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A IGREJA CONTEMPORÂNEA

E OS DESAFIOS URBANOS NO MUNDO DE SOFRIMENTO.

FRANCISCO MÁRCIO NERIS PEREIRA¹

Resumo

Os desafios urbanos das cidades causados pelo sistema econômico, político e religioso têm

tido um crescimento extremamente rápido e desafiador para uma prática pastoral baseada no

exemplo de Cristo como ação de Deus para abençoar e minimizar a dor e o sofrimento, dando

esperança para um povo triste e desanimado mediante as problemáticas enfrentadas no dia-a-dia

gerada pela marginalização do submundo das drogas, prostituição, corrupção, fome, opressão e a

omissão daqueles que são incumbidos de tais responsabilidades. Acredito que a igreja é a resposta

de Deus para um mundo marcado pelo sofrimento, como resposta de Deus não é uma explicação

teórica e sim, uma ação, primeiramente, enviando Jesus, em seguida a Igreja como agente da missão

de Deus para resgatar a humanidade.

Palavras chaves: igreja sociedade pastoral urbana sofrimento.

Abstract

The challenges of urban cities caused by the economic system, political and religious have been growing extremely fast and challenging for a pastoral practice based on the example of Christ as the action of God to bless and minimize pain and suffering, giving hope to a people sad discouraged by the problems faced in day-to-day generated by the marginalization of the underworld of drugs, prostitution, corruption, hunger, oppression and omission of those who are entrusted with such responsibilities. I believe the church is God's answer to a world marked by suffering, as God's answer is not a theoretical explanation and yes, action, first by sending Jesus, then the Church as an agent of God's mission to redeem humanity.

Keywords: church - society urban - pastoral - suffering.

¹ Aluno da Pós Graduação em Teologia Histórica e Dogmática da Faculdade Entre Rios do Piauí FAERPI.

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1. INTRODUÇÃO

O mundo hoje passa por mudanças e avanços em todas as áreas, pois os problemas urbanos aumentam a cada dia gerando um grande desafio para a igreja. A vida urbana nos mostra que as drogas, prostituição infantil, o alcoolismo e dentre outros problemas de cunho social como o desemprego, a miséria, a fome, a falta de educação, saúde e saneamento básico, nos leva a acreditar que as igrejas com suas práticas pastorais precisam ser mais participativas diante desses desafios.

O pacto de Lausanne realizado em 1974 trouxe uma contribuição formidável para uma visão social da igreja. A leitura e releitura desse documento que foi formulado e dividido em 15 parágrafos, tem levado uma reflexão sobre temas relevantes para a igreja, dentre eles a ação social da igreja que deve sempre caminhar ao lado da evangelização, o Calvino Rocha (ROCHA, 2003,p.23) disse:

Lausanne estabelece que a Igreja foi chamada, tanto para a evangelização, quanto para a ação social, entendendo que são elementos distintos e que devem integrar o dever cristão, pois ambos relacionam-se com o Ser de Deus e com o caráter e a necessidade do ser humano. Evangelização e ação social não são excludentes, ao contrário, devem ser parceiras na missão. (ROCHA, 2003,p. 23)

A igreja precisa ser mais presente no ambiente da sociedade, levando a oração, o pão, o vestir, a justiça social e o acolhimento dos necessitados ao seu redor, fazendo a diferença onde ela estar inserida, vivendo uma perspectiva fora do seu ambiente religioso, ou reavaliar os seus dogmas, pois, as pessoas estão sendo separadas, excluídas do meio daqueles que tem a responsabilidade diante do Reino de Deus em viabilizar as soluções das demandas sociais urbanas.

2. A VIDA URBANA E OS DESAFIOS PARA A IGREJA.

A igreja contemporânea precisa se posicionar ao combate as problemáticas da sociedade levando uma pratica pastoral de serviço, cuidado, amor e fé para todos.

A Palavra de Deus é decisiva quando aborda a questão social da igreja:

"Não te furtes de fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo. Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo" (Prov. 3:27-28).

