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O Demiurgo e os Problemas da Humanidade

Em abril de 2008 li, na Revista Espiritismo e Ciência, um artigo fantástico intitulado


“Uma História de Estarrecer”, de autoria do inspiradíssimo pensador e ensaísta mineiro
Paulo da Silva Neto Sobrinho. Mais ou menos na mesma época, li também, na revista Sexto
Sentido, um outro artigo excelente:“Vindos de Onde?”, de autoria do não menos inspirado
escritor e editor Gilberto Schoereder. Tais artigos complementares provocaram uma revo-
lução em minha cabeça e, durante três meses, eu pesquisei, conversei e debati com amigos,
até me posicionar e rever crenças que, até então, eram para mim intocáveis. Expresso aqui,
de público, o meu agradecimento aos citados autores por haverem revelado o que eu nunca
tinha visto ninguém dizer até então e, mais ainda, pela gentileza do Sr. Paulo Neto em
permitir-me a transcrição do seu artigo1. Vamos então ao mesmo, com algumas notas de
esclarecimento que eu julguei oportuno incluir:

“Uma História de Estarrecer

Certa pessoa, a qual chamaremos de José, o homem mais rico e poderoso do país
do ‘Faz de Contas’, promete a seu amigo João, a quem muito estimava, que lhe daria um
relógio de ouro. Algum tempo depois, José diz a João que estava chegando a hora de
cumprir com o prometido. Que ele, João, deveria ir à loja do Júlio, o mais hábil joalheiro da
capital, que trabalhava juntamente com a sua mulher e dois filhos, pois não tinha nenhuma
confiança em pessoas de fora, não sem razão, dada a peculiaridade de seu negócio.
José recomenda a João exatamente isso: vá a loja do Júlio, mate a ele, mulher e
filhos, depois pegue o relógio de ouro da melhor marca que houver por lá, e pode ir
tranqüilo para sua casa e assim considere cumprido o que lhe prometi.
Já estou imaginando o que você deve estar pensando, e que obviamente me dirá:
- Que cara maluco, meu! Que história é essa, sem sentido algum? Só um ‘doido de
pedra’ poderia vir com algo assim.
- Sinceramente? Você está coberto de razão. Não há sentido algum numa coisa
absurda dessa, mas...
- Eita! Lá vem você com o ‘mas’.
- Isso aconteceu de verdade.
- Como, aconteceu de verdade? Xiii, você é mais maluco do que pensei de início.
- Então vou provar-lhe que isso realmente aconteceu, mas sei que é bem provável
que não gostará do que vai ouvir, dado o seu tradicionalismo religioso. A única diferença
em relação ao que vou lhe contar é que o prometido não foi um simples relógio, mas uma
vastidão de terras pertencentes a outros povos.
- Tá certo, essa quero pagar para ver.

