ferramenta

A posição inicial é colocada sobre o centro da A posição inicial é colocada sobre a ponta imaginária
ponta da ferramenta da ferramenta
Fig. 14.2.1 (b) Valor de correção da ferramenta quando o centro do cabeçote de torno--
revólver é colocado sobre a posição inicial
O caminho do centro da ponta da ferramenta
é o mesmo do caminho programado, a menos Se for utilizada a compensação do raio da
que seja executada a compensação do raio da ponta da ferramenta, é executado um corte
ponta da ferramenta. preciso.

Caminho do centro da Caminho do centro da


ponta da ferramenta Partida ponta da ferramenta Partida

Caminho programado Caminho programado

Fig. 14.2.1 (c) Caminho da ferramenta quando se usa o centro da ponta da ferramenta na programação

Sem a compensação do raio da ponta da Com a compensação do raio da ponta da


ferramenta, o caminho da ponta da ferramenta ferramenta, é executado um corte preciso.
imaginária é igual ao caminho programado.

Caminho da ponta
Caminho da ponta imaginária da
imaginária da Partida ferramenta Partida
ferramenta

Caminho programado Caminho programado

Fig. 14.2.1 (d) Caminho da ferramenta quando se usa a ponta imaginária da ferramenta na programação

230
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.2.2 O sentido da ponta imaginária da ferramenta, visto a partir do centro da


Sentido da Ponta ponta da ferramenta, é determinado pelo sentido da ferramenta durante o
corte, pelo que deve ser definido antecipadamente, tal como os valores de
Imaginária da correção.
Ferramenta O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser selecionado entre
as oito especificações mostradas abaixo, na fig. 14.2.2, juntamente com
os respectivos códigos.
A Fig 14.2.2 ilustra a relação entre a ferramenta e a posição inicial. As
especificações seguintes aplicam--se em caso de seleção da opção de
correção da geometria da ferramenta e de correção do desgaste da
ferramenta.

Ponta imaginária da ferramenta número 1 Ponta imaginária da ferramenta número 2

Ponta imaginária da ferramenta número 3 Ponta imaginária da ferramenta número 4

Ponta imaginária da ferramenta número 5 Ponta imaginária da ferramenta número 6

Ponta imaginária da ferramenta número 7 Ponta imaginária da ferramenta número 8

Fig. 14.2.2 Sentido da ponta imaginária da ferramenta

231
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

As pontas das ferramentas imaginárias com os números 0 a 9 são


utilizadas quando o centro da ponta da ferramenta coincide com a posição
inicial. Defina o número da ponta imaginária da ferramenta no endereço
OFT para cada número de correção.
O bit 7 (WNP) do parâmetro nº 5002 é usado para determinar se o sentido
da ponta virtual da ferramenta para a compensação do raio da ponta da
ferramenta, deverá ser determinado pelo número de correção da
geometria da ferramenta ou pelo número de correção do desgaste da
ferramenta.

Ponta imaginária da ferramenta número 0 a 9

Limitações
D Seleção de plano Os sentidos 1 a 8 da ponta virtual da ferramenta só podem ser usados no
plano G18 (Z--X). Para a ponta virtual da ferramenta 0 ou 9, a
compensação é aplicada nos dois planos G17 e G19.

14.2.3
Número de Correção e
Valor de Correção
Explicações
D Número de correção e
valor de correção

Valor de compensação do
raio da ponta da ferramenta
(valor do raio da ponta da ferramenta)

Este valor é definido através do painel MDI, de acordo com o número de


correção.
Quando se selecionam as opções de compensação da geometria da
ferramenta e de compensação do desgaste da ferramenta, os valores de
correção mudam da seguinte forma:
Tabela 14.2.3 (a) Número de correção e valor de correção
OFR OFT
OFX OFZ (Valor de (Sentido da OFY
Número
(Valor de (Valor de compensaç ponta (Valor de
de
correção correção ão do raio imaginária correção
correção
no eixo X) no eixo Z) da ponta da da no eixo Y)
ferramenta) ferramenta)
01 0.040 0.020 0.20 1 0.030
02 0.060 0.030 0.25 2 0.040
: : : : : :
98 0.050 0.015 0.12 6 0.025
99 0.030 0.025 0.24 3 0.035

