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Aula 18/10/2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

00:17

Aula 18/10/2012 sexta-feira, 19 de outubro de 2012 00:17 Farmacolo - ANTIULCEROSOS ○ Fatores desencadeantes

Farmacolo

- ANTIULCEROSOS

Fatores desencadeantes Infecção bacteriana por Helicobacter pylori (H.pylori): se instala quando há alguma lesão, prejudicando o tecido ainda mais, se o TGI estiver íntegro esta bactéria não se instala. Aumento da secreção de ácido clorídrico: as defesas contra o ácido clorídrico não conseguem atuar quando há aumento deste ácido, o muco produzido fisiológica será ineficiente. Defesa inadequada da mucosa contra o ácido gástrico: se não tiver a correta produção do muco o tecido será lesionado.

Possibilidades de Tratamentos Eliminar a infecção por H. pylori, se tem infecção por esta bactéria, se faz necessário eliminá-la para continuar o tratamento específico para o trato, sendo utilizado os antibióticos sistêmicos para acabar com esta infecção. Diminuir a secreção do ácido clorídrico ou neutralizar sua ação, se há muito ácido clorídrico tem que tentar reduzir sua secreção ou neutralizá-la, muitos dos medicamentos antiulcerosos vão atuar na cascata de formação deste ácido para reduzir a sua formação, ou neutralizar a ação do ácido através de uma reação química através dos antiácidos. Há uma desvantagem em apenas neutralizar o ácido, pois se houver outra descarga de ácido algum tempo após a ingestão do antiácido, este não fará mais efeito, sendo necessário outra dosagem para neutralizar o ácido clorídrico. Prover fármacos que protejam a mucosa gástrica da lesão, alguns medicamentos induzem a produção de muco para proteção gástrica e outros medicamentos que tem uma substância que consegue aderir a parede gástrica, impedindo a atuação do ácido clorídrico.

Medicamentos utilizados Antibióticos sistêmicos (para H. pylori) Antiácidos (neutralizar o ácido clorídrico) Antagonistas dos receptores de histamina (H 2 ): modulador da cascata de formação do ácido clorídrico. Inibidores da Bomba de prótons: são considerados mais potentes que os anteriores. A vantagem na sua utilização é que como é uma cascata de produção do ácido, com "n" fatores que estimulam a produção, se for bloqueado no final da cascata, independente do tipo de estímulo anterior, se vai bloquear todo o processo, por isto que seu efeito é muito maior. Outros fármacos contra úlcera péptica:

- ANTIBIÓTICOS SISTÊMICOS

Metronidazol, Tetraciclina, Claritromicina, Amoxicilina

Normalmente para tratamento gástrico contra H.pylori se utiliza um conjugado de antibióticos, dois ou três no mínimo.

Farmacocinética Absorção variável no TGI. Ampla distribuição no organismo. Excreção principalmente na urina.

Farmacodinâmica Como cada antibiótico trabalha em um mecanismo diferente, se cita detalhes, mas a ação básica deles é que vai entrar no tratamento para matar a bactéria H.pylori.

Tratar a infecção causada pelo H. pylori.

Página 1 de Farmacologia Digestório

-

Ação bactericida e bacteriostática.

Farmacoterapia No tratamento contra a H.pylori se introduz o antibiótico associando mais algum medicamento cicatrizante. A associação com medicamentos cicatrizantes se faz utilizando um antihistamícos H2 ou o Inibidores da Bomba de prótons, o antiácido se deixa para uma necessidade maior (quando o paciente sente mais dores).

Combinações de agentes antimicrobianos e um antiácido ou antagonista dos receptores H 2 ou um inibidor da bomba de prótons. Há uma combinação de agentes antimicrobianos para que não se tenha recidiva da H.pylori, onde foi verificado que a conjugação de antibióticos o índice de melhora dos pacientes subia muito, por isto que ficou preconizado a utilização de 2 ou 3 antibióticos diferentes para melhorar o tratamento. Administração por um período de 2 semanas.

Interações Tetraciclina aumenta o nível da digoxina, esta tem curtíssima janela terapêutica, podendo causar intoxicação. Metronidazol e Tetraciclina aumenta o risco de sangramento quando administrados com anticoagulantes. Alimentos, principalmente derivados de leite, diminuem a absorção da tetraciclina. Tomar medicamento com leite, como algumas pessoas mais velhas indicavam, é a pior sugestão, pois o leite tem uma função quelante, se ligando a substâncias e bloqueia ou interfere no processo absortivo de várias substâncias, como a tetraciclina. Todo teste com o medicamento é realizado com 200 ml de água, não se utiliza outra substância líquida. Utilizando outra substância líquida para ingerir o comprimido pode interferir na absorção do medicamento, na dispersão e em todo processo cinético.

Reações adversas Metronidazol, claritromicina e tetraciclina – distúrbios da GI leve (desconfortos epigástricos) Claritromicina e metronidazol – paladar anormal (gosto metálico) Amoxicilina - diarréia

ANTIÁCIDOS São medicações adquiridas sem prescrição. Utilizados isoladamente ou com outros fármacos. Pode ser encontrado em forma de pó ou líquidos, como comprimidos efervescente ou em frascos, neste último a medida (uma colher de chá) ingerida pode ser maior do que a recomendada, interferindo em outros sistemas como na cardiologia.

Hidróxido de Alumínio, Hidróxido de Magnésio, Bicarbonato de Sódio, Carbonato de Cálcio

Farmacocinética Administração oral: todos os antiácidos serão de administração oral. Ação local: a ação é local porque vai agir no ácido que já está no estômago. Distribui-se por todo TGI. Excretados principalmente nas fezes.

Os antiácidos não têm uma absorção muito alta, apesar de sabermos que o cálcio consegue ser absorvido, mas de modo geral os antiácidos agem localmente.

