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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

INSTITUTO DE MATEMÁTICA

LANTE Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino

PROGRAMA GRAPHMÁTICA AUXILIANDO O ESTUDO DE FUNÇÕES POLINOMIAIS DO PRIMEIRO GRAU ATRAVÉS DE UMA SEQUÊNCIA DE ENSINO

CARLOS EDUARDO ROCHA DOS SANTOS

Embú/SP

2010

CARLOS EDUARDO ROCHA DOS SANTOS

PROGRAMA GRAPHMÁTICA AUXILIANDO O ESTUDO DE FUNÇÕES POLINOMIAIS DO PRIMEIRO GRAU ATRAVÉS DE UMA SEQUÊNCIA DE ENSINO

Trabalho Final de Curso apresentado à Coordenação do Curso de Pós-graduação da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista Lato Sensu em Novas Tecnologias no Ensino da Matemática.

Aprovado em Agosto de 2010.

BANCA EXAMINADORA

Prof. Silas Fantin- Orientador UFF

Prof. Nome Sigla da Instituição

Prof. Nome Sigla da Instituição

Dedico este trabalho a minha mãe, a quem devo muito, a minha tia Marli, pois só consegui chegar onde estou graças a ela e principalmente ao meu pai, que esteja onde estiver, tenho certeza que está se orgulhando de mim.

Primeiramente agradeço a Deus, pela oportunidade de estar realizando meus sonhos e conquistando meus objetivos.

Agradeço o apoio que tive dos meus amigos, sempre juntos nos momentos mais difíceis.

Aos colegas de turma, que mesmo virtualmente, conseguimos trilhar essa caminhada vitoriosa.

Ao professor Silas Fantin, que com muita paciência, nos orientou no desenvolvimento deste trabalho.

À UFF que propiciou esta oportunidade, tão valiosa, de aprendizado.

Aos professores e tutores, que acompanharam o meu desenvolvimento ao longo do curso.

Enfim, agradeço a todos àqueles que direta ou indiretamente influenciaram no desenvolvimento deste trabalho.

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo propor uma sequência de ensino utilizando o programa Graphmática como ferramenta potencializadora no ensino de funções do 1º grau, considerando todo o contexto de atividades envolvendo Informática Educativa. Usamos o programa Graphmática por já conhecermos suas funções e por considerarmos sua interface de fácil utilização. Aplicamos a mesma sequência de ensino a dois grupos de alunos de uma mesma escola, do 1º ano do ensino médio, para um grupo foi utilizado o método tradicional, chamado aqui de grupo de controle e para o outro, chamado de grupo experimental, utilizamos o programa Graphmática. Os resultados obtidos mostraram que o grupo experimental teve melhor desempenho nas atividades, chegamos, portanto, a conclusão que a sequência utilizada somada ao uso do programa estimularam e motivaram os alunos, além de facilitar o entendimento do assunto, tendo como principal aliado o fator visual, pois acreditamos que aprendemos mais quando vemos.

Palavraschave: Função do primeiro grau, programa Graphmática, sequência de ensino

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1

Apresentação do Graphmática

13

Figura 2

Barra de ferramentas do Graphmática e seus comandos

13

Figura 3

Gráfico apresentando a quantidade de acertos das questões pelos alunos

21

Figura 4

Resposta correta da questão 1 da avaliação (Equipe W)

21

Figura 5

Resposta correta da questão 2 da avaliação (Equipe W)

21

Figura 6

Resposta correta do exercício 1 da questão 3 da avaliação (Equipe X)

22

Figura 7

Resposta correta do exercício 2 da questão 3 da avaliação (Equipe B)

22

Figura 8

Resposta incorreta do exercício 3 da questão 3 da avaliação (Equipe F)

22

Figura 9

Resposta correta do exercício 4 da questão 3 da avaliação (Equipe K)

22

Figura 10

Resposta incorreta do exercício 5 da questão 3 da avaliação (Equipe F)

23

Figura 11

Resposta correta dos exercícios 6 e7 da questão 3 da avaliação (Equipe Y)

23

Figura 12

Resposta correta do exercício 8 da questão 3 da avaliação (Equipe Y)

23

Figura 13

Resposta correta do exercício 9 da questão 3 da avaliação (Equipe Y)

24

Figura 14

Resposta do exercício 10, 11 e 12 da questão 4 da avaliação (Equipe C)

24

Figura 15

Resposta do exercício 10, 11 e 12 da questão 4 da avaliação (Equipe Z)

25

Figura 16

Resposta do exercício 10, 11 e 12 da questão 4 da avaliação (Equipe K)

25

Figura 17

Gráfico apresentando o desempenho dos grupos na avaliação

26

Tabela 1

Comandos da barra de ferramenta do Graphmática

14

Tabela 2

Resultados apresentados na avaliação final do grupo de controle

26

Tabela 3

Resultados apresentados na avaliação final do grupo experimental

26

SUMÁRIO

1

Introdução

 

08

 

1.1 Justificativa

 

08

1.2 Objetivos

09

1.3 Metodologia

09

1.4 Organização do trabalho

 

10

2

Pressupostos Teóricos

 

10

 

2.1

- O livro didático na abordagem de funções

 

10

2.2

- O uso do computador na prática do ensino de Matemática

 

11

2.3

funções

- Aplicação de sequências didáticas como ferramentas para o ensino de

11

 

2.4

- O programa de representação Graphmática

 

13

2.5

-

O

papel

do

professor

na

utilização

do

programa

educacional

livre

graphmática

 

16

 

2.6

- O uso do programa Graphmática em sala de aula

 

16

2.7- O uso do programa Graphmática auxiliando o ensino de funções do primeiro grau

17

3

Resultados e discussões

 

17

 

3.1 Grupos de trabalho

 

17

3.2 Ambiente de aplicação

18

3.3 - Apresentação da atividade

19

3.3.1 Descrição da aplicação com o grupo de controle

 

19

3.3.2 - Descrição da aplicação com o grupo experimental

 

19

3.4

Análise da avaliação

 

21

4 Considerações Finais

 

27

 

4.1 Sugestões para trabalhos futuros

 

27

5 Referências

 

28

Anexo A

 

29

Anexo B

31

1. Introdução

A

motivação deste trabalho teve inicio a partir de uma percepção, advinda da experiência em sala

de

aula, onde, com frequência, verifica-se a dificuldade que alunos possuem no que se refere ao

aprendizado do conteúdo de funções. Especificamente, conceitos relativos ao estudo de funções do

primeiro grau.

Para que o aluno possua o domínio do conhecimento matemático, a conexão que existe entre este e outros conceitos da área é fundamental que o aluno detenha o conceito formal de função. Assim, buscaram-se para a realização deste trabalho algumas pesquisas que fazem referencia ao uso de tecnologia para o estudo de funções, encontrando-se estudos que tratam da concepção de professores e alunos em relação ao estudo de funções, bem como formas de abordagens de funções por diferentes autores, entre outros.

Podem-se destacar diversos pontos positivos e negativos relacionados ao estudo de funções, o que motivou o desenvolvimento desta pesquisa com foco no estudo de função do primeiro grau.

“O presente trabalho configura a conclusão do curso de Especialização Lato Sensu em Novas Tecnologias no Ensino da Matemática. Este trabalho foi desenvolvido parcialmente em grupo, visto que o autor deste trabalho desenvolveu o mesmo juntamente com Cristiano Bezerra 1 , Érica Carla da Silva 2 , Oswaldo Ortiz Fernandes Junior 3 e Renata Cristiane Fusverk Da Silva 4 . Cada um dos cinco integrantes do grupo inicial teve a oportunidade de analisar individualmente os dados coletados pelo grupo e concluir as atividades propostas de acordo com sua realidade.”

1.1

Justificativa

A definição do tema deu-se depois de uma rigorosa seleção das diversas abordagens que são

utilizadas nos livros didáticos sobre o conteúdo de função do primeiro grau. A relevância da pesquisa está em uma nova abordagem para o estudo de funções do 1° grau, diferente das práticas tradicionais encontradas em alguns livros didáticos. Como exposto no PNLEM Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio:

Apesar da importância do conceito de função, a abordagem adotada por algumas coleções requer cuidado. É comum que, em primeiro lugar, muitas sobrevalorizem a representação algébrica da função, a fórmula, sem salientar suas características importantes para seu uso como modelo. A função linear passa a ser a expressão f(x) = ax. Sua Caracterização, como um modelo em que a taxa de crescimento é constante, perde força nessa abordagem. Em muitos casos, o estudo de função restringe-se a conhecer uma fórmula geral, calcular valores e traçar gráficos. (BRASIL, 2007, p. 44)

Vários estudos tem mostrado que ferramentas computacionais e tecnológicas geradoras de gráficos em tempo-real tais como programa de simulação ou sensores acoplados à computadores auxiliam os alunos à desenvolver o conceito de taxa de variação e função, em contexto ligados a movimento (Nemirovsky, Tierney, & Wright, 1998, Stroup, 1995).A pesquisa tem como proposta apresentar uma contribuição para a maneira do aluno pensar, interpretar e compreender as funções do 1° grau. Para tal, será proposta uma sequência de ensino utilizando o programa Graphmática para alunos do ensino fundamental. Autores como Scano (2009), Lopes (2003), Dornelas (2007),

1 O uso do Programa Graphmática como ferramenta potencializadora no Ensino e Aprendizagem de Função do Primeiro Grau utilizando uma sequência de ensino.