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Para Robert C. Linthicum (2000, p.53), comentando sobre nossa cidade como habitação do mal pessoal e sistêmico,

Não podemos simplesmente salvar indivíduos na cidade e esperar que a cidade seja salva. Se a igreja não enfrentar os sistemas e estruturas, do mal na cidade, não haverá transformações efetiva nas vidas dos indivíduos

dessa cidade. (LINTHICUM, 2000 - 3ªed, p.53)

É preciso olhar para dentro da cidade e perceber que o Reino de Deus vai além daquela mudança de vida pessoal.

A vontade de Deus é restaurar o homem em sua plenitude, levando a pessoa a restaurar o ambiente ao seu redor, sua vida com Deus, os seus relacionamentos e a sua comunhão com Deus e com sigo mesmo. Quando o Homem deixou o seu estado espiritual perfeito, para viver a realidade da morte, aconteceu que ele “separou de Deus = morte espiritual. Separou de Si mesmo = morte psicológica. Separação dos outros = morte social e a Separação da natureza = morte ecológica.” (HAGGAI, LOC - Modulo 1 lição 3, p.13).

Pensar em transformações é pensar na mudança geral, reformadora da sociedade, existe uma necessidade de verbalizar a palavra de salvação, mas ser presente na vida do povo, sendo agentes de mudanças, na ajuda comunitária, a uma população urbana de pobres, que ocupa os espaços visíveis (favelas, por exemplo) e habita nas periferias ou em viadutos, é de moradores da cidade, mas que são privados da cidadania. Por outro lado, a Igreja urbana, ao abrir os seus ouvidos à cidade, ouvirá somente os cidadãos, porque deles é constituída oficialmente.

Os sistemas que ordenam a vida de uma cidade são econômico, político e religioso.

Todas as demais instituições (educação, saúde, cultura e artes, serviços sociais) são subsistemas dos sistemas econômico, político e religioso. E que durante várias centenas de anos atrás, estes subsistemas foram considerados como parte do sistemas religioso, porque era responsabilidade da igreja executar tais serviços e ser a patronesse da arte e da cultura da cidade. (LINTHICUM,

2000, p. 53-54).

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O escritor Calvino Rocha em seu livro “Responsabilidade Social da Igreja” (2003, p.40-41) lembra que:

Os reavivamentos de Wesley e Whitefield foram tremendos no chamado para a salvação individual, e milhares de milhares foram salvos. Contudo, até mesmo os historiadores seculares reconhecem que os resultados sociais do avivamento wesleyano, salvaram a Inglaterra de sua própria versão da Revolução Francesa. Devemos mencionar os nomes de alguns dos nossos precursores cristãos, com um grito de orgulho e gratidão a Deus: Lorde Schaftesbury (1801- 1855), que ousou defender a justiça para o pobre em meio à revolução industrial; William Wilberforce (1759-1833), que foi a maior força pessoal solitária a mudar a Inglaterra de um país escravocrata para um país que, muito antes dos Estados Unidos, abandonou a escravatura legalmente e de fato. Estes homens não realizaram estas coisas por acaso, mas porque viam tudo isso como parte das Boas Novas cristãs. Deus usou pessoas envolvidas nos avivamentos para produzir os resultados não só de salvação individual, mas também de

social. (ROCHA, 2003, p.40-41)

A urbanização das cidades leva os seus habitantes a viver processos de mudanças constantes, por isso a necessidade de uma ação social comprometida com o Reino de Deus e com as pessoas. Essas mudanças impulsionam a igreja a se dispor e sair do seu isolamento religioso em busca de levar o homem a reconciliação com seu Deus para ter vida espiritual, para uma estrutura psicológica saudável com sigo mesmo e com as pessoas e uma consciência ecológica em busca da preservação da natureza.

É preciso trazer com ética e com muita criatividade a verbalização do evangelho, de lado a lado com uma ação pastoral na comunidade, criando oportunidades, e oferecendo um espaço de envolvimento não só da própria igreja, mas de toda sociedade, descartando aquela visão assistencialista buscada por muitos.

Em janeiro de 2011, uma grande tragédia provocada pelas chuvas, Segundo as noticias atuais do site De olho no tempo, (janeiro/2011), O número de mortos pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro chegou a 842, segundo o mais recente levantamento divulgado pela Polícia Civil. A cidade de Nova Friburgo foi a mais atingida, com 408 vítimas fatais, seguida de 341 em Teresópolis, 67 em Petrópolis, 21 em Sumidouro, quatro em São José do Vale do Rio Preto e uma em Bom Jardim.

