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ESPECTROSCOPIA DE ABSORÇÃO NA REGIÃO UV-VIS O movimento eletromagnético é caracterizado pelos parâmetros:


- Comprimento de onda (λ): Distância entre dois máximos
1) Introdução aos Métodos Espectrométricos: sucessivos, unidades em micrômetros (µm) e nanômetros (nm).

A palavra espectroscopia é normalmente usada para definir separação, - Número de onda ( ν ): Número de ondas por unidade de distância,

detecção e registro de mudanças de energia envolvendo núcleos, átomos, 1/λ, unidade em cm-1.

íons ou moléculas. Essas mudanças podem ser decorrentes de emissão, - Freqüência (ν): Número de ondas passando por um ponto na
absorção, dispersão da radiação eletromagnética ou partículas. Os métodos unidade de tempo. Unidades: s-1 (hertz)
espectroscópicos baseiam-se na interação da radiação eletromagnética com a - Período (p): Intervalo de tempo entre dois máximos sucessivos.
amostra, para a determinação quantitativa e qualitativa dos analitos. Relações entre as propriedades:
2) Radiação eletromagnética: 1 λ
ν= mas c= (a velocidade da radiação é igual a “c”
λ t
Forma de energia radiante que se propaga no espaço possuindo
somente no vácuo)
características ondulatórias e corpusculares.
1 1 ν ν
3) Propriedades ondulatórias: ν= ∴ c = λν ⇒ = ⇒ ν=
t λ c c
A figura abaixo mostra a contribuição dos campos magnético e elétrico no
4) Propriedades corpusculares:
movimento ondulatório.
A radiação eletromagnética é constituída de partículas discretas de
energia, os fótons.
Energia do fóton: E = hν
Onde: h = constante de Planck (6,63.10-34 J s-1) e ν = freqüência.
Como c = λν temos:
h⋅c
E= = hν
λ

Esta expressão relaciona a energia do fóton com o comprimento de


Representação de um feixe monocromático de radiação plano-polarizada. Os campos elétrico e onda. Assim, fótons de alta freqüência (baixo comprimento de onda)
magnético formam um ângulo reto entre si e a direção de propagação da onda possuem mais energia que fótons de baixa freqüência (alto comprimento de
onda).
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5) Unidades usadas em espectroscopia Tabela 1: Métodos espectroscópicos comuns baseados na radiação


-6 -4 eletromagnética
µm (micrômetro) = 10 m; 10 cm
Tipo de Intervalo usual de Intervalo usual de Tipo de transição
nm (nanômetro) = 10-9 m ; 10-7 cm
espectroscopia λ ν (cm ) -1
quântica
o
A (angstron) = 10-10 m ; 10-8 cm Emissão de raios γ o
0,005 – 1,4 A - Nuclear

Absorção, emissão,
o
fluorescência e - Elétrons internos
6) Espectro Eletromagnético 0,1 – 100 A
difração de raios X
Absorção
10 – 180 nm 1.106 a 5.104 Elétrons de ligação
É o arranjo das radiações conforme seus comprimentos de onda. ultravioleta
no vácuo
Assim, o espectro eletromagnético foi dividido em várias regiões de acordo
Absorção, emissão, e
180 - 780 nm 5.104 a 1,3.104 Elétrons de ligação
com a freqüência, origem das radiações e as fontes para a sua produção. fluorescência
ultravioleta-visível
Absorção
infravermelha e 0,78 - 300 µm 1,3.104 a 3,3.101 Rotação/vibração de
espalhamento moléculas
Raman
Absorção de 0,75 – 3,75 mm 13 - 27 Rotação de moléculas
microondas
Ressonância de spin 3 cm 0,33 Spin dos elétrons em
eletrônico um campo magnético
Ressonância 0,6 – 10 m 1,7.10-2 a 1.103 Spin dos núcleos em
magnética nuclear um campo magnético

Tabela 2: Divisão do espectro eletromagnético na região do


infravermelho até o ultravioleta
Região Denominação
> 16 µm infravermelho distante
16 µm até 2,5 µm infravermelho no NaCl
2500 nm até 780 nm infravermelho próximo
780 nm até 380 nm visível
380 nm até 200 nm ultravioleta próximo
200 nm até 10 nm ultravioleta no vácuo
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MÉTODOS ESPECTROSCÓPICOS ÓTICOS 7) Absorção da radiação eletromagnética:


Quando um feixe de radiação passa por uma substância absorvente,
a intensidade da radiação incidente (Io) será maior que a intensidade da

QUANTITATIVOS QUALITATIVOS
radiação emergente.
A absorção de radiações no visível, ultravioleta e raios-x
normalmente resultam em transições eletrônicas. Átomos ou moléculas
excitadas retornam ao estado fundamental rapidamente por perda de
DETERMINAÇÃO - Espectroscopia no infravermelho
ELEMENTAR energia na forma de calor ou por emissão de radiação eletromagnética
- Espectroscopia Raman
- Espectrometria de Absorção (luminescência ou fluorescência).
Atômica (FAAS e GF-AAS) - Espectroscopia de Ressonância
Magnética Nuclear (RMN) 7.1) Absorção atômica
- Espectrometria de Emissão
Atômica com Chama (FAES) - Difração de Raio-X É a energia absorvida por átomos isolados.
- Espectroscopia de Emissão Ótica Exemplo: O átomo de sódio absorve energia de comprimento
com Plasma Induzido de Argônio
(ICP-OES) 589,6 nm por deslocamento de um elétron do nível 3s ao nível 3p
- Espectrometria de Fluorescência equivalente a 2,10 eV.
Atômica (AFS) DETERMINAÇÃO 5p
MOLECULAR 4,0
4p
- Espectrometria de Fluorescência
de Raio X (XRF) - Espectrofotometria de Absorção
Molecular Ultravioleta-Visível (UV-Vis) 3,0

Energia (eV)
Absorvância
- Espectrofotometria de Fluorescência
Molecular
2,0 3p

285 nm
330 nm
590 nm
1,0
200 300 400 500 600
Comprimento de onda (nm)

(a) 3s
(b)