2 Estudo de função polinomial do 1º grau através de sequência didática utilizando o programa Graphmática.

3 O Uso do Programa Graphmática como ferramenta auxiliar no ensino de função do 1º grau. 4 A abordagem do conceito de funções de primeiro e segundo grau, via sequência didática, com o uso do programa Graphmática.

Berleze (2007), Augusto (2008), entre outros, abordaram em seus trabalhos o uso de sequências de ensino, explorando diversos programas, buscando uma nova maneira de ensinar a seus alunos.

O projeto pretende alcançar professores e alunos, com o uso de tecnologia em sala de aula

para ensinar e aprender equações do 1° grau, simulando e "experimentando" a matemática, tornando-a algo mais concreto, construtivo, motivador e participativo através das construções e de

uma aprendizagem significativa, além de permitir ao aluno visualizar situações com o uso do programa Graphmática que seriam difíceis sem este recurso.

1.2 Objetivos

Este trabalho tem como objetivo geral propor uma sequência de ensino e aplicá-la a duas turmas com características semelhantes, onde para uma será aplicada uma atividade de forma tradicional e para outra será utilizado o programa Graphmática como ferramenta potencializadora no ensino de equações do 1º grau, considerando todo o contexto de atividades envolvendo Informática Educativa.

Para isso, utilizaremos os seguintes objetivos específicos:

Construir uma sequência didática para o ensino da equação do primeiro grau com o uso do programa Graphmática.

Comparar os resultados entre sequência de ensino aplicada ao grupo de controle e ao grupo experimental.

Descrever o papel do professor na utilização do programa educacional livre Graphmática.

Discutir a utilização do programa Graphmática no ensino de funções do 1º grau.

Explorar o menu para se familiarizar com a utilização do Graphmática.

Visualizar através do Graphmática, gráfico de funções de primeiro grau.

1.3 Metodologia

O presente trabalho fará uso da pesquisa aplicada, pois o desenvolvimento tem como objetivo sua

aplicação. A mesma contribui para fins práticos, visando à solução mais ou menos imediata de problemas encontrados na realidade, o que na visão do grupo ocorre com a representação atual das funções do primeiro grau, partindo do modelo algébrico para chegar no gráfico. Em relação a sua forma de abordagem a mesma será qualitativa, afinal tem-se como objetivo conseguir um

entendimento mais profundo do objeto de estudo, e neste tipo de pesquisa, o pesquisador se propõe

a participar, compreender e interpretar as informações, sem a preocupação de generalização, abordando a concepção, realização, observação e análise da sequência de ensino proposta.

No que tange ao objetivo geral a presente pesquisa pode ser classificada como explicativa, pois a mesma possui como preocupação principal identificar os fatores que contribuem ou determinam a ocorrência de um fato ou fenômeno, novamente refere-se à abordagem das funções do primeiro grau. Ainda dentro do campo dos objetivos, é possível classificá-la em pesquisa descritiva, cujo objetivo principal é descrever, analisar ou estabelecer as relações entre funções do primeiro grau abordadas de forma tradicional e através do uso auxiliar do computador, para se alcançar esse objetivo se fará aplicação de uma sequência de ensino fazendo uso do programa Graphmática, como recurso facilitador e motivador no processo de ensino-aprendizagem.

As atividades serão aplicadas a alunos do 1º ano do ensino médio, de diferentes escolas da cidade de São Paulo, em três etapas.

A primeira etapa consiste em ministrar uma aula teórica a todos os alunos da turma, com o

intuito de revisar os conceitos de funções do primeiro grau, pois os alunos já estudaram tais conceitos nos últimos anos do ensino fundamental.

Para a realização da segunda etapa as turmas serão divididas em dois grupos, um de controle e outro experimental. Na segunda etapa o grupo de controle irá desenvolver exercícios análogos aos alunos do grupo experimental, em sala de aula, resolvendo os exercícios de maneira tradicional, através do papel e lápis.

A última etapa será realizada em laboratório de informática, com acesso a internet, tendo como auxilio a utilização do programa Graphmática. Para finalizar a atividade, será aplicada uma avaliação que terá como objetivo verificar, comparar e mensurar o grau de aprendizado de ambos grupos.

1.4 Organização do Trabalho

O

presente trabalho de conclusão de curso foi dividido em 4 (quatro) capítulos, assim estruturados:

O

capítulo 1 apresenta uma breve introdução especificando o enfoque, a extensão e a profundidade

do assunto a ser pesquisado, considerando ainda os objetivos, as justificativas e a metodologia a ser utilizada no trabalho; No capítulo 2 será apresentado os pressupostos teóricos, onde serão discutidos algumas teorias defendidas por outros autores; o Capítulo 3 apresentará os resultados e discussões acerca do desenvolvimento do trabalho; o último capítulo irá expor as considerações finais, além de recomendações para posteriores trabalhos, oportunidades de melhoria e sugestões.

2. Pressupostos teóricos

2.1 O livro didático na abordagem de funções

O

livro didático possui um papel fundamental no ensino de funções, é através dele que definimos

os

parâmetros para a utilização dos conceitos na prática.

Rossini (2006, p. 143 apud Augusto, 2008, p. 25) já apontava a idéia de que a análise dos livros didáticos é fundamental em trabalhos de formação de professores, e que estes utilizam muito esse tipo de material na preparação de suas aulas.

Não se pode esquecer, entretanto, que o livro didático é hoje o principal, se não o único instrumento do professor de Matemática; ele determina os conteúdos e a forma de abordá-los. (ROSSINI, 2006, p. 143 apud AUGUSTO, 2008, p. 25)

Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática PCN, apontam:

Não tendo a oportunidade e condições para aprimorar sua formação e não dispondo de outros recursos para desenvolver às práticas em sala de aula, os porfessores apóiam-se quase exclusivamente nos livros didáticos, que muitas vezes, são de qualidade insatisfatória. (BRASIL. 1998, p. 22)

Em 2005 surge o PNLD Programa Nacional do Livro Didático, programa federal criado para avaliar os livros didáticos, que adota como critério: 1. correção e adequação metodológica; 2. conceitos e informações básicas; 3. contribuição para a construção da cidadania.

No mesmo ano de 2005 foi criado também o PNLEM Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio, cujo objetivo é a universalização de livros didáticos para alunos do ensino médio de todo o país, gerando assim, o acesso às informações contidas nos livros de forma igualitária.

Alguns livros didáticos iniciam o tópico de funções, com uma definição intuitiva sobre o conceito de função, para somente após esse momento, apresentar a definição de função, assim como se pode observar na obra de Iezzi (Fundamentos de Matemática Elementar, pag 73A 5 )

5 IEZZI, G., MURAKAMI, Fundamento de Matemática Elementar vol 1. 3 ed. Atual Editora: 1977.

Os autores do livro apresentam, literalmente, e de forma clássica, a definição de função, conforme é apresentado na página 74A do mesmo livro. Apresentados o conceito e a definição de funções, os autores tratam ainda no mesmo capítulo sobre a “Notação das Funções”, “Domínio e Imagem” e “Funções Iguais”.

O capítulo seguinte, do mesmo livro, é dedicado à apresentação em particular de cada tipo

de

Serão apresentados nos próximos parágrafos de forma sucinta, os outros casos 6 particulares

de

função do primeiro grau, conforme é possível verificar na página 93A do referido livro.

funções do primeiro grau:

- Função Identidade ocorre quando a cada elemento x   associa o próprio x;

- Função Linear, recebe o nome a função que a cada elemento x  associa o elemento ax , onde a ≠ 0 é um número real dado;

- Função Afim: uma aplicação de em recebe o nome de função afim quando a cada x  estiver associado o elemento (ax + b)  , com a ≠ 0.

Essas definições são encontradas em várias obras, não somente dos autores acima, o que demonstra as definições que estão sendo utilizadas pelos autores contemporâneos e que merecem atenção.

2.2 O uso do computador na prática do ensino de Matemática

A utilização do computador como ferramenta auxiliar no ensino e aprendizagem da Matemática

ainda promove discussões sobre sua abordagem, principalmente no que tange a questão de como utilizar o computador na prática de ensino?

Basicamente os questionamentos surgem pelo fato de que se trata de uma novidade para muitos professores, e que mesmo assim, adotam a prática com uso do computador sem uma reflexão crítica ou até mesmo sem os conhecimentos necessários. Segundo Valente (1997, p.19), “o uso inteligente do computador na educação é justamente aquele que tenta provocar mudanças na abordagem pedagógica vigente ao invés de colaborar com o professor para tornar mais eficiente o processo de transmissão de conhecimento.”

Dessa forma, vê-se que não basta apenas incluir o uso do computador no dia a dia da educação como se ele resolvesse todos os problemas por si só, e sim reformular toda uma prática em sala de aula e a própria concepção teórica de ensino que se tem, passando a utilizar o computador como potencializador da aprendizagem através de atividades dinâmicas e motivadoras.(VALENTE, 1997, p. 16)

2.3 Aplicação de sequências didáticas como ferramentas para o ensino de funções

Rossini (2006, p. 07) afirma que o professor ao preparar e aplicar uma sequência de ensino para seus alunos em sala de aula, eles (re)constroem os seus saberes sobre função, adquire uma visão mais crítica e positiva de seus alunos, além de sentir-se realizado em seu trabalho.

