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DIREITO CIVIL -

FAMíLIA

Introdução Casamento Capacidade para


o Casamento
1. Conceito: Direito de família é o complexo de normas 1. Conceito: é o vínculo jurídico entre o homem e a mulher
que regulam a celebração do casamento, sua validade 1. Conceito: aptidão do nubente para contrair núpcias
que se unem material e espiritualmente para constituírem
e os efeitos que dele resultam, as relações pessoais e de acordo com sua idade.
uma família.
econômicas da sociedade conjugal, a dissolução desta,
a união estável, as relações entre pais e filhos, o vínculo 2. Regras:
2. Natureza jurídica:
de parentesco e os ins-titutos complementares da tutela 2.1. Os maiores de 18 anos podem casar sem a necessi-
2.1. Teoria contratualista: o casamento é um contrato resul-
e curatela. dade de consentimento dos pais ou representantes;
tante do consentimento dos contraentes.
2.2. Os maiores de 16 (idade núbil) e menores de 18
2.2. Teoria institucionalista: é uma instituição social, cujas
2. Natureza Jurídica: anos po-dem casar, desde que autorizados por ambos
normas, efeitos e forma encontram-se preestabelecidos em
2.1. É direito extrapatrimonial ou personalíssimo os pais, tutor ou curador;
lei.
(irrenunciá-vel, intransmissível, não admitindo condição, 2.3. Havendo divergência entre os pais, poderá o juiz
2.3. Teoria eclética ou mista: é contrato (na formação) e
tampouco termo); suprir a denegação de um deles;
ins-tituição (no conteúdo).
2.2. Suas normas são cogentes ou de ordem pública; 2.4. A autorização dada pode ser revogada até a cele-
2.3. Suas instituições jurídicas constituem direitos- bração do casamento;
3. Características: é negócio jurídico formal (sua celebração
deveres; 2.5. Excepcionalmente, em caso de gravidez, o menor de
é solene), pessoal (baseia-se, principalmente, na confiança
2.4. É ramo do direito privado, apesar de sofrer interven- 16 anos poderá casar, mediante suprimento da idade pelo
e nos laços afetivos do casal), plurilateral (concorrem duas
ção estatal, devido à importância social da família. juiz. O regime será o da separação obrigatória;
vontades que não se contrapõem), dissolúvel (pode ser des-
2.6. Por motivo de idade, é vedada a anulação do casa-
feito pelo divórcio), puro e simples (não admite termo, condição
3. Princípios: mento de que resultou gravidez;
ou encargo) e regido por normas de ordem pública. É admitida
3.1. Princípio da “ratio” do matrimônio: o fundamento 2.7. Trata-se de capacidade genérica, que se distingue
a celebração por mandato.
básico do casamento e da vida conjugal é a afeição entre da capacidade jurídica.
os cônjuges e a necessidade de que perdure completa 4. Princípios:
comunhão de vida. 4.1. Monogamia: o casado não pode contrair núpcias (CC,
Impedimentos
3.2. Princípio da igualdade jurídica dos cônjuges: art. 1521, VI);
desa-parece o poder marital, e a autocracia do chefe de 1. Conceito: são condições positivas ou negativas, de
4.2. Comunhão plena de vida: os nubentes comungam os
família é substituída por um sistema em que as decisões fato ou de direito, físicas ou jurídicas, expressamente
mesmos ideais, afastados os instintos egoísticos ou perso-
devem ser toma-das de comum acordo entre os cônjuges especificadas pela lei, que, permanente ou temporaria-
nalistas;
ou entre os conviventes. mente, proíbem o casamento ou um novo casamento ou
4.3. Livre união dos futuros cônjuges: o casamento legitima-
3.3. Princípio da igualdade jurídica de todos os um determinado casamento.
se com a livre manifestação de vontade dos nubentes.
filhos: não se faz distinção entre filho matrimonial, não-
matrimonial ou adotivo quanto ao poder familiar, nome e 2. Não podem casar:
5. Notas:
sucessão; permite-se o reconhecimento de filhos extra- 2.1. Os ascendentes com os descendentes, seja o
5.1. O casamento é eminentemente civil;
matrimoniais e proíbe-se que se revele no assentamento parentesco natural ou civil;
5.2. O casamento religioso pode ter efeitos civis, desde que
de nascimento quaisquer de-signações discriminatórias 2.2. Os afins em linha reta;
observadas as formalidades exigidas em lei;
relativas à filiação. 2.3. O adotante com quem foi cônjuge do adotado e o
5.3. Realizado o casamento religioso sem a observância des-
3.4. Princípio do pluralismo familiar: reconhecimento adotado com quem o foi do adotante;
tas formalidades, devem as mesmas ser cumpridas e, após,
da fa-mília matrimonial e de entidades familiares. 2.4. Os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais cola-
efetuar o registro do casamento;
3.5. Princípio da consagração do poder familiar: o terais, até o terceiro grau inclusive;
5.4. O casamento religioso deve ser registrado no prazo de 90
poder-dever de dirigir a família é exercido conjuntamente 2.5. O adotado com o filho do adotante;
dias, sob pena de se ter que realizar as formalidades legais;
por ambos os genitores. 2.6. As pessoas casadas;
5.5. A celebração do casamento é gratuita. A habilitação, o
3.6. Princípio da liberdade: a) livre poder de formar uma 2.7. O cônjuge sobrevivente com o condenado por homicí-
registro e a primeira certidão, entretanto, serão gratuitos para
comunhão de vida; b) livre decisão do casal no plane- dio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
os pobres declarados na forma da lei;
jamento familiar; c) livre escolha do regime matrimonial 5.6. A celebração do casamento é ato privativo do represen-
de bens; d) livre aquisição e administração do patrimônio 3. Regras:
tante do Estado.
familiar; e) livre opção pelo modelo de formação educa- 3.1. Sua inobservância conduz à nulidade do casa-
cional, cultural e religio-sa da prole. mento;
Esponsais 3.2. Sua oposição pode ser feita por qualquer pessoa,
Link Acadêmico 1
até a celebração do casamento;
1. Conceito: consistem no compromisso de casamento entre
Família 3.3. O celebrante, tendo conhecimento da existência de
duas pessoas desimpedidas, de sexo diferente, com o escopo
impe-dimento, será obrigado a declará-lo;
de possibilitar que se conheçam melhor, que se aquilatem mu-
1. Conceito: é o grupo fechado de pessoas, composto 3.4. O art. 2o do Decreto-lei 3.200/41 viabiliza o casa-
tuamente suas afinidades de gostos. Corresponde ao período
dos pais e filhos, e, para efeitos limitados, de outros mento entre colaterais consangüíneos de terceiro grau,
do noivado, não tratado expressamente pelo Código Civil.
