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Estrutura geral do trato digestivo

O sistema digestivo, composto pela cavidade oral, trato alimentar e


glândulas associadas, atua na ingestão, mastigação, deglutição, digestão e
absorção dos alimentos, assim como na eliminação dos remanescentes não-
digeríveis. As regiões do sistema digestivo possuem estruturas capazes de
realizar essas diversas funções.
Todos os componentes do trato digestivo apresentam certas
características estruturais em comum. Trata-se de um tubo oco composto por
uma luz, ou lúmen, cujo diâmetro é variável, circundado por uma parede
formada por quatro camadas distintas: mucosa, submucosa, muscular e
serosa.

Cavidade oral

A cavidade oral é recoberta pela mucosa oral, composta de um epitélio


estratificado pavimentoso úmido, que pode ser queratinizado, não-
queratinizado ou paraqueratinizado, e um tecido conjuntivo subjacente. As
regiões da cavidade oral que estão expostas a consideráveis forças de fricção
e de atrito (gengiva, língua e palato duro) são recobertas por uma mucosa
mastigatória, composta por um epitélio estratificado pavimentoso
paraqueratinizado, com um tecido conjuntivo denso não modelado subjacente.
O restante da cavidade oral é recoberto por uma mucosa de revestimento,
composta por epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado superposto
a um tecido mais frouxo e menos fibroso de tecido conjuntivo denso não
modelado.
Os ductos principais dos três pares de glândulas salivares maiores se
abrem na cavidade oral, transportando a saliva para umedecer a boca. São
elas: parótidas, submandibulares e sublinguais. Essas glândulas produzem e
liberam a enzima amilase salivar, além de lactoferrina, lisozima e
imunoglobulina A.
É na cavidade oral que os alimentos são umedecidos, mastigados e
isolados pela língua, formando massas esféricas de aproximadamente 2 cm de
diâmetro chamadas de bolo alimentar. Esse bolo alimentar é forçado pela
língua em direção a faringe para ser deglutido.

Lábios

O eixo central dos lábios é composto por fibras musculares estriadas


esqueléticas que são responsáveis pela mobilidade dos lábios. O lábio possui
três regiões: a face externa, a zona de transição e face interna.
A face externa do lábio é coberta por pele delgada, contém glândulas
sudoríparas, folículos pilosos e glândulas sebáceas. A zona de transição ou
borda vermelha é desprovida de glândulas sudoríparas e folículos pilosos. A
interface entre o epitélio e os componentes do tecido conjuntivo é altamente
desenvolvida conferindo a cor rosada ao lábio. A face interna ou mucosa do
lábio está constantemente umedecida e é recoberta por epitélio estratificado
pavimentoso não-queratinizado e o tecido conjuntivo subepitelial é frouxo e
abriga muitas glândulas mucosas.

Dentes

Os seres humanos possuem dois conjuntos de dentes: vinte dentes


decíduos, os quais são substituídos por trinta e dois dentes permanentes,
divididos em vinte dentes sucessores e doze molares. Os dentes são
igualmente distribuídos entre as arcadas maxilar e mandibular.
Cada dente está suspenso em sua cavidade óssea, o alvéolo dentário,
por um tecido conjuntivo denso modelado, o ligamento periodontal. A gengiva
também sustenta o dente. A porção do dente que é visível na cavidade oral é
denominada coroa clínica, enquanto a região contida no alvéolo chama-se raiz.
A porção entre a coroa e a raiz é o colo. Todo o dente é composto por polpa
dentária, tecidos mineralizados e tecido conjuntivo frouxo. A polpa localiza-se
na cavidade pulpar.
• Componentes mineralizados:

Os tecidos mineralizados que compõem o dente são o esmalte, a


dentina e o cemento. A dentina circunda a câmara pulpar e o canal radicular,
sendo coberta na coroa pelo esmalte e na raiz pelo cemento. O esmalte e o
cemento se encontram ao nível do colo do dente formando a junção amelo-
cementária.

