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Janeiro / 2008

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Prezado (a) Aluno (a):

Encontramo-nos mergulhados em um mar de informações, num


contínuo, intenso e rápido avanço tecnológico o que provoca mudanças na
organização e hábitos de vida e do trabalho.
Tais mudanças exigem uma capacitação maior no que tange ao
crescimento profissional, como exemplo, o aprimoramento das técnicas de
expressão tanto oral quanto escrita tornaram-se imprescindíveis.
Através dos recursos de expressão é que exercemos nossa
capacidade de produzir novas ações, persuadir, argumentar, etc.
Neste tempo que estaremos reunidos focaremos nossos esforços
no sentido de aperfeiçoar os conhecimentos já adquiridos na linguagem
escrita, especificamente, a redação comercial.
No entanto, para atingir os objetivos a que nos propusemos
contamos com sua efetiva participação, colaboração e crítica.
Esperamos, sinceramente, que nossa convivência seja produtiva.

Rosangela Silva

São Paulo, janeiro de 2008.

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DESCREVER, NARRAR, DISSERTAR.

Modalidades Redacionais

Tudo o que se escreve é redação. Elaboramos bilhetes, cartas, telegramas, respostas


de questões discursivas, contos, crônicas, romances empregando as modalidades
redacionais ou tipos de composição: descrição, narração ou dissertação. Geralmente as
modalidades redacionais aparecem combinadas entre si. Seja qual for o tipo de composição,
a criação de um texto envolve conteúdo (nível de idéias, mensagem, assunto), estrutura
(organização das idéias, distribuição adequada em função da introdução, desenvolvimento e
conclusão), linguagem (expressividade, seleção vocabulário) e gramática (norma da
língua).

1.2 Narrar x descrever x dissertar

A narração é marcada pela temporalidade; a descrição, pela espacialidade; e a


dissertação pela racionalidade.
O redator que narra trabalha com fatos; o que descreve, com características; e o que
disserta, com juízos.

Resumindo
A descrição caracteriza seres num determinado espaço: fotografia.
A narração seqüencia ações num determinado tempo: história.
A dissertação expõe, questiona e avalia juízos: discussão.

Qualidades do texto

É importante ressaltar que a palavra qualidade não contém, aqui, nenhum juízo de
valor, preso à produção artística do texto. Entende-se por qualidades do texto as
características que ele deve apresentar para cumprir seu objetivo primordial – a
comunicação. E quais são elas?
Primeiramente, o texto deve apresentar uma ligação lógica entre as palavras,
orações, períodos, parágrafos; todas as suas partes devem articular-se para formar uma
unidade, onde tudo gira em torno de uma idéia principal. É o que se chama de coesão.
O texto deve também ser claro, para que o pensamento expresso possa ser captado
sem problemas pelo leitor. Um texto deve comunicar. E de que forma conseguir essa
comunicação se não existir clareza na expressão do pensamento?
Concisão é a qualidade que o texto apresenta quando comunica o essencial, sem se
perder em palavras supérfluas, adjetivação excessiva e períodos extensos.

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Como elaborar uma redação

É através da prática que se atinge o domínio de uma atividade; esse princípio


também se aplica à expressão escrita. Só se aprende a escrever, escrevendo, transmitindo
as experiências, as idéias, as emoções, exteriorizando o que está armazenado no interior de
cada um. Escrever deve ser um trabalho freqüente, se possível diário.
Isso é conseguido através da:

• Leitura - quando se tem oportunidade de observar as diferentes técnicas de


composição, a forma como se organizam os diferentes elementos dentro de um
texto, os recursos expressivos disponíveis etc.;
• Reflexão - a partir da qual surgem as idéias;
• Discussão - o debate de ideais (por vezes conflitante) pode levar a um resultado
enriquecedor.

Outro aspecto a ser considerado é o fato de o texto não nascer “pronto”. Ele é
resultado de um trabalho quase exaustivo, um trabalho não só mental, mas, e
principalmente, físico, no sentido de que o texto é feito, refeito, emendado, na procura
da melhor forma para expressar a mensagem que se quer transmitir.

NARRATIVA
1. Definição
Narrar é contar uma história (real ou fictícia). O fato narrado apresenta uma
seqüência de ações envolvendo personagens em determinado espaço (ou espaços) e
tempo.
São exemplos de narrativa a novela, o romance, o conto, crônica, uma notícia de
jornal, uma piada, um poema, uma letra de música, uma história em quadrinhos, desde que
apresentem uma sucessão de acontecimentos, de fatos.

2. Estrutura da Narração
Convencionalmente, o enredo da narração pode ser assim estruturado:
• exposição (apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou época),
• desenvolvimento (desenrolar dos fatos, apresentando complicações e clímax),
• desfecho (arremate da trama).

3. A tessitura narrativa
A narrativa deve tentar elucidar os acontecimentos, respondendo às seguintes
perguntas essenciais:
O quê? – o(s) fato(s) que determina(m) a história;
Quem? – a personagem ou personagens;
Como? – o enredo, o modo como se tecem os fatos;
Onde? – o lugar ou lugares da ocorrência;
Quando? – o momento ou momentos em que se passam os fatos;
Por quê? - a causa do acontecimento;
Por isso? - as conseqüências dos fatos.

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4. Elementos básicos da narração

São elementos básicos da narração: enredo (ação), personagem, tempo e espaço.


Quando a história é curta, são imprescindíveis enredo e personagem. A perspectiva
de quem escreve é dado pelo foco narrativo (de 1ª ou 3ª pessoa). Os discursos (direito,
indireto e indireto livre) representam as falas das personagens.

DESCRIÇÃO

A descrição é um texto, literário ou não, em que se caracterizam seres, coisas e


paisagens. Pode ser: dinâmica, estática, em verso ou em prosa.
Raramente encontramos um texto exclusivamente descritivo. Quase sempre a
descrição vem mesclada a outras modalidades, caracterizando uma personagem, detalhando
um cenário, um ambiente ou paisagem.
A descrição pura aparece geralmente como parte de um relatório técnico, como no
caso da descrição de peças de máquinas, órgãos do corpo humano, funcionamento de
determinados aparelhos (descrição de processo ou funcional).
Dessa maneira, na prática, seja literária, seja técnico-científica, a descrição é sempre
um fragmento, é um parágrafo dentro de uma narração, é parte de um relatório, de uma
pesquisa, de dissertações em geral.

1. Descrição objetiva e subjetiva

Abordaremos dois aspectos – o subjetivo e o objetivo - que são flagrantes, de modo


especial, na descrição.
Apreendemos o mundo com nossos sentidos e transformamos nossa percepção em
palavras. Das diferenças de sensibilidade de cada observador decorre o predomínio da
abordagem objetiva ou subjetiva.

