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DE F@TO & DE DIREITO


Virtus Unita Fortius Agit : "A união faz a força"  entre em contato: defato.dedireito@yahoo.com.br

Professor(a): GIOVANNI PUGLIESE Avaliação: 1ª Atualizado em: 18/04/2009


Disciplina: DIREITO CIVIL IV – Direitos Reais Período: 6º Data: Diversas
Virtus Unita Fortius Agit: "A união faz a força" Elaborado Por: Edson Ramos
Fonte de Apoio  http://pensando-direito.blogspot.com/
segunda-feira 16/02/2009
DIREITOS REAIS
Trata-se da relação jurídica estabelecida entre o homem e a coisa. A palavra Reais vem da expressão
latina "Res", que significa Coisa, muito freqüente no Direito romano. Antes de adentrarmos propriamente ao
estudo dos direitos reais, faz-se necessário que saibamos diferenciar o instituto jurídico da posse e da
propriedade, o que faremos entendendo o que vem a ser proprietário e possuidor.

Proprietário – Consoante o artigo 1.228, CC, proprietário é aquele que comprovadamente é o dono da coisa, e
que possui todos os direitos inerentes à propriedade. Que são: usar, fruir (gosar), e dispor.

Possuidor – É aquele que não possui um documento hábil que comprove ser verdadeiramente o proprietário,
porem age como se fosse, uma vez que tem sobre a coisa algum dos poderes inerentes da propriedade,
conforme disposto no artigo 1.196, CC.

Possuidor Direto / Indireto => Direto (locador) / Indireto (locatário)


Compossuidor
sexta-feira 06/03/2009
Direitos Reais ou das coisas
O nome Direito Real tem origem no vocábulo latino "Res", que significa coisa. São todos os conjuntos de
normas que irão regular as relações jurídicas entre os homens e as coisas corpóreas (palpável), que são
capazes de satisfazer suas necessidades e de sofrerem apropriação.
Para que possamos compreender bem esse instituto jurídico, é de suma importância que saibamos
diferenciar posse de propriedade, o que faremos a seguir.
O Direito Real/ coisas encontra-se disciplinado no art.1196 a 1510, CC2002.

Instituto Jurídico da Posse


Preliminarmente, nosso código civil não define o que é posse mas, diz o que vem a ser o possuidor.
Art. 1.196 – "Possui de fato o exercício pleno ou não de algum dos direitos do proprietário" (usar, fruir e
dispor).
A posse consiste numa relação de pessoa e coisa, fundada na vontade do possuidor, criando uma mera
presunção de uma relação de fato, que nada mais é que uma exteriorização do direito de propriedade.
Algo de grande relevância é que a posse, apesar de trata-se de mera situação de fato, é protegida pelo
legislador, ou seja, mesmo que o possuidor não possua nenhum direito sua posse é protegida até que se prove
quem, de fato, possui o direito, isso ocorre porque tal posse pode camuflar uma relação jurídica de Direito.
Podemos citar como exemplo, uma pessoa que adentra em um imóvel que não é de sua propriedade e nele
se instala quando subitamente aparece o verdadeiro proprietário e, de forma violenta tenta privar o possuidor
da posse que desfruta. Neste caso, o verdadeiro proprietário deverá utilizar-se dos meios legais pertinentes
para provar seu direito, até porque o direito repele veementemente (radical) a auto-tutela (justiça com as
próprias mãos).
segunda-feira 09/03/2009
Posse e sua Classificação

Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos
poderes inerentes à propriedade.

Compossuidores/ condominio

Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito
pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua
posse contra o indireto.

Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro,
conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.
Parágrafo único - Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo, em relação ao
bem e à outra pessoa, presume-se detentor, até que prove o contrário.

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Detentor = caseiro/ motorista, etc = aquele que está na posse do bem por instrução do proprietário;

Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos
possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores.

Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária.
Posse formal e legal = justa posse, justo titulo, boa-fé

Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.
Parágrafo único - O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou
quando a lei expressamente não admite esta presunção.