232
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

Quando se selecionam as opções de compensação da geometria da ferramenta


e de compensação do desgaste da ferramenta, os valores de correção mudam da
seguinte forma:
Tabela 14.2.3 (b) Correção da geometria da ferramenta
OFGR
OFGX OFGZ OFGY
Número (Valor de OFT
(Quantida (Quantida (Quantida
de correção (Sentido da
de de de de de de
correçã da ponta
correção correção correção
o da geometria imaginária
da da da
geomet do raio da da
geometria geometria geometria
ria ponta da ferramenta)
no eixo X) no eixo Z) no eixo Y)
ferramenta)
G01 10.040 50.020 0 1 70.020
G02 20.060 30.030 0 2 90.030
G03 0 0 0.20 6 0
G04 : : : : :
G05 : : : : :
: : : : : :

Tabela 14.2.3 (c) Correção do desgaste da ferramenta


OFGR
OFGX OFGZ OFGY
Número (Valor de OFT
(Quantida (Quantida (Quantida
de correção (Sentido da
de de de de de de
correçã do ponta
correção correção correção
o do desgaste imaginária
do do do
desgast do raio da da
desgaste desgaste desgaste
e ponta da ferramenta)
no eixo X) no eixo Z) no eixo Y)
ferramenta)
W01 0.040 0.020 0 1 0.010
W02 0.060 0.030 0 2 0.020
W03 0 0 0.20 6 0
W04 : : : : :
W05 : : : : :
: : : : : :
D Compensação do raio da Neste caso, o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta é a soma do
ponta da ferramenta valor de correção da geometria ou do desgaste.

OFR=OFGR+OFWR
D Sentido da ponta O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser definido tanto para a
imaginária da ferramenta correção da geometria como para a correção do desgaste.
No entanto, só é válido o sentido indicado por último.
D Comando do valor de O número de correção é especificado com um código T igual ao que é usado para
correção a correção da ferramenta. Para mais pormenores, ver subseç. II-- 14.1.2.

NOTA
Quando o número de correção da geometria é especificado
igual ao da seleção da ferramenta, através da definição do
parâmetro LGT (nº 5002#1), e é designado um código T,
cujos números de correção da geometria e de correção do
desgaste são diferentes, é válido o sentido da ponta
imaginária da ferramenta, especificado pelo número de
correção da geometria.
Exemplo) T0102
OFR=RFGR01+OFWR02
OFT=OFT01

233
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Faixa de definição do A faixa do valor de correção é a seguinte:


valor de correção
Sistema incremental Sistema métrico Sistema inglês

IS--B de 0 a×999.999 mm de 0 a×99.9999 pol.

IS--C de 0 a×999.9999 mm de 0 a×99.99999 pol.

O valor de correção correspondente ao número de correção 0 é sempre 0.


Não pode ser atribuído qualquer valor de correção ao número de correção 0.

14.2.4 Na compensação do raio da ponta da ferramenta, é necessário especificar


a posição da peça em relação à ferramenta.
Posição de Trabalho e
Comando de Código G Posição da peça Caminho da ferramenta
Movimento G40 (Cancelar) Movimento ao longo do caminho
programado

G41 Lado direito Movimento à esquerda do caminho


programado

G42 Lado esquerdo Movimento à direita do caminho


programado

A ferramenta é corrigida para o lado oposto ao da peça.

G42 Eixo X

Eixo Z

Peça

G41

A ponta imaginária da ferramenta


está no caminho programado.
G40

G40

Ponta imaginária da Ponta imaginária da


ferramenta número 1 a 8 ferramenta número 0

234
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

A posição da peça pode ser alterada através da definição do sistema de


coordenadas, como mostrado abaixo.

Eixo Z
G41 (a peça está no
lado esquerdo)
Eixo X

Peça

G42 (a peça está no


Nota lado direito)

NOTA
Se o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta
for negativo, a posição da peça é alterada.

G40, G41 e G42 são modais.