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Qualquer dúvida, eu tenho o e-mail que o autor me enviou, concedendo a referida permissão.
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- Bom, não vá dizer que não avisei, certo? Vamos lá, ouça:
Contam-nos, os escritores bíblicos, que Deus havia prometido a Abraão, patriarca
do povo hebreu, uma terra, na qual correria leite e mel, que, segundo se entende, seria onde
viviam os cananeus (Gn 12,6-7; 15,8).
Tempos mais tarde, resolve dizer a este povo que já estava pronto para cumprir o
prometido a Abraão, era o momento de dar-lhe essas terras. Para isso retira-o do Egito,
onde vivia na condição de escravidão, mandando-o seguir rumo a essa terra, por um
caminho orientado por Ele. Chegando lá, com o seu exército promove uma carnificina
geral, passando a fio de espada todos os habitantes - homens, mulheres e crianças –, das
cidades: Jericó (Js 6,21), Hai (Js 8,24), Maceda (Js 8,28), Lebna, Laquis, Gazer, Eglon,
Hebron e Dabir (Js 10,28-39). Tudo isso por determinação de ‘Javé’2 (Dt 20,16-17), que,
ainda lhes envia ‘o chefe de seu exército’ (Js 5,14) para, dessa forma, dar-lhes apoio
incondicional a esse ato ignominioso que os hebreus levaram a efeito. Os únicos daquela
região que não sucumbiram, foram os gabaonitas, porém, impuseram-lhes a escravidão (Js
9,23).
E para se vangloriarem do feito, são listados os trinta e um reis que pereceram nessa
chacina, executada naquela vasta região (Js 12).
Narra-se que ‘desse modo, Javé deu a Israel toda a terra que jurara dar a seus
antepassados. Eles tomaram posse e nela se estabeleceram’ (Js 21,43). O próprio ‘Javé’,
disse aos hebreus: ‘Eu dei a vocês uma terra que não lhes custou nada,..’ (Js 24,13). Para
dizer isso, certamente, só poderia estar pensando que a vida das pessoas não valia nada.
E, ao que tudo indica dos acontecimentos, devia estar querendo implantar a raça do
‘povo eleito’ aqui na terra, mesmo que a custa de milhares de vidas humanas. Não muito
diferente do que a história registra em relação a uma determinada personagem que queria
que só existisse a ‘raça pura’. Comparação dura poderá achar, mas são os fatos que levam a
ela. Nos tempos atuais, tais atrocidades seriam enquadradas como crimes contra
humanidade e seus responsáveis seriam punidos, sem sombra de dúvida.
Não posso fechar essa história senão afirmando que isso obviamente não pode ter
vindo da Divindade. Acredito que Moisés, na condição de chefe guerreiro, usou desse
artifício para levar os hebreus a uma guerra de conquista. Ele pensava, talvez, em tornar-se
o rei deles. É por esse e outros muitos absurdos que não posso, em sã consciência, aceitar a
Bíblia como sendo mesmo a palavra de Deus. Os que assim acreditam, de duas uma: leram
e não entenderam nada ou estão evolutivamente próximos desse deus tribal..

Paulo da Silva Neto Sobrinho”

A primeira coisa que fiz foi pegar um Bíblia e ler as passagens indicadas pelo Sr.
Paulo Neto e a decepção aumentava enquanto que eu ia constatando a verdade. Minha
surpresa foi enorme, porque sempre tive Yahweh como sendo o Criador Primordial mas,
conforme dizem os advogados, contra fatos não existem argumentos! Tive a oporunidade
de reler todas as passagens bíblicas que o Sr. Paulo Neto citou e confesso que entrei em
2
Também conhecido como Yahweh, Yehovah ou Jeová, nome esse que, em hebraico é representado pelo
tetragrama ou tetragrammaton (em Grego, tetra = quatro e grammaton = palavra) ‫ יהוה‬.
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parafuso! Recuperado do susto, saí em pesquisa e as coisas foram vindo às minhas mãos.
Helena Blavatsky já alertava em 1888, em seu livro “Doutrina Secreta”, que tal entidade
estava muito longe de ser o Criador Primordial. O Livro de Urântia, de autor desconhecido,
também. Fiquei sabendo que o Universo é Uno e Múltiplo (Jesus sempre falava da casa de
muitas moradas...) e que o Nosso Universo-Matriz ou Superuniverso se chama Orvônton.
Neste nosso universo existem os chamados Universos-Filhos e nós estamos em um que se
chama Nébadon. O planeta Terra (Urântia) se localiza na parte conhecida como Satânia,
mais exatamente no quadrante teta. O regente de nosso Universo-Filho se chama Micah.
Existe um outro Universo-Filho cujo regente se chama Anhotak e abaixo dele um ser
chamado Satan. Dizem que, simbolicamente, Deus disse: “Vão, criem e tragam-me os
frutos de vossa criação”. As Mônadas que seguiram o Plano Original deram origem às
hostes celestiais mas, dentro do livre-arbítrio, este não foi o caso de Anhotak, que ao se
multiplicar deu origem à muitos seres − Satan entre eles− e estes, por sua vez, a um
incontável número de almas encarnáveis. Entretanto, neste Universo-Filho, por imposição
de Anhotak, estava proibida a ascensão, e todas as almas ficam permanentemente presas à
roda de encarnações e toda a energia positiva que elas acumulam vão para Anhotak, que
quer reinar eternamente, ao invés de retornar à Fonte Criadora. Em uma parte de nosso
Universo-Filho, um co-criador projetado por Micah, de nome Lúcifer, pediu ajuda a
Satan, um mestre criador geneticista. Qual foi o seu grande erro? Não checou direito as
credênciais de Satan e nem fiscalizou o trabalho deste, que implantou o mesmo plano de
Anhotak, sendo responsável pela criação da dualidade na Terra. Por causa disto houve o
que se conhece como guerra dos anjos, etc. A fim de constatar in loco os abusos e
deturpações de Satan bem como a negligência de Lúcifer e a sua própria, enquanto regente
de Nébadon, Micah se projetou em Sananda e encarnou pessoalmente em 37 planetas.
Aqui no planeta Terra, Sananda se projetou em um ser conhecido como Jesus (Yeshu’a) .
Dá para entender agora porque Jesus era contra a maneira como se ensinava no Templo de
Jerusalém e a pressa de Caifás em condená-lo à morte, não? A trapaça toda iria ser
revelada!
Neste ponto é interessante citar que Yahweh é uma projeção, filho ou descendente
de Satan e, agora, não me causa estranheza tudo o que este “bárbaro deus tribal” vem cau-
sando ao nosso planeta:

1º) Inicialmente ele promete a Abrahão o que já estava ocupado por outros povos;

2º) Para ser adorado como o verdadeiro Deus ele provoca o cativeiro dos hebreus
por 400 anos e depois escala Moisés para libertá-los e, consequentemente, ser tido como o
“todo- poderoso e salvador”.

3º) Após a chacina na Terra Prometida, alimentada por este “espírito decaído”, o
povo judeu-hebreu iniciou o seu próprio calvário, sob diversas dominações, cuja última foi
a dos romanos e que culminou com a diáspora. Onde estava tal “deus” nesta hora? Por que
será que o “seu templo” foi destruído duas vezes? E a famosa arca da aliança, por que será
que despareceu?
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4º) Tendo abandonado os hebreus-judeus à própria sorte, ele escolheu uma outra
massa de manobra: os cristãos. Repare que estes últimos passaram de perseguidos a
perseguidores, realizando barbáries semelhantes àquelas que primeiros haviam perpetrado
na Terra Prometida. Ou será que alguém vai ter a audácia de negar ocorrências tais como a
Santa Inquisição, as Guerras Santas, e muitas outras? Qualquer dúvida, basta lembrar o que
foi retratado nos filmes “O Nome da Rosa” e “Cruzada”, só para citar dois exemplos bem
conhecidos do público em geral. Os resultados foram bombásticos e talvez o mais grave
tenha sido o retardamento da revolução industrial em séculos, e com isso vários capítulos
de escravidão, com problemas sociais até hoje insolúveis.

5º) Observando o declínio do cristianismo em muitas partes do globo, devidos aos


muito abusos da “Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana”, ele incentivou o
protestantismo e outros movimentos, mas todos adotando o sangrento livro cujo Antigo
Testamento, onde originalmente o seu nome (Yahweh- ‫ ) יהוה‬aparecia3 6823 vezes, é a
prova inconteste de seus crimes!

6º) Mais recentemente ele provocou a eclosão de alguns movimentos evangélicos


absurdos, cujo segmento mais tenebroso é, sem dúvida alguma, a “Igreja Universal do
Reino de Deus”, onde as pessoas são espoliadas de todas as formas, após passarem por um
eficiente trabalho de lavagem cerebral e robotização. Não é difícil encontar na Internet os
vídeos do “Bispo” Macedo, ensinando a espoliar, e de sua netinha pregando. Vale reparar
na feição demoníaca da criança.