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De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, 29.446 pessoas estão fora de suas casas. A tragédia deixou 20.532 desalojados (abrigados por parentes ou amigos) e 8.914 desabrigados (acolhidos em abrigos públicos). O maior número de moradores que tiveram que deixar suas residências foi registrado em Teresópolis, que possui 6.210 desalojados e 5.058 desabrigados. Nova Friburgo tem 3.220 desalojados e 2.031 desabrigados e Petrópolis registra 5.696 desalojados e 318 desabrigados. Foi possível ver a Igreja Evangélica, ONGs e a sociedade em geral mobilizar-se e engajar-se no socorro às vitimas. Toda essa ação, por mais saliente e importante, continua apenas no campo da filantropia, não alcança as estruturas mais profundas que visem a uma grande transformação.

“Estas cousas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo. 16:33, RA)

O sofrimento não escolhe a pessoa, a região, o país, a classe social do individuo, mas temos a revelação de que “no mundo tereis aflições”, e que por meio de Jesus e da sua graça podemos lidar e superar o sofrimento neste mundo.

As tragédias podem acabar com os nossos bens e até com os nossos corpos, mas não podem dar o fim de nossas vidas! Ele Jesus “venceu o mundo” e disse: “aquele que crer em mim, ainda que morra viverá”. E o sofrimento, a morte não teve poder suficiente sobre a sua vida. Cristo está Vivo! Em vários textos bíblicos percebemos que o Senhor Jesus se compadeceu e buscou ser presente na vida das pessoas que sofreram, daqueles que choraram por causa da morte de um familiar, de uma enfermidade incurável, de doenças causadas pelo pecado, pelo diabo. Com essas pessoas Ele curou, liberou perdão, sarou, restaurou e ressuscitou demonstrando que não desejava ver essas pessoas sofrendo sem que ele pudesse fazer algo pelas suas vidas.

O socorro de Jesus sempre vai aparecer, seja durante ou livrando-nos do sofrimento. Isso é Maravilhoso! “mas não se desanimem” Ele nunca nos abandona e jamais nos deixa sozinhos, mas trabalha nos corações daqueles que acreditam nele, dando força, coragem e sentimento de bom ânimo para passar por cima de todo mal. O salmista diz que:

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“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela

manhã”. (Sl. 30:5, RA)

Pela fé na esperança de dias melhores, de cura, de restauração e restituição de tempos de paz, amor, alegria e dias melhores nos são garantidas por aquele que disse “eu venci o mundo” – Jesus Cristo nosso Senhor.

O profeta Jeremias fala sobre o pecado obstinado de Judá e disse:

"que o povo contaminou a terra e da herança do Senhor fizeram abominação, uma terra que era fértil preparadas para eles para que comêsseis o seu fruto e o seu bem. O profeta Jeremias disse que Os sacerdotes perguntaram onde está o Senhor? E os que tratavam da Lei não conheciam a Deus, os pastores prevaricaram contra o Senhor, os Profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de cousas de nenhum proveito. (Jr. 2:7-8, RA)

Essa situação do passado parece á dos nossos dias, muitos se dizem conhecer a Deus, mas estão longe de conhecê-lo verdadeiramente. O profeta Jeremias mostrando essa triste realidade revela, ou se não ensina essa revelação de Deus mostrando quem realmente conhece a Deus. Veja como o Profeta Jeremias escreve como Deus explica o que é conhecê-lo:

"Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso tudo lhe ia bem. Porventura não é isso conhecer-me? (Jr. 22:16, RA)

A igreja revela a sua intimidade com Deus e seu conhecimento por meio do serviço comunitário, visando sempre o bem-estar do outro, pois, conhecer a Deus é julgar a causa do aflito, do necessitado, cuidar das viúvas dos pobres, dos que hoje vivem no submundo das drogas, da prostituição, da discriminação racial e religiosa, é levar o Reino de Deus para esses e aqueles que clamam por ajuda, por socorro.