Farmacodinâmica Neutralizam o ácido gástrico. Os antiácidos interagem com o ácido gástrico, transformando a reação em um sal, diminuindo a acidez no estômago. Reduzem a quantidade total do ácido permitindo a cicatrização da úlcera.

Antiácido + Ác. Gástrico diminuição da acidez Base fraca + Ác. Clorídrico H 2 O
Antiácido + Ác. Gástrico
diminuição da acidez
Base fraca + Ác. Clorídrico
H 2 O + Sal

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Antiácido + Ác. Gástrico diminuição da acidez Base fraca + Ác. Clorídrico H 2 O
Antiácido + Ác. Gástrico
diminuição da acidez
Base fraca + Ác. Clorídrico
H 2 O + Sal

Fatores que influenciam a ação. Se for ingerido com o estômago vazio, rapidamente vai neutralizar o ácido gástrico, porém se for ingerido com o estômago cheio pode haver um prolongamento do tempo para que o antiácido comece a fazer o efeito, pois existem outras partículas na alimentação que interferem na ação do antiácido, dificultando o ação do medicamento, sendo um fato controverso.

O antiácido age no ácido gástrico já existente no local, permitindo uma melhor cicatrização, caso após algum tempo se tenha outra descarga de ácido gástrico (como mascar um chiclete ou outra refeição), aquele antiácido ingerido não fará mais efeito. Desta forma, a ação do antiácido é momentânea, se for ingerido no momento vai neutralizar o ácido existente, mas após um pequeno tempo pode haver uma descarga de ácido gástrico o que vai prejudicar novamente a mucosa gástrica, tendo que ingerir outro antiácido.

Farmacoterapia Diminuem a dor e promove a cicatrização na úlcera péptica. Aliviam sintomas da indigestão ácida, dispepsia ou doenças por reflexo gastroesofágico. Controlam a hiperfosfatemia na Insuficiência renal. Suplementação de cálcio na osteoporose.

Interações Interferem na absorção de medicamentos orais, como digoxina, sais de ferro, isoniazida, quinolonas, tetraciclinas. Como o antiácido diminui a acidez do estômago, vai interferir principalmente na absorção de alguns medicamentos. Desta forma, para evitar alguma alteração se preconiza que não se ingira outros medicamentos conjuntamente com o antiácido, para não interferir na sua absorção. Ingestão de carbonato de cálcio com alimentos contendo cálcio pode resultar em hipercalcemia.

Reações adversas Hidróxido de alumínio - constipação Hidróxido de magnésio - diarréia Hipofosfatemia Alcalose sistêmica Alterações em pacientes hipertensos ou com insuficiência cardíaca congestiva. Nas alterações cardíacas, pode utilizar bloqueadores dos canais de cálcio, dentre os antiácidos temos o carbonato de cálcio, que pode aumentar na concentração sistêmica desta substância, alterando e influenciando no tratamento da ICC.

- ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES H 2

Cimetidina, Nizatidina, Ranitidina, Famotidina

O principal e primeira molécula idealizada deste grupo foi a Cimetidina, hoje a mais utilizada e conhecida é a Ranitidina. A diferença entre estas moléculas se dá na potência de cada uma, mas o mecanismo de ação será a mesmo, agindo no início da cascata de formação do ácido clorídrico, bloqueando a ação da histamina, inativando a produção de deste ácido.

Farmacocinética Apresentam absorção rápida e completa pelo TGI, com exceção da famotidina. Presença de alimentos reduz a absorção, por isto que a ingestão deve ser em jejum para evitar interferências na absorção. Ampla distribuição. Metabolizados pelo fígado, exceção da nizatidina.

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Excreção na urina e no leite materno.

Farmacodinâmica Bloqueiam competitivamente a estimulação da histamina nas células parietais secretoras de ácido do estômago. Ou seja, se liga nos receptores de histamina e impede o início da cascata de produção do ácido clorídrico.

Farmacoterapia Promover a cicatrização das úlceras duodenais gástricas. Tratar as hipersecreções GI patológicas, como a síndrome de Zollinger-Ellison. Evitar a formação da úlcera de estresse, esofagite por refluxo. Como no esôfago não tem a correta proteção contra o ácido gástrico, a diminuição da acidez gástrica vai evitar a esofagite no caso de refluxo gástrico.

Potência de Ação A indústria farmacêutica muitas vezes tenta alterar a molécula, interferindo na potência dos medicamentos de forma a aumentar ou melhorar a sua potência. A Cimetidina foi o protótipo, a partir desta é que sugiram as outras. A Ranitidina é de 5 a 10 vezes mais potente do que a Cimetidina, por isto que se dá preferência a Ranitidina, que inclusive tem um custo muito barato. A Nizatidina tem potência similar a da Ranitidina. A molécula mais nova é a Famotidina, quando comparada com a Ranitidina é de 3 a 20 vezes mais potente e quando comparada a Cimetidina é de 20 a 50 vezes mais potente, por isto que é mais cara que as demais.

vezes mais potente, por isto que é mais cara que as demais. ○ Interações Antiácidos diminuem

Interações Antiácidos diminuem a absorção. Cimetidina aumenta os níveis sanguíneos de muitos fármacos: anticoagulantes orais, propranolol, benzodiazepínicos, antidepressivos tricíclicos, lindocaína, além de outros. A Cimetidina é um inibidor do Citocromo P450, automaticamente se tem um aumento expressivo de outros fármacos, pois altera o metabolismo deste, de forma a deixar outros medicamentos mais tempo no organismo, podendo provocar intoxicações. Cimetidina inibe o metabolismo do álcool etílico, pela mesma característica. Com a ingestão conjunta da Cimetidina e o álcool, este não será metabolizado, aumentando os níveis de embriaguez, podendo com facilidade chegar ao coma alcoólico.