(a) Espectro de absorção para o átomo de sódio no estado gasoso


(b) Diagrama de energia para o átomo de sódio, mostrando as
transições resultantes da absorção em 590, 330 e 285 nm.
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7.2) Absorção molecular: 7.3) Absorção na região do visível e cor complementar

A energia de uma molécula pode ser considerada como a soma das Quando uma luz policromática (luz branca), que contém todos os
contribuições das energias eletrônicas, rotacional e vibracional. Assim: comprimentos de onda do espectro na região do visível, é passada por

ETotal = Eele + Erot + Evib um objeto, este objeto irá absorver alguns comprimentos de onda,
deixando passar outros que não são absorvidos e serão transmitidos.
Onde: Eele = Energia eletrônica da molécula
Estes comprimentos de onda transmitidos serão observados na forma
Erot = Energia rotacional da molécula
de cor. Esta cor é chamada de cor complementar da cor absorvida.
Evib = Energia vibracional da molécula

J’ λ (nm) Cor absorvida Cor observada


(complementar)
J’ V < 380 ultravioleta -
2 380 - 435 violeta verde amarelado
J’
Estado
1 eletrônico 435 - 480 azul amarelo
excitado
480 -490 azul esverdeado alaranjado
0
∆E 490 - 500 verde azulado vermelho
J
500 - 560 verde púrpura
Energia

J
V 560 - 580 verde amarelado violeta
2
580 - 595 amarelo azul
J Estado 595 - 650 alaranjado azul esverdeado
1 eletrônico
∆J ∆V fundamental 650 - 780 vermelho verde azulado
0 > 780 infravermelho -

Diagrama esquemático dos níveis energéticos de uma molécula O espectro visível compreende a região de 380 a 780 nm
diatômica com a indicação das seguintes transições: ∆J, rotacional
pura; ∆V, vibracional-rotacional; ∆E, eletrônica.
9 10

8) Espectroscopia de absorção molecular na região UV-Vis

8.1 – Transmitância

Quando um feixe de radiação monocromática atravessa uma


solução que contenha uma espécie absorvente, uma parte da energia radiante
é absorvida enquanto a outra é transmitida pelo meio. Define-se como
potência radiante de um feixe de radiação colimada a quantidade de energia
transportada pelo feixe por segundo.

amostra
absorvente de
concentração “c”

A transmitância (T) é definida como a razão da potência radiante do


feixe transmitido (P) pela potência do feixe incidente (Po).

P
T=
Po

P
Ou em porcentagem T (%) = ⋅ 100
Po

8.2 – Lei de Beer-Lambert

Para um feixe de radiação monocromática colimado com potência


Po atravessando uma solução absorvente de concentração “c”, e
considerando uma seção transversal infinitesimal db temos:
11 12

Ex 1) O paládio reage com a cetona Thio-Michler’s formando um complexo Ex 2) Um determinado indicador HIn de Ka = 1,42.10-5 absorve na região de
colorido de estequiometria 1:4. Uma solução contendo 0,20 mg L-1 de 430 nm e 570 nm. Os valores de ε para as duas espécies absorventes HIn e
paládio forneceu uma absorvância de 0,390 a 520 nm usando uma cela de In- nos dois comprimentos de onda são dados abaixo. Determine a
1,00 cm. Calcule a absortividade molar (ε) para o complexo paládio cetona absorvância de uma solução 2,00.10-5 mol L-1 do indicador em 430 e 570
Thio-Michler’s. nm.

Dado: HIn H+ + In-

εHIn (430 nm) = 6,30.102 εIn (430 nm) = 2,06.104

εHIn (570 nm) = 7,12.103 εIn (570 nm) = 9,60.102

A lei de Beer assume que:

1) A radiação é monocromática (apenas 1 λ)

2) A absorção ocorre em um volume de secção transversal uniforme

3) A substância absorve de forma independente de outras espécies


presentes em solução.

Para sistemas com várias espécies absorventes a lei de Beer assume a


seguinte expressão:

ATotal = ε1.b.c1 + ε2.b.c2 + ε3.b.c3 + ... + εi.b.ci

Esta equação é a base de métodos quantitativos que determinam


misturas que absorvem em um mesmo comprimento de onda.
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9) O ESPECTRO DE ABSORÇÃO (a) - Espectro de uma solução aquosa de azul de bromotimol 10-5 mol L-1
(laranja). (b) - Espectro de uma solução etanólica de fluoresceína 10-5 mol
L-1 (amarela)

Se várias substâncias absorverem a radiação, há um efeito aditivo:

Abs = εb1C1 + εb2C2 + . . .

Corante vermelho Corante azul

Máx. de absorção a 525 nm Máx. de absorção a 625 nm


A= 0,233 A = 0.318 -> a = 0,106 ppmcm
a = 0,078
Espectro de absorção do permanganato de potássio. A amostra (1) tem
66mg/L de concentração. As demais (2), (3), (4) e (5) foram diluídas para
(0,8), (0,6), (0,4) e (0,2) da concentração da primeira amostra, A 510 nm= 0,183
Mistura corante azul + vermelho
a = 0,061/ppm.cm
respectivamente. Mistura:
A 510 nm= 0,317
A625nm = 0,477

(a) (b)
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10) Desvios da Lei de Beer-Lambert - Desvios para soluções diluídas de alta concentração eletrolítica