Art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias
façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente.

Art. 1.203. Salvo prova em contrário, entende-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida.
Enquanto não se prova o contrario, mantem-se a posse

Art. 1.204. Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio, de
qualquer dos poderes inerentes à propriedade.
Segundo alguns doutrinadores, inclusive Silvio Rodrigues, entende-se ser este artigo de pouca
utilidade, pois sendo a posse uma situação de fato e o possuidor exercer alguns dos poderes inerente ao
dominio, do momento que se encontre com tais poderes é porque adquiriu a posse.

Art. 1.205. A posse pode ser adquirida:


I - pela própria pessoa que a pretende ou por seu representante;
II - por terceiro sem mandato, dependendo de ratificação.

Art. 1.206. A posse transmite-se aos herdeiros ou legatários do possuidor com os mesmos caracteres.

Ex: posse sucessória

Art. 1.207. O sucessor universal continua de direito a posse do seu antecessor; e ao sucessor singular é
facultado unir sua posse à do antecessor, para os efeitos legais.
Sucessor universal: plural. É aquele que substitui o titular anterior na totalidade dos bens, podendo citar
como exemplo o comprador e o legatário.

Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua
aquisição os atos violentos, ou clandestinos, senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade.

Art. 1.209. A posse do imóvel faz presumir, até prova contrária, a das coisas móveis que nele estiverem.

ESBULHO X TURBAÇÃO
ESBULHO – É a perda total da posse pois a coisa sai integralmente da esfera de disponibilidade do possuidor,
ou seja, este deixa de ter contato com ela em virtude de um ato injusto do molestador. A ação possessória
cabível é a ação de reintegração de posse.

TURBAÇÃO – Trata-se de uma forma de esbulho parcial, sendo a perda de algum dos poderes fáticos sobre a
coisa (usar, fruir e dispor) mas não a totalidade da posse. A ação possessória cabível em caso de turbação
denomina-se ação de manutenção da posse.
sexta-feira 13/03/2009
Nota: o legislador privilegia o possuidor justo e de boa fé e repudia o possuidor de má fé.

Os efeitos da Posse

Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e
segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.
Esbulho: Ato onde o possuidor é privado de sua posse de forma agressiva/ violenta

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§1º O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o
faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição
da posse.

Ação/ reação momentânea: Limites estabelecidos dentro de um parâmetro de controle.

§ 2º Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a
coisa.

Não obsta = Não impede

Art. 1.211. Quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa,
se não estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso.

Art. 1.212. O possuidor pode intentar a ação de esbulho, ou a de indenização, contra o terceiro, que recebeu a
coisa esbulhada sabendo que o era.

Doutrinadores divergem quanto ao ajuizamento das ações. Giovani entende que pode entrar com as 2
ações em tratando-se de questão de má-fé

Art. 1.213. O disposto nos artigos antecedentes não se aplica às servidões não aparentes, salvo quando os
respectivos títulos provierem do possuidor do prédio serviente, ou daqueles de quem este o houve.
Servientes x dominantes. Serviente é o prédio ou local onde está a servidão. Dominante aquele que passa.
Vide sumula 514, STF

Art. 1.214. O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos.
Parágrafo único - Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos, depois de
deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser também restituídos os frutos colhidos com
antecipação.
Fruto = tudo que pode ser colhido da posse.
segunda-feira 16/03/2009
BENFEITORIAS ÚTEIS
Conforme o § 2º do art. 96 do CC/02, são benfeitorias úteis aquelas que irão facilitar ou aumentar o uso
da coisa / bem, como por exemplo, uma piscina.

BENFEITORIAS NECESSÁRIAS
Conforme disposto no § 3º do art. 96 do CC/02, são benfeitorias que visam basicamente à integridade
do bem, na mesma forma, que a sua conservação. Podemos citar como exemplo, o conserto de uma torneira
rachada.