Não especifique G41 durante o modo G41. Caso contrário, a
compensação não funcionará devidamente.
Pela mesma razão, não especifique G42 durante o modo G42.
Os blocos dos modos G41 ou G42, em que não são especificados G41 ou
G42, são representados por (G41) ou (G42), respectivamente.

D Movimento da ferramenta Quando a ferramenta se desloca, a ponta da ferramenta mantém contato


quando a peça não muda com a peça.
de posição

(G42) (G42)
(G42) (G42)
(G42) (G42)

Diagrama
ampliado

235
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Movimento da A posição da peça em relação à ferramenta muda no canto do caminho


ferramenta quando a programado, como mostra a figura a seguir.
peça muda de posição A
C Posição
G41
da peça

G42

Posição B
da peça

A B C
G41 G42

Embora, no caso acima, não exista qualquer peça no lado direito do


caminho programado, no movimento de A para B se pressupõe que a peça
existe. A posição da peça não pode ser alterada no bloco subseqüente ao
bloco de partida. No exemplo acima, se o bloco que especifica o
movimento de A para B fosse o bloco de partida, o caminho da ferramenta
não seria igual ao que é mostrado.

D Partida O bloco em que o modo muda de G40 para G41 ou G42 é chamado bloco
de partida.
G40 _ ;
G41 _ ; (Bloco de partida)
No bloco de partida, a ferramenta executa movimentos de transição para
a correção.
No bloco a seguir ao bloco de partida, o centro da ponta da ferramenta é
colocado perpendicularmente ao caminho programado para esse bloco, na
posição inicial.

G40

(G42)
G42 (Partida)

236
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Cancelamento da O bloco em que o modo muda de G41 ou G42 para G40 é chamado bloco
correção de cancelamento da correção.
G41 _ ;
G40 _ ; (Bloco de cancelamento da correção)
O centro da ponta da ferramenta se movimenta para uma posição
perpendicular ao caminho programado no bloco anterior ao bloco de
cancelamento. No bloco de cancelamento da correção (G40), a ferramenta
é colocada na posição final, como mostrado abaixo.

Posição final

G40

(G42)

D Especificação de Quando é especificado de novo no modo G41/G42, o centro da ponta da


G41/G42 no modo ferramenta é colocado perpendicularmente ao caminho programado do
G41/G42 bloco anterior, na posição final do mesmo.

(G42)
(G42) (G42)

G42 W--500.0 U--500.0 ;

O posicionamento do centro da ponta da ferramenta não é executado no


bloco que primeiro especifica G41/G42.

D Movimento da ferramenta Para retrair a ferramenta no sentido especificado por X(U) e Z(W) e
quando o sentido de cancelar a compensação do raio da ponta da ferramenta no final da
deslocação da ferramenta usinagem do primeiro bloco, como ilustrado na figura abaixo, especifique
no bloco que inclui um o seguinte:
comando G40 é diferente G40 X(U) _ Z(W) _ I _ K _ ;
do sentido de deslocação
da peça I, K
Sentido de deslocação da ferramenta
U, W
G40
G42

G40 U_ W_ I_ K_ ;

237
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

A posição da peça especificada através dos endereços I e K é a mesma do


bloco precedente. Se I e/ou K for especificado com G40 no modo de
cancelamento, I e/ou K será ignorado.
G40 X_ Z_ I_ K_ ; Compensação do raio da ponta da ferramenta

G40 G02 X_ Z_ I_ K_ ; Interpolação circular

G40 G01 X_ Z_ ;
G40 G01 X_ Z_ I_ K_ ; Modo de cancelamento da correção
(I e k não são eficazes.)
Os valores numéricos a seguir a I e K devem ser sempre especificados
como valores de um raio.