Reações adversas Cimetidina e ranitidina- cefaléia, tontura, náuseas, mal estar, diarréia ou constipação, prurido. Estas reações são controversas, pois são reações de pacientes que tem gastrites. Perda de desempenho sexual e impotência (raro). Famotidina e Nizatidina - cefaléia, diarréia ou constipação e erupção cutânea.

De modo geral não há muitas reações adversas e o paciente se adapta bem a estes medicamentos.

- INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS Se considera este grupo melhor do que os Inibidores de Histamina, sendo mais utilizado, porém com um custo mais elevado. Todos eles têm o mesmo mecanismo. O protótipo de grupo é o Omeprazol, os demais são modificações deste.

Rabeprazol, Pantoprazol, Omeprazol, Lansoprazol

Farmacocinética

Página 4 de Farmacologia Digestório

São pró-fármacos.

Administrados por via oral.

Rápida absorção.

Liga-se as proteínas plasmáticas.

Metabolização hepática.

Excreção renal.

Farmacodinâmica São mais potentes que os antagonistas dos receptores H Bloqueiam a última etapa na secreção do ácido gástrico. Reage com o resíduo de cisteína da bomba, formando uma ligação covalente e estável.

2

.

Existem vários fatores que agem no início da cascata de formação do ácido clorídrico, terminando em um mecanismo, bomba de prótons, independente de qual fator que lhe deu início, tendo um processo de finalização com trocas de hidrogênio, chegando na bomba de prótons. Se há uma inibição desta bomba de prótons se reduz drasticamente a produção de ácido clorídrico, independente do fator que deu início a sua formação, se conseguindo trabalhar de forma mais efetiva.

Farmacoterapia Tratamento de úlceras pépticas. Tratamento a longo prazo dos estados de hipersecreção. Esofagite erosiva.

Interações Interferem no metabolismo do diazepam, da fenitoína e warfarin – aumenta tempo de meia-vida e da concentração plasmática [C]. Interferir na absorção de fármacos que dependem do pH ácido – cetoconazol, digoxina, ampicilina, sais de ferro. Como reduz muito na quantidade de ácido produzido, começa a interferir na absorção de alguns medicamentos, não tão drástico como no antiácido, que neutraliza todo ácido presente naquele momento, mas tem que ficar alerta e observando seu efeito.

Reações adversas

Estas reações se confundem com quadro patológico do paciente.

Dor abdominal

Diarréia

Náuseas

Vômito

- OUTROS FÁRMACOS ANTIULCEROSOS

Misoprostrol – Análogo estável da PGE 1 . Este medicamento foi retirado do mercado, porque estava sendo utilizado para provocar aborto. Não sendo mais utilizado no mercado brasileiro.

Farmacocinética

• Pró-droga.

• Absorção rápida.

• Alta afinidade plasmática.

• Excreção renal.

Farmacodinâmica

• Efeito citoprotetor.

• Reduz secreção do ácido Gástrico e aumenta a produção de muco.

• Aumenta a liberação de HCO

3 e mucina.

Farmacoterapia

• Prevenção de úlceras causadas por AINES.

Interações

• Antiácidos se ligam ao Misoprostol ou diminuem sua absorção.

Página 5 de Farmacologia Digestório

Reações adversas

• Diarréia

• Dor abdominal

• Flatulência

• Indigestão

• Náuseas

• Abortamento

Sucralfato – Complexo de Hidróxido de Alumínio e Sacarose Sulfatada.

Farmacocinética

• Administração oral.

• Ação local.

• Excretado nas fezes.

Farmacodinâmica

• Reage com HCL e forma substância espessa a pastosa que adere a mucosa.

• Promove cicatrização.

• Estimula a liberação de PGs, muco e bicarbonato.

Quando entra em contato com o ácido clorídrico vai ter uma reação química que altera as características físico-química da molécula, virando um líquido viscoso e pastoso aderente, fixando-se em todo tecido gástrico, fazendo uma barreira de contato, ficando aderido ao aparelho gástrico, impedindo a agressão na mucosa gástrica, promovendo uma melhor cicatrização. Com o movimento gástrico e a própria passagem do alimento, há uma retirada desta camada protetora, não durando muito tempo no estômago, produzindo, também, um gosto metálico causado pelo hidróxido de alumínio. Tem que ser ingerido em jejum para que os alimentos não prejudiquem sua atuação.

Farmacoterapia

• Utilizado no tratamento a curto prazo de úlceras duodenais.

• Prevenção de úlceras recorrentes.

Interações

• Alguns medicamentos se ligam ao sucralfato no TGI, diminuindo sua absorção.

• Antiácido reduz a ligação do sucralfato a mucosa TGI. Como o sucralfato precisa do HCl e este está inibido pelo antiácido, não se dará a formação do líquido aderente na mucosa gástrica.

Reações adversas

• Constipação. Náuseas. Gosto metálico.

Bismuto Coloidal Preparação cicatrizante. Ação microbiana. Inibe a atividade da pepsina.

Diciclomina: Antimuscarínicos.

Simeticona: Alivia a distensão abdominal.

Alginatos: Alterações no muco.

- DROGAS DIGESTIVAS

- AGENTES ADSORVENTES São capazes de adsorver drogas e toxinas. Além de substâncias químicas conseguem se ligar a toxinas

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bacterianas. São prescritos como Antídotos, pois conseguem reduzir a intoxicação provocada por drogas e toxinas. Conseguem capturar outras substâncias.

Carvão Ativado, Caolim, Pectina, Greda, Metilcelulose

Farmacocinética Administração rápida. Doses repetidas. Principalmente se for algum comprimido que vai sendo dissolvido aos poucos, precisando de doses repetidas para promover sua absorção. Absorção, metabolização - não ocorre, pois é de ação local, agindo a nível e ao longo do TGI, incorporando as moléculas que tem afinidade. Excretado nas fezes.

