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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ___

VARA FEDERAL DE ________ – SÃO PAULO.

Processo nº:
Requerente: Maria
Requerido: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS

MARIA, já devidamente qualificada nos autos do


processo em epígrafe, vem, mui respeitosamente à
presença de Vossa Excelência, em cumprimento ao
despacho de fl., apresentar sua

IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO
APRESENTADA PELO
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL

para reafirmar a veracidade dos fatos e a


existência dos direitos pleiteados na Exordial, de
acordo com os argumentos e provas apresentadas
até o momento, bem como em virtude das
alegações infundadas feitas pelo Instituto Nacional
do Seguro Social - INSS em sua Contestação de fls.,
o que evidencia, ainda mais, o merecimento de
procedência desta ação.
BREVE RELATO FÁTICO E PROCESSUAL

1. A Requerente propôs a presente ação com objetivo de


obter o reconhecimento (averbação) como especial do tempo
trabalhado de 05.02.1976 a 05.05.1988 (4.474 dias), de 03.04.1989 a
31.05.1989 (59 dias), de 01.06.1989 a 18.08.1989 (79 dias), de
02.12.1991 a 30.06.1999 (2.768 dias) e de 01.07.1999 a 09.04.2004
(1.745 dias), todos esses períodos trabalhados na S. C. Misericórdia, e
a consequente transformação de sua aposentadoria por tempo de
contribuição proporcional (26/30 avos) em aposentadoria especial
(art. 57 e 58 da Lei 8.213/91) ou, sucessivamente, a conversão do
tempo especial em comum, na forma do art. 70 do Decreto 3.048/99
e o conseqüente recálculo de sua aposentadoria.

2. Para uma melhor visualização, vejamos separadamente os


períodos supramencionados no Quadro abaixo:

CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO REALIZADO EXCLUSIVAMENTE EM ATIVIDADE


ESPECIAL
NOME: MARIA
TEMPO DE SERVIÇO ATÉ A APOSENTADORIA EM
19/06/06
EMPRESA ADMISSÃO DEMISSÃO TEMPO TOTAL DE
S. C. Misericórdia 1
ESPECIAL TEMPO DE
SERVIÇO
4474,0
Servente de Copa2 05/02/76 05/05/88 4474,00 0
Atendente de
Enfermagem3 03/04/89 31/05/89 59,00 59,00
Atendente de
Enfermagem4 01/06/89 18/08/89 79,00 79,00
2768,0
Auxiliar Hospitalar5 02/12/91 30/06/99 2768,00 0
2546,0
Auxiliar de Enfermagem6 01/07/99 19/06/06 2546,00 0

9926,0
TOTAL EM DIAS 9926,00 0,00 0

27,194
ANOS 5
2,3342
MESES 5
10,027
DIAS 4

1
Vide fls..
2
Vide fls..
3
Vide fls..
4
Vide fls..
5
Vide fls..
6
Vide fls..
2
TEMPO TRABALHADO 7 ANOS 27,1945 0
2 MESES 2,3342 0,0000
1
0 DIAS 10,0274 0,0000
3. Observa-se no Quadro acima que a Requerente possui,
segundo informam os Perfis Profissiográficos Previdenciários (PPP`s)
de fls., emitidos pela EMPREGADORA, mais de 25 anos de atividade
especial, trabalhados em exposição à agentes biológicos, tais como:
vírus, fungos, bactérias, sangue, etc (fls.).

4. Em sua Contestação de fls., alega o Requerido em suma


que:

a- Quanto aos períodos de 03.04.1989 a 18.08.1989,


de 05.12.1989 (sic) a 05.03.1997, estes já foram
considerados como especiais pelo INSS, e, assim sendo,
não resta pretensão resistida, “tratando de pontos
processualmente incontroversos”;

b- Sendo assim, a lide residiria somente sobre os


seguintes períodos: de 05.02.1979 a 05.05.1988 e de
06.03.1997 a 19.06.2006;

c- O período de 05.02.1979 (sic) a 05.05.1988 não


deve ser considerado especial posto que a Requerente
era servente de hospital, profissão que não constava
Quadro anexo ao Decreto 83.080/79, item 1.3.4 e que, por
conta disso não foi considerada como de exposição
permanente à agentes biológicos;

d- Com relação ao período de 06.03.1997 a


19.06.2006, estes não devem ser considerados especiais,
posto que, a contar de 29.04.1995, data de início da
vigência da Lei 9.032/95, tem-se por incabível a
caracterização de tempo de serviço especial por atividade
profissional, devendo o segurado comprovar a efetiva
exposição aos agentes agressivos de forma permanente,
neste caso, à doenças infecto-contagiosas ou material
contaminado;

e- Os atos do INSS possuem presunção de legalidade;

f- A data do início do benefício da Autora, ou seja, da


aposentadoria especial, deve ser em 05.01.2010, posto
não poder exercer atividade especial após a
aposentadoria nesta modalidade;

g- A correção monetária e os juros, quando da


condenação devem ser aplicados, na forma da Lei 11.960
de 30.06.2009;

h- Os honorários advocatícios devem estar limitados à


05 % do valor da condenação.

