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Capítulo 5

Diversidade da Macrofauna Edáfica no Brasil

ADRIANA MARIA DE AQUINO 1 , MARIA ELIZABETH FERNANDES CORREIA 1 & MAURICIO VICENTE ALVES 2

1 Laboratório Fauna do Solo, Embrapa Agrobiologia, Caixa Postal 74505, Seropédica, RJ – Brasil, CEP 23890-000, e-mail: adriana@cnpab.embrapa.br, ecorreia@cnpab.embrapa.br; 2 Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo – Departamento de Ciência do Solo, Universidade Federal de Lavras – UFLA, Caixa Postal 3037 CEP 37200-000, Lavras, MG – Brasil, e-mail: mauriciovicente@gmail.com

INTRODUÇÃO

A macrofauna do solo inclui os organismos invertebrados maiores que 10 mm

de comprimento (Lavelle et al., 1997) e/ou com diâmetro corporal maior que 2 mm (Swift et al., 1979) atuantes no conjunto serrapilheira-solo em pelo menos um está- dio do seu ciclo biológico completo. A macrofauna, além de muito afetada pelas

práticas agrícolas (Jones et al., 2003; Decäens et al., 2004; Eggleton et al. 2005; San- tos et al., 2005), apresenta relação com as características físico-químicas e da maté- ria orgânica (Velásquez, 2004), podendo ser utilizada como indicadora da qualida- de do solo, possibilitando uma avaliação rápida, fácil e econômica, o que a torna uma poderosa ferramenta na avaliação e monitoramento da qualidade do solo.

A macrofauna invertebrada do solo desempenha um papel-chave no funciona-

mento do ecossistema, pois ocupa diversos níveis tróficos dentro da cadeia alimen- tar do solo e afeta a produção primária de maneira direta e indireta. Altera, por exemplo, as populações e atividade de microrganismos responsáveis pelos proces- sos de mineralização e humificação e, em conseqüência, exerce influência sobre o ciclo de matéria orgânica e a disponibilidade de nutrientes assimiláveis pelas plan- tas (Decäens et al., 2003). A macrofauna pode ser também vetora de microrganis- mos simbióticos das plantas, como fixadores de nitrogênio e fungos micorrízicos, e é capaz de digerir, de maneira seletiva, microrganismos patogênicos (Brown,

Editora UFLA 2008. Biodiversidade do Solo em Ecossistemas Brasileiros (eds F.M.S. Moreira et al.)

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1995). Alguns organismos da macrofauna, principalmente os térmitas, as formi- gas, as minhocas são denominados “engenheiros do ecossistema”, pois suas ativida- des levam à criação de estruturas biogênicas (galerias, ninhos, câmaras e bolotas fe- cais), que modificam as propriedades físicas dos solos onde vivem, bem como disponibilizam recursos para outros organismos (Lavelle et al., 1997). Por meio de suas ações mecânicas no solo, a macrofauna contribui na formação de agregados estáveis, que podem proteger parte da matéria orgânica de uma mineralização rá- pida e que constituem, também, uma reserva de nutrientes potencialmente dispo- nível para as plantas (Decäens et al., 2003; Lavelle & Spain, 2001). Toda essa biota associada à matéria orgânica irá afetar indiretamente a produ- ção primária, em decorrência do seu papel na ciclagem de nutrientes, na disponi- bilidade de água e na estruturação do solo. Muitos autores colocam a estrutura e a função da teia alimentar dos decompositores como indicadores primários da qua- lidade do ecossistema (Coleman et al., 2002). A hipótese é que, quanto mais longa e mais complexa essa teia, mais estável é o ecossistema. Entende-se que a preserva- ção do ecossistema e a integridade dessa teia possa ter impacto positivo na conser- vação da biodiversidade e igualmente na perspectiva do manejo de pragas (Lachat et al., 2006). Os organismos da macrofauna respondem às diversas intervenções antrópicas realizadas no meio ambiente (Lavelle & Spain, 2001). Portanto, a densidade e a di- versidade desses organismos, assim como a presença de determinados grupos espe- cíficos em um sistema, podem ser usadas como indicadores da qualidade dos solos (Chaussod, 1996; Tian et al., 1997; Paoletti, 1999; Barros et al., 2003). Neste capítulo é abordada a biodiversidade da macrofauna do solo nos diferen- tes ecossistemas brasileiros e as modificações na estrutura dessa comunidade, em decorrência da atividade agropecuária, com exceção da Amazônia (abordada no ca- pítulo 6). Vários métodos de amostragens foram considerados, sendo que o TSBF descrito por Anderson & Ingram (1993) foi o mais utilizado para estudo da comu- nidade da macrofauna edáfica.