1.1. Descrição Objetiva


É a reprodução fiel do objeto. É a visão das características do objeto
(tamanho, cor, forma, espessura, consistência, volume, dimensões etc.), segundo
uma percepção comum a todos, de acordo com a realidade.
Na descrição objetiva há grande preocupação com a exatidão dos detalhes e
a precisão vocabular. O observador descreve o objeto tal qual ele se apresenta na
realidade.
1.2. Descrição Subjetiva
A descrição subjetiva é a apreensão da realidade interior, isto é, da imagem.
O objeto é transfigurado pela sensibilidade do emissor-observador.
Esse tipo de descrição apresenta o modo particular e pessoal de o escritor ou
redator sentir e interpretar o que descreve, traduzindo as impressões que tem da
realidade exterior.
Na descrição subjetiva não deve haver preocupação quanto à exatidão do
objeto descrito. O que importa é transmitir a impressão que o objeto causa ao
observador.

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DISSERTAÇÃO

Dissertar é expor idéias a respeito de um determinado assunto. É discutir essas


idéias, analisá-las e apresentar provas que justifiquem e convençam o leitor da validade do
ponto de vista de que as defende. Dissertar é, pois, analisar de maneira crítica situações,
questionando a realidade e nosso posicionamento diante dela.

1. Estrutura
A dissertação, comumente, apresenta três partes: introdução, desenvolvimento e
conclusão.
1.1. Introdução
É a apresentação do assunto. O parágrafo introdutório caracteriza-se por apresentar
uma idéia-núcleo através de uma afirmação, definição, citação etc.
1.2. Desenvolvimento
É a análise crítica da idéia central. Pode ocupar vários parágrafos, nos quais se
expõem juízos, raciocínios, provas, exemplos, testemunhos históricos e justificativas que
argumentem à idéia central proposta no primeiro parágrafo. Observa-se, também, que há
subdivisões dentro do desenvolvimento quando a dissertação for argumentativa que são
denominados: a) abordagem expositiva; b) abordagem argumentativa e c) conteúdo
questionador.
1.3 Conclusão
É a parte final do texto, na qual se condensa a essência do conteúdo desenvolvido,
reafirma-se o posicionamento exposto na tese ou lança-se uma perspectiva sobre o assunto.

Assim, na dissertação argumentativa, a introdução é a tese (idéia central) a ser


discutida e provada nos parágrafos seguintes; o desenvolvimento é a argumentação, ou
seja, a discussão de idéias que comprovam e fundamentam a tese; e a conclusão é a
retomada da tese ou dos juízos discutidos e justificados na argumentação.

CORRESPONDÊNCIA

Correspondência é a comunicação por escrito entre as pessoas. Realiza-se através


de vários instrumentos: bilhetes, cartas, ofícios, requerimentos, telegramas, e-mail etc.
Há três tipos de correspondência:
1. Familiar ou social – trata de assuntos variados, desde felicitações, convites e
avisos até solicitações e pêsames. A linguagem utilizada é informal.
Instrumentos: bilhete, carta, telegrama, cartão postal, e-mail.
2. Comercial – trata de assuntos ligados à vida do comércio, da indústria, dos
bancos, escritórios e empresas. Tem por objetivo estabelecer um relacionamento
entre as empresas, ou entre as pessoas e as empresas.
A linguagem utilizada nesse tipo de correspondência deve ser formal, objetiva,
simples, elegante e correta.
Instrumentos: recibo, carta, telegrama, ofício, memorando, circular.
3. Oficial – correspondência dirigida a autoridades ou órgãos públicos,
eclesiásticos ou militares.

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Utiliza-se o mesmo tipo de linguagem empregada na correspondência comercial,
sendo que a forma de tratamento depende da pessoa a quem se envia a
mensagem:
• Vossa Senhoria (V.Sa.) – para pequenas autoridades;
• Vossa Excelência ( V. Exa.) – para altas autoridades;
• Vossa Reverendíssima (V. Revma.) – para sacerdotes.
Instrumentos: declaração, requerimento, ofício, procurações, circular,
memorando etc.

A seguir serão apresentados os principais instrumentos utilizados na


correspondência e comunicação escrita comercial e/ou oficial.

1. Carta de caráter profissional exige um esforço de adaptação ao destinatário. Quer


seja endereçada de um superior a um subordinado, ou vice-versa, ou de uma
sociedade comercial a um cliente, etc., certamente tem como finalidade fornecer
informações ao leitor, mas procura também exercer sobre ele uma certa pressão ou
causar uma certa impressão. São preceito que devem ser obedecidos: a clareza da
expressão, bem como certas formas de apresentação de fórmulas de polidez,
definidas a partir da respectiva situação do remetente e destinatário.

HEPTA CORRETORA DE SEGUROS GERAIS LTDA.

(3 espaços)

010/08
São Paulo, 16 de janeiro de 2008.
(3 espaços)
Porto Seguro Seguros
Departamento de Fiança Locatícia
A/C Sr. Celso Fagundes
(3 espaços)
Prezados Senhores:
Ref. PAC 22/2164688-9
(2 espaços)

Fomos informados que o comprometimento de renda apurado considerando os documentos enviados


para análise está fora dos padrões de aceitação do produto Porto Aluguel.
Solicitamos reanálise do pedido, para tanto, anexamos, outros documentos de composição de renda.
Aguardamos breve retorno.
(3 espaços)

Atenciosamente,

Álvares de Azevedo
Diretor Comercial

RAS/NSN

Rua Tuiuti nº 2862 – Tatuapé – SP/SP – www.hepta.seguros.net

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2. Ofício é um tipo de correspondência muito utilizada nos órgãos públicos, podendo
ser usado também por empresas, clubes e associações, e, ainda atualmente, como
correspondência protocolar entre as entidades públicas ou particulares.

Associação dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo


(3 espaços)

01/08 São Paulo, 16 de janeiro de 2008.

(3 espaços)

Excelentíssimo Presidente:

(3 espaços)

Temos o prazer de anunciar-lhe que, no próximo dia 20 de março, às 10 horas,


inauguraremos nossa sede estadual, anexo, convite com mapa de localização.
Será para nós uma grande honra se V. Exa. puder prestigiar o evento com sua
presença.
Aproveitamos o ensejo para apresentar nossos protestos de consideração e apreço.