parentes, unidos pela convivência e afeto numa mesma desde que provem inexistir risco biológico para o casal
economia e sob a mesma direção. por meio de atestados de dois médicos;
2. Requisitos para gerar responsabilidade pela ruptura de
3.5. Uma vez argüidos, têm o condão de impedir a
promessa de casamento:
2. Espécies: realização do casamento;
2.1. Promessa de casamento feita livremente pelos noivos;
2.1. Família matrimonial: fundada no casamento. 3.6. A declaração há de ser por escrito, instruída com
2.2. Recusa de cumprir a promessa esponsalícia por parte
2.2. Família extramatrimonial: oriunda das relações provas do fato alegado ou com indicação do lugar onde
do(a) noivo(a) arrependido(a) e não de seus pais;
não-conjugais. podem ser obtidas, havendo direito ao contraditório para
2.3. Ausência de motivo justo;
2.3. Família adotiva: estabelecida por adoção. os nubentes;
2.4. Dano patrimonial ou moral.
3.7. Como o divórcio rompe o parentesco afim colateral, o
3. Conseqüências do inadimplemento culposo ou doloso
3. Ente despersonalizado: não constitui pessoa jurídica divorciado pode casar com qualquer exparente colateral
dos esponsais:
e não tem representação processual. por afinidade;
3.1. devolução dos presentes trocados, cartas e retratos;
3.8. A interposição maliciosa sujeita os responsáveis a
3.2. indenização por danos materiais e morais.
sanções penal e civil.

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4. Proclamas: correspondem ao edital que será afixado por 15 colateral, até segundo grau;
Causas dias no mural do cartório e será publicado na imprensa local, 4.3. Comparecimento das testemunhas perante a
Suspensivas se houver, após a apresentação da documentação, tendo o fim de autori-dade judicial mais próxima: no prazo de 10 dias,
comunicar ao público em geral a intenção de casar dos nubentes, pedindo que lhes tome por termo a declaração de:
1. Conceito: são fatos que suspendem o processo de possibilitando a eventual oposição de impedimentos. a) que foram convocadas por parte do enfermo;
celebração do casamento a ser realizado, se argüidos 4.1. Concomitantemente à publicação, opinará o Ministério Pú- b) que este parecia em perigo de vida, mas em seu
antes das núpcias. blico e, em seguida, o juiz homologará ou não a habilitação; juízo;
4.2. Em caso de urgência (moléstia grave), o juiz poderá dis- c) que, em sua presença, declararam os contraentes, livre
2. Não devem casar: pensar os proclamas, ouvido o Ministério Público. e espontaneamente, receber-se por marido e mulher;
2.1. O viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, 4.4. O nubente que não estiver em iminente risco de
enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der 5. Certificado: após a publicação dos proclamas e a homo- vida poderá fazer-se representar no casamento nun-
partilha aos herdeiros; logação judicial, o oficial de Registro Civil emite o certificado cupativo.
2.2. A viúva ou a mulher cujo casamento se desfez por ser de habilitação para o casamento, que terá eficácia de 90 dias
nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do começo a partir de sua extração.
da viuvez ou da dissolução da sociedade conjugal;
Invalidade
2.3. O divorciado, enquanto não houver sido homologada do Casamento
6. Registro de editais: o processo de habilitação termina com
ou decidida a partilha dos bens do casal; o registro dos proclamas no cartório que os publicou. 1. Generalidades:
2.4. O tutor ou o curador e os seus descendentes, 1.1. Invalidade é o gênero de que são espécies a inexis-
ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos com a tência, a nulidade e a anulabilidade;
pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a
Celebração e Prova
do Casamento 1.2. As hipóteses de casamento inexistente não estão
tutela ou curatela e não estiverem saldadas as respec- expressas no CC.
tivas contas. 1. Celebração:
1.1. De posse do certificado de habilitação, estão os nubentes 2. Casamento inexistente:
3. Regras: aptos a requerer que seja marcado dia, hora e local para a 2.1. Conceito: é aquele que possui mera aparência de
3.1. Por serem menos graves, sua inobservância não cerimônia nupcial; casamento, não produzindo efeitos no campo jurídico (é
conduz à nulidade ou anulabilidade do casamento, mas 1.2. A celebração ocorrerá na sede do cartório ou noutro edi- tido como algo que nunca existiu).
à imposição de sanção consistente na adoção do regime fício público ou particular, com o consentimento do celebrante, 2.2. Hipóteses:
de separação absoluta de bens; com as portas abertas nas duas hipóteses; a) entre contraentes do mesmo sexo;
3.2. Sua oposição pode ser feita apenas por parentes em 1.3. Os nubentes comparecerão na companhia de duas tes- b) celebrado por autoridade incompetente em razão da
linha, naturais ou afins, e por colaterais, naturais ou afins, temunhas, no primeiro caso, ou de quatro testemunhas, no matéria (ou sua ausência);
até o segundo grau, durante a habilitação, no prazo de segundo caso ou ainda se um dos contraentes não souber c) inexistência do consentimento dos nubentes.
15 dias da publicação dos proclamas; ou não puder escrever;
3.3. Uma vez argüidas, têm o condão de suspender a 1.4. Admite-se o casamento por procurador especial presente 3. Casamento nulo:
realização do casamento; à celebração portando mandato com poderes específicos (o 3.1. Contraído pelo enfermo mental sem o necessário
3.4. Diante de prova da ausência de prejuízo para os mandato terá eficácia de 90 dias); discernimento para os atos da vida civil;
envolvidos, o casamento poderá ser celebrado sob 1.5. O casamento se realiza no momento em que o homem 3.2. Contraído por infringência de impedimento (CC,
qualquer regime sem a imposição da sanção (inventário e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de art. 1521).
negativo, por exemplo); estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados
3.5. Geralmente, têm o fim de impedir confusão patri- (CC, art. 1514); 4. Casamento anulável:
monial. 1.6. Ouvida dos nubentes a afirmação de que pretendem ca- 4.1. De quem não completou a idade mínima para
sar por livre e espontânea vontade, a autoridade celebrante casar;
Habilitação para o Ca- declarará efetuado o casamento, afirmando que, ‘de acordo 4.2. Do menor em idade núbil, quando não autorizado
samento (Formalidades com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, por seu representante legal;
Preliminares) de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, 4.3. Por vício da vontade, nos termos dos arts. 1556
vos declaro casados’; a 1558;
1. Conceito: é o processo que ocorre perante o oficial do 1.7. Depois de celebrado o casamento, lavrar-se-á o assento 4.4. Do incapaz de consentir ou manifestar, de modo
Registro Civil com o fim de demonstrar que os nubentes no livro de registro; inequívoco, o consentimento;
estão legalmente habilitados para o ato nupcial. 1.8. Será suspensa a cerimônia quando algum contraente: 4.5. Realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro
a) não declarar sua vontade; contraente soubesse da revogação do mandato, e não
2. Notas: b) declarar que esta não é livre e espontânea; sobrevindo coabitação entre os cônjuges;
2.1. O requerimento de habilitação será firmado por c) manifestar-se arrependido; 4.6. Por incompetência da autoridade celebrante.