O gráfico obtido pela aplicação da lei de Beer-Lambert Em meios com baixa concentração de espécies absorvedoras, mas com
(absorvância em função da concentração) deve fornecer uma linha reta concentrações elevadas de outras espécies, especialmente eletrólitos,
passando pela origem e com uma inclinação igual a εb. ocorre a alteração da absortividade molar da espécie absorvente, devido
Desvios da lei de Beer-Lambert ocorrem quando o gráfico citado interações eletrostáticas. Este efeito é diminuído por diluição.
apresenta uma fuga da linearidade. Os fatores que causam estes desvios - Desvios para soluções muito diluídas
podem ser reais, instrumentais e químicos.
Para que a absorvância seja uma função linear da concentração é
10.1) Limitações Reais preciso que o aumento da concentração seja proporcional à quantidade
Ocorrem como conseqüência de interações que envolvem as de luz absorvida.
espécies absorventes e a variação do índice de refração com a Ex. Transmitância 25% 50 %
concentração.
Absorvância 0,60 0,30
-1
- Desvios para soluções de altas concentrações ( > 0,01 mol L )
Transmitância 97,8% 99,8% Perda da
A lei de Beer-Lambert descreve o comportamento da absorção em
Absorvância 0,01 0,001 linearidade
meios, em que a concentração do analito é relativamente baixa. Em
concentrações maiores que 0,01 mol L-1, a distância média entre as 10.2) Desvios Químicos
moléculas responsáveis pela absorção diminui a ponto de cada Ocorrem quando as espécies absorventes sofrem associação,
molécula afetar a distribuição de carga das moléculas vizinhas. Isto dissociação, formação de complexos, polimerização ou solvólise, para
altera a capacidade das moléculas de absorver um determinado dar um produto que tem um espectro de absorção diferente do analito.
comprimento de onda da radiação. Neste caso, ocorre um desvio aparente, pois a lei de Beer-Lambert
A absortividade molar depende do índice de refração (n) da solução. estabelece que a absorvância é proporcional à concentração da espécie
-2 -1
Para soluções com concentração superior a 10 mol L deve-se utilizar absorvente e não necessariamente à concentração analítica de um
a seguinte variação da lei de Beer-Lambert: componente.
b⋅ε⋅ n
A= 2
( n + 2) 2
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Ex. HIn H+ + In- (Ka = 1,42.10-5) 10.3) Desvios Instrumentais


Estão associados com limitações dos instrumentos usados nas
CHIn [HIn] [In-]
A430 A570 medidas de absorvância. As fontes instrumentais passíveis de desvios
(concentração).10-5 mol L-1
são:
2,00 0,88 1,12 0,236 0,073
4,00 2,22 1,78 0,381 0,175
1) Radiação policromática:
8,00 5,27 2,73 0,596 0,401 A obediência estrita a lei de Beer-Lambert é verificada apenas com
12,00 8,52 3,48 0,771 0,640 radiação verdadeiramente monocromática. Entretanto sempre se
16,00 11,9 4,11 0,922 0,887 trabalha com uma banda do comprimento de onda, porque os
dispositivos que isolam partes do espectro de uma fonte contínua

1,0 produzem uma banda mais ou menos simétrica de comprimentos de


onda em torno daquele desejado.
0,8

λ= 430 nm 1,0
0,6
Absorvância

ε1= 1000
0,8 ε2= 1000
0,4 λ= 570 nm
ε1= 1500

Absorvância
0,6 ε2= 500
0,2
ε1= 1750
0,4
ε2= 250
0,0
0,0 -5 -5 -4 -4 0,2
4,0x10 8,0x10 1,2x10 1,6x10
-1
Concentração do indicador (mol L )
0,0

Desvios químicos da lei de Beer para soluções não-tamponadas do 0,0 2,0x10


-4
4,0x10
-4
6,0x10
-4 -4
8,0x10 1,0x10
-3

indicador HIn. Concentração (mol L )


-1

Desvios da lei de Beer com a luz policromática. O absorvente tem as


absortividades molares indicadas nos dois comprimentos de onda λ’
e λ”.
19 20

Com freqüência a radiação espúria difere grandemente em


comprimento de onda daquele da radiação principal. Além disso, a
radiação espúria pode não ter passado pela amostra.
Quando as medidas são feitas na presença da radiação espúria tem-
se:
P + Pe
A ' = − log
Po + Pe

Onde: Pe = potência da radiação espúria não absorvida;


Efeito da radiação policromática sobre a lei de Beer. A banda A exibe
um pequeno desvio porque ε não muda significativamente neste Po = potência radiante do feixe que incide na amostra;
intervalo. A banda B mostra um desvio considerável porque ε sofre P = potência radiante do feixe transmitido.
uma variação significativa nessa região.

2) Radiação espúria:

A radiação emanada de um monocromador normalmente está


contaminada com pequenas quantidades de radiação espalhada, que
atinge a fenda de saída como resultado da reflexão ou espalhamento de
várias superfícies internas.

Desvio aparente da lei de Beer causada por várias quantidades de


radiação espúria

Esquema de um espectrofotômetro de feixe duplo separado


temporalmente
21 22

3) Largura da fenda:

A fenda seleciona a largura da banda do espectro que irá chegar ao


detector. A largura efetiva da banda, que é a metade da largura de
banda, quando a fenda de entrada e saída do monocromador são
idênticas, é tomada como o intervalo de comprimentos de onda que sai
do monocromador, a um dado ajuste de comprimento de onda.

Efeito da largura da fenda sobre os espectros. A fenda de entrada é


iluminada com λ1, λ2 e λ3 apenas. As fendas de entrada e saída são
idênticas. Os gráficos à direita mostram as variações na potência
emitida à medida que se ajusta o monocromador.
Iluminação de uma fenda de saída por uma radiação monocromática λ2
em vários ajustes do monocromador. As fendas de entrada e saída são
idênticas.
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fendas maiores são utilizadas em determinações quantitativas. Nas


análises qualitativas, onde o detalhamento espectral é importante,
empregam-se larguras de fendas menores.

Efeito da largura de banda no detalhamento espectral para o vapor de


benzeno: (a) 0,5 nm; (b) 1,0 nm; (c) 2,0 nm
Efeito da largura de banda no detalhamento espectral. Amostra de
O uso da largura de fenda mínima é desejável quando é necessária a vidro didímio.
resolução de bandas estreitas de absorção. Contudo o estreitamento das
fendas é acompanhado por uma redução acentuada da potência radiante
disponível, o que compromete a precisão da análise. Assim, larguras de
25 26

Kps Fe(OH)3 = 2,69.10-39


Kps Fe(OH)2 = 4,87.10-17
1

-1 2+
Fe
-2

-3 Fe
3+

log C
-4

-5

-6

Efeito da abertura da fenda e largura de banda nas alturas de picos. -7

-8
1 2 3 4 5 6 7 8 9

10.4) Fatores que afetam a formação de substâncias absorventes: pH

a) pH: Importante na formação de complexos, eliminação de


b) A concentração do reagente: A quantidade de reagente necessário é
interferentes.
determinada pela composição do complexo absorvente formado. A
Ex. 1,10-fenantrolina reage com vários metais. A seletividade é
falta ou excesso de reagente pode acarretar desvios na lei de
alcançada pela variação do pH.
Beer-Lambert.

c) Tempo de reação: A reação de formação do complexo pode ser lenta


requerendo minutos ou horas para se completar.