5. Entretanto, douto Julgador, os argumentos trazidos pelo


INSS não devem prevalecer conforme se verá à seguir.

DOS PONTOS PROCESSUALMENTE INCONTROVERSOS

6. Em sua Contestação, o i. Procurador do Instituto-réu relata


que os períodos de 03.04.1989 a 18.08.1989 e de 05.12.1989 a
05.03.1997, já teriam sido considerados como especiais pelo INSS, e,
assim sendo, não restaria pretensão resistida, “tratando de pontos
processualmente incontroversos”.

7. Sendo assim, a lide residiria somente sobre os seguintes


períodos: de 05.02.1979 a 05.05.1988 e de 06.03.1997 a
19.06.2006.

8. No entanto, nobre Julgador, nota-se que, na verdade as


datas acima apontadas pelo Requerido estão incorretas.

9. Os períodos incontroversos, conforme os documentos de


fls. da lavra do próprio Instituto-réu, são de: 03.04.1989 a
18.08.1989 e de 05.12.1991 (e não 05.12.1989) à
05.03.1997 (data de edição do Decreto 2.172/97).

10. Os períodos controversos, conforme o pedido inicial,


portanto, correspondem às seguintes datas: 05.02.1976 (e não
05/02/1979) a 05.05.1988 e de 06.03.1997 a 19.06.2006
(data de concessão da aposentadoria da Requerente).

11. Frisa-se ainda, por uma questão de boa-fé processual que,


quanto ao período de 05.12.1989 à 04.12.1991, o qual a Autarquia-ré
alega à fl. que já foi reconhecido como especial administrativamente,
é evidente o equívoco cometido pelo INSS, pois nesse período a
Requerente não trabalhou. Não há anotação em sua CTPS e nem
mesmo contribuições vertidas à Seguridade Social e, assim sendo,
não deve ser considerado como tempo de serviço.

DA CARACTERIZAÇÃO COMO ESPECIAL DO PERÍODO


TRABALHADO PELA REQUERENTE DE 05.02.1976 A
05.05.1988

12. O Instituto-réu alega em sua defesa, mais especificamente


às fls. que o período de 05.02.1979 a 05.05.1988, que na verdade
inicia-se em 05.02.1976, não deve ser considerado especial posto que
a Requerente exercia a profissão de servente de hospital, profissão
esta que não constava Quadro anexo ao Decreto 83.080/79, item
1.3.4 e que, por conta disso não foi considerada como de exposição
permanente à agentes biológicos.
13. Alega à fl. que o fato de a Requerente “servir 2 ou 3
refeições diárias (como diz o PPP), não significa “contato
permanente”, conforme exigido pela legislação acima citada”.

14. Desta forma, primeiramente, vale dizer que o rol de


profissões e agentes nocivos trazidos pelos Quadros Anexos aos
Decretos 53.831/64 e 83.080/79, não são exaustivos ou taxativos,
mas, sim, exemplificativos ou elucidativos.

15. Em face disso, a profissão de servente de hospital pode ser


tranquilamente comparada com a de auxiliar prevista no Decreto n.
83.830/79 que contemplava nos itens 1.3.4, do Anexo I e 2.1.3, do
Anexo II, os trabalhadores em contato permanente com doentes ou
materiais infecto-contagiantes, tais como enfermeiros e auxiliares.

16. Vejamos as decisões do E. STJ a respeito da matéria:

Servidor público estadual. Exercício de atividade insalubre


no regime celetista. Comprovação. Decretos nºs
53.831/64 e 83.080/79. Rol exemplificativo. Direito à
contagem do tempo de serviço especial para fins de
aposentadoria. Certidão do INSS. Desnecessidade.
Precedentes. Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag
923.013/SC, Rel. Ministro NILSON NAVES, SEXTA TURMA,
julgado em 01/12/2009, DJe 03/05/2010) (grifo nosso)

PREVIDENCIÁRIO. VIGILANTE. PORTE DE ARMA DE FOGO.