Lopes (2003) em seu trabalho intitulado “A importância da utilização de múltiplas representações no desenvolvimento do conceito de função: uma proposta de ensino” propôs a avaliação de uma sequência didática que visada introduzir conceitos sobre função afim, em particular. De maneira mais especifica seu trabalho visou avaliar os fenômenos ocorridos na resolução de problemas envolvendo a conversão do registro algébrico de uma função afim para o registro gráfico e vice-versa. Obteve como resultados que a utilização de múltiplas representações

6 Vide IEZZI, G., MURAKAMI, Fundamento de Matemática Elementar vol 1. 3 ed. Atual Editora:

no processo de conceituar funções é de fundamental importância, pois, favorece a coordenação das diversas variáveis visuais, no registro gráfico e os valores correspondentes no registro algébrico.

Scano (2009) em seu trabalho aponta as diversas dificuldades de aprendizagem que os alunos possuem em relação ao estudo da função afim, informações consolidadas em sua revisão bibliográfica. O autor através do uso da Teoria das Situações Didáticas e dos Registros de Representação Semióticas desenvolve uma sequência de ensino mediada pelo programa Geogebra, para contribuir com a iniciação ao estudo da função afim. O principal objetivo era levar alunos do 9º ano do ensino fundamental de uma escola particular de São Paulo a desenvolver a capacidade de reconhecer que seu gráfico é uma reta e expressar gráfica e algebricamente a dependência de duas variáveis de uma função afim. Concluiu em seu trabalho que a aplicação de tal sequência levou os alunos a reconhecer que o gráfico de uma função afim é uma reta, relacionar a representação gráfica da função afim com os coeficientes da equação da reta, além de conseguir que a grande maioria expressasse gráfica e algebricamente a relação entre as duas variáveis de uma função afim.

Dornelas (2007) teve como principal objetivo em seu trabalho investigar os efeitos de uma sequência didática, em relação ao conceito de função afim, nos alunos do primeiro ano do ensino médio de uma escola pública na cidade de Recife PE. A sequência foi desenvolvida dando ênfase na compreensão da noção de variação entre grandezas lineares, focando a articulação entre as representações em linguagem gráfica, algébrica, natural e tabular da função afim. A autora, assim como Scano, utiliza a Teoria das Situações Didáticas de Brousseau (1982) segundo a qual os fenômenos que regem o processo de ensino-aprendizagem envolvem três pólos: o professor, o aluno e o saber. Esse trabalho apresentou como resultados que houve uma evolução dos alunos em relação as concepções e ao aprendizado do conceito de função afim, possibilitado pela conexões entre as diferentes representações da função.

Augusto (2008) tem como sujeitos de pesquisa em seu trabalho alunos do 3º ano do ensino médio de uma escola estadual do município de Cotia. Seu objetivo era investigar a apropriação de conceitos sobre função afim a partir do uso de ferramentas tecnológicas. Para seu trabalho a ferramenta escolhida foi o programa graphmática. Para se chegar aos resultados, foi necessário dividir a pesquisa em três partes, um pré-teste, uma intervenção de ensino e um pós-teste para verificar o nível de apropriação dos alunos. Os alunos foram divididos em dois grupos, um experimental e um de controle, caracterizando sua pesquisa como um estudo quase-experimental. O embasamento teórico foi sustentado pela Teoria das Situações Didáticas de Brousseau (1996), Teoria dos Campos Conceituais (VERGNAUD, 1996) e ainda da visão da utilização de tecnologias a luz da Etnomatemática (D´AMBROSIO, 1998). Os resultados encontrados após a aplicação da atividade, na qual o grupo de controle não participou da fase de intervenção de ensino, mostrou, quantitativamente, que o grupo experimental apresentou melhores resultados no pós-teste se comparados com o grupo de controle. Concluiu-se que o ambiente gráfico possibilitou ensaios dinâmicos, bem como a interação propiciada pelo uso do programa, que criou contextos frutíferos sobre aprendizagem.

Berleze (2007) teve como objetivos em sua pesquisa analisar as contribuições do programa winplot, através do uso de transformações gráficas, visando a melhoria na qualidade do ensino e da aprendizagem de funções reais. Para alcançar tais objetivos foi elaborada uma sequência didática baseada em cinco sessões, onde cada uma estava relacionada a um tipo de função real, afim, quadrática, exponencial, logarítmica e trigonométrica, além de uma situação envolvendo o Planeta Terra, e esta sequência foi aplicada em duplas. Os sujeitos dessa pesquisa foram 14 alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Militar de Santa Maria. Aplicada a atividade, a pesquisadora pôde concluir que o trabalho em dupla é extremamente importante durante o processo de ensino- aprendizagem, pois cria um ambiente de reflexão, discussão e argumentação e o uso do programa possibilitou que os alunos interferissem, “experimentassem” e comprovassem seus argumentos, diminuindo a dependência da figura do professor.

2.4 O programa de representação Graphmática 7

O Graphmática 8 é um programa gráfico de propósito geral, permitindo a construção de gráficos de uma grande quantidade de funções em 2D. Comporta gráficos nas suas várias formas: cartesiana, polar, paramétrica, logarítmica, trigonométrica, inequação e implícita, além, de, partindo de uma função original é possível traçar os gráficos das funções integradas e derivadas. Possui diversos recursos e ainda assim é bem simples de utilizar. Para que o programa construa o gráfico, basta especificar a função correspondente. É possível exportar em arquivos PCX a tela do programa.

O programa permite construir diversos gráficos em uma só tela, redimensionar as escalas

em cada eixo, salvar equações e informações.

O Graphmática pode ser utilizado como ferramenta de cálculo adicional, pois permite

incluir símbolos de diferenciação, calcular uma integral definida e ainda traçar retas tangentes a

uma curva.

definida e ainda traçar retas tangentes a uma curva. Figura 1 – Apresentação do Graphmática (Manual

Figura 1 Apresentação do Graphmática (Manual do Graphmática, disponível em

www.calculo.iq.unesp.br/

/Graphmatica%20-%20Manual-2009.pdf.)

em

apresenta a tela inicial do

programa Graphmática, o nome do programa no centro da figura, em letra coloridas, foi inserido

www.calculo.iq.unesp.br/

A

figura

1

(Adaptado

do

manual

do

Graphmática,

disponível

/Graphmatica%20-%20Manual-2009.pdf.)

com o intuito de deixar a imagem visualmente mais agradável.

o intuito de deixar a imagem visualmente mais agradável. Figura 2 – Barra de ferramentas do

Figura 2 Barra de ferramentas do Graphmática e seus comandos (Manual do Graphmática,

disponível em www.calculo.iq.unesp.br/

/Graphmatica%20-%20Manual-2009.pdf.)

A

figura

2

(Adaptado

do

manual

do

Graphmática,

disponível

em

www.calculo.iq.unesp.br/

/Graphmatica%20-%20Manual-2009.pdf.)

apresenta

a

barra

de

ferramentas que o programa possui, a seguir será apresentado cada botão e suas funcionalidades.

7 Adaptado do manual do Graphmática. Disponível em www.calculo.iq.unesp.br/

2009.pdf. Acesso em 07/08/2010.

8 Criação de Keith Hertzer Copyright © 1999 kSoft, Inc. Acesso ao programa: http://www8.pair.com/ksoft/

/Graphmatica%20-%20Manual-

Tabela 1 Comandos da barra de ferramenta do Graphmática

Botão

O que é significa

Para que serve

Novo Abre uma nova Lista de Funções

Novo

Abre uma nova Lista de Funções

Abrir Abre uma Lista de Funções existente

Abrir

Abre uma Lista de Funções existente

Gravar Guardar uma Lista de Funções

Gravar

Guardar uma Lista de Funções

Imprimir Imprime o gráfico atual

Imprimir

Imprime o gráfico atual

Copiar gráfico Copia a grelha para a área de transferência

Copiar gráfico

Copia a grelha para a área de transferência

Desenhar gráfico Desenha o gráfico de uma função ou da função selecionada. (Equivalente a pressionar

Desenhar gráfico

Desenha o gráfico de uma função ou da função selecionada. (Equivalente a pressionar Enter.)

Pausar Ativado só quando se está desenhando

Pausar

Ativado só quando se está desenhando

Desenhar todos Desenha todos os gráficos da Lista de Funções.

Desenhar todos

Desenha todos os gráficos da Lista de Funções.

Apagar ecrã Limpa os gráficos da tela (ecrã)

Apagar ecrã

Limpa os gráficos da tela (ecrã)

Esconder gráfico Apaga a equação selecionada da tela, mas não da Lista de Funções.

Esconder gráfico

Apaga a equação selecionada da tela, mas não da Lista de Funções.