ambos os nubentes, de próprio punho, ou, a seu pedido, obs: não será admitida a retratação do nubente no mesmo
por procurador, e deve ser instruído com a documentação dia. 5. Regras gerais:
necessária; 5.1. Para a declaração de inexistência, aplicam-se as
2.2 Visa verificar se os noivos não são impedidos para 2. Prova do casamento: pode ser direta (certidão de casa- regras previstas para a ação de nulidade absoluta (não
casar; mento extraída do livro em que se lavrou o assento) ou indireta há prazo de decadência, possível proposição pelo MP e
2.3. Compreende 4 etapas: (qualquer meio lícito e moral, como, p.ex., certidão de nasci- efeitos “ex tunc”);
a) Documentação; mento de filho, testemunhas nupciais etc.). 5.2. O casamento inexistente não pode ser reconhecido
b) Proclamas; Posse do estado de casado: possuem as pessoas que aten- como putativo;
c) Certificado; derem aos requisitos de nome (mulher com sobrenome do 5.3. Decretação de nulidade de casamento pelos motivos
d) Registro; marido), tratamento (público e notório como casados) e fama expressos no art. 1548: pode ser promovida mediante
2.4. A III Jornada de Direito Civil aprovou enunciado no (perante a sociedade de que são casados), mas que não têm ação direta, por qualquer interessado, ou pelo Ministério
sentido de suprimir do art. 1.526 a homologação pelo juiz, o registro (justo título). A posse pode ser usada para provar Público;
havendo igual proposta de alteração deste dispositivo o casamento. 5.4. Subsiste: o casamento celebrado por aquele que,
no Projeto de Lei 6960/02 (de iniciativa da camara dos sem possuir a competência exigida na lei, exercer pu-
deputados). 3. Casamento no caso de moléstia grave de nubente: o blicamente as funções de juiz de casamentos e, nessa
presidente do ato irá celebrá-lo onde se encontrar o impedido, qualidade, tiver registrado o ato no Registro Civil (não se
3. Documentação: conforme o art. 1525 do CC, são sendo urgente, ainda que à noite, perante duas testemunhas aplica ao casamento inexistente);
exigidos os seguintes documentos: que saibam ler e escrever; 5.5. Casamento de que resultou gravidez: não se anulará
3.1. Certidão de nascimento ou documento equiva- 3.1. Qualquer dos seus substitutos legais suprirá a falta por motivo de idade;
lente; ou impedimento da autoridade competente para presidir o 5.6. Legitimidade para anular casamento de menores
3.2. Autorização por escrito das pessoas sob cuja depen- casamento, e a do oficial do Registro Civil por outro “ad hoc”, de 16 anos:
dência legal estiverem, ou ato judicial que a supra; nomeado pelo presidente do ato; a) próprio cônjuge do menor;
3.3. Declaração de duas testemunhas maiores, parentes 3.2. O termo avulso, lavrado pelo oficial “ad hoc”, será regis- b) representantes legais;
ou não, que atestem conhecê-los e afirmem não existir trado no respectivo registro no prazo de 5 dias, perante 2 c) ascendentes;
impedimento que os iniba de casar; testemunhas, ficando arquivado. 5.7. Menor que não atingiu a idade núbil: poderá, depois
3.4. Declaração do estado civil, do domicílio e da resi- de completá-la, confirmar seu casamento, com a autori-
dência atual dos contraentes e de seus pais, se forem 4. Casamento nuncupativo: zação de seus representantes legais, se necessária, ou
conhecidos; 4.1. Conceito: ocorre quando um dos nubentes estiver em com suprimento judicial;
3.5. Certidão de óbito do cônjuge falecido, de sentença iminente perigo de vida, não havendo presença de autoridade 5.8. Casamento do menor em idade núbil não autorizado
declaratória de nulidade ou de anulação de casamento, incumbida de presidir o ato, nem a de seu substituto; por seu representante legal:
transitada em julgado, ou do registro da sentença de 4.2. Celebração: na presença de seis testemunhas, que com a) só poderá ser anulado se a ação for proposta em 180
divórcio. os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na dias, por iniciativa do incapaz, ao deixar de sê-lo, de seus

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representantes legais ou de seus herdeiros necessários, a) morte de um dos cônjuges; 5.3. Efeitos:
contados do dia em que cessou a incapacidade, a partir b) nulidade ou anulação do casamento; a) dissolve definitivamente o vínculo conjugal;
do casamento e da morte do incapaz, respectivamente; c) divórcio; b) põe fim aos deveres conjugais;
b) não se anulará o casamento quando à sua celebra- d) separação judicial; c) extingue o regime matrimonial;
ção houverem assistido os representantes legais do 1.3. Efeitos da dissolução da sociedade conjugal: d) faz cessar o direito sucessório;
incapaz, ou tiverem, por qualquer modo, manifestado a) término dos deveres de coabitação, fidelidade recíproca e e) não admite reconciliação entre os cônjuges;
sua aprovação; do regime de bens do casamento; f) possibilita novo casamento aos divorciados;
5.9. Prazo para a propositura da ação de anulação do b) permanece intacto o vínculo matrimonial, impedindo o g) mantém inalterados os direitos e deveres dos pais em
casamento: cônjuge de convolar novas núpcias; relação aos filhos.
a) 180 dias, no caso de o nubente não ter completado c) perduram os deveres de mútua assistência, sustento, guar-
idade mínima para se casar; da e educação dos filhos e respeito e consideração mútuos. 6. Lei 11.441/07: entrou em vigor na data de sua pu-
b) 2 anos, se incompetente a autoridade celebrante; blicação, em 4/1/07, inserindo no CPC o art. 1124-A,
c) 3 anos, nos casos dos incisos I a IV do art. 1557 2. Vínculo conjugal: que reza que “A separação consensual e o divórcio
do CC; 2.1. Conceito: é o vínculo jurídico, que acarreta a comunhão consensual, não havendo filhos menores ou incapazes
d) 4 anos, havendo coação. plena de vida entre marido e mulher, proveniente do casa- do casal e observados os requisitos legais quanto aos
mento válido; prazos, poderão ser realizados por escritura pública, da
6. Casamento Putativo: é o casamento que, embora nulo 2.2. Hipóteses de dissolução do vínculo conjugal válido (isto qual constarão as disposições relativas à descrição e à
ou anulável, é contraído de boa-fé por um ou por ambos significa que o vínculo conjugal também se extingue com a partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda,
os cônjuges, produzindo em relação a este (ou estes) anulação ou declaração de nulidade do casamento: ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome
e aos filhos os mesmos efeitos jurídicos do casamento a) morte; de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando
válido (“ex tunc”) até a prolação da sentença anulatória. b) divórcio. se deu o casamento”, e ainda que:
6.1. A escritura não depende de homologação judicial
Eficácia do 3. Algumas regras: e constitui título hábil para o registro civil e o registro
Casamento 3.1. Os separados judicialmente ou de fato estão impedidos de imóveis;
de casar, mas podem constituir união estável; 6.2. O tabelião somente lavrará a escritura se os con-
1. Generalidades: 3.2. Aplica-se a presunção quanto ao ausente, quando da tratantes estiverem assistidos por advogado comum
1.1. Diz respeito às regras e princípios atinentes à vida dissolução do vínculo matrimonial; ou advogados de cada um deles, cuja qualificação e
em comum do casal; 3.3. Dissolvido o casamento pelo divórcio, o cônjuge poderá assinatura constarão do ato notarial;
1.2. Assume relevância o princípio da igualdade jurídica manter o nome de casado, salvo, em se tratando de conversão 6.3. A escritura e demais atos notariais serão gratuitos
entre os cônjuges, daí a denominação doutrinária de co- de separação em divórcio, se dispuser em contrário a sentença àqueles que se declararem pobres sob as penas da lei.