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ESTRUTURA DA COMUNIDADE NOS ECOSSISTEMAS NATURAIS

Cerrado e Cerradão

O segundo maior bioma do Brasil estendia-se originalmente por uma área de 2

milhões de km 2 , abrangendo dez estados do Brasil Central. Hoje, restam apenas 20% desse total. Típico de regiões tropicais, o cerrado apresenta duas estações bem marcadas: inverno seco e verão chuvoso. Com solo de savana tropical, deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumínio, abriga plantas de aparência seca, entre ar- bustos esparsos e gramíneas, e o cerradão, um tipo mais denso de vegetação, de for- mação florestal. A vegetação, em sua maior parte, é semelhante à de savana, com

gramíneas, arbustos e árvores esparsas. As árvores têm caules retorcidos e raízes lon- gas, que permitem a absorção da água - disponível nos solos do Cerrado abaixo de 2 metros de profundidade, mesmo durante a estação seca. Na tabela 5.1 é apresentada uma compilação dos resultados de pesquisa encon- trados nesse e em outros biomas. A duração da estação seca é uma das hipóteses que explica a ausência de oligoquetas (Oligochaeta) no Cerrado (Benito et al., 2004). Outra hipótese, sugerida por esses autores, refere-se à influência negativa do tanino das folhas e troncos, comum na composição bioquímica da vegetação nati- va do Cerrado, sobre as populações de minhocas. Já no Cerradão (Dourados, MS), a densidade de oligoquetas pode variar de 300 a 3400 indivíduos por metro qua- drado, sendo a grande maioria constituída pela família Enchytraeidae (Silva et al., 2006a). Existe contudo pouca informação sobre o papel dessa família nas condi- ções tropicais.

A riqueza da macrofauna no Cerrado, entendida como o número de unidades

taxonômicas (Classe, Ordem ou Família), varia de 15 a 21, sendo os menores va- lores encontrados em Minas Gerais e Distrito Federal (Pasini et al., 2003; Benito et al., 2004) e os maiores no Mato Grosso do Sul (Silva et al. 2006b). Dentre esses, destacam os insetos sociais, sendo os cupins (Isoptera) mais freqüentes no Cerrado (Pasini et al., 2003; Benito et al., 2004) e as formigas (Hymenoptera, Formicidae) no Cerradão (Silva et al., 2006b).