Apagar gráfico Apaga o gráfico da lista de Funções

Apagar gráfico

Apaga o gráfico da lista de Funções

Ampliar Aumenta a área de plotagem

Ampliar

Aumenta a área de plotagem

Reduzir Diminui a área de plotagem

Reduzir

Diminui a área de plotagem

Grelha padrão Retorna a Malha (grelha) padrão

Grelha padrão

Retorna a Malha (grelha) padrão

Cursor de coordenadas Ativa o cursor de coordenadas, que permite achar as coordenadas numéricas de

Cursor de coordenadas

Ativa o cursor de coordenadas, que permite achar as coordenadas numéricas de qualquer ponto de um gráfico usando o Mouse.

Derivada Determina e desenha a derivada da função

Derivada

Determina e desenha a derivada da função

Reta tangente Desenha a reta tangente a um ponto e determina a sua inclinação

Reta tangente

Desenha a reta tangente a um ponto e determina a sua inclinação

Integrar Calcula a integração numérica para determinar a área abaixo de uma função

Integrar

Calcula a integração numérica para determinar a área abaixo de uma função

Tabela de pontos Ativa / desativa a tabela de coordenadas

Tabela de pontos

Ativa / desativa a tabela de coordenadas

Editor de Regressão Ativa / desativa o Editor do Gráfico de Dados, que lhe permite

Editor de Regressão

Ativa / desativa o Editor do Gráfico de Dados, que lhe permite introduzir um conjunto de coordenadas de pontos para vê-los num gráfico

Além dos comandos que a barra de ferramenta traz o programa ainda possui outras funções, a saber:

Papel de gráfico configurável: essa função fornece a opção de escolher entre papel apropriado para trigonometria e papel normal, funções logarítmicas, com quatro níveis de detalhes e equações polares.

Operações com o mouse: é possível utilizar o mouse para encontrar a reta tangente a uma curva, selecionar um novo intervalo, integrar uma função sem apertar uma única tecla, ou ver as coordenadas de um ponto.

Operações de cálculo: essa função permite encontrar, pontos de máximo e mínimo, zeros

de funções cartesianas, derivadas e integrais.

Opções de saída: utilizando essa função é possível escolher níveis de qualidade de impressão para uma rápida, ou melhor, impressão quando se imprime os seus gráficos, além de copiar equações, tabelas de pontos e gráficos para a área de transferência.

Controles fáceis: Através do menu principal é possível visualizar as informações mais relevantes e mensagens de ajuda, e uma caixa com a Lista de Equações, que permite selecionar qualquer equação, que estiver armazenada na memória, para desenhar o respectivo gráfico, apagar, ou editar para formar uma nova equação, etc. A Barra de Botões proporciona acesso rápido aos comandos mais usados.

Funções automáticas: O Graphmatica determina, automaticamente, o tipo de gráfico que se está introduzindo considerando as variáveis usadas; reconhece o domínio de uma equação; altera o número de pontos do domínio, de modo dinâmico, ajusta os eixos x e y, quando se altera a área ou o tamanho da janela do gráfico, para manter o aspecto proporcional do gráfico.

Análise de equações: O programa aceita as regras matemáticas, não as do computador. Pode utilizar multiplicação implícita, uma completa biblioteca de funções matemáticas (incluindo trigonometria), e parênteses. Não precisa isolar variável, numa equação, antes de desenhar o gráfico. Se a variável dependente aparecer apenas uma vez na equação, o Graphmatica isolará a variável sozinho.

Lista de equações: O Graphmatica memoriza as ultimas 25 equações que você digitou ou carregou de um arquivo.

Na medida em que se propõe o uso do programa Graphmática, permite-se grande economia de tempo no traçado dos gráficos possibilitando assim que sua analise seja mais discutida e todos os aspectos inerentes a sua construção sejam verificados.

O uso planejado e do programa Graphmática pode ajudar a facilitar o entendimento do

conceito de função para os alunos, revelando uma cumplicidade entre esse conceito e fatos que

ocorrem no cotidiano.

O programa também apresenta alguns pontos positivos e negativos, tais como:

Pontos positivos: fácil de aprender e manipular; estimula a capacidade de análise crítica e observação; orienta o usuário através de uma caixa de diálogo; possui um “ajuda” bem organizado e em linguagem clara; favorece uma melhor aprendizagem, contribuindo para a construção do conhecimento.

Pontos negativos: não permite “animação” das curvas; não trabalha em 3D; não possui as funções desfazer e refazer, o que ajudaria na sua utilização.

Essas são algumas das características que motivaram a escolha do programa.

2.5

O papel do professor na utilização do programa educacional livre Graphmática

Quando falamos do uso do computador em sala de aula como recurso auxiliar na aprendizagem de Matemática, lembramos também dos programas educacionais de Matemática. Hoje em dia, o mercado oferece uma variedade enorme de programas educacionais, cada um com uma especificidade ou finalidade diferente, ou seja, alguns específicos de Geometria Dinâmica, ou para o estudo de funções, ou de construção de gráficos, ou de estudos de Estatística, etc. Enfim, a evolução tecnológica também atingiu a produção de programas educacionais de Matemática e contribuiu para a sua diversificação.

Neste cenário, cheio de tecnologia e uma variedade imensa de programas, figura o professor e o seu papel na prática como mediador do processo em sala de aula. Seria portanto, praticamente impossível um conhecimento pleno de todos os programas existentes e de suas aplicações, no entanto, no momento em que o professor aceita o desafio de uma nova abordagem em sala de aula ele deve se preparar para tal, estudando e construindo conhecimento em cima de um determinado programa escolhido, de suas limitações, aplicações, potencialidades e de atividades adequadas capazes de promover um melhor aproveitamento no ensino de um conteúdo matemático.

Ainda sim, com um bom planejamento e um estudo crítico da utilização de programas matemáticos no ensino, o professor sempre irá se deparar com situações imprevisíveis, pois no contato com a tecnologia e no ato de construir ou simular no computador, os alunos passam a ter mais liberdade de criação e acabam por gerar novas formas de construção e dúvidas não pensadas ou previstas pelo professor.

É nesse momento que está o principal papel do professor na utilização de programas, ou seja, é a mediação e o reconhecimento de estar lidando com o “novo” e o imprevisível gerado pela construção do aluno que irá promover as discussões e o crescimento do conhecimento matemático tanto dos alunos quanto do próprio professor. Segundo Borba e Penteado:

o professor pode usufruir do potencial que a tecnologia informática tem a

oferecer para aperfeiçoar sua prática profissional. Aspectos como incerteza e imprevisibilidade, geradas num ambiente informatizado, podem ser vistos como possibilidades para desenvolvimento: desenvolvimento do aluno, desenvolvimento do professor, desenvolvimento das situações de ensino e aprendizagem (BORBA; PENTEADO, 2003, p. 66)

Dessa forma, o professor deixará um papel tradicional de transmissor do conhecimento em situação confortável e com respostas previsíveis, e passará a fazer parte do processo como mediador da construção do conhecimento em conjunto com os alunos, permitindo a criatividade, os questionamentos, as dúvidas e a experimentação de cada aluno, no contato com o programa Graphmática auxiliando nos estudos de funções do 1° grau.

2.6 O uso do programa Graphmatica em sala de aula

Em se tratando da Matemática, ensiná-la não tem sido uma tarefa fácil. Segundo Machado (1987 apud GLADCHEFF et al, 2001, p.02) ensinar Matemática tem sido uma tarefa difícil pelo fato de se passar uma imagem de que a mesma é, por excelência, o lugar das abstrações, enfatizando-se seus aspectos formais e divorciando-a da realidade.

Para se reverter tal situação, torna-se imprescindível que o professor defina objetivos e domine bem as atividades que propõe em sala de aula, seja qual for o recurso escolhido. Portanto, é necessária uma análise criteriosa que permita, antes, a escolha e, depois, a mais adequada utilização desta ferramenta (SARAIVA, 1998 apud GLADCHEFF, 2001, p.02). Portanto, para utilizar o programa Graphmatica, precisa identificar quais são as vantagens de sua utilização, direcionando os alunos a descobertas e a inferir resultados, com a possibilidade de testar suas hipóteses.

] [

Segundo Magina (1998 apud GLADCHEFF et al, 2001, p.02), colaboram com a característica do uso do programa as possibilidades de feedback imediato, de simulação de situações e fenômenos, a facilidade de construção e reconstrução de gráficos, a capacidade de movimentação de figuras na tela de um computador, ou até mesmo o uso de códigos de comando por meio de ordens claras, diretas e lógicas.

Nunes (et al, 2009, p. 32) utilizando as teorias de Machado (2002, apud NUNES et al, 2009, p. 41), na elaboração de sequências de ensino fundamentadas na Engenharia Didática, constatou que a utilização do programa mencionado favoreceu o estudo da trigonometria. Para Bianchini & Puga (2004, p.08) o programa, utilizado na resolução de equações e inequações apresentou um impacto positivo na classe. Há relatos do uso do programa para retas e parábolas, representação gráfica de limites no Cálculo Diferencial e Integral, dentre outras aplicações.

Convém mencionar, entretanto, que o tema do trabalho em questão, equações de primeiro grau, foi abordado numa proposta de Modelagem Matemática por DULLIUS (et al, 2009).

