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ARGUMENTOS CONTRA EUTANÁSIA

De acordo com os partidários contra a eutanásia, a vida é um bem


inalienável. Pertence não só ao individuo, isoladamente, basta que
se pratique um ato contra a pessoa para que se verifique esta
verdade. Todos têm o direito de dizer: fulano fez bem, ou fez mal, a
censura social, aos nossos atos, é uma prova de que a nossa vida
não é um bem isolado.

Deus dá o dom à vida e somente Ele pode dar a morte. Além disso,
não é licito negar a um paciente a prestação de cuidados vitais, sem
os quais seguramente morreria, ainda que sofra de um mal
incurável, nem é lícito renunciar a cuidados ou tratamentos
proporcionados e disponíveis, quando se sabe que estes são
eficazes, mesmo que só parcialmente, como também não se deve
negar a doente em coma se existir alguma possibilidade de
recuperação.

A legalização da eutanásia supõe o primeiro passo de um processo


lógico inevitável. Para conseguir sua aceitação , jura-se e perjura-se
que somente será aplicada naqueles casos extremos. No entanto,
uma vez admitido o principio, forjar-se-á, de forma natural, uma
mentalidade que tirará a importância do ato de eutanásia, pois,
assim que se extinguir a proibição, o que antes estava vedado se
converterá em uma prática comum até o ponto de parecer, aos
olhos de todos, algo normal.

A legalização da eutanásia afeta sobremaneira o vinculo social.


Basta perceber que a prática da medicina se modificará
consideravelmente, pois a partir da legalização, os médicos
disporão de um novo poder, ou seja, administrar a morte. Logo, a
legalização da eutanásia não é uma questão de ética pessoal, mas
depende sem dúvida de uma ética sócio – política. É, portanto
perfeitamente plausível a sua proibição com o fim de proteger os
interesses públicos legítimos.

Outro risco, é que essa legalização possa induzir os médicos que a


praticam uma banalização, o que acarretaria uma quebra da relação
de confiança e dialogo existentes entre o médico e paciente. Um
enfermo terminal que peça a eutanásia atua de maneira sensata e
digna, contrariamente ao que ocorre com o jovem depressivo ou o
desempregado angustiado.
Em suma, dar um passo em prol da eutanásia significa consagrar a
idéia de banalização ao valor da vida e a dignidade humana.

Leocir Pessini, ex-capelão do Hospital das Clínicas, em São Paulo,


e autor de diversas obras sobre Bioética, representando a Igreja
Católica, que tem uma postura radicalmente contra, admite a
relevância desse tipo de discussão. Em suas obras, PESSINI
(1990) admite haverem argumentos a favor da eutanásia mas
sempre com parcimônia para não ferir os preceitos católicos.
Defende que o que interessa ao homem não é uma vida truncada,
quase-vegetativa, mas sim a qualidade de vida. Por outro lado,
expõe o ponto-de-vista da moral católica, como que a eutanásia
fere a concepção Cristã da vida, do sofrimento e da morte; expõe a
"Declaração sobre a eutanásia do Vaticano" (1980), que é
categoricamente contra, afirmando:

Poderíamos dizer que eutanásia é terminar deliberadamente a vida


de alguém que sofre demais ou está condenado a uma
degeneração progressiva. É a chamada morte piedosa ou suicídio
assistido. A Igreja é frontalmente contra essa realidade, porque
defende a vida. Na mesma Declaração sobre a Eutanásia é dito: ‘A
vida humana é o fundamento de todos os bens, a fonte é a
condição necessária de toda a atividade humana e de toda
convivência social. Se a maior parte dos homens considera que a
vida tem um caráter sagrado e admite que ninguém pode dispor
dela a seu bel-prazer, os crentes vêem nela também um dom do
amor de Deus, que eles têm a responsabilidade de conservar e
fazer frutificar. Nada ou ninguém pode autorizar que se dê a morte a
um ser humano inocente, seja ele feto ou embrião, criança ou
adulto, velho, doente incurável ou agonizante. A ninguém é
permitido requerer este gesto homicida para si ou para outro
confiado à sua responsabilidade, nem sequer consenti-lo, explícita
ou implicitamente. Trata-se, com efeito, de um crime contra a vida e
de um atentado contra a Humanidade.

Em suma, Pessini não se posiciona nem contra nem a favor de tal


prática, apenas relata seus prós e contras.
A posição da Igreja Católica em relação à eutanásia tem sido
expressa nas declarações papais e outros documentos, partindo-se
da prescrição normativa ínsita nos dez mandamentos "não
matarás", não obstante ela expressamente refuta a chamada
distanásia e seus excessos exorbitantes.

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