Ex. a reação do fosfato pelo método do fosfomolibdato requer 15 min


para o completo desenvolvimento da cor.

d) Ordem da mistura dos reagentes: Em muitos casos é importante

1,10-fenantrolina adicionar os reagentes na seqüência especificada, caso contrário pode


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acontecer que a cor não se desenvolva devido à presença de 10.5) Erros fotométricos:
interferentes. Devido à relação entre a transmitância e a concentração ser

e) Estabilidade: Se o complexo formado não for muito estável a medida logarítmica, pequenos erros na medida de transmitância (T) causam

de absorvância deve ser feita o mais rápido possível. erros relativos elevados na concentração determinada. A concentração
das soluções deve ser ajustada para que a absorvância se situe no
f) Mascarantes: A adição de agentes mascarantes (complexantes) pode
intervalo de 0,2 a 0,7 (faixa de transmitância de 20 a 60%)
eliminar a interferência de outros metais.

Ex. Na presença de EDTA o íon férrico não forma complexo com


SCN2+.
O erro é dado por:
Fe3+ + SCN- FeSCN2+ Kf = 891,3 (25 oC)

Fe3+ + Y4- (EDTA) FeY- Kf = 1,70.1024 (25 oC)


Para ∆P (erro fotométrico) = 1
g) Solventes orgânicos:
Esta expressão tem um valor mínimo quando A = 0,434 (T = 36,8%)
- a adição de solventes miscíveis com a água ajudam a solubilizar Nesta condição:
certos compostos;

- extração com solvente pode ser utilizada para separar um


16
composto colorido do excesso do reagente ou de interferentes;
14

Erro relativo na concentração (%)


- extração com solvente pode ser empregada como método de pré- 12

concentração; 10

8
h) Concentração salina: Alta concentração de eletrólitos, muitas vezes
6

influencia no espectro de absorção. Normalmente causa um 4

decréscimo na absorção. 2

0 20 40 60 80 100
Transmitância (%)

Para o erro fotométrico de 1% e transmitância de 36,8 %, o erro relativo na


concentração é de 2,72%.
29 30

11) Espécies Absorventes 11.2) Espécies absorvedoras contendo elétrons π, σ e n

Espécies absorvedoras contendo elétrons π, σ e n incluem moléculas e


11.1) Introdução
íons inorgânicos, bem como alguns ânions inorgânicos. Todos os compostos
orgânicos são capazes de absorver radiação eletromagnética porque todos
A absorção de radiação ultravioleta ou visível por uma espécie atômica
contêm elétrons de valência que podem ser excitados a níveis de energia
ou molecular M pode ser considerada um processo de duas etapas, a primeira
mais altos. As energias de excitação associadas a elétrons formando a maior
envolve a excitação eletrônica, como mostrado a seguir:
parte das ligações simples são altas, de modo que a absorção por elas está
restrita à chamada região ultravioleta de vácuo (λ < 185 nm) onde os
M + hν → M*
componentes da atmosfera também absorvem energia. Assim, a maioria das
investigações espectrofotométricas de compostos orgânicos envolve a região
O produto da reação entre M e o fóton hν é uma espécie excitada de comprimento de onda maior que 185 nm.
eletronicamente, simbolizada por M*. O tempo de vida da espécie excitada é A absorção de radiação visível e de ultravioleta de maior comprimento
breve (10-8 a 10-9 s), sendo a sua existência terminada por um dos vários de onda está restrita a um número limitado de grupos funcionais
processos de relaxação. O tipo mais comum de relaxação envolve conversão (cromóforos) que contém elétrons de valência com energias de excitação
da energia de excitação em calor, ou seja: relativamente baixas. Os espectros eletrônicos de moléculas orgânicas
contendo cromóforos são normalmente complexos, porque a superposição de
M* → M + calor transições vibracionais com transições eletrônicas leva a uma combinação
intrincada de linhas superpostas. O resultado é uma banda larga que
A relaxação pode também ocorrer por decomposição de M* para freqüentemente parece ser contínua.
formar novas espécies; esse processo é chamado reação fotoquímica. A
relaxação pode resultar na reemissão (fluorescência ou fosforecência). 11.3) Tipos de elétrons absorventes
A absorção de radiação ultravioleta ou visível geralmente resulta da
excitação de elétrons de ligação. Em conseqüência, os comprimentos de Os elétrons que contribuem para a absorção de uma molécula orgânica
onda dos picos de absorção podem ser relacionados com os tipos de ligação são:
das espécies em estudo. Entretanto, a determinação quantitativa constitui a
aplicação mais importante da espectroscopia UV-Vis. - os que participam diretamente na formação de ligação entre átomos e
As transições eletrônicas são divididas em três grupos, de acordo com portanto estão associados a mais de um átomo;
tipo de elétrons envolvidos:
- elétrons não-ligantes ou isolados externos que estão comumente
- elétrons π, σ e n localizados em átomos como oxigênio, halogênios, enxofre e
nitrogênio.
- elétrons d e f
- transferência de carga A ligação covalente ocorre porque os elétrons que formam a ligação
movem-se no campo entre dois centros atômicos de modo a minimizar as
forças coulombianas repulsiva entre dois centros. Os campos não localizados
entre os átomos que são ocupados por elétrons ligantes são chamados de
orbitais moleculares e podem ser considerados o resultado da superposição
de orbitais atômicos. Quando dois orbitais atômicos se combinam, resultam
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em um orbital molecular ligante, de energia mais baixa, e um orbital A ligação dupla em uma molécula orgânica contém dois tipos de
molecular antiligante, de energia mais alta. No estado fundamental, os orbitais moleculares: um orbital sigma (σ) correspondente a um par dos
elétrons ocupam primeiro o orbital ligante. elétrons ligantes e um orbital molecular pi (π) associado a outro par. Os
orbitais pi são formados pela superposição paralela de orbitais p atômicos.
Além dos elétrons σ e π, muito compostos orgânicos contém elétrons
não-ligantes. Esses elétrons não-compartilhados são designados pelo
símbolo n.