gestão na sociedade familiar: pelo casamento, homem e de separação judicial; Link Acadêmico 2
mulher assumem mutuamente a condição de consortes, 3.4. Pode caracterizar a impossibilidade da comunhão de
companheiros e responsáveis pelos encargos da família vida a ocorrência: Parentesco
(CC, art. 1565); a) adultério;
1.3. Qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer b) tentativa de morte; 1. Conceito: é a relação existente não só entre pessoas
ao seu o sobrenome do outro; c) sevícia ou injúria grave; que descendem umas das outras ou de um mesmo tronco
1.4. O planejamento familiar é de livre decisão do casal, d) abandono voluntário do lar conjugal, durante um ano comum, mas também entre o cônjuge, ou convivente, e
competindo ao Estado propiciar recursos educacionais contínuo; os parentes do outro, entre adotante e adotado, e entre
e financeiros para o exercício desse direito, vedado e) condenação por crime infamante; pai institucional e filho sócioafetivo.
qualquer tipo de coerção por parte de instituições privadas f) conduta desonrosa.
ou públicas. 3.5. Seja qual for a causa da separação judicial e o modo como 2. Espécies:
esta se faça, é lícito aos cônjuges restabelecer, a todo tempo, 2.1. Natural ou consangüíneo: pessoas ligadas por laços
2. Deveres de ambos os cônjuges: consistem em a sociedade conjugal, por ato regular em juízo. de sangue:
efeitos pessoais e patrimoniais do casamento, cuja ino- a) matrimonial (decorrente do casamento) ou extrama-
bservância pode levar à extinção da sociedade conjugal 4. Separação Judicial: trimonial;
por culpa do cônjuge infrator: 4.1. Conceito: é o procedimento judicial personalíssimo b) linha reta ou colateral;
2.1. Fidelidade recíproca (apesar de o adultério não mais proposto pelos cônjuges, conjunta ou separadamente, visando c) duplo (deriva de 2 genitores) ou simples;
constituir crime, persiste o efeito civil); dissolver a sociedade conjugal, com manutenção do vínculo. 2.2. Afim: proveniente do vínculo matrimonial ou de
2.2. Vida em comum, no domicílio conjugal (decorrente 4.2. Finalidades: união estável;
da união de corpo e espírito; é indeclinável, salvo nas a) dissolver a sociedade conjugal sem romper o vínculo 2.3. Civil: decorrente da adoção.
hipóteses de recusa justa e legítima); conjugal;
2.3. Mútua assistência (tanto no campo material como b) servir de medida preparatória para o divórcio; 3. Parentes em linha reta:
no imaterial ou moral); 4.3. Espécies: 3.1. Conceito: são as pessoas que estão umas para com
2.4. Sustento, guarda e educação dos filhos (sua inobser- a) consensual (por mútuo consenso dos cônjuges casados as outras na relação de ascendentes e descendentes.
vância acarreta a suspensão do poder familiar e ainda a há mais de 1 ano); 3.2. Contagem de graus: contam-se os graus pelo
configuração de crime); b) litigiosa (por iniciativa unilateral de qualquer dos con-sortes). número de gerações.
2.5. Respeito e consideração mútuos (inexistindo, revela- Comporta as seguintes espécies:
se a fragilidade do casamento); • separação-sanção: quando um dos cônjuges imputar ao 4. Parentes em linha colateral ou transversal:
outro conduta desonrosa ou qualquer ato que importe em 4.1. Conceito: são, até o quarto grau, as pessoas
3. Direção da sociedade conjugal: será exercida, em grave violação dos deveres conjugais; provenien-tes de um só tronco, sem descenderem umas
colaboração, pelo marido e pela mulher, sempre no • separação-falência: quando qualquer dos cônjuges prova a das outras.
interesse do casal e dos filhos. Havendo divergência, ruptura da vida em comum há mais de 1 ano consecutivo e a 4.2. Contagem de graus: contam-se os graus pelo
qualquer dos cônjuges poderá recorrer ao juiz, que deci- impossibilidade de sua reconstituição; número de gerações, subindo de um dos parentes até
dirá tendo em consideração aqueles interesses. • separação-remédio: quando um dos cônjuges, há pelo menos o ascendente comum e descendo até encontrar o outro
2 anos, está acometido de grave doença mental, manifestada parente.
4. Obrigação de sustento da família e dos filhos: cabe após o casamento, de cura improvável e que impossibilite a
a ambos os cônjuges, na proporção de seus bens e dos vida em comum. 5. Afinidade: é o liame jurídico que une um cônjuge ou
rendimentos do trabalho, qualquer que seja o regime de companheiro aos parentes do outro, em linha reta até o
bens do casamento. 5. Divórcio: infinito e em linha colateral até o 2° grau, mantendo certa
5.1. Conceito: é a dissolução do casamento válido, que se analogia com o parentesco natural quanto à determinação
5. Domicílio do casal: sua escolha compete a ambos opera mediante sentença judicial, habilitando as pessoas a das linhas e graus;
os cônjuges; porém, podem ausentar-se do domicílio contrair novas núpcias; Regras:
conjugal por motivo profissional, particular ou público. 5.2. Espécies: a) o parentesco por afinidade limita-se aos ascenden-
a) divórcio indireito ou divórcio-conversão: decorrido 1 ano do tes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou
Dissolução da Sociedade trânsito em julgado da sentença que houver decretado a sepa- companheiro;
e do Vínculo Conjugal ração judicial, ou da decisão concessiva da medida cautelar de b) o vínculo por afinidade somente se dá entre um
separação de corpos, qualquer das partes poderá requerer sua cônjuge ou companheiro e os parentes do outro cônjuge
1. Sociedade conjugal: conversão em divórcio, que será declarada por sentença da ou companheiro;
1.1. Conceito: complexo de direitos e deveres de índole qual não constará referência à causa que a determinou; c) com a dissolução do casamento ou da união estável,
moral, espiritual e patrimonial que formam a vida em b) divórcio direto: passados mais de 2 anos de comprovada extingue-se o parentesco colateral por afinidade, mas
comum dos cônjuges; separação de fato, poderão as partes, isolada ou conjunta- persiste o vínculo em linha reta;
1.2. Hipóteses de dissolução da sociedade conju- mente, requerê-lo. Link Acadêmico 3
gal:

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2. Requisitos: proteção do filho.