Exemplos

X
(3) φ300
(1)
(2)

200
φ60 Z
120
0

30 150

(Modo G40)
1.G42 G00 X60.0 ;
2.G01 X120.0 W--150.0 F10 ;
3.G40 G00 X300.0 W150.0 I40.0 K--30.0 ;

238
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.2.5
Notas Sobre a
Compensação do Raio
da Ponta da Ferramenta
Explicações
1.M05 ; Emissão do código M
D Movimento da 2.S210 ; Emissão do código S
ferramenta quando dois 3.G04 X1000 ; Pausa
ou mais blocos sem um 4.G01 U0 ; Distância de avanço igual a zero
comando de movimento 5.G98 ; Somente código G
não devem ser 6.G10 P01 X10.0 Z20.0 R0.5 Q2 ; Alteração da correção
programados
consecutivamente Se dois ou mais blocos, dos acima indicados, forem especificados
consecutivamente, o centro da ponta da ferramenta passa para uma
posição perpendicular ao caminho programado do bloco anterior, no final
do mesmo. No entanto, se o comando de movimento for o do ponto 4, o
movimento da ferramenta acima é obtido somente com um bloco.
(Modo G42)
Caminho programado N6 W1000.0 ;
N6 N7 N8 N7 S21 ;
N8 M04 ;
U9 U--1000.0 W1000.0 ;
N9
Caminho do centro da
ponta da ferramenta

D Compensação do raio da A compensação do raio da ponta da ferramenta com G90 (ciclo de corte
ponta da ferramenta com do diâmetro exterior/interior) ou G94 (ciclo de rotação da superfície final)
G90 ou G94 é a seguinte:

1. Movimento de acordo com os números da ponta imaginária da


ferramenta
Em todos os caminhos do ciclo, o caminho do centro da ponta da
ferramenta é, geralmente, paralelo ao caminho programado.
G90 Caminho do centro da G94 Caminho do centro da
ponta da ferramenta ponta da ferramenta
4, 8, 3 0 4, 8, 3 0
8 8
5, 0, 7 4 3 5, 0, 7 4 3

5 7 5 7

1, 6, 2 1 2 1, 6, 2 1 2
6 6
Em todos
1, 4, 5 8, 0, 6
os casos 1, 4, 5 8, 0, 6
Em todo
3, 7, 2 o caso

Caminho programado Caminho programado 3, 7, 2

239
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

2. Sentido da correção
O sentido de correção indicado na figura abaixo é independente do
modo G41/G42.
G90 G94

D Compensação do raio da Quando é especificado um dos ciclos seguintes, o ciclo é desviado por um
ponta da ferramenta com vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta. Durante o ciclo, não
G71 a G76 ou G78 é executado qualquer cálculo de interseção.
G71 (Remoção de material por torneamento ou ciclo de retificação
transversal)
G72 (Remoção de material por faceamento ou ciclo direto de
retificação transversal e dimensão constante)
G73 (Repetição de padrões ou ciclo de retificação por oscilação)
G74 (Perfuração profunda da superfície final)
G75 (Perfuração do diâmetro exterior/diâmetro interior)
G76 (Ciclo para rosca múltipla)
G78 (Ciclo de abertura de rosca)
D Compensação do raio da O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo.
ponta da ferramenta ao
executar a chanfragem

(G42)
Caminho programado

(G41)

D Compensação do raio da O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo.


ponta da ferramenta ao
inserir um arco do canto

(G42)
Caminho programado

(G41)

240
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Compensação do raio da Neste caso, não é executada a compensação do raio da ponta da


ponta da ferramenta ferramenta.
quando o bloco é
especificado a partir do
painel MDI

241
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

14.3 Esta seção explica de forma pormenorizada o movimento da ferramenta para a


compensação do raio da ponta da ferramenta, descrita na seção 14.2.
PORMENORES DA Esta seção é composta pelas seguintes subseções:
COMPENSAÇÃO DO
RAIO DA PONTA DA 14.3.1 Aspectos gerais
14.3.2 Movimento da ferramenta aquando da partida
FERRAMENTA
14.3.3 Movimento da ferramenta no modo de correção
14.3.4 Movimento da ferramenta aquando do cancelamento do modo
de correção
14.3.5 Verificação de interferências
14.3.6 Corte excessivo devido à compensação do raio da ponta da
ferramenta
14.3.7 Correção na chanfragem e arcos de canto
14.3.8 Comando de entrada através do painel MDI
14.3.9 Precauções gerais para as operações de correção
14.3.10 Comandos G53, G28, G30 e G30.1 no modo do raio da ponta
da ferramenta Modo de compensação

