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Manual do Módulo de

Recursos Didácticos e TIC em Formação

Formação Pedagógica Inicial de Formadores


Fevereiro de 2009

Formador: Paulo Xavier

No Final deste módulo os formandos deverão ser capazes de:

• Identificar a importância dos recursos didácticos na


aprendizagem;
• Identificar os meios visuais não projectáveis e os
meios visuais projectáveis
• Identificar, seleccionar e utilizar de forma adequada
os diferentes meios pedagógicos mais utilizados;
• Seleccionar, conceber e adequar os meios
pedagógico – didácticos, em suporte multimédia, em
função da estratégia pedagógica adoptada;
• Elaborar recursos didácticos em suportes
multimédia;
• Identificar os princípios orientadores para a
concepção de manuais de formação.

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Recursos Didácticos e TIC em Formação

1. O que são Recursos Didácticos e para que servem?

Por recursos didácticos entendem-se todos os meios ao alcance do profissional da formação que
permitem facilitar o processo de aprendizagem, através da estimulação dos sentidos e da realização de
actividades formativas mais motivadoras e eficazes.
Estamos a falar de meios visuais, auditivos, audiovisuais, multimédia interactivos e também conteúdos e
ferramentas online.
É conhecido que as pessoas retêm em memória:
• 20% do que ouvem;
• 30% do que vêem;
• 50% do que vêem e ouvem;
• 80% do que vêem, ouvem e fazem.
Por esta razão se compreende que o formador não se deva limitar ao método de exposição oral. Sempre
que necessite de transmitir informação deve enriquecer a sua exposição oral com meios visuais ou
audiovisuais. Mais interessante ainda é a realização de actividades práticas que envolvam activamente os
formandos no processo de aprendizagem para que estes possam também aprender fazendo. Também
aqui o formador pode usar recursos didácticos que o apoiem na realização dessas actividades.
O valor motivacional dos recursos didácticos pode advir do seu carácter mais ou menos lúdico mas
resulta sobretudo do facto destes permitirem introduzir variedade no processo formativo. Se estes
recursos assumirem um carácter repetitivo e monótono perde-se praticamente todo o seu valor
motivacional e potenciador de aprendizagem.
Do ponto de vista comunicacional os recursos didácticos permitem aumentar a redundância e, desta
forma, diminuir a ambiguidade,
aumentando a eficácia da
comunicação. Uma mensagem oral
acompanhada de uma imagem, de
uma animação ou de um filme pode
ser melhor compreendida porque a
mensagem transmitida por um
meio fornece contexto para a
mensagem transmitida por outro
meio e torna-se menos ambígua.
Assim, se as mensagens forem
coerentes, é mais fácil evitar
quaisquer mal entendidos e erros
de interpretação.

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2. Caracterização dos Recursos Didácticos

Os recursos didácticos podem ser de exibição ou interactivos, podem ser analógicos ou digitais e podem
ser online ou offline.
A tabela que se segue classifica alguns recursos mais conhecidos segundo estes três critérios.

Recursos Exibição Interacção Analógico Digital Online Offline


Manuais impressos ● ● ●
Acetatos e Retroprojector ● ● ●
Projector de Opacos ● ● ●
FlipChart ● ● ● ●
Quadro Didax ● ● ● ●
Projector Multimédia ● ● ● ●
Leitor de Vídeo ● ● ●
Leitor de DVD ● ● ●
Câmara de Vídeo ● ● ● ●
Interactive WhiteBoards ● ● ●
Microsoft PowerPoint ● ● ● ●
Microsoft Excel ● ● ●
Macromedia Flash ● ● ● ●
Learning Management Systems ● ● ●
LCMS (Learning Content...) ● ● ●
Fóruns/Blogs/Chat/Messengers ● ● ●
CD-ROMs e DVD-ROMs ● ● ● ●
SmartBoards ● ● ● ● ●

Esta tabela não inclui uma outra característica que os Recursos Didácticos podem assumir: a produção de
conteúdos. Quase todas as ferramentas que permitem ao formador criar conteúdos também podem ser
usadas pelos formandos na realização de trabalhos de projecto. Estas ferramentas são excepcionais
recursos de apoio à dinamização de metodologias de formação activas e centradas no formando.
De seguida apresentamos alguns recursos didácticos particularmente úteis para o profissional da
formação de hoje. Falaremos das principais características de cada um, a forma como se relacionam com
outros recursos, os seus pontos fortes e pontos fracos e alguns aspectos importantes a ter em
consideração por quem os utiliza.