BENFEITORIAS VOLUPTUÁRIAS
São benfeitorias utilizadas basicamente para o mero deleite e satisfação, sendo em sua maioria de
cunho luxuoso, até mesmo para demonstrar ostentação, vaidade, como por exemplo; estátuas em mármore de
carrara, torneiras em ouro maciço, etc...

FRUTOS
Art. 1.215. Os frutos naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos, logo que são separados; os civis reputam-se
percebidos dia por dia.
FRUTOS NATURAIS
Art. 1215, CC/02, são aqueles oriundos da natureza, como os frutos das árvores e as crias de animais.

FRUTOS INDUSTRIAIS
São aqueles oriundos de algum tipo de produção feita pelo homem, através de máquinas, como por
exemplo uma fábrica que produz determinado bem.
sexta-feira 20/03/2009

Art. 1.216. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua,
deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé; tem direito às despesas da produção e custeio.

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Art. 1.217. O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa, a que não der causa.(Caso fortuito)

Art. 1.218. O possuidor de má-fé responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que acidentais, salvo se provar que
de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do reivindicante.

segunda-feira 23/03/2009
O professor estava afônico, não teve aula.
sexta-feira 27/03/2009
EFEITOS DA POSSE
USO  jus utendi
PROPRIETÁRIO PLENO FRUIÇÃO  jus fruendi
DISPOSIÇÃO  jus abutendi

Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer
que injustamente a possua ou detenha.

PROPRIEDADE OU DOMÍNIO
Trata-se do mais importante e complexo direito real sobre a coisa própria (sobre os nossos bens), pois os
demais direitos reais do art. 1225 são direitos reais sobre coisas alheias, sobre bens de terceiros.
Não podemos olvidar que a importância do Instituto da propriedade é imensa em nossa vida, pois todos nós
temos como um de nossos maiores objetivos constituir um patrimônio.
O Instituto da propriedade é protegido, a nível constitucional, pelo art. 5º, XXII e Art. 170, II da CF.
A propriedade é mais difícil de ser percebida do que a posse, pois a posse está no mundo da natureza, de
fato, enquanto a propriedade está literalmente embutida no mundo jurídico – de direito. Ex: a situação de que
presumimos que certa pessoa tenha a posse de suas roupas, seus livros e seu relógio, porem não temos a
certeza se elas são realmente as donas desses objetos, podendo apenas presumir e nada mais. Ver art. 1228.
Podemos mencionar os mais variados conceitos para o Instituto da propriedade, como por exemplo, que é o
domínio pleno sobre a coisa, é a submissão de uma coisa a uma pessoa ou é o direito real sobre a coisa
própria.
Porem adotemos o conceito que nos é dado segundo a inteligência do art. 1228 do CC/2002:
"O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer
que injustamente a possua ou detenha".
segunda-feira 30/03/2009
CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE

A) COMPLEXIDADE
Ocorre justamente porque a propriedade reúne a soma de 3 faculdades e mais o direito de reaver a
coisa de terceiros. Expliquemos o que são essas três faculdades e direito de reaver:

a) USO: é o "Jus utendi", o proprietário pode usar a coisa, pode ocupá-la para o fim a que se destina. Podemos
citar como exemplo, morar em uma casa ou usar um carro para trabalho ou lazer.

b) FRUIÇÃO (ou gozo): Trata-se do "Jus Fruendi", o proprietário também poderá explorar a coisa
economicamente, auferindo benefícios ou vantagens. Ex: Vender os frutos das árvores de um quintal ou ficar
com as crias dos animais de uma fazenda.

c) DISPOSIÇÃO: É o Jus Abutendi". É o poder de abusar da coisa, de modificá-la, vende-la, consumi-la ou, até
mesmo, destrui-la. Sendo este poder de disposição o mais abrangente. Ex: Se eu sou dono de um quadro,
posso pendurá-lo na parede ("Jus Utendi"), posso também alugá-lo para uma exposição ("Jus Fruendi"), da
mesma forma que posso também, se desejar, vendê-lo ("Jus abutendi").

