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NÚCLEOS MUSEOLÓGICOS

DA GLÓRIA DO RIBATEJO

NÚCLEOS MUSEOLÓGICOS DA GLÓRIA DO RIBATEJO Casa Tradicional Museu Etnográfico

Casa Tradicional

NÚCLEOS MUSEOLÓGICOS DA GLÓRIA DO RIBATEJO Casa Tradicional Museu Etnográfico

Museu Etnográfico

ASSOCIAÇÃO PARA A DEFESA DO PATRIMÓNIO ETNOGRÁFICO E CULTURAL DA GLÓRIA DO RIBATEJO (A.D.P.E.C)

ETNOGRÁFICO E CULTURAL DA GLÓRIA DO RIBATEJO (A.D.P.E.C) Objectivos da ADPEC: - foi criada legalmente em

Objectivos da ADPEC:

- foi criada legalmente em 24 de Outubro de 1986

- é uma associação sem fins lucrativos

- tem como objectivos a recolha, defesa,

preservação e divulgação do património

cultural e etnográfico de Glória do Ribatejo

- dinamizar e divulgar os estudos

históricos, etnológicos e antropológicos

da freguesia,

- possibilitar à comunidade local e em especial à população juvenil o conhecimento dos testemunhos

históricos dos seus antepassados

Trabalho desenvolvido:

- Criação dos núcleos museológicos: “Casa Tradicional” e o “Museu Etnográfico”

- recolha de objectos de interesse museológico

- recolha fotográfica e criação do Arquivo Fotográfico

- organização de exposições temáticas

- acompanhamento a visita de estudos aos núcleos museológicos

- edição de folhetos sobre os núcleos museológicos

- apoio a estudantes dos diferentes graus de ensino

museológicos - edição de folhetos sobre os núcleos museológicos - apoio a estudantes dos diferentes graus
museológicos - edição de folhetos sobre os núcleos museológicos - apoio a estudantes dos diferentes graus

CASA TRADICIONAL

CASA TRADICIONAL A casa tradicional de Glória do Ribatejo, foi criada em 1988, pela Associação para

A casa tradicional de Glória do Ribatejo,

foi criada em 1988, pela Associação

para a Defesa do Património Etnográfico

e Cultural de Glória do Ribatejo

(ADPEC), todo espólio que completa este espaço museológico, é fruto das recolhas efectuadas pela ADPEC, junto

da população gloriana.

A ADPEC, ciente do valor patrimonial

deste habitação, adquiriu-a e iniciou um processo moroso de recuperação,

respeitando sempre a traça original, conseguindo deste forma um espaço museológico, que preserva a identidade do ponto de vista habitacional, demonstrando como viviam os seus antepassados.

CASA TRADICIONAL

CASA TRADICIONAL A casa tradicional de Glória do Ribatejo, é feita de adobe, a entrada faz-se

A casa tradicional de Glória do Ribatejo,

é feita de adobe, a entrada faz-se por

uma porta com postigo.

Ao transpormos a porta de entrada, deparamos com duas divisões: a divisão mais espaçosa é constituída

pela cozinha e a “sala de fora”, a outra

divisão é o quarto, sendo a sua privacidade defendida apenas por uma cortina, nas traseiras da casa encontra- se um outro anexo, o quintal onde se destaca o forno de cozer o pão.

CASA TRADICIONAL

a cozinha

CASA TRADICIONAL a cozinha A cozinha funciona como o centro do pequeno mundo familiar, pois era

A cozinha funciona como o centro do pequeno mundo familiar, pois era ao “canto”, que cozinhavam, comiam e se

reuniam, aqui os objectos são

meramente de cariz utilitário, como é caso dos “trapeços”, “mochos” que serviam para se sentarem, e a pequena mesa

das refeições, um objecto de

decoração é a “boneca”, que se encontra na lareira.

CASA TRADICIONAL

“sala de fora”

CASA TRADICIONAL “sala de fora” A “sala de fora”, e considerada o cartão de visita da

A “sala de fora”, e considerada o cartão de visita da casa, aqui o

olhar prende-se logo com a

cantareira, que é uma estrutura em argamassa , onde se guardavam loiças, que raramente são usadas, pois as peças aqui

presentes são herdadas dos seus

antepassados, por isso constituem uma ligação afectiva que não se deve quebrar, neste mesmo espaço está o “pial”, onde

se guardavam os cântaros e as quartas para a água, que a mulher logo de manhã ia buscar à fonte.

CASA TRADICIONAL

“sala de fora”

CASA TRADICIONAL “sala de fora” Na “sala de fora”, encontramos a “mesa do espelho”, onde são

Na “sala de fora”, encontramos a “mesa do espelho”, onde são colocados vários objectos decorativos: garrafas, loiças,

fotografias entre outros. Junto às paredes

destacam-se os baús e arcas para guardarem as roupas e a salgadeira para a carne, nas paredes destacam-se as prateleiras e estanheiras, habitualmente pintadas de cores garridas.

a salgadeira para a carne, nas paredes destacam-se as prateleiras e estanheiras, habitualmente pintadas de cores

CASA TRADICIONAL

quarto

CASA TRADICIONAL quarto Para entrar no quarto, há que desviar uma cortina, nesta divisão destaca-se a

Para entrar no quarto, há que desviar uma cortina, nesta divisão destaca-se a cama de ferro, cujo colchão é cheio com palha de arroz, sendo os lençóis devidamente

ornamentados com bordados

a ponto de cruz. Finalmente neste divisão é visível o pequeno berço, se porventura o casal tivesse mais que um filho, o que era muito usual, estes tinham que dormir numa esteira que era estendida junto ao canto

CASA TRADICIONAL

quintal

CASA TRADICIONAL quintal O último anexo, que constituí este núcleo museológico é o quintal onde uma
CASA TRADICIONAL quintal O último anexo, que constituí este núcleo museológico é o quintal onde uma

O último anexo, que constituí este núcleo museológico é o quintal onde uma

parreira preguiçosa cresce, e onde se encontra o forno de cozer o pão, com

todos os seus utensílios.