7º) Agora fica claro porque os Cátaros ou Albingenses rejeitaram o Antigo


Testamento e preferiram ser imolados nas fogueiras do “Santo” Ofício a compactuarem
com os absurdos nele contidos.

Devo também acrescentar:

1°) Sempre achei estranha essa estória do povo hebreu-judeu ser o “escolhido”,
cabendo a pergunta: −Por que só esse povo? E os demais, também não vieram da mesma
“Fonte”?

2°) É estranha a promessa de uma terra e a afirmação de Deus(?): ...”vocês me


adorarão...”. Será que o verdadeiro Criador Primordial exigiria tal servidão?

3º) Cheguei até a pensar que estivéssemos órfãos do verdadeiro Pai-Mãe do Universo,
que estaria, na melhor das hipóteses, assistindo, de forma impassível, ao nosso holocausto,
sem punir de forma exemplar tal “deidade monstruosa’, a menos que o livre-arbítrio
concedido não pudesse ser revogado ou que tivéssemos feito sei lá o quê para merecer tal

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Hoje em dia poucas são as versões da Bíblia que mantêm este nome. A Bíblia de Jerusalém, publicada no
Brasil por Paulus Editora é uma delas. Esta palavra não aparece nem na Bíblia Hebraica, publicada no Brasil
pela Editora e Livraria Sêfer, que é a editora de publicações hebraicas em nosso país, sendo totalmente
substituida pelas palavras Deus e Eterno. Será isso também uma coincidência?
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provação! Entrementes, fiquei sabendo que muitos nós, agora encarnados, assumimos, vo-
luntariamente, tal missão, sabendo de todos os riscos e dificuldades, a fim de levar este
planeta para a Luz, conforme já havíamos feito em outras partes do Universo. Portanto, não
se deixe enganar por alguns segmentos espirituais que pregam que somos tremendamente
imperfeitos, etc., etc. Não, muito pelo contrário! Aceitamos vir para a imperfeição a fim de
ajudar a transformá-la em perfeição, ou seja, colaborar no restabelecimento do Plano Ori-
ginal do Criador Primordial, Plano este que os Mestres conhecem e ao qual servem! Por
isso, somos os legítimos “Guerreiros da Luz”!

4°) É claro que alguns homens santos do povo judeu, e todos os povos sempre têm os
seus luminares, há muito perceberam que o seu povo“entrou em uma canoa furada” e que
foi usado por Moisés, e depois por Josué, de forma indevida. Tudo isso sobre a égide de
uma entidade decaída que se chama Yahweh, Javé, Yehová ou Jeová. Eles, então,

inventaram a mentira de que o nome “sagrado” ‫יהוה‬


(Yahweh) , só poderia se
pronunciado pelo sumo sacerdote, uma vez por ano, em um local reservado do templo. Eles
substituiram “o nome” pela palavra “Adonai”, que traduzem por “Senhor”. Bem, mas
porque os rabinos instituíram tal substituição? Não sabe? Nem desconfia? A resposta é
simples:
− Para não fornecer energia à entidade impostora, o Demiurgo4. Se eles ficassem
vibrando esse nome a coisa ficaria cada vez pior, não? Entretanto, a verdade não poderia
ser contada ao povo, ou então toda a organização estabelecida por Moisés viria abaixo.
Aliás, a verdade nunca é contada a povo algum!

