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INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO

CURSOS SUPERIORES DE GESTÃO TECNOLÓGICA

Aula 2:

O Texto

Pode-se definir texto (ou discurso) como ocorrência linguística falada ou escrita, de
qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal. Já a
textualidade é o conjunto de características que fazem com que um texto seja um
texto, e não apenas uma sequência de frases1.

A redação de um texto constitui evento de caráter profissional, e como tal deve ser
tratada. Para que um texto obtenha sucesso e alcance seus objetivos, há que se
seguir uma certa disciplina de trabalho:

1ª etapa: definir o objetivo ou os objetivos do texto


O que se deseja que o leitor sinta ao final do texto? O que é necessário que ele saiba
ao final do texto?

2ª etapa: classificar as informações de acordo com o princípio de prioridade


Objetivamente, deve-se discriminar as informações disponíveis e as que devem ser
pesquisadas. Assim, evitar-se-á a falta de dados que devem sustentar o trabalho. Ao
mesmo tempo, o profissional prepara-se para um eventual questionamento ao final do
trabalho. É importante observar o princípio básico de um profissional: todo trabalho
deve ter começo, meio e fim.

3ª etapa: elaborar uma sinopse ou uma minuta


Um pequeno texto que funciona como base para o desenvolvimento do texto final.

4ª etapa: delinear uma conclusão para o trabalho


A elaboração de um texto prevê um final conclusivo. A finalização abrupta surpreende
o leitor e deixa a impressão de falta de controle do redator.

O ato de descrever: Texto descritivo


Elaborar um texto descritivo é apresentar algo a partir de um determinado ponto de
vista, ou seja, o objeto da descrição deve ser observado a partir de determinada
posição física. O ponto de vista é fundamental para a organização do texto descritivo,
já que as diversas partes do objeto devem ser expostas e relacionadas a fim de
formar um conjunto que o leitor seja capaz de entender, de visualizar por si próprio.

O ato de descrever não é simplesmente enumerar o maior número possível de


detalhes, mas assinalar os traços mais singulares, mais salientes; é fazer ressaltar do
conjunto uma impressão dominante e singular. A descrição dos detalhes é variável, de
acordo com o grau de exatidão e da minúcia desejada pelo autor.

Exemplo de texto descritivo:


Jardim morto
Cai chuvosa a manhã sobre o jardim... No final duma ladeira lamosa e junto de uma
cruz, verde e negra de umidade, está a porta de madeira carcomida que dá entrada

1
REDAÇÃO E TEXTUALIDADE. Maria da Graça Costa Val. Martins Fontes, 1991.

Disciplina COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL — Professora LUCIANA FÁTIMA


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ao recinto abandonado. Mais além há uma ponte de pedra cinzenta e na distância
brumosa uma montanha nevada. No fundo do vale e entre penhas corre o rio manso
cantarolando sua velha canção.
Em um nicho negro que há junto da porta, dois velhos com capas rasgadas aquecem-
se ao lume de uns tições mal acesos... O interior do recinto é angustioso e desolado.
A chuva acentua mais esta impressão. Escorrega-se com facilidade. No chão, há
grandes troncos mortos... Os muros, altos e amarelos, estão cruzados de gretas
enormes, pelas quais saem as lagartixas, que passeiam formando com seus corpos
arabescos indecifráveis. No fundo há um resto de claustro, com heras e flores secas,
com as colunas inclinadas. Nas fendas das pedras desmoronadas há flores amarelas
cheias de gotas de chuva; nos chãos há charcos de umidade entre as ervas...

(Federico García Lorca, Prosa viva)

O ato de narrar: Texto narrativo


Ao encadear uma seqüência de fatos (reais ou imaginários) em que personagens se
movimentam num certo espaço à medida que o tempo passa, um texto manifesta a
atitude lingüística da narração. A história assim produzida constitui uma narrativa
escrita, que, justamente por possuir essa característica, deve prender-se às formas
específicas que a língua adquire nessa modalidade.

Em uma narrativa, costuma-se passar de um estado inicial de equilíbrio para um


estado final em que, depois de uma série de fatos e acontecimentos, se restabelece o
equilíbrio (diferente ou não do equilíbrio inicial). Dessa forma, é comum que um texto
narrativo apresente a seguinte estrutura:

a) Apresentação – parte do texto em que são apresentados alguns personagens e


expostas as circunstâncias da história, como o momento e o lugar em que a ação
se desenvolverá. Cria-se, dessa forma, um cenário e uma marcação de tempo
para os personagens iniciarem suas ações.
b) Desenvolvimento – parte do texto em que se inicia propriamente a ação: por
determinado motivo, acontece algo ou algum personagem toma uma atitude que
dá origem a transformações no estado inicial, expressas em um ou mais episódios.
Encadeados, esses episódios se sucedem, conduzindo ao clímax.
c) Clímax – ponto da narrativa em que ação atinge seu momento crítico, tornando
inevitável o desfecho.
d) Desfecho ou desenlace – solução do conflito produzido pelas ações dos
personagens.

