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PRÁTICA DE

PROCESSO
PENAL

1.8. Princípio da oficialidade: segundo o qual os órgãos de Janeiro e que abrange os seguintes estados: RJ e
PRINCÍPIOS GERAIS da persecução penal devem ser oficiais. Podemos citar ES; iii) Tribunal Regional da 3 Região, com sede em
DO PROCESSO PENAL ainda o princípio da imparcialidade, que necessariamen- São Paulo, abrangendo os estados de SP e MS; iv)
te implica na lógica de que para se ter uma justiça límpida Tribunal Regional da 4 Região, com sede em Porto
1. Introdução: é impossível estudar verticalmente o e cristalina, deve o juiz ser imparcial, mantendo-se equidis- Alegre e que abrange os estados do RS, SC e PR; v)
direito processual penal, sem termos noção de quais tante das partes. Tribunal Regional da 5 Região, com sede em Recife,
sejam os seus princípios norteadores: 1.9. Princípio do duplo grau de jurisdição: segundo o abrangendo os estados de AL, CE, PB, PE, RN e SE.
1.1. Princípio do devido processo legal: do qual qual as decisões monocráticas podem ser revistas pelos
retira-se o comando de que não há pena sem o devido Tribunais competentes, não estando presente, no entanto, 3. Tribunais Superiores: são 2: a) Supremo Tribunal
processo, ou seja, nulla puena sine judicio. No direito quando do julgamento de crimes cuja competência seja Federal, cuja competência está definida no art. 101 da
brasileiro o princípio constitucional insculpido no art. originária dos tribunais. CF; b) Superior Tribunal de Justiça com a competên-
5º, inciso LIV da CF deve ser aplicado, inclusive, aos 1.10. Princípio da identidade física do juiz: pelo qual cia prevista no art. 105 da CF.
procedimentos administrativos, não podendo se venti- entende-se que o juiz que sentencia deve ser o mesmo
lar sobre sua inexistência quando suprimidas algumas que preside a instrução criminal que a partir da entrada LINK ACADÊMICO 2
fases processuais, como ocorre na Lei 9.099/95. em vigor da Lei x passou a ser observado no processo
Sendo o Brasil adepto ao sistema acusatório, no qual penal. INQUÉRITO POLICIAL
o julgador não pode agir de ofício, é também princípio LINK ACADÊMICO 1
a afirmativa de que não há pena sem ação, cabendo 1. Características: a) peça informativa de natureza
tal mister, em regra, ao Ministério Público. administrativa; b) dispensável, pois, se o MP en-
1.2. Princípio do juiz natural: segundo o qual o jul- REGRAS DE COMPETÊNCIA tender possuir provas suficientes, poderá denunciar,
gador deve ser competente para apreciar a ação, sen- Estas regras determinam qual será o órgão judicial respon- conforme artigo 27 do CPP, independentemente da
do vedada a criação de juízo ou tribunal de exceção, sável pelo julgamento de determinado processo. Desta existência de IP; c) peça escrita, conforme enuncia
que são aqueles criados após o cometimento de um forma, necessário verificar como se distribui a organização o artigo 9º do mesmo Diploma; d) sigiloso segundo o
crime determinado. judiciária que está assim dividida: a) Justiça Especial, artigo 20 do CPP, porém, não se dando dito sigilo às
1.3. Princípios do contraditório e da ampla defesa composta pelas Justiças Eleitoral, Militar e do Trabalho; b) partes e aos seus advogados, conforme assegurado
- art. 5º, inciso LV: donde resta assegurado aos liti- Justiça Comum que abrange a Justiça Estadual e a Justi- pelo EOAB; e) inquisitivo o que indica ser incompa-
gantes, em processo judicial ou administrativo a mais ça Federal. tível com o contraditória e a ampla defesa, falando-
larga possibilidade de se produzir provas , com todos se, como já salientado, em contraditório diferido ou
os meios e recursos inerentes. É bom ressaltar, no 1. Justiça Especial: a) Justiça Eleitoral – art. 121 da postergado. Para melhor expor, bom lembrar que no
entanto, que apesar de ser imprescindível o respei- CF: julga crimes eleitorais e conexos. Se houver conexão IP são colhidas, por exemplo, as provas cautelares
to ao contraditório, pode haver medidas cautelares, entre crime eleitoral e homicídio doloso, entende-se ser (provas periciais) e nessas provas pode haver a ne-
como, por exemplo, a produção de provas cautelares competente a Justiça Eleitoral para julgar os dois delitos; cessidade de se preservar o contraditório; ele existirá,
(perícias policiais, interceptação telefônica, etc), nos b) Justiça Militar – arts. 124 e 125 da CF: julga os crimes porém só poderá ser arguido quando da ação penal,
quais possa restar prejudicado, momentaneamente, o militares cometidos exclusivamente por policiais militares naquilo que já citamos e é conhecido por contraditó-
respeito a dito princípio. Nesses casos, o contraditório e que estejam previstos no Código Penal Militar, sem, no rio diferido ou postergado. f) Deve ser observado
é adiado para que a defesa, oportunamente e no de- entanto, julgar os que lhe sejam conexos. São casuísmos: também no IP o princípio da legalidade eis que to-
correr do processo, valha-se do mesmo. Este instituto i) crime cometido com viatura: se a vítima for civil, com- dos os seus atos deverão ser pautados pela lei.
é denominado de contraditório diferido ou poster- petente é a Justiça Comum; se a vítima for militar, com-
gado, existente no âmbito dos inquéritos policiais. petente é a Justiça Militar; ii) uso de arma da corporação: 2. Início: pode ser iniciado de diversas formas: a)
1.4. Princípio da presunção de inocência - art. 5º, Justiça Militar é competente; iii) militar que comete crime ação penal pública incondicionada: i) por portaria
inciso LVII da CF: o qual prefiro denominar, como exclusivamente previsto no CP competente é a Justiça Co- do delegado; ii) por auto de prisão em flagrante delito;
muitos outros, como princípio da presunção de não mum; iv) crime doloso contra a vida cometido por miliciano: iii) por requisição de juiz ou do membro do ministério
culpabilidade, segundo o qual ninguém será consi- competente é a Justiça Comum, ou seja, Tribunal do Júri (§ público; iv) por requerimento da vítima. Lembre-se que
derado culpado até o trânsito em julgado de sentença 5º do art. 125 da CF). a requisição é imposição, ordem; requerimento é
penal condenatória, princípio essse referendado, in- Nota: Súmula 90 do STJ: compete à Justiça Estadual um pedido, solicitação. b) ação penal pública con-
clusive, no art. 8º, inciso II, da Convenção Americana Militar processar e julgar o policial militar pela prática do dicionada: i) por representação da vítima (“delatio cri-
Sobre os Direitos Humanos. Lembremos, no entanto, crime militar, e à Comum pela prática do crime comum si- minis postulatória”), ou seja, a vítima representa, so-
que tal princípio não afasta eventual ocorrência de multâneo àquele. licita a abertura do inquérito policial, autorizando não
prisão cautelar, desde que o juiz fundamente a neces- só as investigações como a propositura de eventual
sidade de tal prisão. 2. Justiça Comum: a) Justiça Federal – art. 109 da CF: ação penal; ii) por requisição do ministro da justiça:
1.5. Princípio da verdade real – art. 475, CPP: julga os crimes praticados contra a União ou contra suas a requisição é encaminhada ao MP, que poderá ofe-
segundo o qual há no processo penal liberdade na autarquias e demais hipóteses dispostas no artigo 109 da recer denúncia se presentes provas bastantes, caso
produção de provas para a comprovação da verda- CF. Casuísmos: i) se por exemplo houver crime de roubo contrário, requisitará abertura de inquérito policial. Se
de. Atente-se que essa liberdade é relativa, tendo em praticado contra a CEF ou o Banco do Brasil, a competên- não formar a sua opinião sobre o crime, não está o
vista que não se tolera a utilização de provas ilícitas cia será da Justiça Federal; ii) a competência para julgar promotor de justiça obrigado a denunciar, sendo tal
(v.g., torturas) ou provas ilegítimas (v.g., violação de crimes políticos(em sentido estrito), também é da Justiça requisição considerada como mera autorização e con-
direito processual. Federal iii) crime cometido a bordo de navio ou aeronave dição de procedibilidade para a “persecutio” de crimes
1.6. Princípio da obrigatoriedade: traz o comando que não seja militar é de competência da Justiça Federal; que a exigirem. c) ação penal privada: o inquérito se
de que, o O mp na nos crimes de ação penal pública, iv) se o delito a bordo destes meios de transporte for homi- iniciará por requerimento exclusivo da vítima (art. 30
é obrigado a agir. Neste sentido, bom lembrar que com cídio doloso, competente será o Tribunal do Júri Federal. A CPP), que deve se dar no prazo de 6 meses a contar
o advento da lei 9.099/95, em seu artigo 76, criou-se Justiça Federal também é competente para julgar o tráfico da ciência de quem seja o autor do fato, sendo dito
uma exceção a esta regra, mitigando-se a aplicação internacional de entorpecentes; b) Justiça Estadual: seu prazo decadencial.