5º) Revoltado com o “povo eleito”, que não pronunciava mais o seu “santo nome”,
e aproveitando o horroroso karma coletivo acumulado na matança realizada na Terra
Prometida, ele utilizou um louco e fanático, chamado Hitler, para tentar dizimar tal espécie
humana. Tudo isto sob as vistas complacentes da “Santa Madre Igreja”, que já havia
celebrado, por sua orientação, em 1929, o Tratado de Latrão com Mussolini, que viria a ser
aliado de Hitler, para que o Estado do Vaticano fosse reconhecido e estabelecido dentro de
Roma. Não é pois de se admirar que tal “Igreja” tenha, mais tarde, se omitido com relação
ao holocausto dos hebreus-judeus. Depois da Segunda Grande Guerra, o sentimento mun-
dial de culpa somado às pressões americanas, onde os judeus tinham conseguido acumular
grandes fortunas materiais (só para variar!), levaram à criação do Estado de Israel, com os
Palestinos sendo despojados de vários territórios e hoje temos um Oriente Médio caótico,
com reflexos em toda a situação mundial. É difícil perceber quem está por trás de tudo
isso? Não, não é o falso diabo; é o falso deus e verdadeiro diabo!

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Os filhos de Satan constituem um tipo de anjos conhecidos por Arcontes, que são uma espécie aberrante que
tentam cegar e enganar a humanidade através da religião, especialmente daquelas que defendem as doutrinas
do pecado e da salvação. Eles também tentam se fazer passar pelos criadores do mundo material, quando, em
verdade, não são. Segundo a seita dos gnósticos, tais entidades nos invejam se alimentam das nossas emoções
negativas, tais como: medo, raiva, ódio, inveja, etc. O “chefão” desses impostores e calhordas é Yahweh
/Javé/ Yehovah/Jeová.
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6°) O verdadeiro Criador Primordial jamais enviaria o chefe de suas legiões para
“apoiar” o hebreus-judeus na carnificina que eles promoveram na “Terra Prometida”. Isto é
obvio! Somente um bando de crentes atoleimados para achar que sim! E depois não sabem
a razão do mundo estar desse jeito, não é mesmo?

7º) Só não concordo com o autor no tocante a culpa ser somente de Moisés ou de
Josué! Claro que não! Josué, por exemplo, não tinha conhecimento do que hoje se entende
por freqüência de ressonância e não poderia saber que as trombetas provocariam a queda
das muralhas de Jericó! Não, isso foi coisa do anjo caído enviado pelo verdadeiro
“cramulhão”.

8º) Quando me dei conta da verdade e comecei a comentar o fato com amigos, ainda
fui advertido por um deles: − “Cuidado, Paulo Cesar! Eu já sabia disso, mas cuidado;
infelizmente esta entidade ainda tem muito poder!”

9º) No dia seguinte, após uma série de problemas no sistema operacional do meu
computador, quase perdi todos os meus arquivos, onde constavam os três livros que estava
preparando: esse que você está lendo agora, o segundo sobre Reiki e o terceiro relativo ao
Cálculo e Análise Vetoriais. As perdas foram consideráveis e os experts em recuperação de
dados disseram nunca ter visto algo semelhante. Entretanto, como eu gosto de dividir as
coisas, muito pode ser recuperado a partir de documentos que eu tinha enviado a amigos.
Incrivelmente nem todos os back-ups funcionaram!

10º) Tal percalço só serviu como confirmação de que eu estava no caminho certo
ao apagar do meu trabalho o nome do “monstro”. Entretanto, eu creio ter vencido, pois,
todas as citadas obras foram recuperadas e estou podendo passar a Verdade adiante!

11º) A colocação segundo qual o povo hebreu-judeu foi “eleito” ou “escolhido” é


questionada pelo teólogo Humberto Rohden da seguinte maneira: “Como Deus poderia
escolher um povo insignificante em número, relativamente ao total da humanidade, para
passar suas leis? Este fantástico pensador também é autor de uma outra colocação genial:
“Se a Bíblia é a palavra de Deus, conforme muitos erradamente pensam, então,
devemos convir que Ele não se manifestou à humanidade antes de 1.250 a.C. e fechou
o expediente depois de 100 d.C., não é mesmo?”

