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APERCEPÇÃO

ou de outra natureza, mas uma possibilidade, a da unificação da experiência, considerada como "espontaneidade" ou atividade subjetiva, isto é, da inteligência (ibid., § 25). Em outras palavras, ela é só "a consciência pura da atividade que constitui o pensamento" (Antr., § 7). Da inter- pretação da A. pura, em sentido realista, ou seja, do seu entendimento não como condição ou possibilidade do conhecimento, mas como atividade criadora do próprio conhecimento, Fichte inferiu a noção do eu como Auto- consciência absoluta, criadora do seu mundo, com a qual se inicia o Idealismo romântico (v.

IDEALISMO; Eu). Em sentido psicológico-me-

tafísico, o conceito de A. também foi entendido por Maine de Biran, que chamou de "A. interna imediata" a consciência que o eu tem de si mesmo como "causa produtora" no ato de dis- tinguir-se do efeito sensível que a sua ação determina (ÇEuvres inédites, ed. Naville, I, p. 9; III, pp. 409-410). Um novo conceito de A. foi dado por Herbart como fundamento para entender o mecanismo da vida representativa. A A. foi entendida por Herbart como a relação entre massas diferen- tes de representações, que faz que uma massa se aproprie da outra do mesmo modo como as novas percepções do sentido externo são aco- lhidas e elaboradas pelas representações ho- mogêneas mais antigas. Esse fenômeno pelo qual uma massa representativa, chamada de apercipiente, acolhe e assimila em si uma ou mais representações homogêneas, chamadas de aperceptivas, é o fenômeno da A., que Herbart identificou com o sentido interno (Psychol. ais Wissenschaft, II, § 125). Essa noção foi muito usada em psicologia e pedagogia no séc. XIX, sobretudo para esclarecer o fenômeno do apren- dizado e para identificar as condições psicoló- gicas que o facilitam. Wundt insistiu no caráter ativo da A. como o ato pelo qual um conteúdo psíquico é levado à compreensão mais clara e falou também de uma ''psicologia da A.", que deveria contrapor-se à psicologia dominante, associacionista, precisamente pelo maior des- taque dado à atividade diretiva e ordenadora da A. (Physiologísche Psychologie, II, p. 454). Wundt falou também, em Psicologia dospovos, de uma "A. animadora" como de uma função psicológica específica, consistente em crer vi- vas todas as coisas, função que estaria na base do mito e, portanto, também da religião e da arte. — Esse termo caiu em desuso na filosofia contemporânea.

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APETITE

APETITE(gr. õpeÇlÇ; lat. Appetitio, appetitus; in. Appetíte, fr. Appétit; ai. Begierde, it. Appe- tizioné). Em geral, o princípio que impele um ser vivo à ação, com vistas à satisfação de uma necessidade ou desejo ou à realização de um fim. Assim Aristóteles entendeu o A., que ele colocou, junto com sentido e com intelecto, entre as partes diretivas da alma (Et. níc, VI, 2, 1.139 a 17). "O que no pensamento", acrescen- ta ele, "é afirmação e negação, no A. é perse- guir e evitar". O A. é o princípio de ação último; pois, se é verdade que os móveis da ação pare- cem dois, o A. e o intelecto prático, é também verdade que este último induz à ação só na medida em que seu princípio é apetecivel (De an., III, 10, 433 a 21). Ao A. pertencem o dese- jo, a irascibilidade e a vontade (ibid., II, 3, 414 b 2). O A., todavia, às vezes pode ser justo e às vezes não; pode visar ao bem aparente ou ao bem real; portanto, A. diferentes podem ser às vezes contrários, como acontece quando o dese- jo e a razão se combatem. O A. como princípio de ação pode, portanto, ser controlado pela escolha racional ou pelos sentidos, embora a natureza superior tenda a dominar (De an., III, 10-11, 433 ss.). Com base nessas últimas consi- derações aristotélicas, os escolásticos distingui- ram um apetite sensível e um apetite intelectivo; S. Tomás afirma que são duas potências dife- rentes da alma, uma passiva e a outra ativa (S. Th., I, q. 80, a. 2). A exemplo de Gregório de Nissa (De hom. opif., 8) e de João Damasceno (Defideorth., II, 12), os escolásticos admitiram também a diferença entre apetite irascível e apetite concupiscível: o concupiscível inclina a perseguir o bem sensível e a evitar o que é sensivelmente nocivo; o irascível é aquilo pelo qual se resiste às ações nocivas e se reage em face a tudo o que é difícil (cf. S. TOMÁS, S. Th., q. I, 81, a. 2).

Essas observações permaneceram pratica- mente inalteradas durante séculos. Hobbes diz que o A. e a fuga diferem do prazer e da dor assim como o futuro difere do presente; são ambos prazer e dor, mas não presentes, porém previstos ou esperados (Dehom., 11,1). Spinoza ligou o A. ao esforço (conatus) da mente em perseverar no próprio ser por prazo infinito:

"Esse esforço", diz ele, "chama-se vontade quan- do se atribui só à mente; chama-se A. quando se refere ao mesmo tempo à mente e ao corpo; o A. é, por isso, a própria essência do homem, de cuja natureza derivam necesariamente as coisas que servem à sua conservação e que,