2.7 O uso do programa Graphmática auxiliando o ensino de funções do primeiro grau

O programa Graphmática escolhido como recurso potencializador do ensino de funções do 1°

Grau neste trabalho, possui características e abordagens já discutidas em estudos de outros autores que contribuíram para o conhecimento de suas limitações e aplicações.

o uso do programa Graphmática pode

enriquecer a prática docente, melhorando consideravelmente a aprendizagem do indivíduo à medida que o mesmo vai explorando seus recursos e investigando as variantes que estão

representadas na tela do monitor [

se propõe o uso do programa Graphmática, permite-se grande economia de tempo no traçado dos

gráficos possibilitando assim que sua análise seja mais discutida e todos os aspectos inerentes a sua construção sejam verificados.” (RICHIT, A. e TOMKELSKI, M.L., 2004, p. 06).

Aprender um determinado assunto, deve ser o produto de

um processo de construção do conhecimento realizado pelo aprendiz e por intermédio do desenvolvimento de projetos, que usam o computador como uma fonte de informação ou recurso para resolver problemas significativos para o aprendiz.”

A utilização do programa Graphmática pode enriquecer a prática docente, melhorar a aprendizagem do, além de poder auxiliar o aluno na superação das dificuldades apresentadas no estudo das funções, enriquecendo o ensino de Matemática com o uso de novas tecnologias tornando a aprendizagem mais estimuladora.

3. Resultados e discussões

Este capítulo tem a finalidade de apresentar os grupos de trabalho, o ambiente de aplicação, a apresentação da sequência e discutir os resultados obtidos com a aplicação da sequência de ensino 9 para estudo de funções do primeiro grau utilizando o programa Graphmática.

3.1 Grupos de trabalho

Participaram da pesquisa duas turmas, perfazendo um total de 23 alunos, com idades entre 14, 15 e 16 anos, do 1º ano do ensino médio de uma escola particular, situada no município de São Paulo.

Esses alunos foram divididos em dois grupos, um contendo 12 e o outro 11 participantes. O grupo I será chamado de grupo controle (IC), e este grupo será subdividido em 6 duplas. Para estes

Para as autoras, também é possível que “na medida em que

Segundo Richit e Tomkelski (2004, p.05), “[

]”.

],

Para Valente (1999, p.108), “[

]

9 Vide anexo A. Sequência de ensino adaptada de seqdidaticas_EM_Mat. Disponível em www.sedu.es.gov.br/download/seqdidaticas_EM_Mat.pdf. Acesso em 31/07/2010.

foram criados nomes fictícios para preservar-lhes seu anonimato, como equipe A (Marcelo e Ricardo), B (Lucas e Gabriel), C (Tatiana e Fernanda), D (Marcos e Tiago), E (Cristina e Anderson) e F (Sandra e Pedro).

O grupo II será chamado de grupo experimental (IIE), sendo subdividido, em 4 duplas e 1

trio. Pelo mesmo critério utilizado para o grupo IC, resolveu-se criar nomes fictícios para o grupo

IIE, onde foram criadas 5 equipes, X (Mariana, Marcel e Ana), Y (Matheus, Rosana), W (Giovane, Lucio), K (Leonardo, Denise) e Z (Maria Eduarda e Cristian).

Importante ressaltar que:

] [

docente-aluno não apresentam usualmente. Na interação entre pares é freqüente que as crianças alternem os papéis de indagar e responder, fornecer informação ou solicitá-la, seguir indicações ou dá-las. (BAQUERO, 1998, p.41, apud BERLEZE, 2007, p. 38)

a interação entre pares permite uma alternância de papéis que as interações

Destaca-se que os alunos ainda não haviam trabalhado com o programa Graphmática, o que os deixava em iguais condições, sem favorecimento de quaisquer dos grupos.

Buscou-se elaborar uma atividade contextualizada, que fizesse relação com o dia-a-dia do aluno, abordando assuntos como lan house e conta de energia elétrica.

A aplicação da atividade foi dividida em três fases:

Fase I: Aula tradicional, revisando os conceitos sobre funções do primeiro grau;

Fase II: Resolução dos exercícios pelo IC, em sala de aula, utilizando papel e lápis;

Fase III: Resolução dos exercícios pelo IIE através de uma sequência de ensino, em laboratório de informática, utilizando o programa Graphmática.

A

seguir será apresentada a descrição de cada uma das três fases utilizadas na aplicação da

atividade.

3.2 Ambiente de aplicação

A primeira fase da atividade teve inicio com o professor-pesquisador ministrando uma aula de revisão sobre funções do primeiro grau, apresentando a definição, gráficos de uma função polinomial do 1º grau, y = ax + b, conceitos como crescimento e decrescimento e estudo do sinal.

Para esse estudo foram utilizadas 2 aulas, ministradas em um mesmo dia, em períodos diferentes, sendo um período para cada turma. Os alunos já possuíam um prévio conhecimento sobre o assunto, pois o conteúdo já havia sido estudado em seus últimos anos do ensino fundamental, deixando a aula mais com um caráter revisionário, o que facilitou e acelerou muito o processo.

Para a segunda fase, o professor utilizou os mesmos exercícios usados para elaborar a sequência de ensino, procurando deixar o mais próximo possível, tanto a aula introdutória quanto os exercícios a serem resolvidos, para que todos os alunos tivessem acesso ao mesmo conteúdo, sendo diferenciada apenas pela didática e metodologia de ensino, que para o grupo de controle foi aplicada de maneira tradicional, através do uso de papel e lápis e para o grupo experimental, a atividade foi aplicada em laboratório de informática, fazendo uso de uma sequência de ensino, tendo como auxilio o uso do programa Graphmática.

Nesta segunda fase foram utilizadas 4 aulas, ministradas em dois dias, sendo uma terça- feira e uma quinta-feira. Esta fase aconteceu concomitantemente com a terceira fase. O período da manhã ficou reservado para o trabalho com o grupo de controle e o período da tarde para o grupo experimental.

Importante ressaltar que em todos os computadores o programa Graphmática já havia sido previamente instalado. Foram reservadas mais duas aulas para a aplicação de uma avaliação 10 para verificar, comparar e mensurar os resultados alcançados.

3.3 Apresentação da atividade 3.3.1 Descrição da aplicação com o grupo de controle

A aplicação efetiva da atividade com o grupo de controle aconteceu em dois dias com duas aulas

em cada, após o primeiro encontro que foi reservado para a aula de revisão.

Para as primeiras aulas o professor-pesquisador levou papel milimetrado, diversos gráficos

de reta com inclinações diferentes, diferentes cópias de conta de energia elétrica e uma pesquisa

sobre a relação preço da internet x tempo de uso, que seriam utilizados ao longo da atividade.

A seguir passou para os alunos, já organizados em equipes, as etapas da atividade que aconteceriam nas próximas duas aulas.

Nesse segundo encontro o professor-pesquisador solicitou aos alunos, que de posse da pesquisa sobre a relação preço da internet x tempo de uso, elaborassem uma tabela com os dados encontrados, nesse momento pediu-se aos alunos que identificassem, caso existissem, alguma relação entre os dados da pesquisa, preço da internet x tempo de uso. O professor-pesquisador apenas acompanhou a discussão entre as duplas, não interferindo na construção do aprendizado. Num segundo momento o professor abriu uma discussão com a turma, sobre o tema, reforçando o conceito de funções, implícito na atividade.

No segundo momento dessa aula o professor distribuiu a cada dupla uma cópia de conta de energia elétrica e pediu que calculasse os custos fixos e o valor pago por kW/h de consumo de energia, procurando esboçar a lei de formação para a equação que esses dados permitiam construir. Após um tempo determinado para a execução da tarefa o professor realizou uma discussão com a turma, sempre com o intuito de reforçar os conceitos.

No terceiro encontro pediu-se aos alunos, que de posse do papel milimetrado, elaborassem uma tabela com os valores das contas de energia elétrica distribuídas para a turma e na sequência construíssem os gráficos correspondentes. Foi escolhido um dos gráficos construídos para fazer uma apresentação e discussão sobre os conceitos, tempo x consumo, ali presentes.

Em seguida o professor separou os gráficos anteriormente construídos, utilizando como critérios características em comum, para que pudesse discutir com a turma conceitos sobre a relação coeficientes x inclinação da reta, definindo quando um gráfico é crescente ou decrescente.

Após essas 4 aulas, que foi o tempo utilizado pelo professor para a aplicação dos exercícios em sala, ainda restava um último momento, que foi o da avaliação, em que procurou mensurar o quanto de aproveitamento a turma obteve em relação aos 3 encontros anteriores.

3.3.2 Descrição da aplicação com o grupo experimental

A sequência de ensino foi aplicada pelo próprio pesquisador. As etapas da sequência foram as

mesmas utilizadas na atividade desenvolvida em sala de aula, tendo como diferença o auxilio

computacional do programa Graphmática.

O primeiro encontro foi voltado para a revisão dos conceitos de funções polinomiais, nessa atividade participaram toda a turma, sendo ministrada em sala de aula. No mesmo encontro, o

10 Vide anexo B. Adaptado da aula 6, Função Polinomial do 1º grau da UNISINOS desenvolvida pelo professor Marcelio A. Diogo. Disponível em www.exatec.unisinos.br/~propulsor/arquivos/aulaseis.doc. Acesso em 29/07/2010.

professor pesquisador dividiu a turma em grupos, o de controle e o experimental e explicou como ocorreria a dinâmica das próximas duas aulas, ressaltando os objetivos da pesquisa.