• Polpa:

A polpa do dente é composta por um tecido conjuntivo frouxo de


consistência gelatinosa, que é rico em proteoglicanos e glicosaminoglicanos,
possui um extenso suprimento vascular e nervoso e apresenta elementos
linfáticos. A polpa se comunica com o ligamento periodontal através do forame
apical por onde entram e saem os vasos e nervos.
A polpa é subdividida em três zonas: a zona odontoblástica, que é a
região mais externa da polpa, composta por uma única camada de
odontoblástos; a zona livre de células, que é a camada profunda da zona
odontoblástica; a zona rica em células, que é a zona mais profunda da polpa,
constituída por fibroblastos e células mezenquimais.

• Odontogênese:

A odontogênese começa com o aparecimento da lâmina dentária,


envolvida por ectomezenquima derivado das cristas neurais dos processos
mandibular e maxilar. Ocorre em estágios: estágio de botão, estágio de capuz,
estágio de campânula e estágio aposicional. Em seguida ocorre a formação da
raiz.
Periodonto

Os componentes do periodonto são o ligamento periodontal, o alvéolo e


a gengiva.

• Ligamento periodontal:

O ligamento periodontal está localizado na região entre o cemento da


raiz e o osso alveolar. O espaço do ligamento periodontal possui menos de 0,5
mm de largura. É composto de fibras de colágeno do tipo I que estão dispostas
em padrões específicos para absorver e contrabalançar as forças da
mastigação.
Os fibroblastos são as células mais abundantes do ligamento periodontal
pois, não somente produzem colágeno, como também promovem a reabsorção
das fibras colágenas, sendo portanto responsáveis pela alta taxa de renovação
do colágeno.
No ligamento periodontal encontram-se fibras autônomas que regulam o
diâmetro das arteríolas; fibras de dor, que medeiam a sensação de dor; e fibras
proprioceptivas, que são responsáveis pela orientação espacial.

• Alvéolo:

O alvéolo é a cavidade óssea delimitada pelo osso alveolar. O processo


alveolar é dividido em compartimentos conhecidos como alvéolos que abrigam
a raiz do dente. Os alvéolos adjacentes são separados por um septo ósseo
interalveolar.
Artérias nutridoras circulam em canais de tecido ósseo trabecular
suprindo o osso alveolar.

• Gengiva:

Seu epitélio estratificado pavimentoso pode ser totalmente ou


parcialmente queratinizado devido à exposição a forças de fricção. Abaixo do
epitélio encontra-se um tecido conjuntivo denso não modelado rico em fibras de
colágeno do tipo I.
À medida que o epitélio da gengiva se aproxima do dente ele realiza
uma curva, prossegue apicalmente, e então se liga a superfície do esmalte
através de hemidesmossomas. A região do epitélio gengival que se une à
superfície do esmalte é conhecida como epitélio juncional.

Palato

As cavidades oral e nasal são separadas uma da outra pelo palato duro
e pelo palato mole. O palato duro, posicionado anteriormente, é imóvel e
recebe esse nome devido à superfície óssea que o sustenta. Em contraste, o
palato mole é móvel, e seu eixo é ocupado por músculo esquelético,
responsável por seus movimentos.
A mucosa mastigatória na face oral do palato duro é composta por um
epitélio estratificado pavimentoso queratinizado úmido recobrindo um tecido
conjuntivo denso não modelado.
A superfície oral do palato mole é recoberta por mucosa de
revestimento, composta por um epitélio estratificado pavimentoso não-
queratinizado e um tecido conjuntivo frouxo subjacente que abriga glândulas
salivares menores.

Língua

A língua é a maior estrutura da cavidade oral. Sua mobilidade deve-se à


grande massa de fibras musculares esqueléticas entrelaçadas que compõem a
maior parte de sua estrutura. As fibras musculares podem ser classificadas em
dois grupos: os músculos extrínsecos, que se originam fora da língua e são
responsáveis pelo movimento da mesma para fora e para dentro da boca,
assim como, de lado a lado; e os músculos intrínsecos, que se originam dentro
da língua e se inserem nela e são responsáveis pela alteração de seu formato.