Além de ser a soma destas três faculdades, a propriedade ainda produz um efeito, que é o Direito de
reaver a coisa de quem injustamente a possua.
Através da ação reivindicatória, o proprietário poderá reaver a coisa que foi adquirida de forma injusta
ou de má-fé.
Não devemos confundir a ação reivindicatória com a ação possessória, já estudada por nós no Instituto
da Posse. A ação possessória é a ação do possuidor contra o invasor, que inclusive pode ser o próprio
proprietário da coisa (o locador deseja entrar a qualquer hora na casa do inquilino sob a alegação de ser o
dono, isso não pode! Mas o proprietário que aluga uma fazenda também pode usar a ação possessória se, por

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exemplo, o MST ameaçar invadir e o arrendatário não tomar as providencias, afinal o proprietário possui a
posse indireta).
A vantagem principal da ação possessória é a possibilidade da concessão de uma medida liminar concedida
pelo juiz, já na ação reivindicatória, não é cabível acoplar uma medida liminar.

QUESTIONÁRIO (http://pensando-direito.blogspot.com/)

Explique o que entende por direitos reais?


R: Consiste numa relação jurídica travada entre o homem (titular) e a coisa, um poder jurídico, direto e
imediato, com exclusividade e contra todos. São enumerados no art.1225 do Código Civil e compreendem:
propriedade, superfície, servidões, usufruto, uso, habitação, direito do promitente comprador do imóvel,
penhor, hipoteca e anticrese

Qual a diferença entre posse e proprietário?


R: A diferença é o documento hábil de propriedade da coisa que lhe confere todos os poderes inerente da
condição de proprietário (usar, fruir e dispor). O proprietário é aquele que, dispondo de tal documento, é
detentor dos poderes que a propriedade lhe proporciona. A posse, a contra senso, é aquela obtida sem
documento hábil de propriedade, ou seja, sem a totalidade dos poderes. Aquele que detém a posse pode usar
e fruir do bem porem jamais dispor dele.

Quais são os poderes que fazem parte da propriedade?


R: São 4 poderes: Usar, Fruir, Dispor e Reaver. Usar (Jus Utendi) = Consiste na faculdade do dono de servir-
se da coisa e de utilizá-la da maneira que entender mais conveniente; Usufruir ou Gozar (Jus Fruendi) =
Compreende o poder de perceber os frutos naturais e civis da coisa e de aproveitar economicamente seus
produtos; Dispor (Jus abutendi) = Poder de transferi-la, de aliená-la a outrem a qualquer título (vender, Alienar
ou doar); Direito de Reaver a coisa (Rei vindicatio) = direito de reivindicá-la das mãos de quem injustamente a
possua ou detenha.

Quais são os vícios da posse e as ações possessórias pertinentes?


R: Turbação e Esbulho. A turbação distingui-se do esbulho porque, com este, o possuidor vem a ser privado
da posse, ao passo que no esbulho, embora molestado, o possuidor continua na posse do bem. A ação de
manutenção de posse é cabível na hipótese em que o possuidor sofre turbação em seu exercício. Em caso de
esbulho a ação adequada é a de reintegração de posse.

O que é proteção possessória?


R: É a proteção conferida ao possuidor. Dá-se de dois modos: pela legítima defesa e pelo desforço imediato
(autotutela, autodefesa ou defesa direta) em que o possuidor pode manter ou restabelecer a situação de fato
pelos seus próprios recursos e pelas ações possessórias criadas especificamente para a defesa da posse
(heterotutela).

Como se adquire a posse segundo nosso Código Civil de 2002?


R: Segundo o art. 1204, "adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em
nome próprio, de qualquer dos poderes inerentes à propriedade". A aquisição da posse pode concretizar-se,
portanto, por qualquer dos modos de aquisição em geral.