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Manuais Impressos
É muito importante que os formandos disponham de documentação em suporte papel que lhes possa
servir de referência para estudo e para futuras consultas. Os manuais impressos cumprem exactamente
essa função.
Um manual formativo, para ser util e eficaz, deve preencher os seguintes requisitos:
• Estar identificado através de um título;
• Apresentar, de forma mais ou menos sintética, informação actualizada sobre os conteúdos da
formação;
• Estar organizado de forma acessível e inteligível para o público-alvo;
• Salientar a informação mais relevante;
• Evitar informação desnecessária;
• Não conter erros ortográficos ou informações incorrectas;
• Ser escrito num estilo essencialmente informativo, procurando a clareza e a objectividade;
• Conter referências que permitam aos formandos fazer pesquisas adicionais;
• Conter não só informação textual como também imagens, gráficos e/ou tabelas que ajudem a
ilustrar os conteúdos e a reduzir possíveis ambiguidades do texto;
• Incluír um glossário de termos referentes ao tema da formação.

Os pontos fortes deste tipo de recurso são os seguintes:


• Tem um custo baixo;
• Pode ser alterado sem grandes custos adicionais;
• Pode ser usado por um número muito elevado de formandos;
• Pode ser usado para acompanhar as sessões, diminuindo a necessidade dos formandos tirarem
notas;
• Pode ser usado em casa para consulta e releitura;
• Permite que o formando adquira a informação ao seu próprio ritmo.

Os pontos fracos deste tipo de recurso são os seguintes:


• Pode facilmente desactualizar-se;
• A sua preparação tem de ser feita a priori e pode ser morosa;
• É estático, ou seja, não é interactivo
• O formador tem pouco controlo sobre o ritmo de aquisição de informação por parte dos
formandos;
• É igual para todos os formandos, não permitindo personalização.
Os manuais impressos podem também ser colocados online em páginas web de acesso livre, em
plataformas de e-Learning onde o acesso seja restrito ou serem enviados por email. Os documentos
escritos disponibilizados em formato digital podem ser protegidos contra alterações ao seu conteúdo.
Basta para isso que sejam convertidos, por exemplo, para o formato PDF.

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Quadro Branco (Didax)


É um quadro de metal revestido onde se escreve com
canetas coloridas apropriadas (cuja tinta pode ser
facilmente removida). Por ser metálico permite também
a utilização de pins magnéticos para ajudar a fixar folhas
de papel.
Serve para esquematizar ideias e registar informação
gerada no momento da sessão e que é escrita
directamente no quadro.
Pode ser utilizado com um número razoável de
formandos, porém esse número é limitado pela distância
a que estes ficam do quadro para que possa ser
garantida a legibilidade.

Os pontos fortes deste tipo de recurso são os


seguintes:
• Tem um custo baixo;
• Não consome muito tempo nem exige
preparação antecipada;
• Pode ser utilizado para exposição mas também permite interactividade com os formandos;
• Ajuda a esquematizar conteúdos e a visualizar ideias que vão surgindo ao longo de uma sessão;
• Apaga-se facilmente, o que permite rectificações constantes;
• Se for um quadro electrónico permite copiar a informação escrita e distribui-la pelos
participantes, caso contrário pode ser fotografado para o mesmo efeito.

Os pontos fracos deste tipo de recurso são os seguintes:


• Não se aplica a grupos muito grandes
• A informação apresentada não é permanente (só permite consulta posterior se for copiado ou
fotografado);
• O espaço de registo é limitado;
• É necessária alguma habilidade manual;
• Relembra os tempos de escola (recordações pouco agradáveis para alguns participantes).