desse princípio, pois tal regramento criou e possibi- caráter é residual e desta forma, todas as matérias não
litou o instituto da transação penal, mesmo em se estudadas até agora, são da competência da justiça co- 3. Indiciamento: é a atribuição de um fato definido
tratando de crimes de ação penal pública. Importante mum estadual. Portanto, tudo o que não for crime eleitoral, a uma determinada pessoa, que tem por conseqü-
aqui lembrar que, na ação penal privada, o princípio é militar ou federal é da competência da justiça estadual. ências: a) transformar o suspeito em indiciado; b)
exatamente o oposto, qual seja, o da oportunidade, submetê-lo a identificação criminal e datiloscópica; c)
podendo a parte interessada(pretenso querelante), ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA identificá-lo fotograficamente. d) sujeitar o indiciado
optar pela propositura ou não da ação penal; se não ao interrogatório. Recorde-se que a partir da CF/88,
propuser precluso estará o seu direito. 1. Justiça Estadual: dividi-se em: a) juízes de primeira a pessoa que é identificada civilmente (RG), não está
1.7. Princípio da indisponibilidade – art. 42 do CPP: instância, os quais atuam nas comarcas; b) Tribunais de sujeita a identificação criminal de qualquer espécie,
segundo o qual, após o recebimento da denúncia, o Justiça que representam a segunda instância. Cada Esta- salvo quando a lei assim determine expressamente,
promotor não mais pode desistir da ação penal. Toda- do da federação possui um Tribunal de Justiça. como ocorre na lei 9.034/95, Lei do Crime Organi-
via, criou-se uma exceção com a lei 9099/95, instala- zado, bem como quando houver suspeita sobre a
da no art. 89 da Lei, na qual prescreve-se que o MP, 2. Justiça Federal: divide-se em: a) juízes federais de identificação apresentada. Do mesmo modo, lembre-
ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão primeira instância; b) Tribunais Regionais Federais dis- se que o indiciamento quando arbitrário pode ser en-
condicional do processo nas condições lá especifica- tribuídos da seguinte maneira: i) Tribunal Regional da 1 frentado por HC, no qual se busque o trancamento
das. Do mesmo modo, não se ignore que nas ações Região, com sede Brasília e que abrange os seguintes do procedimento. Ao indiciado menor (18 a 21 anos),
penais privadas, o princípio é o da disponibilidade, estados: AC, AM, RO, RR, PA, MT, TO, MA, PI, GO, BA e mesmo com o advento do novo Código Civil, deverá
segundo o qual pode o querelante dispor da ação pe- MG; ii) Tribunal Regional da 2 Região, com sede no Rio ser dado curador, segundo artigo 15 do CPP, eis que
nal caso seu perdão seja aceito pelo querelado.

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a lei processual penal não fora revogada. Alguns dou- dido deverá ser formulado sempre que se identificar: a) te nº _________, por seu defensor abaixo assinado
trinadores entendem que houve revogação tácita e ocorrência da prisão fora das hipóteses legais; b) vício na (procuração em anexo), vem á presença de Vossa
acolhendo tal entendimento, na prática, muitos juízes elaboração do auto de prisão em flagrante. Excelência, requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO
vem dispensando a presença de tal curador. A meno- EM FLAGRANTE, com fundamento no art. 5º, LXV,
ridade deve ser a existente na data do interrogatório. 2. Conceito de prisão em flagrante: subsume-se na cap- da Constituição Federal, pelas razões que passa a
Qualquer pessoa maior e capaz pode ser curador, não tura do autor do crime na hora em que o delito está acon- expor:
necessitando ser advogado. Todavia, é de bom tom tecendo ou acabou de acontecer, quando for perseguido (pular 1 linha)
que não se nomeie policial como curador. A função ou ainda quando encontrado com instrumentos do crime 1. Dos Fatos
desse curador é fiscalizar a legalidade do interrogató- (art. 302 do CPP). A prisão em flagrante é uma espécie de O requerente foi preso em
rio. A falta de curador configura irregularidade do ato. prisão cautelar, que não requer ordem escrita, e só pode flagrante, pois teria infringido no art. 155, “caput’ do
Entretanto, se a falta se deu quando da prisão em fla- ser mantida enquanto necessária. Qualquer pessoa tem Código Penal, ao subtrair a bolsa da vítima “B”, no
grante, esta se torna ilegal, devendo o juiz relaxá-la. a faculdade para prender em flagrante delito, enquanto a dia 10 de julho de 2008, razão pela qual encontra-se
Vindo o indiciado a falsear a sua idade, não poderá autoridade e seus agentes estão obrigadas. Trata-se de preso na delegacia de polícia desde o dia dos fatos.
alegar tal fato para caracterizar a nulidade do ato, já ato compulsório. Em princípio, qualquer pessoa pode ser (pular 1 linha)
que não se pode alegar a própria torpeza, responden- presa em flagrante, salvo: a) Presidente da República; b) 2. Do Direito
do ainda o indiciado pelo crime de falsidade ideológi- representantes diplomáticos estrangeiros; c) quem presta Excelência, não há razão
ca. O índio, em regra, precisa de curador, sendo ou socorro à vítima (CTB); d) quem se apresenta espontane- para a manutenção da prisão do requerente. Isto
não adaptado à civilização, sendo este normalmente amente à autoridade; e) o autor de crimes capitulados na porque, a prisão que a ele foi imposta não atendeu
um representante da FUNAI. lei 9.099/95. aos requisitos legais previstos no art. 302 do Código
de Processo Penal e que exige tenha sido o agente
4. Incomunicabilidade – art. 21 do CPP: poderá se 3. Natureza jurídica: a) quando da captura, ser ato ad- preso durante a prática do crime ou, logo após co-
dar por até 3 dias, sendo que somente o juiz pode ministrativo, pois se está retendo uma pessoa; b) após a metê-lo. Além disso, o requerente não foi perseguido
decretar esta situação. Entretanto, ao advogado é lavratura do auto de prisão, ser prisão processual. em circunstâncias que se fizessem presumir ser ele o
permitido o direito de livre acesso ao seu cliente, mes- Nota: nos crimes capitulados pela lei 9099/95 não se lavra autor da infração, nem foi encontrado com objetos do
mo preso e incomunicável. Duas correntes ainda se flagrante, mas sim termo circunstanciado, salvo se o autor crime.
debatem sobre a constitucionalidade ou não do artigo do crime se recusar a comparecer em juízo. (pular 1 linha)
21 do CPP. Uma delas entende ser constitucional, Ao contrário, o requerente foi
pois tal artigo foi recepcionado pela CF/88; a outra, en- 4. Restrições à prisão em flagrante: a) parlamentares, preso 3 dias depois do fato a ele imputado, quando re-
tende ser inconstitucional, tendo por fundamento o artigo juízes e promotores só podem ser presos por crime ina- tornava do trabalho e chegava na casa de seus pais,
136, § 3º da CF/88 que vela não haver incomunicabilidade fiançável; b) advogado que cometa crime no exercício da não havendo nada que o ligue a cena do crime.
no estado de sítio; assim, se não é permitido numa situa- sua profissão só pode ser preso por crime inafiançável; c) (pular 1 linha)
ção especial como o estado de sítio, quanto mais não se crime cometido em legítima defesa: lavra-se o flagrante e Ainda que se pudesse presu-
permitir em momentos ordinários. o juiz concede a liberdade provisória; d) flagrante em cri- mir ser ele o autor do crime, em razão de algum ob-
me de ação privada ou pública condicionada é possível a jeto ter sido encontrado com ele, o que não ocorreu,
5. Relatório Final: o inquérito policial será finalizado com prisão, porém o recolhimento depende de manifestação a prisão não foi realizada segundo o previsto no art.
o relatório feito por seu presidente, a autoridade policial. de vontade da vítima. O querelante tem 5 dias para apre- 302 do Código de Processo Penal, fato que impõe o
Assim, o delegado relata todo o havido no procedimento, sentar a queixa-crime e manter o réu na prisão. Fora este relaxamento da prisão cautelar.
percebendo-se nalgumas vezes, inclusive a classificação caso, o prazo para a propositura da queixa é de 6 meses. (pular 1 linha)
jurídica para o delito investigado, sendo que esta classifi- Só caberá prisão em flagrante pela prática de contraven- Neste sentido é a jurispru-
cação, se existir, não vincula nem o juiz e nem o MP; o ção penal se o autor se recusar a assumir o compromisso dência dos Supremo Tribunal Federal: “....................
delegado para concluir o IP e entregar o relatório tem de comparecer em juízo. .................................................................”.
o prazo de 10 dias, se preso o indiciado e 30 dias, se (pular 1 linha)
solto. Estando o indiciado solto, pode o delegado requerer 5. Espécies de prisão em flagrante – art. 302 do CPP: a) No mesmo sentido, ensina o
a dilação do prazo do IP, sendo o juiz a autoridade compe- flagrante próprio ou verdadeiro – art. 302, I e II do CPP: doutrinador___________:
tente para deferi-la. Entretanto, se o indiciado está preso, ocorre quando o crime está sendo cometido ou acabou de “..................................................................................
não há possibilidade de dilação do mesmo, pois se há ra- acontecer. O crime permanente admite prisão em flagran- ...”.
zão para a prisão, há razão para a denúncia. te, pois ele se protrai no tempo; b) flagrante impróprio ou
5.1. Devolução do Inquérito – art. 16 do CPP: o MP quase-flagrante – art. 302, III do CPP: quando o agente (pular 1 linha)
poderá devolver o IP à autoridade policial, caso entenda é perseguido logo após o crime. A perseguição deve ser 3. Do Pedido
faltar diligências imprescindíveis para o oferecimento da ininterrupta, não havendo limites para ocorrer o flagrante, “Ex positis”, requer o relaxa-
denúncia; em recusando o juiz a devolução daquele, cabe seja temporal ou territorial, salvo se preso no estrangeiro; mento da prisão em flagrante imposta ao requerente,
correição parcial, pois a persecução é do MP e não do c) flagrante presumido ou ficto – art. 302, IV do CPP: expedindo-se o competente alvará de soltura clausu-
magistrado. ocorre quando o criminoso é encontrado logo após com lado em seu favor, por ser medida de JUSTIÇA!
instrumentos do crime, arma do crime etc. A expressão (pular 1 linha)
6. Arquivamento – arts. 17 e 18 do CPP: a autoridade “logo depois” configura conceito jurídico indeterminado, Nestes Termos,
policial não pode arquivar o inquérito. Afirme-se que o ar- não havendo regra na jurisprudência a respeito. Depende Pede deferimento.
