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Emily Dickinson: Florir um fim casualmente

Florir um Fim casualmente Vendo uma Flor no campo Talvez sequer algum perceba A sutil Circunstncia

Que h na Lcida Tarefa A tal custo cumprida Para se abrir qual Borboleta Ao Sol do meio-dia Encher Boto evitar Bicho O Orvalho obter bem cedo Expor-se Luz fugir ao Vento Precaver-se da Abelha

E no frustrar a Natureza Que nesse Dia a aguarda Ser uma Flor uma profunda Responsabilidade

Emily Dickinson Alguns poemas Traduo de Jos Lira Editora Iluminuras edio 2006

Porque no tinha tempo para a Morte


Emily Dickinson

Porque no tinha tempo para a Morte Ela gentil veio buscar-me A Carruagem s levou ns Duas E a Imortalidade.

Fomos sem pressa a Morte no tem pressa E por dever de Cortesia Eu tinha posto o meu Lazer de lado E o Af do dia-a-dia

Passamos pela Escola onde as Crianas Brincavam no Recreio Pelos Campos de Gros que nos olhavam Pelo Sol a esconder-se

Ou talvez era o Sol que nos passava De frio j tremia o Orvalho Era uma renda fina meu Vestido Tule meu Agasalho

Paramos junto de uma Casa que era Como um monturo ali no Solo O Telhado j quase no se via A Cornija no Solo

Desde ento j faz sculos e eu acho Mais longo o Dia na verdade Que as Caras dos Cavalos nos guiavam Para a Eternidade