Cuidados a ter na utilização deste tipo de recurso:


• Usar uma letra legível – de preferência letra de IMPRENSA;
• Adequar tamanho da letra ao da sala (em salas maiores os participantes ficam longe do quadro e
por isso a letra deve ser maior);
• Utilizar cores vivas para realçar pontos-chave;
• Dar tempo aos formandos para copiar a informação;
• Evitar falar enquanto se escreve, pois perde-se o contacto visual com o grupo;
• Escrever de cima para baixo, da esquerda para a direita (facilita a apreensão da informação);
• Utilizar o espaço do quadro de forma organizada;

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• Registar ideias-chave, esquemas para demonstração;
• Apagar informação quando já não é necessária;
• Evitar usar apenas este instrumento.

Quadro de Papel (FlipChart)


É um pequeno quadro instalado sobre um cavalete. É
frequentemente feito de metal revestido e dispõe de uma
forma de prender blocos de folhas grandes de papel,
servindo alternativamente como quadro para escrever
directamente ou como suporte para estes blocos de folhas
de papel que vão sendo viradas para a parte de trás à
medida que vão sendo usadas (à semelhança de um
grande bloco de notas).
O registo da informação pode ser feito durante a própria
apresentação mas, quando o objectivo da utilização do
flipchart é a apresentação de informação já conhecida, as
folhas devem ser preparadas antes da sessão. Desta forma
há mais tempo para cuidar do aspecto das folhas e a
apresentação torna-se mais apelativa e eficiente.

Os pontos fortes deste tipo de recurso são os seguintes:


• Permite preparação antecipada;
• É fácil dar ritmo à apresentação, devido ao voltar das folhas;
• Permite uma utilização linear e/ou interactiva;
• Permite conservar a informação escrita e voltar atrás para consulta;
• É económico;
• O material é reutilizável;
• É de fácil manuseamento e transporte;
• Não requer energia eléctrica.

Os pontos fracos deste tipo de recurso são os seguintes:


• Espaço de registo limitado;
• Leva à utilização de letra pequena para que tudo fique registado;
• Preparação morosa;
• Serve apenas pequenas audiências;
• Exige precisão para desenho;
• Não permite cópias para distribuir aos participantes a não ser que se fotografe.

Ao usar este recurso recomendam-se os seguintes cuidados:


• Registar a informação antes da sessão;

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• Usar letras de imprensa;
• Os caracteres devem ter entre 2,5 e 3,0 cm;
• Usar poucas palavras;
• Escrever no máximo 6 linhas por página;
• Evidenciar os pontos-chave com cor, figuras ou gráficos;
• Deixar uma página em branco entre duas páginas pré-preparadas para permitir o registo
espontâneo da informação que surge na sessão;
• Escrever de forma rápida e legível, pronunciando as palavras enquanto se escreve;
• Escrever exactamente o que o formando diz (sem traduzir o que foi dito);
• Voltar as páginas com cuidado pois podem rasgar-se.
• Ocultar a informação quando não está a ser usada para evitar a dispersão da atenção;
• Evitar limitar os elementos de suporte de apresentação a este instrumento.

Duas sugestões:
• A utilização de dois flipcharts por forma a poder comparar informações;
• Colocar as folhas de flipchart nas paredes, principalmente, no final das sessões (informação
disponível por algum tempo para exercícios e revisão).

Acetatos e Retroprojector
Este meio de exposição de conteúdos em sala caiu em desuso em virtude da utilização cada vez mais
generalizada das apresentações em PowerPoint. No entanto, é um recurso alternativo que não depende
da existência de computadores
Podemos distinguir dois modos de utilização deste recurso: um que é mais económico e outro que é mais
dispendioso.
Modo mais económico:
• Registar a informação directamente no acetato com canetas apropriadas;
• Registar a informação no papel e fotocopiar para acetato próprio para fotocopiadora;
• Introduzir a informação no computador e imprimir em acetato próprio para impressora.
Modo menos económico (em função do objectivo e do número de utilizações, pode tornar-se um
investimento)
• Adquirir acetatos preparados profissionalmente;
• Preparar o próprio texto e recorrer a um serviço especializado para imprimir;
• Dar as indicações a um profissional que produz os acetatos.

Os principais cuidados a ter na utilização deste recurso são:


• Usar poucas palavras para comunicar uma ideia;
• Fazer no máximo 6 linhas por acetato;

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• Deixar espaço para as margens;
• Não utilizar mais de três cores por acetato;
• Ilustrar ideias: figuras, formas e gráficos
• Não passar à frente do projector;
• Desligar o projector sempre que não é necessário estar a projectar;
• Ter atenção à orientação do acetato;
• Organizar antecipadamente os acetatos por ordem de apresentação;
• Ir desvelando os conteúdos à medida que se avança.

