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Biologia e Geologia

11º Ano

Tópicos abordados:

- Rochas sedimentares

  • - Génese

    • - Sedimentogénese:

 

-

Meteorização e erosão (Csica e química);

-

Transporte;

-

Sedimentação;

  • - Diagénese:

 

-

Cimentação;

-

Compactação.

  • - Classificação das rochas sedimentares

  • - DetríMcas (herdado)

 

-

Compactadas;

-

Não Compactadas.

  • - Quimiogénicas (neo-formação)

 

-

Calcários de precipitação;

-

Evaporitos.

  • - Biogénicas (neo-formação)

 

-

Calcários biogénicos;

-

Carvão;

-

Petróleo.

- Os fósseis e a reconsMtuição do passado.

- Rochas MagmáMcas

 
  • - Tipos magmas

  • - RiolíMcas;

  • - AndesíMcas;

  • - BasálMcas.

  • - Consolidação do magma

  • - Isomorfismo e polimorfismo;

  • - Diferenciação magmáMca;

  • - Série de Bowen;

  • - Diversidade de rochas magmáMcas

 
  • - Composição;

  • - Textura:

 

-

FaneríMca ou granular;

-

AfaníMca ou agranular.

  • - Cor;

  • - Famílias;

 

- Deformação das rochas

  • - Condicionantes das deformações;

  • - Dobras;

  • - Falhas.

Rochas sedimentares

Ainda te lembras como é que ocorre a génese das rochas sedimentares? Ocorre em duas fases principais, a sedimentogénese e a diagénese. Observa o esquema síntese sobre a formação de rochas sedimentares.

Rochas sedimentares Ainda te lembras como é que ocorre a génese das rochas sedimentares? Ocorre em

A compactação resulta do peso das camadas superiores, que faz com que os espaços (poros) existentes nas rochas vão diminuindo, resultando numa rocha compactada. Por outro lado, a cimentação é um processo através do qual um “cimento” natural se liberta das rochas (ou resulta da diluição de alguns materiais com a água, chamando-se assim matriz), mantendo as rochas consolidas.

Classificação das rochas sedimentares

Existem vários métodos para classificar as rochas sedimentares. O critério mais uMlizado faz

uma divisão de acordo com a sua formação, que as divide em:

  • - Detrí6cas - quando são formadas por detritos de outras rochas pré-existentes;

  • - Químiogénicas - quando a sua formação resulta de um processo químico;

  • - Biogénicas - quando a sua formação é resultado de um processo biológico (ex.: conchas).

Dentro das rochas detrí6cas fazemos ainda a disMnção entre dois Mpos de rochas, as consolidadas (como por exemplo, os arenitos ou conglomerados) e as não consolidadas (como por exemplo, as areias ou argilas). Consolidadas:

  • - Conglomerados - formados por sedimentos de várias dimensões;

  • - Arenito - formado pela união de areias;

  • - Silitos - formado pela união de sedimentos de silte;

  • - Argilitos - formado por grãos de argila.

A lista acima referida está organizada de acordo com o tamanho dos sedimentos que consMtuem cada uma das rochas (Mpos).

Não consolidadas:

  • - Balastros;

  • - Areias;

  • - Argilas;

  • - Siltes.

A consolidação de uma rocha não consolidada origina, muitas vezes, uma rocha consolidada.

Dentro das rochas quimiogénicas, existem dois Mpos principais de rochas, os calcários de precipitação e os evaporitos. Os primeiros resultam da reacção de síntese do carbonato de cálcio (contrária à do processo de meteorização química, a carbonatação), em que se forma carbonato de cálcio (CaCO3) a parMr de H2CO3 (ácido carbónico) e de calcite (Ca+). Esta reacção ocorre muito nas grutas e nos ambientes do Mpo modelado Cársico, devido à presença de CO2 que reage com a água formando

H2CO3.