Ainda dentro da questão da Bíblia ser ou não a palavra de “deus”, devo


declarar que não tenho, nem de longe, a pretensão de que este modesto artigo seja aceito
por todos os que o lerem, até porque nem o Mestre Yeshu’a (Jesus) foi aceito de forma
unânime. No entanto, é meu dever esclarecer àquelas pessoas que insufladas por interesses
escusos, receberam e adoram um livro que em muitos pontos não é entendido, e não
poderia mesmo ser, pelos motivos mencionados a seguir:

1º) A Bíblia não foi escrita por Deus, conforme algumas pessoas tentam
provar. A Bíblia foi escrita por pessoas e grande parte do material que ela contém é uma
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interpretação humana de Deus, e não uma revelação divina direta. No Novo Testamento
original, em aramaico, sem dúvida nenhuma, muito material é inspirado, mas as versões
atuais devem ser lidas com muito discernimento.

2º) O Mestre Yeshu’a não pregava em hebraico às multidões. As pregações


em tal idioma eram efetuadas pelos sacerdotes judeus. Quando falava às multidões ele
utilizava o aramaico, idioma que, posteriormente, veio a dar origem ao árabe. Algo
semelhante havia ocorrido com o Mestre Sidharta Gautama (O Buda), que pregava em
páli, que era um dialeto popular, em detrimento do sânscrito, que foi o meio que os
sacerdotes da época utilizaram para monopolizar o conhecimento.

3º) Os estudiosos da Bíblia, sobretudo os do Oriente, estão convencidos de


que todos os Evangelhos foram escritos em aramaico, uma vez que todos se destinavam a
ouvintes judeus ou gentios de fala aramaica.

4º) Posteriormente, ao se fazer a versão dos Evangelhos, do aramaico para o


grego, muito se perdeu do sentido esotérico (secreto) das palavras. Segundo Fabret
d’Olivet, as expressões que deveriam ressoar nos seus mais variados níveis de significação
− no mínimo o intelectual, o metafórico e o universal − foram reduzidas, ao ponto de tor-
narem-se completamente desfiguradas em sua natureza. Isto sem falar no desconhecimento
de alguns termos aramaicos pelos tradutores. Quando os tradutores posteriores trabalharam
em versões em latim, derivadas do grego, os erros se propagaram. Uma prova disso é
aquela famosa parábola dirigida a pescadores: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco
de uma agulha do que um homem rico entrar no Reino dos Céus”.Essa declaração
simbólica ou alegórica sempre representou um enigma para os estudantes de alegorias ou
metáforas. Que relação poderia haver entre um camelo e o buraco de uma agulha?
Uma explicação bastante interessante foi apresentada, em um programa de televisão,
pelo padre Marcelo Rossi, porém, ela não corresponde ao que a parábola se propõe.
Segundo ele, em Jerusalém havia uma entrada de baixa altura denominada agulha, pela qual
um camelo carregado não conseguia passar. O sentido real nos é apresentado pelo Dr.
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Harvey Spencer Lewis, Ph.D, primeiro Imperator da Ordem Rosacruz-AMORC, em


seu livro “As Doutrinas Secretas de Jesus”, página 80, publicado pela AMORC-Grande
Loja do Brasil, em 1988: “Em aramaico antigo, verifica-se que a palavra relativa ao
camelo animal5 podia ser entendida como corda grossa6. Em tempo: tal parábola foi
dirigida a pessoas envolvidas com a pesca (pescadores, esposas e filhos), as quais
utilizavam cordas grossas na confecção e reparo das redes, para que as mesmas não se
rompessem com facilidade. Só que, logicamente, uma corda grossa não passa pelo buraco
de uma agulha”.