quivamento só ocorrerá se o MP requerê-lo fundamenta- da interpretação do magistrado da causa; e) flagrante pre- (cidade), __, de
damente, cabendo ao juiz determinar o seu arquivamento. parado ou provocado ou crime de ensaio: dá-se quando ___, de ____
Destaque-se que dependendo do fundamento utilizado o agente é levado ardilosamente a cometer o delito, sendo ________________________
pelo julgador para o arquivamento, sua decisão transitará o mesmo ilegal; f) flagrante esperado: sabe-se com an- OAB/______nº____________
ou não em julgado. Transitará se o fundamento foi de, v.g., tecedência que o crime será praticado; em conseqüência,
ser o fato atípico ou estar prescrita a pretensão. Mas regra espera-se a ação e lavra-se o flagrante, sendo o mesmo le- LIBERDADE PROVISÓRIA
geral, o arquivamento não faz coisa julgada, podendo a gal; g) flagrante forjado: é o fabricado, construído; h) flagrante
qualquer momento ser reaberto, segundo artigo 18 do prorrogado ou retardado ou ação controlada: a autoridade 1. Conceito: Esta disciplinada nos arts. 321 e se-
mesmo diploma, desde que surjam novas provas. Neste policial pode aguardar o momento mais oportuno para efetuar o guintes do CPP. É a liberdade sob condições. É su-
sentido é a Súmula 524 do STF. flagrante (previsto pela lei do crime organizado). cedâneo, que indica desnecessidade da prisão. Tem
Importante não olvidar que não cabe recurso contra a de- natureza jurídica de causa suspensiva da eficácia da
cisão que determinou o arquivamento do IP. 6. Requisitos formais do flagrante: a) lavratura do auto prisão anteriormente ocorrida. Ela pode ser concedi-
Caso o magistrado não concorde com o pedido de arqui- imediatamente, logo que possível; b) formalizado pela au- da com ou sem fiança. a) liberdade provisória sem
vamento do IP, poderá remetê-lo para o Procurador Geral toridade policial. Juiz e Promotor não presidem flagrante; c) fiança: tem por pressuposto a prisão em flagrante.
de Justiça (artigo 28 do CPP). Insistindo este no arquiva- oitiva do condutor; d) interrogatório, se possível; e) assinatu- Quando se trata de prisão preventiva, deve o ad-
mento, só resta ao juiz arquivá-lo, pois a decisão do PGJ ra de todos os participantes. O menor infrator não será preso vogado pedir revogação da prisão e não liberdade
vincula o magistrado. em flagrante, mas sim, apreendido em estado de flagrância provisória. Não cabe liberdade provisória no caso de
Havendo pedido de arquivamento de IP em crime de com- (lembre-se que o menor não comete crimes, mas atos infra- prisão civil e administrativa. Somente o juiz pode con-
petência originária de tribunal, não se fala em aplicação do cionais). Concluído o flagrante, em regra, o preso é recolhido ceder esta liberdade provisória, ouvindo o MP. Desde
artigo 28 do CPP. ao cárcere, salvo nos casos de: i) fiança; ii) direito de livrar- que preenchidos os requisitos legais, a liberdade em
Do mesmo modo, não há que se falar em pedido de arqui- se solto; iii) quando não resultar das respostas, fundada tela é um direito do preso. Indeferido o pedido, cabe
vamento de IP de ação penal privada. Neste caso, o que suspeita contra o conduzido (art. 304 CPP). “habeas corpus” ou recurso em sentido estrito. Sendo
acontece realmente é a renúncia da vítima, extinguindo a 6.1. Falta dos requisitos essenciais: torna a prisão ile- deferida também caberá o recurso em sentido estrito.
punibilidade do infrator. gal, devendo o juiz relaxa-la imediatamente. O magistrado A liberdade provisória sem fiança pode ser conce-
Bom destacar brevemente que a presidência de IP contra pode relaxar a prisão e no ato seguinte decretar a prisão dida quando: i) há a presença de uma das causas de
magistrado será exercida por um desembargador; preso o preventiva do indiciado. Em regra, para a lavratura do fla- exclusão da ilicitude (art. 310, “caput”, do CPP); ii)
juiz em flagrante, devem ser levados este e o IP ao TJ. No grante não há necessidade de exame pericial, salvo no ausentes os requisitos da prisão preventiva (art. 310,
caso de promotor de justiça, o PGJ ou procurador desig- caso de drogas. A nota de culpa é o documento escrito parágrafo único do CPP); iii) réu for pobre e não pu-
nado é quem exercerá a presidência do IP. onde se explica o motivo da prisão. Deve a nota de cul- der prestar fiança (art. 350 do CPP). Lembre-se que
Sendo indiciado delegado de polícia, a presidência do IP pa ser elaborada no máximo em 24 horas, entregando-se o relaxamento pressupõe ilegalidade e não desne-
será exercida por outro delegado de categoria superior. uma cópia ao preso. A falta de nota de culpa torna a prisão cessidade da prisão. Os crimes de sonegação fiscal
Pragmaticamente, como já dito anteriormente, tem cabi- ilegal. Pode a autoridade presenciar o fato e lavrar o fla- e os delitos contra a economia popular não podem
mento a impetração de H.C. para trancar I.P. grante (art. 307 CPP). ter liberdade sem fiança, pois esta deve ser sempre
Nos crimes de menor potencial ofensivo (juizados espe- com garantia. Atente-se para não confundir liberdade
ciais criminais) o inquérito policial é dispensado, prevendo MODELO DE RELAXAMENTO provisória com o direito de se livrar solto. Este direito
a lei 9099/95, em seu artigo 69, a confecção do termo apresenta-se no art. 321 do CPP; b) liberdade provi-
circunstanciado. No entanto, caso haja complexidade nos DA PRISÃO EM FLAGRANTE sória com fiança: trata-se de uma garantia real, con-
fatos, pode a autoridade policial preferir o IP ao TC. sistente num depósito em dinheiro, pedras preciosas,
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara títulos da dívida pública e etc., em favor da União. Seu
PEÇAS CABÍVEIS NA FASE da Comarca de _____ do Estado de ___. pressuposto é uma prisão ocorrida ou na iminência de
DO INQUÉRITO POLICIAL (pular 5 linhas) ocorrer. A prisão em flagrante e a derivada de senten-
“A”, (nacionalidade), (estado ci- ça condenatória, admitem fiança. Não cabe para as
1. Relaxamento da prisão em flagrante: este pe- vil), (profissão), portador do R.G. nº____, inscrito no CPF prisões preventivas e temporárias, tampouco para os
sob o nº _____, (endereço), no auto da prisão em flagran-

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crimes hediondos e equiparados. A fiança é um direi- 2. Características: a) ser um direito público: visa apli- é ordem, não vinculando o promotor de justiça, o qual
to do preso, desde que preenchidos todos os re- car o direito penal, o qual é ramo do direito público; b) pode, livremente, formar a sua “opinio delicti”. A requi-
quisitos legais, tendo dupla finalidade: i) garantir a ser um direito subjetivo: porque pertence a alguém, sição do MJ, tal qual a representação do ofendido não
liberdade; ii) assegurar o pagamento das custas, tem um titular, que é o MP ou o ofendido em certo passa de mera autorização, tendo a mesma natureza
da multa e da indenização. Além disso, poderá casos; c) ser um direito abstrato: não depende da desta, qual seja, instituto de direito processual - con-
prestada até o trânsito em julgado da sentença procedência ou improcedência do pedido; d) ser um dição de procedibilidade. O MJ pode por analogia
ou mesmo durante o IP. De acordo com a Súmu- direito determinado (ou específico): já que trata-se de (posição doutrinária) se retratar, mas desde o faça até
la 81 do STJ, na hipótese de concurso material, um direito coligado sempre a um fato concreto. o oferecimento da denúncia. Se houve requisição do
devem as penas mínimas serem somadas para a MJ somente contra um dos autores, o MP não pode
concessão da fiança. O afiançado tem obrigação 3. Condições de procedibilidade da ação penal: a) oferecer a denúncia. Neste caso deve o “Parquet” fis-
de comparecer a todos os atos judiciais, não mu- genéricas: são as sempre exigidas para o exercício do calizar o princípio da indivisibilidade, ou seja, deverá
dar de residência, sem comunicação prévia ao juiz direito da ação. São elas: i) possibilidade jurídica do pedi- oficiar ao Ministro já citado par que diga contra quem
ou. não se ausentar por mais de 8 dias de sua do: aquilo que se pede (condenação) deve se referir a um deseja representar. Se o mesmo renunciar contra um,
residência. Descumprida uma dessas obrigações, fato típico; ii) legitimidade ad causam: no processo penal esta vale para todos os autores do crime, tal qual
a fiança será considerada quebrada. A perda da a titularidade é, em regra, do MP (na ação pública) ou do ocorre com a representação.
fiança ocorre quando o réu é condenado e não se ofendido, em certos casos (ação penal privada); no pólo 4.2. Ação Penal Privada: promovida pelo próprio
apresenta à prisão; A cassação da fiança se dá passivo deve figurar exclusivamente o sujeito ativo da in- ofendido ou o seu representante legal. Poderá ser
quando ela não era cabível. fração penal, sendo este sempre pessoa física, maior de será deflagrada com o oferecimento da queixa-crime,
18 anos; pessoa jurídica não pode figura no pólo passivo, sendo o autor denominado de querelante e o réu de
MODELO DE REQUERIMENTO exceto em se tratando de crimes ambientais; iii) interesse querelado. A queixa exige os mesmos requisitos da de-
de agir ou interesse processual: o pedido deve ser idôneo, núncia (artigo 41 do CPP), quais sejam: a) oportunida-
DE LIBERDADE PROVISÓRIA sendo este o que tem justa causa (justa causa é a prova de e conveniência: o ofendido opta pela propositura ou
ou probabilidade do crime e de sua autoria. b) específicas: não da queixa-crime. Se ele não quiser, poderá deixar
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ exigidas em determinadas hipóteses, quais sejam: i) repre- decorrer o prazo “in albis”, operando-se a decadência
Vara do Júri da Comarca de ______________ do Es- sentação da vítima; ii) requisição do Ministro da Justiça. ou renunciar ao direito de queixa. b) disponibilidade:
tado de _________________. Rejeitada a denúncia por falta de requisito específico, esta o ofendido pode abrir mão da ação penal, via perdão
(pular 5 linhas) poderá ser reapresentada, desde que sanada a falta. A di- ou deixar de movimentá-la, ocorrendo a perempção.