Os pontos fracos deste tipo de recurso são os seguintes:


• Espaço de registo limitado;
• Preparação por vezes morosa;
• Serve apenas médias audiências;
• Exige precisão para desenho;
• Exige cuidados especiais na apresentação;
• O facto da projecção requerer um ambiente de pouca luminosidade pode produzir sonolência;
• Não permite muita interactividade.

Os pontos fortes deste tipo de recurso são os seguintes:


• Permite preparação antecipada;
• Permite uma utilização linear e/ou interactiva;
• Permite conservar a informação escrita e voltar atrás para consulta;
• É económico;
• Algum material é reutilizável;
• É de fácil manuseamento e transporte;
• Os acetatos podem ser preparados no computador.

TV, Vídeo e Filmes


Os meios audiovisuais permitem ao formador fazer um conjunto muito diversificado de
actividades:
• Fazer montagens com imagens (já produzidas) e elucidativas da mensagem a
transmitir.
• Produzir os próprios filmes, ou recorrer a serviços profissionais (exige tempo, material,
dinheiro e conhecimentos técnicos) ;
• Adquirir vídeos/documentos (livres de copyright e cuja finalidade é a divulgação dos
conteúdos);
• Usar os meios audiovisuais para filmar e rever simulações e jogos realizados no
contexto da formação.

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Algumas recomendações para quem use estes meios:


• Comunicar aos participantes o que vão ver e porquê - sensibilizar para o tema;
• Informar sobre o que deve ser feito durante o visionamento - tirar notas, observar
certos pontos;
• Comunicar o que se fará após o visionamento - debate, conclusões, completar exercício.
• Fazer um pré-visionamento para identificar os pontos a focar;
• Colocar a cassete na posição correcta;
• Permitir alguma luz para registos;
• Adequar o volume de som;
• Interromper visionamento de 10 em 10 mins (a não ser que seja um filme);
• Fazer pausas para discussão - envolve a audiência de forma activa;
• Esclarecer pontos não compreendidos durante a visualização;
• Sumariar os pontos de aprendizagem.

Os pontos fortes deste tipo de recurso são os seguintes:


• Permite ilustrar a mensagem com uma parte de um filme ou programa de TV;
• Mostra informação não transmissível de outra forma;
• Demonstra situações reais;
• Mostra processos, mudanças ao longo do tempo, movimento;
• Permite exemplo de "como não agir";
• Estimula o interesse, apelando aos vários sentidos.

Os pontos fracos deste tipo de recurso são os seguintes:


• Para maximizar os resultados requer um bom nível de preparação prévia;
• Pouca customização da informação;
• Pouca interactividade, a audiência limita-se a receber a informação;
• Exige conhecimentos técnicos de utilização;
• A produção normalmente é cara;
• Implica verificações prévias: posição da cassete, qualidade de recepção de som e
imagem pelos receptores.

Recursos em Suporte Multimédia


Os computadores são como a mala da Mary Poppins: dá para tirar quase tudo de lá de dentro. A enorme
versatilidade destes instrumentos permite que possamos usar ou mesmo criar ferramentas didácticas de
muito boa qualidade.
Vejamos algumas das vantagens ou pontos fortes:

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• Alguns programas estão prontos a usar;
• Há programas para variadíssimos objectivos;
• Para os formandos jovens é muito motivador;
• É uma tecnologia “limpa”;
• É interactivo;
• Permite replicar informação em diversos formatos.
Existem muitas e diversas ferramentas para criação de documentos multimédia, algumas delas bastante
popularizadas como é o caso do MicroSoft PowerPoint. Com estas aplicações podemos elaborar
documentos para serem exibidos no contexto da formação em sala, para serem distribuídos em CD-ROM
ou DVD-ROM ou para serem acedidos online através da Internet. Esses documentos podem ser lineares
(sequenciais) ou ramificados (hipermédia), podem ser estáticos ou interactivos e, como a designação
indica, podem conter informação em múltiplos formatos.
Há também algumas desvantagens ou pontos fracos na utilização deste tipo de recursos:
• Não é fácil de aplicar em sala a grupos muito grandes;
• Depende muito da electricidade e está sujeito a muitas falhas técnicas;
• Requer competências técnicas por parte dos formadores;
• Pode requerer algumas competências informáticas por parte dos formandos;
• Pode ser desmotivante para muitos formandos mais velhos.