(4 espaços)

Atenciosamente,

José de Alencar
Diretor

(3 espaços)
Exmo. Sr.
Raul Pompéia
D.D. Presidente da Ordem dos Advogados de São Paulo

RAS/NSN
Rua São Paulo nº 15 - Centro – SP/SP

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3. Memorando é uma comunicação interna das empresas, utilizada entre os vários
setores para encaminhar, solicitar, pedir, distribuir ora informações ou documentos, ora
material ou relatórios etc.
Geralmente as empresas tem formulário próprio que deve conter as seguintes
informações dos departamentos remetentes e destinatário:
• Sigla do Departamento e Nome por extenso;
• Nomes e cargos dos funcionários;
• Referência ou síntese do assunto;

CONTABIL IDADE GONCALVES & DIAS

Memorando
DE: Sr. Reginaldo Mello - Gerente Data: 16/01/2008
DP – Departamento Pessoal Memo/DP-010/08
PARA: Sra. Maria do Carmo - Gerente
DTE – Departamento de Tesouraria

Assunto: liberação de verba para compra de emergência

Dado o atraso no fornecimento de formulário continuo, solicitamos a liberação de


R$ 2.000,00 (dois mil reais) para a compra deste material que será usado na
impressão das folhas de pagamento.
Após a compra, imediatamente, efetuaremos a prestação de contas.
Sem mais para o momento.

Atenciosamente,

Reginaldo Mello
Departamento Pessoal

4. E-mail: Com o advento da INTERNET a comunicação por e-mail tornou-se


essencial nas relações comerciais (interna e externa).
Veja como redigir um e-mail.
Regras de Ouro:
• Na hora de responder, seja ágil. Redija textos curtos, de fácil e rápida
assimilação.
• Quando a quantidade de informações for muito grande, prefira transformá-las
em arquivos anexados. Os textos de corpo de mensagem devem ser sempre
curtos.
• Letras maiúsculas ou em negrito são como um “grito” eletrônico. Evite-as.
• Nos e-mails de negócio, evite usar abreviaturas e ícones de emoção.

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Em seus e-mails procure também ser diplomático. Nada que o cliente diga é
contra você especificamente. Por isso, não “grite” com o leitor e mantenha sempre
uma atitude positiva. Tente em sua resposta citar trechos do e-mail do cliente, o que
fará sentir-se respeitado. Em vez de “Em resposta a seu pedido, informamos que...”,
escreva: “Em resposta a sua solicitação de patrocínio artístico, informamos que...”.
Além disso, foco no leitor, clareza, concisão, precisão vocabular,
expressividade e uma dose de persuasão são os ingredientes fundamentais para uma
boa comunicação eletrônica.

Senhora Gabriela:

Recebemos seu e-mail de 02/01/2008 solicitando as cotações para o seguro


de seu veículo Fiat Strada Adventure Flex-Power , 2007/2008. Anexamos, para seu
conhecimento e análise, arquivo contendo os quatro melhores orçamentos.
Aguardamos retorno e qualquer dúvida consulte-nos.

Atenciosamente,

Nadielle Silva Nascimento


Atendimento Auto

Use o tom correto: A instantaneidade do e-mail dispensa alguns


formalismos da carta. Seu tom deve ser coloquial, sem ser vulgar.

“InterNETiqueta”
Tão importante quanto se comportar à mesa sem errar os talheres é ser bem-
educado ao navegar na super-rodovia da informação. Para isso, já existe a etiqueta
da Internet.
Você até pode achar que “pãos ou pães é questão de opiniães”, como
ensinou o escritor Guimarães Rosa. Mas na rede planetária de computadores, com
mais de 35 milhões de freqüentadores, não é bem isso. Há convenções (não
“convençães”) para facilitar a comunicação. A seguir algumas dicas para quem não
quer passar por deselegante:

Não use frases com maiúsculas


É muito mais difícil ler letras maiúsculas do que minúsculas. Num cenário
virtual em que as pessoas não se conhecem, escrever em maiúsculas equivale a falar
gritando numa reunião de trabalho. Pura grosseria.

Modere a linguagem
Seus interlocutores são pessoas desconhecidas. Evite afirmações
contundentes, do tipo “dono da verdade”. Cada um tem sua própria opinião que
deve ser sempre respeitada. Não seja irônico, nem violento, muito menos arrogante.

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Quando escrever alguma coisa, coloque-se no lugar de quem está lendo sua
mensagem do outro lado da linha.

Vá direto ao ponto
Os newsgroups, os centros de discussão da Internet, são muito específicos.
Portanto, não divague. Se estiver num newgroup sobre religião, não fale sobre rock.
Não “enrole” em seus textos, defendendo teses mirabolantes e sem embasamento.

Cuidado com as respostas


Se alguém quer saber sua opinião sobre determinado assunto, evite as
respostas pomposas e longas. Evite também as curtas demais. Tipo: se falam sobre a
metafísica e a loucura em Nietzsche, jamais responda “é isso aí”. Se não tem nada
para dizer fique quieto. Inclua no seu texto as questões que deram origem à
discussão, ou um pequeno resumo, entre aspas.Serve para localizar os novos
usuários.

Leia sempre o que escreveu


Não há nada mais desagradável do que receber um texto repleto de erros de
ortografia ou concordância, escrito de maneira rápida.Dá a impressão de que o autor
não estava muito interessado em tomar parte na discussão e despachou a primeira
coisa que lhe veio à cabeça.

Não use linhas compridas


O padrão dos textos para INTERNET é de cerca de 60 caracteres por linha.
Programe seu computador para isso. Dessa forma, o destinatário consegue ler seu
texto na tela cheia, sem ter de usar a barra de comandos para encontrar o final de
uma frase.

5. Declaração é um instrumento de comunicação, usado quando se quer afirmar a


veracidade de um fato. A declaração pode ser feita de dois modos: verbalmente ou por
escrito.

Hepta Corretora de Seguros Gerais Ltda.

DECLARAÇÃO

( 7 a 8 espaços)

Declaramos, para os devidos fins, que José da Silva foi empregado desta Empresa durante
oito anos. Por motivos alheios à nossa vontade, o mesmo foi dispensado de suas funções, mas nada há que
venha em desabono de sua idoneidade moral.

(3 espaços)
São Paulo, 16 de janeiro 2008.
(3 espaços)
Manoel Pires
Departamento Pessoal

Rua Tuiuti nº 2862 – Tatuapé – CEP 03307-000 - www.hepta@hepta.seguros.net

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6. Requerimento é um meio de comunicação escrita usado para fazer um pedido a
uma autoridade pública.
É a sua estrutura:
a. invocação – pronome de tratamento adequado e título da pessoa a quem se dirige;
b. preâmbulo – identificação do requerente (nome, número do documento de
identidade, nacionalidade, estado civil, endereço, profissão);
c. texto – exposição do que o requerente solicita, e justificativa;
d. fecho – onde aparecem fórmulas como: Nestes termos pede deferimento.
Termos em que pede deferimento.
e. data e assinatura do requerente.

Ilmo. Sr. Diretor da Administração da Rede de Vendas da


Caixa Econômica Federal

( 7 espaços destinado ao despacho da autoridade)

Luís de Oliveira, brasileiro, casado, engenheiro, CREA nº 001.004-SP vem,


solicitar a V.Sa. inscrição no convênio de prestação de serviços “Conectividade e
Certificação Eletrônica” para a empresa BIG Embalagens, CNPJ 01.002.002/0001-03,
juntando para este fim o contrato de convênio, devidamente assinado e reconhecido
firma.
(3 espaços)

Nestes termos, pede deferimento.