Por outro lado os evaporitos, que resultam da precipitação química durante o processo de evaporação da água. Durante a evaporação, o volume de água diminui, pelo que a concentração de certas substâncias aumenta. Quando estas substâncias passam o seu ponto de saturação, precipitam, algumas substâncias formando evaporitos, como o gesso (sulfato de cálcio di- hidratado) e o sal-gema (halite, cloreto de sódio).

Dentro das rochas biogénicas existem ainda três Mpos principais de rochas, os calcários de bioformação, o carvão e o petróleo. Os calcários de bioformação resultam da reacção de síntese do carbonato de cálcio (ver acima), aplicada aos seres vivos, como por exemplo, no processo de formação de conchas (ex.:

rudistas). O carvão é resultado da degradação de biorganismos através de processos anaeróbios. É essencial um processo denominado de subsidência (comum ao petróleo; dá-se um afundamento do material), de forma a que os microrganismos aeróbios não possam iniciar a decomposição. A

turfa é um Mpo de carvão mais pobre em carbono, devido ao baixo afundamento (subsidência) que ocorre nestas zonas, maioritariamente pantanosas. Os estados do carbono começam na turfa, que depois se transforma em lignite, passando por betumioso e acabando na antracite, sendo a turfa o que tem a menor quanMdade de carbono fixo, e a antracite a maior. O petróleo resulta maioritariamente da decomposição da parte lipídica da matéria orgânica. A origem do material é marinha (ao contrário do carvão). Encontra-se maioritariamente nas armadilhas de petróleo, situações em que o petróleo tenta subir até à superCcie, mas devido à presença de uma rocha mais impermeável não consegue. A rocha onde se origina é a mãe, e onde se encontra é a armazém. A rocha impermeável que serve de barreira impermeável designa- se por rocha cobertura.

Observa o esquema sobre os Mpos de rochas sedimentares.

turfa é um Mpo de carvão mais pobre em carbono, devido ao baixo afundamento (subsidência) que

Os fósseis e a reconsMtuição do passado

Os fósseis são muito importantes para o passado, principalmente dois Mpos de fósseis, ligados a alguns princípios geológicos:

- Fósseis de Idade - permitem-nos, através do princípio da idenMdade paleontológica, saber qual a altura de formação do estrato; fósseis de seres vivos/veshgios (somato ou icnofósseis) que viveram num período de tempo muito curto com uma expansão geográfica muito grande; - Fósseis de Ambiente/Fácies - fósseis que apenas viviam em determinados/específicos ambientes e que nos permitem determinar em que fácies (ambiente) se formou a rocha

(ex.: conMnental, marinho, lagunar, lacustre

...

).

Existem vários processos de conservação que impedem a degradação do ser vivo/marca, entre eles a conservação em si (no qual está englobado a mumificação), a moldagem (que pode ser interna ou externa; impressão para as plantas e superCcies planas), a mineralização (no qual os carbonos são subsMtuídos por sílica; são silidificados) e ainda os icnofósseis (que representam as marcas dos fósseis.

Rochas MagmáMcas

As rochas magmáMcas, tal como o nome indica, têm origem em magma, que é um material no estado líquido que se encontra no interior da Terra a altas temperaturas. Quando este material consolida, origina as rochas magmáMcas.

Existem três Mpos de magma:

- Riolí6co - que denominávamos ácido, devido à sua alta percentagem de sílica e silicatos; origina o riólito (à superCcie) e o granito (em profundidade); - Andesí6co - que denominávamos misto, devido ao facto de possuir alguma sílica dissolvida (cerca de 50%); forma andesitos (à superCcie) e dioritos (em profundidade); - Basál6co - que denominávamos básico, devido à sua baixa composição em sílica e silicatos; origina basalto (á superCcie) e gabro (em profundidade).