14.3.1
Aspectos gerais
D Vetor de correção do O vetor de correção do centro do raio da ponta da ferramenta é um vetor
centro do raio da ponta bidimensional, igual ao valor de correção especificado no código T, e é
da ferramenta calculado no CNC. Sua dimensão se altera bloco a bloco, de acordo com o
movimento da ferramenta. Este vetor de correção (seguidamente denominado,
simplesmente, de vetor) é criado internamente pela unidade de controle, como
for necessário para uma correção adequada e para calcular um caminho da
ferramenta com uma correção exata (através do raio da ponta da ferramenta) a
partir do caminho programado. Este vetor é apagado pelo reset. O vetor
acompanha sempre a ferramenta à medida que esta avança. Um conhecimento
adequado sobre as funções do vetor, é essencial para obter uma programação
precisa. Leia a descrição apresentada abaixo, sobre como criar devidamente os
vetores.
D G40, G41, G42 G40, G41 ou G42 é usado para apagar ou gerar vetores.
Estes códigos são usados juntamente com G00, G01, G02, G03 ou G33 para
especificar um modo de movimento da ferramenta (correção).
Código G Função Posição da peça
G40 Cancelamento da compensação do raio da ponta da Nenhuma
ferramenta
G41 Correção esquerda ao longo do caminho da ferramenta Direita
G42 Correção direita ao longo do caminho da ferramenta Esquerda

G41 e G42 especificam um modo de correção, enquanto G40 especifica o


cancelamento da correção.
D Modo de cancelamento O sistema aciona o modo de cancelamento imediatamente após a energização,
quando é pressionado o botão de RESET no MDI ou quando um programa é
intencionalmente finalizado através da execução de M02 ou M30. (O sistema
pode não acionar o modo de cancelamento, dependendo da máquina--
ferramenta.) No modo de cancelamento, o vetor é colocado em zero e o caminho
do centro da ponta da ferramenta coincide com o caminho programado. O
programa deve terminar no modo de cancelamento. Se terminar no modo de
correção, a ferramenta não pode ser colocada no ponto final e pára em uma
posição afastada do ponto final, ao longo do comprimento do vetor.

242
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Partida Quando um bloco que satisfaz todas as condições seguintes é executado


no modo de cancelamento, o sistema aciona o modo de correção. O
controle durante esta operação é denominado partida.
D G41 ou G42 está incluído no bloco ou foi especificado para que o
sistema acione o modo de correção. O controle durante esta operação
é denominado partida.
D O número de correção para a compensação do raio da ponta da
ferramenta não é 00.
D O movimento de X ou Z é especificado no bloco e a distância a
percorrer não é igual a zero.
Na partida, não é permitido um comando circular (G02 ou G03).
Se for especificado, é acionado o alarme P/S (PS34). Durante a partida são
lidos dois blocos. O primeiro bloco é executado e o segundo bloco é
inserido no buffer da compensação do raio da ponta da ferramenta. No
modo de bloco único, são lidos dois blocos e o primeiro deles é executado,
seguindo--se a parada da máquina.
Nas operações subseqüentes, é feita a leitura antecipada de dois blocos,
encontrando--se, portanto, no CNC o bloco atualmente em execução e os
dois blocos seguintes.

D Lado interno e lado Quando o ângulo de interseção criado pelos caminhos da ferramenta,
externo especificados com comandos de movimento para dois blocos, é superior
a 180°, ele é denominado de ”lado interno”. Quando o ângulo se situa
entre 0° e 180°, é denominado de ”lado externo”.
Lado interno Lado externo

Caminho programado
Peça α
Peça α

Caminho programado

180°≦α 0°≦α<180°

D Significado dos Os símbolos seguintes são usados nas figuras subseqüentes:


símbolos -- S indica uma posição na qual um bloco único é executado uma só vez.
-- SS indica uma posição na qual um bloco único é executado duas vezes.
-- SSS indica uma posição na qual um bloco único é executado três vezes.
-- L indica que a ferramenta se move ao longo de uma linha reta.
-- C indica que a ferramenta se move ao longo de um arco.
-- r indica o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta.
-- Uma interseção é uma posição na qual os caminhos programados
de dois blocos se intersetam, depois de terem sido deslocados de acordo
com o valor r.
-- indica o centro do raio da ponta da ferramenta.