“A casa do tipo mais vulgar é a de paredes baixas e chaminé alçada sobre a da frente, havendo entre todas tal uniformidade de altura que os arruamentos se caracterizam por uma harmonia singela destacada pelo

branco caiado.

Não se preocupa cada um em dominar o vizinho pela imponência da sua habitação, e a curva graciosa desta rua larga e limpa, toda branquinha é

como que o reflexo das almas brandas e simples dos seus moradores,

dobrados sobre a gleba a auscutar-lhe a melodia do germinar”

Alves Redol in “Glória uma aldeia do Ribatejo”, p. 81

MUSEU ETNOGRÁFICO

MUSEU ETNOGRÁFICO
a ideia de um museu etnográfico A Glória do Ribatejo pelo seu cariz muito peculiar,
a ideia de um museu etnográfico A Glória do Ribatejo pelo seu cariz muito peculiar,
a ideia de um museu etnográfico A Glória do Ribatejo pelo seu cariz muito peculiar,

a ideia de um museu etnográfico A Glória do Ribatejo pelo seu cariz muito peculiar, reunia um conjunto de valores históricos e etnográficos, que a diferenciavam das restantes localidades.

A endogamia contribuiu de certo modo para a genuinidade e riqueza cultural da

Glória do Ribatejo, contudo a partir das décadas de 60/70, a proliferação da comunicação social, a guerra da ultramar entre outros factores, ditaram a mutação e perda de certos valores tradicionais.

Considerando que esta riqueza se estava a perder, a ADPEC inicia a morosa tarefa de recolhas de peças de cariz museológico. Estas recolhas efectuadas junto da população só foram possíveis graças à colaboração entusiástica da população, que compreendeu os objectivos da associação.

MUSEU ETNOGRÁFICO

Algumas Exposições Temáticas

MUSEU ETNOGRÁFICO

Exposição “Os cingeleiros”

MUSEU ETNOGRÁFICO Exposição “Os cingeleiros”

CARRO DE BOIS

CARRO DE BOIS
CARRO DE BOIS
É Ú Ó
É
Ú
Ó
É Ú Ó

MUSEU ETNOGRÁFICO

Exposição “O Vinho - da cepa ao copo”

MUSEU ETNOGRÁFICO Exposição “O Vinho - da cepa ao copo”

MUSEU ETNOGRÁFICO

Exposição “A meninice – Histórias de infância na Glória do Ribatejo”

MUSEU ETNOGRÁFICO Exposição “A meninice – Histórias de infância na Glória do Ribatejo”

MUSEU ETNOGRÁFICO

Exposição “Quando eles estavam lá fora – Memórias da Guerra do Ultramar na Glória do Ribatejo”

ETNOGRÁFICO Exposição “Quando eles estavam lá fora – Memórias da Guerra do Ultramar na Glória do

MUSEU ETNOGRÁFICO

Exposição “Artes da agulha e do dedal na Glória do Ribatejo”

MUSEU ETNOGRÁFICO Exposição “Artes da agulha e do dedal na Glória do Ribatejo”

MUSEU ETNOGRÁFICO

Exposição “As Festas da Glória”

MUSEU ETNOGRÁFICO Exposição “As Festas da Glória”

GLÓRIA DO RIBATEJO

PASSADO & PRESENTE

“A festa da Senhora da Glória é a mais importante de todas que na aldeia

se efectuam, embora o ciclo se cinja somente, além desta ao Carnaval e

Natal.

Actualmente realizam-se em Setembro quando os cereais foram recolhido

e as bolsas têm alguns cobre mais, mas durante alguns anos faziam-na

pelo Espírito Santo, em cumprimento da promessa de lavradores de

Salvaterra, que por epidemias de bexigas o juraram e cumpriram.(…). No primeiro dia chega a banda contratada, cuja espera se faz à entrada da aldeia, junto a um cruzeiro, que ali erguem de madeira tosca, revestido de

folhas e flores.

A banda dá então a volta ao lugar, cumprimentando os festeiros do último

ano á porta dos quais se ergue a bandeira nacional. Aí como à porta do regedor, estaleja foguetório rijo.

Tudo sai á rua em ar festivo, acompanhando a música, correndo a vê-la

passar marcial, nas encruzilhadas. À noite com foguetões de lágrimas, peças de fogo preso e estalaria de endoidecer o mais são de miolo, as modinhas não cessam de alegrar a

bugalhada”

Alves Redol in “Glória uma aldeia do Ribatejo”,pp. 172 – 173

Quando parti para a Glória uma certeza me acompanhava a de que

em todo Ribatejo calcorreado eram as mulheres dessa aldeia sempre a noivar as mais características no trajo.

Alves Redol in “Glória uma aldeia do Ribatejo”,p. 91

“No concelho de Salvaterra de Magos, por aquela estrada cabisbaixa, que une Marinhais a Coruche, está a Glória. Não conheço em todo Ribatejo percorrido, aldeia que irradie mais simpatia por atributo próprio”

Alves Redol in “Glória uma aldeia do Ribatejo”, p. 33

Autor: Roberto Caneira Data: Dezembro 2011 Créditos fotográficos : Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo e Roberto Caneira

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