(2 espaços) São Paulo, 16 de janeiro de 2008.

(2 espaços)
Luís de Oliveira

7. Relatório é um tipo de redação técnica usado para expor o modo como foi realizado
um trabalho, ou as circunstâncias em que se deu determinado fato ou ocorrência.
Dependendo do assunto, o relatório poderá conter descrições de objetos, processos,
experiências e narrativas detalhadas de fatos ou acontecimentos, inclusive com anexos
específicos. Tem utilização freqüente na vida profissional: relatório de estagiário, relatório
de um funcionário a seu superior, de um executivo ao conselho administrativo, de uma
comissão de estudo a um ministério, etc. Muitas vezes, um ofício acompanha o relatório.
Embora tenha extensão variável, deve ser cuidadosamente elaborado e apresentado com
nitidez e clareza.
Partes de um relatório

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a. folha de rosto (título, Autor, destinatário);
b. sumário (relação dos assuntos);
c. introdução;
d. desenvolvimento;
e. conclusão.
Constam da introdução:
• indicação do assunto ou fato investigado;
• objetivos que levaram à escolha do assunto ou o propósito da investigação;
• tratamento dado a pesquisa ou a investigação;
• identificação das pessoas que realizaram o trabalho, especificando a tarefa
de cada uma;
No desenvolvimento, os fatos são relatados minuciosamente. Ele contém:
• período da pesquisa ou investigação;
• local de realização;
• métodos utilizados;
• discussão dos assuntos ou dos fatos.
A conclusão deve ser redigida cuidadosamente, a fim de que a idéia principal do relatório
fique clara para o destinatário.

8. Procuração é um documento por meio do qual uma pessoa transfere a outra poderes
para praticar atos em seu nome.

PROCURAÇAO

OSMAR PEREIRA DE MELO, brasileiro, casado, comerciante, inscrito no


CPF sob o nº 123.456.789-00 portador da Carteira de Identidade nº 33.777.222-9,
residente na Rua Amora, nº 10, município de São Paulo – SP, pelo presente
instrumento nomeia e constitui seu bastante procurador o Sr. BELTRANO
SANTOS,brasileiro, casado, inscrito no CPF sob o nº 789.112.345-76, ao qual confere
os mais amplos poderes, para representá-lo perante o foro em geral, com os poderes da
cláusula “ad judicia”extra, podendo, para tanto, promover, contestar, intervir e
acompanhar todas as medidas judiciais perante qualquer Juízo ou Tribunal, podendo
ainda transigir, firmar compromissos, desistir, concordar, confessar, dar e receber
quitação, nomear prepostos para que o represente em repartições públicas ou em Juízo,
receber citação, notificação ou intimação judicial ou extrajudicial, receber escrituras
públicas de confissão de dívida e hipoteca, constituir devedores em mora, enfim,
praticar todos os demais atos necessários ao bom e fiel desempenho do presente
mandato, inclusive substabelecer, especialmente para propor contra o Sr.
DEVEDÓRIO MARTINS, inscrito no CPF sob o nº 001.002.003.00, a competente
AÇÃO DE DESPEJO.

São Paulo, 16 de janeiro de 2008.

OSMAR PEREIRA DE MELO

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Com base nesse exemplo, podemos destacar as características principais da procuração:
a. Apresentação dos dados pessoais do outorgante (aquele que passa a procuração) e
do outorgado (aquele que recebe a procuração). Esses dados são: nome,
nacionalidade, estado civil, profissão, residência e identidade.
b. Explicação da finalidade da procuração.
c. Indicação do local e data, seguida da assinatura do outorgante.

A procuração pode ser pública ou particular. A pública é registrada em cartório; a


particular é geralmente conservada sem registro. Mas as assinaturas devem ser sempre
reconhecidas em cartório.

9. Sempre que ocorre uma transação comercial, faz-se necessário o recibo.

O recibo pode o comprovar o recebimento de uma mercadoria , de um pagamento


efetuado ou, ainda, de entrega de documentos.

Hepta Corretora de Seguros Gerais Ltda.

RECIBO
(2 espaços)
Nº 10/08
R$ 2.500,00
(3 a 8 espaços)

Recebemos do Sr. Ernesto da Silva, residente na rua das Flores, nº 150, CPF
número 11 8348314-2, a quantia de dois mil e quinhentos reais, referente à proposta de
renovação do seguro do automóvel Palio EDX – Placa CHO 0583, ano 2000, efetivado
junto à AGF do Brasil.
Para maior clareza, firmamos o presente.
(3 espaços)
São Paulo, 16 de janeiro de 2008.

(2 espaços)
Carlos de Assis
Corretor Responsável

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HEPTA – CORRETORA DE SEGUROS GERAIS LTDA.
Nº 01/08
RECIBO DE ENTREGA DE DOCUMENTOS
RECEBI OS DOCUMENTOS ABAIXO RELACIONADOS:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

E POR SER EXPRESSÃO DA VERDADE FIRMO O PRESENTE.


São Paulo, de de 2008.
Assinatura:________________________________________________
Nome Completo: ___________________________________________
Documento nº __________________________ Tipo ______________

10. Promissória é um título de crédito formal, nominativo, com promessa de pagamento.


.
Vencimento, 18 de fevereiro de 2008.

Nº 1/10 R$ 3.000,00

Ao(s) dezoito dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e oito, pagarei por esta única via
de

NOTA PROMISSÓRIA a SILVA E SILVA CPF/CNPJ 000.000.000-00 ou à sua

Ordem, a quantia de ( três mil reais) em moeda corrente deste país, pagável em São

Paulo.

EMITENTE Souza e Souza ................................................

CPF/CNPJ 000.000.000-00 ................................................