A contar do segundo encontro, começou efetivamente ocorrer de fato a aplicação da

sequência de ensino. O professor-pesquisador propôs atividades que visavam reconhecer a forma algébrica de uma função polinomial, construir o gráfico que representa uma função polinomial do 1 o grau e reconhecer a representação algébrica e os coeficientes de uma função do primeiro grau, dado seu gráfico.

A atividade foi efetivamente aplicada em duas aulas, utilizando mais um encontro para a

aplicação de uma avaliação.

Para os alunos, já organizados em equipes previamente definidas, foram explicadas as etapas da atividade, que foram divididas em 6 no total, sendo realizadas 3 etapas por aula.

Na etapa 1 o professor-pesquisador solicitou a cada equipe que realizasse uma pesquisa na internet sobre o uso da internet, dificuldades de acesso, equivalência de preços na utilização e que construíssem uma tabela relacionando o tempo de uso da internet com o preço pago. Nessa mesma etapa, após a confecção das tabelas, pediu-se aos alunos para verificar o que estava acontecendo com o tempo e o preço pago. O professor-pesquisador analisou junto com a turma a relação do tempo gasto com a internet e o preço pago, reforçando nesse momento, o conceito de função.

Na etapa 2 o professor-pesquisador trabalhou com as conta de energia, anteriormente solicitadas aos alunos, distribuindo-as para cada equipe. Nesse momento, solicitou-se que cada equipe calculasse os custos fixos (taxa mínima + iluminação pública + outros custos) e o valor pago por kW/h de consumo de energia.

Além de solicitar que cada equipe montasse uma equação do 1º grau (y = ax + b) com os valores encontrados, alguns questionamentos foram feitos, com o intuito de reforçar os conceitos, como: Qual é o preço fixo? É só isso que é pago? Como chegar ao valor final? Como podemos demonstrar a forma algébrica de expressar o valor final a ser pago no consumo de energia?

Na etapa 3, efetivamente se iniciou a manipulação no programa Graphmática, onde foi solicitado aos alunos que organizassem uma tabela, apresentando os diversos consumos (kW/h) dos membros da equipe e aplicasse esses valores na equação formulada anteriormente para o valor final

a ser preenchido na tabela.

A segunda aula teve inicio com a etapa 4, com o auxilio do programa, iniciou-se a

construção de um gráfico a partir da tabela elaborada na aula anterior. Selecionou-se um dos gráficos para uma breve plenária de apresentação, com o objetivo de fazer uma discussão com a turma sobre a clareza da relação entre custo x consumo, exposta pelo gráfico.

Na etapa 5 o professor-pesquisador identificou o que os gráficos possuíam em comum e fez comentários a respeito destas características, fazendo os seguintes questionamentos as equipes: O gráfico é crescente ou decrescente? O que torna um gráfico crescente ou decrescente?

Após os questionamentos, foram apresentados, através do Graphmática, os coeficientes, mostrando a influência na inclinação da reta.

A última etapa o professor-pesquisador solicitou que os alunos construíssem no programa diversos gráficos de reta com inclinações diferentes, para estudo dos coeficientes da função

polinomial do 1º grau. Nesse momento separaram-se as equipes por semelhança de retas crescentes

e decrescentes e identificou-as como: coeficientes positivos ou negativos e fez-se uma discussão dos conceitos ali envolvidos.

Na última aula foi aplicada uma avaliação, onde os alunos foram avaliados através da construção do gráfico, apresentação na plenária e atividades escritas.

3.4 Análise da avaliação

Este item terá início com a apresentação e discussão de algumas da respostas das questões da avaliação dos grupos, além de algumas considerações feitas nas três últimas questões da avaliação, pois se tratavam de questões subjetivas. Serão apresentados, também, os resultados da avaliação alcançados por ambos os grupos, o de controle e o experimental.

Importante ressaltar que as questões que serão apresentadas a seguir são frações da avaliação e foram escolhidas de maneira aleatória, através de sorteio, pois não foi possível apresentar todas as respostas obtidas.

Os resultados das questões podem ser visualizados através da figura 3.

das questões podem ser visualizados através da figura 3. Figura 3 – Gráfico apresentando a quantidade

Figura 3 Gráfico apresentando a quantidade de acertos das questões pelos alunos

Questões I e II A intenção era identificar alguns conceitos básicos sobre funções do primeiro grau.

alguns conceitos básicos sobre funções do primeiro grau. Figura 4 – Resposta correta da questão 1

Figura 4 Resposta correta da questão 1 da avaliação (Equipe W)

A questão I (figura 4) teve um total de 17 acertos dentre todos os alunos, perfazendo um acerto de aproximadamente 74%, sendo que destes cerca de 39% dos alunos estavam inseridos no grupo experimental.

de 39% dos alunos estavam inseridos no grupo experimental. Figura 5 – Resposta correta da questão

Figura 5 Resposta correta da questão 2 da avaliação (Equipe W) (Diogo, M. A, s/d)

Na questão II (figura 5, Diogo, M. A, s/d) apenas 9 alunos acertaram, totalizando aproximadamente 39% do total de alunos, e destes, 5 alunos, quase 22% faziam parte do grupo experimental.

Questão III Essa questão possui 9 exercícios. Os exercícios 1, 2, 3, 6 e 7 tinham como objetivo identificar se os alunos conseguiriam obter as leis de algumas funções, dado um gráfico, dados os pares ordenados e/ou um par ordenado mais um coeficiente, angular ou linear. Os exercícios 4 e 5 tinham como objetivo identificar os conceitos sobre o estudo do sinal das funções de primeiro grau.

Figura 6 – Resposta correta do exercício 1 da questão 3 da avaliação (Equipe X)

Figura 6 Resposta correta do exercício 1 da questão 3 da avaliação (Equipe X) (Diogo, M. A, s/d)

1 da questão 3 da avaliação (Equipe X) (Diogo, M. A, s/d) Figura 7 – Resposta

Figura 7 Resposta correta do exercício 2 da questão 3 da avaliação (Equipe B) (Diogo, M. A, s/d)

O exercício 1 e 2, conforme figuras 6 e 7 (Diogo, M. A, s/d), tiveram um total de 50%

acertos para cada grupo, como pode ser visto na figura 3.

acertos para cada grupo, como pode ser visto na figura 3. Figura 8 – Resposta incorreta

Figura 8 Resposta incorreta do exercício 3 da questão 3 da avaliação (Equipe F) (Diogo, M. A, s/d)

O exercício 3 apresentou 13 (56,52%) acertos, sendo 9 (39,13%) acertos do grupo experimental e 4 (17,39%) acertos do grupo de controle. (vide figuras 8 e 9, Diogo, M. A, s/d)

do grupo de controle. (vide figuras 8 e 9, Diogo, M. A, s/d) Figura 9 –

Figura 9 Resposta correta do exercício 4 da questão 3 da avaliação (Equipe K) (Diogo, M. A, s/d)

O exercício 4, representado nas figuras 10 e 11(Diogo, M. A, s/d), teve 16 (69,56%)

acertos, onde 11 (47,82%) desse acertos foram atribuídos ao grupo experimental e 5 (21,74%)

acertos para o grupo de controle.

Figura 10 – Resposta incorreta do exercício 5 da questão 3 da avaliação (Equipe F)

Figura 10 Resposta incorreta do exercício 5 da questão 3 da avaliação (Equipe F) (Diogo,

M. A, s/d)

Dos 23 alunos 17 (73,91%) acertaram o exercício 5 (figuras 12 e 13, Diogo, M. A, s/d), sendo que destes, 11(47,82%) desses acertos foram conquistados pelo grupo experimental e apenas 6 (26,09%) pelo grupo de controle.

experimental e apenas 6 (26,09%) pelo grupo de controle. Figura 11 – Resposta correta dos exercícios

Figura 11 Resposta correta dos exercícios 6 e7 da questão 3 da avaliação (Equipe Y) (Diogo,

M. A, s/d)

O exercício 6 teve um total de 10 (43,48%) acertos, destes 6 (26,09%) acertos foram atribuídos ao grupo experimental e 4 (17,39%) ao grupo de controle. No exercício 7, 11 (47,82%) alunos conseguiram resolve-lo, obtendo êxito, sendo que 7 (30,43%) acertos couberam ao grupo experimental e 4 (17,39%) acertos ao grupo de controle. (figura 14, Diogo, M. A, s/d)

acertos ao grupo de controle. (figura 14, Diogo, M. A, s/d) Figura 12 – Resposta correta

Figura 12 Resposta correta do exercício 8 da questão 3 da avaliação (Equipe Y) (Diogo, M. A, s/d)

O exercício 8, conforme figura 15(Diogo, M. A, s/d), tinha como objetivo identificar se os alunos estavam sabendo construir gráficos. Assim como o exercício 5 o exercício 8 teve um grande número de acertos, totalizando 17 (73,91%), onde 9 (39,13%) alunos que acertaram o exercício faziam parte do grupo experimental e 8 (34,78%) faziam parte do grupo de controle. O último exercício da questão 2, teve apenas 2 (8,69%) acertos, ambos atribuídos ao grupo experimental.