“A”, (nacionalidade), (estado ferença entre requisito de procedibilidade e de prosseguibi- c) Indivisibilidade: em caso de concurso de pessoas,
civil), (profissão), portador do R.G. nº____, inscrito no lidade consiste em que aquela deve ser estar presente no deve a ação ser proposta contra todos os autores
CPF sob o nº _____, (endereço), no auto da prisão momento da propositura da ação, enquanto esta é requisi- conhecidos. Se o querelante propõe ação somente
em flagrante nº _________, por seu defensor abaixo to para que a ação tenha prosseguimento. contra um e renuncia quando aos demais, a renúncia
assinado (procuração em anexo), vem á presença de se estende a todos os ofensores (artigo 48 e 49 CPP).
Vossa Excelência, requerer LIBERDADE PROVISÓ- 4. Classificação da Ação Exceção: O perdão concedido a co-autores/partícipes:
RIA SEM FIANÇA, com fundamento no art. 5º, LXVI, 4.1. Ação Penal Pública: se um(ns) aceita(m) e outro(os) não, continuará a ação
da Constituição Federal, pelas razões que passa a a) incondicionada: O MP é quem a propõe, independen- penal contra aquele(s) que recusou(aram) o perdão.
expor: temente de qualquer fato. É o “dominus litis”. Em princípio, d) intranscendência: a ação privada, como a pública,
(pular 1 linha) essa ação é de iniciativa exclusiva do parquet. Todavia, se não pode ultrapassar a pessoa do ofensor. A queixa
1. Dos Fatos ele não a propuser no prazo legal, poderá o ofendido fazê- poderá ser oferecida pessoalmente (se advogado a
O requerente foi preso em lo subsidiariamente, estando revogados assim os artigos vítima) ou por procurador. O advogado é indispensá-
flagrante delito no último dia 10 de julho, pois teria 26 e 531 do CPP; vel à propositura da queixa. Se a vítima for pobre, o
infringido no art. 155, “caput” do Código Penal, ao a1) Princípios da ação penal pública incondicionada: i) magistrado nomeará advogado dativo/defensor públi-
subtrair a bolsa da vítima “B”, no dia 10 de julho de oficialidade: o MP é órgão oficial e responsável pela APPI; co. Esse profissional deverá ter poderes especiais. Na
2008, razão pela qual encontra-se preso na delegacia todavia este princípio é relativizado frente a possibilidade procuração deverá constar, expressamente, os pode-
de polícia desde o dia dos fatos. de ação penal privada subsidiária da pública; ii). obrigato- res especiais e um breve resumo dos fatos. Trata-se
(pular 1 linha) riedade ou legalidade formal: o MP, na ação penal públi- de exigência legal.
2. Do Direito ca incondicionada, é obrigado a agir, ou seja, a denunciar O prazo normal para ofertar-se a queixa é de 6 me-
Excelência, não há razão (artigo 24 CPP), não sendo pois um poder discricionário, ses. Na lei de imprensa, cuja aplicabilidade resta
para a manutenção da prisão do requerente, eis que evidentemente se existirem indícios de autoria e prova da suspensa por determinação do STF, o prazo é de 3
não estão presentes os requisitos autorizadores da materialidade; bom notar que a exceção a esse princípio meses. Trata-se de prazo decadencial. Assim, não se
prisão preventiva, pois não há que se falar em ga- está na transação penal (artigo 76, lei 9.099/95), pois ao prorroga, não se suspende e não se interrompe. Com
rantia da ordem pública ou conveniência da instrução MP é possível a proposta de acordo ao invés da ação pe- efeito, se o prazo para propositura da queixa cair num
criminal, nem tampouco há necessidade de assegurar nal. iii) indisponibilidade: a ação não pode ser disposta, domingo, deve a vítima procurar um juiz ou o escrivão
a aplicação da lei penal, vez que não há provas do desistida pelo parquet (artigo 42 CPP). Os recursos tam- para apresentá-la. O que importa para demonstrar-
crime e indícios suficientes de autoria. bém seguem este princípio (artigo 576 CPP). A exceção se o cumprimento do prazo é a data do protocolo da
(pular 1 linha) está na suspensão condicional do processo (artigo 89, lei queixa crime. O pedido de abertura de IP não sus-
O requerente é trabalhador, 9.099/95). iv) indivisibilidade: a ação deve ser proposta pende o prazo decadencial citado. Se o prazo está
tem família constituída, residência fixa e não apresen- contra todos os agentes conhecidos; v) intranscendên- vencendo, deve a vítima propor a queixa e requerer
ta qualquer indício de que vá se furtar a aplicação da cia: a ação penal não transcende, não passa da pessoa ao juiz, em sendo necessário, que requisite o IP à
lei penal. do criminoso. autoridade policial.
(pular 1 linha) b) condicionada: promovida pelo MP que, no entanto, de- O CPP prevê a condenação em custas nas ações pri-
Assim, ausentes os requisi- pende da manifestação de vontade da vítima ou do Minis- vadas, sendo ela obrigatória em muitos Estados. O
tos da prisão preventiva, a soltura do requerente se tro da Justiça: i) representação da vítima: é manifestação MP participa da ação privada, na condição de fiscal
impõe no presente caso, pois não há como se justifi- no sentido do desejo de processar. Trata-se de autorização da lei. Poderá aditar a queixa crime para acrescen-
car a manutenção da prisão em flagrante. sem a qual a autoridade policial não pode investigar, tam- tar dados não essenciais (ex. hora do crime, data do
(pular 1 linha) pouco o MP denunciar. Sua natureza jurídica é a de ser crime etc.), sendo a inadmissível que objetive aditar
Neste sentido é a jurispru- condição de procedibilidade; A representação poderá ser para o fim de incluir réu, pois não possui legitimidade
dência: “......................... feita perante a autoridade policial, ao juiz ou ao promotor processual. São suas espécies:
.........................” de justiça. Entretanto, cuidando-se de crime de menor a) exclusivamente privada ou privada propriamen-
(pular 1 linha) potencial ofensivo, que exija representação, esta deve te dita: caso o ofendido venha a falecer, o direito de
No mesmo sentido, ensina o ser feita, exclusivamente, perante o magistrado. O termo queixa passa para o cônjuge, ascendente, descen-
doutrinador___________: circunstanciado da lei 9.099/95 não exige representação dente ou irmão (CADI);
“............................................ da vítima, sendo ele feito “ex officio”. Se a vítima for me- b) personalíssima: falecendo o ofendido, extingue-
.....”. nor de 18 anos a representação compete exclusivamente se a punibilidade do réu, pois a titularidade não é
3. Do Pedido ao seu representante legal; na ausência deste, a pessoa transferida para o CADI (exemplo: artigo 236 do CP).
“Ex positis”, requer a oitiva que detém a guarda do menor; faltando este também, o Aliás, nesta ação, ocorrerá a perempção se a vítima
do ilustríssimo representante do “Parquet”, a conces- curador especial nomeado para tal fim. A emancipação falecer, pois não há transferência de titularidade; se
são da liberdade provisória ao requerente, mediante civil não serve para o processo penal. Por fim, lembre-se falecer antes de a ação ser intentada, não poderá a
assinatura do termo de comparecimento, expedindo- que ao completar 18 anos, é devolvido a vítima o prazo de mesma ser distribuída;
se o alvará de soltura clausulado em seu favor, por ser 6 meses para representar, se evidentemente não o feito c) subsidiária da pública – art. 29 do CPP: só terá
medida de JUSTIÇA! por seu representante legal. A representação não vincula cabimento quando ocorrer inércia injustificada do MP.
(pular 1 linha) o MP, já que pode livremente formar a sua “opinio delicti”. Se este pedir o arquivamento não cabe a ação subsi-
Nestes Termos, A retratação da representação será possível até o ofere- diária. O prazo para a sua propositura é de 6 meses
Pede deferimento. cimento da denúncia (artigo 25 CPP). Lembre-se que em (prazo impróprio). Assim, se a vítima não interpõe a
(cidade), __, de se tratando de violência doméstica(Lei Maria da Penha), queixa, o MP continua podendo interpô-la. Não se fala
___, de ____ a retratação somente poderá ser feita perante o juiz, em em renúncia, perempção e perdão quanto a ação for
________________________ audiência designada para esse fim. Pode também se falar subsidiária. Se a vítima a propor, o MP poderá intervir
OAB/______nº____________ em retratação da retratação da representação, desde que com os seguintes poderes: i) repudiar a queixa, pro-
feita a segunda retratação dentro do prazo decadencial de pondo a competente denúncia substitutiva; ii) aditá-la;
Nota: o pedido de liberdade provisória também é ca- 6 meses. Em havendo concurso de agentes não poderá a iii) fornecer provas; iv) interpor recursos; v) reassumir
bível depois de oferecida a denúncia ou queixa. vítima escolher quem representará. Lembremos que se a o pólo ativo da ação se houver desídia do querelante.
vítima persistir quanto a uma só representação, o promotor
LINK ACADÊMICO 3 não poderá denunciar apenas um ou alguns dos agentes DENÚNCIA
ante o princípio da indivisibilidade da ação penal. Assim, 1. Conceito: é a peça processual que inicia a ação
AÇÃO PENAL haverá renúncia da vítima em favor de todos os réus, mes- penal pública (art. 40 do CPP), sendo que o recebi-
1. Conceito: não há pena sem processo, tam- mo tendo representado contra um deles. Não há retratação mento dela inaugura a fase judicial e interrompe a
pouco processo sem ação, eis que como já sa- da renúncia, pois há impeditivo de ordem penal, que é a prescrição (art. 117, I do CP). Recebido o inquérito
lientado, o juiz não pode agir de ofício. O direito declaração da extinção da punibilidade; ii) a ação penal policial, o Promotor de Justiça, se convencido dos
de ação está previsto no artigo 5º, XXXV da CF. pública condicionada à requisição do Ministro da Jus- fatos trazidos pela autoridade policial, formará a sua
Embora também disciplinada no Código Penal, tiça: o termo requisição é impróprio, pois o MP tem vonta- “opinio delicti” e oferecerá denúncia, pois convencido
nos artigos 100 e seguintes, a natureza jurídica de própria. Assim a requisição do Ministro da Justiça não
da ação penal é eminentemente processual.