Ex.

Tipos de orbitais moleculares no formaldeído


Sobreposição de dois orbitais atômicos 1s formando a molécula H2
As energias dos vários tipos de orbitais moleculares diferem
Os orbitais moleculares associados com ligações simples são significativamente. Em geral, o nível de energia de um elétron não ligante
designados por orbitais sigma (σ) e os elétrons correspondentes são elétrons situa-se entre os níveis de energia dos orbitais σ e π ligantes e antiligantes.
As transições eletrônicas entre certos níveis de energia podem ocorrer por
σ.
absorção de radiação. São possíveis quatro tipos de transições:
σ → σ∗, n → σ∗, n → π∗, π → π∗.
a)

b)

Níveis de energia eletrônica molecular

Formação de orbitais moleculares ligantes e antiligante pela adição e


subtração de orbitais atômicos
33 34

11.4 - Transições σ → σ∗ 11.6) Transições n → π∗ e π → π∗

Nesta transição um elétron em um orbital σ ligante de uma molécula é A maior parte das aplicações da espectroscopia UV-Vis a compostos
excitado ao orbital antiligante correspondente pela absorção da radiação. A orgânicos está baseada em transições de elétrons n ou π para o estado
energia necessária para induzir a transição σ → σ∗ é alta, correspondendo a excitado π∗, porque as energias necessárias para estes processos situam-se
freqüências na região ultravioleta de vácuo. em uma região espectral experimentalmente conveniente (200 a 700 nm).
Ex. CH4 (C-H) λ = 125 nm; CH3CH3 (C-H) λ = 135 nm Estes dois tipos de transições requerem a presença de um grupo funcional
insaturado para fornecer os orbitais π. A estes centros de absorção que o
termo cromóforo se aplica.
11.5) - Transições n → σ∗ As absortividades molares para picos associados a excitação ao estado
n, π∗ são geralmente pequenas e comumente variam de 10 a 100 L mol-1 cm-
Compostos saturados contendo átomos com pares de elétrons não 1
; os valores para transições π → π∗ estão entre 1000 e 10000. Outra
compartilhados (elétrons não-ligantes) são capazes de transições n → σ∗. Em diferença é o efeito exercido pelo solvente sobre o comprimento de onda dos
geral, essas transições requerem menos energia que o tipo σ → σ∗ e podem picos. Picos associados a transições n → π∗ geralmente são deslocados para
ser produzidas por radiação na região entre 150 e 250 nm, com maior parte comprimentos de onda menores (deslocamento hipsocrômico ou
dos picos aparecendo abaixo de 200 nm. deslocamento para o azul) ao se aumentar a polaridade do solvente. Este
As absortividades molares associadas a esse tipo de absorção são efeito surge devido a maior solvatação do par de elétrons n não ligado, o que
pequenas e intermediárias em magnitude e normalmente entre 100 e 3000 L abaixa a energia do orbital n.
cm-1 mol-1. Uma tendência oposta (deslocamento batocrômico ou deslocamento
Os máximos de absorção para transições n → σ∗ tendem a se deslocar para ou vermelho) é observada para as transições π → π∗. No deslocamento
para comprimentos de onda menores na presença de solventes polares, como batocrômico, forças de atração de polarização entre o solvente e o absorvente
água ou etanol. O número de grupos funcionais orgânicos com picos n → σ∗ tendem a abaixar os níveis de energia, tanto dos estados não-excitados como
na região do ultravioleta facilmente acessível é relativamente pequeno. dos excitados. O efeito no estado excitado, no entanto, é maior e as
diferenças de energia tornam-se menores ao se aumentar a polaridade do
Exemplos de absorção devido a transições n → σ∗ solvente.

11.7) Cromóforos

São grupos funcionais que contém elétrons de valência com energias de


excitação relativamente baixas.
No tratamento de orbitais moleculares, elétrons π tornam-se ainda mais
deslocalizados por conjugação. Estes orbitais envolvem quatro (ou mais)
centros atômicos. Os efeitos dessa deslocalização são um abaixamento do
nível de energia do orbital π* e a promoção de um caráter menos antiligante
para este orbital. Assim, os máximos de absorção são deslocados para
comprimentos de onda maiores.
35 36

Características de absorção de alguns cromóforos comuns

Espectros ultravioleta de compostos orgânicos típicos

CH3
CH3 CH3 CH3
H3C

CH3
CH3 CH3 CH3
CH3

Estrutura do β-caroteno
37 38

12) COMPONENTES BÁSICOS DE UM ESPECTROFOTÔMETRO DE


ABSORÇÃO UV-VIS

Os componentes básicos de um equipamento para medidas de absorção


são:

a) Fonte de energia radiante contínua

b) Dispositivo para isolar faixas espectrais ou sistemas de seleção de


comprimento de onda

c) Recipiente para a amostra


Esquema de um espectrofotômetro de feixe duplo
d) Sistema de detecção

e) Dispositivo para medir a intensidade do sinal observado. 12.1) Fonte de energia radiante contínua

12.1.1) Requisitos para a fonte de energia radiante:

a) Emitir uma radiação contínua que contenha todos os


comprimentos de onda dentro da faixa espectral de interesse (200 a
800 nm).

b) Fornecer um feixe de luz com potência radiante suficiente para


permitir a sua detecção.

c) Precisa ser estável e a potência do feixe deve se manter constante


no decorrer das medidas

12.1.2) Tipos de fontes de radiação

Esquema de um espectrofotômetro de feixe simples As duas fontes mais utilizadas na espectroscopia UV-VIS são a
lâmpada de deutério e lâmpada de filamento de tungstênio.
39 40

