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Comportamento Organizacional - UVB

Aula 01- Comportamento


Organizacional: Definição e
justificativas
Objetivos da aula:
Definir Comportamento Organizacional e sua importância;
Definir um modelo de abordagem estruturada às questões
comportamentais;

Organizações e administradores
Começaremos definindo sucintamente os termos “organização” e
“administrador”. Empresas são organizações, bem como escolas,
hospitais, igrejas, clubes e todos os órgãos públicos.

Uma organização é uma unidade social conscientemente coordenada,


composta de duas ou mais pessoas, que funciona de maneira
relativamente contínua, para atingir um objetivo comum.

As pessoas que supervisionam as atividades das outras e que são


responsáveis pelo alcance dos objetivos nessas organizações são os
administradores. Eles tomam decisões, alocam recursos e dirigem as
atividades de outros com o intuito de atingir os objetivos de uma
organização. O trabalho dos administradores pode ser examinado a
partir das funções que desempenham, dos papéis que assumem ou
das habilidades que demonstram.

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Funções dos Administradores


Henri Fayol escreveu (lembra do curso de EPA?) que todos os
administradores realizam cinco funções gerenciais: planejam,
organizam, comandam, coordenam e controlam. Atualmente, essas
tarefas foram condensadas em quatro: planejamento, organização,
liderança e controle.

A função de planejamento engloba a definição das metas da


organização, o estabelecimento de uma estratégia geral para o
alcance dessas metas e o desenvolvimento de planos para integrar e
coordenar as atividades.

A elaboração da estrutura da empresa é chamada de organização;


quais tarefas devem ser realizadas, por quem, quem se reporta a
quem e quais as decisões a serem tomadas.

Faz também parte do trabalho do administrador dirigir e coordenar


pessoas. Esta é a função da liderança; motivar os funcionários, dirigir
as atividades e resolver os conflitos entre as pessoas.

Para garantir que as coisas caminhem como devem, o administrador


precisa monitorar o desempenho da organização; é o controle. O
desempenho real tem de ser comparado com as metas estabelecidas
previamente e se houver quaisquer desvios significativos, é
responsabilidade do administrador trazer a organização de volta
aos trilhos.

Papéis dos administradores


No final da década de 60, Mintzberg concluiu que os administradores
desempenham 10 papéis, que podem ser assim agrupados:

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Papéis de Relacionamento Interpessoal: figura de proa,


liderança e ligação;

Papéis de Informação: monitor, disseminador e porta-voz;

Papéis de Decisão: empreendedor, gerenciador de turbulência,


alocador de recursos, negociador.

Habilidades dos administradores


Outra forma de considerar o que fazem os administradores é examinar
as habilidades ou competências de que precisam para atingirem seus
objetivos. Robert Katz identifica três competências essenciais: técnica,
humana e conceitual.

Todas as abordagens sobre as funções, papéis e habilidades de


administração reconhecem a importância da gestão de pessoas; o
administrador precisa desenvolver suas habilidades humanas.

Definindo Comportamento Organizacional


Falamos até aqui da importância das habilidades humanas;
o termo mais utilizado para denominar o seu estudo é
Comportamento Organizacional.

Comportamento Organizacional é um campo de estudos que


investiga o impacto que indivíduos, grupos e a estrutura
têm sobre o comportamento dentro das organizações, com
o propósito de utilizar esse conhecimento para promover a
melhoria da eficácia organizacional.

O comportamento organizacional estuda três determinantes do


comportamento das organizações: indivíduos, grupos e estrutura,
com o objetivo de que as organizações trabalhem mais eficazmente.

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Em outras palavras, o Comportamento Organizacional se preocupa


com o estudo do que as pessoas fazem nas organizações e de como esse
comportamento afeta o desempenho destas organizações.

Como de forma geral estas questões envolvem as relações de trabalho,


os estudos têm enfocado os comportamentos relativos a funções,
trabalho, absenteísmo, rotatividade, produtividade, desempenho
humano e administração.