ENDEREÇO Rua Brasil nº 502 – Jd. São Paulo – SP/SP

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Na correspondência comercial ainda podemos citar os comunicados internos (CI)
ou avisos internos realizados pelos diversos departamentos de uma empresa, quase sempre,
de uma hierarquia superior, os quais são afixados em murais ou lugares de fácil
visualização para que todos os funcionários possam ler. São diversos os objetivos, como
por exemplo: divulgar campanhas ( agasalho, vacinação, reciclagem etc.), convocação para
assembléias, mudança de horários de entrada e saída, divulgação de treinamentos, cursos
etc.
Como forma de registro temos as ATAS em que se relata o ocorrido numa sessão,
convenção, congresso, reunião, assembléias. Documento, geralmente, de caráter
confidencial e de circulação restrita. O cuidado de quem lavra ou redige uma ata é não
deixar espaço onde se possa, mais tarde, alterar o texto original. Caso haja algum erro, o
redator deve escrever “digo” e fazer, logo em seguida, a devida correção. Se o erro só for
percebido no final, o redator deve escrever “ Em tempo: onde se lê..... leia-se.....”, na ata
não se usam abreviaturas e os números devem ser escritos por extenso. Após a leitura e a
aprovação do texto final, todas as pessoas que participaram a reunião devem assinar o
documento.
Veja um exemplo:

Às vinte horas do dia doze de janeiro de dois mil e oito, realizou-se a primeira reunião
deste ano do Clube de Xadrez, digo, do Xadrez, em sua sede social, localizado na Rua
Chess, número quinze, na Cidade de São Paulo. A reunião foi presidida pelo Diretor do
Departamento Recreativo, senhor Roberto Silva, que sugeriu aos presentes a realização de
jantar dançante e um bingo cujos lucros seriam revertidos para a organização de um
torneio de xadrez para os jovens carentes da Comunidade Vila Velha. Propôs , também,
que cada sócio se comprometesse a vender pelo menos vinte convites e que se formasse um
comissão para angariar, junto aos empresários da região, prendas que seriam sorteadas
no bingo por ocasião da realização do evento.Todos os presentes aceitaram as sugestões e
o senhor Roberto Silva ficou de entregar os convites na próxima reunião, que ficou
marcada para o dia vinte e seis de fevereiro de dois mil e oito, às vinte horas, no mesmo
local. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi encerrada. E, eu, João Souza, secretário,
lavrei a presente ata, a qual será devidamente assinada por todos os participantes. São
Paulo, doze de janeiro de dois mil e oito.

Roberto Silva João Souza Nicolau Bezerra Patrício Duarte

Wilton Chaves Carlos Mateus Julio Pereira Dante Castro

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ASPECTOS GRAMATICAIS A SEREM OBSERVADOS NA PRODUÇÃO
TEXTUAL

Nem sempre temos ampla liberdade na hora de escrever um texto. È o que ocorre,
por exemplo, no caso da correspondência oficial ou comercial. Esses textos possuem
formas consagradas pelo uso e é bastante útil conhecê-las.
Não devemos esquecer, porém, que a característica principal desses tipos de texto
deve ser a objetividade. Por isso essas formas não podem ser vistas como imutáveis.
Com o tempo, elas vêm admitindo mudanças e simplificações. Expressões antiquadas,
fórmulas de saudação exageradamente enfáticas, palavras redundantes – tudo isso deve
ser evitado pelo redator. O importante é que o conteúdo seja expresso de maneira clara
e em poucas palavras. Clareza e concisão, eis as duas características principais que
esses tipos de correspondência devem apresentar.

USOS ORTOGRÁFICOS ESPECIAIS

Por que / por quê / porque / porquê

É usado por que (separado e sem acento):


a) em interrogações diretas e indiretas, quando o por que equivale a qual
motivo ou qual razão .
Exemplos: 1- Desconhecemos por que ele partiu.
2- Por que o computador travou?

b) como um equivalente pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais.
Exemplo: Ignoro o motivo por que ele se demitiu.

Emprega-se por quê (separado e com acento):


a) como pronome interrogativo, quando colocado no fim de frase.
Exemplo: Ele foi transferido. Você sabe por quê?

b) quando empregado isolado em frases interrogativas.


Exemplo: Quero que você entregue o documento agora.
Por quê?

Escreve-se porque (uma só palavra, sem acento gráfico):


a) quando conjunção coordenativa explicativa, equivalente a pois,
porquanto, uma vez que, precedida de pausa na escrita (vírgula, ponto-e-
vígula ou ponto ou ponto final).
Exemplo: Compre agora, porque há poucas peças.

b) quando conjunção subordinativa causal, substituível por pela causa,


razão de que ou pelo fato, motivo de que.
Exemplo: Não fui a inauguração porque estive muito ocupado.

c) quando conjunção subordinativa final, em orações com verbo no


subjuntivo, equivalente a para que.

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Exemplo: O diretor virá em breve, porque acompanhará, pessoalmente, os
fiscais.

Emprega-se porquê (uma só palavra, com acento gráfico):


a) quando substantivo, com o sentido de causa, razão ou motivo. Admite
pluralização (porquês) e é acentuado por ser um oxítono terminado em e.
Exemplo: Os clientes desejam saber o porquê da demora.

CRASE
É a fusão de duas vogais iguais. O sinal grave usado sobre o a nesses casos indica
que houve crase, isto é, a contração de duas vogais idênticas: a + a = à.

CASOS EM QUE NÃO OCORRE CRASE

A) Diante de substantivo masculino.


Ex.: Não vendemos a prazo

B) Diante de verbos.
Ex.: Convido-os a participarem do lançamento de nosso mais novo produto.

C) Diante de artigo indefinido e pronome indefinido.


Ex.: Seu relatório não conseguiu direcionar a nenhuma conclusão.

D) Diante de pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo e de alguns


pronomes de tratamento que repelem o artigo.
Ex.: Solicite a ela que se apresente com 30 minutos de antecedência.
Encaminhamos a Vossa Senhoria o pedido de reclassificação salarial dos
funcionários do setor fiscal.

E) Quando um a no singular encontra-se diante de palavra no plural, fornecendo à


expressão um sentido genérico.
Ex.: Gostava de assistir a óperas.

F) Nas expressões formadas por palavras repetidas.


Ex.: Acumulamos dia-a-dia papéis em nossas mesas.

CASOS EM QUE SEMPRE OCORRE CRASE

O acento indicativo de crase é obrigatório:

A) Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas em que aparece a


ou as.
Ex.: Retomaremos nossa rotina à medida que os processos pendentes sejam
analisados.

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Eis algumas locuções:

Adverbiais:
à parte à disposição à distância à custa
às pressas às vezes às escondidas às claras

Prepositivas:
à procura de à espera de à roda de
em frente à à beira de

Conjuntivas:
à medida que à proporção que

B) Nas expressões à moda de e à maneira de, ainda que subentendidas.


Ex.: Serviu arroz à grega no jantar. (= à maneira dos gregos)
Eles estão vestidos à italiana. (= à moda dos italianos)
Sempre ocorrerá crase com a expressão à moda de, mesmo diante de palavra masculina
Ex.: A sala de visitas foi decorada com móveis à Luís XV.

C) Na indicação de horas.
Ex.: A reunião começará às quinze horas.

CASOS DE CRASE FACULTATIVA

Pode ou não ocorrer crase:


A) Diante de nomes próprios femininos.
Ex.: Comunicamos à (a) Lúcia a liberação do pagamento.

B) Diante de pronomes possessivos femininos.


Ex.: O Diretor autorizou à (a) minha seção realizar o almoço de confraternização.
C) Depois da preposição até.
Ex.: O julgamento durará até a (à) última testemunha pronunciar-se.