Farmacodinâmica Atrai e liga-se a toxina/droga. Inibe a absorção da toxina/droga. Complexação adsorvente - toxina é excretada.

Farmacoterapia Antídoto de uso geral, utilizado quando se tem intoxicação por via oral (alimentares). Diarréias causadas por toxinas.

Reações Adversas: Constipação.

Contra – Indicação Envenenamento por cianeto, etanol, metanol, ferro, solventes orgânicos, ácidos inorgânicos

- AGENTES ANTIFLATULENTOS

Dimeticona: é uma substância que vai reduzir a produção de gases. Não são absorvidos no TGI, agindo localmente. Dispersa as bolhas gasosas no TGI. Ajuda a impedir a formação das bolhas gasosas, modifica a tensão superficial, evitando a formação das bolhas, reduzindo os desconfortos provocados pelos gases. Indicado para distensão gástrica, pós-operatório, colo irritável, onde ocorre a maior produção de gases.

- AGENTES DIGESTIVOS São algumas enzimas específicas, utilizadas quando se exagera na alimentação ou com algum problema digestivo, sendo utilizados pontualmente. Não são substâncias preventivas, agindo mais sobre o bolo alimentar, depois do quadro instalado. Tem as mesmas características das enzimas produzidas fisiologicamente, o que melhora e acelera o processo de digestão.

Ácido Desidrocólico, Pancreatina, Pancrelipase

Auxilia no processo de digestão.

Atuam localmente no TGI.

Agem de forma similar aos agentes digestivos naturais.

São excretados nas fezes.

Os antiácidos interagem com a pancreatina e pancrelipase, não podendo ser tomados junto com antiácidos.

Reações Adversas: relacionadas aos processos digestivos. Em doses altas pode provoca diarréias.

Ácido desidrocólico

• Cólicas abdominais

• Cólicas biliares

• Diarréia

Enzimas Pancreáticas

• Diarréias

• Náuseas

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Aula 25/10/2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

15:08

Aula 25/10/2012 sexta-feira, 26 de outubro de 2012 15:08 Farmacolo - AGENTES ANTIDIARRÉICOS E LAXANTES A

Farmacolo

- AGENTES ANTIDIARRÉICOS E LAXANTES

A diarréia e a constipação são os dois principais sintomas relacionados aos distúrbios do intestino

grosso. Com a utilização destes agentes se pretende minimizar os efeitos destes sintomas, podendo atuar a nível sistêmico ou local.

Antes de usar os agentes antidiarréicos é necessário saber qual a causa da diarréia. O quadro diarréico pode ter vários fatores que estão agindo, dentre eles a infecção intestinal por intoxicação alimentar. Associado a intoxicação alimentar existe um quadro bacteriano, onde as bactérias produzem toxinas, se nesta infecção o processo diarréico for interrompido as bactérias e suas toxinas podem ser mantidas dentro do organismo, podendo chegar a uma sepse.

- AGENTES ANTIDIARRÉICOS

A diarréia e a constipação constituem os dois principais sintomas relacionados a distúrbios do intestino

grosso. Agentes antidiarréicos atuam a nível sistêmico ou localmente. Durante o episódio diarréico há uma aumento da motilidade do TGI, aumento da secreção, juntamente com uma diminuição da absorção de líquido, levando a perda de eletrólitos e água. Desta forma, teremos três grupos

específicos:

Fármacos antimotilidade: reduzir a motilidade, retendo líquidos e eletrólitos

Adsorventes: atraem moléculas, toxinas e microorganismos, alterando a flora intestinal ou revestindo e protegendo a mucosa intestinal.

Fármacos que modificam o transporte de líquidos e eletrólitos: minimizam a saída de líquidos e eletrólitos para o lúmen intestinal, reduzindo a passagem de líquido e reduzindo o quadro diarréico.

- FÁRMACO ANTIMOTILIDADE Estes fármacos diminuem a motilidade, o que reduz a frequência de cólicas abdominais, diminui a eliminação de fezes e abrevia a duração da doença.

Difenoxina, Difenoxilato, Loperamida (fármaco de primeira escolha)

Farmacocinética Absorção : rápida com atropina no TGI (loperamida variabilidade alta, precisando ficar em observação). Distribuição: com ação sistêmica é distribuído no soro Metabolização: hepática, com exceção do difenoxilato e da difenoxina, que não têm total metabolização. Excreção: nas fezes

Farmacodinâmica Reduzem a motilidade do TGI. Reduzindo o peristaltismo: agem a nível de terminações nervosas o que reduz a peristalse intestinal. Diminuem as contrações expulsivas em todo o colón. Por ser de atuação sistêmica, pode levar a reações adversas importantes.

Farmacoterapia Diarréias inespecíficas agudas: nestas há uma grande desidratação, precisando fazer algo para contê-la, melhorando o quadro de desidratação. Diarréias crônicas:

Associados aos quadros diarréicos existe um quadro que pode levar a uma desidratação, sendo necessário repor o volume que está saindo, principalmente em idosos e crianças.

Página 8 de Farmacologia Digestório

Interações Associados com barbitúricos, álcool, narcóticos, tranqüilizantes e sedativos: como os fármacos antimotilidade agem a nível sistêmico, podem aumentar efeitos depressores quando associados a estas substâncias.

Reações adversas Náuseas Vômitos Distensão abdominal Sonolência Fadiga Depressão do SNC Taquicardia Íleo paralítico

- ADSORVENTES Utilizados no tratamento sintomático da diarréia. Os adsorventes atuam atraindo e retendo microrganismos ou toxinas, alterando a flora intestinal ou revestindo e protegendo a mucosa intestinal.