ATIVIDADE PERIGOSA. ENQUADRAMENTO. DECRETO N.º
53.831/64. ROL EXEMPLIFICATIVO. I - Restando
comprovado que o Autor esteve exposto ao fator de
enquadramento da atividade como perigosa, qual seja, o
uso de arma de fogo, na condição de vigilante, deve ser
reconhecido o tempo de serviço especial, mesmo
porque o rol de atividades consideradas insalubres,
perigosas ou penosas, descritas naquele decreto, é
exemplificativo e não exaustivo. II - Recurso
desprovido. (REsp 413.614/SC, Rel. Ministro GILSON DIPP,
QUINTA TURMA, julgado em 13/08/2002, DJ 02/09/2002 p.
230)

17. No mesmo sentido é a jurisprudência mais recente do E.


Tribunal Regional Federal da 3ª Região:

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE


SERVIÇO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL
RELATIVAMENTE À DATA DE AJUIZAMENTO DA DEMANDA.
JUROS DE MORA. AGRAVO PREVISTO NO ARTIGO 557, §
1º, DO CPC. ATIVIDADE AGRÍCOLA E INSALUBRE
COMPROVADAS. I - Incorreu a decisão embargada em erro
material relativamente à indicação da data do
ajuizamento da demanda, uma vez que isso ocorreu em
05.10.2004 e não em 09.01.2006, conforme constou à fl.
327, verso. II - Se restou expressamente consignado que,
a partir de 10.01.2003, os juros devem incidir à taxa de
1% ao mês e que a citação se deu em 02.08.2005 (fl.
123), é evidente que é esse percentual que deve ser
aplicado a todas as prestações vencidas a título de
aposentadoria por tempo de serviço. III - Os documentos
que instruíram a inicial foram sopesados segundo o
princípio da livre convicção motivada, tendo concluído
pela existência de início de prova material do exercício de
atividade rural pela parte autora. IV - Não havendo
nenhum elemento a descaracterizar o labor rural do
demandante, o qual foi confirmado pelas testemunhas
ouvidas no presente feito, viável o reconhecimento da sua
qualidade de trabalhador agrícola. V - A decisão
agravada consignou de forma expressa que a
jurisprudência pacificou-se no sentido de que pode
ser considerada especial a atividade desenvolvida
até 10.12.1997, advento do Lei 9.528/97,
independentemente da apresentação de laudo
técnico, com base nas atividades previstas nos
Decretos 53.831/64 e 83.080/79, cujo rol é
meramente exemplificativo. VI - No caso em tela, os
formulários de atividade especial emitidos pela Empresa
de Transporte Coletivo de São Bernardo do Campo -
E.T.C.S.B.C., informam que o autor desempenhava a
função de cobrador de transporte coletivo, cujo
enquadramento por categoria profissional está previsto no
Código 2.4.4 do Quadro Anexo ao Decreto nº 53.831/64.
VII - Embargos de declaração da parte autora acolhidos
em parte. Agravo previsto no artigo 557, § 1º, do CPC,
interposto pelo réu improvido. (APELREE
200461830054218, JUIZ SERGIO NASCIMENTO, TRF3 -
DÉCIMA TURMA, 22/04/2010) (grifo nosso)

PROCESSO CIVIL. AGRAVO PREVISTO NO §1º ART.557 DO


C.P.C. CONVERSÃO DE ATIVIDADE ESPECIAL EM COMUM
ANTES DE 1980. POSSIBILIDADE. FATOR DE CONVERSÃO.
ATIVIDADE ESPECIAL TORNEIRO MECÂNICO.
ESMERILHADOR. CATEGORIA PROFISSIONAL. I - No que
tange à atividade especial, a jurisprudência
pacificou-se no sentido de que pode ser
considerada especial a atividade desenvolvida até
10.12.1997, advento do Lei 9.528/97,
independentemente da apresentação de laudo
técnico, com base nas atividades previstas nos
Decretos 53.831/64 e 83.080/79, cujo rol é
meramente exemplificativo. II - Tendo o legislador
estabelecido na Lei 3.807/60, critérios diferenciados de
contagem de tempo de serviço para a concessão de
aposentadoria especial ao obreiro que esteve sujeito à
condições prejudiciais de trabalho, feriria o princípio da
isonomia negar o mesmo tratamento diferenciado àquele
que em algum período de sua vida exerceu atividade
classificada prejudicial à saúde, motivo pelo qual pode
sofrer conversão de atividade especial em comum os
períodos laborados anteriores a 1980. III - Sendo o
requerimento do beneficio posterior à Lei 8.213/91, deve
ser aplicado o fator de conversão de 1,40, mais favorável
ao segurado do sexo masculino, entendimento este que
acabou por ser expressamente acolhido pela legislação
previdenciária, por força da edição do Decreto 4.827/2003
que dando nova redação ao art. 70 do Decreto 3.048/99,
dispõe que as regras de conversão se aplicam ao trabalho
prestado em qualquer período. IV - Mantidos os termos da
decisão que determinou a conversão de atividade especial
em comum com base nos formulários de atividade
especial SB-40, na função de torneiro mecânico por
analogia à atividade de serralheiro em indústria
metalúrgica, ressaltando-se, apenas, que, em sede
administrativa, o INSS reconheceu a especialidade da
categoria profissional de torneiro mecânico em diversos
períodos, em razão da atividade desempenhada, por
enquadramento previsto no código 2.5.3 do Decreto
83.080/79 "operações diversas - esmerilhadores", ou seja,
a própria autarquia-ré admite a similitude da função de
torneiro mecânico e esmerilhador. V - Agravo do INSS
improvido. (APELREE 200261830032330, JUIZ SERGIO
NASCIMENTO, TRF3 - DÉCIMA TURMA, 02/12/2009) (grifo
nosso)

