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www.topeneda.blogspot.pt Aquilino Ribeiro- O Malhadinhas A pata do rico sobre o cachao do pobre.

H momentos na vida e pendncias que um homem honrado no provoca nem espera, e que s se resolvem de pulso rijo e botando as unhas a uma arma nunca saa da bainha sem causa nem entrava na bainha sem honra.

Sabes o que te vale? ter-me j sentado tua mesa.

At de boca fechada mentia.

Mas saber ler no basta para ser fino, ser cavaleiro e muito menos ser feliz.

V se lhe espreitas a alma.

Vinho e aguardente tudo a mesma famlia.

Cria o corvo, tirar-te- o olho.

Ora, ora ronca o mar e mijo nele.

dona de casa de primeira ordem; os seus seios, levantados como pes das boas fornadas, eram a melhor fronha para um homem encostar a cabea.

Respondi eu a chorar, que os olhos dum homem no foram feitos s para ver.

A palavra como a lana, longe alcana.

Falas de santo, unhadas de gato.

A fruta mais saborosa tem o caroo no meio.

No te queixes da injustia dos homens, queixa-te do gnio, que assomadio e falho de humanidade.

No h grande gerao sem santo nem ladro.

Isto de fmeas so todas as mesmas. Me, casai-me logo, que se me arruga o rosto.

nega-lo seria negar a luz do sol.

A viva rica com um olho chora, com o outro repica.

Tanto ladras que trincas a lngua.

A noite de negra, to bem esconde o justo como o pecador.

focinho por terra, como pessoa no-te-rales que vo ao teu destino.

Milagre! Milagre! Aos parvos aparecem os santos.

Nem para calo de panela tinha prstimo.

O bicho homem, quem quer que seja e o que quer que faa, tem sempre consigo a mesma peonha. E esta peonha sabes o que ? o nunca estar contente com a sua sorte. Quanto mais tem mais apetece, deseja e torna a desejar para logo ou amanh aborrecer.