CAOLIM, PECTINA

Farmacocinética Não são absorvidos e são excretados nas fezes. Tem ação local.

Farmacodinâmica Ligam-se as bactérias , toxinas e outros irritantes da parede intestinal, que estão causando a diarréia. A pectina aumenta o pH da luz intestinal - efeito suavizante.

Farmacoterapia Diarréias agudas leves e moderadas. Alívio temporário da diarréia crônica.

Interações Interferem na absorção da digoxina e outros fármacos.

Reações adversas

Constipação

- FÁRMACOS QUE MODIFICAM O TRANSPORTE DE LÍQUIDOS E ELETRÓLITOS

AAS, Indometacina, Salicilato de bismuto

Ação antidiarréica.

Inibição da síntese de prostaglandinas.

Diminui a secreção de líquidos no intestino.

Estes fármacos conseguem reduzir a saída de líquidos e eletrólitos para o lúmen intestinal, reduzindo o quadro diarréico, pois quanto menos líquido for liberado, menos liquefeita são as fezes. Não se prende o material que está provocando o problema, apenas retém os líquidos e eletrólitos, diminuindo, também, o quadro de desidratação.

- AGENTES LAXANTES Estes fármacos atuam nos casos de constipação, o quadro oposto da diarréia. A constipação é mais comum nas mulheres, principalmente pelas alterações hormonais. Muitas pessoas se acostumam com o quadro de constipação e acham normal, mas não é, pois a defecação normal deve ser diária.

Página 9 de Farmacologia Digestório

Na avaliação do paciente tem que verificar a ingestão de água e de fibras, se o paciente não está se alimentando e se hidratando corretamente, é necessário uma reeducação alimentar e comportamental, com uma regulação de horário, pois o medicamento sozinho não vai resolver o problema.

De modo geral, os laxativos vão atuar a nível local, sobre o bolo fecal.

- LAXANTES HIPEROSMOLARES Provocam a saída de líquido para o lúmen intestinal, sem agredir a parede mucosa. Estes agentes prendem volumes aumentados de líquido na luz do intestino, acelerando a transferência do conteúdo intestinal através do intestino delgado. Isto resulta em volume anormalmente grande que entra no colo, causando distensão e purgação.

GLICERINA, LACTULOSE, COMPOSTOS SALINOS, POLIETILENO GLICOL

Farmacocinética Propriedades variáveis. Alguns são administrados por via retal (supositório) para aliviar a constipação, pois agem muito rápido. Não absorvidos, excretados nas fezes Ação basicamente local, não se tendo complicações com estes fármacos. Administração oral ou local por enema ou supositório.

Farmacodinâmica Atraem líquidos para o intestino. Promove distensão intestinal . Aumentam a atividade peristáltica, pois quanto mais volume tiver, maior será o estímulo peristáltico. Ocasiona evacuação.

A idéia deste medicamento é gerar um meio mais salino no lúmen intestinal, onde por osmose, a água vai começar a entrar no intestino, provocando uma hidratação das fezes, facilitando sua saída.

Farmacoterapia Preparação de procedimentos endoscópicos ou radiológicos. Reeducação intestinal. Tratamento rápido da constipação, em questão de minutos se consegue eliminar as fezes.

Interações Medicações administradas via oral uma hora antes do Polietilenoglicol (PGE) são eliminadas do TGI sem serem absorvidos. Como vai aumentar a saída de líquido, se algum medicamento for ingerido conjuntamente pode não ser absorvido, sendo eliminado nas fezes. Se estiver tomando algum laxante, deve-se ingerir qualquer outro tipo de medicamento algum tempo após, para evitar sua eliminação sem a correta absorção.

Reações adversas Desequilíbrios eletrólitos Desidratação Fraqueza Diarréias Choques Distensão

- FIBRAS DIETÉTICAS E LAXANTES RELACIONADOS A FORMAÇÃO DE MASSA É o grupo mais indicado, principalmente quando indicado a reeducação intestinal. A idéia destes fármacos é gerar mais bolo fecal, agregando mais água ao bolo fecal anterior, pois tem propriedade de reter água e dar forma ao bolo fecal, aumentando a quantidade de material a ser eliminado.

METILCELULOSE, POLICARBOFILO, MUCILÓIDE HIDROFÍLICO (SEMENTES DE LINHO), ÁGAR, FIBRAS VEGETAIS

Página 10 de Farmacologia Digestório

Farmacocinética Não sofrem absorção sistêmica. Ação local. Excretados nas fezes.

Farmacodinâmica Formam géis no intestino grosso Promovem retenção de água Aumentam a massa fecal Promove distensão intestinal Aumento do peristaltismo Evacuação

Estes fármacos vão gerar um gel, promovendo a retenção de água junto ao material que está no intestino, permitindo que o bolo fecal fique mais pastoso e úmido, aumentando a quantidade a ser eliminada. Existem pessoas que geram pouco material fecal, não gerando reflexo de defecação (contrações expulsativas), com o aumento da quantidade a ser eliminada, o reflexo de defecação aparece e melhorar o quadro de constipação do paciente.

Ou seja, formam uma massa hidratada volumosa na luz intestinal, promovendo o peristaltismo e melhorando a consistência fecal. Podem levar vários dias para funcionar, mas não têm efeitos indesejáveis sérios.

Farmacoterapia Tratamento de casos simples de constipação. No pós operatório de grandes cirurgias. Na recuperação do IAM e isquemias cerebrais. Síndrome do cólon irritável. É o melhor medicamento para reeducação intestinal.

Interações Diminuem a absorção da digoxina, warfarin, salicilatos.

Reações adversas Gases Sensação de plenitude Obstrução intestinal Impactação fecal Diarréias intensas

- LAXANTES ESTIMULANTES Não é indicado para uso freqüente. Conhecidos como Catárticos Irritantes, gera uma irritação da mucosa, provocando processo inflamatório através do estímulo nas terminações nervosas do músculo liso intestinal, provocando cólicas. Pode provocar lesão no TGI se utilizado com frequência.