18. Com relação à profissão de servente de hospital destacam-


se ainda os seguintes julgados do E. TRF da 3ª Região:

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE


SERVIÇO. L. 8.213/91, ARTS. 52, 53 E 57. INSALUBRIDADE.
CONVERSÃO DE TEMPO ESPECIAL EM COMUM. I -
Comprovado o exercício de mais de 30 anos de serviço, se
homem e 25 anos, se mulher, concede-se a aposentadoria
por tempo de serviço na forma proporcional. II -
Considera-se especial o período trabalhado nas
funções de servente de hospital e auxiliar de
enfermagem, por força de exposição a materiais
infecto-contagiosos. III - Remessa oficial, tida por
interposta, parcialmente provida. Apelação desprovida.
(AC 200503990408500, JUIZ CASTRO GUERRA, TRF3 -
DÉCIMA TURMA, 23/11/2005) (grifo nosso)

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE


SERVIÇO PROPORCIONAL. RAZÕES DISSOCIADAS.
REVISÃO. RECONHECIMENTO DE TEMPO ESPECIAL.
LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DOS FATOS.
COMPROVAÇÃO DAS CONDIÇÕES AGRESSIVAS DA
ATIVIDADE. SERVENTE. HOSPITAL. CONVERSÃO.
POSSIBILIDADE. TERMO INICIAL. CORREÇÃO MONETÁRIA.
JUROS DE MORA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. I - Deixo
de conhecer do Recurso Adesivo, por fundamentar-se em
razões inteiramente dissociadas do que a sentença
decidiu. II - Pedido de cômputo como especial do período
de 19/07/77 a 11/02/98, amparado pela legislação vigente
à época, comprovado por cópia da anotação em CTPS nº
01251, Série nº 00088 - SP (fls. 10), DSS-8030 (fls. 64) e o
laudo técnico de fls. 23/27, dando conta das tarefas
realizadas, sob condições de risco, cumulado com pedido
de revisão de aposentadoria por tempo de serviço:
possibilidade. III - O benefício é regido pela lei em vigor no
momento em que reunidos os requisitos para sua fruição,
mesmo tratando-se de direitos de aquisição complexa, a
lei mais gravosa não pode retroagir exigindo outros
elementos comprobatórios do exercício da atividade
insalubre, antes não exigidos, sob pena de agressão à
segurança que o ordenamento jurídico visa preservar.
Precedentes. IV - Alteração do art. 70 do Decreto nº 3.048
de 06/05/99, cujo § 2º passou a ter a seguinte redação:
"As regras de conversão de tempo de atividade sob
condições especiais em tempo de atividade comum
constantes deste artigo aplicam-se ao trabalho prestado
em qualquer período". (Incluído pelo Decreto nº 4.827 de
03/09/2003). V - A legislação vigente à época em que
o trabalho foi prestado, em especial, o Decreto nº
83.830/79, contemplavam, nos itens 1.3.4, do
anexo I e 2.1.3, do anexo II, os trabalhadores em
contato permanente com doentes ou materiais
infecto-contagiantes, tais como enfermeiros e
auxiliares. VI - Refeitos os cálculos, com a respectiva
conversão, tendo como certo que, quando da Emenda
20/98, a autora contava com o tempo de 30 anos, 02
(dois) meses e 16 (dezesseis) dias de trabalho,
considerando que a autora possui períodos de trabalho
simultâneos. VII - O percentual a ser aplicado é de 100%
(cem por cento), de acordo com o art. art. 53, inciso II, da
Lei nº 8.213/91. VIII - O termo inicial do benefício, com o
valor da renda mensal inicial revisado, deve ser fixado na
data da concessão do benefício, em 11/02/98. IX - A
correção monetária das prestações em atraso será
efetuada de acordo com a Súmula nº 148 do E. STJ, a
Súmula nº 8 desta Colenda Corte, combinadas com o art.
454 do Provimento nº 64, de 28 de abril de 2005, da E.
Corregedoria Geral da Justiça Federal da 3ª Região. X - Os
juros moratórios serão devidos no percentual de 0,5% ao
mês, a contar da citação, até a entrada em vigor do novo
Código Civil, nos termos do art. 406, que conjugado com o
artigo 161, § 1º, do CTN, passou para 1% ao mês. XI - Os
honorários advocatícios devem ser fixados em 10% sobre
o valor da condenação, até a sentença (Súmula nº 111, do
STJ), de acordo com o entendimento desta Colenda
Turma. XII - Remessa Oficial e Recurso do INSS
parcialmente providos. (AC 200203990084304, JUIZA
MARIANINA GALANTE, TRF3 - OITAVA TURMA, 06/06/2007)
(grifo nosso)