• Papilas linguais

As papilas linguais são de quatro tipos: filiformes, fungiformes, foliadas e


circunvaladas. Elas estão todas localizadas anteriormente ao sulco terminal na
superfície dorsal ou lateral da língua.
As papilas filiformes são estruturas delicadas que concedem uma
aparência aveludada à superfície dorsal e estão em quantidade numerosa.
Essas papilas são cobertas por epitélio estratificado pavimentoso
queratinizado, auxiliam a raspar o alimento de uma superfície e não possuem
botões gustativos
As papilas fungiformes se assemelham a cogumelos cujo pedículo está
conectado a uma área mais larga voltada para a superfície da língua. O
revestimento epitelial dessas papilas é estratificado pavimentoso não-
queratinizado. São visíveis na forma de pontos vermelhos distribuídos
aleatoriamente entre as papilas filiformes. As papilas fungiformes possuem
botões gustativos na face dorsal da sua porção mais larga.
As papilas foliadas estão localizadas ao longo da porção póstero-lateral
da língua. Essas papilas possuem botões gustativos funcionais no recém-
nascido, porém estes botões degeneram por volta do terceiro ano de vida.
Existem de oito a doze papilas circunvaladas que se organizam em
forma de V imediatamente anterior ao sulco terminal.
Esôfago

O esôfago é um tubo muscular de aproximadamente 25 cm de comprimento,


que transporta o bolo alimentar da orofaringe para o estômago. Ao longo da
sua extensão, sua mucosa apresenta pregas longitudinais com sulcos
intermediários que dão a impressão de seu lúmen estar obstruído.

• Mucosa:

A mucosa do esôfago é constituída de três camadas: epitélio, lâmina


própria e camada muscular da mucosa.
O lúmen do esôfago, revestido por um epitélio pavimentoso estratificado
não-queratinizado, geralmente encontra-se colabado, abrindo-se somente
durante o processo de deglutição. O epitélio se regenera de forma mais lenta
que o restante do trato gastrointestinal, as células levam em torno de três
semanas após sua formação para alcançar a superfície livre. Estas células
também sintetizam as moléculas do complexo principal de histocompatibilidade
da classe II.
A lâmina própria apresenta glândulas cárdicas esofágicas, as quais são
encontradas próximo da faringe e próximo à junção do esôfago com o
estômago.
As glândulas cárdicas esofágicas produzem um muco que cobre o
revestimento do esôfago, lubrificando-o para proteger o epitélio à medida que o
bolo alimentar passa para o estômago.

• Submucosa:

A submucosa do esôfago é constituída de tecido conjuntivo fibroelático,


mais fibroso que o tecido conjuntivo frouxo da lâmina própria. O esôfago e o
duodeno são as duas únicas regiões do tubo digestivo que contém glândulas
na submucosa, as glândulas esofágicas propriamente ditas.
As células mucosas têm núcleos achatados basais e acúmulos apicais
de grânulos de secreção preenchidos com muco. As células serosas têm
núcleos arredondados e centrais e os grânulos de secreção destas células
contém pepsinogênio e lisozima. Os ductos destas glândulas lançam suas
secreções no lúmen do esôfago.

• Túnica muscular externa e adventícia:

A túnica muscular externa do esôfago está disposta em duas camadas,


circular interna e longitudinal externa. Estas camadas musculares não são
usuais, pois são compostas por fibras musculares lisas e estriadas
esqueléticas. A túnica muscular externa do terço superior do esôfago possui
essencialmente músculo esquelético; o terço médio possui músculo esquelético
e liso; e o terço inferior possui somente fibras musculares lisas.
O esôfago é coberto por uma adventícia até ultrapassar o diafragma,
após o qual o órgão é coberto por uma serosa.