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Mata Atlântica
O bioma Mata Atlântica estende-se por quase 3000 km em um transecto del-
gado ao longo da costa brasileira, limitada a leste pelo mar e a oeste por outras for-
mações, cobrindo total ou parcialmente 17 estados brasileiros, do Rio Grande do
Sul ao Piauí. Corresponde a um mosaico de ecossistemas florestais e outros ecos-
sistemas associados (restingas, manguezais, etc.), que formavam um grande contí-
nuo florestal à época do descobrimento do Brasil. Atualmente estima-se que 93%
da formação original de Mata Atlântica já tenha sido devastada (http://www.sos-
matatlantica.org.br/). Existem variações regionais nas diferentes áreas de Mata
Atlântica. Essas diferenças foram percebidas inicialmente ao se estudarem ende-
mismos de borboletas, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos, que sugeriram uma
divisão em pelo menos 4 sub-biomas, com limites variáveis de acordo com os au-
tores (Brown & Ab’Saber, 1979; Müller, 1973; Vivo, 1997): Sub-bioma Pernam-
buco ou Nordeste (vai do Rio Grande do Norte até a desembocadura do Rio São
Francisco ou Salvador); Sub-bioma da Bahia (vai de Salvador ou da desembocadu-
ra do Rio São Francisco até o norte do Espírito Santo ou até a cidade de Vitória);
Sub-bioma Rio de Janeiro (do norte do Espírito Santo até o Trópico de Capricór-
nio, no Estado de São Paulo); Sub-bioma Paulista (do Trópico de Capricórnio até
o Rio Grande do Sul). Estudos recentes com espécies arbóreas da Mata Atlântica
também sugerem que existe uma íntima relação florística entre as localidades des-
ses domínios mencionados.
Da mesma forma, em alguns casos, é possível encontrar-se um gradiente latitu-
dinal de diversidade da macrofauna do solo. Oliveira (2003), ao avaliar a diversi-
dade de térmitas em oito unidades de conservação, em uma variação latitudinal
desde 18º S, correspondendo ao município de Sooretama (ES) a 27º S, no muni-
cípio de Blumenau (SC), observou um gradiente para a diversidade de espécies e
de grupos funcionais. Enquanto que na Reserva de Sooretama foram encontradas
13 morfoespécies e 4 grupos funcionais, na área mais ao sul foram coletadas ape-
nas 5 morfoespécies, distribuídas em 2 grupos funcionais.
Além da variação latitudinal influenciar as comunidades da macrofauna, as di-
ferenças de solo e a composição florística dos diferentes ecossistemas associados à
Mata Atlântica, contribuem para o estabelecimento de comunidades muito dife-
renciadas entre si. Correia (1994), ao investigar a comunidade de macroartrópo-

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des de uma floresta primária no norte do ES, verificou uma densidade de cerca de 4.200 indivíduos por metro quadrado, distribuídos em 24 ordens. Por outro lado, Oliveira (1997) registrou para um ambiente de restinga preservada em Maricá (RJ), cerca de 2.200 indivíduos por metro quadrado, distribuídos em 19 grupos. Já Correia et al. (2001) em um estudo no município de Valença, sob florestas se- cundária úmida e seca, encontraram de 1300 e 1700 indivíduos por metro quadra- do com uma riqueza de 25 e 24 grupos respectivamente, sendo os organismos mais presentes Formicidae e Isoptera (Tabela 5.1). Em um estudo realizado por Correia et al. (2003), foi observado que área de re- generação natural com 15-30 anos apresentava a densidade e a riqueza da macro- fauna muito similar, variando de 549 a 1768 ind m -2 e de 17 a 23 grupos, respec- tivamente; as quais apresentaram-se similares à de uma área remanescente com floresta há pelo menos uns 150 anos sem intervenção antrópica com uma densida- de de 723 a 1517 ind m -2 e uma riqueza de 19 a 24. Em relação à composição da

comunidade, os grupos mais freqüentes nessas áreas foram Formicidae, Isoptera e Coleoptera, sendo os insetos sociais ainda mais freqüentes nas áreas mais recentes, variando de 200 a 1300 ind m -2 . Belshaw & Bolton (1993) também não encontraram diferenças na composição

e riqueza de espécies de formigas da serrapilheira de florestas primárias e secundá- rias. O que parece indicar que 10 anos seja o tempo suficiente para a colonização

e estabelecimento das comunidades nas novas áreas. Contudo, as florestas primá-

rias são muito necessárias como fonte para a recolonização desses hábitats alterados (Macedo, 2004). Nas matas da região Centro-Sul do Paraná podem ser encontrados os seguintes grupos da macrofauna: Adultos de Diptera, Heteroptera, Homoptera, Lepidoptera, Coleoptera, Thysanoptera, Orthoptera, Psocoptera, Blattodea, Dermaptera, Isopoda, Diplopoda, Chilopoda, Araneae, Pseudoscorpionida, Opilionida, Gastropoda, Oligochaeta, Enchytraeidae, Hymenoptera, Formicidae, Isoptera, Diplura, e Archaeognatha e larvas de Diptera, Coleoptera, Lepidoptera e Formicidae, (Aquino et al., 2006). A riqueza observada nessa região é considerada elevada com- parando-se com a encontrada em outra região da Mata Atlântica, (Correia et al., 2003) já descrita anteriormente. A relação entre a biodiversidade e os processos do ecossistema não são completamente compreendidos. Entretanto, entende-se que a