Algumas recomendações importantes:


• Instalar software com antecedência e testá-lo para ver se tudo funciona bem;
• Acompanhar as actividades dos formandos;
• Saber como resolver os problemas técnicos que aparecem tão frequentemente;
• Evitar ter os computadores ligados quando não estão a ser necessários;
• Evitar fazer uma sessão depender inteiramente das tecnologias;
• Ter os computadores online a não ser que seja absolutamente indispensável.

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3. Adequação dos Recursos Didácticos

Os diferentes recursos didácticos adequam-se melhor a determinadas actividades pedagógicas e pior a


outras. É muito importante que o formador saiba escolher os recursos que melhor servem os seus
objectivos pedagógicos.
O quadro que se segue pretende ser uma ajuda a esse processo de escolha dos recursos em função dos
métodos pedagógicos que se planeia utilizar.
Note-se que é feita uma distinção entre Suportes e Ferramentas. Os suportes são os equipamentos físicos
que servem de meio para a apresentação dos conteúdos e/ou ferramentas. As ferramentas são
instrumentos de suporte às actividades, uns físicos, outros electrónicos.
O quadro refere ainda se um determinado recurso pode ser utilizado apenas presencialmente, apenas à
distância ou em ambas as modalidades de formação.

Método Método Método


Suportes Método Activo Presencial Distância
Expositivo Demonstrativo Interrogativo

Retroprojector     ●
Projector de Opacos     ●
FlipChart     ●
Quadro Didax     ●
Projector Multimédia     ●
SmartBoards     ●
Computadores     ● ●
Interactive WhiteBoards     ●
Ferramentas

Apresentações/Diaporamas     ● ●
Vídeo     ● ●
Ferramentas de Autoria Multimédia     ● ●
Fóruns de Debate     ●
Blogues e Wikis     ●
Chat e Videoconferência    ●
Simuladores     ● ●
Tutoriais Interactivos     ●
LCMS (Learning Content...)     ●
Câmara de Vídeo     ● ●
MindMappers     ● ●

Legenda: Muito adequado  Moderadamente adequado  Pouco adequado  Inadequado 

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4. Glossário
Eis o significado de alguns termos usados neste manual:

Acetato – folha de material sintético transparente com aparência de plástico que pode ser impressa
manualmente com canetas apropriadas (de tinta solúvel em alcool); há também
acetatos de superfície mais rugosa e preparados para aguentar temperaturas
elevadas e que, por essa razão, podem ser impressos em fotocopiadoras ou
impressoras laser.

Apresentações – ver Diaporamas

Blogue – do Inglês Blog ou Weblog; é um jornal electrónico online que pode ser editado por uma pessoa
ou por um grupo de pessoas e que pode ser comentado pelos visitantes; é
actualmente usado para finalidades artísticas, informativas, sociais, promocionais,
etc.; é cada vez mais usado na formação como meio de aprendizagem colaborativa
através da qual os formandos apresentam e discutem entre si os trabalhos
realizados.

Câmara de Vídeo – dispositivo portátil de captura de informação audiovisual; usada pelos formadores
para gravar simulações e outras actividades formativas para posterior
visionamento e análise; usada pelos formandos na realização de trabalhos
multimédia.

CD-ROM – pequeno disco que serve para armazenamento digital de dados e aplicações multimédia;
tem elevada capacidade de armazenamento mas inferior à dos DVD-ROM.

Chat – significa “conversa” em Inglês; é uma ferramenta de conversação síncrona (ou seja, em tempo
real) que permite a duas ou mais pessoas comunicar, por escrito, em simultâneo,
através da Internet.

Computadores – máquinas de processamento digital de informação cada vez mais comuns no


contexto formativo, quer porque as entidades formadoras dispõem de salas
equipadas com material informático, quer porque há um número crescente de
pessoas a possuír computadores pessoais.