O que significa quando se diz que o possuidor possui justo titulo e boa fé?
R: Justo titulo é o que seria hábil para transmitir o domínio e a posse se não contivesse nenhum vicio
impeditivo dessa transmissão. A boa-fé é a posse se o possuidor desconhece o vicio ou obstáculo que impede
a aquisição da coisa, ou seja, se o possuidor ignora o vicio na aquisição da posse, ela é de boa-fé se o vicio é
de seu conhecimento, a posse é de má-fé.

A posse pode ser transmitida aos herdeiros?


R: Sim, segundo art. 1206, do Código Civil/ 2002, pode ser transmitidas aos seus herdeiros ou legatários com
os mesmos caracteres do possuidor. Dá-se o nome a esse modo de aquisição da posse de derivados.

O que é posse direta e indireta?


R: Posse Direta ou imediata = é a daquele que tem a coisa em seu poder temporariamente, em virtude de
contrato. (ex: a posse do locatário.) Neste tipo o possuidor possui o direito de gozar e fruir do bem mas, não
os demais; Posse indireta ou mediata = é a daquele que cede o uso do bem (ex: o locador). Dá-se o
desdobramento da posse. O possuidor indireto possui o principal direito da posse, o de dispor do bem.

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O possuidor que sofrer esbulho ou turbação pode usar força própria?


R: Sim desde que o faço logo, no momento em que estiver sendo esbulhado ou turbado, devendo usar os
meios necessários para conter injusta agressão. São chamados atos de defesa e/ou atos de desforço. Tais
atos não podem ir alem do indispensável à manutenção ou restituição da posse. Art.1.210, §1º, CC/2002.

sexta-feira 03/04/2009
OUTRAS CARACTERÍSTICAS DA PROPRIEDADE (ALÉM DA COMPLEXIDADE)
B) DIREITO ABSOLUTO
Se o proprietário pode dispor, pode abusar da coisa (jus abutendi), pode vendê-la, reforma-la e até
mesmo destruí-la. Este absolutismo não é mais pleno, pois o direito moderno exige que a coisa cumpra uma
função social, o desenvolvimento sustentável (art. 1.228, § 1º, CC/02)

Art. 1.228, CC/2002, § 1 –º O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades
econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a
fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e
das águas

Respeitar a função social é um limite do direito de propriedade, outro limite são os direitos de
vizinhança, os quais veremos mais adiante.
Quando uma propriedade não cumpre a função social a que se destina o Estado o desapropria, mas
não para si, mas para os outros particulares que possam de melhor forma utiliza-la. Isso só nos prova que
nosso direito valoriza a propriedade privada.
Também é absoluto por que é erga omnis, isto é, se exerce contra todos, ou seja, todos tem que
respeitar a minha propriedade.

C) PERPETUALIDADE
Os direitos de crédito prescrevem, mas o direito da propriedade dura para sempre, transmitindo-se aos
herdeiros através do Direito Sucessório. Quanto mais o dono usa a coisa, mais o direito de propriedade se
fortalece. A propriedade não se extingue pelo não uso do dono e sim pelo uso de terceiros.

D) EXCLUSIVIDADE
O proprietário pode proibir que terceiros sirvam-se de seus bens. A presunção é a de que cada bem só
tem um dono exclusivo, porém nosso ordenamento admite o condomínio, que será apreciado com mais vagar,
a porteriori.
segunda-feira 06/04/2009
E) ELASTICIDADE
O direito a propriedade se contrai e se dilata, parecendo-se com uma sanfona, exemplo utilizado por
diversos doutrinadores. Exemplificando, vocês lembram que a propriedade é a soma de três faculdades: uso,
fruição e disposição. Então no usufruto, o usufrutuário adquire o uso e a fruição da coisa, enquanto a
disposição permanece com o proprietário (1394). Ao término do usufruto, o proprietário readquire as três
faculdades, tendo novamente a propriedade plena.

SUJEITOS
Na propriedade temos de um lado o sujeito ativo, o proprietário, que é qualquer pessoa física ou
jurídica, desde que possua capacidade civil, ou seja, pessoa capaz.
O menor poderá adquirir a propriedade mediante representação dos pais ou do tutor.