Tipo de Fonte Faixa de λ Técnica

Lâmpadas de H2 e D2 160 – 380 nm Absorção no UV

Lâmpada de
240 – 2200 nm UV-VIS/IV próximo
Tungstênio/Halogênio

Lâmpada de Tungstênio 350 – 2200 nm VIS/IV próximo

a) Lâmpadas de deutério e hidrogênio

Um espectro contínuo na região do ultravioleta é produzido por


excitação elétrica de deutério a baixa pressão. A lâmpada é formada
Emissão de uma lâmpada de deutério
por um arco recoberto de óxido e um eletrodo metálico. O filamento
aquecido fornece elétrons para manter uma corrente contínua quando 12.1.3) Fonte de radiação visível:
se aplica aproximadamente 40V. A fonte usualmente utilizada é a lâmpada de tungstênio. A
lâmpada de filamento de tungstênio funciona pelo aquecimento do
filamento, pela passagem de corrente elétrica que aquecido à
incandescência emite radiação contínua pela infinidade de transições
O balanço de energia é dado por:
atômicas e moleculares.

A radiação térmica é tratada com base no modelo do corpo negro.


Por definição o corpo negro absorve qualquer radiação e atua também
O deutério produz uma esfera um pouco maior e mais intensa que o como perfeito emissor.
hidrogênio, o que explica o uso maior do primeiro.
Segundo a lei de Stefan, a energia total J, emitida pelo corpo
Janelas de quartzo precisam ser usadas em lâmpadas de deutério e
negro por unidade de tempo e unidade de área (potência por unidade de
hidrogênio, uma vez que o vidro absorve fortemente em comprimentos
área) varia com a quarta potência da temperatura absoluta.
de onda abaixo de 350 nm.
J = a.T4
41 42

Devido a essa relação deve-se estabelecer um controle rigoroso 12.2) Seletores de comprimento de onda
sobre a temperatura para se ter um espectro contínuo e bastante estável. Para a maior parte das análises espectroscópicas é necessário
Na região do visível, a energia emitida por uma lâmpada de radiação constituída de um grupo estreito de comprimentos de onda
tungstênio varia aproximadamente com a quarta potência da voltagem denominado de banda.
de operação. Em conseqüência, há a necessidade de se obter uma fonte
de radiação estável.

As lâmpadas de tungstênio/halogênio contém uma quantidade de


iodo em um encapsulamento de quartzo que contém o filamento de
tungstênio. O quartzo é necessário devido a alta temperatura de
operação da lâmpada (~ 3500 K). O tempo de vida de uma lâmpada de
halogênio tungstênio é maior que o dobro daquele em uma lâmpada
comum.

A largura de banda efetiva é uma medida inversa da qualidade do


seletor de comprimento de onda.

Dois tipos de seletores de comprimento de onda são empregados:


filtros e monocromadores.

12.2.1) Filtros
São utilizados dois tipos de filtros: filtros de interferência e filtros
de absorção.
Os filtros de absorção estão restritos à região visível do espectro.
Estes filtros isolam uma certa banda espectral absorvendo
preferencialmente os demais comprimentos de onda.
43 44

Os filtros mais usados são os vidros coloridos. Em geral possuem 12.2.2) Monocromadores
larguras efetivas de banda de 30 a 50 nm e transmitância máxima entre Possibilitam variar o comprimento de onda da medida (varredura do
5 a 20%. espectro).
O funcionamento dos filtros de interferência baseia-se no fenômeno Os elementos ópticos encontrados nos monocromadores incluem:
da interferência óptica. Estes filtros são constituídos por um dielétrico - fenda de entrada que produz uma imagem retangular;
transparente (CaF2 ou MgF2), que ocupa o espaço entre dois filmes - uma lente colimadora que produz um feixe paralelo de radiação;
metálicos semitransparentes. A espessura da camada dielétrica é - um prisma ou uma rede de difração;
cuidadosamente controlada e determina o λ da radiação transmitida. - elemento de focagem para projetar as imagens retangulares da
fenda de entrada;
- fenda de saída que isola a faixa espectral de interesse.

nλ’ = 2t/cos θ

Geralmente as larguras de banda efetivas são cerca de 1,5% do λ no


pico de transmitância.
45 46

Atualmente, quase todos os monocromadores comercializados são 12.3) Recipiente para amostra
baseados em redes de difração, devido ao menor custo e a melhor Normalmente empregam-se cubetas de vidro ou quartzo. A cubeta
separação de comprimentos de onda para um mesmo tamanho de mais utilizada é a de 1,0 cm. Existem, porém, cubetas de 0,1 cm a 10
elemento dispersor e dispersam a radiação linearmente ao longo do cm, dependendo da necessidade da análise.
plano focal.
As redes de difração contém normalmente 300 a 2000
ranhuras/mm com as de 1200 a 1440 sendo as mais comuns. São feitas
a partir de uma rede-mestre.

As cubetas para a região visível podem ser de vidro (ou de plástico


transparente no caso de soluções aquosas), mas para a região abaixo de
330 nm precisam ser utilizadas cubetas de quartzo ou de sílica fundida.

Cubetas de Absorção – Hellma (Alemanha)


Código Material Percurso ótico Volume
1 mm 350 µl
2 mm 700 µl

e 5 mm 1750 µl

10 mm 3500 µl

20 mm 7000 µl
40 mm 14000 µl
50 mm 17500 µl
100 mm 35000 µl
1 mm 350 µl
2 mm 700 µl
5 mm 1750 µl
10 mm 3500 µl
20 mm 7000 µl
40 mm 14000 µl
50 mm 17500 µl
100 mm 35000 µl
47 48

Número de Catálogo 100

Este logo de identificação indica vidro tipo UK5 da SCHOTT Glaswerke. É Código do Material
usado para as cubetas que no catálogo constam como "vidro ótico
especial". Este vidro nobre é feito de materias primas excepcionalmente
pura, que dão uma transmissão expressiva na escala ultravioleta próxima. Percurso Ótico 40 mm

Faixa de comprimento de onda de 320 nm a 2500 nm


Volume 14000 µl

Dimensões Externas

Altura 45 mm
Largura 12.5 mm
Profundidade 42.5 mm
Este logo de identificação indica que o quartzo é de elevado grau de pureza
e de homogeneidade. É também chamado de quartzo sintético, ou seja,
quartzo SUPRASIL da Heraeus Quarzglas GmbH. Dimensões Internas