REGRA PRÁTICA PARA IDENTIFICAÇÃO DA CRASE

• Para comprovar se deve-se ou não usar o acento indicativo de crase, substitua uma
palavra feminina por uma palavra masculina, como no poema de Mário Quintana:
“O poeta dá hesitações às folhas.
O poeta dá anseios ao vento.”
Se resultar na contração ao (a + o), o uso do acento grave será necessário.
• Para saber se um nome de lugar aceita ou não o artigo a diante dele, elabore uma
frase com um nome de lugar e os verbos vir ou voltar. Caso seja obtida a contração

19
da (de+a), o artigo se faz necessário. Caso seja obtida somente a preposição de, o
nome do lugar repele o artigo.
Ex.: Vou à China: quero conhecer o mais populoso pais do mundo! (Volta da
China.)
Vou a Paris em minhas férias. (Venho de Paris.)

OUTRAS QUESTÕES GRAMATICAIS

. ANEXO

Anexo (substantivo)
Anexo (adjetivo)
Anexo (verbo ‘anexar’ conjugado na primeira pessoa do singular, presente
do indicativo)

Todos são classes gramaticais variáveis, isso que dizer que devem concordar em
gênero, número (substantivo) pessoa, tempo e modo (verbo) com seus
complementos.

Exemplos:
• Anexos, os orçamentos solicitados. (substantivo do gênero masculino e
plural)
• Anexa, a cotação solicitada. (substantivo do gênero feminino e singular)
• Anexamos, os orçamentos solicitados. (verbo, presente do indicativo, 1ª
pessoa do plural)
• Solicitamos a devolução do documento V anexo ao processo nº 1987/07
encaminhado no dia 10/06/07. (adjetivo do gênero masculino e singular)

É redundante dizer ou escrever: “anexar junto” ou “em anexo” são expressões


incorretas. No entanto, “segue, anexo” ou “seguem, anexos” e suas variações são
possíveis.

*Apenso é adjetivo sinônimo de anexo e tem igual uso.

Exemplos: As fotos vão apensas. (= anexas)


Os documentos seguem apensos (= anexos)
Apensa, remeto a nota fiscal. (= anexa)

*Advogados usam na redação de suas petições a palavra juntada com o fim de


fazer menção a algum documento do processo.

Exemplo: As alegações estão bem claras, em especial aquela que diz respeito à
união do casal, conforme faz prova certidão de casamento juntada.

20
Também no meio jurídico se faz uso da palavra "juntada" ao final da petição.

Exemplo: Termos em que


juntada esta aos autos com documentos inclusos,
pede e espera deferimento.

São Paulo, de de 2007.

.GERÚNDIO ASSASSINO

Maria Augusta é professora. Ás quartas, ela participa de reuniões de coordenação.


Depois do encontro, a fome bate no grupo. Ela pede pizza por telefone. Varia de
fornecedor, mas todas têm uma característica: as telefonistas usam irritantes
construções com gerúndio. Esta semana não foi diferente. Do outro lado, uma voz
jovem atendeu:
- Boa tarde!Telepizza, às ordens.
- Boa tarde! Queria três grandes de mussarela. Demora muito?
- Vamos estar entregando daqui a 40 ou 50 minutos.
- Ótimo! Quanto custam?
- A senhora vai estar pagando R$ 58,00 reais.
- Está bem.
- Mais alguma coisa?
- Não, obrigada.
- Por nada. Ligue sempre.

Telefonistas, secretárias e profissionais de telemarketing parecem ter recebido o


mesmo treinamento e assimilado o mesmo vício. Trata-se do gerundismo. Fruto de
traduções malfeitas do inglês, o intruso quer roubar o lugar do futuro da nossa
língua. “ Vou estar entregando”, “vai estar pagando”, “vai estar tendo”? Que horror!
Esse mostrengo não existe em português.
Por que não usar nossos simpáticos futuros? São dois. Um deles é o simples. Tem as
terminações ei, ás, á, emos, eis, ão (irei, irás, irá, iremos, ireis, irão). Com ele, a
telefonista teria feito bonito:
- Entregaremos a pizza daqui a 40 ou 50 minutos.
- A senhora pagará R$ 58,00 reais.

O outro é o composto. Ele recorre ao auxiliar ir, mas sem gerúndio:


- Vamos entregar a pizza daqui a 40 ou 50 minutos.
- A senhora vai pagar R$ 58,00 reais.

O gerundismo avança. Maria Augusta o flagra nas conversas da meninada, pior, até
nos bate-papos de professores. Observadora, ela não perde a oportunidade de alterar
para o atentado gramatical. Brincalhona, chama-o de gerúndio assassino. Mata
prestígio. Mata promoções. Mata amores. E o apelido pegou.

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. PREZADOS SENHORES: Na invocação das cartas, usamos o dois-pontos. Embora
trata-se de um vocativo, termo que normalmente exige a vírgula. Faz-se um uso especial de
dois-pontos. Ex.: Prezados Senhores: ou Caro Amigo Luiz: etc.

. FAÇO HORA EXTRAS OU HORAS EXTRAS? Quem gosta de trabalhar, sem fazer
asneiras, faz horas extras, faz até vôos extras e edições extras...

. VERBOS HAVER E FAZER

HAVIA PESSOAS/ HOUVE ACIDENTES: Os verbos haver e fazer são os dois da


língua portuguesa com os quais ocorrem os mais numerosos e mais graves erros do idioma.

Vamos começar por haver.Quando significa existir, ele apresenta a mesma forma no
singular e no plural. Trata-se no caso de um verbo impessoal, ou seja, sem sujeito, e é por
isso que permanece na terceira pessoa do singular. Veja um exemplo: HAVIA muitos
alunos na classe. Constitui erro grave escrever: Haviam muitos alunos na classe. HOUVE
(e não houveram) muitos acidentes nas estradas).

No caso de haver formar locução com um verbo auxiliar, este também fica
invariável, assim: Deve haver muitas pessoas ali (e não “devem haver” muitas pessoas ali.)
Estava havendo (e não “estavam havendo”) muitos acidentes na estrada.

Fazer, também, pode ficar invariável, o que acontece quando designa tempo ou
fenômenos da natureza. Nesse caso, a exemplo de haver, o verbo é impessoal e, como não
tem sujeito, tem a mesma forma no singular e no plural. Assim , nunca diga: “Fazem” cinco
dias que ele chegou. O certo: Faz cinco dias que ele chegou.

A regra mantém-se no caso de fazer ser acompanhado de um verbo auxiliar: Vai fazer
cinco anos (e não “vão fazer” cinco anos).

•MIM NÃO FAZ NADA: Na linguagem de todos nós, eu é que pode ser sujeito, isto é,
pode fazer alguma coisa.Sou eu que faço. Por isso: Para eu fazer.