243
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

14.3.2 Quando se muda do modo de cancelamento da correção para o modo de


Movimento da correção, a ferramenta se move como ilustrado abaixo (partida):
Ferramenta Aquando
da Partida
Explicações
D Movimento da ferramenta
em torno de um canto Linear→Linear
interno (180°≦α) Peça
α

Caminho programado
r
G42

S L Caminho do centro do raio


L da ponta da ferramenta
Posição inicial
Linear→Circular
α

G42 r
Peça

S
C
L
Caminho
Posição inicial Caminho do centro do programado
raio da ponta da ferramenta

D Movimento da ferramenta
em torno do exterior de Linear→Linear Posição inicial
um canto, em um ângulo
G42
obtuso (90°≦α<180°) α
Peça
L
Caminho programado
r
r
S
L
Caminho do centro do raio
Interseção da ponta da ferramenta
L
Linear→Circular Posição inicial

G42
α
L

r
r
Peça
S
C
L L
Interseção Caminho
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta programado

244
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Movimento da ferramenta
em torno do exterior de um Linear→Linear Posição inicial
ângulo agudo (α<90°) L
S G42
Peça
r α
L
Caminho programado
r Caminho do centro do raio
L da ponta da ferramenta
L L
Linear→Circular Posição inicial
L
S G42
r α
L

r
L
Peça
L C

Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta Caminho programado

D Movimento da ferramenta
linear→linear, em torno do
lado externo de um ângulo S L
agudo inferior a 1 grau Caminho do centro do raio
L da ponta da ferramenta
(α<1°) r
G41 Caminho programado

G41 Posição inicial


Inferior a 1 grau

D Bloco sem comando de Se o comando for especificado aquando da partida, o vetor de correção
movimento da ferramenta não será criado.
aquando da partida G91 G40 … ;
: SS
N6 U100.0 W100.0 ; N7
N7 G41 U0 ;
N8 U--100.0 ;
N9 U--100.0 W100.0 ;
N6 N8 S
Caminho do
r centro do raio
da ponta da
ferramenta

N9

Caminho programado

NOTA
Sobre a definição de blocos que não movimentam a
ferramenta, ver a subseção II--14.3.3.

245
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

14.3.3 No modo de correção, a ferramenta se move como abaixo ilustrado:


Movimento da
Ferramenta no Modo
de Correção
Explicações

Linear→Linear
D Movimento da α
ferramenta em torno do Peça
interior de um canto Caminho programado
(180°≦α)
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
S L
Interseção
L

Linear→Circular
α

Peça

Interseção
S C

L
Caminho do centro do Caminho
raio da ponta da programado
ferramenta
Circular→Linear
α Peça

Caminho programado

Caminho do centro do raio


da ponta da ferramenta
S L
C Interseção

Circular→Circular α

Interseção Peça

C S C
Caminho
programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta

246
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Movimento da
ferramenta em torno do Interseção
lado interno (α<1°) com
um vetor extremamente r Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
longo, linear → linear
r

Caminho programado

r
S
Interseção
O leitor pode também adotar o mesmo procedimento no caso de arco para
linha reta, linha reta para arco e arco para arco.

247
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Movimento da
ferramenta em torno do Linear→Linear
canto externo de um
ângulo obtuso
(90°≦α<180°) α
Peça

L Caminho programado
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
S
Interseção L

Linear→Circular

L r Peça

S L C
Interseção
Caminho
Caminho do centro do programado
raio da ponta da ferramenta
Circular→Linear

α
Peça

Caminho programado
r
Caminho do centro do raio
C
S da ponta da ferramenta
Interseção L
L
Circular→Circular

Caminho programado
r Peça
r
C
Caminho do centro SL
do raio da ponta da L
ferramenta Interseção C

248
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

D Movimento da ferramenta em
torno do canto externo
de um ângulo agudo
Linear→Linear
(α<90°)
L

Peça
r α
L
Caminho programado
S r
Caminho do centro do raio
L da ponta da ferramenta
L L

Linear→Circular
L

r α
L
S
r Peça
L
L C
Caminho do centro do Caminho
raio da ponta da ferramenta programado