Altura 9.5 mm
Faixa de comprimento de onda de 170 nm a 2500 nm

Espessura da Base 1.5 mm

100
As células mais empregadas são:
Número de Catálogo

Código do Material - células retangulares: são células simples que pode-se encher
Percurso Ótico 10 mm manualmente. As células de 1 cm são as mais utilizadas.
Volume 3500 µl Células micro
Dimensões Externas

Altura 45 mm
Largura 12.5 mm
Profundidade 12.5 mm

Dimensões Internas
9.5 mm
Altura

Espessura da Base 1.5 mm

Quantidade de Janelas
2

- células de fluxo: estas células permitem a medida de absorção em


sistemas em fluxo, sendo utilizadas como detectores em
equipamentos de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC)
49 50

A limpeza é feita com uma mistura de água e acetona (azeótropo).


A qualidade dos dados de absorvância depende fundamentalmente
do modo com as células casadas (par) são mantidas. Células casadas
não podem ser secas em estufa, pois pode haver mudanças no caminho
óptico.

Aferição ótica (Ex. Hellma)

184 → 1 = vidro

284 → 2 = quartzo
Estes tipos de células estão disponíveis em três graus:

Grau A - tolerância do caminho ótico < 0,1% Todas as cubetas que tiverem este número impresso na janela terão a
mesma transmitância.
Ex: 10 ± 0,01 mm
As células devem ser calibradas uma contra a outra regularmente com
Grau B - tolerância do caminho ótico < 0,5 %
uma solução absorvente.
Ex: 10 ± 0,04 mm
12.4 Sistemas de detecção (detectores)
Grau C - tolerância do caminho ótico ~ 3,0 %
Os tipos de detectores usados em espectroscopia UV-VIS são:
Ex: 10 ± 0,3 mm
Fototubo - 150 a 1000 nm
As melhores células são as que têm janelas perfeitamente normais à
direção do feixe (90 o), para minimizar as perdas por reflexão. Por essa Fotomultiplicador - 150 a 1000 nm
razão evita-se o uso de células cilíndricas.
Fotodiodo de silício - 350 a 1100 nm
Cuidados:
Arranjo de diodos - 350 a 1100 nm
Impressões digitais, gordura ou outros depósitos nas paredes
alteram significativamente as características de transmissão de uma
célula.
51 52

12.4.1) Fototubos à vácuo

Consiste de um cátodo semicilíndrico e um ânodo filamentar,


selados dentro de um envoltório evacuado e transparente. A superfície
côncava do eletrodo é coberta por uma camada de material fotoemissor
que tende a emitir elétrons quando irradiado. Quando se aplica um
potencial aos eletrodos os elétrons emitidos fluem para o filamento
anódico, gerando uma fotocorrente.

Os fototubos geralmente produzem uma pequena corrente residual ,


resultante da emissão termicamente induzida de elétrons e da
radiotividade natural do 40K no revestimento de vidro do tubo.

12.4.2) Fotomultiplicador ou Tubos Fotomultiplicadores

À medida que o potencial aumenta ao longo dos dois eletrodos, a


A superfície que serve como fotocátodo deste detector tem
fração de elétrons emitidos que atingem o ânodo aumenta rapidamente.
composição similar às superfícies dos fototubos e emite elétrons
Quando o potencial de saturação é alcançado, a corrente torna-se
quando exposta à radiação.
independente do potencial e diretamente proporcional a energia
radiante.

Os cátodos mais sensíveis são do tipo biálcali de número 117 (K,


Cs, Sb).

Respostas uniformes são alcançadas com compostos de Ga/As (128)


53 54

O tubo contém também eletrodos adicionais chamados dinodos. O


dinodo 1 é mantido a um potencial 90 V mais positivo que o do cátodo
e, como conseqüência os elétrons são acelerados em direção ao mesmo.
Quando atingem o dinodo, cada fotoelétron provoca a emissão de
vários elétrons adicionais; estes por sua vez são acelerados em relação
ao dinodo 2, que está 90 V mais positivo que o dinodo 1. No instante
em que esse processo tiver sido repetido nove vezes 106 a 107 elétrons
terão sido formados para cada fóton incidente.

As fotomultiplicadoras têm tempo de resposta extremamente


pequeno. A sensibilidade de um instrumento com este tipo de detector
fica limitada por sua emissão de corrente residual (termicamente
ativada). Este problema pode ser minimizado por meio do resfriamento
da fotomultiplicadora (as correntes residuais térmicas podem ser
eliminadas resfriando-se o detector a -30 oC).
As fotomultilicadoras podem medir potência radiante 200 vezes
mais fracas que as medidas com fototubos comuns.
55 56

12.4.3) Fotodiodo de silício

Silício cristalino é um semicondutor, isto é, um material cuja


condutância elétrica é menor que a do metal e maior que a dos
materiais isolantes. O silício é um elemento do grupo IV que possui 4
elétrons de valência.
A condutividade do silício pode ser aumentada pela dopagem com
uma quantidade controlada (1 ppm) de um elemento do grupo V ou III.
Quando o cristal é dopado com um elemento do grupo V, como o
arsênio, quatro elétrons do silício formam ligações covalentes com
(a) Diagrama de um diodo de silício; (b) Fluxo de eletricidade com
quatro elétrons do silício deixando um elétron livre para contribuir com
polarização direta; (c) Formação de uma camada de depleção previne o
a condutividade do cristal. Neste caso dizemos que o semicondutor é
fluxo de eletricidade sob polarização reversa.
do tipo n (figura abaixo).
No caso de um elemento dopante do grupo III acontecerá falta de
Uma junção pn, ou fotodiodo pn, conduz eletricidade apenas em um
elétrons, ou seja, excesso de buracos (cargas positivas). Neste caso
sentido.
diz-se que o semicondutor é do tipo p.
No caso da ligação em linha reversa uma camada vazia é formada
na junção pn. O diodo nesta configuração pode ser usado como
detector, porque as radiações ultravioleta e visível são suficientemente
energéticas para criar elétrons e buracos adicionais quando atingem a
região da camada vazia.