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da justa causa ou “fumus boni iuris”. nº_____; no art. 581 do CPP trata-se de recurso inominado,
2)____________, residente na Rua_________, nº_____; pois o legislador não lhe emprestou nome. É o recur-
QUEIXA-CRIME 3)____________, residente na Rua_________, nº_____; so mediante o qual, se procede o reexame de uma
1. Conceito: é a petição que inicia a ação penal priva- decisão, nas hipóteses especificadas em lei, possibi-
da (art. 41 do CPP). LINK ACADÊMICO 4 litando ao próprio juízo a quo uma nova reapreciação
1.1. Requisitos da queixa-crime: a) exposição do da matéria, antes da remessa dos autos à instância
fato criminoso em todas as suas circunstâncias:; b) PROCESSO E PROCEDIMENTOS superior. Existem divergências na doutrina e mesmo
qualificação ou identificação do acusado; c) classifi- jurisprudência acerca da taxatividade do rol do art.
cação do crime; d) rol de testemunhas; e) procuração 1. Conceito: Processo é o conjunto de atos processuais 581 do CPP. O STF recentemente adotou o entendi-
outorgada ao advogado, com mandato com poderes que visam a solução de um litígio. Procedimento é a ordem mento de que a enumeração não é taxativa. Parte da
especiais, mencionando o fato criminoso e o nome do dos atos, é a seqüência ordenada dos atos. O processo doutrina entende que a ampliação, contudo, somente
querelado. A falta de qualquer destes requisitos acar- tem como natureza jurídica ser uma relação jurídica trian- terá cabimento para hipóteses assemelhadas, quan-
reta a inépcia da queixa-crime (art. 44 do CPP). gular, porque envolve três sujeitos processuais: autor, juiz do evidente o intuito do legislador em alcançá-las, não
e réu. São características da relação processual: a) ser pú- podendo estender-se às hipóteses que a lei exclui in-
2. Ação Penal nos Crimes contra os Costumes: blica, pois visa a aplicação da lei penal; b) ser progressiva, tencionalmente, por omissão, a hipótese contrária à
o art. 225 do CP prescreve como regra geral que pois o processo deve sempre caminhar para um final; c) decisão expressamente prevista. Além do rol previsto
a ação nestes crimes será privada. No entanto, im- ser autônoma, porque independe da procedência ou não no art. 581 do CPP, há previsão para o cabimento do
portante frisar-se as seguintes exceções: a) vítima do pedido. recurso em sentido estrito em algumas leis extrava-
miserável: a ação penal será pública condicionada 1.1. Pressupostos processuais: poderão ser de: a) de gantes, como por exemplo, na Lei de imprensa(art.
a representação; b) crime cometido pelos pais, tu- existência: i) órgão jurisdicional; ii) pedido; iii) partes 44, § 2º, lei 5.250/67-ora suspensa por decisão do
tor ou curador: a ação penal será pública incondi- (autor e réu). b) de validade: São infinitos, mas como STF) e no Código de Trânsito Brasileiro(art. 294, pa-
cionada; c) crime sexual que resulta lesão grave ou exemplo: i) imparcialidade do Juiz; ii) ausência de litispen- rágrafo único, Lei 9.503/97).
morte: a ação penal será pública incondicionada; dência; iii) ausência de coisa julgada. Tudo o que possa As hipóteses estão no art. 581 do CPP.
d) estupro com violência real: ação penal pública anular o processo é pressuposto de validade.
incondicionada, segundo teor exposto pela Súmula 1.2. Condições da Ação: são: a) possibilidade jurídica do 2. Apelação: art. 593 a 603 do CPP: Recurso inter-
608 do STF. pedido; b) legitimidade das partes; c) interesse de agir. O posto da sentença definitiva ou com força de defini-
processo se inicia com o recebimento da peça acusatória tiva para a segunda instância, com o fim de que se
3. Ação Penal nos crimes contra a honra: regra ge- pelo juiz. proceda ao reexame da matéria, com a conseqüente
ral, a ação nesses crimes é privada. São, no entanto, modificação total ou parcial da matéria. Trata-se de
exceções: a) injúria real com lesão corporal: a ação RITOS PROCESSUAIS recurso amplo, pois em regra, devolve o conhecimen-
penal será pública incondicionada; b) crime contra a to pleno da matéria impugnada. Entretanto, não pode
honra do Presidente da República: requer a requisi- 1. Conceito: determinam a elucidação do problema. A se- o apelante inovar, formulando pedido novo até então
ção do Ministro da Justiça; Atente-se para o fato de qüência dos atos que determina a peça adequada. não discutido na instância inferior. É recurso residual,
que, em regra, o julgamento de tais delitos dar-se-á que só pode ser interposto se não houver previsão
perante os juizados especiais criminais. 2. Classificação dos procedimentos: a) procedimento expressa de cabimento de recurso em sentido estrito
para os crimes de competência originária dos Tribunais: O para a hipótese.
4. Rejeição da denúncia ou queixa – art. 43 do CPP: rito é dado pelas leis 8.038/90 e 8.658/93 e é constituído
a) exordial inepta: quando falta requisito essencial, por: denúncia; defesa preliminar (apresentada antes do re- 3. Embargos De Declaração: Com previsão nos arti-
como, por exemplo, ausência da narrativa dos fatos; cebimento da denúncia); recebimento ou não da denúncia; gos 619 e 620 do CPP, trata-se de recurso interposto
ausência de identificação do réu etc.; b) falta condição o processo então seguirá o procedimento comum para os para o mesmo órgão prolator da decisão, dentro do
de procedibilidade genérica ou específica; c) quanto crimes apenados com reclusão. O órgão competente para prazo de 2 dias, no caso de ambigüidade, obscu-
está extinta a punibilidade do agente; d) quando faltar o julgamento de pessoas com foro por prerrogativa de fun- ridade, contradição ou omissão da sentença. Os
pressuposto processual (exemplo: incompetência). ção é o estabelecido no Regimento Interno de cada Tribu- embargos de declaração não tem caráter infringente
nal (posicionamento do STF). No julgamento originário não do julgado, logo, em regra, não o modificam, não o
MODELO DE QUEIXA-CRIME cabe apelação; somente recurso especial ou extraordinário, corrigem, não reduzem, nem o ampliam. Apenas o ex-
que reexaminará somente o direito, nunca a prova fática; b) plicitam, elucidam e fazem claros seu alcance e seus
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ procedimento dos crimes que não são da competência dos fundamentos.
Vara Criminal da Comarca de ______________. Tribunais. O art. 394 descreve o rito comum ordinário. A lei
(pular 5 linha) de drogas, Tribunal do Júri, crimes militares, eleitorais den- 4. Recurso ordinário constitucional: Previsto nos
“A”, (nacionalidade), (estado tre outros, seguem rito especial. Os arts. 538 e seguintes artigos 102 e 105 da CF. No STF, a fundamenta-
civil), (profissão), portador do R.G. nº____, inscrito no prescrevem o rito sumário para os crimes apenados com de- ção legal exsurge do artigo 102, II, a e b, da CF e
CPF sob o nº _____, (endereço), no auto da prisão tenção. Contravenções penais e crimes de menor potencial artigos 30 a 35 da Lei n. 8.038/90. Neste tribunal o
em flagrante nº _________, por seu defensor abaixo ofensivo seguem o rito previsto na lei 9.099/95 (rito suma- recurso ordinário constitucional será cabível: 1. das
assinado (procuração com poderes especiais em ane- ríssimo), donde se tem previsto os institutos da transação decisões dos Tribunais Superiores que julgarem em
xo), vem á presença de Vossa Excelência, oferecer penal e suspensão do processo. única instância o mandado de segurança, o habeas
QUEIXA-CRIME, em face de ‘B”, com fundamento no data, o habeas corpus e o mandado de injunção, des-
art. 30 do Código de Processo Penal, pelas razões 3. Do procedimento ordinário para os crimes apenados de que denegatórias (art. 102, II, a, CF); assim, não
que passa a expor: com reclusão: Neste procedimento, ter-se-á as seguintes cabe recurso ordinário constitucional para o STF da
(pular 1 linha) etapas: a) peça acusatória: denúncia ou queixa-crime; pode- decisão do STJ que julgar tais remédios denegados
1. Dos Fatos se arrolar até 8 testemunhas; b) recebimento ou rejeição da por Tribunais estaduais ou regionais; 2. das decisões
No dia 10 de julho o quere- peça acusatória: se o juiz a recebe, não precisa fundamentar referentes a crimes políticos, sendo, neste caso, cha-
lante voltava do trabalho para sua casa quando foi (STF e STJ): c) citação; d) interrogatório; e) defesa prévia: mado de recurso criminal ordinário constitucional. No
abordado pelos querelados ao passar junto a um pode-se arrolar até 8 testemunhas; f) oitiva das testemunhas STJ, caberá conforme artigo 105, II, a, b e c, da CF
matagal. Portando uma arma de fogo, os querelantes arroladas pela acusação; g) oitiva das testemunhas arrola- e artigos 30 a 35 da Lei n. 8.038/90: 1. das decisões
obrigaram-no a entrar naquele local e ali o constran- das pela defesa; não pode haver inversão na colheita dos denegatórias de habeas corpus, proferidas em única
geram a praticar atos libidinosos diversos da conjun- testemunhos. Mas, se houver, tem-se dita nulidade como ou última instância, pelos Tribunais Regionais Fede-
ção carnal. relativa. h) artigo 499: diligências; i) artigo 500: alegações rais, ou pelos Tribunais dos Estados e Distrito Federal
(pular 1 linha) finais; lembremos que não deve o juiz sentenciar sem ale- (art. 105, II, a, CF); 2.das decisões denegatórias de
Instaurado inquérito policial, gações finais, pois será nulo o processo. O art. 500 do CPP mandado de segurança, proferidas em única instância
foram colhidas todas os elementos necessários para é fundamental para a ampla defesa (posição majoritária). pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais
a propositura da presente ação penal privada. Também não pode haver renúncia das alegações finais. Se dos Estados e do Distrito Federal (art. 105, II, b, CF);
(pular 1 linha) o advogado não apresenta alegações finais, nomeia-se um 3. das decisões proferidas em causas em que forem
dativo; j) sentença. partes Estado estrangeiro ou organismo internacional
2. Do Direito de um lado, de outro, município ou pessoa residente
Excelência, de acordo com RECURSOS ou domiciliada no país (art. 105, II, c, CF). No STF,
os fatos narrados não resta dúvida de que os querela- o processamento do RO em HC está regulado pelos
dos praticaram o fato tipificado no art. 214 do Código 1. Conceito e natureza jurídica dos recursos: para uma artigos 310 a 312 do regimento interno do STF e o
Penal, o qual restou demonstrado no laudo de exame parte dos estudiosos, a natureza jurídica dos recursos é referente ao mandado de segurança pelos arts. 247 e
de corpo de delito (fls.). ser um desdobramento do direito de ação que vinha sen- 248 do referido regimento. No STJ, o processamento
(pular 1 linha) do exercido até a decisão proferida; para outros, trata-se do recurso ordinário constitucional em HC está regu-
3. Do Pedido de ação nova dentro do mesmo processo; há ainda quem lado pelos artigos 244 a 246 do regimento interno do
“Ex positis”, requer seja re- entenda tratar-se de qualquer meio destinado a obter a re- STJ e o referente ao mandado de segurança pelos
cebida a presente queixa-crime, prosseguindo-se nos forma da decisão, quer se trate de ação como nos recursos artigos 247 e 248 do referido regimento.