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riqueza possa ter um papel importante na manutenção dos processos básicos do solo. Em um outro estudo na região de Londrina – PR, foi encontrada uma den- sidade elevada com aproximadamente 2500 indivíduos por metro quadrado em uma floresta secundária; já em uma floresta primária essa densidade foi menor com aproximadamente 1350 indivíduos por metro quadrado (Korasaki et al., 2006) (Tabela 5.1). No estado de São Paulo, Uzëda et al. (2003) encontraram uma densidade bem menor (232 indivíduos por metro quadrado), provavelmente em decorrência da menor freqüência de insetos sociais.

Pantanal e Caatinga

Esses dois biomas são os menos conhecidos, visto que a Mata Atlântica, Ama- zônia e Cerrado são mais estudados (Levinsohn et al., 2005).

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. No Bra-

sil, 65% de seu território concentra-se no estado do Mato Grosso do Sul e 35% no

Mato Grosso. A área é fortemente influenciada pelo regime de chuva e por exten-

sas áreas de campos naturais, favorecendo a atividade pastoril, tendo sua economia voltada principalmente para a exploração extensiva da pecuária de corte

(http://www.planetaorganico.com.br/trabpant1.htm).

O Pantanal foi reconhecido pela Unesco, no ano 2000, como Reserva da Bios-

fera, por ser uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais da Terra (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pantanal). Vivendo da alternância de longas estia- gens e de grandes enchentes, a fauna pantaneira em geral é muito rica, provavel- mente a mais rica do planeta. Nessas condições, os animais mais bem sucedidos são aquáticos e/ou podem viver nas copas das árvores. Dentre os grupos da macrofau- na edáfica, destacam-se vários artrópodes, dentre esses Araneae e Formicidae por serem os grupos mais estudados na região (Raizer et al., 2005; Castilho et al., 2005; Battirola et al., 2005). Na região Paratudal, Dias et al. (2006) encontraram eleva- das freqüências de Gastropoda, Coleoptera e Oligochaeta (Tabela 5.1). Castilho et al., 2005 observaram que Araneae ocorre em maior abundância na fase de baixa água. Em decorrência da heterogeneidade da região, influenciada por vários outros biomas e constituída por diversas fitofisionomias, observa-se baixo endemismo de comunidade, e as espécies que ocorrem geralmente são mais adap-

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tadas à situação de constante alteração ambiental e mostram extrema plasticidade (Loyola et al., 2006).

A Caatinga, com distribuição totalmente restrita ao Brasil, ocupa cerca de 11%

do território nacional, abrangendo os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernam- buco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Minas Gerais. A vegetação da caatinga é adaptada às condições de aridez (xerófila) e a fauna do solo geralmente

é adaptada a localizar alimento, mesmo distante de suas áreas de forrageamento

usual (Leal, 2007). Em relação às formigas, pode ocorrer que não há vegetação su- ficiente na estação seca para manter as colônias que cultivam fungos ou serrapilhei-

ra para abrigar presas, no caso dos predadores (Leal, 2007).

O conhecimento da fauna edáfica do Nordeste está concentrado nas áreas lito-

râneas; são poucos os estudos nas áreas semi-áridas (http://www.uefs.br/ppbio- /cd/portugues/capitulo17.htm). Um dos motivos para essa lacuna é o pequeno nú-

mero de pesquisadores e taxonomistas na Região.

Outros biomas

A Araucaria angustifolia é uma espécie característica da floresta subtropical bra-

sileira, também conhecida como pinheiro–brasileiro, pinheiro-do-Paraná ou arau- cária. É uma conífera típica da América do Sul, abrangendo uma superfície que se estende por uma vasta área da Região Sul do Brasil, alcançando, também, manchas

esparsas no sudeste e nordeste de São Paulo, no sul de Minas Gerais, no sudoeste do Rio de Janeiro e no leste da Província de Missiones, Argentina (Reitz et al.,

1988).