Figura 13 – Resposta correta do exercício 9 da questão 3 da avaliação (Equipe Y)

Figura 13 Resposta correta do exercício 9 da questão 3 da avaliação (Equipe Y) (Diogo, M. A, s/d)

A figura 16 (Diogo, M. A, s/d) mostra que o exercício 9 era um exercício mais completo, pois abrangia lei de formação, construção de gráfico e aplicação de fórmula. Esse exercício teve apenas dois acertos, ou seja, aproximadamente 9% do total de alunos obtiveram êxito no exercício, ambos atribuídos ao grupo experimental.

Questão IV A questão quatro possuía três questões dissertativas e subjetivas, onde os alunos deveriam expor a sua opinião sobre a atividade aplicada. Faziam parte dessa questão as questões de número 10, 11 e 12 (Diogo, M. A, s/d). O objetivo dessas questões era verificar as dificuldades que os alunos encontraram durante a atividade e principalmente receber criticas elogios e sugestões para futuro melhoramento da atividade.

elogios e sugestões para futuro melhoramento da atividade. Figura 14 – Resposta do exercício 10, 11

Figura 14 Resposta do exercício 10, 11 e 12 da questão 4 da avaliação (Equipe C) (Diogo, M. A, s/d)

As respostas dadas pela equipe C às questões 10, 11 e 12, apresentadas na figura 17 (Diogo, M. A, s/d), mostram que a equipe encontrou dificuldades nos exercícios de criação das leis de formação das funções e ainda, que gostariam der ter participado do grupo experimental, pois

acreditam que poderiam ter aprendido mais se tivessem feito o uso do computador como recurso auxiliar nas atividades.

o uso do computador como recurso auxiliar nas atividades. Figura 15 – Resposta do exercício 10,

Figura 15 Resposta do exercício 10, 11 e 12 da questão 4 da avaliação (Equipe Z) (Diogo, M. A, s/d)

A figura 18 apresenta as repostas dadas pela equipe Z, onde é mostrado que o uso do programa Graphmática como recurso potencializador da aprendizagem ajudou-a num melhor entendimento do conteúdo trabalhado, e ainda, que esse tipo de intervenção deveria ser adotado por outros professores.

de intervenção deveria ser adotado por outros professores. Figura 16 – Resposta do exercício 10, 11

Figura 16 Resposta do exercício 10, 11 e 12 da questão 4 da avaliação (Equipe K) (Diogo, M. A, s/d)

A equipe B, ao responder as últimas questões, conforme figura 19 (Diogo, M. A, s/d), afirmaram que encontraram dificuldades em encontrar as leis de formação da função a partir de dois pares ordenados conhecidos, também entendem que o uso do computador os auxiliou na resolução das questões e que outros professores deveriam fazer uso do recurso computacional em suas aulas.

A seguir serão apresentados os resultados, tanto percentualmente como graficamente, que

os grupos alcançaram na avaliação final, depois de passarem pelas etapas de intervenção, tanto em

sala de aula quanto no laboratório de informática, fazendo uso do programa Graphmática.

Tabela 2 Resultados apresentados na avaliação final do grupo de controle

Resultado da avaliação

 

IC

Muito bom [09 a 11]

-

-

Bom [06 a 09[

04

33,33%

Regular [03 a 06[

05

41,67%

Fraco [0 a 03[

03

25,00%

Total de alunos

12

100%

A tabela 2 apresenta os resultados da avaliação do grupo de controle. Vale destacar que a

tabela apresenta apenas os resultados das questões objetivas, que poderiam ter respostas certas ou

erradas.

Tabela 3 Resultados apresentados na avaliação final do grupo experimental

Resultado da avaliação

IIE

Muito bom [09 a 11]

03

27,27%

Bom [06 a 09[

05

45,45%

Regular [03 a 06[

02

18,18%

Fraco [0 a 03[

01

9,09%

Total de alunos

11

100%

A tabela 3 apresenta os resultados da avaliação do grupo experimental. Assim como na

tabela 2, estão apresentados apenas os resultados das questões objetivas.

O resultado de ambos os grupo também pode ser visualizado e comprovado através da

figura 3, apresentada a seguir.

e comprovado através da figura 3, apresentada a seguir. Figura 17 – Gráfico apresentando o desempenho

Figura 17 Gráfico apresentando o desempenho dos grupos na avaliação

Analisando os resultados apresentados na tabela 2 e ratificados na figura x, é possível observar o melhor desempenho alcançado pelo grupo experimental, que alcançou alguns resultados “muito bom”, ou seja, três alunos acertaram entre 7 e 9 das questões objetivas aplicadas na prova, fato que não foi verificado com o grupo de controle.

Observa-se, também, o melhor desempenho do grupo experimental na classificação “bom”, tendo como resultado 45,45% (5 alunos) contra 33,33% (4 alunos) do grupo de controle. A classificação “regular” predominou no grupo de controle com 41, 67% contra apenas 18,18% do grupo experimental. Substancial também foi o desempenho fraco do grupo de controle quando

comparado percentualmente com o grupo experimental, tendo como resultados 25% do IC contra 9,09% do IIE.

4. Considerações finais

A mesma abordagem trazida na maioria dos livros didáticos e trabalhada em sala de aula

por grande parte dos professores nos motivou para a realização deste trabalho, cujo propósito foi apresentar uma maneira diferente de trabalhar o conceito de funções do primeiro grau, fazendo uso de uma sequência de ensino e do uso da tecnologia, através do programa Graphmática.

A proposta do trabalho é simples mas com um forte apelo pedagógico, pois nós, enquanto

professores estamos tendo a cada dia mais dificuldade de motivar e manter motivados nossos

alunos. É preciso que façamos algo diferente e que tenha algum significado, pois o que atualmente

é trabalhado na maioria das salas de aula não esta mais surtindo o efeito que outrora surtia.

Os alunos não enxergam significado no simples fato de resolver uma simples equação, por exemplo, 2x 10 = 4. Se esse cálculo não estiver atrelado algum fato que faça sentido para ele, que seja parte do seu dia-a-dia, dificilmente conseguiremos motivar o aluno para que aprenda, mesmo que mecanicamente ele efetue os cálculos, não saberá implicitamente para que os está fazendo, foi com o intuito de quebrar essa barreira que propusemos uma atividade contextualizada.

É justamente para ir de encontro com tais fatos que resolvemos elaborar esse trabalho, pois já trabalhamos com diversas sequências de ensino, no ensino superior e abordando outros conteúdos, mas os resultados estão sendo satisfatórios e então pensamos, por que não trazer também esses resultados para a educação básica, uma vez que a mesma está precisando de significativas mudanças, visando a melhoria da qualidade de ensino?

Encontramos como resultados da aplicação de nossa proposta uma significativa diferença entre o grupo de controle e o grupo experimental, tendo esse último um desempenho bem melhor percentualmente, nas questões objetivas, quando comparados com o IC.

Concluímos, após fazer as análises das respostas subjetivas, que ao levar os alunos ao laboratório de informática, realizar pesquisas na internet, atividades que são corriqueiras na vida dos alunos e fazer uso do programa Graphmática, conseguimos criar um ambiente de motivação e mantê-lo ao longo da aplicação da atividade, que ocorreu em dois dias.

Chegamos a conclusão também que, ao fazer o uso de recursos tecnológicos de forma consciente e correta, através do programa Graphmática para auxiliar a resolução de uma sequência de ensino com uma proposta contextualizada, somadas ao auxílio de um professor capacitado para fazer uso dessas ferramentas, conseguimos criar um ambiente favorável a construção do conhecimento dos alunos.

4.1 Sugestões para trabalhos futuros

Ao finalizarmos este estudo e após algumas reflexões de como podemos utilizar sequências de ensino como ferramenta facilitadora do aprendizado e ao mesmo tempo motivadora, sentimo- nos empenhados em sugerir algumas sugestões que podem contribuir para o caminho da aprendizagem de funções do primeiro grau e por que não expandir o conteúdo para funções do segundo grau e até mesmo outras vertentes dentro da matemática.

A nossa primeira sugestão é que professores façam uso desta sequência, aqui proposta, com

o intuito de verificar se os objetivos, alcançados com sujeitos dessa pesquisa serão replicados em

outras turmas. É de suma importância a aplicação de tal atividade, pois críticas e sugestões surgirão

e serão bem vindas, pois através delas poderemos reformular a proposta, fazendo as devidas adequações.

Outra sugestão que gostaríamos de deixar é para que os professores façam uso de sequências de ensino, façam uso consciente e correto da tecnologia em suas aulas, quebrando um pouco o paradigma tradicional de ensino, procurando estimular e motivar cada vez mais seus alunos na busca e construção de seus conhecimentos.

Por fim, entendemos que este trabalho seja apenas o inicio de um caminho, que ser for seguido, poderá trazer inúmeras contribuições e questões para aperfeiçoamento e continuidade do mesmo.

Referências

ANDRADE,

de

Luisa

Silva.

A

Formação

de

Professores

em Matemática

e

os

Registros

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DIOGO,

M.

A.

Função

Polinomial

do

grau.

(Aula

6

UNISINOS).

Disponível

em

www.exatec.unisinos.br/~propulsor/arquivos/aulaseis.doc. Acesso em 29/07/2010.

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1999.