termos do art. 394 e seguintes do Código de Processo voluntários, quer se cogite de provocação da instância su-
Penal, até final sentença condenatória, como incurso perior pelo juiz que proferiu a decisão, como nos recursos 5. Agravo em execução penal: Prevê o artigo 197
no art. 214 do Código Penal. de ofício. A corrente predominante é a de que a natureza da Lei 7.210/84: “Das decisões proferidas pelo juiz
(pular 1 linha) do recurso é: “aspecto, elemento ou modalidade do próprio caberá recurso de agravo, sem efeito suspensivo”.
Nestes Termos, direito de ação e de defesa” (Grinover, Gomes Filho, Fer- Percebe-se que o legislador não atribuiu um nome
Pede deferimento. nandes, 1996, p. 32). a este recurso, a exemplo da apelação, da Carta
(cidade), __, de Testemunhável, dos Embargos, etc., limitando-se a
___, de ____ LINK ACADÊMICO 5 dizer que das decisões proferidas pelo juiz na exe-
________________________ cução penal é cabível agravo. Mais do que não lhe
OAB/______nº____________ RECURSOS EM ESPÉCIE emprestar um nome próprio, o legislador foi omisso
(pular 1 linha) no tocante ao procedimento a ser adotado para tal re-
Requer, ainda, sejam ouvi- 1. Recurso em sentido estrito: art. 581 do CPP: Recur- curso. São legitimados para interpo-lo o sentenciado
das as testemunhas constantes no rol abaixo: so, em sentido amplo, é todo meio de defesa pelo qual se ou seu representante legal, por meio do seu defensor
(pular 1 linha) impugna uma decisão. Porém, no sentido estrito da pala- constituído ou dativo, quando a decisão lhe causar
Rol de testemunhas: vra, é todo remédio jurídico processual que visa o reexa- gravame. Também possui legitimidade e interesse o
1)____________, residente na Rua_________, me, por um órgão jurisdicional superior, de uma determina- MP, se suportar prejuízo da decisão proferida pelo ju-
da decisão não transitada em julgado. O recurso previsto

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ízo da Execução Penal, v.g., quando o juiz conceder ao STF manter o primado da Constituição Federal. Não se pedido é possível, desde que haja novas provas ou novos
a progressão de regime ou livramento condicional e o procura ver se o acórdão foi injusto, apenas se a Constitui- argumentos. Só existe revisão pro reo. A revisão criminal é
Ministério Público discordar desta decisão. A Súmula ção foi desautorizada. Tem finalidade de conferir aplicação dirigida ao presidente do tribunal competente.
700 do STF vela que “É de cinco dias o prazo para a uniforme ao direito constitucional, a fim de garantir a auto- 1.1 hipóteses de cabimento da revisão criminal:
interposição de agravo contra decisão do juiz da exe- ridade e a unidade da Constituição Federal. O RE (assim a) quando a sentença contrariou texto expresso de lei
cução penal”. como o Especial) não devolve ao STF (e ao STJ) questões penal (processual ou material); b) quando a sentença
A matéria restou sumulada em razão da ausência de de fato, e sim de direito. Nesse sentido o STF editou a contrariou a evidência dos autos; c) se a sentença teve
expressa previsão legal sobre o prazo para interpor Súmula 279: “Para simples reexame de prova não cabe por fundamento depoimento ou documento comprovada-
o recurso, bem como pela ausência de procedimento recurso extraordinário”. Tem como condições de admissi- mente falso (deve haver prova pré constituída); d) quando
próprio. O recurso deve ser interposto perante o juiz bilidade que: a) a causa tenha sido decidida em única ou surgem novas provas que favoreçam o réu; e) para anular
que proferiu a decisão recorrida, porém devem suas última instância (art. 102, III, da CF): significa que devem o processo.
razões serem endereçadas ao Tribunal competente, ser esgotadas todas as possibilidades recursais ordinárias. Entende-se por teoria da afirmação a necessidade de o
tal como no recurso em sentido estrito. O agravo em Nesse sentido a Súmula 281 do STF: “É inadmissível o re- autor da revisão criminal dever afirmar na inicial uma das
execução, em face da ausência de previsão de proce- curso extraordinário quando couber, na justiça de origem, hipóteses legais para o cabimento da ação. Caso contrá-
dimento próprio, restou pacífico em obedecer ao rito recurso ordinário da decisão impugnada”; b) prequestiona- rio, haverá carência da ação.
do recurso em sentido estrito, previsto no CPP. Entre- mento: deflui do pressuposto acima citado. Visa preservar Não tem cabimento a revisão criminal para alterar fun-
tanto, a matéria no passado não era pacífica, existin- a higidez do princípio constitucional implícito do duplo grau damento da condenação ou para apreciar provas. O
do quem defendesse o uso do procedimento previsto de jurisdição e dos princípios do contraditório e ampla de- STF/STJ julgam as revisões das suas sentenças con-
para o Recurso de Agravo de Instrumento previsto no fesa (art. 5o LV, CF); c) questão federal de natureza cons- denatórias (competência originária). O TRF julga revisão
CPC. Assim, tudo quanto a interposição, razões recur- titucional: a causa decidida em única ou última instância criminal das suas condenações e das condenações dos
sais, contra-razões e demais regras de procedimento deve suscitar questão federal de natureza constitucional. juízes federais. O TJ revisa suas condenações e as con-
obedecem ao estatuído no recurso em sentido estrito, As hipóteses são encontradas no art. 102, III, da CF; d) denações dos juízes de primeiro grau, desde que seja
inclusive quanto ao juízo de retratabilidade. repercusão geral: a Reforma do Judiciário, consubstancia- da sua competência recursal. O próprio réu, seu advo-
Lembre-se: A competência do juiz da execução pe- da na Emenda Constitucional nº 45 de 08 de dezembro gado com poderes especiais e o CADI têm legitimidade
nal está prevista no artigo 66 da LEP. O agravo em de 2004, introduziu ao art. 102 da Constituição Federal de para propor a revisão criminal. Se o réu morrer durante
execução, nalgumas hipóteses já tratadas, deve ser 1988, o § 3º, o qual determina que, no recurso extraordi- a ação, nomeia-se um curador especial. O MP pode in-
oposto no lugar do recurso em sentido estrito, em nário o recorrente deverá demonstrar a repercussão ge- terpor revisão em favor do condenado, pois ele também
que pese o artigo 581 do CPP traga previsão para tal. ral das questões constitucionais discutidas no caso, para é custos legis. O ofendido não participa de forma alguma
Existem outros agravos ligados à seara processual que o Tribunal examine a admissão do recurso. A norma da revisão criminal. O réu solto não precisa se recolher
penal, quais sejam: 1. agravo de instrumento: cabí- que estabelece a obrigação do recorrente demonstrar em a prisão para propor a revisão criminal (Súmula 393
vel contra decisão que indefere o processamento de seu RE a repercussão geral das questões constitucionais STF). A revisão não tem efeito suspensivo. O pedido de
recurso extraordinário e recurso especial; 2. agravo discutidas no caso, a fim de que o Tribunal examine a ad- revisão criminal pode ser indeferido liminarmente pelo
inominado (art. 625, § 3º CPP): cabível quando a re- missão do recurso, também estabelece que este somente relator. O julgamento da revisão pode ser convertido em
visão criminal for indeferida liminarmente; 3. agravo poderá ser recusado pela manifestação de dois terços de diligência. Contra a decisão da revisão criminal cabe em-
de competência originária: toda decisão do relator seus membros”. Lembre-se entao: i) a repercussão geral bargos de declaração, recurso especial e recurso extra-
é agravável; 4. agravo regimental. deverá ser considerada mais um requisito de admissibili- ordinário e o tribunal pode decidir das seguintes formas:
dade; ii) a repercussão geral deverá ser demonstrada em a) desclassificar a infração; b) absolver o réu; c) modificar
6. Recurso especial todo e qualquer recurso extraordinário, inclusive na forma a pena para melhor; d) anular o processo: o juiz não pode
Previsto no artigo 105, III, da CF e artigos. 26 a 29 retida; iii) o acolhimento da repercussão geral não induz o na nova sentença aumentar a pena.