A riqueza da macrofauna na mata de araucária, num Latossolo Vermelho-Amare-

lo distrófico câmbico textura argilosa (Campos de Jordão, SP) pode variar de 11 a 16, sendo maior na época chuvosa. A densidade encontrada foi de 2936 indivíduos por metro quadrado (Merlim, 2005). Em um Nitossolo, na região de Campo Belo do Sul, SC, a riqueza média foi de 11 ordens e a densidade foi de 994 ind m -2 a 20 cm de profundidade (Silva et al., 2004) (Tabela 5.1). Em um estudo nesse bioma foi encontrada uma baixa densidade de minhocas, em média 10 indivíduos por metro quadrado, o que pode estar relacionado à aci- dez do solo (pH em torno de 3,5) e pela baixa disponibilidade de nutrientes do solo

e da serrapilheira produzida nas matas de araucária (Merlim, 2005). Em relação aos

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demais grupos, Isoptera destaca-se com elevada densidade na época chuvosa e For- micidae na época seca. Seguido desses, Coleoptera também foi abundante. Foram encontradas larvas de 15 famílias de coleópteros (Merlim et al., 2006) e dentre as famílias encontradas, Nemonychidae destacou-se pela abundância. Ape- nas a espécie identificada como Rhynchitoplesius eximius foi encontrada. As fêmeas dessa espécie ovipositam no cone masculino de A. angustifolia, onde suas larvas se desenvolvem alimentando-se de pólen (Costa et al., 1988). De maneira geral, observa-se que Isoptera e Hymnoptera (Formicidae) são muito freqüentes independente do bioma (Tabela 5.1). Existem muitas referências bibliográficas a respeito de como esses grupos e as minhocas (Oligochaeta) atuam no funcionamento do solo. O que se tem observado é que a grande maioria desses estudos aborda os grupos epigéicos, como os cupins formadores de montículos e as formigas cortadeiras. Existe uma grande lacuna no conhecimento das espécies de cupins e formigas que vivem no solo e o efetivo entendimento da influência dessas espécies nas propriedades edáficas nos diferentes biomas brasileiros. Em todos os biomas relacionados na tabela 5.1, as minhocas não foram expressivamente abun- dantes, exceto pela ocorrência em alguns casos de Enchytraeidade, sugerindo que outras metodologias devem ser utilizadas complementando o método do TSBF, além da descrição detalhada do estado de conservação dos sistemas naturais estu- dados.

Modificações dos macroinvertebrados do solo após a conversão da vegetação nativa para sistemas agropecuários e impacto funcional.

A magnitude dos efeitos da conversão do sistema natural para sistemas agropecuá-

rios sobre a macrofauna edáfica depende do sistema de plantio (convencional ou di- reto), da diversidade e rotação das culturas, dos insumos utilizados, das condições de conservação do ambiente do entorno e das condições edafoclimáticas locais.

A monocultura e o manejo convencional com aração, gradagem e aplicação de

agroquímicos afeta vários grupos taxonômicos de forma diferenciada. Os que apre- sentam alguma relação com a disponibilidade da matéria orgânica e que são sensí- veis à movimentação do solo e vulneráveis às injúrias provocadas pelos implemen- tos agrícolas como Isopoda, Diplopoda, Diplura, Gastropoda, Blattodea e

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Figura 5.1 - Análise de componentes principais (ACP) da densidade da macrofauna do solo em quatro localidades da região centro-sul do Paraná (março, 2004). Ac: Archaeognatha; Ar: Araneae; Bl: Blattodea; Ch: Chilopoda; Co: Coleoptera; Cs:casulo de Oligochaeta; De: Dermaptera; Di: Diplopoda; Dp: Diplura; Dt:

Diptera; En: Enchytraeidae; Fo: Formicidae; Ga: Gastropoda; He: Heteroptera; Ho: Homoptera; Hy:

Hymenoptera; Is: Isopoda; It: Isoptera; LC: Larva de Coleoptera; LD: Larva de diptera; Le: Lepidoptera; LF:

Larva de Formicidae; LL: Larva de Lepidoptera; Ol: Oligochaeta; Op: Opilionida; Or: Orthoptera; Pd:

Pseudoscorpionida; Ps: Psocoptera; Tp: Thysanoptera. As siglas SAV, CAV e M correspondem aos manejos sem e com adubo verde de verão e mata, respectivamente. As unidades rurais estão representadas por RA: Rio Azul, PV: Porto Vitória, B: Bituruna e I: Irantizinho.