ANEXO A

SEQUÊNCIA DE ENSINO 11

ÁREA: Ciências da Natureza DISCIPLINA: Matemática SÉRIE: 1º ano do ensino médio

CONTEÚDO:

Função polinomial do 1º grau.

Resolver problemas de função polinomial do 1º grau.

Gráficos da função polinomial e seus coeficientes.

OBJETIVOS:

1- Reconhecer a forma algébrica de uma função polinomial de 1º grau (y= ax + b).

2- Construir o gráfico que representa uma função polinomial do 1º grau.

3- Reconhecer a representação algébrica e os coeficientes de uma função do 1º grau, dado o seu gráfico.

TEMPO ESTIMADO: 4 aulas

MATERIAL NECESSÁRIO: calculadora, jornais, revistas, conta de luz, programa Graphmática e laboratório de informática com acesso a internet.

APRESENTAÇÃO DO PROJETO:

Professor quando se propõe ensinar Função do 1º grau é de suma importância utilizar um Objeto de Aprendizagem para mostrar aos alunos suas aplicações.

11 Sequência

www.sedu.es.gov.br/download/seqdidaticas_EM_Mat.pdf. Acesso em 31/07/2010.

de

ensino

adaptada

de

seqdidaticas_EM_Mat.

Disponível

em

O tema Funções do 1º grau, historicamente, tem gerado dúvidas e dificuldades para os alunos a respeit o de suas

aplicações e da necessidade de se substituir números por letras. É importante que os professores tenham a sua disposição

objetos desse tipo que, a partir de situações-problemas possibilitem contextualizar os conteúdos, tornando assim um aprendizado mais significativo para os alunos.

Portanto, nessa sequência será utilizada a questão da utilização da LanHouse e o comprovante de consumo de energia nesse contexto, as duas situações possibilitam aos alunos perceberem que o custo depende do consumo, e em contrapartida o conceito de uma Função, além de fazer uso do recurso computacional, o que se espera que crie uma maior motivação por parte dos alunos.

DESENVOLVIMENTO:

Antes de dar inicio ao desenvolvimento das etapas da atividade, é indispensável utilizar alguns minutos para a familiarização dos alunos com o programa Graphmática, não sendo necessário a utilização de muito tempo, pois o programa é de fácil manipulação e entendimento.

1ª Etapa:

1 Distribua a turma em equipes (duplas e trio) de alunos para fazer uma pesquisa na internet sobre o uso da internet, dificuldades de acesso, equivalência de preços na utilização.

2- Solicite a cada dupla para fazer uma tabela relacionando o tempo de uso da internet com o preço pago. Essa tabela

deverá ser construída utilizando o programa Graphmática.

3-

Após a confecção das tabelas peça aos alunos para verificar o que está acontecendo com o tempo e o preço pago.

4-

Nesse momento, o professor analisa junto com a turma a relação do tempo e o preço pago e reforça o conceito de

Função.

Para a realização da etapa 2 o professor deverá ter solicitado aos alunos que tragam contas do consumo de energia;

2ª Etapa:

1 - Solicite cada equipe que calcule os custos fixos (taxa mínima + iluminação pública + outros custos) e o va lor pago por kW/h de consumo de energia. (Servindo como referência a conta de menor valor)

Faça o seguinte questionamento

Qual é o custo fixo?

É só isso que é pago?

Como chegar ao valor final?

Como podemos demonstrar a forma algébrica de expressar o valor final a ser pago no consumo de energia?

Nota Importante:

Cada grupo deverá montar uma equação do 1º grau (y= ax + b) com valores encontrados.

3ª Etapa:

Solicite ao grupo que organize uma tabela, utilizando o programa Graphmática, apresentando os diversos consumos (kW/h) dos membros do grupo e aplique esses valores na equação formulada anteriormente para o valor final a ser preenchido na tabela.

Exemplo:

Nome do aluno

Consumo (x)

Taxa Mínima (a)

Σ dos Custos (b)

Valor Final (y)

Y= ax + b

→ y = valor final;

→ a = Taxa mínima paga por kW/h (centavos);

→ b = somatório dos custos fixos;

→ x = consumo em KW/h.

4ª Etapa:

1 - Solicite ao grupo que construam um gráfico a partir da tabela anterior, com o auxilio do programa Graphmática.

2 - Selecione um dos gráficos anteriores para uma plenária de apresentação.

Nota Importante:

Peça aos alunos que faça uma observação em relação à leitura do gráfico, questionando sempre a eles se está clara a relação entre custo X consumo.

5ª Etapa:

Identifique o que os gráficos têm em comum e faça comentário a respeito desta característica.

Nesse momento é oportuno fazer os seguintes questionamentos:

O gráfico é crescente ou decrescente?

O que torna um gráfico crescente ou decrescente?

Após os questionamentos, utilize o programa e apresente os coeficientes, mostrando a influência na inclinação da reta.

6ª Etapa:

Solicite aos alunos que construam no programa diversos gráficos de reta com inclinações diferentes para estudo dos coeficientes da função polinomial do 1º grau. Nesse momento é oportuno deixar que os alunos utilizem toda a criatividade para a construção dos gráficos, procurando dentro dos limites não estipular regras.

Separe os grupos por semelhança de retas crescentes e decrescentes e identifiquem as como: coeficientes positivos ou negativos.

AVALIAÇÃO:

Os alunos serão avaliados através da construção de gráficos, resolução de exercícios e apresentação na plenária.

ANEXO B

AVALIAÇÃO - FUNÇÃO POLINOMIAL DO 1º GRAU 12

I.Gráfico de uma função polinomial do 1º grau

Característica:

II.

Coeficientes da função do 1º grau

 

Dada a função real f(x) = ax + b:

O

coeficiente a é chamado coeficiente angular da reta e indica:

O

coeficiente b é chamado coeficiente linear da reta e indica:

III.

Resolva:

 

1)

Obtenha a lei das funções de 1º grau que passam pelos pares de pontos abaixo:

a)

(-1, 2) e (2, -1)

passam pelos pares de pontos abaixo: a) (-1, 2) e (2, -1) b) (-1, 0) e

b) (-1, 0) e (3, 2)

de pontos abaixo: a) (-1, 2) e (2, -1) b) (-1, 0) e (3, 2) 1

12 Adaptado da aula 6, Função Polinomial do 1º grau da UNISINOS desenvolvida pelo professor Marcelio A. Diogo. Disponível em www.exatec.unisinos.br/~propulsor/arquivos/aulaseis.doc. Acesso em 29/07/2010.

2)

Determine a lei da função do 1º grau cujo gráfico está representado abaixo:

3)

y  3  2
y
3
 2

x

gráfico está representado abaixo: 3) y  3  2 x Determine a lei da função

Determine a lei da função do 1º grau cujo gráfico passa pelo ponto (2, 3) e cujo coeficiente linear vale 5.

passa pelo ponto (2, 3) e cujo coeficiente linear vale 5. 4) Dada a função y

4)

Dada a função y = 3x 2, calcule os valores de x que tornam a função negativa.

2, calcule os valores de x que tornam a função negativa. 5) Dada a função y

5)

Dada a função y = 2x + 1, calcule os valores de x que tornam a função positiva.

+ 1, calcule os valores de x que tornam a função positiva. 6) Determinar a lei

6)

Determinar a lei da função do 1º grau que passa pelo ponto (-2, 1) e cujo coeficiente angular é -4.

passa pelo ponto (-2, 1) e cujo coeficiente angular é -4. 7) 8) Determine a lei

7)

8)

Determine a lei da função do 1º grau que passa pelos pares de pontos abaixo:

a)

(0, 1) e (1, 4)

b) (-1, 2) e (1, -1)

de pontos abaixo: a) (0, 1) e (1, 4) b) (-1, 2) e (1, -1) Faça
de pontos abaixo: a) (0, 1) e (1, 4) b) (-1, 2) e (1, -1) Faça

Faça os gráficos das seguintes funções:

a)

y = 2x + 3

b)

y

3x

1

2

c) y = x

a) y = 2x + 3 b) y   3x  1 2 c) y
a) y = 2x + 3 b) y   3x  1 2 c) y
a) y = 2x + 3 b) y   3x  1 2 c) y

9)

Um botijão de cozinha contém 13 kg de gás. Sabendo que em média é consumido, por dia, 0,5 kg de gás:

a) Expresse a massa (m) de gás no botijão, em função do número (t) de dias de consumo.

por dia, 0,5 kg de gás: a) Expresse a massa (m) de gás no botijão, em

b) Esboce o gráfico desta função.

b) Esboce o gráfico desta função. c) Depois de quantos dias o botijão estará vazio ?

c) Depois de quantos dias o botijão estará vazio ?

c) Depois de quantos dias o botijão estará vazio ? IV – Responda:      

IV Responda:

     

10)

Você encontrou dificuldades relacionadas ao conteúdo matemático específico?

Se sim, cite-as

 

11)

O uso do programa computacional durante as aulas facilitou a compreensão do conteúdo e ajudou na resolução dessa atividade? Justifique

12)

Dê sua opinião sobre a atividade desenvolvida nas últimas 4 aulas. O que pode ser melhorado?

 
12) Dê sua opinião sobre a atividade desenvolvida nas últimas 4 aulas. O que pode ser