Então nunca se esqueça: sempre que houver um verbo depois, é o eu que você deve usar.
Assim: O livro é para eu ler (e nunca para mim ler ). / Trouxe o texto para eu rever (e nunca
para mim rever)./ Deixe a carta para eu assinar (e nunca para mim assinar).

Repita sempre: mim não faz, mim não estuda, mim não sai, mim não anda, mim não deixa
(só em filmes de índio é que “mim quer casar com moça”).

. O FILME COMEÇOU ÀS 15:00 : Essa representação de horas e minutos não pertence


a nós, brasileiros, mas sim aos ingleses e norte-americanos, a quem servilmente imitamos.
Já está na hora de usarmos o que temos: 15h, 15h30min, 20h, 20h30min, etc. Existem os
que abreviam hora ou horas desta forma: hs., hrs., Hora ou Horas tem uma única
abreviação: h (sem ponto).
Há corajosos por aí que escrevem 15:00 hrs., 20:25 hs., etc.

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• - AM – ou – ÃO – em final de verbo?
- A forma – am - é empregada para o passado.
Ex.: Os trabalhadores perderam o dia de folga por causa das faltas.
- A forma – ão – é empregada para o futuro.
Ex.: Os trabalhadores perderão as folgas se continuarem faltando.

• A ou HÁ?
Usaremos a para indicar tempo futuro.
Ex.: Daqui a pouco, o cliente vai chegar.
Usaremos há (verbo haver) para indicar tempo passado (=faz) e, também, no lugar
de existir.
Ex.: O cliente chegou há poucos minutos.

• Em domicílio é a expressão correta para entregas (entregas em domicílio e não a).

• Obrigada (somente usado por mulheres como agradecimento): “ Muito obrigada,


disse ela ao chefe.”
• Obrigado (somente usado por homens como agradecimento)
Obs.: Não faz sentido, portanto, dizer obrigada (o) você, por exemplo. Já obrigada (o)
eu é uma forma possível.
A resposta ao obrigada (o) deve ser por nada (e não “de nada”).

• Em nível
Convém eliminar o “a”, que pertence mais à construção francesa que à portuguesa, em
que se usa melhor “em”:
A reunião será em nível de diretoria.
A conversa prosseguiu em bom nível.

• Atenciosamente é igual Atentamente?


É. Ao concluirmos cartas, podemos usar atenciosamente ou atentamente, já que as
duas palavras podem significar respeitosamente.

• Situado, sito, residente e morador


Situado, assim como sito, residente e morador, pede a preposição em, e não a. Portanto:
A casa está situada na Rua Ônix.
O edifício, sito na Avenida Atlântica, foi construído ano passado.
Filipe, residente na Praça da Paz, teve sua casa assaltada.

• Cessão / sessão / secção / seção


Cessão significa ceder, conceder, oferecer, dar.
Fizemos a cessão de todos os bens ao chefe da casa.
Finalmente o governo resolveu fazer a cessão dos prédios.
Sessão significa intervalo de duração.
A Câmara dos Deputados reuniu-se em sessão extraordinária.

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A última sessão do cinema começava às vinte horas.
Secção ou seção significa parte, segmento, subdivisão.
Dirija-se à seção de cobrança.
Ninguém atende na seção de informações.

Formas de tratamento para personalidades

Titulo Forma Vocativa Forma de Tratamento

Presidente da República Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência


Presidente da República
Governadores de Estado Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência
Ministro do Estado Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência
Ministro
Senadores da República Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência
Senador
Deputados Federais e Estaduais Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência
Deputado
Vereadores Senhor Vereador Vossa Excelência
Prefeitos Municipais Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência
Prefeito
Marechais, Almirantes, Senhor (patente) Vossa Excelência
Brigadeiros e Generais
Outras patentes militares Senhor Vossa Senhoria
Juízes de Direito Meritíssimo Juiz Vossa Excelência
Desembargadores da Justiça Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência
Desembargador
Papa Santíssimo Papa Vossa Santidade
Sua Santidade
Cardeais e Arcebispos Eminentíssimo Senhor
Arcebispos e Bispos Reverendíssimo Senhor Vossa Excelência
Reverendíssima
Dom Digníssimo Dom Vossa Senhoria
Reitores de Universidades Magnífico Reitor Vossa Magnificência
Embaixadores Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência
Cônsules Senhor Cônsul Vossa Excelência
Diretores de Autarquias Senhor Diretor Vossa Senhoria
Federais, Estaduais e
Municipais
Chefes das Casas Civis Senhor Chefe Vossa Excelência
e Casas Militares
Reis e Imperadores Vossa Majestade
Doutor (a) Doutor (a) O (A) Doutor (a)
Senhor Senhor (a) (ita) V. Sa.
Professor Professor (a) O (A) Senhor (a)
V. Sa.

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Abreviações

Observe, na relação a seguir, as principais abreviações das formas vocativas e de


tratamento:

Digníssimo D. D.
Dom D.
Doutor (a) Dr./ Dra.
Eminentíssimo Emo.
Excelentíssimo Exmo.
Meritíssimo MM.
Mui Digno M. D.
Professor Prof./Profa.
Reverendíssimo Revmo.
Senhor (a) (ita) Sr./Sra./Srta.
Sua Santidade S. S.
Vossa Alteza V. A.
Vossa Excelência Reverendíssima V. Exa. Revma.
Vossa Excelência V. Exa.
Vossa Eminência V. E.
Vossa Majestade V. M.
Vossa Reverência V. Reva.
Vossa Santidade V. S.
Vossa Senhoria V. Sa.

As formas “Vossa Excelência” e “Vossa Senhoria” pertencem à terceira pessoa. A


concordância, portanto, dá-se sempre com o verbo na terceira pessoa.

Exercícios

Leia com atenção a notícia, abaixo, e retire os elementos que formam a “Tessitura
Narrativa” respondendo as seguintes perguntas:
O quê? Quem? Como? Onde? Quando? Por quê? Por isso?

O.J. Simpson volta para a prisão na Flórida

O ex-astro do futebol americano O.J. Simpson está preso na Flórida por ter violado sua
condicional. Ele foi preso em setembro após ter participado de um roubo de troféus em
Las Vegas, que ele alega serem seus. Segundo um juiz, Simpson teria telefonado para
um de seus parceiros no crime. Ele comparecerá a uma audiência na quarta-feira.

Jornal O Estado de São Paulo


Caderno Internacional, A 22, Sábado, 12/01/2008.

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Circuito Fechado (fragmento)
Ricardo Ramos

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água, escova, creme dental, água, espuma,
creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água
quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias,
sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio,
maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule,
talheres, guardanapos. Quadros, pastas, carro. Cigarro, fósforos. Mesa e poltrona,
cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas,
espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro,
fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas,
notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete,
cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta,
projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro negro, giz, papel.
Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa,
guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforo. Escova de dentes, pasta, água.
Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone
interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel e caneta,
telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel
e caneta. Carro. Maço de cigarro, caixa de fósforos. Paletó e gravata. Poltrona, copo,
revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro
e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo.
Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos.
Coberta, cama, travesseiro.