Estes fármacos fazem algo parecido ao que a bactéria faz, pois é uma substância irritante, que quando entra em contato com a parede intestinal vai gerar um processo inflamatório e estimulação dos terminais nervosos, tendo uma aceleração do processo de eliminação. Daí decorre que não se pode utilizar com frequência, pois pode gerar uma inflamação permanente ou levar a uma lesão importante.

BISACODIL, CÁSCARA SAGRADA, ÓLEO DE RÍCINO, FENOLFTALEÍNA, SENE

Farmacocinética Absorção mínima. Metabolização hepática. Excreção Renal e Biliar.

Página 11 de Farmacologia Digestório

Farmacodinâmica Provoca irritação intestinal. Estimula as terminações nervosas do músculo liso intestinal. Aumento do peristaltismo. Evacuação.

Provoca uma irritação intestinal, que estimula as terminações nervosas, gerando um processo inflamatório, tendo a liberação de líquidos em grandes concentrações e estimulação do trânsito do TGI, por isto que provocam grandes cólicas intestinais, para eliminação do material.

Farmacoterapia Esvaziamento intestinal pré-cirúrgico. Em procedimentos de proctoscopia. Exames radiológicos. Tratamento de constipação severa. Disfunção neurológica do cólon.

O ideal é que não se utilize com frequência, apenas em alguns procedimentos. Tem que se ter cuidado com o risco de lesões, que é dependente da frequência na utilização.

Interações Reduzem a absorção de outros medicamentos, pois todo laxante terá a tendência a reduzir a absorção de outros fármacos que são administrados conjuntamente, pois o trânsito estará aumentado, permitindo uma menor absorção do outro medicamento.

Reações adversas Fraqueza Náuseas Cólicas abdominais Inflamação leve do reto e ânus

- LAXANTES LUBRIFICANTES

ÓLEO MINERAL Farmacocinética

Absorção de parte da forma emusificada.

Distribui-se pelos linfonodos e mesentéricos, mucosa intestinal, fígado e baço.

Metabolização hepática.

Excreção nas fezes.

Farmacodinâmica: com ação local, lubrifica as feze3s e a mucosa intestinal, facilitando a saída do material fecal.

Lubrifica as fezes e a mucosa intestinal, como se fosse uma película protetora.

Impede a reabsorção de água da luz do intestino.

Produz Distensão (enema).

Evacuação.

Interações

Reduzem a absorção de outros medicamentos

Interfere na atividade antibacteriana das sulfonamidas.

Reações adversas

Vômito

Náuseas

Cólicas abdominais

Diarréias

Página 12 de Farmacologia Digestório

Aula 08/11/2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

21:05

Aula 08/11/2012 quinta-feira, 8 de novembro de 2012 21:05 Farmacolo - AGENTES ANTIEMÉTICOS E EMÉTICOS ○

Farmacolo

- AGENTES ANTIEMÉTICOS E EMÉTICOS

Representam dois grupos de fármacos com ações opostas.

Agentes eméticos induzem vômitos.

Agentes antieméticos diminuem a náusea, reduzindo a ânsia de vômito.

Os vômitos são regulados centralmente pelo Centro do Vômito (CV) e pela Zona de Gatilho Quimiorreceptora (CTZ) ou Zona Disparadora Quimiorreceptora, ambos localizados no bulbo. A CTZ é sensível a estímulos químicos e o principal ponto de ação de muitos fármacos eméticos e antieméticos. Impulsos da CTZ passam para as áreas do tronco encefálico - conhecidas como Centro do Vômito (CV) - que controlam e integram as funções viscerais e somáticas envolvidas no ato de vomitar.

- EMÉTICOS Emético deriva da palavra Êmese (ato de vomitar): expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca.

Os agentes eméticos induzem o vômito, estes fármacos eméticos quase não são utilizados, pois existem outras manobras que "substituem" os vômitos.

Xarope de ipeca – “Ipecuanha” (emetina e cefalina)

Farmacocinética Indefinida. Após administração ocorre vômito em 10 a 30 mim. Importante administrar líquido logo após o medicamento.

Farmacodinâmica Estimula o centro do vômito localizado no bulbo. Induz o vômito.

Farmacoterapia Necessidade de esvaziamento do estômago em pessoas que ingeriram substâncias tóxicas. Antes não se tinha a consciência do carvão ativado, por isto se provocava vômitos no paciente para que expelissem a substância tóxica ingerida. Hoje já não se utiliza mais estes medicamentos.

Interações Se o envenenamento for pela ingestão de fenotiazina o efeito emético do xarope de ipeca pode ser diminuído.

Reações Adversas Raras quando utilizado na dose recomendada. Vômito prolongados, diarréia, letargia.

- ANTIEMÉTICOS Os antieméticos não foram desenvolvidos para serem antieméticos. Estes vão inibir e combater náuseas e vômitos, sendo utilizado com maior frequência nos pacientes submetidos a quimioterapia, pois estes pacientes apresentam grandes quadros de náuseas e vômitos, onde se faz um conjugado de vários antieméticos.

Os antieméticos vão impedir o vômito, competindo com o mecanismo de ação do vômito, reduzindo o vômito.

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Existe uma infinidade de substâncias que se propõem a atuar como antieméticos.