Filiação 2.1. Adotante com idade mínima de 18 anos;
2.2. Comprovada a estabilidade da família, basta que um dos 2. finalidade: proteger o ser humano que, desde a
1. Conceito: é o vínculo existente entre pais e filhos. cônjuges ou companheiros tenha completado 18 anos; infância, precisa de alguém que o crie, eduque, ampare,
2.3. Diferença mínima de idade entre adotante e adotado defenda, guarde e cuide de seus interesses, regendo
2. Espécies: de 16 anos; sua pessoa e bens.
2.1. Matrimonial (oriunda da união de pessoas ligadas 2.4. Consentimento do adotado, se maior de 12 anos, e de
por casamento válido, anulado ou nulo, estando ou não seus pais ou representante legal; 3. Poder parental quanto aos filhos: resgatando a idéia
de boa-fé os consortes); 2.5. Intervenção judicial em sua criação; de igualdade, a lei civil sujeita os filhos ao poder dos pais,
2.2. Não-matrimonial (decorrente de pessoas impedidas 2.6. Efetivo benefício para o adotado; ainda que por ocasião do divórcio ou separação judicial
ou que não desejam se casar). Modalidades: 2.7. Prestação de contas da administração e pagamento dos (CC, art. 1632), e é reafirmado ainda quando só existe
a) natural (filhos descendentes de pais desimpedidos de débitos por tutor ou curador que pretenda adotar pupilo ou reconhecimento unilateral (CC, art. 1633).
casar na concepção); curatelado;
b) espúria (havia impedimento matrimonial no momento 2.8. Acordo sobre guarda e regime de visitas e estágio de 4. Características:
da concepção). Classifica-se, por sua vez, em: convivência iniciado na constância da sociedade conjugal, se 4.1. Múnus público;
• adulterina (impedimento devido a casamento ante- a adoção se der entre divorciados ou separados judicialmente, 4.2. Irrenunciável;
rior); que pretendem adotar conjuntamente a mesma pessoa; 4.3. Inalienável;
• incestuosa (impedimento decorrente de parentesco 2.9. Adotantes devem ser cônjuges ou companheiros, se feita 4.4. Imprescritível;
natural, afim ou civil). a adoção por duas pessoas. 4.5. Incompatível com a tutela;
4.6. Relação de autoridade.
3. Presunção legal de paternidade: 3. Outras regras:
3.1. Filhos nascidos 180 dias, pelo menos, depois de 3.1. O consentimento do representante legal do adotando é 5. Exercício do poder familiar: compete aos pais em
estabelecida a convivência conjugal; revogável até a publicação da sentença constitutiva; relação aos filhos menores:
3.2. Filhos nascidos dentro dos 300 dias subseqüentes 3.2. A morte dos adotantes não restabelece o poder familiar 5.1. Criação e educação;
à dissolução da sociedade conjugal; dos pais naturais; 5.2. Companhia e guarda;
3.3. Filhos havidos por fecundação artificial homóloga, 3.3. Em se tratando de criança e adolescente, não podem 5.3. Consentimento para casar;
mesmo que falecido o marido; adotar os ascendentes e os irmãos do adotando, sendo de 5.4. Nomeação de tutor por testamento ou documento
3.4. Filhos havidos, a qualquer tempo, quando se tratar 18 anos a idade mínima para o adotante, e para o adotado autêntico;
de embriões excedentes, decorrentes de fecundação exigem-se pelo menos 16 anos a menos que o adotante e no 5.5. Representação e assistência;
artificial homóloga; máximo 18 anos de idade à data do pedido, salvo se já estiver 5.6. Reclamá-los de quem ilegalmente os detenha;
3.5. Filho advindo de inseminação artificial heteróloga, sob a guarda ou tutela dos adotantes. 5.7. exigir-lhes obediência, respeito e trabalho compatível
desde que com anuência prévia do marido. com sua idade.
4. CEJA – Comissão Estadual Judiciária de Adoção: tem
4. Prova da condição de filho: por fim evitar a ocorrência de adoção internacional sem a 6. Perda do poder familiar:
4.1. Pela certidão de nascimento; observância dos requisitos legais. 6.1. Conceito: sanção mais grave que a suspensão,
4.2. Por qualquer modo em direito admitido, faltando o imposta por sentença judicial ao pai ou à mãe que
registro, desde que se inicie a prova por escrito, prove- 5. Efeitos: pratica qualquer um dos atos que a justificam, sendo,
niente dos pais conjunta ou separadamente. 5.1. O adotando adquire a condição de filho do adotante, em regra, permanente, embora o seu exercício possa
com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios restabelecer-se, se provada a regeneração do genitor
5. Reconhecimento de filho: recíprocos, deixando de existir qualquer vínculo com a família ou se desaparecida a causa que a determinou. Por se
5.1. Conceito: é o ato que declara a filiação, estabelecen- anterior, salvo impedimentos matrimoniais; tratar de medida imperativa, abrange toda a prole e não
do juridicamente o parentesco entre os pais e seu filho. 5.2. Irrevogabilidade; somente um ou alguns filhos.
5.2. Natureza jurídica: ato declaratório. 5.3. Obrigação recíproca de alimentos. 6.2. hipóteses:
5.3. Modos de reconhecimento: a) castigar imoderadamente o filho;
a) voluntário: é o meio legal do pai, da mãe ou de ambos 6. Estágio de convivência: busca comprovar a compatibi- b) abandonar o filho;
revelarem espontaneamente o vínculo que os liga ao filho lidade entre as partes e probabilidade de sucesso da adoção. c) praticar atos contrários à moral e aos bons costu-
ilegítimo. Pode ser feito no registro de nascimento, por Tratando-se de adoção internacional, o prazo é de 15 dias para mes;
escritura pública ou escrito particular, por testamento ou crianças de até 2 anos e de 30 dias para as demais, dispensado d) incidir reiteradamente nas faltas que levam à suspen-
por manifestação direta e expressa ao juiz; no caso de criança de até 1 ano de idade ou se já estiver na são do poder familiar.
b) judicial: é o que decorre de sentença judicial proferida companhia do adotante durante tempo suficiente para se
em ação intentada com esse fim. Ação de investigação de averiguar sua conveniência. É exigido no caso de adoção por 7. Suspensão do poder familiar:
paternidade é a ação pela qual o filho havido fora do casa- divorciados ou separados judicialmente. 7.1. Conceito: sanção que visa a preservar os interes-
mento obtém a declaração de sua condição de filho; ses do filho, privando o genitor, temporariamente, do
5.4. Efeitos do reconhecimento de filho: 7. Adoção internacional: é a adoção que tem por adotante exercício do poder familiar, por prejudicar um dos filhos
a) estabelecer liame de parentesco entre pais e filho; pessoa estrangeira. A colocação de criança adotiva em família ou alguns deles. Uma vez desaparecida a causa que
b) impedir que o filho, reconhecido por um dos cônjuges, substituta estrangeira constitui medida excepcional, só admis- originou a suspensão, o genitor volta ao exercício do
resida no lar conjugal sem anuência do outro; sível na adoção. poder falimiar.