Esta crônica constrói-se pela enumeração de nomes (substantivos) que, não sendo
aleatório, supõe a seqüência de ações de um sujeito.
É interessante notar que a crônica se compõe dos elementos que um texto de qualidade
deve apresentar (coesão, coerência e concisão).
Passemos à observação de alguns desses elementos.

1) Podemos inferir que a personagem do texto é um homem adulto:

2) Que se veste com apuro:

3) Que é fumante inveterado:

4) Que é executivo:

5) Executivo ligado à área publicitária:

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Sobre a coesão é importante ressaltar que o texto se compõe, de conjuntos de palavras
relativos a campos semânticos determinados. Vejamos:

1) indicando o café-da-manhã:

2) a mesa de trabalho:

3) a descanso ao fim do dia:

Outros trabalhos, níveis de análise, poderiam ainda ser desencadeados por este texto.
Por ora, bastam-nos os que comentamos.

Leia com atenção o texto dissertativo.

“Defender a língua é, de modo geral, uma tarefa ambígua e até certo ponto inútil. Mas
também é quase inútil e ambíguo dar conselhos aos jovens de uma perspectiva adulta e,
no entanto, todo adulto cumpre o que julga seu dever. (..) Ora, no que se refere à língua,
o choque ou oposição situam-se normalmente na linha divisória do novo e do antigo.
Mas fixar no antigo a norma para o atual obrigaria este antigo a recorrer a um mais
antigo, até ao limite das origens da língua. A própria língua, como ser vivo que é,
decidirá o que lhe importa assimilar ou recusar. A língua mastiga e joga fora inúmeros
arranjos de frase e vocábulos.
Outros, ela absorve e integra a seu modo de ser.”
(Vergílio Ferreira, “Em defesa da língua”, em:
Estão a assassinar o português! – trecho adaptado)

Questões

A) Transcreva a tese de Vergílio Ferreira, isto é, a afirmação básica que o autor aceita
como verdadeira e defende nesse trecho.

B) Transcreva o argumento no qual o autor se baseia para defender sua tese.

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Crase

Coloque o acento indicador de crase quando for necessário.

a) Não vou a festas, não assisto a novelas e não aspiro a grandes posses.
b) Não tenho nada a declarar.
c) Vamos a Bahia ou a Santa Catarina?
d) Não posso mais comprar a crédito.
e) Diga as pessoas que me procurarem que tive de sair.
f) Entreguei a Vossa Excelência.
g) Vamos a sua casa ou a minha?
h) Envie dinheiro a estas instituições beneficentes.
i) O presidente afirmou que nada pode fazer a curto prazo.

Por que, Porque, Porquê ou Por quê ?


Complete:

a) Não sei o _________ , mas acho que meu chefe não gosta de mim.
b) _________ o departamento de pessoal fechou?
c) O governador vetou o projeto _________ tinha razões políticas.
d) Afirmamos que a formação de verdadeiros cidadãos contribui para o crescimento de
uma sociedade mais igualitária, ___________?

Escolha a alternativa e preencha corretamente os espaços abaixo.

_______você não resolveu todas as questões da prova? Creio que é ______ você não sabe o
_______ das regras. Talvez seja essa a causa_______ você não conseguiu sucesso.

a) Porque, porque, por quê, porque.


b) Por que, por que, porquê, por que.
c) Por que, porque, porquê, por que.
d) Porque, por quê, por que, porque.
e) Por que, por que, porque, por que.

Complete as lacunas das frases a seguir com palavras de conteúdo geral, ou sinônimos, de
modo a evitar a repetição idêntica dos termos anteriores em destaque.

a) O novo prazo de financiamento de automóveis procura reanimar a indústria de


_________ , paralisada desde o anúncio do plano.
b) Dizem que a maconha diminui a fertilidade masculina. Um cientista declarou que o uso
da ________ produz a redução do número de espermatozóides.
c) Toda imprensa italiana parou ontem, em uma greve sem precedentes no país. A
__________ está sendo promovida pelo sindicato da categoria.
d) Quando chegaram, os bombeiros encontraram o prédio em ruínas, mas ainda puderam
retirar uma vítima dos _______________.
e) Mais de cinco presos foram removidos da cadeia de Santo André; lá os __________
prometeram baderna caso continue a superlotação.

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ACHE OS DEZ ERROS!

CA-010/08

15, de janeiro de 2008.

Companhia Liberal Ltda.


Divisão Administrativa
Rua Manaus, 102
Belo Horizonte – MG

Prezados Senhores,

Em resposta à solicitação que nos foi encaminhada pelo representante de V.Sa., Sr.
Carter, comunicamos que seguem pelo correio 100 (cem) exemplares de nossa edição de
dezembro. Outrossim, informamos que o cheque nº 078957 do Banco Internacional emitido
por V.Sas. em 7 de janeiro corrente, foi encaminhado ao nosso Departamento de
Assinaturas, devendo V.Sas. começarem à receber nossa revista a partir de fevereiro.
Sem mais que se nos apresenta para o momento, despedimo-nos.

Atenciosamente.

Flávio Fernandes
Divisão Técnica
FF/RS

29
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Beltrão, Odacir e Mariúsa. Correspondência Linguagem & Comunicação. 19ª ed. Atlas.

Bolognesi, João. Língua Portuguesa. Curso Preparatório aos Concursos de Ingresso nas
Carreiras Jurídicas. 3ª ed.

Cabral, Beatriz. Ensino do Teatro Experiência Interculturais. 1ª ed. Capes.

Castro, Maria da Conceição. Redação Básica. 4ª ed. São Paulo, Saraiva.

Chinellato, Thaís Montenegro. Massaranduba, Elizabeth de M. Coleção Objetivo –


Sistema de Métodos de Aprendizagem. São Paulo, Sol.

Faraco, Carlos.Trabalhando a Narrativa. 2ª ed. São Paulo, Ática.

O Estado de São Paulo. Manual de redação e estilo / organizado e editado por Eduardo
Martins. São Paulo.

Sacconi, Luiz Antonio. Não Erre Mais!. 16ª ed. São Paulo, Atual.

Souza, Jésus Barbosa de. Campedelli, Samira Youssef. Minigramática. 2ª ed. Saraiva.

Terra, Ernani, Nicola José de. Guia prático de emprego e conjugação verbos. 3ª ed.
Scipione. São Paulo.

Tufano, Douglas. Estudos de Redação. 4ª ed. São Paulo, Moderna.

Vanoye, Francis. Usos da Linguagem.11ª ed. São Paulo, Martins Fontes

Yozo, Ronaldo Yudi K. 100 Jogos para Grupos. 2ª ed. Ágora.

30