Estômago

O estômago é um órgão exócrino e endócrino que digere os alimentos e


secreta hormônios. Distinguem-se no estômago três áreas com estruturas
histológicas e funcionais diferentes: região do cárdia (zona de transição entre o
esôfago e o estômago), região gástrica (abrange regiões do fundo e corpo
gástrico) e região pilórica (zona do estômago que o delimita com o duodeno).
A diferenciação histológica dessas três regiões do estômago é feita
exclusivamente pelas características microscópicas de suas túnicas mucosas,
uma vez que as demais túnicas apresentam idêntica constituição. Para fazer tal
diferenciação, deve-se analisar a profundidade das depressões (fovéolas ou
fossetas gástricas) formadas por invaginações do epitélio de revestimento do
estômago para dentro da lâmina própria, e o aspecto e os tipos celulares das
glândulas que são encontradas na lâmina própria das 3 regiões.
Na região cárdica a fosseta e glândula apresentam aproximadamente a
mesma proporção; na região gástrica a fosseta é curta e a glândula longa; e na
região pilórica a fosseta é longa e a glândula curta.
• Região cárdica:

As glândulas cárdicas são encontradas ao redor da abertura do esôfago no


estômago. São tubulosas compostas e secretam muco.

• Região do corpo e do fundo

Apresentam lâmina própria completamente preenchida por glândulas gástricas


ou fúndicas, ocupando os 80% proximais do estômago. Em cada fosseta
gástrica desembocam três a sete glândulas fúndicas. Essas glândulas
secretam ácido clorídrico, pepsinogênio, fator intrínseco e muco.
A glândula gástrica típica é composta por três tipos de células:
- células mucosas do colo, que secretam, principalmente, muco, bem como
algum pepsinogênio;
- células principais, que secretam grandes quantidades de pepsinogênio
- células parietais, que secretam ácido clorídrico e fator intrínseco.
- Células argentafins, distribuídas por entre as células principais.
• Região pilórica

As glândulas pilóricas localizam-se na porção antral do estômago, ocupando os


20% distais deste. São glândulas tubulosas simples ramificadas, altamente
enoveladas.
Apresentam 3 tipos de células:
- células mucigênicas
- células argentafins
- células produtoras de gastrina ( ou células “G”).
Secretam, principalmente, muco para a proteção da mucosa pilórica, bem
como algum pepsinogênio e sobretudo, o hormônio gastrina. A gastrina
estimula a secreção e o aumento do número das células parietais. Ela
apresenta-se sob 2 formas polipeptídicas: G17 e G32 ( isto é, gastrinas com 17
e 32 resíduos de aminoácidos, respectivamente).

O estômago apresenta as seguintes camadas:

• Túnica mucosa:
- Epitélio cilíndrico simples, mucoso, de secreção contínua. No orifício cárdico,
esse epitélio muda abruptamente para para pavimentoso estratificado do
esôfago, e no orifício pilórico continua-se com o epitélio cilíndrico do duodeno.
- Lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo, contendo glândulas cárdicas,
gástricas e pilóricas, conforme a região considerada
- Muscular da mucosa com fibras musculares lisas longitudinais
externamente e circulares internamente

Túnica submucosa
- Tecido conjuntivo frouxo com vasos e nervos
- Plexo Submucoso ou de Meissner

Túnica muscular
Apresenta 3 camadas de músculo liso:
- Fibras longitudinais externas (concentradas ao longo das curvaturas)
- Fibras circulares médias (circulam o corpo do estômago, e sua espessura
aumenta bastante no piloro, onde forma o esfíncter pilórico)
- Fibras oblíquas internas (formam uma camada incompleta)

• Túnica serosa:
Está representado por um mesotélio, isto é, pelo folheto visceral do peritôneo
(epitélio pavimentoso simples), assentado sobre um tecido conjuntivo frouxo

Retirado de : TRATADO DE HISTOLOGIA EM CORES – Leslie P. GARTNER


e James L. HIATT, 3ª edição – editora elsevier