c) conceder direito à prestação alimentícia tanto ao geni- Requisitos: 7.2. hipóteses:
tor que reconhece quanto ao filho reconhecido; a) comprovação de domicílio estrangeiro, habilitação à ado-ção a) abuso do poder por pai ou mãe;
d) equiparar, para efeitos sucessórios, os filhos de e estudo psicossocial; b) falta de cumprimento dos deveres paternos;
qualquer natureza; b) apresentação de texto pertinente à legislação estrangeira c) dilapidação dos bens do filho;
e) autorizar o filho a propor a ação de petição de herança acompanhado da prova da respectiva vigência; d) condenação por sentença irrecorrível cuja pena
e a de nulidade de partilha, devido a sua condição de c) autenticação dos documentos em língua estrangeira exceda 2 anos;
herdeiro; acompanhados da respectiva tradução, por tradutor público e) maus exemplos, crueldade, exploração ou perversi-
f) equiparar a prole reconhecida, tanto para efeito de juramentado; dade do genitor que comprometa a saúde, segurança e
imposição de cláusula de impenhorabilidade, inaliena- d) o adotado só poderá sair do país depois de consumada moralidade do filho.
bilidade ou incomunicabilidade de legítima, como para a adoção.
o de indignidade ou deserdação ao descendente havido 8. Extinção do poder familiar:
em casamento; 8. Extinção: 8.1. Morte dos pais ou do filho;
g) dar ao filho reconhecido, que não reside com o genitor 8.1. Morte do adotando ou adotante; 8.2. Emancipação do filho;
que o reconheceu, direito à assistência e alimentos; 8.2. Reconhecimento judicial do adotado pelo pai de san- 8.3. Maioridade do filho;
h) sujeitar o filho reconhecido, se menor, ao poder gue; 8.4. Adoção;
familiar. 8.3. Deserdação ou indignidade, quanto ao direito sucessório 8.5. Decisão judicial declaratória de perda do poder
Link Acadêmico 4 que da adoção decorre. familiar.
Link Acadêmico 5
Adoção Regime de Bens
Poder Familiar do Casamento
1. Conceito: é o ato jurídico solene pelo qual, observados
os requisitos legais, alguém (adotante) estabelece um 1. Conceito: é o conjunto de direitos e obrigações quanto 1. Conceito: é o complexo de normas que disciplinam
vínculo de filiação, trazendo para sua família, na condição à pessoa e bens do filho menor não emancipado, exercido as relações econômicas entre marido e mulher durante
de filho, pessoa (adotando) que lhe é estranha. pelos pais, para que possam desempenhar os encargos que o casamento.
a norma jurídica lhes impõe, tendo em vista o interesse e a

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2. Regime de bens nos casamentos celebrados na que o outro adquiriu durante o casamento;
vigência do CC de 1916: é por ele estabelecido (CC, 5.2. Características: 6. Caracteres da obrigação de alimentar: 6.1. con-
art. 2039). a) há formação de massas de bens particulares incomuni- dicionalidade; 6.2. reciprocidade; 6.3. mutabilidade do
cáveis durante o casamento, mas que se tornam comuns no “quantum” da pensão alimentícia; 6.4. periodicidade.
3. Regime da comunhão parcial: momento da dissolução do mesmo;
3.1. conceito: é o regime de separação, quanto ao pas- b) o término do casamento em nada altera o patrimônio par- 7. Classificação dos alimentos:
sado, e de comunhão, quanto ao futuro, comunicando-se ticular de cada cônjuge adquirido antes de se casarem; 7.1. Quanto ao momento da reclamação:
somente os bens adquiridos a título oneroso na constân- c) trata-se de um regime misto que busca combinar os regimes a) atuais: postulados a partir do ajuizamento;
cia do casamento. comunitário e separatório; b) futuros: devidos somente a partir da sentença;
3.2. Característica: ocorre a formação de 3 massas de 5.3. Administração dos bens: cada cônjuge administra os c) pretéritos: o pedido retroage a momento anterior ao
bens distintas: bens que possuía ao casar e os adquiridos durante o casa- do ajuizamento da ação:
a) bens particulares do marido; mento gratuita ou onerosamente; 7.2. Quanto à causa jurídica:
b) bens particulares da esposa; 5.4. Apuração dos aqüestos: a) voluntários: resultam da intenção de fornecer meios de
c) bens particulares do casal; a) ao ser determinado o montante dos aqüestos, computar- subsistência a alguém (doação ou testamento);
3.3. Administração dos bens: se-á o valor das doações feitas por um dos cônjuges, sem a b) ressarcitórios: forma de indenização de dano “ex
a) a administração do patrimônio comum compete a necessária autorização do outro (o bem poderá ser reivindi- delicto”;
qualquer dos cônjuges; e a dos bens particulares, a cado pelo cônjuge prejudicado ou por seus herdeiros, ou c) legítimos: decorrentes de uma obrigação legal de
cada um deles; declarado no monte partilhável, por valor equivalente ao da casamento, parentesco ou companheirismo;
b) as dívidas contraídas no exercício da administração época da dissolução); 7.3. Quanto à natureza:
obrigam os bens comuns e particulares do cônjuge que b) incorpora-se ao monte o valor dos bens alienados em a) naturais: restritos ao indispensável à satisfação das
os administra, e os do outro na razão do proveito que detrimento da meação, se não houver preferência do cônjuge necessidades primárias;
houver auferido; lesado, ou de seus herdeiros, de os reivindicar; b) civis: manutenção da condição social;
c) a anuência de ambos os cônjuges é necessária para 5.5 Titularidade dos bens adquiridos na constância do 7.4. Quanto à finalidade:
os atos a título gratuito que impliquem cessão do uso ou casamento: a) provisionais: determinados em medida cautelar
gozo dos bens comuns; a) no caso de bens adquiridos pelo trabalho conjunto, terá preparatória ou incidental de ação de investigação de
d) em caso de malversação dos bens, o juiz poderá cada um dos cônjuges uma quota igual no condomínio ou no paternidade, de divórcio etc.;
atribuir a administração a apenas um dos cônjuges; crédito por aquele modo estabelecido; b) provisórios: fixados liminarmente em ação de ali-
3.4. Bens que se comunicam: b) as coisas móveis, em face de terceiros, presumem-se mentos;
a) os bens adquiridos na constância do casamento a título do domínio do cônjuge devedor, salvo se o bem for de uso c) definitivos: de caráter permanente, estabelecidos por
oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges; pessoal do outro; sentença ou acordo homologado.
b) os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o c) os bens imóveis são de propriedade do cônjuge cujo nome
con-curso de trabalho ou despesa anterior; constar no registro (impugnada a titularidade, caberá ao côn- 8. Pessoas obrigadas a prestar alimentos:
c) os bens adquiridos por doação, herança ou legado, juge proprietário provar a aquisição regular dos bens). 8.1. Ascendentes;
em favor de ambos os cônjuges; 8.2. Descendentes;
d) as benfeitorias em bens particulares de cada côn- 6. Regime de separação de bens: 8.3. Colaterais de 2o grau;
juge; 6.1. Conceito: é o regime em que cada cônjuge conserva o 8.4. Cônjuge ou companheiro, havendo dissolução da
e) os frutos dos bens comuns ou dos particulares de cada domínio e a administração de seus bens presentes e futuros, sociedade conjugal ou da união estável.
cônjuge, percebidos na constância do casamento, ou responsabilizando-se individualmente pelas dívidas anteriores
pendentes ao tempo de cessar a comunhão; e posteriores ao casamento; 9. Modos de cumprimento dos alimentos:
3.5. Algumas regras: 6.2. Espécies: 9.1. Pensão ao alimentando;
a) são incomunicáveis os bens cuja aquisição tiver por a) legal (decorrente de lei, nas hipóteses do art. 1641 do CC, 9.2. Casa, hospedagem e sustento.
título uma causa anterior ao casamento; ou ainda diante das hipóteses de causas de suspensão do
b) no regime da comunhão parcial, presumem-se adquiri- art. 1.523 do CC); 10. Impossibilidade de restituição: quem satisfaz
dos na constância do casamento os bens móveis, quando b) convencional (convencionado por ambos os nubentes nos obrigação alimentar não desembolsa soma suscetível
não se provar que o foram em data anterior. termos do art. 1.687 do CC); de reembolso, mesmo que tenha havido extinção da
6.3. Ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as necessidade dos alimen-tos.