Dermaptera, desaparecem, como observado por Aquino et al. (2006) na região do Paraná. Desses, os isópodes, diplópodes e dipluros vivem na matéria orgânica em decomposição e são fundamentais na fragmentação dessa matéria orgânica (Swift et al.,1979; Hashimoto et al., 2004; Tuck & Hassal, 2005). Na figura 5.1 é apresentada uma análise de componentes principais em que foram consideradas as densidades da macrofauna edáfica de quatro localidades do Paraná. Nota-se que o primeiro eixo, referente ao componente Y 1 , separou as áreas que correspondem aos sistemas naturais das demais áreas, demonstrando baixa di- versidade da macrofauna nas áreas cultivadas (Aquino et al., 2006).

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Com a redução de recursos e refúgios, alguns grupos da macrofauna podem ocupar os nichos disponibilizados, se estabelecer eficientemente e dominar a co- munidade. Dentre esses destacam-se os insetos sociais, especialmente as formigas (Formicidae) e cupins (Isoptera) nas pastagens do Cerrado (Benito et al., 2004; Silva et al., 2006b). Os insetos sociais ocorrem nas áreas de mata e com o desma- tamento mantêm uma população mais especializada (Constantino & Acioli, 2005). A dominância dos cupinzeiros como exemplificado na figura 5.2 (ver en- carte colorido) é a maior evidência da degradação de uma pastagem. O sucesso dos cupins na ocupação desses ambientes parece estar relacionado à simbiose que rea- lizam com bactérias fixadores de nitrogênio e com protozoários que degradam a ce- lulose, permitindo que utilizem com eficiência a energia e nutrientes das raízes em decomposição. A pastagem contínua pode levar também a maior incidência de insetos fitófagos, como os conhecidos por “percevejos castanhos”, pertencentes à ordem Heteroptera (Tabela 5.2) e a várias espécies da família Cydnidae. Embora esse percevejo, na dé- cada de 50, não fosse considerado praga de importância econômica, vem causan- do muitos prejuízos em pastagens e culturas anuais, especialmente na Região

de importância econômica, vem causan- do muitos prejuízos em pastagens e culturas anuais, especialmente na Região
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Centro-Oeste do país (Nardi, 2005). Na busca por sistemas produtivos com menor
impacto ao ambiente, o sistema integração lavoura-pecuária tem sido investigado
como alternativa à pastagem contínua, levando dentre outros a menor incidência
desse inseto (Tabela 5.2).
Vários trabalhos em áreas com pastagens contínuas com cobertura de Brachiaria,
Marandu, Mimosa e outras espécies têm demonstrado menores valores de riqueza
de grupos (Dias et al., 2007, Silva et al., 2004 e Borges et al., 2006), possivelmente
em decorrência ao monocultivo (Baretta et al, 2003,); mas quando usado um siste-
ma silvipastoril, onde ocorre integração da lavoura e pecuária com uma rotação
e/ou sucessão de cultivos, a diversidade da fauna é favorecida, e a riqueza aumenta,
variando de 13 a 18 grupos, e a densidade pode atingir 3300 indivíduos por metro
quadrado ou mais (Dias et al., 2006 e Silva et al., 2006b) (Tabela 5.3).
O manejo orgânico privilegia práticas que garantam um fornecimento constan-
te de matéria orgânica fundamental para a construção da fertilidade do solo em seu
sentido mais amplo. Ou seja, maneja-se o solo para estimular as atividades bioló-
gicas para que cresçam plantas bem nutridas que forneçam alimentos balanceados
e saudáveis. Procura-se priorizar o uso de recursos naturais renováveis, localmente
disponíveis, diminuir a dependência do produtor por insumos externos e poupar
recursos naturais não-renováveis. Nesse contexto, o processo biológico de fixação
de N 2 é a fonte primordial de N, promovendo elevada atividade da macrofauna,
especialmente de minhocas (Merlim et al., 2005). Embora o aumento da densida-
de das minhocas seja desejável pela influência positiva sobre as propriedades
do solo, deve ser levada em consideração a dominância da éspecie Pontoscolex
corethrurus nas áreas manejadas (Merlim et al., 2005). A atividade exclusiva dessa
espécie pode provocar severa compactação do solo (Alegre et al., 1996). Esse efeito,
inclusive, poderia ser mais acentuado sob manejo orgânico, em que os coprólitos
são mais estáveis e mais resistentes à desagregação. No entanto, diferente das con-
dições encontradas por Alegre et al. (1996), o manejo orgânico leva à diversidade
de outros grupos, inclusive os considerados descompactantes.
Alguns estudos nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo demonstram uma va-
riação na riqueza de grupos com valores em média de 4 a 7 grupos e densidades
de 500 a 700 indivíduos por metro quadrado (Nogueira, 2006; Pimentel et al.,
2006; e Uzêda et al. 2003). Esses valores são diferentes dos encontrados por