5º) Existe uma versão da Bíblia, conhecida como Versão Peshitta7, feita a partir
do manuscrito original da Síria, em aramaico, pelo reverendo G. H. Gwilliam e editada por
Clarendon Press, em 1901. Esta versão está disponível através da United Bible Societies.
Existe ainda muita controvérsia entre os religiosos sobre a idade da Peshitta, bem como de
outros manuscritos antigos, como é o caso dos Pergaminhos do Mar Morto. Existe
também uma tradução da Peshitta para o Inglês, pelo Dr. Geoge M. Lamsa em 1933,
denominada “Holy Bible From The Ancient Eastern Text”, atualmente publicada por
Harper-Collins Publishers, New York, NY, 10022, U.S.A.
A Igreja do Oriente sustenta que mesmo que a Peshitta não tenha sido a versão mais
antiga, ela certamente está bem mais próxima da maneira de pensar do Divino Mestre
Jesus do que qualquer versão grega ou latina .

6º) Em 553 d.C., o Segundo Concílio de Constantinopla promulgou um decreto


estabelecendo que todas as referências à reencarnação deviam ser retiradas da Bíblia. A
causa disso é conhecida: Os bispos que participaram daquele concílio foram hospedados
pelo rei Constantino e pela rainha Teodora, sendo que ela era uma mulher devassa e havia
sido prostituta antes de “conseguir fisgar o rei”. Naquela época havia cerca de quinhentas

5
Pesquisei e verifiquei que a palavra em questão é gamla, que pode ser encontrada na nota de rodapé da
página 974 da publicação “Holy Bible From The Ancient Eastern Text”, que será mencionada logo a seguir
no texto.
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Um exemplo de palavra que pode ter duplo significado no Brasil é “rapariga” que em algumas regiões
significa uma “moçoila” e em outras uma “prostituta”.
7
Peshitta quer dizer “simples”, “sincero” ou ainda “verdade”.
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prostitutas em Constantinopla, que diziam, com toda razão, terem sido colegas da rainha.
Cansada de ouvir tal comentário, que a lembrava do seu passado negro, ela mandou
eliminar todas as infelizes. Um sacerdote, cujo nome a história não guardou, e que sempre
acertava em suas profecias, disse, então à rainha: “Reencarnarás quinhentas vezes como
prostituta para reparares o mal que causastes!” Apavorada com tal hipótese, e numa
tentativa vã de se livar do justo castigo, ela e o omisso do marido pressionaram e
subornaram os bispos para agirem da forma acima mencionada, o que aliás não deve ter
sido muito difícil, em virtude das muitas safadezas e nojeiras que a “Santa Madre Igreja
Católica Apostólica Romana” já praticava naquela época.
Por conta disso, uma grande parte da cristandade acha que reencarnação é coisa dos
espíritas e endemoniados, conforme aprenderam, no mais das vezes, dos safardanas que os
exploram e iludem.

A explicação para a adulteração da Bíblia é óbvia: Do mesmo modo que homem


escreveu a Bíblia, para nela registrar sua interpretação de “Deus”, assim ele também
suprime dela o que não é do seu agrado. Eu também acredito que foi o que aconteceu com
os registros dos dezoito anos da vida do Mestre Jesus que não constam na Bíblia. Creio
que os superiores da “Igreja” não ficariam muitos satisfeitos se as pessoas ficassem
sabendo que Ele estudou budismo, hinduismo, zoroastrismo e os mistérios egípcios. Por
isso, sugiro que você leia o livro “A Vida Mística de Jesus”, do Dr. Harvey Spencer
Lewis, publicado pela AMORC-Grande Loja do Brasil, em 1989, bem como o livro
“Manual Completo de Ascenção”, do Dr. Joshua David Stone, publicado pela editora
pensamento em 2004.