da Lei n. 8.038/90, trata-se de recurso destinado a juízo positivo de mérito; iv) a demonstração da repercus- O tribunal pode deferir a revisão criminal por motivo di-
devolver ao STJ a competência para conhecer e jul- são geral não é fundamento do recurso extraordinário, mas verso do levantado pelo peticionário. Se o condenado for
gar questão federal de natureza infraconstitucional, sim, apenas, o preenchimento de mais um requisito para absolvido, todos os seus direitos serão restabelecidos. O
suscitada e decidida perante os Tribunais Regionais interposição deste recurso. réu pode entrar com ação civil autônoma ou pedir a inde-
Federais ou pelos Tribunais dos Estados e do Distrito Algumas Súmulas do STF sobre recurso extraordinário: nização na própria revisão (art. 630 CPP). Havendo erro
Federal. Visa manter a ordem a ordem federal infra- Súmula 279: “Para simples reexame de prova não cabe judiciário, o tribunal reconhece o direito a indenização. O
constitucional.Tem por meta jurídica a apreciação, recurso extraordinário.”; Súmula nº 280: “Por ofensa a tribunal não decidirá o quantum, o qual deverá ser liqui-
exclusivamente, de matéria de direito, eis que a de direito local não cabe recurso extraordinário.”; Súmula nº dado no juízo cível. O responsável pela indenização é o
fato deve ficar exaurida no âmbito das instâncias ordi- 282: “É inadmissível o recurso extraordinário quando não Estado. A responsabilidade é objetiva. Mesmo tendo sido
nárias, notadamente com o julgamento dos recursos ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscita- a condenação proferida em ação privada, o responsável
de apelação, embargos infringentes e de nulidade. da.”; Súmula nº 283: “É inadmissível o recurso extraor- pela indenização é o Estado, pois ele é quem condenou o
Além dos pressupostos comuns a todos os recur- dinário quando a decisão recorrida assenta em mais de réu. A revisão criminal não fere a soberania do Tribunal do
sos, o recurso especial exige ainda que: a) a cau- um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos Júri. Sentença estrangeira mesmo depois de homologada
sa tenha sido decidida em única ou última instância: eles.”; Súmula nº 284: “É inadmissível o recurso extraor- pelo STF não permite revisão criminal. Se o peticionário
difere do recurso extraordinário apenas no tocante dinário, quando a deficiência na sua fundamentação não sofreu várias condenações, deverá propor uma revisão
a origem das decisões recorridas, pois no extraor- permitir a exata compreensão da controvérsia.”; Súmula criminal para cada processo onde foi condenado. Ocorrida
dinário o art. 102, III, da CF não restringe, quanto a nº 286: “Não se conhece do recurso extraordinário funda- a abolitio criminis não cabe a revisão, pois são apagados
origem das decisões recorridas, ao passo que o art. do em divergência jurisprudencial, quando a orientação do todos os efeitos penais da condenação. O mesmo ocor-
105, III, considera passíveis de impugnação median- Plenário do STF já se firmou no mesmo sentido da decisão re em relação à anistia. A decisão proferida na revisão
te recurso especial somente aquelas emanadas dos recorrida.” criminal pode ser estendia, salvo se fundada em motivo
Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Pode a parte sucumbente (MP, defesa, querelante) interpor pessoal (art. 580 CPP).
Estados e do Distrito Federal; b) prequestionamen- RE, desde que possua capacidade postulatória. Quanto ao
to: o recurso especial – bem como o extraordinário assistente de acusação, há duas restrições impostas pelas 2. “Habeas Corpus”: Trata-se de remédio judicial que
– pressupõem um julgado contra o qual já foram es- Súmulas 208 e 210 do STF, segundo as quais o assistente tem por finalidade evitar ou fazer cessar a violência ou a
gotadas as possibilidades de impugnação nas várias só poderá recorrer de extraordinário nos casos dos arts. coação à liberdade de locomoção decorrente de ilegalida-
instâncias ordinárias ou na instância única, originária. 584, § 1o (impronúncia e extinção da punibilidade) e 598 de ou abuso de poder. Tem fundamento legal no CPP, em
Ou seja, não podem ser exercitados per saltum, dei- (apelação supletiva), ambos do CPP e desde que não se seus artigos 647 e seguintes, bem como na Constituição
xando in albis alguma possibilidade de impugnação; trate de decisão concessiva de HC. Federal, art. 5o: LXVIII. Quanto à sua natureza jurídica,
c) questão federal de natureza infraconstitucional: as Cabe RE contra decisão das Turmas Recursais da lei diverge a doutrina. Por estar situado no Livro III, Título II,
hipóteses estão elencadas no art. 105, III, da CF. 9.099/95. Se o acórdão for omisso, deve-se primeiro opor Capítulo X, do CPP, ou seja, dentro dos estudos dos re-
Atente-se pois não se admite recurso especial das de- embargos de declaração (Súmula 356 STF). O RE tem cursos em geral, sustenta-se que se trata de uma espécie
cisões advindas das turmas recursais da lei 9.099/95. somente efeito. Pretendendo a parte efeito suspensivo, de recurso. Paulo Rangel sustenta que trata-se de ação
O Resp só tem efeito devolutivo. Se cabíveis o recur- poderá, tal qual no recurso especial, interpor ação cautelar autônoma de impugnação cuja pretensão é de liberdade,
so especial e o recurso extraordinário, devem ser eles inominada. citando três pontos que embasam sua tese: a) o recurso
interpostos em petições distintas. Primeiro se julga o O prazo para interposição é de 15 dias. Deve ser apresen- pressupõe decisão não transitada em julgado, ao passo
recurso especial, salvo se o recurso extraordinário for tado ao presidente do tribunal recorrido. Do indeferimento que o HC pode ser impetrado contra decisão que já tran-
prejudicial do recurso especial. do seu processamento cabe agravo de instrumento. Será sitou em julgado, nos termos que autoriza o art. 648, VI e
Segundo dispõe os artigos 26 da Lei n. 8.038/90, julgado por uma das duas Turmas do STF. Se houver di- VII do CPP; b) o recurso é sempre interposto de decisão
“Os recursos extraordinários e especial, nos casos vergência entre elas sobre a matéria, caberá embargos de judicial ao passo que o HC pode ser impetrado contra ato
previstos na Constituição Federal, serão interpostos divergência. Se o juiz não cumprir decisão do STF, deve de autoridade administrativa ou, conforme tese sua, de ato
no prazo comum de 15 (quinze) dias, perante o Pre- ser interposta reclamação ao STF. A argüição de relevân- de particular; c) o recurso é interposto dentro da mesma
sidente do Tribunal recorrido, em petições distintas, cia não existe mais desde a CF/88, estando operante entre relação jurídico-processual e o HC instaura uma nova rela-
que conterão...: O artigo 28 da mesma lei dispõe que: nós, como vimos, a “repercussão geral”. ção jurídica, independentemente daquela que deu origem
“Denegado o recurso extraordinário ou o recurso es- à sua instauração. Até mesmo sem que haja uma relação
pecial, caberá agravo de instrumento, no prazo de 5 LINK ACADÊMICO 6 jurídica instaurada.
(cinco) dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para 2.1. Espécies: O HC poderá ser: a) liberatório ou repres-
o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso.” O AÇÕES DE IMPUGNAÇÃO sivo: concedido quando a liberdade de locomoção já está
parágrafo quinto do mesmo artigo diz: “Da decisão do AUTÔNOMAS sendo restringida por violência ou coação. Neste caso
relator que negar seguimento ou provimento ao agra- concedendo-se a ordem expede-se alvará de soltura em
vo de instrumento, caberá agravo para o órgão julga- 1. Revisão criminal: É ação que permite rever uma sen- favor do paciente-impetrante (CPP, art. 660, § 1o); b) pre-
dor no prazo de 5 (cinco) dias.” Por fim, o artigo 29 tença com trânsito em julgado. É ação de impugnação e ventivo: concedido quando há ameaça de violência ou co-
reza que “É embargável, no prazo de 15 (quinze) dias, não condenatória. Assim, não há réu. A finalidade da re- ação à liberdade de locomoção do indivíduo. Neste caso,
a decisão da turma que, em recurso especial, divergir visão criminal é corrigir uma injustiça. São pressupostos concedendo-se a ordem expede-se um salvo-conduto ao
do julgamento de outra turma, da seção ou do órgão da revisão criminal: a) sentença condenatória: também paciente ou contramandado de prisão.
especial, observando-se o procedimento estabelecido cabe contra sentença absolutória imprópria. A revisão não Pode ser impetrante qualquer pessoa, em seu favor ou de
no regimento interno”. cabe contra pronúncia e igualmente contra a sentença que outrem, bem como pelo Ministério Público (CPP, art. 654).
concede o perdão. b) existência de coisa julgada. É dispensada a formalidade da procuração, conforme já
7. Recurso extraordinário: Enunciado na CF, preci- Não existe prazo para propor uma revisão criminal. A revi- decidiu o STF. A legitimidade passiva sopesará sobre a
samente em seu artigo 102, III e artigos 26 a 29 da Lei são tem cabimento antes, durante e após o cumprimento da autoridade coatora, ou seja, a que determinou a prisão
n. 8.038/90, é o recurso mediante o qual se propicia pena. Pode estar o condenado vivo ou morto. A reiteração do considerada ilegal ou que expedir a ordem de prisão. Dis-

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cute-se na doutrina e jurisprudência se particular pode ser 3. Mandado de segurança: Remédio jurídico processual, de Diante do exposto, requer
parte passiva em HC. Os que defendem a impossibilidade índole constitucional, utilizado por toda pessoa, física ou jurídica, seja _______, por medida de JUSTIÇA!
argumentam que a ação policial deve resolver a questão. com escopo de proteger todo e qualquer direito individual ou (pular 1 linha)
Já os que adotam a tese da admissibilidade, fundamentam coletivo, líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou (cidade), __, de
no corpo da própria Constituição Federal. E sustentam que habeas data, quando violado ou ameaçado de lesão por ilega- ___, de ____
a ilegalidade pode advir tanto de autoridade policial, judici- lidade ou abuso de poder praticados por autoridade ou agente ________________________
ária, administrativa ou ato de particular. de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público OAB/______nº____________
O objeto do HC é o direito sobre o qual recai a prestação (Paulo Rangel, p. 868).
da tutela jurisdicional, qual seja: a liberdade corpórea do in- O ato a ser impugnado é aquele que fere direito líquido e certo, MODELO PARA INTERPOSI-
divíduo, seu direito de locomoção. Trata-se de um direito li- diverso da liberdade de locomoção e do direito à informação.
quido e certo, específico, que somente pode ser amparado Líquido e certo é o direito incontroverso, que independe de ÇÃO DE REQUERIMENTOS
por HC. Qualquer outro direito líquido e certo que não seja prova, pois no MS o julgador não estabelece instrução proba-
a liberdade de locomoção será tutelado por mandado de tória, devendo a prova da violação de direito líquido e certo ser Trata-se de uma única peça com endereçamento,
segurança (CF, art. 5o, LXIX). As hipóteses de cabimento juntado com a petição inicial. Na seara criminal, a utilização do qualificação, descrição dos fatos, do direito e do pedi-
encontram-se enumeradas no art. 648 do CPP. Importante MS sá-se frequentemente nas seguintes hipóteses: a) direito de do.
ainda verificar o comando enunciado pelas Súmulas 395, vista do inquérito policial ao advogado; b) direito do advogado Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___
692, 693, 694 e 695 do STF. de acompanhar o cliente na fase do inquérito policial; c) direito Vara da Comarca de _____ do Estado de ___.