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE


SERVIÇO. RECONHECIMENTO DE ATIVIDADE ESPECIAL.
NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPROCEDÊNCIA.
I. Preliminarmente, conheço da remessa oficial, tida por
interposta, nos termos do § 2º do artigo 475 do Código de
Processo Civil. II. No âmbito previdenciário, as ações
ajuizadas com a finalidade de cobrar valores não pagos ou
pagos a menor submetem-se aos efeitos da prescrição,
regida esta pelo disposto no parágrafo único, do artigo
103 da Lei nº 8.213/91. Portanto, o fundo do direito
pleiteado resta preservado, podendo a ação ser proposta
a qualquer tempo, salientando-se, todavia, que a fruição
dos efeitos financeiros ou patrimoniais daí decorrentes
restringir-se-á ao quinquênio que precede a propositura
da ação. III. A jurisprudência firmou-se no sentido de que
a legislação aplicável para a caracterização do
denominado serviço especial é a vigente no período em
que a atividade a ser avaliada foi efetivamente exercida,
devendo, assim, ser levada em consideração a disciplina
estabelecida pelos Decretos 53.831/64 e 83.080/79,
sendo possível o reconhecimento da condição especial
com base na categoria profissional do trabalhador. Após a
edição da Lei n.º 9.032/95, passou a ser exigida a
comprovação da efetiva exposição a agentes nocivos em
caráter permanente, podendo se dar através dos
informativos SB-40, sem prejuízo dos demais meios de
prova. IV. Somente a partir de 05/03/1997, data em que
foi editado o Decreto n.º 2.172/97, regulamentando a
Medida Provisória 1.523/96, convertida na Lei nº 9.528/97,
tornou-se exigível a apresentação de laudo técnico para a
caracterização da condição especial da atividade
exercida. V. Devem ser consideradas especiais as
atividades desenvolvidas pela parte autora nos
períodos de 18-11-1978 a 02-02-1979 ("Hospital e
Maternidade Mauá Ltda" - servente), 02-02-1979 a
12-02-1988 ("Faisa - Fundação de Assistência a Infância
de Santo André" - atendente), 01-11-1988 a 13-07-1989
("Hospital e Maternidade São José do ABC Ltda" -
atendente de enfermagem), 04-03-1991 a 05-03-1992
("Amico Assistência Médica à Indústria e Comércio Ltda" -
atendente de enfermagem), 26-12-1991 a 01-03-1993
("Prefeitura do Município de Diadema" - atendente de
enfermagem), 09-08-1996 a 07-10-1996 ("Hospital da
Nações Ltda" - auxiliar de enfermagem) e 02-07-1993 a
13-01-2000, data da elaboração do formulário acostado
na fl. 42 ("Hospital Príncipe Humberto S/A" - auxiliar de
enfermagem), tendo em vista que, conforme as
informações constantes nos formulários DSS 8030 e
laudos técnicos acostados nas fls. 17/46, a
demandante, na execução de seu trabalho ficava
exposta a agentes biológicos (microorganismos
como bactérias, fungos, parasitas, bacilos, vírus e
outros), bem como mantinha contato com pacientes
portadores de doenças infecto-contagiosas e
manuseava materiais contaminados, enquadrando-
se, assim, nos códigos 1.3.2 e 2.1.3 do Decreto
53.831/64 e código 1.3.4, do anexo I, do Decreto
83.080/79. VI. Não tendo a autora implementando o
tempo mínimo de 25 (vinte e cinco) anos, necessários
para a concessão do benefício de aposentadoria
proporcional por tempo de serviço, até a Emenda
Constitucional nº 20, deverá sujeitar-se às regras de
transição previstas no art. 9o, inciso I do "caput" e inciso I,
alíneas "a" e "b", do § 1º, que estabelecem a necessidade
de o segurado contar com 53 (cinquenta e três) anos de
idade, se homem, e 48 (quarenta e oito) anos de idade, se
mulher, bem como o cumprimento de um período
adicional de contribuição, equivalente a 40% (quarenta
por cento) do tempo que, na data da publicação desta
Emenda, faltaria para atingir o limite de 30 (trinta) anos,
para homem, e de 25 (vinte e cinco) anos, para mulher.
VII. In casu, a demandante não preencheu o disposto no §
1°, inciso I, alínea "b", que determina o cumprimento de
período adicional de contribuição, equivalente a 40%
(quarenta por cento) do tempo que, na data da publicação
desta Emenda, faltaria para atingir o limite de 30 (trinta)
anos, para homem, e de 25 (vinte e cinco) anos, para
mulher, tornando-se inviável a concessão do benefício
pleiteado, devendo ser cassada a tutela antecipada
anteriormente concedida. VIII. Sendo os litigantes
vencidos e vencedores concomitantemente, torna-se
indevida a condenação nas verbas de sucumbência,
conforme disposto no caput do artigo 21 do CPC. IX.
Matéria preliminar rejeitada. Apelação do INSS e Remessa
Oficial, tida por interposta, parcialmente providas. (AC
200261260164511, JUIZ WALTER DO AMARAL, TRF3 -
SÉTIMA TURMA, 03/07/2009) (grifo nosso)

19. Conclui-se assim que o fato da profissão da Requerente


não estar expressamente alocada no rol dos Decretos 53.831/64 e
83.080/79, não causa óbice para o reconhecimento como especial da
atividade prestada em exposição permanente à agentes biológicos
diversos, tais como: vírus, fungos, bactérias, sangue, etc., como
expõe o Perfil Profissiográfico Previdenciário de fls..