As rochas originárias de magma riolíMco encontram-se principalmente nos limites convergntes, enquanto que as originárias de magma basálMco encontram-se principalmente nos limites divergentes e intraplacas (ex.: pontos quentes, devido à grande profundidade de onde o magma é oriundo).

No entanto a consolidação do magma é um processo muito mais complexo do que aparenta, pelo que um magma riolíMco pode originar basaltos! Como? Através de um processo denominado diferenciação magmá6ca. Mas antes de falarmos sobre este processo temos que fazer uma pequena introdução aos cristais.

Um cristal é um pouco diferente de um mineral, na medida em que este não é necessariamente natural (pode ser construído pelo homem), e que, num cristal, as parhculas estão organizadas de acordo com uma rede cristalina. Damos o nome de malha elementar ao paralelepípedo que serve de base para a rede cristalina em si, e que se repete ao longo desta. Quando não conseguimos definir esta malha elementar (porque as parhculas estão desorganizadas), estamos perante uma estrutura vítrea ou amorfa. Existem duas propriedades que são muito importantes para os cristais, que são o isomorfismo e o polimorfismo. Um cristal é isomorfo de outro se, apesar de terem estruturas químicas diferentes, possuem a mesma

estrutura interna (organização). Um cristal é polimorfo de outro se, apesar de terem estruturas químicas iguais, resultarem em estruturas internas diferentes. Um exemplo de cristais isomorfos são as plagioclases, mais precisamente a anorMte e a albite, que variam apenas a percentagem de sódio e de cálcio. Um exemplo de cristais polimorfos são a calcite e a aragonite (ambas compostas por cálcio, mas com estruturas cristalinas diferentes).

Os cristais vão ser muito importantes durante a consolidação do magma. Bowen foi um cienMsta do início do século XX que descobriu a importância da diferenciação magmáMca, ou seja, das transformações que o magma sofre até estar completamente solidificado. Bowen desenvolveu a série que foi dada em seu nome: série de Bowen (figura 1), resultado de uma experiência, e que nos diz a sequência com que os minerais se formam com a variação da temperatura (com a solidificação a temperatura vai diminuir). Formou assim uma escala que dividiu em dois ramos: o conLnuo (para as plagioclases, visto que a sua transformação era conhnua; isomorfos) e o desconLnuo (para o resto dos minerais, os ferromagnesianos, visto que a sua composição não se alterava de uma forma conhnua; polimorfos).

estrutura interna (organização). Um cristal é polimorfo de outro se, apesar de terem estruturas químicas iguais,

Figura 1 - Série de Bowen

Já sabemos que os minerais solidificam a diferentes temperaturas (de acordo com o seu ponto de fusão) e que esta variação tem um ramo desconhnuo e outro conhnuo, denominada cristalização fraccionada. Mas será esta a única forma de diferenciação magmáMca? Não, existem mais, como a diferenciação graví6ca (na qual as partes mais densas acumulam-se mais abaixo na câmara magmáMca), a mistura de magmas (se exisMrem câmaras magmáMcas perto, pode haver mistura de magmas) ou ainda a assimilação (ocorre uma fusão das rochas encaixantes que passam agora a ser parte integrante do magma). Estas caracterísMcas todas vão ser muito importantes para o Mpo de magma que se vai originar em determinado local.

Diversidade de rochas magmáMcas

Existe uma grande diversidade de rochas magmáMcas, que disMnguimos por três caracterísMcas fundamentais: textura, cor e modo (composição mineralógica).