2.2. Competência: Será: a) do juiz de direito do advogado em entrevistar-se com seu cliente; d) direito de (pular 10 linhas)
de primeira instância: quando a autoridade co- obter certidões; e) direito a juntar documentos em qualquer fase “A”, já qualificado nos autos
atora for o delegado, ou, instaurado o inquéri- do processo penal, de acordo com o art. 231 do CPP; f) direito da AÇÃO PENAL que lhe move a Justiça Pública,
to pelo Delegado, pretenda o indiciado trancá-lo; de obter efeito suspensivo em recurso; g) direito de terceiro de processo em epígrafe, por seu advogado infra-
b) do Tribunal de Justiça: quando a autoridade coatora for boa-fé à restituição de coisas apreendidas; h) contra despacho assinado, vem, mui respeitosamente á presença de
o juiz de primeira instância ou Promotor de Justiça; c) do que não admite assistente de acusação; i) contra apreensão de Vossa Excelência, requerer ________________, com
Tribunal Regional Federal: se a autoridade coatora for juiz objetos sem qualquer relação com o crime; j) para assegurar fundamento no art. _______ do Código de Processo
federal (CF, art. 108, I, d); d) do Superior Tribunal de Justi- o processamento da correição parcial, quando denegada pelo Penal.
ça: Constituição Federal, art. 105, I, b e c); 5. do Supremo juízo corrigido. (pular 1 linha)
Tribunal Federal: Constituição Federal, art. 102, I, d e i. Somente o próprio titular do direito líquido e certo violado poderá 1. Dos Fatos (relatar os fatos
Conforme já salientado, qualquer pessoa pode impetrar impetrar mandado de segurança. do problema formula-
HC, sendo desnecessário o instrumento de procuração e a No tocante a capacidade postulatória, subordina-se às regras do).
capacidade postulatória comum às ações, consistente em do CPC, devendo ser impetrado por meio de advogado previa- (pular 1 linha)
ser inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. A petição mente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. Será parte 2. Do Direito
inicial deve conter: o órgão jurisdicional a quem é ende- passiva a autoridade superior que pratica ou ordena, concreta e (apresentar argumentação).
reçada; o nome da pessoa que sofre ou está ameaçada especificamente, a execução ou inexecução do ato impugnado. (pular 1 linha)
de sofrer a coação (denominado de paciente); o nome de Só pode ser impetrado contra aquele que tiver poderes para 3. Do Pedido
quem exerce a coação ou ameaça; a descrição dos fatos desfazer o ato. “Ex positis”, requer
que configuram o constrangimento; a assinatura do impe- Para fixação do juízo competente para julgar o MS, não interes- seja_______ por ser medida de JUSTIÇA!
trante, ou de alguém a seu rogo. A liminar é admissível, se sa a natureza do ato impugnado, mas a categoria funcional da (pular 1 linha)
os documentos que instruírem a petição evidenciarem a autoridade passiva. O procedimento do MS está previsto na Lei Nestes Termos,
ilegalidade da coação (CPP, art. 660, § 2o). n. 1.533/51, que disciplina o instituto. Pede deferimento.
2.3 Processamento: Segundo Fernando Capez, o pro- (cidade), __, de
cessamento do HC dá-se da seguinte forma: a) recebida teses de defesas ___, de ____
a petição, se o réu estiver preso, o juiz poderá determinar ________________________
que seja imediatamente apresentado, em dia e hora que 1. Extinção da punibilidade: previstas no art. 107 do Có- OAB/______nº____________
designar; b) o paciente preso só não será apresentado digo Penal. LINK ACADÊMICO 7
no caso de grave enfermidade ou de não estar sob a 2. Nulidade: ocorre sempre que houver erro no procedi-
guarda do pretenso coator (CPP, art. 657, caput). Neste mento. Estão definidas no art. 564 do Código de Processo
caso, o juiz poderá ir ao local onde está o preso; c) em Penal. Haverá nulidade sempre que houver prejuízo para
seguida, o juiz poderá determinar a realização de alguma a defesa.
outra diligência que entender necessária e interrogará o 3. Falta de justa causa: ocorre quando houver atipicidade.
paciente, decidindo dentro de vinte e quatro horas; d) na 4. Abuso de autoridade: está ligada ao excesso das auto-
prática, recebida a petição, o juiz requisita informações ridades no exercícios das suas funções.
da autoridade coatora, dentro do prazo que fixar, e, em
seguida, decide. Contudo, a lei somente fala em informa- MODELO PARA INTERPO-
ções quando a impetração se der em tribunal (CPP,a rt.
662); e) o Ministério Público não se manifesta no proce- SIÇÃO DE RECURSOS A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos estudos das disci-
dimento de HC, quando impetrado perante juiz de direito, plinas dos cursos de graduação, devendo ser complementada com o
somente quando a impetração for em tribunal. Paulo Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara material disponível nos Links e com a leitura de livros didáticos.
Rangel discorda, sustentando que o MP deve atuar mes- da Comarca de _____ do Estado de ___.
mo no juízo de primeira instância, citando, dentre outros (pular 5 linhas) Prática de Processo Penal – 2ª edição - 2009
argumentos, que se o MP tem legitimidade para impetrar
HC em favor do réu, não faz sentido não possa atuar Autos nº _________ Coordenador:
quando for impetrado pelo próprio réu; sustenta também (pular 10 linhas) Carlos Eduardo Witter, Professor universitário e de cursos prepa-
que o MP pode, inclusive, recorrer em favor do réu (CPP, “A”, já qualificado nos autos da ratórios há mais de 10 anos, Especialista em Direito Educacional;
Mestre em Educação e Semiótica Jurídica; Membro da Associação
art. 577 e 581, X), o que torna incoerente não atuar em AÇÃO PENAL que lhe move a Justiça Pública, processo Brasileira para o Progresso da Ciência; Palestrante; Advogado e
HC perante juiz de direito. Na pragmática jurídica, verifi- em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, mui Autor de obras jurídicas.
ca-se a presença do MP em primeira instância. respeitosamente á presença de Vossa Excelência, interpor
2.4 Julgamento e seus efeitos: Quanto ao julgamento RECURSO, com fundamento no art. _______ do Código Autor:
e efeitos tem-se que: a) a concessão de HC liberatório de Processo Penal. Alfredo José de Oliveira Gonzaga. Advogado atuante. Doutorando
implica seja o paciente posto em liberdade, salvo se por em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universad del Museo Social
outro motivo deva ser mantido na prisão (CPP, 660, § 1o); Requer seja o presente recurso Argentino. Membro da Comissão de Direito Penal e Processual Penal
b) se a ordem de HC for concedida para evitar ameaça recebido e encaminhado ao Egrégio tribunal de Justiça do da OAB / MT. Conselheiro representante da OAB/MT junto ao Conse-
ou violência ou coação ilegal, será expedido ordem de Estado de ________________. lho Estadual de Promoção da Igualdade Racial/CEPIR/MT.
salvo-conduto ou contramandado de prisão em favor do
paciente; c) se a ordem for concedida para anular o pro- Nestes Termos, A coleção Guia Acadêmico é uma publicação da Memes Tecnologia
cesso, este será renovado a partir do momento em que Pede deferimento. Educacional Ltda. São Paulo-SP.
se verificou a eiva (CPP, art. 652); d) quando o objeto do (cidade), __, de ___, de ____ Endereço eletrônico: www.memesjuridico.com.br
pedido for para arquivar o inquérito policial ou extinguir o ________________________
processo com (ou sem) julgamento do mérito (no geral, OAB/______nº____________ Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a
a doutrina refere-se a expressão “trancar” inquérito ou reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer meio
ação penal), a ordem será pelo arquivamento do inquéri- RAZÕES DE RECURSO ou processo, sem a expressa autorização do autor e da editora. A
to ou extinção do processo; e) a decisão favorável pode RECORRENTE:__________ violação dos direitos autorais caracteriza crime, sem prejuízo das
ser estendida a outros interessados que se encontrem RECORRIDA: Justiça Pública sanções civis cabíveis.
em situação idêntica à do paciente beneficiado (CPP, art. PROCESSO nº___, da ___Vara Criminal da Comarca______.
580, aplicável por analogia). (pular 5 linhas)
2.5 Recursos cabíveis: a) cabe recurso em sentito es-
trito da decisão do juiz que conceder ou negar a ordem
de HC (CPP, art. 581, X); b) cabe recurso de ofício da EGRÉGIO TRIBUNAL,
decisão concessiva da ordem de HC (CPP, art. 574, I); COLENDA CÂMARA,
c) da decisão proferida originariamente pelos Tribunais, (pular 1 linha)
caberá recurso ordinário constitucional para o STJ, nos Em que pese o notório saber
termos do art. 30 e ss, da Lei n. 8.030/90; d) da decisão jurídico do MM Juiz de 1º Grau, impõe-se a reforma da
proferida pelos Tribunais, poderá ser cabível o recurso respeitável decisão pelas razões que passa a expor.
extraordinário ou recurso especial. Admite-se que no (pular 1 linha)
lugar do recurso extraordinário e do recurso especial a 1. Dos Fatos (expor os fatos)
parte ingresse com novo HC, para o STJ, inclusive pa- (pular 1 linha)
ralelamente ao recurso especial, pois quando o tribunal 2. Do Direito (argumentar e defen-
estadual ou regional denega a ordem, passa a ser coator. der a tese sustentada, objetivando o que se pretende).
Entretanto, deve-se ater ao fato que no HC não pode fa- (pular 1 linha)
zer um exame aprofundado das provas. 3. Do Pedido

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