OBJETO
O objeto da propriedade é toda coisa corpórea, móvel ou imóvel.

Nota:
Admite-se a propriedade de coisa incorpórea, como por exemplo um direito autoral. Lembremos-nos do
homem mais rico do mundo, o americano Bill Gates, que possui propriedades incorpóreas protegidas pelo
Direito autoral, que são seus softwares.

DESCOBERTAS (art. 1.233 a 1.237, CC/02)


Apesar de pouco utilizada na prática, o legislador não poderia deixar de proteger a propriedade,
principalmente as que se encontram na posse de terceiros.
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Nesse instituto jurídico, se a coisa perdida é encontrada, deverá ser entregue a autoridade competente,
que pode ser a autoridade policial ou o Poder Judiciário, que ficará em poder da coisa. A autoridade publicará
editais em prazos determinados, para dar publicidade no intuito de se encontrar o verdadeiro dono.

segunda-feira 13/04/2009

AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL


São três as formas de se tornar proprietário de bens imóveis:
a) USOCAPIÃO (art. 1.238, CC/02)
Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade,
independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o
registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua
moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo.

O Usucapião (cujo significado vem do latim usus + capere, isto é, adquirir pela captação, pela tomada,
pelo uso, pela posse) é a aquisição da propriedade em decorrência do lapso temporal. O elemento tempo é
determinante na relação jurídica.
Trata-se de aquisição da propriedade pela posse prolongada e sob certas condições:
a) Posse prolongada
b) Vontade de ser dono, ter domínio da coisa  animus domini.

A posse prolongada não poderá ser qualquer posse, para constituir a usucapião ela precisa ser mansa,
pacífica, contínua e com intenção de ser dono da parte possuidora. Para possuir essas características o
possuidor precisa se omitir para colaborar com o amadurecimento.
Como já foi visto em aulas anteriores, as posses violentas e as posses clandestinas poderão
convalescer, mas a posse precária jamais.
O empregado caseiro, também não tem a posse, mas a mera detenção da fazenda, chácara, sítio,
etc... (art. 1.198, CC/02).
O inquilino tem a posse durante a vigência do contrato de locação, tem posse, mas não tem o animus
domini. Expirando o contrato, caso não desocupe a casa, passa a ser o detentor, em nenhum caso o inquilino
poderá adquirir a casa por meio da usucapião.

A partir de 11 de janeiro de 2003, o código civil estabeleceu que, ao invés de esperar vinte anos para
dar a entrada na ação de usucapião, a posse deve ser exercida por quinze anos. Em casos especiais, como
quando a posse é domicílio, o prazo passa a ser de dez anos. Se o ocupante não possuir outro imóvel, o
prazo cai ainda mais, desta vez para cinco anos.
O processo se dá da seguinte maneira:
"O Estado, reconhecendo essa posse, concede ao possuidor a Ação de Usucapião. Nesta ação, para
justificar a sua posse, pede que sejam citados os interessados certos e incertos e os que se limitam com o
imóvel usucapião, para contestarem o pedido no prazo de dez dias da citação. Quanto aos interessados
incertos, sua citação é feita, por meio de edital, com prazo de trinta dias, publicado o mesmo três vezes em
jornal do local onde foi ajuizada a ação e uma vez no Órgão Oficial do Estado. A intervenção do Ministério
Público é obrigatória. Se não houver Contestação, dentro do prazo legal, estando a posse devidamente
justificada, o Juiz julgará procedente a ação. Havendo contestação, ou não ficando provada a posse, o Juiz
profere o Despacho Saneador, marcando audiência de instrução e julgamento. Segue-se o curso ordinário".

Texto extraído de http://www.tudosobreimoveis.com.br

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POR ENQUANTO... FIM.
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Faltei a essa aula, será que alguém pode digitar e me enviar ??? sexta-feira 17/04/2009
Próximas aulas:
segunda-feira 20/04/2009

sexta-feira 24/04/2009

PROVA segunda-feira 27/04/2009


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