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André Bazin

André Bazin, renomado crítico e um dos fundadores da Cahiers Du Cinemá,


busca nestes dois textos, ir fundo no que constitui a linguagem cinematográfica e
inclusive o que originou o cinema: a fotografia. Bazin analisa os aspectos psicológicos
que levaram os homens a querer mais e mais na construção de “algo” que criasse uma
imagem idêntica e “imortal” do objeto ou pessoa em questão. Algo que ele relaciona
com os faraós e sua busca pela vida eterna. Essa vaidade do ser humano que busca ver a
si mesmo, ou ao que gosta, paralisado no tempo. Eterno. Vaidade aliada à perfeição.

Sendo assim, Bazin deixa claro que nós (Seres humanos) temos gosto pela
eternidade e por um apuro visual. Relacionando os dois textos de Bazin podemos notar
que ele nos mostra um ponto em comum na busca da perfeição da imagem e da
linguagem. Não basta, para nós, a imagem. Queremos a melhor imagem e a mais
“bonita” aos olhos. Buscamos sempre a perfeição e é possível que a cada momento
estejamos aperfeiçoando mais e mais, seja o olhar ou aquilo que captura o nosso olhar.

Bazin toma como um dos pontos principais da evolução da linguagem


cinematográfica (é arriscado dizer que o é o principal, mas enfim...) a montagem. A
imagem também e seu expressionismo, para ele, são pontos cruciais na formação de um
todo que leva o espectador a buscar o cinema ao longo dos anos. A inteligência de
diretores, como Orson Welles, ao usarem cenas muito bem montadas contrastando com
longos planos sequência, mostra que o cinema é uma arte com altos níveis de
experimentação que chegou a sua forma passando por vários e vários períodos até
encontrar sua sustentação nos anos 40 e seus gêneros bem definidos. Gêneros que fazem
sucesso até hoje e que ainda podem funcionar (e muitos ainda funcionam) com o
público.

Como muitos insistem em dizer que o cinema morreu com o advento do som ou
que ele se tornou “menos fantástico” após tal descoberta, Bazin deixa claro de que não é
bem assim. Ao reconhecer que durante o período “mudo” do cinema tivemos grandes
saltos na linguagem cinematográfica, como as experimentações de montagem feitas por
Sergei e Grifith e que ainda são aproveitadas, de uma forma ou de outra, pelo cinema
falado. O fato é que mesmo com a evolução da linguagem (e decupagem) do cinema
desde então, ele mesmo busca nos primórdios toda uma gama de conhecimentos, toda
uma base, pois é impossível pensar o cinema de agora renegando o passado e tudo que o
tornou o que ele é hoje. Trata-se de uma evolução “do bem” uma evolução que busca o
melhor para toda a sétima arte.

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Teoria do Cinema I

Professora: Fátmarlei Lunardelli

Felipe Iesbick

Canoas, 16 de novembro de 2010.