Copyright – Direitos de Cópia; muitos materiais didácticos (filmes, livros, CD-ROMs...) estão legalmente
protegidos contra cópias não autorizadas; é importante que os formadores
respeitem a lei e cumpram os requisitos específicos aplicáveis a cada recurso.

Diaporama – (SlideShow em Inglês) é o nome dado a uma sequência de diapositivos (também


conhecidos por Slides); originalmente os diapositivos eram pequenos fotogramas
encaixilhados mas, hoje, aplica-se o mesmo nome aos diaporamas ou
apresentações digitais criadas em computador através de programas como o
Microsoft PowerPoint ou o OpenOffice Apresentação.

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Documentos estáticos – documentos electrónicos que podem ser percorridos mas que não reagem às
acções dos leitores.

Documentos hipermédia – documentos electrónicos que comportam vários meios de comunicação


(texto, imagem, audio e vídeo) e que têm áreas sensíveis (hiperligações ou links)
que uma vez seleccionadas permitem ao leitor saltar de um ponto a outro do
documento; nestes documentos, a navegação é tipicamente semântica e não
sequencial.

Documentos interactivos – documentos electrónicos que reagem às acções dos leitores.

Documentos lineares – documentos electrónicos que são apenas legíveis de uma forma sequencial.

Documentos ramificados – ver documentos hipermédia.

Documentos sequenciais – ver documentos lineares.

DVD-ROM – pequeno disco que serve para armazenamento digital de dados e aplicações multimédia;
tem uma elevada capacidade de armazenamento.

Ferramentas de Autoria Multimédia – programas informáticos que permitem aos formadores e/ou
aos formandos criar documentos multimédia e hipermédia.

FlipChart – quadro com cavalete que dispõe de um sistema de fixação para blocos de folhas de papel
A1.

Formação à Distância – modalidade de formação que não implica a presença simultânea de


formandos e formadores face-a-face; tem na sua origem a formação por
correspondência mas encontra-se actualmente muito enriquecida graças à Internet
e a um conjunto alargado de recursos multimédia; em Portugal usa-se
frequentemente o termo e-Learning como sinónimo e designa-se por Blended
Learning (b-Learning) a combinação da modalidade presencial com a modalidade à
distância.

Formação Presencial – modalidade de formação que implica o contacto face-a-face entre formandos e
formadores; não se limita à formação tradicional em sala.

Fóruns de Debate – ferramenta electrónica de suporte à criação de grupos de discussão na Internet;


cada vez mais utilizada para dinamização de actividades de aprendizagem
colaborativa, principalmente em contextos de formação à distância; constituem um
meio de comunicação assíncrona, ou seja, em diferido, o que significa que os
intervenientes podem participar de forma desfasada no tempo.

Messengers – ferramentas de comunicação síncrona através da Internet; muitos formadores usam-nos


para esclarecer individualmente dúvidas com os seus formandos ou para coordenar
discussões em grupo e em tempo real (à semelhança de um Chat).

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Interactive WhiteBoards – programas informáticos que permitem a colaboração online em tempo real
através de vários meios de conferência (texto, voz ou vídeo), através da edição
conjunta de objectos gráficos, partilha de diaporamas e aplicações e navegação
conjunta na Internet; é um meio sofisticado de aprendizagem colaborativa à
distância.

Internet – rede mundial de computadores que permite a comunicação e a transferência dos mais
variados tipos de dados; usa diversos protocolos sendo o e-mail e a World Wide
Web, as aplicações mais difundidas.

LCMS (Learning Content Management System) – plataforma electrónica de gestão de conteúdos


normalmente disponível através da World Wide Web; permite que apenas
utilizadores autorizados tenham acesso aos conteúdos formativos.

LMS (Learning Management System) – plataforma electrónica de gestão da formação normalmente


baseada na World Wide Web; permite a gestão, não apenas de conteúdos mas
também de outros aspectos da formação como a comunicação entre formadores,
formandos e coordenadores e também a partilha de recursos e ferramentas;
criadas para serem um suporte tão completo quanto possível à formação à
distância.

Macromedia Flash – programa informático que permite criar animações e apresentações interactivas.