12.4.4) Arranjo de diodos (diode-array detectors)

Construído pelo arranjo linear de vários diodos pn, como o arranjo


mostrado anteriormente. Colocando-se um ou dois desses arranjos de
diodos ao longo do plano focal do monocromador, todos os
comprimentos de onda podem ser monitorados simultaneamente
57 58

(figura abaixo). Desta forma, a leitura torna-se extremamente rápida e 13) CALIBRAÇÃO
possibilita a construção de equipamentos multicanais.
13.1- Curva de calibração

Resultados de medidas de absorvância de soluções padrão de KMnO4


Concentração mg mL-1
λ (nm) branco
5 10 15 20 30
480 0,000 0,082 0,161 0,240 0,314 0,475
522 0,000 0,211 0,421 0,638 0,836 1,236

1,3
1,2
1,1
A = 0,00671 + 0,04127.C λ = 522 nm
1,0 R = 0,99985
0,9
0,8

Absorvância
0,7
0,6
0,5
0,4
λ = 480 nm
0,3
0,2
Esquema de um espectrofotômetro multicanal 0,1 A = 0,00194 + 0,01575.C
0,0 R = 0,99993
-0,1
12.5) Dispositivo para medir a intensidade do sinal observado 0 5 10 15 20 25 30
-1
Concentração (mg mL )
Os dispositivos utilizados para a medida do sinal podem ser
simples mostradores analógicos ou digitais. Atualmente, a maioria dos Curvas de calibração para determinação de KMnO4 nos comprimentos

espectrofotômetros, possuem computadores acoplados com programas de 522 e 480 nm

especiais próprios para o tratamento dos dados obtidos nas análises Sensibilidade (S): é definida como a variação da resposta de um

espectrofotmétricas. equipamento, causada pelo aumento ou diminuição da concentração.


59 60

A sensibilidade de um método analítico corresponde ao coeficiente onde: Sbr = é o sinal médio do branco
angular da curva de calibração. k = fator relacionado ao nível de confiança
s br = desvio padrão do branco
-1
S (λ = 480 nm) = 0,01575 mL mg
S (λ = 522 nm) = 0,04127 mL mg-1 Limite de quantificação (LQ): o limite de quantificação corresponde a
menor concentração de analito presente em uma amostra que pode ser
Quanto maior a sensibilidade do método, maior a possibilidade de se quantificada com um nível de precisão razoável.
determinar com confiabilidade concentrações menores.
A precisão é uma medida dos resultados obtidos por meio de um
método analítico.
Limite de detecção (LD): é a menor concentração que pode ser
distinguida do sinal do branco com um certo nível de confiança. Toda a A exatidão corresponde à concordância entre o valor obtido através da
técnica analítica tem um limite de detecção. Para os métodos que análise e o valor verdadeiro.
empregam uma curva analítica, o limite de detecção é definido como a
LQ = Sbr + ksbr ; k geralmente é igual a 10.
concentração analítica que gera uma resposta com um fator de
confiança k superior ao desvio padrão do branco (sb). 13.2 - Método da adição de analito (ou padrão)

Este método é empregado quando a matriz é complexa e as


substâncias interferem na absortividade molar. Sua aplicação é
satisfatória se a interferência observada for proporcional a
concentração do analito.

Ex. determinação de Fe3+ em água potável

Neste método, pipetou-se 5 alíquotas de 20 mL de água que foram


adicionadas a balões volumétricos de 100 mL. Em seguida
adicionou-se alíquotas de (0,00), 5,00, 10,00, 15,00 e 20,00 mL de uma
LD = Sbr + ksbr ; k geralmente é igual a 3. solução padrão contendo 15 mg ml-1 de Fe3+, seguido da adição de um
61 62

um excesso de tiocianato de amônio (NH4SCN). O volume foi Calculando a concentração:


completado para 100 mL, por meio da adição de água destilada.
Solução 1: 0,00 mL de Fe3+ adicionado → [Fe3+]adicionado = 0 mg mL-1
Solução 2: 5,00 mL de Fe3+ adicionado → [Fe3+]adicionado = 0,75 mg mL-1
Solução 3: 10,00 mL de Fe3+ adicionado → [Fe3+]adicionado = 1,50 mg mL-1
Solução 4: 15,00 mL de Fe3+ adicionado → [Fe3+]adicionado = 2,25 mg mL-1
Solução 5: 20,00 mL de Fe3+ adicionado → [Fe3+]adicionado = 3,00 mg mL-1

1 2 3 4 5
Concentração
0,00 0,75 1,50 2,25 3,00
20 mL 20 mL 20 mL 20 mL 20 mL Fe3+ adicionado
(amostra) (amostra) (amostra) (amostra) (amostra)
Absorvância 0,215 0,424 0,621 0,826 1,020
+ + + + +
H2O destil 5 mL 10 mL 15 mL 20 mL
Construindo o gráfico:
(analito) (analito) (analito) (analito)
+ + + + 1,0

H2O destil H2O destil H2O destil H2O destil A = 0,2188 + 0,26827.C
R = 0,99993
0,8

Absorvância
0,6

Volume (mL)
0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 0,4
Fe3+ adicionado

Absorvância 0,215 0,424 0,621 0,826 1,020 0,2


-0,816

0,0
-1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0
3+ -1
Concentração de Fe adicionada (mg mL )
63 64

Princípio matemático do método: 14) TITULAÇÕES ESPECTROFOTOMÉTRICAS

As medidas espectrofotométricas são úteis para se localizar os pontos


0,7
de equivalência de titulações. Essa aplicação requer que um ou mais
0,6
reagentes ou produtos absorvam a radiação absorvente ou que um
0,5
indicador seja adicionado a solução do analito.
Absorvância

0,4

0,3

0,2

0,1

0,0
-3 -2 -1 0 1 2 3 4
3+ -1
Concentração de Fe adicionado (mg mL )

Determinar a equação da reta:


Considerar a concentração total como : CAmostra + CAnalito
65