ANTI-HISTAMÍNICOS

 

Difenidramina

Dimenidrato - Dramin R

Buclizina - Postafen R

Hidroxizina

Prometazina - Fernegan R

Meclizina

Trimetobenzamida

BUTIROFENONAS

Droperidol - Nilperidol R

Haloperidol - Haldol R

FENOTIAZIDAS

Clorpromazina

Prometazina

Tietilperazina

ANTAGONISTAS MUSCARÍNICOS

Hioscina - espasmodium R

Escopolamina- Buscopan R

BENZODIAZEPINAS

Alprazolam

Lorazepam

BENZAMIDAS SUBSTITUÍDAS

Metoclopramida - Palsil R

Domperidona – Motilium R

Plasil R , Cefalium R , Elcil R , Digeplus R , Emetic R

BLOQUEADORES DO RECEPTOR SUBSTÂNCIA P

Volopitant

Aprepitanto

ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE SEROTONINA (5HT

3

)

Ondansetrona - Ansetron R

 

Granisetrona – Kytril R , Ezulen R

Dolasetrona

Palonosetrona

CORTICOSTERÓIDES

Dexametasona

CANABINÓIDES

 

Nabilona

Dronabinol

Os grupos de antieméticos mais leves são os Anti-Histamícos e os Antagonistas Muscarínicos. No caso de uma emergência deve-se utilizar um antiemético leve, até que se saiba a causa que está desencadeando o vômito.

O grupo dos Canabinóides é proibido em nosso país, não sendo utilizado para terapia.

Alguns grupos dos antieméticos vão atuar junto ao Centro do Vômito (CV) e outros vão atuar junto a Zona Disparadora Quimiorreceptora (CTZ), que é ativada no tratamento quimioterápico.

Farmacocinética

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Varia ligeiramente entre os agentes antieméticos.

Bem absorvidos no TGI, metabolização hepática, excreção renal e alguns nas fezes.

Farmacodinâmica ANTI-HISTAMÍNICOS E ANTAGONISTAS MUSCARÍNICOS

Pouco elucidado.

São úteis no enjôo do movimento e náuseas matinais , cinetose.

Ineficazes contra substâncias que atuam na Zona disparadora quimiorreceptora (CTZ), ou seja, nenhum destes fármacos é muito eficaz contra substâncias que atuam diretamente sobre a CTZ.

Agem no Centro do Vômito (CV).

Apresentam efeitos mais brandos, ou seja, de potencia leve, são usados normalmente nas condutas terapêuticas usuais, quando o paciente tem algum desconforto gastrointestinal. O mecanismo ainda é pouco elucidado, mais se crê que ele vá trabalhar no centro do vômito. São utilizados no enjôo do movimento, quando se anda de carro, ônibus e náuseas matinais nas gestantes, cinetose.

ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE SEROTONINA (5HT

3

)

 

Bloqueiam seletivamente os receptores 5HT

3

na periferia e no cérebro (CTZ)

Úteis na quimioterapia

 

Pós-operatório

Radioterapia

É o mais potente, bloqueiam seletivamente os receptores 5HT3 na periferia e no cérebro (CTZ), agindo efetivamente na CTZ, por isto é muito útil na quimioterapia, sendo um dos mais utilizados, no pós-operatório e em radioterapia. A idéia seria agir somente no cérebro, mas como não é seletivo apenas no cérebro, terá algumas respostas periféricas.

FENOTIAZIDAS, BUTIROFENONAS, BENZAMIDAS SUBSTITUÍDAS

 

Úteis na quimioterapia

Náuseas matinas

Gastroenterite

Radioterapia

Impede o estímulo do CTZ

Bloqueiam receptores da dopamina(D

2

)

Este grupo vai bloquear o sistema dopaminérgico, bloqueando o receptor de dopamina D 2 , que tem maior concentração na CTZ, impedindo o estímulo da CTZ. São utilizadas na quimioterapia por ação no CTZ, Náuseas Matinais mais severas, Gastroenterite e Radioterapia.

São utilizados quando os anti-histamínicos não conseguiram resultados, entrando com as Benzamidas Substituídas, geralmente acontece com algumas gestantes que têm muitos vômitos.

Na quimioterapia, se utiliza vários antieméticos, desta forma já podemos ter o bloqueio de pelo menos dois sistema que atuam na CTZ, através do bloqueio da serotonina (5HT 3 ) e da dopamina (D 2 ).

CORTICOSTERÓIDES

 

Mecanismo desconhecido, mas sugere bloqueio de prostaglandinas

Quimioterapia

Tem um mecanismo desconhecido, mas sugere bloqueio de prostaglandinas e é utilizado na quimioterapia, é associado com um conjunto de outros fármacos, tendo em vista a potencialização do efeito antiemético.

Se verifica que nos coquetéis que entram corticóides o paciente tem uma melhora significativa, potencializando o coquetel antiemético. Utilizar apenas o corticóide não terá

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efeito sobre o vômito, ele apenas potencializa os efeitos do coquetel.

CANABINÓIDES

 
 

Pode diminuir o vômito causado por agentes que estimulam o CTZ

Úteis na quimioterapia

Não se utiliza em nosso país.

Bloqueadores do receptor subst. P / neurocinina -1

 

Antagonizam a subst. P no CV

Úteis na quimioterapia

Pós-operatório

Tem um mecanismo ainda em certo, porem podem antagonizar a subst. P no Centro do Vômito, são úteis na quimioterapia e no pós-operatório. É utilizado nos coquetéis para quimioterapia.

BENZODIAZEPINAS

 
 

Efeitos provenientes das propriedades sedativas, ansiolíticas

Úteis no vômito por antecipação, evitando-o.

Potência baixa

Sua proposta está relacionada com quadros de náuseas e vômitos por intensa ansiedade, nervosismo, estresse. São utilizados na quimioterapia em casos de pacientes em que se sentem desconfortáveis ao saber que vão passar por um processo quimioterápico de tão ansioso que ele fica. Tem efeitos provenientes das propriedades sedativas e ansiolíticas, sendo úteis no vômito por antecipação e apresentam potência baixa isoladamente, podendo ainda ter uma descarga de um neurotransmissor nessas áreas, por isso que além de utilizar um ansiolítico deve-se usar um bloqueador do receptor específico daquela região.