20. No que diz respeito à alegação do i. Procurador de que a


Requerente “serviria 2 ou 3 refeições diárias”, e que isso não
significaria “contato permanente” com os agentes biológicos, nota-se
que as argumentações trazidas pelo INSS são absurdas.

21. Primeiramente, porque o PPP em nenhum momento diz que


as atividades da Autora se limitavam à servir duas ou três refeições
diárias aos pacientes, como disse mentirosamente o i. Procurador do
INSS à fl..

22. E segundo porque a Requerente, no exercício da função de


servente de hospital, logicamente, não servia apenas um paciente por
dia, o que se conclui até mesmo por uma questão de bom senso.

23. A Autora, na verdade, servia vários pacientes internados no


hospital durante toda a sua jornada de trabalho, bem como servia os
funcionários da S. C., sendo evidente que tinha, sim, contato
permanente com os agentes agressivos à saúde e/ou integridade de
ordem biológica.

24. Ressalta-se ainda que os PPP`s emitidos pelo hospital,


tratam igualmente todos os períodos trabalhados pela Requerente,
seja na função de Servente, Atendente de Enfermagem ou Auxiliar de
Enfermagem, sendo idêntico os dizeres do campo destinado ao relato
da “Exposição a Fatores de Risco”. Como se pode observar às fls.
para todos os períodos trabalhados o PPP aponta exposição à agentes
biológicos, tais como: vírus, fungos, bactérias, sangue, etc..

25. Resta incompreensível, assim, a atitude do INSS de


reconhecer apenas partes desses períodos como especiais para fins
de aposentadoria, quando a especificação dos agentes nos PPP’s é a
mesma para todas as épocas trabalhadas.
26. No mais, há de se observar também que o art. 65 do
Decreto 3.048/99 explicita qual o critério deve ser utilizado para que
se considere ou não a atividade especial como permanente. Vejamos:

Art. 65. Considera-se trabalho permanente, para efeito


desta Subseção, aquele que é exercido de forma não
ocasional nem intermitente, no qual a exposição do
empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado
ao agente nocivo seja indissociável da produção do
bem ou da prestação do serviço. (Redação dada pelo
Decreto nº 4.882, de 2003) (grifo nosso)

Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos


períodos de descanso determinados pela legislação
trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento
decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou
aposentadoria por invalidez acidentários, bem como aos
de percepção de salário-maternidade, desde que, à data
do afastamento, o segurado estivesse exercendo
atividade considerada especial. (Incluído pelo Decreto nº
4.882, de 2003)

27. Vê-se que o art. 65 do Decreto 3.048/99 claramente aponta


que trabalho especial permanente é todo aquele no qual a
exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do
cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do
bem ou da prestação do serviço.

28. No caso da Requerente, que de 05.02.1976 à 05.05.1988


trabalhou como servente de hospital, lavando louças e servindo
diretamente alimentos à pacientes e funcionários, é impossível
imaginar que a mesma conseguiria cumprir com suas obrigações sem
contato com os doentes, objetos infectados ou até mesmo
funcionários que tiveram contato com pessoas doentes, sendo assim,
a exposição aos agentes nocivos é evidentemente indissociável da
execução de seu serviço como exige o art. 65 do Decreto 3.048/99.

29. Em última análise, até mesmo o trânsito nos corredores


dos hospitais, que a Requerente era obrigada a realizar, é motivo
para a consideração de sua atividade como especial, posto que, por
ali, várias vezes ao dia, circulam pessoas doentes ou que tiveram
contato com os pacientes infectados.
30. Claramente, a exposição aos agentes biológicos durante
todo o período de trabalho no período de 1976 a 1988 era inevitável e
permanente!

DA CARACTERIZAÇÃO COMO ESPECIAL DO PERÍODO


TRABALHADO PELA REQUERENTE DE 06.03.1997 A
19.06.2006

31. No que condiz ao período de 06.03.1997 a 19.06.2006,


trabalhados pela Requerente como Auxiliar de Enfermagem em
exposição à vírus, fungos, bactérias, sangue, etc. (PPP de fls.), o INSS
alega em sua defesa que esse tempo de serviço não deve ser
considerado especial, posto que, a contar de 29.04.1995, data de
início da vigência da Lei 9.032/95, tem-se por incabível a
caracterização de tempo de serviço especial por atividade
profissional, devendo o segurado comprovar a efetiva exposição aos
agentes agressivos de forma permanente, neste caso, à doenças
infecto-contagiosas ou material contaminado.