3. COMO SER SOLIDÁRIO, EM UMA SOCIEDADE INDIVIDUALISTA.

No Evangelho de Lucas 10:25-37 é narrado uma cena muito muito peculiar, Neste texto verificamos que nem sempre são os religiosos àqueles que mais ensinam sobre o amor ao próximo. Jesus nos incentiva a demonstrar este amor de maneira prática no nosso dia a dia.

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" Quanto lhe for possível, não deixe de fazer o bem a quem dele precisa. Não diga ao seu próximo: “Volte amanhã, e eu lhe darei algo”, se pode ajudá-lo hoje." (Prov. 3:27-28).

Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso, tudo lhe ia bem. Porventura, não é isso conhecer-me? - diz o Senhor (Jr 22.16).

A responsabilidade social da igreja implica em solidariedade. Não há como agir socialmente se não houver solidariedade. Solidariedade é palavra exclusivamente cristã. Jesus era solidário, José - quanto traído pelos irmãos - tornou-se solidário para com eles, o bom samaritano foi solidário, pois agiu com misericórdia e compaixão. Somente Jesus nunca foi levita e sacerdote na estrada, sendo sempre o samaritano. Sim, além dele, todos os demais somos samaritanos de vez em quando, e ficamos felizes com isso.

Precisamos buscar uma perspectiva bíblica para um compromisso social cristão, pois sabemos que Deus preocupa-se com o mundo, pois é sua criação;

“Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem;” (Salmo 24.1)

- Amor ao mundo: ação restauradora e não apenas contemplativa.

“Porque Deus amou o mundo [sua criação] de tal maneira ”

que deu seu Filho Unigênito para

(João 3.16)

- Desafio cristão: conjugar adequadamente amor a Deus e o amor ao mundo.

A Bíblia é social e fala de um Deus sempre atento às demandas existenciais, ambientais, culturais, sociais e políticas da sua criação. A preocupação com o outro e o apelo à justiça social são um ecos da relação de Deus com a sua criação

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Exs. Êxodo, tribos, profetas, Jesus, os primeiros cristãos.

Esta base bíblica se reforça na humanidade de Cristo: Deus estava em Cristo, se fez carne, se fez parte da sociedade/da criação. Esta base se reforça ainda com o estabelecimento do Reinado de Deus, uma imagem política desenvolvida por Jesus para expressar o projeto de Deus para a sua criação (valores, ações, comportamentos, posicionamentos).

Somos comunidade humana:

_Somos parte da criação/da sociedade _Não existimos sem a criação e não existimos sem o outro _Importância de uma consciência planetária = toda a vida depende de múltiplas relações _Somos uma comunidade humana. Somos parentes habitantes de uma mesma “casa comum”

Demandas de ação responsável

_Há realidades bastante visíveis que demandam uma ação imediata da Igreja/testemunho de fé emergências, alívio: pobreza, fome, trabalho/emprego, doença, deseducação, intolerância. _Há uma realidade invisível, sistêmica, que rege/define estruturas e o cotidiano: “a mão invisível do mercado/sistema”, como um deus.

A Igreja deve ser inclusiva

“As questões ‘quem é o meu próximo?’ e ‘o que é bom?’ devem ser respondidas de uma forma totalmente inclusiva por uma Igreja que vive na presença de Deus e na expectativa da vinda em poder do seu Senhor.

1 O amor é o cumprimento da lei (v.25-28).

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Quem ama não viola os mandamentos contra Deus e o próximo.

O primeiro mandamento diz:

“amai o Senhor teu Deus

e ao próximo como a ti mesmo” (v.27)

todas as vezes que negamos amor estamos violando este mandamento.

- Quem ama não faz acepção de pessoas. Quem ama não vê o pecado, o mau cheiro, a feiura, pois o amor encobre tudo isto. O amor supera as diferenças.

“O melhor exercício para fortalecer o coração é abaixar-se e levantar os que estão caídos.” Ernest Blevins

2 O amor se manifesta concretamente (Tg 2.14).

De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo?

Deus não deseja apenas declarações de amor através de orações, músicas, poesias e belos escritos, Ele quer ver também manifestações concretas que envolvem:

–– Identificação - “passou perto” - (v.33) A indiferença nos faz ficar longe. Não se aproximar das pessoas necessitadas. Fugir dos conflitados. Cada dia mais desejamos afastar-nos das pessoas complicadas e com problemas. Poucos querem se envolver.