Circular→Linear

S
α Peça
r
L
Caminho programado
r
Caminho do centro do raio
L da ponta da ferramenta
L L

Circular→Circular

S
α
r
L
Peça
r
L

L C
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta Caminho programado

249
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Exceções

S A posição final do arco Se o fim de uma linha conducente a um arco for programado, por engano,
não está sobre o arco como o fim desse arco, como mostra a figura abaixo, o sistema assume
que a compensação do raio da ponta da ferramenta foi executada com base
em um círculo imaginário que tem o mesmo centro que o arco e ultrapassa
a posição final especificada. Com base nessa suposição, o sistema cria um
vetor e executa a compensação. O caminho do centro do raio da ponta da
ferramenta resultante é diferente daquele criado pela aplicação da
compensação do raio da ponta da ferramenta no caminho programado em
que a linha conducente ao arco é considerada como uma linha reta.
Linha
conducente Fim do arco
ao arco Peça
Círculo imaginário

Caminho programado

r r
Caminho do
S centro do
r C raio da ponta da
L ferramenta
L
L
Centro do arco

A mesma descrição se aplica ao movimento da ferramenta entre dois


caminhos circulares.

250
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

S Não existe interseção Se o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta for


interna suficientemente pequeno, os dois caminhos circulares do centro do raio
da ponta da ferramenta feitos após a compensação cruzam--se em uma
posição (P). A interseção P pode não ocorrer se for especificado um valor
excessivamente grande para a compensação do raio da ponta da
ferramenta. Quando esta situação é prevista, um alarme P/S (nº 33) é
ativado no final do bloco anterior e a ferramenta pára. No exemplo
mostrado abaixo, os caminhos do centro do raio da ponta da ferramenta
ao longo dos arcos A e B cruzam--se em P quando é especificado um valor
suficientemente pequeno para a compensação do raio da ponta da
ferramenta. Esta interseção não ocorre, se for especificado um valor
excessivamente grande.
O alarme (nº 033) é ativado e a
Quando o valor de compensação do ferramenta pára
raio da ponta da ferramenta é elevado

Quando o valor de compensação do


raio da ponta da ferramenta é baixo

Centro do arco B Centro do arco A

r r
Caminho programado

Arco A Arco B
P

S O centro do arco é Se o centro do arco for idêntico à posição inicial ou ao ponto final, o
idêntico à posição inicial alarme P/S (nº 038) é visualizado e a ferramenta pára na posição final do
ou à posição final bloco anterior.

O alarme (nº 038) é ativado e a ferramenta


pára
(G41)
N5 G01 W100.0 ;
Caminho do centro
N6 G02 W100.0 I0 J0 ;
do raio da ponta da
r N7 G03 U--100.0 I--100.0 ;
ferramenta
N5 N6
Caminho programado

N7

251
14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO PROGRAMAÇÃO B--63524PO/01

D Alteração do sentido de O sentido de correção é determinado pelos códigos G (G41 e G42) para
correção no modo de o raio da ponta da ferramenta e para o sinal do valor de compensação do
correção raio da ponta da ferramenta, da seguinte forma:

Sinal do valor de + --
correção Código G
G41 Correção do lado Correção do lado
esquerdo direito

G42 Correção do lado Correção do lado


direito esquerdo

O sentido da correção pode ser alterado no modo de correção. Se o sentido


da correção for alterado em um bloco, é gerado um vetor na interseção do
caminho do centro do raio da ponta da ferramenta desse bloco e no
caminho do centro do raio da ponta da ferramenta de um bloco anterior.
Não é possível, contudo, realizar a alteração no bloco de partida e no bloco
que se lhe segue.

252
B--63524PO/01 PROGRAMAÇÃO 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

S Caminho do centro do
raio da ponta da
ferramenta com uma
Linear→Linear
interseção
S
Peça
G42 L

r r
Caminho programado
L G41

Caminho do centro do raio Peça


da ponta da ferramenta

Linear→Circular

Peça r
G41
G42
Caminho programado
r
Peça
Caminho do centro do raio L S
da ponta da ferramenta
Circular→Linear
Peça

G42
Caminho programado

r
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta C L
S
r

G41
Peça

Ci