32. Alega ainda que os atos do INSS possuem presunção de


legalidade e que a Requerente não haveria comprovado os fatos
constitutivos de seu direito, na forma do art. 333, inciso I, do CPC.

33. Ora, Excelência, em sua petição inicial a Autora em


nenhum momento requer que sua atividade seja considerada como
especial apenas por estar alocada como Auxiliar de Enfermagem.

34. Muito pelo contrário, a Requerente demonstra através do


PPP de fls. que durante seu trabalho de 06.03.1997 (data de edição
do Decreto 2.172/97) a 19.06.2006 (data de sua aposentadoria)
esteve exposta aos agentes biológicos: vírus, fungos, bactérias,
sangue, dentre outros.

35. Portanto, não deve prevalecer a alegação do INSS de que


não restou comprovada à exposição da Requerente aos agentes
nocivos a sua saúde e/ou integridade física que, neste caso, inclusive,
é perfeitamente enquadrável no item 3, do Anexo IV, do Decreto
3.048/99.

36. Quanto à necessidade de que a Requerente tenha tido


contato com pacientes portadores de doenças contagiosas e com
materiais contaminados para que o período seja considerado especial,
apontada pelo INSS às fls., nota-se que o PPP (fl. dos autos)
expressamente diz que a Requerente realizava “transporte de macas
e higienização de pacientes, manipulação e acondicionamento de
roupas sujas em recipientes adequados, aplicação de soro e injeções,
pequenos curativos”, tendo, portanto, preenchido essa condição.

37. Por fim, a alegação de que os atos administrativos do INSS


têm presunção de legalidade, seria cômica se não fosse trágica!

38. Se a Autarquia agisse tão corretamente como diz seu i.


Procurador, certamente não seria uma das maiores rés do nosso país,
respondendo em 2008, aproximadamente cinco milhões de processos
em todo o território nacional.

39. Dito isso, os fatos constitutivos do direito da Requerente


encontram-se perfeitamente comprovados através dos documentos
de fls., ao contrário do que diz o Requerido à fl. dos autos, merecendo
assim, a presente ação ser julgada totalmente procedente para que
se transforme a aposentadoria por tempo de contribuição
proporcional concedida à Requerente em aposentadoria especial, ou,
sucessivamente, para que se determine a conversão do período
reconhecido em comum.

DA DATA DE INÍCIO DA CONCESSÃO DA APOSENTADORIA


ESPECIAL

40. Requer o INSS em sua defesa que a data do início da


aposentadoria especial da Autora seja em 05.01.2010, data em que
se desligou de sua empregadora, posto não poder exercer atividade
em exposição à agentes nocivos após a concessão da aposentadoria
especial.

41. Inicialmente, salienta-se que o art. 57, § 2º da Lei 8.213/91


realmente proíbe o exercício de atividade especial por aquelas
pessoas que já se aposentaram na modalidade especial, mas, este
não o caso da Autora.

42. A Requerente, em verdade, estava e ainda está


aposentada, segundo entendimento do próprio INSS comprovado na
Carta de Concessão de fls., por tempo de contribuição proporcional,
motivo pelo qual não há óbice para que continuasse a exercer
atividade especial.

43. Sob outro prisma, o Requerido, agora, quer se beneficiar de


sua própria torpeza: concedeu uma aposentadoria em valor menor à
Requerente - o que a obrigou a continuar trabalhando - e, depois de
tudo isso, quer limitar a data de concessão de sua aposentadoria
especial à 05.01.2010, quando se desligou de seu trabalho.

44. Observa-se também que o INSS não traz provas nos autos
de que a atividade exercida pela Requerente após a concessão de
sua aposentadoria era especial. E mais: mesmo que existam laudos
que digam que tais atividades eram especiais, quem nos garante que
a Autarquia assim entenderia?!

45. A resposta e prova de que muito provavelmente o INSS não


iria considerar como especial este período trabalhado após a
aposentadoria são suas próprias alegações quanto ao tempo
trabalhado pela Autora de 06.03.1997 até a data de sua
aposentadoria.

46. O período não foi considerado como especial pelo INSS


administrativamente e este ainda resiste em reconhecê-lo como tal,
como se pode observar de uma breve leitura de sua defesa.

47. Com a devida vênia, veja douto Julgador: o próprio INSS,


em sua defesa, especificamente 56/57 diz que o fato de a Requerente
exercer a atividade de Auxiliar de Enfermagem não comprova a
exposição à agentes nocivos à saúde e/ou integridade física. No
entanto, nesse momento, para escapar do pagamento das diferenças
devidas à Autora, alega, informalmente, ou seja, sem comprovar a
averbação desse tempo trabalhado após a aposentadoria como
especial, que a atividade foi prestada em exposição à agentes
perniciosos..