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Riqueza de grupos

Sistemas de produção

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Figura 5.3 - Riqueza de grupos (n.º de grupos) da comunidade de macrofauna invertebrada do solo sob sistema convencional (SC), sistema plantio direto (SPD) sistema integração lavoura/pecuária (SILP) pastagem contínua (PC) e sistema com fragmento de mata (SN) (Dourados, MS). Médias grafadas com letras diferentes contrastam pelo teste de Tukey, a 5% de significância. Valores médios de seis épocas de avaliação (Silva et al., 2006b)

Merlin et al., (2005), que observaram densidade de até 2700 indivíduos por metro quadrado; essa diferença pode estar relacionada com os diferentes tipos de cobertura do solo, o que proporciona variedade na oferta de alimento para a fauna edáfica. Uma das tecnologias que atualmente vem sendo utilizada pelos produtores e que ameniza os problemas de degradação dos recursos naturais é o plantio direto. Atualmente, esse sistema assume uma visão integrada envolvendo a combinação de práticas culturais ou biológicas destinadas à adubação verde para a formação de co- berturas de solo; a manutenção dos resíduos culturais na superfície do solo; a ado- ção de métodos integrados de controle de plantas daninhas, por meio da utilização da cobertura do solo e herbicidas; e o não-revolvimento do solo, exceto no sulco da semeadura. Nesse sistema, a macrofauna em um Latossolo, tanto nas condições climáticas do Cerrado (Silva et al., 2006b), quanto da Mata Atlântica (Rodrigues et al., 2006) é mais diversa que o sistema convencional. Por outro lado, observa-se na figura 5.3, obtida de resultados referentes a duas safras de verão e duas de inver- no, que a riqueza de grupos ainda é superior nas áreas de matas, em decorrência de ser um ambiente mais favorável em termos de variedades de microhábitats e ofer- ta de recursos.

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Formicidae
Isoptera
Outros
0
2 0
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1 0 0

%

Figura 5.4 - Proporção entre os grupos da macrofauna do solo de 0-10 cm de profundidade em diferentes agroecossistemas (safra de verão 99/00) (Dourados, MS). Sistema convencional: sucessão: aveia, soja e aveia; plantio direto A, B e C, respectivamente: trigo/soja/nabo; aveia/soja/ trigo e nabo/milho/aveia (Aquino et al., 2000).