- Compaixão (v.33) O egoísmo é uma das principais causas da falta de compaixão.

“17 Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? 18 Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.

(I Jo 3.17-18)

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Como é feliz aquele que se interessa pelo pobre! O Senhor o livra em tempos de adversidade. O Senhor o protegerá e preservará a sua vida; ele o fará feliz na terra e não o entregará ao desejo dos seus inimigos. O Senhor o susterá em seu leito de enfermidade, e da doença o restaurará. ( Sl 41.1-3).

- Ação (v.34) Muita gente se compadece e sofre com os desafortunados mas não faz nada de prático. Há pessoas que choram vendo casas sendo levadas pela enchente e famílias desabrigadas, mas não são capazes de separar alimentos, agasalhos, procurar saber o que podem fazer para ajudar. Sentir não é tudo, o sentimento tem que vir acompanhado da ação.

- Renúncia ao conforto pessoal - “o seu animal” - (v.34 b) Algumas vezes, demonstrar amor significa abrir mão de seu conforto, de sua comodidade. Que aconteceria se no caminho para a igreja você fosse parado para dar ajuda a um acidentado? Não vemos mais atitudes de cortesia aos idosos e deficientes, mulheres grávidas.

- A ajuda deve ser substancial (hospedaria) O samaritano não deu apenas um pão, mas se envolveu com aquele homem, providenciou um lugar e oportunidade para livrá-lo de uma vez por todas daquela situação.

- Investimento (v.34) Não é preciso muito, apenas um pouco de boa vontade e investimento de cada um. Há muitos velhinhos em asilo, muitas crianças esperando por famílias que queiram adotá-las, muitos meninos e meninas cheios de talentos e potencial esperando por uma oportunidade, mulheres precisando de creches para deixar os seus filhos e trabalhar com tranquilidade.

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4. CONCLUSÃO

A igreja contemporânea precisa acompanhar a aceleração do crescimento da vida urbana, não compactuando do mal que habita nela, mas trazer uma proposta transformadora em todas as esferas da sociedade, retribuindo ou distribuindo aquilo que tem recebido de Deus.

Por isso, Deus chama o povo a ser seu colaborador, seu ajudante (cf. 2 Co 6. 1), é urgente perceber sua presença entre nós, para unirmo-nos à sua obra. É uma afirmação central do pensamento neotestamentário que, a partir de sua ressurreição, Jesus Cristo toma forma tanto na sociedade como na comunidade cristã. (SANTA ANA, 1985, p. 42)

Devemos ser resposta de Deus para aquelas pessoas que buscaremos ser próximas, em situações emergentes, catastróficas de dor e sofrimento.

Buscar servir a Deus e a comunidade por meio de uma ação social da igreja capaz de encarar os desafios urbanos, com uma consciência de que o sofrimento faz parte da vida do ser humano e que a igreja é protagonista da ação de Deus para todos em qualquer situação.

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5. REFERÊNCIAS.

ROCHA, Calvino Teixeira. Responsabilidade Social da Igreja. Descoberta Editora Ltda, 2003.

KIVITZ, Ed René. Este Guia de Estudo refere-se ao quarto sermão da série Vinho Novo, Odres Novos, pregado pelo Pr. Ed René Kivitz em 11 de abril de 2010 (ibab.com.br). Ele foi elaborado para facilitar a discussão em Pequenos Grupos.

RYLE, J. C. Líderes Evangélicos do Século XVIII - John Wesley. Ananindeua:

Editora Clássicos Evangélicos, 1989.

LINTHICUM. Robert C. Cidade de Deus, Cidade de Satanás. Belo Horizonte- MG, Visão Mundial, 3ª Edição, 2000.

RYRIE. Charles Caldwell. A Bíblia Anotada Versão RA. São Paulo SP, Editora Mundo Cristão.1994.

Modulo 1 Lição 3, Evangelismo Criativo. p.13 dos LOC do Instituto Haggai.

NO TEMPO, de olho. FONTE: http://www.deolhonotempo.com.br/?id=81-

ANA. Julio de Santa. PELAS TRILHAS DOMUNDO, ACAMINHO DO REINO, IMPRENSA METODISTA, 1985.