Caso você esteja se sentindo ultrajado por ter sido enganado e acreditado em uma
“mentira bárbara”, saiba que eu também já me senti desse modo. Eu ainda me lembro dos
meus 38 anos, quando comecei a estudar esoterismo e o Paulo Coelho lançou o seu livro
intitulado “O Diário de um Mago”. Eu estava literalmente fascinado com as experiências
místicas que estava vivenciando e o sabor mágico do livro só embalava a minha imagi-
nação fèrtil. Tem uma passagem do mesmo, logo após o exercício da dança, em que o
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autor revela sua experiência em um ritual levado a cabo em um antigo castelo dos
Templários, próximo à cidade espanhola de Ponferrada. Neste ritual, ficou evidente a
invocação de um ser decaído, não sei bem com que propósito, mas ao término do mesmo, a
fim de que os participantes saissem do transe o Sumo Sacerdote utilizou três vezes a
invocação “Yahweh, Tetragrammaton...”. Quantas e quantas vezes li e reli tal passagem do
livro? Quantas e quantas vezes me imaginei participando de um ritual semelhante? Não sei,
mas foram muitas vezes. Dá para imaginar como me senti recentemente ao descobrir a ver-
dade? Passado o tumulto mental, entendi que esse teste fazia parte de nossa luta contra as
hirerarquias caídas, a fim de que as trevas sejam superadas pela Luz e nosso planeta
ascenda para a última. Sim, era realmente necessário, pois como entender a Luz se não
houvesse a escuridão? Só tenho a agredecer aos meus mentores espirituais por terem
sempre intervido na hora certa para que eu não participasse mais de movimentos ou
sociedades que utilizam tal nome decaído e infame!

Para finalizar, pergunto-lhe:

1º) Você ainda acha que a Bíblia é, incondicionalmente, a palavra de Deus? Em caso
afirmativo, então, sinto muito; esgotei a minha capacidade de sensibilizá-lo para a ver-
dade!

2º) Você ainda continua achando que Yahweh é o Criador Primordial e que o

tatragrammaton ‫יהוה‬ é sagrado? Ainda vai prosseguir entoando o mantra Kodoish,


Kodoish, Adonai Tsebayoth, que significa nada mais nada menos que Santo, Santo é o
Senhor das Legiões? Vai continuar também entoando Yod-Hê-Vod- Hê e fornecendo
mais energia e devoção ao monstro imoral e sem piedade? Em caso afirmativo, então
advirto-o: Você será co-partícipe da barbárie que ele vem praticando contra a humanidade e
eu, sinceramente, não posso nem vou desejar-lhe boa sorte!

Entretanto, aos Guerreiros da Luz, que compreenderam a mensagem, eu


digo: Qualquer coisa, estou às ordens. Até sempre, na Luz Infinita,
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Paulo Cesar Pfaltzgraff Ferreira

e-mail: paulotrully@infolink.com.br – tels: (21) 3601-5870 e (21) 9567-8936.

Notas sobre o autor:

(1) É Engenheiro Eletricista Modalidade Eletrotécnica (CREA-RJ 52959/D), formado


pela Universidade Gama Filho em julho de 1976. Pós-graduado em Sistemas de
Energia Elétrica pela COPPE – UFRJ em 1984 e em Docência Universitária pela
Universidade Gama Filho em 1992.
(2) Pertenceu às seguintes ordens esotéricas: Ordem Cafh, Irmandade Espiri-
tualista Verdade Eterna (IEVE), Ordem Rosacruz-AMORC e Venerável Ordem
Fraternal Esotérica São Francisco de Assis (VOFESA).
(3) Foi estudante da Tradição Judaica (Cabalá).
(4) Lecionou na Universidade Católica de Petrópolis, na Universidade Gama
Filho, no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW) e no Centro de
Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA-Escola de Marinha Mercante).
Atualmente pertence ao corpo docente da Univesidade Estácio de Sá.
(5) É terapeuta holístico filiado ao Sindicato Nacional dos Terapeutas-CRT 38481,
sendo mestre em Magnified Healing e nos seguintes estilos de Reiki: Usui Tradi-
cional, Tibetano, Karuna, Karuna Ki, Tera Mai, Seichim-Sekhem, Nwyre,
Supraluminar Magnificado e Integrado.