4. Regime da comunhão universal: despesas do casal na proporção dos rendimentos de seu
4.1. Conceito: consiste na comunhão de todos os bens trabalho e de seus bens, salvo estipulação em contrário no 11. Causas de extinção:
presentes e futuros dos cônjuges e suas dívidas. pacto antenupcial; 11.1. Morte do alimentando;
4.2. Comunicabilidade de bens: é a regra. 6.4. Os bens permanecerão sob a administração exclusiva de 11.2. Suficiência de bens do alimentando para prover
4.3. Incomunicabilidade de bens: cada um dos cônjuges, que os poderá livremente alienar ou sua mantença;
a) bens doados ou herdados com incomunicabilidade e gravar de ônus real. 11.3. Impossibilidade de o alimentante prestar sem o
os sub-rogados em seu lugar; Link Acadêmico 6 desfalque do necessário à sua subsistência;
b) bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro 11.4. Casamento ou união estável do alimentando;
fideicomissário; Alimentos 11.5. Tratamento indigno do alimentando com relação
c) dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem ao alimentante.
de despesas com seus aprestos, ou reverterem em 1. Conceito: são prestações destinadas à satisfação das Link Acadêmico 7
proveito co-mum; necessidades vitais de quem não pode provê-las por si.
d) doações antenupciais feitas por um cônjuge ao Bem de Família
outro; 2. Finalidade: fornecer a um parente, ex-cônjuge ou ex-con-
e) os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de vivente aquilo que lhe é necessário à manutenção, assegu- 1. Conceito: é o imóvel próprio do casal, ou da entidade
profissão, os proventos do trabalho pessoal de cada rando-lhe meios de subsistência, se ele, em razão da idade familiar, impenhorável e que não responde por qualquer
cônjuge e as pensões, meios soldos, montepios e outras avançada, enfermidade ou incapacidade, estiver impossibi­ tipo de dívida contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou
rendas semelhantes; litado de produzir recursos materiais com o próprio esforço. filhos que sejam seus proprietários, salvo nas hipóteses
4.4. Algumas regras: previstas em lei.
a) extinta a comunhão e efetuada a divisão do ativo e 3. Natureza jurídica: trata-se de direito com conteúdo patri-
do passivo, cessará a responsabilidade de cada um dos monial e finalidade pessoal. 2. Espécies:
cônjuges para com os credores do outro; 2.1. Legal ou involuntário: é o imóvel impenhorável,
b) aplica-se ao regime da comunhão universal a mesma 4. Pressupostos: não podendo responder por dívidas de qualquer natureza
dis-ciplina aplicada à comunicação parcial de bens, 4.1. Existência de companheirismo, vínculo de parentesco ou contraídas por seus proprietários ou aqueles que nele
quanto à administração dos bens; conjugal entre alimentando e alimentante; residem, conforme a Lei 8.009/90, salvo as hipóteses
c) a incomunicabilidade dos bens enumerados no item 4.2. Necessidade do alimentando; legais;
4.3. não se estende aos frutos, quando percebidos ou 4.3. Possibilidade econômica do alimentante; 2.2. Voluntário, convencional ou instituído: trata-se
vencidos du­rante o casamento; 4.4. Proporcionalidade, na sua fixação, entre as necessida- de um imóvel, rural ou urbano, com suas pertenças e
4.5. Administração dos bens: por ambos os cônjuges, des do alimentando e os recursos econômico-financeiros do acessórios, onde a família fixa sua residência, mediante
conjuntamente. ali-mentante. escritura pública ou testamento, ficando, em princípio,
a salvo de possíveis e eventuais credores (CC, arts.
5. Regime de participação final nos aqüestos: 5. Caracteres do direito à prestação alimentícia: trata-se de 1.711 ao 1.722).
5.1. conceito: é o regime em que há formação de massas direito personalíssimo, atual, incompensável, transmissível aos
particulares incomunicáveis durante o casamento, ocor- herdeiros do alimentando, incessível, em relação ao cre-dor, 3. Aspectos relevantes:
rendo a comunicação quando da dissolução da sociedade irrenunciável, imprescritível, impenhorável, divisível, variá-vel, 3.1. Administração: compete a ambos os cônjuges, ou,
conjugal, tornando-se cada cônjuge credor da metade do não-restituível e que não pode ser transacionado. sendo mortos, ao filho mais velho, se maior;

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3.2. Impossibilidade de manutenção: poderá o juiz reduzido, o discernimento necessário para a prática dos
extingui-lo ou autorizar a sua sub-rogação em outros; Tutela atos da vida civil), submetem-se à curatela o nascituro e
3.3. Isenção da execução por dívidas: o bem de família a herança jacente. Existem no MP curadorias voltadas
é isento de execução por dívidas posteriores à sua 1. Conceito: é o poder conferido pela lei, ou segundo princí- para o meio ambiente, menores, fundações, portadores
instituição, salvo as provenientes de tributos relativos pios seus, à pessoa capaz, para proteger a pessoa e reger os de deficiência física etc.
ao prédio ou de despesas de condomínio; bens dos menores que estão fora do poder familiar.
3.4. Abrangência: pode abranger valores mobiliários; 4. Quem promove a interdição?
3.5. Valor: não pode ultrapassar 1/3 do patrimônio líquido 2. Espécies: 4.1. Pais ou tutores;
existente ao tempo de sua instituição, bem como os 2.1. Legítima (recai sobre parentes em decorrência da lei); 4.2. Cônjuge, ou qualquer parente;
valores imobiliários abrangidos não podem ultrapassar 2.2. Testamentária (nomeação do tutor mediante testamen- 4.3. Ministério Público, nesta ordem.