O texto narrativo costuma dar respostas a perguntas como: O quê? Quem? Como?
Onde? Quando? Por quê? Para quê? Consequências?

Exemplo de texto narrativo:


Tragédia brasileira
Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade, conheceu Maria Elvira na
Lapa – prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os
dentes em petição de miséria.
Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico,
dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.

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Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada
disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos,
Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp,
outra vez do Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...
Por fim, na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência,
matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de
organdi azul.
(em Estrela da Manhã, Manuel Bandeira)

O ato de dissertar: Texto dissertativo


É a atitude linguística da dissertação que permite usar a linguagem para expor idéias,
desenvolver raciocínios, encadear argumentos, atingir conclusões. O texto dissertativo
demanda conhecimento do assunto abordado e uma tomada de posição crítica diante
deste. Está intimamente ligado à capacidade argumentativa. Em outras palavras:
requerem-se dados, informações, idéias e, também, opiniões.

O objetivo da dissertação é a exposição de idéias ou pensamentos. A dissertação


difere da descrição e da narração por permitir a discussão de pontos de vista, a
argumentação de opiniões ou a defesa de uma posição assumida diante de um tema
proposto. O texto dissertativo pode ser estruturado em introdução, desenvolvimento, e
conclusão:

a) Introdução – deve apresentar de maneira clara o assunto a ser tratado e também


delimitar as questões referentes a esse assunto que serão abordadas. A
introdução encaminha o leitor, estabelecendo para ele a orientação adotada para o
desenvolvimento do texto.
b) Desenvolvimento – parte do texto em que idéias, conceitos, informações e
argumentos serão desenvolvidos de forma organizada e criteriosa. O
desenvolvimento deve nascer da introdução: nesta, apontam-se as questões,
naquele, essas questões devem ser desenroladas e avaliadas – sempre por
partes, de maneira gradual e progressiva. A introdução já anuncia o
desenvolvimento, que retoma, ampliando e desdobrando, o que lá foi colocado de
modo sucinto.
c) Conclusão – parte final do texto, um resumo forte e sucinto de tudo o que já foi
dito. Além desse resumo, que retoma e condensa o conteúdo anterior do texto, a
conclusão deve expor claramente uma avaliação final do assunto discutido. Nessa
parte, também se podem fazer propostas de ação.

Uma vez que suas características principais são a clareza, a coerência e a unidade, a
dissertação não pode prescindir de forma alguma dessas três partes que o compõem.

Exemplo de texto dissertativo:


A Paz a Guerra
Há ideologias que pressupõem o homem um ser naturalmente inclinado à guerra,
essencialmente agressivo. São idéias fundamentadas na teoria da evolução, nos
conceitos de luta pela existência, em que o mais forte ocupa as altas posições
econômicas e políticas.

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No entanto, estas concepções são completamente contrárias à tendência
evolucionária humana, que retrocede não só até a evolução em nível animal, mas
também ao mais baixo nível de luta animal. Nem mesmo os carnívoros se alimentam
uns dos outros, como o homem competitivo devora os rivais.
Nenhum futuro evolucionário espera o homem que segue este caminho. A luta
competitiva não deixará sobreviventes. Mesmo que se limite a uma guerra econômica,
só pode acabar em contenda social, em crises de desemprego, em apuros financeiros
e num fracasso quanto à utilização dos recursos do mundo da maneira mais completa
e eficiente.
Fora de uma atitude mútua de colaboração social e da produção voltada e planejada
para o consumo, não há solução para tais dificuldades. Enquanto se mantiverem as
condições atuais, o homem sentir-se-á agressivo, estará preparado para assegurar
seu próprio bem-estar às custas do próximo.
Esta, contudo, não é a natureza do homem, e sim a natureza do homem em nível
subumano. Se o colocarmos em condições de trabalho realmente humanas, tendo em
vista o bem comum, sua natureza tornar-se-á mais humana, mas cooperativa, e seu
futuro estará assegurado. Se fracassarmos neste propósito, seu futuro será a guerra e
a destruição.
(John Lewis – O homem e a evolução)

Para a construção de um texto dissertativo é necessário:


1. Conhecer bem os grandes problemas atuais;
2. Não aceitar passivamente os fatos, mas raciocinar sobre eles;
3. Não se afastar da ideia principal de tal maneira que se mude a orientação geral
que se pretendia;
4. Dar à dissertação um movimento contínuo.

Exercícios:

No meio de uma visita de rotina, o presidente daquela enorme empresa chega ao


setor de produção e pergunta ao encarregado:
— Quantos funcionários trabalham neste setor?
Depois de pensar por alguns segundos, o encarregado responde:
— Mais ou menos a metade!

O que o presidente quis perguntar?


Explique a resposta do encarregado.

Bilhetinho da Escola
Queridos papais: o Duduzinho é um garoto hiperativo. Esse tipo de personalidade é
comum no contexto de uma sociedade que apresenta diversos estímulos, nem todos
condizentes com personalidades em formação...

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