POTÊNCIA DOS FÁRMACOS

 

Alta

Antagonista de serotonina

Benzamida substituída - bloqueia sistema dopaminérgico (D 2 ) - Plasil R

Fenotiazida

Média

Butirofenona

Corticosteróides - Dexametasona

Canabinoídes

Baixa

Anti-histamínicos - Dramin

Anti-muscarínicos

Benzodiazepina

ASSOCIAÇÃO DE FÁRMACOS

91%

Dexametasona

Ondansetrona

76%

Dexametasona

Difenidramina

Metoclopramida

Droperidol

63%

Lorazepan

Dexametasona

Metoclopramida

58%

Dexametasona

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Difenidramina

Metoclopramida

INTERAÇÕES

Anti-histamínicos e fenotiazinas – podem produzir sedação e depressão aditiva do SNC quando associadas a depressores do SNC (barbitúricos, álcool, tranquilizantes).

Associação de anti-histamínicos e anticolinérgicos promove efeitos aditivos colinérgicos (boca seca, constipação, problemas visuais, retenção de urina).

REAÇÕES ADVERSAS

Sonolência

Sedação

Alucinação

Hipotensão

Diarréia/constipação

Vertigens

Cefaléia

Insônia

Desorientação

Fadiga

Disforia

- ANTI-PROTOZOÁRIOS

São classificados de acordo com o mecanismo de ação ou local pelo o qual ele vai desempenhar suas funções.

- DOENÇAS PROTOZOÁRIAS

malária

leishmaniose

tricomoníase

amebíase

tripanossomíase

giardíase

A amebíase e a giardíase são os dois protozoários mais importantes que estão relacionados a problemas gastrointestinais.

- QUIMIOTERAPIA CONTRA AMEBÍASE Os parasitas, em seu desenvolvimento, têm fases diferentes, desta forma, alguns fármacos vão atuar mais em uma fase e outros em outra fase. Assim existem os:

Amebicidas luminais: Atuam no parasita no lúmen do intestino, preso no intestino.

Amebicidas sistêmicos: Parasita na parede intestinal e no fígado, os parasitas migram para o sistema porta.

Amebicidas mistos: Agem como os luminais e sistêmicos.

Amebicidas luminais

Iodoguinol, Furoato de Diloxanida, Paramomicina

Ação

Amebicída da forma móvel ou cisto

É vinculado ao trato digestivo, praticamente não tem absorção do fármaco pela via sistêmica, daí ele só vai agir no parasita que está condicionado ao lúmen do intestino na

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forma móvel ou cisto.

Quando a infestação é muito grande, os parasitas podem começar a fugir, saindo por alguns locais como a boca e ânus.

Reações adversas

Distúrbios TGI, SNC (leve)

São consideradas leves, pois praticamente não há absorção sistêmica, mas de um modo geral pode levar a um desconforto gastrointestinal (diarréia e náuseas) e se muito tiver vai ser um quadro leve em nível do sistema nervoso central decorrente de uma pequena fração que possa ter sido absorvida, o que não é muito comum. A diarréia ajuda a eliminar os parasitas.

Contra-indicações

Gestantes e crianças menores de 2 anos.

Não existe estudo de segurança para gestantes e crianças menores de 2 anos, mas se chegar uma criança com muita infestação do parasita, tem que se avaliar a possibilidade de administrar este fármaco.

Amebicidas sistêmicos

Cloroquina, Emetina, Desidroemetina

Ação

Elimina o trofozoíto de abscessos hepáticos ou infecções da parede intestinal

Elimina o trofozoíto de abscessos hepáticos ou infecções da parede intestinal (fase intermediária entre a migração e a chegada nos hepatócitos).

Vai ter uma absorção significativa desse fármaco na circulação plasmática, visando os parasitas que já extrapolaram do trato gastrointestinal e já foram para o fígado, normalmente nesse estágio vai ter um paciente em estado debilitado, apresentando sintomas como esplenomegalia .

Reações adversas

Náuseas, cardiotoxicidade, fraqueza neuromuscular, tonturas, urticárias

Amebicidas mistos

Metronidazol, Tinidazol

Ação

Amebicida sob a forma invasiva, móvel ou cisto produz compostos tóxicos resultando em morte celular do parasita

Parte do fármaco atinge uma boa concentração plasmática e consegue agir nos trofozoítos nesses abscessos hepáticos, mas também não deixa de ter ação sobre o cisto, ou seja, aquele parasita que persiste no trato intestinal, destacando-se por ter uma abrangência maior. Muitas vezes é utilizado quando se faz diagnóstico de um paciente que apresenta início de sinais e sintomas de maneira leve e que deu positivo no exames das fezes, embora não se tenha certeza se houve migração de um órgão para o outro, mais por precaução faz indicação do medicamento.

Ou seja, se o paciente já apresenta sinais e sintomas de infestação, é melhor que se administre o amebicida misto (Metronidazol).

Reações adversas

Distúrbios TGI, raros efeitos SNC

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ESQUEMA TERAPÊUTICO

Síndrome clínica

Portadores assintomáticos de cistos

Diarréia/disenteria extra-intestinais

Abscesso amébico hepático

Fármaco

Iodoquinol/Paramomicina/ Furoato de Diloxamida (Amebicidas Luminais)

Metronidazol, Iodoquinol /Paromomicina / Furoato de Diloxamida (Sistêmico + Luminal)

Cloriquina + Metronidazol / Emetina

QUIMIOTERAPIA CONTRA A GIARDÍASE Medicação de escolha - Metronidazol, o tratamento é usualmente muito efetivo. Reações adversas: distúrbios TGI, raros efeitos SNC.

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