Num sistema de plantio direto a estrutura da comunidade é variável em função

da rotação (Figura 5.4) e geralmente o sistema de plantio direto é mais estável que

o convencional, proporcionando melhor qualidade e quantidade de alimento para

a macrofauna do solo. Em um estudo sob um Latossolo no IAC – Campinas – SP,

a análise discriminante canônica, o eixo um demonstra claramente separação das

áreas de plantio direto dos convencionais observado na figura 5.5 (Santos et al., 2005). Nesse mesmo estudo os autores também observaram que o maior tempo de plantio direto favorece a riqueza de grupos e a diversidade, demonstrando que o eixo dois separa o sistema de plantio direto implantado há mais tempo do mais re- cente. As minhocas e outros grupos da macrofauna são favorecidos, quando a palha- da representa matéria orgânica com aporte de nitrogênio, como soja e nabo, por exemplo. Já numa palhada de menor qualidade como aveia e milho, os cupins são dominantes. Outro aspecto observado é relativo à distribuição dos indivíduos da macrofauna no perfil do solo, que é variável dependendo do manejo, da época de avaliação e da espécie de cobertura utilizada (Mercante et al., 2004). De modo

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MACROFAUNA

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| BIODIVERSIDADE DA MACROFAUNA EDÁFICA NO BRASIL | | 163 ] Figura 5.5 - Relação entre

Figura 5.5 - Relação entre a primeira e a segunda funções discriminantes canônicas (FDC1 e FDC2) referentes aos coeficientes canônicos homogeneizados (CCH), em sistemas de preparo e cultivo do solo, para todos os atributos químicos e parâmetros da macrofauna do solo. Campinas, SP, 2004/2005. Média de duas épocas de coleta e 16 repetições. T1: Plantio direto desde 1986; T2: Plantio direto desde 1999; T3: Plantio convencional desde 1999; T4: Plantio convencional com pousio desde 2000.

geral, à medida que ocorre a redução dos resíduos na superfície do solo, pelo pro- cesso de decomposição, há uma tendência dos indivíduos se concentrarem nas ca- madas mais inferiores do solo (Mercante et al., 2004).

Embora existam algumas variações, possivelmente em relação ao número de amostragens ou conservação do ecossistema, a maior diversidade de grupos tem sido encontrada na Mata Atlântica (Tabela 5.1). A riqueza, contudo, é muito afe- tada pelas práticas agrícolas em todos os biomas, sendo os sistemas silvopastoril, a integração lavoura-pecuária e o agroflorestal os que promovem maior conservação da biodiversidade. (Tabela 5.3).

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Prioridades futuras: pesquisa, aplicação e capacitação
Atualmente, a pesquisa tem um papel muito importante no sentido de assegu-
rar a produção de alimentos, qualidade da água e de outros recursos naturais para
as gerações futuras. Sabe-se que o modelo de agricultura tradicional não é susten-
tável e, portanto, muitos estudos devem estar direcionados para novas alternativas.
Nas condições tropicais, muitos biomas ainda necessitam ser investigados, espe-
cialmente em relação à biodiversidade. No entanto, o pouco incentivo ao taxono-
mista levou a uma lacuna muito grande sobre a biodiversidade dos biomas brasi-
leiros, especialmente pantanal e caatinga. É urgente o estabelecimento de políticas
que estabeleçam a fixação de taxonomistas e outros pesquisadores nesses biomas.
Embora muito já se tenha avançado nos últimos 10 anos em outros biomas,
ainda há muito o que investigar. A relação entre a biodiversidade e os processos do
ecossistema não são completamente compreendidos. É necessário gerar mais co-
nhecimentos sobre o impacto de diferentes práticas agrícolas no contexto da agri-
cultura sustentável sobre os diversos aspectos ecológicos da fauna edáfica e associar
esses conhecimentos a outros componentes do ecossistema. Esse aspecto também
tem sido um desafio, porque à medida que aumentamos a complexidade da obser-
vação, igualmente aumentamos a dificuldade para aplicação estatística e interpre-
tação. As Universidades devem, num curto período de tempo, estabelecer métodos
que levem os alunos a refletirem sobre os sistemas agrícolas de forma holística.
Políticas que também valorizem os agricultores e os estimulem à conservação do
entorno das unidades rurais são fundamentais para garantir a migração e sucessão
dos organismos na reabilitação da funcionalidade do solo.
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