o valor do prédio instituído; to);
3.6. Instituição por terceiro: é possível, mediante 2.3. Dativa (nomeação do tutor pelo juiz). 5. Exercício da curatela:
testamento ou doação, cuja eficácia depende de acei- 5.1. Aplicam-se, subsidiariamente, as regras concernen-
tação expressa; 3. Nomeação pelo juiz de tutor idôneo e residente no domi- tes ao exercício da tutela;
3.7. Destinação: o prédio destina-se ao domicílio familiar cílio do menor: quando o tutor legítimo ou testamentário faltar, 5.2. Interdição do pródigo: só o privará de, sem curador,
e a renda referente aos valores mobiliários será aplicada for excluído ou escusado da tutela, ou ainda for removido por emprestar, transigir, dar quitação, alienar, hipotecar,
na con-servação do imóvel e no sustento da família; não ser idôneo. demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os
3.8. Constituição: mediante registro de seu título no atos que não sejam de mera administração;
Registro de Imóveis; 4. Outras regras: 5.3. Curatela do nascituro: dar-se-á curador ao nascituro,
3.9. Extinção: com a morte de ambos os cônjuges e a 4.1. Aos irmãos órfãos dar-se-á um só tutor; se o pai falecer estando grávida a mulher, e não tendo
maioridade dos filhos. 4.2. Os menores abandonados terão tutores nomeados pelo o poder familiar (se esta estiver interdita, seu curador
Link Acadêmico 8 juiz, ou serão recolhidos a estabelecimento público para este será o do nascituro);
fim , e, na falta deste, ficarão sob a tutela das pessoas que, 5.4. Quando o curador for o cônjuge e o regime de bens
União Estável voluntária e gratuitamente, se encarregarem da sua criação; do casamento for o da comunhão universal, não será
4.3. Os tutores não podem conservar em seu poder dinheiro obrigado a prestar contas, salvo determinação judicial.
1. Conceito: é uma união durável de pessoas livres e dos tutelados além do necessário para as despesas ordinárias
de sexo diferente, que não estão ligadas entre si por com o seu sustento, a sua educação e a administração de 6. Prestação de contas: seguem-se as regras relativas
casamento civil. seus bens; à tutela.
4.4. Os bens do menor serão entregues ao tutor mediante
2. Companheiros ou conviventes: são os que vivem em termo especificado (descrição e valores), ainda que os pais
união estável – divorciados, solteiros, viúvos e separados o tenham dispensado;
judicialmente ou de fato. 4.5. Se o menor possuir bens, será sustentado e educado a
expensas deles, arbitrando o juiz para tal fim as quantias que
3. União de fato: é gênero de que são espécies o lhe pareçam necessárias, considerado o rendimento da for-
concubinato puro e o impuro (concubinato propriamente tuna do pupilo quando o pai ou a mãe não as houver fixado.
dito). O concubinato puro corresponde à união estável,
consubstanciando-se em união duradoura, sem casa- 5. Exercício da tutela:
mento, entre homem e mulher livres e desimpedidos. 5.1. O tutor está obrigado a servir por dois anos, podendo
O concubinato impuro pode ser incestuoso (se houver continuar além deste prazo se julgar o juiz conveniente ao
parentesco próximo entre os amantes) ou adulterino (se menor;
um dos concubinos for casado). 5.2. Os atos praticados pelo pupilo menor de 16 anos sem a
representação do tutor estarão eivados de nulidade; ao passo
4. Características da união estável – que a distinguem que, sendo o pupilo maior de 16 e menor de 18 anos, poderão
do concubinato: ser anulados apenas pelos interessados e pelo próprio pupilo
4.1. Estabilidade na união entre homem e mulher; no prazo decadencial de 4 anos, contados do conhecimento do A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos estudos
4.2. Diversidade de sexo; fato ou do dia que cessar a incapacidade, respectivamente. das disciplinas dos cursos de graduação, devendo ser
4.3. Continuidade; complementada com o material disponível nos Links e
4.4. Publicidade; 6. Cessação da tutela: com a leitura de livros didáticos.
4.5. Objetivo de constituição de família. 6.1. Maioridade ou emancipação do pupilo;
Direito Civil – Família – 2ª edição - 2009
6.2. Ao cair o menor sob o poder familiar, no caso de reconhe-
5. Algumas regras: cimento ou adoção; Carlos Eduardo Brocanella Witter, Professor universitário e
5.1. A união estável não se constituirá se ocorrerem os 6.3. Ao expirar o termo em que era o tutor obrigado a servir; de cursos preparatórios há mais de 10 anos, Especialista
impedimentos do art. 1521, não se aplicando o inciso VI 6.4. Em caso de escusa legítima do tutor; em Direito Educacional; Mestre em Educação e Semi-
no caso de a pessoa casada se achar separada de fato 6.5. Ao ser removido o tutor; ótica Jurídica; Membro da Associação Brasileira para o
ou judicialmente; 6.6. Será destituído o tutor quando negligente, prevaricador Progresso da Ciência; Palestrante; Advogado e Autor de
5.2. As causas suspensivas do art. 1523 não impedirão ou incurso em incapacidade. obras jurídicas.
a caracterização da união estável;
Autor:
5.3. As relações pessoais entre os companheiros obede- 7. Prestação de contas: ao final de cada ano, está obrigado
Gêminson Paula, Especialista em Direito e Professor
cerão aos deveres de lealdade, respeito e assistência, e o tutor a apresentar balanço de sua administração ao juiz e de Direito Civil.
de guarda, sustento e educação dos filhos; ao MP, que será anexado aos autos do processo de tutela.
5.4. Na união estável, salvo contrato escrito entre os Finda a tutela, quando deixar o exercício da tutela ou quando A coleção Guia Acadêmico é uma publicação da Memes
companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que achar conveniente o magistrado, o tutor prestará contas Tecnologia Educacional Ltda. São Paulo-SP.
couber, o regime da comunhão parcial de bens; finais em juízo. Endereço eletrônico: www.memesjuridico.com.br
5.5. A união estável poderá converter-se em casamento Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a
mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer
no Re-gistro Civil; meio ou processo, sem a expressa autorização do autor
1. Conceito: é o encargo conferido a alguém para gerenciar e da editora. A violação dos direitos autorais caracteriza
5.6. As relações não-eventuais entre o homem e a
crime, sem prejuízo das sanções civis cabíveis.
mulher, impedidos de casar, constituem concubinato a vida e o patrimônio dos maiores incapazes.
(ver item 4.1.);
5.7. A união de pessoas do mesmo sexo não constitui 2. Estão sujeitos à curatela:
união estável, porém produz efeitos jurídicos no campo 2.1. Aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental,
do direito obrigacional. não dispuserem do necessário discernimento para os atos
5.8. A união estável é fato social e jurídico (ato jurídico), da vida civil;
que produz efeitos no campo do Direito de Família; o ca- 2.2. Os que, por outra causa duradoura, não puderem exprimir
samento é fato social e jurídico (negócio jurídico), que pro- a sua vontade;
duz efeitos no campo do Direito de Família; o concubinato 2.3. Os deficientes mentais, os ébrios habituais e os viciados
(impuro) é fato social e jurídico (ato jurídico), que produz em tóxicos;
efeitos apenas no campo do direito obrigacional; 2.4. Excepcionais sem completo desenvolvimento mental;
5.9. Súmula 382 do STF: “A vida comum sob mesmo 2.5. Pródigos.
teto, more uxório, não é indispensável à caracterização
do concubinato”. 3. Espécies: além dos maiores incapazes (pessoas que, por
Link Acadêmico 9 enfermidade ou deficiência mental, não tiverem, ou tiverem

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