48. As afirmações do Requerido são, no mínimo, muito


contraditórias e atentatórias à dignidade da pessoa humana da
Requerente, atingindo, inclusive, sua moral, pois, repita-se, a Autora
continuou trabalhando para complementar a renda familiar porque
sua aposentadoria foi concedida em valor baixíssimo. Agora, o
Instituto-réu tenta se esquivar do pagamento das diferenças das
mensalidades vencidas!

49. Esclarece-se, novamente, Excelência, que a Requerente,


após sua aposentadoria, continuou a trabalhar como Auxiliar de
Enfermagem, sim, pois não lhe era aplicável a proibição do art. 57, §
2º da Lei 8.213/91.

50. Para finalizar, outro aspecto importante é que a discussão


de que o trabalho da Requerente após a aposentadoria por tempo de
contribuição proporcional era especial ou não, foge aos limites da
presente lide, na forma do art. 128 do CPC, sendo vedada, portanto,
sua análise por esse nobre Julgador.

DA CORREÇÃO MONETÁRIA E DOS JUROS

51. A Autarquia-ré pleiteia que a correção monetária das


verbas devidas seja realizada em consonância com a nova redação do
artigo 1º-F da Lei 9.494/97 conferida pela Lei 11.960/2009.

52. Inobstante, a Lei 11.960/2009 que alterou a redação do


artigo 1º-F da Lei 9.494/97, não apresenta efeitos retroativos, razão
pela qual a nova metodologia e critérios deverão ser aplicados
somente a partir do início de sua vigência, que ocorreu em 30 de
junho de 2009, data de publicação no Diário Oficial da União.

53. Ainda que seja norma de ordem pública, neste caso, sua
aplicabilidade está condicionada à data da sua entrada em vigor no
ordenamento jurídico. Por conseguinte, no que tange a aplicação dos
juros de mora no período anterior à 30.06.2009 (data do início da
vigência da nova redação do artigo 1º-F da Lei 9.494/97), esta deve
ser realizada no importe de 1% (um por cento ao mês).

54. Destaca-se que ao presente caso não se aplica a redação


antiga do artigo 1º-F da Lei 9.494/97 que determinava a aplicação de
juros no importe de 0,5% ao mês, posto que o referido dispositivo
legal preceituava que “os juros de mora, nas condenações impostas à
Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias
devidas a servidores e empregados públicos, não poderão
ultrapassar o percentual de seis por cento ao ano.

55. Assim, a hipótese discutida nos presentes autos não se


refere a verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados
públicos, razão pela qual o dispositivo em voga não pode ser aplicado
ao presente caso para atualização das verbas devidas anteriormente
à data da publicação da Lei 11.960/2009 que alterou a redação do
artigo 1º-F da Lei 9.494/97.

56. Desta forma, até a data de entrada em vigor da Lei


11.960/2009 que alterou o disposto no artigo 1º F da Lei 9.494/97,
devem ser aplicados os juros de mora no importe de 1% (um por
cento) ao mês e, se for o caso, somente a partir de 30 de junho de
2009, devem ser aplicados os índices oficiais de remuneração básica
e juros aplicados à caderneta de poupança.
DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

57. Pugna o Réu pela condenação dos honorários advocatícios


de no máximo 5% (cinco por cento) do valor da condenação,
fundamentando seu pleito no artigo 20, § 4º, do CPC.

58. Entretanto, tal pleito não merece ser acolhido tendo em


vista que o referido montante não satisfaz o grau de zelo do
profissional, o lugar da prestação do serviço, a natureza e a
importância da causa, bem como o trabalho realizado pelo advogado
e o tempo despendido para o seu serviço.
59. Desta forma, o douto Julgador deve observar a regra
contida no artigo 20, § 3º, do CPC, que estabelece que os honorários
advocatícios devem ser fixados entre o mínimo de 10% (dez por
cento) e o máximo de 20% (vinte por cento).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

60. Diante do exposto, de forma clara e sucinta, nos termos da


exordial, a Autora requer seja a presente ação julgada totalmente
procedente, condenando o INSS a transformar sua aposentadoria por
tempo de contribuição proporcional em aposentadoria especial ou,
sucessivamente, a converter o período reconhecido como de
atividade especial em comum e, consequentemente, promover o
recálculo da aposentadoria da Requerente, como medida de direito e
da mais lídima justiça!

61. Por fim, requer-se ainda, quando do proferimento de


sentença, a concessão da tutela específica prevista no artigo 461 do
CPC, perfeitamente adequada ao caso concreto, posto a
implementação do benefício correto ou o recálculo da aposentadoria
tratar-se de ação de obrigação de fazer.

Termos em que,
Pede Deferimento.

Local e data.

______________________________________________
Nome do Advogado e n. da OAB