A textura pode ser de dois Mpos: fanerí6ca (ou granular) e afaní6ca (ou agranular). Uma rocha tem textura faneríMca quando apresenta cristais visíveis e relaMvamente desenvolvidos, caso contrário e afaníMca. A cor pode ser de quatro Mpos, de acordo com os minerais que a cons6tuem: leucocrata (maioritariamente Mpo félsicos (ver modo)), mesocrata (50% félsicos, 50% máficos), melanocrata (maioritariamente Mpo máfico) ou ainda ultramáfico (apenas minerais máficos). O modo depende da sua composição mineralógica, mas pode ser de dois Mpos principais:

félsico (se os minerais são predominantemente sílicas e feldspatos; cor clara) ou máfico (se os minerais
félsico (se os minerais são predominantemente sílicas e feldspatos; cor clara) ou máfico (se os
minerais são predominantemente ferro e magnésio; cor escura).
Observa o esquema para compreenderes melhor as caracterísMcas das rochas magmáMcas.

Nota: a escala da cor depende da quan=dade de minerais félsicos e máficos. Se esta for semelhante será igual a 1 (visto ser a razão entre as quan=dades de minerais félsicos e máficos).

A parMr destas caracterísMcas podemos então formar famílias de acordo com um grupo de rochas com semelhantes caracterísMcas. Formamos então três famílias principais:

- Família do granito - faneríMca (ou afaníMca, dependendo da profundidade); leucocrata; félsico; - Família do diorito - faneríMca (ou afaníMca, dependendo da profundidade); mesocrata; félsico/máfico; - Família do gabro - faneríMca (ou afaníMca, dependendo da profundidade); melanocrata; máfico;

Deformação nas rochas

Existem vários factores que induzem deformações nas rochas, mas o principal é a pressão, ou mais precisamente, a tensão, ou seja, a força exercida por unidade de área. Esta pressão não pode ser do Mpo litostáMca (resultante do peso das camadas superiores), mas sim do Mpo distensivo, compressivo ou de cisalhamento. De acordo com o Mpo de tensão e com as caracterísMcas da rocha, o resultado será diferente. Para compreendermos melhor o comportamento das rochas sob tensão, necessitamos de compreender primeiro os vários estados face às tensões.

Existem três estados: elás6co (quando o material se deforma, mas ainda pode regressar ao estado original), plás6co (quando o material se deforma e não regressa ao estado original) ou ruptura (quando ocorre a ruptura dos materiais). As rochas têm mais tendência para terem um comportamento mais frágil (sob tensões pequenas quebram-se; em oposição a duc6l), no entanto este comportamento não depende apenas da pressão, mas também da temperatura, presença de água, e do 6po de material.

Podemos ter dois Mpos de deformações: as dobras ou as falhas.

As dobras resultam exclusivamente de pressões convergentes e manifestam- se através de uma alteração da rocha sem rup tu ra. Obse rva a figu ra 2 pa ra compreenderes a estrutura de uma dobra. Quando uma dobra tem a abertura virada para baixo dizemos tratar-se de uma an6forma, caso contrário de sinforma. Se adicionando a este facto, os estratos ainda esMverem segundo o princípio da sobreposição (por exemplo, numa anMforma o núcleo é mais anMgo), damos o nome de an6clinal e sinclinal respecMvamente. As dobras são caracterizadas, numa carta geológica, pela direcção (intersecção de um plano horizontal, com o eixo da dobra e com o eixo N-S) e pela inclinação (ângulo que a linha de maior declive dos flancos realiza com um plano horizontal).

A parMr destas caracterísMcas podemos então formar famílias de acordo com um grupo de rochas com

Figura 2 - Dobra

As falhas tanto podem resultar de pressões compressivas, como distensivas,

como de cisalhamento e manifestam-se através da ruptura da superCcie. Observa a figura 3 para compreenderes a estrutura de uma falha. Uma falha diz-se inversa quando o tecto (bloco situado acima do plano da falha) sobe em relação ao muro (bloco abaixo do plano da falha), caso contrário (se o tecto desce em relação ao muro) designa-se por normal . Se o movimento é horizontal (o muro e o tecto mantêm-se no mesmo plano horizontal), trata-se de uma falha de cisalhamento.

como de cisalhamento e manifestam-se através da ruptura da superCcie. Observa a figura 3 para compreenderes

Figura 2 - Falha