Embora haja alguma controvérsia sobre a importância relativa


de cada um deles, o comportamento organizacional inclui
tópicos como motivação, comportamento e poder de liderança,
comunicação interpessoal, estrutura e processos de grupos,
aprendizado, desenvolvimento de atitudes e percepção, processos
de mudanças, administração de conflitos, planejamento do
trabalho e estresse no trabalho.

De forma geral, estes serão os tópicos abordados durante o


nosso curso.

Intuição x Método
Todos nós somos estudantes de comportamento. Você observa o
que as outras pessoas fazem, tenta compreender o porquê de seu
comportamento e prever o que fariam sob determinadas circunstâncias
e... freqüentemente erra! Para aprimorar sua capacidade de previsão,
é preciso uma abordagem sistemática. O conceito central dessa
abordagem é que o comportamento não é aleatório. Ele parte de
algum ponto e dirige-se a outro, que representa alguma coisa que o
indivíduo acredita ser, correta ou incorretamente, de seu interesse.

O comportamento é previsível quando sabemos como a pessoa


percebe uma situação e qual a sua importância para ela. O
comportamento das pessoas não parece racional, porém sua

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intenção o é, ou assim parece para elas. As pessoas não reagem da


mesma maneira a uma dada situação, contudo, existem algumas
consistências fundamentais que podem ser identificadas e
modificadas para refletir as diferenças individuais.

Essas consistências fundamentais são muito importantes porque


permitem a previsibilidade. Quando dirige seu carro, por exemplo,
você faz algumas previsões sobre como os outros motoristas vão se
comportar e que normalmente se confirmam; são as leis de trânsito
que tornam essas previsões possíveis.

Existem leis (escritas ou não) em praticamente todos os ambientes.


Por isso, é possível prever o comportamento (dentro de uma certa
“faixa”, por assim dizer) na maioria das situações. Por exemplo,
ao entrar no elevador, a maioria das pessoas se vira de frente para
a porta. Onde está escrito que isso deveria ser feito? Não está; da
mesma forma que somos capazes de prever o comportamento dos
motoristas (para os quais existem regras escritas), também podemos
prever o comportamento das pessoas no elevador (onde existem
poucas regras estabelecidas).

Esses exemplos servem para ressaltar o principal conteúdo deste texto:


o comportamento é geralmente previsível, e o seu estudo sistemático é
uma forma de realizar previsões. Estudo sistemático se refere ao exame
dos relacionamentos e das relações de causas e efeitos, baseando
nossas conclusões em evidências científicas – dados coletados sob
condições controladas e interpretados de maneira rigorosa. Algumas
das conclusões que apresentamos apenas corroboram o senso
comum; mas você também irá deparar-se com resultados de pesquisas
que contrariam esse mesmo senso comum. Um dos nossos objetivos
deste texto é permitir que V. vá além de suas visões intuitivas sobre
comportamento, esperando que isso pode melhore a sua habilidade
na explicação e previsão do comportamento.

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Disciplinas do CO
O estudo do comportamento organizacional é uma ciência
aplicada que se apóia na contribuição de diversas outras
disciplinas comportamentais. As áreas predominantes são a
psicologia, a sociologia, a psicologia social, a antropologia e as
ciências políticas.

Psicologia
A psicologia é a ciência que busca medir, explicar e, algumas
vezes, modificar o comportamento. Os psicólogos dedicam-se ao
estudo do comportamento individual. Inicialmente, os psicólogos
organizacionais e industriais estudavam os problemas de fadiga, falta
de entusiasmo e outros fatores que poderiam influir no desempenho.
Mais recentemente, sua contribuição se expandiu para incluir
estudos sobre aprendizagem, percepção, personalidade, emoções,
treinamento, eficácia de liderança, necessidades e forças motivacionais,
satisfação com o trabalho, processos de tomada de decisões, avaliação
de desempenho, mensuração de atitudes, técnicas de seleção de
pessoal, planejamento do trabalho e estresse profissional.