Microsoft Excel – programa informático comercial que permite fazer cálculos, organizar e tratar dados
quantitativos; tem um concorrente gratuito (Open Source) no pacote OpenOffice.

Microsoft PowerPoint – programa informático comercial que permite criar diaporamas em formato
digital; tem um concorrente gratuito (Open Source) no pacote OpenOffice.

MindMappers – programas informáticos que servem para organizar ideias através de uma forma
gráfica esquemática.

Multimédia – designação dada aos suportes e ferramentas e documentos que lidam com diversos
media (texto, imagem, audio e vídeo).

Offline – designação dada ao que se passa fora da Internet; o mesmo que “desligado” da Internet.

Online – designação dada ao que ocorre na Internet; o mesmo que “em linha” na Internet.

Open Source – movimento global de programadores que, por todo o mundo, trabalham
colaborativamente no desenvolvimento de aplicações informáticas gratuitas para o
utilizador final e que por serem de “Código Aberto” podem ser melhoradas por
todos aqueles que voluntariamente quiserem colaborar.

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Projector de Opacos – dispositivo eléctrico que, através de um sistema de luz e de espelhos, projecta
superfícies opacas numa parede ou numa tela; apropriado para a projecção de
livros ou revistas sem que haja necessidade de os copiar para acetato.

Projector Multimédia – dispositivo electrónico que permite a projecção numa parede ou tela de
imagens provenientes de múltiplas fontes (leitor vídeo, leitor de CD/DVD,
computador, etc.); um recurso cada vez mais comum nas salas de formação.

Recursos Analógicos – por oposição a recursos digitais, refere-se a todos os meios, ferramentas e
documentos que não estão em formato directamente processável por computador;
por exemplo, uma fotografia impressa em papel é analógica mas, através de um
Scanner, pode ser convertida para formato digital; uma cassete de vídeo VHS
também é analógica mas, com recurso ao equipamento e software apropriados,
pode ser convertida para formato digital.

Recursos Digitais – equipamentos, ferramentas ou documentos de tipo informático.

Simuladores – programas informáticos que modelam e reproduzem o funcionamento de sistemas


reais; são importantes recursos pedagógicos na medida em que permitem aos
formadores demonstrar a dinâmica de determinados fenómenos e permitem aos
formandos experimentar os efeitos da manipulação dos diferentes factores que
intervêm no fenómeno em estudo.

SmartBoards – quadros digitais que, uma vez ligados a um computador, permitem a apresentação da
sua imagem e a interacção com o mesmo; dentro desta tipologia de recurso há
soluções diversas com custos muito díspares; a solução mais barata envolve
apenas um pequeno dispositivo que se coloca no canto de um quadro normal e que
reconhece (por sinal de rádio) a posição de uma caneta, enviando toda a
informação para o computador.

Tutoriais Interactivos – documentos electrónicos que, passo a passo, explicam um determinado tema
ao formando, apresentam demonstrações, permitem interactividade e
disponibilizam meios para a auto-avaliação de conhecimentos.

Videoconferência – comunicação audiovisual síncrona (em tempo real) entre duas ou mais pessoas.

Wiki – ferramenta electrónica de edição colaborativa de conteúdos web; a Wikipédia é um exemplo do


que se pode fazer através da tecnologia Wiki: é uma enciclopédia universalmente
aberta a todos os que queiram contribuir voluntariamente com artigos; no contexto
da formação, os Wikis têm tido uma crescente aplicação porque permitem aos
formadores envolver os formandos em actividades de pesquisa e de organização
colaborativa da informação.

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5. Alguns Sites de Referência Importantes

Blogger – Ferramenta de criação de Blogues


http://www.blogger.com
Dokeos – Plataforma de e-Learning gratuita
http://campus.dokeos.com/
OpenOffice – Ferramenta gratuita que faz o mesmo que as aplicações da Microsoft
http://www.openoffice.org
Open Source Initiative – site oficial da organização que promove o desenvolvimento de software gratuito
http://www.opensource.org/
Personal Brain – Ferramenta de organização de ideias
www.thebrain.com
WetPaint – Ferramenta de construção de Wikis
http://www.wetpaint.com/
Wikipedia – A Enciclopédia Livre
http://www.wikipedia.org

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