Sociologia
Enquanto a psicologia foca suas atenções sobre o indivíduo, sociologia
estuda as pessoas em relação umas às outras. Assim, a contribuição
dos sociólogos foi no estudo do comportamento dos grupos dentro
das organizações, especialmente aquelas formais e complexas.

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Psicologia social
A psicologia social é uma área dentro da psicologia que combina
conceitos desta ciência e da sociologia. Seu foco é a influência de
um indivíduo sobre o outro. Um dos temas mais investigados pela
psicologia social é a mudança – como implementá-la e como reduzir
as barreiras de sua aceitação.

Antropologia
A Antropologia é o estudo das sociedades para compreender os seres
humanos e suas atividades. O trabalho dos antropólogos sobre culturas
e ambientes contribui para se compreender melhor as diferenças nos
valores, atitudes e comportamentos fundamentais entre pessoas em
diferentes organizações.

Ciências políticas
As ciências políticas estudam o comportamento dos indivíduos
e dos grupos dentro de um ambiente político. Alguns tópicos
específicos dessa área são a estruturação de conflitos, a alocação de
poder e como as pessoas manipulam o poder para o atendimento
de seus próprios interesses.

Desafios e Oportunidades
A compreensão do comportamento organizacional nunca foi tão
importante para os administradores. Um rápido exame das enormes
mudanças que estão ocorrendo nas organizações confirma essa idéia.
Cada vez mais mulheres e membros de minorias estão entrando para
o mercado de trabalho; o downsizing e o amplo uso de trabalhadores
temporários estão minando os laços de lealdade, que historicamente

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prendiam os funcionários a seus empregadores; e a globalização está


exigindo que os funcionários se tornem mais flexíveis para adaptarem-
se à rápida mudança.

Respondendo à globalização
As organizações não se limitam mais às fronteiras dos países; o mundo
virou uma aldeia global. A globalização afeta as habilidades humanas
dos administradores em, pelo menos, duas maneiras. Em primeiro
lugar, como administrador, crescem as chances de você ser transferido
para uma unidade de sua organização em outro país. E mesmo ficando
em sua terra natal, você poderá ter de trabalhar com chefes e colegas
que nasceram e foram criados em culturas diferentes. Para trabalhar
eficazmente com essas pessoas, você precisa compreender sua cultura,
e como adaptar seu estilo de gerenciamento a essas diferenças.

Administrando a diversidade da força de trabalho


Um dos desafios mais importantes e abrangentes enfrentados pelas
organizações hoje em dia é a diversidade da força de trabalho; as
organizações estão se tornando mais heterogêneas em termos de
raça, etnia e sexo de seus participantes. O termo se aplica a qualquer
pessoa que fuja da norma convencional: deficientes físicos, os
representantes da terceira idade e os homossexuais.

Fortalecendo as pessoas
Se você pegar qualquer publicação sobre negócios, encontrará
matérias sobre a mudança no relacionamento entre os administradores
e aqueles que, supostamente, são por eles gerenciados. O processo
de tomada de decisão está sendo levado para o nível operacional, em
que os empregados estão tendo a liberdade de fazer escolhas sobre
cronogramas e procedimentos e de resolver sozinhos problemas

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relacionados com seu trabalho. Um crescente número de empresas


vem adotando as equipes autogerenciadas, em que os trabalhadores
operam praticamente sem qualquer chefia externa.

Lidando com a ‘temporariedade’


Antigamente, os administradores só tinham de introduzir
programas importantes de mudança uma ou duas vezes a cada
década. Hoje, a mudança é uma atividade contínua para a maioria
deles. Administrar, hoje em dia, poderia ser definido como longos
períodos de mudanças constantes, interrompidos ocasionalmente
por curtos períodos de estabilidade!

O mundo enfrentado pelos administradores e trabalhadores hoje


é de permanente temporariedade. Todas as atividades realizadas
pelos trabalhadores estão em permanente mudança e eles precisam
continuamente atualizar seus conhecimentos e habilidades para
atender as novas exigências do trabalho.

As próprias organizações estão constantemente reorganizando suas


divisões, desfazendo-se de negócios que não têm bom desempenho,
fazendo operações de downsizing, subcontratando serviços e
substituindo os funcionários permanentes por temporários.

O estudo do comportamento organizacional pode ajudar a entender


de um mundo profissional em contínua mudança, a aprender a
superar as resistências à mudança e a criar uma cultura organizacional
que seja voltada para ela.

Modelo de Comportamento Organizacional


Um modelo é uma abstração da realidade, uma representação
simplificada de um fenômeno real. No nosso modelo de
Comportamento Organizacional, há três níveis de análise: do nível

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individual para o sistema organizacional. Cada nível é construído


sobre o nível anterior. O conceito de grupo sai do nível básico
do indivíduo; vamos sobrepondo limitações estruturais sobre
os níveis do indivíduo e do grupo para chegarmos ao nível do
comportamento organizacional.

As variáveis dependentes
As variáveis dependentes são os fatores-chave que você pretende
explicar ou prever e que são afetados por outros fatores. Quais são
as variáveis dependentes básicas no comportamento organizacional?
Os estudiosos do assunto tradicionalmente enfatizam a produtividade,
o absenteísmo, a rotatividade e a satisfação com o trabalho.

Produtividade: Uma organização é produtiva quando consegue


atingir seus objetivos, obtendo resultados ao mais baixo custo possível
(eficiência e eficácia). Precisamos descobrir quais são os fatores que
influenciam a eficiência e a eficácia dos indivíduos, dos grupos e da
organização como um todo.

Absenteísmo: O absenteísmo é o não-comparecimento do funcionário


ao trabalho. É obviamente difícil para uma organização atingir seus
objetivos, se seus funcionários não comparecem para trabalhar. Níveis
de absenteísmo acima do normal, em qualquer caso, causam um
impacto direto sobre a eficiência e a eficácia da organização.

Rotatividade: É a permanente saída e entrada de pessoas da


organização, voluntária ou involuntariamente. Um índice alto de
rotatividade resulta em aumento de custos para recrutamento,
seleção e treinamento. Quando a rotatividade é muito grande ou
envolve a perda de pessoal valioso, pode prejudicar sériamente a
eficiência da organização.

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Satisfação com o Trabalho: A última variável dependente que


analisaremos será a satisfação com o trabalho, que podemos definir
neste momento como a diferença entre as recompensas recebidas de
fato pelo funcionário e aquilo que ele acredita merecer.

As variáveis independentes
Quais são os principais determinantes da produtividade, do
absenteísmo, da rotatividade e da satisfação com o trabalho? A
resposta a esta questão nos leva às variáveis independentes.

Variáveis no Nível do Indivíduo: As pessoas entram para as


organizações com determinadas características que vão influenciar seus
comportamentos no trabalho, tais como: características biográficas,
como idade, sexo e estado civil; características de personalidade;
estrutura emocional; valores e atitudes; e níveis básicos de capacitação.
Essas características pouco podem ser alteradas pelo esforço de
gerenciamento e tem grande impacto sobre o comportamento.

Variáveis no Nível do Grupo: O comportamento de um grupo é


mais do que a soma das ações dos indivíduos que fazem parte dele. A
complexidade de nosso modelo aumenta quando compreendemos
que o comportamento das pessoas é diferente quando elas estão
sozinhas ou em grupo.

Variáveis no Nível do Sistema Organizacional: O comportamento


organizacional alcança seu mais alto nível de sofisticação quando
somamos a estrutura formal ao nosso prévio conhecimento do
comportamento dos indivíduos e dos grupos. Da mesma forma
que os grupos são mais que a soma de seus membros individuais, a
organização também é mais que a soma dos grupos que a compõem. O
desenho da organização formal, os processos do trabalho e as funções,
as políticas e práticas de recursos humanos da organização e a cultura
interna, tudo isso tem impacto sobre as variáveis dependentes.

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Bibliografia
ROBBINS, Stephen P. – Comportamento Organizacional – São Paulo
– Prentice Hall, 2002

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